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20/10/2010

Propriedades Mecânicas dos Metais

MAM0411 • Conteúdo
– Tensão e deformação (definição e correlação)
– Módulo de elasticidade, limite de escoamento, resistência à tração,
Ciência dos Materiais alongamento, ductilidade, tenacidade
– Dureza (macro e micro)

Tema 7
Propriedades Mecânicas dos Materiais
Parte 1

Profa. María Cristina Moré Farias

Por que estudar propriedades mecânicas? Como são medidas as propriedades mecânicas

• Materiais em serviços estão sujeitos a forças (avião, • Experimentos de laboratório padronizados


automóveis, etc.)
– (ASTM; www.astm.org)
– Conhecer o material
– Natureza da carga aplicada
– Projetar (sem deformação excessiva e sem falha)
• Tração, compressão, cisalhamento, torção
• Conhecer como são medidas as várias propriedades
• Constante, flutuante
mecânicas e o que estas representam
– Duração da aplicação da carga
• Necessárias para projeto de estruturas/componentes
mecânicos (deformação aceitável / evitar falhas) • Fração de segundos, anos

– Condições ambientais

• Temperatura

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Ilustração de como uma carga de Ilustração da deformação de


tração/compressão produz o cisalhamento/torcional
alongamento/contração

Tração
Compressão
Torção
Cisalhamento

Tensão e Deformação – Tensão e Deformação


Ensaio de Tração
• O comportamento mecânico de um • Resultado de um ensaio de tração é
material reflete a relação entre a um registro da carga em função do
deformação e carga aplicada
• O comportamento mecânico pode ser alongamento
verificado por meio de um ensaio de
• Carga-deslocamento são dependentes
tensão-deformação
– A amostra é deformada até a sua fratura do tamanho da amostra
mediante uma carga de tração
gradativamente crescente que é aplicada – Normalização da carga e do
na direção uniaxial ao longo do eixo mais alongamento para minimizar efeitos dos
comprido de um corpo-de-prova
fatores geométricos
• Tensão de engenharia
• Deformação de engenharia

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Tensão e Deformação Tensão e Deformação –


Ensaio de Compressão
Tensão de engenharia ( ) σ
F • O ensaio de compressão é conduzido de maneira
σ= Carga instantânea aplicada (N)
semelhante (temperatura, velocidade de deformação,
A0 material, ambiente) à do ensaio de tração, porém a
Área da seção transversal inicial (m 2) força aplicada é compressiva (contração)
Tensão de engenharia ou Tensão (MPa); 1 MPa = 106 N/m 2 • O cálculo de s e é similar ao do ensaio de tração;
força/tensão/deformação de compressão (negativa)
Deformação de engenharia ( ) ε • Muitos materiais têm comportamento sob tração e sob
Comprimento instantâneo (m) compressão semelhantes, exceto muitos polímeros e
∆l li − l0 compósitos
ε= =
l0 l0 Comprimento inicial (m)

Deformação de engenharia ou Deformação


(adimensional ou %)

Tensão e Deformação – Tensão e Deformação –


Ensaio de Compressão Ensaios de Cisalhamento
• Ensaio de Cisalhamento
• O ensaio de compressão é utilizado para
– Estudo do comportamento do material sob deformações grandes
F
e permanentes;
τ=
– Estudo de materiais frágil sob tração (baixa σtraçao; trincas);
indústria de construção civil (considerando, também, o teor de
A0
água contido nos corpos-de-prova); cerâmicas
– Estudo estatístico do comportamento mecânico de diferentes Tensão de
materiais, concreto, madeira, compósitos, materiais frágeis cisalhamento
– Estudo paramétrico de processos de conformação, laminação,
forjamento, extrusão, etc. γ = tan θ
– Análise do modo de deformação (flambagem, cisalhamento,
abaulamento)

Deformação de
cisalhamento

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Propriedades Elásticas Deformação Elástica


σz l0x
• Deformação elástica: a peça retorna à sua forma original εz ∆lz / 2
após liberada a carga aplicada = ∆lz / 2
2 l0 z ∆lx / 2
• Tensão e deformação são proporcionais entre si (Lei de
Hooke) εx ∆lx / 2
=
σ=Eε 2 l0 x
Módulo de Elasticidade ou
Módulo de Young (GPa); 1 GPa = 109 N/m 2 = 103 MPa
ε l0z

Descarga
Resistência à separação de átomos adjacentes
(forças de ligação interatômicas) ν = x
Rigidez do material
εy
Tensão

