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EDUCAÇÃO PARA QUÊ?

Marinho Celestino de Souza Filho2

O que significa educar alguém? Será que educar alguém é ensinar a essa pessoa a
decorar fórmulas e regras?

Educar alguém é tão somente capacitar o sujeito para resolver cálculos e fórmulas complexos,

tais como: saber que a fórmula de Báscara é: (Delta é igual ao termo b


elevado ao quadrado menos o número quatro que multiplica por sua vez o termo a e o termo
c) e ainda para se chegar ao X dessa questão, deve-se utilizar a seguinte fórmula resolutiva:

(X é igual a menos o termo b mais ou menos a raiz quadrada de Delta sobre


dois que multiplica o termo a.)
Parece óbvia a resposta da pergunta feita acima, é claro que educar alguém não
significa apenas fazê-lo decorar fórmulas, normas e regras, mas sim intervir no comportamento
dessa pessoa, isto é, a Educação deve pelo menos influenciar no comportamento do aprendiz para
melhor.

Por isso, não adianta nada ao indivíduo entrar para a Escola e ao término dos seus
estudos, sair do mesmo jeito, do mesmo modo ou da mesma maneira que entrou. Por exemplo: a
criança entra na escola para cursar as séries inicias com a seguinte personalidade: mal educada,
agressiva, desobediente e, muitas vezes sai pior ainda, algo de muito errado está acontecendo: a
culpa é de quem? Do governo? Da família? Da sociendade? Talvez cada uma dessas partes
citadas tenha a sua parcela de culpa, porque, especialmente o governo que não capacita melhor os
professores, paga uma mixaria, um verdadeiro salário de fome.

Quanto à família, principalmente, a família brasileira parece não se importar muito


com a Educação de seus filhos, já que atualmente, vivemos numa época em que muitos pais não
sabem ou não querem dizer não aos seus filhos, Nesse aspecto, surge outra questão: somente à
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Como diria o Professor Pós-Doutor Celso Ferrarezi Júnior: agradeço antecipadamente a Deus pelo sagrado
direito da LIBERDADE DE EXPRESSÃO e ainda de uma maneira especial às pessoas que lerão esse ensaio,
tendo o direito e a liberdade de concordarem ou discordarem desse trabalho. Agradeço ainda de maneira muito
especial AOS PROFESSORES que sem eles o mundo estaria certamente muito pior.
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Mestre em Linguística, professor de Língua Portuguesa na UNIJIPA – União das Escolas Superiores de Ji-
Paraná – RO e na UNIR – Universidade Federal de Rondônia – Campus de Ji-Paraná-RO.
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escola cabe educar? E a “famosa Educação de Berço?” Aquela que todos os sujeitos deveriam
trazer de casa, mas, a maioria não traz, porque, atualmente, muitos pais e mães por motivos
diversos (a maioria deles sociais os quais também caberiam em outro artigo) e alguns por
relaxamento mesmo, não educam adequadamente seus filhos e filhas, ensinando-lhes em casa
boas maneiras, bons costumes, como por exemplo: pedir licença, quando passar por alguém,
cumprimentar com um bom dia, boa tarde ou boa noite (às vezes um simples, mas, singelo e
sincero cumprimento faz a diferença na vida de muitas pessoas), etc.

especialmente em Rondônia, onde nós, professores tínhamos um salário, em nível de


Brasil, ocupando aproximadamente um dos vinte melhores salários do País. Porém, atualmente,
o salário de um educador em nosso Estado não passa de três salários mínimos.

Sendo assim, duas perguntas devem ser feitas: O que houve com a Educação e o que
houve com os professores? Alguém mais quer, deseja ser professor?

Nesse sentido, basta verificarmos as estatísticas fornecidas pelo próprio MEC –


Ministério da Educação e Cultura para confirmarmos a defasagem de educadores em todo país,
faltam aproximadamente “UM MILHÃO DE MESTRES EM TODO TERRITÓRIO
BRASILEIRO”, as causas são simples, apesar de os governantes quererem complicá-las: baixo
salário, desvalorização profissional, falta de prestígio social, hipervalorização dos alunos: o aluno
“pode tudo” e o professor nada pode, ao aluno somente direitos, aos mestres pouquíssimos
direitos e bastantes deveres.

