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ESCOLAS TÉCNICAS DO ESTADO

DE SÃO PAULO - ETECs.

TEXTOS BÁSICOS PARA O COMPONENTE CURRICULAR:

GESTÃO EMPRESARIAL I
(Curso Técnico em Administração)

Organizado por : Prof. Antonio Aparecido Paschoal

ALUNO____________________________________________Nº____TURMA____

FEVEREIRO/2009
2

****************ÍNDICE******************************

A - EVOLUÇÃO DA TEORIA ADMINISTRATIVA pg


01- Linha de tempo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . .03
02- Fases da organização. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .03
03- Desenvolvimento da organização. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .03
04- A escola clássica de administração. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .04
05- Taylor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 04
06- Fayol. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .04
07- Ford. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 05
08- Teoria das relações humanas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 05
09- Teoria comportamental. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 06
10- Teoria dos dois fatores. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 07
11- Teoria Y e X. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 07
12- Teoria da organização burocrática. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .08
13- Teoria da organização sistêmica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .10
14- A administração estratégica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..10
15- Teoria das Restrições. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
16- Qualidade total. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13

B-ALGUMAS PRÁTICAS
17- Definições específicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .17
18- Princípios fundamentais da organização. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
19- Pessoas físicas e jurídicas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .17
20- A empresa. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .18
21- Evolução das empresas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .19
22- Formas de organização. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .19
23- Tipos de organização. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20
24- Cronograma. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ..22
25- Checklist. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .23

C-REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .23

D-DADOS DO AUTOR ORGANIZADOR). . . . . .. . . . . . . 23


3

************************************ LINHA DE TEMPO

Século Século Século


XII-1100-1199 XV-1400-1499 XVIII-1700-1799
_ _ _ ______*_______________*_______________________________*____________________________________
Economia * CAPITALISMO * REVOLUÇÃO COMERCIAL * REVOLUÇÃO INDUSTRIAL- Desenvolvi-
Feudal * - Trabalho * Transformação econômica verificada *mento econômico verificado na Inglaterra
* assalariado * na europa devido ao desenvolvimen- *provocando profundas mudanças na vida po-
* - Economia de * to comercial. *lítica, econômica e social.
* mercado * ...Ascenção do capitalismo *CAUSAS-+Aparecto. De uma classe de capi-
* - Trocas * ....Criação de Cias. De comércio *talista provocada p/Rev.Coml. +Maior procu
* monetárias * ....Prática mercantilista *ra por produtos industrializados pelo aum. da
* - Espírito de * *população + Necessidades de melhorias na
* lucro * *produção p/atender consumidor mais exigente

Cont. Rev.Ind. CARACTERÍSTICAS: + Aumento do poder do capitalismo +Desenvolvimento do setor fabril +Pro –
gresso tecnológico +Aplicação da energia à indústria +descoberta de novas
fontes energéticas +Grandes invenções.

************************************ FASES DA ORGANIZAÇÃO

ECONOMIA RUDIMENTAR ECONOMIA EVOLUTIVA

CONSUMO ...........................................reduzido.................................................aumento..................
PRODUÇÃO ...............................................baixa............................................alta/desenvolvida..................
TIPO DE PRODUÇÃO..................artesanal/doméstica.....................................empresarial.........................
ORGANIZAÇÃO ..........................................falta.............................................desenvolvida........................

***************** DESENVOLVIMENTO DA ORGANIZAÇÃO


A busca de maiores lucros, produção e produtividade, fez com que surgissem diversos autores
com teorias revolucionárias na organização do trabalho o que fez com que desencadeasse o seu
desenvolvimento.
Muitos autores contribuíram e ainda contribuem para esse desenvolvimento pois com seus
pensamentos e empreendimentos conseguem modificar o comportamento empresarial ditando normas,
criando sistemas e formando métodos que que possibilitem uma integração entre
HOMEM X MÁQUINA X TRABALHO.

ESQUEMA DAS ESCOLAS E TEORIAS


ESCOLA/TEORIA PRINCIPAIS AUTORES OBJETIVO PRINCIPAL ( FOCO)

TAYLOR Trabalho do executor, operacional..


Clássica-científica FAYOL Direção e Controle, profissionalização,
administração...
FORD Enfoque mercadológico

Comportamental ou ELTON MAYO Trabalho Grupal decorrente do esforço


cooperativo.
(relações humanas) relações humanas no trabalho
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Sistêmica Ludwig Tomada de decisões baseadas em informações.

*************** A ESCOLA CLÁSSICA DE ADMINISTRAÇÃO

Introdução
Desde a Revolução Industrial e até fins do século XIX, as organizações não haviam encontrado ainda
soluções para os seus problemas. Não existia ainda uma teoria que se mostrasse ideal para o dia a dia
das empresas. Tais problemas foram identificados por Taylor e persistem em muitas empresas até hoje.
Os mais comuns foram:
• Falta de clareza nos papéis do empregado e do empregador
• Falta de motivação para elevar o desempenho.
• Administração irracional .
• Falta de capacitação e qualificação profissional.

**********FREDERICK WINSLOW TAYLOR ( 1856-1915)


Nasceu na Pensilvânia (EUA) e trabalhou de operário sendo promovido nas empresas por onde ele
passou até chegar a engenheiro chefe. Ele trabalhava de dia e estudava a noite. Defendia a teoria da
organização do trabalho baseada nos seguintes princípios:
1-Ciência em lugar do empirismo.
2-Seleção e treinamento do trabalhador.
3-Articulação do trabalho com a Ciência.
.Ao trabalhador escolhido e treinado, deve ser fornecido os conhecimentos
indicados pela organização.
4-Divisão do trabalho ....
À direção compete planejar e orientar enquanto que aos trabalhadores cabe a responsabilidade da
execução das tarefas.
Taylor também identificou a vadiagem sistemática que consiste na acomodação dos empregados no
trabalho em função de ganharem salários iguais, ou seja ninguém se esforça. Ele ainda aperfeiçoou a
cronometragem.