Inclinação =
Módulo de elasticidade z y
Coeficiente de Poisson
Rigidez do material na direção
Carga perpendicular à direção de
aplicação da carga
σz x
Deformação

Relação entre Coeficiente de Poisson e


Deformação Elástica Módulo Elástico

Elástica linear
E = 2G (1 + ν )
Elástica não linear
τ τ = Gγ
Onde G = módulo de cisalhamento G=
γ

Deformação Reversível
lei de Hooke

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Propriedades Plásticas Propriedades Plásticas


• Deformação plástica: a peça sofre uma deformação
permanente após liberada a carga aplicada Limite de Escoamento (MPa)
• Tensão e deformação não são proporcionais entre si σe Resistência à deformação plástica

σ = K εn Coeficiente de encruamento P
Escoamento

Tensão
Constante de proporcionalidade imperceptível

Elástico Plástico
Escoamento
σe Limite de escoamento
Deformação superior Nítido
0,002 (discordâncias)
P
Escoamento σe
Tensão

aumento relativamente grande na deformação, Limite de escoamento

Tensão
acompanhado por uma pequena variação na tensão inferior

Deformação
Deformação

Propriedades de Tração Propriedades Plásticas

Limite de resistência à tração (MPa)

M Fratura
LR

Tensão
Pescoço

Deformação

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Propriedades Plásticas
• Ductilidade
– Grau de deformação plástica suportado pelo material até a fratura Resiliência
• Material frágil (experimenta pouca deformação)
• Material dúctil (experimenta considerável deformação)
– Utilidade em projetos e em operações de fabricação
lf : Comprimento A capacidade do material de absorver energia
Alongamento final após fratura
durante a deformação e devolve-la
Frágil l0 : Comprimento
Dúctil
 l − l0
AL =  f

 × 100 (%) inicial após o descarregamento
 l0 
Tensão

Estricção (redução de área)


Tenacidade Corresponde a energia que pode ser retornada ao
 A − Af
RA =  0

 × 100 (%) sistema mecânico após descarregamento
 A0 
Af : Área final após fratura
Deformação
A0 : Área inicial

Tenacidade

Energia necessária para deformar o material


plasticamente

Corresponde a energia que é


dissipada no sistema mecânico
devido a deformação plástica de um de seus
componentes
a, resiliência b, tenacidade

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Propriedades Mecânicas Típicas de Comportamento Elástico após


Metais e Ligas Deformação Plástica

Liga Módulo do Coeficiente Limite de Limite de Ductilidade,


metálica elasticidade, E de Poisson, escoamento, LE resistência, LR AL
(GPa) ν (MPa) (MPa) (%)
Alumínio 69 0,33 35 90 40

Cobre 110 0,34 69 200 45

Latão 97 0,34 75 300 68


(70Cu-30Zn
Níquel 207 0,31 138 480 40

Aço 207 0,30 180 380 25

Titânio 107 0,34 450 520 25

Dureza Métodos para determinar a dureza


• Resistência à deformação localizada
(ao risco ou à formação de uma marca
permanente)
– Área, profundidade ou largura da • Dureza por risco
impressão residual (marca ou risco)
medida e correlacionada com um valor
numérico (dureza do material)
– Vários métodos de dureza com aplicações • Dureza dinâmica por rebote
específicas recomendáveis
– Faixa de cargas de 100 N – 0,1 mN
– Penetradores com formato padronizado
– Condições específicas de pré-carga e
• Dureza quase-estática por penetração
carga
– Correlação entre dureza e resistência
mecânica
– Tabela de conversões de durezas

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Dureza por risco Dureza por rebote

• Habilidade de um material de riscar outro material ou de ser riscado • Energia de deformação consumida para formar a marca
por outro sólido
• Altura alcançada no rebote de um êmbolo com ponta de diamante
• Pouco utilizado nos materiais metálicos

• Maior aplicação no campo da mineralogia • Ensaios de dureza por rebote

• Ensaios de dureza por risco – Dureza Shore


– Dureza Mohs
• Peças grandes
– Diamante (10) risca todos o outros minerais

– Zafira (9) risca os que seguem • Ensaios em campo

– Talco - Silicato de Magnésio (1) • Altas temperaturas


– Metais (4 - 8)

Dureza por penetração (ou indentação) Faixas de cargas do ensaio de


indentação
• É uma medida da deformação plástica essencialmente e da Macrodureza Microdureza Nanodureza
deformação elástica em menor extensão

