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Centro Universitário Feevale

O PROJETO DE PESQUISA:
Prof. Ms. Vilson Francisco Selch

APRESENTAÇÃO (quem?)
a) Folha de rosto: Nome do autor, título/tema e delimitação/subtítulo do trabalho;
entidade; orientador; local e data.
Quanto ao título e subtítulo:
É importante que o título já possa apresentar o assunto com sua devida delimitação.
Evitar o uso de títulos genéricos que não informam claramente o assunto da pesquisa. Uma
dica é utilizar título e subtítulo.
Quanto à estrutura do projeto: observar os tópicos abaixo para sua elaboração.

1 DEFINIÇÃO DO TEMA E DO TÍTULO (O QUÊ?): (para quem? para quê?). Compreende


os seguintes itens:
1.1 Tema:
É o assunto que se pretende pesquisar. Deve corresponder ao gosto do pesquisador.
Na escolha do assunto considerar a formação do pesquisador, o fator tempo, o
material bibliográfico disponível... Evitar assuntos sobre os quais já existem estudos
exaustivos (repetição) ou que não despertem interesse.

1.2 Delimitação do tema: (especificação; limitação geográfica e espacial).


Evitar temas amplos que resultam em trabalhos superficiais. Aqui o tema passa por
um processo de especificação que nada mais é do que a limitação geográfica e
espacial do mesmo.
Delimitar o assunto é definir um tópico ou parte a ser focalizada durante a pesquisa.
Na decomposição do assunto desdobra-se o mesmo em partes, definindo termos
constitutivos ou explicativos que os conceitos envolvem. Pode-se ainda indicar sob
que ponto de vista o assunto será focalizado (sociológico, histórico, estatístico...).
2 JUSTIFICATIVA: (por quê?)
É o item do projeto que apresenta resposta à pergunta “por quê?”. Aqui o
pesquisador justifica o seu trabalho. Basicamente, deve-se mostrar as razões de preferência
pelo tema escolhido e sua importância diante de tantos outros assuntos que poderiam ter
sido selecionados.
É de fundamental importância fazer uma exposição sucinta, o que não significa
incompleta, das razões de ordem teórica e dos motivos de ordem prática que tornam
importante realizar a pesquisa. Segundo Lakatos a justificativa deve enfatizar os seguintes
elementos:
- o estágio em que se encontra a teoria relativa ao tema da pesquisa;
- as contribuições teóricas que a pesquisa a ser realizada pode trazer (aspectos
gerais, na sociedade particular em que a pesquisa se insere, em casos
particulares, acrescentando elementos – clareando a teoria, resolvendo pontos
obscuros a respeito do assunto...);
- a importância do assunto do ponto de vista geral e para os casos particulares;
- a possibilidade de sugerir modificações no âmbito da realidade abarcada pelo
tema proposto;
- a descoberta de soluções para casos gerais ou particulares... (2001, p.219).

O elemento central da justificativa não é o referencial teórico que se irá adotar no