*************************HENRY FAYOL ( 1841-1925)


Fayol era francês e formou-se em engenheiro de minas.
Ele preocupado com a organização, visualizou seis funções em qualquer empresa denominando-as de
capacidades.
Assim temos as funções:
Técnica : Produção, fabricação ou transformação
Comercial: Compra , venda ou troca.
Financeira: Procura e gestão de capitais.
Segurança: Proteção de pessoas e bens.
Contábil: Inventário, balanço, custos, registros
ADMINISTRATIVA **
**Para Fayol a função administrativa era a mais importante delas, pois esta integra e harmoniza as
anteriores e se constitui dos seguintes elementos:
Planejar – Sondar o futuro e alaborar o programa de ação.
Organizar – Constiuir os órgãos que desenvolvem a atividade que é a própria vida da empresa.
Comandar-Dar as diretrizes e as instruções,( fazer o pessoal funcionar)
Coordenar – É unir e harmonizar todos os atos e esforços.
Controlar – Verificar se tudo está sendo feito de acordo com o programa traçado.
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Para a organização do trabalho Fayol contribuiu também com o seu quadro de capacidades no qual
demonstra a influência de cada capacidade em cada grau da hierarquia funcional.
Exemplo: CAPACIDADE CAPACIDADE CAP.....
CARGO TÉCNICA ADMINISTRATIVA ....
Operário.........................85%..........................................5%.................................
Encarregado...... .............60 %........................................15%................................
Chefe.............................45%.........................................25%................................
Chefe Geral...................30%.........................................35%................................
Como vamos ver, enquanto as teorias de Taylor e Ford se concentravam no trabalho do empregado,
Fayol em sua teoria destaca o trabalho do gerente.
Assim sendo, ele elenca uma série de deveres no desempenho da atividade gerencial.
* Fazer planos executáveis. * Disciplina
* Minimizar esforços. * Unidade de comando
* Seleção de empregados * Tudo sob controle
* Decisões claras e precisas * Reduzir burocracia
* Salários justos * Incentivar o senso de responsabilidade
* Sistema de punição para faltas e erros * Alinhar a organização humana e material
* Autoridade competente e séria aos objetivos.
* Obrigações bem definidas * Interesse geral sempre sobrepondo o particular.
Para Fayol, o trabalho do dirigente abrange a tomada de decisões, o estabelecimento de objetivos,
delimitação das responsabilidades e definição de regras, tudo para o bom andamento do serviço.

****************************HENRY FORD ( 1863-1947)


Desde cedo Ford tinha inclinação pela mecânica até se tornar um industrial norte americano. Em 1903
fundou a Ford Motor Company.
Praticamente introduziu as linhas de montagens e a produção em massa.
Abandonando a idéia de altos e imediatos lucros, formulou alguns mandamentos:
- Não temer o futuro
- Não temer a concorrência.
- Dedicação.
Defendeu também as seguintes idéias:
- O ciclo da produção começa no consumidor.
- Um produto deve ser desenhado para satisfazer em preço e qualidade do maior número possível de
compradores.
- Pagar bons salários para aumentar o poder de compra expandindo o mercado consumidor.

************** TEORIA DAS RELAÇÕES HUMANAS


George Elton Mayo ( 1880-1949)
Ela surge a partir de uma experiência que ficou conhecida como experiência de Hawthorne.
Resumidamente, esta experiência comprovou que o tratamento dispensado ao empregado pode influir no
seu rendimento ou desempenho. Tratando-o bem, o desempenho será melhor.
Nos Estados Unidos, ela nasce praticamente da necessidade de se corrigir a forte tendência à
desumanização do trabalho com a Teoria Clássica.
Relações Humanas (Chiavenato) – “ São as ações e atitudes desenvolvidas pelos contatos entre pessoas e
grupos”
Princípios Básicos:
a) A produtividade é resultante da integração social.
O nível de produção não é determinado pela capacidade física/fisiológica como afirma a teoria
clássica, mas da capacidade de integração do empregado no grupo social.
b) Comportamento social dos empregados.
Os trabalhadores não agem e nem reagem como indivíduo isolado, mas como
membro do grupo social . Assim, até o ritmo de trabalho é estabelecido pelo grupo.
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c) Recompensas e sanções sociais.


O indivíduo estando dentro das regras do grupo tem o seu reconhecimento pois do contrário ele
perde o respeito e o carinho do grupo;
Enquanto Taylor pregava incentivos econômicos, Mayo achava que esta motivação era secundária. As
pessoas são motivadas principalmente pela necessidade de “reconhecimento”, “ Aprovação” e “
participação” etc..
Na Teoria Clássica, predominava a ênfase nos aspectos formais enquanto que na TRH predomina os
aspectos informais.
Enquanto a Teoria Clássica prega o equilíbrio externo ou seja o aspecto econômico, a Teoria das
Relações Humanas prega tanto o equilíbrio externo tanto quanto o interno através da função social por
meio da satisfação dos empregados.

***************************TEORIA COMPORTAMENTAL
Conhecida também como Teoria Behaviorista, a Teoria Comportamental, surge no final
da década de 40 principalmente em meio às críticas a outras teorias.
As principais críticas foram:
1)Não aceita as concepções ingênuas e românticas da Teoria das Relações Humanas.
2)Discorda da profunda ênfase nas tarefas e na estrutura pela Teoria Clássica.
3)Vai contra o “modelo de máquina” da Teoria da Burocracia;
A Teoria Comportamental nos diz que o comportamento organizacional é o reflexo do comportamento
das pessoas e para entender esse comportamento é preciso estudar a motivação humana.
O homem sempre estará motivado a comportar-se desta ou daquela maneira e sempre para satisfazer uma
necessidade.

