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ELETROMAGNETISMO

CAPÍTULO 1

ANÁLISE VETORIAL

Este capítulo fornece uma introdução e uma recapitulação dos conhecimentos de


álgebra vetorial. Não faz parte dos estudos de eletromagnetismo, mas sem ele o tratamento
dos fenômenos de campos elétricos e magnéticos torna-se mais complicados, uma vez que
estes são resultados matemáticos de operação vetorial.
A análise vetorial é um assunto matemático que é muito melhor ensinado por
matemáticos do que por engenheiros. O ponto de vista aqui é também o do engenheiro e não
o do matemático, de maneira que as demonstrações são indicadas em vez de rigorosamente
expostas e a interpretação física é enfatizada.

1.1 CONCEITOS GERAIS SOBRE GRANDEZAS ESCALARES E VETORIAIS

 Grandezas Escalares:
Representada por um número real, positivo ou negativo.
Ex.: Tensão, corrente, carga, tempo, massa, volume, temperatura, pressão, etc.

 Grandezas Vetoriais:
Representada por uma magnitude, direção e sentido.
Ex.: Densidade de corrente, velocidade, aceleração, força, torque, etc.

ATENÇÃO: Em eletromagnetismo adota-se por convenção que não será feita distinção entre
magnitude, módulo, intensidade e valor absoluto de um vetor (em nosso estudo magnitude
indica valor absoluto ou módulo). A magnitude de um vetor é um valor sempre positivo.
Aqui estamos interessados somente em espaços bi e tridimensionais, mas vetores
podem ser definidos num espaço n-dimensional em aplicações mais avançadas. Neste estudo
os interesses fundamentais são: campos escalares e vetoriais.
O conceito de campo é básico para o estudo do eletromagnetismo. Praticamente todas as
leis que regem os fenômenos eletromagnéticos são escritas utilizando o campo elétrico, o
campo magnético ou o campo de potencias. Para definir campo, basta atribuir a cada

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Análise Vetorial
ELETROMAGNETISMO

ponto do espaço um propriedade, seja física ou geométrica, de modo que esses pontos
fiquem caracterizados por essa propriedade. Assim, quando dizemos que cada ponto de
uma sala tem uma temperatura, estamos definindo um campo escalar. Quando
observamos um escoamento de água e dizemos que cada partícula tem um vetor
velocidade, estamos definindo um campo vetorial.

Em resumo:
 Campo Escalar:
Cada ponto da região é representado por um escalar.
Ex.: Campo de potenciais, campo de temperaturas, campos de pressões, etc.

 Campo Vetorial:
Fornece uma função que especifica (magnitude, direção e sentido) uma grandeza
particular em qualquer ponto de uma região.
Ex.: Campo elétrico, campo magnético, campo gravitacional, etc.

Um campo escalar ou vetorial pode ser definido matematicamente como função de


um vetor que liga uma origem arbitrária a um ponto genérico no espaço. Normalmente é
possível se associar um fenômeno físico com um campo, como a força exercida em uma
bússola pelo campo magnético terrestre.

OBS.: Geralmente em livros na notação vetorial, os vetores são indicados em negrito (p. ex.
A). Os escalares são impressos em itálicos (p. ex. A). Quando escritos a mão, é costume
desenhar uma linha ou seta sobre a grandeza vetorial para mostrar sua característica vetorial.
CUIDADO: Notação descuidada, como a omissão da linha ou seta (símbolo de vetor), é a
principal causa de erros em análise vetorial.

1.1.1. Componentes Vetoriais e Vetores Unitários

Um vetor pode ser descrito no sistema de coordenadas cartesianas (ou retangulares).


A identificação deste vetor depende de 3 componentes vetoriais, tomadas ao longo dos 3
eixos coordenados (x, y e z), cuja soma vetorial deve ser o vetor dado (p. ex.
r r r r
V = Vx + V y + Vz ). Em vez de 1 vetor, agora temos 3 vetores, que são as componentes

vetoriais.

