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RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE - 2009

RELATÓRIO ANUAL DOS ADMINISTRADORES - 2009

2009
Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2009

Relatório de Sustentabilidade

Relatório de Sustentabilidade 2009


Randon Implementos – Caxias do Sul – RS - Brasil Randon Implementos – Guarulhos – SP - Brasil Randon Argentina – Alvear – Santa Fé - Argentina

Randon Veículos – Caxias do Sul - Brasil Suspensys – Caxias do Sul – RS - Brasil Fras-le – Caxias do Sul – RS - Brasil

Fras-le North America – Alabama - EUA Fras-le Asia – Pinghu - China Master – Caxias do Sul – RS - Brasil

Av. Abramo Randon, 770 - CEP 95055-010 - Bairro Interlagos - Caxias do Sul - RS - Brasil
JOST – Caxias do Sul – RS - Brasil Castertech – Caxias do Sul – RS - Brasil Campo de Provas – Farroupilha – RS - Brasil
Fone: +55 54 3209.2000 - www.randon.com.br/ri
RELATÓRIO DE SUSTENTABILIDADE - 2009
RELATÓRIO ANUAL DOS ADMINISTRADORES - 2009

2009
Demonstrações Financeiras em 31 de Dezembro de 2009

Relatório de Sustentabilidade

Relatório de Sustentabilidade 2009


Randon Implementos – Caxias do Sul – RS - Brasil Randon Implementos – Guarulhos – SP - Brasil Randon Argentina – Alvear – Santa Fé - Argentina

Randon Veículos – Caxias do Sul - Brasil Suspensys – Caxias do Sul – RS - Brasil Fras-le – Caxias do Sul – RS - Brasil

Fras-le North America – Alabama - EUA Fras-le Asia – Pinghu - China Master – Caxias do Sul – RS - Brasil

Av. Abramo Randon, 770 - CEP 95055-010 - Bairro Interlagos - Caxias do Sul - RS - Brasil
JOST – Caxias do Sul – RS - Brasil Castertech – Caxias do Sul – RS - Brasil Campo de Provas – Farroupilha – RS - Brasil
Fone: +55 54 3209.2000 - www.randon.com.br/ri
ESTRUTURA OPERACIONAL PRINCIPAIS INDICADORES

Margens financeiras 2008 2009 Var.% RECEITA BRUTA TOTAL


- Milhões de Reais / Sem eliminação das vendas entre empresas
Margem Bruta 27,2 23,4 - 3,8 p.p.
Margem EBITDA 17,0 12,2 - 4.8 p.p.
Margem Líquida 7,6 5,6 - 2,0 p.p.
CAGR 6,8%

Mercado de Capitais 2008 2009 Var.%


China CAGR -18,6%
USA Dividendos + Juros s / capital
Alemanha (R $ p /ação)*
0,3303 0,4145 25,5

Dividend Yield (%)** 1,92% 6,61% 244,3


Retorno sobre o patrimônio
Líquido (%) ***
37,0 17,6 (52,4)
2.842,4 2.890,3 3.595,3 4.551,3 3.703,9
Valor de mercado 31 Dez (R $ bilhões) 1,01 2,53 150,5
México 2005 2006 2007 2008 2009
Argélia Dubai * Deliberações do exercício.
** Deliberações do exercício por ação e a cotação do último dia do ano que
antecede o exercício em análise. RECEITA LÍQUIDA CONSOLIDADA
Quênia *** Relação entre o lucro líquido e o patrimônio líquido ano anterior
consolidados.
- Milhões de Reais

Brasil
Guarulhos CAGR 6,3%
Chile
Caxias do Sul
CAGR -19,3%
África do Sul Cotações das Ações na Bovespa em 31/dez
(código RAPT4) – Em R$ p/ ação

Argentina
CAGR 19,5%
1.936,2 2.021,0 2.530,2 3.059,5 2.469,5

2005 2006 2007 2008 2009


Parques Industriais / Industrial Parks
Escritórios Internacionais / International Offices
LUCRO LÍQUIDO CONSOLIDADO
Unidades de Montagem e CKD / Assembly Units and CKD 7,65 9,60 17,25 6,27 15,58
250
- Milhões de Reais
2005 2006 2007 2008 2009

Centros de Distribuição / Warehouses


200
CAGR 4,0%
150
CAGR -39,9%

100

50

118,5 133,4 173,4 231,1 138,9


• EUA – Randon [Miami/Flórida] e Fras-le
2005 2006 2007 2008 2009
[Farmington Hills – Michigan e Prattville - Alabama]
• México – Cidade do México/DF
PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADO
- Milhões de Reais e ROE
• Chile – Santiago 1000

17,6%
• Argentina – Randon [Rosário] e Fras-le 800
37,0%
[San Martin – Província de Buenos Aires] CAGR 27,5%
33,0%
600
2008 2009 Var.%
• Alemanha – Gelsenkirchen Número de Funcionários 9.434 9.587 1,6
40,0%
400

• Argélia – Argel 47,0%


200
Valores em Reais correntes
• Quênia – Nairobi CAGR: Taxa Média Anual Composta de Crescimento 334,8 525,7 623,0 787,5 884,1

ROE: Retorno sobre o Patrimônio 2005 2006 2007 2008 2009


• África do Sul – Johannesburg
• China – Fras-le [Shanghai e Pinghu/Província de Zhejiang]
• Dubai – Jebel Ali Free Zone
ESTRUTURA OPERACIONAL PRINCIPAIS INDICADORES

Margens financeiras 2008 2009 Var.% RECEITA BRUTA TOTAL


- Milhões de Reais / Sem eliminação das vendas entre empresas
Margem Bruta 27,2 23,4 - 3,8 p.p.
Margem EBITDA 17,0 12,2 - 4.8 p.p.
Margem Líquida 7,6 5,6 - 2,0 p.p.
CAGR 6,8%

Mercado de Capitais 2008 2009 Var.%


China CAGR -18,6%
USA Dividendos + Juros s / capital
Alemanha (R $ p /ação)*
0,3303 0,4145 25,5

Dividend Yield (%)** 1,92% 6,61% 244,3


Retorno sobre o patrimônio
Líquido (%) ***
37,0 17,6 (52,4)
2.842,4 2.890,3 3.595,3 4.551,3 3.703,9
Valor de mercado 31 Dez (R $ bilhões) 1,01 2,53 150,5
México 2005 2006 2007 2008 2009
Argélia Dubai * Deliberações do exercício.
** Deliberações do exercício por ação e a cotação do último dia do ano que
antecede o exercício em análise. RECEITA LÍQUIDA CONSOLIDADA
Quênia *** Relação entre o lucro líquido e o patrimônio líquido ano anterior
consolidados.
- Milhões de Reais

Brasil
Guarulhos CAGR 6,3%
Chile
Caxias do Sul
CAGR -19,3%
África do Sul Cotações das Ações na Bovespa em 31/dez
(código RAPT4) – Em R$ p/ ação

