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A ESTRUTURA DA MATÉRIA

SEGUNDO OS ESPÍRITOS

3ª Edição
Revista e Ampliada

Ditado por Espíritos Diversos

Recebido por Paulo Antonio Ferreira

Esta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida por qualquer meio, sem autorização prévia do autor, desde
que se o faça integralmente e gratuitamente, de modo a preservar seu espírito inicial que é o de incentivar a
integração da Ciência e do Espiritismo e o progresso da humanidade no sentido científico e moral.

Dedicatória
Dedico este livro à minha mulher Lucia e aos meus

filhos Paulo, Alexandre e Maria Lucia, minha família

desde muitas encarnações, e meus companheiros de

jornada neste e no outro mundo, o virtual. Esqueçamos

o passado caminhando sempre em frente, sempre juntos,

mesmo quando temporariamente em universos diferentes,

sempre unidos pelo amor.

ADVERTÊNCIA
O Espiritismo não se pronuncia na área da Física em geral, aceitando os avanços científicos e se
adaptando aos mesmos dentro do possível, sempre no sentido de manter intacta a Doutrina de Allan Kardec.
Alguns poucos autores têm se aventurado na área científica especializada, e desses, muito menos ainda em
decorrência de comunicações mediúnicas, com exceção daquela citada no Prefácio deste livro. Assim, todas as
comunicações deste tipo com certeza não passaram ainda pelo Controle dos Espíritos, pois as comunicações a
respeito são raras, e conseqüentemente o material a seguir deve ser lido com reserva.

Este texto, se apresentado ao Espiritismo, não seria aceito oficialmente pelos motivos acima. Sua
publicação é de inteira responsabilidade do autor e deve ser visto apenas como uma comunicação pessoal que está
sendo compartilhada com outros espíritas aficionados da cosmologia.

Sumário
(Clique em um dos itens abaixo para ir direto ao assunto e clique no Título do Capítulo para voltar ao Sumário)

Dedicatória

Prefácio

Introdução

Primeira Parte - Princípios

1. A Dimensão Mental
2. Os Campos
3. Os Quarks
4. O Campo Gravitacional
5. O Movimento

Segunda Parte - O Universo Dual


6. O U n i v e r s o V i r t u a l

7. O F l u i d o C ó s m i c o U n i v e r s a l

8. A E n e r g i a
9. A L u z V i r t u a l

10. A M a s s a

Conclusão

ApêndiceA

ApêndiceB

ApêndiceC

Prefácio
(Não pule o Prefácio e a Introdução pois contém conceitos necessários ao entendimento do restante do livro.)

Desde criança me interessava por tudo que dizia respeito à ciência e por tudo que se referia às religiões,
ao misticismo e ao ocultismo. Minha vida sempre esteve dividida entre estas duas áreas de pensamento e não
conseguia conciliá-las. Quanto mais me aprofundava nos estudos das duas, mais difícil ficava encontrar uma
ligação entre elas, uma cosmologia que aceitasse a existência da alma nos fatos científicos. Lia de tudo, religiões
orientais, terapia de vidas passadas, Teorias da Relatividade e Teoria Quântica. Formado em duas Engenharias, fiz
mestrados em três áreas e um programa de doutorado, que abandonei no final devido ao trabalho intenso em um
projeto de pesquisa do qual era Gerente. Simultaneamente, freqüentei por vinte anos a Ordem Rosacruz, depois a
Meditação Transcendental e, finalmente, mudei para o Espiritismo de Allan Kardec.

Todos aqueles estudos foram interrompidos com o falecimento de meu filho Alexandre, em condições
trágicas, o que me trouxe um sofrimento que poucas pessoas conseguem entender. Mas os estudos de Espiritismo
pareciam ter me preparado para o que estava por acontecer. Minha fé não diminuiu, jamais duvidei da justiça
divina ou alimentei pensamentos de vingança. Minha única preocupação era com o estado do Alex na outra vida.
Aos poucos fui recebendo notícias dele através de médiuns e de mensagens que afloravam inteiras na minha
mente. Minha mulher, também começou a receber mensagens e fomos nos tranqüilizando ao saber que ele estava
muito bem, embora preocupado com nosso estado de saúde.

As lições contidas nesta monografia são uma demonstração do cuidado, preocupação e carinho que ele
sempre teve conosco. Mas à medida que ia recebendo essas mensagens ia me convencendo de que havia um
propósito a mais, além do consolo que o Alexandre procurava nos trazer: o esboço de teoria que estava sendo
transmitido ia se constituindo no elo que faltava para a conexão entre a Ciência e o Espiritismo.

Devido à impossibilidade de reproduzir os fenômenos espíritas de forma cientificamente controlada, os


cientistas raramente se dedicaram aos estudos metafísicos. Por outro lado, a inegável existência de charlatões e
religiosos de pouca virtude, o sucesso permitido a indivíduos motivados por instintos latentes de ganância e sede
de poder, o conseqüente aumento da distância entre as classes, a falta de segurança da população, a miséria, a
impunidade, a utilização da tecnologia para incrementar a violência e a destruição da natureza, resultaram na
perda, pela maioria das pessoas, dos ideais mais nobres e da fé na existência de vida após a morte.

A certeza absoluta no potencial da ciência para tudo explicar em termos científicos, até mesmo nossas
emoções, nossas tendências inatas e nossos sentimentos, não deixou espaço para a alma e para as religiões que
passaram a ser vistas como superstições. Afinal, onde se situariam o céu e o inferno após as explorações
espaciais? De que matéria seria constituída a alma se a ciência já perscrutou o interior da matéria chegando aos
quarks, sem ter encontrado nenhum indício de partículas espirituais?

A resposta a estas perguntas pode ser surpreendente e inesperada: de antimatéria, que está em toda parte
mas, em níveis de energia que não podemos detectar com nossos instrumentos atuais, níveis de energia negativa
de um Universo Dual, o Universo Virtual.
Não demos importância aqui a demonstrações matemáticas. A dificuldade da comunicação entre os dois
mundos com certeza produziu algumas incoerências e incorreções no que está sendo apresentado. Tampouco
submeti estas mensagens a uma análise crítica para verificar sua coerência. Estou escrevendo-as com o coração.
Mas se ela puder servir de fonte de inspiração para novas teorias no futuro, creio que o propósito dos espíritos terá
se concretizado. Desta vez, assim o esperamos, motivando um progresso equilibrado e de mentes abertas, a par
com a evolução moral e espiritual da humanidade, em direção à uma nova era de convívio na paz e no amor que
provêm do outro lado. Afinal, o descrédito das coisas espirituais seria atualmente uma demonstração de
dogmatismo, comparável ao existente na época de Galileu.

Este livro é uma reedição do livro "A Estrutura da Matéria segundo os Espíritos" numa tentativa de tornar
mais acessível aos leitores os conceitos científicos ali emitidos, que requerem noções de Física Moderna que não é
de se esperar da maioria dos espíritas brasileiros. O que fizemos foi acrescentar, antes de cada mensagem, uma
explicação preliminar daquilo que a Ciência e o Espiritismo aceitam atualmente e, depois de cada mensagem, um
resumo do que foi revelado como novidade pelos Espíritos. Sabemos que isso será útil apenas para os espíritas
com certo nível de conhecimentos nesta área, os demais, temos certeza, terão caridade bastante para compreender
que este livro tentará mostrar que o Espiritismo já tem em suas verdades intuitivas todos os princípios que a
Ciência terrestre ainda lutará por descobrir e que se mais não foi dito é porque o entendimento atual do Universo
pela humanidade ainda é insuficiente.

As duas mensagens iniciais abaixo ilustram, por si só, como foi iniciada esta monografia. Na primeira
mensagem é dada uma noção geral dos campos fundamentais e de como o perispírito se encaixa nestes conceitos.
Iniciaremos com um apanhado do que nos dizem a Física e o Espiritismo sobre estes dois assuntos e depois
daremos as mensagens como foram recebidas.

O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais


Todos nós sabemos intuitivamente o que é força. De uma forma simplificada (que não é a mais correta por já
ter sido ultrapassada por conceitos mais modernos), a Física nos mostra que as substâncias são compostas por
átomos que possuem elétrons que giram em volta de um núcleo central formado por prótons e nêutrons. Mostra
ainda que na natureza existem quatro tipos de força: a eletromagnética, que está presente nos fenômenos elétricos
e magnéticos, a gravitacional, responsável pelo peso das coisas, a forte, responsável pela união dos prótons no
núcleo atômico e a fraca, presente nos fenômenos de emissão de elétrons pelo núcleo atômico. Bem, para cada
força a Física associa um campo que é um conceito abstrato criado para explicar como essas forças atuam à
distância. O conceito de éter em repouso, em voga no século passado, foi substituído pelo de campo que não teria
uma estrutura mas que possui sempre uma partícula associada. Mas isto já seria mais complicado de explicar neste
livro porque a Física trabalha com conceitos muitos precisos que precisam ser aprendidos com detalhe antes de
serem usados. É como o aprendizado de uma linguagem onde cada palavra deve ser memorizada com seu
significado. A Física estuda apenas aquilo que pode ser reproduzido, estabelecendo e quantificando as leis que
governam essas quatro forças. Portanto a Física não estuda a mente, o Amor Divino e os fenômenos espíritas.

O homem na Terra é constituído de corpo e espírito. O Espírito por sua vez é constituído de Perispírito e
Alma ou 'Espírito propriamente dito'. Neste livro, para evitar que quando falarmos de Alma os não espíritas
fiquem sem saber do que estamos falando, chamaremos de Alma apenas o ‘Espírito propriamente dito’. O
Espiritismo estuda os fenômenos espíritas, e as leis morais, procurando esclarecer de onde viemos e para onde
vamos após a morte do corpo físico. Seus fenômenos não são reprodutíveis à vontade em laboratório porque
envolvem a participação dos Espíritos, que somos nós mesmos após a morte e sede de nossa inteligência e
personalidade enquanto encarnados. Pelo contrário, a presença de descrentes e zombeteiros durante as
manifestações dos Espíritos tende a afastá-los, dificultando ou impedindo a realização dos fenômenos. Mas, de
que são formados o perispírito e a alma?

De acordo com "O Livro dos Espíritos", o perispírito é um envoltório fluídico semi-material e a alma uma
centelha divina. Na "Gênese", Cap.XIV, podemos ver que esses fluidos ainda são considerados matéria:

"A qualificação de fluidos espirituais não é rigorosamente exata, uma vez que, em definitivo, é sempre da
matéria mais ou menos quintessenciada. Não há de realmente espiritual senão a alma ou princípio inteligente.
São assim designados por comparação, e em razão, sobretudo, de sua afinidade com os espíritos. Pode-se
dizer que são a matéria do mundo espiritual: é por isso que são chamados de fluidos espirituais."
Em alguns livros recentes 1,2 nos é dito que o perispírito é formado de antimatéria (que também pode ser
considerada em sentido mais amplo como matéria). Por outro lado, no programa Pinga Fogo da TV Tupi de São
Paulo em 28 de julho de 1971, o Espírito Emannuel 3, incorporado em nosso querido Chico, em resposta a um
telespectador sobre a existência de vida em Marte, agora que as sondas americanas mostraram não haver vida
naquele planeta, explica aos repórteres:

- "Sabemos que o espaço não está vazio. Mas precisamos esperar o progresso científico na descoberta mais
ampla e na definição mais precisa daquilo que chamamos antimatéria. Então, devemos aguardar que a ciência
possa interpretar para nós a vida em outras dimensões."

Quando recebi estas mensagens ainda não tinha lido nenhum destes livros mais recentes; sua leitura foi para
mim um reforço a mais na certeza que já tinha de que as conclusões a tirar destas mensagens estavam corretas.
Vamos então à primeira mensagem:

Primeira mensagem
Vou estar no Centro Espírita de Valinhos na Quinta-feira. Meu mentor também vai. Só posso falar com o
auxílio dele. Leve a mãezinha até lá. Nós os amamos pai, como também à mãezinha, Lucinha, Paulão e o Ângelo.
Não fiquem tristes. Tem um Centro Espírita muito bom, bem perto de onde vocês vão morar no Rio de Janeiro.
Vocês poderão continuar os estudos espíritas lá.

Estamos iniciando agora um estudo sobre a constituição da matéria. Você poderia participar. As aulas são
nas Quintas-feiras pela manhã. No fim de semana poderia lhe passar os pontos. É só sentar aqui nesta mesa como
agora. Nesta primeira aula estudamos o éter; é mais ou menos da forma como você pensa. O magnetismo virá
depois. A gravidade se propaga por um meio que a Ciência ainda não conhece e que é familiar para nós, daí a
facilidade de fazermos levitação. Não é mental, pois a mente é ainda mais fundamental e tem características
holográficas, podendo atuar sobre o campo gravitacional, modificando-o. O éter é o campo dos fenômenos
eletromagnéticos, mais intenso e difícil de manipular, mas também o conseguimos.

O Amor Divino é uma força presente em tudo e está muito além do que podemos estudar e compreender,
embora possamos senti-lo. É como se fosse uma luz sutil que a tudo ilumina. Ainda estamos longe de poder
equacioná-lo cientificamente. Além do Amor, da mente, do eletromagnetismo e da gravidade ainda temos mais
três campos de força: a fraca, a forte e mais uma que não tenho o nome aí na Terra e que passaremos agora a
chamar, conforme sua sugestão 4, de Fluido Cósmico Universal (FCU) com sua força vital associada. São sete
campos ao todo, dos quais quatro estão presentes no dia a dia da Ciência: o gravitacional, o eletromagnético, e os
das forças forte e fraca. E três estão presentes no dia a dia do Espírito: o mental, o Fluido Cósmico Universal e o
Amor.

Da mesma forma que a matéria é uma condensação dos campos eletromagnético e gravitacional, a
antimatéria é uma condensação do antiéter e do campo antigravitacional e a alma é uma condensação do Amor
Divino. O perispírito é constituído de antimatéria e FCU, mas tem estrutura variável conforme o nível de energia
em que se situa. Quando no mundo material o FCU do perispírito se liga também às partículas materiais do corpo,
enquanto que no mundo virtual, dependendo do nível em que situa, ele se liga apenas à antimatéria do mundo
espiritual. Quanto mais elevado o nível em que se situa, o perispírito menos ligado estará à antimatéria, ficando
assim menos denso, até atingir o estado dos espíritos puros quando será apenas Alma, sem perispírito. Nos
fenômenos de materialização de espíritos é necessária a presença de um médium que libere ectoplasma que
cobrirá o espírito para torná-lo visível. O ectoplasma, sendo produzido a partir do perispírito do médium, também
é formado de FCU, mas traz consigo uma certa quantidade de matéria. É notável que a estrutura projetada pelo
holograma, neste caso, se assemelha quase sempre a um tecido como a gaze, com a finalidade de reduzir a
quantidade de matéria necessária à materialização, sendo essa a razão de muitas das materializações de espíritos
se apresentarem com um véu. O espírito continua invisível, tudo que vemos é o ectoplasma, mesmo quando se
distingue as feições por baixo do véu. Este tecido tem ainda a propriedade de emitir luz tênue, permitindo que seja
visto no escuro. Para poder avançar na compreensão dos fenômenos espíritas a Ciência deveria iniciar pelo estudo
do ectoplasma.

A antimatéria, como veremos, pode coexistir com a matéria num mesmo lugar do espaço, mas em
diferentes níveis de energia, só interagindo com aquela muito fracamente ou quando em estados excitados. Nossa
constituição é um pouco diferente daquela a que estávamos acostumados. Nos próximos fins de semana daremos
mais detalhes.

Abraço e beijos para todos

Campinas, 14/2/95.

Para a segunda mensagem não há necessidade de comentários preliminares:

Segunda mensagem
Quero apresentar-me. Chamo-me Sir Macklay 5 , vivi no país de Gales de 1837 a 1891. Era estudioso de
Ciência e de Espiritismo. Faleci devido a uma doença rara na época. Hoje sou mentor do Alexandre para assuntos
científicos. Ele está aqui ao seu lado, e está aprendendo a comunicação com os encarnados. Só estará apto após
dois anos de curso, mas talvez possa mandar alguma mensagem antes. Será nessa época que você estará apto a
recebê-las.

