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UERJ-FFP

Biogeografia
Aluna: Silvia

- “Biogeografia”, “Análise Fitogeográfica de um tipo de Vegetação”, “A ciência da


Biogeografia”, “Apresentação Geral da Matéria”.

A Biogeografia é uma ciência que unida a outras ciências como a geografia,


botânica, climatologia, pedologia e geologia estuda a origem, expansão, distribuição,
associação e evolução dos seres vivos – plantas e animais – na superfície da Terra, já
que se preocupa em documentar e compreender modelos espaciais de biodiversidade,
lidando com escalas de tempo e espaço.
Isso quer dizer então, que será um estudo dos seres que estão na área habitável
da Terra, chamada de biosfera, a qual consiste os 3 biociclos: Limnociclo (água doce),
Talassociclo (água salgada) e Epinociclo (meio terrestre). Tratando desses biociclos
deve-se lembrar antes, de fatores importantes como as barreiras – que são formações as
quais isolam uma espécie da outra, e as pontes - que permitem a expansão de espécies; o
meio (habitat) - que é o conjunto de todos os fatores e elementos que cercam uma dada
espécie; o potencial biótico - que é a capacidade de uma espécie viver em um dado
ambiente e principalmente, da resistência do meio - que são as dificuldades que o meio
oferece a essa espécie, caracterizando-a como cosmopolita – que consegue vencer essa
resistência e se distribuir, ou como endêmica – que não consegue se distribuir na face
terrestre.
O Limnociclo corresponde à vida nas águas doces, é o menor dos biociclos, tem
baixa salinidade, conta com peixes e anfíbios e se divide em 2 províncias:
Lótica – que compreende as águas correntes e Lêntica – que são as águas paradas
(lagos, lagoas, pântanos...).
O Talassociclo é o maior dos biociclos, compreende a 72% da biosfera e é
dividido em regiões, movimento dos seres vivos e penetração da luz solar.
Regiões: Sistema Litoral – região de fundo, Sistema Abissal – fundo maior de 200m,
Sistema Pelágico – massa líquida que cobre os sistemas litoral e abissal: Nerítico e
Oceânico.
Movimento dos seres vivos: Seres Planctônicos – fitoplanctônicos, zooplanctônicos...,
Seres Nectônicos – peixes, polvos, tartarugas..., Seres Bentônicos – se arrastam no
fundo dos mares ou se fixam em rochas.
Penetração da luz solar: Região Eufótica – fortemente iluminada, Região Disfótica –
pouco iluminada, Região Afótica – sem iluminação.
Já o Epinociclo representa as terras emersas, 28% da biosfera, possui variação de
umidade, luz, temperatura e é subdividido em 2 províncias:
Província dos seres epígeos: é a terrestre, dos seres que vivem no solo;
Província dos seres subterrâneos: seres que vivem debaixo do nível do solo.
E se dividem em diferentes biócoros:
Província terrestre: Florestas, campos, montanhas, desertos, mangues, praias, ilhas
(oceânicas e continentais);
Província subterrânea: Solos e Cavernas.
Devido a tal complexidade e a síntese da ciência chamada Biogeografia, há
varias subdivisões, sendo chamadas de ramos. Eles são caracterizados como:
Biocorologia – estuda a área geográfica das unidades taxonômicas, referindo-se a
espécies, gêneros ou comunidades;
Biossociologia ou Biocenologia – que designa o estudo das comunidades dos
organismos sob diferentes aspectos como organização e dinâmica;
Bioecologia – a qual se preocupa com a análise das relações dos organismos e de suas
comunidades com o meio ambiente;
Paleobiogeografia – que faz seu estudo a partir dos fatos biogeográficos através dos
tempos, podendo assim, conhecer sua educação, sendo de grande importância o estudo
do pólen.
Porém, a divisão mais geral da Biogeografia é a que diferencia 2 áreas de
estudos como a Fitogeografia (estudo das plantas) e a Zoografia (estudo dos animais),
sendo que pelo fato de que no contexto da paisagem é primordial a importância da
vegetação, é nela focada a maior parte do estudo, visto que os animais não apresentam
tão intensas relações com as condições do meio já que alguns se adaptam muito bem a
variações.
O estudo da Biogeografia ajuda na percepção entre a parte física e a humana na
ocupação da biosfera, já que qualquer parte da Terra é o resultado do clima e da
ecologia dos locais. Além disso, ela auxilia nas transposições de plantas para outros
lugares ecologicamente semelhantes, nos trabalhos de planejamento como combate à
erosão e no setor de parasitologia, em questões voltadas à prevenção de doenças
oriundas do estudo de áreas com maiores ocorrências de insetos transmissores.
Embora a vegetação seja o principal estudo por ser o traço mais significativo da
paisagem física, para estudá-la se deve compreender 3 aspectos principais como sua
estrutura, que será obtida através do desenho de um perfil; sua composição, que é
fornecida pela enumeração dos componentes atuais do tipo da vegetação e o dinamismo,
que se manifesta através de diversas fases por qual a vegetação passou e está passando.
Esses estudos são feitos seguindo tabelas e padrões já estabelecidos, contudo, mesmo
assim, demora muito tempo para que seja realizada a obtenção dos dados e seu
resultado.
Assim, pela Biogeografia possuir uma notável história, ela cresce cada vez mais
ocupando uma posição de grande importância não só na geografia, visto que com os
avanços tecnológicos dos programas de computadores, tornou-se possível o
desenvolvimento e a aplicação de novas técnicas como o GIS e métodos geoestatísticos,
fazendo com que ela adote mecanismos próprios de outras disciplinas e melhorando seu
estudo no relacionamento do homem com os demais seres da biosfera.