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Elaborado por: Carlos Lopes; Eliseu Epalanga e Roberto Tembu

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Este trabalho trata o papel dos medidores de energia elétrica; o dimensionamento e
montagem de um medidor de energia elétrica.

Medidor de energia elétrica é um dispositivo ou equipamento eletromecânico e/ou


eletrônico capaz de mensurar o consumo de energia elétrica. A unidade mais usada é kWh.
Está presente na maioria de casas e habitações no mundo moderno. Pode ser ligado
diretamente entre a rede elétrica e a carga (casa) ou através de transformadores de
acoplamento de tensão e/ou corrente.

Este tipo de ligação é comumente utilizado em indústrias e consumidores de média


(13,8 kV a 34,5 kV) e alta tensão (69 kV a 230 kV). Seus erros podem variar de menos de
0,02% a até 2,00% em condições controladas (25ºC +/- 5ºC, tensão nominal e corrente
nominal) e dependem da aplicação desejada. Nas residências são comumente utilizados
medidores de classe 2 (erro relativo percentual de +/- 2,00 %).

Este trabalho vai demonstrar como dimensionar e montar um medidor de energia


elétrica.
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A energia é um ingrediente essencial do desenvolvimento socioeconômico e


crescimento econômico (Goldemberg, 1998). A evolução, o crescimento e o desenvolvimento
de um país estão diretamente relacionados à sua disponibilidade energética e as tecnologias
desenvolvidas para sua utilização e as iniciativas governamentais, neste setor, foram
fundamentais para o crescimento da disponibilidade energética, com a viabilização do
surgimento das companhias deeletricidade, construções de usinas elétricas e de órgãos
públicos vinculados ao setor energético.
A energia elétrica é originada a partir da energia mecânica, eletromagnética ou
química, proveniente de fontes hidráulica, térmica, solar, nuclear ou eólica, entre outras. Sua
disponibilidade instantânea, sem odor ou sujeira, transportada em altíssima velocidade e, em
muitos casos, vencendo imensas distâncias entre os pontos de geração e de uso, tornou-a
essencial para o desenvolvimento industrial dos últimos séculos. Porém, uma vez criada,
conta com uma grande desvantagem, que é a restrição ao seu armazenamento.
O transporte, até o consumidor final, é realizado por empresas especializadas, que
utilizam como meio as linhas de transmissão e de distribuição. Essa disponibilização,
caracterizada como um serviço prestado ao consumidor final tem um preço, que é
basicamente composto pelos custos associados à produção, ao transporte e à distribuição da
energia elétrica.
Os custos da produção/geração estão associados aos investimentos necessários à
ampliação da oferta, aos custos de manutenção e operação, à opção energética, à vida útil e à
capacidade dos empreendimentos. As empresas geradoras, no Brasil, em sua grande maioria,
ainda são estatais e estão alocadas como provedoras regionais (Furnas, Eletronorte, Chesf),
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buscando o melhor aproveitamento hidráulico e, em algumas regiões, produzindo energia


elétrica a partir de outras fontes, caso das termelétricas a carvão e gás e das usinas nucleares.
Os custos do transporte são compostos pelos valores associados à construção,
operação e manutenção dos empreendimentos (linhas de transmissão, subestações,
equipamentos) e dos montantes a serem transportados. As empresas transmissoras ligam os
centros geradores, incluindo os pontos de conexão internacional, às empresas de distribuição.
É desta forma que a energia tem sua instantânea disponibilidade.
Os custos da distribuição são calculados com base nos ativos das empresas, na
manutenção e operação das linhas e subestações atuais e na construção de novas linhas e
subestações.
O preço pago pelo consumidor final, para o recebimento da energia elétrica,
éestabelecido individualmente e varia, em cada concessionária, conforme a classe de consumo
emque se enquadra, bem como em função dos montantes e características requeridas.
Paraquantificar toda essa energia, em seus diferentes percursos até o consumidor final, utiliza-
se umequipamento denominado ³Medidor´.
A energia elétrica, na grande maioria dos consumidores residenciais, é medida de
formadireta, onde o fornecimento é feito na baixa tensão (127 / 220 V). Já os consumidores
alimentadosem média e alta tensão necessitam, além do medidor, de equipamentos auxiliares
como ostransformadores de corrente e de potencial, que compõem um conjunto de medição
destinado amedir as grandezas elétricas de forma indireta. O medidor não suporta uma
conexão direta comas linhas de alta e média tensão, sendo necessário a utilização desse
conjunto de instrumentos,redutores de tensão e corrente, que visam possibilitar a mensuração
da energia elétrica através doequipamento de medição.
A princípio, os pontos de medição estão distribuídos ao longo do sistema
elétrico,registrando os valores de energia e demanda requeridas pelas unidades consumidoras,
bem comoos montantes transportados nas conexões entre empresas concessionárias,
fornecendo, também,dados de consumo de energia elétrica por região, os quais são utilizados
para a caracterização dosíndices de perdas técnicas e comerciais durante o transporte e a
distribuição.
Indiretamente, estão envolvidos os órgãos de metrologia (ABNT4 e
INMETRO5),responsáveis pelos padrões técnicos dos equipamentos de medição, a ANEEL,
responsável pelaregulamentação da atividade, a CSPE, por delegação da ANEEL, responsável
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pela fiscalização documprimento dessa regulamentação e do nível de qualidade com que essa
atividade está sendodesenvolvida.



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Mioduski (1982) explicita que ³o homem não possui nenhum senso que possa ser
usado na determinação quantitativa dos fenômenos elétricos. Logo, esses fenômenos devem
ser traduzidos de modo que possam ser avaliados pelo experimentador, sendo o mais comum
a observação visual´. Como conseqüência desta circunstância, utilizam-se os equipamentos de
medição, que possuem sensores e elementos registradores.
O primeiro medidor destinado à quantificação do consumo de energia elétrica
conhecido foi desenvolvido e patenteado por Samuel Gardiner, em 1872. Tratava-se de um
medidor de lâmpada-hora para aplicação em corrente contínua, que indicava o período que
uma lâmpada permanecia acesa. Por ser uma carga conhecida, com corrente praticamente
constante, o cálculo do consumo resumia-se ao produto do tempo ligado pela potência
nominal da carga. A figura 1 representa o medidor de Samuel Gardiner.

'‘ - Medidor de lâmpada-hora de Samuel Gardiner de 1872.


Fonte: Dahle, 2009.
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Em 1878, J.B. Fuller desenvolveu um medidor de lâmpada-hora para operação em


corrente alternada, composto por um relógio cujo mecanismo de escape era acionado por um
par de bobinas que vibravam à freqüência de alimentação, produzindo assim o avanço da
contagem. Este medidor é exibido na figura 2.

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'‘ - Medidor Lâmpada-Hora de 1878, J.B. Fuller.
Fonte: Dahle, 2009.

O uso de medidores de lâmpada-hora mostrava-se eficiente apenas quando usados com


cargas conhecidas que na maioria eram lâmpadas, deixando a desejar quando as cargas
apresentavam variações de potência ao longo do período de operação. Entre 1878 e 1880,
Edison desenvolveu o primeiro medidor de quantidade de eletricidade, em vez de quanto
tempo o circuito ficou energizado. Tratava-se de um medidor químico, conforme pode ser
visto na foto representada pela figura 3.
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'‘- Medidor químico de quantidade de eletricidade de Edison de 1878 á 1880r


Fonte: Dahle, 2009.

Em meados da década de 1880, Elihu Thomsom, com o auxílio de Thomas Duncan,


desenvolveu um wattímetro-registrador destinado à medição de consumo de energia, capaz de
operar em corrente alternada ou contínua. Foi usado intensivamente em 1889, e permaneceu
como o principal meio de medição de consumo até 1892, quando foi substituído por
medidores de watt-hora. A figura 4 representa o protótipo do wattímetro-registrador.

'‘‘ Wattímetro-registrador de Thomsom e Duncan de 1889-1892r

Os primeiros medidores de watt-hora com precisão e confiabilidade suficientes para a


aplicação em medição de consumo de energia foram desenvolvidos em 1892, por Thomas
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Duncan. Inicialmente construídos para a medição em circuitos monofásicos, foram logo


adaptados à medição polifásica de energia. Modelos capazes de operar em sistemas de
corrente contínua e alternada também foram desenvolvidos, permitindo a aplicação do
instrumento a todos os sistemas de distribuição existentes.



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O medidor de energia elétrica do tipo induçãoé constituído dos seguintes componentes


básicos:

1.‘ Elemento motor;


2.‘ Elemento móvel (disco);
3.‘ Ímã permanente (com a função de freio magnético);
4.‘ Registrador;
5.‘ Dispositivos de ajuste;
6.‘ Estrutura para montagem dos componentes.

O elemento motor consiste de dois circuitos magnéticos com as respectivas bobinas de


potencial e de corrente, cujos campos magnéticos resultantes são proporcionais à corrente e à
tensão do circuito medido.
Os fluxos resultantes das correntes que atravessam as bobinas de potencial e de
corrente induzem correntes de Foucault no disco, feito de material condutor, que se encontra
no entreferro. A interação das correntes induzidas no disco com os fluxos magnéticos das
bobinas dá origem a quatro conjugados. O sentido da força eletromagnética, determinada pelo
produto vetorial dos respectivos fluxos e corrente define o sentido da rotação do disco. O
conjugado motor tem o valor maior que a fricção nos mancais e o atrito que o ar oferece ao
disco em movimento. Assim, para um equilíbrio entre o conjugado motor e as rotações
dodisco, introduz-se um conjugado de restrição em forma de um ímã permanente, sendo
proporcional à velocidade do disco e dependente do fluxo do ímã. O registrador em forma de
ciclômetro ou ponteiros indica a energia medida, integrando e multiplicando pelas respectivas
constantes.
Schwendtner (1996) enfatiza que a utilização dos medidores eletromecânicos do tipo
indução já dura aproximadamente 100 anos, havendo necessidade de modernização para
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integração das tarifas de medição com outras funções associadas, como exemplo: medição de
energia ativa e reativa, medição de importação e exportação, medição de demandas máxima e
média, aplicação de diferentes estruturas tarifárias, perfil de consumo, etc., possibilitando
maior confiabilidade e redução dos custos de produção, instalação e manutenção.
A utilização dos equipamentos eletrônicos visa atender às mudanças estruturais no
mercado de energia. Países como Estados Unidos, Reino Unido e Noruega, que trabalham
com mercados desregulados, requerem novas técnicas de medição e com funções adicionais,
para disponibilizar novos serviços aos consumidores e atender a novas estruturas tarifárias.

