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1. FUNÇÕES REAIS DE VARIÁVEL REAL

1.1. Funções trigonométricas inversas


1.1.1. As funções arco-seno e arco-cosseno

Como as funções seno e cosseno não são injectivas em IR, só


poderemos definir as suas funções inversas, se considerarmos
uma restrição injectiva dessas funções.

Definição 1.1: Chama-se restrição principal da função seno, à


⎡ π π⎤
restrição do seno ao intervalo ⎢− , ⎥ , isto é,
⎣ 2 2⎦
⎡ π π⎤
g : ⎢− , ⎥ → [− 1,1]
⎣ 2 2⎦ .
x 6 senx

Definição 1.2: Chama-se arco-seno à função inversa de g,


definida por:

arcsen : [− 1.1] → ⎡⎢− π , π ⎤⎥ .


⎣ 2 2⎦
x 6 arcsen x
2

Pela definição da função inversa, temos


⎧⎪ sen y = x
y = arcsen x ⇔ ⎨ π π.

⎪⎩ 2 ≤ y ≤
2

Gráfico da função g Gráfico da função arco-seno

Nota: A função arco-seno é crescente.

2
Exemplo 1.3: Calcule arcsen .
2
Exemplo 1.4: Caracterize a função inversa de
1
f (x ) = arcsen(3 x − 1) .
2

Definição 1.5: Chama-se restrição principal da função cosseno,


à restrição de cosseno ao intervalo [0, π ] , isto é,
g: [0,π ] → [− 1,1]
.
x 6 cos x
3

Definição 1.6: Chama-se arco-cosseno à função inversa de g,


definida por:
arccos : [− 1.1] → [0, π ]
.
x 6 arccos x
Pela definição da função inversa, temos
⎧ cos y = x
y = arccos x ⇔ ⎨ .
⎩0 ≤ y ≤ π

Gráfico da função arco-cosseno

Nota: A função arco-cosseno é decrescente.

⎛ 2⎞
Exemplo 1.7: Calcule arccos⎜⎜ − ⎟⎟ .
⎝ 2 ⎠
Exemplo 1.8: Caracterize a função inversa de
f ( x ) = cos(3 x + 2) − 1 .
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1.1.2. A função arco-tangente

Como a função tangente não é injectiva no seu domínio, só


poderemos definir a sua função inversa, se considerarmos uma
restrição injectiva dessa funçõe.

Definição 1.9: Chama-se restrição principal da função


⎤ π π⎡
tangente, à restrição da tangente ao intervalo ⎥ − , ⎢ , isto é,
⎦ 2 2⎣
⎤ π π⎡
g : ⎥ − , ⎢ → IR
⎦ 2 2⎣
x 6 tg x

Definição 1.10: Chama-se arco-tangente à função inversa de g,


definida por:
⎤ π π⎡
arctg : IR → ⎥ − , ⎢
⎦ 2 2⎣ .
x 6 arctg x

⎧⎪ tg y = x
Por definição, temos y = arctg x ⇔ ⎨ π π.

⎪⎩ 2 < y <
2
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Gráfico da função arco-tangente

Nota: A função arco-tangente é crescente.

Exemplo 1.11: Calcule arctg − 3 . ( )


Exemplo 1.12: Caracterize a função inversa de f ( x ) = tg ( x − π ) .

1.2. Limites e continuidade


Definição 2.1: Seja a ∈ IR . Diz-se que lim f ( x ) existe se e só se
x→a

lim f ( x ) = lim+ f ( x ) e for finito.


x →a − x →a

Definição 2.2: Uma função f diz-se contínua num ponto a se as


seguintes condições são satisfeitas:
i) f (a ) está definida;

ii) lim f ( x ) existe;


x→a

iii) lim f ( x )= f (a ).
x→a
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Propriedades 2.3:
1. Se f e g são funções contínuas, então também são contínuas
as funções:
f
f + g, f − g, f ⋅g, com g ≠ 0 , f n , n f , com n ∈ IN .
g

2. A restrição de uma função contínua é ainda uma função


contínua.