Argentina
CAGR 19,5%
1.936,2 2.021,0 2.530,2 3.059,5 2.469,5

2005 2006 2007 2008 2009


Parques Industriais / Industrial Parks
Escritórios Internacionais / International Offices
LUCRO LÍQUIDO CONSOLIDADO
Unidades de Montagem e CKD / Assembly Units and CKD 7,65 9,60 17,25 6,27 15,58
250
- Milhões de Reais
2005 2006 2007 2008 2009

Centros de Distribuição / Warehouses


200
CAGR 4,0%
150
CAGR -39,9%

100

50

118,5 133,4 173,4 231,1 138,9


• EUA – Randon [Miami/Flórida] e Fras-le
2005 2006 2007 2008 2009
[Farmington Hills – Michigan e Prattville - Alabama]
• México – Cidade do México/DF
PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADO
- Milhões de Reais e ROE
• Chile – Santiago 1000

17,6%
• Argentina – Randon [Rosário] e Fras-le 800
37,0%
[San Martin – Província de Buenos Aires] CAGR 27,5%
33,0%
600
2008 2009 Var.%
• Alemanha – Gelsenkirchen Número de Funcionários 9.434 9.587 1,6
40,0%
400

• Argélia – Argel 47,0%


200
Valores em Reais correntes
• Quênia – Nairobi CAGR: Taxa Média Anual Composta de Crescimento 334,8 525,7 623,0 787,5 884,1

ROE: Retorno sobre o Patrimônio 2005 2006 2007 2008 2009


• África do Sul – Johannesburg
• China – Fras-le [Shanghai e Pinghu/Província de Zhejiang]
• Dubai – Jebel Ali Free Zone
2009
Relatório de Sustentabilidade
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ÍNDICE

09 Mensagem da Presidência

13 Parâmetros do Relatório

17 Perfil Organizacional

29 Governança Corporativa

37 Indicadores Econômico-Financeiros

63 Indicadores Ambientais

85 Indicadores de Desempenho Social

105 Índice Remissivo GRI

109 Administração

111 Endereços e Contatos

113 Expediente
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MENSAGEM DA PRESIDÊNCIA
10

Do Conselho de Administração

Um ano especial

Ao apresentar este segundo Relatório de Sustentabilidade dentro dos


requisitos da Global Reporting Initiative (GRI), as Empresas Randon, na
verdade, retratam os resultados nem sempre tão visíveis de uma postura
inovadora que vem marcando a trajetória bem-sucedida de 60 anos,
comemorados em 2009.

Sem dúvida, 2009 foi um ano especial. Comemoramos seis décadas


com muito trabalho e com o olhar atento aos desdobramentos de um
cenário internacional crítico para o Brasil e para as empresas.

Apesar das adversidades, a Randon bem soube enfrentar mais


uma crise das tantas vivenciadas em sua história e das quais tem saído
fortalecida, tendo, ainda assim, conseguido manter o resultado positivo. E
faz isto graças ao espírito de equipe, à postura inovadora em produto e em
processo e também às boas práticas de gestão e de governança corporativa.
Trata-se de um conjunto de ações que a ajudaram a chegar à liderança.

A par dos esforços em busca de resultados econômico-financeiros, a


Randon cuidou para que o avanço dos negócios encontrasse eco nas áreas
sociais e ambientais. Não é aceitável desconectar o crescimento econômico
do crescimento das pessoas e da preservação da natureza.

Empreender requer persistência. Vamos, então, seguir em frente e


continuar construindo um futuro promissor para as próximas gerações.

Raul Anselmo Randon


Presidente do Conselho de Administração
Randon S.A. Implementos e Participações
10
11

Da Diretoria Executiva

Um passo de cada vez

Tanto quanto atingir resultados econômico-financeiros que remunerem


satisfatoriamente os acionistas, as Empresas Randon continuam
empenhadas em evoluir nos indicadores sociais e ambientais para garantir
a perenidade dos negócios e cumprir a meta de chegar a 2015 entre as cinco
líderes globais do setor de veículos rebocados. Para isso, buscam o sucesso
compartilhado entre acionistas, funcionários, familiares e comunidade,
onde o desempenho econômico-financeiro tem que encontrar consistência.

Aos 60 anos de atividade comemorados durante 2009, a Companhia


registrou uma receita bruta total de R$ 3,7 bilhões. Este desempenho, em
parte, é reconhecido pelos nossos stakeholders sob a forma de prêmios,
distinções e honrarias recebidos com muita satisfação durante este ano.

A crise financeira mundial iniciada em 2008 foi enfrentada com


maturidade e com o necessário preparo para uma nova e promissora
fase de crescimento, fortemente embasado na expansão da infraestrutura
básica nacional. O avanço foi notável também na área social, onde um dos
programas de responsabilidade social, o Florescer, deixou raízes através de
franquias sociais para disseminar o conceito e a prática de que é possível
semear e colher boas ideias.

Na área do meio ambiente, a empresa mostrou que é possível crescer


em harmonia com a natureza. A Castertech Fundição e Tecnologia, o Campo
de Provas e a Unidade de Pintura – projetos ainda em maturação - são
exemplos inegáveis da postura sustentável.

Depois de publicar o primeiro Balanço Social em 1994, a Randon aceitou


o desafio de produzir seu primeiro Relatório de Sustentabilidade dentro
dos requisitos da Global Reporting Initiative (GRI), na versão G3 referente
a 2008. Agora, num só documento publica, conjuntamente, o desempenho
econômico-financeiro referente ao exercício de 2009 e as ações de uma
empresa-cidadã, prosseguindo neste processo de transparência que mostra
seus avanços na verdade das atitudes e dos números.

David Abramo Randon


Diretor Presidente
Randon S.A. Implementos e Participações
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PARÂMETROS DO RELATÓRIO
14

As Empresas Randon enfrentaram o desafio em 2008 que foi o de


dar um passo adiante adotando as diretrizes da Global Reporting Initiative
(GRI) para gerar o primeiro Relatório de Sustentabilidade na sua mais
ampla concepção. De maneira transparente e corajosa, a empresa expôs
as dificuldades e as qualidades de uma empresa que se propõe a produzir
segurança no que transporta, o que exige a adoção continuada e crescente
de uma postura responsável com os públicos envolvidos.

Com base no Relatório de 2008, a empresa definiu e atualizou os


indicadores a partir da análise interna de gestores e líderes de cada área.

A Companhia decidiu prosseguir nesse caminho de mão única e


se apresenta, novamente, através de indicadores, conceitos, definições,
dados e percentuais envolvendo os diversos níveis hierárquicos, áreas e
comitês de gestão para mostrar-se ainda mais a seus públicos: acionistas,
funcionários, clientes, fornecedores, órgãos públicos, comunidade e demais
interessados, que podem contribuir para esta caminhada rumo à abertura
ainda maior através do e-mail: comitesustentabilidade@randon.com.br.

Por se tratar de uma corporação formada por 10 empresas, os


indicadores apresentados, que compreendem o período de 1º de janeiro
a 31 de dezembro de 2009, são parciais ou sem abrangência em todas as
Empresas Randon. Já as informações econômico-financeiras incluem todas
as empresas integrantes, tanto no Brasil, quanto no exterior (Caxias do
Sul, São Paulo, Argentina, Estados Unidos e China) e são auditados pela
Auditoria Ernst & Young. Os indicadores GRI sociais e ambientais envolvem
as empresas com atuação no Brasil.

