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12/02/2008 – 3ª feira/2ª aula

5ª feira/1ª aula

DIREITO PROCESSUAL CIVIL I – JOSÉ LUIZ DA COSTA ALTAFIM


Jatafim@terra.com.br
altafimjl@click21.com.br
9981-2848

“O fim depende do início”

ESTUDAR: LICC, E PARTE GERAL DO CC.


1º PROVA 29 DE ABRIL: CURADOR ESPECIAL (sempre cai)
2ª PROVA 01 DE JULHO

Livros:
Código de Processo Civil
Primeiras linhas de Direito Processual Civil, Moacir Amaral Santos,
volume I e II, Ed. Saraiva (linguagem fácil)
Direito Processual Civil Brasileiro, Volume I e II, Ed. Saraiva, Vicente
Greco Filho (aprofundado).
Manual de Direito Processual Civil, Volume I, Ed. Saraiva, Ernani
Fidelis dos Santos (mais exemplos).
Lições de Direito Processual Civil, Volume I, Alexandre Freitas
Câmara, Ed. Lumem Juris.
Curso de Direito Processual Civil, Volume I, Fred Didie Junior, Ed.
Podium.

EXERCÍCIOS:
1) O que é jurisdição?
É o poder de agir do Estado-Juiz, que tem como uma de suas
finalidades a aplicação do direito, e tem como fim imediato a
composição dos litígios. O Estado assume a responsabilidade e
o poder de fazer justiça.

14/02/2008 – 5ª feira/1ª aula


I – CONCEITO:
• Poder, Função, Atividade.
II – FINALIDADE:
• Escopo Jurídico:
Processo:
*CONHECIMENTO (certificar, declarar que esse direito
pertence ou não ao autor): a) Declaratória (declara a existência,
ou inexistência de uma relação jurídica. Visam, também,
declarar a autenticidade ou falsidade de um documento. Toda
ação declara alguma coisa.), b) Condenatórias (visam condenar
a *dar, *fazer, ou *não fazer. ), c) Constitutivas ou
Desconstitutivas (constitui ou desconstitui uma relação jurídica
já existente).
*CAUTELAR (resguardar, assegurar, garantir um direito que vai
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ser, ou que já foi, certificado. É imediato.) é dividido em duas
formas: a) Preparatória (visam preparar a chegada de um
processo, vem antes da propositura da ação principal), b)
Incidental (incide sobre o processo já existente, depois do
processo).
*EXECUÇÃO (Executa, efetiva aquilo que o Estado já declarou
direito, se dá através de títulos judiciais, decisões, despachos,
sentenças e acórdão, e extrajudiciais, cheques, notas
promissórias, duplicatas...).
*PROCEDIMENTO (Visam à integração da vontade dos
interessados. O que vai diferenciar o procedimento é o conflito
de interesses, no procedimento não há conflito, há um acordo,
e o Juiz simplesmente homologa o acordo. Ex.: separação
cosensual).
• Escopo Social: é o restabelecimento da paz social.
• Escopo político: o Estado declara na forma da Lei.

III – CARACTERÍSTICAS:
• Juiz imparcial (tem que agir da mesma forma com o autor
e o réu)
• Substituição (Substitui a vontade do autor)
• Definitiva (não há discussão sobre a coisa julgada.)
• UNA (não há a necessidade de esgotamento da via
administrativa, única exceção é o Habeas Data)
IV – PRINCÍPIOS
• Inevitabilidade (a parte não pode se negar a fazer o que
foi decidido pela atividade estatal)
• Indelegabilidade (o juiz não pode delegar a atividade a
nenhuma outra pessoa)
• Inércia/Demanda (“ne procedat índex ex officio” não há
providência o Estado se ele não for provocado).
• Inventário (o Juiz que abre o inventário. Art. 989, CPC)
• Territorialidade (art. 1º CPC, a Jurisdição é exercida em
todo território Nacional)
• Inafastabilidade (a atividade jurisdicional não pode se
negar a declarar direito, por falta/defeito da Lei)
• Investidura (a jurisdição é exercida por juízes dotados,
aprovados em concursos, provas)
• Juiz Natural (não se pode criar tribunais, juízos, para julgar
causas já existentes, não podendo, também, escolher o
juiz que vai julgar a causa)

V - LIMITAÇÕES
• Arbitragem (as pessoas plenamente capazes podem
atribuir a decisão de suas pendências e controvérsias à
decisão de árbitros por elas escolhidos, furtando-se assim,
de recorrer diretamente ao Poder Judiciário, este árbitro

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pode ser qualquer pessoa capaz e que tenha a confiança
das partes)
• Senado (algumas causas são julgadas pelo Senado)
• Missão Diplomática (Imunidade, algumas pessoas são
julgadas por outras específicas)

VI – EQUIVALENTES JURISDICIONAIS
• Arbitragem:
o Cláusula Compromissória – no contrato eles
pactuam que se houver conflito naquele negócio,
“tal” pessoa vai julgar.
o Compromisso Arbitral – será após a existência do
conflito.
• Auto-tutela – 1.210 do CC.
• Auto-composição – pode ser:
o Judicial – feita pelas partes no próprio processo, no
acordo, o autor renunciando o direito ou o réu
reconhecendo.
o Extrajudicial – acordo feito fora do processo.
• Mediação – Duas pessoas em conflito, que buscam a
ajuda de um terceiro, que se coloca na posição de
conciliador, para resolver o conflito.

2) O que é jurisdição “inter volente” e “inter nolente”?


“Inter volente” (voluntária/graciosa) - a ordem jurídica deixa a
critério dos particulares regularem, uns em face dos outros,
suas relações, livremente criando, modificando ou extinguindo
direitos e obrigações recíprocas. Não há partes, há
interessados. Não há processo, há procedimento.
“Inter nolente” (contenciosa) – é aquela que tem por objetivo a
composição e solução de um litígio. Na Jurisdição contenciosa, existem:
1) atividade jurisdicional; 2) composição de litígios; 3)
bilateralidade da causa; 4) lides ou litígios em busca ou
questionando-se direitos e obrigações contrapostas; 5) Partes -
autor e réu; 6) Jurisdição; 7) ação; 8) processo; 9) legalidade
estrita - o juiz deve conceder o que está na lei à uma das
partes; 10) há coisa julgada formal e material; 11) pode ocorrer
a revelia; 12) há contraditório ou a sua possibilidade.
Verdadeira jurisdição.

3) Pode alguém pleitear em nome próprio direito alheio com


autorização da parte? Fundamente, sim, não e por quê?
O nome é Substituição processual, quando. Depende. Pois, o
art. 6º do CPC diz que: “Ninguém poderá pleitear, em nome
próprio, direito alheio, salvo quando autorizado por Lei”. Mas,
existem casos em que a Lei permite que outros pleiteiem direito
alheio, como por exemplo: o marido que defende os bens dotais
da mulher (art. 289, III do CC), o promotor de justiça, quando
propõe ação de indenização a favor da família pobre da vítima
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(art. 68 CPP), ou do Sindicato ao pleitear melhorias salariais
para toda classe que representa (art. 872, §único CLT).
Legitimação ordinária – os originários da relação jurídica de
direito material são os mesmos da relação jurídica processual,
esta é a regra. E quando não são os mesmos é Legitimação
Extraordinária (Substituição processual). O advogado age em
nome da pessoa, e não no nome dele, um bom exemplo é o
sindicato, porque de um lado estão os empregados, e do outro
a empresa (legitimação ordinária), até que outros empregados
entram com a mesma ação, assim, o sindicato propõe uma
ação, no lugar dos empregados, desta forma o titular passa a
ser o Sindicato (legitimação extraordinária). Outro exemplo é o
Ministério Público.

4) Sob o aspecto positivo ou processual, a palavra ação


corresponde a:
a) causa,
b) demanda,
c) lide,
d) processo,
e) pleito,
f) litígio,
g) pendenga,
h) questão

5) Quais as condições da ação? Explique.********


O processo vai existir, mas não vai chegar ao final, sem essas
condições.
Interesse de Agir – Funda-se na necessidade, utilidade, e
adequação ao objeto do litígio.
Possibilidade Jurídica do Pedido – cuida da viabilidade da
pretensão deduzida pela parte, em relação do direito positivo.
Se não há uma vedação na Lei, pelo que eu pretendo.
Legitimidade para a causa – só terá legitimidade ativa da ação,
em princípio, apenas quem se julga portador do direito em
conflito, que pretende o mesmo bem que esta sendo resistido
pelo réu. *ordinária – quando for pelo mesmo originário do
direito material, e *extraordinária – quando não é mesmo
originário do direito material.

6) Quais os elementos da ação? Explique.*********


Estão dentro da petição inicial.
Elementos Subjetivos (partes, autor e réu), e os Elementos
Objetivos (causa de pedir e pedido):
As partes – pessoas que vão integrar o litígio perante o Estado-
Juiz.
Causa de Pedir – é o relato dos fatos ocorridos (causa de pedir
remota - origem), fundamentação jurídica (causa de pedir

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próxima – qual o fundamento, o porquê) justificadores da
presente ação.
Pedido – é o objeto da pretensão litigiosa, pode ser mediato
(secundário) ou imediato (principal). Imediato - é a pretensão
estatal. Mediato – bem da vida. Nas ações declaratórias, os
pedidos mediatos e imediatos se confundem.

7) O que é competência?
É a medida exata da jurisdição do órgão judicante, ou seja, a
fração que lhe compete, no amplo exercício da função estatal
de aplicação da justiça. É a delimitação do exercício da
jurisdição. É até onde o Juiz pode declarar o direito.

8) Quais os critérios que determinam a competência dos órgãos


jurisdicionais?
A competência é estabelecida pelo valor da causa, pela
matéria, pela função do juiz com relação ao processo e pelo
território. As competências são:
Supremo Tribunal Federal – no juízo cível, tem competência
originária e recursal.
Superior Tribunal de Justiça – na área cível, tem competência
original e recursal.
Tribunais Regionais Federais – julgam originalmente a ação
rescisória de seus julgados ou dos juízes federais da região; os
mandados de segurança e os habeas data contra ato próprio do
Tribunal ou de Juiz Federal; os conflitos de competência entre
juízes federais vinculados ao tribunal.
Juízes Federais – compete o processamento e o julgamento de
causas em que a União, entidade autárquica ou empresa
pública federal forem interessadas na condição de autoras, rés,
assistentes ou oponentes.
Tribunais e Juízes Estaduais – tem competência recursal para
todas as causas julgadas pelos juízes estaduais, à exceção
daquelas cuja previsão venha em contrário.

9) Quais as fontes da competência?


É onde origina/inicial. A fonte principal é a Constituição Federal,
que definiu com clareza as competências. A Constituição
Estadual, Código de Processo Civil, Código de organização
judiciária, Regimento interno do Tribunal, Leis, Estatutos
(idoso...).

10) O que vem a ser competência relativa e absoluta?


Competência relativa – pode ser modificada por conexão,
continência ou pela vontade das partes, quando estas, antes da
propositura da ação, elegem o foro da demanda, ou, então,
quando o réu deixa de opor exceção de incompetência,
concordando tacitamente com a prorrogação.
Competência absoluta – não pode ser prorrogada/modificada

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nem por vontade das partes, nem por conexão ou continência.
Deve ser declarada de ofício, em qualquer tempo ou grau de
jurisdição. Critérios: Matéria, pessoa, hierarquia e função.

11) O que é jurisdição preventa?


É quando dois ou mais juízes tem a mesma competência para a
causa, e esta se estabelece por prevenção. Entre juízes do
mesmo foro, comarca, ou seção judiciária, prevento será aquele
que despachou em primeiro lugar. Se os juízes não são do
mesmo foro, comarca ou seção judiciária, a prevenção se
estabelece pela citação válida.

12) O que é conexão de causas?


É quando for comum, em duas ou mais causas, o objeto ou a
causa de pedir. Há também, conexão pela causa de pedir pelo
objeto, conjuntamente, quando há identificação destes
elementos, mas não há de partes.

13) O juiz é considerado parte do processo? Justifique.


Não. As partes no processo são o autor e o réu, o Juiz é um
sujeito do processo, juntamente com o autor e o réu, formando
a Triade Processual.

14) Quais os pressupostos processuais referentes às partes?


Explique.*********.
Para ser parte: Qualquer pessoa.
Para estar em Juízo: Capacidade Civil (diz respeito à assistência,
representação,
tutela e curatela)
Postulatória: Em relação ao advogado. Ex.: tem que estar com a
OAB em dia.

19/02/2008 – Aula de revisão de TGP


“Não temas porque Eu estou contigo”

21/02/08 – Aula V – RELAÇÃO JURÍDICA PROCESSUAL


“Há um tempo para plantar e outro pra colher”

I – Processo – RJP
Uma relação jurídica processual é um vínculo que uni as pessoas com
direitos e obrigações. A partir do momento que o judiciário é
provocado existirá uma relação jurídica Linear representada pelo o
autor e Juiz. Quando o Juiz recebe a petição inicial, ele deve observar
se ela possui os pressupostos processuais e as condições da ação.
Após os requisitos cumpridos será dado o primeiro despacho do Juiz,
que vai determinar a Citação (que existe para dar ciência ao réu que
existe contra ele uma ação), e o réu não tem obrigação de responder
(mas se ele não contestar, ele será considerado revel, todos os fatos
ditos pelo autor serão considerados verdadeiros), o contraditório, não

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é a contestação (se defender), é a oportunidade que ele tem de
responder após a citação. Após a citação a relação jurídica será uma
relação jurídica processual Triangular, ou Angular (autor, réu e Juiz).
Só quem pede positivamente é o autor (que seja favorável à ele), e o
pedido negativo é do réu (que não seja favorável ao autor), o Juiz só
irá julgar favorável ao Réu caso ele tenha feito uma reconvenção
(resposta). Desta forma, a relação terá os Sujeitos processuais, autor,
réu, que são parciais, que possuem vontades, e o Juiz que é imparcial.
E as partes são somente o autor e o réu. Todas as outras pessoas são
auxiliares da Justiça (escrivão, escrevente...).
II – Características
1) A relação jurídica processual é autônoma, pois ela não depende
da relação jurídica material. Ainda que um Juiz diga que o autor
não teve o direito favorável a si, isso quer dizer, ele pode julgar
improcedente, e dizer que não existiu o direito material, da
mesma forma existiu o processo. As partes do direito
processual, não necessariamente precisam ser as mesmas do
direito material.
2) A relação jurídica é trilateral. Pois, exige a presença do autor,
réu e Juiz.
3) A relação jurídica é Pública. Por que é exercida pelo Estado, que
é um ente público (Poder Judiciário).
4) A relação jurídica é complexa. Por que há direitos e obrigações
para todos os sujeitos.
5) A relação jurídica é dinâmica. Pois, ela começa e termina, e os
atos são praticados seguindo uma ordem, até a sentença, no
modo e na forma determinada por Lei. Devido a toda a
tramitação.
III – Princípio da Dualidade das Partes
Sempre que houver um processo devem existir as partes, autor e réu,
e quando for somente autor e juiz, haverá um procedimento, e não
processo.
IV – Princípio da Igualdade das Partes
Dentro da relação jurídica processual, os sujeitos têm obrigação de
tratar tecnicamente o autor e réu, como sujeitos iguais, com os
mesmo direitos, podendo ser apresentadas as mesmas provas,
mesmos prazos... Para igualar as partes hipo-suficientes (menos
favorecida). Mas, o Código do Consumidor inverteu o ônus da prova, e
quem tem que provar é o réu. É uma igualdade técnica, e não em
termos de justiça.
V – Pressupostos Processuais Referentes às partes: o que é
necessário para que o processo prossiga. Pode ser de: *Existência –
capacidade de ser parte; e *Validade: capacidade processual, e de
estar em Juízo, assim como a capacidade postulatória; sem isso o
processo pode ser considerado inválido. Dependendo o pressuposto o
processo deve ser extinto sem resolução do mérito, por exemplo, se
não houver a capacidade para ser parte. E se estiver, por exemplo, na
fase postulatória do processo, o Juiz suspende o processo, e dá um
prazo razoável para que seja sanado o problema/erro; (Fases:

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postulatória, saneadora, instrutória e decisória). Se o erro estiver na
fase decisória, como tem sido julgado ultimamente, o processo não
será extinto, pois o interesse é de finalizar o processo, e dar a
sentença, desta forma, as Sentenças têm sido mantidas, e o processo
julgado normalmente. Só será invalido o processo, caso haja prejuízo
à parte que não possui o pressuposto.
• Capacidade de ser parte – ela tenha capacidade de estar
em um dos pólos da ação, ou no ativo ou no passivo.
Aptidão para adquirir direitos e obrigações, nas orbitas do
processo. Qualquer pessoa que possua
personalidade=capacidade de direito/plena, a partir do
nascimento com vida (Parte geral do código Civil). Isso
para pessoa física. Mas as pessoas jurídicas também
podem, como autores, ou réus. Além desses, também
podem ser os Entes despersonalizados, que a Justiça
confere poderes, por exemplo, condomínios (não
possuem CNPJ), para pessoa jurídica massa falida
(conjunto de haveres e deveres de uma pessoa jurídica
que não tem mais condição de exercer a sua atividade),
para pessoa física é espólio. Também tem capacidade
para ser parte o Nascituro, que é o feto, aquele que esta
para nascer, como por exemplo, se o pai do nascituro
morre, após o momento dele nascer com vida, ele já
possui o direito à herança do pai, antes disso ele possui a
expectativa.
• Capacidade Processual – está relacionada à capacidade
de fato, capacidade para estar em Juízo, não como parte,
mas como praticante de todos os atos. Possui por si só
direitos e obrigações. Os menores de 16 anos não
possuem essa capacidade, devem ser representados. Os
menores de 18 e maiores de 16, podem ser somente
assistidos, pois ele não pode praticar os atos sozinhos.
Somente os que possuem plena capacidade.
• Capacidade Postulatória – esta relacionada à capacidade
de postular, para conversar com o Juiz, requerer perante o
juízo, e quem tem essa capacidade são os Advogados,
devidamente inscritos na OAB (não pode bacharel),
quando o MP age como substituto processual, ele não
precisa contratar advogado, pois ele sabe como postular.
Ela também é conferida aos estagiários de direito
devidamente inscritos na OAB, após o 7º período, ela
pode ser de ordem absoluta/plena (quando ele puder
sozinho praticar o ato, art. 29, §1º do Estatuto da OAB), e
pode ser de ordem relativa (quando o ato praticado tem
que ser em conjunto com o advogado, art. 23, §2º do
Estatuto da OAB). Também possui capacidade
postulatória qualquer pessoa que queira impetrar com um
Habeas Corpus. O juizado especial a capacidade
postulatória é inerente ao próprio reclamante,
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requerente, ele não precisa de acompanhamento de
advogado, desde que a causa seja de menos de 20
salários mínimos. Acima de 20 salários mínimos a
capacidade postulatória é do advogado. E no caso de
Recurso é obrigatório o advogado. (Ler estatuto da
OAB para ver qual a capacidade do estagiário).
***PROVA***

26/02/08 - terça-feira
DAS PARTES (continuação)
I – Pessoas não naturais. Representação – UVV, Chocolates
Garoto... A Lei diz quem possui a capacidade processual, ou de estar
em Juízo. Se o Estatuto da UVV não designar ninguém, algum diretor
da UVV pode representá-la. **PROVA** E quem representa
ativamente a União? É a advocacia geral da União, cada
Estado possui um advogado regional da União. E quem
representa o estado? É o procurador geral do estado. E quem
é que representa o Município? O procurador do Município, ou
o Prefeito. E quem representa o Espólio (bens e deveres
deixados pelo falecido/de cujos; se ele era casado ele deixou
a cônjuge Supestite)? Quem vai representar é o inventariante
(art. 12, V CPC). **PROVA** Deve abrir o inventário em 30 dias, se
ninguém abrir o juiz pode, assim, a ação será conta os herdeiros. No
caso da massa falida o Juiz nomeará um Síndico para representar a
empresa que faliu. Uma pessoa possui vários bens e morre, mas não
possui nenhum herdeiro, assim, o Juiz irá nomear um curador que irá
administrar tal herança por 5 anos (Herança Jacente), após os 5 anos,
herança será Vacante e o curador procurará os herdeiros por mais 5
anos). Se esses herdeiros não forem encontrados, os bens irão para o
Município.
II – Irregularidades Sanáveis
Art. 12, VII, CPC, ela é uma sociedade irregular tem capacidade de ser
parte, ainda que falte o seu registro, e o administrador que será
acionado, ou acionará no caso de um processo. A sociedade de fato
não é constituída, nem têm contrato, e pode ser acionada, ou acionar
a qualquer momento. **********PROVA********** Ex.: um
condomínio (representado pelo contador/condômino do 1002) x João,
Há algo errado (art. 12, IX, CPC) assim, o Juiz suspenderá o processo
por um prazo razoável (30 dias), para sanar o erro. Caso fosse o João
(réu) que estivesse com algo errado, e ele não sanasse o erro, seria
decretada a revelia, e o processo seria extinto.

