You are on page 1of 27

TRANSCENDENTALIDADE DA

DOUTRINA DO AMANHECER

Pelo Trino Triada Tumarã


(Palestra no I Seminário dos Templos do Amanhecer de Minas Gerais –Ipatinga, 15.8.98)

CAPELA

Nos anos 60, quando iniciava sua jornada para concretizar a Doutrina do Amanhecer, Tia Neiva teve os primeiros
desdobramentos nos quais manteve contato com seres de outro planeta. Em seu livro “2000 - A Conjunção de Dois
Planos”, o Mestre Tumuchy nos relata a primeira viagem que Koatay 108 fez a Capela, na constelação do
Cocheiro. A bordo de uma nave cheia de instrumentos, Johnson Plata a conduziu ao “Planeta Monstro”, assim
denominado por ser muitas vezes maior que a Terra, e ser considerada a 6ª entre as estrelas mais brilhantes.
Johnson Plata explicou que aquela bela bola luminosa, gasosa e colorida, era composta por quatro mundos
diferentes e separados. Um deles chamava-se Umbanda, que significa “Banda de Deus” ou “Lado de Deus”, e era
parte pura do planeta. Outro era CAPELA, que significa “Última Espera” ou “Guarnição do Nicho de Deus”. Ali
vivem os seres a quem chamamos “Cavaleiros de Oxosse”, seres físicos que têm importante função na Terra, e se
apresentam desmaterializados. Os habitantes de Capela são gente como nós, espíritos ocupando corpos físicos,
moleculares, mas sua composição é diferente da nossa. Capelinos trabalham junto a nós, muitos encarnados na
Terra, humanos como nós, outros no plano etérico, como nossos Mentores ou Guias Espirituais. Tia Neiva ficou
surpresa ao ser apresentada a um Capelino, chamado Stuart, a quem sempre conheceu como nosso querido
Tiãozinho. Assim, os Capelinos tentam mudar os rumos da Humanidade na Terra, instruindo espíritos que aqui
voltam a reencarnar, auxiliando os desencarnados nas Casas Transitórias, atuando como missionários encarnados,
ensinando, protegendo, amparando o Homem em sua jornada de volta ao Planeta-Mãe. Os espíritos que se
comunicam conosco são seres físicos, lidam com processos materiais, diferenciados, portanto, dos processos dos
espíritos e têm uma tarefa a executar. Utilizam nossa mediunidade e também fazem suas projeções de Capela,
diretamente, ou de espaçonaves - as amacês. Esta ligação foi feita por força da nossa missão na Terra, para onde
viemos espiritualizar o Homem que aqui existia, fruto da evolução no planeta, mas que se encontrava em estágio
primitivo. Essa missão foi a oportunidade que os Grandes Espíritos nos concederam para buscar a harmonia que
nos faltava para poder continuar nossas vidas em Capela. Na verdade, esta missão tinha, como objetivo primordial,
estabelecer as bases do Sistema Crístico neste planeta, obra que seria desencadeada com a chegada, à Terra, do
Divino e Amado Mestre Jesus.

OS CAPELINOS NA TERRA

Há cerca de trinta mil anos antes de Cristo, chegou à Terra um grupo de espíritos missionários com corpos diferentes
dos nossos, com estatura entre três e quatro metros, tendo uma fisiologia que os tornava quase indestrutíveis na Terra.
Originários de Capela, estavam plenos de Deus e da Eternidade, pois sua constituição era de pura luz e sua
individualidade era conhecida apenas de Deus e dos Grandes Mestres. Para poderem cumprir sua missão,
passaram a habitar corpos densos e, para operá-los, tiveram necessidade de criar corpos intermediários - as almas.
Até então vivendo sem cuidados pessoais, começaram sua odisséia individual neste planeta, em que o meio físico
já estava sedimentado, porém sujeito às variações de busca de equilíbrio em sua órbita ao redor do Sol. Da
nebulosa inicial já se haviam passado bilhões de anos, e a energia telúrica, concentrada na pirosfera, emitia
poderosos feixes magnéticos e ondas de força que iam plasmando mares e terras, elevando montanhas, formando
vales, distribuindo as águas e formando sistemas atmosféricos onde proliferavam as formas de vida vegetal e animal.
Os Capelinos vieram em chalanas, desembarcando em sete pontos do nosso planeta – nos Himalaias (região atual
do Tibet); na Mesopotâmia (atual Iraque); nos Hiperbóreos (atual região ártica, incluindo a Groenlândia e o
Alasca), na Atlântida (atualmente submersa pelo oceano Atlântico); na Egea (civilização que foi submersa na região
do mar Mediterrâneo, dando origem às ilhas gregas do mar Egeu); no Planalto Central Africano (entre o lago Vitória
e nascentes do rio Congo, no Zimbabwe); e na cordilheira dos Andes (na faixa oriental da América do Sul, atuais
Peru, Bolívia e Colômbia). Trazendo uma alma singela, obedecendo às normas espirituais e sabendo utilizar as
forças cósmicas, especialmente as do Sol e as da Lua, os Capelinos foram padronizando a exploração das energias
vitais com vistas à energização da Terra, enquanto utilizavam energias das usinas solares contrabalançadas pelas
geradas por usinas lunares. Cada uma das regiões ocupadas tinha seus planos evolutivos, sendo controladas suas
alterações na crosta terrestre e dispondo de aparelhos específicos para os trabalhos. Sendo de constituição diferente
dos terráqueos e portando grandes poderes, são lembrados por vestígios desse início civilizatório, principalmente,
pela mitologia desses povos, pois eram verdadeiros deuses, portadores de forças prodigiosas e de conhecimentos
fantásticos.

1. RAIZ DOS HIMALAIAS

1.1 BUDA – Expandindo-se pelos povos mongóis, chineses, japoneses e hindus, esta raiz começa a ser conhecida
a partir do século VI A.C., quando nasceu o príncipe Sidhartha Gautama (566-486 A.C.), filho do rei Suddodhana
e da rainha Mayadevi, que morreu no parto, no reino de Kapilavastu, região do Nepal, nos Himalaias. Chocado
com a morte da esposa, o rei decidiu manter seu filho longe da maldade do mundo e o criou confinado no imenso
palácio, sob a orientação de um tia, direcionando sua educação para a sucessão real, treinando-o no manejo das
armas e práticas de combate, encarregando o sábio Visvamitra de sua educação moral e espiritual. Completados
seus dezesseis anos, Sidhartha se casou com Yasodhara, tendo um filho – Rahula. Um dia, já com 29 anos e
cansado de ser prisioneiro de seu pai, Sidhartha se disfarçou de mercador e, acompanhado por um fiel servo,
escapou do palácio e foi conhecer o mundo exterior, ficando profundamente chocado com a miséria que viu, com
as doenças e pobreza do povo. Desiludido com o pai, que lhe afirmara, sempre, que só havia alegria e felicidade
em seu reino, abandonou o palácio, a família e o poder, obcecado pela idéia de descobrir as origens da dor e da
morte, e se juntou a um grupo de brâmanes, trajando apenas uma túnica amarela e levando uma tigela para
recolher parcos alimentos recebidos como esmola. Inquieto e insatisfeito, pois não conseguia obter o aprendizado
que desejava. Tornou-se discípulo de Arada Kâlâma e Udraxa Ramâputra, famosos mestres, mas um dia, sentindo a
fragilidade das explicações dos brâmanes, foi meditar sob os ramos de uma figueira sagrada – Bodh – no alto do
monte Gaya. Mergulhado em profundo êxtase, enfrentou e resistiu a perigosas tentações, obtendo triplo
conhecimento: a memória de vidas passadas; nascimento e morte dos seres; e a destruição em si mesmo dos
desejos que causam as reencarnações sucessivas nesta Terra, recebendo instruções de espíritos superiores e a
denominação de Buda – o Iluminado – ou Tathagata – o Que Alcançou a Meta – tendo a certeza de que seria
aquela sua última encarnação neste plano. Em Rishipatana, num pequeno círculo de cinco ascetas que se reuniram
no Mragadava, perto de Varanasi, começou sua pregação que iria durar 55 anos, baseada na idéia de que a
ignorância era a causa de toda a aflição do Homem. Com base na compilação dos trabalhos de Buda – Dharma
(o Caminho), Vinaya (a Disciplina) e Sutra (os sermões) – foi composto o Tripitaka, destacando-se o Sermão da Boa
Lei que ensinava, seis séculos antes de Cristo, idéias e princípios que seriam pregados por Jesus em seu Sermão da
Montanha. As dez perfeições búdicas são: a dádiva, o dever, a renúncia, o discernimento, a coragem, a paciência,
a verdade, a resolução, o carinho e a serenidade. Pela evolução espiritual o Homem alcançaria o Nirvana –
identificação com Deus -, um ser incognoscível, acima da compreensão humana. Quando Buda desencarnou, em
Kusinagava, deixou a doutrina bem estruturada, com base em ensinamentos sobre uma conduta reta e honrada,
devendo seus seguidores serem moderados nas paixões e na bebida, evitarem negociar escravos, armas, bebidas e
venenos, e manterem atitudes positivas , sempre com amor, honestidade, bondade e caridade. Foi muito difundida
no oriente, sendo a religião adotada na China, no Tibet, no Ceilão, na Birmânia e no Japão. No Século V AC o
Budismo se espalhou pela Índia. Uma derivação do Budismo aconteceu no século II A.C., quando surgiu o
Hinayama – o Pequeno Veículo -, mantendo os ensinamentos de Buda, prevalecendo no Ceilão, no Sião, na
Indochina e em Burma. Pelo Hinayama, as coisas materiais são sem valor algum, e, com base no Zen – dhyâna –
que é a meditação, o Homem se liberta do mundo físico. O Budismo se concentrava nos mosteiros e, com as
guerras e destruições naquelas regiões, os mosteiros foram destruídos em grande número, bem como desapareceram
os reis e classes ricas que os mantinham. Por sua própria natureza, os budistas eram contra a violência e cederam
suas terras e mosteiros aos invasores, migrando para regiões vizinhas e mesclando-se com outros povos,
especialmente na Índia, onde se tornaram minoria. Mas a linha que manteve o veio energético, desde suas origens
nos Himalaias, foi a Mahayana, budista com influência hinduista, com rituais pomposos, distribuída pelo Tibet,
Mongólia, Nepal, China, Coréia e Japão. Neste último, introduzido no Século XI, foi unificar diversas tribos feudais,
sendo substituído, no Século XVII pelo shintoísmo. No Século XII, após numerosas disputas, a “Seita da Virtude”-
dGelugs-pa – com seus mantos amarelos, passou a dominar a região tibetana, tendo implantado formas ascéticas e
místicas adaptadas da Índia, na linha Vijnanavada, e surgiu o Lamaísmo, tendo como líder o Dalai Lama, com
grande poder espiritual e político, sediado em Lha-as, considerado como reencarnação do Bodhisattva
Avalokistesvara, tendo como líder religioso o Panche-Lama, que busca e indica o sucessor do Dalai Lama quando
este desencarna. Esta raiz – o Mundo Encantado dos Himalaias - é invocada na Doutrina do Amanhecer,
especialmente na consagração da Elevação de Espadas. No Tibet, durante séculos, foram preparados muitos
iniciados, que trabalharam em concentração, como verdadeiros espíritos extraterrestres. Não há, para cientistas e
pesquisadores na atualidade, qualquer explicação plausível para tal concentração de intensidade de conhecimentos
transcendentais e de construções naquelas montanhas, nas condições mais adversas. Enquanto as outras Raízes
foram desaparecendo, por questões ligadas à própria evolução psico-física de seus descendentes, a do Himalaia
permaneceu ativa. Houve uma transferência daquele foco crístico para a área onde estavam concentrados os vários
tipos de humanidade, na Palestina, lugar escolhido para a chegada de Jesus. Entre o Tibet e o Oriente Médio havia
uma comunicação, apesar da distância imensa. A comunicação era rápida, e, na época de Jesus, José de
Arimatéia era o responsável por estas comunicações. Inclusive, Maria e José visitavam Jesus, no Tibet! O povo
tibetano atuava sobre as pessoas que estavam com Jesus, da mesma forma que, hoje, entidades atuam sobre nós.
Os Lamas tibetanos prepararam toda a infra-estrutura para a chegada de Jesus. Os Lamas projetavam sobre os
Apóstolos e eram eles que falavam através deles. Daí a ligação entre os tempos mais remotos, mais longínquos, e os
Grandes Iniciados, que estavam preparados para receber aquele impulso crístico. Aí vemos que Jesus foi parte do
Sistema. O Sistema, como um todo, é o Verbo Divino, e sempre existiu em todos os tempos. Do Tibet, aquela força
poderosa se projetou na Palestina, e continua viva e atuante, até hoje, se manifestando nos diversos trabalhos do
Vale do Amanhecer.

1.2 CONFÚCIO – Kung Fu-tse, o Mestre Kung – viveu no norte da China (551-479 AC) e foi um grande moralista,
embasando seus ensinamentos no ideal do equilíbrio exterior – fruto da ordem e da harmonia – convivendo com o
equilíbrio interior – ordem, equidade e amizade. Na Doutrina do Justo Meio (Shung-Yung) ensina o equilíbrio nas
relações interpessoais, de superiores com inferiores, demonstrando que somente pelo justo meio se alcança o Tao (o
caminho certo); no Conceito do Homem Perfeito (Jen) estabelece os princípios do “eu social”, em que se busca a
própria perfeição e o aperfeiçoamento dos outros. Aquele que é sábio tem o amor incondicional e é imparcial; é
sociável e apartidário; exalta os outros e é humilde. A moralidade seria a expressão máxima da virtude, e que
estaria ligando o ser humano aos planos superiores. Não era a origem familiar que dava o destaque ao indivíduo,
mas, sim, a sua virtude, seus valores pessoais. A sociedade nascia com a cultura e culminava com a paz de seus
componentes. O imperador era o chefe supremo, representante do Céu – “O bom governo do povo está em razão
do céu, pois a virtude do soberano e a influência sobrenatural, que procede de seu cargo celeste, é o que faz boa
ou má a conduta do povo.” Confúcio não criou uma religião, mas, sim, uma filosofia social, pela qual prestigiou e
evoluiu o Budismo chinês. No ano 180 da Era Cristã, o imperador chinês Wu Ti declarou o Confucionismo base do
Estado, só sendo este ato revogado em 1912, com o surgimento da República da China. Na Doutrina dos Ritos
Sociais (Li), dispõe Confúcio as bases da ordem moral e social: “O respeito sem o li é baixeza; a prudência sem o li
é temor; o valor sem o li é arrogância; a humildade sem o li é vergonha.” O imperador Chin foi o grande
instrumento para unificar as diversas províncias da China. Embora buscando seguir a filosofia de Confúcio, lançou-se
às batalhas com reinos vizinhos, conseguindo aniquilar as crenças de diversos deuses e implantar o Budismo numa
grande região. Para preservar seu império, em cerca de 300 AC, foi iniciada a construção de muralhas fortificadas,
ao norte, protegendo as terras dos ataques dos Hunos. Com a unificação dos estados feudais do Centro e do Sul,
as muralhas foram reparadas, unidas e ampliadas, demarcando a fronteira norte do império Chin, formando a
Grande Muralha, uma das maravilhas do mundo, que pode ser vista até mesmo pelos astronautas em órbita da
Terra.

2. A RAIZ DA MESOPOTÂMIA

Encontramos os preciosos veios da Verdade em todas as linhas derivadas das primitivas regiões onde se iniciou a
missão dos Capelinos. A Mesopotâmia era composta por duas regiões: a Suméria, no delta do golfo Pérsico, com
núcleos sociais de Eridu, Lagash, Larsa, Surupak, Uma, Ur e Uruk; e a Semita, compreendendo a Mesopotâmia
propriamente dita, entre os rios Tigre e Eufrates, onde surgiram as cidades de Babilônia, Borsipa, Kish e Sipar, e a
serrana, ao norte, onde surgiram as cidades de Assur e Nínive. Da região da Mesopotâmia, os Capelinos se
expandiram, já tendo formado a raça Ariana, de pele branca, indo para o Ocidente, penetrando na Europa,
chegando até a Normandia e à península da Itália, mesclando-se ao Norte com os povos caucasianos e com os
Celtas, fazendo o cruzamento das linhas dos Hiperbóreos com os Arianos. Expandindo-se para o Oriente,
conduzidos por Rama – um jovem sacerdote, espírito missionário que obteve imenso prestígio e respeito ao debelar
mortal epidemia que acometera seu povo - invadiram, inicialmente, a Índia, num período de 2000 a 1200 AC,
influenciando os povos remanescentes da região e dando forma ao Hinduismo ou Bramanismo.
2.1 HINDUÍSMO – É considerada, historicamente, a religião mais antiga do planeta, com acervo de mais de 10
mil anos antes de Cristo afirmando ser Brama o ser supremo, o deus onipotente, onisciente, infinito, ilimitado, eterno,
manifestado objetivamente no Universo, que não podia ser compreendido pela inteligência criada e finita como a
do Homem. A evolução se faria através dos reinos mineral, vegetal e animal, de forma progressiva, através da
reencarnação – samsara – presidida pela Lei de Causa e Efeito – carma -. Já afirmava uma trindade: Brama, o
Criador; Vishnu, o Conservador; e Shiva, o Destruidor e o Regenerador. Na realidade, estes seriam três aspectos ou
manifestações de Brama. Estabelece que o Universo está composto por sete planos ou níveis, com apenas cinco
manifestados: o físico, o astral, o mental, o búdico e o monádico, governados pelos deuses Kaluti (terra), Varuna
(água), Vayu (ar), Agni (fogo) e Indra (éter ou Akasha). Um dos mais importantes livros do Hinduismo é o
Mahabarata – a Grande História – do qual fazem parte o conhecido Bhagavad-Gita, com os diálogos de Arjuna e
Krishna sobre a Vida e a Morte. Arjuna pergunta como um Homem que, nesta vida, cumpra seus deveres morais e
religiosos, pode se livrar do peso de seu carma, e Krishna lhe diz que as boas ações, conduzidas pelo amor a Deus
e não para a obtenção de benefícios materiais, podem aliviar o carma, e, pela harmonia com Deus, o Homem
pode anular pontos do seu ciclo de reencarnações. Há, também, o Ramaiana – o Caminho de Rama – onde são
relatados fatos da vida do príncipe Rama, que seria a sétima reencarnação de Vishnu, e saindo da Índia invadiu a
Europa, levando à predominância de seu povo - Ariano - àquelas regiões. Na Lei do Adjunto, em 23.7.78, Tia
Neiva puxou estas raízes, formadoras da Corrente Indiana do Espaço, esclarecendo que Adjunto Koatay 108
Arjuna-Rama significa Multiplicação Divina, fazendo a união das linhas de Arjuna e de Rama; Raja é o mesmo que
Solitário, o Adjunto sem povo. Os Sétimos Raios se projetaram na força de D’Havaki Gita (Ilimitado) e os Sextos
Raios na raiz de D’Hira (Continuação ou Continuidade).