Exercício 2.4: Estude a continuidade no ponto x = 0 da função


⎧ 2x2 −1
⎪ se x < 0
f ( x ) = ⎨ ln(1 − x ) .
⎪⎩ cos x se x ≥ 0

1.3. Derivada de ordem n


1.3.1. Definição de derivada.
Definição 3.1: Seja x0 ∈ D f . Chama-se derivada de f no ponto

x0 , ao número real f ′( x0 ) definido por

f ( x ) − f ( x0 )
f ′( x0 ) = lim .
x→ x0 x − x0

Definição 3.2: A equação da recta tangente ao gráfico da


função f é dada por
y − f ( x0 ) = f ′( x0 )( x − x0 ) .
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Definição 3.3: A equação da recta normal ao gráfico da função


f é dada por
1
y − f ( x0 ) = − ( x − x0 ).
f ′( x0 )

Nota: Efectuando a mudança de variável h = x − x0 , obtém-se a


definição equivalente:
f ( x0 + h ) − f ( x0 )
f ′( x0 ) = lim .
h→0 h

1
Exercício 3.4: Considere a função f ( x ) = .
x −3
2

1) Calcule, utilizando a definição, a derivada da função f no


ponto (2,1) .
2) Determine a equação da recta tangente ao gráfico de f no
ponto (2,1) .

Definição 3.5: Diz-se que a função f é diferenciável no ponto x0


se tem derivada finita nesse ponto.

( ) ( )
Nota: f ′( x0 ) existe se e só se f ′ x0 − = f ′ x0 + ∈ IR , sendo
f (x ) − f (x ) f (x ) − f (x )
( )
f ′ x0 − = lim−
x→ x0 x−x
0
e f ′(x ) = lim
0
+
x−x
x→ x0 +
. 0

0 0
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Exercício 3.6: Seja f a função definida por


⎧⎪e x + 2 se x ≤ 0
f (x ) = ⎨ . Determine, caso exista, f ′(0) .
⎪⎩3 − x 2 se x > 0

Definição 3.7: Chama-se função derivada a função f ′ dada por


f ′ : D f ′ → IR
, onde D f ′ representa o conjunto dos pontos
x 6 f ′( x )
onde f tem derivada finita.

Teorema 3.8: Toda a função diferenciável é contínua.

Se f ′ é uma função diferenciável, podemos definir a sua


derivada. Chama-se derivada de ordem 2 de f, à derivada da
função f ′ .
Notação: f ′′ .

Definição 3.9: Seja f uma função n vezes diferenciável. Chama-se


derivada de ordem n de f, à derivada da função f (n −1) que
representa derivada de ordem n-1 de f.

1.3.2. Regras de derivação.


Exemplo 3.10: Calcule a derivada das seguintes funções:
1) f ( x) = e x ln 2 x 2) f ( x) = x 2 cos(3 x)
(1 − tgx) 2
3) f ( x) = cos 2 x 4) f ( x) =
3
9

⎛ x ⎞ 2
5) f ( x) = e x arcsen(2 x) 6) f ( x) = arctg ⎜ ⎟ + x ln x
⎝ x +1⎠

7) f ( x) =
1
arctgx
8) f ( x) = arccos x ( )

Exemplo 3.11: Determine, usando as regras de derivação, a


⎧⎪3 x − 1 se x ≤ 1
função derivada de f ( x ) = ⎨ 2 .
⎪⎩ x se x > 1

1.3.3. Derivada da função composta.


Definição 3.12: Sejam f e g duas funções. Chama-se função
composta de g com f à função g D f caracterizada por

i) Dg D f = {x ∈ IR : x ∈ D f ∧ f ( x ) ∈ Dg } ;

ii) ( g D f )( x ) = g [ f ( x )], ∀x ∈ Dg D f .

Teorema da derivada da função composta:


Se f é diferenciável no ponto x0 e g é diferenciável em f ( x0 ) ,
então g D f é diferenciável em x0 e,

( g D f )′ ( x0 ) = g ′( f ( x0 )) ⋅ f ′( x0 ) .

Exercício 3.13: Considere as funções f ( x ) = senx e g ( x ) = 2x 3 .


Calcule a derivada da função f D g .
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1.3.4. Indeterminações: regra de Cauchy.