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Atualmente, os sistemas de medição e leitura utilizados são:


1.‘ Medição distribuída;
2.‘ Medição distribuída com leitura centralizada;
3.‘ Medição distribuída com telemedição;
4.‘ Medição e leitura centralizada;
5.‘ Medições pré-pagas.

Algumas características importantes de cada um desses sistemas são apresentadas a


seguir.

c  c‘ Medição Distribuída:

O sistema de medição distribuída implica na instalação de equipamentos de medição


individual, em cada unidade consumidora, e pode atender às classes de consumo residencial,
comercial, industrial, poder público e serviço público. Este sistema é oriundo do início do
processo de implantação dos serviços de distribuição de energia elétrica e exige a presença do
leiturista para aquisição dos dados registrados de consumo e demanda, para as tratativas
comerciais subsequentes do processo de faturamento e cobrança da concessionária.
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c  ‘ Medição Distribuída com Leitura Centralizada :

Este sistema apresenta características semelhantes de instalação dos equipamentos de


medição de forma distribuída, porém, neste caso, pode-se utilizar um medidor exclusivo, para
realizar uma medição global, com o intuito de fiscalizar a medição total das unidades
consumidoras pertencentes ao conjunto. Os medidores são distribuídos em cada unidade
consumidora, pertencente ao sistema, e conectados fisicamente a uma rede, permitindo que as
leituras dos dados de consumo, de todos os consumidores, possam ser efetuadas em um único
ponto, denominado concentrador de dados.
As principais vantagens deste sistema (ESB, 2000), tanto para as unidades
consumidoras quanto para as construtoras e concessionárias de distribuição de energia elétrica
são:

—‘ Consumidores:‘
a)‘ Gerenciamento e racionalização do uso de energia elétrica, tanto para cada
usuário (setor,loja, escritório ou apartamento) quanto para os serviços;
b)‘ Maior segurança contra riscos de incêndio, curtos e sobrecorrentes, bem como
segurançaquanto ao acesso às instalações;
c)‘ Integração a sistemas de automação predial;
d)‘ Possibilidade de poder usufruir de tarifas diferenciadas, que melhor se
adequem aos hábitosde consumo do usuário;
e)‘ Acesso às informações de leitura dos dados de faturamento e outras grandezas
de mediçãoatravés de › s aplicativos.

—‘ Construtoras:‘
a)‘ Redução do volume de fiação e tubulações com a utilização de  ›
(Barramentos blindados para alimentação elétrica);
b)‘ Redução do espaço físico ocupado pelas atuais prumadas e centro de medição;
c)‘ Redução dos custos de construção e, principalmente, instalação elétrica;
d)‘ Maior flexibilidade de projetos e melhor utilização de áreas úteis;
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e)‘ Possibilidade de adiar a realização da instalação elétrica para o final da


construção;
f)‘ Melhoria da condição mercadológica (@
), por diferenciação e
atratividade de umnovo produto;
g)‘ Possibilidade de conexão do sistema de medição aos de automação em prédios
³inteligentes´.

—‘ Concessionárias:
a)‘ Compatibilidade com o atual sistema e procedimentos de coleta de dados de
faturamento;
b)‘ Facilidade na padronização das instalações;
c)‘ Flexibilização e agilização na emissão de faturas;
d)‘ Redução do tempo de leitura dos medidores;
e)‘ Eliminação de erros na coleta das leituras e na entrada do sistema de
processamento defaturas da empresa e fim dos erros de digitação,
principalmente, no caso de leitura remota;
f)‘ Maior segurança contra fraudes, permitindo detectar e indicar irregularidades
no local;
g)‘ Possibilidade de se implantar tarifas diferenciadas ao longo do dia (tarifa
amarela); › ± Barramentos blindados para alimentação elétrica.
h)‘ Disponibilidade de medição de grandezas elétricas: kW, kWh, kVAr, kVArh,
kVA, FP, I, V,%THD (reativos com harmônicos programáveis);
i)‘ Acesso de forma remota ou local a todas as grandezas disponíveis, através de
› ›.
j)‘ As principais desvantagens, perante o sistema convencional, são os maiores
investimentosnecessários e os custos envolvidos na qualificação do pessoal e
na manutenção da tecnologiaempregada.Geralmente, aplica-se este sistema às
unidades consumidoras localizadas em ›

›, prédios comerciais,
residenciais e condomínios em geral.
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c   ‘ Medição Distribuída com Telemedição :

A medição distribuída com telemedição caracteriza-se por um moderno sistema,


utilizando-se de medidores eletrônicos sofisticados, onde as operações de leitura, suspensão
do fornecimento e restabelecimento da energia elétrica podem ser realizadas de forma remota.
A comunicação entre a concessionária e a unidade de medição pode ser realizada via rádio ou
linha telefônica, possibilitando o agendamento de procedimentos de leitura, comunicação de
falhas, detecção de fraudes, localização de perdas de energia e identificação de interrupções
na rede.
Esta tecnologia permite um grande avanço de qualidade e agilidade nos serviços, bem
como a possibilidade de liberação dos dados de leitura em tempo real aos clientes, passando a
disponibilizá-los, inclusive, o pagamento da fatura, via internet, caracterizando um diferencial
de atendimento da concessionária a seus clientes.
A principal desvantagem desse sistema fica por conta da ausência de inspeção física
nas unidades de medição, sendo necessária a realização de visitas periódicas nas unidades,
para garantir a confiabilidade dos dados e a segurança das instalações.

c   ‘ Medição e Leitura Centralizada

Este sistema tem por objetivo tornar a distribuição de energia elétrica eficiente e
moderna, permitindo o total controle dos dados de consumo do consumidor e podendo
eliminar parte das perdas comerciais e técnicas de energia, necessitando que seja efetuado um
projeto de implantação para a integração ao sistema convencional. Este sistema pode ser
empregado em qualquer agrupamento de unidades consumidoras, mas, geralmente, é utilizado
para atender aos consumidores residenciais de baixa renda e instalado em áreas de grande
concentração de ligações clandestinas.
A medição e a leitura são realizadas de forma centralizada. Não há a presença física de
um aparelho de medição localizado em cada unidade consumidora.
Este sistema, na versão baixa renda, apresenta aspectos positivos e negativos,
conforme segue:
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—‘ Aspectos Positivos:
a)‘ Minimização das possibilidades de furtos de energia da rede secundária;
b)‘ Centralização das leituras;
c)‘ Possibilidade de interrupção do fornecimento por inadimplência sem contato
físico com o consumidor;
d)‘ Possibilidade de manipulação do sistema por telecomando via '  @;
e)‘ Possibilidade de adoção de tarifas diferenciadas (tarifa amarela);
f)‘ Diminuição do custo do padrão de entrada, que deixa de contar com a caixa de
medição.
‘
‘
—‘ Aspectos Negativos:
a)‘ Custo do sistema;
b)‘ Custo da rede secundária pré-reunida;
c)‘ Complexidade no controle do cadastramento de UC¶s, com grande
possibilidade de inversão de dados no cadastramento e conseqüente
faturamento de consumos trocados entre consumidores;
d)‘ Necessidade de adequação de filosofias e procedimentos.

c   ‘ Medição Pré-Paga:

Sistema de medição e pagamento de fatura que permite o acesso ao fornecimento de


energia elétrica com pagamento antecipado, nos moldes aplicados ao serviço de telefonia
móvel pré-pago.
Os modelos podem prever o uso de um tipo de cartão ou a simples implantação de um
código eletrônico (senha), que são utilizados, de forma remota, para o controle e alteração dos
montantes negociados e disponíveis na unidade consumidora, permitindo o acesso ao serviço
até o limite adquirido ou outra forma de relacionamento comercial, como a reposição e
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cobrança considerada, exigindo, neste caso, a integração de acesso ao lançamento de débito


em conta bancária do responsável pela unidade consumidora.
Para viabilizar a funcionalidade do sistema, utilizam-se medidores eletrônicos, capazes
de medir uma série de grandezas elétricas totalizadas por períodos de tempo, registrar faltas
de energia e realizar atividades automáticas de desligamento e religamento de uma unidade
consumidora, dependendo do crédito de energia disponível e/ou dos limites estabelecidos,
permitindo avaliar a qualidade da energia fornecida e aumentar o controle sobre as unidades
consumidoras.

c  ‘ `  

‘
c  c‘ Definições e Conceitos

Por definição a potência é a capacidade de produção de energia por unidade de tempo


enquanto energia é a capacidade de realizar algum trabalho ao longo do tempo.
‘
—‘ Horário de Ponta:
O horário de ponta¶ é o período de 3 (três) horas consecutivas exceto sábados,
domingos e feriados nacionais, definido pela concessionária em função das características de
seu sistema elétrico. Em algumas modalidades tarifárias, nesse horário a demanda e o
consumo de energia elétrica têm preços mais elevados.
O horário fora de ponta corresponde às demais 21 horas do dia.

—‘ Períodos:
Para efeito de tarifação, o ano é dividido em dois períodos, um período seco que
compreende os meses de maio a novembro (7 meses) e um período úmido, que compreende
os meses de dezembro a abril (5 meses). Em algumas modalidades tarifárias, no período seco
o consumo tem preços mais elevados.
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c  ‘ Modalidades Tarifárias e Tarifação

São duas as modalidades tarifárias.