28/02/2008 – quinta-feira
III – Curador Especial (*********VAI CAIR NA PROVA***********)
O curado especial vai igualar as partes, vai fazer com que haja
equilíbrio na relação jurídica vai fazer com que a desigualdade que
existe não exista mais. Função da defensoria publica, mas o juiz
nomeia outros advogados para tal cargo. Ex.: um incapaz tem um
interesse e o seu representante tem outro, eles não podem entrar em

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conflito, assim o juiz nomeará um curador especial. Ex.: Maria quer
entrar com uma ação de união estável contra José, mas, José falece,
dessa forma ela tem que entrar com a ação contra os herdeiros (seus
próprios filhos), assim, haverá um conflito de interesses entre as
partes, por isso o Juiz nomeia um curador especial. Não há
necessidade de nomear curador especial caso o réu preso tenha
advogado (doutrina majoritária), mas a Lei diz que há a necessidade
de nomear curador especial ao réu preso. Citação real (quando o Juiz
tem a certeza de que o réu foi citado pelo correio ou oficial de justiça)
e ficta (o Juiz não tem certeza que o réu foi citado, isto ocorre quando
a citação é feita pelo Edital, ou Citação por Hora Certa, isso ocorre
quando o oficial marca com alguém, secretária, por exemplo, um
horário para encontrar com o réu, se ele estiver no local na hora
marcada, é uma citação real, mas se ele não estiver, será
considerado citado por meio de sua secretária. Para ser nomeado um
curador especial, é somente se o réu for citado fictamente, e não
comparecer (for revel), art. 9º, II, CPC.
IV – Capacidade Processual dos Cônjuges
Em determinadas situações os cônjuges são uma só pessoa. Ação
Real Imobiliária (Ação; Real = Res: coisa; Imóvel = Propriedade)
discute a propriedade e seus fracionamentos, uso, uso-fruto,
habitação, e não a posse. Se o marido for entrar com uma ação ele
precisa comente de uma Outorga uxória (autorização) da esposa, e se
for à mulher que quiser entrar com a ação ela precisa de uma
autorização marital. Na causa se o réu for casado deve-se entrar com
a ação contra o réu e a esposa, se não souber se o réu é casado ou
não, diz-se que o estado civil é desconhecido. Os casais com regime
de separação total de bens, não necessitam de autorização, mas se
for união parcial ou total de bens, precisa da autorização da mulher.
Da mesma forma se for convivente deve haver a autorização da
convivente também, no caso de citação deve ser feita da mesma
maneira. No caso de aluguel, não estamos diante de uma ação real
imobiliária, e sim uma ação pessoal imobiliária, desta forma, não há a
necessidade da esposa constar no pólo passivo nem ativo. Ação real é
diferente de ação possessória, pois, a possessória discute somente
posse. Art. 10, §2º. Quando um cônjuge contrair um bem que seja
para o bem da família, os dois devem ser citados, caso não seja para
o bem da família, não há necessidade de citação dos dois, art. 10,
§1º, III. Art. 10, §1º, IV, bem imóvel o autor e o réu precisam da
autorização do cônjuge. Art. 11, autorização do marido e a outorga da
mulher, podem ser impossíveis caso o cônjuge desapareça, suma, e o
outro cônjuge não saiba onde encontrá-lo. Nestes casos do artigo o
Juiz dá a autorização ao cônjuge para propor a ação sem a
autorização do cônjuge. Caso o Juiz não conceda esta autorização
necessária, o processo pode ser inválido. Mas, se a parte que foi
“prejudicada” ganhar a causa, não há a necessidade de invalidar o
processo.
VI – Sucessão e Substituição Processual

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Não podemos confundir substituição processual com substituição das
partes. A regra é que a parte não pode ser substituída após a citação
(“o autor morrerá autor, e o réu morrerá réu”). Quando houver essa
mudança estamos diante de uma sucessão processual. A lei que
autoriza essa sucessão. O autor deve autorizar a sucessão processual
do réu, ex.: João entra em uma ação contra Marcos (querendo um
mesmo terreno que ele diz ser seu), e Marcos vende o terreno para
Zé, se João não permitir a Sucessão Processual das partes
(substituindo o réu de João para Zé) João estará agindo como
substituto, pois ele não possui interesse mais na ação, e está
postulando o direito alheio em nome próprio (substituto Processual),
caso ele seja substituído e o João permita a substituição, o nome é
Sucessão Processual.
Sucessão Voluntária – *alienação, *cessão; Sucessão Involuntária –
*morte (sucessão processual involuntária, João morre e há a sucessão
do espólio).
VII – Dos Deveres das Partes e dos Advogados
Art. 14 – falar a verdade; boa-fé; não falar nada sem fundamento;
não praticar atos inúteis ao processo (por isso o Juiz pode negar as
provas); e cumprir com exatidão os provimentos mandamentais e não
criar embaraços à efetivação de provimentos judiciais, de natureza
antecipatória ou final.
Art. 17 – litigante de má-fé é aquele que:
I – vai contra o texto expresso de lei ou fato incontroverso;
II - altera a verdade dos fatos;
III - usa do processo para conseguir objetivo ilegal;
IV - opuser resistência injustificada ao andamento do processo;
V - proceder de modo temerário em qualquer incidente ou ato do
processo;
Vl - provocar incidentes manifestamente infundados.
VII - interpuser recurso com intuito manifestamente protelatório.
Art. 416, §1º - As partes devem fazer perguntas às testemunhas que
tenha haver com o processo sem envergonhá-la, e etc.
Art. 446, III – Os advogados e o MP (Ministério Público) devem se
tratar com elevação e urbanidade.
Art. 445, II – quem não se comportar da forma devida pode ser
obrigado a se retirar da sala de audiência.
Art. 599, II – o Juiz pode advertir ao devedor que o seu procedimento
constitui ato atentatório à dignidade da justiça.

04/03/08 - terça-feira
LITISCONSÓRCIO
Pluralidade de Partes
I – Conceito
É o laço que uni ao processo dois ou mais litigantes, na posição de
autor, ou na posição de réu. É cumulação (juntar) subjetiva (sujeitos).
É a pluralidade de partes, mais de um autor que é conhecido como
litisconsórcio ativo e/ou mais de um réu que é o litisconsórcio passivo,

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caso se forme litisconsórcio das duas partes será um litisconsórcio
misto.
II – Finalidade
Para economia processual (tempo, dinheiro...), e obter segurança
jurídica (para evitar sentenças contraditórias).
III – Classificação
• Quanto ao Pólo – a relação jurídica processual possui dois pólos,
o ativo e o passivo (autor e réu, respectivamente), o
litisconsórcio será ativo quando possuir mais de um autor,
passivo quando possuir mais de um réu, misto quando possuir
mais de um em cada pólo, e multitudinário quando possuir uma
multidão/VÁRIAS partes. No sindicato não há litisconsórcio. No
condomínio só há litisconsórcio caso o morador do apartamento
queira entrar, juntamente com o condomínio, com a ação.
• Quanto à formação – ele pode ser: inicial ou anterior (REGRA),
quando a relação jurídica processual já se inicia com várias
pessoas em um dos pólos da ação. Ex.: Ação Real Imobiliária,
quando o réu for casado, deve ter também o cônjuge. Ele pode
ser também: posterior ou ulterior, se forma após a propositura
da ação, só irá ocorrer em casos excepcionais. Para não violar o
principio do Juiz natural (não pode escolher o Juiz que vai julgar
a sua causa, pois, se um dos autores impetrar com a ação, e
cair na Vara de um Juiz que eles “gostam”, eles irão
litisconsorciar, mas se for o contrário, eles não irão). 1ª
Corrente - Se tratando do mandado de segurança diz que pode
haver o litisconsórcio ulterior desde que não tenha havido a
citação da autoridade competente. 2º Corrente – Diz que
NUNCA poderá haver o litisconsórcio ulterior, no caso de
mandado de segurança.
Casos em que permite a formação ulterior ou posterior:
• Intervenção de terceiro, na modalidade
chamamento ao processo e denunciação da Lide.
• Sucessão processual/substituição das partes. Ex.:
João entra com uma ação de paternidade contra
José, José morre, quem fará parte do processo
passivamente são seus herdeiros.
• Conexão (art. 103-105, CPC)
• Quanto à Obrigatoriedade – pode ser:
• Facultativo – quando por vontade própria/por
liberalidade eles resolvem se unir, sem que haja
nenhuma exigência legal para que eles estejam
juntos.
• Obrigatório ou Necessário – há obrigatoriedade para
validade do processo, que tenha no pólo mais de
uma pessoa, vai derivar da Lei ou da natureza da
relação jurídica. Ex.: Ação real imobiliária (autor não
forma litisconsórcio), mas necessita do litisconsórcio
passivo caso seja casado. Ex.²: Ação de usucapião
(quando transforma a posse, em domínio). Ex.³:
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Para pedir a dissolução da comissão de formatura,
deve ser feita contra todos. Somente irá ocorrer no
pólo PASSIVO da ação, por que não se pode obrigar
ninguém a ser autor em uma ação, o direito de ação
é um direito subjetivo. Existem decisões, que
obrigam que haja litisconsórcio necessário ou
obrigatório no pólo ativo, mas a formação será
ulterior ou posterior, e dependerá da vontade deles.
Ex.: João quer propor uma ação para desfazer um
negócio jurídico que possui com José, mas João
possui sócios que também participaram do negócio,
assim, ele pede a citação destes sócios, que irão
decidir se querem permanecer como réus (não
concordando com o desfazimento do contrato), ou
se querem passar para o pólo ativo (aceitam
desfazer o negócio jurídico). Assim, ele começa
como facultativo, e depois passa a ser obrigatório
ou necessário, em virtude da natureza jurídica.
• Quanto ao conteúdo da Sentença, pode ser
• Unitário – quando o Juiz tiver que decidir para todos
os litisconsortes de forma igual. Ex.: Anular um
casamento para um cônjuge e não para o outro.
Ex.²: Desfazer a comissão de formatura somente
para parte da turma e não desfazer para a outra.
Temos a unidade da pluralidade (uma sentença
para várias pessoas, elas são vistas como apenas
um pessoa). Não é aquilo que parece ser.
• Simples ou comum – o Juiz pode prolatar uma única
sentença com conteúdos distintos. É o que parece
ser, cada um é visto de maneira distinta na relação
processual.
06/03/2008 - quinta-feira
I – Litisconsórcio Facultativo
Ex.: Zé morre, credor de 10 mil reais, que pode cobrar o valor é o
espólio, representado pelo inventariante, e se possuir herdeiros os
herdeiros podem litisconsorciar com o inventariante, mas não há
necessidade.
Se houver afinidade
• Casos: art. 46 –
I - entre elas houver comunhão de direitos ou de obrigações
relativamente à lide;
II - os direitos ou as obrigações derivarem do mesmo
fundamento de fato ou de direito;
III - entre as causas houver conexão pelo objeto ou pela causa
de pedir;
IV - ocorrer afinidade de questões por um ponto comum de fato
ou de direito.
• Recusa – Quando não se atender qualquer das hipóteses do
artigo 46, deve o Juiz, de ofício, recusar o litisconsórcio,
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determinando o desmembramento dos processos, sem
necessidade de indeferimento liminar. Se não houver afinidade
entre as partes (IV), o Juiz de oficio vai determinar a recusa do
litisconsórcio. Mas, o processo continua para uma das partes,
que o autor irá escolher.
• Limitação - Caso haja um “litisconsórcio multitudinário”
(número imenso de autores ou réus), o Juiz, quando achar
necessário, pode limitar o litisconsórcio, que é apenas
desmembrar os feitos de forma tal que um ou alguns dos
processos cumulados passem a correr em outros autos.
Materialmente o desmembramento faz-se por translado.
Quando alguém requer, o simples fato de requerer, a limitação
do litisconsórcio interrompe-se o prazo do réu se manifestar. O
prazo suspensivo para, e quando recomeça, recomeça de onde
parou. E o prazo interrompido, quando recomeça, recomeça do
zero, como se nunca tivesse existido, o Juiz não precisa deferir
o pedido do réu (a limitação). O pedido de limitação interrompe
o prazo para resposta, que recomeça da intimação da decisão
(art. 46, §1º).

II – Litisconsórcio Necessário/Obrigatório
• Casos:
o Litisconsórcio Unitário – quando o Juiz tiver que
decidir para todos os litisconsortes de forma igual.
Ex.: Anular um casamento para um cônjuge e não
para o outro. Ex.²: Desfazer a comissão de
formatura somente para parte da turma e não
desfazer para a outra.
o Litisconsórcio Simples ou comum – Não há uma
sentença igual para todas as partes.
• O art. 47 diz que: “Há litisconsórcio necessário, quando, por
disposição de lei ou pela natureza da relação jurídica, o juiz
tiver de decidir a lide de modo uniforme para todas as partes;
caso em que a eficácia da sentença dependerá da citação de
todos os litisconsortes no processo”. Neste artigo só englobou o
litisconsórcio unitário, pois nem sempre o Juiz decidirá a lide de
modo uniforme/igual para todas as partes.
• OBS.: se a citação de um terceiro incerto não conhecido, for
por edital e ele for revel, não há como designar um curador
especial, mas se souber o nome da pessoa, e não for pessoa
incerta, é necessário um curador especial.
• Conseqüência da não formação–Intervenção “iussu iudicis”
– era a intervenção pedindo a integração à lide daqueles outros
que poderiam fazer o mesmo pedido, provocada pelo próprio
Juiz, com base na economia processual, para evitar sentenças
contraditórias. Só irá ocorrer em litisconsórcio necessário,
diferente do sistema americano e etc. O CPC não admite para o
litisconsórcio facultativo, nas ações coletivas do Código do
Consumidor o juiz publica o edital, para chamar todos os
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interessados, também na ação popular, o juiz comunica, manda
notificar o ente público para representar o povo. O Juiz chama
para si.

Aula X – 11/03/2008 – terça-feira


III- Princípio da Autonomia dos co-litigantes/Litisconsortes –
art. 48
Se for o litisconsórcio facultativo as partes são autônomas, um
litisconsorte não representa o outro, e as relações processuais entre
os litisconsortes e a parte adversa são distintos. Tanto no
litisconsórcio simples quanto no unitário, os litisconsortes são
autônomos. No litisconsórcio necessário, a regra é que o juiz decidirá
de maneira igual para todos, não é um princípio de natureza absoluta,
pois, um litisconsorte pode prejudicar ou beneficiar o outro, com seus
atos (quando a defesa for comum aos demais vai beneficiar aos
outros. Ex.: fiador. Pode alegar que o contrato principal é nulo, mas se
ele alegar que somente o contrato acessório, de fiança é nulo). Art.
319, e 320, I (quando um deles contestar a ação e o fato for
comum), 509. Art. 191, se tiverem advogados distintos, os prazos
serão dobrados, ocorre a mesma coisa com defensor público.
Prejudica quando uma das partes confessar (art. 350), por exemplo,
pois a confissão é uma prova, e ela vale ou não vale, e se valer, deve
valer para todos, mas o Juiz deverá indicar na sentença o motivo,
Princípio da persuasão racional do Juiz (art. 131).

*****(MEU)*****
VII – Recusabilidade do Litisconsórcio. Possibilidade.
Litisconsórcio facultativo próprio ou impróprio.
Na Lei atual a distinção entre litisconsórcio facultativo próprio (era o
que podia ser recusado) e impróprio (era irrecusável quando
requerido por alguma das partes) não é expressa, fazendo parecer
que para a formação do litisconsórcio basta a vontade do autor
(desde que se atendam os requisitos do art. 46).

LITISCONSÓRCIO NECESSÁRIO
1) Conceito
Aquele que é de formação obrigatória, sempre por disposição
da Lei, ou pela natureza da relação jurídica, deduzida no
processo.
2) Litisconsórcio necessário simples e unitário
O juiz n tem que decidir de maneira igual para todos (unitário)
3) Litisconsórcio necessário unitário. Sentença de
improcedência.

LITISCONSÓRCIO FACULTATIVO UNITÁRIO


1) Conceito
O litisconsórcio pode não ser necessário, não é obrigatório.
2) Efeitos. Coisa Julgada

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ATIVIDADE DOS LITISCONSORTES
1) Princípio da Autonomia dos litisconsortes
Um litisconsorte não representa o outro, e as relações
processuais entre os litisconsortes e a parte adversa são
distintos. Tanto no litisconsórcio simples quanto no unitário, os
litisconsortes são autônomos.
2) Andamento do Processo. Promoção dos Litisconsortes.
Intimação.
Todos têm o direito de promover o andamento do processo, não
importando em paralisação a inércia do outro. Todos devem ser
intimados dos atos do processo, com exceção dos revéis.

INTERVENÇÃO DE TERCEIROS
I – Extensão Subjetiva da Sentença – o Juiz resolve o conflito com
a sentença, após ela transitar em julgado, ela irá atingir todas as
partes. Mas ela terá reflexos fora do processo (pessoas que não
fazem partem da relação jurídica processual, que são os terceiros),
isso é extensão subjetiva da sentença. Ela não atinge aos
substituintes, por exemplo, o sindicato, a sentença vai atingir os
sindicalizados. O que vai autorizar os terceiros a interferirem na
relação é o interesse jurídico e não de fato. Ex.: João possuía um
imóvel e o imóvel do lado era de Maria, mas ela perde o bem com
uma causa na justiça, para Marcos, que constrói um prédio, que
tampa o sol da piscina de João. João possui um interesse de fato. Mas,
se João estivesse incomodado com o espaçamento que Marcos está
dando na construção do prédio, que está fora do permitido, o fato é
jurídico. Para que a sentença não atinja terceiros vai ser autorizado
que o terceiro intervenha.
II – Terceiros
Quem são esses terceiros? Terceiros são pessoas estranhas à relação
jurídica de dir. material, deduzida em juízo, e estranhas à relação
jurídica processual já constituída, mas, que sujeitos de uma relação
de direito material que àquela se liga intimamente intervêm no
processo a fim de defender interesse próprio. “É aquele que não é o
primeiro nem o segundo”.
III – Modalidades
a) Por deliberação espontânea – Intervenção espontânea
ou voluntária: ocorre quando o terceiro por sua própria
vontade intervém no processo, sem ninguém chamar, com
interesse jurídico.
→ Assistência – ele vai assistir, vai dar uma ajuda, por
que ele tem uma relação jurídica com uma delas, e se
ele perder ela será prejudicado.
→ Oposição – para opor, rebater. Diz que o direito não e
do autor nem do réu, e sim, dele.
→ Embargos de terceiros – Processo Civil III
→ Intervenção credores na execução – Processo Civil
III
→ Recurso de terceiro prejudicado – Processo Civil II

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b) Por provocação de uma das partes – Intervenção
provocada ou coacta: o terceiro vem ao processo, pois, o
autor, o réu ou ambos, o chamam no processo, ele é coagido
a participar do processo.
→ Nomeação à autoria – diante de uma ilegitimidade
passiva. O autor propôs a ação contra a pessoa errada.
→ Denunciação da lide – quando é chamado ao
processo o garantidor.
→ Chamamento ao processo – o réu, apenas o réu,
chama ao processo os demais devedores solidários,
aqueles que também são responsáveis pela dívida
(litisconsórcio passivo ulterior).

13/03/2008 – quinta-feira
“Diante da adversidade que surgem grandes oportunidades de fazer
o bem a si e aos outros”

Controle do Magistrado – o que autoriza o terceiro a intervir na


relação jurídica Processual? Interesse jurídico. E o controle do
magistrado é que vai dizer se ele tem interesse JURÍDICO na relação,
caso não possua, o juiz não permitirá que ele faça parte da relação
jurídica. Controle da legitimidade interventiva.
Em que situação não se admite intervenção de terceiros? 1)
em se tratando de juizados especiais, pois precisa ter celeridade
processual, e também porque possui causas de menor
potencialidade, rito sumaríssimo (processo não anda, corre, no
máximo 30 dias). 2) bem como, não se permite a intervenção no rito
sumário, pois, também deve ser rápido o corrimento do processo
(entre 60 e 70 dias), salvo assistência e intervenção fundada em
seguro (contrato de seguro) art. 280. Se admite no Rito ordinário
(15 dias pra contestar), causas de maior complexidade, há
necessidade de amadurecimento do processo. 3) ação declaratória de
constitucionalidade ou na ação direta de inconstitucionalidade (pois, a
questão é objetiva, ali se discute se a lei é apenas constitucional ou
não, não interfere na vida de ninguém), previstos lei 9.868/99, art. 7º
e 18º.