Estão, contempladas neste relatório, as Empresas:

• Randon S.A. Implementos e Participações

• Randon Implementos para o Transporte Ltda.

• Randon Administradora de Consórcios Ltda.

• Fras-le S.A.

• Master Sistemas Automotivos Ltda.

• JOST Sistemas Automotivos Ltda.

• Suspensys Sistemas Automotivos Ltda.

• Randon Argentina S.A.

• Castertech Tecnologia e Fundição Ltda.

• Randon Investimentos Ltda.


14
15




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2002
“de C C+ B B+ A A+
acordo
com”
Obrigatório

Com Verificação Externa

Com Verificação Externa

Com Verificação Externa

Auto
Declarado

Por
Opcional

Terceiros

Examinado
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PERFIL ORGANIZACIONAL
18

Veículos rebocados, Autopeças e sistemas Serviços


ferroviários e especiais automotivos

• Entre as 10 maiores • Um dos maiores • Entre as cinco maiores


fabricantes mundiais de fabricantes de materiais empresas nacionais de
semirreboques de fricção do Ocidente consórcios para veículos
• Um dos maiores • O maior fabricante comerciais
fabricantes nacionais de nacional de sistemas de • Fornecedora de crédito
vagões ferroviários freios a ar para veículos para produtos próprios e
• O maior fabricante comerciais de terceiros
nacional de caminhões • Líder nacional na
fora-de-estrada até 30 fabricação de materiais
toneladas de fricção, freios a
ar, suspensões, eixos
e componentes de
acoplamento para
veículos comerciais
18
19

Soluções em transporte

A Randon S.A. - Implementos e Participações é uma holding mista,


líder de um conjunto de 10 empresas operacionais que reúnem um quadro
de cerca de 9.587 funcionários (dezembro 2009) e que, em decorrência,
promovem a criação de outros milhares de empregos indiretos na cadeia
de distribuidores e de fornecimento por parte de pequenas, médias e
grandes empresas e em atividade desde 1949. A matriz está localizada na
Av. Abramo Randon, 770, Bairro Interlagos, em Caxias do Sul/RS.

Instaladas num complexo industrial em Caxias do Sul (RS), mantêm


unidades industriais em São Paulo, na Argentina, nos Estados Unidos e na
China. Juntas, as Empresas Randon responderam por um faturamento de
R$ 3,703 bilhões (valor bruto total) em 2009 contra R$ 4,551 bilhões, em
2008. As exportações alcançaram US$ 164,0 milhões em 2009 (US$ 287,0
milhões em 2008).

As Empresas Randon produzem um dos mais diversificados portfólios


de produtos do segmento de veículos comerciais correlacionados com
o transporte de cargas, seja rodoviário, ferroviário ou fora-de-estrada. A
Randon S.A. produz reboques, semirreboques, vagões ferroviários e silos
estacionários, além de caminhões fora-de-estrada, equipamentos florestais
e retroescavadeiras. Durante 2009, a Randon Veículos foi incorporada à
Randon S.A., portanto os indicadores estão integrados a ela e eventualmente
em separado. A Randon marca presença em todos continentes, seja através
das unidades fabris, unidades montadoras, centros de distribuição ou
escritórios internacionais.

Em autopeças, as empresas produzem partes e sistemas para atender


à demanda cativa da Randon e para o mercado de montadoras nacional
e internacional e de reposição: a Fras-le produz lonas e pastilhas de freio
que compõem o conjunto de freio produzido pela Master. Este, por sua vez,
integra o conjunto de eixo e suspensão produzido pela Suspensys. A JOST
produz o conjunto de articulação e acoplamento que une o cavalo mecânico
ao veículo rebocado. A Randon Consórcios comercializa e administra
grupos de consórcios como forma de prover financiamento aos clientes de
produtos finais.

Em operação desde outubro de 2009, Castertech Tecnologia e


Fundição direciona a produção de componentes em ferro fundido nodular
prioritariamente às Empresas Randon. Juntas, exportam para mais de 100
países, contando com uma Rede Internacional de Vendas e Serviços.
20

Parcerias estratégicas

Dentro da sua visão inovadora e para acelerar o processo de


internacionalização, a Randon adotou o caminho das parcerias inter-
nacionais estratégicas. Primeiro foi com a norte-americana ArvinMeritor,
em 1986, através de uma joint-venture com a controlada Master. Depois
veio a alemã JOST-Werke, em 1995, ao constituir a JOST. Em 2002, selou
nova parceria com a ArvinMeritor, desta vez envolvendo a Suspensys.

Estrutura Societária

GRUPO CONTROLADOR

40,7%

Randon S.A.
Implementos e
Participações

100% 45,2% 22,9% 53,2% 51% 51% 100% 100% 100%


100%
Randon
Investimentos

100%

Veículos e Autopeças
Implementos

Serviços
20
21

Mercado

Mesmo tendo enfrentado sem maiores perdas a crise originada nos


Estados Unidos no final de 2008, com reflexos maiores no primeiro semestre
de 2009, a produção nacional de implementos rodoviários concluiu o ano com
o registro de queda de 14,47%, de 138.288 em 2008 para 118.270 em 2009.

Dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos


Rodoviários (ANFIR) mostram que as indústrias associadas em
2009 produziram para o mercado interno 40.509 reboques e
semirreboques (-25,65%) e 74.598 carrocerias sobre chassis (-2,76%).
Em se tratando do mercado externo, as indústrias associadas
em 2009 produziram 3.163 reboques e semirreboques (-55,37%).

Na Linha Pesada (reboques e semirreboques), segmento


mais representativo do portfólio da companhia, a Randon teve um
desempenho superior ao do setor, produzindo 14.419 produtos para
o mercado interno (-18,55%). Em se tratando do mercado externo, a
Randon em 2009 produziu 2.197 reboques e semirreboques (-56,87%).

Exportações por Empresa - 2009 - 2008

2009 2008 ∆%
Randon S/A Impl. e Partic. + SP 62.994 137.288 -54,1%
Randon Veículos 1.422 4.475 -68,2%
VEÍCULOS 64.416 141.763 -54,6%
Master 10.383 27.734 -62,6%
JOST 1.828 9.364 -80,5%
Fras-le 81.011 85.304 -5,0%
Suspensys 6.370 22.800 -72,1%
AUTOPEÇAS 99.592 145.202 -31,4%
TOTAL 164.008 286.965 -42,8%
Valores em US$ Mil
22

PR5 - O cliente está no centro

A boa performance alcançada anualmente pela empresa é fruto


do esforço de uma afinada equipe que olha atentamente para o cliente.
Na Randon, o cliente é soberano. Para ele foi construída uma rede de
atendimento visando a troca direta de informações, o suporte ao frotista
e bem-estar ao motorista. Para isso a empresa mantém a Casa do Cliente,
realiza o Encontro de Frotistas, Pesquisa de Satisfação, Portas Abertas ao
Cliente, Conselho do Cliente ou o tradicional Serviço de Atendimento ao
Cliente (SAC).

