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Relatório Anual

2009

Relatório Anual 2009
Relatório Anual 2009

Apresentação

Para a Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN), um sistema financeiro saudável, ético e eficiente

é condição essencial para o desenvolvimento

econômico, social e sustentável do País. A atuação dos bancos está alinhada aos princípios que estimulam o comportamento responsável, o que inclui, necessariamente, a transparência em suas

ações e o diálogo permanente, comprovando

o compromisso com o desenvolvimento e a

criação de valor para toda a sociedade. Por isso,

a federação vem publicando, desde 1993, um balanço anual de suas atividades.

A partir desta edição, em mais uma etapa de

aperfeiçoamento, o relatório da FEBRABAN passa a seguir as diretrizes internacionais da Global Reporting Initiative (GRI). Para cada tema identificado, há o posicionamento da FEBRABAN, as iniciativas institucionais em andamento e, sempre que possível, as metas e os compromissos assumidos para os próximos anos. O desempenho qualitativo e quantitativo consolidado do setor bancário de acordo com os indicadores da GRI também integra a publicação. Para este primeiro

da GRI também integra a publicação. Para este primeiro relato, consideramos ter alcançado o nível C
da GRI também integra a publicação. Para este primeiro relato, consideramos ter alcançado o nível C

relato, consideramos ter alcançado o nível C de aplicação das diretrizes. Ao selecionar as informações que seriam relatadas, tivemos de considerar a disponibilidade dos dados já monitorados pelos bancos, tendo como desafio

a consolidação dos diferentes formatos utilizados

por eles. Tal complexidade nos levou a publicar o

relatório apenas em novembro de 2010. Assim, para o próximo ano, as metas são antecipar o planejamento das atividades e incluir um número maior de bancos no levantamento de informações.

Para atender ao princípio da GRI referente

à inclusão dos stakeholders, a FEBRABAN

convidou especialistas externos a dar seu parecer sobre o conteúdo produzido e, assim, promover a melhoria contínua do processo de relato. Essas declarações estão publicadas ao final do relatório, onde você também encontra os detalhes sobre como ele foi idealizado e produzido. Para mais informações, estamos à disposição no e-mail respsocial@febraban.org.br.

Boa leitura!

Índice Mensagem da Presidência 2 Perfil Institucional 4 Governança 8 O Setor Bancário em 2009
Índice Mensagem da Presidência 2 Perfil Institucional 4 Governança 8 O Setor Bancário em 2009
Índice
Mensagem da Presidência 2
Perfil Institucional 4
Governança 8
O Setor Bancário em 2009 16
Atendimento e Serviços a Clientes 28
Inclusão Financeira 36
Finanças Sustentáveis 44
Relações de Trabalho 52
Diversidade 58
Investimentos Sociais 62
Sobre o Relatório 66
Índice Remissivo GRI 68
Parecer dos Especialistas 71
Créditos 77
58 Investimentos Sociais 62 Sobre o Relatório 66 Índice Remissivo GRI 68 Parecer dos Especialistas 71

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FEBRABAN – Relatório Anual 2009

O ano de 2009 foi um marco para o sistema financeiro brasileiro. A crise que fez a economia mundial encolher 6%, segundo estimativa do Fundo Monetário Internacional (FMI), permitiu que o Brasil efetivamente colhesse os frutos de, pelo menos, 20 anos de aprendizado e profunda transformação institucional. No período entre as décadas de 70 e 90, o setor bancário foi um dos mais exigidos em termos de adaptação aos cenários instáveis da economia brasileira.

Uma das necessidades mais prementes dos clientes

durante os anos de instabilidade crônica – a de dispor

de recursos o mais cedo possível para prevenir ou

mitigar a corrosão inflacionária – tornou o sistema de

pagamentos brasileiro um dos mais ágeis do mundo.

O progresso tecnológico dos bancos favoreceu a

criação de produtos e serviços eficientes, enquanto

seu pioneirismo em termos de tecnologia da

informação acelerou a disseminação das inovações por

toda a sociedade.

A mais recente delas é o DDA (Débito Direto

Autorizado). Lançada em 2009, a novidade superou

rapidamente a expectativa para os primeiros sete

meses, com um grau de adesão surpreendente. As

empresas, principalmente, logo perceberam que a

apresentação eletrônica do boleto de pagamento

bancário representa economia, agilidade e segurança.

Para os próximos anos, os bancos brasileiros poderão

dispensar o papel na compensação de cheques com

a introdução de processos de captura e distribuição

digital dos documentos entre os bancos. A próxima

fronteira é o banco no celular, o uso da telefonia móvel

para serviços de transferência de valores e pagamentos.

Nos últimos dez anos, o número de contas-correntes,

que hoje passa de 120 milhões, cresceu 127%. A

quantidade de cartões de crédito foi multiplicada por

quatro e supera os 130 milhões. Os bancos também

aumentaram em quatro vezes a oferta de empréstimos

e financiamentos, que totaliza R$ 1,4 trilhão. Como

parcela do PIB, isso significa que o crédito cresceu de

menos de 30% para 45%, sem interrupção mesmo na

crise, pois, ao contrário de outros países, os bancos

brasileiros continuaram emprestando, o que reforça a

contribuição do setor para a evolução da economia.

Esses números indicam, ainda, uma vigorosa inclusão

de consumidores nos serviços bancários – o que nos

apresenta o desafio de orientá-los para o melhor uso

dos produtos e serviços financeiros, seja para guardar

seu dinheiro ou para financiar a casa própria, o primeiro

carro ou a TV de LCD. A experiência dos diversos bancos

revela que, quanto mais as pessoas conhecem os

produtos e serviços financeiros, melhor tiram proveito

deles. A transparência é, portanto, o caminho para

o bom relacionamento entre bancos, consumidores,

reguladores e o conjunto da sociedade.

Ter uma relação melhor com o dinheiro vale também

quando se trata de crédito para as empresas.

Sabemos que a orientação e o incentivo ao crédito

ambientalmente e socialmente responsável são mais

consistentes do que a simples negativa e a exclusão de

clientes. Quanto mais claro for esse relacionamento

com o crédito, melhor será para os clientes, para os

bancos e para o nosso país. Todos ganham.

Para tanto, os bancos creem que seja imprescindível

estimular os mecanismos de mercado. Daí a criação

de um sistema de autorregulação bancária a partir da

própria FEBRABAN. Essa foi uma das diversas iniciativas

tomadas nos últimos anos que mudaram o perfil da

entidade, posicionando-a em um novo patamar de

interação com os diversos segmentos da sociedade.

Como reflexo dessa abertura, tornou-se necessário

modificar nossos mecanismos de governança, com o

projeto de contratação de um executivo profissional

para a Presidência, de modo a permitir que ele esteja

mais presente no dia a dia da federação.

Os bancos podem e devem desempenhar um papel

fundamental na construção do Brasil que queremos,

com oportunidades para todos e a serviço do processo

de desenvolvimento econômico e social. Acreditamos

que esse novo modelo seja uma demonstração de

maturidade, que fortalece a disposição da FEBRABAN

de participar mais ativamente desses movimentos –

que envolvem não só os destinos do sistema financeiro,

mas de toda a sociedade brasileira.

Cordialmente,

Fabio Colletti Barbosa Presidente da FEBRABAN

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 3

Mensagem da Presidência

A

transparência é o caminho para

o

bom relacionamento entre bancos,

consumidores, reguladores e o conjunto

da sociedade.

é o caminho para o bom relacionamento entre bancos, consumidores, reguladores e o conjunto da sociedade.
é o caminho para o bom relacionamento entre bancos, consumidores, reguladores e o conjunto da sociedade.

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FEBRABAN – Relatório Anual 2009

Perfil Institucional
Perfil Institucional
4 FEBRABAN – Relatório Anual 2009 Perfil Institucional 04

04

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 5

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 5 O novo papel dos bancos Quarenta e três anos após

O novo papel dos bancos

Quarenta e três anos após sua fundação, a FEBRABAN vive o desafio de mudar sua imagem de “uma federação que protege os bancos” para uma “federação que dialoga com a sociedade”.

A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) é

a principal entidade de classe sem fins lucrativos representativa do setor bancário, com 125 bancos

associados, de um total de 178 registrados no Banco Central do Brasil até o fim de 2009. O seu objetivo

é fazer a ponte entre as instituições financeiras em todas as esferas – Poderes Executivo, Legislativo

e Judiciário e organizações da sociedade civil –

para o aperfeiçoamento do sistema normativo, a

contínua melhoria da oferta de produtos e serviços, a ampliação do crédito e da informação ao consumidor

e a redução dos níveis de risco.

Fundada em 9 de novembro de 1967, na cidade de São Paulo, com o compromisso de fortalecer o sistema financeiro e suas relações com a sociedade, a FEBRABAN busca contribuir para o desenvolvimento econômico e social do País, concentrando esforços que favoreçam o crescente acesso da população aos produtos e serviços financeiros. Ao longo de mais de quatro décadas, testemunhou as profundas mudanças sociais, econômicas e políticas do País, marcadas pela consolidação da industrialização, pelo amadurecimento político e pelo fortalecimento das instituições democráticas e da economia de mercado.

Questões fundamentais como a crise da dívida externa, o uso de sete moedas distintas e a difícil passagem da hiperinflação para a estabilização da moeda – etapa imprescindível para possibilitar o resgate do imenso passivo social do Brasil – foram vivenciadas, e suas soluções, encaminhadas.

– foram vivenciadas, e suas soluções, encaminhadas. De lá para cá, as instituições e os mercados

De lá para cá, as instituições e os mercados evoluíram e amadureceram.

Na recente crise financeira internacional, entre os anos de 2008 e 2009, o sistema bancário nacional mostrou sua solidez, sua qualidade de gestão e a adequação à regulação, atuando como um dos pilares do bom desempenho da economia brasileira nesse período. Sempre presente nesse processo, a federação auxiliou os bancos, desde sua fundação, a cumprir suas três funções básicas: rentabilizar a poupança que lhe é confiada pelos indivíduos e pelas empresas, financiar o consumo e o investimento e viabilizar pagamentos e recebimentos.