2.2 - SUMÉRIA e ACÁDIA - Como a civilização mais antiga conhecida na Terra, os Sumérios já tinham erguido,
5000 AC, poderosas cidades na Mesopotâmia, região entre os rios Tigre e Eufrates. Homens brancos, de cabelos
pretos, fizeram um sistema de irrigação unindo os dois rios e propiciando excelentes condições para a agricultura,
produzindo muitos alimentos e matéria-prima para diversos artífices. A liderança das cidades era de um príncipe
reinante – ensi – que personalizava o sacerdote-chefe e o governador da casa de deus, das terras e dos servos. Se
um ensi ampliava seu poder a outras cidades, passava a se denominar lugal (“rei”). Em 3000 AC, a Suméria
possuía um grupo de cidades-estados independentes, incluindo Kish, Umma e Lagash, com reis hereditários lutando
pelo poder central, até que Zaggisi, lugal de Umma, assumiu o controle de quase todas as cidades-estados, em
2320 AC, reinando até 2306 AC, quando Sargão, chefe da Acádia, ao norte da Suméria, de ascendência Semita,
conquistou o poder, ampliando os territórios acadianos com incentivos ao comércio e às construções. Era grande o
cultivo de trigo, cevada, ervilhas e algodão, cuja fibra era fiada para fazerem tecidos que eram tingidos em cores
vivas. Ovelhas eram criadas para fornecer a lã e, juntamente com criações de porcos, vacas e cabras, supriam o
povo com leite e carne. Fabricavam tijolos com lama misturada com canas esmagadas, e peças de madeira para
construções. Usavam touros, búfalos, burros, camelos e elefantes como animais de carga. Embora sob o poder
acadiano, floresceu a cultura da Suméria, inclusive no aspecto da Astrologia. A Astrologia procura, na verdade,
direcionar as ações do Homem considerando, apenas, as influências dos astros. Não existe uma força direta dos
astros, e sim uma certa influência, que se faz no corpo astral, de acordo com a posição de planetas e estrelas, das
constelações que, de muito longe, enviam suas energias, que se somam a uma série de outras, que agem e
interagem nos plexos do Homem. As origens - as constelações do Zodíaco - emitem seus raios, que vão atingir, com
maior ou menor grau de intensidade, aqueles que a elas estão ligados, seja por força de suas próprias origens, seja
pela crença em seus efeitos, que atuam especialmente de forma psicológica, refletindo comportamentos e ações
variados. Os signos do Zodíaco - ou constelações - realmente influenciam a Terra, dentro de toda a ação interligada
das forças que nos regem. Todavia, não são determinantes. São, apenas, indutoras. Os horóscopos e os mapas
astrais são instrumentos de aferição dessas influências ou tendências. Não abrigam todas as forças que atuam sobre
o Homem, de modo que ficam na dependência de muitos outros fatores, principalmente o Livre Arbítrio. Existe, sim,
aqueles que correspondem aos seus retratos, dentro do signo, e, por isso, sofrem maior influência dos astros que os
regem. A força astral, a energia do espaço, o poder de nossas Estrelas, tudo se faz presente em cada momento de
nossas vidas, mas não somos dominados por eles. Caso acontecesse, isso significaria desprezar toda a
potencialidade de nossa Doutrina, das forças do Reino Central e de nossos Mentores, que nos regem, nos protegem
e nos conduzem em nossos trabalhos e em nossos caminhos. Temos, sim, que ter consciência dessas forças astrais,
saber o seu valor, ao que induzem, para que possamos, quando necessário, contar com elas, somando-as às que já
possuímos e aprendemos a usar. Na parte referente a Estrelas, fazemos observações mais detalhadas destas forças
que nos chegam. No livro “2000 A Conjunção de Dois Planos” o Tumuchy relata uma passagem do encontro de
Tia Neiva com Johnson Plata, em que este Capelino fala: “A Astrologia é válida, mas não nos termos em que é
apresentada na Terra. Na verdade, é uma profunda iniciação, que só alguns conseguem alcançar em vida na Terra.
Seus princípios são exatos e científicos. Os seres que são enviados à Terra o são consoante um conjunto vibratório
de Astros ou Mundos. Esses corpos celestes de origem dão a esses seres a tônica de sua trajetória no planeta e
alimentam o seu psiquismo.” Existem vestígios de anotações astrológicas em tabuinhas sumerianas, cerca de 2500
AC, que já faziam referências a “documentos que não mais existem”! Na Grécia e em Roma, a Astrologia se
colocou entre as Ciências de primeira linha. Pelos antigos documentos sumerianos, a Astrologia teria sido ensinada
por um ser extraterrestre, que surgiu do mar, na Babilônia. Seu nome era Oannes, e tinha o aspecto de um peixe,
embora com cabeça e corpo de forma humana; conseguia articular bem as palavras e durante o dia ensinou
ciências, artes, agricultura, religião, tendo até dado amplas noções de Geometria. À noite, voltava para o mar, só
voltando na manhã seguinte. Uma corrente astrológica que liga os ciclos ou eras à Precessão dos Equinócios,
fenômeno observado há milênios pelas antigas civilizações. Enquanto a Terra gira sobre si mesma, seu eixo se
desloca, traçando um círculo no espaço. Se a direção do eixo muda, o mesmo acontece com o plano equatorial
em relação ao plano da órbita terrestre. O ponto de contato desses dois planos é denominado Precessão dos
Equinócios. Assim, em relação à Terra, todas as estrelas completam uma volta no céu a cada 25.920 anos,
período que é denominado o Grande Ano de Platão. Cada 72 anos correspondem a 1 grau de movimento
precessional, e a cada 30 graus se iniciaria uma nova era, isto é, a cada 2.160 anos. Os sacerdotes sumerianos
organizaram um calendário agrícola, com base no ciclo das estações, orientando os agricultores sobre as melhores
épocas para plantio e colheita. Organizaram um sistema de numeração tendo como base o número 60, que
originou o cálculo da hora dividida em 60 minutos e os 360 graus do círculo. Em 2.189 AC, uma revolta ocorreu
no reino acadiano, surgindo poderosos reis sumerianos da 3ª dinastia de Ur, iniciada por Ur-Nammu (2079 a
2061 AC), que deram grande esplendor à Suméria. Quando um rei de Ur morria, era venerado como um deus.
Erigiram, com seus tijolos de lama, construções de cabalas, a que denominavam zigurates, para manipulação de
forças cósmicas e extracósmicas. Em 1970 AC, termina a 1ª dinastia de Ur e a administração da região passa à
Babilônia. A linha sumeriana nos legou amplos conhecimentos de Matemática, Geometria e Astronomia, sabendo
manipular a energia dos corpos celestes e a contagem das estrelas.

2.3 - OS HITITAS - Cerca de 1770 AC, começou a expansão do império Hitita, que, da Mesopotâmia, chegou à
Líbia e ao Líbano, guerreando com o Egito à época de Ramsés II e, depois, habitando Canaã antes da chegada
dos Hebreus. Viveram, como Amorreus e Jebuseus, nas montanhas ao redor de Jerusalém, havendo maioria entre os
Cananeus. Hebron é uma cidade de origem Hitita. Com a religião influenciada pela assiro-babilônica, prestavam
culto a divindades abstratas e escreviam os nomes dos deuses com ideogramas correspondentes aos usados na
Babilônia, tendo Taru como o principal deus, que regulava as tempestades, as chuvas e o clima em geral. A deusa
solar era Wurusemu, venerando deuses babilônicos como Ea, Anu e Star. Telepino, deus que simbolizava a
Natureza, morria e renascia, renovando-se anualmente. Cremavam os cadáveres e faziam muitos rituais, com liturgia
plena de hinos e preces. Cultivavam a magia e a adivinhação em elevado grau e usavam ritos mágicos especiais
para a cura de doenças e purificação das impurezas. Existem, no Velho Testamento, diversas citações sobre os
Hititas. Com conhecimentos transcendentais, legados pelos Capelinos que chegaram à Mesopotâmia, os Hititas
foram os grandes percursores dos trabalhos de curas - vibracional e desobsessiva – com base no fluxo das correntes
magnéticas da força vital, que buscavam normalizar pela manipulação vibratória dos chakras.

2.4 - BABILÔNIA - Por volta de 1728 a 1686 AC, o rei Hamurabi, da Babilônia, conseguiu o domínio de toda a
Mesopotâmia e regiões vizinhas, substituindo os príncipes por governadores de província sob o comando
centralizado da Babilônia, editando leis que formaram o Código de Hamurabi, conhecido como a lei do “olho por
olho, dente por dente”, que prevaleceu entre as diversas linhas da região até a chegada de Jesus. A sociedade
compreendia três classes: nobres ou grandes proprietários; pequenos proprietários, que possuíssem servos; e os
escravos, geralmente prisioneiros de guerra, mas que podiam tornar-se proprietários. Se um escravo se casasse com
uma mulher livre, os filhos seriam livres. Foram estabelecidas regras para o comércio, onde surgiram contratos,
acordos, uniformidade de pesos e medidas de metais preciosos, empréstimos de dinheiro a juros, que eram pagos
com cereais ou com prata, e seguros contra enchentes. Em 1530 AC, os Hititas invadiram a Babilônia, dando início
a uma onda de conquistas da cidade, que só findou em 605 AC, quando Nabucodonosor, rei da Babilônia,
venceu os egípcios e estendeu seu império desde a Mesopotâmia até o Egito. Em 586 AC, conquistou Jerusalém e
mandou para a Babilônia a maior parte do povo de Judá como escravos. Nabucodonosor reconstruiu e ampliou a
velha cidade. Com cabalas e templos, a nova Babilônia era uma imponente cidade murada, podendo comportar
200 mil habitantes. Seu templo principal tinha 8 andares, erguendo-se a uma altura de 99 metros do nível do solo,
com base de 28 metros quadrados. A nova civilização babilônica só viveu por 87 anos, quando Ciro derrotou o rei
Nabunido, da Babilônia, que passou a pertencer à Pérsia. Tinha a religião babilônica sido influenciada pelos
assírios. As divindades apresentavam características humanas, em um antropomorfismo religioso, sublimadas e um
grau elevado, mas com famílias, defeitos e virtudes. Havia duas trindades de deuses, uma cósmica (Anu, o Céu;
Ellil, o Ar; e Ea, a Terra) e outra astral (Shamash, o Sol; Sin, a Lua; e Istar, o planeta Vênus). Muito venerados, entre
o grande panteão babilônico, eram Adad, deus das tempestades; Assur, deus guerreiro; e Marduk, criador e
ordenador do Universo. Os zigurates ou cabalas eram construídos em planos elevados, com a escada
representando a ligação entre o Céu e a Terra. Praticavam a cura desobsessiva, colocando um animal junto ao
paciente para que o espírito obsessor passasse para ele. A magia e a adivinhação eram largamente usadas,
fazendo-se previsões com fígados de animais, vôos das aves, interpretações de sonhos e oráculos. Tinham vida
religiosa intensa, com rituais e cultos, sendo o rei o chefe supremo das diversas categorias de sacerdotes, que
compreendiam adivinhos, exorcistas, cantores, magos, purificadores e muitos outros. A maior festa era o Akitu – o
ano novo babilônico -, em que havia um grande desfile com as estátuas de todas as divindades e uma imensa
quantidade de súplicas implorando prosperidade para o ano que se iniciava. Assim, a Babilônia representou a
grande dificuldade para se manter a linha dos Hebreus, quando Jerusalém foi conquistada e seu povo escravizado.
Houve grande pressão para que os Judeus aceitassem os deuses da Babilônia, o que representou grande provação
para a confiança e a fé dos Hebreus em seu Messias e nas lições do Velho Testamento. A Babilônia representava o
poder da matéria, dos bens terrenos, em níveis que nem sequer haviam sido imaginados pelos Judeus. Foi
representada pela figura de uma prostituta, que trocava por licenciosidade os bons costumes e os bens morais dos
Hebreus. Foi um importante teste pelo qual passou – e venceu – a raiz hebraica.

2.5 – PÉRSIA - O povo iraniano, da linha Ariana, composto por duas grandes tribos – Persas e Medos -, ocupou
grande área no planalto entre o mar Cáspio e o golfo Pérsico, cerca de 2000 AC. Em 559 AC, Ciro, rei persa,
unificou as duas tribos e iniciou grandes conquistas, que foram ampliadas por seus sucessores, especialmente por
Dario (521-486 AC), organizando os territórios em satrápias ou províncias, dirigidas por um governador civil e um
comandante militar, estando sempre presentes funcionários especiais – “os olhos do rei” – cuja missão era verificar se
tudo estava de acordo com as instruções e ordens reais. Havia muita prosperidade para os povos, com redes de
irrigação, estradas, culturas alimentícias e de árvores, e com o comércio estimulado pela criação de bancos e uso
de cheques bancários. Em 500 AC foi fundada a religião persa, por Zoroastro – ou Zaratrusta – que significa Estrela
Dourada ou Esplendor do Sol – que divulgou o Zend-Avesta, coleção de textos sagrados a ele revelados pelo
Senhor e Grande Sábio Ahura-Mazda, na Pérsia, onde se revelava a luta entre o Bem – Ormuz, servido pelos
gênios do ar, do fogo, da água, do Sol, da Lua e das estrelas – e o Mal – Ahrimán, servido por espíritos
destruidores. O juiz das almas desencarnadas era Shraosha, auxiliar de Ormuz. Os templos eram sem pinturas ou
imagens, só sendo cultuado um fogo simbólico de Deus. Mais tarde, surgiu uma entidade do Bem – Mitra – deus
luminoso que ajudava a Humanidade. No ano de 242 houve uma tentativa de alterar o Zend-Avesta, feita por Mani
ou Maniqueu, um babilônio que sofreu perseguições e acabou crucificado pelo rei persa Sapor I. O Maniqueismo
pregava a dualidade dos seres, com o Bem e o Mal presentes em todos. A alma luminosa do Homem estaria
encerrada no corpo escuro da matéria. O Sol e a Lua seriam apenas manifestações da Luz, e não deuses. Jesus era
um mensageiro da Luz Divina e suas parábolas deveriam ser estudadas com atenção. Por isso adotaram o batismo e
a comunhão. Os seguidores desta doutrina surgiram por toda a Europa, principalmente na França, onde formaram
uma seita poderosa, chamada de Cátaros ou Albigenses, que se propagou pelos países vizinhos e foi cruelmente
destruída pela Inquisição. O império Persa sucumbiu rapidamente ao ser o rei Dario III derrotado por Alexandre
Magno, no ano 331 AC. A Pérsia foi o grande centro propagador das idéias de bons serviços comunitários, que
visavam o bem-estar do povo e o aumento da produção e da comercialização de produtos, gerando o
enriquecimento de cidades e levando à melhoria de níveis sociais de seus habitantes. A linha Ariana, neste sentido,
evoluiu bastante, servindo como base às sociedades grega e romana, que souberam apreender o que de bom
estava à disposição nas antigas civilizações, indo dar enchimento racional e espiritual às estruturas persas.

3. A RAIZ DOS HIPERBÓREOS

Os Hiperbóreos eram, segundo os gregos, “um povo que habitava além do Vento Norte”, numa região de Paz e
Sabedoria, até hoje não localizada, mas compreendendo a atual região ártica, que corresponde ao atual pólo
Norte. Esta raiz foi o povo de Apolo, que deixava Delfos entregue a Dionísio e para lá ia uma vez por ano, no
inverno. A Hiperbórea era totalmente inacessível por terra ou por mar. Na Mitologia grega há a história de Perseu,
que conseguiu ser recebido pelos Hiperbóreos. É deles que se originaram os Esquimós, os Vikings, os Anglo-saxãos,
os Eslavos e os Celtas.
3.1 – OS CELTAS – Mesclando-se com os Arianos, a linha Celta ocupou a região setentrional dos Alpes, formando,
a partir do século XII AC, tribos que se espalharam pela Europa, ocupando grandes áreas entre Gibraltar, na
península Ibérica, e a Europa Central, no norte da Gália. Desde as nações do norte, os Celtas avançaram para
outras regiões, combatendo junto a Alexandre Magno e tendo invadido a Grécia. Foi grande a sua influência na
Boêmia, na Áustria Superior e na Baviera. Os reis das tribos eram eleitos, mas sempre dentro de uma mesma família.
Depois, o poder passou a ser exercido pelos equites, magistrados membros de famílias ricas. Os druidas formavam
uma das duas castas dirigentes entre os Celtas, com grande influência político-social, mas essencialmente religiosa,
pois exerciam múltiplas funções de adivinhos, médicos, filósofos, além de serem sacerdotes (“dru” significa intensivo
e “uid” é sábio, vidente). Existiam druidas em todas as tribos nórdicas, e tinham um superdruída, autoridade máxima,
com quem faziam reuniões anuais, num ponto central. A eleição do superdruída era fato muito concorrido e motivo
de muitas lutas, pois representava o poder máximo entre as tribos. Aos druidas cabiam os grandes sacrifícios
comuns, a ligação com os vários deuses tribais e regionais, onde eram cultuadas divindades ligadas à Natureza e
a planos superiores, especialmente deuses que tinham relação com Apolo, e a educação, mesmo dos guerreiros.
Um druida levava, em média, vinte anos de aprendizado até estar apto a assumir suas funções, aprendendo
Medicina e Teologia, além de Astronomia, Geologia e Ciências Naturais. Para Aristóteles, os druidas teriam
inventado a Filosofia, com suas teorias sobre as origens e o destino do Homem e estudos da metempsicose.
Atualmente, a idéia é a de que eram xamãs ou magos. Com o domínio romano, os druidas foram considerados
curandeiros e feiticeiros, sendo exterminados. Os druidas são nossa principal ligação com essa raiz, nos transmitindo
o conhecimento das energias do Sol e da Contagem das Estrelas e a manipulação da Natureza, por um
Xamanismo puro e extremamente energético, de onde as forças telúricas nos chegam em trabalhos de Contagem e
de Unificação, quando nós liberamos nossa força nativa.

3.2 – OS VIKINGS – Conhecedores das estrelas, os Vikings foram exímios construtores de barcos e ferozes
guerreiros, navegando por toda a costa da Europa e incursionando pelos grandes rios, como o Danúbio e o Volga,
assaltando vilas e povoados, além de terem chegado às Américas, em arriscadas viagens, mas sem terem tomado
posse das terras. Assim, existe uma hipótese de que os grandes navegadores portugueses e espanhóis já saberiam
da existência destas terras, tendo providenciado as expedições para conseguirem mais terras e tesouros para seus
reis. Importante foi o entrelaçamento de raízes feito pelos Vikings, através de suas viagens, embora o que resta
destas tribos dizem respeito somente à perfeição de sua construção naval.