Os consumidores do Grupo B (baixa tensão) têm tarifa monômia, isto é, são cobrados
apenas pela energia que consomem.
Os consumidores do Grupo A tem tarifa binômia, isto é, são cobrados tanto pela
demanda quanto pela energia que consomem. Estes consumidores podem enquadrar-se em
uma de três alternativas tarifárias:

—‘ Tarifação Convencional,

—‘ Tarifação horo-sazonal Verde, ou


—‘ Tarifação horo-sazonal Azul (compulsória para aqueles atendidos em tensão
igual ou superior a 69 kV).

c  ‘ Classificação dos consumidores

‘
Os consumidores são classificados pelo nível de tensão em que são atendidos.
Os consumidores atendidos em baixa tensão, em geral em 127 ou 220 volts, como
residências, lojas, agências bancárias, pequenas oficinas, edifícios residenciais e boa parte dos
edifícios comerciais, são classificados no Grupo B. É o caso da maioria dos prédios públicos
federais.
O Grupo B é dividido em sub-grupos, de acordo com a atividade do consumidor. Os
consumidores residenciais, por exemplo, são classificados como B1, os rurais como B2.
Os consumidores atendidos em alta tensão, acima de 2300 volts, como indústrias,
shopping centers e alguns edifícios comerciais, são classificados no Grupo A.
Esse grupo é subdividido de acordo com a tensão de atendimento, como mostrado na
tabela abaixo.
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Grupos de Consumidores:
‘

—‘ GRUPO A - ALTA TENSÃO:


A-1 - 230 kV ou mais;
A-2 - 88 a 138 kV;
A-3 - 69 kV;
A-3a - 30 a 44 kV;
A-4 - 2,3 a 13,8 kV; e
A.S. - 2,3 a 13,8 kV (Subterrâneo).

—‘ GRUPO B - BAIXA TENSÃO:


B-1 - Residencial;
B-1 - Residencial Baixa Renda;
B-2 - Rural;
B-3 - Não Residencial Nem Rural; e
B-4 - Iluminação Pública.
Fonte: COPEL

Poucos são os prédios públicos classificados no Grupo A, em geral no Sub-Grupo A4.


Os consumidores atendidos por redes elétricas subterrâneas são classificados no Grupo A,
Sub-Grupo AS, mesmo que atendidos em baixa tensão.

c  ‘ þ energia reativa e fator de potência

‘
O fator de potência é uma relação entre potência ativa e potência reativa. Ele indica a
eficiência com a qual a energia está sendo usada. Um alto fator de potência indica uma
eficiência alta e inversamente um fator de potência baixo indica baixa eficiência. Um baixo
fator de potência indica que você não está aproveitando plenamente a energia, e a solução
para corrigir, é a instalação de Banco de Capacitores, sendo que estes podem criar condições
de ressonância. Nessas condições, as harmônicas geradas por equipamentos não lineares
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podem ser amplificadas para valores absurdos e a opção passa a ser a utilização de Filtro de
dissintonia para correção destas harmônicas.

Instalações elétricas em sua maioria possuem cargas indutivas. A principal


característica das cargas indutivas é que elas necessitam de um campo eletromagnético para
operar. Por este motivo, elas consomem dois tipos de potência elétrica: Potência ativa (kW)
para realizar o trabalho de gerar calor, luz, movimento, etc. e Potência reativa (kVAr) para
manter o campo eletromagnético, sendo que esta não produz trabalho útil, mas circula entre o
gerador e a carga, exigindo do gerador e do sistema de distribuição de energia elétrica uma
corrente adicional. A potência ativa e a potência reativa, juntas, formam a potência aparente
(kVA). Quando a potência aparente é maior que a potência ativa, a concessionária precisa
fornecer, além da corrente útil (ativa), uma corrente reativa.

A relação entre as potências aparente (S), ativa (P) e reativa (Q) pode ser observada no
triangulo que se segue abaixo.

'‘# - Relação entre as potências aparente , ativa e reativa


Fonte: http://www.eletrica.info/wp-content/uploads/2009/05/fatorpotencia.jpg: 06/10
r
Onde:

Potência Ativa (KW): Potência realmente gasta em dispositivos que oferecem


resistência, no circuito resistivo a tensão anda em fase com a corrente (V-I)=0º, e é expresso
em KW.

Potência Reativa (KVAr): Potência utilizada para a criação de campos magnéticos,


necessário ao funcionamento de equipamentos industriais (motores, transformadores, reatores,
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etc.), sendo expresso seu valor em Kvar, no circuito indutivo a tensão anda adiantada da
corrente (V-I)=90º.

Potência aparente (KVA): soma vetorial das potências ativa e reativa, ou seja, é a
potência total absorvida pela instalação.

Fator de potência: é a razão entre potência ativa e potência aparente.

Em circuitos de corrente alternada (CA) puramente resistivos, as ondas de tensão e de


corrente elétrica estão em fase, ou seja, mudando a sua polaridade no mesmo instante em cada
ciclo. Quando cargas reativas estão presentes, tais como capacitores ou condensadores e
indutores, o armazenamento de energia nessas cargas resulta em uma diferença de fase entre
as ondas de tensão e corrente. Uma vez que essa energia armazenada retorna para a fonte e
não produz trabalho útil, um circuito com baixo fator de potência terá correntes elétricas
maiores para realizar o mesmo trabalho do que um circuito com alto fator de potência.

'‘$ - Ondas de tensão (V) e corrente (I) em fase. A carga possui característica resistiva (FP=1),
Ângulo de fase ij=0°a resistiva (FP=1). Ângulo de fase ij=0°
Fonte: http://www.eletrica.info/fator-de-potencia-o-que-e: 05/10

Usualmente as concessionárias não são autorizadas a cobrar a energia reativa dos


consumidores do Grupo B mesmo quando o limite é excedido. Esse panorama pode mudar em
breve, mas o fato é que a cobrança, em geral, é encontrada apenas nos consumidores do
Grupo A.
O limite de energia reativa é indicado de forma indireta, através do fator de potência.
De acordo com a Resolução 456, as instalações elétricas dos consumidores devem ter um
fator de potência não inferior a 0,92 (reativo ou indutivo).
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Pela energia reativa, os consumidores do Grupo A são cobrados da mesma forma que
pela energia ativa, apenas mudam as medições e os nomes.
Os consumidores do Grupo A, tarifa Convencional, pagam tanto o consumo de energia
reativa (UFER) quanto a demanda reativa (UFDR):
FER = Tarifa de Consumo x UFER
FDR = Tarifa de Demanda x UFDR
(FER: Faturamento de Energia Reativa e FDR: Faturamento de Demanda Reativa)
Ao invés de FER e FDR, algumas contas de luz mostram nomes como EREX e DREX

c  ‘ nergia Reativa  cedente e Potência Reativa  cedente

Os consumidores do Grupo A, tarifa Verde, pagam o consumo de energia reativa na


ponta e fora de ponta (UFER) e a demanda reativa (UFDR):
FER = Tarifa de Consumo na Ponta x UFER na Ponta +Tarifa de Consumo fora de
Ponta x UFER fora de Ponta
FDR = Tarifa de Demanda x UFDR
Os consumidores do Grupo A, tarifa Azul, pagam tanto o consumo de energia reativa
(UFER) quanto da demanda reativa (UFDR), para as horas de ponta e horas fora de ponta.
A energia reativa cobrada é calculada pela expressão:
FER = Tarifa de Consumo na Ponta x UFER na Ponta +Tarifa de Consumo fora de
Ponta x UFER fora de Ponta e a demanda reativa:
FDR = Tarifa de Demanda na Ponta x UFDR na Ponta +Tarifa de Demanda fora de
Ponta x UFDR fora de Ponta
Não existe cobrança de ultrapassagem para a demanda reativa.
Vale lembrar que mesmo se o consumidor não usa a energia elétrica por um
determinado período, quando viaja de férias, por exemplo, a distribuidora cobra o valor
mínimo na fatura. Isso ocorre porque a empresa tem que manter seu sistema elétrico e sua
estrutura de atendimento em perfeito funcionamento para que o consumidor possa utilizar a
energia no momento em que desejar. Ou seja, mesmo que o interruptor não seja acionado,
deve ser mantida em estado de prontidão toda a rede elétrica para atendimento à unidade
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consumidora. É o chamado custo de disponibilidade, presente nas tarifas aplicáveis ao


faturamento de unidades consumidoras atendidas em baixa tensão de fornecimento.
30

‘  Ò ÒÒ‘%‘'‘‘Ò  ‘

Com o intuito de melhorar os serviços de medição do consumo de energia, economia


do tempo emprego para leitura dos medidores por parte dos funcionários das companhias
elétricas e, a consequente redução de certos custos, surgiram algumas tecnologias que
facilitaram e melhoraram muito o gerenciamento da energia, envolvendo mais os
consumidores nesse processo, dando mais opções à estes que lhes facilitam o controle da
equação de fornecimento-demanda.
Uma dessas soluções foi a criação de redes, sem fio, de baixo custo, fornecendo um
sistema de comunicação que permite acompanhar, quase que de forma instantânea, os valores
do consumo de energia de estão a ser registados nos medidores, facilitando o controle sobre
ele. Essas redes estão a ser criadas com o chamado padrão Õ , que por ser um padrão
aberto ( 
›
) tem ganhado grande notoriedade da indústria moderna, por isso,
muitas delas estão produzindo dispositivos com Õ  incluso, e a norma técnica está em
rota para se tornar um padrão (›
) para automação residencial e de controle de rede
elétrica.
Em 2002 a necessidade de uma tecnologia de HAN ( @ 
 ) de baixo
custo e banda estreita, levou um grupo de fabricantes e comerciantes a implementar a norma
IEEE 802.15.4. Eles deram ao grupo o nome de Õ  
, provavelmente porque a
implementação do 802.15.4 permite aos dispositivos comunicarem-se uns com outros ± na
forma e roteamento de sinais ± de forma similar a abelhas que voam aparentemente de modo
randômico para informar a outras abelhas sobre o caminho e a distância para encontrar pólen.
Este modo de configuração de rede permite a dispositivos com Õ  a encontrar outros
dispositivos, de forma apropriada ( ), automática e configurar uma comunicação fim-a-
31

fim baseada na capacidade dos equipamentos que podem ³ouvir´ outros elementos da rede.
Isto permite conexões de dispositivos por circuitos @› ou variações de @› e ponto-
multiponto.

