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Pedro Bastos

Saúde, Condição Física,


Nutrição e
Exercício em
Sociedades
Primitivas
As necessidades nutricionais, dietéticas de um indivíduo (como (vide tabela 1 para esclarecimento
bem como de actividade física, de por exemplo o polimorfismo sobre evolução do homem). Na rea-
sono e de exposição solar de qual- MTHFR 677CC 44, que diminui a lidade, estudos genéticos e antro-
quer ser vivo (incluindo o homem) quantidade necessária de Ácido pológicos indicam que todos os
são determinadas geneticamente, Fólico44; as mutações no gene HFE seres humanos da Europa, Ásia,
motivo pelo qual está a ganhar cada - [C282Y, H63D, S65C], que po- Oceânia e América têm uma ori-
vez mais aceitação no seio da co- dem levar à hemocromatose gem africana comum 48-62 , numa
munidade científica1-19 e entre mé- [acúmulo tóxico de ferro nos teci- população de Homo Sapiens de
dicos20-24 e nutricionistas25-29, a teo- dos]45, 46; e a deficiência da enzima pouco mais de 1 milhar de indiví-
ria de que as profundas alterações glicose-6-fosfato desidrogenase – duos59, que terão emigrado para a
ambientais, sociais e culturais que G6FD, que torna a fava um alimen- Eurásia há cerca de 56.000 anos59,
ocorreram nos últimos 10 mil anos, to a evitar pelos indivíduos com e essa teoria é reforçada pelo facto
que se iniciaram com a agricultura esta mutação 47 ), a maioria do de haver menor diversidade gené-
e domesticação dos animais e se genoma humano é composto por tica entre seres humanos à medida
agravaram após a Revolução In- genes seleccionados durante o que nos afastamos do continente
dustrial, são demasiado recentes, Paleolítico 4,7,9,19,38, em África 48-62 africano 55,60,63-67.
numa escala evolucionista, para Tabela 1. Cronologia da evolução do género Homo e respectiva dieta
que o genoma humano se tenha
adaptado.

De facto, apesar de se reconhe-


cerem várias alterações genéticas
que ocorreram após o Neolítico30-36,
como a o aumento do número de
cópias do gene AMY1, que codifi-
ca a amilase salivar 37 , várias
hemoglobinopatias38, a persistência
da lactase na idade adulta – ALP39-43
(que se encontra em, aproximada-
mente, 25% da população mundi-
al 39) e outros polimorfismos que
podem afectar as necessidades
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delos imperfeitos para prevenir
doenças degenerativas crónicas,
cujas manifestações clínicas afectam
os anos pós-reprodução e cuja
patofisiologia pode envolver cente-
nas de genes 70.

Como referem Nesse e


Williams 4 , “a Selecção Natural
nunca poderá redesenhar um me-
canismo. Apenas poderá trazer
ligeiras mudanças quantitativas
nos seus parâmetros.” Esta ideia é
reforçada pelo facto de povos caça-
dores recolectores (C/R), e outros
povos minimamente afectados pe-
los hábitos de vida modernos, exi-
birem marcadores de saúde, com-
posição corporal e condição física
superiores ao que se encontra em
populações de países desenvolvi-
dos, nomeadamente:

• Níveis de colesterol plasmá-


Fonte: Adaptado de Eaton, Cordain e Sebastian38, White et al.49, McDougall et al.50, Stringer e tico total significativamente me-
Andrews51, Currat e Excoffier54, Ramachandran et al.56, Liu et al.59, Eaton68 e Cordain et al.12,69. nores em populações primitivas
versus norte-americanos 79-81;
Além disso, a maioria das alte- D, o que reduz grandemente a ab-
• Menor Pressão arterial
rações genéticas que ocorreram sorção intestinal de cálcio72 (o leite
sistólica (PAS) e diastólica (PAD) em
desde o Neolítico não se deveram contém uma quantidade elevada de
C/R, sendo a média de 100-110
a alterações da dieta e dos hábitos cálcio e pensa-se que este mineral mmHg de PAS e 70-75 mmHg de
de exercício e sono, mas sim a pode oferecer protecção em rela- PAD38, ao passo que as directrizes mais
agentes infecciosos, patologias e ção ao raquitismo, independente- recentes classificam valores de PAS/PAD
condições ambientais adversas30 e mente do status de Vitamina D72-74). de 119/79 como óptimos82, o que
não se destinam a aumentar a Refira-se, ainda, que, contraria- reflecte os valores médios encontra-
longevidade e resistência a doen- mente ao que foi veiculado no po- dos em indivíduos “normais” de so-
ças degenerativas crónicas 70, mas pular livro75 “Dieta do Tipo Sanguí- ciedades desenvolvidas. Refira-se,
sim ao incremento da sobrevivên- neo”, os grupos sanguíneos A, B e ainda, que numa população de Índi-
cia e do sucesso reprodutivo, mes-
AB não surgiram após a Revolu- os Yanomamo, a PAS/PAD era infe-
mo que possam trazer efeitos ad-
ção Agrícola, como resposta a rior a 110/70 mmHg83 e, contraria-
versos nos anos pós-reprodu-
lectinas provenientes de alimentos, mente ao que se verifica em norte-
ção4,19,70,71. Por exemplo, foi teori-
mas sim há, aproximadamente, 4,5 americanos de várias etnias82, neste
zado por Cordain que a ALP tenha
a 6 milhões de anos 76 , devido a grupo de indivíduos, a PAS/PAD não
resultado de malária na África
bactérias patogénicas e vírus77,78. tinha associação com a idade83;
Subsariana 72 (o leite não contém
PABA e é muito pobre em folato, • Maior sensibilidade à insuli-
pelo que uma dieta rica em leite E é importante salientar, que na em populações com estilo de
compromete o ciclo de vida do mutações num gene (como as aci- vida primitivo 84-95;
plasmódio) e raquitismo na Euro- ma referidas), embora sejam extre- • Menor insulinemia em
pa do Norte, devido à reduzida ra- mamente relevantes para a condu- horticultores de Kitava (Papua-
diação Ultravioleta, que por sua ta do médico, nutricionista e Nova Guiné) relativamente a uma
vez diminui a síntese de vitamina fisiologista do exercício, são mo- amostra de suecos88;