4. A RAIZ DA ATLÂNTIDA

Um verdadeiro continente, situado entre a África e as Américas, desenvolveu elevado nível de civilização, sendo
submerso quando essa cultura de afastou das origens e caiu na ambição de ser maior do que a Espiritualidade,
achando-se verdadeiros deuses pelo progresso científico que conseguiram obter. De pele avermelhada, migraram
para a América do Norte, dando origem aos Índios Peles Vermelhas, formando as raças indígenas do Caribe e da
região do Marajó, alcançando os povos do Amazonas e do Roncador. Em livro escrito pelo txukarramãe Kaka
Werá Jecupé – “A Terra dos Mil Povos” – é relatado: “Esses clãs, tribos, povos têm uma árvore em comum que
remete aos nomes: Tupy, Jê, Karib e Arauak. Mas, antes da chegada das Grandes Canoas dos Ventos, no Século
XVI, o que podemos chamar de povo nativo era olhado e nomeado, do ponto de vista tupi, como Filhos da Terra,
Filhos do Sol e Filhos da Lua. (...) Já a tradição do Sonho foi germinada pelos Filhos da Terra, ou seja, os povos que
foram denominados como Tapuia pelos Tupy remanescentes da raça vermelha, depois do Grande Dilúvio da Terra,
que, segundo a Sabedoria Sagrada, foi o encerramento do Ciclo de Tupã”. Segundo Kaka, antes de chegarem os
colonizadores europeus, três raízes – Tupinambás (Tradição do Sonho), Tupy-Guarani (Tradição do Sol) e Tapuia
(Tradição da Lua) - deram origem aos 206 povos indígenas brasileiros, cultuando todos a Mãe Terra. Também se
mesclaram os Atlantes nas tribos do México, formando os Toltecas. Outros grupos de Atlantes – os Semitas -
chegaram às costas da África, onde se mesclaram com povos da 6ª raiz, originando fenícios, libaneses e árabes,
sendo que outros sobreviventes aportaram na península Ibérica. Desta raiz recebemos uma grande força
xamanística, que se desenvolveu por todas as Américas, gerando os poderes dos grandes pajés e feiticeiros
indígenas que propiciaram o desenvolvimento dos trabalhos com Caboclos e Caboclas que fazemos em nossa
Corrente do Amanhecer. A manipulação de forças do Povo das Águas e das Sereias de Yemanjá também são
derivadas desta raiz.

5. A RAIZ EGEA
Uma poderosa raiz se baseou na região da Egea, terra que ficava entre a Turquia e a Grécia, tendo sido submersa
pelas águas do mar Egeu, formando as ilhas gregas, e dando origem a três linhas que influenciaram profundamente
a civilização da Terra: Gregos, Egípcios e Hebreus.

5.1 – GRÉCIA – Um dos três troncos da Egea, foi o grupo que desenvolveu mais rapidamente tudo que dizia
respeito ao Homem e à sua vida em sociedade, não só em seus aspectos positivos como, também, negativos. As
ruínas de Thira, mostram que a região da Egea abrigava uma civilização adiantada, que muitos confundem como
sendo a Atlântida, sem registro de guerras ou violência, que foi destruída por uma grande erupção que provocou a
submersão de grande parte da Egea e formou as ilhas gregas das Cíclades e do Dodecaneso, Creta e o
Peloponeso, ao sul da Grécia. Os deuses se concentraram, então, no monte Olimpo, de onde se envolveram nas
grandes aventuras relatadas na Mitologia grega. Era a história da queda dos Capelinos, uma fase vital para muitos
espíritos, quando tantos chegaram ao fim da existência, já que foram desintegrados, isto é, deixaram de existir. Na
Egea surgiram poderosas forças e um povo missionário, que iria levar o Homem à idade da Razão, mas também foi
um ponto de reinicio de nossa jornada de volta às nossas origens, embora fosse o final para aqueles que se
deixaram levar pelo desamor e pela violência, como os que se concentraram em Esparta, onde esses espíritos
caíram o mais fundo que lhes foi permitido. Para muitos de nós, foi dada uma nova oportunidade. Em Esparta
tivemos a última experiência com um núcleo onde o amor não existia, nem a misericórdia e nem a caridade. Vivia-se
por instintos e não por sensibilidade, transformando aqueles que um dia foram deuses em seres mais perigosos que
os animais. Em Atenas, destruída pelos persas, surge a grande figura de Péricles (495 a 430 AC), cuja missão era
reunir aquela plêiade de espíritos vindos da Egea, estabelecendo os caminhos para o Deus Único, invisível e
indivisível, desconhecido. Aceitando as divindades do Olimpo, reconstruiu Atenas, de forma até hoje admirada por
todos, não só na parte material como, também, nas raízes que deixou. Ergueu o principal templo da cidade
dedicado a Atena e, com sua visão e inteligência, dedicou-se à política voltada para a comunidade, prestigiando
as Artes e as Letras em tal dimensão que sua época ficou conhecida como “o Século de Péricles”. Cercada por
muralhas, Atenas se concentrava em torno do Acrópole e dispunha de locais preparados para as reuniões com os
grandes mestres que ali iniciavam a Era da Razão, como a Assembléia – Pnix -, o teatro de Dionísio e, fora dos
muros, a Academia de Platão e o Liceu de Aristóteles. Na guerra do Peloponeso, Atenas foi derrotada por Esparta,
logo após a morte de Péricles. Para se ter uma idéia do mundo intelectual grego, as cidades-estados foram campos
de atividades dos famosos sábios (ver, no Anexo, maiores informações): Abdera (Demócrito e Pitágoras); Elide (Pirro);
Estagiros (Aristóteles); Megara (Euclides); Mileto (Anaximandro, Leucipo e Talles); Samos (Epicuro e Pitágoras); Sinope
(Diógenes); e Atenas (Anaxágoras, Antistenes, Aristóteles, Epicuro, Píndaro, Platão, Sócrates, Timon e Zenão).
Sócrates já revelava a esperança crística quando declarou: “desde a minha infância, graças ao favor celeste, sou
seguido por um ser quase divino, cuja voz me impele a esta ou aquela ação”. Em Éfeso, região da atual Turquia,
Heráclito proclamava que a evolução do mundo se fazia pelos conflitos e desarmonias aparentes que, na verdade,
obedeciam a uma ordem superior harmônica que regulava os acontecimentos dentro de determinadas medidas ou
proporções. Com o fogo sendo considerado a substância básica, o mundo estaria em mudança permanente.
Assegurava: “A luta é a mãe de tudo!”. E foi na Grécia que tivemos reencarnações marcantes, como as da época
da guerra de Tróia, objeto de história contada por Koatay 108 na oportunidade de uma prisão coletiva, onde
relatou fatos e personagens ligados a Jaguares de hoje. Eram usados os oráculos, onde sibilas, pítons e pitonisas,
pela Voz Direta, faziam previsões e orientavam grande parte dos reis e nobres. Um ponto essencial no mundo grego
foi Delfos. Localizado da Fócida, na Grécia, situada na encosta sul do monte Parnaso, Delfos tornou-se um centro
religioso dois mil anos antes de Cristo. O primeiro Oráculo ali instalado foi o de Ge (a Terra), e foi crescendo em
importância até que no século VIII antes de Cristo tornou-se enormemente influente com o Templo de Apolo e suas
pitonisas, que eram procuradas por reis, nobres e cidadãos comuns vindos das mais distantes regiões, buscando,
nas previsões das pitonisas, orientações e decisões para guerras, casos de amor e de negócios, fundação de
colônias, novos cultos, purificação de criminosos e outros variados assuntos. As respostas eram dadas por uma
pitonisa que se preparava fazendo fumigações de louro e cevada, bebendo água da fonte de Cassótis, e sentava
em um tripóide, banco de ouro com três pernas, sobre uma pedra redonda, dividida em três, tendo em cada parte
uma fenda por onde passava uma fumaça de origem vulcânica, vinda do adyton, parte inferior do Templo de
Apolo, que era aspirada pela pitonisa, fazendo com que entrasse em êxtase mediúnico. Os oráculos proferidos pela
pitonisa eram então, se necessário, interpretados pelos sacerdotes. Para que aguardassem serem atendidos, os reis
construíram vários minipalácios no caminho para o Templo de Apolo - a Via Sagrada -, erguendo monumentos e
depositando tesouros que, com o tempo, se perderam. Até hoje existem as ruínas do Templo, a pedra circular, ruínas
dos palácios, sendo o mais conservado o dos Atenienses. Existe o anfiteatro onde se faziam os julgamentos das
pitonisas novatas, pois, como o poder delas era muito grande, quando desconfiavam que estavam diante de uma
mistificação, submetiam-nas ao julgamento. Se não conseguissem provar seus poderes, eram imediatamente atiradas
a uma corrente de água que caía pelo despenhadeiro. Foi num desses julgamentos que Pytia, encarnação de Tia
Neiva, produziu, pela primeira vez, o fenômeno do rufar dos tambores. Entre a entrada do Templo e o anfiteatro
existe um caminho, onde os guardas se postavam com tambores. A cada passo que a pitonisa a ser julgada
percorria, rufava um tambor onde ela passava, de modo que o povo reunido no anfiteatro percebia sua
aproximação. Quando Pytia estava diante de seus juizes, provou sua força fazendo com que, independentemente
dos soldados, todos os tambores rufassem ao mesmo tempo, sendo, então, reconhecidos seus poderes. Esse
fenômeno ela reproduziu em Atenas, quando comprovou seus poderes a Leônidas, para libertar a Rainha Exilada,
como se revive no Turigano. O culto a Apolo era interrompido no Inverno, quando Apolo ia para os Hiperbóreos,
ficando em seu lugar Dionísio. De Delfos, Pytia organizou as Falanges Missionárias de Yuricy, Jaçanãs, Muruaicys e
Dharman Oxinto, após a instalação da Cruz do Caminho no Delta do Nilo, colocando, sob nova projeção, a
Iniciação de Osiris, que passou à Iniciação Dharman Oxinto, até hoje usada em nossos Templos do Amanhecer.
Segundo os historiadores, havia em Delfos uma grande pedra - omphalos -, que marcava o centro do mundo, que
desapareceu. Com o passar dos séculos, pela ação destruidora de terremotos e saqueadores, pouco resta do antigo
esplendor de Delfos. No Templo estavam escritas sentenças dos Sete Sábios - Tales de Mileto, Pitaco de Metilene,
Brias de Priene, Sólon, Cleóbulo de Lindos, Míson de Cene e Chilone de Lacedemônia -, os sábios gregos que
possuíam no mais alto grau o que os gregos chamavam de Sabedoria. Entre as sentenças gravadas, destacam-se
“Conhece-te a ti mesmo” e “Nada em excesso”. Dentro da missão de preparar o caminho para Jesus, as pitonisas
ou sibilas de Delfos se entregaram às suas funções com amor e muito zelo. Levavam uma vida de castidade e
orações, e muitas predisseram a futura chegada de Jesus, sendo famosas Ciméria (“Num século surgirá o dia em
que o Rei dos Reis habitará conosco. Três reis do Oriente, guiados pela luz de um astro rutilante, que ilumina a
jornada, irão adorá-lo e, humildes, prosternados, Lhe oferecerão ouro, incenso e mirra!”) e Daphne (“Depois que
alguns anos passarem, o Deus, de uma virgem nascido, fará reluzir aos homens aflitos a esperança da redenção e,
conquanto tudo possa – e quão alto está o Seu trono! – ele sofrerá a morte para, da morte, resgatar seus povos...”).
De modo geral, eram recrutadas entre as sacerdotisas de Apolo. Com o advento do cristianismo, Delfos foi
perdendo seu poder, e a última mensagem do Oráculo dizia: “Chorai, trípodes! Apolo é mortal... E ele sente morrer
sua chama passageira... O fogo sagrado do Eterno eclipsa sua débil luz!...” Estava cumprida a missão, pois o
Sistema Crístico já estava estabelecido pelo Divino e Amado Mestre Jesus. Porém, é em Esparta nosso último degrau
da decadência espiritual. Formamos uma civilização militarista e insensível, violenta e sem amor, espíritos oriundos
de Egea eram responsabilidade do estado desde a sua gestação, criados longe dos pais, e se apresentassem
alguma fraqueza ou deficiência eram imediatamente eliminados. Daí, partimos em busca de podermos retornar a
Capela, e essa é a força que nos impulsiona – a dos Cavaleiros Verdes – que vamos buscar no passado remoto. A
figura de Leônidas se destaca nesta época, sendo esta raiz invocada no Turigano. Pelo seu nível elevado, a Grécia,
embora sob o poder romano, influenciou profundamente a raiz que se formou em Roma. Vale destacar uma linha, a
de Hermes Trimegisto e o Hermetismo. Hermes é o deus grego que corresponde a Mercúrio romano, mensageiro
dos deuses, representado carregando um bastão ao redor do qual se enrosca uma serpente, simbolizando a
sabedoria. É uma figura originária do Grande Toth, oráculo de sabedoria filosófica e religiosa, que significou a
unificação das linhas da Mesopotâmia e da Egea, expressa em um conjunto de 17 livros, escritos anônimos muito
divulgados no século I DC, sob o título de Poimandres. O conjunto de ensinamentos de Hermes – Summa Hermetica
– é dividido
em duas categorias: a) o Hermetismo Popular, com textos mais antigos, datando, em média, de 300 AC, versando
sobre Astrologia, Medicina, Alquimia, Magia e simpatias, com revelações secretas dos laços secretos que existem
em diversas partes do Universo que não têm, aparentemente, qualquer ligação entre si; e b) o Hermetismo Sábio,
com textos mais recentes, após Jesus, sob o título de Corpus Hermeticum, que traduzem a helenização das antigas
religiões da Mesopotâmia, fazendo frente à racionalização da Grécia, que impunha, com Roma, pesada
responsabilidade a todos. Com as revelações baseadas em Hermes, pensadores europeus formaram uma nova
ordem em que adaptaram elementos de diversas doutrinas anti-racionalistas e foram estruturadas diferentes linhas
filosóficas com base na Astrologia, na Alquimia e na Magia. A influência de astros e de minerais na configuração
energética do corpo, os poderes da meditação, as instruções para refinamento do espírito a fim de que possa se
assemelhar a Deus (que seria a Pedra Filosofal pesquisada na Alquimia), as bases da Gnose e toda a unificação
das bases da Mesopotâmia e da Egea deram tal projeção ao Hermetismo que ele se manteve por muitos séculos,
influenciando até mesmo grandes católicos, como Santo Agostinho, e se tornando ponto de referência no
Renascimento e nos movimentos da Gnose até os tempos atuais, como, por exemplo, na Teosofia. Na Idade Média,
deu-se a Hermes, Moisés e Zaratustra o título de nobres pagãos, por terem conseguido, em suas obras, unificar as
linhas que confluíram para o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Atualmente, Hermetismo é sinônimo de
Esoterismo, e abriga mistérios sagrados, ciências ocultas, conhecimentos da Cabala, templários, rosa-cruzes e
alquimistas, tendo como base a Tabula Smaragdina (Tábua Esmeralda), que surgiu no Ocidente durante o século XII,
traduzida do árabe (século X), que havia sido traduzida do egípcio para grego (século IV), e contendo o
Simbolismo, a Mitologia, a Magia, a Alquimia e a Astrologia. A Tábua Esmeralda teria sido encontrada no Egito
por Alexandre Magno, texto gravado em uma grande esmeralda, que teria, entre outras, a seguinte tradução: “É
verdade, sem ficção, é certo e muito verdadeiro, que o que está embaixo é como aquilo que está em cima, e que o
que está em cima é como o que está embaixo, para que se cumpram os milagres de uma única coisa. E como
todas as coisas vêm do Ser Único por sua própria mediação, assim todas as coisas nascem Dele, por adaptação.
Seu pai é o Sol e sua mãe é a Lua. O Vento o levou em seu ventre e a Terra foi sua nutriz. Este é o Pai do thelesma
de todo o mundo. Sua força é poderosa quando se converte em telúrica. Poderás separar a Terra do Fogo, o sutil
do espesso, delicadamente, com muita prudência e critério. Irás subir da Terra ao Céu e tornarás à Terra,
recolhendo as forças dos seres superiores e dos inferiores. Poderás ter, assim, toda a glória do mundo, e toda a
escuridão se afastará de ti. Este poder é maior do que a própria força, porque vencerá tudo o que é sutil e
penetrará em tudo quanto é sólido! Assim foi criado o mundo e disso se fizeram incríveis adaptações, cujo segredo
está contido aqui. Por isso fui chamado Hermes Trimegisto, o conhecedor das três filosofias do mundo. “