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FEBRABAN – Relatório Anual 2009

6 FEBRABAN – Relatório Anual 2009 A FEBRABAN revisou, em 2009, sua missão e seus valores
A FEBRABAN revisou, em 2009, sua missão e seus valores e lançou uma nova logomarca
A FEBRABAN revisou, em 2009,
sua missão e seus valores e
lançou uma nova logomarca

R$ 1,4 trilhão

foi o volume total de crédito concedido pelos bancos em 2009

R$ 1,4 trilhão foi o volume total de crédito concedido pelos bancos em 2009

Principais indicadores do setor

Ativos totais: R$ 3,6 trilhões

Patrimônio líquido total: R$ 293,8 bilhões

Índice de Basileia: 19,8%

Crédito total: R$ 1,4 trilhão

Depósitos totais: R$ 1,9 trilhão

Municípios atendidos: 5.657

Funcionários: cerca de 460 mil

Investimentos sociais e culturais: aproximadamente R$ 1 bilhão

Nota: dados consolidados referentes a 31 de dezembro de 2009

Portas abertas

Hoje, a FEBRABAN busca a melhoria de sua imagem perante a sociedade. O desafio é mostrar que é uma entidade que dialoga com a sociedade e fortalece os indivíduos, mantendo a defesa dos interesses dos associados. Para atender a esse objetivo estratégico, revisou, em 2009, sua missão e seus valores e lançou uma nova logomarca.

A valorização das pessoas e da diversidade, a promoção

de valores éticos e morais, o diálogo e a transparência em sua atuação, a defesa da livre iniciativa e do empreendedorismo e o respeito aos consumidores, assim como o incentivo a práticas de cidadania e responsabilidade social, norteiam a nova missão da FEBRABAN. As novas exigências da sociedade e o novo cenário econômico, que emergiram nos anos recentes, exigem que a FEBRABAN e o setor bancário respondam

a desafios como o crescimento sustentado e sadio

do crédito, a inclusão financeira de consumidores de baixa renda, a implementação de um sistema de autorregulação, o contínuo aperfeiçoamento do atendimento diante de um volume cada vez maior de clientes e transações, a capacitação do profissional bancário e, por fim, o fortalecimento de uma política de portas abertas em relação à sociedade.

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 7

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 7 Visão, Missão e Valores Visão Um sistema financeiro saudável, ético

Visão, Missão e Valores

Visão

Um sistema financeiro saudável, ético e eficiente é condição essencial para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País.

Missão

Contribuir para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País representando os seus associados e buscando a melhoria contínua do sistema financeiro e de suas relações com a sociedade.

Valores

• Promover valores éticos, morais e legais

• Valorizar as pessoas, o trabalho e o empreendedorismo

• Incentivar práticas de cidadania e responsabilidade socioambiental

• Defender a iniciativa privada, o livre mercado e a livre concorrência

• Defender o diálogo, o respeito e a transparência nas relações com os clientes e com a sociedade

• Atuar com profissionalismo e transparência

• Valorizar a diversidade e a inclusão social

Objetivos estratégicos

• Representar os seus associados perante os poderes constituídos e as entidades representativas da sociedade

• Interagir com autoridades e instituições na elaboração

e no aperfeiçoamento do sistema normativo

• Desenvolver iniciativas para a contínua melhoria da produtividade do sistema e a redução dos níveis de risco

• Zelar pela eficiência da intermediação financeira e aumentar a sua contribuição para a sociedade, inclusive desenvolvendo esforços que viabilizem o crescente acesso da população a produtos e serviços financeiros

• Transmitir à sociedade o papel e a contribuição do sistema financeiro para o desenvolvimento econômico, social e sustentável do País

Linhas de atuação

• Propor e defender mudanças ou edição de normas que aumentem a eficiência do sistema financeiro e aprimorem seus instrumentos

• Desenvolver e manter canais de comunicação com o

Executivo, o Legislativo, o Judiciário, as associações de classe, os órgãos de defesa dos consumidores, os sindicatos e demais entidades e organismos nacionais

e internacionais

e demais entidades e organismos nacionais e internacionais • Coordenar, quando necessária, a contratação de

• Coordenar, quando necessária, a contratação de profissionais para a defesa de legítimos interesses dos associados

• Realizar e divulgar estudos e pesquisas visando ao aperfeiçoamento do sistema financeiro

• Comunicar o papel e a atuação do sistema financeiro, de forma pró-ativa

• Manifestar-se, quando for o caso, sobre temas de interesse da opinião pública

• Desenvolver programas de formação e qualificação para os funcionários dos associados

• Implementar programas de autorregulação

• Divulgar aos associados informações relevantes sobre assuntos que são objeto de sua atuação

• Incentivar e apoiar projetos voltados à preservação da biodiversidade e ao uso racional dos recursos naturais

• Incentivar e promover o financiamento de iniciativas que estejam em harmonia com o desenvolvimento sustentável

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FEBRABAN – Relatório Anual 2009

Governança
Governança
8 FEBRABAN – Relatório Anual 2009 Governança 08

08

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 9

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 9 Compromisso com a transparência O desenvolvimento de novos mecanismos de

Compromisso com a transparência

O desenvolvimento de novos mecanismos de governança confirma a disposição da FEBRABAN para ampliar a participação dos stakeholders em seus processos de gestão.

A evolução do modelo de governança da FEBRABAN

ganhou impulso a partir de outubro de 2008, com

a criação do Conselho Consultivo, formado por

representantes de outros setores da economia e da

sociedade civil. A existência de um conselho consultivo é

tida como uma boa prática, sobretudo para organizações

da sociedade civil. O papel dessa nova instância é

permitir que conselheiros independentes contribuam

para a promoção do diálogo e a participação da

sociedade nos processos de tomada

de decisão da FEBRABAN.

Conselho Consultivo

PRESIDENTE

Fabio Colletti Barbosa – Banco Santander (Brasil) S.A.

SETOR BANCÁRIO

Aldemir Bendine – Banco do Brasil

Conrado Engel – HSBC Bank Brasil S.A. – Banco Múltiplo

José Ermírio de Moraes Neto – Banco Votorantim

Luiz Carlos Trabuco Cappi – Banco Bradesco

Maria Fernanda Ramos Coelho – Caixa Econômica Federal

Pedro Moreira Salles – Itaú Unibanco S.A.

Roberto Egydio Setubal – Itaú Unibanco S.A.

OUTROS SETORES

Egydio Setubal – Itaú Unibanco S.A. OUTROS SETORES Abram Abe Szajman – Fecomercio (Federação do Comércio

Abram Abe Szajman – Fecomercio (Federação do

Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo)

Jackson Schneider – Anfavea (Associação Nacional dos

Fabricantes de Veículos Automotores)

João Batista Crestana – Secovi/SP (Sindicato da

Habitação de São Paulo)

José Roberto Mendonça de Barros – MB Associados

Luiz Fernando Furlan – Brasil Foods S.A.

Paulo Skaf – Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)

Roberto Rodrigues – Fundação Getulio Vargas

Viviane Senna – Instituto Ayrton Senna

Além do Conselho Consultivo, integram a governança

da FEBRABAN o Conselho Fiscal, o Conselho Diretor,

o Conselho de Representantes e o Conselho de

Autorregulação (saiba mais na página 11). Esses

grupos definem as orientações estratégicas que

serão executadas pela Diretoria Executiva, composta

por 13 representantes de bancos associados. A

entidade conta, ainda, com o apoio de três comitês

executivos e 31 comissões técnicas, que desenvolvem

estudos e trabalhos voltados a orientar as atividades

da FEBRABAN e de seus associados. Ao todo, 96

funcionários atuam no dia a dia da gestão da entidade.

10

FEBRABAN – Relatório Anual 2009

10 FEBRABAN – Relatório Anual 2009 31 comissões técnicas desenvolvem estudos que orientam as atividades da

31

comissões técnicas

desenvolvem estudos que orientam as atividades da FEBRABAN

Comitês executivos

que orientam as atividades da FEBRABAN Comitês executivos   Relações Institucionais Suporte e Controles
 

Relações Institucionais

Suporte e Controles

Negócios

 

Hélio Ribeiro Duarte (HSBC) Coordenador

Oswaldo de Assis Filho (BTG Pactual) Coordenador

José de M. Berenguer Neto (Santander) Coordenador

Diretores

executivos

Carlos Alberto Vieira (Safra) Márcio Percival Alves Pinto (CEF)

Marcos de Barros Lisboa (Itaú Unibanco) Milton Roberto Pereira (Votorantim) Angelim Curiel (Citi)

José Luiz Acar Pedro (Bradesco) Renato Martins Oliva (Cacique) Ricardo José da Costa Flores (Banco do Brasil)

 

Economia Tomás Málaga (Itaú Unibanco)

Assuntos Contábeis e Fiscais Daniel José Liberati (Bradesco)

Correspondentes Frederico G. F. de Queiroz Filho (Banco do Brasil)

Marketing e Comunicação Fernando Byington Egydio Martins (Santander)

Auditoria Interna Paulo Sérgio Cavalheiro (Safra)

Financiamento de Veículos Luis Félix Cardamone (Santander)

Relações Institucionais Vasco Azevedo (Bradesco)

Compliance Fernando Ribeiro (Santander)

Operações de Tesouraria André Guilherme Brandão (HSBC)

Responsabilidade Social e Sustentabilidade Ricardo Terenzi (Itaú Unibanco)

Prevenção a Fraudes Marcelo Ribeiro Câmara (Bradesco)

Operações Internacionais Richard Allen Bird (ING)

Gestão de Riscos Frederico Willian Wolf (Bradesco)

Política de Crédito Oscar Rodriguez Herrero (Santander)

Recursos Humanos Lilian Maria Ferezim Guimarães (Santander)

Numerário Laerte Paulo Viana (Caixa)

Produtos de Financiamento Máximo Hernández González (Itaú Unibanco)

Diretores

Ouvidorias e Relações com Clientes Francisco Calazans Araújo Jr. (Itaú Unibanco)

Segurança Bancária Pedro Oscar Viotto (Bradesco)

Bancos Internacionais (Associação Brasileira de Bancos Internacionais – ABBI) Luis Eduardo Ramos Lisboa

setoriais

Jurídico Arnaldo Penteado Laudísio (Santander)

Serviços Bancários Iézio Ribeiro Sousa (Bradesco)

Cartões (Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviço – Abecs) Paulo Rogério Caffarelli (BB)

Crédito Imobiliário e Poupança (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança – Abecip) Luiz Antonio França (Itaú Unibanco)

Assuntos Latino-Americanos Ricardo Villela Marino (Itaú Unibanco)

Tecnologia e Automação Bancária Gustavo José C. Roxo da Fonseca (Santander)

Pequenos e Médios Bancos vago

Tributária Carlos Pelá (Safra)

Custos

Associação Brasileira das Empresas de

vago

Leasing (Abel) Osmar Roncolato Pinho (Bradesco)

Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi) Adalberto Savioli (PanAmericano)

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 11

Conselho de Autorregulação

Em linha com o objetivo de fortalecer os vínculos de confiança com a sociedade, a FEBRABAN criou, em dezembro de 2008, o Sistema Brasileiro de Autorregulação Bancária (saiba mais na pág. 29), cujo conselho é formado por 15 representantes de bancos e cinco membros da sociedade civil. A autorregulação tem como foco a harmonização da oferta de serviços pelo setor bancário às pessoas físicas, especificando e elevando o padrão das condutas que devem ser adotadas pelos bancos nos artigos previstos pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC). Em 2009, 18 conglomerados financeiros, que reúnem os maiores bancos do varejo, eram signatários do Sistema de Autorregulação.