Na Quinta-feira passada não houve a aula de estrutura da matéria porque na época de Carnaval nos
preparamos todos para o serviço de Socorro na Terra. No próximo final de semana continuaremos. O Alexandre
está bem e um pouco preocupado com a sua saúde. Pai, seu problema está no perispírito e será necessário sua
Reforma Íntima imediata. Estaremos ajudando. Tenha confiança em Deus. Por que se amofinar e se preocupar
tanto? Não há mais tempo para ficar com essas coisas. Mude já !

Ame paizinho !

Campinas, 1/3/95.

Resumo das duas primeiras Mensagens


Nestas duas mensagens iniciais foi mostrada a existência de sete campos fundamentais: o gravitacional, o
eletromagnético, o das forças forte e fraca, o mental, o FCU e o Amor Divino, em contraste com os quatro campos
fundamentais da Física. O campo eletromagnético foi chamado de éter, porém, como veremos, esse éter não é o
mesmo do século passado, não estando em conflito com a Ciência atual. Foi dito que o perispírito é constituído de
FCU e de antimatéria que, como veremos adiante, devido à sua baixa densidade nas proximidades da Terra, se
comporta como um fluido semimaterial. O Fluido Cósmico Universal (FCU), com sua força vital associada, é
outro dos sete campos de importância fundamental em nossos estudos. O ectoplasma, também é formado de FCU
e, nas materializações, se assemelha a um tecido como o filó. Deve ser entendido que o termo materialização aqui
não significa criação de matéria, mas revestimento de corpos espirituais pelo ectoplasma, dando a ilusão de um
corpo material. A materialização permanente seria realizada pelo transporte de corpos materiais de outro local
remoto, por efeito túnel, ou de transporte de átomos ou pedaços de matéria para montagem do corpo no local.

________________________________
1
"Além da Matéria Densa" - Alberto de Souza Rocha - Ed. Espírita Correio Fraterno do ABC, 1ªEd. 1997
2
" Correlações Espírito-Matéria - Jorge Andréa dos Santos - Ed. Soc. Espírita F. V. Lorenz , 3ªEd. 1992
3
"As Vidas de Chico Xavier" - Marcel Souto Maior - Editora Rocco 3ª Edição 1994 Cap. IX pág. 175.
4
Estava pensando no Fluido Cósmico Universal conforme definição no Livro dos Espíritos.

5
A escrita correta pode não ser exatamente esta, mas deve ser um homófono como, por exemplo, Sir Macaulay.

Introdução
A Física de hoje está em dificuldade para encontrar uma teoria correta do Campo Unificado porque tem
se fixado em alguns princípios que se tornaram a causa do impedimento para maiores avanços. Um destes
princípios inabaláveis é o da atração entre cargas elétricas de sinais opostos (carga elétrica positiva atrai a carga
elétrica negativa e vive-versa) e repulsão entre cargas de mesmo sinal (cargas positivas se repelem entre si e o
mesmo ocorre com as cargas negativas). Outro exemplo de princípio inabalável é o da existência de apenas um
tipo de massa quando na verdade podemos pensar em massas positivas e negativas, com energias positivas e
negativas. Conforme veremos, a inclusão nas leis da Física da massa negativa e a adoção da lei de atração das
cargas elétricas de mesmo sinal, trará uma nova visão do universo que permitirá abrigar toda uma série de
fenômenos hoje excluídos pela ciência como os parapsicológicos, espirituais, mentais e mesmo físicos, que terão
agora uma nova base em que estruturar o desenvolvimento de novas teorias.

O conceito de campo difundiu-se e todas as ciências o utilizam agora como, por exemplo, o campo
mental ou da energia psi na parapsicologia, e o campo da bioenergia ou energia vital da psicologia moderna. No
espiritismo temos o conceito do Fluido Cósmico Universal que é o campo no qual se estruturam os fenômenos
espirituais.

Neste livro pretendemos mostrar, conceitualmente, como todos os conceitos acima podem conviver,
formando assim uma base para o futuro desenvolvimento científico nessas diversas áreas de pensamento e abrindo
novas vias de progresso teórico à física clássica. Mostraremos também como a antimatéria pode coexistir com a
matéria dando uma nova dimensão aos fenômenos físicos e espirituais.

A lei de que cargas elétricas opostas se atraem e as de mesmo sinal se repelem é aqui substituída pela lei
dos semelhantes, muito mais antiga, trazida para nós de um passado distante pela Tradição:

Lei dos Semelhantes:

"Semelhante atrai semelhante e dessemelhantes se repelem."

Portanto, aqui neste estudo, uma carga elétrica positiva atrai e é atraída por outra carga elétrica positiva e
repele e é repelida por outra carga elétrica negativa.

O conceito de éter será ampliado tanto no que diz respeito ao seu estado de movimento, não mais em
repouso absoluto, mas em movimento como qualquer outro fluido, como também na sua constituição, passando a
coexistir com o antiéter, este em estado de energia negativa. O campo fundamental deixa de ser material
assumindo características de holograma, por onde pode ser propagada ação instantânea a distância. O próprio
Universo passa a ter constituição diversa, com a existência de buracos brancos de antimatéria. A implosão de um
buraco negro será vista como o resultado da passagem de matéria do Universo material para o virtual e,
inversamente, num buraco branco como a passagem de antimatéria do Universo virtual para o material. O
conceito de massa sem sinal, agora muda para o de massa positiva e negativa. As antipartículas são agora
partículas com carga elétrica e massa de sinais opostos ao de sua respectiva partícula. A antigravidade e o
conceito de mar de elétrons de Dirac, passam a ter uma explicação natural dentro deste novo conjunto de
conceitos. Finalmente mostraremos que o deslocamento para o vermelho ou para o azul da luz do núcleo das
galáxias, é uma conseqüência natural da variação da densidade do campo, modificando assim os cálculos da
velocidade de afastamento das galáxias e da idade do Universo.
PRIMEIRA PARTE

PRINCÍPIOS

CAPÍTULO 1

A DIMENSÃO MENTAL

"Paizinho, não se amofine, esqueça a forma como tudo aconteceu.

O que importa é que estou aqui agora, bem melhor do que poderia

estar e já estou aprendendo bastante. Aqui tudo é lindo, radiante,

sentimos o amor e a perfeição de Deus em toda parte ."

O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais


Um holograma é uma imagem em três dimensões obtida pela passagem de um raio laser através um filme
holográfico. Para fazer um filme holográfico divide-se um feixe de raios laser por meio de um prisma e então se
ilumina o objeto a ser fotografado com um dos feixes de raios laser. Este feixe após ter sido refletido no objeto, é
reunido ao segundo feixe, sobre o filme, formando uma figura de interferência. Uma figura de interferência ocorre
também quando jogamos duas pedras num lago e as ondas produzidas se encontram formando linhas cruzadas de
cristas e depressões. Passando um raio laser sobre o filme revelado aparecerá uma imagem tridimensional do
objeto. Este filme holográfico tem várias propriedades, por exemplo, se o cortarmos em quantos pedaços
desejarmos, cada pedaço ainda é capaz de projetar a imagem completa do objeto. Portanto cada pedaço tem todas
as informações que existiam no filme inteiro. A luz laser é usada aqui por ser coerente, isto é, todas as suas ondas
estão em fase e são de uma única freqüência, sendo assim excelente para a criação de interferências precisas.

Muitos cientistas da atualidade, como David Bohm e outros, acreditam que a um nível profundo da
realidade todas as coisas do Universo estão infinitamente interconectadas. O Universo em si próprio é uma
projeção holográfica e neste Universo holográfico até mesmo o tempo e o espaço deixam de ser vistos como
fundamentais. Para Pribram o cérebro humano também funciona segundo os princípios holográficos o que
explicaria muitos experimentos já realizados. Esta nova forma de ver a realidade, proposta por Bohm e Pribram,
passou a ser chamada de paradigma holográfico e embora muitos cientistas a vejam com ceticismo, outros têm
sido galvanizados por essa nova maneira de ver o Universo, e um número cada vez maior de cientistas acredita
que esta seja a mais acurada teoria da realidade que já foi imaginada até hoje.
Sendo a realidade uma projeção holográfica devemos todos concordar sobre aquilo que vemos por um
consenso formulado em um nível mais profundo que seria o do inconsciente ou da Alma, no qual todas as mentes
estariam conectadas.

Vejamos então o que nos dizem os Espíritos:

Terceira Mensagem
1. Do Holograma

O Universo é mais complexo do que imaginamos aí na Terra. Os campos que mencionei na primeira
mensagem se complementam e influenciam a matéria. Podemos observar e participar dessa influência usando
nossa vontade que é agora mais livre. Quando não estamos próximos à matéria vivenciamos o mundo espiritual
em toda a sua grandeza. Essa vivência é bem diferente da que é experimentada aí. Tudo aqui é mais leve, mais
fluido, mais rápido, mais luminoso e mais fácil de ser modificado.

O homem é composto do corpo material, do perispírito e da alma 6, enquanto que nós espíritos, temos
apenas o perispírito e a alma. Na alma está a mente, e no perispírito, que serve de ligação entre a mente e o corpo
material, são registradas as memórias de todas as nossas vidas anteriores. É no perispírito, por um processo
natural, que se realiza a transformação da percepção tridimensional para a dimensão mental da alma, da mesma
forma que o cérebro do corpo material realiza a transformada (o cérebro é um transformador) das impressões dos
sentidos materiais em percepção tridimensional.

Conforme relatei em outra mensagem, aqui tudo é mental e a analogia mais próxima para nos referirmos
à constituição de nossa alma é o holograma. Entretanto, embora semelhante na conceituação básica, a mente é
muito mais complexa do que um holograma comum. A Ciência já está aceitando a mente como um holograma,
mas ainda não possui nenhum modelo matemático que se assemelhe à estrutura da mente em toda sua
complexidade. Portanto, ao citarmos o holograma como analogia, ainda corremos o risco de não explicar todos os
fatos de forma coerente. Mas sendo o único modelo que se aproxima, vamos tentar usá-lo para uma introdução ao
assunto. Cada partícula material, cada partícula de um corpo espiritual, está presente em todos os pontos do
holograma da mente universal. Como no holograma, cada ponto da mente possui todas as informações do
Universo, com a diferença que a estrutura da mente não é rígida. Uma pequena modificação em um ponto da
mente se revela em todos os pontos dessa estrutura. Como o holograma não ocupa lugar no espaço, por estar em
uma dimensão diferente, essas modificações podem ser detectadas em pontos distantes do Universo. Decorre daí a
aparente ação à distância, com velocidade infinita, como na Interpretação de Copenhague de que a Ciência está
agora se dando conta. Para nós o espaço e o tempo são mera ilusão, pois o registro de todas as partículas de
matéria está em todos os pontos do holograma, e qualquer ação entre duas partículas é sentida imediatamente em
qualquer parte do universo, independentemente da distância. Assim a distância não existe no plano mental, pois
tudo estaria num mesmo e em todos os pontos do holograma.

Na fotografia em três dimensões temos a fonte de laser, o filme com o holograma e a imagem, tudo
disposto no espaço tridimensional. No Universo a luz coerente é o Amor Divino, o filme com o holograma é o
campo mental, e a imagem é o Universo, virtual e material. Cada um de nós é um ponto da imagem e, ao mesmo
tempo, nossa mente é parte do holograma, sendo capaz de ter consciência do restante do Universo. Aqui temos,
portanto, uma diferença básica para a fotografia holográfica. No Universo o holograma e a imagem gerada se
interpenetram e um ponto da imagem pode estar consciente do restante através da parte da mente que está co-
presente. É como se houvesse uma fonte de laser em cada ponto do Universo, gerando cada uma a imagem global
a partir do holograma.

Em termos de Física, diz-se na atualidade que o observador determina o comportamento do experimento,


criando com sua mente os resultados que espera observar. Existiria entretanto um acordo tácito entre os diversos
observadores para que todos vejam, sintam e aceitem conforme uma convenção aprovada pela maioria. Sem esta
convenção nada teria sentido. O termo acordo tácito não é o mais adequado para descrever o conceito já que nossa
mente é parte da mente universal e o acordo advém da mente universal. Seria portanto melhor dizer que o
observador antecipa o resultado do experimento e que ele muda o comportamento do experimento mudando o
experimento, recaindo assim na interpretação clássica.
• Dos Espíritos

Quando um espírito sai do corpo terreno, dependendo de sua evolução, poderá permanecer em diversas
situações :

- apenas como alma, sem perispírito, em planos do campo mental, para aqueles em estágios mais elevados de
evolução;

- como espírito com perispírito, em planos intermediários, vivendo uma vida semelhante à que vivia na Terra,
para aqueles que tem uma evolução normal como a maioria das pessoas deste planeta de expiação e provas; seu
perispírito se apresenta pouco denso, formado de FCU e antimatéria, sendo que essa densidade diminui quanto
maior for a evolução do espírito.

- como espírito com perispírito em planos inferiores, quando o espírito é renitente no mal. Neste caso seu
perispírito se apresenta mais denso, com maior quantidade de matéria.

A morte no corpo físico não altera o estado do espírito, que naturalmente irá para perto daqueles que se
lhe assemelham em evolução, recomeçando no outro lado no ponto em que se encontrava na Terra. Seu
sofrimento ou felicidade será sempre função do plano em que se situam sendo tudo uma conseqüência automática
de seus atos. E a todos é permitida a mudança de comportamento para um retorno aos planos superiores em um
futuro apropriado, após ter completado sua evolução.

Para nós, espíritos que estamos vivendo aqui num corpo fluídico, tudo se passa como aí na Terra e vemos
também uma ilusão convencional que se comporta como um mundo tão real como o material. Nossos sentidos
porém são mais potentes, comandados por nossa mente, e podemos ver, sentir, e nos fazermos sentir em qualquer
parte e em vários ou em todos os lugares simultaneamente, dentro da mesma analogia com o holograma
mencionado acima. Um sensitivo vivo também pode fazê-lo em transe, ficando seu corpo material num ponto do
planeta e aparecendo como espírito em local distante por comando de sua vontade, ou até em mais de um lugar ao
mesmo tempo. Para nós tudo isso se torna bem mais fácil, pela ausência da matéria densa.

Nós espíritos podemos, se assim o desejarmos, nos habituarmos a sentir como se ocupando todo o espaço
do universo, mas não o fazemos porque não necessitamos disso já que temos consciência de termos o Universo em
nós, e porque ainda estamos habituados a nos relacionarmos com outros corpos espirituais de forma humana.
Limitamos assim nossa "visão", bastando para isso desejá-lo, por ser mais cômodo em nosso estágio atual de
evolução. Tudo depende, de novo, de estarmos mais ou menos ligado ao perispírito.

Quando "descemos" à Terra (poderíamos também dizer, subimos para o nível de energia da matéria)
opera-se uma transformação que ajusta nosso corpo perispiritual ao universo material, processo a que damos o
nome de densificação, de modo a ocuparmos um espaço material. Mas cada parte de nossa alma, cada pequeno
ponto formador do todo, continua contendo todas as informações do Universo, como no holograma. A
densificação ocorre apenas no perispírito e é efetuada pela incorporação de partículas do campo material.

Quando dizemos que o corpo fluídico envolve a alma não estamos nos referindo à alma como um núcleo
que ocupa um centro no perispírito mas que a alma é como um suporte, uma essência ou uma matriz que está
presente em cada elemento do corpo fluídico. Ele toma então a forma de matéria etérea, sutil, constituída de
moléculas e átomos sobre essa matriz subjacente. Dito de outra forma, o corpo fluídico é uma projeção do
holograma da alma que está em outra dimensão.