, como por exemplo: os projetos que também viraram moda em Rondônia, “Ah,
vamos fazer um projeto de um laboratório de informática para os alunos”, aliás, o governo chama
de “Laboratório de Informática”, uma sala geralmente grande, a maior da escola, equipada
com um ar condicionado ou dois e, no máximo três ou quatro e mais alguns computadores dos
quais pouquíssimos funcionam, isto seria o “famoso laboratório de informática” fornecido
pelo governo, além disso, falta ética a muitos colegas que não podem assumir um cargo
comissionado de Diretor ou Representante de Ensino, antigamente também conhecido como
delegado de ensino, alguns desses profissionais quando estão no poder oprimem os colegas e o
pior: virou modismo alguns gestores de escola fazer relatório: se o indivíduo dá um espirro mais
alto: “vamos fazer relatório” ou se indivíduo rir mais alto do que outro, novamente “vamos fazer
relatório”.

Dessa forma, como querer, desejar ser professor, sem falar ainda e isto conta muito
que o salário do professor é se comparado a outros profissionais um dos piores do Mercado
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Brasileiro, talvez alguém argumente: “Olha não basta pagar bem, recompensar ao professor com
um salário digno, porque mesmo assim a Educação não vai melhorar”.

Esse argumento não tem fundamento, pois um profissional bem remunerado com
certeza trabalhará melhor, por exemplo: se ele possui quarenta horas semanais e recebe o salário
de dez mil reais mensais, certamente não terá necessidade de aumentar sua carga horária
trabalhando em outras escolas, entretanto, se o profissional da educação recebe um salário digno,
ele pode é reduzir sua carga horária, ao invés de ampliá-la e a primeira consequência disso seria
uma melhoria na qualidade da educação.

Assim, reduzindo a carga horária e possuindo uma remuneração mais digna, o


educador teria muito mais tempo para planejar e para gastar. Talvez as pessoas quando lerem
esse artigo, possam estranhar, o que teria a ver planejar com gastar? É simples, quem planeja,
gasta e muito.

Dessa maneira, observemos a seguinte situação: o professor planeja uma aula sobre
Termos Essenciais da Oração, percebe que o livro didático tem muitas deficiências, portanto o
que ele faz? Busca novas atividades, novos exercícios, novas maneiras, novos modos de ensinar,
com isso, ele gasta, vai ter de tirar xerox, formular apostilas, preparar aulas no power point, etc.
Logo, vocês hão de convir comigo que quem realmente planeja, gasta.

Assim sendo, retomando e aprofundando um dos questionamentos feitos nessa


pesquisa, educar alguém, não significa apenas ensiná-lo a decorar fórmulas, normas e regras,
porém, a Educação deve influenciar, mudar o comportamento desses sujeitos para melhor.

Nesse aspecto, surge outra questão: somente à escola cabe educar? E a “famosa
Educação de Berço?” Aquela que todos os sujeitos deveriam trazer de casa, mas, a maioria não
traz, porque, atualmente, vivemos numa época em que é moda “não falar não”, ou seja, muitos
pais e mães por motivos diversos (a maioria deles sociais os quais também caberiam em outro
artigo) e alguns por relaxamento mesmo, não educam adequadamente seus filhos e filhas,
ensinando-lhes em casa boas maneiras, bons costumes, como por exemplo: pedir licença, quando
passar por alguém, cumprimentar com um bom dia, boa tarde ou boa noite (às vezes um simples,
mas, singelo e sincero cumprimento pode mudar para melhor a vida de muitas pessoas), etc.

Dessa maneira, não é papel somente da escola “educar”, a tão famigerada


“Educação de Berço” também faz a diferença.
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Do exposto, não dá para falar em melhoria, qualidade da Educação sem antes,


melhorarmos os salários dos profissionais que realizam essa árdua, mas, egrégia tarefa. Desse
modo, deve-se valorizar mais o professor e todos os sujeitos envolvidos no processo de educar.

Nesse processo, não somos contra valorizar também os alunos, seus pais, suas mães e
parentes afins, pelo contrário, deve-se valorizar e muito toda a comunidade e todos os
profissionais que atuam na Educação.

Nesse sentido, o que almejamos de verdade é que se valorize (no sentido mais amplo
da palavra valorizar) o professor, apesar de não sermos contra a valorização de qualquer outro
profissional ou ser humano, mas no caso específico do professor, valorizando-o como realmente
merece com certeza teremos uma Educação melhor e ainda um mundo mais justo.