AS NECESSIDADES HUMANAS
Abraham H. Maslow (1908-1970), psicólogo e consultor americano, formulou uma teoria segundo a qual
as necessidades humanas estão organizadas numa hierarquia “piramidal” conforme a figura abaixo:
neces-
NECESSIDADES SECUNDÁRIAS sidade de
auto-realização
necessidades de
estima
necessidades
sociais
necessidades de
segurança
NECESSIDADES PRIMÁRIAS necessidades fisio-
lógicas

Esta teoria diz que o homem sempre irá satisfazer um nível de necessidades antes de buscar outro, sendo
que o de 1ºnível é vital para se conseguir as demais.
Abaixo, estão detalhadas as principais necessidades humanas:
Fisiológicas : alimento, repouso, abrigo, sexo.
Segurança : segurança; proteção contra doença, incerteza, desemprego, roubo.
Sociais : Relacionamento, aceitação, afeição, amizade, compreensão, consideração.
Estima : Necessidades do ego: orgulho, auto-respeito, progresso, confiança, status,
Reconhecimento, apreciação, admiração pelos outros.
Auto-realização : Auto-realização, auto-desenvolvimento, auto-satisfação..
O autor admite que as necessidades atuam diferentemente nas pessoas em termos de manifestação ou de
intensidade.
O nível de necessidade imediatamente superior aquela que já fora satisfeita, começa a dominar o
comportamento do indivíduo.
Veja na próxima figura, o mecanismo da motivação:
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INDIVÍDUOS ESTÍMULOS COMPORTAMENTO


(necessidades)

****************************TEORIA DOS DOIS FATORES


Frederick Herzberg - (n.1923)
Herzberg, psicólogo e consultor americano, vem propor outra teoria para tentar explicar o comportamento
humano. Para ele existem dois fatores que norteiam esse comportamento.
Resumidamente os dois fatores são:
1º) Fatores motivacionais: Segundo o autor, esses fatores estão ligados ao conteúdo do cargo, ou o que o
empregado se sente em relação ao mesmo como responsabilidade por exemplo;
2º) Fatores Higiênicos. Também denominado de fatores ambientais, eles estão ligados ás condições
gerais.
Para o autor, os fatores higiênicos embora possam motivar alguém, esta motivação não se sustenta.

A teoria sugere uma nova tratativa do conceito de satisfação no trabalho e faz uma correlação entre a
satisfação ou insatisfação com os fatores descritos. O gráfico abaixo mostra esta relação como numa
escala.

Fatores motivacionais Fatores Higiênicos


Satisfação | Não-satisfação Não-insatisfação| Insatisfação
| neutro neutro |

Abaixo estão relacionados esses fatores com mais detalhes:


FATORES MOTIVACIONAIS – (conteúdo do cargo) – Grau de responsabilidade, progressão funcional,
realização, a própria tarefa, reconhecimento.
FATORES HIGI~ENICOS – ( o ambiente ) – Condições de trabalho, salário, relação com chefia,
benefícios, administração.

********************************A TEORIA Y E TEORIA X


Douglas M. McGregor, autor beheviorista da administração, traz duas teorias antagônicas do homem
frente a organização. A Teoria X mostrando o indivíduo se rendendo à Teoria Tradicional-clássica em
que aceita e se adapta ao estilo mecanicista e de outro lado a Teoria Y mostrando o indivíduo se
adaptando ao estilo da Teoria Comportamental.
A Teoria X dia que o homem é egoísta, indolente e preguiçoso por natureza, só trabalhando na base da
recompensa.
Ele ainda é dependente, resiste às mudanças e não tem ambição, preferindo ser dirigido.
A excessiva divisão do trabalho e “bitolamento” da escola clássica levou o indivíduo a ser facilmente
manipulado e submisso não tendo iniciativa e portanto sendo apenas incentivados economicamente sendo
que o salário é o principal dos incentivos.
A Teoria Y mostra um estilo de administração mais dinâmico, pois incentiva as iniciativas e respeita as
diferenças individuais.
Nessa teoria, não se admite o homem passivo por natureza. Ele pode até gostar de trabalhar e depositar
suas energias nessa atividade como gastaria numa atividade de lazer.
Aqui o homem assume mais responsabilidade e tem maior participação na administração,
As diferenças das duas teorias estão resumidas no quadro a seguir:
TEORIA X TEORIA Y
DECISÕES Centralizadas Descentralizadas/delegação de
responsabilidades
CONCEPÇÃO DO TRABALHO Fonte de sofrimento e punição Trabalho é fonte de satisfação
ADMINISTRAÇÃO Autoritária Democrática e por objetivos
RECOMPENSA Monetária Metas, objetivos,
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**************TEORIA DA ORGANIZAÇÃO BUROCRÁTICA

MAX WEBER ( 1864-1920), sociólogo alemão, foi o grande inspirador da Teoria da Burocracia em
Administração.

ORIGEM :
Max Weber em sua principal obra, “ A Ética Protestante ”, afirma que o sistema racional de produção
que se apresenta não é como pensam, originário das mudanças tecnológicas, mas sim após a reforma
quando o “materialismo” passou a ser admitido como dádiva de Deus.
A Teoria da Burocracia como sistema organizacional, surge na década de 40 como necessidade de ter
uma teoria mais abrangente, pois as existentes até então orientavam as organizações para lados
extremos.
O romantismo da Teoria das Relações Humanas e o estruturalismo da Teoria Clássica não se integravam
e não atendiam as demandas das empresas que se tornavam complexas.

CONCEITO
A Burocracia é um novo modelo de organização que se baseia na racionalidade, formalismo e legalidade
(Chiavenato),

OPERACIONALIZAÇÃO
Para operar um sistema organizacional é necessário ter um conjunto de orientações emanadas de um ser
superior, como diz Chiavenato:
“Dominação significa que a vontade manifesta (ordem) do dominador influencia
a conduta dos outros (dominados) de tal forma que o conteúdo da ordem, por si
mesma, se transforma em norma de conduta (obediência), para os subordinados”
Na empresa, a autoridade é a base legal da obediência e do poder oficializado e é na autoridade que se
assenta a Teoria Burocrática de Max Weber.
Para Weber, cada sociedade é o espelho da sua autoridade.

TIPOS DE AUTORIDADE
Para Weber existem três tipos básicos de autoridade, a saber:
1 - Autoridade Tradicional.
2 - Autoridade Carismática.
3 - Autoridade Racional/legal ou Burocrática.

1 – Autoridade Tradicional

A tradição é dominante e geralmente através do pai que recebeu herança cultural do avô, ainda também
visível no chefe do Clã ou ainda na Realeza.
Nas empresas familiares predominam esse tipo de autoridade.
Os limites de atuação dos líderes tradicionais são fixados pelos usos e costumes.
A autoridade á legitimada pelo status tradicional e pela herança cultural.