Aula XI – Da Assistência/intervenção Coadjuvante


I – Conceito – primeira modalidade de intervenção de terceiros.
Intervenção espontânea, voluntária, para ajudar, da assistência a
uma das partes..
DUAS MODALIDADES:
II – Assistência simples ou adesiva – é a única modalidade em
que o terceiro continua sendo terceiro até o final do processo (art. 52)
• Atividade do assistente – o terceiro intervêm a fim de
defender direito jurídico que não é próprio. Ex.: João
vendeu um imóvel para Maria, e Roberto está dizendo
que o imóvel é dele, então João intervêm no processo
para ajudar Maria, e dizer, que ele vendeu para ela. Ele é
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um mero assistente, e tudo que ele for fazer deve pedir a
assistida (Maria), salvo para alegar impedimento e
suspeição do Juiz. E a assistida pode fazer qualquer coisa
que o assistente tem que aceitar (acordo, desistir da
ação...). Ele tem entrar no processo para ajudar, e não
para prejudicar. E pode sair do processo quando quiser.
• Revelia (art. 52, §1º) – se o assistido for revel, o
assistente irá defender os interesses do dele, irá gerir os
negócios dele. Ele estará em seu nome, pleiteando em
nome próprio, direito alheio, substituto processual
(substituição processual suigeneres/subordinada). Desta
forma, o assistente não precisa fazer mais nada pedindo
autorização, pois, o autor já não está mais no processo. E
se o autor voltar ao processo, o substituto processual,
volta a ser um simples assistente.
III – Assistência qualificada autônoma ou litisconsorcial
• Poderes e restrição do assistente – ele é co-titular do
direito/objeto do litígio, por isso ele tem interesse jurídico
direto naquela causa. Ex.: um condomínio (representado
pelo síndico) entra com um processo contra um
condômino, e um dos moradores que também é titular de
parte do direito, entra no processo para assistir. Ele age
no processo como se fosse parte, mas não é parte. Ex.²:
João está discutindo a propriedade de um bem com
Marcos, Marcos vende o bem para José, se João não
permitir que haja a sucessão processual, José mesmo
sendo o TITULAR do direito, age como assistente (art. 42,
§2º). Não tem que pedir autorização nenhuma, para
praticar nenhum ato. Mesmo que assistido, desista da
ação, faça um acordo, o assistente pode continuar no
processo, pois, ele é co-titular. A restrição é que ele não
pode entrar no processo para prejudicar. E se o autor
desistir da ação, o assistente passa a ser autor, se ele
quiser permanecer.
• Adquirente ou cessionário –
IV – Coisa Julgada – é a imutabilidade da decisão envolvendo os
mesmos elementos da ação (partes, pedido e causa de pedir).
• A.S (Assistência simples) – Não tem coisa julgada, pois, o
assistente não é parte.
• A.L (Assistência litisconsorcial) – pode ter coisa julgada,
em virtude da representação. Ex.: o síndico que
representa todos os condôminos, se o juiz proferir uma
sentença, julgando procedente, em parte, o pedido
autoral, e ninguém recorrer. Mas, se o Juiz julgar
improcedente o pedido, os condôminos podem entrar
novamente com o processo, individualmente, e também
podem ser assistentes.
V – Justiça da Decisão – é impedir que o assistente venha rediscutir
aquilo que já foi discutido no processo em que ele interveio (discutir
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as mesmas coisas que já foram discutidas em outro processo, mas se
ele tiver novos documentos, ou provas, ele pode discutir). Em
qualquer modalidade de assistência. Ele poderá rediscutir na sua
ação, tudo aquilo que o assistido não o autorizou, e também quando
ele entrou no processo não dava para ele discutir, já havia passado a
fase (Art. 55).
VI – Processo em que cabe a assistência – vai caber em todos os
tipos de processo, de conhecimento, de execução, cautelar, desde
que seja demonstrado o interesse jurídico.
VII – Jurisdição Voluntária – não cabe, pois, não tem litígio, não
tem processo, não tem partes, têm interessados.

18/03/08 - terça-feira
“Espera no Senhor, anima-te e Ele fortalecerá o seu coração”

Aula XII – Da assistência (continuação)


I – Momento da intervenção – o assistente pode intervir a qualquer
momento e em qualquer grau de jurisdição (TJ, STJ, STF). Somente
depois de transitada em julgado a sentença (não existe mais
processo), é que não poderá mais intervir.
II – Procedimento – tudo é escrito. Para postular perante o juiz tem
que estar representado de um advogado (capacidade postulatória),
em primeiro lugar ele deve constituir um advogado.
Processo Autor x Réu  terceiro (fora
da relação jurídica)
1º constitui um advogado, 2º o juiz abre vista às partes,
que irá requerer a com um prazo de 5 dias para
assistência. cada um dizer se concordam
ou não.
3º se uma das partes 4º o juiz decide/resolve o
discordar, o juiz desentranha incidente no prazo de 5 dias,
o requerimento de se o motivo da discordância é
assistência (o único motivo jurídico ou não.
para que discorde é que não ↑ Este símbolo significa
tenha interesse jurídico), e que o juiz suspende o
apensa ao processo, junto processo. Por isso só
com a impugnação, que causa cabe no rito sumário
um incidente. (que é um rito
demorado).
Despacho serve para dar andamento ao processo.
Decisão interlocutória resolver um incidente, uma questão, sem por
fim ao processo.
Sentença, ato pelo qual o juiz encerra uma fase do processo
resolvendo ou não o mérito.
Acórdão decisão de um Colegiado.
III – Recurso
Com uma decisão interlocutória e o terceiro pode recorrer com o
Agravo de Instrumento (alguns Juízes utilizam o nome Despacho, pois

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seguem doutrinas diferentes, mas se resolver um incidente é
decisão).

Da Oposição
I – Conceito e Origem – o terceiro vem para opor, prejudicar, as
duas partes. Pois ele se diz titular do direito, objeto do litígio, diz que
não pertence nem ao autor, nem ao réu. É uma modalidade de
intervenção voluntária em que o terceiro pretende no todo ou em
parte a coisa ou o direito sobre que discutem autor e réu. Ele será
chamado de opoente ou oponente. E as outras partes (autor e réu)
serão chamados de opostos. No império germânico, as decisões eram
tomadas em assembléias, e quem não concordava se opunha, criando
uma nova relação jurídica processual. Da mesma forma é hoje em
dia, se forma uma nova relação jurídica processual, em que de um
lado está o opoente e do outro lado estão os opostos (formando um
litisconsórcio).
II – Momento Hábil – Até a prolação da sentença ele pode intervir,
após a sentença não há como ele se opor, não precisa transitar em
julgado. O terceiro quer interferir no processo, por causa da economia
processual, e da segurança jurídica.
III – Autonomia e Conexão – A segunda relação jurídica é autônoma
em relação a primeira. Ainda que as partes desistam da ação, a ação
continua, pois, a segunda relação jurídica é autônoma, ela necessita
da primeira ação para existir, após existir, ela é autônoma. A Conexão
é uma forma de mudança de competência em virtude da mesma
causa de pedir ou mesmo pedido (mediato, o bem da vida, é aquilo
que vai auferir).
IV – Oposição e Assistência – na oposição o terceiro vira parte, e
na assistência o terceiro continua sendo terceiro.
V – Litisconsórcio ulterior passivo necessário – é necessário em
virtude da Lei. Pois, o autor e réu da primeira relação, viram
litisconsortes passivos.
VI – Processo em que cabe – só cabe em se tratando de processo
de conhecimento (pois é onde o juiz vai declarar o direito).
VII – Procedimento do P. Principal – o rito que vai aceitar a
oposição é o ordinário, só aceita no sumário a assistência. Pois, o
processo fica suspenso, e então o processo para, o único rito que
aceita é o ordinário.
VIII – Procedimento – o juiz verifica antes de citar o réu, se a
petição inicial apresenta os pressupostos processuais, as condições
da ação, elementos da ação, e na nova petição, da segunda relação
processual devem estar presentes todos os requisitos. Na oposição a
citação será nos advogados, pois o juiz já sabe que são os advogados
das partes, por causa da relação anterior. Se o réu for revel, o autor
deverá ser citado pelo advogado, e o réu pessoalmente (não se pode
aproveitar a revelia). Os prazos para contestar não dobram
permanecem de 15 dias, pois é prazo de Lei, mas para os outros atos
os prazos não dobram (art. 56-57).

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Iter Procedimental – (caminho do processo, como ele começa e
como ele terminar).
1ª fase – fase postulatória  é em que se postula. Quem postula é o
autor e o réu, o autor é pela petição inicial, e o réu, contestação,
reconvenção, exceção e impugnação do valor da causa.
2ª fase – fase saneadora  é limpar o processo, tirar as impurezas do
processo, verificar se o processo pode continuar o seu caminho. Vai
verificar se estão presentes os pressupostos processuais, condições
da ação e etc.  marcando uma audiência de conciliação (sumário)
ou preliminar (ordinário). E ele resolve questões processuais
pendentes. Após o saneamento ainda nesta fase, o juiz fixa o ponto
controvertido (verificar aquilo que o autor disse e o réu contradisse),
ele perguntará a parte se há necessidade de produção de provas, e
deferir ou indeferir.
3ª fase – fase probatória ou instrutória – Fase da coleta de provas
orais, na audiência de instrução e julgamento.
4ª fase – fase decisória – o juiz decide, é onde ele prolata a sentença.
Até a chegada desta fase o opoente pode entrar no processo.

25/03/2008 – terça-feira
“Se o dinheiro for sua esperança de independência, você jamais a
terá. A única segurança verdadeira consiste numa reserva de
sabedoria, de experiência e de competência”

I________________________I_____________________I_______________________I
Fase postulatória Fase Saneadora Fase Probatória
Fase Decisória
Aula XIII – Da oposição
I – Oferecimento ANTES da A.I.J. – oposição interveniente
• Pois teremos a ação e a oposição sendo julgadas
simultaneamente pois elas estão caminhando juntas. E a
oposição deve ser apensada, vai junto ao processo (mas,
na prática não é apensado é juntado, um processo com 2
relações jurídicas, um único processo com 2 ações). Art.
59.
II – Oferecimento APÓS a A.I.J. – oposição atípica ou demanda
autônoma
• O juiz pode sentenciar o processo que está na fase
decisória, ou suspende o processo pelo prazo máximo de
90 dias (a Lei que diz, pois é rito ordinário, e esse é o
prazo do rito), até que a oposição venha seguindo o
procedimento e as duas possam ser julgadas
simultaneamente, por segurança jurídica. Mas o juiz, para
ter segurança jurídica, espera mais do que o prazo
estipulado em Lei. Dois processos com duas ações. Art.
60.
III – Ordem do Julgamento – “Simultaneus Processus”
• A ação e a oposição devem ser julgadas
simultaneamente. E a oposição deve ser julgada em
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primeiro lugar, pois é uma prejudicial, um incidente, e
depois vamos julgar a ação (art. 61). Se o juiz julgar
primeiro a ação, há uma irregularidade, e não nulidade.
Isso não vai fazer com que a sentença perca o efeito dela,
e sim, que tenha sido feita de forma irregular.
IV – Natureza Jurídica da Sentença – toda sentença tem conteúdo
declaratória.
 Oposição:
• Depende do pedido, daquilo que se pretende. Ex.: se, é de
constituir, ela é constitutiva. Se, é para declarar, ela será
declaratória.
• A natureza jurídica da sentença que julga improcedente o
pedido, SEMPRE é declaratória.
• A natureza jurídica da sentença que julga procedente o
pedido, é declaratória para o autor (dizendo que ele não
possui o direito), e condenatória para o réu (condenando-
o a entregar o bem, por exemplo). Assim, possuirá duas
naturezas - LPUNS (litisconsórcio passivo ulterior
necessário simples).
 Ação:
• Improcedente – declaratória (o direito do autor)
• Procedente - condenatória (declara improcedente o
pedido do autor, e condena o réu)
V – Oposição Convergentes
• Vários terceiros (oposição, da oposição, da oposição...).
Terceiros reivindicando coisas. É a possibilidade da
apresentação da oposição de oposições já apresentadas.

Nomeação à Autoria
I – Conceito
O terceiro é chamado ao processo. É uma modalidade de intervenção
de terceiro provocada ou coacta em que o réu (só quem nomeia
autoria é o réu) nomeia ao autor o verdadeiro réu, em virtude de sua
ilegitimidade. ESTAMOS DIANTE DA TEORIA DA APARÊNCIA.
II – Finalidade
O Juiz deve extinguir o processo, por ilegitimidade passiva da ação,
pois leva a carência da ação, sem resolução do mérito. Mas, se o
autor não souber, se ele achar, que o réu é o verdadeiro titular do
direito, eles está como um mero detentor (e não possuidor, pois a
posse é também do proprietário, mesmo que indireta, e detenção é
uma “posse fraca”, ele não pode entrar com uma ação de usucapião –
art. 62), mas todos acham que ele é o proprietário, possuidor, tendo
em vista, a teoria da aparência. Então o legislador permite que réu
indique o verdadeiro réu sem que o processo seja extinto, por
economia processual. E o réu “falso” vai ser sucedido, pelo
verdadeiro. O réu tem o dever, por lealdade processual de indicar
quem é o verdadeiro réu.
III – Casos
Só será possível em dois casos:
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1º - art. 62 (deverá) -> quando todos acham que ele é o proprietário,
mas ele é o detentor, cabe também o possuidor.
2º - art. 63 -> ação de “dano infectu”, indenização. Ex.: um
empregado que cumpre ordens do patrão. Mas, art. 932, III, CC, diz
que aquele que pratica o ato, e aquele que mandou, respondem pelo
ato, assim a doutrina diz ser um litisconsórcio passivo, e não a
nomeação à autoria, pois o empregado não deve sair do processo,
caso de co-responsabilidade.
Art. 69, I – o réu não indica o réu “verdadeiro”, sendo assim
condenado em perdas e danos e o processo julgado extinto sem
julgamento do mérito. Responsabilidade objetiva
Art. 69, II – o réu nomeia pessoa adversa do réu “verdadeiro”, sendo
assim condenado em perdas e danos e o processo julgado extinto
sem julgamento do mérito. Responsabilidade subjetiva.

27/03/2008 - quinta-feira
AULA - XIV
IV – Procedimento da Nomeação à autoria
Citação do réu, para contestar, ele possui um prazo de 15 dias (pois é
rito ordinário), neste prazo ele deve apresentar a nomeação, e se ele
não apresentar a nomeação e apresentar a contestação
normalmente, ele será condenado em perdas e danos (art. 69), pois
ele possui a obrigação de nomear. O réu será chamado de nomeante,
e o terceiro (que é o verdadeiro réu) é chamado de nomeado. O
nomeante vai até a ação e faz a nomeação à autoria (por uma petição
indica quem é o verdadeiro réu), e vai dizer por que ele está
nomeando a autoria (somente nos casos do art. 62 e 63). O juiz vai
determinar que seja escutado o autor, no prazo de 5 dias; e o
processo vai ficar suspenso (art. 64). O autor pode não aceitar a
nomeação, o processo deixar de ficar suspenso e agora o réu vai ter
novo prazo para resposta (Contestação), e este alegará ilegitimidade
passiva, e o juiz extinguirá o processo na forma do art. 267, VI (sem
julgamento do mérito). E o autor pode aceitar a nomeação, ou se
calar, o autor tem que requerer a citação do nomeado (art. 65),
enquanto isso o processo está suspenso em relação ao nomeante.
Após, irá ocorrer a citação, para que no prazo de 15 dias, ele dizer se
concorda ou não com a citação, se ele aceitar (que realmente é o
proprietário), ele deverá contestar, assim há uma sucessão (o
nomeante sai do processo e o nomeado entra) para que isso aconteça
há a necessidade de dupla aceitação, primeiro do autor e depois do
nomeado. Caso o nomeado não aceite a nomeação, o Juiz não pode
obrigar o nomeado a ser réu (é o único caso em que o verdadeiro réu
pode escolher se quer ser réu ou não); então terá vista ao nomeante
e o processo deixa de estar suspenso e ele contesta alegando
ilegitimidade (art. 267, VI). Para alguns doutrinadores (minoritário)
não importa se ele quer ser réu ou não, o que importa é que ele foi
citado. E então o autor, já sabendo quem é o verdadeiro réu, propõe
uma ação contra ele. O nomeante pode permanecer se quiser, mas,
como assistente simples (art. 62), mas se for de acordo com o art. 63,

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ele será um litisconsorte passivo. O processo é suspenso, mas o prazo
interrompido (ele ganha novamente os 15 dias), art. 67.
Ex. de pergunta para a prova: qual a modalidade de intervenção de
terceiros que exige dupla aceitação? Por quê? Explique?

Denunciação da Lide (nome conhecido no CPC)/ Chamamento


à autoria/ Chamamento à autoria/ Litisdenunciação

I – Conceito
É a modalidade de intervenção de terceiro provocada em que o autor,
o réu ou ambos, chama a Juízo terceira pessoa que seja o seu
garante, a fim de resguardá-lo no caso de ser vencido na ação. Na
denunciação da lide, nos falamos que há uma ampliação, expansão
objetiva e subjetiva da lide, será subjetiva, por que vai ter a entrada
do terceiro, e objetiva, porque vai ampliar o pedido, o objeto da lide
(o pedido principal é um, mas se for condenado quer outro).
Tipo de nomeação em que ambas as partes podem provocar o
terceiro, para que ele intervenha em virtude dele ser o garantidor,
pode ser em virtude da Lei (ex.: o empregador e o empregado, o
Estado e os agentes...) ou do Contrato (ex.: contrato de seguro). Se o
autor ou o réu perder a ação, este terceiro vai ressarcir-los. Pois eles
podem possuir garantias distintas. Principalmente nos contratos de
compra e venda, pois há uma garantia de que a pessoa irá aproveitar,
usufruir o bem. Se o terceiro (garantidor) não for ao processo
voluntariamente, prestar assistência, a parte pode chamá-lo ao
processo.
Aquele que chamar o terceiro, que pode ser autor ou réu, será
chamado de: denunciante, chamante, chamador, litisdenunciante. E o
terceiro será chamado de: denunciado, chamado, e litisdenunciado.

Características:
• É uma ação incidente – pois, ela incide sobre uma ação já
existente.
• É uma ação regressiva – pois, existe uma relação de direito
material anterior de garantia, regressiva entre o denunciante e
o denunciado.
• É uma ação eventual – pois só será necessário discutir se o
denunciante perder.
• É uma ação antecipada – pois, não há necessidade de entrar
coma denunciação, pois se ele perdesse, poderia entrar com
uma ação contra o garantidor, mas ele está antecipando a
ação.

01/04/2008 - terça-feira
Continuação...
II – Obrigatoriedade? Art. 70 (PROVA)
Cada doutrinador entende de uma forma, pois a denunciação é uma
ação incidente (incidental), na eventualidade de perda o Juiz teria que
decidir uma ação de regresso (e ninguém pode impedir de entrar com
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a ação, nem de propor a ação). Se a Lei está dizendo que a
denunciação e obrigatória, é como se a Lei estivesse obrigando
alguém a propor uma ação. Somente é pacífico na doutrina o inciso I.
III – Casos
Art. 70:
I – evicção: é a perda da coisa, em virtude de uma decisão/sentença
judicial (então, se entra com uma ação de evicção). Está errado (erro
técnico) no inciso, “terceiro” é o autor, ou réu, e não terceiro. Trata-
se de uma ação reivindicatória, (que discute domínio), mas neste
artigo pode se discutir posse ou usucapião.
Seria obrigatório, por uma questão de economia processual, 2 ações
dentro de 1 único processo, que embora seja um incidente, só será
apreciado caso o que tem a garantia perder. Se ele não denunciar a
lide, ele perde a garantia (se não denunciar, perece). Art. 447-448, CC
Art. 456, CC - possui cinco correntes:
1ª – Nelson Leri Junior – que fala da denunciação per saltum
(denunciação em que pode chamar qualquer um dos alienantes
anteriores, isso tem no Cartório, se daria na ação reivindicatória, pois,
só tem o registro em caso de propriedade e não de posse).
2ª – Monis de Aragão – denunciação coletiva (tem que chamar todos
de uma vez só, litisconsórcio multitudinário, isso tem no Cartório, se
daria na ação reivindicatória, pois, só tem o registro em caso de
propriedade e não de posse).
3ª – Flávio Yarshell – é a corrente que está no Código, diz que é
possível a denunciação sucessiva, art. 73.
4ª – capixaba – Marcelo Abelha – diz que todos os vendedores
anteriores são solidários (solidariedade não se presume, somente é
expressa em Lei).
5ª – Alexandre Câmara – diz que a denunciação tem que ser feita no
alienante imediato (art. 456 é uma “conversa furada”) – 3ª Corrente
II – Propriedade e possuidor indireto – aquele que dá em usufruto, tem
que garantir que ele vai usar e tirar os frutos. Não há a
obrigatoriedade de denunciação, e ele não perde o direito de receber
a indenização, então, caso ele perca a ação, ele propõe nova ação
contra o “terceiro” para ser ressarcido. Credor pignoratício – quando o
devedor pignoratício tem um crédito ele tem que garantir que ela irá
usufruir. Locatário. Réu, citado em nome próprio.
III – não estando diante de uma denunciação obrigatória (ela é
facultativa). Ela decorre ou de contrato ou de Lei. Ex.: Contrato:
seguradora é a garantidora. Lei: Constituição Federal, art. 37, §6º -
responsabilidade do empregador quanto ao empregado
(responsabilidade objetiva, independe de culpa). Possui duas
correntes:
1ª – Corrente Restritiva – Sidnei Schances, Nelson Neli Junior, Vicente
Greco, Cássio Scarpinela Bueno. Não e possível a denunciação da lide
em virtude de estar se trazendo ao processo a responsabilidade
subjetiva, que é algo que não interessa ao autor. Isto é, ela não
admite quando a responsabilidade da ação principal é objetiva, e a
secundária é subjetiva (a ampliativa permite). Cássio entende que:

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está se trazendo discussão quem não faz parte da ação principal, mas
se for discutida responsabilidade subjetiva nos dois casos admite-se.
STJ - Sálvio de Figueiredo, Eliana Calmon.
2ª – Corrente ampliativa – Candido Dinamarco, Luiz Forquex, Wiliam
Couto, Arruda Alvim, Alexandre Câmara, e Humberto Teodoro Junior –
não importa se estará respondendo por uma responsabilidade
subjetiva, o que importa e que nós vamos ter economia processual,
não levam em consideração a ação do autor. Só que nós não teremos
a rapidez desejada (então existem dois princípios, o da economia
processual, e o da celeridade. O juiz vai decidir o caso concreto, se
vai atrasar ou não). Admite-se a responsabilidade objetiva e
subjetiva. STJ – Aldir passarinho, José Deodato.