5.2 - EGITO - Da base na Egea, os Capelinos sobreviventes da submersão de grandes áreas pelas águas do
Mediterrâneo se deslocaram para as regiões costeiras, formando três grandes raízes: EGÍPCIOS, GREGOS e
HEBREUS. No Egito não há registro histórico de uma religião, mas, sim, uma evolução diversificada de várias
correntes, com variados e numerosos deuses cultuados nas diferentes regiões, com um ponto comum: o Livro dos
Mortos, guia da grande viagem – Amenti - que as almas desencarnadas deviam fazer até o País dos Mortos. O
ramo principal das religiões do Antigo Egito afirmava ser Osiris o Deus-Sol, do Bem e da Luz, tendo como inimigo
Set, o Deus das Trevas. A cada dia, Set mata Osiris ao entardecer e, enquanto Isis, a Lua, chora pelo seu amado,
Set governa a Terra em trevas. Ao Amanhecer, Horus – a Força da Terra -, filho de Isis e Osiris, combate e derrota
Set, ressuscitando Osiris, que volta a brilhar e a iluminar a Terra. É a luta eterna entre o Bem e o Mal, que se repete
a cada dia. Um dia, Horus tornou-se rei do Egito, dando origem à linhagem dos faraós, reis-deuses, iniciada por
Menes, no ano 3315 AC. A linhagem dos faraós cercou-se de numerosos sacerdotes e teólogos que pregavam ter o
Homem um duplo – Ka – equivalente ao corpo astral. Só que este corpo astral ficava no plano espiritual e atuava
como um anjo da guarda. Quando o Homem desencarnava, eram reunidos a sua alma – Ba -, o seu espírito – Akh
-, o seu conjunto de forças – Sekhem – e Ka, e compareciam perante Osiris que, com quarenta juizes, pesava e
julgava o coração do morto. Se julgado bom e justo, a alma se identificava com Osiris e era conduzida a planos
elevados; se julgado faltoso, a alma era encaminhada a planos de sofrimentos e dores. Assim, tudo dependia do
coração do Homem. Na linha egípcia encontramos Hermes, chamado Trimegisto (Três Vezes Grande), a quem se
atribui o Livro dos Mortos e o aforismo: “Como é acima, é abaixo”, ou seja, “Assim na Terra como no Céu”.
Enquanto uns consideram Hermes como um grande filósofo egípcio, outros o colocam como um deus grego, filho de
Zeus e Maya, conhecido pelos romanos como Mercúrio, mensageiro de Zeus, protetor dos mercadores e dos
rebanhos, e guia dos mortos para o outro mundo. Dessas origens, temos Akynaton, também denominado Amenófis
IV, e sua esposa Nefertiti, uma ariana, princesa de Mitani, que muito se dedicou à Lei do Auxílio, ajudando na
unificação das religiões do povo egípcio, instituindo o culto de Aton, o Deus Único. Raio derivado de ATON, Raiz
de Simiromba, Akynaton age, na nossa Doutrina, de modo concentrado no Leito Magnético e em trabalhos de
elevado grau de realização, como o Turigano e a Estrela de Nerhu. Não se desloca sem uma grande razão, pois
concentra forças muito intensas, que devem ser manipuladas apenas em locais onde haja grande concentração de
médiuns e uma força magnética animal muito ativada, para que lhe permita se deslocar plenamente. Tem todo o
poder de Amon-Rá, e se projeta no chakra coronário do médium, fornecendo-lhe toda a energia para realizar
eficiente e eficazmente seu trabalho. É uma grande energia, gerando força desobsessiva, curadora e geradora.
Através dela se manipulam todas as outras energias que cheguem ao trabalho ao qual está em ação. Akynaton
também rege as amacês que conduzem os espíritos sofredores para o Canal Vermelho. O faraó Akynaton foi o
representante, na Terra, desse Raio, tal como, hoje, os Arcanos representam seus Ministros. Nefertiti, um espírito de
Luz, tem sua força invocada em diversos rituais, especialmente na Elevação de Espadas, mas, por suas condições,
seu campo de atuação é em outros planos. Outra raiz dos faraós é invocada no poder dos Ramsés, especialmente
de Ramsés II, considerado o maior deles, guardiões de Amon-Ra e conhecedores da Alta Magia, atuando na Cruz
do Caminho, em conjunto com o Povo das Águas. Horibe, a suma-sacerdotisa de Horus em Karnak, era a Princesa
Aline – a Princesa das Dharman Oxinto - reencarnada. Naquela época, o povo não entrava nos templos. Somente
sacerdotes e sacerdotisas e os faraós tinham acesso aos recintos sagrados. O povo aguardava, do lado de fora, a
manifestação dos deuses. E havia um grupo de sacerdotisas de Horus, lideradas por Horibe, que, com ajuda de
Nefertari, a esposa do faraó Ramsés II, realizava grandes fenômenos entre aquela gente, portando energias
maravilhosas, fazendo curas físicas e desobsessivas. Participando de grandes rituais, os poderes de Horibe eram tão
grandiosos que ela passou a ser representada pela figura humana com cabeça de falcão - a cabeça de Horus,
como se pode ver nas gravuras da época, onde se representa, também, a grande a afinidade entre Horibe e
Nefertari. São muitas as representações de Nefertari dando a mão a Horibe, carregando a Cruz Ançanta, chave
da Sabedoria, da Vida e da Morte. Essa união se fazia sempre presente. Na maior festa ritualística da época,
quando Ramsés II retirava o símbolo de Amom-Ra de seu Oráculo, em Karnak, e o levava, velado, em procissão de
barcos pelo Nilo, acompanhada pelo povo nas margens, até Luxor, onde ficava um mês. Ao final desse período, o
cortejo se fazia na volta de Amom-Rá para seu Oráculo em Karnak, onde o barco era recepcionado, no palácio,
por Nefertari, Horibe e as sacerdotisas de Horus. Pela grande energia de que era portador, esse grupo de
sacerdotisas, liderado por Horibe, desempenhou importante papel no decorrer dos tempos, encarregando-se dos
primeiros passos iniciáticos, conduzindo os mestres a serem consagrados pela Iniciação de Osiris. Quando a Rainha
Exilada saiu da Grécia, tendo sido poupada sua vida por interferência de Pytia (uma das encarnações de Tia
Neiva), como se revive hoje no Turigano, ela foi para um palácio na região do Delta do Nilo. Ali, se dedicou à
cura de todos os necessitados que a procuravam, dando-lhes abrigo, e marcando, na trilha, a entrada para o
palácio, com uma cruz. Era a Cruz do Caminho! E, para ajudá-la, veio do Egito o grupo de sacerdotisas de Horus.
Horibe já estava no Plano Espiritual, comandando suas Missionárias do Espaço, e emanando e protegendo o grupo
que foi para a Cruz do Caminho. Em Delfos, Pytia organizou as primeiras falanges missionárias - Yuricys, Muruaicys
e Jaçanãs -, e providenciou para que, na Cruz do Caminho, começassem as Iniciações Dharman Oxinto, que
significa A CAMINHO DE DEUS, entregues às sacerdotisas de Horus, que receberam o nome de Missionárias
Dharman Oxinto. Por isso, na Cruz do Caminho, onde são manipuladas as energias dos Ramsés e do Povo das
Águas, as Dharman Oxinto têm lugar de honra e guarda a Mãe Yemanjá. A raiz egípcia também é invocada pelas
forças que nos traz do rico Vale dos Reis, onde estão as ruínas materiais de uma grande era, o poder dos faraós e
de suas rainhas – no Vale das Rainhas -, situado à margem ocidental do Nilo, onde o Sol se põe, na representação
da Morte. Karnak, na margem oriental, onde está o Oráculo do Amon-Ra e o dia amanhece, representa a Vida. Tia
Neiva teve uma reencarnação como Cleópatra, a rainha dos dois Egitos, quando viveu um grande romance com
Júlio César e, depois, com Marco Antônio (Mário Sasse), reunindo as raízes do Egito e de Roma em marcante
existência. Um grupo de sábios marcou essa raiz, na Alexandria, onde existiu a mais completa biblioteca do mundo
antigo, com atividades de Apolônio, Aristarco, Arquimedes, Erastóstenes, Euclides, Heron e Ptolomeu. Importante
influência no final das dinastias de faraós teve a Núbia, região nordeste do Egito, denominada País de Cuxe,
conquistada pelo faraó Zer, da 1ª dinastia, quando reis da Núbia, com sede em Napata, foram também reis do
Egito. Essa raiz se faz presente na Estrela de Nerhu, projetada nos mestres que acompanham as ninfas Esmênias,
que vão para os esquifes, denominados Núbios de Amon-Ra. Foi de grande valor a influência egípcia na formação
da raiz hebraica e do povo israelita.

5.3 - OS HEBREUS – Deixando a Egea, os Hebreus de deslocaram, cerca de 2000 AC, para a Palestina e depois
para o ocidente, indo para o Egito, onde foram aprisionados e mantidos como escravos até o século XIII AC,
quando Moisés, revoltando-se contra a degeneração dos sacerdotes egípcios, entre os quais fora educado como
um príncipe, conseguiu a libertação das tribos e seguiu para a Terra Prometida. Moisés foi o líder que deu às
antigas religiões dos Hebreus uma unificação sólida – o Judaísmo. Iniciado na linha egípcia, Moisés era um espírito
elevado e receptivo das forças cósmicas, e teria recebido no monte Sinai as Tábuas da Lei, com os dez
mandamentos que se tornaram alicerces da Lei Mosaica, que denominamos a Velha Estrada, porque obedecia,
ainda, a velha lei do “olho por olho, dente por dente”, excluindo o amor, a caridade e a misericórdia. Moisés
definiu que o único deus das 12 tribos hebraicas seria Jeová, instituindo uma monolatria a ser seguida pelos “filhos
de Israel”, componentes dessas tribos, que passaram a se denominar “judeus”. Surgiu a Arca da Aliança,
considerada o trono de Jeová, que era uma caixa de acácia, com 1,25 m de comprimento e 0,75 m de largura e
altura, revestida em ouro, coberta com uma tampa de ouro que sustentava dois querubins. Em seu interior havia um
instrumento intergaláctico, junto ao qual Moisés depositou as Tábuas da Lei, e se tornou um grande mistério, além
de ser considerado objeto sagrado, que não podia ser violado e nem ser tocada, e, por isso, era conduzida,
quando necessário, sobre varais. Era portadora do poder de Deus, e ficava isolada em uma tenda, só podendo ser
manipulada sua força pelo sumo sacerdote. Com a partida de Moisés e suas 12 tribos do Egito, tem início a
grande raiz hebraica, que concentrou a linha principal do Sistema Crístico, fazendo a confluência de linhas para a
Palestina, preparando a chegada de Jesus. Essa linha segue através das eras como relatado nos livros que compõem
a Bíblia, especialmente no Velho Testamento. Em torno de 1200 anos AC se completa a conquista da Palestina, a
Terra Santa proclamada por Moisés, e se inicia nova fase para aquele povo, que deixa sua natureza nômade e se
estabelece com atividades sedentárias agrícolas e pastoris. As idéias sobre Jeová se adaptaram, e o centro do
judaísmo passou a ser Jerusalém. Ao mesmo tempo, as tribos ainda não unificadas integralmente em torno de Jeová
cultuavam outros deuses. Agricultores adeptos do baalismo, faziam cultos a diversos deuses agrícolas. Salomão, no
século X AC, fez um dos mais brilhantes governos do povo judeu e construiu um imponente templo onde foi
guardada a Arca da Aliança, num local velado, denominado “Santo dos Santos”. Do magnífico Templo de
Salomão existe, hoje, apenas uma ruína que é conhecida como o Muro das Lamentações, local sagrado para os
judeus. Quando Salomão morreu, os hebreus se dividiram em dois grupos: Israel, ao Norte, e Judéia, ao Sul. Em
722 AC, as dez tribos que compunham Israel foram destruídas pelos assírios e, embora constantemente atacada, a
Judéia, incluindo as tribos de Judá e Benjamim, conseguiram manter a linha dos hebreus. Em 586 AC, os hebreus
tinham sido expulsos de Jerusalém, caída em poder dos babilônios, e surgiram os grandes profetas, que
reformularam a religião hebraica, dando-lhe caráter monoteísta e combatendo os sacrifícios de animais, alegando
que o sacrifício verdadeiro deveria ser manter um espírito obediente e um coração contrito. Em 538 AC, Ciro, o
grande rei persa, tomou Jerusalém e a devolveu aos judeus, que já tinham evoluído em sua visão de Jeová, que
passou de Deus de Israel para ser o Criador, Deus de toda a Humanidade, e foi abolido o politeísmo. Pelos
profetas, firmou-se a idéia da chegada de um Messias salvador que iria restaurar a nação judaica, bem como da
ressurreição geral no dia do Juízo Final. No século IV AC, Alexandre Magno estabeleceu um século e meio de
domínio da linha Grega sobre Israel, influenciando muito o povo hebreu. Em 168 AC, Judas Macabeu iniciou
revolução que, em 141 AC, estabeleceu um Estado judeu independente, que se manteve até 63 AC, ano em que
os romanos, liderados por Pompeu, conquistaram aquelas regiões do Oriente. A língua hebraica tinha uso muito
restrito, praticamente usada em orações e rituais, sendo popular o aramaico – usado por Jesus e seus discípulos – e
o grego, falado pelos mais instruídos. Quando, em 70 AC, os romanos destruíram Jerusalém e o seu Templo, os
judeus já tinham solidificado sua base religiosa – o Tora, a Lei revelada – constituída pelos cinco primeiros livros - o
Pentateuco - do Velho Testamento, compreendendo o Gênesis (relatando a criação do mundo), o Êxodo (conta a
saída dos hebreus do Egito), o Levítico (que estabelece a organização do culto), o Números (fazendo o
recenseamento dos hebreus) e o Deuteronômio (um resumo das leis e instruções de Moisés); pelos Livros dos Profetas
e pelo Kethubim, escritos diversos que completam o Velho Testamento. O Templo de Jerusalém, em sua terceira
reconstrução (em 64 da era Cristã foi totalmente arrasado), era o centro de reuniões, das peregrinações e das
orações, sendo usado pelos doutores da Lei, por cambistas e mercadores, e nele se faziam sacrifícios de animais.
Imensa construção, a parte mais sagrada era o Sancta Sanctorum, uma câmara vazia, simbolizando a presença
invisível de Deus, contendo apenas uma pedra, sobre a qual o sumo sacerdote acendia um incenso, um dia por
ano, no Dia da Expiação, consagrado ao jejum e à oração. Formaram-se grupos religiosos, como Fariseus,
Saduceus, Zelotas e Essênios, estes unificando a raiz hebraica que nos chegou com Jesus, o Caminheiro. Os
Essênios formavam uma irmandade de vida ascética e comunitária que se estabeleceu na região do Mar Morto,
praticando o culto que Éssen aprendera com Moisés e dos Santos Anjos, e faziam uma oração matinal voltados
para o Sol. Não participavam dos cultos no Templo de Jerusalém e não faziam sacrifícios de sangue. Seguiam uma
doutrina esotérica e seus membros só eram admitidos por uma Iniciação, feita após longo período de provas e um
juramento. Jesus recebeu a Iniciação dos Essênios. O povo judeu tinha uma esperança: a chegada do Messias, que
os libertaria, e, assim, quando um pregador asceta – João Batista – anunciou, no ano 29, na Judéia, que Jesus era
esse enviado de Jeová, a maioria se convenceu, e começaram a seguir Jesus e ouvir Suas idéias assombrosas. No
Sermão da Montanha, receberam toda a Doutrina Crística, quando Jesus disse que não viera para abolir as Leis
Mosaicas, mas sim completá-las, e que seu reino não era deste mundo. Estavam confusos e desapontados com
aquele Messias, que aconselhava amar os inimigos em lugar de providenciar a destruição dos romanos. Gente
simples O amava, mas era odiado pelos ortodoxos, que diziam ir Jesus contra a Lei Judaica. Os apóstolos de Jesus
viveram e aprenderam toda a Doutrina, de modo que, quando sob a acusação de revolucionário e blasfemo, Jesus
foi crucificado, continuaram a difundir Suas idéias. Foram escritos os Evangelhos (que significam Boa Nova), base
do Novo Testamento, em que constam também as diversas epístolas de Paulo, sendo estruturada a religião cristã,
que sofreu algumas derivações através do tempo e do espaço, mas com sua raiz de verdade e de amor na rápida
passagem do Divino e Amado Mestre Jesus.

5.4 – ROMA – Cerca de 2000 AC, indo-europeus da Idade do Bronze, se radicaram nas terras da atual Itália. Foi
o início de um cruzamento de linhas – Ariana e Egea, que resultaria em grande desenvolvimento para nossos
espíritos. Mil anos depois, haviam ocupado toda a península como tribos rurais: Samnitas, Sabinos, Latinos, Úmbrios
e Oscos. Em 900 AC, os Etruscos ocuparam o norte do rio Tibre, empurrando para a margem sul camponeses
Latinos, que cultivavam as planícies do Lácio e a região dos Apeninos. Roma, uma pequena aldeia, conta a lenda,
foi fundada em 753 AC, por Rômulo, um dos filhos gêmeos do deus Marte, sendo apenas um posto avançado
latino na fronteira etrusca. Por sua localização, erguida em um vau navegável do Tibre, próxima ao mar e a meio
caminho entre o Norte e o Sul da península, Roma teve rápida ascensão, iniciada pela conquista de Tarquínio, rei
etrusco, seu sexto rei após Rômulo, que trouxe a origem ariana para a península itálica. Em 509 AC os romanos se
revoltaram e proclamaram uma república, com dois cônsules, que podiam ser substituídos anualmente, em lugar do
rei, e um Senado, conselho formado por homens idosos. Iniciou Roma a submissão das tribos vizinhas, inclusive dos
Etruscos. Mas, em 390 AC, sofreu o ataque dos Gauleses, vindos do Norte da Europa, sendo queimada e
saqueada. As cidades latinas haviam aceitado Roma como chefe e mentora, mas sentindo a fragilidade causada
pelos ataques, se revoltaram, tendo Roma vencido a guerra, tornando-se, em 338 AC, a cidade-chefe da Itália
Central. Iniciou-se o sistema de domínio romano, que seria adotado em todo o grande império futuro: em vez de
escravizar o inimigo vencido, o que os tornaria hostis e perigosos, isolaram as cidades vencidas de forma que
ficassem dependentes de Roma no aspecto comercial, tornando-as verdadeiras parceiras, o que as tornava leais ao
poder romano. Em 275 AC, Roma já havia conquistado toda a península itálica, estabelecendo uma confederação
que reunia todas as tribos e cidades italianas, umas com direitos integrais da cidadania romana, outras apenas com
direitos limitados, e outras com governo próprio, aliadas obedientes à lei romana e comprometidas com o combate
aos inimigos de Roma. Começaram a ser construídas notáveis estradas, ligando as cidades, proporcionando melhor
movimentação das tropas. Em 312 AC, foi construída a Via Apia, com 260 km, ligando Roma a Cápua, no Sul. A
Sicília era colonizada por gregos, mantendo intenso comércio com os cartagineses, que ocupavam toda a costa
mediterrânea da África. Roma decidiu tomar Cartago, um porto fundado em 800 AC pelos fenícios, três vezes
maior do que o de Roma. Iniciaram-se assim as Guerras Púnicas, em 264 AC, terminadas em 241 AC, quando
Cartago negociou a paz e a Sicília passou a ser a primeira província romana. Estava iniciada a conquista de
extensas regiões do norte da África e do Oriente Médio, e toda a Europa, (exceto a área que formou a extinta
União Soviética), levando profundas modificações nos povos de todas essas áreas, em ocupações que duraram até
1453 da era cristã. Tivemos, nesse período, poder e possibilidades de aplicar as leis da Espiritualidade Maior, mas,
pelo orgulho, pela vaidade e pela falta de amor, nos perdemos, e o que nos valeu foi a força de vontade, de
conquista, que hoje buscamos nos Cavaleiros Especiais - os centuriões e guardas pretorianos que vivemos -. A
reencarnação como romanos nos deu novas dimensões e nos proporcionou as maiores oportunidades de nossa
existência. Estávamos na Palestina, e crucificamos Jesus, sem poder entender a Sua presença. Conhecendo-nos em
nosso mais profundo íntimo, Jesus pediu que o Pai nos perdoasse, porque não sabíamos o que estávamos fazendo!
Éramos ignorantes totais, ignorantes de Deus, ignorantes do Amor, ignorantes de nós mesmos! Muitas das prisões,
que hoje assumimos no Vale do Amanhecer, se relacionam com nossa passagem pelo império romano,
principalmente Aramês. Influenciados pela sabedoria grega, os romanos abafavam as novas doutrinas ou filosofias
de forma radical. A evolução do pensamento romano se fez pelo trabalho dos grandes mestres da raiz Egea, sendo
destacados Empédocles, de Agrigento (Sicília); Parménides e Zenão, em Eléa; e Epícteto, Lucrécio, Marco Aurélio,
Sêneca e Sexto Empírico, em Roma.