'‘& - Comparação entre o Zigbee e outras redes de comunicação


Fonte:  
 Õ 

A Õ   
 é uma organização sem fins lucrativos, que hoje em dia conta com
mais de 300 empresas associadas a ela em vários países e tem mostrado um crescimento
expansivo. Ela está incluindo novos e mais abrangentes recursos, possibilitando que os
fabricantes aumentem significativamente a capacidade do Õ , fazendo com que sua
posição de liderança continue firme e crescente no mercado de Redes para controle de
dispositivos sem fio. Os 
› e as aplicações são verdadeiramente abertos; o interessado
pode fazer o  
  da informação e verificá-la. A meta da aliança é construir uma norma
aberta com aplicações que permitam interoperabilidade entre diversos fabricantes, apoiar a
base para certificação de produtos compatíveis com Õ  e promover a tecnologia.
O desenvolvimento desse padrão foi feito sob o vulgo padrão da IEEE 802 de
protocolos  ›› para ›
 
 › (PAN), neste caso suportando até 250kbps.
Mas o Õ  difere do WiFi e Bluetooth não só pela sua banda limitada e a capacidade de
configurar redes @› , mas também porque é destinado a implementações com distâncias
mais curtas e custos por dispositivo muito mais baixos; a potência de saída é muito baixa,
32

tipicamente na faixa de miliwatt, significando alcance máximo de 75 metros e, dentro de


instalações prediais ainda menor.
O Õ  permite comunicações robustas e opera na frequência ISM (
 › 
 
  
  ), utilizando basicamente três faixas de frequências, na Europa se utiliza
a banda de 863-870 MHz (1 canal), nos EUA 902-928 MHz (10 canais) e no resto do mundo
2,4-2,4385 GHz (16 canais), não requerendo licença para funcionamento.
As RedesÕ  oferecem uma excelente imunidade contra interferências, e a
capacidade de hospedar milhares de dispositivos numa Rede (mais que 65.000), com taxas de
transferências de dados variando entre 20Kbps a 250Kbps. O Protocolo Õ  é destinado a
aplicações industriais, portanto, o fator velocidade não é crítico numa implementação Õ .
Os fabricantes estão produzindo implementações Õ  utilizando transceptores completos
em um chip. Combinando a pequena dimensão com produção em massa resulta em custos
muito baixos (custo completo de um transceptor é de alguns dólares) permitindo construção
de elementos de telecomunicações em dispositivos como medidores de eletricidade ou de
outra natureza.
Em ambientes industriais, comunicações Õ  estão suplementando ou substituindo

› físicos (com fio) ou  ›› utilizados para sistemas de monitoração ou controle,
evitando assim a necessidade de muitas vezes se instalar cabos nos mesmo, o que conduz à
uma redução dos custos. Nas aplicações industriais se encontram elementos de
telecomunicações Õ  implantados nos medidores de eletricidade, pressão, temperatura,
controle de válvulas e indicadores de status.
A baixa potência de saída, o baixo ciclo de serviço e a habilidade de ³dormir´, faz com
que o Õ  tenha um baixíssimo consumo de energia; podendo, muito bem, ser alimentado
durante vários anos por baterias, sem que sejam conectados em tomadas. A › 
› @

divulga circuitos integrados com consumo de corrente menor do que 0,5 micro ampere no
modo › , consumo de 1 micro ampere de consumo constante e 35 micro ampere em modo
de transmissão. Só em casos especiais, de uso em ciclos mais rápidos é que poderásurgir a
necessidade de alimentação pela rede elétrica.
33


‘ '!‘‘'‘‘()‘

Em toda rede Õ  é possível identificar dois tipos de dispositivos:


FFD: '  '

  (Dispositivos de Funções Completas), estes são
dispositivos mais complexos e precisam de um  mais potente para a implantação da
pilha de protocolos, consequentemente, consomem mais energia. Numa topologia de Rede
ZigBee eles podem assumir o papel de Coordenador, Roteador ou mesmo de um dispositivo
final (
  ). Dispositivos FFDs podem se comunicar com quaisquer membros da Rede.
São implementados em microcontroladores com no mínimo 32KB de memória de programa e
ter uma certa quantidade de memória RAM, para implementações de tabelas de rotas e
configurações de parâmetros;
RFD:   '

  (Dispositivos de Funções Reduzidas), estes são
dispositivos mais simples, onde sua pilha de protocolo pode ser implementada usando os
mínimos recursos possíveis de , como por exemplo, em microcontroladores de 8 bits
com memória de programa próxima a 6KB, mas só podem se comunicar com dispositivos
FFDs (Coordenador ou Roteador). Numa topologia de Rede ZigBee eles assumem o papel de

   (dispositivo final). Na prática podem ser: interruptores de iluminação,  @@›,
controle de relês, sensores, entre outros.
No padrão ZigBee existem três classes de dispositivos lógicos que podem ser
classificados de acordo com a sua complexidade e/ou função que desempenham na rede,
definindo ela. Tendo isto em conta podemos dizer que:
O componente mais básico é o Terminal ou Õ 
   (ZED), que tem a
habilidade de se comunicar com outros nós da rede e interfacear a comunicação da rede com
os Terminais; ele pode ser implementado através de um dos dispositivos FFD ou RFD. Assim
ele é o nó que consome menos energia, pois na maioria das vezes ele fica dormindo ( ).
O seguinte na hierarquia é o Roteador ± Õ   (ZR), ele age como um
dispositivo terminal, mas com poderes extras já que também tem a capacidade de funcionar
como um roteador intermediário entre os diferentes nós, sem precisar do Coordenador; por
intermédio de um roteador uma Rede Õ  poder ser expandida, e assim ter mais alcance.
Na prática um roteador pode ser usado para amplificar o sinal da Rede entre andares de um
prédio. Ele só pode ser implementado através de um dispositivo FFD.
O mais complexo e, que normalmente fica no topo da rede, é o Coordenador ±
Õ  
  (ZC). Ele atua para controlar a rede residencial ( @   ), o
coordenador é responsável pela inicialização, distribuição de endereços, manutenção da Rede,
34

reconhecimento de todos os Nós, entre outras funções e, ele faz a ponte para outras redes. Ele
só pode ser implementado através de um dispositivo FFD.

'‘* - Topologia de uma rede Õ 


Fonte: www.rogercom.com

Numa rede residencial temos apenas um ZC e ele armazena as informações de


segurança e endereços de todos os outros dispositivos da rede.Em aplicações de automação
residencial ou outras afins o Õ  
  (ZC), pode ser o medidor de energia. O
medidor pode ser configurado para atuar como gateway para outras redes de comunicação ±
incluindo sistemas de PLC ou wireless AMI, ou ainda redes de celulares ou a Internet.
A Norma Técnica permite grande flexibilidade de configuração da rede e dos nós da
rede. Por exemplo, um Terminal, ZED, pode ser configurado para baixo consumo de energia e
alta prioridade ± ficando no modo › até a ativação ± como um interruptor. Outros
dispositivos podem estar ligados (ON) todo o tempo e atuarem como  ›. Outros podem
ser configurados como sinais de alerta e teste, comunicando-se com outras redes e garantindo
a integridade do sistema. Se, por exemplo, um dos nós da rede falha ou o sinal é bloqueado,
outros dispositivos vão ³aprender´ novas rotas para chegar ao Coordenador, ZC, e
efetivamente redefinir o roteamento da rede. Cada dispositivo pode ser programado para o
grau de latência desejado e a frequência permitida para comunicação via rede (prioridade em
relação a outros dispositivos). Dependendo do fabricante e da configuração da rede, um
mesmo chip pode ser montado em cada dispositivo e ser configurado para sua aplicação
específica. Esta flexibilidade e capacidade de rede @› possibilitam uma rede bastante
robusta.
35

‘
‘
‘ ß  ‘‘ ‘

O  do medidor consiste em:


a)‘ Uma fonte de energia;
b)‘ Circuitos transformadores;
c)‘ A secção do micro controlador
d)‘ A secção de interface.
Primeiramente é bom deixar claro que pelo fato do medidor funcionar ligado a rede,
todos os procedimentos de segurança relacionados à operação de equipamentos ligados a rede
devem ser observados.
A fonte de alimentação descrita aqui é de baixa eficiência, mas possui um bom custo
beneficio além de um design compacto, pois ela servirá para fornecer somente a energia
demandada pelo medidor no menor custo possível.
A tabela a seguir sintetiza os valores típicos de consumo das principais partes do
medidor.

Ò+‘‘ +!‘ ,‘ %+‘‘


'
 
 Amplificadores Operacionais 0.2 mA 0.2 mA
Microcontrolador AVR 1.8 mA 3.5 mA
LED Todos os leds Nulo 3.0 mA
 › (caso  ›  
 (400Ÿ impedância da Nulo 7.5 mA
exista) bobina)
)!‘ - consumo típico das partes do medidor
Fonte: autoria própria
36

Os picos de corrente são breves, e ocorrem principalmente quando se faz atualização


do  ›  
. O pior senário é quando o  ›  
 é atualizado e todos os LEDs
são acesos, de forma geral a fonte devera ser capaz de fornecer algo em torno de 10 miliwatts
(a 3 volts), mas devera também ser capaz de fornecer picos de correntes necessários para
acionar a bobina do 
.