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• Leptinemia substancialmen- Refira-se que quando estes po- mente referem que a vida dos nos-
te mais baixa em C/R do que em vos são aculturados e adoptam o sos antepassados do Pleistoceno e
agricultores 89 , horticultores de estilo de vida moderno, o seu risco dos C/R actualmente existentes era
Kitava versus amostra de suecos96 de doenças degenerativas cró- bruta, dura e curta, o que não é um
e nos Índios Ache do Paraguai em nicas é semelhante ou até superior argumento válido, uma vez que a
relação a uma amostra de corredo- ao de populações urbanizadas38,93,92- esperança média de vida é um in-
94,133,134,146-163
res norte-americanos97; , revertendo-se quando dicador falacioso, pois é altamente
• Menor Índice de Massa Cor- voltam ao seu estilo de vida primiti- influenciado pela mortalidade in-
poral em C/R e outros povos não vo95,164. Tal facto mostra que a su- fantil, que hoje é menor, graças ao
ocidentalizados98 em relação a paí- perioridade dos C/R e outros povos saneamento básico, vacinação e
ses industrializados 99,100; primitivos, em termos de saúde, melhores cuidados de saúde e não
composição corporal e condição fí- devido a um estilo de vida mais
• Menor Rácio (Perímetro da
sica, não se deve aos genes, mas sim saudável 70,71. E foi estimado que,
Cintura [cm] / Altura [m] ) em in-
ao ambiente. E, também, permite em sociedades de C/R, 20% dos
divíduos de Kitava versus Suecos96;
concluir que não existe adaptação indivíduos ultrapasse os 60 anos,
• Menor prega tricipital [mm] genética que proteja de doenças sem sinais e sintomas das doenças
em C/R relativamente a norte-ame- degenerativas crónicas os povos degenerativas crónicas que afligem
ricanos 79; que adoptaram o estilo de vida os idosos de sociedades mais de-
• Maior Consumo Máximo de moderno125. Na realidade, dois in- senvolvidas70. Por outro lado, a inci-
Oxigénio em C/R e pastoralistas divíduos aparentemente muito di- dência de diversas doenças degene-
relativamente a norte-americanos79; ferentes, quando expostos ao mes- rativas crónicas (p.e. Síndrome Meta-
• Maior acuidade visual em C/R mo ambiente moderno (como die- bólica) ocorre hoje em populações
e horticultores101; ta ocidental, inactividade física, cada vez mais jovens70,71, enquanto que
• Menor incidência de sono inadequado, exposição solar em sociedades de C/R estas patolo-
fracturas em populações rurais insuficiente, poluição, etc.) terão gias são raras ou inexistentes, como
versus populações urbanas 102-104; alterações na expressão de uma já atrás foi referido. Finalmente, de-
subpopulação de genes que leva- verá ser referido que os registos fós-
• Menor incidência de fractura
rão sempre, em ambos os casos, a seis mostram que quando as socie-
nos habitantes de Papua-Nova
um fenótipo subóptimo, mas dades de C/R fizeram a transição para
Guiné versus ocidentais105,106;
que poderá ou não ser considera- a Agricultura, o seu estado de saúde
• Melhores marcadores de do patológico, dependendo do deteriorou-se134 e a sua longevidade
saúde óssea em C/R relativamente genótipo 69,165-167. Tal facto permite diminuiu 168.
a agricultores primitivos e habitan- concluir que o ser humano está
tes de países desenvolvidos 107-120, mais adaptado para o estilo de vida Mas qual foi o ambiente que
com excepção dos Esquimós do dos C/R do Pleistoceno do que moldou o nosso genoma? Através
Alasca e Canada, onde a densida- para as típicas recomendações da análise anatómica, biomecânica
de mineral óssea é baixa quando nutricionais e de actividade física e isotópica dos esqueletos de vári-
comparada com a registada nos de várias instituições de saúde. os hominídeos, da avaliação arqueo-
caucasianos americanos e cana- lógica dos locais em que habitaram
dianos, e onde a perda óssea também Usando esta premissa como e recorrendo a estudos etnográficos,
se inicia mais cedo e progride a uma base, é, assim, possível, em conju- que analisaram as 229 sociedades de
velocidade maior 121-124; gação com estudos epidemioló- caçadores recolectores que ainda
• Incidência muito baixa de gicos, teciduais, animais e de inter- persistiam no século XX (e que re-
doenças degenerativas crónicas – venção em humanos, fazer reco- presentam o que mais se aproxima
como diabetes tipo 238, 70,79,86-88,125, do- mendações nutricionais e de exer- do Homo Sapiens do Paleolítico),
enças cardiovasculares38,69,70,79,94,125-137, cício e actividade física que este- Cordain et al.69,133,169-172 e Eaton et
câncer79,138-143 e inclusive acne144 – jam em sintonia com a fisiologia al.68,70,173 concluíram que, apesar de
em C/R, quando comparados com humana e, desta forma, alcançar terem existido diferentes dietas e
habitantes de países ocidentais38,69, um estado de saúde óptimo. estilos de vida (de acordo com a
70,79,125,133,134,138,139,145
e até indivíduos do latitude, época do ano e nicho eco-
Antigo Egipto79,139 e da Idade Média139. Críticos desta noção frequente- lógico explorado), estes possuíam
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características universais comuns, actividade física regular (vide ta- sária para obter alimento, construir
como a exposição solar regular e bela 2), uma vez que esta é neces- abrigos e para defesa 167,171,172.

Tabela 2. Dispêndio de energia em primatas (incluindo humanos)

TMB – Taxa Metabólica de Repouso


TEG – Total de Energia Gasta
AF – Dispêndio energético proveniente da Actividade Física
Fonte: Adaptado de Cordain et al.171

Fontes de alimento utilizadas comuns (vide tabela 3).

Tabela 3. Alimentos consumidos no Pleistoceno

Fonte: Adaptado de Cordain et al.12,69,169 e Sellen174.