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Análise Vetorial
ELETROMAGNETISMO

Z As componentes vetoriais possuem módulos


que dependem do vetor dado, mas cada um tem
uma direção fixa e conhecida. Isto sugere o uso de
r
V r vetores unitários, que têm, por definição, módulo
V Vz
unitário ao longo dos eixos coordenados no sentido
r
Vx Y crescente dos mesmos, a representação será dada
r
Vy por â (também chamado de versor).
X
Desta forma, â x , â y e â z são vetores

unitários no sistema de coordenadas cartesianas.


r
Assim, a representação do vetor V será:
Z r
V = Vx aˆ x + V y aˆ y + Vz aˆ z
âz
ây Vetor Unitário Associado
Y Um vetor unitário é chamado de associado (ou dirigido)
âx
quando este tiver a mesma direção de um determinado vetor,
X r
p. ex. um vetor associado ao vetor V é representado por âV e
r
é obtido dividindo o vetor V por seu módulo:
r
V V r r
aˆV r = , onde V = V .V = V , ou seja, V = Vx2 + V y2 + Vz2
V V

Exemplo 1
Especifique o vetor unitário dirigido da origem ao ponto G (2, -2, -1).
Resolvido em aula.

1.2 O PRODUTO ESCALAR

O produto escalar é o produto entre 2 vetores que resulta em um escalar a operação


matemática que define seu valor, é dada abaixo:
r r r r
A • B = A B cos θ = AB cos θ r
A
Leia-se: A escalar B
θ
r
B 3
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r r
onde: θ é o menor ângulo entre A e B .
O produto escalar resulta positivo quando o ângulo é agudo; nulo quando o ângulo
for reto e negativo quando o ângulo for obtuso.
r
A r
r A
A

θ θ
r r r
B B B
âng. Agudo âng. Reto âng. Obtuso
cosθ positivo cosθ = 0 cosθ negativo

 Propriedades do produto escalar:


r r r r
a) propriedade comutativa: A ⋅ B = B ⋅ A
r r r r
b) o produto escalar entre 2 vetores perpendiculares é nulo: A ⋅ B = 0 ⇔ A ⊥ B
r r r2
c) A ⋅ A = A = A 2

 Aplicação do produto escalar: obtenção da componente ou projeção de um vetor (ex.


r r
A ) numa dada direção (ex. do vetor B ou eixo x ).
r r B cos θ
De acordo com a figura: A ⋅ B = A. proj A B = B. proj B A . r
A
Sendo o resultado de um produto escalar um vetor
algébrico, o que acaba comprovando a propriedade
comutativa. r
B
Tomando como referência a figura acima, podemos A cos θ
r r
obter a componente (escalar) de A na direção de B , ou seja,
na direção de â B , esta componente podemos chamá-la de AB e representá-la por:
r r r
AB = A cos θ AB = A aˆ B cos θ AB , resumidamente, pode-se dizer que: AB = A ⋅ aˆ B .
r
Para obtermos a componente vetorial de A na direção â B que podemos chamar de
r r r
AB multiplicamos a componente AB por â B , ou seja, AB = ( A. ⋅ aˆ B ) ⋅ aˆ B . Assim, o problema
de se encontrar a componente de um vetor em qualquer direção desejada se torna o
problema de encontrar o vetor unitário nesta direção.

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ELETROMAGNETISMO

1.2.1. Obtenção do Ângulo Entre Dois Vetores Através do Produto Escalar

r r r r
A⋅ B A⋅ B
cos θ = r r θ = cos −1
r r
A. B A. B

Exemplo 2
r
Considere o campo vetorial G = y âx − 2,5 x â y + 3 âz e o ponto Q (4, 5, 2).
r r
Encontre: a) G no ponto Q; b) a componente escalar de G no ponto Q na direção de

(2 âx + â y − 2 âz ) ;
1 r
âN = c) a componente vetorial de G no ponto Q na direção de âN ;
3
r
d) o ângulo θ Ga entre G Q e âN

Resolvido em aula (exemplo 2.1 – Hayt).

