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Excesso de peso :

Um problema da nossa sociedade


cedentária e consumista

Melissa Ferro
Colégio Ícaro,3° ano.
Educação Física

A origem do excesso de peso


As pessoas então devem se preocupar em relação ao sobrepeso não somente por
questões de aparência pessoal e estética, mas também por questões de saúde.

O excesso de peso está ligado não somente a alta ingestão de alimentos, mas
também a influências genéticas, ambientais, ao nível de atividade física, a imagem
corporal e, em alguns casos, está ligado também a anormalidades glandulares.

A obesidade nos dias de hoje é considerada uma doença. De acordo com a OMS
(Organização Mundial da Saúde) ela afeta 300 milhões de pessoas em todo o mundo
e no Brasil a situação não é diferente, a obesidade dobrou nos últimos anos.

Acredita-se que este número tão alto de pessoas com sobrepeso tenha uma
explicação bastante simples, a modernização, que trouxe consigo também um
aumento do consumo de alimentos ricos em proteínas e gorduras e uma diminuição
do tempo gasto com exercícios em função do estresse do cotidiano, e o consumo dos
chamados fast food, refeições rápidas e normalmente pouco nutritivas, além de ricas
em gordura. O ganho de peso ocorre então, quando a energia ingerida pelo indivíduo
excede a energia gasta pelo organismo, desencadeando o processo acima citado.

Problemas causados pelo excesso de peso


O primeiro problema que surge quando a pessoa engorda é a diminuição da
autoestima. Isso pode ocorrer em intensidade leve, quando a pessoa diz que não se
importa com sua aparência, ou mais grave, levando a retraimento e
autodesvalorização que podem prejudicar a vida social, sentimental e até
profissional.

O segundo problema é muito mais perigoso e tem a ver com a saúde física da
pessoa. O excesso de peso, principalmente a gordura abdominal, causa doenças
graves.

O sobrepeso favorece ao aumento do colesterol, que pode levar a lesões nas paredes
das artérias, provocando doenças circulatórias; propicia hipertensão arterial, que
pode causar alterações na parte interna das artérias, que somadas ao acúmulo de
gordura resulta na insuficiência da circulação, causando isquemia (falta de sangue)
em órgãos importantes, ou até mesmo em uma obstrução de artérias. Se essa
obstrução ocorre no coração, o indivíduo terá um infarto, e se ocorre no cérebro, um
derrame (acidente vascular isquêmico).

O sobrepeso é um dos fatores que causam a diabete tipo 2, que no decorrer do


tempo vai lesando as artérias por dentro, diminuindo o espaço para passagem do
sangue. Ao chegar menos sangue que o necessário nos globos oculares, ocorre uma
diminuição progressiva da visão. Nos rins, a diminuição do sangue leva a uma
insuficiência renal progressiva.

A gordura também pode se acumular no fígado causando esteatose hepática, que


lesa as células levando à formação de uma cirrose hepática, uma doença
fatal.Também há evidências de que a gordura abdominal pode causar câncer de
intestino.

A apneia do sono, cujos sintomas incluem roncos, pausas respiratórias e sono


agitado, já que a pessoa para de respirar enquanto está dormindo, também pode ser
causada pelo sobrepeso. A apneia oferece riscos sérios, já que se trata de uma
parada ou redução da passagem de ar pelas vias aéreas superiores.

Como se não bastasse, o excesso de peso força as articulações da coluna, dos


quadris e dos joelhos, causando perda da cartilagem. Quando a cartilagem se
deteriora, o espaço entre as juntas diminui e os ossos raspam um no outro, causando
lesões. O simples excesso de peso já pode causar dores articulares. Não só a
população acima de 20 anos está sujeita ao aumento do sobrepeso e da obesidade.
De acordo com a POF, os problemas "são encontrados com grande frequência, a
partir de 5 anos de idade, em todos os grupos de renda e em todas as regiões
brasileiras". Conforme dados da POF, triplicou a porcentagem de brasileiros acima do
peso nos últimos 35 anos entre a população infantil e a população de adultos
homens.

Crianças e jovens
Em crianças entre 5 e 9 anos de idade e entre adolescentes, a frequência do excesso
de peso, que vinha aumentando modestamente até o final da década de 1980
segundo o IBGE, praticamente triplicou nos últimos 20 anos, alcançando entre um
quinto e um terço dos jovens.

Entre os brasileiros de 5 a 9 anos, o excesso de peso atingia 10,9% dos meninos, na


edição de 1974-1975 da pesquisa. Em 1989, o índice subiu para 15%, e, em 2008-
2009, para 34,8%. Entre as meninas, a proporção de sobrepeso era de 8,6% na
primeira edição, 11,9%, na segunda, e 32%, nesta edição. Não há dados referentes à
terceira edição da POF, entre 2002 e 2003, para esta faixa etária.

Em relação ao grupo de 10 a 19 anos, o excesso de peso era encontrado em 3,7%


dos homens em 1974-1975 e em 7,7% em 1989. Na edição seguinte, o índice saltou
para 16,7% e, na última, chegou a 21,7%. Entre as mulheres, 7,6% estavam acima
do peso em 1974-1975 e 13,9%, em 1989. Nas pesquisas seguintes, a proporção
teve ligeira alta, com 15,1%, em 2002-2003, e com 19,4%, nesta última pesquisa.