6. A RAIZ AFRICANA

Os Capelinos que desceram na África Central, ao sul do lago Vitória, originaram duas linhas: uma foi para a costa
leste, atual Somália; outra, para o sul, localizando-se na região do Forte Vitória, no atual Zimbabwe. Nessa época,
ainda existia o mar onde hoje é o deserto do Saara. A linha da Somália se mesclou com a Núbia, formando as
civilizações rudimentares da costa africana do mar Vermelho e seguiu até a península que é denominada Arábica,
onde foi fundado o reino da Rainha de Sabah. Os povos árabes, absorvendo os Semitas da raiz Atlântida,
formaram tribos nômades e guerreiras, herdaram muitos conhecimentos e se distribuíram por todo o norte da África e
pelo Oriente Médio, chegando a invadir a Pérsia e o oeste da Índia, e mantendo na península Ibérica por vários
séculos. A linha do sul, que se estabeleceu na região do Forte Vitória, onde deixou imponentes vestígios de grandes
construções de pedra. Existem ruínas que desafiam a Ciência moderna, que não encontra as explicações para
diversos aspectos que apresentam, tais como uma torre cônica com mais de 12 m de altura, oca como uma
chaminé, sem qualquer abertura ou acesso em sua estrutura, muralhas e supostos templos, em solo repleto de jazidas
de cobre, ouro e ferro e, apesar disso, com alto índice de fertilidade. A torre cônica recebeu, dos nativos, o título
de Morada dos Deuses, e ali se faziam muitos sacrifícios humanos para agradar aos deuses. Na costa leste da
África ainda existem inúmeras ruínas de construções de pedra, que os cientistas ainda não conseguiram identificar
suas origens. Enquanto as duas linhas progrediam, a da Somália se entrelaçando com a do Egito e a dos Árabes
alcançando alto grau de evolução, a do sul teve que trabalhar um Homem que se mantinha em condições de
evolução ainda muito primitivas, reunido em tribos espalhadas por uma extensa região de florestas e savanas, com
multiplicidade de níveis evolutivos. Para o sul e para o oeste, a ação dos Capelinos foi difícil, conseguindo
estabelecer esse poderoso núcleo do Zimbabwe, formando um centro emissor de luz, de energias fantásticas, que
eram emitidas para diversos pontos da Terra - o Oráculo de Ariano, que significa Raízes do Céu. Mas a vaidade
tomou conta dos sacerdotes, que se acharam tão evoluídos e poderosos que foram se afastando de Deus. Com a
decadência, a Raiz que alimentava aquele povo foi recolhida pela Espiritualidade Maior. Tendo sido recolhida a
chave mestra, uma porta foi fechada e outra velada. Isso quer dizer que restou apenas uma esperança, já que uma
porta velada pela Espiritualidade jamais será reaberta. As forças manipuladas pelos sacerdotes já não eram
originárias daquela Raiz, e isso gerou o feiticismo, grande perigo do saber demais sem a assistência da
Espiritualidade Maior. As grandes luminosidades foram veladas, a porta se fechou, e todo aquele antigo esplendor
se perdeu, passando eles a manipular forças nativas neutras em simples correntes magnéticas. Surgiram, então,
grandes linhas religiosas como o Vodu, as macumbas e o feiticismo, com manipulação de forças das Trevas, em
seitas distantes da estrada do Amor, com incorporações e manipulações de energias usadas indistintamente para o
Bem e para o Mal, misturadas, que até hoje causam o quadro de dores e sofrimentos nos espíritos reencarnados na
África. Naquela época, os Grandes Iniciados retiraram toda aquela poderosa energia, e um Iniciado, chamado
Cisman de Irechim, presidiu toda aquela eclosão e formou um Oráculo, isolando-o dos homens mergulhados no
fanatismo, nos fetiches e nas macumbas. Fechada aquela Luminosidade na África, os homens ficaram entregues a si
mesmos. Destruições, dores, ruínas, violência, e os povos africanos passaram a sofrer as grandes conquistas dos
europeus, passando dolorosos períodos da mais torpe colonização. A todo esse drama, acrescentou-se, no
cumprimento do pesado carma, a captura de africanos para serem vendidos como escravos no Novo Mundo, a
América. Para o Brasil, vieram, na maioria, Sudaneses e Bantos, portando suas doutrinas e sendo obrigados, pela
força da Igreja Católica Romana, que dominava Portugal e suas colônias, a fazerem o que se chamou o sincretismo
religioso, misturando práticas africanas com rituais católicos, surgindo a Umbanda e o Candomblé. Isso causou
dispersão dos princípios do Africanismo, pois, misturando-se em camadas mais pobres e sem cultura, nasceram
numerosas seitas e derivações deturpadas das raízes africanas. A grande missão, todavia, estava com espíritos - os
Enoques - que pertenciam à nação Nagô. Aqui queremos ressaltar a grande diferença entre o Espiritismo e a
Doutrina do Amanhecer. Enquanto para o Kardecismo o Africanismo significa apenas a mistura das linhas e das
seitas de origem africana, não acatando a figura do Preto Velho, para nós, Jaguares, Africanismo representa a
origem de uma de nossas grandes linhas, e os Pretos Velhos são roupagens dos Grandes Espíritos que, na
simplicidade e no amor, nos ajudam em nossos trabalhos e em nossas vidas, ensinando, curando e amparando
todos que se entregam, com dedicação, à Lei do Auxílio. Nossos queridos Pretos Velhos são, essencialmente,
AMOR! Obedecendo ao Plano Espiritual, aqueles espíritos de Jaguares - agora Enoques e Nagôs - que já tinham
sido Equitumans e Tumuchys, foram trazidos para o Brasil, a fim de que, com a escravidão, pudessem enfrentar uma
Grande Prova para resgatar seus atos transcendentais, vivendo e sofrendo a ação opressora de muitos outros
Jaguares - senhores de engenho, nobres e sinhazinhas. Chegaram, também as Princesas – Jurema, Janaína, Iracema,
Jandaia, Juremá, Janara e Iramar, esta última tendo uma reencarnação que ficou marcada, como a escrava
Anastácia, que é venerada como santa por muitas correntes. Para os espíritos missionários, endividados, orgulhosos
e perdidos em descaminhos da consciência, a escravidão tinha o mais profundo sentido iniciático: não podendo
impor as exigências do corpo físico e de sua alma, o escravo era obrigado a ceder às exigências do espírito,
matando ou eliminando sua personalidade para dar vazão à sua individualidade. Nesse período de escravatura,
de mais de trezentos anos, um grupo de escravos lançou as bases da etapa final da Escola do Caminho, criando as
raízes da religiosidade brasileira com base no Africanismo, em busca das condições que permitiriam a reabertura
da porta fechada, do Oráculo de Ariano. Desse grupo destacam-se dois espíritos de elevada hierarquia, Pai João e
Pai Zé Pedro - a Lei e a Alta Magia -, dois missionários que tiveram duas reencarnações no período colonial
brasileiro, liderando aqueles espíritos que, no Angical e na Cachoeira dos Jaguares, viveriam o princípio dessa força
luminosa - a Corrente do Astral Africano no Brasil, que hoje tanto nos assiste em nossa Doutrina, fazendo a ligação
com a Raiz Atlante através dos índios, estabelecendo as linhas dos Caboclos e do Povo das Águas. O médium de
incorporação, que sempre existiu sob uma força nativa, recebeu, dentro do Africanismo, uma nova forma: sua força,
com a consagração de Nossa Senhora Apará - Nossa Senhora da Conceição - teve a transformação para uma
força crística extraordinária, agindo em seu plexo iniciado, com muito maior responsabilidade por ser instrumento da
Voz Direta. Koatay 108, em sua missão de unificar as bases energéticas para formar a Raiz do Amanhecer, puxou
a energia dos Pretos Velhos, reuniu os Aparás e fez o Doutrinador, coroando de êxito tudo o quanto nos foi legado
pelo Africanismo. Segundo Tia Neiva, “era um sacerdócio poderoso, onde o Homem se concentrava, salientando
felicidade, moderação e equilíbrio perante os momentos menos felizes dos outros. Hoje nós somos os espíritos
luminosos no meio desta confusão, como o foram os Nagôs e os Enoques, que trouxeram essa força para o Brasil.
Hoje, estamos vivendo o Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Vimos, até agora, como houve esta grande
explosão, como se fechou esta fase da força do Céu e da Terra e como esta Luz foi transportada para cá,
parcialmente, o que permitiu o nascimento do Doutrinador e do Apará.” Para grande parte dos Nagôs, o Deus
supremo era Olorum e Obatalá era um Ser imortal, um rei; os Orixás eram 16 enviados de Deus, entre os quais são
incluídos Oxalá, Yemanjá, Xangô, Oxum e Oxosse. Mas os Enoques recolocaram as posições da raiz Africana, da
forma como nos foi trazido por Tia Neiva. E a Doutrina do Amanhecer, dentro de seu dinamismo, tem muitos
aspectos interessantes, porque nos ensinam o fantástico leque de forças de que dispomos, como, por exemplo, a
ação na Cura dessa grandeza que nos chegou da África, explicada por Tia Neiva: “quando o Anjo Ismael decidiu
que o Brasil seria a Pátria do Evangelho, vendo a chegada do Africanismo, convocou os cientistas alemães,
promovendo sua sublimação e proibindo o curandeirismo. Estabeleceu-se que os médicos de curas desobsessivas
baixariam nos aparelhos mediúnicos, enquanto os médicos de curas físicas terrestres atuariam nos médicos
profissionais encarnados na Terra.”

6.1 - OS ÁRABES - A linha Árabe se manteve, até o ano 600, em constantes conflitos e dividida por tribos de
nômades guerreiros, percorrendo as imensas regiões áridas, só tendo água e solo fértil ao sul da península Ibérica.
Dividiram-se em dois grandes grupos: os do Norte, com pequenos grupos se deslocando em busca das escassas
pastagens para rebanhos de carneiros e cabras, com o comando dos sheikhs (“o mais velho”) em cada tribo, e os
do Sul, que construíram cidades e se dedicavam á agricultura e ao comércio, liderados por reis, que herdavam o
poder. Por conta de lutas pelo poder, o Sul se desagregou em vários reinos, o que, aliado à fragmentação do povo
nortista, gerou inúmeras dificuldades para toda a região. Em 571, em Meca, na tribo Quraish, nasceu Maomet
(“Cheio de Glória”). Meca já era uma pequena cidade que começava a crescer como centro comercial e religioso,
pois ali se encontra a Caaba (“Cubo”), santuário de um meteorito negro que detêm o poder de muitos deuses,
objeto de devoção visitado pelos árabes do Norte e do Sul. Rebelando-se contra essa crença, Maomet –
influenciado por mercadores judeus e cristãos – lançou a idéia do Deus Único, Alah, que lhe falara diretamente,
instruindo a nova religião – o Corão - e o proclamando seu maior profeta. Casado com uma rica viúva, Maomet
não precisou trabalhar, podendo se dedicar à nova religião a que deu o nome de Islã (“Submissão), pregando a
obediência plena à vontade do Deus criador onipotente do Universo, que, no dia do Juízo Final, fará a separação
dos muçulmanos obedientes – elevados ao Paraíso para gozar a vida eterna – e os descrentes, que serão lançados
ao Inferno pela eternidade. Os muçulmanos têm a obrigação de afirmar que há um só Deus – Alah – e que
Maomet é o seu profeta; devem rezar, voltados para Meca, cinco vezes por dia; devem ser caridosos; jejuar por um
mês, uma vez por ano; seguir os ensinamentos morais do Corão; e ir, pelo menos uma vez na vida, a Meca. O
Islamismo atraiu os árabes por sua simplicidade, o que o Catolicismo não conseguira, por ser uma doutrina
complexa, exigindo sacerdotes e rituais. Agredido em Meca pelos mercadores que temiam perder o fluxo de
peregrinos, em 622, Maomet foi para o Norte, chegando a Medina, com 200 seguidores, fato que ficou marcado
como a Hégira (“emigração”), o primeiro ano do calendário islâmico. Em Medina, Maomet foi acolhido como
chefe religioso e político. Organizou um exército e começou o ataque das caravanas iam a Meca e de lá partiam,
acabando por tomar a cidade, em 630. Os chefes das tribos do Norte e do Sul ficaram impressionados com
Maomet, e enviaram delegações a Meca, reconhecendo sua liderança. O profeta de Alah conseguira, pela
primeira vez na História, a união do povo árabe. Com a morte de Maomet, muitas tribos acharam que estavam
livres de seus compromissos com o Islão, e a divisão começou. Todavia, o sogro de Maomet, Abu Becre, enviou
tropas muçulmanas a todas as regiões onde haviam rebelados, e ano e meio depois, toda a península Arábica
estava sob as leis do Islão. Levados pelo estímulo religioso, deixado por Maomet, de converter os pagãos, e pela
ambição dos saques às regiões fronteiriças, mais ricas, a onda muçulmana invadiu, com imenso poder de
destruição, as regiões de Bizâncio e da Pérsia, que, além do desgaste causado por lutas e revoluções contra
elevados impostos, estavam divididas pela rivalidade entre três igrejas cristãs. Mais uma vez, por sua simplicidade
frente à religião Cristã, o Islamismo conquistou aqueles povos. Os árabes assimilaram rapidamente as táticas de
combate de bizantinos e persas, reorganizando seus exércitos e formando uma esquadra com galés de combate em
estilo bizantino. Para o oeste, a expansão muçulmana passou pelo Egito e se estendeu por toda a costa do
Mediterrâneo, chegando ao Marrocos, no Atlântico. Tomou as ilhas mediterrâneas de Chipre, Creta, Sicília e
Sardenha, e, cruzando Gibraltar, tomou o reino dos Visigodos, na península Ibérica (atuais Espanha e Portugal),
levando o Islão ao domínio, cem anos após a morte de Maomet, de uma área maior do que a do Império Romano,
quando no auge de seu poder. O governo era centralizado em Medina, com um califa como comandante supremo,
chefe religioso e juiz da mais elevada instância, que nomeava generais para governarem as províncias
conquistadas, onde o povo se dividia em “mawalis” – não-árabes convertidos ao Islamismo -; “dhimmis” – adeptos
de religiões toleradas pelo Islão; e os escravos. Com o tempo, os generais passaram a criar seus próprios reinos, e o
império Islâmico começou a se esfacelar, restando, porém, os grandes elos representados pela fé islâmica, pela
língua árabe e pela necessidade do comércio. Os árabes, pela busca de novas mercadorias, se movimentaram por
toda a África, sendo por eles conduzida a captura de escravos negros, principalmente das culturas sudanesas
(iorubas, jejes, fanti e achanti), sudanesas islâmicas (hauçás, tapas, mandingas e fulás) e bantos (angolas, congos e
moçambiques), que eram vendidos à Europa, principalmente a Portugal e à Espanha, para o trabalho na América. E
foi esse movimento que propiciou a transferência, para o Brasil, da nossa raiz Africana.