decorrer da pesquisa, mas ressaltar a importância da mesma no campo da teoria (exige
conhecimento científico, criatividade e capacidade de convencer).
3 OBJETO: (o quê?)
3.1 Problema:
Elaborar o problema é transformar o tema selecionado em uma questão que envolve
uma dificuldade teórico ou prática, para a qual se busca resposta. A formulação do
problema deve esclarecer a dificuldade específica com a qual o pesquisador se defronta e
que pretende resolver por meio da realização da pesquisa.
Segundo Köche “Um problema de investigação delimitado expressa a possível
relação que possa haver entre, no mínimo, duas variáveis conhecidas” (1999, p.106). A
pergunta não pode simplesmente expressar uma dúvida, mas ser inteligente, isto é, que
indique os possíveis caminhos que devem ser seguidos no decorrer da investigação.
Significa que o pesquisador, fazendo uso do conhecimento científico disponível, conjetura
sobre os possíveis fatores que podem relacionar-se com a variável em questão (estudo). Na
própria pergunta já se questiona, a nível hipotético, a possível relação entre as variáveis.
Por esta razão, Köche afirma que a delimitação do problema já define os limites da
dúvida, além de explicitar as variáveis que estão envolvidas e como elas se relacionam
(1999, p.108).
Para bem formular o problema da pesquisa duas condições são necessárias:
conhecimentos prévios sobre o assunto e imaginação criadora. É importante lembrar que
toda a seqüência da pesquisa, do início até seu término, dependem da formulação do
problema.
3.2 Hipótese:
Após a definição do problema o pesquisador propõe a possível explicação (resposta
provisória/ hipotética) que norteará todo processo de investigação. A hipótese nada mais é
do que a resposta provisória, na qual se relaciona as variáveis levantadas no problema. A
tarefa essencial da pesquisa e, consequentemente, da própria ciência, é descobrir e
expressar as relações existentes entre as variáveis. Por sua vez, a variável pode ser
compreendida como um conceito que contém valores, como por exemplo: quantidades,
qualidades, características... São aqueles aspectos, propriedades, características,
mensuráveis através de diferentes valores que assumem, a fim de testar a relação
enunciada. Ex: A aprendizagem de história, entre alunos do 1º grau, está diretamente
relacionada com a dedicação ao estudo. Neste caso, a variável aprendizagem de história
pode ser avaliada por meio de instrumentos que podem medir o desempenho dos alunos,
atribuindo valores em uma escala de zero a dez. Do mesmo modo, a variável dedicação ao
estudo pode ser mensurada, utilizando-se como indicador o número de horas de estudo
diário...’ (KÖCHE, 1999, p.112).
Algumas características fundamentais da hipótese:
- deve aparecer como uma sentença declarativa, na forma de um enunciado claro;
- estabelecer relações entre as variáveis presentes no problema da pesquisa;
- deve ser testável, isto é, que possa ser submetida a testes, uma vez que esta é a
única forma de estabelecer atribuições de veracidade fatual.

Num processo de pesquisa o uso de hipóteses é indispensável. Sem hipóteses não


há como pesquisar.

A principal resposta de uma pesquisa denomina-se hipótese básica, que pode ser
complementada por outras designadas como secundárias.
4. OBJETIVOS (PARA QUÊ?):
4.1 Objetivo Geral:
Os objetivos que o pesquisador tem definem a natureza do trabalho, o tipo de
problema a ser selecionado, o material a coletar... Através dos objetivos o
pesquisador demonstra aonde pretende chegar com sua pesquisa. Por isso, o
objetivo geral vincula-se diretamente à tese (idéia central) proposta no projeto de
pesquisa. Apresenta uma visão geral e abrangente do tema, a meta que se quer
alcançar, estando relacionado ao conteúdo a ser estudado.

4.2 Objetivos Específicos:


Apresentam caráter mais concreto. Têm função intermediária permitindo atingir o
objetivo geral além de aplicá-lo a situações particulares. Através deles, o pesquisador
apresenta propostas concretas de como realizar a pesquisa, chegando a atingir a
meta proposta no objetivo geral.

5 METODOLOGIA: (como?, com quê?, onde?)


A metodologia abrange o maior número de itens uma vez que deve responder às
questões como?, com o quê?, onde?.
O capítulo da metodologia descreve como a pesquisa será realizada. Para isso,
informar o método de abordagem a ser utilizado (indutivo, dedutivo, hipotético-dedutivo,
dialético) e os métodos de procedimento (histórico, comparativo, monográfico/ estudo de
caso, estatístico...).
Também especificar as técnicas a serem utilizadas. Considerar técnicas aquele
conjunto de processos de que nos servimos na obtenção dos propósitos estabelecidos para
a pesquisa. São a parte prática da coleta de dados que pode ocorrer por intermédio da
observação, entrevista, questionário, formulário, testes...
Deve-se ainda descrever como se pensa codificar e tabular os dados colhidos no
decorrer da pesquisa.
Da mesma forma o universo da pesquisa deve ser delimitado, informando que
pessoas, coisas... serão pesquisados, especificando características comuns como, por
exemplo, a faixa etária, organização...