Há cerca de 11 mil anos atrás, a dieta que moldou o genoma hu- suas características nutricionais se
no Médio Oriente, iniciou-se a re- mano durante 2,4 milhões de alteraram radicalmente 12,69, o que
volução agrícola (ver tabela 1), o anos69, mas foi a partir da revolu- tem implicações diversas na saúde
que veio mudar significativamente ção industrial (vide tabela 4) que as e performance, designadamente:

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Tabela 4. Cronologia do consumo quantidades, começando já a ser cada tipo de ácidos gordos133,216,217
de alguns alimentos recomendado, de forma rotineira, e que a maioria da gordura ingerida
1,2-2 g/kg/dia 179-182, provinda de pelos C/R do Paleolítico era
proteínas de elevado valor bioló- monoinsaturada, o que tem um
gico (carne, peixe, lacticínios, efeito benéfico no perfil lipídico133
ovos) 182. E idosos poderão neces- e que o consumo de ácidos gordos
sitar de uma dose diária superior à trans era nulo ou muito reduzido133
DDR para evitar a sarcopenia183,184 e o de ácidos gordos saturados
e osteopenia 185,186, em especial no moderado 170 , em que o ácido
contexto de uma dieta com carga esteárico (que tem um efeito neu-
ácida negativa 187, pelo que o re- tro no perfil lipídico 133) represen-
gresso à dieta com maior aporte de tava cerca de 50% destes133.
proteína, característica do Paleolí-
tico169, poderá ser útil. Além disso, Não entanto, atletas necessitam
dietas hiperproteicas (> 20% do to- de maiores quantidades de glíci-
Fonte: Adaptado de Cordain et al.12,69 tal calórico 188) demonstraram me- dos218 do que C/R (que usam como
lhorar o perfil lipídico189-199 e a sen- principais fontes energéticas as re-
Distribuição energética de sibilidade à insulina 95,190,193 , ser servas intramusculares de triglicé-
macronutrientes uma estratégia útil no combate à obe- ridos 10,218,219), pois realizam esfor-
sidade200-202 e à hipertensão203-206 e ços com intensidades superio-
A repartição energética de ma-
diminuir o risco de enfarte 207, de res 153,179. Assim, poderá ser acon-
cronutrientes das possíveis dietas selhável, dependendo do tipo de es-
hiperhomocisteínemia 208 e de
seguidas no Pleistoceno difere das forço, aumentar em alturas específi-
aterosclerose209, sem afectar adver-
recomendações oficiais e da apre- cas (de acordo com a periodização do
samente a função renal em indiví-
sentada por dietas populares e pela treino adoptada), o consumo de
duos sem patologia renal pré-exis-
dieta seguida por populações oci- glícidos, em detrimento dos lípidos e,
tente210-214. Não obstante, existe um
dentalizadas, como se constata na limite hepático de síntese de se necessário, da proteína.
tabela 5.
Tabela 5. DDRs de Macronutrientes e Fibra e repartição dos mesmos Quantidade de aminoácidos de
em várias dietas cadeia ramificada

Uma dieta, cuja base seja cere-


ais, como a típica dieta de muitos atle-
tas (em especial de endurance)218
fornecerá, inevitavelmente, menor
quantidade de aminoácidos de ca-
deia ramificada que uma dieta com
um consumo elevado de carne ma-
Fonte: Adaptado de Cordain et al.12,69,133,169,170, Eaton68, Bastos175, Abuissa, O’Keefe e Cordain176, National gra, peixe e marisco. Estes, em es-
Academy of Sciences177.
pecial a leucina, regulam a síntese
ureia169,215 (2,6 - 3,6 g/kg/dia), pelo proteica220,221, e verifica-se, com o
Verifica-se que a ingestão
que não se aconselham ingestões envelhecimento, uma maior resistên-
proteica e lipídica em C/R é mais
proteicas superiores a 2,5 g/kg. cia ao seu efeito222, pelo que pode-
elevada e a de glícidos mais baixa
que o que é considerado “normal” rá ser útil que idosos aumentem a
Quanto ao facto da adopção de
e saudável e do que é tipicamente sua ingestão de leucina, cuja maior
uma dieta primitiva poder originar
recomendado (15% de proteína, 55 ingestão por C/R poderá ser um dos
um consumo de gordura superior
a 60% de glícidos e até 30% de gor- factores explicativos da sua maior
ao que é considerado saudável e,
dura) 178 . percentagem de massa magra.
como tal, poder aumentar o risco
de doença das artérias coronárias, Carga Glicémica da dieta e Fibra
Apesar da DDR para proteína deve ser esclarecido que a quanti-
ser 0,8 g/kg de peso 177, pensa-se dade total de lípidos é bem menos Quer pela menor ingestão de
que atletas necessitam de maiores importante que as proporções de carbohidratos, quer pelo facto das

