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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO GRANDE DO SUL

FACULDADE DE ENGENHARIA
DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA

MYUNG HEE FIGUR

CONVECÇÃO NATURAL E CONVECÇÃO FORÇADA

Porto Alegre
2009/2
1. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

1.1. Convecção

Quando a transferência de energia ocorrer entre uma superfície e um fluido


em movimento em virtude dadiferença de temperatura entre eles, usamos o
termo transferência de calor por convecção. A convecção se divide em duas
categorias: convecção natural e convecção forçada.
Quando um fluido escoa ao longo de uma superfície, seja o escoamento em
regime laminar ou turbulento, as partículas na vizinhança da superfície são
desaceleradas em virtude das forças viscosas. A porção de fluido contida na
região de variação substancial de velocidade é denominada de camada limite
hidrodinâmica. Ao longo desta revisão bibliográfica será mais enfocado o
assunto da camada limite dentro da convecção natural e da convecção forçada.

1.1.1. Convecção Forçada

Na convecção forçada, o escoamento do fluido é mantido pela ação de


meios externos, em geral ventiladores ou sopradores, com o objetivo de uma
troca de calor maior (maior coeficiente de convecção) do que a troca na
convecção natural.

Fazendo uma análise da camada limite para um escoamento sobre placa


(Figura 1):

• quando as partículas do fluido entram em contato com a superfície elas têm


velocidade nula.
• Elas atuam no retardamento do movimento das partículas da camada de
fluido adjacente, que por sua vez atuam na seguinte e assim até uma
distância da superfície y=δ onde o efeito do retardamento é desprezível
• Este retardamento do movimento está associado às tensões de
cisalhamento τ que atuam em planos paralelos à velocidade do fluido
• Com o aumento da distância y das superfície, o componente da velocidade
do fluido na direção x, u deve aumentar até atingir o valor na corrente livre
u∞ .

u∞ δ (x)

τ
y δ

Figura 1: Camada limite sobre uma placa plana.


δ é a espessura da camada limite e é definida como o valor de y para o qual
u=0,99u∞

O perfil de velocidades na camada limite se refere à maneira pela qual u varia


em função de y através da camada limite.

Tem-se presente duas regiões:

• uma fina camada de fluido (camada limite) onde os gradientes de


velocidade e as tensões cisalhantes são grandes
• uma região exterior à camada limite onde estes são desprezíveis.

1.1.2. Convecção Natural

Diferentemente do que ocorre na convecção forçada, onde o escoamento


do fluido era ocasionado por uma força motriz externa (bomba, ventilador, etc),
na conveção natural (ou livre), o escoamento do fluido é ocasionado devido a
uma força de corpo (proporcional à massa específica) que atua sobre um fluido
no qual existem gradientes de massa específica, ocasionados por uma
diferença de temperatura. O efeito líquido é uma força de empuxo que induz
correntes de convecção natural.
Uma vez que as velocidades do fluido na conveccão natural são, em geral,
pequenas, os valores das taxas de troca de calor são menores do que aqueles
que ocorrem na convecção forçada.
Considerando o caso de um fluido e uma placa vertical com Ts > T∝ . O
fluido junto à placa é menos denso que o fluido mais afastado dela e irá surgir
uma camada limite de convecção natural (Figura 2).

Figura 2: Camada Limite de Convecção Natural.


2. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

No laboratório de operações unitárias (LOPE) foi desenvolvido o


experimento que se trata na medição da temperatura em diversos pontos de
uma coluna (Figura 3. b) na qual contém uma placa (10 cm x 11 cm) que está
sobre aquecimento. Foram medidos 7 pontos (Figura 3.a) de temperatura dos
quais 3 estão acima da placa, 3 estão no meio da placa e um está antes da
placa. O primeiro experimento não continha nenhum agente externo que
pudesse influenciar na medida da temperatura, ou seja, a convecção deu-se
naturalmente, já no segundo experimento utilizamos um ventilador, que força o
ar a escoar pela coluna, fornecendo diferentes temperaturas das medidas no
primeiro experimento, devido a essa convecção forçada. a

a) b)

Figura 3: Desenho da coluna (b) e dos pontos onde a temperatura foi medida (a).