5 EMBASAMENTO TEÓRICO (Quais os conceitos?)


Envolve a Teoria de base/ revisão da bibliografia e a definição dos termos.
A principal finalidade de toda pesquisa é o desenvolvimento de um caráter
interpretativo acerca dos dados colhidos. Por isso, o projeto de pesquisa já deve conter os
pressupostos teóricos (teoria de base) sobre os quais estará fundamentada toda a
interpretação. O universo teórico deve estar correlacionado com a pesquisa servindo de
base à interpretação dos dados levantados. Tanto a delimitação do tema quanto a definição
precisa do problema de pesquisa dependem dos conhecimentos já adquiridos pelo
investigador. Por isso, é fundamental que se faça uma boa revisão de literatura na fase
inicial da pesquisa. Sem esse suporte teórico é impossível construir um projeto de pesquisa.
A revisão bibliográfica nos mostra que nenhuma pesquisa parte de fato da estaca
zero. A procura pelas fontes existentes evita que o pesquisador repita idéias já descobertas
como se fossem novidades. Não é possível empreender uma pesquisa desconhecendo as
conquistas teóricas já existentes sobre o assunto. Citar as contribuições a que outros
autores chegaram permite demonstrar a contribuição da pesquisa realizada, as possíveis
contradições ou reafirmar comportamentos, atitudes...
Sabe-se que a ciência lida basicamente com conceitos. No processo de pesquisa é
fundamental que se comunique os conceitos utilizados de modo claro, não ambíguo,
definindo-os com precisão.
O embasamento teórico mostra o estado atual em que se encontram as pesquisas
sobre o tema em questão para, a partir disso, explicitar o rumo da nova investigação. Fica
claro, portanto, que este item do projeto de pesquisa não pode restringir-se a colagem de
conceitos ou partes de textos de diversos autores. Faz-se necessário apresentar síntese e
análise das teorias dos autores que serão abordados no decorrer do embasamento teórico.
Do mesmo modo, pode-se interligar teorias, conceitos assumindo postura crítica diante das
teorias produzidas.

6 CRONOGRAMA (quando?):
Todo processo de pesquisa deve estar dividido em partes, sendo para cada uma
delas feita uma previsão do tempo necessário para a execução e conseqüente passagem de
uma fase à outra.

ETAPA/MÊS-ANO 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11
Escolha do tema e da pesquisa
Revisão de litertura (bibliográfica)
Definição de capítulos (sumário preliminar)
Justificativa, objetivos, problematização,
metodologia.
Fundamentação teórica; redação dos capítulos.
Coleta de dados
Tabulação, análise de dados e elaboração da
síntese.
Elaboração da síntese e conclusão da análise dos
resultados.
Ajuste metodológiocs, conceituais e analíticos.
Redação final, revisão linguística: formatação
conforme normas de ABNT.
Entrega do trabalho final.
Preparação para a presentação.
Apreentação do trabalho final.

7 ORÇAMENTO (quanto?)
O orçamento distribui os gastos previstos com a pesquisa tanto em relação ao
pessoal quanto com material.

ORÇAMENTO DETALHADO DO PROJETO


(descirção detalhada de materiais – permanente e de consumo – a serem utilizados)
Material permanente:
Descrição do Material: Quantidade: Valor (Unidade – em reais): Total:
Computador
Impressora
Scanner
Etc.
TOTAL: .... .... ....
Material de Comsuno:
Descrição do Material: Quantidade: Valor (Unidade – em reais): Total:
CD; pen-drive
Papel A4
Cartucho – tinta para
impressora
Etc.
TOTAL: .... .... ....
Serviço de terceiros:
Descrição do Material: Quantidade: Valor (Unidade – em reais): Total:
Formatação
Revisão textual
Xerox
Encadernação
Etc.
TOTAL: .... .... ....
Custototal (material permanente + consumo + serviços terceiros):

8 REFERÊNCIAS:
Abrange livros, artigos, publicações utilizados para o embasamento teórico da
pesquisa. Inclui ainda o material bibliográfico que será lido no decorrer do processo de
pesquisa. São apresentados conforme Normas da ABNT.
OBRAS CONSULTADAS (para confecção deste material):

KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de Metodologia Científica. 16. ed. Petrópolis, RJ.:
Vozes, 1997.

LAKATOS, Eva Maria, MARCONI, Marina de Andrade. Fundamentos de Metodologia


Científica. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2001.

PRODANOV, C.C; FREITAS E. C. de. Metodologia do trabalho científico – Métodos e


técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico. Novo Hamburgo: Feevale, 2009. (p. 134-
154)

VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e Relatórios de Pesquisa em Administração. 3.ed.


São Paulo: Atlas, 2000.