Geraldo José Carbone – Presidente (Itaú Unibanco) Élcio Aníbal de Lucca – Vice-presidente (LUCCRA) Affonso Rodrigues Vianna Neto (Banpará) Alencar Burti (Associação Comercial de SP) * Carlos Augusto Borges (CEF) Carlos Eduardo Monteiro (Safra) Décio Carbonari de Almeida (Volkswagen) José de Paiva Ferreira (Santander) José Luiz Acar Pedro (Bradesco) José Pastore (Concord Relações do Trabalho S/C LTDA.) *

José Vicente (AFRoBRáS) * Luiz Horácio da Silva Montenegro (Toyota) Ademar Schardong (SICREDI) Alexandre Correa Abreu (BB) Angelim Curiel (Citi) Henrique Frayha (HSBC) Luiz Carlos Everton de Farias (BNB) Luiz Lara (Lew Lara) * Milto Bardini (BIC)

* Conselheiros independentes

Estrutura Geral

FEBRABAN FENABAN Assembleia Geral Assembleia Geral SINDICATOS REGIONAIS IBCB Conselho Fiscal Conselho Fiscal
FEBRABAN
FENABAN
Assembleia Geral
Assembleia Geral
SINDICATOS
REGIONAIS
IBCB
Conselho Fiscal
Conselho Fiscal
SINDICATOS
SP PR MT MS
Conselho de
Conselho Diretor
Assembleia
Geral
Representantes
Conselho Consultivo
Assembleia Geral
Conselho de
Autorregulação
Conselho Fiscal
Conselho Fiscal
Diretoria
Executiva
Diretoria Geral
Diretoria de Relações
do Trabalho
Secretaria Geral
Diretoria de
Autorregulação
Diretoria de Administração,
Finanças e TI
Diretoria
Diretoria
Diretoria de
Diretoria
Diretoria de
Diretoria de
Diretoria de
Jurídica
de Eventos
Educação Financeira
Técnica
Assuntos Econômicos
Relações Institucionais
Comunicação

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FEBRABAN – Relatório Anual 2009

Estruturas de governança

Assembleia Geral

Órgão deliberativo máximo, a Assembleia Geral é integrada por todas as suas associadas,

que se reúnem ordinariamente, nos quatro meses seguintes ao término do exercício social, e,

extraordinariamente, sempre que os interesses sociais o exigirem.

Conselho Diretor

Composto por no mínimo 18 membros e no máximo 30, com mandato de três anos. Sua missão é

estabelecer a orientação geral das atividades da FEBRABAN para a execução de suas finalidades;

deliberar sobre as propostas submetidas pela Diretoria; fiscalizar e orientar a atuação da Diretoria; e

convocar reunião do Conselho Diretor ou da Assembleia Geral.

Conselho de Autorregulação

É o órgão normativo e de administração do Sistema de Autorregulação Bancária. É composto

por representantes dos bancos signatários e representantes da sociedade civil. Cabe a ele editar

normativos; estabelecer, por meio de resoluções, as diretrizes, as políticas e os procedimentos do

Sistema de Autorregulação Bancária e efetuar a revisão periódica das regras; e deliberar sobre os

assuntos relevantes ao sistema, entre outros. o mandato dos conselheiros é de três anos.

Diretoria Executiva

Composta por até 15 membros eleitos, com mandato de três anos. É formada por um presidente,

até dois vices-presidentes e os demais diretores, sem designação específica. Ela é responsável pela

administração e pela gestão das atividades da FEBRABAN, cumprindo as deliberações do Conselho

Diretor e da Assembleia Geral. A Diretoria se reúne a cada quinzena ou extraordinariamente.

Conselho Consultivo

É integrado pelo presidente do Conselho Diretor e por 15 representantes, ou mais, escolhidos

pelo Conselho Diretor, com mandato de 18 meses e podendo ser reeleitos por igual período. Esses

representantes são dos segmentos empresariais, da sociedade civil e do pensamento financeiro,

econômico e jurídico, do País ou do exterior. o Conselho Consultivo será presidido pelo presidente

do Conselho Diretor da FEBRABAN. Compete ao Conselho Consultivo manifestar-se sobre quaisquer

temas, por convocação do seu presidente.

Conselho Fiscal

Formado por três membros efetivos e três suplentes, o Conselho Fiscal tem como atribuições fiscalizar a

gestão da administração e examinar os registros, os títulos e os documentos da entidade; acompanhar

os trabalhos da auditoria externa contratada; e examinar as demonstrações financeiras, as contas e o

relatório anual de gestão apresentados pela Diretoria, entre outras. o Conselho Fiscal se reúne sempre

na primeira quinzena de abril de cada ano ou extraordinariamente. Seu mandato é de três anos.

Diretoria Executiva

Fabio Colletti Barbosa – Presidente (Banco Santander Brasil S.A.)

José Luiz Acar Pedro – Vice-presidente (Banco Bradesco S.A.)

Marcos de Barros Lisboa – Vice-presidente (Itaú Unibanco S.A.)

Adalberto Savioli (Banco Panamericano S.A.)

Angelim Curiel (Banco Citibank S.A.)

Carlos Alberto Vieira (Banco Safra S.A.)

Hélio Ribeiro Duarte (HSBC Bank Brasil S.A.– Banco Múltiplo)

José de Menezes Berenguer Neto (Banco Santander Brasil S.A.)

Márcio Percival Alves Pinto (Caixa Econômica Federal)

Milton Roberto Pereira (Banco Votorantin S.A.)

oswaldo de Assis Filho (Banco BTG Pactual S.A.)

Renato Martins oliva (Banco Cacique S.A.)

Ricardo José da Costa Flores (Banco do Brasil S.A.)

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 13

Os stakeholders da FEBRABAN Associados Sociedade Bancários Sindicatos Associações de classe Reguladores do
Os stakeholders da FEBRABAN
Associados
Sociedade
Bancários
Sindicatos
Associações de classe
Reguladores do sistema financeiro
Poderes constituídos
Entidades representativas da sociedade
Formadores de opinião
Imprensa
outros setores econômicos
organismos internacionais
Conselho Diretor
A
FEBRABAN defende o respeito
Fabio Colletti Barbosa – Presidente
(Banco Santander Brasil S.A.)
e
a transparência em todos os
Santander Brasil S.A.) e a transparência em todos os Aldemir Bendine (Banco do Brasil S.A.) André

Aldemir Bendine (Banco do Brasil S.A.)

André Santos Esteves (Banco BTG Pactual S.A.)

Carlos Alberto Vieira (Banco Safra S.A.)

Conrado Engel (HSBC Bank Brasil S.A. – Banco Múltiplo)

Gustavo Carlos Marin Garat (Banco Citibank S.A.)

João Heraldo Lima (Banco Rural S.A.)

José Bezerra de Menezes (Banco Industrial e Comercial S.A.)

Louis Marie Antoine Bazire (Banco BNP Paribas Brasil S.A.)

Luiz Carlos Trabuco Cappi (Banco Bradesco S.A.)

Luiz Horácio da Silva Montenegro (Banco Toyota do Brasil S.A.)

Maria Fernanda Ramos Coelho (Caixa Econômica Federal)

Paulo Guilherme Monteiro Lobato Ribeiro (Banco Alfa S.A.)

Pedro Henrique Mariani Bittencourt (Banco BBM S.A.)

Roberto Egydio Setúbal (Itaú Unibanco S.A.)

Tito Enrique da Silva Neto (Banco ABC Brasil S.A.)

Wilson Massao Kazuhara (Banco Votorantim S.A.)

seus relacionamentos

Tito Enrique da Silva Neto (Banco ABC Brasil S.A.) Wilson Massao Kazuhara (Banco Votorantim S.A.) seus

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FEBRABAN – Relatório Anual 2009

14 FEBRABAN – Relatório Anual 2009 Um plano integrado de comunicação orienta o diálogo com os
Um plano integrado de comunicação orienta o diálogo com os stakeholders
Um plano integrado de
comunicação orienta o diálogo
com os stakeholders
de comunicação orienta o diálogo com os stakeholders Pesquisas indicam que a falta de informação sobre

Pesquisas indicam que a falta de informação sobre os serviços prestados pelos bancos gera problemas de relacionamento com os clientes

Comunicação e engajamento

A comunicação da FEBRABAN com seus stakeholders foi

intensificada nos últimos anos. A partir de uma pesquisa sobre a percepção dos seus públicos de relacionamento,

a entidade elaborou um plano integrado de comunicação

para fortalecer a imagem do setor bancário e da federação, com monitoramento e análise sistemática das iniciativas envolvendo ferramentas de relacionamento com a mídia, relações públicas, propaganda e comunicação com os funcionários do setor.