100 N 10 N 10 mN 1 mN 0,1 µN
500 µm 2 - 20 µm 5 - 20 nm
• Calculada pela carga máxima dividida pela área da impressão

Independente da carga Dependente da carga


• Depende do tempo de carregamento, temperatura e de outras
Deformação plástica Influência significativa da
condições do meio de operação predominante deformação elástica

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Macrodureza convencional
Escalas – Método - Penetradores
Brinell (# HB)
Dureza Convencional Dureza Indentação Instrumentada
“Indentação Convencional” “Dureza Instrumentada” • Indentador esférico
• Aço temperarado (HBs)
Escala Cálculo
• WC (HBw)
• Ensaio
Conven-
Macro Micro Nano cional
Analítico – 1 – 15 s
– Tabela de valores
MO MEV
MO
Dureza
convencional
Indentação
Instrumentada
• ASTM E-10-93/ NBR 6394
MEV AFM
• Aplicações 2P
HB = 0 ,102
Curvas – Componentes fundidos, forjados e ( πD )( D − D 2 − d 2 )
Macro Micro Nano P-h laminados

Brinell Berkovich P (N)


Vickers
Rockwell
Knoop
Vickers D (mm2)
Vickers Cúbico...

Macrodureza convencional Macrodureza convencional


Rockwell (# HR”C”) Vickers (# HV)
• Indentador
– Esfera de aço
• Indentador
– Cone de diamante – Pirâmide de diamante
• Ensaio
• Ensaio
– Comum
– Superficial – HV independe da carga

– Tabela de valores – Tabelas de conversão


• ASTM E-18-94/ NBR 6671 • NBR 66-72
0 ,102 ⋅ 2 ⋅ 2 P ⋅ sen( θ / 2 )
• Aplicações HR = ( C 1 − C 2 ) − ( p − p0 ) HV =
• Aplicações d2
– Metais(ferrosos, não
– Metais P
ferrosos, forjados fundidos), Profundidade de penetração é = 0 ,189
d2
plásticos, borracha, madeira correlacionada a um número – Corpos-de-prova finos,
– Superfícies (leitura direta na escala da P (N; kfg)
pequenos e irregulares HV (kfg/mm2) ou GPa
máquina) D (mm2)

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Correlação entre dureza e resistência Conversão de dureza Rockwell em


mecânica dureza Brinell
• Dureza Brinell • Dureza Vickers 2P
HB = 0 ,102
– Estimativa da resistência de um ( πD )( D − D 2 − d 2 )
material – A dureza pode também ser
correlacionada com o limite de
– Correlação usada quando não se
proporcionalidade
dispõe de um máquina de
HR = ( C 1 − C 2 ) − ( p − p0 )
ensaio de tração ou situação
inversa
σ p = β HV
– Aplicável para HB < 380
β ≈ 0,3 – 3,0
P − P0
σu =α HB HR = C 1 − C 2
πD ( HB )
α ≈ 3,6 – 5,20

Tabela de conversões de dureza Microdureza convencional


Vickers e Knoop
• Determinação da dureza de pequenas áreas do corpo-de-
prova
Rockwell C Brinell Vickers
– Gradiente de dureza de camadas superficiais (tratamento térmico),
HRC HB HV
revestimentos, tintas
65 739 832
– Microconstituintes
50 481 513
– Zona termicamente afetada (ZTA) em soldas
25 253 266
– Materiais frágeis (vidro)

• Ensaio
– Penetradores de diamante
– Microscópio óptico
– Cargas menores que 1 kgf

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Microdureza convencional
Microdureza de microconstituintes
Vickers e Knoop
HV (50 gf)
HV 0,5
Knoop
A B C

Vickers

(d1:d2=1:1) (l:b = 7:1) D E A – Bainita - 458 HV


B – Austenita - 434 HV
0 ,102 ⋅ 2 ⋅ 2 P ⋅ sen ( θ / 2 ) P P 14 ,23 P C – Martensita - 539 HV
HV = HK = = =
d2 Ap l 2 c l2 D – Carboneto M7C3 -1730 HV
P
= 0 ,189 E – Perlita - 390 HV
d2

Resumo
• Várias propriedades mecânicas dos metais podem ser
obtidas através dos ensaios de tensão-deformação
– Módulo de elasticidade
– Coeficiente de Poisson
– Limite de escoamento
– Limite de resistência
– Tenacidade
• A dureza é outra propriedade mecânica importante
– Brinell
– Rockell
– Vickers
– Knoop

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