A Casa do Cliente Randon é uma estrutura para acolher o motorista


na ocasião da entrega do implemento. Localizada em frente à fábrica,
oferece conveniências como miniauditório para palestras técnicas e filmes,
um escritório de atendimento e visitação às fábricas, além de itens para
o conforto e lazer como jogos e lavanderia. Em média, a Casa recebe 80
motoristas por dia. Somente em 2007 e 2008 este público chegou a 26 mil,
numa média anual de 13 mil profissionais, que já superam os 110 mil desde

a criação do espaço, em 1997. Desde fevereiro de 2010, a Randon estendeu


para os clientes do centro do Brasil uma unidade da Casa do Cliente na
Randon São Paulo com infraestrutura idêntica a de Caxias do Sul.

O Portas Abertas ao Cliente (PAC), implantado na


Randon S.A., já opera há 18 anos tendo recebido mais
de 12 mil clientes do Brasil e do exterior. São visitas
personalizadas às linhas de montagem que propiciam
antever as expectativas do cliente, cuja opinião gera
permanente evolução nos semirreboques e até mesmo
novos produtos sob medida para a necessidade. O PAC
integra um programa maior denominado Clientes na Fábrica
constituído, ainda, do Conselho de Clientes, um canal de
comunicação direto com as áreas de engenharia, marketing
22
23

e pós-vendas. A Randon S.A. convida clientes, formadores de opinião e os


mais representativos de cada região, para ouvi-los e obter informações
sobre o desempenho técnico e da qualidade funcional do produto,
tendências do mercado, imagem da marca e sobre expectativas com
relação a novos produtos. As reuniões acontecem de dois em dois anos
para cada segmento (graneleiro, carga geral, frigorífica, tanque, etc.).

A Randon Consórcios mantém, também, linha direta com o cliente


através dos vários sistemas como a Central de Relacionamento com
atendimento digital 24 horas e que permite a oferta de lances e conferência
de extratos por telefone, entre outros serviços. Via Internet, há ainda a
possibilidade de acesso a todas as informações da conta, oferta de lance,
impressão de segunda via de boletos e retirada de extratos para o Imposto
de Renda.

A Suspensys, de forma pró-ativa, desde 2003, juntamente com Fras-le


e Master, realiza o Encontro de Frotistas, a cada dois anos, reunindo cerca de
100 clientes e/ou potenciais clientes de âmbito nacional, ocasião em que há
troca de informações e percepções sobre o mercado e produtos. A avaliação
da satisfação e insatisfação dos clientes se dá através de pesquisa realizada
desde 2002. Para todas as questões que apresentem índice inferior a 80%,
são elaborados planos de ação, por tipo de clientes, envolvendo as áreas
pertinentes. As respostas com pontuação abaixo de 70% são consideradas
quesitos de insatisfação, passando a ser monitorados, a fim de solucionar
as lacunas detectadas pela pesquisa.

PR1 - Responsabilidade sobre o produto

Segurança do produto, durabilidade, resistência, entre outros itens


são avaliados por todas as Empresas Randon que acompanham as fases do
ciclo de vida de produtos contemplando questões de segurança através de
testes realizados em bancadas e/ou pistas de prova para homologação dos
produtos. Estes aspectos são analisados durante a avaliação de Perigos e
Riscos de Saúde e Segurança e também em FMEAs (Análise dos Modos e
Efeitos de Falha Potencial) realizado tanto para os lançamentos e processos
quanto para alterações em produtos existentes.

Também são avaliados os impactos na saúde e segurança através de


meios tais como emissão de ficha de segurança com informações sobre
os componentes, manuseio do produto, informações toxicológicas e
ecológicas, condições de armazenamento e procedimentos de disposição
final do produto. A Fras-le, inclusive, pela característica diferenciada da
matéria-prima e do produto final, antecipou-se à própria legislação e desde
2002 eliminou o uso de amianto de seus processos.
24

Certificações

Em junho/2009 a Randon S.A., de Caxias do Sul (RS), foi certificada


pela ISO 14001:2004 e a OHSAS 18001:2007 e recertificada na ISO 9001:2008,
o que reforça a preocupação da empresa em melhorar o seu processo
de gestão continuamente, considerando os aspectos de qualidade, meio
ambiente e segurança e saúde ocupacional.

A ISO14001 atesta a responsabilidade ambiental no desenvolvimento


das atividades, além de ser considerada como padrão mínimo para um
Sistema de Gestão Ambiental (SGA). A OHSAS 18001 é a norma voltada para
Segurança e Saúde no Trabalho (SGS), entre outros benefícios proporciona
conformidade com a legislação, melhor gerenciamento dos riscos associado
à saúde e segurança contribuindo significativamente na redução do número
de acidentes. As normas proporcionam ainda maior vantagem competitiva
e melhoria no desempenho geral da organização.

A recertificação da ISO 9001, norma internacional, em vigor na Randon


desde 1998 verifica a gestão da qualidade da organização, deixando de focar
apenas o atendimento à qualidade do produto, mas também planejando
e controlando a melhoria contínua dos processos da própria organização.
Publicada em novembro, a atual revisão 2008 da ISO 9001, traz as alterações
de alguns requisitos em relação à norma anterior mas não altera a essência
da norma que fornece diretrizes básicas para a implementação de um
Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ).
24
25

Qualidade reconhecida

As Empresas Randon receberam, em 2009, uma série de troféus e


distinções para homenagear a empresa e/ou seus executivos, conforme
segue:

• Randon S.A. Implementos e Participações conquistou o Prêmio


Preferência do Transporte Rodoviário, promovido pelo Sindicato
das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas e Logística de
Videira – SC e Região em parceria com o Jornal Estrada;

• Prêmio Dinamismo Exportador na 37ª edição do Prêmio Exportação


RS, promovido pela ADVB-RS, pelo esforço exportador das
empresas Randon, Fras-le e Suspensys;

• Prêmio Fiat Qualitas Awards – 20ª edição onde as controladas


Suspensys e Master foram reconhecidas pela segunda vez
consecutiva, como uma das melhores fornecedoras, na categoria
metálicos, pelo Grupo Fiat do Brasil – Fiat Automóveis, CNH (marcas
Case e New Holland) FPT Powertrain Technologies e Iveco no Brasil
e Argentina;

• Fras-le e Master tiveram seus trabalhos premiados no 9º Colloquium


Internacional SAE Brasil de Freios & Mostra de Engenharia;

• Suspensys foi escolhida a melhor empresa do


setor de autoindústria pela 36ª edição do
anuário Melhores e Maiores, organizado
pela Editora Abril e Grupo Exame;

• Empresas Randon receberam em


julho homenagem da Assembléia
Legislativa do Rio Grande do
Sul pela passagem dos
60 anos da empresa e
também configurando
uma homenagem ao
Empreendedorismo da
Serra Gaúcha;

• Randon Administradora
de Consórcios conquistou o
Troféu Diamante na 14ª edição do
prêmio Qualidade RS, do Programa
Gaúcho da Qualidade e Produtividade
(PGQP);
26

• Randon S.A. Implementos e Participações conquistou pelo segundo


ano consecutivo a primeira colocação do ranking geral no segmento
Peças Automotivas na “As melhores da Dinheiro”, edição 2009, da
Editora Três e da Revista IstoÉ Dinheiro;