As diretrizes do plano contemplam o compromisso da FEBRABAN com a transparência, concretizado por meio de iniciativas que englobam os seguintes temas:

Promoção da cidadania e educação financeira, abrangendo microfinanças e bancarização, educação financeira, Programa de Valorização da Diversidade e Programa de Inclusão e Capacitação de Pessoas com Deficiência;

Diálogo com a sociedade, explorando e explicando a economia bancária (juros, tarifas, crédito, concorrência, filas), planos econômicos e a autorregulação para cartões;

Compromisso com o desenvolvimento socioeconômico sustentável, por meio da criação da Brain (Brasil Investimentos & Negócios), em conjunto com a BM&FBOVESPA e a ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais). A agenda inclui, ainda, a BEST (Brazil Excellence in Securities Transactions), a expansão do crédito de longo prazo e os protocolos e acordos visando a práticas socioambientais;

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 15

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 15 • Aperfeiçoamento do sistema financeiro nacional, com benefício para a
FEBRABAN – Relatório Anual 2009 15 • Aperfeiçoamento do sistema financeiro nacional, com benefício para a

Aperfeiçoamento do sistema financeiro nacional, com benefício para a sociedade, como o Selo de Autorregulação, o desenvolvimento de estudos para a implementação do mobile payment e o lançamento de novos serviços, como o STAR (sistema que informa tarifas de instituições financeiras) e o DDA (Débito Direto Autorizado).

Esse diálogo vem sendo realizado por meio de participação em fóruns, eventos e congressos, atendimento à imprensa e disponibilidade de porta-

-vozes, além da geração e divulgação de informações

e notícias, pesquisas, comunicados e agenda da

entidade, por meio de site e outros canais de comunicação, defendendo, assim, o respeito e a transparência em todos os relacionamentos. Em 2009, foram realizados 29 congressos e seminários, com a presença de 7.911 participantes.

O CMEP (Congresso Brasileiro de Meios Eletrônicos

de Pagamento) – realizado em parceria com a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) –, o Semarc (Seminário de Marketing e Relacionamento com Clientes),

o Seminário de Economia e o Fórum de Saúde

Ocupacional, assim como os Congressos FEBRABAN de Recursos Humanos, de Direito Bancário e de Auditoria Interna, Compliance e Gestão de Riscos, são eventos tradicionais, que atraem um público qualificado e diversificado. Já o Ciab FEBRABAN – Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras se tornou um fórum internacional de excelência na discussão dos temas de negócios mais importantes e atuais, além de ser berço de lançamento das principais inovações tecnológicas do setor.

GRI SO5: Posição e participação na elaboração de políticas públicas e lobbies

As iniciativas dos bancos brasileiros no incentivo às políticas públicas são diversificadas, com diferentes focos de atuação. Algumas se destacam pelo apoio e pela criação de projetos para benefício e desenvolvimento das comunidades onde os bancos atuam, além de contribuir por meio de suas fundações e de seus institutos. Em relação ao meio ambiente, o Protocolo Verde foi assinado pela FEBRABAN, junto do Ministério do Meio Ambiente, para promover a sustentabilidade no setor financeiro.

Para apoiar o combate ao trabalho escravo nas operações e nas cadeias produtivas, alguns dos maiores bancos brasileiros participam do Comitê de Mercado de Capitais do Fórum Latino-Americano de Finanças Sustentáveis (LASFF) e da Round Table on Responsible Soy – associação global sobre produção responsável de soja. Já no combate à corrupção, há representantes dos bancos nas reuniões de elaboração da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, inclusive como responsável pela execução de programas do governo para o segmento de agronegócios do País.

Os institutos e as fundações materializam o compromisso do setor com os maiores desafios do desenvolvimento sustentável da sociedade e são importantes canais de posicionamento quanto às políticas públicas, investindo em áreas como educação e democratização do acesso à cultura. São exemplos de ações estaduais as parcerias para a inclusão digital, o incentivo às micro e pequenas empresas, o apoio à agricultura familiar e a promoção da economia e da cultura de comunidades regionais – como a promoção da cidadania e da autonomia econômica das trabalhadoras rurais, dos assentados da reforma agrária, dos quilombolas, dos extrativistas, das pescadoras artesanais e das populações ribeirinhas.

Sugestão de pauta

A FEBRABAN deu início, em 2009, à divulgação de uma série de sugestões de pautas à imprensa,

conhecidas como “Você Sabia?”, com informações sobre como os clientes podem fazer melhor uso dos serviços bancários. Pesquisas da FEBRABAN indicam que a falta de informação sobre os serviços

prestados por ela e pelas instituições financeiras é fonte comum de problemas de relacionamento dos clientes com os bancos. Exemplos de temas abordados no ano foram a utilização do cheque especial,

a cobrança de tarifas e a segurança nos caixas eletrônicos. A utilização consciente do crédito também

foi abordada, em especial com o lançamento do portal “Meu Bolso em Dia”, como parte do programa de educação financeira (saiba mais na pág. 37). A cada 40 dias, a FEBRABAN realiza também uma coletiva de imprensa, com conexão em sistema de teleconferência para todo o País, para a divulgação da Pesquisa de Indicadores, realizada com os bancos associados, sobre as projeções de crescimento

econômico, a evolução do crédito e a taxa de juros, entre outras expectativas.

16

FEBRABAN – Relatório Anual 2009

O Setor Bancário em 2009
O Setor Bancário em 2009
16 FEBRABAN – Relatório Anual 2009 O Setor Bancário em 2009 16

16

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 17

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 17 Quando a solidez faz a diferença A forte capitalização e

Quando a solidez faz a diferença

A forte capitalização e a baixa exposição dos bancos ao risco, aliadas a uma rigorosa regulamentação e às políticas anticíclicas do governo, foram decisivas para que o País superasse rapidamente os efeitos da crise internacional.

A solidez do sistema financeiro foi fundamental para

atenuar os efeitos da crise internacional na economia brasileira. Enquanto nos Estados Unidos e na Europa os bancos foram os geradores da instabilidade, as instituições financeiras no Brasil foram as aliadas do governo federal na administração da crise, contribuindo positivamente para injetar dinheiro na economia. Mesmo em um cenário adverso, as operações de crédito, em 2009, somaram R$ 1,4 trilhão.

As redes de atendimento continuaram a se expandir, e as transações realizadas pelos bancos brasileiros, entre as mais rápidas e eficientes do mundo, subiram 7% em relação a 2008, chegando a 47,5 bilhões. O patrimônio líquido somou R$ 293,8 bilhões. Os 50 maiores bancos brasileiros mantêm o Índice de Basileia em 19,8%, bem acima do mínimo exigido, de 11%. Esse índice mede a solidez dos bancos e é calculado pelo valor do patrimônio líquido ajustado dividido pelo valor do ativo ponderado pelo risco. No total, o setor encerrou 2009 com captação de R$ 1,9 trilhão. O número de contas-correntes atingiu 133,6 milhões, aumento de 6,3% sobre o ano anterior, e os clientes com conta poupança somaram 91,1 milhões, aumento de 1,2% no período.

Cenário econômico

Apesar dos inevitáveis reflexos ainda sentidos no primeiro semestre de 2009, o Brasil reagiu bem à crise financeira global. O fato de a economia estar pouco alavancada, apresentar indicadores estáveis e contar com reservas

cambiais adequadas ajudou a atenuar os efeitos externos e,

a partir do segundo semestre do ano, a dar início à retomada do crescimento, com o aumento da atividade econômica.

do crescimento, com o aumento da atividade econômica. Em meio ao cenário de instabilidade, os bancos

Em meio ao cenário de instabilidade, os bancos

brasileiros demonstraram forte resiliência em 2009.

O setor não registrou problemas de insolvência,

como em outros países, nem interrompeu a oferta

de crédito. Alguns fatores, como a forte capitalização

dos bancos, a pouca exposição ao risco em derivativos

e em empréstimos imobiliários e a regulamentação

ampla e rigorosa realizada pelo Banco Central, explicam

a robustez dos bancos com atuação local. Com isso,

o setor bancário brasileiro ganhou importância no cenário internacional, após a crise global.

É fato que o ritmo de crescimento dos bancos caiu

em relação aos anos anteriores, que registraram

rentabilidade média em torno de 20% do patrimônio,

de acordo com o anuário Valor 1000. Em 2009, essa

rentabilidade ficou na faixa de 15%, segundo a revista Exame, um resultado considerado bom, levando-se em conta que foi um ano de muita turbulência, com

a economia mundial enfrentando dificuldades. Esse

desempenho positivo do setor bancário é um indicador importante de boa gestão. Além disso, uma série de medidas adotadas pelo governo federal foi relevante para o setor ultrapassar com relativa tranquilidade o período mais conturbado da crise global.

Embora os bancos brasileiros não registrassem problemas de insolvência, o risco de liquidez era alto, particularmente entre os bancos médios e pequenos. Para fazer frente a isso, o Banco Central realizou leilões de dólar e de swap de dólar, liberou o depósito compulsório em dinheiro para a compra de carteira de CDB (Certificado de Depósito Bancário)

18

FEBRABAN – Relatório Anual 2009

Evolução de clientes

Em milhões

Período

 

Variação

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2009/2008

Contas-correntes (1)

63,7

71,5

77,3

87,0

90,2

95,1

102,6

112,1

125,7

133,6

6,3%

Movimentadas (1)

48,2

53,6

55,7

61,4

66,9

70,5

73,7

77,1

82,6

81,1

-1,8%

Não movimentadas (1 e 2)

15,5

17,9

21,6

25,6

23,3

24,6

28,9

35,0

43,1

52,5

21,8%

Clientes com contas de poupança (3) *

45,8

51,2

58,2

62,4

67,9

71,8

76,8

82,1

90,0

91,1

1,2%

Clientes com Internet banking (4)

8,3

8,8

9,2

11,7

18,1

26,3

27,3

29,8

32,3

35,1

9%

Pessoas físicas

-

-

-

-

-

-

-

25,3

27,5

30,2

10%

Pessoas jurídicas

-

-

-

-

-

-

-

4,5

4,8

4,9

2%

Pessoas físicas

-

-

-

-

-

-

-

-

-

1,3

-

Pessoas jurídicas

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

Fontes: (1) Banco Central do Brasil; (2) Contas inativas há mais de seis meses; (3) Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança); (4) FEBRABAN * Número de 2008 revisado pelo Bacen

das instituições menores e autorizou a emissão de CDB com garantia do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Outros fatores relevantes no ano foram a aquisição da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, a abertura de capital realizada pelo Santander – esta foi a primeira vez que

um banco de capital estrangeiro efetua tal operação – e

a queda do juro básico da economia, a Selic.