7. A RAIZ ANDINA

7.1 - OS EQUITUMANS - Para a colonização da região andina, desde o sul da América do Sul até o centro do
México, chegando até o oeste da América do Norte, onde, na região do Grand Canyon, fundaram um centro
energético conhecido como o El Dorado, foi enviado um grupo destes Capelinos, a quem chamamos de
Equitumans. Ocuparam aquela região, mesclando-se com os indígenas e de certa forma se distanciando de suas
origens, alterando sua fisiologia e reduzindo seus poderes. Como simples mortais, após dois mil anos de quedas e
provações, foram liquidados por cataclismos que atingiram a Terra, desencadeados por uma nave espacial - a
Estrela Candente - que sepultou o núcleo central da civilização dos Equitumans num lago entre o Peru e a Bolívia - o
Titicaca. Na nossa Corrente, o lago Titicaca é uma “lágrima da Estrela Candente”, nave que, sob o comando do
espírito que chamamos de Pai Seta Branca, transformou a Terra. Amanto explicou à Tia Neiva: “O que você está
vendo é o testemunho físico de um drama sideral, da falência de uma civilização que foi promissora na evolução da
Terra. O que você está vendo é o túmulo dos Equitumans, construído com água e terra pela Estrela Candente! Esses
espíritos foram preparados em Capela durante muito tempo. Neles foi destilado, dia a dia, o anseio evolutivo, o
desejo de realização e despertado o desejo de colaboração na obra de Deus. Eles aprenderam a história da Terra,
seu papel no conjunto planetário, e se prepararam para o estabelecimento de uma nova civilização deste planeta. A
idade física da Terra se contava em termos de bilhões de anos e muita coisa já havia acontecido antes. Isso, porém,
não era de seu domínio mental, pois assim o exigia a didática divina. Só é dado ao Homem saber aquilo que é
necessário a cada etapa de sua trajetória. O impulso criativo e realizador reside exatamente no terreno entre o
conhecido e o desconhecido de cada ser. Assim estavam estes espíritos quando vieram à Terra. Isto aconteceu 30
mil anos antes da vinda do Cristo Jesus. Os Mestres haviam preparado o terreno em várias partes do globo.
Mediante ações impossíveis de lhe serem descritas, foram alijados da superfície certas espécies de animais e outras
foram criadas. Os climas e os regimes atmosféricos foram contrabalançados e o cenário estava preparado. Eles
foram trazidos em frotas de astronaves e distribuídos pelo planeta em sete pontos diferentes. Esta região foi um dos
pontos de desembarque. Os outros foram onde hoje são o Iraque, o Alasca, a Mongólia, o Egito e a África. Esses
locais servem apenas como referência, pois, na verdade, eles tinham o domínio de grandes áreas. Tinham enorme
poder de locomoção e de domínio sobre os habitantes de cada região. Seu principal poder residia na sua
imortalidade, nas suas máquinas e na sua tecnologia. Eram quase imortais. Não tinham a mesma organização
molecular dos seres que aqui já se encontravam. Seus corpos tinham sido preparados em Capela e traziam em si
dispositivos naturais de sobrevivência. Eles só corriam o perigo de afogamentos ou destruição física. Seus maiores
inimigos eram os grandes animais e os acidentes. Eles eram normais em tudo. Sua língua, a princípio, era a mesma,
mas, aos poucos, ela foi se diferenciando, conforme os grupos com que foram convivendo. Em algumas regiões da
Terra ainda se fala a língua original dos Equitumans, inclusive em algumas tribos de índios brasileiros. Mas, além da
linguagem articulada, eles usavam a telepatia entre si. Isso, aliás, foi o que causou a degenerescência da língua
inicial. Para se entender com os outros eles adaptavam sua linguagem ao meio. Eles se tornavam mais velhos pela
passagem do tempo, mas sem degenerescência. Suas células traziam em si princípios diferentes das células dos
seres comuns. Na verdade, os mais velhos eram apenas mais experientes, mais adaptados nas tarefas. Eles
amadureciam na sua alma, mas não no seu corpo. Eles contavam ainda, para a conservação de seus corpos, com
a assistência dos Mestres, com quem mantinham contatos permanentes. Às vezes acontecia de um Equituman não
evoluir de acordo com a tarefa e ceder seu corpo a outro que sofrera um acidente. Neste caso, o espírito do
cedente simplesmente era recolhido ao planeta de origem. Em Capela, eles eram organizados em casais afins,
almas gêmeas, e não havia reprodução como aqui na Terra. Mas aqui, eles foram submetidos ao processo sexual
normal e tiveram filhos. Só que seus filhos nasciam com um organismo comum, igual ao dos mortais. Assim, foram
nascendo outros Equitumans mais preparados para a Terra, como iam se desenvolvendo. Suas mentes ágeis
permitiam a constituição de organismos adaptados às regiões onde nasciam. Daí os tipos diferenciados que deram
origem às raças modernas, como contam precariamente seus historiadores e antropólogos. O principal estímulo dos
Equitumans era seu livre arbítrio. Eles eram pequenos deuses a quem estava entregue a tarefa de civilizar um planeta
e dispunham de ampla liberdade para isso. Seu único compromisso era o de observar os propósitos civilizatórios
apreendidos nas escolas de Capela. A idéia fundamental era o estabelecimento de condições ecológicas que
permitissem a vinda de novos imigrantes. Famílias espirituais inteiras sonhavam com a oportunidade de colonizar,
colaborar com a obra de Deus na Terra. Mas, se dispunham das grandes vantagens de seres extraterrenos, eles
tinham as desvantagens do terráqueo na sua animalidade física. Cedo se manifestou a velha luta entre suas almas e
os seus espíritos. Não tinham religião. Tinham um conjunto doutrinário, cujas coordenadas eram formadas pela
hierarquia planetária, cujo centro era o Sol. Com isso, não tinham a preocupação com a busca de Deus, pois
tinham um universo amplo e objetivo, suficientemente dimensionados para não necessitar a busca de uma finalidade.
Mais tarde, no declínio de sua sintonia com os planos iniciais, essa doutrina derivou na religião do Sol. Durante mil
anos os planos seguiram sua trajetória prevista. Os núcleos foram se expandindo e muitas maravilhas foram se
concretizando na Terra. Basta que se observem alguns resíduos monumentais na sua superfície para se ter idéia.
Verdade é que essas ruínas são de difícil interpretação pelo Homem atual. Uma coisa, porém, elas evidenciam: as
ciências e as artes que permitiram sua elaboração estão fora do alcance do Homem de hoje. Até hoje os cientistas
não conseguiram explicar, por exemplo, o porquê e como foram feitas as estátuas da Ilha da Páscoa ou as
pirâmides. A partir de agora, uma parte destes mistérios será desvendada. Dois fatos contribuirão para isso: a
curiosidade científica despertada para fatos estranhos e as convulsões que a Terra irá sofrer. Os Equitumans se
comunicavam de várias maneiras. Dispunham de forças psíquicas e de aparelhos que lhes permitiam a troca de
experiências. Isso explica, em parte, as semelhanças arqueológicas que estão sendo encontradas em lugares
distantes e aparentemente sem possibilidades, naquele tempo, de comunicação entre si. Também viajaram entre
planetas e chegaram não só à Lua, como a Marte e a outros lugares do nosso sistema. Essas viagens, porém, só
foram feitas no segundo milênio, com o começo da hipertrofia de seus egos, à semelhança do que está
acontecendo agora. A partir do segundo milênio, eles começaram a se distanciar de seus Mestres e dos planos
originais. Seguros na sua imortalidade e intoxicados pela volúpia de encarnados, eles começaram a ser dominados
pela sede de poder. Depois de muitas advertências, seus Mestres tiveram que agir. Ao findar o segundo milênio de
suas vidas, eles foram eliminados da face da Terra. A Estrela Candente foi uma nave gigantesca que percorreu os
céus da Terra, executando a sentença divina. Em cada um dos núcleos Equitumans, a Terra se abriu e eles foram
absorvidos, triturados e desintegrados. Aqui é um túmulo deles, e como este existem outros túmulos. Agora, com o
próximo degelo dos pólos, muita coisa virá para a luz do Sol! O plano não falhou: só não se cumpriu em toda a
plenitude. Muita coisa foi feita que permitiu a evolução da Terra. Já os grandes animais haviam sido afastados,
tornando habitáveis as principais porções de terra. Os princípios da tecnologia e as sementes da vida social
formavam um lastro imperecível na mente de muitos habitantes. O padrão espiritual então existente foi permitindo a
materialização da natureza e tudo foi se modificando. Os imortais Equitumans foram se transformando em lendas e
deuses e o Homem foi construindo suas cidades e suas religiões. A partir daí, os grandes missionários começaram a
vir à Terra e os Equitumans, recolhidos no Planeta Mãe, começaram a reencarnar nos descendentes de seus antigos
corpos. Aí então teve início outro tipo de luta: alguns desses espíritos, saudosos de seu antigo poder, começaram a
se organizar no etérico da Terra e a formar falanges. Os antigos poderes psíquicos foram sendo sedimentados em
manipulações mediúnicas e os dois planos - o físico e o etérico - intensificaram seu intercâmbio. Um grande
missionário, que hoje, para nós, se chama Seta Branca, responsável pela Estrela Candente, reuniu os remanescentes
mais puros e os dividiu em sete tribos, que foram distribuídas nos antigos pontos focais dos Equitumans. A eles
coube recomeçar a tarefa interrompida. Cada tribo compunha-se de mil espíritos. Foi aí que foram criadas as
hierarquias dos Orixás, os grandes chefes que tinham a virtude de se comunicar com os Mestres. O processo
civilizatório dos descendentes dos Equitumans se foi realizando nos milênios subsequentes, principalmente pelos
Tumuchys. Duas dessas tribos deixaram caracteres mais marcantes: os que mais tarde se chamaram Incas e os
posteriormente conhecidos como Hititas. Outra tribo que também teve muita importância nos acontecimentos foi a
dos Índios, cujo núcleo foi iniciado aqui, nas margens deste lago. Cedo eles adentraram para
Leste, em direção ao Atlântico, e para o Norte, na rota do Amazonas. (...) Ao desencarnarem de suas agora curtas
vidas, eles se recusavam seguir os rumos normais de Capela e preferiam perseguir suas próprias quimeras nos
planos etéricos. Juntaram-se, assim, em falanges e, graças ao conhecimento adquirido, procuraram sempre reproduzir
a situação inicial. Esqueceram-se eles de que, desta vez, não tinham a bênção de Deus e nem o auxílio precioso
dos Mestres, suas máquinas e seus corpos imperecíveis. Eram imperecíveis, mas no sentido inverso do que foram na
Terra física. Nos seus corpos iniciais, os princípios vitais lhes permitiam viver, como aconteceu com quase todos, até
a destruição externa, propositada. Suas mentes, porém, através de suas almas, se evoluíam e progrediam sem parar.
Na economia sideral dos planos da época, a indestrutibilidade dos corpos atuava como fator de segurança que
permitia a esses seres enfrentar as tarefas ciclópicas sem titubear, além do respeito que impunham a seus
descendentes, as vantagens da memória física milenar e outras. Já no plano etérico, sem as vantagens do plano
físico, sem a contínua assistência dos Mestres e sem os planos da Engenharia Sideral, suas mentes foram se
degenerando na atrofia inexorável desse plano. Isso é um círculo vicioso, em que o ser cada vez mais perde as
perspectivas e se ilude com as próprias sensações. Grande parte de sua atividade se concentra na alimentação de
seus corpos etéricos, cuja maior fonte de energia é o ectoplasma da Terra, dos seres vivos. Em vez de terem suas
cabeças erguidas para o Céu, para as fontes puras de energia divina, são obrigados a tê-las voltadas para baixo,
para os seres encarnados, de onde parte sua alimentação energética. E o coração do Homem está onde estão seus
interesses. Tudo o que acontece com os seres humanos lhes interessa. Tendo uma falsa noção de poder,
reminiscência dos poderes que possuíam, eles sempre pretenderam influir nos acontecimentos humanos e, em parte,
o conseguem. Sua confusão mental, entretanto, os faz crer ser possível a retomada da antiga posição de 300
séculos antes. E assim podemos juntar duas épocas distantes e entender os enredos tenebrosos dos dias atuais.
Equitumans encarnados, Equitumans no invisível etérico e Equitumans nos planos mais evoluídos - esses são os
elementos das lutas atuais no Brasil. Hoje, esses espíritos nem sabem mais que foram os poderosos Equitumans que
foram à Lua e a Marte. Os que estão encarnados têm menos noção ainda. Acrescente-se que esses encarnados,
presos aos círculos cármicos, vêm se endividando e pagando dívidas num círculo quase vicioso. Muitos dos atuais
políticos passaram pelas lutas dos dois ou três mil anos, talvez mesmo anteriores. E agora, no fim de mais um Ciclo,
quando o planeta urge passar a categorias melhores, fazem-se necessários o reajuste e o reequilíbrio. Por isso, os
inocentes de hoje não o foram ontem. É preciso ter compaixão e ajudá-los, mas isso deve ser feito com a
serenidade que o Cristo nos proporciona, com a justiça Evangélica de as árvores serem reconhecidas por seus
frutos.”

7.2 - OS TUMUCHYS, JAGUARES E MUSSUMAN - Os espíritos que se mantinham puros naquela fase civilizatória
do planeta e, portanto, tinham condições de retornar a Capela, eram recolhidos e recebiam instruções dos Grandes
Mestres, reencarnando, em seguida, para cumprir novos planos na Terra. Assim foram formados os Tumuchys, os
Jaguares e os Mussuman. Esses eram antigos Equitumans que voltavam com liderança e em condições superiores aos
demais habitantes, bem como em corpos preparados para maior tempo de vida terrestre e para ações
determinadas, vedadas aos demais. Em lugar da evolução marcada pelo espírito, com o poder da criação e
características próximas de Deus, pois está mais próximo da eternidade, a mudança fundamental da Terra foi sendo
realizada com base na alma, o que significa conflitos, relacionamento pelas diferenças, ações desencadeadas por
fatores positivos ou negativos, marcadas pelo já criado, pelo transitório, pela elaboração transformista. Houve
momentos em que, por consequência de movimentos telúricos, com cataclismos e movimentação das placas
terrestres, predominava o plano puramente físico; outras fases, em que predominavam as lutas entre as civilizações
mais avançadas e outras menos evoluídas, predominava o plano psíquico. Com isso, o espírito só conseguia
predominar em pontos restritos e herméticos, atravessando os séculos em segredos profundamente guardados na
tradição oral e escrita das doutrinas secretas, no segredo das iniciações, do ocultismo e do esoterismo, evoluindo e
se revestindo de características próprias, adequadas à região ou à missão envolvida nos diversos grupos. Por volta
de cinco mil anos após os Equitumans, chegaram à Terra os Tumuchys, sob a liderança do Grande Tumuchy, nosso
Pai Seta Branca, poderoso Orixá de origem Equituman, juntamente com sua alma gêmea, Mãe Yara, e cerca de
oitocentos espíritos escolhidos, e se instalaram na região andina, onde o Grande Tumuchy foi chamado de Jaguar.
Os Andes foram escolhidos por serem enormes jazidas de metais nobres, tais como ouro, prata e cobre, a serem
utilizados na confecção de aparelhos de precisão e de adornos cerimoniais. Após grandes dificuldades ambientais,
especialmente com indígenas e com ferozes animais, os Tumuchys foram para Omeyocan, também conhecido como
Lemúria, mais tarde submerso pelo oceano Pacífico, ficando, apenas, fora da água, a atual Ilha da Páscoa e o
arquipélago do Havaí. Tinham uma constituição física muito diferente da dos terráqueos, com grande beleza física e
estéreis, vivendo, em média, 200 anos, trazendo impressa no peito a data de seu desencarne. Sua missão era a de
criar um novo tipo humano que evoluísse em três planos diferentes: o físico, o psíquico e o espiritual, naquele
ambiente hostil do planeta, onde estavam em curso as modificações também nos três reinos da Natureza, ou seja,
nos minerais, vegetais e animais. Cientistas e artesãos, avessos à violência, conheciam toda a Ciência Cósmica e a
energia nuclear, fazendo transmutações que propiciaram as construções das grandes cidades e dos diversos
monumentos energéticos da Terra - as pirâmides das Américas e do Egito, Machu Picchu e muitos outros centros de
manipulação de energias siderais, especialmente a conjunção de forças do triângulo Sol-Terra-Lua - e viajavam em
naves velozes por todo o planeta, mantendo contato com outros Orixás que, em diferentes regiões, se dedicavam à
evolução do Homem primitivo, levando conhecimentos que até hoje surpreendem os cientistas por sua perfeição e
que não dependiam, também, somente do contato físico, pois os Tumuchys usavam muito as comunicações
psíquicas. Trabalhavam, implantando em diversos pontos geradores e manipuladores de energia conforme
indicações de um mapa terrestre, chamado Mutupy, verdadeira fotografia da Terra, semelhante ao mapeamento hoje
feito pelos satélites. Segundo informações de Amanto, Omeyocan se constituiu na sede científica do planeta e no
centro de comunicações interplanetárias; chegavam chalanas de Capela e para lá partiam; ali se reuniam os
Orixás, chefes máximos dos planos civilizatórios da Terra. Como a missão dos Tumuchys não era a de estabelecer
uma estirpe na Terra e viviam sempre com grande sacrifício, lutando contra grande parte das leis que regiam o
plano físico e psíquico da maioria, com qualidades físicas especiais, porém em distonia com as realidades da Terra,
sem a osmose natural, o Grande Orixá Jaguar considerou encerrada sua missão, já que deixara sua marca em
vários pontos do planeta. Sabendo que iria desencarnar brevemente, ele foi, com sua companheira, aos diversos
núcleos que estabelecera na Terra e desapareceu, deixando seu povo sem a sua liderança. Os Tumuchys
começaram a se dispersar, uma grande parte deixou Omeyocan e se espalharam pelos continentes, especialmente
as atuais Américas. Em sucessivas encarnações, formaram as grandes civilizações na Terra, e foram tratados como
deuses, até que, desintegrados, foram substituídos por tribos bárbaras, sendo hoje confundidos com civilizações
como as Inca e Maya, povos violentos que passaram a habitar as cidades vazias, e se confundem nas pesquisas
dos cientistas modernos.

7.3 - OS MAYAS - A civilização Maya ficou marcada como uma de nossas mais ricas e tristes reencarnações,
aconteceu na península de Yucatan, no México, onde tínhamos um desenvolvimento material e científico superior ao
de hoje, com amplo controle da energia atômica. Havia o Homem-Pássaro, que voava por todas as direções com
um macacão especial, cheio de tubinhos energéticos. Entre os Mayas, grandes sábios recebiam instruções
diretamente de Capela, tinham a Voz Direta e realizavam grandes fenômenos. Em sua ambição, pretenderam
capturar uma das amacês que passavam em vôo razante, projetando a energia de Capela para aquele povo,
mantinham aquelas áreas livres de certos animais que aterrorizavam o Homem, traziam instruções, porém sempre
sem atravessar o neutrom. Só que aprisionaram uma amacê errada, que produziu a desintegração de toda aquela
civilização. Essa foi uma das grandes experiências de nossa tribo, filhos de Pai Seta Branca, tendo Chichen-Itza
como centro de alimentação energética de diversos outros locais, através das pirâmides. Era como se fosse o
Templo-Mãe e os demais Templos do Amanhecer. Em Chichen-Itza chegavam amacês para distribuir energia etérica
e o povo dispunha de conhecimentos profundos e viva em harmonia e paz, manipulando as forças do Sol, da Lua,
de Vênus e de outros astros. Foi o berço da civilização Maya. Mas uma separação foi forçada pelo irmão do rei,
que, ambicioso, quis tomar o poder. Tramou uma revolução para depor o irmão, mas este, alertado pela cunhada,
reuniu um grupo de fiel seguidores, e partiu, deixando que o irmão assumisse seu lugar sem haver confrontos ou
violência. Deixando a cidade, o rei seguiu para oeste, e, no meio do caminho, separou seu grupo: um, por ele
comandado, foi para Uxmal, onde construíram uma cidade como Chichen-Itza, com a diferença fundamental em sua
pirâmide, e o outro grupo foi para o litoral, onde construiu Tulum, a única cidade Maya à beira-mar. A pirâmide de
Chichen-Itza é de quatro faces, e os trabalhos se realizavam, conforme o período, em uma das faces; a pirâmide de
Uxmal é de base elíptica, a única no mundo, uma vez que os trabalhos eram executados sob condições mais
evoluídas. Em Chichen-Itza havia um grande poço, onde o povo se sentava nas bordas, fazendo o rei, sobre uma
lança que se projetava sobre as águas, toda a manipulação das energias do Povo de Cachoeira e das Sereias de
Yemanjá. A água energizada era transformada em vapor, que subia até o povo. Com a mudança, o rei não fez
poço em Uxmal, fazendo a manipulação da energia das águas diretamente no mar, em Tulum, que a projetava
para a cidade real. Quando veio a desintegração do povo Maya, os habitantes de Uxmal e Tulum subiram com sua
missão realizada, enquanto os de Chichen-Itza e demais cidades, por terem fracassado pela ambição do poder e
pela falta de amor, tiveram que voltar, liderados pelo espírito que fora o do irmão do rei, e, pela grandeza da obra
de Koatay 108, recuperar o que haviam deixado no Yucatã. A energia de Uxmal e Tulum formou um imenso
reservatório no espaço, de onde flui para os trabalhos nos Templos do Amanhecer, inclusive no Templo-Mãe, a
grande Força de Yucatã. Após o fenômeno da desintegração, os índios invadiram as cidades, dando início à nova
era da civilização Maya, que a História desvenda como violenta e sanguinária. Isso porque, sem conhecer os
segredos da ciência da manipulação das forças mas sabendo dos grandes fenômenos ali realizados, os invasores,
em sua ignorância, pretenderam obter aqueles fenômenos agradando os deuses com sacrifícios humanos e violentas
guerras. Tudo o que a Arqueologia conseguiu se refere aos índios e não aos verdadeiros Mayas, exceto o mistério
que envolve as grandiosas construções que ficaram como as testemunhas da grandeza daquela civilização.

7.4 - OS INCAS E PAI SETA BRANCA - No século XV, na região noroeste da América do Sul, floresceu uma grande
civilização – os Incas – formada por espíritos Jaguares, que detinham manipulações poderosas das energias do
Universo e reuniam grandes chefes que, hoje, são Ministros de Deus e dispõem de numeroso povo na Doutrina do
Amanhecer. Praticamente arrasado pelos invasores espanhóis, com quem mantiveram prolongadas lutas, o povo Inca
foi liderado pelo Grande Cacique Seta Branca, tendo como último reduto Machu Picchu, que até hoje deslumbra o
mundo com sua energia e seus segredos ainda não desvendados pelo Homem, porém bem claros para os Jaguares.
Foi a última passagem de Pai Seta Branca neste plano, bem como daqueles que ali estavam formando sua corte,
como encarnados. Atualmente, muito acima de nós, essa plêiade de espíritos grandiosos nos assiste e nos protege
para que possamos cumprir nossas missões e planos reencarnatórios. Pai Seta Branca é um dos nomes recebidos
pelo luminoso espírito de Oxalá, Orixá poderoso que preside todo o desenvolvimento cármico do nosso planeta, a
quem foi dada a missão de espiritualizar o Homem. É o grandioso guardião do Oráculo de Simiromba, que
administra todo o potencial de forças que agem e interagem na Terra. SIMIROMBA significa, em nossa Corrente,
“Raízes do Céu”, e Pai Seta Branca é o Simiromba de Deus! De seu Oráculo, Simiromba realiza toda a grandeza
presente em nossos trabalhos. Chegando aqui, liderando a missão dos Equitumans, quando ficou conhecido como
Jaguar, e dos Tumuchy, Oxalá retornou no século XII, na Itália, como Francisco de Assis, junto com sua alma gêmea -
Mãe Yara - como Clara de Assis, desenvolvendo magnífica obra dentro da Igreja Católica Apostólica Romana,
criando a Ordem Franciscana, implantando as bases de sua Doutrina: Amor, Humildade e Tolerância, idéias das
quais os Homens estavam afastados. Na época da conquista da América, no século XV, Oxalá era o grande
cacique de uma tribo Inca, estabelecida em Machu Picchu, tendo recebido o nome de Seta Branca por causa de
sua lança armada com a presa de javali. Com as conquistas espanholas na região andina, houve uma ocasião em
que os espanhóis chegaram nas proximidades daquela tribo, ameaçando-os. Seta Branca e seus oitocentos
guerreiros aguardavam os invasores em um descampado. Quando estavam próximos para iniciar a batalha, Seta
Branca começou a falar, ao mesmo tempo em que, com sua seta branca nas mãos, fazia como que uma oferenda
aos céus. Sua voz ressoava por toda aquela região, gerando campo de forças que trouxe um clima de paz e
tranquilidade o qual influenciou todos aqueles corações. Guerreiros dos dois lados sentiram aquela emanação, e
foram se ajoelhando. Seta Branca terminou sua invocação, trouxe sua seta até o plexo, e ficou em silêncio, de
cabeça baixa, aguardando os acontecimentos. Os espanhóis foram se levantando e abandonando o campo, e
retornaram para seus acampamentos, no oeste, sem qualquer confronto. Os Incas retornaram à sua cidade, sentindo
o poder do amor sobre a força bruta. E ali viveram por muitos anos ainda, totalmente isolados. Esses espíritos
retornaram no limiar do Terceiro Milênio, liderados por Oxalá, na roupagem de Pai Seta Branca, tendo como líder,
no plano físico, Tia Neiva, que reuniu os Jaguares sob a Doutrina do Amanhecer. O aniversário natalício de Pai Seta
Branca é reverenciado no dia 14 de fevereiro.