1.3 O PRODUTO VETORIAL

r r
O produto vetorial entre 2 vetores A e B é definido como:
r r r r
A × B = A B senθ .aˆ n = ABsenθ .aˆ n r r
A× B
Leia-se: A vetorial B
r
onde: ân é o vetor unitário (versor) normal ao plano formado A
r r â n
pelos vetores A e B , cuja direção (e sentido) é obtido pela regra
da mão direita (regra do saca-rolha ou regra do parafuso θ
r r r
universal) indo de A para B . B
r r
O produto vetorial entre 2 vetores A e B , onde suas direções formam um ângulo θ
r r
entre eles, denotado por A × B fornece como resultado um outro vetor com as características
abaixo:
r r r r
- Intensidade: A × B = A B senθ = ABsenθ
r r
- Densidade: perpendicular aos dois vetores A e B

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- Sentido: o do avanço de um parafuso de rosca direita (parafuso universal), fornecido pela


regra da mão-direita, na ordem em que se tornam os 2
vetores.
r
Em linhas gerais o produto vetorial de 2 vetores A
r
e B pode ser expresso na direção e sentido de um versor
r r
ân perpendicular a A e B , cujo sentido é dado pela regra
da mão direita e ilustrado na figura ao lado. Assim,
r r
A × B = ABsenθ .aˆ n

 Propriedades do produto vetorial:


r r r r
a) propriedade não-comutativa: A × B = − B × A
r r r r
b) o produto vetorial entre vetores paralelos é nulo: A × B = 0 ⇔ A // B
r r
c) A × A = 0
Podemos também verificar sem nenhuma dificuldade que este produto não é
comutativo e podemos escrever que se o versor ân estiver definido:
r r r r
A × B = − B × A = − ABsenθ .aˆ n

Aplicações do Produto Vetorial

i) Obtenção do vetor ou versor normal a um


r r
plano formado por 2 vetores A e B :
r r r
N = A× B (vetor normal)
r r r
N A× B
ân = r = r r (versor normal)
N A× B

ii) Obtenção da área de um paralelogramo (ou triângulo) cujos lados são as


r r
magnitudes dos vetores A e B :
v r r r
S parale log ramo = Base × Altura = B A senθ = A × B

1 1 r r
Striângulo = S parale log ramo = A × B
2 2

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1.3.1. Obtenção do Ângulo Entre Dois Vetores Através do Produto Vetorial

r r r r
A× B A× B
senθ = r r θ = sen −1 r r
A. B A. B

Exemplo 3
r r
Dado os vetores A = âx + 2 â y + 3 âz e B = 4 âx + 5 â y + 6 âz . Mostre que o
r r r
vetor C = −3 âx + 6 â y − 3 âz é resultado do produto vetorial entre A e B .

Resolvido em aula.

1.4 SISTEMAS DE COORDENADAS CARTESIANAS, CILÍNDRICAS E


ESFÉRICAS

1.4.1 Representação de um ponto nos 3 sistemas de coordenadas

a) Coordenadas Cartesianas (x, y, z):

O sistema de coordenadas cartesianas é, em geral, aquele em que os estudantes


preferem trabalhar em cada problema. Isto, muitas vezes significa mais trabalho, já que
muito problemas possuem simetria que pede um tratamento mais adequado.

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b) Coordenadas Cilíndricas (ρ, φ, z):

As coordenadas cilíndricas são muito utilizadas no estudo do eletromagnetismo,


principalmente no cálculo do campo gerado pelos fios carregados ou percorridos por
corrente elétrica, pois aí haverá simetria cilíndrica.

Os 3 vetores unitários devem ser definidos, mas não podemos mais direcioná-los ao
longo dos eixos coordenados, pois tais eixos existem somente no sistema de coordenadas
cartesianas. Em vez disso, visualizamos de maneira mais ampla os vetores unitários e
percebemos que eles apontam na direção crescente dos valores das coordenadas e são
perpendiculares à superfície na qual esta coordenada é constante (se o vetor unitário ân é

perpendicular (normal) ao plano x = cte e aponta no sentido crescente de x). De modo


( )
equivalente, podemos definir os 3 vetores unitários em coordenadas cilíndricas aˆ ρ , aˆφ , aˆ z .

(â ) → está radialmente apontando para fora, perpendicular à superfície ρ ;


ρ

(a ) → perpendicular ao plano φ , aponta na direção crescente de φ , é tangente a superfície


φ

cilíndrica ρ ;

(âz ) → é o mesmo vetor âz do sistema de coordenadas cartesianas.

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c) Coordenadas Esféricas (r, θ, φ):

Os 3 vetores unitários podem novamente ser definidos em qualquer ponto.