As perspectivas do setor para 2010 são otimistas. A

previsão é de que o PIB (Produto Interno Bruto) cresça cerca de 7%, puxado principalmente pelo consumo

e pelos investimentos. O País encontra-se em uma

posição diferenciada, atraindo o capital externo. Nesse ambiente positivo, a preocupação é quanto ao aquecimento econômico, com a discussão centrada na sustentabilidade desse crescimento. Os primeiros sinais apontam para pressão inflacionária, capacidade de produção das indústrias próxima ao limite e aumento no déficit em conta-corrente do País. Uma medida esperada pelo setor para conter o consumo é a elevação da Selic. A expectativa é de que a taxa encerre 2010 entre 11,75% e 12% ao ano.

Internacionalização

À medida que a economia brasileira cresce e se internacionaliza, os bancos

também tendem a aumentar sua presença no exterior. Para viabilizar um projeto multissetorial, que integre iniciativa privada e poder público para, no longo prazo, consolidar o Brasil como polo internacional de investimentos e negócios na América Latina, foi criada a Brain (Brasil Investimentos & Negócios), em março de 2010. A iniciativa envolveu a FEBRABAN, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais (ANBIMA) e a Bolsa de Valores, Mercadorias & Futuros (BM & FBoVESPA).

A Brain foi criada para catalisar iniciativas e coordenar esforços dos diversos

setores da economia, identificando problemas comuns e propondo soluções convergentes para qualificar o Brasil como uma ponte entre os mercados latino- -americanos e os mercados mundiais. A associação também incentivará pesquisas

e estudos, patrocinará fóruns de discussão, participará de entendimentos com o

poder público em todas as suas esferas e instâncias e buscará a aproximação dos interesses dos diversos setores da economia em torno de propostas convergentes.

instâncias e buscará a aproximação dos interesses dos diversos setores da economia em torno de propostas

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 19

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 19 GRI EC1: Distribuição do valor adicionado Em meio ao cenário

GRI EC1: Distribuição do valor adicionado

Em meio ao cenário de instabilidade, os bancos brasileiros demonstraram forte resiliência em 2009

bancos brasileiros demonstraram forte resiliência em 2009 E m R $ m i l P a

Em R$ mil

Part.%

Part.%

Part.%

Part.%

Part.%

1. Distribuição do valor adicionado

2005

2006

2007

2008

2009

1.1 Recursos Humanos

33.055.399

37,9

36.661.986

39,6

45.510.058

33,2

51.978.955

37,2

50.995.808

35,5

1.1.1 Salários e honorários

18.577.723

20.180.641

24.620.044

27.094.797

27.950.836

1.1.2 Encargos sociais (30%)

9.288.861

10.090.321

12.310.022

13.052.448

13.309.260

1.1.3 Benefícios (10%)

3.096.287

3.363.440

4.103.341

4.350.816

4.436.420

1.1.4 Participações (funcionários e minoritários)

2.092.528

3.027.584

4.476.651

7.480.894

5.299.292

1.2.1 Despesas tributárias

7.914.813

9.135.230

12.014.572

10.944.112

13.564.856

1.2.2 Imposto de renda e Contribuição social

7.003.410

7.273.979

11.964.458

5.403.827

15.720.563

1.2.3 INSS sobre salário (22,5%)

6.966.646

7.567.740

9.232.517

9.789.336

9.981.945

1.3.1 Dividendos distribuídos

8.292.455

8.256.006

14.626.988

15.723.382

14.171.459

1.3.2 Lucro retido

24.877.366

24.768.017

43.880.963

48.266.540

40.664.627

1.3.3 Prejuízos

-863.874

-1.173.354

-331.958

-2.430.751

-1.394.222

40.664.627 1.3.3 Prejuízos -863.874 -1.173.354 -331.958 -2.430.751 -1.394.222 Fonte: Austin Asis

Fonte: Austin Asis

20

FEBRABAN – Relatório Anual 2009

20 FEBRABAN – Relatório Anual 2009 Evolução do crédito O volume de crédito total no Brasil
20 FEBRABAN – Relatório Anual 2009 Evolução do crédito O volume de crédito total no Brasil

Evolução do crédito

O volume de crédito total no Brasil somou R$ 1,4

trilhão em 2009, um crescimento de 15,2% em relação

a 2008. Com isso, o volume total das operações

representou 45% do PIB em 2009, acima dos 40,8% do ano anterior. Esse desempenho, mesmo positivo, ainda sentiu os impactos do cenário global. Até 2008, os recursos livres registravam aumentos acima de 25% ao ano. No caso das empresas, houve queda de 1,5% em 2009, pois o segmento foi o mais afetado pela crise. Em 2009, os empréstimos referenciados em recursos livres totalizaram R$ 954,5 bilhões, 9,6% acima do registrado no ano anterior.

Já as operações de crédito direcionado aumentaram

29,1%, sustentadas por maior renda e maior consumo

por parte do segmento pessoa física, e somaram R$ 459,8 bilhões, no ano passado. A política dos bancos públicos de elevar a oferta de recursos para empréstimos e financiamentos resultou na sua maior participação no segmento de crédito. A participação de mercado dessas instituições no total das operações de crédito subiu de 36% em 2008 para 42% no ano passado.

Para 2010, as projeções apontam para uma expansão superior a 20% no total da carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional. É esperado um crescimento mais significativo nos empréstimos com recursos livres para pessoa jurídica, de 20,8%. O crédito destinado às pessoas físicas deve crescer na faixa de 20,7%.

Em R$ milhões

Crédito total

Dez/03

Dez/04

Dez/05

Dez/06

Dez/07

Dez/08

Dez/09

Var. % 09/08

Recursos livres (1)

255.642

317.917

403.707

498.331

660.811

871.177

954.524

9,6%

Pessoa jurídica

154.638

179.355

212.976

260.363

343.250

476.890

469.863

-1,5%

Pessoa física

101.004

138.562

190.731

237.968

317.561

394.287

484.661

22,9%

Habitação

23.673

24.694

28.125

34.479

43.583

59.714

87.361

46,3%

Rural

34.576

40.712

45.113

54.376

64.270

78.304

78.754

0,6%

BNDES

100.182

110.013

124.100

138.984

159.974

209.259

283.032

35,3%

Outros (2)

4.186

5.386

5.979

6.420

7.336

8.840

10.673

20,7%

5.386 5.979 6.420 7.336 8.840 10.673 20,7% Fonte: Banco Central (1) Incluem leasing , cooperativas de

Fonte: Banco Central

(1) Incluem leasing, cooperativas de crédito rural não direcionado e parcela das faturas de cartão de crédito não financiada (2) Incluem créditos de bancos de desenvolvimento e agências de fomento

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 21

O volume de crédito chegou a 45% do PIB em 2009
O volume de crédito chegou a
45% do PIB em 2009

Distribuição do crédito – Pessoa física (recursos livres)

3% 1% 6% 16% 4% 36% 34%
3%
1%
6%
16%
4%
36%
34%

Fonte: Banco Central do Brasil

Distribuição do crédito – Pessoa jurídica (recursos livres)

15% 1% 3% 54% 9% 2% 13%
15%
1%
3%
54%
9%
2%
13%

3%

Fonte: Banco Central do Brasil

Aquisição de bens e leasing leasing

Crédito pessoal e consignadoBanco Central do Brasil Aquisição de bens e leasing Cooperativas Outros Cheque especial Financiamento

CooperativasAquisição de bens e leasing Crédito pessoal e consignado Outros Cheque especial Financiamento imobiliário Cartão de

Outrosbens e leasing Crédito pessoal e consignado Cooperativas Cheque especial Financiamento imobiliário Cartão de

Cheque especiale leasing Crédito pessoal e consignado Cooperativas Outros Financiamento imobiliário Cartão de crédito Hot money ,

Financiamento imobiliáriopessoal e consignado Cooperativas Outros Cheque especial Cartão de crédito Hot money , capital de giro

Cartão de créditoOutros Cheque especial Financiamento imobiliário Hot money , capital de giro e conta garantida Descontos de

Hot money, capital de giro e conta garantida , capital de giro e conta garantida

Descontos de duplicatas e promissóriasde crédito Hot money , capital de giro e conta garantida Leasing e aquisição de bens

Leasing e aquisição de bens e aquisição de bens

Vendorde duplicatas e promissórias Leasing e aquisição de bens ACC e repasses externos Financiamento a importações

ACC e repasses externose promissórias Leasing e aquisição de bens Vendor Financiamento a importações e outros Rural Outros Tempus

Financiamento a importações e outrose aquisição de bens Vendor ACC e repasses externos Rural Outros Tempus magna libero nulla, tellus

Rurale repasses externos Financiamento a importações e outros Outros Tempus magna libero nulla, tellus aliquet risus.

Outrosexternos Financiamento a importações e outros Rural Tempus magna libero nulla, tellus aliquet risus. Eget dia

Tempus magna libero nulla, tellus aliquet risus. Eget dia vitae, ultrices wisi.

Inadimplência

Por conta da crise internacional, a inadimplência aumentou 5,5% em 2009, puxada principalmente pelo segmento de pessoas jurídicas, que registrou índice de 3,8% no ano passado, diante de 1,8% em 2008. o segmento de pessoas físicas encerrou o ano em 7,7%, ligeiramente abaixo dos 7,9% registrados em 2008. Para 2010, o percentual esperado para a inadimplência é de 4,6%.

22

FEBRABAN – Relatório Anual 2009

Bancos por origem de capital

Período

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

Variação

2009/2008

Número de bancos (1)

192

182

167

165

164

161

159

156

159

158

-0,6%

Privados nacionais com ou sem participação estrangeira

105

95

87

88

92

90

90

87

85

88

3,5%

Privados estrangeiros e com controle estrangeiro (2)

70

72

65

62

58

57

56

56

62

60

-3,2%

Públicos federais e estaduais (3)

17

15

15

15

14

14

13

13

12

10

-16,7%

Fonte: Banco Central do Brasil – Departamento de Organização do Sistema Financeiro (1) Bancos múltiplos, bancos comerciais e Caixa Econômica (2) Filiais de bancos estrangeiros e bancos múltiplos e comerciais com controle estrangeiro (3) Caixas Econômicas Estaduais e Caixa Econômica Federal

Concorrência em alta

O aumento da concorrência bancária está associado

ao recente movimento de concentração no setor. Essa é a conclusão de um estudo da FEBRABAN, divulgado em abril de 2010, que mostra que o aumento na concentração bancária, ao contrário do que possa sugerir, não reduziu a concorrência nem gerou condutas menos competitivas no setor. Também constatou que a concentração não é alta no Brasil em relação aos outros países.