A INTEGRAÇÃO DAS RAÍZES

A) A INTEGRAÇÃO DAS RAÍZES PELO PODER


ALEXANDRE MAGNO

Nascido na Macedônia em 356 AC, filho de Filipe e Olímpia, Alexandre III, o Magno, teve educação voltada
para ser um rei magnânimo e com autodomínio, dos 13 aos 16 anos conduzida por Aristóteles, e absorveu imensa
cultura helenística. Aos 16 anos comandou uma expedição militar contra uma tribo trácia, tendo obtido sua primeira
vitória e fundado uma colônia militar – Alexandrópolis. Aos 18 anos, participa de cruentas batalhas contra o
esquadrão sagrado de Tebas. Filipe morre e Alexandre, com 20 anos, é proclamado rei, em situação difícil, pois a
Macedônia vinha ainda no processo de unificação, buscando libertar-se do feudalismo que ainda persistia em
algumas regiões, e enfrentava ameaças dos Helenos e dos Bárbaros. De acordo com seu espírito persistente e
calculista, arrojado e dinâmico, Alexandre primeiro se garante no poder, liquidando seus rivais e desbaratando a
nobreza, e parte para a Tessália, onde sufoca uma rebelião, passa as Termópilas e conquista Tebas, chegando a
Corinto já com a derrota dos gregos e sendo eleito chefe dos confederados contra a Pérsia. Prepara, então, os
exércitos comandados por chefes de vários origens, e vai a Delfos, onde, ao se defrontar com Pytia, esta lhe
perguntou o que queria. Alexandre lhe disse que ali estava para espiritualizar suas tropas. Então, Pytia lhe diz: “Irás,
lutarás, vencerás e voltarás! Jamais irás morrer em combate!” e consagra Alexandre, dando-lhe o título de “O
Invencível”. Em seguida, abençoa seus comandantes, que passam com as tropas, raiz que foi trazida por Koatay
108 para o ritual de Consagração dos Adjuntos, em 1978. Partem para combater os Bárbaros, no Norte, obtendo
grandes vitórias, mas o boato da morte de Alexandre corre na Grécia, que se revolta, querendo se libertar do jugo
macedônico. Alexandre volta à Grécia, que não aceita a paz. Tebas é arrasada e os gregos vendidos como
escravos. Com bem preparado e aguerrido exército, com a formação em falanges, com milhares de arqueiros e
treinada cavalaria, parte Alexandre para a conquista da Ásia, em fins de 335 AC. Com a primavera de 334 AC,
ele atravessa os Dardanelos e inicia a libertação das cidades gregas da Ásia Menor, indo expulsar as tropas de
Dario, rei dos Persas, inclusive liquidando as bases da armada persa, que dominava o Egeu. A marcha macedônica
é invencível, ocupando cidades da Lídia e da Jônia, substituindo seus títeres por democratas. Em 333 AC, no dia
que corresponde a 12 de novembro, Alexandre tem a grande batalha com Dario e seus exércitos, em Isso, obtendo
estrondosa vitória, e daí indo para Tiro, base central da armada persa, que domina após um cerco de sete meses, o
que faz a Síria render-se totalmente. Parte, então, Alexandre para o Egito, onde é recebido com honrarias e
agraciado com uma consagração no Templo de Amon-Ra. Sem lutas, assume o poder do Egito e cria a cidade de
Alexandria, que se tornou um farol da cultura das raízes capelinas na Terra. Mas a inquietação de Alexandre é
grande, e parte de Mênphis para a conquista da Mesopotâmia. Uma vez mais confronta-se com Dario, em 331
AC, que, derrotado definitivamente, se torna fugitivo e é assassinado pouco tempo depois. Abre-se, com isso, o
caminho para o domínio das grandes cidades – Babilônia, Susa, Parságadas e Ecbátana. Estabelecendo inúmeras
alianças e reconciliações, Alexandre se casa com Roxana e assume o comando de expedição que iria até o Indo.
Chega até o Bias, onde os comandados se recusam prosseguir, e, então, volta a Susa, onde, em 324 AC celebra a
conquista do império persa. Alexandre morreu em 323 AC, na Babilônia, de uma doença – tifo ou malária, não se
sabe. Alexandre foi um espírito que veio com a missão de unir as linhas das diversas origens, um grande guerreiro,
porque só através da conquista material e da purificação pelas dores das grandes batalhas poderia ser feita a
unificação daqueles povos e, também, a recuperação da linhas religiosas que estavam se dissipando e se
perdendo. Tudo estava previsto e, por isso, Pytia o reconheceu e lhe concedeu o título de “o Invencível”, porque
sabia da dura missão que levaria aquele jovem guerreiro à conquista dos mundos helênico e persa. Alexandre já
reencarnou em outras existências, sempre aguerrido e glorioso, voltado às conquistas espirituais. Hoje, está ligado
diretamente às forças de Tapir, de onde se desloca para a Lei do Auxílio no Vale do Amanhecer.

B) A INTEGRAÇÃO DAS RAÍZES PELO AMOR


TIA NEIVA

Com a aproximação do Terceiro Milênio, surgiu a necessidade de mais uma vez ser feita a integração das raízes
capelinas neste planeta. Um espírito foi preparado, na Espiritualidade Maior, para trazer à Terra a Doutrina de Pai
Seta Branca, após experiência de muitos milênios, portando a força dos Equitumans, a ciência dos Tumuchy e tendo
como principal missão a reunião dos Jaguares e a criação da figura inovadora do Doutrinador, manipulando as
forças projetadas pela Corrente Indiana do Espaço e pelas Correntes Brancas do Oriente Maior. Reencarna no
sertão brasileiro, em Propriá, Sergipe, como uma menina que se chamou Neiva, nascida a 30 de outubro de 1925
e que desencarnou em Brasília, DF, no dia 15 de novembro de 1985, já tendo cumprido sua jornada em meio a
muitas dificuldades e grandes realizações. Com 32 anos, sua mediunidade abriu-se: revelou-se sua clarividência.
Mas o potencial de Tia Neiva não pode ser resumido nesta classificação, pois ela foi dotada de mediunidade
universal, isto é, possuía todos os tipos de mediunidade, qualidade peculiar de um ser Iluminado, pois, segundo a
Lei dos Grandes Iniciados, somente um Iluminado pode iniciar alguém. Essa condição permitiu que, dentro de
modesta e simples condições, Tia Neiva vivesse e agisse, simultaneamente, em vários planos existenciais com plena
consciência em cada um desses planos, visualizando o passado ou o futuro, traduzindo suas visões em termos
coerentes e racionais. Podia ver e conversar com seres de outras dimensões e de planos inferiores ou superiores,
realizava transportes e desdobramentos, o que permitiu que fizesse um curso no Tibet, com o Mestre Humarran, sem
que seu corpo físico de deslocasse do Vale do Amanhecer. Em 1958 deixou o Núcleo Bandeirante, onde
começara sua missão espiritualista, e junto com seus filhos Gilberto, Carmem Lúcia, Vera Lúcia e Raul, fundou, em 8
de novembro de 1959, a União Espiritualista Seta Branca - UESB, na Serra do Ouro, em Alexânia, Goiás, dando
início à missão que recebera de Pai Seta Branca. Em 9 de novembro de 1959 ingressou na Alta Magia de Nosso
Senhor Jesus Cristo. Em 1964 mudou-se para Taguatinga, transferindo-se para o atual Vale do Amanhecer, em
Planaltina, DF, em 1969. Simples e humana, foi Tia Neiva uma grande mãe para todos nós, sempre nos tratando
com amor e carinho, compreensão e tolerância, suavemente nos impondo o respeito e a obediência a ela devidos
como líder de uma Corrente cuja grandeza e limites não podemos alcançar. Sua vida, suas dificuldades, seu
sofrimento, sua Doutrina, de tudo consta uma grande parte nos diversos trabalhos editados pelas Obras Sociais da
Ordem Espiritualista Cristã, atual entidade que administra o Vale do Amanhecer - “Sob os Olhos da Clarividente”,
“2000 - A Conjunção de Dois Planos” e “Minha Vida, Meus Amores”. No Evangelho de João (XIV, 12 a 17 e 26),
nos é transmitida a palavra de Jesus: Na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que
eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai! E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o
farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei! Se me amardes,
guardareis os meus mandamentos. E eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco
para sempre: o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós os
conheceis, porque habita convosco e estará em vós! (...) Mas aquele Consolador - o Espírito Santo – que o Pai
enviará em nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito! Na Doutrina
do Amanhecer, sabemos que somos espíritos imortais, dotados de livre arbítrio e da consciência de nossas missões,
trazendo em nosso espírito as marcas das vivências em diversos mundos, em diferentes épocas, buscando o nosso
desenvolvimento para que melhor possamos manipular as forças que nos competem, agindo na Lei do Auxílio em
benefício de nossos irmãos encarnados e desencarnados, aliviando nosso carma pela Lei de Causa e Efeito,
procurando a afinidade com nossos irmãos evoluídos e a harmonia com os Espíritos de Luz, através da busca do
conhecimento e aprimoramento de nossa conduta doutrinária. E tudo isso devemos à nossa Mãe Clarividente, Tia
Neiva, Koatay 108, que representa, para nós, aquele ESPÍRITO DA VERDADE, porque nos trouxe uma nova
esperança, através desta Doutrina que nos libertou de dogmas religiosos e superstições, fazendo, em nossas mentes,
a substituição de velhos ensinamentos, que exigiam a fé cega e desprezavam a razão, por noções simples e claras,
com bases científicas, com idéias diretas e profundas que nos permitem entender o Universo que nos cerca,
buscando o precioso veio da verdade nas diferentes correntes, religiões, seitas e filosofias, onde podemos buscar as
grandes linhas trazidas de Capela, nos harmonizando e conciliando a Fé e a Ciência que nos impulsam para a
Nova Era. Em mensagem de 9 de abril de 1978, Tia Neiva nos disse: “... É somente pela força do Jaguar, nesta
Doutrina do Amanhecer, e na dedicação constante de nossas vidas, por amor, que podemos manipular as energias
e transformar o ódio, a calúnia e a inveja em amor e humildade, nos corações que, doentes de espírito,
permanecem no erro. Quantos de perdem por falta de conhecimento e por não terem a sua lei. Nós temos a nossa
Lei, que é o amor e o espírito da verdade! Vamos amar, e na simplicidade de nosso coração, distribuir tudo o que
recebermos, na Lei do Auxílio, aos nossos semelhantes...”

DEUS NA DOUTRINA DO AMANHECER

Na Doutrina do Amanhecer, com a integração de todas as linhas derivadas dos Capelinos, chegamos à conclusão
de que Deus é a Verdade Absoluta e não procuramos defini-lo e nem temos preocupação com isso. Não nos
atrevemos a dizer que Deus tem essas ou aquelas qualidades, que gosta ou não gosta disso ou daquilo, que assume
essa ou aquela forma. Nosso caminho é a Nova Estrada, onde trilhamos porque acreditamos ser Jesus de Nazareth
o portador da Verdade, que nos levará a Deus. Jesus, o Divino e Amado Mestre, edificou a Escola do Caminho,
estabelecendo um perfeito sistema que nos chegou através dos Evangelhos, pelo qual sabemos, percebemos e
sentimos tudo o que precisamos a respeito de Deus, não sendo necessário desgastar nossas energias especulando a
natureza de Deus. Ela é implícita e tranquila em nossa vivência crística. Nossa Doutrina se resume nas três
proposições básicas de Jesus: AMOR, TOLERÂNCIA e HUMILDADE - que constituem os três Reinos de nossa
Natureza. Com a aplicação deste princípio o Homem consegue reformular sua existência, atenuando seu carma,
sendo útil e utilizando seu potencial mediúnico para a ajuda de irmãos encarnados e desencarnados, na Lei do
Auxílio, e caminhar para Deus.

· “Deus é Natureza, é a Verdade viva e absoluta, revestida de Luz! Deus é Verbo, Energia Luminosa de ação e
reação. Deus é o canto supremo da Harmonia, na expressão mais alta da Justiça e do Amor. É a Ciência, a Força e
a Razão! É a este poder cabalístico, filho, nesta Doutrina, que a Cabala de Ariano nos aconchega.” (Tia Neiva,
11.7.83)

ANEXO

OS GRANDES SÁBIOS DA GRÉCIA ANTIGA

ANAXÁGORAS – No Século V AC, foi o primeiro filósofo a se estabelecer em Atenas, onde chegou com 20 anos
(século V AC) e se tornou amigo e mestre de Péricles, sendo mais tarde exilado por afirmar que os astros não eram
deuses e, sim, pedras ígneas. A cosmologia e a cosmogonia foram a base de sua filosofia: a matéria – as chremata
(coisas), as spermatas (sementes), as moirai (partes ou parcelas), sob a ação dos contrários (claro x escuro, quente x
frio, seco x molhado, etc.) – e o espírito – o nous, o mais sutil e mais puro dos chremata, que de tudo tem o maior
conhecimento e o maior poder, infinito, com autodomínio e se mantendo puro, sem se misturar com coisa alguma.
Pelo fenômeno da criação, o nous deu origem a todas as coisas e, portanto, “tudo está em tudo”.

ANAXIMANDRO – (614 a 545 AC) Geógrafo, engenheiro e filósofo, nasceu em Mileto e viajou pelos grandes
centros do Oriente e do Ocidente, fazendo registros em seu trabalho Da Natureza, a primeira obra em prosa da
antiga Grécia. Foi autor do primeiro mapa geográfico, elaborou o primeiro conceito de infinito - o Apeiron – o
princípio originário e originante de todas as coisas, afirmando que dali tudo se originava e a ali tudo retornava.

ANAXÍMENES – Vivendo na Segunda metade do século VI AC, na Escola de Mileto, após Tales e Anaximandro,
estabeleceu que o Ar – infinito e incorruptível, de natureza divina - era o princípio de todos os seres, inclusive como
nossa alma que “é ar, contém, governa e atravessa nosso corpo”. Ë a Lei do Eterno Retorno, com base na Terra,
centro do mundo, com a forma de seção côncava de cilindro, sustentada pelo Ar, com os astros circulando em torno
de seu perímetro.

ANTÍSTENES – (455 a 360 AC) Discípulo de Sócrates, fundou a seita Cínica, negando as definições, o valor das
discussões e o erro. Para ele, a felicidade baseava-se na virtude e esta no conhecimento. Quem sabe o que é a
virtude não pode deixar de viver segundo ela. E quem adquiriu o conhecimento pela virtude não mais o pode
perder. A virtude é alcançada com o exercício e com a repetição de atos.

APOLÔNIO DE RODES – Nascido na Alexandria (292 AC), foi bibliotecário do Mouseion e poeta de grande
destaque, profundo conhecedor da Mitologia, da Geografia e da Etimologia. Sua principal obra é o grande
poema épico Argonautica.

ARISTÓTELES – (Estagira, 384 – Cálcis, 322 AC) - Entre os alunos da Academia de Platão estava um jovem
macedônico – Aristóteles – com aspecto refinado, de modos aristocráticos, profundamente interessado nas diversas
matérias da Academia: política, drama, poesia, física, medicina, psicologia, história, lógica, astronomia, ética,
história natural, matemática e retórica. Platão chegou a dizer que sua Academia se compunha de duas partes: o
corpo de seus estudantes e o cérebro de Aristóteles. Quando Platão morreu, Aristóteles, com trinta e sete anos,
julgou que iria ocupar seu lugar. Porém, os administradores da Academia o declararam estrangeiro, e, assim,
elegeram um ateniense como presidente. Aristóteles foi ser conselheiro do rei Hermias, soberano da Atarneia, um
grande território na Ásia Menor. Casou-se com Pítia, filha de Hermias, e desta época datam seus principais
trabalhos sobre Lógica, Física e Metafísica. Por algum tempo teve uma vida tranquila, até que o sogro foi derrotado
pelos persas e teve o sábio de mudar-se para a ilha de Lesbos, onde desenvolveu investigações biológicas. Em 343
AC, recebeu o convite para ser tutor de Alexandre, filho do rei Felipe da Macedônia. Em um mundo de desregrada
ambição, bárbaro esplendor e de vulgaridade, o reino de Felipe era verdadeiro desafio para a tarefa de Aristóteles.
Interrompeu seu trabalho quando se conscientizou de que Alexandre, o Grande – que assumira o reino em lugar do
falecido pai – não estava disposto a aceitar suas idéias filosóficas e se atirava à conquista daquele mundo com
toda a fúria que herdara do pai e lampejos da loucura de sua mãe. Depois de ver seu sobrinho Calístenes ser
enforcado por se recusar a aceitar Alexandre como deus, Aristóteles regressou a Atenas e, como não desejava
reingressar na Academia, fundou uma nova escola, onde, pela manhã, ministrava ensino esotérico e técnico aos
discípulos e, à tarde, dava aulas públicas ao povo em geral, denominando-a Liceu. Entre suas idéias, dizia que
Deus não era o criador do universo, mas a causa de seu movimento, porque o criador é um sonhador, uma
personalidade insatisfeita, alma que anseia por algo que não existe, ser infeliz que busca a felicidade, criatura
imperfeita que aspira à perfeição. Se Deus é perfeito, não pode ser insatisfeito ou infeliz, sendo, portanto, não o
criador mas sim o motor não movido do universo. Qualquer outra fonte de movimento – pessoa, coisa ou
pensamento – é um motor movido. Mas Deus, um Ser Supremo, frio e impessoal, sem ser movido, produz movimento
dentro de todos nós por ser amado. Aristóteles preconiza o Estado cooperativista, com equilíbrio entre a ética e a
política. O Estado existe para o Homem, e não o Homem para o Estado. O Homem nasceu para ser feliz.