03/04/2008 - quinta-feira
AULA - XIII
Art. 280

ART. 70 Dte(s) Dd(s)


I AUTOR/RÉU ALIENANTE
II RÉU (CREDOR PROPRIETÁRIO OU
PIGNORATÍCIO, POSSUIDOR INDIRETO
USUFRUTUÁRIO,
LOCATÁRIO)
III RÉU/AUTOR Terceiro (o
responsável pela
indenização, Ex.:
seguradora, por força
de contrato,
empregador, ou
servidor público, da
Lei)

IV – Procedimento – não admite rito sumário, somente


ordinário.
• Pelo autor – art. 71 (parte a)
Na petição inicial, o autor irá dizer que possui um
garantidor. Antes da citação do réu, suspende o processo
e chama (citação, se for na mesma comarca ele será
citado no prazo de 10 dias, e fora da Comarca, no prazo
de 30 dias, pode ser feita Carta Precatória, fora da
comarca mas dentro do país, ou Carta Rogatória, quando
ela é fora da Comarca e fora do País; existe também a
Carta de Ordem, em que o superior diligencia o órgão
inferior. Não é prazo para defesa, é para o autor pagar as
custas para a citação) o denunciado, para ele dizer se é
ou não o garantidor.
• Pelo réu
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O réu no prazo de 15 dias (é o mesmo prazo utilizado para
Contestar, mas ele não está contestando), informa que
quer denunciá-lo, assim, o processo fica suspenso, ele não
contestou, apenas denunciou (para a citação é o mesmo
para do autor, dentro da comarca 10 dias, e fora da
comarca 30 dias).
V – Posição do Denunciado
• Denunciante autor
O que ele pode fazer?
o Assumir que é o garantidor e formar um
litisconsórcio com o autor, aditando a petição
inicial (por não concordar com a petição
inicial, achar estar faltando algo), por isso o
processo fica suspenso. Art. 74.
o Negar a qualidade de garantidor, ele pode
assumir que vendeu o bem, mas não garantiu
a evicção (por isso, vendeu mais barato do
que o preço de mercado). Embora ele negue o
Juiz terá que decidir no final.
o Não diz nada, o Juiz julga a causa
normalmente, mas no final, caso seja
necessário, ele terá que julgar em relação ao
garantidor.
o Se ele for revel, ele só pode alegar matéria de
ordem pública, é aquela que se conhecida
invalida o negócio (pressupostos da ação,
elementos da ação...).
→ Após, o réu será citado, e o processo correrá normalmente.
• Denunciante réu
O que ele pode fazer?
o Assumir que é o garantidor e formar um
litisconsórcio com o réu (passivo).
o Recusar a denunciação, o processo vai
prosseguir entre o autor e o réu, se o réu
perder, o Juiz resolverá a ação entre eles (ele
pode entrar no processo a hora que quiser, e
pode alegar matéria de ordem pública).
o Pode não dizer nada.
→ Se ele contestar, ocorre a Preclusão.
PRINCÍPIO DA AUTONOMIA DOS CO-LITIGANTES.
ART. 75, II – revogado pelo – 456, § ÚNICO, CC (Parágrafo único - Não
atendendo o alienante à denunciação da lide, e sendo manifesta a
procedência da evicção, pode o adquirente deixar de oferecer
contestação, ou usar de recursos)

10/04/08 - quinta-feira

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VI – Denunciação sucessiva (art. 73)
Sempre chamar o alienante imediato, e ele por sua vez vai chamando
os outros garantidores. Estamos na fase postulatória (fase inicial).
VII - Sentença
Após passadas todas as fases, vamos para a fase da Sentença.
Dependendo do caso o juiz não precisa julgar a denunciação, se for a
favor do denunciante (autor).
O Juiz julga a relação principal:
1) Julgou procedente o pedido do autor: a denunciação está
prejudicada.
2) Julgou improcedente o pedido do autor: o juiz tem que julgar a
denunciação da lide.
a. Pode julgar procedente a denunciação (condena o
garantidor a restituir). Natureza Jurídica Condenatória
(pois, condena o garantidor a reembolsar o prejuízo).
b. Pode julgar improcedente a denunciação. Natureza
Jurídica Declaratória (diz que o denunciante não tem o
direito, sempre que o Juiz julga improcedente o pedido é
declaratória).
Dependendo do caso o juiz não precisa julgar a denunciação, se for a
favor do denunciante (réu).
O juiz julga a relação principal:
1) Julgou improcedente o pedido do autor: o réu ganhou a ação.
Não há necessidade de julgar a denunciação. Denunciação
Prejudicada.
2) Julgou procedente o pedido do autor: o réu perdeu, e ele que
possui a garantia. Tem que julgar a denunciação:
a. Pode julgar procedente a denunciação. Natureza jurídica
condenatória.
b. Pode julgar improcedente a denunciação. Natureza
jurídica declaratória.
O juiz pode, no caso do autor ou réu, julgar procedente, em parte, o
pedido, com isso será julgada a denunciação, na parte em que o
denunciante perdeu.

O STJ que na execução se houvesse o cruzamento do autor com o


denunciado, o autor proporia diretamente a fase executiva contra o
denunciado, quando o denunciante (réu) não possuísse a condição de
pagar. Mas, ultimamente o STJ tem dito que o Juiz não erra quando
condena diretamente o denunciado na sentença, quando o
denunciante não possui condições. Para que não haja a necessidade
do processo de execução, e para que o denunciado não possa dizer
que não vai reembolsar, por que o réu (denunciante) não pagou.

DO CHAMAMENTO AO PROCESSO
I – Conceito
O que vai diferenciar este da denunciação é a solidariedade. Que será
encontrada no chamamento ao processo, na denunciação, é o direito
de regresso sem solidariedade, e no chamamento é com

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solidariedade. O autor é quem escolhe se quer litigar com um, alguns
ou todos. Mas o Processo Civil diz que o réu pode chamar os outros
devedores, se quiser.
É uma modalidade de intervenção de terceiros, provocada ou coacta
em que o réu citado como devedor chama ao processo o devedor
principal, ou os co-responsáveis, ou co-obrigados solidários, para
virem responder por suas respectivas cotas/obrigações.
II – Finalidade
Economia processual, e para haver uma possibilidade de ampliação
do campo de defesa de todos os réus (dos devedores terem que
pagar cada um, uma porcentagem menor, e terem a oportunidade de
alegar o que realmente aconteceu, por exemplo: se o autor estava
devendo a eles, se a dívida já está prescrita, se já foram
perdoados...).
III – Casos
IV – Procedimento (art. 78-79)
É proposta a ação, é enviada a citação, o réu possui 15 dias para
resposta (pois é rito ordinário), mas neste prazo ele (chamantes)
chama ao processo, os terceiros (chamados), assim o processo fica
suspenso, até a citação dos terceiros (mesma comarca 10 dias, fora
da comarca, 30 dias), o prazo para contestar será contado em dobro
se eles tiverem advogados distintos (30 dias, se não for o mesmo
advogado 15 dias).
V – Sentença (art. 80)
O Juiz irá condenar alguém a pagar o valor total, e dará um título
executivo para este ser reembolsado.

TRABALHOS 3ª FEIRA:
“AMICUS CURIAE”
1) É uma modalidade de intervenção de terceiros? Resposta
fundamentada a luz dos conceitos de intervenção de terceiros.
2) Função
3) Casos
4) Distinção do perito
“OBRIGAÇÃO AVOENGA”
1) Uma nova modalidade de intervenção de terceiros em uma
ação de alimentos em decorrência do artigo 1.698, CC?

Aula XIV – Da formação, da suspensão e da extinção do


processo
15/04/08 - terça-feira
(PROVA)
I – Conceito de Instância
Foi muito usada para designar uma relação jurídica processual, é
como se fosse um grau de jurisdição, ou pedido urgente que não é o
que nos interessa. A nos interessa, pois, esta palavra é sinônima de
relação jurídica processual, processo, litígio, lide, causa. Como se dá

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início a relação jurídica processual? Quando houver uma provocação.
No art. 263 do CPC, diz que considera-se proposta a ação quando há
o despacho do Juiz, ou simplesmente a distribuição (quando houver
apenas uma Vara). É ai que entra o principio da demanda e do
impulso oficial (art. 262).
II – Formação do processo
• Princípio da demanda (como ele se inicia) – o Estado só se
manifestará quando houver uma provocação, um
acionamento. Assim, esta relação não terá necessidade
de ninguém dizer ao juiz o que ele tem fazer, ele deve
saber o que fazer.
• Princípio do impulso oficial (como ele se desenvolve) – a
máquina judiciária se movimenta por si só, não há
necessidade de que ninguém diga o que deve ser feito.
Mas, necessita da manifestação, colaboração das partes.
III – Citação – quando o Juiz percebe que a petição inicial possui
todos os requisitos ele determina a citação do réu, antes da citação
possuía uma relação jurídica linear, e após a citação passa a ser uma
relação jurídica processual trilateral, triangular. E quando ele extingue
a relação sem a citação, por falta de requisitos ele extingue o
processo sem resolução do mérito, e também pode ser com resolução
caso ele já tenha julgado o mesmo caso várias vezes (cabe recurso).
É o ato pelo qual se dá conhecimento ao réu de que contra ele possui
uma ação, e que se ele quiser apresente uma resposta, e não só se
defender, pois ele pode reconvir (contra-atacando). ART. 213, 214
(citação válida). Princípio do contraditório é a oportunidade do réu de
se defender.
• Efeitos (ART. 219 e 264)
o Efeito de Ordem processual – quando o
instituto estiver previsto no código de
processo civil:
Prevento o Juízo - aquele juiz que proceder a
citação do réu será o competente para julgar a
causa (em se tratando de comarcas distintas,
pois ela ocorre com a citação da primeira
comarca, mas se for em mesma comarca, é
aquele Juiz que despachar em primeiro lugar a
causa; caso tenha sido despachado no mesmo
dia olha-se o dia do protocolo da petição
inicial;
Litispendência – tem uma lide pendente de
julgamento, com os mesmos elementos da
ação (parte, causa de pedir e pedido). Esta
segunda lide será extinta sem resolução do
mérito por falta de requisitos.
 Tornar litigiosa a coisa – é dizer que a coisa
está diante do judiciário.
 Inalterabilidade da causa de pedir e do
pedido (art. 264) – pois o réu já teve
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conhecimento, já constitui advogado, entre
outros, a princípio é proibido o autor alterar,
mas se o réu concordar, consentir com a
mudança, nova oportunidade será dada ao réu
de apresentar nova defesa, e depois do
saneamento nunca poderá ocorrer a mudança.
Imutabilidade das partes – menos no caso
de sucessão processual e intervenção de
terceiros (salvo a assistência, pois, ele
continua sendo terceiro).
o Efeito de Ordem material – quando
instituto está previsto no código civil.
Mora é a demora de uma obrigação, é o
inadimplemento do devedor (ele estará em
mora, após a informação extrajudicial do
credor, ou citação).
Prescrição - é a perda do direito de ação. E
decadência é a perda do próprio direito,
deixou o tempo passar. Só se interrompe a
prescrição uma única vez. É uma preliminar do
mérito.

17/04/08 - quinta-feira – Aula XX


Da formação do processo (continuação) – Das crises do
procedimento

IV – Desenvolvimento normal do processo (Rito ordinário)


1) Petição inicial (art. 282 e 283)
2) Despacho inicial, liminar ou preliminar (não tem nada haver
com a liminar pedida pelo autor, tem haver com aquilo que vem
de inicio, o que vem de primeiro), este despacho determina a
citação.
3) Citação (prazo de 15 dias para resposta) pode ser real, ficta,
não importa desde que seja válida.
4) Contestação (resposta do réu, para que seja o desenvolvimento
do normal do processo ele deve apresentar uma resposta, aqui
que ele deve alegar prescrição).
Até aqui, fase postulatória (é a fase do requerimento da
produção de provas).
Início da fase saneadora ou ordinatória (onde o juiz coloca em
ordem o processo, tirar as impurezas, limpar).
5) Audiência preliminar (pode haver o acordo, uma auto-
composição, ou o autor renunciar o direito, ou o réu assumir, se
houver acaba o processo com julgamento de mérito). Caso não
haja o acordo, o juiz fixa o ponto controvertido (o que o
autor disse, e o que o réu contradisse, caso o réu não conteste
todos os fatos, é tido como verdadeiro, e este é o ponto
incontroverso) somente o ponto controvertido será discutido,
somente o que foi contestado, e designará uma audiência para
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coleta das provas orais (em que o juiz defere as provas pedidas
pelas partes, perícia, testemunha e etc., e as provas
documentais já devem estar no processo.
Fase de produção de provas orais - Audiência de Instrução e
Julgamento, onde as partes vão produzir as provas orais, pois
todas as outras já estão nos autos (depoimento pessoal do
autor, réu, testemunhas, perícia...). Alegações finais ou
memoriais (último momento para falar com o Juiz, para tentar
convencer o Juiz em 15 minutos, o problema é que os
advogados não sabem argumentar. Últimas alegações são
feitas em audiência), porém o juiz pode, se quiser, por
memoriais, que são na forma escrita, se isto acontece ele não
dará a sentença em audiência.
Fase da Sentença de mérito (pode ser logo após a audiência,
quando por alegações finais, ou após algum prazo, quando por
memorial), é conhecida como sentença definitiva. Antes iria
finalizar o processo e caso não houvesse o cumprimento da
sentença, o autor tinha que entrar com outro processo de
execução, mas agora dá fim a fase do conhecimento do
processo, e não do processo, caso não haja o cumprimento vai
para a fase executória, no mesmo processo, mesmos autos.
V – Desenvolvimento anormal do processo
Alguma coisa do desenvolvimento normal, não acontece, até que o
juiz tenha que decidir com uma sentença terminativa, sem mérito. O
processo teve uma crise que levou a extinção sem resolução do
mérito, esta crise é uma crise definitiva. Pode ser também uma crise
passageira, temporária, mas ela passa e não extingue o processo.
Mas no código não fala em crise, somente na parte de suspensão,
entre outros.

Das crises do procedimento


I – Conceito
“Crises do procedimento são um modo de ser anormal do
procedimento, em virtude do qual se detém o seu curso temporária,
ou definitivamente” (Carnelute). “Acontecimentos anormais do
processo”.
À crise temporária, damos o nome de suspensão do processo, e à
crise definitiva é aquela que leva a extinção sem resolução do mérito.
II – Classificação
• Objetiva – está relacionada ao objeto da ação, do pedido
mediato (ex.: na compra de um cavalo o credor não o
entrega, e após proposta a ação contra o dono do cavalo,
este morre, ficando sem objeto, assim o juiz transforma o
pedido em perdas e danos).
• Subjetiva – está relacionada aos sujeitos, o réu, o
autor (sujeitos parciais) e o Juiz (sujeito imparcial)
*PROVA*. Depende se o direito for transmissível a ação
continua, mas é paralisado temporariamente, mas se não
for transmissível o processo é extinto (ex.: José esta
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litigando com João e está cobrando 100 reais de João, José
morreu. O processo não é extinto, pois o espólio (quem
representa é o inventariante) entra no lugar dele, e não
os herdeiros, então o processo fica paralisado até sanar a
crise. Ocorre uma sucessão involuntária; mas quando se
tratar, por exemplo, da paternidade, identidade, filiação,
não será chamado o espólio, o processo será paralisado e
todos os herdeiros deverão ser chamados ao processo). O
mesmo ocorre com empresas, em que a massa falida
substitui a empresa. Da mesma forma ocorre com o Juiz,
que será substituído no caso de morte. O sujeito só pode
perder a capacidade de ser parte, com a morte; e ele
perde a capacidade processual, quando é interditado; e o
advogado pode perder a capacidade postulatória, caso
passe em um concurso que não possa advogar, ou
também se for excluído da OAB...
• Atividade processual – crise relacionada à paralisação
do processo para a prática de algum ato. Ex.: um
indivíduo teve o filho morto, então pede danos morais ao
assassino, mas é necessário paralisar o processo para ver
se realmente o acusado será condenado.
III – Da suspensão do processo
• Voluntária – é aquele pela vontade das partes, as parte
convencionam que querem suspender o processo, tem
que ser os dois, e não tem outra saída para o Juiz.
• Necessária – é aquele para atender exigências de
determinados atos.
IV – Causa da suspensão (art. 265)
1) Morte
a. Parte
b. Representante legal
c. Advogado
2) Convenção das partes.
3) Incompetência do juízo, da câmara ou do tribunal, bem como de
suspeição ou impedimento do juiz;
4) Quando a sentença de mérito:
a. (PREJUDICIAIS) Depender do julgamento de outra causa,
ou da declaração da existência ou inexistência da relação
jurídica, que constitua o objeto principal de outro
processo pendente; existe outro processo que esta
tramitando em outra vara, que possui uma prejudicial,
algo pendente que é indispensável para a resolução deste
outro processo (PREJUDICIAL EXOGENA ou EXTERNA,
pois está fora do processo, pode ser: homogênea –
matérias iguais, cível com cível; ou heterogênea – quando
for diferente em relação à matéria, cível com penal).
b. Puder ser proferida senão depois de verificado
determinado fato, ou de produzida certa prova,
requisitada a outro juízo. Esta ligada a expedição de
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cartas, rogatórias, precatórias e etc. desde que ela seja
pedida antes do saneamento, e tem que ser
imprescindível pro processo.
c. Tiver por pressuposto o julgamento de questão de estado,
requerido como declaração incidente. É uma questão no
tocante a identificação da pessoa perante a sociedade
onde ela reside, o nome, filiação, data de nascimento,
estado civil, naturalidade, profissão (questão de estado),
quando esta questão for pressuposto de julgamento,
requerido dentro do processo (PREJUDICIAL
ENDÓGENA, dentro do próprio processo). Ex.: Zezinho
propõe uma ação de alimentos contra Zé, só que Zezinho
não esta registrado como filho do Zé, e este informa que
na pode dar alimentos ele, pois não consta como pai.
Então o Juiz suspende o processo ate decidir a
paternidade que é questão prejudicial. Será suspensa a
questão dos alimentos, até decidir a questão da
paternidade.
5) Por motivo de força maior. Tanto ação da natureza, quanto da
humana. Inclui também o caso fortuito.
6) Nos demais casos em que o código regula. Oposição,
denunciação da lide, nomeação da autoria....
V – Momento da suspensão
1) É o momento da morte (naquele dia, o processo está suspenso);
para todos os efeitos, os atos que foram praticados enquanto o
Juiz não sabia da morte, eles terão validade se não forem atos
decisórios, se forem atos decisórios, se causarem prejuízos
àquele que faleceu, este ato será considerado NULO; mas
somente se causar prejuízo, caso contrário não será nulo.
2) Momento em que o Juiz despacha.
3.1) Quando o Juiz recebe a exceção.
4.a) No momento em que o juiz toma conhecimento da prejudicial.
4.b) no momento da expedição da carta (precatória, rogatória...).
4.c) no momento da prejudicial.
5) no momento do fato. Quando houver a greve, o maremoto,
alagamento...
6) Depende. Cada caso será um momento. Chamamento a autoria,
no momento do chamamento e etc.
VI – Duração
1) Com a morte o processo ficará paralisado até que haja
habilitação (art. 1.062). Ex.: a mãe de Zezinho que é a
representante dele morre, até que haja a nomeação do novo
representante o processo está suspenso. Ex.: no caso de
advogado, o processo só ficará suspenso no prazo de 20 dias,
se a parte não souber o Juiz intima e o prazo começa a correr,
se ela não arrumar um advogado o processo será extinto sem
resolução do mérito. E no caso do advogado do réu, será
decretada a revelia dele (isso não quer dizer que será
decretado os efeitos da revelia).