Essa estrutura existe estando o espírito desencarnado ou não e é por ela que é feita a programação de
nossos corpos em cada encarnação, antes mesmo da que será materializada pelos cromossomos. Temos aí também
a origem dos fenômenos de materialização, provocada pela migração dos átomos materiais para a estrutura
previamente formada do holograma.

Em planos mais altos, estando o espírito em estágios adiantados de evolução, não mais existe a
necessidade dessa estrutura atômica, e o espírito pode existir como forma holográfica, mais sutil, desprendendo o
corpo fluídico. Isso sem prejuízo da "forma" externa que pode ser vista ainda como uma projeção holográfica na
mente dos espíritos que conosco se comunicam. É notável também, que neste caso, não havendo mais a noção de
espaço, podemos todos ocupar ou não um mesmo lugar no espaço material. Mas, ainda por hábito, vemos os
demais espíritos e tudo a nossa volta, como ocupando um lugar que convencionamos existir, sendo tudo uma
questão de sintonia de nossas mentes que podemos modificar à nossa vontade. Da mesma forma, a matéria pode
ser entendida como uma projeção holográfica da mente Divina que todos os seres humanos convencionaram ver
da forma como é vista, convenção esta que tem sido transmitida de geração em geração.

3. Da Comunicação

Esclarecendo nossa forma de comunicação, observe que uma idéia é um conjunto de pensamentos
relacionados e também é um holograma. Aqui, como já disse, nos comunicamos por idéias. Numa comunicação
com um espírito encarnado também o fazemos geralmente dessa forma. Um médium intuitivo é a pessoa que
naturalmente capta uma idéia em seu espírito, faculdade essa chamada de intuição, e a traduz para a forma de
palavras. Toda esta mensagem de hoje cabe em apenas um holograma. Isto exige um grande poder de abstração
por parte do médium e quando não encontramos um médium com essa capacidade temos que colocar a idéia em
forma de pensamentos encadeados ou palavras e transmiti-las uma a uma como na psicografia ou psicofonia,
exigindo muitas vezes o transe do médium.

Na transmissão de idéias a cultura do médium influi no conteúdo da mensagem e este só poderá traduzir
aquilo que já consegue compreender. Assim, nesta mensagem existem ainda muitos pontos em que a Ciência não
se desenvolveu o bastante para compreendê-los; o conceito mesmo de holograma é recente e não teria sido
compreendido há um século atrás. Daí esse tipo de mensagens conter sempre contradições aparentes. Mas é destas
contradições que se chega à interpretação correta, às grandes descobertas, com novos impulsos para a Ciência.
Kekulé tinha recebido a idéia completa do anel de benzeno desde o começo, mas sua mente não conseguia captá-
la até ter tido um sonho que o fez visualizar o formato de anel. As interpretações previamente concebidas pela
Ciência, e pelo próprio médium receptor, se constituem num bloqueio para a percepção integral de novas idéias.

Esta mensagem pode parecer estar misturada porque ao se traduzir uma parte do holograma se pega
também partes vizinhas, mudando um pouco de assunto. Quando refletimos no que foi dito voltamos ao assunto
anterior e vemos que ainda havia mais para ser transmitido. Isto porque o holograma foi transmitido por inteiro e
gravado no seu espírito, em outro momento anterior que não este em que está sendo escrita a mensagem. Se,
posteriormente, forem arrumados os diversos períodos, teremos um encadeamento lógico das idéias. Esta partição
se nota também na psicofonia.

Portanto não é necessário falarmos em incorporação com saída parcial de seu perispírito e entrada do
meu para a transmissão de uma mensagem. Na verdade estou sempre em sua mente e de todas as pessoas que
estiverem mentalmente relacionadas comigo. Mas posso também estar fora ou posso estar parcialmente
incorporado. Depende de como se está imaginando, embora um espírito possua também sua própria vontade e
possa atuar na mente de médiuns, ou até de forma independente como no ato de criação de um corpo
materializado. Isto depende da vocação de cada espírito, como os há que tem vocação para escultor e se realizam
dessa forma. De minha parte prefiro trabalhar com idéias, como você também, e por isso estamos sintonizados.
Eventualmente posso transmitir frases fora do holograma, como foi o caso destas últimas, pois estou sempre
presente assistindo sua escrita já que, ao traduzir o holograma recebido, automaticamente entra em sintonia
comigo.

Por hoje é só. Fique na paz de Deus.

Beijos para todos

Alex

Campinas, 18/2/95

Resumo da terceira Mensagem


Obviamente já havia lido algo sobre este assunto antes de receber esta mensagem e mesmo assim, devido
à sua complexidade, fiquei com a sensação de que havia muito mais para ser escrito que meu cérebro não
conseguia captar e traduzir em palavras, principalmente no que diz respeito ao muito que ainda se tem de fazer em
termos de definir uma transformada que represente verdadeiramente o holograma universal, conforme teremos
oportunidade de ver no decorrer deste livro. Talvez devido a esta limitação de minha parte o conteúdo da
mensagem não foi muito além daquilo que já existe sobre o paradigma holográfico, mas vale pela confirmação de
que esta deverá ser a abordagem da Ciência no futuro.

________________________________________________
6
"O que é o Espiritismo" - Allan Kardec - Ed. Pensamento pg. 117. A Alma aqui é a denominação que daremos ao núcleo do Espírito.
Costumeiramente esse núcleo também é chamado de Espírito, podendo causar dubiedade em nosso estudo, razão pela qual adotamos a
denominação de Alma, conforme definido nesta referência.

CAPÍTULO 2

OS CAMPOS

"Parabéns paizinho por ter vencido essa importante etapa de sua

evolução espiritual, iniciando sua Reforma Íntima. Você não pode

imaginar como ficamos todos felizes aqui. Não deixe tudo voltar

atrás daqui para o futuro. Use o seu livre-arbítrio e evolua

sempre mais. Estaremos ajudando-o."

O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais


A motivação primária das teorias da supergravidade e das supercordas tem sido a unificação da gravidade
com as outras interações das partículas subatômicas, com a esperança de desenvolver uma teoria quântica da
gravidade. Na nossa bem conhecida teoria clássica do campo eletromagnético pode-se aumentar a energia do
campo de quanto se queira, mas na teoria quantizada o aumento da energia só pode ser feito em quantidades
discretas, os quanta ou fótons no caso do eletromagnetismo, que na linguagem da Física moderna são também
chamados de partículas. Nessas teorias os estados de mais baixa densidade de energia são chamados de "vácuo
verdadeiro" e assume-se que o espaço vazio consiste de um destes estados. As possíveis oscilações desses estados
de vácuo são chamadas de partículas de Higgs. Entretanto, a Ciência ainda não conseguiu explicar as observações
astronômicas referentes ao estado de quebra de simetria, que descreve nosso presente universo, observações essas
que apresentam grandes valores para o campo de Higgs, enquanto que os valores esperados da densidade de
energia para um vácuo simétrico, no qual o campo de Higgs tem amplitude zero, deveriam ser zero. Este
problema, que é equivalente ao "problema da constante cosmológica", parece indicar que mesmo um estado tão
simples como o vácuo tem propriedades que ainda não são compreendidas.

Na Física atual reconhecem-se as partículas atômicas e subatômicas. Estas últimas já foram descobertas
em grande variedade e diariamente continuam a ser catalogadas novas partículas nos experimentos com
aceleradores de partículas. Porém a Física ainda não tem nenhuma teoria sobre a constituição dessas partículas.
Seriam formadas por um número reduzido de partículas ainda mais elementares? Chamaremos essas partículas de
"partículas elementares" para distinguí-las das partículas atômicas e subatômicas já conhecidas da Física.

Quarta Mensagem
Esta semana a aula versou sobre a estrutura dos campos. O campo de energia, ou simplesmente campo,
está em toda parte inclusive no que se costuma denominar por vácuo que não é de nenhuma forma vazio, mas está
constituído por diversos tipos de partículas elementares e suas antipartículas, positivas e negativas, embora
presentes com densidades locais diferentes. O éter nada mais é que o conjunto de partículas elementares que
designaremos por h+ e h-. Quando em pares orientados ou dipolos, formam o campo eletromagnético. Os campos
gravitacional e antigravitacional são o conjunto de partículas elementares m em, que formam gradientes opostos
de densidade em torno da matéria e da antimatéria.

Como o holograma é quantizado, formado por pontos, todas as dimensões de espaço e de tempo são
descontínuas. Tanto o FCU como também os campos, como o campo gravitacional e o campo eletromagnético,
são constituídos de partículas elementares. Quando estamos falando de um campo específico estamos nos
referimos a um tipo de partícula, do contrário falamos de FCU ou simplesmente campo que é a reunião de todos
os tipos de partículas. A cada campo está associada uma partícula elementar e a cada anticampo a sua
antipartícula elementar, sendo que ambos são descontínuos e ocupam simultaneamente o espaço, em equilíbrio
com a matéria e a antimatéria locais. Por exemplo, as partículas elementares h + h-, que dão origem às cargas
elétricas quando agrupadas com o mesmo sinal, formam os fótons quando estão agrupadas com sinais opostos
anulando a carga. Em seu estado normal essas partículas elementares estão espalhadas no campo e normalmente
unidas em pares com suas antipartículas, formando dipolos elétricos, responsáveis pela polarização do campo
eletromagnético.

O campo magnético é o campo elétrico visto de um sistema em movimento relativo e vice-versa. Para um
observador em repouso o campo magnético é o resultado do movimento do campo elétrico e se uma partícula se
move nesse campo magnético ela verá um campo elétrico aparente. Portanto, como já demonstrado pela Teoria da
Relatividade, o campo elétrico e o magnético são um só, o campo eletromagnético, e a intensidade aparente de
cada um, conforme a velocidade do observador, são dadas pelas transformações de Lorentz.

O campo gravitacional não é tão simples como se descreve atualmente. Ele também é formado por
partículas e antipartículas elementares de massa, constituindo na verdade dois campos superpostos. Essas
partículas elementares de massa são próprias do campo gravitacional e portanto diferentes das que formam o
campo eletromagnético, como veremos no capítulo seguinte. Na proximidade de um planeta como a Terra,
essencialmente material, o campo gravitacional é formado principalmente de partículas elementares materiais ou
partículas m. A densidade destas partículas cresce na direção do centro da Terra. A densidade de partículas
virtuais ou antipartículas elementaresm, decresce na mesma direção. Na proximidade dos corpos celestes do
Universo virtual, constituídos principalmente de antimatéria, ocorre o oposto, a densidade do campo gravitacional
material decresce e a do campo gravitacional virtual aumenta na direção do centro. A matéria tende a levitar no
anticampo ou campo virtual e, inversamente, a antimatéria levita no campo material. Há, porém, uma diferença de
nível de energia entre os dois de modo que o anticampo, rarefeito na proximidade do planeta, não é facilmente
detectável pelos instrumentos atuais.

Os prótons atraem-se pela Lei dos Semelhantes (vide abaixo), já que possuem massas positivas e cargas
elétricas de mesmo sinal. Esta força atua também sobre as partículas elementares dos campos eletromagnético e
gravitacional formando uma camada dentro do núcleo, como um fluido, de grande densidade ou alta energia, que
passou a ser chamado de glúon.

Campinas, 25/3/95.

Resumo da quarta Mensagem


Nesta aula foi descrito, de forma simplista, a estrutura dos campos do Universo material e os respectivos
anticampos do Universo virtual. Nos próximos capítulos serão dadas novas noções destes campos que diferem
bastante daquilo que a Ciência terrestre adota atualmente.

Gostaria de repetir aqui a lei dos semelhantes, colocada na Introdução, porque é importante para o
entendimento dos conceitos dados nos capítulos que se seguem:

Lei dos Semelhantes:

"Semelhante atrai semelhante e dessemelhantes se repelem."

Neste estudo, uma carga elétrica positiva atrai e é atraída por outra carga elétrica positiva e repele e é
repelida por outra carga elétrica negativa.

CAPÍTULO 3

QUARKS

" Porque aquilo a que chamais de molécula

está longe ainda da molécula elementar."

O Livro dos Espíritos - Pergunta 34

O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais


Desde os atomistas gregos da época pré-socrática o homem tem buscado, por mais de 2400 anos, os
constituintes elementares indivisíveis da matéria. Nesta busca construiu aceleradores de partículas gigantescos e
tem empregado milhares de pessoas nos cerca de vinte laboratórios na Europa, Estados Unidos e Rússia. Do
átomo de Demócrito passamos para o conceito de moléculas formadas de átomos sendo estes formados por
elétrons (com carga elétrica negativa) e núcleos. Os núcleos são compostos de prótons (com carga elétrica
positiva) e neutrons sendo estas três as únicas partículas conhecidas nas primeiras décadas do século XX. Desde
então novas partículas tem sido descobertas e foram agrupadas em duas categorias: os léptons (elétron, múon, tau
e seus neutrinos associados) que interagem fracamente e os hádrons (próton, neutron e píons) que interagem
fortemente entre si. Por exemplo as forças que mantém unidos os prótons e os neutrons no núcleo é uma
manifestação da força forte que atua entre os hádrons. Os hádrons também foram divididos em dois grupos: os
báriuns que são hádrons que decaem em prótons e os mésons que decaem em léptons e fótons ou em pares
próton-antipróton. Os experimentos demonstraram que os hádrons são formados por partículas ainda mais
elementares chamadas de quarks, dotadas de cargas elétricas fracionárias. Alguns cientistas atuais admitem
teoricamente a existência de partículas ainda mais elementares que se agrupariam para formar quarks de estrutura
composta.

Quinta Mensagem
A aula de hoje tratará da constituição das partículas atômicas que são formadas de quarks unidos pela força
forte, mais ou menos da forma que a Ciência está descrevendo, mas com algumas diferenças fundamentais. Os
quarks aqui são seqüências de partículas elementares dos diversos tipos, daí a propriedade que têm de, em se
partindo, constituírem novos quarks. A tabela abaixo resume os tipos de quarks ou sabor e sua relação com os
campos já citados:

Sabor Força Carga Antiquark Carga Partículas elementares

u Eletromagnética +2/3 u -2/3 h+, h-

d Eletromagnética -1/3 d +1/3 h+, h-

l Fraca +1 l -1 l , l

m Gravitacional +1 m -1 m ,m

Nota: Os antiquarks são diferençados por uma barra em cima da letra e em htm esta barra pode ficar deslocada para a
esquerda.

Os quarks tem natureza fractal: qualquer quark é formado de subquarks ou sabores e estes por outros
subquarks ainda menores, e assim por diante. Cada sabor na primeira coluna acima é um conjunto de inúmeras
partículas elementares da última coluna e cada quark pode ter vários subquarks, e portanto ser constituído por
diferentes partículas elementares. Os quarks são denominados pelo sabor predominante. Assim um quark u pode
ser constituído de sabores m, l, d e u, neutralizados por seus antiquarks, sendo o sabor u o dominante em um quark
u. O sabor predominante é responsável pelo valor da carga elétrica final, devendo os restantes apresentar um
balanço nulo de carga elétrica.

Além disso o quark possui spin em várias seções da string e conforme o sabor que se apresenta o quark
pode mudar sua cor naquela direção. Assim cada quark pode ter mais de uma força ou cor associada ao campo
correspondente, dependendo das partículas elementares que constituem sua string. A força na tabela acima é a
força resultante em um barium que tenha este quark predominante.

Os quarks u,d,c,s,b e t citados pela Ciência, ficam reduzidos a apenas dois, os quarks u e d. Os quarks c
e s podem ser considerados como sendo respectivamente os quark u e d em estados de maior energia positiva,
enquanto que os quarks b e t são estados de ainda maior energia positiva destes dois quarks. Além dos quarks u e
d temos ainda os quarks m e l (de massa e lépton), e seus antiquarksm e l que podem ser associados com o
número quântico bárium, quarks estes ainda não considerados pela Ciência.