Com o movimento de fusões e aquisições, o número de bancos registrou queda de 159, em 2008, para 158, no ano passado, retração de 0,6%. O setor está dividido em 88 bancos privados nacionais, com ou sem participação estrangeira, 60 estrangeiros e/ou com controle estrangeiro e 10 públicos federais estrangeiros e com controle ou federais e estaduais, que tiveram 16,7% de redução em relação a 2008. O principal motivo foi a aquisição da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil.

Spread em queda

O

estudo também não apontou evidências de que

Ao lado das tarifas (veja mais na pág. 30), o spread

o

setor tenha uma rentabilidade fora dos padrões

bancário é alvo de muitas discussões e análises. Para

internacionais. O indicador de retorno sobre o patrimônio (ROE) para a média do setor bancário brasileiro, em 2007, era de 14,9%, bem próximo ao

registrado para a média dos países de renda alta e média, de 14,7% em ambos os casos. A Tendências Consultoria Integrada foi a responsável pela elaboração do estudo, cuja coordenação foi realizada pelo coordenador técnico

esclarecer a sociedade sobre o real comportamento dos spreads, a FEBRABAN vem divulgando, desde novembro de 2009, estudos relativos ao spread bancário no Brasil, suas tendências de longo prazo, as questões metodológicas e a evolução recente.

e

professor da FEA-USP Márcio Nakane.

O levantamento, referente a março de 2010, mostra que permanece a tendência de queda nos spreads em

Composição do spread

Uma série de variáveis compõem o spread bancário brasileiro. Entre elas, destacam-se os depósitos compulsórios – a prazo e à vista. A incidência desses depósitos compulsórios no País é de 47%, enquanto na Argentina a alíquota é de 19% e, nos Estados Unidos, de 10%. os cinco itens que fazem parte da composição do spread são: custos administrativos (11,8%), impostos (23,3%), custo de direcionamento (1,9%), margem líquida, erros e omissões (29,4%) e inadimplência (33,6%).

Composição do spread bancário – 2008

11,8% 33,6% 23,3% 1,9%
11,8%
33,6%
23,3%
1,9%

29,4%

Fonte: Elaborado por FEBRABAN com dados do Banco Central do Brasil

ImpostosElaborado por FEBRABAN com dados do Banco Central do Brasil (encargos fiscais + FGC + impostos

(encargos fiscais + FGC + impostos diretos)

Custos de direcionamentoBrasil Impostos (encargos fiscais + FGC + impostos diretos) (compulsório + subsídios cruzados) Margem líquida, erros

(compulsório + subsídios cruzados)

Margem líquida, erros e omissõesFGC + impostos diretos) Custos de direcionamento (compulsório + subsídios cruzados) Inadimplência Custo administrativo

InadimplênciaCustos de direcionamento (compulsório + subsídios cruzados) Margem líquida, erros e omissões Custo administrativo

Custo administrativodiretos) Custos de direcionamento (compulsório + subsídios cruzados) Margem líquida, erros e omissões Inadimplência

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 23

25,7% foi o crescimento da rede de atendimento bancário
25,7%
foi o crescimento da rede
de atendimento bancário

operações de crédito para pessoas físicas. Em janeiro de 2004, eles representavam 50% da taxa de juro cobrada, e caíram para 31,9%, em dezembro de 2007. Em dezembro de 2008, no auge da crise financeira internacional e da exposição ao risco, o spread subiu para 44,9%. Em março de 2010, esse percentual foi reduzido para 29,7%.

A conclusão do estudo aponta para spreads mais próximos do ponto de equilíbrio no cenário econômico

Evolução da rede de atendimento

atual. Também prevê, para os próximos meses, mudanças mais lentas e de intensidade menor. Em relação ao longo prazo, o estudo mostra que, para reduzir os spreads, é preciso haver desoneração fiscal sobre o crédito, redução da inadimplência e dos custos associados, redução dos depósitos compulsórios, queda nos custos administrativos, inclusive nos associados à regulação, ambiente macroeconômico estável, ganhos de eficiência e de escala e avanços no marco regulatório.

de eficiência e de escala e avanços no marco regulatório. Redes de atendimento em expansão O

Redes de atendimento em expansão

O setor bancário está presente em todos os 5.657

municípios, de acordo com o Instituto Brasileiro de

Geografia e Estatística (IBGE). Em 2009, a expansão da rede de atendimento foi de 25,7%, em relação a 2008.

O número de agências registrou aumento de 4,7%,

somando 20.046. Os correspondentes não bancários subiram de 108.074 no final de 2008 para 149.507 em 2009, o que representou aumento de 38,3%. O número de postos eletrônicos cresceu 7,1%, totalizando 41.472.

Período

 

Variação

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2009/2008

Número de agências

16.396

16.841

17.049

16.829

17.260

17.627

18.087

18.572

19.142

20.046

4,7%

Postos tradicionais (1)

9.495

10.241

10.148

10.054

9.856

9.985

10.220

10.555

11.661

12.131

4,0%

Postos eletrônicos

14.453

16.748

22.428

24.367

25.595

30.112

32.776

34.669

38.710

41.472

7,1%

Correspondentes não bancários

13.731

18.653

32.511

36.474

46.035

69.546

73.031

95.849

108.074

149.507

38,3%

Total de dependências

54.075

62.483

82.136

87.724

98.746

127.270

134.114

159.645

177.587

223.156

25,7%

Fonte: Banco Central do Brasil/Desig (1) Incluem postos de atendimento bancário (PAB), postos de arrecadação e pagamentos (PAP), postos avançados de atendimento (PAA), postos de atendimento cooperativo (PAC), postos de atendimento ao microcrédito (PAM), postos avançados de crédito rural (Pacre), postos de compra de ouro (PCO) e unidades administrativas desmembradas (UAD)

24

FEBRABAN – Relatório Anual 2009

Transações em elevação

Em 2009, foram realizadas 47,5 bilhões de transações bancárias, 7% acima do total registrado em 2008, como reflexo do aumento da bancarização e da atividade econômica. O autoatendimento continua sendo o canal mais utilizado pelos clientes, com 33,2% do total das transações, seguido pelo Internet banking, com 19,6%.

As operações na “boca do caixa” têm menor peso, com participação de 9,2%, índice que já representou 20%. As transações realizadas por correspondentes não bancários e em pontos de venda do comércio apresentaram elevação de 20,1% e de 22,1%, respectivamente.

Transações bancárias por origem

 

2000

2001

2002

2003

2004

Em milhões de transações

Quant.

Part.

Quant.

Part.

Quant.

Part.

Quant.

Part.

Quant.

Part.

Automáticas de origem externa (1)

557

2,8%

653

2,8%

599

2,8%

610

2,3%

667

2,2%

Autoatendimento

6.616

33,5%

7.766

33,1%

6.094

28,2%

7.585

28,8%

9.891

32,9%

Sem movimentação financeira (4)

Internet banking pessoa jurídica

359

1,8%

664

2,8%

970

4,5%

1.174

4,5%

1.862

6,2%

Sem movimentação financeira (6)

Com movimentação financeira (7)

POS – Pontos de Venda no Comércio (9)*

314

1,6%

380

1,6%

549

2,5%

581

2,2%

1.002

3,3%

Com movimentação financeira

Cheques compensados

2.638

13,3%

2.600

11,1%

2.397

11,1%

2.246

8,5%

2.107

7,0%

Com intervenção de atendente

130

0,7%

242

1,0%

380

1,8%

321

1,2%

301

1,0%

Com atendente e sem movimentação financeira

Com movimentação financeira

Correspondentes não bancários (10)

125

0,5%

187

0,6%

não bancários (10) 125 0,5% 187 0,6% Sem movimentação financeira Fonte: FEBRABAN * Dados de

Sem movimentação financeira

125 0,5% 187 0,6% Sem movimentação financeira Fonte: FEBRABAN * Dados de 2008 retificados (1) Débitos

Fonte: FEBRABAN * Dados de 2008 retificados (1) Débitos automáticos, crédito de salários, proventos de aposentadoria, DOCs, TEDs, cobranças etc. (2) Tarifas, taxas, IOF, CPMF etc. (3) Saques, depósitos, transferências, pagamento de contas e boletos bancários, resgates, investimentos etc. (4) Consultas de saldo, extrato, bloqueio e desbloqueio de cheque etc.

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 25

 

O autoatendimento é o canal mais utilizado pelos clientes, com 33,2% do total das transações

 

2005

 

2006

2007

2008

2009

Variação 2009/2008

 

Quant.

Part.

Quant.

Part.

Quant.

Part.

Quant.

Part.

Quant.

Part.

1.412

4,0%

1.479

4,0%

1.748

4,3%

1.824

4,2%

2.217

4,7%

21,6%

8.639

24,6%

7.516

20,5%

7.961

19,4%

8.296

19,1%

8.496

17,9%

2,4%

 

10.790

30,7%

11.901

32,4%

13.735

33,5%

14.363

33,1%

15.811

33,2%

10,1%

 

4.244

10,3%

4.767

11,0%

5.243

11,0%

10,0%

5.849

   

2.682

7,6%

2.885

7,9%

3.479

8,5%

3.929

9,0%

4.758

10,0%

21,1%

 

1.287

3,1%

1.562

3,6%

1.951

4,1%

24,9%

3.167

   
 

1.608

3,9%

1.727

4,0%

1.896

4,0%

9,8%

1.117

3,2%

1.492

4,1%

1.700

4,1%

1.670

3,8%

2.038

4,3%

22,1%

3.719

   
 

3.544

8,6%

3.747

8,6%

3.728

7,8%

-0,5%

1.940

5,5%

1.709

4,7%

1.533

3,7%

1.396

3,2%

1.235

2,6%

-11,5%

1.362

   

348

1,0%

393

1,1%

445

1,1%

468

1,1%

521

1,1%

11,4%

 

314

0,8%

357

0,8%

428

0,9%

19,7%

1.014

   
 

220

0,5%

218

0,5%

138

0,3%

-37,0%

296

0,8%

1.429

3,9%

1.845

4,5%

2.307

5,3%

2.772

5,8%

20,1%

 

173

0,4%

174

0,4%

200

0,4%

14,5%

35.124

   

(5) Transferências, pagamentos, investimentos, financiamentos etc. (6) Consultas em geral, solicitações, remessas de arquivos, instruções de cobrança etc. (7) Transferências, pagamentos, investimentos, empréstimos, agendamentos de transações etc. (8) Consultas em geral, solicitações, desbloqueios, senhas etc. (9) Pagamentos no comércio em lojas, supermercados, postos de gasolina etc. (10) Estabelecimentos comerciais, correios, casas lotéricas etc.