‘ Ò)‘‘'‘‘ ! ‘
‘

'‘- - fonte de alimentação


Fonte: autoria própria

A fonte de alimentação é baseada no principio de retificação de meia onda. Durante a


parte negativa da meia onda o capacitor C1 é carregado e durante a positiva o capacitor é
descarregado. O diodo zener D1 (menos a tensão que aparece a sua frente do diodo D2)
determina em que nível de tensão C2 será carregado. O regulador de voltagem U1 usa a
energia armazenada em C2 para produzir uma tensão de saída estável. O resistor R1 controla
a carga e descarga de C1 também limita o fluxo de corrente pelo diodo zener D1.
Ela pode se tornar uma fonte de ruído, se for mal planeada e executada. As ligações de
aterramento são muito importantes. Por exemplo, o fluxo de corrente pelo diodo zener é
relativamente grande e, se o mesmo terra for partilhada pelo diodo e os OP AMPS os
resultados da medição estarão em grande medida comprometidos. De forma geral será visto
como harmônicas esquisitas no sinal de corrente medido.
É recomendado usar a topologia em estrela nas conexões de aterramento.
A tensão mínima de entrada para o regulador U1 de 3.3V é cerca de 5V. Quando a
tensão de entrada cai abaixo desse nível, o regulador para de desempenhar sua a função. A
37

tensão de entrada do regulador deve ser mantida acima desse nível, mesmo no final do ciclo
de descarga e no pior cenário de consumo de corrente.
Como ponto de partida o diodo zener é especificado em 15V. o que deixa bastante
folga para o capacitor C2 descarregar antes que se atinja a tensão mínima de entrada do
regulador.
A seguir, a capacitância de C2 é calculada. O valor mínimo é obtido baseando-se na
equação geral de descarga do capacitor, da seguinte forma:

‘ .- Equação para o calculo da capacitância do capacitor de carga:


® ®    

ĺ 
  


Aqui  é o tempo de descarga, ./ é a tensão inicial, . é voltagem depois da descarga e


 é a resistência que descarrega o capacitor. Se o pior cenário de consumo de corrente é
14mA (ver tabela 1), a resistência equivalente da carga é R=3V/14mA=214 Ohm. O pior
cenário de consumo de corrente ocorre ao se mover um eventual  ›  
 (se existir).
A duração do pulso acionador é por padrão 100ms. Supondo que a tensão do capacitor
carregado caia para o mínimo do regulador durante a mudança de um pulso de  › , a
menor capacitância para o capacitor será a seguinte:

‘ - calculando o tamanho mínimo do capacitor C2:



 
 !"  # $!"
    


A seguir, será calculado o capacitor C1, a sua capacitância deverá ser a menor
possível, já que ele determina o quanto de energia é retirado das linhas principais. Além disso,
quando maior é o capacitor mais caro fica. O valor mínimo da capacitância dele é obtido da
função básica da carga armazenada (Q=CV) e corrente (I=Q/t). Para o capacitor C1 não é
necessário o uso do pior cenário de consumo de corrente (14mA), pois C2 terá armazenado
carga suficiente para manter a corrente por um breve período. Supondo uma corrente continua
de 10mA, e que o capacitor é drenado em meio ciclo de 60Hz, e a voltagem é 80% da
nominal, o tamanho mínimo requerido para o capacitor é o seguinte.
38

‘: Cálculo do valor mínimo do capacitor C1:


%& +  , 
 -"  # $"
®'()* ,   ®

O capacitor tem de ser completamente carregado a cada meio ciclo. O tempo de carga
é definido por R1, o valor do mesmo pode ser derivado da chamada regra pratica dos 5RC. A
regra dos 5RC diz que para cada passo de mudança na voltagem a carga do capacitor aumenta
em 1% do seu valor final em cinco constantes de tempo (RC), especificando que o capacitor
devera estar (quase) completamente carregado do pico da meia onda positiva. O valor
máximo do resistor R1 pode ser estimando da seguinte maneira.

‘ - calculo do valor máximo do resistor limitador de carga:



0
& . ĺ . 
/ 1234

Outra limitação para R1 é que ele deve ter uma resistência suficientemente pequena
para que o capacitor C2 possa obter carga suficiente durante o meio ciclo. Quanto maior for
R1 menos C2 será carregado em cada ciclo. Por outro lado, não é coerente usar um R1 muito
pequeno que faça que C2 se carregue até, digamos 99% durante um meio ciclo, já que isso
tornaria R1 muito pequeno e o consumo de energia no zener D1 muito grande. Invés disso é
selecionado um nível razoável de carga e R1 é especificado de forma mais adequada. Por
exemplo, colocando R1=470 Ohm o medidor funcionará bem (a voltagem de entrada do
regulador está normalmente acima dos 13V continuamente).


‘ +‘0 ‘

O circuito transformador é a parte que interfacea o medidor com as linhas de alta


tensão. Ela transforma a alta tensão e as correntes elevadas a um nível reduzido de tal maneira
que esses sinais não danifiquem os delicados circuitos eletrônicos. Convertendo as tensões e
as correntes elevadas a valores suficientemente pequenos para serem medidos diretamente
pelo ADC do micro controlador.
A tensão de linha nominal do medidor é 230V e o valor máximo de corrente é 10A,
que são ambos obviamente muito grandes para alimentarem um micro controlador. O circuito
39

transformador converte a tensão de linha e a corrente de linha para tensões com não mais do
que 1V pico a pico.



Circuito Transformador de Tensão‘

A tensão de linha é primeiramente reduzida usando-se um banco de resistores,


conforme ilustração abaixo:

'‘ / - Circuito transformador de tensão


Fonte: autoria própria

O banco formado pelos resistores R1-R2 por padrão produz um sinal de 1.1Vpp
quando a tensão de linha alcança 115% de tensão nominal do seguinte modo:

‘# - diminuição da tensão de linha:


.  ®    8
®'(5 ®*6'     ,,® --®::
. 7 . 9,8

A tensão nominal é 230V por padrão e o limite de 265V é para dar 15% de margem
para as sobre tensões.
40

A associação resistiva R3-R4 coloca a metade do sinal AC acima da tensão de


referencia do ADC. Foi dimensionado para se adequar aos (1.1V de referencia) do ATmega88
e os 3V de tensão de alimentação, do seguinte modo:

‘$‘±Grau de redução do sinal pela associação resistiva:


. ®  9,8 ®= >4
®;/ ®//  ® #
. 7 . 9,< 



‘ Circuito Transformador de Corrente

O sector de corrente possui maior complexidade em relação ao de tensão, pois


enquanto a tensão se mantem razoavelmente constante em, por exemplo, 230V, a corrente
varia com a carga. Essa variação geralmente vai de alguns miliamperes a dez amperes ou
mais, e para se atingir uma boa precisão (próximo de 99%) nessa ampla gama de valores de
corrente a resolução do ADC deverá estar nos 16 bits. Mas como ADC do microcontrolador é
somente de 10 bits este circuito deverá amplificar sinais de pequena escala. Portanto, circuito
transformador de corrente está dotado de um estágio de ganho programável que é controlada
pela MCU.
O estágio de ganho programável deverá amplificar sinais AC em até 100x, mas ao
mesmo tempo nenhuma ou pouquíssima amplificação DC. Para isso usa-se o circuito abaixo.

'‘ - Amplificador inversor com ganho variável usa Bilateral ›  › (74HC4066)


Fonte: autoria própria
41

‘& - Ganho do amplificador operacional:


.
+
.

Aqui R1 representa as ligações serie de R11, R12 e R13. O ganho é ajustável curto-
circuitando um dos resistores R12 ou R13, o que é feito usando os switches que são
controlados por dois pinos I/O do MCU, mostrados com I/O0 e I/O1 na figura.

A tabela abaixo ilustra como o ganho é ajustado a partir da MCU.


1/‘ 1 ‘ !++‘ '2+‘ ‘ ‘
Baixo Baixo Baixo R11+R12+R13 = 6.8k+39k+330k -(470/375.8) = -1.25
(2)

Baixo Alto Médio R11 + R12 = 6.8k+39k -(470/45.8) = -10.26


Alto X(1) Alto R11 = 6.8k -(470/6.8) = -69.11
)!‘ - Ajuste do ganho do Amp OP inversor, R2=470K Ohm
Fonte: autoria própria

:
(1): Sem efeito, quando I/O0 está ligada.
(2): Todos os ›  › abertos, todos os resistores conectados em serie.

O resistor 
 RS e o transformador de corrente são dimensionados de tal forma que
uma tensão de não mais que 1V pico a pico esteja na saída do amplificador quando tivermos
corrente máxima fluindo pelo primário do transformador de corrente o amplificador é
ajustado para ganho mínimo.


‘ +‘‘%‘

Os medidores de energia estão propensos a operar em condições severas, sendo


frequentemente sujeitos a sobre tensões e picos de corrente. Se tais distúrbios não forem
devidamente isolados eles podem passar para o MCU levando-o para fora dos seus limites de
operação.
42

Há muitas técnicas disponíveis para filtrar distúrbios indesejados. Rápidos picos de


tensão são normalmente suprimidos usando-se varistores, que normalmente têm alta
impedância. Em um determinado limiar a impedância diminui muito rapidamente, causando
um curto-circuito, que então provoca excesso de fluxo de energia para o solo, sendo que os
varistores são selecionados de forma a suportar picos longos e de grande amplitude.
Muito em função do layout da placa do circuito e dos conectores, algumas entradas
podem estar propensas a pegar o ruído irradiado. Em alguns casos, até mesmo as trilhas da
placa de circuito podem funcionar como antenas e captar os ruídos do ambiente. Ruído
induzido pode ser eliminado usando-se diodos bem posicionados, que grampeiam sinais entre
o terra e a fonte.


‘ Ò)‘‘++!‘

Quanto aos LED s de sinalização, a fim de manter baixo o consumo de energia todos
os eles são de baixa corrente, estes LED¶s tipicamente produzem cerca de 2mcd de
intensidade luminosa para cada 2mA de corrente. Os LED's têm uma queda de tensão de cerca
de 2V e usando um resistor de 1K ohm em série limitará a corrente em 1mA
aproximadamente por LED. O brilho resultante nos LED¶s será bom o suficiente para a
maioria das aplicações.
Uma interface de programação é necessária para a programação do microcontrolador e
para calibrar o medidor. Usando a interface de programação serial (SPI) do AVR, é possível
acessar as memórias Flash e EEPROM através do mesmo conector.
A configuração dos pinos da interface de programação é mostrada na tabela abaixo.
%‘  ‘ ‘ +‘
1 MISO Out Serial de saída de dados
2 VCC N/A Tensão de alimentação
3 SCK In Serial  
4 MOSI In Serial de entrada de dados
5 /RST In › do dispositivo
6 GND N/A Terra
)!‘ - à  dos pinos do conector SPI
Fonte: autoria própria
43

A aplicação usa a interface USART (!


