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São Paulo, 12 de maio de 2005

Depois do personal trainner, é a vez do personal diet


REGIANE MONTEIRO

Ricardo Bakker Serviço oferecido por nutricionistas inclui de cardápio personalizado até
arrumação da geladeira e dispensa

A estudante Michele Cristine Alves Machado, de 18 anos, tentou várias dietas para emagrecer
desde os 14 anos. Como a maioria das mortais, fazia de tudo: dos regimes milagrosos publicados
em revistas às indicações de amigas. Para ela, ir ao consultório de um endocrinologista, além de
chato, era uma verdadeira via-crúcis. Há três anos, Michele resolveu contratar o serviço de uma
nutricionista particular. E, além de emagrecer 25 quilos, garante que aprendeu a se alimentar bem.
“Precisava de alguém pegando no meu pé mesmo”, acredita. “Só assim consegui mudar hábitos e
acompanhar a dieta”, resume.

Para quem ainda não ouviu falar, a nutricionista particular mudou de nome e ganhou a
denominação bem mais chique de personal diet. Em São Paulo, elas proliferam oferecendo os
mesmos serviços encontrados em um consultório médico, mas com alguns mimos — e broncas —
a mais. Tudo para fazer com que pais, filhos e até empregados da casa mudem seus hábitos e
encarem de frente a famosa reeducação alimentar. “A diferença desse trabalho é a aproximação”,
diz a personal diet Cristiane Ruiz Durante, de 29 anos, que também faz parte do Projeto de
Atendimento ao Obeso (Prato) do Hospital das Clínicas. “Entro na vida das pessoas e acompanho
de perto o que elas estão fazendo”, afirma a nutricionista.

A princípio, a consulta com um personal diet funciona da mesma forma que num consultório
médico. A nutricionista vai até a casa do paciente, leva o material como balança e instrumento
DE OLHO: a personal diet Cristiane tirou todos
os doces do campo de visão da
para medir a gordura corporal. Depois da avaliação física, ela começa um verdadeiro questionário
estudante Michele sobre os hábitos do paciente. “Verifico tudo: de quem prepara a comida até o tipo de panela
usada”, diz a personal diet Cynthia Antonaccio, de 27 anos, da empresa Equilibrium Consultoria
em Nutrição e Bem-Estar.

Armários
Nessa etapa, a personal diet vai checar os armários da cozinha e até a geladeira. A idéia é ver se doces e outras guloseimas ficam muito perto
dos olhos e das mãos de quem pretende emagrecer. Por isso, muitas vezes, elas também ajudam a arrumar os armários. Se a família dispõe dos
serviços de uma cozinheira, ela também entra na dança. “Ensino como cozinhar sem óleo, a forma mais saudável de preparar uma carne e
posso até dar aulas e repassar receitas”, explica Cynthia.
Mas não pára por aí. Se o cliente quiser, o personal diet pode até acompanhá-lo em uma visita ao supermercado. Segundo Cristiane, pode
parecer fácil, mas muita gente não tem a mínima idéia de como aproveitar os produtos disponíveis nas prateleiras. Por isso, alguns profissionais
também costumam levar rótulos de embalagens em suas consultas para ensinar o paciente sobre as informações nutricionais contidas em cada
uma delas. “Posso ir ao supermercado com o cliente se for solicitada”, diz Cristiane.
Se a pessoa trabalha fora, o personal diet também organiza os cardápios dos restaurantes e até o que é melhor no refeitório da empresa. Em
alguns casos, pode acompanhar o paciente em uma dessas refeições.
Para ser alvo de tanta atenção, quem procura por uma personal diet precisa estar disposto também a gastar mais. Como em todos os serviços
do gênero, a comodidade de não sair de casa e enfrentar o trânsito para a consulta já é um alívio para muita gente. Mas o preço também é mais
salgado do que uma consulta normal. Não existem tabelas que determinam o valor cobrado por um personal diet. As visitas custam, em média,
de R$ 100 a R$ 150. Na Equilibrium, o pacote com quatro visitas, cardápio personalizado e aulas para cozinheiras custa R$ 800.

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