• Randon S.A. Implementos e Participações conquistou pela 13ª vez


consecutiva o Prêmio Preferência do Transporte, promovido pelo
Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do Estado do RS
(Setcergs);

• JOST Brasil figurou pelo segundo ano no seleto grupo das 100
Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil, de acordo com os
critérios da pesquisa realizada pelo Instituto Great Place to Work
em parceria com a Revista Época, da Editora Globo;

• Randon S.A. Implementos e Participações figurou pela sétima


vez no ranking da Revista Exame/Você S.A. entre as 150 Melhores
Empresas para Você Trabalhar no Brasil. Pelo segundo ano
consecutivo, foi escolhida como destaque na categoria Cidadania
Empresarial pelas suas práticas de responsabilidade social no que
diz respeito à inclusão de jovens no mercado de trabalho, promoção
de benefícios em áreas como previdência privada, educação, saúde
e participação nos resultados, além de sólidos investimentos em
meio ambiente;

• A Randon S.A. Implementos e Participações foi eleita como um


dos Destaques Regionais na 12ª edição do Prêmio Walter Fredrich
2009, promovido pela Associação dos Profissionais do Mercado
de Capitais (Apimec-Sul), e que visa destacar empresas, pessoas e
entidades atuantes no mercado de capitais dos estados do RS, SC
e PR, pelos trabalhos prestados para divulgação e aprimoramento
técnico do mercado de capitais da região sul;

• A controlada Randon Implementos para o Transporte Ltda., unidade


instalada em Guarulhos (SP), pelo segundo ano consecutivo
conquistou a medalha de prata do Prêmio Paulista de Qualidade de
Gestão – PPQG 2009, na categoria Grandes Empresas, promovido
pelo Instituto Paulista de Excelência da Gestão – IPEG e apoiado
pela FPNQ – Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade e pela
Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo;

• Randon S.A. Implementos e Participações figurou na quarta


colocação no ranking das 100 Maiores do Estado, da última edição
Grandes e Líderes da Revista Amanhã, subindo duas posições em
26
27

comparação com o acompanhamento de 2008. No setor automotivo


ficou entre as três mais rentáveis e entre as 500 Maiores do Sul,
figurou em 18º lugar;

• A controlada Fras-le S.A. foi escolhida como finalista do Prêmio


Febramec Meio Ambiente 2009, destinado às empresas do setor
industrial que desenvolvem projetos voltados à produção limpa e
ao desenvolvimento sustentável, através do case Desenvolvimento
de Material de Fricção Utilizando Materiais Recicláveis;

• A controlada Fras-le S.A. conquistou o Prêmio Inova 2009 apontada


como a melhor pastilha de freio do mercado. O objetivo da pesquisa
foi apurar quais as indústrias de autopeças que mais se destacaram
no mercado de reposição através dos seus produtos e serviços e
foi promovida pela editora Novo Meio e teve abrangência nacional.

• A Randon S.A. foi escolhida como a melhor empresa na categoria


Carrocerias e Implementos para Caminhões, pela sua performance
no segmento, com base no balanço financeiro 2008. A premiação é
organizada pelas revistas Transporte Moderno, Technibus e Global,
segundo classificação no ranking Maiores e Melhores do Transporte
e Logística;

• Medidas pioneiras de responsabilidade socioambiental e de boas


práticas levaram as Empresas Randon, através do projeto Castertech
Fundição e Tecnologia, novo empreendimento do conglomerado,
a conquistar o Prêmio CNI 2009, na categoria desenvolvimento
sustentável, na modalidade média e grande indústria. O prêmio é
uma promoção da Confederação Nacional da Indústria (CNI);

• As Empresas Randon conquistaram o Prêmio AutoData 2009 –


Os Melhores do Setor Automotivo, nas categorias Produtor de
Implementos Rodoviários e Personalidade do Ano, concedida ao
presidente do Conselho de Administração, Raul Anselmo Randon.
Também foi reconhecida como Empresa do Ano.

• Prêmio NTC Fornecedores do Transporte, promovido pela NTC &


Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística)
para Randon S.A. Implementos e Participações na categoria de
fabricante de implementos e carrocerias. Também recebeu o prêmio
NTC de Responsabilidade Social e Ambiental.

• Empresas Randon figuram entre as 100 Melhores Empresas em


Índice de Desenvolvimento Humano e Organizacional – IDHO 2009.
Esta página foi intencionalmente deixada em branco.
GOVERNANÇA CORPORATIVA
30

A Randon S.A. – Implementos e Participações, “holding” controladora


das Empresas Randon, conta com os órgãos clássicos de boa gestão e
governança corporativa representados pelos Conselhos de Administração e
Fiscal, bem como a Diretoria Executiva. Além de coordenar as participações
acionárias das Empresas Randon, o Conselho de Administração tem a
missão de representá-las e orientá-las, otimizando os recursos disponíveis
com base no plano estratégico do grupo que é montado pela alta gestão
com a contribuição de todos os níveis hierárquicos comprometidos com os
resultados.

Com a missão de estabelecer as diretrizes maiores visando a perenidade


dos negócios, o Conselho de Administração é composto pela presidência
(chairman), uma vice-presidência (vice-chairman) e três conselheiros
(board member) independentes pelo conceito Bovespa. Não há vínculos
com a Companhia, em termos empregatícios ou grau de parentesco com os
administradores, exceto participação de capital.

A Diretoria Executiva é profissionalizada. Além do presidente e do vice-


presidente conta, ainda, com dois diretores corporativos.

Atitudes de governança

• Empresa de capital aberto com ações negociadas em Bolsa desde


1971

• Nível 1 na Bovespa

• Fras-le é Nível 1 desde novembro de 2004

• Gestão participativa com disseminação de informações aos


funcionários

• Visitas regulares de investidores e clientes à empresa

• Viagens de atualização e Road Shows nos Estados Unidos e Europa

• Divulgação de resultados através de encontros regulares com a


mídia e convidados

• Apresentação dos resultados econômico-financeiros nas Apimecs


em Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro e em teleconferências

Comitês

A partir de 1992 os Comitês foram constituídos com a missão de


promover a sinergia entre as Empresas Randon, em assuntos estratégicos
e também sugerir à holding melhorias e mudanças que possam contribuir
para o desenvolvimento contínuo da Organização e das pessoas. É uma
30
31

forma de envolvimento e de comprometimento de todos sobre assuntos


que devem ser compartilhados e analisados sob a ótica Corporativa. Os
Comitês dão suporte ao modelo de gestão de trabalho em equipe e também
dão sustentação ao princípio “A Randon Somos todos nós.”

O Comitê Executivo é um órgão não formal de gestão formado pelo


presidente e vice-presidente executivos, CEO e CFO, pelo superintendente
da Fras-le e pelos diretores executivos que respondem pelas áreas de
autopeças, administrativa/finanças e veículos/implementos. Já o Comitê de
Operações é o fórum de discussões de cada comitê e é constituído pelos
diretores de todas as empresas e pelas gerências executivas.