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2) Nunca poderá exceder 6 meses.
3.1) Ficará suspenso até o trânsito em julgado.
4) no máximo um ano (todos os incisos), mas na alínea “d”, o Juiz
pode fixar o prazo. Mas na prática, pode ficar mais tempo
suspenso.
5) enquanto durar o fato.
6) no momento próprio para a pratica do ato. Na nomeação a
autoria é até o nomeado aceitar a nomeação.
VII – Efeitos da Suspensão do processo
• É a vedação da pratica de qualquer ato processual, do autor,
réu e do juiz, salvo atos urgentes, capazes de fazer perecer o
direito.
• Estando suspenso o processo ele voltará a tramitar após a
cessação da causa. Havendo tão somente a suspensão do
prazo. O réu tem 15 dias para praticar um ato, quando já havia
passado 10 dias, o judiciário entrou em greve, o réu possuirá os
5 dias restantes.
• Os efeitos são ex-tunc nos seguintes casos (os prazos não ficam
suspensos, ficam interrompidos, começa do zero): no caso de
morte ou perda da capacidade.

EXTINÇÃO DO PROCESSO
CRISE DO PROCEDIMENTO DE NATUREZA DEFINITIVA
I – Sentença
Ato que põe fim ao processo, mas o processo hoje é dividido em duas
fases: fase de conhecimento e a fase executiva, então a sentença dá
fim a uma fase do processo. Sentença terminativa, processual ou de
crise:
II – Extinção do processo sem resolução do mérito
a) Perda do sujeito: Pela perda do elemento da ação, pela perda
do sujeito, entende-se que o direito é intransmissível, a morte
do sujeito leva a extinção sem resolução do mérito.
b) Perda da causa de pedir: o direito é o transmissível, ocorre, por
exemplo, quando a pessoa vira credor e devedor dele mesma.
c) Perda do objeto: o processo continua, e é transmitido em
perdas e danos.
III – Causas de extinção do processo sem resolução de mérito
(art. 267):
Art. 267, I: quando a sentença será de mérito: porque ele
verifica a prescrição ou decadência, por isso é definitiva.
****PROVA****
Art. 295: A petição inicial será indeferida:
I - quando for inepta;
II - quando a parte for manifestamente ilegítima;
III - quando o autor carecer de interesse processual;
IV - quando o juiz verificar, desde logo, a decadência ou a
prescrição (art. 219, § 5º)******;

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V - quando o tipo de procedimento, escolhido pelo autor, não
corresponder à natureza da causa, ou ao valor da ação; caso
em que só não será indeferida, se puder adaptar-se ao tipo de
procedimento legal;
Vl - quando não atendidas as prescrições dos arts. 39,
parágrafo único, primeira parte, e 284.
Parágrafo único - Considera-se inepta a petição inicial quando:
I - Ihe faltar pedido ou causa de pedir;
II - da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão;
III - o pedido for juridicamente impossível;
IV - contiver pedidos incompatíveis entre si

24/04/08 - quinta-feira

A sentença sem mérito pode ser:


Processual típica: extingue por falta de condições da ação, e
pressupostos processuais. (ela e típica por que o juiz extingue logo no
começo, no inicio da relação Jurídica Processual)
Processual atípica: os demais casos (geralmente ocorre no decorrer
do processo, em uma das fases).

Aula XXII – Da extinção do Processo sem resolução de mérito


I – Causas (continuação)
Art. 267, II - quando ficar parado durante mais de 1 (um) ano por
negligência das partes (contumácia das partes). A relação jurídica
precisa da colaboração das partes (autor e réu), mas para extinguir o
processo sem resolução do mérito há a necessidade de que o Juiz
intime pessoalmente das partes (caso o Juiz diga “intime-se as
partes” ele se refere aos advogados) para movimentar o feito no
prazo de 48 horas.
III - quando, por não promover os atos e diligências que Ihe
competir, o autor abandonar a causa por mais de 30 (trinta) dias. Há
a contumácia do autor, no inciso II é a contumácia do autor e do réu.
E o autor tem o prazo de 48 horas após a intimação, para que ele
movimente o feito. A jurisprudência unânime entende que o juiz só
pode extinguir o processo na forma deste inciso no caso de
requerimento do réu, por que ele também é interessado na ação.
IV - quando se verificar a ausência de pressupostos
(processuais) de constituição e de desenvolvimento válido e regular
do processo (Sentença processual típica). Pressupostos Processuais
de Constituição – capacidade postulatória, jurisdição, petição inicial e
citação. Pressupostos Processuais de Validade – Juiz competente,
petição inicial válida e citação válida.
V - quando o juiz acolher a alegação de perempção,
litispendência ou de coisa julgada.
Perempção – é uma perda do direito de ação, de agir, em
virtude de o autor ter abandonado (e não desistir, ele pode desistir
mil vezes, mas abandonar 3 vezes causa a perempção) o processo

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por 3 vezes, mas não impede o direito material, que pode ser oposto
por qualquer pessoa. Ex.: se o réu nas 3 ações, decidir entrar com
uma ação contra o autor das outras ações, assim, o ex-autor e atual
réu, pode contestar, apresentar resposta, (só não pode entrar com a
reconvenção, que é contra-atacar, pois ele perdeu o direito de agir),
Exceção (defesa processual, ataca o Juiz, quando ele for
*incompetente, pode ser relativa ou absoluta – relativa:
territorialidade e o valor da causa, se a parte não alegar haverá a
prorrogação da competência do Juiz, as outras formas são conexão de
causas ou continência; *impedido – não dúvida de que o Juiz é
parcial ; ou *suspeito – duvida sobre a parcialidade do Juiz);
incompetência absoluta: critério material, hierarquia e em razão da
função; pode ser conhecida a qualquer tempo e grau de jurisdição
(não podem ser conhecidas STJ e STF, que são órgãos extraordinários
se não houver o pré-questionamento), de ofício, pois é de ordem
absoluta, o processo será nulo se julgado por ele; e Impugnação do
valor da causa. Litispendência – duas ações idênticas (mesmo
pedido, causa de pedir, e partes) pendentes. Coisa Julgada, aquilo
que já foi julgado e não há como recorrer. E esses três são
pressupostos processuais negativos, é um requisito que impede a
ação, que impede que o processo tenha o desenvolvimento, sendo
assim, necessária a extinção do processo sem mérito (Sentença
típica).
Vl - quando não concorrer qualquer das condições da ação,
como a possibilidade jurídica, a legitimidade das partes e o interesse
processual. (Sentença típica).
Vll - pela convenção de arbitragem. O autor e o réu não querem
mais que o Juiz julgue a causa, as parte apresentam uma convenção,
dizendo que a causa será julgada por um árbitro, isso será posterior a
propositura da ação. Caso essa arbitragem já estiver convencionada
no contrato, o juiz não pode extinguir o processo sem mérito, logo na
petição inicial, e tem que esperar que o réu conteste informando da
cláusula compromissória (que é um pressuposto processual).
Vlll - quando o autor desistir da ação. O dono da ação é o autor,
e ele pode desistir quando quiser, mas se o réu já tiver apresentado
resposta, ele só pode desistir com a concordância do réu (somente se
ele já tiver sido citado, e tiver mostrado interesse na ação,
contestado), pois ele também possui interesse.
IX - quando a ação for considerada intransmissível por
disposição legal. É uma lide subjetivamente infungível em que não
pode haver substituição das partes (a lide objetivamente infungível só
pode ser quando não puder haver a substituição do objeto, o que não
é o caso). Quando o autor de uma ação de divórcio, por exemplo,
morre, que é um direito intransmissível, se for transmissível ele é
suspenso.
X - quando ocorrer confusão entre autor e réu. Quando a parte
se tornar autor e réu ao mesmo tempo. Ex.: o filho entra com uma
ação contra o pai, para cobrar uma dívida, o pai morre. E o filho é o
único herdeiro, ficando ele, contra o espólio, sendo ele o

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inventariante, assim, falta uma das condições da ação, o interesse de
agir.
XI - nos demais casos prescritos neste Código (art. 13 e outros):
Art. 13: Verificando a incapacidade processual ou a
irregularidade da representação das partes, o juiz, suspendendo o
processo, marcará prazo razoável para ser sanado o defeito.
Não sendo cumprido o despacho dentro do prazo, se a
providência couber:
I - ao autor, o juiz decretará a nulidade do processo (extinção);
II - ao réu, reputar-se-á revel;
III - ao terceiro, será excluído do processo

II – Efeitos
Principal efeito é que o autor poderá novamente propor a ação, pois,
a lide não foi resolvida, desde que pague as custas processuais e os
honorários advocatícios do processo que foi extinto (pressuposto
processual, pois, se não pagar não terá processo). Esta possibilidade
não existe no caso de 3 situações: perempção, litispendência e coisa
julgada.
Outro efeito é tornar ineficazes todos os atos que foram praticados,
salvo a confissão (produção de provas, testemunhais...) que vale para
sempre, e para qualquer outro ato posterior.
Art. 268 “caput” e § único.

Aula XXIII – 25/04/08 – sexta-feira – AULA DE REVISÃO


10 questões objetivas + 20 subjetivas.

RJP
ITER PROCEDIMENTAL- fase postulatória, saneadora, instrutória e
decisória.
*PROVA*Quais são os caminhos/fases da prova? Requerimento
(postulatória; petição inicial p/ o autor, e contestação p/ o réu),
deferimento (saneadora; deferir as provas), produção (instrutória;
audiência de instrução e julgamento), valoração (decisória; o juiz vai
dizer quais provas valem para ele) *PROVA*

________________________________2º BI________________________________

“Algo só é impossível até que alguém duvide e acabe provando o


contrário”
08/05/2008 - quinta-feira
Aula: Resolução de mérito do Processo e do Procedimento

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Resolução de Mérito
I – Sentença
Não é mais o ato que põe fim ao processo, e sim, a uma fase do
processo (do conhecimento, ou cognitiva), a partir de 2006. Existe
agora, somente um processo, o processo SINCRÉTICO (e não mais o
processo Cognitivo e após o Executivo), que possui 2 fases, a fase
Cognitiva (de conhecimento), e a fase Executiva. Então dentro do
mesmo processo, intima-se o réu, para cumprir o julgado na
sentença, estipulando uma multa de 10% no caso de
inadimplemento.
II – Casos em que prolata uma sentença definitiva (art. 269):
• Autocomposição – acordo próprio entre as partes. O autor e o
réu decidiram por fim ao processo, sem ser declarado o direito
no caso concreto. Pode ser:
o Autor e réu transacionam, ocorre uma TRANSAÇÃO, um
acordo, em que o Juiz apenas homologa tal acordo. E o
Juiz tem que verificar antes de homologar o acordo,
precisa dos 3 requisitos: forma prescrita em Lei (que não
é proibida), objeto lícito e capacidade das partes. Ex.: se
as partes convencionaram da requerida pagar o autor,
como garota de programa, o objeto é ilícito, o Juiz não
pode homologar. Tem que ser um direito disponível, por
exemplo, eu não posso dispor da minha vida, profissão, e
etc., somente um acordo ligado ao patrimônio.
o O réu reconhece o pedido do autor, diz que o autor está
correto.
o O autor renuncia, abre mão do direito material.
o Desistência, mas é uma sentença terminativa, é sem
mérito, o autor pode entrar com a mesma ação por
quantas vezes quiser.

• Para o Juiz julgar o processo com mérito, ele tem que ver se
tem os pressupostos, que é a fase de Preliminares Processuais,
e após ele vai para a fase de Preliminares de Mérito, que é a
prescrição e a decadência (as duas estão ligadas ao tempo,
prazo em que o autor propôs a ação), estando dentro do prazo,
o Juiz vai para a fase do mérito, e se não estiver no prazo, o Juiz
não passa para a próxima fase, ele não diz quem tem o direito,
mas ainda assim, é julgamento COM mérito, mesmo ele não
declarando o direito no caso concreto, é mesmo que ocorre na
autocomposição.
OBS.: No caso do mandado de segurança (que é para
assegurar um direito líquido e certo) que possui um prazo para
impetrar de 120 dias, se a pessoa impetrou com 121, o Juiz não
precisa nem passar para frente, nem dizer quem possui o
direito, assim o Juiz extingue o mandado de segurança, por que
decaiu o direito dela de ação, mas ela pode entrar com uma
ação normal (Ordinária), é o caso em que ocorre a decadência e
o Juiz não julga o mérito, com uma sentença terminativa. E após
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a mesma pessoa pode ter seu caso julgado com mérito, no Rito
Ordinário.
• Jurisdição (verdadeira sentença definitiva), o juiz nunca rejeita
ou acolhe o pedido do réu (com exceção da reconvenção);
acolher ou rejeitar o pedido, e não a ação, pois o direito de ação
existe independente do direito material, a ação é autônoma,
e ela sempre é acolhida, o pedido que pode ser acolhido
ou rejeitado; É onde o Juiz discute a verdadeira jurisdição –
art. 269, I:
o Acolher (julgar procedente)
 Total
 Parcialmente
o Rejeita (julgar improcedente)

Do processo e do procedimento
I – Processo
É um conjunto de atos que visam extinguir uma lide com a resolução
de mérito.
II – Procedimento
É a mesma coisa que rito. É a forma, o modo como os atos
processuais são realizados, se movimento dentro do processo, e isso
vai acontecer de formas diferentes.
III – Quanto à forma – forma escrita e forma oral. A grande maioria
dos atos eram praticados na forma escrita, até mesmo o depoimento
das testemunhas, e isso distanciava o judiciário. Mas agora, quase
todos os atos são praticados da forma oral, que unem as partes e o
Juiz. Principalmente no juizado especial. Essa oralidade vai impor
alguns princípios (***PROVA***):
• Princípios Informativos da Oralidade
o Da predominância da palavra falada – a petição inicial
sempre será escrita, mas a contestação no rito sumário
poderá ser apresentada da forma oral, pois no momento
da citação o Juiz já intima o réu da audiência, e lá ele
pode apresentar a contestação falada (no rito ordinário
não).
o Da imediatidade – o juiz deve ter contato imediato,
pessoal, visual, com todos os sujeitos da relação jurídica
processual, e não só as partes, mas todos os que
funcionam no processo (perito, testemunhas...), para
tentar descobrir se há mentira, ou má-fé nos atos.
o Da identidade física do Juiz – em regra, o juiz que teve
contato com as partes, com as testemunhas, com o
perito, ou seja, o que concluir a audiência, deverá ser o
juiz que irá julgar a causa. E se não for possível que este
juiz julgue a causa, o próximo juiz que vier julgar a causa,
se ele achar que não está apto a proferir a sentença, ele
pode determinar a repetição de todos os atos para que
ele possa se convencer.

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o Da concentração da causa – todas as pessoas, partes,
peritos, testemunhas, e todos os atos devem ser
praticados em apenas uma única audiência (de Instrução
e Julgamento) e não sendo possível a realização de todos
os atos, deve ser em uma data muito próxima.

Aula XXVII – 20/05/08 - terça-feira

IV – Quanto ao modo de se moverem – cada procedimento tem


um modo dos atos serem praticados.
• Procedimento comum – Visa a declaração do direito no caso
concreto. Os atos podem ser praticados pelos ritos:
o Ordinário – padrão – art. 282 e segs., CPC. Acima de 60
salários mínimos e tudo é complexo, causas de alta
complexidade (pela Lei, começa e termina em 90 dias).
Por isso, vai haver a necessidade do processo estar bem
amadurecido para o julgamento do Juiz. É tudo o que não
é sumário nem sumaríssimo.
o Sumário – art. 275 a 281 CPC. Os atos praticados são
mais rápidos, com velocidade maior do que o ordinário,
esse procedimento só será adotado quando o valor não
ultrapassar 60 salários mínimos (critério do valor da
causa) ou se forem causas de complexidade mediana
(matéria).
• Procedimento especial – dentro dele existem outros
procedimentos:
o Procedimentos especiais:
 Jurisdição contenciosa (arts. 890 a 1102 “c”) –
os atos praticados vão se movimentar de forma
diferente, mas dependendo do tipo de resposta do
réu, ele vai sofrer uma mutação e passa a seguir o
procedimento comum (ordinário). O juiz pode
deferir uma liminar se ele achar que a pessoa tem
interesse (se a pessoa ajuizar a ação menos de ano
em dia), ou pode marcar uma audiência de
justificação.
 Jurisdição voluntária (arts. 1103 a 1210 CPC) –
é aquela onde não tem partes, não tem litígios. Ex.:
separação consensual. O juiz é um administrador
de direitos privados. No caso de interdição, se se
observar que a pessoa quer interditar a outra para
obter proveito dos bens da pessoa (assim, haverá a
mutação para o rito ordinário). Pois, visa à proteção
da pessoa.
o Medidas Cautelares (art. 796 a 889) – (processos
cautelares). Não visa nada mais, nada menos do que a
cautelar, visa garantir o direito. O juiz é apenas um
garantidor do direito. Pode ser de natureza preparatória
ou de natureza incidental. São necessários 2 requisitos:
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fumus boni juris, a fumaça do bom direito (a visibilidade
de um direito); periculum in mora, que é o perigo de algo
pior acontecer em razão da demora.
o Preparatória – servem para preparar a chegada do
processo principal. Aqui, é uma medida acessória, é
dependente do principal. Ex.: Maria apanha de seu
marido João, então entra com uma ação de
separação de corpos, para resguardar sua
integridade corporal, assim, após 30 dias ela terá
que entrar com a ação principal. Desta forma o juiz
não julgou o mérito.
o Incidental – pois incide sobre um processo já
existente (o mesmo exemplo acima pode ocorrer
aqui, mas a medida cautelar é pedida após a
existência do processo principal).
o Satisfativas – é para satisfazer um direito, e não
há necessidade de haver o processo principal.
o Competência Originária dos Tribunais (arts. 476 a
495 CPC) – causa que vão começar perante o Tribunal de
Justiça, e lá possui um colegiado, por isso é feito de forma
especial. Vai depender do tipo de ação apresentada, do
caso concreto. Visa à declaração do direito no caso
concreto.
• Procedimento executivo (arts. 566 a 795 CPC) – não quer
declarar o direito no caso concreto, pois ele já está declarado,
aqui se pretende a satisfação de um direito. Quando estiver
diante de um título, que pode ser:
o Judicial – deriva de uma sentença, despacho, decisão,
entre outros.
o Extrajudicial – tem força de uma sentença. Ex.: cheque,
duplicata, nota promissória...
• Antecipação dos efeitos da tutela (art. 273) – (tutela
antecipada) – é o juiz conceder ao autor, em qualquer momento
da relação jurídica processual, o que provavelmente (há uma
grande possibilidade) ele concederá no final.
• Procedimento Sumaríssimo – Juizado Especial (Lei
9.099/95) – critério de valor (não pode ultrapassar 40 salários
mínimos) e critério de matéria (menor complexidade). O
processo não corre, voa (o prazo da Lei é de 30 dias para o
processo começar e acabar). Visa à declaração do direito no
caso concreto (constituindo, desconstituindo, condenando...).

Estudaremos em Processo Civil I: Procedimento Comum, e


Antecipação dos efeitos da tutela (O procedimento
sumaríssimo não vai dar pra ver, e quando tiver a matéria
optativa, escolher esta).

Processo de Conhecimento ---- Processo Executivo ---- Processo


Cautelar ---- (antes de 2006)
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Processo Sincrético (Fase Cognitiva) + Fase Executiva  mas no meio
existia a fase de cumprimento voluntário (é um prazo para a pessoa
cumprir o julgado voluntariamente, se a pessoa não cumprir passa
para a execução)  E hoje em dia, diz-se, interpreta-se que o
Processo cautelar (fase incidental, e não preparatória) pode ser
também uma fase deste processo, o processo passa a ser único (após
2006); isso tudo é um abandono às formas; hoje em dia o processo é
de resultado, justo, célere, eficiente. Colocando tudo em um processo
só, isso tem sido aplicado por alguns juízes (Art. 273, §7º).

Rito Ordinário – rito padrão que vai servir de base para todos os
demais ritos. E o que vai dar início ao processo em todos os ritos é a
petição inicial, como no rito ordinário. Ele possui fases que são
distintas, mas estão inter-relacionadas (interdependentes). Princípio
da elasticidade, dependendo da resposta do réu, tem vários
caminhos para o juiz levar o processo. Por exemplo, se o réu não
contestar, vai direto para a fase decisória. A regra é que o rito
ordinário segue por todas as fases, mas existem vários casos em que
encurta essas fases, tudo, dependendo da resposta do réu.

I – Petição Inicial – dá vida à relação jurídica processual, ao


processo. Para que ela tenha validade é necessário que sejam
preenchidos alguns requisitos. A petição deve ser uma petição apta.

27/05/08 - terça-feira

II – Requisitos da PI
• Externo
Toda petição inicial deve ser feita na forma escrita, salvo
juizado especial e justiça do trabalho.
• Interno (previstos no art. 282 e 283, CPC)
o Processual – art. 282, I, II, V, VI e VII.
o Mérito – dizem respeito ao conflito em si, propriamente
dito, aquilo que está previsto no direito é a causa de pedir
e o pedido. É o próprio conflito existente. Art. 282, III e IV.