Como veremos adiante, um próton é constituído por uma string de seções tendo em cada uma três
subquarks u e d e um quarto subquark m ou l. Para descrever essa string colocaremos entre parênteses a seqüência
de subquarks e, em negrito e separado por vírgula no final da string, a denominação dos subquarks dominantes.
Assim para um próton teremos:

(ddu mudd ... mudd ... mudd  udd, muud).

O elétron também possui subquarks e cores ( luud ) tendo carga elétrica -1 e carga leptônica -1, ou
seja sua massa é fraca e negativa e formado por antiquarks, sendo assim antimatéria. O elétron - neutrino ( l l )
como o neutron (mudd), tem carga nula, sendo o quark m responsável pela maior massa do neutron. A massa do
neutrino é nula e o antineutrino é idêntico ao neutrino. O próton (muud) e o pósitron (luud ) em estado de
energia positiva, têm carga elétrica e massa positiva. O fóton é constituído de quarks e antiquarks ( dd ) ou
(uu), portanto com carga elétrica e carga bariônica nulas. Os mésons ( lu d ), ( ld u ), (l uu ), ( l uu ), ( l
dd ), ( l sd ), ( l su ), etc., contem vários quarks l ou antiquarks l , dependendo do nível de energia. A
diferença de massa entre neutrinos, pósitrons, elétrons e mésons reside na quantidade de quarks, especialmente
quarks l ou l, presentes em cada um, dependendo do nível de energia em que se situam. O bóson de Higgs
( mm ) contem apenas o quark m e seu antiquarkm, sendo portanto o seu próprio antibóson.

Na verdade esta simbologia diz apenas os tipos de quark em excesso e não sobre suas quantidades, uma
vez que alguns são compensados pelos seus opostos. Por exemplo, um neutron pode ser formado por muitos
grupos de quarks adicionados ao grupo principal e mesmo o grupo característico pode existir repetidas vezes, em
número suficiente para atingir a carga e a massa que corresponde ao seu estado de energia:

(ddu) +...+ (mudd) + (uud) + (uud) + (mm) + (l  l ) + (,mudd),

um próton pode ter, por exemplo:

(duuuu d ... ddmddm ...ddm ...ddm, muud).

Assim, se um neutron emite um elétron (` l`u`u`d ) ficaremos com um próton. Porém, como se pode ver
acima, um próton não pode emitir um pósitron ( l u u d ) porque a carga positiva excedente não está ligada a um
antiquark` l (mas a um quark m). Se esta reação vier a ser detectada no futuro será pela interação de um méson
neutro com um próton, liberando um elétron e um pósitron do méson, seguido pela absorção do elétron no próton
que se transforma em neutron, numa reação de probabilidade muito pequena.

O antipróton também pode ter diversos quarks dos tipos `u`d e`m :

(uu dduu ...mddmdd ...mdd ... mdd, muud),

e o antineutron dos tipos:

(uu d  d u u ... l u u d .mduu ...mdd....mdd ...,mudd).

Um antineutron pode emitir um pósitron transformando-se em um antiproton mas um antiproton não


pode emitir um elétron transformando-se em um antineutron porque a carga elétrica negativa excedente em um
antiproton está ligada a um quark`m.

Da mesma forma quando dizemos que um quark tem carga +2/3 estamos apenas dizendo que este tipo de
quark é responsável por levar esta proporção da carga elétrica. Na verdade ele é constituído por inúmeras
partículas elementares do campo eletromagnético, cada qual com uma carga infinitesimal. E quando dizemos que
um quark tem uma certa massa estamos dizendo que contém um número correspondentemente grande de
partículas elementares do campo de massa.

Não só o elétron possui subquarks mas também o glúon e o próprio campo no nível zero de energia
possuem quarks e antiquarks, mésons e antimésons, elétrons e pósitrons, e pares h+h-. Quanto maior a energia, seja
de um quark, de uma partícula atômica, de um méson ou de um bóson, maior sua massa e maiores serão a string
constitutiva e o número de partículas absorvidas dos campos de massa e eletromagnético. Quando uma partícula
de alta energia é freada a energia em excesso que corresponde ao novo estado é liberada na forma de quarks e
antiquarks, báriuns, mésons ou pares pósitron-elétron que carregam a energia em excesso.

Existe um estado da matéria em que matéria e antimatéria estão intimamente unidas desaparecendo essa
distinção. Este estado existiu nos instantes iniciais do BigBang, e aparece nos buracos negros e nos buracos
brancos, conforme explicaremos no capítulo seguinte, e na fusão de pósitrons e elétrons ou na fusão de qualquer
partícula com sua anti-partícula. Ao diminuir o estado de compressão esta energia se materializa como novas
partículas, dependendo do campo local. Os glúons e o campo já apresentam a dissociação de matéria e
antimatéria, em baixo nível de energia.

Campinas, 18 de Março de 1995.

Resumo da quinta Mensagem


Conforme podemos constatar acima os quarks u, d, c, s, b e t, da Ciência terrestre são substituídos pelos
quarks u, d, m e l na Ciência dos Espíritos. Isto pode ser importante para a elaboração de uma teoria unificada dos
campos quantizados. O bóson de Higgs aqui aparece naturalmente constituído do quark m e seu antiquark.

CAPÍTULO 4

O Campo Gravitacional
" Este fluido universal, primitivo ou elementar, é o

princípio sem o qual a matéria estaria em estado

de perpétua divisão e não adquiriria jamais as

propriedades que lhe dá a gravidade."

O Livro dos Espíritos - Pergunta 27.

O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais


A Teoria da Relatividade Geral é a que está valendo atualmente. Ela produz uma teoria da gravitação que
incorpora naturalmente a Teoria da Relatividade Especial em sistemas inerciais e o Princípio da Equivalência, que
diz que um sistema que cai livremente em um campo gravitacional é equivalente a um sistema inercial. Nas
quatro últimas décadas do Século XX o confronto entre a Teoria e os experimentos sofreu um grande impulso com
a descoberta de novos métodos de solução das equações e com os avanços nas observações astronômicas,
incluindo-se aí a observação de pulsares e de candidatos a buracos negros, o início de um programa experimental
para detecção de ondas gravitacionais, versões melhoradas para os antigos testes da teoria, a descoberta de
pulsares binários, a análise de efeitos quânticos no exterior de buracos negros, a descoberta de lentes
gravitacionais e o início da teoria da unificação da gravitação com as outras interações.

É de se notar também que a solução das equações proposta por Einstein para o Universo como um todo
contém um termo chamado de constante cosmológica que visava inicialmente anular o efeito de expansão do
universo previsto nas equações (o termo cosmológico também poderia ser interpretado como uma ação
antigravitacional). Com a equação modificada ele pôde obter modelos estáticos para o Universo. Após a
descoberta de Hubble de que o Universo estava na verdade se expandindo, este termo foi abandonado por Einstein
como desnecessário. Porém, as equações nesta forma prevêem uma taxa de expansão que implicavam numa idade
do Universo, calculada em 1940, de 2 bilhões de anos, enquanto que os geologistas nesta época calculavam que a
idade da Terra fosse de 3,5 bilhões de anos portanto, mais velha do que o Universo. Os astrônomos encontraram
então sérias falhas no método que estava sendo usado para calcular as distâncias das galáxias usadas para calcular
a idade do Universo. As novas determinações de distâncias colocaram estas galáxias muito mais afastadas do que
se pensava previamente. A idade do Universo implicada por estas novas medições mudou então para cerca de 10
bilhões de anos, o que, juntamente com resultados de cálculos da abundância de hélio e da radiação de fundo de
microondas, afastariam definitivamente a idéia de um Universo estável. A Física nos mostra que a energia de
ligação gravitacional de um corpo é negativa e que se este corpo se tornar mais e mais compacto, a massa total do
corpo se tornaria negativa, exercendo a antigravidade. Porém o Teorema da Energia Positiva, que foi provado
tanto matematicamente como também por físicos de partículas e pelos relativistas, diz que na relatividade geral a
massa total assintótica de um corpo isolado deve ser não negativa, e um corpo que chegue perto da violação deste
teorema se torna instável e deve colapsar para formar um buraco negro de massa positiva. Este teorema, válido
para o Universo Material, pode ter seu correspondente para as massas negativas do Universo Virtual e, como
veremos, este buraco negro de massa positiva se comportará como um buraco branco de massa negativa no
Universo Virtual.
O Espiritismo somente traz referências à gravidade em respostas isoladas no Livro dos Espíritos que
foram citadas no início de cada capítulo do presente livro. Além disso podemos considerar os fenômenos de
levitação descritos em vários livros espíritas, como também na literatura não espírita, onde se pode constatar a
relativa facilidade com que os Espíritos conseguem controlar a levitação.

Sexta Mensagem
1. O Campo Gravitacional

O campo de energia, ou simplesmente campo, é constituído pelos diversos tipos de partículas elementares
e suas antipartículas, positivas e negativas, embora com densidades locais diferentes. A atração e repulsão que as
partículas nucleares exercem sobre as diversas partículas do campo produz gradientes de densidade no campo, que
a ciência denomina de curvatura do campo, mais denso próximo da Terra para o campo material e menos denso
próximo da Terra para o campo virtual.

O éter nada mais é que o conjunto de partículas h + e h- .Quando em pares orientados ou dipolos formam o
campo eletromagnético. Os campos gravitacional e antigravitacional são o conjunto de partículas elementares m e
m, que formam gradientes opostos de densidade em torno da matéria e da antimatéria. Nenhuma massa é apenas
matéria ou apenas antimatéria, havendo sempre uma proporção menor de antimatéria, em estado de energia
negativa, permeando os corpos materiais. A densidade de partículas m é maior em direção ao centro de massas
materiais onde a quantidade de antimatéria, em nível negativo de energia, é correspondentemente menor, e
também a densidade de partículasm diminui na direção do centro de massas materiais. Nos corpos de
antimatéria ocorre o inverso, na direção ao centro a densidade é maior para antipartículas elementaresm e
menor para partículas elementares m.

Os buracos negros são os pontos do universo material onde matéria e energia positiva do campo material
são absorvidas e enviadas para o universo virtual onde eles atuam como buracos brancos, emitindo essa energia.
Os buracos brancos são os pontos do universo material onde antimatéria e energia negativa absorvidas no campo
virtual são recebidas na forma de energia positiva. O que no universo material é um buraco branco será um buraco
negro no universo virtual e vice-versa. Um possível candidato para considerar como buraco branco seria o quasar.

Apesar disso, os buracos brancos conservam a polaridade virtual no campo material e repelem a energia
positiva do campo. É como se os buracos brancos fossem uma janela aberta através a qual a matéria pode ser
afetada à distância. Da mesma forma, os buracos negros conservam a polaridade material no universo virtual e
repelem a energia negativa do campo. Assim os buracos brancos repelem energia positiva no universo material e a
energia negativa no universo virtual; e os buracos negros repelem energia negativa no universo material e a
energia positiva no universo virtual.

Conforme já explicado no Capítulo3, dentro dos buracos brancos e dos buracos negros a matéria e a
antimatéria estão intimamente unidas perdendo sua distinção e constituindo um fluido único, fundindo-se quarks e
antiquarks sem formação de partículas e antipartículas. A matéria absorvida no buraco negro, após ser emitida no
universo virtual, se transmuta em antimatéria e a antimatéria absorvida no universo virtual, após ser emitida nos
buracos brancos do universo material, se transmuta em matéria. Isto ocorre porque, conforme os quarks e
antiquarks são materializados, há um rearranjo automático para as condições do campo local. Assim os buracos
brancos emitem luz e matéria no universo material e os buracos negros emitem luz e antimatéria no universo
virtual.

2. A Levitação

A vontade do espírito é a chave para dirigir as partículas do campo numa ou noutra direção, bastando
alterar o holograma subjacente. Analisaremos aqui como usar as partículas do campo gravitacional para fazer a
levitação. Se pela força de vontade, atuando no holograma, deslocarmos partículas elementares m para baixo de
um corpo e simultaneamente deslocarmos partículas elementares m para cima do mesmo corpo, invertemos ou
anularemos o gradiente do campo gravitacional local. Por outro lado a bolha formada pelas antipartículas
elementares tenderá a flutuar devido à força de empuxo no campo gravitacional. O corpo levitará podendo até
mesmo se dirigir no sentido oposto da atração gravitacional. Porém, se assim o desejarmos, a massa gravitacional
pode se tornar praticamente nula e, atuando com nossa vontade, reorganizamos o holograma do campo mental e o
corpo se moverá automaticamente para onde desejamos. Um espírito encarnado poderá fazer o mesmo usando sua
vontade para atrair para o seu corpo as partículas elementaresm do campo gravitacional, e deste modo levitar.
Ele pode então deslocar o corpo em levitação.

3. O Fluido Vital

Para manipular o FCU empregamos o mesmo mecanismo: usando nossa força de vontade, que nada mais
faz do que modificar o holograma, podemos movê-lo.

O Fluido Vital é o FCU dotado de vibrações coerentes; quando se trata de fluido retirado de um
organismo vivo, a estrutura do fluido é aproximadamente a do corpo físico, sendo então chamado de fluido
magnético ou animal; quando se trata de fluido fornecido por um espírito desencarnado, a estrutura do fluido é
aproximadamente a do perispírito, sendo chamado de fluido espiritual. Devido à diferença entre as distâncias
interatômicas na matéria e na antimatéria, a freqüência das vibrações coerentes encontradas no fluido animal é
diferente daquela do fluido espiritual. As vibrações do fluido espiritual por si só não afetariam muito o estado de
um corpo material, mas apenas seu estado psíquico, porém o fluido espiritual serve como transportador do fluido
animal, porque quando está associado ao fluido animal facilita a manipulação deste pelos espíritos. O fluido
presente num corpo vivo adquire as vibrações coerentes peculiares de toda célula viva, dada pelas moléculas de
DNA e RNA. Mesmo quando temporariamente fora do corpo, essas vibrações coerentes ainda permanecem por
algum tempo. Recentemente Fröhlich 7,8 estudou este tipo de coerência, denominando o processo de condensado de
Bose-Einstein em sistemas biológicos coerentemente excitados. O fluido retirado de um ser vivo, com o tempo
perde essas características, transformando-se em energia, com maior entropia, ou em estado de maior
desorganização. Porém, se esse fluido vital for retirado de um corpo sadio e imediatamente doado a um corpo
enfraquecido, fará com que suas estruturas moleculares entrem em sintonia com essas vibrações coerentes,
revitalizando-o, como ocorre nos casos de curas ditas magnéticas ou espirituais.

O corpo espiritual permanece ligado ao corpo físico pelo Fluido Vital, por essas vibrações coerentes que
são mutuamente transmitidas pela estrutura celular e realimentadas a essa estrutura pelo fluido. Quando o corpo
físico falece, entra em decomposição, cessando estas vibrações e ocorre o desprendimento do corpo espiritual. No
sono, sendo o perispírito muito maleável, pode se distender indefinidamente tomando a aparência de um cordão.
A parte que fica fora do corpo pode tomar a forma do corpo físico mas no corpo continua sempre uma parte do
fluido, ocupando-o em toda sua extensão.

4. O Princípio da Relatividade Virtual

Voltemos agora ao assunto do sinal da energia. Dissemos que um elétron em seu estado material é
constituído de cargas negativas e massa leptônica negativa, e que o pósitron é constituído de cargas positivas e
massa leptônica positiva. Porém esta afirmativa só é válida no universo material já que o sinal da massa é relativo
aos sinais do campo e da carga bariônica da partícula atômica. Este é o Princípio da Relatividade da massa ou o

Princípio da Relatividade Virtual:

• Quando a carga bariônica ou leptônica tem o mesmo sinal do campo, a massa da partícula é
positiva.

Um elétron em níveis negativos de energia tem massa positiva e um pósitron em níveis positivos de energia
tem massa positiva. Pósitron e elétron no mesmo nível de energia terão forçosamente massas opostas.
Relativamente a um observador no universo virtual, a energia e a massa negativas para o universo material são
denominadas positivas, sendo chamada de negativa a energia que prevalece no universo material. No universo
virtual, por convenção, os antiprótons têm carga positiva e os pósitrons carga negativa, daí que só é necessário
considerar os sinais das cargas e da massa quando se está estudando partículas de um universo no outro.