O conceito de derivada é também usado para levantar algumas
indeterminações.
0 ∞
1.3.4.1. Levantamento de indeterminações do tipo e .
0 ∞
Regra de Cauchy ou regra de L’Hôpital: Sejam c um ponto do
intervalo (a, b ) e f, g duas funções diferenciáveis em (a, b ) ,
excepto possivelmente em c.
Se
(i) g ′( x ) ≠ 0 ∀x ∈ (a, b ) | {c};
f (x ) 0 ∞
(ii) lim é uma indeterminação do tipo ou .
x→c g (x ) 0 ∞
Então
f (x ) f ′( x )
lim = lim ,
x→c g ( x ) x→c g ′( x )
f ′( x )
desde que lim seja definido (∈ IR ).
x→c g ′( x )

e x − e− x
Exemplo 3.14: Calcule lim .
x→0 sen x

1.3.4.2. Indeterminações do tipo ∞ − ∞ e 0 ⋅ ∞ .


• Se lim f ( x ) = 0 e lim g ( x ) = ∞ , então lim f ( x ) ⋅ g ( x ) = 0.∞ .
x→c x→c x→c
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Esta indeterminação pode ser transformada numa indeterminação


0 ∞
do tipo ou , escrevendo
0 ∞
f (x) g (x )
f (x ) ⋅ g (x )= ou f (x ) ⋅ g (x )= .
1 g (x ) 1 f (x )

Exemplo 3.15: Determine lim+ x 2 ln( x ) .


x →0

⎛1⎞
Exemplo 3.16: Determine lim x tg ⎜ ⎟ .
x→+∞ ⎝ x⎠

• Para as indeterminações do tipo ∞ − ∞ , escreve-se a


diferença como uma única fracção.

x 3− x
Exemplo 3.17: Determine lim − 2 .
x →1 x −1 x −1

1.4 Derivadas de funções definidas implicitamente.


Consideremos a relação y = x 4 cos x . Esta relação define y
explicitamente como uma função de x. De facto, podemos
escrever f ( x ) = x 4 cos x sendo f uma função, ou seja, f satisfaz o
teste da recta vertical.
Até agora, as funções que consideramos eram todas definidas
desta maneira. No entanto, uma função também pode ser definida
implicitamente por uma equação que poderá ser ou não resolvida
em relação a x.
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Além disso, como veremos a seguir, uma equação com duas


variáveis x e y pode definir implicitamente diferentes funções de
x.

Consideremos a equação x − y 2 = 0 . Esta equação não pode ser


revolvida de modo a que y seja definida como uma função
explícita de x. De facto, y = ± x não representa uma função de x.

Neste caso, diz-se que f ( x ) = x e g ( x ) = − x são definidas


implicitamente como funções de x pela equação original.

O gráfico das funções f e g representam o ramo superior e inferior


da parábola representada na figura abaixo. A parábola no seu
todo, correspondente ao gráfico da equação x − y 2 = 0 , ou seja

x = y 2 que não é o gráfico de uma função.

Exercício 4.1: Quantas funções implícitas diferentes são definidas


pela equação x 2 + y 2 = 1.
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Equações como sen( x + 2 y ) = 2 x cos y ou y 4 + 2 y = x 3 − 2 x − 3


podem ser difíceis ou até impossíveis de resolver.

Apesar disso, é sempre possível calcular a derivada de uma


função definida implicitamente, usando um processo chamado
diferenciação implícita que consiste em derivar ambos os
membros da equação dada em ordem a x.

dy
Notação: y′( x ) e representam a derivada de y em ordem a x.
dx

Exemplo 4.2: Considere a equação x 2 + y 2 = 1. Use o processo


de diferenciação implícita para calcular a derivada y′( x ).

Resolução: Derivando ambos os membros da equação em ordem


a x, vem
d 2
dx
( ) dy
x + y2 = 0 ⇔ 2x + 2 y = 0 ⇔
dx
dy
dx
x
=− .
y

dy
Nota: Em geral, a expressão de depende da variável x mas
dx
também de y.
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Exemplo 4.3: Determine a equação da recta tangente a curva


⎛1 3⎞
definida por x 2 + y 2 = 1, no ponto ⎜⎜ , ⎟⎟ .
⎝ 2 2 ⎠

Exercício 4.4: Determine a equação da recta tangente a curva


⎛ π⎞
definida por sen( x + 2 y ) = 2 x cos y , no ponto ⎜ 0, ⎟ .
⎝ 2⎠

Exercício 4.5: Determine a derivada de ordem 2 da função


definida implicitamente por y 4 + 2 y = x 3 − 2 x − 3 .

(n ) dny
Notação: y e representam a derivada de ordem n de y em
dx n
ordem a x.