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1º requisito: Exmo. Sr. Juiz de Direito da __ Vara Cível de
endereçamento VV/ES; ou Exmo. Sr. Juiz da Comarca de Belo
da petição. Horizonte

2º requisito:
individuação e João da Silva (vulgo cabeção), brasileiro,
qualificação das casado, comerciante (para efeito da citação), CI
partes (referente e CPF, residente e domiciliado na Rua
a capacidade de Palmeiras, nº 30, apto, 101, Bairro Anchieta,
ser parte, Vila Velha/ES, telefone, celular, fax, e-mail,
processual e perto da farmácia (ponto de referência); (para
postulatória). comprovar que a pessoa existe, tem que
(deixar espaço mostrar um documento dele), se for
largo do lado representado ou assistido, também se deve
esquerdo, para identificar o representante ou assistente. Pode
autuação; e ser pessoa jurídica, colocando o CNPJ, contrato
também na parte social, entre outros.
superior da Por sua advogada, infra-assinado, com
petição, para o escritório na Rua X, nº 10, sala 1003, Bairro A,
Juiz proferir seu Vila Velha/ES, telefone, celular, fax, e-mail
Despacho inicial).(REQUISITOS ESSENCIAIS, pois, se não existir
haverá um prazo de 48 hrs para emendar a
inicial; ***PROVA***, mas se já tiver o
endereço/nome no cabeçalho ou rodapé, não
há necessidade de colocar de novo), colocar as
qualificações de todos os litisconsortes, se
houverem; onde receberá intimações, vem
respeitosamente a presença de V. Ex.
propor/ajuizar/apresentar a presente ação (não
se enquadra como requisito da petição inicial o
nome da ação, mas quem quiser pode colocar
sem problema algum; mas não pode faltar a
causa de pedir e o pedido).
Em desfavor/face de, Pedro Joaquim Pereira,
3º Causa de Pedir vulgo Pereirão, brasileiro, solteiro, comerciante,
(o nome correto) CI e CPF, Rua T, nº 20, Terra Vermelha, Vila
Velha/ES (ponto de referência); ou local incerto
e não sabido; pelo que passa a expor:

I - Dos Fatos/ Dos fundamentos jurídicos/ Da


causa de Pedir:
- Causa de pedir Remota (é a mesma coisa que
fatos, origem do direito; constitui a narração
daquilo que ocorreu ou está ocorrendo).
- Causa de Pedir Próxima (esta relacionada aos
fundamentos jurídicos, que vem a ser a própria
demonstração de que o fato narrado pode ter
conseqüências, o motivo, razão da propositura
da ação, que não é fundamento legal, não há
necessidade de indicar os artigos, pois o Juiz
conhece o direito, salvo quando se tratar de
direito municipal, estadual e estrangeiro, neste
caso tem que provar, pois o Juiz tem obrigação
de saber a Lei Federal e não Estadual e etc.)

ELABORADA
4º POR(oSUELEN
- Do pedido CRISTINA
O código adotaMEDEIROS
a TeoriaMENDES –
da Substanciação
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coração da (diferentemente do antigo código que adotava
petição inicial, é a teoria da individualização) - eu sou obrigado a
tudo dentro do apresentar a causa remota (a lei exige que diga
processo, isso vai a justificativa da ação, ex.: imóvel adquirido por
29/05/08 - quinta-feira

Aula: Da Petição Inicial – continuação

I – Do valor da causa
É o benefício que a pessoa vai auferir com o processo (tem que ser
um valor correspondente). É imprescindível na petição inicial.

II – Justificativas (para que tenha que impugnar o valor da


causa): Art. 282, CPC
1) Para as custas
2) Vai definir o Rito
3) Para definir a competência (relativa: critério territorial e critério
valor da causa)
4) Honorários advocatícios
5) Fixação de multa processual

III – Cálculo (como calcular o valor da causa): art. 259, CPC


Exemplo:
Empréstimo: R$100.000,00 (cem mil reais)
Vencimento: 01/03/2008
Propositura da ação: 01/06/2008

Valor Principal ------------------------------------- R$100.000,00


Juros ------------------------------------------------- R$3.500,00
Correção monetária ------------------------------ R$3.500,00
Multa de 20% (estipulada no contrato) ----- R$20.000,00
Juros convencionados --------------------------- R$3.000,00
VALOR DA CAUSA --------------------------------- R$130.00,00

O valor da causa é o mesmo que a pessoa espera receber, e não o


que ela vai receber. É a soma de todos os pedidos. Pedido alternativo
é aquele que deriva de uma obrigação alternativa (art. 259, III), e será
considerado o de maior valor. Pedido subsidiário (ex.: a pessoa quer a
rescisão contratual, ou outro carro, ou o abatimento do valor – a
diferença do alternativo é a obrigação, pois na subsidiária não existia
isso convencionado, e na alternativa eles convencionaram isso antes)
será colocado no valor da causa o valor do primeiro pedido, o
principal (inc. IV). Inc. V é valor da pensão vezes 12.
Exercício:
1.000 da Maria + 500 do Zezinho + 500 de Mariazinha; Vezes
12 = 24.000,00 (vinte e quatro mil reais)

Art. 260 – Prestações vencidas e vincendas (que irão vencer), na hora


de valorar a causa
Ex.: locação do apartamento: R$1.000,00
Prazo do contrato: 36 meses
Pagou até o 4º mês; e não pagou até o 8º (4 meses sem pagar)

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Assim, cobra-se 4 x 1.000 (valor principal)
500,00 (multa)
100, 00 (juros legais)
100,00 (correção monetária)
100,00 (juros convencionais)
5.100,00 (vencidas, só entra juros correção e etc. nas vencidas)
+
12.000 (o valo do aluguel x 12; que é o que diz o art., sempre que for
superior a 1 ano, ou tempo indeterminado; se o prazo do contrato
fosse 12 meses, ou menos, seria cobrado o que falta pagar)
O valor da causa, será 17.100 (mas, se o réu quiser pagar ele pagará
somente as vencidas)

IV – Impugnação do Valor da Causa


No prazo que o réu tem para apresentar a resposta (15 dias, no rito
ordinário), ele pode impugnar o valor da causa se ele entender que
está errado (se ele não aprsentar neste prazo o direto preclui). Ele irá
contestar e, em apenso, impugnação do valor da causa (fica fora o
processo, mas isso é uma mera formalidade, hoje em dia a
impugnação fica dentro dos autos, pois, o interesse é o resultado);
não se está discutindo mérito (o que discute mérito é a contestação),
e sim, o erro matemático. O juiz não suspende o processo, e dá vista
ao autor, este, possui um prazo de 5 dias para manifestação
(contraditório), o juiz não pode mais corrigir, de ofício, o valor da
causa, o momento era antes da citação. Se o juiz precisar de um
perito para o cálculo ele pode nomeá-lo. e o juiz tem um prazo de 10
dias para decidir (com uma decisão interlocutória, pois ele resolve um
incidente sem por fim ao processo); contra essa decisão cabe um
recurso de agravo de instrumento no prazo de 10 dias.

03/06/08 - terça-feira

Aula: Do Pedido
I – Conceito
Sem o pedido a relação jurídica não sobrevive. Pedido mediato é o
bem da vida, é que vai auferir com a condenação é a vantagem. Ele
vai estar relacionado ao tipo de sentença que vai ser prolatada pelo
Juiz, ela vincula o Juiz. E este não pode prolatar uma sentença extra
petita, dar algo que não pediu, ultra petita, dar além daquilo que foi
pedido, citra petita, dar aquém daquilo que foi pedido, pois está
vinculado ao pedido do autor. tem que atender a certos requisitos
determinados por Lei.
II – Requisitos
• Certo – pedido da certeza. E deve ser expresso, não pode
deixar subentendido. Não existe pedido subentendido. (art.
286, “certo E determinado”)
• Determinado – no sentido de ser definido na quantidade e
qualidade. Ex.: eu quero que João seja condenado e me
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entregar 100 sacas de café arábico colhido em 2007, na
fazenda “do senhor poderoso”, sem agrotóxico... tem que
especificar TUDO, para que o autor saia satisfeito.
• Concludente – o pedido deve ser procedente com a causa de
pedir (remota e próxima. Com os fundamentos jurídicos e os
fatos). O pedido deve estar relacionado com os fatos.
III – Espécies
• Determinados e genéricos (art. 286, I) – determinado –
ele é definido pela qualidade e quantidade. Em algumas
situações ele não será determinado quanto a quantidade
(assim, ele será genérico, quando for tocante ao gênero e não
à quantidade). Universal: É aquela que recai sobre um todo,
que não consegue definir. Pode ser de fato ou de direito. De
fato: quando recai sobre um determinado rebanho, sacas de
café... Não dá para determinar a quantidade. Ex.: João vai me
pagar todas as sacas de café que arrecadar no ano de 2008. E a
quantidade será definida no próprio processo. Sentença ilíquida
é aquela sem quantidade, por isso não pode entrar na fase
executiva, mas entre essas duas fases há a fase da liquidação
da sentença (somente quando se tratar de pedido genérico),
mas em regra a sentença deve ser líquida (determinar a
quantidade). De direito: ex.: herança. Em si, já se tem direito a
herança, todas as pessoas possuem esse direito. João só fica
sabendo que seu pai morreu depois de 6 meses, e quando vai
pegar a herança seus irmãos já estão dividindo, então ele entra
com a ação, que é genérica, por não saber de quanto será a
herança.
Art. 286, II – tem coisas que são determinadas, e coisas que
ainda virão, e também serão contadas no processo, que são
genéricas (todas as despesas necessárias ao restabelecimento,
no caso de uma pessoa que sofreu um acidente, por culpa de
terceiro) e no valor da causa faz uma estimativa do valor que
será gasto.
Art. 286, III – Pedido genérico. Quem vai dizer o valor é o réu.
Ex.: comissão de formatura. Uma ação de prestação de contas,
em que a pessoa não sabe quanto a pessoa recebeu e quanto
gastou. Mas a pessoa sabe qual turma, qual faculdade e etc.
• Fixo e alternativos – Fixo – determinada prestação. O juiz
considera este pedido em exclusão à qualquer outro, por
exemplo, a entrega de um certo bem, a condenação em certa
quantia. Alternativo – deriva de uma obrigação alternativa,
pela natureza da obrigação o réu pode cumprir a prestação de
mais de um modo, o devedor pode cumprir a obrigação de mais
de um modo. Em regra, quem faz a escolha é o devedor. Se a
escolha for do autor, o pedido passa a ser fixo, pois ele já
escolhe na petição. Se estiver convencionado do autor escolher
e ele não escolher na petição, ainda assim, que decide depois é
ele, e não Juiz ou o réu. (art. 252, CC, 288, 571 CPC)

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• Subsidiário ou sucessivo – é aquele em que o autor formula
mais de um pedido em uma ordem sucessiva, a fim de que o
juiz conheça do posterior em não podendo acolher o anterior.
Ex.: meu carro deu problema, então o eu pedido é: quero meu
dinheiro de volta (rescisão contratual), se não for possível,
quero outro carro, se não for possível, abatimento do valor em
50% (isso não é obrigação alternativa). O juiz tem que tentar
dar o 1º, se não conseguir dar o 2º e assim por diante, tendo
que se justificar acerca de todos os pedidos (negados).
• Único e cumulativo (art. 292) – único – um só pedido, diz-se
que cada pedido corresponde a uma ação, mas o legislador
permite que em algumas ações, ocorra a cumulação dos
pedidos (Cumulação objetiva, de pedidos), tem que atender a
certos requisitos para objetos do processo, pois nem sempre
pode cumular (podem ser vários contratos distintos, todavia
devem ser contra o mesmo réu):
o I - Que os pedidos sejam compatíveis entre si (não se
pode pedir o cumprimento do contrato e a rescisão
contratual).
o II – o juiz tem que ser competente para julgar os dois
pedidos (ex.: ação de investigação de paternidade, Vara
de Família; mais Petição de herança, vara de órfãos e
sucessões).
o III – Rito Sumário com Sumário (cumulação permitida);
ordinário com ordinário (cumulação permitida); sumário
com ordinário (cumulação não permitida); mas quando
houver cumulação de pedidos, o sumário pode ser
transformado em ordinário, mas NUNCA o ordinário
ser transformado em sumário.
→ 3 espécies de cumulação:
o Simples – o acolhimento ou a rejeição de um pedido não
afeta ao do outro.
o Sucessiva (art. 289) – é aquela em que o acolhimento de
um pedido pressupõe a do pedido anterior (ex.: não
declara a paternidade, assim, não pode dar pensão).
o Incidental – é aquela que ocorre após a propositura da
ação, por meio de pedido de declaração incidental (art. 5º
e 325 do CPC). Ex.: Zezinho não quer a declaração da
paternidade, só quer alimentos. Mas como o Zé falou mal
da mãe de Zezinho ele pede a paternidade (ocorreu após
a propositura da ação).
• Prestações Periódicas – são aqueles que visam ao
cumprimento de obrigações por trato sucessivo, ou seja,
prestações que vencem no tempo. Ex.: aluguel, faculdade,
consórcio, condomínio... Elas automaticamente vencem no
tempo (art. 290 e 289)

05/06/08 - quinta-feira
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• Pedido Cominatório – é aquele pedido que visa o
cumprimento de obrigações de fazer ou não fazer, através de
meio coercitivo ou executivo que influa sobre a vontade do
devedor levando-o ao cumprimento da obrigação. Dá-se através
de meio de sub-rogação ao através de coerção:
o Sub-rogação – consiste em o Estado sub-rogado na
figura do devedor e extrair dele bens suficientes a
pagamento e entregar ao credor.
o Coercitivo – consiste em aplicação de pena pecuniária.
Consistente também ao cumprimento da obrigação. Ex.:
multa... mas pelo código do consumidor não há
necessidade de pedir a multa pois já está prevista.
• Pedido de Prestação indivisível – previsto no art. 291 do
CPC, e 260, 261 do CC.
• Interpretação do pedido – art. 290, 293. Toda vez que
alguém faz um pedido ele emana uma declaração de vontade, e
toda declaração deve ser interpretada. O pedido nos vamos
sempre interpretar de maneira expressa, por isso que ele deve
ser certo, no sentido de ser expresso. Não há necessidade do
autor pedido o que está implícito no pedido principal. ex.:
pedido de prestações periódicas. Pois não há necessidade de
pedir as vencidas e as vincendas, somente as vencidas, por que
elas já estão previstas em Lei e/ou implícitas no pedido
principal. Ex.²: Juros legais e correção monetária, só não estão
inclusos os juros convencionais (convencionado pelas partes).
Ex.³: condenação do réu ao pagamento das custas processuais
e honorários advocatícios (art. 20, CPC); não há necessidade de
incluir no pedido, já está previsto em Lei.
• Aditamento do pedido – art. 294. Enquanto não houver
citação o autor pode aditar a inicial, acrescentar um pedido na
petição inicial. E a contra-fé deve ir juntamente com o
aditamento. Mas ele deve recolher o valor das custas
acrescidas.
• Modificação do pedido – o autor não pode acrescentar nada
na petição após o réu ser citado, a não ser que o réu concorde
com o que o autor quer acrescentar. Mas ainda que o réu
concorde, não poderá passar da fase saneadora por que o Juiz
já fixou o ponto controvertido (*PROVA*). Se o réu foi revel, o
autor pode aditar a inicial, mas o réu terá novo direito ao
contraditório.

Doutrina e jurisprudência entram em fundamentos jurídicos na


petição inicial, mas não há necessidade de colocar, mas se quiser
pode. No Núcleo de Prática da UVV eles pedem para colocar.

RITO SUMÁRIO
A filosofia também é a celeridade e a segurança jurídica. Pois o
processo de começar e acabar em 60 dias (máximo 70).
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I – Princípios Inerentes
• Celeridade processual – consistente na prática de atos
processuais com prazo determinado para sua finalização, tendo
em vista tratar-se de causas de complexidade mediana e de
valor econômico também mediano.
• Oralidade – onde iremos encontrar, desde já, na fase
postulatória a possibilidade de resposta na forma oral. O réu é
citado e intimado para comparecer a uma audiência de
conciliação (feita pelo juiz, ou o juiz com conciliador), e se não
houver o acordo o réu terá a chance de apresentar a resposta.
Onde até mesmo qualquer tipo de impugnação, recurso, deve
ser feita na forma oral.
• Concentração da causa - todos os atos devem ser praticados
em apenas uma única audiência e não sendo possível a
realização de todos os atos, deve ser em uma data muito
próxima (máximo 30 dias).

De 1973 à 1995, o rito sumário era conhecido como Sumaríssimo (ou


a sua causa era no rito ordinário ou no sumaríssimo). Após 1995 foi
criada a Lei dos juizados especiais (9.099/95), e passou-se a existir o
rito sumário, dentro do Código de Processo Civil. Qualquer lei antes
de 1995, onde consta “nas ações de acidente de trabalho adota-se o
rito sumaríssimo” leia-se rito Sumário; entre vários outros casos. Se a
pessoa não ajuizar a ação no rito correto ocorrerá a preclusão (após a
citação de réu). Rito sumaríssimo o critério será o valor da causa ou
matéria de menor complexidade, não pode haver a perícia, pois se
precisar entende-se que não é de menor complexidade. Rito sumário
será o valor da causa ou matéria de complexidade mediana.
II – Casos (art. 275)
• Valor da causa – até 60 salários mínimos (da época da
propositura da ação). Quando se tratar de questões de Estado
(paternidade, separação...) e capacidade das pessoas, não será
adotado o rito sumário, e sim o ordinário, independentemente
do valor (art. 275, §ú).
• Matéria – qualquer que seja o valor. Todas as causas:
a) de arrendamento rural e de parceria agrícola;
b) de cobrança ao condômino de quaisquer quantias devidas ao
condomínio;
c) de ressarcimento por danos em prédio (leia-se imóvel)
urbano ou rústico (rural);
d) de ressarcimento por danos causados em acidente de
veículo de via terrestre; todo ressarcimento de via terrestre,
ex.: triciclo, bicicleta, ônibus, caminhão...
e) de cobrança de seguro, relativamente aos danos causados
em acidente de veículo ressalvados os casos de processo de
execução; Entra trem, lancha, e etc., em termo de seguro.
f) de cobrança de honorários dos profissionais liberais,
ressalvado o disposto em legislação especial; um contrato

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assinado pelas partes e por 2 testemunhas serve como título
executivo.
g) nos demais casos previstos em lei. Ex.: acidente de trabalho,
adjudicação compulsória...