Quando pósitron e elétron se fundem temos um fóton de carga neutra e massa nula, que pode ser absorvido no
campo ou, passando por um campo intenso, dissociar suas cargas gerando novamente um elétron e um pósitron.

No universo virtual, devido à massa relativa negativa do pósitron, a força de repulsão entre os dois produz
uma aceleração do pósitron em direção ao elétron; este por sua massa relativa positiva tende a se afastar, devido à
repulsão entre os dois, resultando numa perseguição do elétron pelo pósitron que pode se estabilizar num
movimento orbital em torno de um centro comum; é o par pósitron-elétron referido acima. No universo material,
o pósitron tem massa relativa positiva e o elétron tem massa relativa negativa, portanto é o elétron quem persegue
o pósitron.

A antimatéria não aniquila a matéria, por terem massa e carga elétrica de sinais opostos e existirem em níveis
distintos de energia. Os dois universos coexistem, embora em níveis diferentes de energia, sem aniquilamento, por
um equivalente do princípio de exclusão de Pauli ou

Princípio da exclusão Virtual:

• Uma partícula material não pode ocupar o mesmo estado de qualquer antipartícula e vice-
versa.

Então, resumindo, no universo material temos átomos com núcleo de prótons (porque se atraem por
terem mesma carga e massa aparente positiva) e elétrons em órbita que apesar de serem repelidos pelos prótons,
são aparentemente atraídos por eles (por terem massa aparente negativa). Pelo mesmo raciocínio dois elétrons se
atraem, mas aparentemente se comportam como se estivessem sendo repelidos por terem massa negativa. No
universo virtual temos átomos com núcleo formado por antiprótons que se atraem por terem cargas iguais e massa
aparente positiva e pósitrons em órbita que, por terem massa relativa negativa, aparentam serem atraídos pelos
antiprótons e repelirem entre si.

Campinas, 25/3/95.

Resumo da Sexta Mensagem


Nesta mensagem aprendemos com os Espíritos como matéria e antimatéria podem coexistir sem se
aniquilarem mutuamente, seja por estarem em níveis diferentes de energia, seja por formação de pares ou dipolos
no nível zero de energia. A antimatéria se situa principalmente no Universo virtual onde está sujeita às mesmas
leis da matéria no Universo material. Isto decorre diretamente do Princípio da Relatividade Virtual, pois a
antimatéria no Universo Virtual tem massa positiva, e podemos inclusive, por convenção, trocar seu nome pelo da
partícula material correspondente. Aprendemos também que a gravidade é composta de dois campos, o material
chamado de campo gravitacional e o virtual chamado de campo antigravitacional porque a matéria é repelida por
ele. Na nossa galáxia, e portanto na Terra, o campo gravitacional predomina, como também a matéria, em relação
ao campo antigravitacional e à antimatéria do Universo virtual local. Vimos também o papel dos buracos brancos
e negros na transferência de energia e de matéria e antimatéria entre os dois Universos ocorrendo, na passagem de
um para o outro Universo, uma transmutação de matéria em antimatéria e vice versa, como decorrência da
adaptação ao campo de energia local. Um corpo material que aumenta sua massa acaba por entrar em colapso,
transformando-se num buraco negro, e a matéria passa como antimatéria para o Universo virtual. O inverso ocorre
nos buracos brancos.

O modelo do campo gravitacional deste livro não contradiz o modelo aceito da Relatividade Geral, pois a
curvatura do espaço pode ser considerada como a envoltória das variações de densidade do campo do FCU. O que
difere é o anticampo, do mundo virtual, que pode ser considerado como contido no termo complementar da
Relatividade. Ou seja, uma nova teoria geral que abrangesse os dois campos, teria outros termos que, reunidos,
podem ser simbolizados pelo termo complementar. Dessa nova teoria surgiriam então, naturalmente, novos
experimentos para comprová-la.

O experimento clássico das duas placas de um eletroscópio, pode ser explicado assim: a) no caso de
elétrons livres em excesso as placas se repelem porque embora a força seja de atração, elas atuariam
aparentemente como repulsão devido à massa negativa dos elétrons. b) quando carregadas positivamente, também
se repelem, porque o campo eletromagnético ao redor do átomo se apresenta na forma de orbitais, estando alguns
desses orbitais vazios, e a massa desta vacância pode ser considerada como negativa. Assim duas vacâncias, por
terem mesmo sinal "positivo" e "massa aparente negativa" se comportam como se estivessem se repelindo.

A teoria de Frölich é aplicada aqui na explicação das curas espirituais e no mecanismo da ligação do
perispírito com o corpo, nos Espíritos encarnados.
____________________________________
7
- Fröhlich, H., "Coherent Excitations in Active Biological Systems", in F. Gutman and H. Keyser (editors),
Modern Bioelectrochemistry.
8
- Fröhlich, H., "Long-Range Coherence and Energy Storage in Biological Systems", in International Journal of
Quantum Chemistry, vol.2, pp641 to 649.

CAPÍTULO 5

O MOVIMENTO

" Não, nada é vazio. Aquilo que para ti é vazio

está ocupado por uma matéria que escapa

os teus sentidos e aos teus instrumentos."

O Livro dos Espíritos - Pergunta 36

O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais


A Física ainda não considerou a quantização do movimento e não aceitou os fenômenos espirituais de
transporte de matéria, materializações, curas espirituais, mediunidade e outros. Existem uns poucos médicos e
cientistas que aceitam a influência da mente sobre a matéria, mas a maioria tenta, sem sucesso, explicar esses
fenômenos através da parapsicologia. Porém o Espiritismo está bastante adiantado nesta área, havendo uma vasta
literatura a respeito. Esta lição dos Espíritos vem agora preencher o que seriam lacunas nestas duas áreas do
conhecimento.

Sétima Mensagem
Hoje vamos estudar o movimento das partículas. Creio que você já teve intuição a respeito quando
imaginou que todo movimento é quantizado. Sendo o holograma quantizado, o movimento se dá aos saltos. Nada
na verdade é contínuo nem o espaço-tempo, conseqüentemente o movimento também não é contínuo. Daí que
todas as grandezas da Física também são quantizáveis, como a energia, a temperatura, a massa, etc. Mas além de
ser quantizado, todo movimento é holográfico no sentido de que todo o holograma subjacente na mente universal
é alterado, conforme já tínhamos dito nas primeiras aulas. Daí é fácil entender que todo o Universo está
interligado e não há nada que aconteça que seja por acaso. Esta é de certa forma a teoria da sincronicidade e da
ação à distância.

Como o espaço é preenchido de energia, composta de partículas elementares pontuais dos dois universos,
temos entre cada dois pontos do espaço do universo material, um ponto não real que pertence a outra dimensão,
ou outro plano. Um corpo que se desloca, portanto, ora passa por um ponto real ora pelo intervalo não real e a
passagem por este espaço não real é o que a Ciência denomina de efeito túnel. É passando por esse espaço que o
espírito pode atravessar a matéria, fazer materializações e transporte de matéria.

O mundo material é formado pelos átomos e entre eles está o campo formado pelas partículas
elementares com energia positiva. Entre essas partículas podemos vislumbrar os átomos virtuais e as partículas
elementares com energia negativa que formam o mundo espiritual e entre as partículas elementares com energia
positiva e negativa, ainda mais diminutas, poderíamos vislumbrar as partículas do mundo mental que, por serem
parte do holograma, servem de matriz tanto para o mundo espiritual quanto para o material. Aliás até mesmo as
partículas elementares de energia positiva e negativa são constituídas de pontos desse holograma.

Esta é também a explicação para a coexistência do mundo espiritual com o material, lado a lado. O
cérebro do corpo material foi acostumado a perceber apenas o mundo real. Entretanto ele poderá ver naturalmente
ambos os mundos, se devidamente treinado, ou se desde criança não for ensinado a não ver o mundo espiritual.
Ele poderia então percebê-lo normalmente, entre os espaços dos pontos materiais, pois estará vendo com os olhos
do seu espírito, através uma conexão com o cérebro do perispírito.

Quando queremos mover um objeto, isso ocorre primeiro no holograma e a ação decorrente nada mais é
que o reflexo do que está sendo mudado no holograma. Primeiramente imaginamos o que queremos fazer, depois
nos introvertemos e se a ação estiver de acordo com as Leis Naturais, o holograma é modificado
correspondentemente e recebemos o impulso para executá-la - isto é o que denominamos de vontade. Assim, pela
vontade podemos, modificando o holograma, realizar os chamados milagres, que só ocorrem se estiverem de
acordo com a vontade ou lei divina. É assim também que nós, espíritos, conseguimos atuar sobre a matéria -
usando nossa vontade modificamos o holograma.

Se a mente comandar uma modificação, de modo que os pontos se alternem de positivos para negativos,
e se essa alternância for sucessiva entre os pontos vizinhos teremos o movimento do campo. Para um corpo
material, subconjuntos de pontos do corpo são alterados como acima e o corpo vai assim ocupando posições
sucessivas na matriz fazendo o movimento. O corpo pode também ser desmaterializado totalmente e
instantaneamente materializado em local distante, uma vez que esse transporte seria feito no holograma do campo
mental. Isto é o que no Espiritismo é chamado de "Transporte de Matéria".

Campinas, 8 de Abril de 1995.

Resumo da Sétima Mensagem


O movimento é quantizado e o efeito túnel, as materializações, a vidência, e a fácil atuação espiritual sobre a
matéria são naturalmente explicados como uma ação sobre o holograma.

SEGUNDA PARTE

O UNIVERSO DUAL
CAPÍTULO 6

O UNIVERSO VIRTUAL

"A matéria etérea e sutil, que forma este fluido

(Cósmico Universal ), é imponderável para vós.

Contudo, não deixa de ser o princípio de vossa

matéria pesada." O Livro dos Espíritos - Pergunta 29.

O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais


Dirac, em sua Teoria do Pósitron9, mostrou que na teoria quântica não é mais possível considerar que a
energia do elétron assuma apenas valores positivos. Um elétron com energia positiva maior que mc 2 pode saltar
para um estado de energia negativa menor que -mc 2. Um elétron de energia negativa poderia constituir
precisamente um pósitron, porém, como os pósitrons observados tem energia cinética positiva, Dirac considerou
que no Universo tal qual o conhecemos, os estados de energia negativa fossem quase todos ocupados por elétrons,
não mais acessíveis à nossa observação devido à sua distribuição uniforme em toda a extensão do espaço. Nestas
condições, todo estado de energia negativa não ocupado seria observado como uma lacuna e estas lacunas
constituiriam os pósitrons.

Oitava Mensagem
Hoje vamos iniciar o estudo da matéria virtual. Falaremos apenas dos átomos virtuais, matéria sutil que a
Ciência considera como sendo energia. Esses átomos virtuais estão num nível de energia abaixo dos níveis que
são percebidos no mundo material, numa outra dimensão ou, podemos dizer mais precisamente, na direção
negativa da dimensão energia. No nível zero de energia, entre os dois universos, está o campo com seus dipolos
elétricos formados de pares de partículas elementares e suas respectivas antipartículas, pares elétron-pósitron
girando em torno um do outro, com massa total nula, pares de quark e antiquark e mésons. Dirac chegou perto do
assunto quando descreveu um mar de elétrons virtuais. O espaço não contém apenas elétrons virtuais mas também
partículas livres e pares pósitron-elétron com energia nula, além de toda gama de partículas elementares. Nos
níveis negativos de energia estão os átomos virtuais. Os pósitrons da camada externa dos átomos virtuais, os
pósitrons livres e os pares pósitron-elétron são aqueles considerados por Dirac.

Um fóton contendo um par pósitron-elétron poderá se dissociar num campo magnético intenso, gerando
as curvas das câmaras de bolha. Um fóton poderá também colidir com um átomo virtual, transferindo-lhe energia
positiva e fazendo saltar um pósitron para estados mais elevados da matéria visível. Um pósitron no universo
material poderá se associar a um elétron pelo processo que descrevemos atrás, constituindo um par pósitron-
elétron, ou ser absorvido num núcleo atômico, para onde é atraído, ou ainda decair para níveis negativos de
energia. Quando pósitron e elétron se unem, formando pares, emitem fótons aparentando terem se aniquilado. A
aniquilação entre os dois só ocorre em casos especiais de colisão com grande energia, como nos aceleradores de
partículas, gerando outras partículas como dissemos acima. Em estado de alta energia os dois se unem formando
um fluido de quarks e antiquarks em fusão, fluido esse que pode se materializar dando origem a quarks e
antiquarks dissociados, bárium, mésons ou novamente a um par pósitron e elétron.

A matéria virtual nada mais é que a antimatéria no universo paralelo virtual, com toda a gama de
partículas atômicas e subatômicas, convivendo lado a lado com o universo material, interpenetrando-se como se
fossem complementares, interagindo muito fracamente devido aos seus diferentes níveis quânticos
correspondentes, sem nenhuma influência química considerável entre um e outro. Cosmológicamente falando, a
matéria virtual é a parte de matéria faltante que ainda está por ser descoberta, necessária para a Ciência explicar
a atual expansão do Universo, uma vez que ambos os planos contribuem com sua atração.

Mas é claro que existem diferenças entre os dois universos devido aos níveis de energia diferentes. O
espectro da luz emitida e absorvida pela matéria virtual está numa faixa não visível, podendo ser detectadas por
alguns equipamentos, mas freqüentemente têm sido confundidas com a luz emitida pela matéria comum. Algumas
radiações virtuais emitidas são simplesmente denominadas de radiação de fundo, como se estivessem livres no
espaço, por falta de melhor explicação dentro das teorias existentes, que não levam em consideração o universo
virtual. Alguns elementos químicos não existem no Universo virtual, mas existem outros que não têm
correspondentes no mundo material, como também existem diferenças no número de neutrons de diversos
isótopos.

Nas regiões do universo predominantemente materiais, onde o campo virtual tem menor densidade, as
órbitas externas dos átomos de matéria virtual são de diâmetro relativo menor que as órbitas K dos átomos
materiais. Desta forma, seus átomos são menores e, mesmo em níveis positivos de energia, podem penetrar com
facilidade a matéria. Num campo virtual de densidade pequena as distâncias interatômicas virtuais são maiores,
tornando as substâncias relativamente rarefeitas, menos densas e mais maleáveis. A freqüência da luz visível em
nosso mundo espiritual, está abaixo da faixa do ultravioleta.

Quando um fóton se dissocia, poderá na verdade estar colidindo com um par pósitron-elétron de energia
nula. A emissão espontânea de um pósitron, no universo material, pode resultar da absorção de fótons por átomos
virtuais, com energia suficiente para fazer o pósitron saltar para os estados mais elevados de energia da matéria
visível. O pósitron que tem massa negativa no universo virtual se apresenta com massa positiva no universo
material, conforme o Princípio da Relatividade Virtual. Esse pósitron eventualmente interage com um elétron e,
neste caso, a carga e a massa de sinais opostos de ambos contribuem para formar pares neutros de massa nula,
com emissão de fótons, aparentando a aniquilação dos dois. É mais provável entretanto que um pósitron que
saltou para o mundo material emita o fóton absorvido, decaindo de volta para níveis negativos de energia.

Da mesma forma que um elétron no universo material, um pósitron em órbita no universo virtual salta
para órbitas externas ao receber energia. O nível zero de energia se situa entre as dimensões positivas e negativas
de energia e não nas órbitas externas. No nível zero o pósitron ou o elétron pode receber ou emitir energia,
determinando para qual universo decairão.

Campinas, 11/3/95.