2-Autoridade Carismática.
A personalidade é dominante. As qualidades intelectuais são comparadas às qualidades de um ser
sobrenatural ou ainda alguém com super poderes. Ex. Hitler, Kennedy, Matarazzo.
O poder carismático é único e não pode ser transmitido ou herdado.
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É um poder instável e pode levar as massas ao delírio e irracionalidade.


No caso brasileiro, tivemos Getúlio Vargas como exemplo de líder carismático.

3-Autoridade Legal ou Burocrática


O poder na Autoridade Burocrática emana de um conjunto de regras e princípios que aliás é o que
legitima essa autoridade.
É um tipo de organização típica da sociedade moderna que se desenvolveu na estrutura do Estado e nas
grandes empresas.
A base da obediência não está na “pessoa” mas na lei e nos regulamentos.

CAMPO DE DESENVOLVIMENTO DA BUROCRACIA


Vários fatores contribuíram para o desenvolvimento da Burocracia.
Os mais importantes foram:
1-O aumento do número de funções devido a complexidade das tarefas.
2-O padrão técnico para a ser imposto como legitimação.
3-A intensificação da economia monetária nas transações.

CARACTERÍSTICAS DA BUROCRACIA
A Burocracia ao longo dos anos começou a ser usada de maneira pejorativa sendo portanto o contrário
do que ela prega: a eficiência.
A Burocracia tem as seguintes características: caráter formal, caráter legal, hierarquia de autoridade,
impessoalidade, profissionalização, previsibilidade, caráter racional, competência técnica, administração
especializada, rotinas padronizadas...

DESVANTAGENS DA BUROCRACIA
Como as outras teorias, a Burocracia também não é perfeita, e assim sendo apresenta alguns desvios ou
anomalias que comprometem a eficiência organizacional que aliás é o seu verdadeiro propósito.
As principais desvantagens são apresentadas por Merton ( Robert K. Merton) e são:

1-Formalismo exagerado. Perde-se muito tempo em prescrever instruções, regras e outros


procedimentos.
2-Pelo excesso de formalismo, cresce o volume de papéis, impressos e vias fazendo com que as pessoas
acreditem que a burocracia é sinônimo de inoperância.
3-Excesso de regulamentos. O uso indiscriminado de regras causa confusão e contribui para desviar a
atenção do foco principal.
4-Alta padronização.Os procedimentos padronizados e rotinizados levam os funcionários a resistirem às
mudanças.
5-Impessoalidade. O caráter impessoal, que é uma das marcas da burocracia, reduz as relações
interpessoais na medida em que priorizam o cargo e não os seus ocupantes.
6-Autoridade. A autoridade é muito enfatizada e acaba criando um número muito grande de simbologias
e sinais.
7-Conflito com público externo. A alta padronização impede o tratamento diferenciado que facilitaria a
relação com o público externo principalmente com o cliente.

VANTAGENS DA BUROCRACIA
Segundo Weber, são muitas as vantagens da Burocracia. Eis algumas:
1-Uniformização. Por utilizar regras, a Burocracia tende a garantir rapidez na interpretação e na prática.
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2-Clareza de papéis. Com cargos bem definidos, todos conhecem os seus limites de e suas obrigações.
3-Racionalidade. Há uma tendência a racionalidade por causa da característica da impessoalidade.
4-Decisões rápidas. Em certas situações as decisões são rápidas pois são padronizadas e todos já sabem o
que fazer.
5-Estabilidade. A repetição de situações e regras para enfrenta-las transmitem segurança.
6-Divergências reduzidas. Os atritos entre as pessoas diminuem na medida em que se conhecem os
limites....

(CHIAVENATO, Idalberto. Introdução à Teoria Geral da Administração,


MAXIMIANO, A. C A, Teoria Geral da Administração)

**********************TEORIA DA ORGANIZAÇÃO SISTÊMICA

LUDWIG VON BERTALANFFY ( 1901-1972)


Ludwig é considerado o fundador da teoria geral dos sistemas.
A empresa é um sistema, ou seja um conjunto de partes em interação.
Como todo organismo vivo, a empresa é um sistema aberto que mantém um contínuo fluxo de
entrada e saída com o seu meio ambiente.
A abordagem sistêmica visa facilitar a tomada de decisões dos dirigentes através de informações
adequadas e exatas.

**************************ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA

INTRODUÇÃO
As mudanças aceleradas que tomam conta do mercado global pressionam as empresas a adotarem
comportamentos e posturas mais competitivas e às vezes até agressivas.
A empresa que quer sobreviver e até crescer precisa sempre seguir em sintonia com esse mercado e suas
tendências.
O mercado é dinâmico porque os concorrentes são dinâmicos e dinamismo é o que se espera de uma
empresa inserida nesse mercado, pois caso contrário ela será tragada como um barco furado no meio do
oceano.
Neste cenário, o concorrente passa a ser um inimigo em potencial.
Para conviver, enfraquecer e até derrotar esse inimigo é necessário usar estratégias como numa guerra,
num jogo e agora também nos negócios.
O termo estratégia vem da Grécia que indicava o “estratego” ( estrategista) para fazer a guerra.

CONCEITO
“ A mobilização de todos os recursos da empresa no âmbito global, visando a atingir objetivos de longo
prazo.” ( Chiavenato)

“ É a seleção dos meios , de qualquer natureza, empregados para realizar objetivos.” (Maximiano)

ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA ESTRATÉGIA EMPRESARIAL


1-AMBIENTE . - É o que o mercado oferece em termos de ameaças, restrições, contingências e
oportunidades. Exemplo = Análise da concorrência.
2-A ORGANIZAÇÃO . – É o que a própria organização tem de competência e habilidade junto com os
seus pontos fracos e fortes.
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3-COMPORTAMENTO. – É a postura adotada para compatibilizar seus recursos com as exigências do


ambiente.

OPERACIONALIZAÇÃO –
Para uma estratégia ser colocada em prática, é necessário fazer e executar o planejamento estratégico.
Para Maximiano, Planejamento Estratégico é o processo de desenvolver a estratégia, isto é a relação
pretendida da organização com o seu ambiente.