26

FEBRABAN – Relatório Anual 2009

26 FEBRABAN – Relatório Anual 2009 2,5 bilhões de transações com cartões de crédito Período Unidade

2,5 bilhões

de transações com cartões de crédito

2009 2,5 bilhões de transações com cartões de crédito Período Unidade   Variação 2000 2001

Período

Unidade

 

Variação

2000

2001

2002

2003

2004

2005

2006

2007

2008

2009

2009/2008

Cartões de crédito

milhões

29

38

42

45

53

68

82

104

124

136

10%

Transações com cartões de crédito

bilhões

0,6

0,7

0,8

0,9

1,1

1,3

1,6

1,9

2,2

2,5

14%

Valor total de transações com cartões

R$ bilhões

45

60

69

83

95

115

142

174

215

256

19%

Fonte: Abecs – Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços

Pagamentos com celular

A

FEBRABAN está estudando a padronização de uma plataforma tecnológica,

para a utilização por todo o mercado, que poderá aumentar a oferta dos serviços de pagamentos via celular (mobile payments, ou m-payment) no Brasil. Hoje, pelos dados da entidade, há 1,3 milhão de clientes pessoa física usuários do serviço. A padronização é necessária porque existem vários modelos no mercado – japonês, asiático, filipino, queniano – e diversas tecnologias, como a NFC (Near Field Communication), para o pagamento sem contato, apenas por proximidade (modelo japonês), mensagens SMS, WAP e Browsers.

A

definição de um padrão tecnológico deverá ser norteada pelas características de

formalização das operações, observação dos melhores princípios de governança, segurança, facilidade no uso e garantia de inclusão financeira da população.

O crescente uso dos cartões de débito e de crédito como meio de pagamento provocou redução na utilização de cheques, cuja compensação está em queda nos últimos anos. Em 2009, foram compensados 1,2 bilhão de cheques, contra 1,3 bilhão registrados em 2008. No total das transações, os cheques compensados representam apenas 2,6%, percentual que superava 13% em 2000. As transações com cartão de crédito chegaram a 2,5 bilhões, aumento de 14% sobre o volume de 2008. Em valores, essas operações cresceram 19%, subindo de R$ 215 bilhões em 2008 para R$ 256 bilhões no ano passado. O valor médio das transações, em 2009, superou a cifra de R$ 100, enquanto o gasto médio mensal ficou em R$ 156 por cartão.

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 27

O Débito Direto Autorizado (DDA) é um exemplo de vanguarda e eficiência do setor bancário
O Débito Direto Autorizado
(DDA) é um exemplo de
vanguarda e eficiência do setor
bancário brasileiro

Eficiência na vanguarda

As transações realizadas pelo sistema financeiro

brasileiro estão entre as mais eficientes, seguras e

confiáveis do mundo. Para se ter uma ideia, as TEDs são realizadas online em tempo real; os DOCs, em um dia útil; e a compensação de cheques, em 24 horas a 48 horas, mesmo em relação a cidades distantes entre si. Em outros países, como nos Estados Unidos, esse prazo pode superar uma semana. Tal agilidade é resultado

de três décadas de investimentos em infraestrutura

logística e do uso constante da tecnologia da informação nos sistemas e nos processos. Nos anos

80, período marcado pelas altas taxas de inflação,

os bancos passaram a aumentar a velocidade e a

eficiência do processamento das transações financeiras. Mesmo com a estabilização monetária, a partir de 1994, continuaram agregando inovações. Em 2009, os investimentos em tecnologia da informação superaram

a cifra de R$ 19,4 bilhões, um aumento de 6% em

O serviço proporciona ao cobrador (cedente)

comodidade (ao ter todas as informações num único lugar), agilidade (o ciclo comercial poderá ser reduzido

para dois dias), rapidez, certeza da entrega, integridade dos dados e segurança e facilidade no envio de instruções. Para o pagador (sacado), os benefícios são facilidade de acesso, sigilo, segurança e certeza do recebimento – e em tempo –, além de automação do processo da área de contas a pagar, no caso específico

de empresas.

da área de contas a pagar, no caso específico de empresas. relação ao ano anterior. As
da área de contas a pagar, no caso específico de empresas. relação ao ano anterior. As

relação ao ano anterior. As despesas correntes, que representam 75% desse montante e são direcionadas para o atendimento da crescente demanda por serviços, cresceram 22% no período.

Nos seis primeiros meses de operação, o DDA registrou um total de 3,5 milhões de clientes cadastrados e 85 milhões de boletos eletrônicos gerados. Essa marca superou as expectativas, que inicialmente eram de alcançar esses montantes em 11 meses. No total,

O

Débito Direto Autorizado (DDA), lançado em novembro

33 bancos integram o DDA, responsáveis por 99,2%

de

2009, é um exemplo recente da vanguarda do setor.

do volume de boletos emitidos no Brasil, e estão

Trata-se de um sistema inédito no mundo que permite

trabalhando para conscientizar seus clientes sobre as

a

apresentação eletrônica de boletos de cobrança. O

vantagens de aderir ao DDA. A previsão da FEBRABAN

sistema foi desenvolvido pela FEBRABAN, com o apoio do Banco Central, tendo a CIP (Câmara Interbancária de Pagamentos) como seu braço tecnológico.

é de que, em três anos, 50% dos boletos de cobrança sejam eletrônicos. Atualmente, esse percentual está entre 7% e 8%.

28

FEBRABAN – Relatório Anual 2009

Atendimento e Serviços a Clientes
Atendimento e Serviços a Clientes
28 FEBRABAN – Relatório Anual 2009 Atendimento e Serviços a Clientes 28

28

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 29

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 29 Ajustes de rota Os bancos trabalham para adotar uma A

Ajustes de rota

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 29 Ajustes de rota Os bancos trabalham para adotar uma A

Os bancos trabalham para adotar uma

A

FEBRABAN intensificou, nos últimos anos, o

Até dezembro de 2009, aderiram ao Sistema de

atitude mais equilibrada na construção

desenvolvimento de ações que imprimem maior

Autorregulação Bancária o Banco do Brasil, a Nossa Caixa,

de relações com seus clientes, buscando

transparência, visando à melhoria do relacionamento

o

Banpará, o BIC, o Bradesco, a Caixa Econômica Federal,

a excelência nos serviços prestados e na

com seus clientes. Essa trajetória ganhou força,

o

Citi, o HSBC, o Itaú Unibanco, o Santander, o Safra, o

gestão dos canais de atendimento.

especialmente, a partir de 2007, com o lançamento do STAR (Sistema de Divulgação de Tarifas de Serviços Financeiros), e, em dezembro de 2008, passou a contar com mais um importante aliado: o Sistema de Autorregulação Bancária.

Sicredi, o Toyota e o Votorantim. Além do próprio Código de Autorregulação, que define as bases de operação do sistema, já foram implementadas oito normas, que regulam, de forma voluntária, a conduta dos bancos nos seguintes aspectos:

Com regras norteadas pela ética e pela legalidade, pelo respeito ao consumidor, pela comunicação eficiente e pela melhoria contínua, o sistema de

autorregulação formaliza os princípios comuns a todo

o setor bancário no que se refere ao cliente pessoa

física. A elaboração das regras foi baseada nas leis e nos regulamentos do Sistema Financeiro Nacional, nos princípios do Código de Defesa do Consumidor

e nas demandas dos clientes registradas nos canais de atendimento dos bancos e nos Procons de todo

o País. O sistema é monitorado pelo Conselho de

• Atendimento: nas agências, por telefone, no caixa eletrônico, na Internet e pela Ouvidoria;

• Oferta e publicidade: práticas comerciais, taxa de juros e tarifas;

• Contratação: procedimentos e cancelamento de contratos;

• Conta-corrente: abertura de contas, conta simplificada e conta especial de registro de salário;

Autorregulação da FEBRABAN (saiba mais na pág. 11).

• Movimentação de conta-corrente: extrato bancário, depósito e transferência de valores, débito automático e

O

projeto de autorregulação é de longo prazo

cartão de crédito;

e

pretende complementar a regulação vigente,

especificando as condutas que devem ser seguidas pelo setor bancário. Em 2009, as estruturas normativas foram ampliadas, e os primeiros processos de supervisão começaram a ser executados em 2010, incluindo a criação de uma central de atendimento que atuará como um canal de denúncias para os consumidores que quiserem comunicar à FEBRABAN eventuais infrações dos bancos às normas de autorregulação.

• Encerramento de conta: encerramento de conta sem movimentação espontânea ou iniciativa do consumidor, encerramento de conta por iniciativa do banco;

• Crédito: dificuldades financeiras, cadastro e serviços de proteção ao crédito;

• Sigilo e segurança: confidencialidade, segurança de informações e operações e responsabilidade por perdas.

30

FEBRABAN – Relatório Anual 2009

30 FEBRABAN – Relatório Anual 2009 Ações de atendimento bancário Sistema “STAR” Canais de atendimento

Ações de atendimento bancário

Sistema “STAR” Canais de atendimento Encerramento de Sistema conta-corrente “BuscaBanco” 09/2007 09/2007
Sistema “STAR”
Canais de atendimento
Encerramento de
Sistema
conta-corrente
“BuscaBanco”
09/2007
09/2007
01/2008
Ferramenta, no site da
FEBRABAN na Internet, de
informação ao consumidor sobre
tarifas de serviços bancários.
Permite a comparação, numa só
tela, dos valores praticados para
um mesmo serviço por mais de
30 bancos.
Numa só página no site da FEBRABAN,
o consumidor tem informações
sobre o acesso aos diversos canais de
atendimento de mais de 30 bancos.
Estão disponíveis endereços eletrônicos,
números de telefone e horários de
funcionamento de atendimentos pela
Internet, SACs e ouvidorias.
06/2008
Lançamento do Roteiro
de Procedimentos para o
Encerramento de Contas-
correntes, que busca
padronizar o serviço em
todo o sistema bancário.
Localização
imediata, pelo site
da FEBRABAN, de
qualquer agência ou
posto de atendimento
bancário, em todas as
cidades do País.