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fontes destes serem vegetais e fru- rácio ω6/ω3 encontrado nessas die- Carga Ácida da Dieta
tos selvagens (cuja carga glicémica tas era de, aproximadamente, 1/169,
A Produção Ácida Endógena
- CG - é menor que a da fruta o que era semelhante (1/1 a 2/1) ao
Líquida (PAEL) refere-se à quanti-
actualmente consumida), em que o rácio encontrado na dieta tradicio-
dade líquida de ácido (ácido sub-
consumo de cereais (mesmo os in- nal da Grécia (até 1960), que no
tegrais possuem uma CG mais ele- traído da base) produzido diaria-
estudo dos 7 países (EUA, Finlân-
vada que a maior parte da fruta223) mente pelos processos químicos do
dia, Holanda, Itália, Ex-Jugoslávia,
era praticamente nulo, a CG das organismo resultantes do metabo-
Japão e Grécia) apresentou a mais
dietas do Pleistoceno era substan- lismo da dieta8. Em 2002, Sebastian
baixa taxa de DCV217. Em contras-
cialmente menor que a das dietas et al. 8 apresentaram um modelo
te, verifica-se que esse rácio atin-
ocidentais actuais69. Outro factor a fiável de cálculo da PAEL, verifi-
ge, hoje, valores superiores a 10 no
ter em conta é o facto do leite, io- cando que os únicos alimentos ver-
Reino Unido, Europa do Norte e
gurte e queijo fresco, apesar de dadeiramente alcalinizantes são as
EUA, podendo chegar a 50 nas re-
possuírem uma CG reduzida, au- frutas, tubérculos e vegetais 8, ao
giões urbanas da Índia 69,229,230, o
mentarem muito a insulinemia224-228 passo que os cereais, lacticínios,
que pode aumentar o risco de do-
e que esses alimentos não figura- ovos, carne e peixe são acidi-
ença cardiovascular 229,230 , cân-
vam nas dietas primitivas 69 . Do ficantes 8. Utilizando este modelo,
cer 231, doenças psiquiátricas 232 e
mesmo modo, estas dietas forneci- esta equipa analisou 137 dietas pri-
osteoporose233, entre outras patolo-
am mais fibra que a típica dieta mitivas (de 3000 Kcal) constituí-
gias. O ideal é que este rácio se si-
ocidental e talvez mais do que a das, exclusivamente, por carne de
tue entre 1/1 e 4/1 234, o que, para
dose recomendada pela maior par- animais selvagens, ovos, peixe, ole-
atletas é extremamente importante,
te das instituições de saúde e die- aginosos, fruta, hortaliças, raízes e
uma vez que um rácio superior po- tubérculos e a típica dieta america-
tas famosas (vide tabela 5). Isto
derá exacerbar a resposta inflama- na, concluindo que esta última gera
deve-se ao facto da maior parte da
tória resultante de treino intenso e/ uma PAEL bastante superior (+48
fibra na dieta ocidental provir dos
ou lesões 234. mEq/d versus -82 mEq/d)8. Ora, a
cereais, ao passo que nas dietas pri-
mitivas provém de vegetais e fruta, adopção crónica de uma dieta com
Densidade de micronutrientes
que, caloria por caloria, contêm, res- PAEL positiva poderá conduzir à
pectivamente, 8 e 2 vezes mais fi- Caloria por caloria, o peixe, ma- sarcopenia e osteoporose, entre
bra que os cereais integrais69. risco, carne, vegetais e fruta têm mai- outras complicações 236.
or densidade de micronutrientes69,
Este concomitante aumento da face a cereais (em especial refinados), Para se atingir uma dieta que
CG e potencial insulinotrópico da leite (com excepção do cálcio), açú- gere PAEL negativa, dever-se-á
dieta e redução da fibra dietética car e óleos refinados, o que, juntamen- substituir as convencionais fontes
poderá ser uma das causas da mai- te com o empobrecimento dos solos de hidratos de carbono (massa, ar-
or incidência, em sociedades indus- (resultante da agricultura moderna) e roz, flocos e pão), bem como os
trializadas versus C/R, de diversos com os modernos métodos de trans- lacticínios (em especial os queijos,
cancers de células epiteliais (como porte, armazenamento e confecção que originam uma PAEL eleva-
mama, próstata e cólon), síndrome dos alimentos, faz com que uma da236) por vegetais (brócolos e cou-
metabólica, síndrome do ovário percentagem significativa da popu- ves, por exemplo, são uma boa fon-
policístico, doença das artérias lação não satisfaça as necessidades te de cálcio, com uma percentagem
coronárias, obesidade, acne, mio- diárias de diversos micronutrientes de absorção intestinal similar à do
pia e gota69. Poderá, ainda, estar na (incluindo atletas)29,69,235, o que tem leite 237), fruta e tubérculos 236. É,
origem ou exacerbar obstipação, implicações adversas na saúde e na também, extremamente importan-
apendicite, hemorróidas, hérnia performance e pode ser mais um te que se limite o consumo de clo-
de hiato, diverticulite e refluxo factor explicativo da maior incidên- ro, pois é um dos principais
gastroesofágico 69. cia de doenças degenerativas determinantes da PAEL236 e de be-
crónicas e piores indicadores de bidas ricas em ácido fosfórico
Equilíbrio Ómega 6/Ómega 3 (como colas, cujo consumo por
saúde, condição física e compo-
Os AG ω-3 e ω-6 sempre fizeram sição corporal em sociedades mulheres idosas já foi associado a
parte das dietas dos hominídeos e o desenvolvidas 29,69,235 . menor densidade mineral óssea na