Esquematização do Planejamento Estratégico ( adaptação de Maximiano e Chiavenato)

.------------------AMBIENTES------------------

MERCADOLOGICO ORGANIZACIONAL

ameaças Oportu- Pontos Pontos


nidades Fortes Fracos

PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA

A Administração Estratégica é a definição ( OBJETIVOS E METAS), Execução


( IMPLEMENTAÇÃO) e análise dos resultados (AVALIAÇÃO) dos planos estratégicos.

TIPOS DE ESTRATÉGIAS
Conforme Chiavenato, existem 4 tipos de estratégias: defensiva, ofensiva, analítica e reativa.
Para Maximiano, os tipos apontados, são os vários comportamentos assumidos pelos gestores para
adaptação ao ambiente.

1-Estratégia Defensiva
É um tipo conservador pois concentra-se os esforços tão somente na defesa de um domínio ou posição de
mercado, afastando a ação dos concorrentes.
Lutando pela manutenção, geralmente não fazem mudanças radicais em produtos/serviços e/ou em
tecnologia.
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2-Estratégia Ofensiva.
Aqui, a rotina é o próprio cenário de mudanças que estas empresas criam para o mercado.
Elas buscam constantemente novas oportunidades de mercado a ponto de ameaçar a estabilidade do
mesmo.
A preocupação com o novo é tão grande que a empresa não chega a tirar proveito dos recursos já
consolidados. Elas chegam a beirar a ineficiência.

3-Estratégia Analítica.
As empresas que usarem esta estratégia, convivem com duas situações distintas.
Em primeiro lugar, esta estratégia é conservadora no domínio já conquistado (garantia da sobrevivência)
atuando portanto de maneira estável.
Em segundo, ela investe em inovações procurando acompanhar e até mesmo surpreender a concorrência.

4-Estratégia Reativa.
Nem poderia ser chamada de estratégia pois ela não acontece no momento ideal. É inerte, não reage e
nem responde adequadamente ao ambiente e no tempo necessário, sendo portanto instável.
Geralmente esta estratégia não é integradora ou seja não envolve todos os níveis organizacionais
(Institucional, Intermediário e operacional).
Os gestores são incapazes de articular e dar respostas consistentes , inovadoras e produtivas ficando às
vezes na base da improvisação .

AVALIAÇÃO DA ESTRATÉGIA EMPRESARIAL


Não devemos esperar até o final para avaliarmos o processo estratégico.
A estratégia deve ser monitorada constantemente durante a sua execução para avaliar as ameaças e
oportunidades.
Às vezes é preferível abortar o plano no caminho e refaze-lo para não ter que colher prejuízo maior.
Os mesmos indicadores utilizados na elaboração da estratégia poderão ser aplicados para a avaliação.
Assim temos:
Ambiente externo- Diz respeito a participação e satisfação de clientes e fornecedores e o relacionamento
com os concorrentes e sociedade em geral.
A organização – Analisa a adequação de todos os recursos em relação à estratégia escolhida e ao
ambiente externo.
Comportamento – Se a estratégia é compatível e adequada ao ambiente interno e externo.

************T O C (Theory of Constraints) – Teoria das Restrições

INTRODUÇÃO
A Teoria das Restrições (TOC), teve início na década de 70 (Séc. XX) e foi elaborada pelo físico
israelense Eliyahu Goldratt .
Atualmente, esta teoria é utilizada em qualquer área da empresa, no entanto ela ganhou forças quando o
autor a experimentou na logística das fábricas, portanto na área da produção. Os resultados foram tantos
que a teoria passou a ser aplicada até nas áreas administrativas.

CONCEITO
É uma filosofia global de gerenciamento empresarial que através de seus métodos busca
eliminar/atenuar as barreiras, chamadas aqui de restrições, do sistema com o propósito de levar a
empresa a ter um desempenho pelo menos suficiente para atingir suas metas.

AS RESTRIÇÕES
Restrição, é qualquer coisa que impede o sistema de ter maior desempenho em busca de sua meta.
São três os tipos de restrições na empresa: política, emocional e física.
As restrições políticas estão nos procedimentos e posturas empresariais que são influenciados pela cultura
organizacional.
13

As restrições de ordem “ emocional” estão nas pessoas, principalmente nas suas resistências, bloqueios,
interesses e outros comportamentos.
As barreiras físicas são representadas pelas variações de mercado e disponibilidades de recursos
principalmente. Exemplo: uma máquina da linha de produção.

OPERACIONALIZAÇÃO
A base da Teoria das Restrições é assegurar o perfeito funcionamento da empresa para que ela atinja o
objetivo principal para a qual foi criada ; transformar dinheiro em mais dinheiro.
Assim, uma restrição para ser entendida como tal, deve ter reflexo no resultado e é ali que devemos
concentrar os esforços.
Nesta perspectiva, a equação da formação do preço por exemplo se altera. Passa de custo + lucro = preço
de venda para preço de venda - custo = lucro.
Notamos que na primeira equação, que está presente em métodos tradicionais de gestão, o preço final
tinha que acabar incluindo ou suportando o peso muitas vezes de erros, perdas , desperdícios etc.. e na
segunda, não necessariamente. Em outras palavras, hoje em dia o preço de venda não é mais determinado
pela empresa mas sim pelo mercado.

ETAPAS
Uma das grandes contribuições da TOC é o seu processo de otimização contínua. Esse processo se
desenvolve em 5 etapas.
1-Identificar a restrição do sistema.
2-Explorar a restrição do sistema. É aproveitar ao máximo a restrição a ponto de
transforma-la e no caso não mais ser uma restrição.
3-Subordinar tudo às restrições, ou seja, o sistema funcionará em função da restrição.
4-Elevar a restrição do sistema. Significa elevar de alguma forma a capacidade da restrição
em termos produtivo.
5-Se a restrição for quebrada em algum dos passos anteriores, retorne a etapa 1 e não
deixar que a inércia se torne a própria restrição.