10/06/08 - terça-feira

III – Fungibilidade do Rito (PROVA)


Está relacionado à mudança de rito. Em tese não pode ser alterada
pela vontade das partes. Será modificado:
• Quando valor da causa for acima de 60 salários mínimos.
• Adequação da matéria
• Quando o juiz entender que, embora se enquadre na matéria,
não é causa de complexidade mediana.
• Quando se tratar de pedidos cumulativos sendo um deles
sumário e o outro ordinário, alterando o sumário para o
ordinário.
Pode o autor escolher o rito? Existem 2 correntes:
A primeira diz que não pode, pois ele esta no rito sumario e quer
mudar para o ordinário. Pois a lei diz que exigem requisitos.
A 2 corrente diz que sim, pelo principio da instrumentalidade, embora
seja o autor que postule também o réu tem o direito subjetivo publico
do direto a prestação da tutela jurisdicional, ele pode querer que o
processo seja mais rápido. Só pode ocorrer se o réu permitir.
IV – Petição Inicial e Demais atos subseqüentes
O rito padrão é o rito ordinário, e vai servir de base para todos os
demais ritos (ele será subsidiário em todos os ritos). Art. 282 e 283,
do CPC. Mas existem coisas que diferenciam o rito sumário (se não
apresentar ocorre a preclusão, não terá outra oportunidade para fazer
tais atos). Art. 276. :
• Mais juntada de documento;
• Mais rol de testemunhas;
• Se quiser prova pericial desde já deve requerer (tem que pedir
as provas que deseja, não pode pedir depois);
• Indicar o assistente técnico (perito particular do autor) poderá
indicar somente na petição inicial, se não indicar perde o
direito de indicar;
• Obrigatoriamente quesitação (são perguntas que o autor desde
já é obrigado a formular.
Se a petição estiver apta, o Juiz ao recebê-la, ele dará um despacho
liminar (preliminar ou inicial), que determina a citação + intimação
para a audiência de Conciliação (e se não houver acordo o réu deve
apresentar a resposta). Entre o despacho liminar e a audiência de
conciliação no máximo 30 dias, e entre a citação e a audiência tem
que ter no mínimo 10 dias (dentro dos 30). Sendo que se o réu for
a Fazenda Pública esse prazo apena irá dobrar, diferente dos

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demais ritos em que os prazos da fazenda pública
quadruplicam. Quando houver litisconsórcio com advogados
distintos ou defensor público, o réu tem que comunicar antes
do prazo de 10 dias (se não estará burlando a Lei)
***PROVA*** vai cair um caso, e nós devemos dizer todos os
casos em que dobra... O réu tem que comparecer na Audiência
pessoalmente e acompanhado de preposto ou advogado, pois ele
possui capacidade postulatória. Se não contestar na audiência, ele
será revel. Se não houver 10 dias entre a citação e a audiência, o Juiz
nem realiza a audiência (nem tem necessidade do réu ir informar).
Mas, se o réu quiser ir, ele pode, se deve apresentar sua defesa. Se
ocorrer o acordo (autocomposição), o juiz vai homologar, com uma
sentença definitiva (de mérito), e vai extinguir o processo. Art. 269,
III. E se não houver acordo, o Juiz da a oportunidade para a resposta,
a defesa do réu (que pode ser escrita ou oral), que pode ser a
contestação (o réu ataca o processo ou ataca o mérito ou os dois, ele
se defende), reconvenção (no rito sumário tendo em vista a
celeridade , não cabe a reconvenção, em que o réu contra-ataca
o pedido do autor, ele quer que o Juiz julgue procedente o pedido do
réu, pedido positivo, e improcedente o do autor, pedido negativo),
impugnação do valor da causa e exceção (impugnando a figura do
juiz, dizendo que ele é impedido, incompetente ou suspeito). Não se
permite a reconvenção, mas se permite o pedido contraposto
(também denominado de caráter dúplice, ou seja, dentro da própria
contestação pode fazer o pedido, a diferença entre a reconvenção e o
pedido contraposto, é que é um pedido do réu em relação ao autor,
sendo que este pedido obrigatoriamente tem que estar relacionado
aos fatos narrados pelo autor da ação, na inicial, por isso não há
necessidade de dar vista ao autor, pois ele já se manifestou na
petição inicial; pois se não for assim fere o principio da celeridade).
**PROVA** **porque não pode haver reconvenção no rito
sumário?**. E no rito ordinário não existe pedido contraposto e sim
reconvenção. Nas ações possessórias (somente rito especial) tem
caráter dúplice, então na própria contestação ele reconvém. Se não
houve o acordo, o Juiz irá sanear o processo (tirar as impurezas),
resolver questões processuais, fixar o ponto controvertido e deferir
provas (na contestação o réu deve, se quiser, apresentar as mesmas
coisas que o autor na petição inicial (Principio da Igualdade): juntar
documentos, rol de testemunhas, pericia, indicar assistente técnico e
quesitação. Isso tudo na audiência de conciliação, e tudo é decidido
oralmente. O Juiz resolve estas questões incidentes com uma Decisão
interlocutória (alguns colocam despacho decisório). Se o juiz indeferir
o pedido de prova pericial, por exemplo, a parte pode AGRAVAR
oralmente (recurso do agravo retido, só será analisado caso quem
requereu a prova “perca” a ação. E este agravo deve ser analisado
primeiramente no caso de recurso, apelação; se não apresentar o
agravo o direito preclui). Existem casos em que é necessário o agravo
de instrumento (que é aquele que não fica retido no processo, a parte
tira cópia e manda ao tribunal, tem no máximo 10 dias para

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apresentá-lo), ocorre quando esta decisão me causar grave lesão de
difícil reparação. Assim, o Juiz irá marcar uma audiência de Instrução
e Julgamento, para ser coletada as provas orais (entre a Audiência de
Conciliação e de Instrução deve haver no máximo 30 dias, a não ser
que haja necessidade de prova pericial. Na audiência de instrução, o
Juiz deve tentar o acordo novamente, se ocorrer, art. 269, III; se não
houver, primeiramente o esclarecimento de perito, depoimento
pessoal do autor depois do réu, testemunhas do autor e depois réu,
alegações finais em audiência (tudo em audiência); não é costume
transformar em memoriais as alegações, o Juiz pode dar a sentença
na hora, ou após 10 dias. Art. 277. Não se dará a revelia do réu se ele
não for à audiência, mas ANTES apresentar a sua resposta (é como se
ele dissesse que não quer acordo).

Compensar = caráter de defesa.

12/06/2008 - quinta-feira

DO DEFERIMENTO E INDEFERIMENTO DA PI (PETIÇÃO INICIAL)


I – Distribuição e registro
Distribuir uma petição é repartir os processos, com juízes
competentes para apreciar a causa. Alem da petição se distribui carta
de ordem e carta precatória. O registro é a anotação de todos os
feitos (cartas) e de todos os processos em livro próprio visando
documentar o ingresso da petição inicial (livro tombo). Art. 251, CPC.
II – Deferimento da PI
A petição inicial vai concluso ao Juiz, ele terá que analisar se estão
presentes os requisitos do art. 282 e 283, condições da ação,
elementos da ação, pressupostos processuais... Assim, ele irá
despachar determinando a citação do réu (no sumário é a citação
mais intimação de audiência). Antigamente era passivo de que o
despacho inicial era um mero despacho, mas uma corrente
doutrinaria que esta ganhando força, diz que não é um mero
despacho é uma decisão interlocutória por que o juiz verificou tudo
para determinar a citação, e a partir daí o réu pode agravar esta
decisão, se ele entender que não estão presentes todos os requisitos.
Tanto é assim que nas ações de improbidade administrativa o ato que
recebe a decisão é impugnável pelo réu através de um agravo de
instrumento. O entendimento majoritário é que é um despacho. Essa
petição jamais poderá ser indeferida, ele pode até extinguir o
processo, mas não indeferir a petição.
III – Emenda ou aditamento da PI
Se o juiz observar a ausência de algum requisito (art. 282), que o
advogado não colocou alguma coisa, o juiz vai determinar que o autor
emende ou adite a petição no prazo de 10 dias (SALVO, QUANDO O
ADVOGADO NÃO INFORMA O ENDEREÇO ONDE RECEBERÁ
INTMAÇÃO, ESTE PRAZO SERÁ DE 48 HORAS) sob pena de
indeferir a petição inicial. Isso pode ocorrer quando forem erros que

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pode ser corrigidos a qualquer momento, o que não pode é o pedido a
causa de pedir e as partes (após a citação do réu, que só poderá ser
mudados nos casos de intervenção de terceiro e substituição das
partes que pode ocorrer com o consentimento e sem o
consentimento.
IV – Resolução imediata do processo pela improcedência,
também conhecido como, Julgamento “Prima facie” (à primeira
vista)
Em 2006 o legislador entendeu que se o juiz na sua vara já estiver
julgado uma causa exclusiva de direito, ele pode matar o processo
julgando improcedente o pedido (sentença definitiva, de mérito, 269,
I). só que para isso ele tem atende a certos requisitos (art. 284, 285,
285-A)
• Justificativa
o Principio da economia processual
o Exercício racional da jurisdição
o Concepção publicista do processo impondo soluções
lógicas, racionais e eficientes.
• Requisitos (art. 285-A)
o Matéria exclusivamente de direito, não haverá
necessidade de produção de provas em audiência, e nem
provar fato algum. Ex.: a própria Lei, salvo a Lei
municipal, estadual e estrangeira. Normalmente quando
se trata de tributo, previdências...
o E no mesmo juízo (mesma vara) já houver sido proferida
sentença de total improcedência, não pode ser parcial
(outros casos de total improcedência no mesmo pedido).
o Outros casos idênticos (a identidade dos casos está na
causa de pedir próxima, no fundamento jurídico)
• Ato judicial
Qual ato que julga improcedente? É uma sentença definitiva, pois
julgou o mérito.
• Recurso
O recurso que cabe é uma apelação, no prazo de 15 dias.
• Juízo de retratação
Esta apelação é interposta no juiz que julgou a causa, e este juiz
irá mandar para o TJ, mas neste caso vai ser dada uma
oportunidade do Juiz se retratar (retratação); o juiz pode se
retratar (tornar sem efeito a sua sentença), se o juiz se retrata ele
vai determinar a citação do réu para a ação. Mas se o juiz não se
retrata o juiz determinará a citação do réu para ele impugnar o
recurso. O juiz terá 5 dias para se retratar ou não. Feita a citação,
ele impugnando ou não, vai para o TJ. Esse acórdão terá efeito
regressivo ou repositivo. Art. 285, §1º 2º. Se a sentença não for
impugnada o juiz deve intimar o réu da sentença, para que ele
tome ciência de que a ação foi julgada improcedente para efeito
de coisa julgada (e isso não ser discutido em outro processo).

17/06/08 - terça-feira
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INDEFERIMENTO DA P.I.
O juiz vai extinguir o processo, pois a petição não atende os requisitos
e o autor não emendou nem aditou a inicial, ou o juiz desde logo tem
que indeferir a petição inicial, pois esta faltando condição da ação.
I – Causas – art. 295
I – quando for inepta (§ único, Considera-se inepta a petição inicial
quando: I - Ihe faltar pedido ou causa de pedir, antes o juiz deve
mandar corrigir a petição inicial; II - da narração dos fatos não
decorrer logicamente a conclusão, antes deve intimar o autor para
corrigir, clarear o que está confuso, no prazo de 10 dias; III - o pedido
for juridicamente impossível, o juiz indefere direto, pois é condição da
ação; IV - contiver pedidos incompatíveis entre si, antes ele intima o
autor para escolher qual o pedido que ele quer, no prazo de 10 dias).
II - quando a parte for manifestamente ilegítima (indefere de logo,
pois a parte ou é legitima ou não é, com exceção da nomeação à
autoria);
III - quando o autor carecer de interesse processual (indefere de logo,
pois ele não tem interesse de agir que é condição da ação, o
interesse está relacionado à busca da tutela jurisdicional mas da
forma e do modo adequado em Lei;
IV - quando o juiz verificar, desde logo, a decadência ou a
prescrição (art. 219, § 5º), são preliminares de mérito, e não vai dizer
quem tem o direito, mas ele resolve o mérito indeferindo a petição
inicial (ÚNICO CASO);
V - quando o tipo de procedimento, escolhido pelo autor, não
corresponder à natureza da causa, ou ao valor da ação; caso em que
só não será indeferida, se puder adaptar-se ao tipo de procedimento
legal. O juiz vai intimar o autor para que adéqüe a petição, no prazo
de 10 dias;
Vl - quando não atendidas as prescrições dos arts. 39, parágrafo
único, primeira parte, e 284.
II – Sentença
O ato que indefere uma petição inicial é uma sentença. É uma
sentença, em regra, terminativa. Só será definitiva no caso da
prescrição e decadência. Desta sentença cabe um Recurso, que é o
de Apelação (que é interposto ao Juiz da causa), no prazo de 15 dias
(***PROVA***).
III – Juízo de Retratação
No prazo de 48 horas o Juiz pode se retratar (“voltar atrás na sua
decisão”). Se o juiz se retratar, ele determina a citação do réu, para o
processo voltar a caminhar (por aproveitamento dos atos
processuais...). Se o juiz não se retrata, ele encaminha o processo ao
TJ, e não manda citar o réu.

Art. 285, A – Julgamento pela Art. 295 – Indeferimento da


improcedência “prima facie” – petição inicial – Sentença
Sentença definitiva -> apelação, terminativa -> apelação, 15 dias
15 dias -> juízo de retratação, 5 -> juízo de retratação, 48 horas:
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dias: • Sim -> citação do réu para
• Sim -> citação do réu para responder a ação.
responder a ação. • Não -> TJ; art. 296.
• Não -> citação do réu para
responder do Recurso -> TJ

DA RESPOSTA DO RÉU
I – Direito de Defesa ou de Exceção
Após a citação do réu começa a contar um prazo para resposta do
réu, para que ele, se quiser, impugnar a petição inicial.
• Direito subjetivo público – pois o réu também tem interesse
em que a ação chegue ao seu fim, tanto que após a citação o
autor não pode desistir da ação sem o consentimento do réu.
Em regra, o pedido do réu é que o juiz declare improcedente o
pedido do autor (pedido negativo).
• Direito autônomo – pois independe do direito material, ainda
que o juiz julgue procedente o pedido do autor o réu teve
direito à sua defesa.
• Direito abstrato – pois o réu não precisa ter nenhum contra
direito (nada para contestar, nenhuma argumentação), mais
ainda assim ele possui o direito de defesa. Se ele possuir um
contra direito, por exemplo, se ele requerer a compensação
alegando que o autor estava o devendo antes, ele possui da
mesma forma o direito de defesa. Direito de ação, que é
pretensão do autor e o direito de defesa é a pretensão do réu.
II – Prazo para resposta
No rito ordinário o prazo é de 15 dias. E no sumário é de 10 dias. E na
ação de depósito, prestação de contas, e cautelar o prazo será de 5
dias. Divisão e demarcação de terras o prazo é de 20 dias. O réu
saberá o prazo quando receber o mandado citatório.
III – Contagem de Prazo
• Juntada de mandado ou AR – O início do prazo, em regra, na
data juntada do mandado ou juntada do AR (aviso de
recebimento, aquele feito pelos Correios, que pode ser MP,
mãos próprias em que somente o réu pode receber). Exclui-se o
primeiro dia, e inclui-se o último.
• Vários réus – o prazo vai começar a contar quando houver a
juntada do último mandado (independente de quem recebeu
primeiro). O prazo para resposta, quando se tem advogados
distintos, dobra (30 dias), somente se informar 15 dias antes de
vencer o prazo que os réus possuem advogados distintos, a
mesma regra é para o defensor público.
• Carta (rogatória, precatória ou de ordem) – será a partir da
juntada da carta aos autos.
• Edital – art. 231; 654; 232. Deve constar:
o Que se trata de uma citação por edital, ela terá um prazo
que varia de 20 a 60 dias (para a informação circular);
o Juiz da vara, qual vara, autor, réu, ação, prazo para a
resposta, advertência (revelia), local, data e juiz da causa.
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Será publicada 2 vezes no jornal de circulação, e 1 vez no
diário oficial. Se a pessoa estiver amparada pela assistência
judiciária gratuita, ela só necessita publicar no diário. O
prazo começa a contar a partir da data da publicação do
edital. Após este prazo de circulação começa a contar o
prazo do réu para resposta, se ele não responder NOMEIA-SE
UM CURADOR ESPECIAL, bem como, réu preso se
advogado, incapaz, citação por hora certa e quando houver
divergência entre o réu e seu advogado.
• Desistência em relação a alguns dos réus – caso João e
Carlos (réus) estejam aguardando a citação do outro réu,
Marcos, para começar a contagem de seus prazos, e o autor
desistir da ação contra Marcos, o prazo dos outros réus vai
começar a contar a partir da juntada da intimação que
homologou a desistência do autor em relação à Marcos. E João
e Carlos tiverem advogados, estes serão intimados e também
os próprios réus, pessoalmente.
IV – Forma
Toda resposta dada elo réu deve vir na forma escrita (rito ordinário,
no sumário e sumaríssimo pode ser oral)

19/06/08 - quinta-feira

DA RESPOSTA DO RÉU
I – Espécies de Defesa ***PROVA***
• Processual – única prevista no Código (visa atacar
exclusivamente o processo)
o Direta (toda defesa processual direta é apresentada via
contestação)
 Peremptória (ataca o processo direta e
imediatamente visando primeiramente a sua
extinção, por falta de condições da ação ou
pressupostos processuais insanáveis pois ela visa
extinguir o processo)
 Dilatória (visa apenas dilatar o curso do processo,
em se tratando de pressuposto processual sanável;
o processo não acaba mais no tempo determinado;
quando esse erro não for sanado o juiz extingue o
processo, se tornando uma defesa processual direta
peremptória; incompetência absoluta é alegada
aqui)
o Indireta
o Dilatória (visa atacar o processo de maneira indireta
e mediata dilatando o curso do processo
apresentando pressuposto processual referente ao
Juiz; alegando impedimento, suspeição ou
incompetência; é apresentada via exceção
processual; incompetência relativa, que pode ser
territorial ou valor da causa)
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• Meritória - toda defesa meritória é apresentada via
Contestação (Visa atacar o pedido e a causa de pedir, os fatos
e fundamentos jurídicos)
o Direta (quem tem que provar é o autor)
 Alega que os fatos não existem;
 Se os fatos existirem não trazem conseqüências
jurídicas.
o Indireta ou objeção ou questão prejudicial ou exceção
substancial, é por construção doutrinária (quem tem que
provar é o réu) – o réu confirma a existência dos fatos
confirma as conseqüências jurídicas, mas, apresenta
fatos:
 Impeditivos do direito do autor (Ex.: cobrando dívida
de jogo)
 Modificativos do direito do autor
 Extintivos do direito do autor
Ex.: o réu alega que fez o contrato sim, e que está
devendo, mas que na época dos fatos era absolutamente
incapaz, logo o contrato é nulo.

DA CONTESTAÇÃO
O réu de defende, não ataca. Se o réu não contestar, não haverá
saneamento, nem AIJ. Caberá ao réu se defender.
I – Presunção da veracidade dos fatos articulados na inicial
Se o réu não contestar no prazo devido os fatos serão tidos como
verdadeiros.
II – Princípio da eventualidade ou da concentração da defesa
na contestação
O que réu deve alegar para o juiz, deve ser na contestação que é um
momento único. Sob pena dos fatos serem tidos como verdadeiros.
Ele pode alegar qualquer matéria de defesa ainda que haja entre elas
contradição. Art. 300, 297, 298 CPC.
III – Requisitos (art. 300, 302...)
• Formais
o Toda contestação deve apresentada na forma escrita
o Deverá ser dirigida ao juiz da causa
o Qualificação das partes; o réu se qualifica
o Qualificação do advogado (nome, endereço...), sob pena
de não se considerar a contestação (será intimado para
consertar em 48 horas).
• Intrínsecos - Ataque a causa de pedir e ao pedido
o Deve contestar/impugnar precisa e especificadamente
todos os fatos narrados na petição inicial (art. 302); linha
por linha, fato por fato (não pode dizer que “tudo o que o
autor falou é mentira”, e se fizer isso é revelia).
Presumem-se verdadeiros os fatos não impugnados, salvo:

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I - se não for admissível, a seu respeito, a confissão; (Ex.: ação de
divórcio, em que o marido não contesta. Isso é questão de Estado, ele
não pode dispor do estado civil dele, por isso o Juiz marca uma
Audiência)
II - se a petição inicial não estiver acompanhada do instrumento
público que a lei considerar da substância do ato; (o documento que
comprova o que o autor está falando)
III - se estiverem em contradição com a defesa, considerada em seu
conjunto (Defesa de fundo, a defesa de fundo alcança todos os
demais pedidos, mesmo que não tenham sido contestados)

24/06/08 - terça-feira

IV – Prazo
Prazo de 15 dias para apresentar contestação. Se não ocorre a
preclusão (preclusão máxima) tomar os fatos ditos pelo autor como
verdadeiros.
Art. 303:
II – mesmo que o réu não tenha legado isso o juiz pode conhecer de
oficio, como por exemplo, as matérias de ordem pública.
III – matérias de ordem pública em que o réu alega em qualquer
tempo e grau de jurisdição, só que ele paga tudo que aconteceu
dentro do processo, por todos os atos terem sido feitos inutilmente no
processo.

V – Defesa abrangíveis da Contestação – o que o réu pode atacar


na contestação.
• Processual quanto ao processo
o Direta
 Peremptória - ele ataca diretamente o processo
visando a extinção do mesmo.
 Dilatória que não visa de logo a extinção e sim o
retardamento
• Meritória
o Direta
 Alega que os fatos não existem;
 Se os fatos existirem não trazem conseqüências
jurídicas.
o Indireta ou objeção ou questão prejudicial ou
exceção substancial, é por construção doutrinária
(quem tem que provar é o réu) – o réu confirma a
existência dos fatos confirma as conseqüências jurídicas,
mas, apresenta fatos:
 Impeditivos do direito do autor (Ex.: cobrando dívida
de jogo)
 Modificativos do direito do autor
 Extintivos do direito do autor
Ex.: o réu alega que fez o contrato sim, e que está devendo, mas que
na época dos fatos era absolutamente incapaz, logo o contrato é nulo.
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Na contestação o réu deve colocar quase a mesma coisa que o autor,
só que rebatendo o que o autor falou.
• Endereçamento do Juiz
• Qualificação das partes
• Endereço do advogado
• Procuração
• Antes de atacar a o mérito o réu deve atacar o processo,
conforme o art. 301 CPC. Com as preliminares (peremptória),
ou a dilatória, que não é por contestação, e sim por exceção.
• Fatos
• Fund. Jur. Da resistência
• Das provas
• Dos requerimentos
• **Não tem valor da causa**
• Colocar a data e o local
• E MUITO IMPORTANTE-> a assinatura do advogado.