Mais recentemente, em 2008, a empresa também passou a contar com


o Comitê de Sustentabilidade, integrado por funcionários, representantes de
cada um dos públicos com os quais a empresa se relaciona: público interno,
comunidade, meio ambiente, fornecedores, clientes e acionistas. Para
todos, sustentabilidade é assegurar o crescimento dos negócios, buscando
o equilíbrio econômico, social e ambiental e garantindo recursos para as
próximas gerações. Sua missão é propor, alinhar, apoiar e disseminar as
políticas de sustentabilidade das Empresas Randon.

Comitês:
• Comitê Executivo
• Comitê de Operações
• Comitê de Recursos Humanos
• Comitê de Marketing
• Comitê de Planejamento Tributário
• Comitê de Finanças
• Comitê de Suprimentos
• Comitê de Qualidade
• Comitê de Tecnologia
• Comitê de Manufatura
• Comitê de Tecnologia da Informação
• Comitê de Sustentabilidade
32

Conselho de Família

Em funcionamento há 10 anos, foi criado para profissionalizar os


membros da holding familiar DRAMD (nome formado pelas iniciais dos
filhos David, Roseli, Alexandre, Maurien e Daniel) em seu exercício de
acionistas majoritários. A DRAMD conta com estatuto próprio que prevê,
entre outras, as atribuições dos membros, código de ética, definições de
regras para saída de acionistas, além de antever normas para ingresso da
terceira geração no Conselho de Família.

Guia de Conduta Ética

As relações cotidianas das Empresas Randon com seus diferentes


públicos interno e externo são balizadas pelo Guia de Conduta Ética
formalizado em 2006 e com vigência efetiva a partir de 2007. Trata-se de
uma ferramenta de comunicação que mostra os valores e as diretrizes da
conduta profissional, a fim de garantir um relacionamento transparente e
harmonioso com acionistas, clientes, fornecedores, funcionários, governo
e sociedade.

O Guia, disseminado através dos canais internos de comunicação e por


ocasião da integração de novos funcionários, resume a postura ética adotada
pelas Empresas Randon e apresenta as premissas básicas de relacionamento
baseadas na confiabilidade, senso de justiça, respeito mútuo, valorização
do ser humano, motivação e compartilhamento de responsabilidades.
Em primeira instância, o assunto é tratado pelo Comitê
de RH, com representantes de todas
as empresas. Se não
resolvido, o assunto
é levado ao Comitê
de Operações-Corp
constituído por todos
os diretores, e em última
instância o tema chega ao
Comitê Executivo (diretores
corporativos). Persistindo o
impasse pode-se buscar apoio de
árbitro externo. As denúncias são
encaminhadas através do gestor de RH
ou através do canal previsto na SA 8000,
no caso de empresas que possuam esta
certificação (Suspensys).
32
33

Canais de Comunicação com os públicos atendidos – Stakeholders

Investidores - Toda a base de relacionamento está no departamento de


Relações com Investidores (RI), que interage com o investidor institucional
Pessoa Física aos grandes grupos investidores nacionais e estrangeiros.
Com canal de comunicação permanentemente aberto, a Randon tem no
mailing eletrônico, via site www.randon.com.br, sua principal ferramenta.
Produz relatórios anuais, press-releases, teleconferências em português e
inglês e reuniões regulares e/ou visitas de investidores, fundos e clubes à
empresa e apresentações aos analistas de mercado nas Apimecs em São
Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre. Também realiza road shows anuais
nos Estados Unidos e Europa.
A Randon S.A. faz parte dos seguintes índices da BM&FBovespa:
IBRX – Índice Brasil – 100 ações mais negociadas;
IGC – Índice de Ações com Governança Corporativa Diferenciada;
ITAG – Índice de Ações com Tag Along Diferenciado;
SMLL – Índice Small Cap;
INDX – Índice do Setor Industrial.

Perfil de Acionistas - Total de Ações

40,59%
GRUPO
CONTROLADOR
10,89%
PESSOAS FÍSICAS

31,98%
INVESTIDORES
INSTITUCIONAIS
14,15%
INVESTIDORES
ESTRANGEIROS

1,42%
AÇÕES EM TESOURARIA

0,97%
PESSOAS JURÍDICAS
34

Clientes - O Conselho de Clientes e o Programa de Portas Abertas -


PAC são os principais canais de relacionamento com o cliente. A Pesquisa
de Satisfação de Clientes – PSC, realizada anualmente desde 1994, tem
abrangência por linha de produto.

Os assistentes de marketing e a Rede de Distribuidores estrategicamente


localizada em todo o Brasil são outros canais de comunicação, além do
tradicional Serviço de Atendimento ao Cliente - SAC. O atendimento aos
clientes é operacionalizado por meio da Internet ou de telefone 0800 512158
(ligação gratuita).

Funcionários - E-mails, murais, intranet e malas-diretas, além de


jornais internos, reuniões mensais, cafés com a gestão, publicações,
ouvidoria e campanhas internas são alguns dos canais de comunicação
com os funcionários que participam, também, de avaliações de eventos e de
desempenho, além de pesquisa de clima organizacional a cada dois anos.

Comunidade - Na comunidade, a interface se dá através da participação


ativa/apoio/patrocínio a eventos regionais e iniciativas culturais, enquanto
a intranet e as publicações individuais das empresas e a corporativa
(Informativo Empresas Randon) são mais um elo com os funcionários.

Fornecedores - Encontro de Fornecedores e Portal de Fornecedores


são alguns canais de relacionamento da Randon que vê seus fornecedores
como parceiros estratégicos por entender que a cadeia de suprimentos é
um dos pilares da sustentabilidade para o seu crescimento. Os fornecedores
de Matérias-primas, Peças e Serviços e Serviços de Assistência ao Cliente
(Distribuidores), desde 2003 contam com a força-tarefa de Desenvolvimento
de Fornecedores, que em 2004 criou o Manual de Requisitos para
Fornecedores, que é revisado anualmente.
34
35

SO5 - Compromissos com iniciativas externas

Os principais executivos têm participação ativa em diversas e influentes


organizações empresariais regionais, estaduais e nacionais. O objetivo é
exercitar a responsabilidade de defesa dos interesses dos seus respectivos
setores junto às mais representativas entidades de classe.

Um dos resultados recentes desta articulação, que teve a participação


ativa das Empresas Randon desde o início, foi a mudança nas Resoluções
210 e 211 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) sobre normas que
envolvem pesos e dimensões de veículos comerciais, em vigência desde
2007 e que resultou em maior segurança no transporte de carga.

Relacionamento – Principais entidades


• Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários
(Anfir)
• Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (RS)
• Centro de Excelência Empresarial do RS (Cenex)
• Centro e Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul
• Conselho Temático de Integração Nacional da Confederação
Nacional da Indústria (CNI)
• Sociedade de Engenharia Automotiva (SAE Brasil)
• Sindicato Interestadual da Indústria de Materiais e Equipamentos
Ferroviários e Rodoviários (Simefre)
• Associação dos Profissionais de Mercados de Capitais do Rio
Grande do Sul, (Apimec-Sul), do Rio de Janeiro e de São Paulo
• Associação do Aço do RS
• Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material
Elétrico de Caxias do Sul (Simecs)
• Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística
(NTC&Logística)
• Associação Brasileira das Empresas de Capital Aberto (Abrasca)

Associação dos Analistas e Profissionais de


Investimento do Mercado de Capitais
Membro da Association of Certified
International Investment Analysts - ACIIA
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Negócios:

• Mobilidade

• Serviços

Missão:

• Coordenar, representar e orientar as Empresas Randon, otimizando


os recursos disponíveis.