Excesso de peso na terceira idade


Em mulheres idosas, quanto mais altos os valores de alguns índices antropométricos
(medidas corporais), maior o comprometimento da realização de atividades físicas,
mesmo as mais cotidianas - como varrer a casa, caminhar alguns quarteirões e subir
escadas.
e acordo com o professor de educação física Mauro Ferreira, que realizou o estudo na
Faculdade de Medicina (FM) da USP, a maior parte das pesquisas que existem nessa
área são sobre a população mais jovem. Relacionadas a mulheres idosas, há apenas
três - e internacionais. "Embora tenha sido feita em outros países, essa relação pode
se modificar de acordo com o local", explica.
"Por isso, é importante a adaptação à realidade brasileira." O doutorado de Ferreira,
realizado no Departamento de Medicina Preventiva sob a orientação do professor
Júlio Litvoc, é o primeiro estudo que faz essa relação no Brasil. As mulheres
envolvidas no estudo passaram por uma avaliação antropométrica na qual se obteve
cinco indicadores, dos quais Ferreira destaca os dois mais conhecidos e mais simples
de serem medidos: o Índice de Massa Corporal (IMC), que mede a relação peso e
altura e determina índices de obesidade; e o Perímetro de Cintura, que mede o
contorno dessa região do corpo e determina índice de gordura localizada.

Como perder peso com saúde


O tratamento da obesidade é feito a partir do controle da ingestão de alimentos
(dieta individualizada) proposta por nutricionistas e medicamentos que devem ser
prescritos por médicos.

Dietas muito restritivas podem causar danos à saúde e promover o conhecido efeito
sanfona, pois o organismo tende a recuperar o peso perdido tão logo que essas
dietas sejam suspensas e sua alimentação volte ao normal.

Para efeitos mais duradouros, os especialistas recomendam promover uma


reeducação alimentar por meio de mudanças de hábitos. Trocar alguns alimentos por
outros similares menos calóricos ajuda a abaixar o ponteiro da balança sem
comprometer sua saúde nem seus músculos.

Alimentos como pães, bolachas, biscoitos e cereais, normalmente fabricados com


farinhas refinadas, podem ser trocados por suas versões integrais, que apresentam
mais fibras e, por isso, auxiliam no bom funcionamento do intestino, além de
prolongarem a sensação de saciedade.
Como sair do sedentarismo
Se você não pratica exercícios físicos há algum tempo e, no dia a dia, o máximo que
seu corpo se movimenta é para se locomover de casa para o carro e do carro para
casa, não é preciso ser especialista para dizer que você está levando uma vida
sedentária.

Você não precisa desejar ter um corpo de capa de revista para se exercitar.
Movimentar-se, ainda que por apenas alguns minutos diários, traz mais disposição,
energia e saúde para nossas vidas. E para sair do sedentarismo, não há outro jeito, é
preciso mesmo começar.

Não importa há quanto tempo ou por quais motivos você esteja sedentário, nunca é
tarde para começar. Primeiramente, procure um médico para determinar, a partir de
suas condições atuais de saúde, quais exercícios você está apto a realizar.

Não desanime ao associar a ideia de exercitar-se à atual busca frenética pelo corpo
perfeito. É possível manter-se em forma e saudável sem gastar horas e mais horas
em uma academia. O importante é não ficar parado.

Pequenas decisões ao longo do dia, tais como usar as escadas ao invés do elevador,
descer do ônibus alguns pontos antes e ir caminhando até o trabalho ou usar a
bicicleta para ir comprar o pão, já trazem mais movimento para sua rotina diária.

Atitudes como essas não chegam a suprir a necessidade semanal de exercícios que
gira em torno de 30 minutos de atividade moderada, cinco vezes por semana, mas é
uma maneira de começar a sair do sedentarismo.

Dieta pela saúde


Controlar o peso com uma dieta equilibrada e praticar exercícios físicos regularmente
é essencial para se prevenir das doenças do coração e levar uma vida saudável. Mas,
se para perder peso é necessário se exercitar, deve-se também cuidar das pernas.
Porém, quando se está acima do peso, as pernas doem e muitas vezes não há
disposição de enfrentar longas ou aceleradas caminhadas. O que fazer?

O angiologista do Hospital Santa Paula Dr. Rodrigo Kikuchi afirma que muitas
pessoas se tornam sedentárias justamente porque as pernas doem e incham assim
que elas se põem a caminhar, praticar esportes ou outras atividades físicas. Isso
afeta não só a saúde do coração, como também intensifica as dores nos membros
inferiores, resultando num problema crônico que tende a se agravar com o
surgimento de varizes e doenças circulatórias. De acordo com o médico, as doenças
arteriais são ainda mais graves que os problemas venosos. Ou seja, o estreitamento
das artérias compromete inclusive a saúde do coração e pode ser agravado por
fatores como fumo, estresse, altas taxas de gordura no sangue (colesterol e
triglicérides), sedentarismo, hipertensão, diabetes e obesidade. Nesse caso,
aumentam as chances de formação de placas de gordura e coágulos que podem
resultar em derrame e infarto.

Controlar o peso e manter as pernas sempre saudáveis e em movimento é a dica do


especialista para evitar problemas vasculares. Quem passa longos períodos em pé ou
sentado deve movimentar pernas e pés a cada duas horas e ingerir bastante líquido.
Caminhar três vezes por semana, subir e descer escadas em vez de usar o elevador,
ou mesmo nadar e pedalar são ótimos exercícios para ativar a irrigação arterial dos
diversos órgãos e do próprio coração".

http://bbel.uol.com.br/qualidade-de-vida
http://educacaofisica.org