ART. 301:
Compete-lhe, porém, antes de discutir o mérito, alegar:
I - inexistência ou nulidade da citação – o Juiz apenas suspende
o processo, e prepara a citação correta. Dilatória. Se não se
manifestar ela se torna peremptória, pois o juiz extingue.
II - incompetência absoluta – deveria ser antes do inciso I, pois
ele só pode determinar a citação e após transferir para outra
vara (matéria, função, pessoa e hierarquia - absoluta) -
Dilatória ele não extingue o processo. Se não se manifestar ela
se torna peremptória, pois o juiz extingue.
III - inépcia da petição inicial – art. 295, §único, I, II, III e IV
(extingue o processo, pois já ocorreu a citação do réu)
IV – perempção – perda do direito de ação pelo abandono do
processo por mais de 3 vezes. Peremptória.
V – litispendência – quando há outro processo exatamente
igual em outra vara. Peremptória.
Vl - coisa julgada – peremptória.
VII – conexão - É quando for comum, em duas ou mais causas,
o objeto ou a causa de pedir. Há também, conexão pela causa
de pedir pelo objeto, conjuntamente, quando há identificação
destes elementos, mas não há de partes. Art. 103 – DILATÓRIA,
pois vai remeter a outro juízo. Se fossem comarcas iguais julga
o que despacho em primeiro lugar, comarcas distintas, é
aquele que citou em primeiro lugar.
Vlll - incapacidade da parte, defeito de representação ou falta
de autorização – divido em 3 partes (art. 13):
• Incapacidade da parte – dilatória, pois o juiz não vai
extinguir, vai intimar para constituir um

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representante; se não se manifestar ela se torna
peremptória, pois o juiz extingue.
• Defeito de representação – dilatória. Se não se
manifestar ela se torna peremptória, pois o juiz
extingue.
• Falta de autorização – ação real imobiliária –
Dilatória. Se não se manifestar ela se torna
peremptória, pois o juiz extingue.
IX - convenção de arbitragem – extingue o processo.
Peremptória. O Juiz não pode conhecer de ofício.
X - carência de ação – quando estiver faltando às condições da
ação (que são insanáveis) – peremptória.
Xl - falta de caução ou de outra prestação, que a lei exige como
preliminar. (pagar as custas e os honorários) – Dilatória, o juiz
manda pagar as custas. Se não se manifestar ela se torna
peremptória, pois o juiz extingue. Estrangeiro, e brasileiro que
mora no exterior, pode propor ação no Brasil desde que
possuía bens aqui. Mas deve caucionar.

O único que não pode ser alegado de oficio é a convenção de


arbitragem.

Na contestação deve ter a preliminar processual (art. 301), no meio


das duas a preliminar do mérito (decadência e prescrição) e mérito
(art. 301/302).

25/06/2008 - quarta-feira (reposição de aula – 2 horários)

EXCEÇÃO E RECONVENÇÃO

Das exceções (art. 304)


Quando eu alego incompetência relativa do juiz eu alego via exceção.
I – Instrumental
São tidas como instrumental por que ela forma um novo incidente
que vai formar um apenso ao processo. Forma um novo auto. Não
confundir com exceção substancial por que é defesa meritória
indireta.
II – Quem pode utilizar?
É o réu, mas também o autor (em virtude de mudança da Lei). Para o
autor o juiz pode ser parcial em favor do réu.
III – Tipos:
• Incompetência (relativa) – territorial e valor da causa. Art. 112.
• Impedimento – não tem duvidas de que o juiz agirá com
parcialidade, eu tenho certeza. Art. 134.
• Suspeição – eu acho que o juiz é suspeito, talvez ele seja
parcial. Art. 135 (inc. I, II e V – só cabe as partes, não interessa
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o advogado; juiz inerte é pior do que parcial; no § único não
necessita dizer qual o motivo, e somente dizer que é motivo
íntimo).
IV – Momento da argüição *PROVA*
• Autor
o 1º momento – depende se é antes da petição inicial (por
exemplo, eu vou propor a ação em marechal Floriano, e o
único juiz cível que tem lá o este), assim apresenta
juntamente com a petição inicial a exceção (seja de
impedimento ou suspeição); somente em vara única.
o 2º momento – Se não for única vara, mas entre alguns
dos juízes, está um que é impedido, assim, apresenta-se a
petição inicial normalmente, e após a distribuição, se cair
com o juiz impedido ou suspeito, após apresenta-se a
exceção.
o 3º momento – o autor só tomou conhecimento em alguma
audiência, por exemplo, assim ele só terá 15 dias para
excetuar, após o conhecimento do fato impeditivo ou
suspeito. Se for impedimento não preclui, pois é de ordem
absoluta, mas se for suspeição o direito preclui, pois é de
ordem relativa.
• Réu
o 1º momento – na sua resposta. Ele apresenta a resposta
junto com a exceção, pois já era de conhecimento dele o
juiz da causa.
o 2º momento – se o réu contesta, e o processo segue as
fases normais. Mas, por exemplo, em audiência de
Instrução e Julgamento, o réu fica sabendo de que o juiz e
o autor são amigos íntimos, assim ele possui 15 dias para
alegar o impedimento e a suspeição. É um pressuposto
processual referente ao juiz insanável, mesmo se o réu na
argüir no prazo de 15 dias, continua sendo impedido.
Assim, se o réu fica sabendo do IMPEDIMENTO e a
INCOMPETÊNCIA (somente, pois é de ordem absoluta e
pública) após o fim do processo (até 2 anos), ele pode
entrar com uma ação rescisória (somente no caso de
impedimento ou incompetência). Mas depois de passado
o prazo de 2 anos, a sentença continua viciada propondo
uma relativização da coisa julgada, também conhecida
como a ação declaratória negativa dos efeitos da coisa
julgada.
V – Procedimento
Vai depender do tipo de exceção que será apresentada.
• Exceção de incompetência – aqui está atacando a figura do juiz,
mas a parte contrária será a outra parte (autor ou réu). Quem
propõe a exceção é o excipiente. Contra quem é apresentada é
o excepto (pode ser o autor ou o réu). O Juiz da vista ao

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excepto. Os dois podem produzir provas documentais,
testemunhais... O juiz pode decidir:
o Acolhendo a exceção – enviando o processo para o juízo
competente.
o Não acolhendo a exceção – assim, o processo vai ser
julgado pelo próprio Juiz. Enquanto isso o processo fica
SUSPENSO. Ele decide com uma decisão interlocutória, o
recurso cabível é o agravo de instrumento no prazo de 10
dias. O processo só volta funcionar após o trânsito em
julgado da decisão.
• Exceção de impedimento ou suspeição – relacionada à sua
imparcialidade. Apresenta a exceção e o processo fica
suspenso. O excipiente pode ser o autor ou réu, e o excepto é o
JUIZ da causa. Tem que juntar documento ou arrolar
testemunhas. O juiz vem e apresenta suas razões, por meio de
um mero despacho. E quem vai decidir o impedimento ou
suspeição? A exceção, que esta em apenso é desentranhada
dos autos e é encaminhada ao TJ, e uma das Câmaras cíveis
que irá dizer se o Juiz é ou não impedido/suspeito. O tribunal
pode:
o Acolher o impedimento/suspeição – condena o juiz (pagar
as custas do processo estar parado a um tempo, se ele
não pagar o Estado é quem paga), pois ele próprio não se
deu como impedido ou suspeito, assim remete ao
substituto legal (1º -> 2º -> 3º -> 4º -> 5º -> 1º), o
processo continua tramitando na vara do juiz, só que o
juiz não toca no processo ele não julga.
o Não acolhe – remete ao juiz da causa. Cabe recurso.
VI – Outras pessoas passíveis de impedimento/suspeição
Art. 138, 312, 313 e 314.
I - ao órgão do Ministério Público, quando não for parte, e, sendo
parte, nos casos previstos nos ns. I a IV do art. 135;
II - ao serventuário de justiça;
III - ao perito;
IV - ao intérprete
§ 1º - A parte interessada deverá argüir o impedimento ou a
suspeição, em petição fundamentada e devidamente instruída, na
primeira oportunidade em que Ihe couber falar nos autos; o juiz
mandará processar o incidente em separado e sem suspensão da
causa, ouvindo o argüido no prazo de 5 (cinco) dias, facultando a
prova quando necessária e julgando o pedido.
A exceção não suspende o processo e quem julga é o juiz da causa.

Da Reconvenção
Reconvenção não é defesa, é contra-ataque, é ação. “M.M. Juiz julgue
improcedente o pedido do autor e diga que o direito é meu”. Fica
dentro dos próprios autos, mas feita em peça distinta. O autor vira
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Ru, e o réu virá autor. Agora será o reconvinte (réu) e o reconvindo
(autor). Que será apresentado em um prazo de 15 dias, depois desse
prazo pode o réu agir? Pode. Propondo uma nova ação, que pode ser
distribuída a outra vara, e neste caso haverá a conexão.
I – Natureza Jurídica
Não é defesa, é pedido, ação. A natureza jurídica é de uma ação, pois
ele está pedindo.
II – Distinção entre compensação e reconvenção ***PROVA***
Compensação:
• É matéria de defesa meritória indireta (pois ele se defende), é
exceção substancial.
• É matéria de direito material (estudada em direito civil)
• Não amplia o tema decidendo (a discussão); confirma os fatos
as conseqüências jurídicas.
• Apenas em se tratando de direito patrimonial.
• Obrigatoriamente o réu reconhece a existência dos fatos e das
conseqüências jurídicas.
Reconvenção
• É ação do réu contra o autor.
• Matéria processual (estudada em processo civil)
• Quer ampliar o tema (quer receber o crédito, a diferença).
• Qualquer direito.
• Ele pode reconhecer a existência dos fatos e das conseqüências
jurídicas, mas não é obrigado.
III – Autonomia da Reconvenção Art. 317
Se a reconvenção é uma ação e a petição inicial teve que atender aos
pressupostos processuais, condições da ação; obrigatoriamente a
reconvenção também deve obedecer/atender aos mesmos requisitos
e pressupostos de qualquer outra ação. A diferença é que a ação é
distribuída, mas a reconvenção não, pois é endereçada diretamente a
um juiz, que é o da primeira ação, entretanto ela é registrada.
Ela possui vida própria, é autônoma, precisa da ação para nascer,
mas não precisa para viver. O juiz pode extinguir a ação, que a
reconvenção continuará existindo.
IV – Indeferimento liminar (no início) da reconvenção
Toda vez que o juiz extingue uma ação é com a sentença. A doutrina
e a jurisprudência não entraram em acordo com relação a qual ato
que extingue a reconvenção (com uma pequena vantagem da
corrente que entende que é uma decisão interlocutória). Mas se for
uma decisão interlocutória, o recurso é o agravo de instrumento com
prazo de 15 dias, e se for sentença é com a apelação no prazo de 15
dias.
V – Conexão com a causa principal
Arts. 315 e 103
Está relaciona aos fundamentos da defesa. Aqui que tem a diferença
com o pedido contraposto. Pois o pedido tem que ser apresentado

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obrigatoriamente aos fatos narrados na inicial. E na reconvenção
pode apresentar os fatos narrados na inicial e qualquer outro
fundamento de defesa, qualquer coisa que o réu quiser alegar. No rito
sumário o réu faz pedido contraposto na própria contestação, por isso
ele não tem interesse de reconvir, e também por causa da celeridade.
Assim como nas ações de caráter dúplice (ex.: ação possessória, de
prestação de contas...), não precisa reconvir, pois pode pedir na
própria contestação.
VI – Litisconsórcio
Quando réu faz um pedido, apresenta uma reconvenção, ele faz
contra aqueles que são autores na ação. E terá o caso em que ele
fará um pedido contra o autor, em que será necessária outra pessoa
que não participou da primeira ação, no caso de litisconsórcio
necessário (a lei exige ou a natureza da ação) (ex.: ação de despejo
em que o autor da primeira ação é casado e necessita da participação
da esposa).
VII – Citação e Inocorrência de revelia art. 316
Quando o autor propõe a ação ele não sabe quem é o advogado do
réu, por isso ele é citado pessoalmente. Mas quando o réu vai
reconvir é feita a intimação (a doutrina entende como intimação e
não citação, apesar de ser uma citação) na pessoa do advogado do
autor, pois ele sabe quem é.
Quando o réu é citado, ele possui o prazo de 15 dias para apresentar
resposta. Quando o autor é intimado da reconvenção ele tem um
prazo de 15 dias, para contestá-la (não pode apresentar nenhuma
reconvenção).
• Uma corrente RESTRITIVA entende que não pode haver
reconvenção de reconvenção. Pois a lei dias contestação.
• Uma corrente ampliativa que entende que a Lei quis abranger
com contestação, todos os tipos de resposta, como, por
exemplo, reconvir. Entende que pode haver a reconvenção de
reconvenção (DOUTRINA MARJORITÁRIA).

Art. 318 - Duas ações com uma só sentença (como na oposição). O


juiz pode prolatar 2 sentenças, mas não está tecnicamente correto.
Art. 315, § único – não pode o réu, reconvir ao autor quando houver
substituição processual/legitimação extraordinária, pois ele não é o
titular do direito material, e sim processual.

26/06/08 - quinta-feira

Da revelia e das providências preliminares


I – Da revelia – art. 319/322
O Iter procedimental será encurtado, pois os fatos alegados pelo
autor serão tidos como verdadeiros. É a contumácia, a inatividade, a
inércia do réu em apresentar resposta no prazo legal. Em regra gera
conseqüências para ele. Mas os efeitos podem não ser aplicados.
II – Dos efeitos da revelia
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O principal efeito da revelia é que os fatos não impugnados serão
tidos como verdadeiros, e isso irá facilitar a vida do autor. Alguns
casos o autor tem que provar os fatos. Principio da verdade real, o
juiz não vai julgar procedente o pedido do autor só por que o réu é
revel, de qualquer forma o autor tem que provar.
Art. 319 - Se o réu não contestar a ação, reputar-se-ão verdadeiros
os fatos afirmados pelo autor.
Art. 320 - A revelia não induz, contudo, o efeito mencionado no
artigo antecedente:
I - se, havendo pluralidade de réus, algum deles contestar a
ação - se o fato for comum e um dos litisconsortes passivos
confessa (ou contesta), os efeitos são para todos, se não for
comum, não abrange todos.
II - se o litígio versar sobre direitos indisponíveis – questão de
estado, vida, identidade...
III - se a petição inicial não estiver acompanhada do
instrumento público, que a lei considere indispensável à prova
do ato – no caso da ação reivindicatória (real imobiliária) deve
estar junto com registro do bem.

Decretada a revelia, outro efeito é que o réu não mais será intimado
de nenhum ato processual, nem mesmo da sentença. A não ser que
dentro dos autos tenha advogado, que deverá ser intimado de todos
os atos. Mas ele pode intervir a qualquer momento no processo, só
que ele recebe no esteado em que o processo se encontra. Art. 322.
O réu não pode alegar nada do passado, salvo matéria de ordem
pública, que pode ser alegada em qualquer tempo e grau de
jurisdição (ex.: incompetência absoluta...). Após a sua manifestação
ele volta a ser intimado dos atos do processo.
III – Modificação do pedido e da causa de pedir
Pode modificar. Mas o réu deverá ser novamente citado, com novo
prazo para resposta. Art. 321. Pois é uma nova ação sendo proposta.
IV – Alternativas para o desenvolvimento procedimental
O juiz vai recebe os autos e vai verificar que o chefe da secretaria ou
escrivão, certificou que o réu apresentou ou não a resposta, no prazo
ou não. Com essa certidão o juiz vai buscar caminho mais rápido para
decidir a lide, pois uma característica do nosso código é a
elasticidade.
V – Hipóteses em caso de falta de contestação
• Fatos tidos como verdadeiros (revelia produz os efeitos), assim
não há necessidade do Juiz marcar audiência nem nada, vai
direto pra fase decisória, o juiz estará fazendo o Julgamento
antecipado da lide.
• Fatos não produzem os efeitos da revelia, o juiz vai determinar
a audiência de Instrução e Julgamento pelo autor, ele deve
produzir provas do que ele está falando (ou quando o juiz,

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embora seja o caso de decretar os efeitos da revelia, mas o juiz
não acredita no autor, ele pode marcar a audiência).
VI – Hipóteses em caso de contestação
Primeiro ataca o processo, depois o mérito.
• Apresentação de preliminares (ex.: o réu diz que o autor é
perempto; diz que o autor é ilegítimo) -> abre vista ao autor no
prazo de 10 dias (réplica), para ele rebater as preliminares.
• Ataca o Mérito de maneira direta (diz que os fatos não existem
ou se existem não trazem conseqüências jurídicas) -> se a
única prova que o autor possui é a documental que já estão nos
autos, vai direto pro julgamento. Se for testemunhal o juiz é
obrigado a sanear o processo. Enfim pode direto pra sentença
ou pra fase normal, que é a saneadora.
Ataca o mérito de maneira indireta (fatos extintivos,
modificativos ou impeditivos do direito do autor.
Tem que dar vista ao autor para que ele se manifeste, no prazo
de 10 dias (apresente a réplica), pois é uma questão prejudicial,
objeção (indireta).
*PROVA* Quais os casos em que o autor deve ser
intimado para apresentar a réplica?
VII – Questão prejudicial. art. 469, III
É aquela que prejudica o mérito dentro do processo, e só vale pra
dentro daquele processo isso quer dizer que esta questão prejudicial
não faz coisa julgada. As provas podem ser levadas a outro processo,
que é a Prova Emprestada.
VIII – Ação Declaratória Incidental. Art. 470 (as partes), 5º (as
partes) e 325 (o autor, pois o réu vai utilizar na reconvenção,
ele não pede nada fora da reconvenção).
Uma ação para declarar algo dentro de outra ação. Ex.: dentro da
ação de alimentos, Zezinho pede que o juiz declare que Zé é seu pai.
Para ela existir tem que haver uma questão prejudicial (se o réu não
contestar, o autor não pode propor uma ação declaratória incidental,
pois não tem questão prejudicial). A ação declaratória incidental do
réu é a RECONVENÇÃO.
Pressupostos de admissibilidade incidental:
• Que haja questão prejudicial.
• Art. 470 – se o juiz for competente
• As duas ações tenham o mesmo rito.
Ambas são julgadas juntas, e o que põe fim é uma sentença, cujo
recurso é o de apelação. Se forem julgadas separadas, primeiro a
incidental, o ato processual do juiz é uma decisão interlocutória.
IX – Encerramento do ordenamento do processo
O juiz ordena todos os caminhos do processo, ele pode julgar
conforme o estado do processo.
X – Julgamento conforme estado do processo
• Extinção – art. 329
o Sem mérito
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o Com mérito
• Julgamento antecipado da lide – art. 330
• Audiência preliminar – art. 331
§2º - saneamento
§3º - saneia o processo, em Cartório, e desde logo marca
audiência de Instrução e Julgamento.

REVISÃO

Após a citação do réu quais caminhos podem ser seguidos?


• Prazo de 15 dias para resposta
 Contestação
 Preliminar
• Dilatória
• Peremptória
 Mérito
 Direta
 Indireta
 Exceção
 Incompetência
 Territorial
 Valor da causa
 Impedimento
 Suspeição
 Reconvenção
 Impugnação do valor da causa

Fale do Inter procedimental no rito ordinário e no rito


sumário.
Ordinário:
Fase postulatória –
Petição inicial, contendo os requisitos dos art. 282 e 283
(pressupostos processuais, condições da ação e etc.) -> despacho
inicial, preliminar ou liminar -> citação do réu -> 15 dias para
resposta -> que pode ser contestação, reconvenção, impugnação ou
exceção (explicar cada um; principio da elasticidade) ->

Fase Saneadora –
Audiência preliminar -> se tivesse conciliação (extinção pelo art. 269,
III); se não tiver vai para o saneamento (onde o juiz fixa o ponto
controvertido, defere provas e marca a Audiência de Instrução e
Julgamento, quando houver necessidade)

Fase Instrutória/Probatória –
ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES –
suelencmm@hotmail.com
Tenta a conciliação novamente, se houver, extinção pelo art. 269, III;
se não houver vai para a produção de provas, perito, depoimento
pessoal, testemunhas e alegações finais (ou memoriais).

Fase decisória –
Fase da sentença de mérito, em regra. Valoração das provas.

Sumário:
Fase postulatória e Saneadora (são uma só) –
Petição inicial, contendo os requisitos dos art. 282 e 283
(pressupostos processuais, condições da ação e etc.), mas tem coisas
diferentes do sumário e se não apresentar ocorre a preclusão, não
terá outra oportunidade para fazer tais atos. Art. 276. :
• Mais juntada de documento;
• Mais rol de testemunhas;
• Se quiser prova pericial desde já deve requerer (tem que pedir
as provas que deseja, não pode pedir depois);
• Indicar o assistente técnico (perito particular do autor) poderá
indicar somente na petição inicial, se não indicar perde o
direito de indicar;
• Obrigatoriamente quesitação (são perguntas que o autor desde
já é obrigado a formular.
-> despacho inicial, preliminar ou liminar -> citação e intimação para
comparecer em Audiência de Conciliação -> 15 dias para resposta ->
que pode ser contestação, pedido contraposto, impugnação ou
exceção (explicar cada um) -> Audiência preliminar -> se tivesse
conciliação (extinção pelo art. 269, III); se não tiver vai para o
saneamento (onde o juiz fixa o ponto controvertido, defere provas e
marca a Audiência de Instrução e Julgamento, quando houver
necessidade)

Fase Instrutória/Probatória –
Tenta a conciliação novamente, se houver, extinção pelo art. 269, III;
se não houver vai para a produção de provas, perito, depoimento
pessoal, testemunhas e alegações finais (ou memoriais).

Fase Decisória –
Fase da sentença de mérito, em regra e valoração das provas.

ELABORADA POR SUELEN CRISTINA MEDEIROS MENDES –


suelencmm@hotmail.com