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anca236) e optar por águas com um (mama, próstata, cólon, pâncreas e (Treino de Força e Cardiovas-
pH superior a 7. melanoma), asma, doença pulmo- cular)238, a exposição solar regular
nar obstrutiva crónica, disfunção do e de acordo com o tipo de pele e
Outra grande alteração, que só sistema imune, osteoartrose, osteo- latitude (e, caso necessário, a utili-
ocorreu em larga escala nos últimos porose, disfunção cognitiva e, zação de um suplemento de Vita-
100 anos, foi a inactividade física sarcopenia. mina D3, para manter os valores de
generalizada 10,166,167,171-173, que, de 25OHD3 superiores a 30 ng/ml)239,
acordo com Booth 166 , aumenta Conclusão sono adequado e com um padrão
o risco de doença das artérias regular e a adopção de uma dieta
coronárias, angina de peito, enfarte A adopção de um estilo de vida semelhante à praticada pelos caça-
de miocárdio, insuficiência cardíaca, que não está em consonância com dores-recolectores do Pleistoceno
hipertensão, acidente vascular cere- aquele que moldou o genoma hu- (peixe, marisco, frutas, vegetais,
bral, claudicação intermitente, mai- mano durante 2,4 milhões de evo- raízes e tubérculos, oleaginosas e se-
or adesão e agregação plaquetária, lução do género Homo poderá au- mentes e suplementada com ovos e
diabetes tipo 2 e síndrome metabóli- mentar o risco de doenças degene- carne de animais alimentados com
ca, obesidade, dislipidemia, cálculos rativas crónicas. Pelo contrário, a vegetais e não cereais) poderá con-
na vesícula, vários tipos de câncer prática regular de Exercício Físico duzir a um estado de saúde óptimo.

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