› 
 
››
 
› 

›@ ) do AVR para mandar os dados medidos. Qualquer terminal de software pode ser
usado para enviar comandos para o medidor e para receber os resultados da medição. Os
resultados das medições, uma vez calibrado, são dados em watts, volts e ampères.

A tabela a seguir mostra o   dos pinos da interface assíncrona do conector.


%‘  ‘ ‘ +‘
1 RxD Entrada Entrada assíncrona de dados
2 TxD Saída Saída assíncrona de dados
3 GND N/A Terra
4 GND N/A Terra
)!‘ - à  dos pinos da interface serial
Fonte: autoria própria

Resumidamente alguns valores padrões para o  são mostrados abaixo.


%2 ‘ .!‘ ‘
  do sistema 4 MHz Cristal externo por padrão
Corrente máxima 10 A O amplificador externo corta sinais
acima dos 10A
Tensão nominal 230 V O varistor drena sinais acima de 250 V
Níveis de ganhos de corrente 1.25 / 10 / 69
)!‘# - Valores padrões do 
Fonte: autoria própria

O  @ pode ser escrito em linguagem C padrão, e é compilado no IAR @


 
 , versões 3.10 ou superior; versões anteriores do compilador não suportam o
ATMEGA88.
O  @ principal fica num loop infinito e é parado por pedidos frequentes de
interrupções. É importante que os pedidos de interrupção cheguem regularmente, uma vez que
são utilizados como referencia de tempo para os cálculos. Variações nestes intervalos de
interrupção irão afetar a precisão da medição.
Os pedidos de interrupção são gerados pelo ADC, que é acionado por um   do
sistema pré-escalado.
44

Cada nova conversão do ADC começa imediatamente depois que a conversão atual
termine. No fim da conversão, o ADC gera um pedido de interrupção e o MCU começa a
executar o 
     
 (ISR). O ISR lê, processa e acumula os dados
amostrados e termina a interrupção voltando ao programa principal.
O programa principal está normalmente ocioso e somente é ativado quando forem
acumulados dados suficientes para que os cálculos do fim de ciclo comecem. Uma vez
iniciados, o ISR ainda pode interromper o programa principal, mesmo quando este estiver a
efetuar os cálculos.

‘*‘- Frequência de amostragem padrão:


³/?@ AB
 ,AB
,   99
³0

A equação usada para medição de potencia ativa é a seguinte:

‘-‘- potencia ativa:


 H
D E F&G  ) F& G I& ®  %  JKLFM G
C 
&

Aqui V (tensão) e I (corrente) são os valores RMS da tensão e corrente


respectivamente, e é o atraso de fase entre corrente e tensão.
Da forma discreta vem:

‘ /‘ Potencia ativa na forma discreta:


O

D E F* G  ) F* G
N
&
3P

Aqui v(n) e i(n) não os valores amostrados de v(t) e i(t) e N o numero de amostras.
45



‘ Saída de Pulso de Energia‘

A maioria dos medidores deve fornecer um pulso cuja frequência é proporcional a


potencia ativa medida. A frequência do pulso de energia () e quantidade de potencia ativa
medida esta relacionada do seguinte modo:

‘ - Frequência da saída do pulso de energia:


&  <
9
³

Aqui P é potência ativa em watts e MC é a constante do medidor em pulsos/quilowatt-


hora. A constante do medidor é parte do conjunto de coeficientes de calibração, e pode ser
definido como qualquer valor inteiro, de 1 a 65535. Tendo em conta o   o do sistema,
fCLK, e o  @/
 › (PS), o intervalo do pulso de energia é obtido do seguinte
modo:

‘  - Intervalo do pulso de energia:


³/?@  9
C
&  &  <

Vale notar que, após a constante do medidor ser definida há apenas umavariável,
potência ativa, P. A fim de economizar ciclos de instruçoes, a expressão éreduzida para
T = N / P, onde N é um numerador pré-calculado, O numeradoré calculado durante a
inicialização do  @, quando o MC é lido da EEPROM. Onumerador padrão é o
seguinte:

‘  - Constante padrão do numerador:


³/?@  9   9
N 9
&  <   

Depois que o intervalo de pulso necessário for calculado o  @


 (T/C) é
programado para produzir uma saída de pulso com um intervalo tão próximo quanto possível
ao pulso gerado. O T/C de 16 bits usa como   um sistema preescalado. O divisor
46

( ›) é escolhido de forma que até mesmo os menores intervalos de pulso possam ser
representados com precisão.
O  @ calcula os valores RMS de tensão e corrente pela seguinte equação:

‘  - Cálculo do valor da tensão RMS:

3P E F* G
TO U
® QR S
N

O valor da corrente RMS é calcula usando-se a mesma equação, substituindo apenas


as amostras de tensão v(n) pela de corrente i(n).


#‘ ‘‘3!‘

A condição de violação é ativada quando a fiação do medidor é alterada, normalmente


com a intenção de reduzir a conta de eletricidade. O  @ detecta, assinala e continua a
medir com precisão em várias situações de tentativas de burla.
A detenção de burlas baseia-se no monitoramento do fluxo de corrente em ambos os
fios, fase e neutro. Indicadores de burla são acionados se for detectada qualquer inconsistência
entre as duas correntes. São então levados a cabo ações que garantem que os dados de
medição são corretamente registrados, independentemente do tipo de tentativa de furto.


#
‘  ' ‘

Um  '  significa que algumas ou todas as cargas foram conectadas a um outro
terra e não ao neutro. Um  '  parcial aparece ilustrado na figura 10. Toda a corrente
ITOT, passa somente por um dos transformadores, já que parte da corrente de retorno I2, não
passa pelo medidor. A corrente no neutro, I1, é menor que na fase ITOT.
47

'‘  -   parcial‘


Fonte:http://www.atmel.com/dyn/resources/prod_documents/doc2566.pdf: 07/10

O  @ monitora constantemente o fluxo de corrente em ambos os fios e sinaliza


um    se a diferença de magnitude entre os dois ultrapassa um determinado limiar. O
limiar foi padronizado para 5%, mas é facilmente ajustável no código-fonte.
O  @ utiliza sempre a maior das duas leituras para gerar os pulsos de energiae,
portanto um    não afeta a precisão.


#
‘ Corrente Reversa‘

Uma situação de corrente reversa significa que a corrente em um ou ambos os fios esta
a fluir na direção errada, fazendo com que as leituras da potencia ativa tenham o sinal
contrario. O  @ ativa o indicador de corrente reversa quando uma das duas correntes
tem o sinal contrario ao esperado. A figura abaixo ilustra como a corrente de retorno I2, foi
invertida enquanto que a corrente da fase I1 flui na direção esperada.
48

'‘  - Retorno da corrente reversa


Fonte:http://www.atmel.com/dyn/resources/prod_documents/doc2566.pdf: 07/10

O indicador de corrente reversa é ativado durante a inicialização, e logo desativado,


desde que a corrente no neutro e na fase estejam na direção correta.
O  @ sempre usa o valor absoluto da potencia ativa para gerar o pulso de
energia, portanto a direção da corrente não afeta a precisão.


$‘ !)‘

Basicamente a tolerância dos componentes usados para fazer o medidor é de 5%, o


que significa que o medidor tem um erro inerente da mesma magnitude. Consequentemente, o
medidor deve ser calibrado antes para que se possa obter um resultado preciso das medidas.
O procedimento de calibração é realizado totalmente no domínio digital. Os
coeficientes de calibração primeiro são calculados individualmente para cada medida, e
guardados na EEPROM e depois recuperados durante inicialização de firmware. Os
coeficientes põem em ordem os cálculos de tal modo que os resultados das medidas são
precisos dentro de certos limites.
A calibração digital é precisa e eficiente, é rapidamente executável, requer muito
pouca ou nenhuma intervenção manual, e não degrada com o passar do tempo. Além disso, os
dados de calibração são seguramente armazenados na EEPROM interna.
49

‘

$
‘ Fase

O transformador de corrente, os filtros e a multiplexação dos canais de entrada


introduzem atrasos de fase entre os sinais. Alguns transformadores DC podem introduzir
atrasos de fase de 5 graus enquanto que o multiplexador introduz uma diferença de tempo
entre todos os canais, inversamente proporcional a frequência de amostragem. Com uma
frequência de amostragem de aproximadamente 2400Hz, o tempo de atraso é de1/2400Hz =
0.42ms, o que significa que na frequência padrão de 60Hz há um atraso de fase de 360 x
(60Hz/2400Hz) = 9 graus.
Os atrasos de fase são corrigidos utilizando-se interpolação linear, que é rápida, fácil e
suficientemente precisa. A limitação da interpolação linear é que ela introduz um tempo de
atraso constante no sinal, o que significa que a fase simplesmente poder ser ajustada, de forma
correta, para uma única frequência. As componentes de frequência cima da frequência
principal, isto é, harmônicas, não podem ter a sua fase ajustada simultaneamente usando este
tipo de aproximação. No entanto, isto não é um problema já que a parte mais significativa da
energia fica na primeira harmônica.
O algoritmo usa duas amostras subsequentes para interpolar um ponto intermediário.
Isto significa que quanto maior for a frequência de amostragem, mais baixa será a margem de
ajuste da fase. A uma taxa de amostragem de aproximadamente 2400Hz (800Hz por canal) e
uma frequência fundamental de 60Hz, o atraso de fase mais alto que pode ser interpolado é
360 x (60Hz/800Hz) = 27 graus.
O efeito da calibração dos coeficientes de fase pode ser observado na equação abaixo.