Resumo da Oitava Mensagem


Como vemos aqui, ao contrário do conceito de Dirac, os pósitrons não são lacunas e existem elétrons e
pósitrons nos dois universos. O universo material, por convenção, está em níveis positivos de energia enquanto
que o universo virtual está em níveis negativos de energia. As partículas de antimatéria tem massa negativa e
portanto energia negativa, porém, por convenção, no universo virtual são consideradas como tendo massa
positiva. Entre os dois universos, e portanto comum aos dois, está o nível de energia zero, com o FCU e as
partículas de matéria e de antimatéria em baixo nível de energia. Existem diferenças entre as propriedades das
substâncias nos dois universos bem como na faixa de freqüência da luz visível em cada um.

____________________________
9
Quantum Eletrodynamics - Ed. Dover, 1958, Paper 7 - Theorie du Positron par P. M. Dirac
CAPÍTULO 7

O FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL

"Mas ao elemento material deve juntar-se o fluido

universal, que representa o papel de intermediário

entre o espírito e a matéria propriamente dita."

O Livro dos Espíritos – Pergunta 27

O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais


Após a Teoria da Relatividade Especial que considera o tempo como mais uma coordenada, equivalente
ao espaço, o Universo passou a ser descrito como um contínuo quadridimensional espaço-tempo. O efeito túnel foi
então descrito como uma passagem pela dimensão tempo neste espaço quadridimensional. Isto deu vazão a muitas
histórias de ficção com viagens pelo tempo, para o passado e para o futuro, levantando muitos paradoxos.

Devido à impossibilidade de reproduzir os fenômenos espíritas de forma controlada em laboratório já que


sendo os Espíritos seres inteligentes com vontade própria, obviamente não se sujeitariam a isso, preferiu a Ciência
ignorar a existência desses fenômenos, estudando apenas aquilo que fosse passível de ser repetidamente
confirmado por toda a comunidade científica. Assim, o pouco que foi feito em termos científicos, não se tratando
de fenômenos parapsicológicos, só é encontrado usualmente na literatura espírita. A explicação para o FCU
encontrada na literatura espírita não difere muito do conteúdo deste livro e por ser extensa não a repetiremos aqui.
Vamos então à nona mensagem que traz sutilezas adicionais sobre o assunto.

Nona Mensagem
Um espírito pode estar no plano da mente, no plano espiritual ou, quando mais adensado por adição de
partículas do campo, no plano material, ou ainda encarnado num corpo material. Cada uma destas situações
representa um certo grau de profundidade no campo da energia. Haveria em princípio três regiões: a material, a
espiritual e a mental e entre as duas primeiras uma interpenetração dos dois planos que chamaremos de "região de
coexistência". Da mesma forma existe uma transição entre os planos espiritual e mental. Poderíamos esquematizá-
las como regiões concêntricas, com o plano mental no centro seguido do plano espiritual e do plano material na
periferia. Neste esquema mostrado na figura 1, podemos simbolizar melhor o transporte de matéria de forma
quase instantânea entre dois pontos distantes A e B, quando é feito passando pelo campo mental:
"

Figura 1 - Planos

No gráfico acima o raio dos círculos seria a dimensão adicional que podemos chamar de quinta
dimensão, que é a dimensão da energia, que teria o nível zero na interface entre os planos material e espiritual,
ficando a energia negativa nos planos espiritual e mental. Se convencionássemos colocar a origem da energia no
centro, todas as regiões teriam energia positiva diferindo apenas pelo nível. A curvatura do espaço é denominada
agora de curvatura do qüindimensional espaço-tempo-energia quantizado.

A luz conhecida no mundo material, em seu aspecto ondulatório, pode ser entendida como flutuação na
densidade da energia positiva, a luz do plano espiritual como flutuação da densidade da energia negativa e a luz
do plano mental como flutuações do campo mental. Cada uma destas três formas de luz pode ser percebida nos
outros planos. A luz do plano espiritual é a responsável pela formação da aura nos corpos materiais e a luz do
plano mental é sentida como a luz do Amor espiritual.

O campo de energia, ou simplesmente FCU, no nível zero de energia, entre os dois universos, é
constituído pelos diversos tipos de partículas elementares e suas antipartículas, positivas e negativas, embora com
densidades locais diferentes. Essas partículas elementares e suas respectivas antipartículas formam os dipolos
elétricos. Além disto pares elétron-pósitron girando em torno um do outro, com massa total nula, pares de quark e
antiquark e mésons também entram na constituição do FCU. Para níveis de energia mais positiva o campo vai
tendo cada vez mais excesso de partículas elementares h+ e pares de partículas materiais livres. Da mesma forma
quanto mais negativo o nível de energia mais excesso de partículas h- e antipartículas virtuais são encontradas no
campo. Uma antipartícula só é virtual se possuir energia negativa. Uma antipartícula com energia positiva
encontra-se no mundo material.

No espírito encarnado as energias positiva e negativa estão mais intimamente ligadas, embora cada uma
exista em seu plano, graças à natureza do fluido vital que nada mais é que o FCU dotado de características
especiais de vibração coerente, induzida no íntimo da estrutura celular. O perispírito adquire então estrutura
semelhante à do corpo material e possui órgãos sensoriais correspondentes, permitindo-lhe a percepção da luz
espiritual em seu cérebro perispiritual. Por meio de treinamento adequado é possível intensificar a comunicação
entre os dois cérebros de modo a desenvolver os diversos tipos de mediunidade. Isso exige uma alta capacidade de
abstração das sensações materiais, obtida com o auxílio da meditação, de modo a se poder sentir a sutil
comunicação interior.

Como a região central é o plano mental podemos nos referir às três formas de energia também pelo nome
de consciência que teria assim os três planos já conhecidos: consciência objetiva (a do plano material),
subconsciência ou inconsciente coletivo (a do plano espiritual) e consciência cósmica (a do plano mental). O
transporte de matéria por efeito túnel não é uma viagem pelo tempo como se diz na ficção de hoje, na verdade é
uma viagem através da consciência ou energia. Obviamente existe diferença entre consciência e energia. Podemos
dizer que a consciência é um processo dinâmico de transferência de energia, que implica na existência de um
organismo capaz de realizar essas transferências, embora no plano mental não haja necessidade desse organismo
pois o próprio holograma já constitui por si mesmo um sistema organizado autoconsciente, ou onisciente. Deve
ser notado entretanto que os níveis de consciência correspondem a diferentes níveis ou estados de energia. Esta é a
razão da meditação, onde aquietamos nosso cérebro material que funciona em nível elevado de energia
embaraçando a observação do funcionamento do cérebro perispiritual.

Campinas, 9/4/95.

Resumo da Nona Mensagem


O Universo é descrito pelos Espíritos como um qüindimensional espaço-tempo-energia quantizado, pois
que não só a energia, como também o espaço e o tempo, são discretos. O efeito túnel é descrito como uma
passagem pela dimensão da energia, portanto sem os inevitáveis paradoxos da viagem pelo tempo.

O campo de energia, ou simplesmente FCU, no nível zero de energia, entre os dois universos, é
constituído pelos diversos tipos de partículas elementares e suas antipartículas, positivas e negativas, com
densidades locais diferentes. Essas partículas elementares e suas respectivas antipartículas formam os dipolos
elétricos. Além disto pares elétron-pósitron girando em torno um do outro, com massa total nula, pares de quark e
antiquark e mésons também entram na constituição do FCU.

CAPÍTULO 8

ENERGIA

10. Pode o homem compreender

a natureza íntima das coisas?

-- " Não; para isto falta-lhe um sentido."

Livro dos Espíritos.

O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais


No fim do século XIX foi descoberto o efeito fotoelétrico onde uma superfície de metal iluminada por
luz de freqüência suficientemente alta (luz ultravioleta) emite elétrons. A distribuição de energia dos fotoelétrons
emitidos independe da intensidade da luz. Uma luz intensa produz mais elétrons, mas a energia média do elétron é
a mesma sempre que a freqüência for a mesma. O fenômeno envolve a produção instantânea de elétrons, o que
não pode ser explicado pela teoria ondulatória, onde se pode prever que seria necessário cerca de um ano para que
o elétron acumulasse a energia necessária para saltar. Igualmente estranho do ponto de vista da teoria ondulatória
é a energia do elétron depender da freqüência da luz incidente. Abaixo de certa freqüência crítica, característica
de cada metal em particular, os elétrons não são emitidos.

Em 1905 Einstein publicou um trabalho mostrando que o efeito poderia ser entendido se fosse adotada a
solução que Planck usara, cinco anos antes, para derivar o espectro da radiação emitida por corpos negros.
Segundo Planck, a radiação era emitida descontinuamente em pequenos pacotes de energia denominados quanta.
Os quanta associados a uma freqüência particular ν da luz emitida possuem todos a mesma energia sendo essa
energia E diretamente proporcional a ν, isto é,

E = hν.
onde h é a Constante de Planck. Embora a energia fosse irradiada por pulsos, Planck não duvidava que ela devia
se propagar na forma de ondas eletromagnéticas. Einstein propôs que a luz não só era emitida como um quantum,
mas também que se propagava como quanta individuais. Explicou então o efeito fotoelétrico com a fórmula
empírica:

E = hν − hν0,

onde E é a energia máxima do fotoelétron e hν0 é a energia mínima necessária para desalojar um elétron da
superfície metálica que está sendo iluminada, sendo ν0 a freqüência mínima associada correspondente. Os
fotoelétrons não possuem todos a mesma energia porque seria necessário mais trabalho para arrancar os elétrons
que se situam mais abaixo da camada superficial.

É curioso observar que a teoria quântica, que aborda a luz como um estrito fenômeno corpuscular, coloca
explicitamente a freqüência ν que é um conceito estritamente ondulatório. A posição da Física hoje é que a teoria
ondulatória da luz e a teoria quântica da luz são complementares. A verdadeira natureza da luz deixou assim de
ser significativa.

Décima Mensagem
Continuando nossa descrição do FCU podemos dizer que ele é formado pelas diversas partículas
elementares, dando origem aos diversos campos. Em especial, as partículas h + e h- podem se unir em pares
formando o campo eletromagnético. Quando n destas partículas estão agrupadas formando um pacote, são
denominadas de quantum sendo sua energia proporcional à quantidade dessas partículas elementares. A energia
desse quantum será assim dada por:

h = n h+

quando falamos de campo de energia positiva, e

h = n h-

quando se trata de campo de energia negativa.

Em especial, as partículas h+ e h- podem se unir em pares formando o campo eletromagnético. O que se


considera hoje normalmente como energia é aquela referente ao campo eletromagnético, formado por pares h ±.
Neste caso a energia dos quanta será dada por

h = n h± ,

onde h± é a energia de cada par. Em média existem n pares de partículas de FCU por comprimento de onda, e
como n depende diretamente da densidade do campo a Constante de Planck passa a ser uma constante local.
Teremos assim que, para um dado local, a energia transferida por segundo por um feixe de ondas de freqüência
ν será de

E = h ν = n h± ν.

Supondo que a lei E = mc² esteja correta, teremos que considerar dois sinais para a massa, m+ e m- . A massa m-
seria a da antimatéria e a lei da energia seria então dada por:

E = ± mc² .

Não há então necessidade de conceituar a antimatéria como sendo matéria viajando para traz no tempo.
Tudo se passa como se existissem dois campos, um de energia positiva e outro de energia negativa,
interpenetrando-se, porém sem interferir um no outro. A matéria interage com a matéria através o campo material
e a antimatéria interage com a antimatéria através o campo antimaterial. No nível zero a maioria das partículas h +
e h- estão unidas formando pares. Aliás estes pares estão presentes também próximo às partículas com carga
elétrica, dando origem à renormalização considerada pela Física.
No quantum temos n pares de partículas h± com uma dada quantidade de movimento que só depende da
freqüência n. Daí segue que numa interação com a matéria a energia dos fótons só depende da freqüência
enquanto a amplitude depende da quantidade de fótons. São as partículas h ± que colidem com o elétron e não o
quantum como um todo rígido. Se o momento da partícula h± for menor que um certo valor que depende do
material (freqüência < νo) o elétron não saltará e se o valor do momento de uma partícula h que colidir não for o
valor máximo para essa freqüência, a energia do elétron também não o será.

Campinas, 16/4/95.

Resumo da Décima Mensagem


Esta lição nos diz que a Constante de Planck não é universal mas um valor local que depende da
densidade do campo ou da quantidade de partículas por comprimento de onda. Mostrou-nos também que a energia
equivalente de uma massa negativa também é negativa. O efeito fotoelétrico é explicado a nível de partículas
elementares.

CAPÍTULO 9

A LUZ VIRTUAL

"Os Espíritos estão por toda parte; povoam o espaço infinito.

Estão continuamente ao vosso lado, observando e agindo,

malgrado vosso, porque são uma das forças da natureza

e os instrumentos de que Deus se serve para a realização

de seus desígnios providenciais.“

O Livro dos Espíritos - Pergunta 87.

O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais


Conforme vimos no capítulo anterior a hipótese de que a onda se propaga como uma série de quanta foi
usada para explicar o efeito fotoelétrico. Entretanto a teoria ondulatória é uma das teorias físicas mais firmemente
estabelecidas, constituindo o único meio de explicar a difração e a interferência. A situação aqui é diferente
daquela em que temos a mecânica relativística e a mecânica newtoniana, onde esta é uma aproximação da
primeira. Um feixe de luz pode ser refratado por um retículo comportando-se como onda ou pode causar a
emissão de elétrons numa superfície metálica como se fosse constituída de corpúsculos. Podemos notar que,
quando a luz se propaga comporta-se como onda, mas na interação íntima com a matéria comporta-se como
partícula.
Décima primeira Mensagem
Vamos estudar agora as ondas de luz nos dois universos. A luz também é um pouco mais complexa do
que se entende atualmente na ciência material. Além da luz considerada como fenômeno eletromagnético e da luz
na forma de corpúsculos (quanta), devemos também estudar a luz nos campos de energia positiva e de energia
negativa.

Considerada como fenômeno eletromagnético ela se propaga no éter, ou campo eletromagnético, que
nada mais é do que o conjunto de pares (h+ h-) no nível zero de energia. Esta é a luz conhecida pela ciência
material e que pode ser percebida nos dois universos.

A luz manifestada como corpúsculo10 nada mais é do que o caso especial de onda longitudinal, ainda não
considerada pela ciência, podendo haver dois tipos de ondas longitudinais:

- a virtual, que se propaga no campo da energia negativa, que é o conjunto das partículas h-, e

- a material que se propaga no campo da energia positiva que é o conjunto das partículas h+.

Entretanto esta forma de propagação pode facilmente se transformar na onda transversal e a transversal
na longitudinal, dependendo das condições do meio onde se propagam. A dualidade partícula-onda se reduz assim
à mudança entre um e outro tipo de onda luminosa.

No caso das ondas eletromagnéticas transversais temos as duas componentes de campo, a elétrica e a
magnética em planos perpendiculares, sendo as perturbações transversais à direção de propagação da onda. No
ponto onde a componente elétrica se anula temos um máximo na componente magnética, como já entendido pela
Física Clássica.

Em um campo magnético intenso o suficiente, os dois tipos de partículas elementares podem se separar
dando origem a um elétron, formado por h- e a um pósitron formado por h+. A separação ocorre simetricamente
para as duas partículas do dipolo de modo que o elétron e o pósitron formados possuem momentos magnéticos
idênticos.

No caso da onda de luz transversal temos a energia dada por:

E = n h± ν.

No caso da onda virtual pura a energia é dada por:

E = n h- ν,

e para a onda material pura a energia é

E = n h+ ν.

Campinas, 23 / 4 / 95.

____________________________________
10
Para uma melhor explicação deste assunto, consulte o Apêndice C: "A luz como onda longitudinal".

Resumo da Décima primeira Mensagem


Aqui os espíritos nos ensinam que a luz pode se propagar de várias formas mas sempre como onda e que
na interação com a matéria, como por exemplo quando entra nos orbitais atômicos, ela muda para uma onda
longitudinal onde as cristas podem ser assemelhadas a corpúsculos. Da mesma forma ao ser emitida energia num
orbital teremos uma onda longitudinal que se transforma em onda transversal quando se propaga no espaço (vide
Apêndice C).