âr → é direcionado radialmente para fora, perpendicular a esfera;
âθ → é perpendicular a superfície cônica e tangente a esfera;

âφ → é o mesmo das coordenadas cilíndricas (é tangente a superfície).

1.4.2 Transformações entre os 3 Sistemas de Coordenadas

a) Transformações entre coordenadas cartesianas e cilíndricas (e vice-versa)


As variáveis dos sistemas de coordenadas cartesianas e cilíndricas são facilmente
relacionadas um com as outras.

- Cilíndricas para cartesianas:


x = ρ cos φ ; y = ρ senφ ; z=z

- Cartesianas para cilíndricas:

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y
ρ = x 2 + y 2 sendo ( ρ ≥ 0); φ = tg −1 ; z=z
x

b) Transformações entre coordenada cartesianas e esféricas (e vice-versa)

- Esféricas para cartesianas:


x = r senθ cos φ ; y = r senθ senφ ; z = r cos θ

- Cartesianas para esféricas:

r = x 2 + y 2 + z 2 sendo (r ≥ 0);

z
θ = cos −1 sendo (0 ≤ θ ≤ 180)
x2 + y2 + z2

y
φ = tg −1
x

1.4.3 Produtos Escalares entre os Vetores Unitários dos 3 Sistemas de


Coordenadas

- Cartesiano e Cilíndrico:

â ρ âφ â z

â x ⋅ cos φ − senφ 0

â y ⋅ senφ cos φ 0

âz ⋅ 0 0 1

- Cartesiano e Esféricos:

âr âθ âφ

â x ⋅ senθ cos φ cos θ cos φ − senφ

â y ⋅ senθ senφ cosθ senφ cos φ

âz ⋅ cos θ − senθ 0

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- Cilíndricos e Esféricos:

âr âθ âφ

âρ ⋅ senθ cosθ 0

âφ ⋅ 0 0 1

âz ⋅ cos θ − senθ 0

Uma função vetorial expressa em um sistema de coordenadas requer duas etapas


para ser convertida para outro sistema, pois geralmente é necessário um conjunto diferente
de componentes vetoriais. Isto é, dado o vetor cartesiano
r
A = Ax aˆ x + Ay aˆ y + Az aˆ z

onde cada componente é dada em função de x, y e z, desejamos encontrar um vetor em


coordenadas cilíndricas, do tipo
r
A = Aρ aˆ ρ + Aφ aˆφ + Az aˆ z

onde cada componente é dada em função de ρ, φ, z.


Para determinar qualquer componente desejada de um vetor, recordemos a
discussão sobre produto escalar, que estabelece que a componente em uma direção desejada
pode ser obtida fazendo-se o produto escalar entre o vetor dado e o vetor unitário na direção
desejada. Assim,
r r
Aρ = A ⋅ aˆ ρ e Aφ = A ⋅ aˆφ

Expandido estes produtos escalares, temos


Aρ = (Ax aˆ x + Ay aˆ y + Az aˆ z ) ⋅ aˆ ρ Aφ = (Ax aˆ x + Ay aˆ y + Az aˆ z ) ⋅ aˆφ
= Ax aˆ x ⋅ aˆ ρ + Ay aˆ y ⋅ aˆ ρ + Az aˆ z ⋅ aˆ ρ = Ax aˆ x ⋅ aˆφ + Ay aˆ y ⋅ aˆφ + Az aˆ z ⋅ aˆφ
= Ax aˆ x ⋅ aˆ ρ + Ay aˆ y ⋅ aˆ ρ = Ax aˆ x ⋅ aˆ ρ + Ay aˆ y ⋅ aˆφ

Az = (Ax aˆ x + Ay aˆ y + Az aˆ z ) ⋅ aˆ z
= Ax aˆ x ⋅ aˆ z + Ay aˆ y ⋅ aˆ z + Az aˆ z ⋅ aˆ z
= Az
Agora, aplicando o produto escalar nos vetores unitários, conforme as tabelas
anteriores, temos:
Aρ = Ax cos φ + Ay senφ Aφ = Ax (− senφ ) + Ay cos φ

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( ) ( )
r
Portanto, temos o vetor A = Ax cos φ + Ay senφ aˆ ρ + − Ax senφ + Ay cos φ aˆφ + Az aˆ z (em

coordenadas cilíndricas)

Exemplo 4
r
Transforme o vetor B = y âx − x â y + z âz para coordenadas cilíndricas.