ARQUIMEDES – (Siracusa, 287 a 212 AC) Foi, na Matemática e na Mecânica, o maior gênio criador da
antiguidade, estabelecendo princípios geométricos, da estática e da hidrostática, além do centro de gravidade e o
funcionamento das alavancas, ficando o princípio da impulsão hidrostática conhecido como o “Princípio de
Arquimedes” (Todo corpo mergulhado em um líquido está submetido a uma impulsão vertical, dirigida para cima,
igual ao peso do volume do líquido deslocado).

DEMÓCRITO – Nascido em Abdera, Trácia, teve curta permanência em Atenas, viajando pelo Egito, Babilônia,
Pérsia e algumas outras regiões do Oriente Médio, chegando à Índia, sempre mergulhado em observações
científicas. Seus estudos determinaram sua teoria de que existia uma visão mental de todas as realidades. Para tudo,
havia uma opinião comum e uma inteligente, que levava à oposição entre o operar instintivo e o operar intelectual.
Afirmou que nada sabemos da realidade – o que sabemos é apenas opinião. Fora das coisas existentes, não há
senão átomos, unidades últimas indivisíveis, indestrutíveis e eternas, cuja existência conhecemos somente pela mente.
Suas idéias sobre a Ética objetivaram a vida pessoal, afirmando que a vida mental deveria prevalecer sobre os
instintos, embora o que pecasse não era o corpo, e sim a alma que desvirtuava e usava mal o corpo. Os bons
sentimentos e a inteligência deveriam superar as ambições políticas e militares; o prazer do espírito deveria estar
acima do prazer físico; e o perfeito equilíbrio das paixões humanas traria a paz ao espírito. A alegria, a
moderação, a boa vontade, a tranquilidade e o equilíbrio proporcionariam um elevado grau de felicidade ao ser
humano.

DIÓGENES DE APOLÔNIA – Ensinando em Atenas, compartilha as idéias de Anaximenes, dizendo que a


realidade comum elementar é o ar, cuja condensação e rarefação explicariam os fenômenos cósmicos, tendo em si
mesmo conhecimentos que animam e guiam todo o processo. Essa realidade primitiva, solidária e suficiente
comporia tudo – matéria, alma, conhecimento e Deus.

EPICURO – (Samos, 342 a 270 AC) Em 307 AC, criou em Atenas o “Jardim”, comunidade isolada do tumulto e da
política, baseada no sentimento de amizade. Escreveu grande número de obras, sendo baseadas na Moral,
compreendendo a Lógica, a Física, a Metafísica, a Religião e a Ética. Todo o conhecimento teria, como base, as
sensações, sendo os sentidos o critério da verdade. O erro seria decorrente de um raciocínio formado por opiniões
e juízos, fora dos dados sensoriais, e a exatidão se baseava na evidência. A matéria se compunha de átomos
(como ensinou Demócrito) e de vazios, onde os átomos de moviam. O corpo era formado por átomos, e também a
alma, só que esta teria átomos mais sutis e com vibração mais rápida. Como se compunha de átomos, a alma seria
mortal. Os deuses seriam homens perfeitos, verdadeiros sábios, compostos por átomos extremamente sutis, vivendo
nos vazios entre mundos, sem qualquer interveniência na Humanidade ou no Universo, e por sua sabedoria e auto-
suficiência seriam os verdadeiros modelos para o Homem da Terra. O Homem deveria buscar, sempre uma forma de
prazer: o estático, superior, como a tranquilidade e a ausência da dor corporal, e o dinâmico, como a alegria e a
exultação, sendo escolhidos pela prudência. Para Epicuro, os quatro remédios da felicidade – tetrafarmaco – seriam,
como demonstrou: a) ser em vão temer a Deus; b) ser em vão o temor da morte; c) estar o prazer ao alcance de
todos; e d) ser a dor plenamente suportável, por ser breve e transitória.

ERASTÓTENES – (Cirene, 276 – Alexandria, 194 AC) Estudou em Alexandria e Atenas, tornando-se filósofo,
matemático e geógrafo, matérias sobre as quais escreveu mais de cinquenta obras. Dirigiu a Biblioteca de
Alexandria, desde 236 AC até morrer. Ficou famoso com seu sistema de crivo para a investigação dos números
primos e pelo mesolabio, construção mecânica para a resolução do problema da média proporcional. Mediu, pela
primeira vez, a circunferência terrestre, errando por pequena margem – 114 Km.

EUCLIDES DE ALEXANDRIA – Viveu em Atenas, no século III AC, e é um dos maiores gênios da Geometria em todos
os tempos, destacando-se sua obra Elementos, com 13 livros sobre Geometria plana e sólida e teoria dos números.
Seu princípio metódico era que, além de um pequeno número de definições e postulados, tudo o mais teria que ser
demonstrado. Suas idéias só vieram a sofrer algumas alterações a partir do Século XIX, mas sua obra sobre
Geometria elementar, Astronomia e Música, embora perdida em sua maior parte, demonstram ter sido Euclides um
amante do saber, sem se importar com suas possíveis aplicações materiais.

HERÁCLITO DE ÉFESO – No Século VI AC, escreveu a obra Da Natureza, e suas idéias chegaram até à atualidade,
no que diz respeito ao Logos, que abrange todos os domínios: cósmico, ético, político e teológico, sendo a razão e
a proporção, a lei e o método, a estrutura e o símbolo, que constituem, regem e exprimem o real em totalidade, e
que aparece nas palavras do Homem, sendo a sua forma e capacidade de pensar, a norma de como agir, a
consciência lúcida e desperta, a sabedoria, o ritmo de reciprocidade e a intenção comunicativa. O Logos seria
eterno e comum a tudo e a todos. Para Heráclito, o importante era a luta dos contrários: “O combate é o pai de
todas as coisas e o rei de todas as coisas. De uns fez deuses, de outros, homens... De uns fez escravos, de outros,
livres”. O fogo – Zeus - seria a própria substância do Universo: “Este mundo, o mesmo para todos, nenhum dos
deuses, nenhum dos homens o criou. Mas ele foi, é e será sempre, fogo permanente, vivo, que com medida se
acende e com medida se apaga. (...) O fogo virá a julgar e a convencer todas as coisas!”. Assim, a unidade que
governava tudo era Logos e Zeus era a sabedoria única, o deus combatente mas, também, pacífico.

HÉRON DE ALEXANDRIA – Posterior a Arquimedes e a Apolônio, foi grande pesquisador da Matemática e da


Mecânica, Escreveu numerosas obras, destacando-se Metrika, com cálculos da raiz quadrada e da raiz cúbica, e
Geometrika, com lições de Geometria, e manuais práticos de Física e de Matemática, bem como tratados de
Mecânica, descrevendo engenhos variados, como a fonte, a máquina a vapor, um sifão, um hodômetro, um órgão
hidráulico e figuras autômatos, que eram usados em templos e teatros. Por seu trabalho, ficou conhecido como
Héron, o Mecânico.

LEUCIPO – Viveu no Século VI AC, tendo sido totalmente perdidas suas obras, restando pequenos fragmentos que o
identificam como fundador do atomismo, admitindo, a um tempo, o uno e o múltiplo, o ser e o não ser, o finito e o
infinito.

PÍNDARO – (Tebas, 518 – Argos, 444 AC) De ascendência nobre, estudou música em Atenas e foi o maior lírico
grego, compondo odes triunfais que foram executadas nas mais variadas partes do mundo grego, tratando dos
grandes valores morais, tais como a verdade, a justiça, a lealdade, a paz, a harmonia e a moderação. Sua obra
foi fragmentada pelo tempo, mas peças completas chegaram até a atualidade, tais como os Epicínios, agrupados
pelos Jogos Pan-helênicos, cujos vencedores foram celebrados em Odes Olímpicas, Píticas, Nemeias e Istmícas. Na
música e na poesia cantava a coragem e destreza dos atletas e dos campeões, ligando-os a mitos e ideais
heróicos. Tinha uma cadeira no templo de Apolo, em Delfos, e sua casa, em Tebas, foi a única poupada por
Alexandre, no episódio em que arrasou aquela cidade grega.

PIRRO – (Elis, 360 a 270 AC) Influenciado pela Linha Indiana, é considerado um dos grandes cépticos da
antiguidade. Para ele, nossa sensibilidade, de caráter contrastante e contraditório, só nos revela o caráter
fenomênico do nosso conhecimento. Conhecemos apenas os fenômenos e não a constituição interna das coisas e,
assim, os fenômenos não são verdadeiros nem falsos. A felicidade é obtida pela eliminação das causas das nossas
perturbações, que são geradas pelo nosso juízo sobre a realidade das coisas, sobre sua natureza boa ou má. Disso
surgem nossos desejos e temores, que nos causam agitações. Nossa consciência só capta fenômenos e aparências.
Devemos nos conduzir pelas aparências que nos levem ao equilíbrio vital, à tranquilidade e à paz de espírito. A
principal causa de toda perturbação é a busca de definições. Assim, não devemos definir coisa alguma, abstendo-
nos de quaisquer afirmações ou definições racionais, reconhecendo nossa falta de compreensão. Nunca devemos
dizer “isto é”, mas, sim, “isto parece ser”, evitando todo e qualquer juízo sobre a natureza das coisas.

PITÁGORAS – Nascido em Samos, abriu sua escola em Crotona, Sul da Itália, em 532 AC, obtendo o respeito dos
povos da região, com isso fazendo a união de várias cidades da Magna Grécia, que viam nele a personificação
de Apolo. Após algum tempo, cansados da autoridade de Pitágoras, o povo se revoltou, e ele foi para o
Metaponto, onde morreu. Era considerado senhor de profundo poder e conhecimentos da Magia, e relatam dele
inúmeras aventuras espirituais e xamanísticas, sendo a ele atribuída a doutrina da metempsicose – uma alma pode
viver diversas encarnações, mas não só na forma humana, mas, também, em animais e vegetais.

PLATÃO – (Atenas, 428 a 348 AC) Platão, um dos discípulos de Sócrates, sentiu-se ameaçado por ter
acompanhado o mestre até o momento de sua morte, e resolveu sair de Atenas, tendo, por doze anos, viajado pela
Palestina e pelo Egito, reunindo linhas das origens de Egea, e seguindo até à Mesopotâmia, onde obteve muitas
heranças daquela origem. Dionísio, rei de Siracusa, pediu que Platão fosse ser seu conselheiro. Algum tempo
depois, importunado pelo sábio que condenava sua tirania e corrupção da corte, prendeu-o e o colocou num navio
espartano, que o levou até a ilha Egina, onde foi vendido como escravo. Comprado por um amigo, recebe a
libertação. Em 387 AC, Platão retornou à Grécia, tendo aberto uma escola de filosofia no Jardim Público de Atenas,
que se tornou conhecida como a Academia, onde passou a ensinar a doutrina socrática ou platônica. As idéias de
Platão pregavam a retidão do indivíduo e a equidade do Estado. Mas o que se estabelece na República de Platão
é um Estado comunal, ditatorial e inclemente, com o bem-estar da comunidade acima das necessidades dos
indivíduos.

PROTÁGORAS – Nascido em Abdera (480 a 410AC), foi o primeiro e maior sofista, contemporâneos de Sócrates
que desenvolveram a retórica, a eloquência e a gramática. O termo sofista foi por ele utilizado pela primeira vez
como designação do sábio que viajava e, mediante pagamento, dava aulas aos grupos interessados. Viajou pela
Hélada e deixou apenas duas obras conhecidas – Antilogias e Verdade – que foram desmembradas em vários
fragmentos. Em sua teoria, o Homem é a medida de todas as coisas: das que são, porque são (ou enquanto são);
das que não são porque não são (ou enquanto não são. Seu ponto de vista religioso: “Relativamente aos deuses,
não posso ver nem se eles existem nem se não existem, nem, na hipótese de eles existirem, qual a sua natureza.
Muitas coisas impedem sabê-lo: a não-evidência do fenômeno e a brevidade da vida humana!” Como amigo de
Péricles, recebeu deste a incumbência de redigir a constituição da colônia pan-helênica de Túrios.

PTOLOMEU – Cláudio Ptolomeu (90 a 168 DC) foi grande astrônomo, geógrafo e matemático que, de 127 a 151,
em Alexandria, escreveu uma importante obra – Grande Composição ou Almagesto - , em 13 livros, contendo o
primeiro sistema completo sobre o Universo, o Sistema Geocêntrico. Os estudos sobre astros dominaram as idéias
até a Renascença, com medidas e movimentos, tendo, inclusive, descoberto a evecção – a primeira e maior
irregularidade do movimento da Lua, que se origina na variação da excentricidade da órbita lunar, provocando
mudança na direção da força de atração do Sol. A Ptolomeu se deve, também, grande impulso na Trigonometria.

SÓCRATES – (Atenas, 470 a 399 AC) Foi o grande filósofo e orador grego, e não deixou obras, sendo sua vida
relatada por diversos autores da antiguidade, onde surge a figura de um sábio absorto em suas reflexões,
distanciado de questões da prática cotidiana, definindo conceitos e defendendo o culto da virtude e o autodomínio.
Identificando o útil com o bem, estimulava, através de perguntas, no diálogo com as pessoas, atingirem verdades
que julgavam desconhecer, afirmando que a ignorância é que seria responsável pelas más ações. A moral teria seu
fundamento na razão – a base da Ética, e deve haver uma unidade entre o pensamento e a ação. Em uma reunião
de filósofos e poetas, foi levantado o tema “AMOR”. Fedro disse: “O amor é o mais velho dos deuses e um dos
mais poderosos! É o princípio que transforma em heróis os jovens comuns, pois o enamorado tem vergonha de fazer
papel de covarde diante de sua amada... Assim, dai-me um exército de enamorados e poderei conquistar o
mundo!” Em seguida, Pausânias falou: “Sim, mas é preciso distinguir entre o amor terreno e o amor divino – a
atração entre dois corpos, de um lado, e a afinidade entre duas almas. O amor vulgar do corpo cria asas e foge
ao passar o viço da mocidade, enquanto o nobre amor da alma é perpétuo!...” Sócrates finaliza: “O amor é o
ardente anelo da alma humana pela beleza divina. O amante anseia não somente por encontrar a beleza, mas por
criá-la, perpetuá-la, por plantar no corpo mortal a semente da imortalidade. É por isso que se amam os sexos uns
aos outros – para se reproduzirem e, assim, prolongarem o tempo até a eternidade! E é por isso que os pais amam
seus filhos. Porque a alma dos pais afetuosos cria não apenas filhos, mas também investigadores e companheiros,
colaboradores e sucessores na eterna busca da beleza. E que é essa beleza que todos procuramos perpetuar
através do amor? É a sabedoria, a virtude, a honra, a coragem, a justiça e a fé. Numa palavra, beleza é verdade,
e a verdade é o caminho que conduz diretamente a Deus!...” Tendo sido condenado à morte, sob acusação de
corromper os jovens e introduzir deuses estrangeiros em Atenas, Sócrates teve oportunidade de fugir, mas se negou,
dizendo: “Vamos enfrentar a morte como enfrentamos a vida: corajosamente! Não consiste a dificuldade, ó, juizes
meus, em fugir à morte, mas à culpa, pois esta é mais veloz do que a morte, e nos agarra com muito maior
rapidez... Fui alcançado pela morte e meus acusadores, pela iniquidade... Submeto-me à minha punição, e eles à
sua!” No momento em que ia ingerir a cicuta, veneno que o mataria rapidamente, Sócrates fala aos discípulos que
havia convidado para o ato: “A morte pode ser um sono eterno – um suave esquecimento imortal em que não existe
perseguição, nem injustiça, nem desilusão, nem sofrimento, nem aflição – ou uma porta através da qual passamos
da Terra para o Céu, átrio que conduz ao palácio de Deus. E lá, meus amigos, ninguém é morto por suas
opiniões... Alegrem-se, portanto, e não deplorem o meu passamento. Quando me descerem à sepultura, saibam que
estarão enterrando apenas o meu corpo e não a minha alma!” Ergue a taça de cicuta e nota o desespero nos
olhos dos amigos, e lhes diz: “Que tolice é essa? Mandei as mulheres embora para, principalmente, evitar uma
cena como esta! Aquietai-vos, pois, e deixai-me morrer em paz!...”

SÓLON – (Séculos VII e VI AC) De origem nobre e muito viajado, o grande legislador e poeta ateniense foi o
fundador da democracia, tendo numerosas obras que sobreviveram em fragmentos, tratando de poemas ligados à
política, incluindo exortações populares, como as que fez para a tomada de Salamina e chamar de volta a Atenas
aqueles que haviam se tornado escravos. Como Arconte, em 593 AC aboliu a escravatura decorrente de dívidas.
Depois, promulgou as primeiras leis escritas, alterando por completo a constituição ateniense, baseada em leis orais
de Drácon, mantendo apenas as referentes ao homicídio. Protegeu a produção agrícola e tornou obrigatório que
cada pai ensinasse uma profissão ao filho. Reformou o sistema monetário e o de pesos e medidas, e estabeleceu
quatro classes sociais, baseadas na riqueza e não na ascendência, com elas dividindo a responsabilidade política.
Tornou possível a qualquer pessoa – livre ou escrava – mover processo se se sentisse lesada por algum ato injusto.
As leis eram gravadas em prismas rotativos, para serem lidos em todos os lados. Por ter sido exemplo de grande
estadista e legislador, integro e conciliador, além de sensível poeta, Sólon foi incluído entre os Sete Sábios da
Grécia.
TALES DE MILETO – (Mileto, fins do século VI à 1ª metade do século V AC) Matemático e filósofo, a obra de Tales
foi totalmente perdida, só sendo recuperados alguns trabalhos através de outros autores, que dizem ter ele
introduzido a Geometria na Jônia e ter enunciado vários teoremas sobre ângulos e triângulos. Mediu a altura das
pirâmides do Egito, estudou as cheias do Nilo e, viajando pelo Egito, descobriu que a pedra imã e o âmbar,
quando friccionados, atraem outros corpos. Afirmou que a água seria o princípio de todas as coisas. Buscava
explicações naturais para os fenômenos, sem recorrer a explicações místicas. A Terra flutuaria sobre as águas, como
um barco. Tales foi incluído entre os Sete Sábios da Grécia.

TÍMON – Filósofo céptico, nascido em Fliunte e morto em Atenas, escreveu uma grande obra, que se perdeu,
chegando até à atualidade somente alguns fragmentos de tragédias e dramas satíricos, entre os quais se destaca
Silloi, poema satírico, em hexâmetros.

ZENÃO DE CHIPRE – (Citium, 333 a 261 AC) De origem fenícia, chegou a Atenas em 311 AC, sendo influenciado
por vários filósofos, especialmente por Sócrates e pelos Cínicos, aprofundou-se no estudo da Física, da Lógica e da
Ética. Fundou o Estoicismo, que considerava os problemas morais, sendo que o Homem sábio deveria buscas a
ataraxia, estado em que a alma, pelo seu equilíbrio e na moderação dos prazeres de seus sentidos, de seus instintos
e do seu espírito, atinge o ideal supremo da felicidade: a imperturbabilidade, a serenidade, a tranquilidade. Os
estóicos deveriam preservar sua austeridade de caráter e sua rigidez moral, ficando impassíveis à dor e aos
infortúnios.