CAPÍTULO 10

A MASSA

"A matéria existe em estados para vós desconhecidos

Ela pode ser, por exemplo, de tal modo etérea e sutil

que não deixa nenhuma impressão em vossos sentidos;

todavia é sempre matéria, embora não o seja para vós."

O Livro dos Espíritos - Pergunta 22.

O que nos dizem a Física e o Espiritismo atuais

A teoria da Relatividade Restrita deduziu a variação da massa com a velocidade, porém é necessário
compreender em que circunstâncias isto é verdadeiro. Consideremos um observador e um corpo de massa m'o em
repouso em relação a um sistema S' de coordenadas (x', y', z', t'), e consideremos ainda um observador e outro
corpo de massa mo em repouso em relação a outro sistema de coordenadas S (x, y, z, t). O sistema S' está dotado
de velocidade uniforme v em relação ao sistema S. Neste caso valem as transformações de Lorentz para passar de
um sistema de coordenadas para o outro.

Para cada observador a massa do outro sistema é vista como uma massa maior do que se estivesse em
repouso relativo a este observador. Portanto,

m = m0' / (1-v2/c2)½ para um observador no Sistema S

e m' = m0 / (1-v2/c2)½ para um observador no Sistema S'.

Se as massas em repouso forem iguais para os dois observadores, m 0' = m0, a massa vista do outro sistema
serão iguais para os dois, m' = m , mas de um valor simultaneamente maior que a massa que está em repouso em
cada sistema (aqui podemos falar de simultaneidade porque não se trata de eventos). Esse valor maior é a massa
aparente que cada um mediria ao observar a massa do outro sistema em movimento relativo. Já a fórmula de
equivalência de massa e energia, E = ∆Mc2, representa um aumento real de massa ∆M sofrido por um corpo que
absorveu uma energia E.

Décima segunda Mensagem

A inércia é uma medida da resistência à modificação do movimento (aceleração), devido à atração


produzida pelo gradiente do campo, não havendo resistência à velocidade nem aceleração num campo sem
gradientes. Um gradiente no campo implica num aumento na densidade de partículas em uma dada direção e uma
correspondente atração nessa direção. A aceleração depende apenas do valor do gradiente e assim massas
diferentes têm a mesma aceleração em gradientes idênticos.

Quando não há gradiente e um corpo é atuado por uma força externa, a aceleração é proporcional à
intensidade da força e inversamente proporcional à massa do corpo. Isto ocorre porque quando o corpo é
acelerado pela força externa cada partícula elementar do corpo vê o campo ao seu redor com um gradiente
aparente e tende a ajustar sua aceleração ao valor desse gradiente. A cada partícula elementar de massa m
corresponde um infinitésimo dessa força aplicada:

dF = m a

e quanto mais partículas elementares o corpo tiver mais força terá de ser aplicada para uma dada aceleração.
Assim se um corpo de massa M tem n' partículas elementares m sua massa é dada por M = n'm e a primeira lei de
Newton fica assim:

F = n' dF = (n'm) a = M a

Portanto F será maior tanto para uma aceleração a maior quanto para um número n' maior de partículas
(massa maior).

A força entre as partículas do campo ainda é pouco conhecida, mas é a responsável pela existência da
massa e indiretamente pela gravidade. A compreensão completa do conceito de massa só será possível depois que
a Ciência desenvolver uma teoria da estrutura da matéria baseada no holograma. A massa será então entendida
como a transformada de uma propriedade do holograma.

O valor da massa, como vimos, depende do tipo de quark, m ou l, na partícula atômica e o sinal da
massa depende do sinal das partículas elementares do campo. Uma massa grande significa que a partícula está
mais ligada ao campo, tem mais inércia, sendo os quarks m em os responsáveis por essa força. Uma massa
pequena, como a do elétron, está associada aos quarks l e l. Estas dois sabores de quarks também são
constituídos de partículas elementares às quais estão associados o campo gravitacional e o campo da força fraca.
A interação das partículas elementares l e l com as partículas h e m, são fracas em comparação com a interação
das partículas m em , entre si e entre as partículas h+ e h-. A equivalência entre massa e energia pode ser
ampliada aqui se considerarmos que as partículas elementares h + e h- estão relacionadas com a constante h pela
quantidade n de pares destas partículas por ciclo de onda:

h = ± n h ±.

As partículas elementares por si só não possuem massa mas, quando passam a fazer parte de uma
partícula atômica, como no aumento de energia da partícula, elas contribuem para a renormalização e para o
aumento de massa devido às partículas m ou l do campo que serão absorvidas devido ao aumento de pares h ±.
Não estamos falando da massa aparente da Teoria da Relatividade mas sim de um real aumento de massa. A
massa aparente depende do movimento do observador e o que estamos nos referindo aqui é ao aumento de massa
relativamente ao campo quando considerado como em repouso relativo local. As partículas e o campo, quando em
movimento relativo acelerado, estão constantemente trocando partículas elementares. Esta troca já foi observada
como jatos em colisões de partículas de alta energia.

Assim, se uma massa M recebe um fóton com uma dada freqüência ν , com energia do fóton E = n h ± ν
temos um acréscimo de massa equivalente dado por E = ± ∆ M c². Note-se que não mencionamos aqui massa de
repouso do fóton por não fazer sentido. A energia adicionada aparecerá, como dissemos acima, como um
acréscimo de massa na partícula atômica dado por:

∆ M = n h ± ν / c² .

Se considerarmos que o acréscimo de massa se dá pela absorção de n' partículas elementares m do campo
podemos dizer que ∆M = n' m e podemos assim relacionar a energia dos dois tipos de partículas elementares pela
fórmula:

m c² = (n/n') h ± ν.

Esta fórmula nos permite explicitar também a relação entre a quantidade de pares h ± do fóton de
freqüência associada ν e a quantidade de partículas m absorvidas do campo:

n/n' = (m/h ±) c² / ν.

Essa é uma relação importante que permitirá aos físicos deduzir valores fundamentais para experimentos
de comprovação desta teoria

Consideremos agora a desintegração de um múon:

µ + ⇒e+ + ν + ν + mm

µ - ⇒ e- + ν + ν + mm

o méson tem 207me e gera um elétron e neutrinos sem massa além de mésons (mm), ainda não detectados, que
voltam para o campo levando consigo a diferença de massa. Da mesma forma :

π + ⇒ µ + + ν + m m

π - ⇒ µ - + ν + m m

Múons e píons são elétrons com grandes acréscimos de quarks (mm). As partículas atômicas com alta energia
também usam esse mecanismo para armazenar energia. A maior parte dos mésons que se desintegram em elétrons
liberam pares mm e h+h- em inúmeras frações muito pequenas para serem detectadas, já que possuem carga e
massa nula. Estes pares se incorporam ao campo ou dão origem à renormalização da Física.

A massa negativa do elétron, como já vimos, é interpretada, por convenção, como massa positiva. Sua
energia, de fato, é positiva, pela absorção de fótons materiais que se tornam em pares h ± da renormalização.

Na levitação da matéria juntamos partículas m embaixo dos corpos, e partículas m em cima, anulando
assim o efeito gravitacional, ou a massa do corpo em relação ao campo material, isolando as partículas m da
matéria do campo m do mesmo tipo. As partículas m parecem não ter existência no mundo material podendo ser
interpretadas como buracos, dando a interpretação análoga de flutuação ou empuxo com relação ao campo
gravitacional. O campo gravitacional é menos denso de m e mais denso de m na direção do centro da Terra. O
empuxo assim é em relação à densidade do campo gravitacional material.

Campinas, 1º de Maio de 1995.


Resumo da Décima primeira Mensagem
Conforme vimos foi feita uma distinção entre o aumento de massa aparente e o aumento de massa por
acréscimo de energia, este último se dando por absorção de pares h ± e, conseqüentemente, de partículas
elementares m ou l do campo. A grande diferença entre a massa dos prótons e neutrons e a dos elétrons se deve à
presença dos quarks m nos prótons e neutrons e dos quarks l nos elétrons e à força com que esses quarks são
atuados pelas partículas elementares m e l do campo. Da mesma forma os mésons apresentam maior massa que os
elétrons devido aos pares de quarks e antiquarks m no méson.

Por outro lado deve ser notada uma diferença fundamental entre os conceitos de massa negativa descritos
até agora pela Ciência e os conceitos no presente livro. Na teoria por nós apresentada não se faz distinção entre
massa inercial, massa gravitacional e massa-energia. Todo corpo tem apenas uma massa que é atuada pelo campo,
num sentido ou no outro. Se um corpo de massa m 1 está próximo de um grande corpo de massa m 2 sofrerá a ação
do seu campo gravitacional e do seu campo antigravitacional. Se as massa m1 e m2 forem positivas a aceleração de
m1 será no sentido do corpo. Se a massa m1 for negativa a aceleração será no sentido oposto. Não há como
considerar que a 'força' gravitacional, em uma massa m1 negativa, será invertida empurrando-a para longe, mas
devemos dizer sim que devido à massa inercial negativa o corpo acelerará no sentido oposto afastando-se. A
massa m1 ser negativa significa apenas que m1 acelerará no campo em sentido inverso, e portanto se afastará da
massa m2.

Existe também uma diferença fundamental entre o campo eletromagnético e o gravitacional. A atração
ou repulsão entre cargas elétricas é realizada através o campo e atua sobre a partícula que acelerará em uma ou
outra direção conforme sua massa seja positiva ou negativa. Por outro lado, uma massa será positiva se tiver o
mesmo sinal do campo gravitacional . Assim, uma massa negativa no campo gravitacional será positiva no campo
antigravitacional, ou seja, a massa é relativa ao campo gravitacional.

Em um campo com gradiente de densidade, se a massa for positiva haverá uma interação com o campo,
enquanto estiver em aceleração, que limitará a ação da força aplicada de modo que para acelerar mais será preciso
aplicar uma 'força' maior ou; dito de outra forma, um gradiente ou uma força constante produz uma aceleração
constante; se não houver um campo atuando, uma massa positiva em movimento uniforme tenderá a continuar
com a mesma velocidade porque a massa só se faz sentir quando há uma aceleração.

Uma massa negativa isolada também se manterá em movimento uniforme em um campo sem gradiente.
Mas se colocarmos essa massa em um campo onde uma massa positiva acelera em uma certa direção, e isto é feito
sempre através o campo, a massa negativa acelerará na direção oposta porque esta é sua propriedade postulada,
não havendo como tentar explicar o porque disso até que entendamos realmente o que é a massa. Em um campo
gravitacional a aceleração adquirida por uma massa negativa será sempre no sentido da menor densidade do
campo material. Note-se ainda, e não há novidade nisto, que não há necessidade de falar em termos de força, mas
apenas em aceleração e se escolhermos um sistema de coordenadas curvilíneas adequadas poderemos dizer que a
massa está em movimento uniforme nesse sistema, conforme ditado pelo Princípio de Equivalência da
Relatividade Geral.

.
CONCLUSÃO

8. Penetrará um dia o homem o mistério das coisas?

--- "O véu irá sendo erguido à medida que ele se depura.

Mas para compreender certas coisas necessita de

faculdades que ainda não possui."

11. Será um dia dado ao homem compreender o mistério

da Divindade?

--- "Quando seu Espírito não mais estiver obscurecido

pela matéria e quando, pela perfeição, se houver

aproximado de Deus, vê-lo-á e o compreenderá."

O Livro dos Espíritos

Sabemos que a massa está em parte relacionada com a quantidade de energia e esta com a quantidade de
partículas h. Porém isto só não explicaria tudo. O fóton pode ter a mesma quantidade de energia que um pósitron e
um elétron, entretanto tem massa nula. O neutron tem carga nula e massa maior que o próton. O próton tem
mesma carga elétrica do pósitron e do elétron e massa muito maior. Notamos portanto que o que importa na massa
não é a carga elétrica mas a presença de partículas do campo de massa, material e virtual que podem ou não
compensar uma à outra. Em um neutron a massa é grande porque tem muito maior quantidade de quarks m que de
quarks l. Em um elétron ocorre o oposto, existe apenas quarks l , conseqüentemente dando-lhe uma massa
negativa.

Vimos também que em um campo magnético intenso, somando-se às forças que tendem a separar as
partículas h+ e h-, há uma força magnética atuando em sentidos opostos para cada uma destas partículas
elementares, causando a dissociação de um fóton em pósitrons e elétrons.

Vimos que as partículas do campo, de mesmo sinal, se atraem pela nova lei dos semelhantes.

A renormalização adquiriu um novo significado.

O movimento no universo material se deve à perseguição da matéria pela antimatéria e vice-versa no


universo virtual.

A gravitação advém naturalmente como atração dos corpos pelo campo de massa, conforme a lei dos
semelhantes. Logicamente partículas com sinais opostos ao campo seriam repelidos (levitação). A levitação tem
seu fundamento na massa negativa e agora gravitação e eletromagnetismo podem ser unificados. E se o campo
contiver os dois sinais, essa ação de atração e repulsão poderá ser reforçada ou cancelada conforme a direção dos
dois gradientes.

A Mensagem mais recente

Ficamos felizes por você ter compreendido tão bem as lições. Isto se deveu ao fato de sua mente não
estar presa aos conceitos tradicionais mas ter procurado sempre novas explicações que, como esta, fugissem
completamente dos conceitos instituídos. Isso faz a verdadeira Ciência e é necessária grande dose de humildade
para ter essa liberdade de compreensão. Você não o teria conseguido sozinho, mas outros teriam falhado desde o
começo por acharem absurdos os conceitos apresentados, sem coerência e até contraditórios. Pela sua persistência
e fé no que estava fazendo, acreditando que de fato um curso proveniente do plano espiritual lhe estava sendo
ministrado, você faz jus à autoria deste trabalho de recepção das presentes lições. Não se acanhe portanto em
publicá-las após uma revisão cuidadosa para eliminar os erros iniciais devidos à novidade do assunto. Não se
preocupe também com a liberação desses conhecimentos, pois se o fizemos é porque nossos superiores acharam
ser este o momento adequado de apresentá-los à humanidade. Não se iluda, pois este trabalho será motivo de mofa
e ridículo, e anos se passarão antes que seja reconhecido como um guia epistemológico para a Ciência futura.

Apresse-se em fazê-lo pois o progresso se faz necessário para o enfrentamento dos tempos difíceis que
virão para a humanidade. Estes conhecimentos serão de grande utilidade para a perpetuação da espécie humana no
planeta no futuro. Haverá tentativas de utilizá-los para o mal, mas estaremos atentos para o fato, e a aceitação e
comprovação da vida espiritual que advirá deste compartilhamento de conhecimentos no campo científico
compensarão todo o mal que poderia ser causado pelas forças que tentam atrasar o desenvolvimento material,
moral e espiritual da humanidade, aproximando definitivamente a ciência da religião.

Que a Paz e o Amor Divino estejam com todos na Terra

pelos espíritos de

Sir Macklay

Raphael

Emanuel (trata-se de outro espírito)

Alexandre

Rio, 7 de Maio de 1995.

APÊNDICE A

De modo a deixar o corpo do livro intocado o autor usará Apêndices para acrescentar considerações e trabalhos
próprios ou de outrem, citando em tal caso nome, endereço e informações pessoais que forem de interesse do
colaborador.
"A ciência terrestre bem pouca coisa é, ao lado da ciência celeste.

Só os espíritos superiores possuem esta última ciência. Sem nomes famosos,

eles podem ser conhecedores de todas as coisas; muito melhor do que os

seus sábios terrestres. Não é a Ciência apenas que faz um Espírito superior."

O Livro dos Médiuns – Allan Kardec – Cap. XXVI Item 293, pergunta 25.

CONSEQÜÊNCIAS DA NOVA CONSTANTE DE PLANCK.