Bibliografia ( para esta síntese elaborada pelo Prof. Paschoal)


UHLMANN, Gunter W., Administração: Das teorias Administrativas à Administração Aplicada e
Contemporânea. São Paulo :FTD, 1997.- (Ensino técnico)
http://www.institutoempresarial.com.br

**************QUALIDADE TOTAL*******************

Histórico da qualidade (veja linha de tempo )

1900-1940 1950 1960


_ _ _ |________________ __________ |_____________________________ |_____________________
| *Dominação das | * Controle da qualidade | *Técnicas de garan-
| teorias Taylor. | *Ações preventivas | tia da qualidade
| *Inspeção Final | sobre o processo | * Círculos de Contro-
| (final do processo) | *Reduçao de custo | le de qualidade
| *Desperdícios | |
| *Controle estatístico | |
| do processo | |
14

1970 1990
__________|_______________________________________|___________________________________
| *Sistemas de controle de qualidade | * Aumento da concorrência
| *Concorrência acirrada | * Consumidor consciente
| *Mudança comportamental | * Atendimento da legislação
| *Consolidação da série ISSO 9000 | * Competitividade ( - custos)
| *Padronização da qualidade | *Internet
| | *Globalização

IMPORTÂNCIA DA QUALIDADE.
- Questão de sobrevivência da empresa.
- A qualidade faz ganhar ou perder mercado.
- Cumprimento da lei.

DEFINIÇÕES DE QUALIDADE
- Philip Crosby. Qualidade é conformidade com as exigências
- Joseph Juran Qualidade é a adequação ao uso.
- William Edward Deming A qualidade deve ter como objetivo as necessidade presentes e
futuras do usuário.

PARADIGMA
Paradigma é todo modelo de comportamento e compreensão pessoal dos fatos e que criam
limites à analise.
A grande dificuldade em implantar a Gestão pela Qualidade Total é a quebra de paradigmas,
pois esta acarreta mudanças.
As mudanças por sua vez esbarram na insegurança e nas resistências, as vezes até naturais.
“A televisão não dará certo pois as pessoas terão que ficar olhando a sua tela e a família
americana não tem tempo para isso” ( The New York Times – 18.4.1939).

A QUALIDADE TOTAL
Filosofia que utiliza a qualidade como atributo básico em todos os processos, passando por
todas as pessoas da empresa, fazendo o certo na primeira vez.

O PROCESSO
Conjunto de causas e condições que repetidamente unem-se para transformar entradas
( pessoas, métodos, materiais, equipamentos etc..) em saídas ( é o resultado como por exemplo produ-
to ou serviços.

OCONTROLE DO PROCESSO
Embora os diferentes processos também nas diferentes empresas sofram adaptações
próprias para se ajustarem às respectivas realidades, apresentamos abaixo a figura X, que é a
sistematização do método conhecido por PDCA ( Planing, Do, Check, Action ).
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Fig. 5

Definir Metas Educar/ treinar

e Definir Métodos (P) Executar tarefa/coletar dados (D)

Atuar Verificar os resultados

Corretivamente (A) da tarefa executada (C)

Planejamento ( P ) - a) Estabelecer metas sobre os itens de controle, ou seja as faixas de valores


desejados para esses itens.
b)Estabelecer a maneira ( o caminho, o método) para atingir as metas propostas.

Execução ( D) – a)Execução da tarefa exatamente como prevista no planejamento.( o treinamento aqui é


Essencial).
b)Coleta de dados para verificação do processo.

Verificação (C) – A partir dos dados coletados na execução, comparar o resultado alcançado com a meta
planejada.

Atuação corretiva ( A ) – Esta é a etapa onde o cliente detectou desvios e ela atuará no sentido de fazer
correções definitivas de modo que o problema não volte a ocorrer.

CUSTOS DA QUALIDADE

Custos de Prevenção – Custos do processo de evitar a ocorrência de erros e defeitos.


 Planejamento do processo de controle da qualidade.
 Treinamento para qualidade.
 Desenvolvimento de fornecedores.
 Desenvolvimento de produtos.
 Desenvolvimento de sistema de produção.
 Manutenção preventiva.

Custos de Avaliação – Custos do processo de aferir a qualidade do sistema de produção de


Bens e/ou serviços.
 Mensuração e teste de matérias-primas e todos os tipos de insumos do
processo Produtivo.
 Aquisição de equipamentos especiais para avaliação de produtos.
 Realização de programas de controle estatístico do processo.
 Inspeção.
 Relatórios.

Custos da não qualidade –


a)Custos internos dos defeitos – São os custos dos defeitos que são apontados antes dos
produtos/serviços serem expedidos para o cliente.
> Matérias-primas e produtos refugados.
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> Produtos que precisam ser retrabalhados.


> Modificações nos processos produtivos.
> Perdas de receitas.
> Tempo de espera de equipamentos parados enquanto aguardam corre-
ções.
b)Custos externos dos defeitos – São os custos dos defeitos que são apanhados depois
que chegam ao cliente.
> Cumprimento de garantias oferecidas.
> Perda de encomendas.
> Processamento de devoluções e trocas.
> Custos de processos nos organismos de defesa do consumidor.
> Perda de cliente e mercado.