‘ # - Efeito do coeficiente de calibração da fase:


9WV³V, 
V
&
9 9
N
³

Nela PCC é o coeficiente de calibração da fase, fM é a frequência de principal e fCLKa


frequência de   do sistema. Há um coeficiente de calibração de fase para cada canal de
entrada, isto é, três em total.
‘
‘
‘
50


$
‘ Ganho de Corrente

Em todos os resultados das medidas são introduzidos erros importantes por causa das
variações dos valores discretos dos componentes, mas eles são facilmente corrigidos usando
uma série de calibrações dos coeficientes de ganho. Há coeficientes de ganho separados para
tensão e para cada gama de amplificação em ambos canais de corrente, isto é, 1 + 2 x 3 = 7 no
total.
As amostras de corrente são filtradas, as fases ajustadas e depois elas são acumuladas.
Para os cálculos da potência ativa, as amostras de corrente são primeiro multiplicadas com as
amostras de tensão e, então o acumuladas. Ao fim de cada ciclo de cálculo todos os
registradores de acumulação são normalizados e, os resultados são multiplicados então com
coeficientes de ganho correspondentes.
Para cada canal de corrente, um dos três coeficientes de ganho é utilizado, dependo
das configurações do amplificador, isto é, coeficientes diferentes são usados para baixa, média
e alta amplificação.


$
‘ Ganho de Tensão

A tensão é calibrada de forma semelhante a corrente, mas já que o ganho permanece


constante apenas é necessário um coeficiente.


$
‘ Ganho de Potência Ativa

As medições da potência ativa não requerem um coeficiente de ganho dedicado, já que


utiliza os coeficientes de ganho da corrente e da tensão. Os resultados das medidas são
multiplicados com o coeficiente da tensão e o coeficiente da corrente correspondente. O efeito
é mostrado dentro da equação seguinte:

‘ $‘-Efeito dos coeficientes de ganho da tensão e da corrente na potência ativa:


&
®YV%YN
&+X

‘
51

As constantes do medidor ditam o comportamento entre a quantidade de potência ativa


medida e a frequência do pulso de energia de saída. Quanto maior for a potência ativa, mais
alta será a frequência, fEP, como ilustrado na equação abaixo:

‘ &-Efeito das constantes do medidor:


&V<
9
³&

Onde P é a potência ativa em watts e MC é a constante do medidor em


impulsos/kWhora. Repare que, os pulsos de frequência também dependem do   do
sistema. A equação anterior assume um   de sistema de 4MHz.
A saída do Pulso de Energia é ligada à um Led e utilizada para propósitos de
calibração e de verificação. O pulso deve ser suficientemente longo para iluminar o Led de
forma que um leitor óptico possa registrar o fato, mas também suficientemente curto para
permitir uma frequência de saída razoavelmente alta. O padrão é um tempo ativo de 50ms, o
que limita a frequência a aproximadamente 10 Hz. O sistema com uma frequência de  de
4 MHz, uma corrente máxima de 10A e com 230V de tensão nominal, teremos a maior
constante do medidor a aproximadamente 15000 imp/kWh. Para aumentar as constantes do
medidor acima desse valor, a corrente máxima e o comprimento do pulso deve ser diminuído.
Outra limitação é a quantização dos intervalos de pulso. No   padrão do sistema
(4MHz) e o divisor (prescaler) T/C, também padrão, (1024), o cronômetro é atualizado uma
vez a cada 1024/4000000 = 0.256ms. Assumindo taxa de pulso padrão mais alta (10Hz) o
intervalo de pulso é de 100ms e a imprecisão de quantização mais alta é de mais ou menos
(0.256/100) = +/- 0.256%. Para fins práticos é recomendado escalar o  do sistema, a
máxima corrente e as constantes do medidor de tal forma que o intervalo de  @

nunca vai abaixo, digamos, 500  › do timer. Pelo padrão (4MHz, 10A, 230V,
10000imp/kWh) o intervalo de pulso não baixará de 500  ›r
O layout dos coeficientes de calibração da EEPROM é mostrado na tabela abaixo.
Todos os coeficientes têm uma extensão de 16-bytes e são armazenados primeiro com os
bytes mais significativos e depois os menos significativos.
52

‘ 4/5//‘ 4/5/ ‘ 4/5/‘ 4/5/‘ 4/5/‘ 4/5/#‘ 4/5/$‘ 4/5/&‘


0X00 PCC0 PCC1 PCC2 ILG0
0X08 ILG1 ILG2 ING0 ING1
0X10 ING2 VG MC DPC
0X18 CRCW CRC16
)!‘$ -Layout dos coeficientes de calibração na EEPROMr
Fonte:http://www.atmel.com/dyn/resources/prod_documents/doc2566.pdf: 07/10

PCC é o coeficiente de calibração de fase e ILG e ING são os coeficientes de ganho da


corrente para os cabos fase e neutro, respectivamente. VG é o coeficiente de ganho da tensão,
MC a constante do medidor e DPC a constante de pulso do  ›  (no caso de um eventual).
O CRC16 contém a soma de verificação ( › @ para os 32 bytes baixos da EEPROM. Se
o CRCW é fixado em 0x4357 a soma de verificação ( › @ é calculado pelo  @ e
escrito na CRC16.


&‘ ‘‘% 

As constantes do programa são valores que podem ser alterados antes do  @ ser
compilado, mas não depois. As constantes típicas são vários bit e  de definição, mas
também incluem algumas invariáveis fundamentais, como comprimentos de pulso e taxas de
amostra. Algumas dessas constantes fundamentais são discutidas abaixo.
AMP_LO:Esta constante define o limiar de quando aumentar a amplificação do sinal
da corrente. A amplificação é aumentada quando a amplitude do sinal da corrente filtrada caí
abaixo deste nível. Deve estar abaixo (255 x 1023) / ganho de corrente.
SAT_LO, SAT_HIm‘ Estes são baixos e altos níveis que definem limites de saturação
para amostras de corrente. A amplificação é diminuída quando as amostras de corrente
estiverem baixo do limite inferior ou acima do limite superior. É recomendado que eles sejam
alguns LSB debaixo de máximo e acima do mínimo.
GAIN_HOLD:Este é o número de amostras que se deve esperar antes de permitir que
uma nova troca de ganho aconteça. Por padrão, o amplificador se estabiliza com uns cem
ciclos de amostras, provando que um mero valor de 100 deve ser bastante.
I_MIN:‘ +orrente de partida em ampères. As leituras ativas de energia são zeradas
quando o valor medido da corrente estiver abaixo deste limite.
53

OFFSET: constante que é somado a todos os resultados de medida. Melhora a


linearidade em baixas amplitudes, se escalada corretamente.
NMAX: este é o número de amostras acumuladas durante cada ciclo de cálculo.
Grandes valores criam resultados mais estáveis, mas em intervalos mais longos. Deve ser um
múltiplo inteiro do número de amostras num ciclo completo.
NORM: este é o inverso de NMAX. É uma constante pré-calculada que é usada ao fim
de cada ciclo de acumulação.
DP_ON: este é o comprimento e espaçamento de pulsos de exibição, em unidades de
ciclos de amostra.
O programa principal fica normalmente inativo (num laço) e só é interrompido quando
uma amostra nova está disponível do ADC ou quando o  @
 requer serviço. O que
mais frequentemente acontece é ter o ADC interrompendo o serviço que deveria estar
completo antes do pedido seguinte de serviço chegue. Para monitorar que o ADC ISR não
consuma muitos ciclos de instruções a rotina dos serviços seta e limpa um pulso antes da
entrada e saída, respectivamente.
Por padrão, o pulso do ciclo de trabalho é roteado (encaminhado) ao bit menos
significativo da porta B. A taxa de ciclo é facilmente monitorada com um osciloscópio
conectado a PB0. Quanto mais próximo dos 100% o ciclo de trabalho estiver, mais alto será o
risco de que não haverá bastantes ciclos de   para processar todos os dados. Um ciclo de
trabalho conservador está abaixo de 50%
54

% ‘ .!‘ ‘


Compliador IAR 3.10
Dispositivo ATmega88 8kB 'à, 1024b RAM, 512b
EEPROM
Corrente de partida 2mA Veja a constante I_MIN
Ciclo de cálculo 200 ms Veja as constantes   eNMAX do
sistema
Taxa do pulso de energia 10000 imp/kWh Veja o coeficiente MC de calibração
Tamanho do pulso de 50 ms Veja constante   e OCR1B de
energia inicialização do sistema
Taxa do pulso do  ›  100 imp/kwh Veja o coeficiente DPC de calibração
Tamanho do pulso do 100 ms Veja constante   e DP_  do
 ›  sistema
Configuração Terminal 38400 bauds Veja inicialização USART
)!‘&‘‘Valores padrão do  @
Fonte: autoria própria
55

‘  ‘‘ ‘

No modo autónomo (›



 o medidor só precisa estar ligado aos fios
principais. Durante a calibração e os testes, o medidor deve ser conectado a um terminal de
computador pela interface serial e, se o propósito for programar, o medidor deve ser
conectado à um computador pela interface ›@ @
(ISP).
É recomendado isolar o medidor de outro  usando opto isoladores.
O medidor deve ser operado com cuidado quando conectado a linhas de alta voltagem.
Em operação ›

, o medidor é simplesmente conectado aos cabos principais
como ilustrado no esquema abaixo. O medidor começa a medir automaticamente a energia e
guarda o valor do seu consumo num eventual ( › ) ou num ›  especialmente feito
para tal. Note que para que os dados esperados após a medição sejam seguros o medidor deve
ser calibrado primeiro.
Para programação, calibragem e teste o medidor precisa ser temporariamente
conectado a um  externo, como um computador ou um micro controlador. O
 externo escreve o  @ na memória de FLASH do medidor MCU. Ele então
avalia a precisão do medidor e escreve os dados de calibração na EEPROM do MCU. O
medidor está pronto para trabalhar em modo ›

 depois que a programação e
calibragem sejam completadas com sucesso.
Uma ilustração geral em como conectar o medidor para programação, calibragem e
medição é mostrada na figura abaixo. Note que este é um bloco esquemático generalizado e
não inclui todas as precauções de segurança necessárias.
56