Adicionado em 24 de Junho de 98 - 15:00 GMT

Nota do Autor

A nova fórmula da energia E = n h ± ν, obtida de h = n h±, onde n é o número de partículas elementares do


campo por ciclo de onda, traz várias conseqüências importantes:

O valor de n é um valor local que depende, além da freqüência, da densidade do campo. Assim, a
Constante de Planck deve também ser considerada como uma constante local.

Seja a transição de um elétron entre as órbitas de um átomo de Hidrogênio; se o número quântico do


estado inicial for ni e o do estado final for nf, a energia do fóton é dada por:

Energia do fóton = Energia inicial – Energia final

hν = Ei – Ef .

Expressando em termos de constantes fundamentais, obtemos:

Ei - Ef = me4/8ε 0²h² (1/nf²-1/ni²).

A freqüência ν do fóton liberado na transição é então dada por:

ν = me4/8ε 0²h³(1/nf²-1/ni²),
e podemos ver desta fórmula que ν varia inversamente com o cubo da Constante de Planck ou, o que vem dar no
mesmo, inversamente com o cubo da densidade do campo.

Vemos assim que teremos então de considerar, além do deslocamento devido ao efeito Doppler, dois
deslocamentos adicionais da freqüência luminosa proveniente das galáxias distantes:

- um deslocamento para o vermelho devido à maior densidade local do campo no centro das galáxias
onde a luz tem maior intensidade, que pode ser calculado pela fórmula acima,

- e um deslocamento para o azul devido à propagação da luz, emitida do centro de uma galáxia material,
para um local de menor densidade do campo, como é o caso da superfície da Terra. Conforme o Princípio de
Conservação de Energia, aumentando a densidade das partículas elementares, ou o valor de n, o valor de ν deve
decrescer. Desta forma, pelo princípio de conservação, a freqüência do fóton que se propaga se ajustaria à
densidade do campo. Na densidade menor do campo que circunda um observador na Terra, a freqüência seria
maior do que a freqüência no núcleo de galáxia material, representando um deslocamento para o azul.

O deslocamento para o vermelho da freqüência da luz emitida ou absorvida, conforme a fórmula acima, é
inversamente proporcional ao cubo da Constante de Planck, e o deslocamento para o azul, devido à menor
densidade do campo na Terra, é diretamente proporcional à Constante de Planck, o efeito líquido sendo que
quanto maior a densidade do campo no núcleo de uma galáxia distante, maior será o deslocamento para o
vermelho, conforme medido por um observador na Terra.

A densidade das partículas elementares materiais é maior no centro das galáxias materiais e a densidade
das partículas elementares virtuais é maior no centro das galáxias virtuais. Para um observador na periferia de
uma galáxia material como a nossa, as outras galáxias materiais estariam aparentemente se afastando, devido ao
deslocamento para o vermelho da luz emitida. Particularmente, se virarmos nossos instrumentos para o centro da
nossa galáxia, um deslocamento para o vermelho seria observado.

Interpretando o deslocamento para o vermelho da forma acima, o universo não estaria se expandindo,
pelo menos não na taxa atualmente proposta. Poderemos assim recalcular a idade do universo, presentemente
posta em dúvida. Se não houver expansão, os quasares não são corpos existentes apenas no início do universo,
devendo sua abundância local relativamente menor ser explicada por outra forma.

APÊNDICE B

Antimatéria e massa negativa


Adicionado em 27 de Junho de 98 - 12:55 GMT

Nota do Autor

Em recentes experimentos com antiprótons no LEAR dos laboratórios do CERN em Gênova, antiprótons
em baixa energia foram espalhados em prótons de baixa energia em matéria normal. Este experimento foi
considerado evidência experimental de que os antiprótons têm massa positiva1.

O raciocínio no site referenciado é o seguinte:

Os antiprótons têm carga elétrica negativa. Se tivessem massa inercial negativa eles teriam que ter carga
elétrica positiva para que se comportassem como se fossem negativamente carregados. Dessa forma o antipróton
pareceria ser atraído por um próton próximo, e o próton seria repelido pela carga positiva do antipróton. As duas
partículas seriam aceleradas na mesma direção, com o antipróton caçando o próton. Como não foi observado este
tipo de comportamento, os antiprótons teriam que ter massa positiva.

O raciocínio de acordo com a presente teoria é como se segue:

O antipróton tem carga elétrica e massa negativa e prótons e antiprótons se repelem pela Lei dos
Semelhantes. Entretanto, o antipróton pareceria ser atraído para o próton devido à sua massa negativa, mas o
próton não poderia ser empurrado por estar fixo na estrutura cristalina. De qualquer forma a caça não seria
observada, pela mesma razão que próton e antipróton não colidiram aniquilando-se no experimento citado acima,
mas apenas sofreram espalhamento. Seria tudo uma questão de seção de choque.

Assim o experimento, em princípio, poderia ser explicado por ambos os raciocínios e teríamos que
examinar efeitos secundários, como o recuo do próton, para provar ou desaprovar um deles.

Por outro lado deve ser notada uma diferença fundamental entre os conceitos de massa negativa ali
expostos e os conceitos no presente livro. Na teoria por nós apresentada não se faz distinção entre massa inercial,
massa gravitacional e massa-energia. Todo corpo tem apenas uma massa que é atuada pelo campo, num sentido
ou no outro. Se um corpo de massa m 1 está próximo de um grande corpo de massa m 2 sofrerá a ação do campo
gravitacional e antigravitacional local. Se a massa m1 for positiva e a massa m2 for material a aceleração de m1 será
no sentido do corpo. Se a massa m1 for negativa a aceleração será no sentido oposto. Não há como considerar que
a 'força', em uma 'massa gravitacional' m1 negativa seja invertida empurrando-a para longe, e que devido à 'massa
inercial' negativa o corpo aceleraria no sentido oposto anulando o efeito. A massa m 1 ser negativa ou positiva
significa apenas que quando m1 é atuada pelo campo gravitacional ela acelerará em uma direção ou na oposta.

A propósito, conforme vimos no Capítulo 10, esta é a diferença fundamental entre o campo
eletromagnético e o gravitacional. A atração ou repulsão entre cargas elétricas é realizada através o campo e atua
sobre a partícula que acelerará em uma ou outra direção conforme sua massa seja positiva ou negativa. O campo
gravitacional tem seu anticampo e uma massa será positiva se tiver o mesmo sinal do campo. Assim, uma massa
negativa no campo gravitacional será positiva no campo antigravitacional, ou seja, a massa é relativa ao campo
gravitacional.

Note-se ainda que não há necessidade de falarmos em termos de força, mas apenas em aceleração e que
se escolhermos um sistema adequado de coordenadas curvilíneas poderemos dizer que a massa está em
movimento uniforme nesse sistema, conforme ditado pelo Princípio de Equivalência da Relatividade Geral; para a
massa negativa haverá também um sistema adequado de coordenadas curvilíneas para descrever seu movimento.

_________________________
1
Anti-Gravity and Anti-Mass - John G. Cramer - http://mist.npl.washington.edu/AV/altvw14.html

APÊNDICE C

A luz como onda longitudinal


Adicionado em 20 de Outubro de 98 - 16:00 GMT

Nota do Autor

Até o presente a Ciência tem considerado a luz como uma onda eletromagnética transversal. A discussão
sobre se a luz teria natureza ondulatória ou corpuscular se estendeu por uma grande parte do século XX, sendo
resolvida pelo princípio da complementaridade que dá à luz um aspecto dual, podendo ser vista como constituída
de partículas ou de ondas, conforme as circunstâncias.

Aqui nós temos dito que o campo é composto de partículas fundamentais de vários tipos, sendo o campo
eletromagnético o conjunto das partículas elementares h+ e h-, partículas essas que têm a tendência de formar
pares no nível zero de energia.
As ondas transversais, conforme considerado aqui, são transmitidas através dessas partículas do campo
eletromagnético. A componente campo elétrico é formada pelos pares orientados numa mesma direção, e a
componente campo magnético é formada pela rotação desses pares. Conforme a onda se propaga esses pares
oscilam de uma direção para a outra, girando numa dada direção e então voltando com a rotação em sentido
oposto, conforme os pares invertem sua orientação. A rotação máxima que corresponde ao máximo do campo
magnético, ocorre entre os máximos dos dois campos elétricos opostos, de modo que a componente magnética
está assim sempre defasada de um quarto de onda em relação à componente elétrica. Como a direção do vetor
rotação é perpendicular ao plano de rotação dos pares teremos que a componente magnética está num plano
perpendicular ao plano da componente elétrica. Ver figura 1 abaixo:

"

Entretanto a luz, de acordo com esta teoria, também pode ser uma onda longitudinal conforme vemos na
figura 2 abaixo:

"

Podemos considerar duas ondas luminosas longitudinais: a material e a virtual; a material sendo
transmitida pelas partículas h+ e a virtual pelas partículas h-. A onda longitudinal poderá ocorrer também em uma
região de éter com excesso de um dos tipos de partículas o que implicaria a impossibilidade de se ter a propagação
por ondas transversais. Neste caso teríamos apenas uma das ondas, a material ou a virtual. A existência dos dois
tipos de onda longitudinais simultaneamente exigiria um meio sob condições especiais de excitação onde os
dipolos não pudessem se formar impedindo assim a existência do campo eletromagnético normal. Poderíamos
pensar num meio como este na região dos orbitais atômicos, pois se aí houvesse o campo eletromagnético normal
os elétrons decairiam para o núcleo. Seria válido também questionarmos se o espaço dos orbitais poderia estar
ocupado por um éter com um só tipo de partículas elementares, partículas h+ por exemplo, devido à atração do
núcleo para as cargas positivas.

Como podemos ver na figura2, as duas ondas em fase formam pacotes de partículas elementares nos
picos positivos. tais pacotes se comportam como partículas e são os quanta já conhecidos da Física. Seu campo
eletromagnético seria nulo.

As ondas transversais são produzidas por oscilações no campo eletromagnético que se transmitem de um
par ao par seguinte. Ao entrar num campo h+ essa oscilação não pode mais ser transmitida como onda transversal.
Entretanto as partículas dos pares do campo eletromagnético atuam com forças alternadas de atração e repulsão
nas partículas h+ do campo orbital, gerando a onda longitudinal nos orbitais atômicos. Analogamente, quando uma
onda é gerada no orbital, as oscilações da onda longitudinal irão atuar nos pares do campo eletromagnético,
fazendo-os oscilar gerando automaticamente a onda eletromagnética. Assim, uma onda pode se transformar na
outra quando muda o campo em que se propaga. Desta forma um feixe de fótons pode se transformar em uma
onda transversal quando saem da região dos orbitais e posteriormente se transformar de volta em fótons ao entrar
nos orbitais atômicos de uma outra substância.

Quando um elétron decai os orbitais são rearranjados, gerando a onda longitudinal. Também, uma
excitação externa (onda transversal), quando atinge um átomo, se transmite como onda longitudinal,
reconfigurando os orbitais e causando o salto de elétrons para órbitas externas. Portanto, as transições de elétrons
nos orbitais nem sempre caracterizam diretamente a emissão de fótons, mas sendo causadas por excitações no
campo dos orbitais, geram ondas longitudinais que se propagam exteriormente como ondas eletromagnéticas. O
fóton porém continua designando o par pósitron-elétron, fora dos orbitais.

Portanto, não há mais necessidade do elétron acumular energia durante um ano para saltar, sendo tudo
um processo de reajuste dos orbitais perante excitações externas e posterior rearranjo quando volta o átomo volta
à sua configuração normal. Assim a dualidade partícula-onda ou complementaridade, fica reduzida a dois tipos de
ondas, longitudinal e transversal, sendo os quanta apenas um aspecto natural da onda luminosa longitudinal.
Rio, 20 de Outubro de 1998.

APÊNDICE D

Anti-hidrogênio
Adicionado em 25 de Fevereiro de 2003 - 22:00 GMT

Nota do Editor

Um átomo de hidrogênio é formado por um elétron em órbita em torno de um núcleo composto de um


simples próton. O elétron tem carga elétrica negativa e o próton carga positiva. Um átomo de anti-hidrogênio é
formado por um pósitron com carga elétrica positiva em órbita em torno de um antipróton negativo. De acordo
com a Física, os dois tipos de átomos são equivalentes. O hidrogênio e o anti-hidrogênio se comportariam
identicamente. Por exemplo, ambos devem absorver e emitir luz na mesma freqüência. Se esse espectro for
diferente, esse modelo necessitará ser substituído, e nossas noções da estrutura do Universo deverão ser revisadas.

As diferenças, se existirem, deveriam explicar porque existe apenas matéria no Universo, quando a teoria
do Big-Bang prevê a existência de quantidades iguais de matéria e antimatéria. Por outro lado, se o anti-
hidrogênio se comportar de forma diferente com relação à gravidade, a teoria da Relatividade Geral também terá
de ser modificada.

Em Setembro de 2002 os físicos do CERN - o laboratório Europeu de física de partículas em Genebra,


Suíça - produziram átomos de anti-hidrogênio 1 e 2. Os cientistas do projeto ATHENA bombardearam átomos com
prótons de um acelerador de partículas para produzir antiprótons que foram capturados em um anel de
armazenamento. Esses antiprótons foram lançados em uma armadilha magnética, juntamente com pósitrons
emitidos por material radioativo. Quando se emparelharam para formar anti-hidrogênio, os antiátomos,
eletricamente neutros, se desviaram para fora da armadilha, atingindo suas paredes, aniquilando-se e produzindo
partículas chamadas píons. A equipe do ATHENA calcula que a armadilha reteve cerca de 50,000 antiátomos.

Se este experimento recente desse como resultado a produção de antiátomos de hidrogênio estáveis, a
teoria do livro “A Estrutura da Matéria segundo os Espíritos” cairia por terra, pois ela leva a concluir sobre a
impossibilidade da fabricação de átomos de antimatéria em nosso universo material. Segundo a teoria deste livro,
antiprótons e pósitrons se repelem por terem cargas elétricas diferentes. Devido à massa negativa do antipróton,
no Universo material, este seria acelerado em direção ao pósitron. O pósitron com massa positiva seria acelerado
para se afastar do antipróton. Entretanto, como o pósitron é muito mais leve, sua aceleração seria muito maior,
resultando num afastamento dos dois. O antiátomo, portanto seria instável - se é que podemos dizer que havia um
antiátomo - explicando desta forma o fato de não existir antimatéria no universo material. Os dois teriam ficado
próximos durante um tempo extremamente curto, da ordem de picosegundos (um bilionésimo do segundo), o
tempo suficiente para se libertarem da armadilha e para acelerarem afastando-se, até atingir as paredes do
recipiente em que estavam confinados, produzindo píons. Assim, embora a ciência afirme ter criado o antiátomo,
pode-se dizer que este experimento seria apenas uma tentativa inicial de sua criação. Cabe agora à Física tentar
obtê-lo por um tempo longo o bastante para examinar o espectro de luz de emissão e de absorção, talvez
ampliando uma das dimensões da armadilha, e, caso não o consiga, tentar explicar porque o tempo de vida do
antiátomo é tão ínfimo quando comparado com o de um átomo normal.

A impossibilidade de obter um antiátomo estável pode ser uma das provas procuradas para provar a teoria
do livro “A Estrutura da Matéria segundo os Espíritos”, mas ainda é cedo para afirmá-lo, e devemos aguardar que
a ciência leve até o fim o experimento para produção de um antiátomo e dê seu parecer sobre a impossibilidade de
conseguí-lo.

___________________
Referências:

1
http://www.nature.com/nsu/020916/020916-7.html

2
http://www.nature.com/nsu/981217/981217-1.html

Endereços do autor:

Email: unidual@terra.com.br
O livro original está disponível gratuitamente, juntamente com outros aplicativos, na página da Internet :

http://planeta.terra.com.br/religiao/unidual
onde há um Link para a página da FEB – Federação Espírita Brasileira, de onde pode ser feito download de
vários livros inclusive do "Livro dos Espíritos" e do "Livro dos Médiuns" citado nesta monografia, e um
link para a página do Philip Gibbs de onde poderá ser feito download do livro "Simmetric-Event Space-
Time".