12/2008

Diretiva de atendimento em agências

Lançamento da Diretiva de Atendimento em Agências, estabelecendo novos e mais elevados padrões de atendimento na rede de agências bancárias.

Star

Antes mesmo que a regulamentação sobre tarifas entrasse em vigor, a FEBRABAN

já havia lançado, em setembro de 2007, o STAR (Sistema de Divulgação de

Tarifas de Serviços Financeiros). o sistema, disponível na Internet e que recebe aproximadamente 3 milhões de visitas ao ano, fornece informações e permite a comparabilidade entre tarifas de serviços praticadas por 30 bancos. o consumidor tem acesso aos valores individuais de serviços e dos pacotes e à indicação sobre o que é gratuito, além de um simulador que permite ao cliente estimar o quanto ele vai pagar pela utilização dos serviços adicionais que pretende utilizar.

Inicialmente, foram identificados os 46 serviços mais utilizados pelos clientes pessoa física. Desde 2008, a classificação segue uma norma do Banco Central para tais serviços, que estabeleceu quatro grupos: essenciais, prioritários, especiais e

diferenciados. No site www.febraban-star.org.br estão os preços de tabela, ou seja, sem eventuais descontos que as instituições podem dar aos clientes, bem como

a regulamentação existente. Para 2010, a meta é incluir no sistema os preços dos pacotes oferecidos pelas instituições.

os preços dos pacotes oferecidos pelas instituições. Tarifas: o que são e por que cobrá-las Um

Tarifas: o que são e por que cobrá-las

Um dos temas de maior visibilidade na relação dos

bancos com o consumidor é a cobrança de tarifas.

Atualmente, existe um vasto leque de serviços prestados

pelas instituições financeiras, que vai desde crédito de

salários, transferências eletrônicas disponíveis (TEDs) e

agendamento de transações e investimentos até saques,

depósitos e pagamentos de aposentadorias. A busca por

esses serviços cresceu significativamente nos últimos

anos. Em 2009, as transações realizadas em bancos

somaram 47,5 bilhões, crescimento de 7% sobre 2008.

Como toda prestação de serviços, aqueles oferecidos

pelos bancos também são tarifados. Por muitos anos,

na época da hiperinflação, não era possível calcular com

segurança o real custo dessas ofertas. A partir de 1994,

com a estabilização monetária, foi possível fazer essa

mensuração e iniciar a cobrança pelos serviços prestados,

de forma clara e justa, buscando o equilíbrio econômico-

financeiro do negócio.

A última regulamentação sobre cobrança de tarifas foi

editada pelo Conselho Monetário Nacional e pelo Banco

Central em dezembro de 2007, entrando em vigor em

abril de 2008. As medidas padronizaram a nomenclatura

dos serviços mais utilizados pelas pessoas físicas e a

que as tarifas se referem. Além disso, foram definidos

os serviços essenciais gratuitos, tanto os relacionados

à conta-corrente – como fornecimento de cartão de

FEBRABAN – Relatório Anual 2009 31

Autorregulação

bancária

01/2009

Todos os normativos do Sistema, na íntegra, no site da FEBRABAN, para pleno acesso por todos os usuários da rede.

Workshop “Aprimorando o Atendimento nas Agências Bancárias” Campanha “Falando com seu Banco” 03/2009
Workshop “Aprimorando o
Atendimento nas Agências Bancárias”
Campanha “Falando
com seu Banco”
03/2009
03/2009
04/2009
Evento voltado a gestores de qualidade
de rede de agências e de varejo, para
mostrar em detalhes o trabalho em
parceria com o Sistema Nacional de Defesa
do Consumidor. Nele foi apresentada
e discutida a “Diretiva de Atendimento
em Agências Bancárias”.
Anúncios no rádio e na mídia
impressa que incentivam a
população a utilizar os canais
de comunicação que os bancos
colocam à disposição de seus
clientes, como as agências, os
SACs e as ouvidorias.

Cartilha “Use Melhor o seu Banco”

Dirigida ao público em geral, com orientações e dicas para melhor utilização dos serviços prestados pelos bancos, de modo a propiciar um atendimento mais célere e eficaz.

de modo a propiciar um atendimento mais célere e eficaz. As tarifas cobradas pelos bancos como

As tarifas cobradas pelos bancos como remuneração dos serviços prestados são distribuídas para outros agentes econômicos, ou seja, eles não ficam com todo o recurso. De cada R$ 1 recebido em receitas brutas de tarifas, apenas 12% a 15% são revertidos, efetivamente, em lucro líquido para os bancos

débito e dois extratos mensais – como aqueles ligados

à poupança, como consultas via Internet e dois saques

mensais. As novas regras determinam que os valores

podem ser alterados a cada seis meses e que a criação de

novas tarifas só pode ocorrer com a aprovação do Banco

Central. Os principais objetivos da regulamentação foram

possibilitar a comparação entre os serviços oferecidos

pelos bancos e, assim, aumentar a transparência para as

pessoas físicas e a escolha consciente entre as ofertas

disponíveis. A regulamentação não impede os bancos de

criar pacotes específicos para atender às necessidades

de cada público, às suas estratégias de marketing e à

demanda de seus clientes. Com isso, a concorrência

manteve-se acirrada.

Após dois anos de vigência da regulamentação, um

levantamento elaborado pela FEBRABAN com 20

instituições financeiras apontou um balanço geral do

comportamento das tarifas bancárias no período. Dos

da conta poupança (diminuição de 5,8% para as

transações realizadas nos caixas das agências e de

8,2%, nos caixas eletrônicos); extrato mensal de

conta-corrente ou conta poupança no caixa das

agências (15,8%); e segunda via de cartão de débito

(10,9%). No intervalo de tempo avaliado, apenas seis

serviços registraram aumento nas tarifas, como a

confecção de cadastro para início de relacionamento

(56,2%) e o adiantamento a depositantes (4,2%).

Para um serviço (emissão de folha de cheque), a

variação foi zero. Para efeito de comparação, no

período de abril de 2008 a março de 2010, a inflação,

medida pelo IPCA, do IBGE, foi de 10,5%.

Outro ponto relevante é o questionamento quanto

à participação das tarifas cobradas de pessoas

físicas em relação às receitas totais das instituições

financeiras. Segundo cálculos dos grandes bancos

que atuam no varejo, elas representam apenas um

Canais de solução

Construir e manter um relacionamento transparente

entre o setor e o Sistema Nacional de Defesa do

Consumidor (SNDC) também está entre as metas

da FEBRABAN. Para isso, promove a aproximação

e o debate constante de ideias com o SNDC,

participando ativamente de todos os eventos e

fóruns direcionados aos direitos dos consumidores.

A contratação de profissionais com experiência no

tema para ocupar cargos executivos na entidade

tem contribuído para a construção do diálogo e a

promoção de uma prestação de serviços dentro dos

padrões de conduta que os clientes querem e de

que precisam.

A implementação das ouvidorias, criadas pelo Banco

Central em 2007, e as mudanças do SAC (Serviço de

Atendimento ao Consumidor), regulamentado pelo

Decreto 6.523, em 2008, são exemplos de como os

bancos estão trabalhando para rever seu papel e suas

30

serviços bancários cuja cobrança foi regulamentada,

terço da receita total com tarifas. A maior parte

responsabilidades na defesa do consumidor, em uma

23

registraram redução de tarifas. Os destaques

das receitas provém, na verdade, de serviços que

atitude positiva em relação à busca de excelência

foram os serviços de transferências entre contas de

uma mesma instituição financeira no terminal de

autoatendimento e em outros meios eletrônicos

(redução de 42,8%).

As tarifas de outros serviços bastante utilizados pelos

clientes também caíram: saque da conta-corrente e

têm crescido de forma expressiva nos últimos anos,

como arrecadação, administração de recursos de

terceiros, lançamento de ações, debêntures e notas

promissórias e operações de comércio exterior e

câmbio, como resultado da abertura e da maior

exposição da economia brasileira ao mercado de

capitais e ao comércio internacional.

nos serviços prestados. Os resultados dos esforços

de adequação às novas regulamentações já

começaram a render bons frutos. O diálogo e a

construção de soluções conjuntas para os principais

problemas identificados representam fatores

primordiais desta nova etapa de relacionamento

entre os bancos e o SNDC.

32

FEBRABAN – Relatório Anual 2009

32 FEBRABAN – Relatório Anual 2009 Ainda há grandes desafios para melhorar a comunicação com os
Ainda há grandes desafios para melhorar a comunicação com os clientes
Ainda há grandes desafios
para melhorar a comunicação
com os clientes

BuscaBanco

o serviço BuscaBanco (www.febraban.org.br/buscabanco), da FEBRABAN, registrou 4,8 milhões de acessos em 2009, um aumento de mais de 70% sobre os 2,8 milhões registrados em 2008. A ferramenta foi criada em 2007, para fornecer informações a respeito de feriados bancários e localização de agências e postos de atendimento. Por meio de mapas e serviços de localização por satélite, os usuários podem identificar o endereço das cerca de 19 mil agências e dos 41 mil postos de atendimento, com a opção de seleção por banco.

postos de atendimento, com a opção de seleção por banco. A FEBRABAN reconhece que ainda há

A FEBRABAN reconhece que ainda há grandes

desafios, como melhorar a comunicação com os clientes. Em 2009, o lançamento das campanhas publicitárias “Falando com seu Banco” e “Fala que eu

Resolvo” procurou demonstrar a disposição dos bancos não só em resolver os problemas gerados na prestação de serviços, mas também em oferecer fácil acesso

às soluções. Por isso, foram apontadas as diferenças

entre os diversos canais de atendimento disponíveis. Fundamentalmente, o atendimento telefônico é muito utilizado para se fazer negócios ou operações do dia

a dia – é o chamado “banco por telefone”. Já o SAC

tem como função receber reclamações e pedidos de cancelamentos e dar esclarecimentos sobre produtos e serviços ofertados ou contratados.