'‘  - Conectando o medidor à um  externo


Fonte:http://www.atmel.com/dyn/resources/prod_documents/doc2566.pdf: 07/10

É recomendado criar uma barreira de isolamento galvânico entre os cabos principais


acoplados ao medidor e o outro . Isso se pode conseguir usando opto isoladores nas
interfaces ISP e USART ou ainda na interface de RS-232. Isolando com opto isoladores tanto
a ISP como a USART faz com que o STK500 e o depurador estejam seguros, mas requer
muitos opto isolador. Alternativamente, criando uma barreira galvânica nas interfaces RS-232
podem ser utilizados muito menos opto isoladores, mas isso faz de todos os dispositivos com
exceção do PC, potencialmente perigosos.
Outra alternativa é usar um transformador de isolamento para criar uma 


flutuante, que depois pode ser aterrada na mesma malha com o resto dos eletrônicos. ‘
O medidor AVR é programado pela interface 
›@ @@
(ISP), o que
significa que o dispositivo não precisa ser removido para ser programado. O conector ISP (J1,
veja o esquema geral) é conectado a um programador (STK500, ATAVRISP, ou semelhante)
ou um depurador (ATJTAGICEmkII, ou semelhante). Um ›  como o AVR Estúdio
pode então ser usado para programar a FLASH e a EEPROM do AVR designado.
O medidor constantemente envia dados das medidas pela interface assíncrona. Para ler
os dados das medidas (mesmo durante calibração), a interface assíncrona deve estar
conectada. O conector assíncrono (J2, veja esquema) é ligado diretamente a um micro
controlador ou a um computador por um buffer RS-232. A interface assíncrona não pode ser
ligada diretamente a uma porta RS-232, sem que esta seja bufferizada.
Um buffer RS-232 já existe pronto no STK500. Conecta-se a interface assíncrona do
medidor ao STK500 na interface RS232 marcada como SPARE. Depois liga-se o conector
STK500 D marcado como RS232 SPARE a porta serial do computador. Use um ›  de
terminal escolhido para ler os dados da porta serial.
Uma ilustração geral em como conectar o medidor para programação, calibragem e
medição é mostrada na figura abaixo. Nela também é ilustrada a placa óptica de isolação
recomendada.
57

'‘ # -Exemplo de montagem para calibração ou medição


Fonte:http://www.atmel.com/dyn/resources/prod_documents/doc2566.pdf: 07/10

Para carregar o  @ no medidor primeiro abre-se o  ›  do compilador,


compila-se o projeto e usando o AVR Estúdio se envia o arquivo compilado para ele, como
descrito acima. Alternativamente, pode-se usar o AVR Estúdio para enviar o  @ pré-
compilado diretamente para o medidor.


‘ ‘‘‘

Depois que o projeto do medidor esteja completo, podem ser implementadas inúmeras
formas para que a leitura dos dados seja feita. A mais simples seria a de se conectar um
 ›  (tal como ilustrado no esquemático mais abaixo); mas para a nossa proposta de
projeto preferimos enviar os valores de energia calculados pelo medidor via RF, para um
computador dentro de casa ou, para um dispositivo móvel, que eventualmente estivesse a ser
carregado pelo um funcionário, das empresas concessionárias, que estivesse caminhando
pelas ruas.
Com o intuito de atingir tal desiderato, optamos por utilizar módulos de dispositivos
XBee/XBee-Pro, que já vêm configurados de fabrica para serem utilizados sem grandes
dificuldades ou complexidade; bastando para o efeito, alimentar esses módulos corretamente
com uma tensão de 3.3V, para se que estabeleça um link de comunicação entre eles.
58

Abaixo mostraremos um circuito transformador que converte uma tensão de entrada


que varie de 5-9 V para os 3.3V necessários, para que os módulos XBee/XBee-Pro sejam
alimentados.

'‘ $ - Circuito regulador de tensão de 3,3v (saída)


Fonte: http://www.rogercom.com: 07/10

Como o módulo XBee-Pro pode se comunicar diretamente com um microcontrolador


por meio de uma interface serial (TX e RX), depois de devidamente alimentado é só conectar
os pinos do microcontrolador que possuem os valores medidos aos pinos do módulo para que
ele envie esses mesmo dados; mas é bom notar que o micro também deve estar alimentado
com 3.3V, se tal não acontecer deve-se utilizar resistores para reduzir a tensão nos pinos de
entrada RX. Tal pode ser observado (a título de exemplo) nas duas figuras que se seguem:
59

'‘ & - Configuração TX, RX e GND


Fonte: http://www.rogercom.com: 07/10

'‘ * - XBee-Pro conectado a um microcontrolador com uma tensão diferente de 3.3V


Fonte:http://www.rogercom.com: 07/10
60

Os módulos XBee/XBee-Prooperam em dois modos diferentes: o transparente e o


modo API (  
 @@

).
No modo transparente os dados recebidos da UART pelo pino DI(RX) são colocados
na fila para transmissão via RF. Já os dados recebidos do canal de RF, são transmitidos
através do pino DO(TX). No modo transparente os dados são transmitidos e recebidos da
mesma forma que uma comunicação Serial RS232 padrão. Os módulos dispõem de buffers de
transmissão e recepção para uma melhor performance na comunicação serial.
O modo API (  
 @@

) de operação é uma alternativa ao
modo de operação transparente padrão. O modo API é baseado em frame e assim estende o
nível para o qual uma aplicação de host pode interagir com as capacidades de rede do módulo.
No modo API os dados transmitidos e recebidos estão contidos em frames, que definem
operações ou eventos dentro do módulo. Através desse modo de operação é possível um
determinado módulo enviar endereço fonte, endereço destino, nome de um determinado nó,
sinal RSSI, estado, e muito mais.
Algumas das vantagens desse modo são o fato de ele receber estados de sucesso/falha
de cada pacote de RF transmitido e de identificar o endereço fonte de cada pacote recebido.
Utilizando o modo API podemos colocar os dados de cada cliente (como nome
completo, endereço, cpf, número do contrato, entre outros...) nos pacotes enviados pelo
dispositivo, para distinguir a conta mensal dos diferentes clientes.
61

DIAGRAMA GERAL DO MEDIDOR

'‘ - - esquema geral do medidor


Fonte: http://www.atmel.com/dyn/resources/prod_documents/doc2566.pdf: 07/10
62

‘
‘
‘
 Ò‘

O conceito de medição inteligente de energia é algo que vem ganhando muita


notoriedade nos últimos anos e, é uma tendência mundial ir implementando novos tipo de
medidores que possam materializar essa ideia.

O trabalho que desenvolvemos nos permitiu fazer uma abordagem interdisciplinar,


juntando conhecimentos que adquirimos em diversas matérias relacionadas com baixa ou alta
tensão ou, ainda, em outras áreas, como a de redes; a união desses conhecimentos com umas
tantas horas de investigação deu origem ao projeto que foi apresentado.

Nesse trabalho mostramos o projeto de um medidor inteligente de consumo de


energia, que utiliza onda de radio frequência de baixa potência para enviar os dados apurados
pela parte central do nosso medidor para um painel ou, funcionário de uma companhia de
energia que eventualmente esteja passando dentro do raio de ação da pequena rede criada.

Achamos que foi um projeto interessante de ser desenvolvido e, que pode muito bem
vir a ser implementado, apesar de demandar algum investimento e pessoal capacitado para tal;
só esperamos que algum estudante se interesse por ele e, futuramente possa materializar em
termos de hardware o projeto teórico aqui apresentado. Possivelmente ele não terá muitos
problemas, já que a maior parte das bases já foram aqui alicerçadas; assim, o possível
continuador do projeto só terá mesmo que adquirir os materiais, e fazer algumas mudanças
pontuais que lhe aprouver ou que se mostrem necessárias, na altura.
63

Ò Ò‘%  ‘ 3 ґ'ґ


‘
A primeira e, talvez principal, seria o desenvolvimento do protótipo e teste de viabilidade
do projeto aqui descrito;
Desenvolver um projeto, teórico ou prático, com outra forma de envio dos dados após a
medição, por PLC (quem sabe) outra forma que eventualmente exista.

‘
64

3 3   ' ‘
—‘ PROCEL, Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica 1ª Edição -
Maio/2001, disponível em
http://www.fiesp.com.br/publicacoes/pdf/energia/Manual_de_Tarifacao.pdf: acessado
em05/10
—‘ Cartilha Dentro da Conta de Luz - ANEEL
—‘ http://www.agais.com/eletrica.htm: acessado em 05/10
—‘ http://www.eletrica.info/fator-de-potencia-o-que-e/: acessado em 04/10
—‘ Manual para Correção do Fator de Potência ±WEG.
—‘ http://watthourmeters.com/history.html tradução de Rodrigo Pinchemel
Faculdade: UCG: acessado em 05/10
—‘ Energia Elétrica: Apuração da Qualidade dos Dados de Consumo, Dissertação
de Mestrado Acadêmico - Hélio Takashi Ito.
—‘ http://www.fiec.org.br/artigos/energia/Potencia_e_energia.htm: acessado em
04/10
—‘ http://www.mecomp.com.br/rumo/o_que_e_este_tal_do_zigbee_3_.pdf: 08/10
—‘ ˜ttp://www.rogercom.com/
—‘ ˜ttp://www.mecomp.com.br/rumo/o_que_e_este_tal_do_zigbee_3_.pdf
—‘ ˜ttp://www.scribd.com/doc/33042753/þutomacao-de-Medidores-de-nergia-
letrica-Carlos-Balan
—‘ ˜ttp://www.aneel.gov.br/arquivos/PDF/Cartil˜a_1p_atual.pdf
—‘ FILHO, J. Mamade. Instalações létricas Industriais. 7ed;
—‘ BOLTþD,