Princípios:

• Cliente Satisfeito

• Lucro, Meio de Perpetuação

• Qualidade e segurança, compromisso de todos

• Tecnologia Competitiva

• Pessoas, Valorizadas e Respeitadas

• Ética, questão de Integridade e Confiabilidade

• Imagem, Patrimônio a Preservar

• A Randon Somos Todos Nós


36

INDICADORES
ECONÔMICO-FINANCEIROS
38

DESEMPENHO GERAL CONSOLIDADO 2009


Comentário Geral

Um olhar detalhado sobre o ano de 2009 revela momentos e situações


bastante distintas. Extremos provocados pelo efeito da crise financeira
mundial, instalada no último trimestre de 2008, e a euforia da retomada
nos três meses finais do ano. O período marca com precisão o momento
de maior cautela no mercado até o retorno mais intenso da atividade:
exatamente um ano.

A crise provocou uma redução forte da demanda, cancelamentos de


ordens de produção e paralisação dos mercados externos. Estes eventos
foram potencializados pela escassez de crédito e a falta de confiança. O
somatório deste cenário desenhou um início de ano bastante difícil para
a Companhia, sem precedentes nos últimos anos. E, embora o ano tenha
sido em sua maior parte desafiador, a postura proativa diante das incertezas
permitiu um desempenho satisfatório no fechamento do ciclo.

Os principais destaques do período foram:

• Receita Bruta Total, antes da consolidação, de R$ 3,7 bilhões, recuo


de 18,6% comparado com 2008;

• Receita Líquida Consolidada atingiu R$ 2,5 bilhões, queda 19,3%


em relação a 2008;

• EBITDA de R$ 300,8 milhões, decréscimo de 42,2% comparado com


2008;

• R$ 138,9 milhões de lucro líquido consolidado em 2009, 39,9%


menos que 2008 apresentando Margem Líquida de 5,6% sobre
receita líquida consolidada.

Durante o momento de maior stress, a Companhia adotou, entre outras


medidas, em consenso com seus colaboradores e sindicato da categoria,
regime de flexibilização de jornada de trabalho, prevendo reduções de
custos, adequação da capacidade e manutenção de empregos. No lado
mercadológico as áreas comerciais foram orientadas a analisar o mercado
e suas possibilidades de forma dinâmica, criativa e inovadora, voltada à
manutenção e ampliação da participação de mercado independente do
segmento.

O retorno da demanda só foi intensificado com o pacote de medidas


anticíclicas (renúncia fiscal, ampliação dos prazos e redução do custo dos
financiamentos) anunciadas pelo governo no final do primeiro semestre. Em
especial os ajustes e benefícios relacionados ao financiamento de veículos
comerciais foram os propulsores da recuperação da demanda no último
trimestre do ano, com avanços significativos nas vendas de caminhões e
veículos rebocados a partir de setembro.
38
39

O fato de estar exposta aos diversos setores da economia permitiu à


Companhia aproveitar os poucos bons momentos do ano em cada setor e
traduzir isto em novas demandas. Cabe destacar alguns pedidos expressivos
na área de rebocados, veículos especiais e vagões ferroviários.

Na esfera dos investimentos foram priorizados os aportes para


conclusão daqueles iniciados anteriormente a 2009. No exercício em análise
foram investidos R$ 123 milhões. Mesmo com os desafios já apresentados,
este nível de investimentos reforça a convicção na retomada do crescimento
e no avanço dos negócios.

A seguir, comentários e indicadores de desempenho detalhados.

Receitas

A receita bruta total (sem eliminação das vendas entre as empresas)


alcançou R$ 3,7 bilhões em 2009, uma queda de 18,6% sobre 2008
(R$ 4,6 bilhões).

A receita líquida consolidada no exercício de 2009 fechou em


R$ 2,5 bilhões, 19,3% menos que no período de 2008 de R$ 3,1 bilhões.

Composição da Receita Líquida Consolidada JAN-DEZ/2009

As vendas entre empresas representaram 14,5% da receita líquida total


contra 13,7% do ano anterior.

2009 2008

Venda
Receita Receita Líquida Receita Líquida
entre % S/ Receita % S/ Receita
Líquida Consolidada Consolidada
Empresas
Randon S.A. Impl. e Participações (Controladora) 994.351 156.607 837.744 33,9% 1.138.406 37,2%

Randon Impl. p/ o Transporte Ltda. 302.967 12.873 290.094 11,7% 169.357 5,5%

Randon Veículos Ltda. 40.613 (11) 40.624 1,6% 116.396 3,8%

Randon Argentina S.A. 28.843 0 28.843 1,2% 66.587 2,2%

Escritórios Internacionais 2.145 2.145 - - - -

VEÍCULOS E IMPLEMENTOS 1.368.919 171.614 1.197.305 48,5% 1.490.746 48,7%

Master Sist. Automotivos Ltda. 272.553 55.191 217.362 8,8% 300.984 9,8%

Jost Brasil Sistemas Automotivos Ltda. 130.395 38.730 91.665 3,7% 150.792 4,9%

Fras-le S.A. (Consolidado) 428.055 16.401 411.654 16,7% 411.826 13,5%

Suspensys Sistemas Automotivos Ltda. 643.835 138.232 505.603 20,5% 660.076 21,6%

Castertech Fundição e Tecnologia Ltda. 25 0 25 0,001% - 0,0%

AUTOPEÇAS 1.474.863 248.554 1.226.309 49,7% 1.523.678 49,8%

Randon Administradora de Consórcios Ltda. 45.930 0 45.930 1,9% 45.054 1,5%

SERVIÇOS 45.930 0 45.930 1,9% 45.054 1,5%

TOTAL 2.889.712 420.168 2.469.544 100,0% 3.059.478 100,0%

Valores em R$ Mil
40

Distribuição da Receita por Segmento

Em 2009 houve queda no desempenho em todos os segmentos de


atuação, sem variações importantes de participação relativa no conjunto
das receitas.

1,86%
49,66% SERVIÇOS
AUTOPEÇAS

2009
48,48%
VEÍCULOS E
IMPLEMENTOS

50,26% 1,52%
AUTOPEÇAS SERVIÇOS

2008
48,22%
VEÍCULOS E
IMPLEMENTOS

Custo dos Produtos Vendidos

O custo dos produtos vendidos representou 76,59% da receita líquida


consolidada ou R$ 1,9 bilhão no exercício de 2009 contra R$ 2,2 bilhões
referentes ao mesmo período de 2008 e que representou 72,8% da receita
líquida.