Resolvido em aula.

Exemplo 5
r x z
Transforme o vetor G =   âx em variáveis e componentes esféricas.
 y 
Resolvido em aula.

1.4.4 Representação de Elementos Diferenciais Relativos a Volumes, Superfícies


e Linhas

Os elementos diferenciais de linha (comprimento), superfície (área) e volume são


frequentes no cálculo vetorial, principalmente quando se deseja determinar integrais de
linha, área ou volume, como são os casos das equações de Maxwell sob a forma integral.
Estes elementos de cálculo podem ser expressos nos três sistemas de coordenadas.

a) Coordenadas Cartesianas

Na figura ao lado, temos 3 planos suja interseção é um


ponto genérico P, cujas coordenadas são x, y e z. É
possível incrementar cada valor das coordenadas de
uma quantidade de diferencial, obtendo 3 planos
levemente deslocados, conforme mostra a figura
abaixo.
Um comprimento (vetorial) ou deslocamento (vetorial)
diferencial pode ser expresso pela relação:
r
dL = dx aˆ x + dy aˆ y + dz aˆ z

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ou seja é a soma vetorial dos deslocamentos diferenciais


em cada direção possível.
O módulo deste comprimento vetorial ou deslocamento
vetorial é a diagonal do paralelepípedo e é igual a
r
dL = (dx) 2 + (dy ) 2 +(dz ) 2 .

Em relação a um elemento diferencial de


superfície (área), a figura acima (esquerda) mostra que há 3 possibilidades:

dy dz âx
r 
dS = dx dz ây

dx dy âz
r
Cada um deles é resultado da multiplicação entre 2 elementos de comprimento, dS é
por definição um vetor o que indica que há uma orientação (direção) específica para ele:
normal (perpendicular) ao elemento de área
considerado. A figura ao lado ilustra esta
definição.
O volume diferencial é obtido através de:
dv = dx dy dz
r r
sendo esta, ao contrário de dL e dS , uma
grandeza escalar.
r
O que é importante lembrar a respeito de elementos diferenciais é como expressar dL
r r r
e, a partir dele, como obter dS e dv . Tendo dL , dS e dv podem ser facilmente encontrados
r r
a partir dele. Por exemplo, dS ao logo de âx pode ser obtido a partir de dL multiplicando
r
as componentes de dL ao longo de â y e de âz . Da mesma forma, dv pode ser obtido a
r r
partir de dL como o produto das 3 componentes de dL , isto é, dx dy dz . O procedimento

desenvolvido para as coordenadas cartesianas será, estendido para os outros sistemas de


coordenadas.

b) Coordenadas Cilíndricas

A figura ao lado mostra que um elemento diferencial de


volume em coordenadas cilíndricas pode ser obtido

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aumentando-se ρ , φ e z de incrementos diferenciais dρ , dφ e dz .

A medida que o elemento de volume se torna muito pequeno, sua forma se aproxima à de
um paralelepípedo retângulo que possui lados de comprimento dρ , ρdθ e dz . Note que

dρ e dz têm dimensões de comprimento, nas dφ não tem; ρdφ é o comprimento.


Os elementos diferenciais para o sistema de coordenadas cilíndricas seguem os
mesmos desenvolvimentos realizados para o sistema de coordenadas cartesianas, e são
expressos sob a forma:
r
dL = dρ âρ + ρdφ âφ + dz âz

 ρ dφ dz âρ
r 
dS = dρ dz âφ

 ρ dφ dρ âz
dv = ρ dφ dρ dz

A figura ao lado ilustra os planos formados


pelos elementos diferencias para as coordenadas
cilíndricas.

c) Coordenadas Esféricas

A figura ao lado mostra que um elemento diferencial de


volume pode ser construído em coordenadas esféricas
aumentando-se r, θ e φ por dr , dθ e dφ .
r r
As grandezas diferencias dL , dS e dv são descritas da
seguinte maneira:
r
dL = dr âr + r dθ âθ + r senθ dφ âφ

 r 2 sen θ d θ d φ â r
r 
d S =  r sen θ dr d φ âθ
 r dr d θ â
 φ

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dv = r 2 senθ dr dθ dφ
A figura ao lado ilustra os planos formados pelos elementos diferencias para as coordenadas
esféricas.