PRINCÍPIOS DA QUALIDADE.
A filosofia da qualidade total aponta vários princípios como referências na implantação da
Qualidade numa empresa e cujo foco é o cliente.
1º Total satisfação do cliente. É a base de toda GQT e consiste em avaliar a satisfação e
expectativa do cliente. É necessário criar mecanismos para medir
o grau de satisfação dos clientes.
2ºGerência participativa. Consiste em gradativamente eliminar a administração autocrática
e paulatinamente incentivar a participação dos subordinados nas soluções/decisões
criando uma cultura pró-ativa e consensual.
3ºDesenvolvimento dos recursos humanos. Deve-se adotar uma política de RH calcada na
Educação e treinamento dos empregados buscando o seu desenvolvimento
potencial. O remédio é facilitar o crescimento, incentivando o estudo e promoven-
do programas de treinamento.
4ºConstância de propósitos. Levando-se em conta a cultura existente, adotar nova cultura de
maneira gradual. A coerência das idéias, a constância de
propósitos aliadas ao diálogo darão confiabilidade nas
mudanças.
5 º Melhoria contínua. As mudanças tecnológicas influenciam as necessidades dos clientes e
Para acompanhá-las é necessário diluir para toda empresa a
consciência de um produto ou serviço sempre melhor.
6º Gerêrncia de processo. Aplicar o ciclo PDCA para atingir o desejado, necessitando de
acompanhamento e controle permanente.
7ºDelegação de poderes. Delegar significa sobrar o poder em decisão o mais próximo da
ação. Quer dizer também transferir poder e compartilhar
responsabilidades. Para tanto exige-se uma rede de comunicação
eficaz combinada com um sistema ágil de informações.
8ºGerência de informação e comunicação. Para que a filosofia da QT seja assimilada, todos
devem conhecer a missão, o planejamento e os objetivos.
Para que isto ocorra deve-se criar um sistema de informação e comunicação
eficiente e transparente para a mensagem chegar aos funcionários, clientes e
fornecedores.
9ºGarantia da qualidade. As normas isso-9000 deixa de ser uma referência para ser uma
exigência na empresa moderna. Fazer certo pela primeira vez é fundamental.

(ATIVIDADES SUGERIDAS: a) Dê uma definição própria para qualidade.

b)Estudo de caso (fictício)


Você é administrador de uma empresa e sente a necessidade de investir
alto em qualidade.
Os acionistas rebatem dizendo que tal procedimento aumentará os
Custos reduzindo os seus dividendos.
Apresente justificativas/argumentos fortes da necessidade da
Implantação do referido projeto.
17

******************DEFINIÇÕES ESPECÍFICAS

ORGANIZAÇÃO- é o ato de criar um organismo econômico dotando-o de recursos materiais e


humanos.
ADMINISTRAÇÃO- são procedimentos na empresa que consiste em planejar, organizar, dirigir e
controlar.
RACIONALIZAÇÃO- É toda ação reformadora que visa substituir processos rotineiros e arcaicos por
medidas e métodos baseados em raciocínio sistemático.

*******PRINCIPIOS FUNDAMENTAIS DA ORGANIZAÇÃO


1-Divisão do trabalho 2-Cooperação 3-Imitação 4-Coordenação

(ilustrar com o deslocamento da pedra)

1-Divisão do Trabalho
Conceito: É a distribuição das tarefas entre várias pessoas (especialistas), atribuindo-lhes
autoridade(poder de mandar e fazer-se obedecer) e responsabilidade(obrigação de fazer e prestar conta
do que foi feito).
Trabalho: É todo esforço humano destinado `a produção de bens e serviços.
Objetivo da Divisão do Trabalho: Maior rendimento do trabalhador com maior e melhor produção.
Desvantagens: 1-Serviço repetitivo e “automatizante” 2-Recolocação fora da especialidade.
Vantagens: 1-Aumenta o rendimento no trabalho 2-Melhora e aumenta a produção 3-Racionalização.

2-Cooperação
é o auxilio mútuo para realizar alguma coisa ( A união faz a força)

3-Imitação
É a repetição ou cópia do que já foi feito.. ( nada se cria tudo se copia )
( falar da falsificação, plágio e espionagem industrial)

4-Coordenação
É a união e integração de todos os atos e esforços para atingir uma meta.
(ilustrar com a história do alfaiate.....dizer da importância da comunicação)

************PESSOAS FISÍCAS E JURÍDICAS************

Perante a lei, as empresas são consideradas pessoas jurídicas, distintas das pessoas físicas
que as constituíram.
Pessoa física: é o indivíduo capaz de assumir direitos e obrigações e expressar suas vontades.
Pessoa jurídica: é uma associação ou ainda uma sociedade juridicamente constituída com
direitos e deveres próprios, distintos dos direitos e deveres das pessoas que a formaram.
As pessoas Jurídicas podem ser: a)De direito público: União, Estado,
Município, autarquias, Partidos políticos.
b)De direito privado: são as sociedades
civis com e sem fins lucrativos.
18

***************A EMPRESA ( def.)********************


Conceito – é um organismo econômico destinado à produção de mercadorias e/ou serviços de
consumo com o objetivo de lucro.

Obs. Entidade é a mesma coisa de empresa, só que não tem fins lucrativos.

Classificação 1- Quanto ao objetivo -Comerciais


-Industriais (extrativas, transformação, construção)
-Agrícolas
-Pecuárias
-Financeiras
-Transportes e comunicações
-Serviços

2-Quanto a forma e a propriedade: Individuais

Privadas ou particulares Sociedades

Cooperativas

Públicas

Sociedades de economia mista.

3-Quanto a área econômica de atuação


-Primária-É o primeiro estágio do ciclo produtivo para obtenção de um bem.
Abrange as atividades ligadas à exploração dos recursos naturais.
Agrícolas, mineração, pesca
-Secundária-É o segundo estágio do ciclo produtivo. Aqui os recursos
naturais são transformados em matérias-primas e/ou produtos
acabados para consumo. Indústrias em geral, construção,
frigorífico.
-Terciária- É o último estágio do ciclo produtivo e age como intermediário
entre produtor e o consumidor. Comércio, Bancos, Transportes,

4-Quanto ao porte
Micro empresa-
é aquela em que as atividades Média empresa: É aquela em que já se percebe uma
estão centralizadas no dono. descentralização mesmo que parcial de certas atividades.

Dono empregado Dono

Finanças empregado Enc.Comercial Enc.Produção


Secrretária

Aux.vendas

Macro empresa – É a empresa totalmente descentralizada com serviços, departamentos e seções


específicas.
Diretoria

Rec.Humanos Produção Comercial Financeiro

Recrut.Seleção Treinamento Usinagem Estampagem Vendas Compras Contabilidade


Tesoiuraria
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***********EVOLUÇÃO DAS EMPRESAS ***************

Evoluir deve estar entre os objetivos de qualquer organização principalmente a empresarial.