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EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. A superfície que delimitam um volume são definidas por: ρ = 5 e ρ = 10 , φ = 2π 9

e φ = 7π 9 , z = 2 e z = 20 . Determinar:

a) O volume determinado pelas superfícies em questão, utilizando integração;


b) O comprimento de um segmento linear que une dois vértices opostos do volume.

Resp. (a) 375π ; (b) 21,59;

r
2. Um vetor A, com módulo igual a 10, está orientado do ponto
P( r = 5; θ = π 4 ; φ = π 4 ) à origem de um sistema de coordenadas esféricas.

Expressar este vetor em:


a) Coordenadas esféricas no ponto P;
b) Coordenadas cartesianas no ponto P;

Resp. (a) − 10 âr ; (b) − 5 âx − 5 â y − 5 2 âz ;

r
3. Dado o vetor A = â x + â y + âz aplicado ao ponto P( x = − 3 , y = 1, z = 2 ),

determinar:
a) As coordenadas esféricas r , θ , φ do ponto P;
r
b) O ângulo α que A faz com a superfície esférica, centrada na origem, que passa por
P;
r
c) O ângulo β que A faz com a superfície cônica, coaxial com o eixo z, que passa por P;
r
d) O ângulo γ que A faz com o semi-plano radial, partindo do eixo z, que passa por P;

Resp. (a) P ( r = 2 2 , θ = 45º , φ = 150º ); (b) 75º ; (c) 123º ;


(d) 142,06º ;

r
4. Um vetor A , de módulo igual a 8, está situado sobre alinha reta que passa pelos
pontos P( r = 10, θ = 30º , φ = 0º ) e Q( r = 20, θ = 60º , φ = 90º ), e orientado no

sentido de P a Q. Determinar:

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r
a) O vetor A expresso em coordenadas cartesianas;
r
b) O ângulo que o vetor A faz com a normal à superfície plana z = 0;
c) O módulo da projeção do vetor sobre a superfície plana z = 0;

Resp. (a) − 2,21âx + 7,67 â y + 0,59 âz ; (b) 85,75º ; (c) 7,98;

r
5. Transformar o vetor E = 5 x âx para coordenadas esféricas nos seguintes pontos:

a) A( r = 4, θ = 30º , φ = 120º );

b) B( x = − 2 , y = 2 , z = −2 )

5 5 3 5 3 5 2 5 2
Resp. (a) âr + âθ + âφ ; (b) âr + âθ + 5 âφ ;
4 4 4 2 2

6. Sejam dados os pontos A( r = 1, θ = π 3 , φ = π 6 ) e B( r = 3, θ = π 3 , φ = π 4 ), os

quais representam 2 vértices extremos da porção de um volume esférico formado


com estes pontos. Determinar, usando integração quando possível, o seguinte:
a) O volume total da porção de volume esférico formado;
r r r
b) Os vetores normais de área, S r , Sθ , Sφ , que saem da superfície da porção de volume

esférico nas direções dos vetores unitários âr , âθ , âφ , respectivamente;

c) O comprimento do segmento AB (diagonal principal da porção de volume esférico);


r
d) O vetor AB (dirigido de A para B), expresso em coordenadas esféricas;

13π 3π π 2π
Resp. (a) ; (b) âr ; âθ ; âφ ; (c) 2,23;
36 8 3 3
(d) 1,51 âr + 1,45 âθ + 0,78 âφ ;

7. Sejam os dois pontos A( r = 10, θ = 45º , φ = 0º ) e B( r = 10, θ = 60º , φ = 90º ),

determinar a distância entre eles;

Resp. 11,37;

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8. Sejam 2 pontos em coordenadas esféricas A( r = 5, θ = 60º , φ = 30º ) e

B( r = 5, θ = 30º , φ = 120º ). Determinar:

a) A distância entre os 2 pontos;


b) O ângulo entre as 2 linhas que se estendem da origem até os 2 pontos;

Resp. (a) 5,32; (b) 64,34º ;

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