Evolução Horizontal : Ocorre quando há um aumento substancial na produção podendo


ocorrer também por diversificação da produção.
Ex. lº estágio = automóvel
2ºestágio = automóvel + caminhões
3ºestágio = automóvel + caminhões + ônibus

Evolução vertical : Ocorre quando a empresa passa de vendedora a compradora de si mesma


e vice versa.
Ex. 1º estágio 2ºestágio 3ºestágio

Montagem Usinagem fundição


+ +
Montagem Usinagem
+
Montagem

*************FORMAS DE ORGANIZAÇÃO*************
1-Organização informal : Acontece em todas as empresas por iniciativa das pessoas, de
acordo com seus interesses ou conveniência.A forma pela qual a empresa está organizada costuma ser
modificada ou alterada não respeitando os cargos, o grau de autoridade, bem como as rotinas de
trabalho. Tem como principal vantagem a agilidade nos trabalhos e como desvantagem o desrespeito a
hierarquia...

2-Organização formal: É aquela deliberada pelos administradores segundo o planejamento


efetuado.Acontece estabelecendo a linha de autoridade e responsabilidade. Existem vários tipos de orga-
nização formal como por exemplo organização linear, organização funcional etc..

ORGANOGRAMA
É o gráfico que mostra como uma empresa está organizada ou estruturada.
CONSTRUÇÃO: 1º - Caixas ou retângulos _ onde são colocados os cargos ou setores.
2º - Linhas de ligação – Indica a linha de autoridade.
3º - Níveis de comando – são linhas imaginárias que indicam a
hierarquia.

Exemplo: DIRETOR 1º

CH. ADMINISTRAÇÃO CH. PRODUÇÃO 2º

ASSISTENTE ANALISTA ENCARREGADO A ENCARREGADO B 3º


20

***********************TIPOS DE ORGANIZAÇÃO
A organização da empresa é a própria divisão do trabalho.
Dividir o trabalho é também atribuir autoridade, deveres e obrigações a diretores, chefes, encarregados e
operários. A tudo isto é o que se conhece sob a denominação de hierarquia e que pode ser assim definida:
¨Hierarquia é a classificação dos cargos pelo ordem de subordinação¨
A linha hierárquica , de autoridade ( de cima para baixo) e de responsabilidade (de baixo para cima) que
vai desde o diretor até o último empregado e vice-versa é o que se chama de _tipo de organização.
A literatura organizacional, ensina-nos a existência de três formas básicas de organização:
1-Organização Linear ou militar.
2-Organização funcional
3-Organização de Estado Maior ou Staff.

1-Organização Linear ou Militar


Características:
-
-
-
-
Exemplo

Diretor

Ger B Ger F

Enc. G
Enc C

Aux. D Aux E Aux, H Aux. I

2)Organização Funcional
Características:
-
-
-
-
Exemplo
21

Diretor

Gerente

Enc. A Enc.B Enc.C

Aux Aux Aux Aux Aux. Aux.

3)Organização de Estado-Maior ou Staff


Características:
-
-
-
-
-
Exemplo:

Diretor

Assist. Gerente
Técnico

Encarregad
o

Aux.
Aux. Aux.

*****Ver outras formas de organização;.......Tipicidade....


22

*************************CRONOGRAMA***********

Representação gráfica da previsão da execução de um trabalho, com os prazos em que


deverão executar as diversas fases. Ele permite visualizar outros elementos de controle e também
comparar o tempo previsto com o tempo efetivamente realizado.
Confecção: Consiste em identificar as principais fases do trabalho e estimar o tempo de
execução, e mostrar isso através do gráfico, como no exemplo abaixo.

Exemplo: Cronograma para o lançamento de um novo produto.

PERÍODO
JAN FEV ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV
FASES

Criar no produto

Produzir o produto

Divulgar o produto

Comercializar o produto

PREVISTO REALIZADO

***********************CHECKLIST ***************

É uma relação contendo as providências a serem tomadas ou ainda partes de um todo a serem
concretizadas, como um projeto por exemplo...

Exemplo: Projeto para um plano de negócio ( Criação de uma empresa)

01 – RAMO DE ATIVIDADE
02 – LOCALIZAÇÃO
03 – LEGALIZAÇÃO – ( DOCUMENTOS)
04 – RELATÓRIO (MISSÃO)- VISÃO -
05 – RELATÓRIO - DESENVOLVIMENTO/ ORGANIZAÇÃO
06 – PESQUISA DE MERCADO
07 – TABULAÇÃO/ANÁLISE DE DADOS.
08 -- LOGOTIPO – MARCA
09 –ESTRATÉGIA GERAL
10 –ESTRATÉGIA DE MARKETING
11 - ESTRATÉGIA DE PRODUÇÃO
12 -CUSTO DO PRODUTO/SERVIÇO
13 -CUSTO DO PROJETO
14 – PLANTA BAIXA
15 – LAY-OUT
16 -PROPAGANDA
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17 – CRONOGRAMA-
18 – ORGANOGRAMA
19 – DESCRIÇÃO DE CARGOS
20 – ESTRATÉGIA DE APRESENTAÇÃO ( P/PÚBLICO OU BANCA)
21 -FICHA TÉCNICA
22 -CONTRATO SOCIAL
23 -DESCRIÇÃO DO PRODUTO

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25 –
26 –
27 –
28 –
29 –

******************REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Chiavenato, Idalberto., Introdução à teoria geral da administração. 4 ed..-São Paulo : Makron Books,1993
Maximiano, Antonio C.A.,Teoria geral da administração:da escola científica à competitividade n
na economia globalizada, 2.ed.-São Paulo: Atlas, 2000.
Plantullo, Vicente Lentini, Teoria geral da administração: de Taylor às redes neurais, 2 ed.-Rio
de Janeiro: FGV, 2002 .
Uhlmann,Gunter Wilhelm, Administração: das teorias administrativas à administração aplicada
e contemporânea, São Paulo: FTD, 1997.
http://www.institutoempresarial.com.br

DADOS DO AUTOR (ORGANIZADOR)

ANTONIO APARECIDO PASCHOAL, é Administrador de Empresas pela UNIFIEO e


pós-graduado em R.H. pela mesma instituição. É Professor da área de Gestão do Centro
Paula Souza onde já atuou também como coordenador de área e participou de outros
projetos. Já trabalhou na iniciativa privada como profissional da área de RH.