Lucro Bruto

O lucro bruto chegou a R$ 578,2 milhões no acumulado de 2009 e


representou 23,4% da receita líquida consolidada, uma queda de 30,6%
em relação ao mesmo período de 2008, quando o lucro bruto totalizou
R$ 833,7 milhões ou 27,2% da receita líquida consolidada.
40
41

Despesas Operacionais (Administrativas/Comerciais/Outras)

As despesas operacionais em 2009 representaram 13,5% sobre a


receita líquida consolidada contra 12,4% no ano de 2008, ficando em
R$ 334,6 milhões (R$ 380,4 milhões em 2008). Este acréscimo em termos
percentuais está relacionado à redução mais do que proporcional na receita
no período.

Geração Bruta de Caixa (EBITDA)

O EBITDA (geração bruta de caixa) totalizou R$ 300,8 milhões ou


12,2% sobre a receita líquida do período, enquanto em 2008 registrou
R$ 520,8 milhões ou 17,0% sobre a receita líquida. As margens de lucro
apresentaram queda em virtude da baixa economia de escala, com
descolamento das despesas fixas da redução das receitas, baixo poder de
barganha em virtude do atual momento econômico e com vistas a aumentar
a participação de mercado.

Margens
Margens
27,2%
26,1% 26,5%
25,6%
23,4%
17,0%
15,4%
14,6%
13,3%
12,2%
6,9% 7,6%
6,1% 6,6%
5,6%

2005 2006 2007 2008 2009


Margem Bruta Margem EBITDA Margem Líquida
Obs: Para cálculo do EBITDA a partir de 2009 foi considerada a Orientação OCPC02 – Esclarecimentos sobre as Demonstrações
Contábeis 2008 do Comitê de Pronunciamentos Contábeis baseado na Lei 11.638/07 das Sociedades Anônimas, no que diz
respeito a lançamento do resultado não operacional (R$ 2,0 milhões positivo em 2008) e que agora classifica esta rubrica
juntamente com a de receitas/despesas operacionais.

Resultado Financeiro

O resultado financeiro líquido consolidado (receitas menos despesas)


passou de R$ 35,4 milhões negativos em 2008, para R$ 36,0 milhões
positivos em 2009.

A dívida bancária líquida consolidada que no período de 2008 era de


R$ 333,2 milhões, reduziu para R$ 184,8 milhões no final de dezembro de
2009, o equivalente a um múltiplo de 0,6 do EBITDA. A redução no nível
de investimentos e inversão dos resultados nas operações financeiras
de derivativos passando de negativos para positivos foram os principais
fatores desta mudança.
42

Imposto de Renda e Contribuição Social

O imposto de renda e a contribuição social atingiram R$ 63,1 milhões


no acumulado de 2009 ou 2,6% sobre a receita líquida consolidada (R$ 108,8
milhões em 2008 – 3,6% sobre a receita líquida consolidada), diante do lucro
antes do imposto de renda de R$ 279,6 milhões (R$ 419,8 milhões em 2008).

Resultado Líquido

O lucro líquido consolidado atingiu R$ 138,9 milhões no exercício ou


39,9% menos que o ano de 2008. Isto representou uma queda da margem
líquida (lucro líquido x receita líquida) de 7,6% no ano anterior para 5,6%
em 2009.

Quadro Geral de Desempenho

2009 2008 ∆%

Receita Bruta Total


sem eliminações
3.703.828 4.551.299 -18,6%

Receita Líquida Consolidada 2.469.544 3.059.478 -19,3%

Lucro Bruto Consolidado 578.187 833.690 -30,6%

Lucro Líquido Consolidado 138.950 231.111 -39,9%

Lucro Operacional Próprio (EBIT) - Consolidado 243.632 453.276 -46,3%

EBITDA Consolidado 300.841 520.757 -42,2%

Endividamento Financeiro Líquido Consolidado 184.836 333.205 -44,5%

Resultado Financeiro Líquido Consolidado


Receitas Financeiras - Despesas Financeiras
36.012 (35.399) -

Despesas Administrativas e Comerciais Consolidadas (327.901) (356.084) -7,9%

Lucro Consolidado por Ação 0,86 1,45 -41,4%


Valores em R$ Mil

Exportações

As exportações consolidadas atingiram US$ 164,0 milhões em 2009


ou redução de 42,8% sobre o ano anterior. Essa redução está relacionada à
conjuntura econômica internacional, iniciada com a crise no final de 2008 e
que está em processo lento de retomada.
42
43

Exportações por Empresa

2009 2008 ∆%

Randon S/A Impl. e Partic. + SP 62.994 137.288 -54,1%


Randon Veículos 1.422 4.475 -68,2%
VEÍCULOS E IMPLEMENTOS 64.416 141.763 -54,6%
Master 10.383 27.734 -62,6%
JOST 1.828 9.364 -80,5%
Fras-le 81.011 85.304 -5,0%
Suspensys 6.370 22.800 -72,1%
AUTOPEÇAS 99.592 145.202 -31,4%
TOTAL 164.008 286.965 -42,8%
Valores em US$ Mil

Exportações por Bloco Econômico

25%
MERCOSUL + CHILE

7%
OUTROS
36%
NAFTA

6%
AMÉRICA DO
SUL E CENTRAL

2009
(EXCETO MERCOSUL
E CHILE)

4%
EUROPA

22%
ÁFRICA

38%
MERCOSUL + CHILE
5%
OUTROS

4%
AMÉRICA DO
SUL E CENTRAL
(EXCETO MERCOSUL

2008
E CHILE)

7%
EUROPA

24%
NAFTA
22%
ÁFRICA
44

Investimentos Consolidados

Em 2009 foram contabilizados R$ 123,3 milhões em investimentos. O


ano foi marcado pela conclusão de vários projetos do Plano Plurianual de
Investimentos, para o período 2005/2009.

No 1T09, a Randon iniciou as operações do novo sistema de pintura


E-coat. O processo recebeu investimentos de R$ 70 milhões e incorpora
aos produtos da Companhia diferencial competitivo relevante e inédito
no setor. Já utilizando a nova pintura, e em comemoração aos 60 anos da
empresa, foi lançada a nova Linha Graneleira Série 60 anos, com garantia
diferenciada, de cinco anos, na pintura do chassi. O diferencial de tecnologia
é importante argumento mercadológico no atual momento de mercado.

O ano de 2009 também foi marcado pela conclusão de dois grandes


emprendimentos: o campo de Provas das Empresas Randon e o parque
fabril da Castertech Tecnologia e Fundição, mais nova controlada do
conglomerado e que entrou em operação no 4T09.

A seguir estão relacionados os investimentos totais realizados em 2009:

Investimentos Acumulados 2009

Randon Middle East

IMOBILIZADO
Randon SP

Castertech
Suspensys

Total
Consórcio

Argentina

(Reais Mil)
Veículos
Randon

Master
Fras-le

Jost

Máquinas 9.540 12.760 2.424 1.833 8.163 208 456 6.203 41.587
Prédios 9.223 10.038 3.303 41 5.026 8 4.487 32.126
Terrenos 8 965 973
Ferramentais 5.393 2.721 687 1.512 2.527 37 163 618 13.658
Benfeitorias 2.539 28 77 1.243 3.887
Veículos 1.532 174 44 20 61 376 251 2.458
Móveis e Utensílios 359 274 283 5 109 3 25 6 34 3 337 1.438
Equip. de Laboratório 179 52 293 524
Informática 10.732 831 111 89 139 82 139 28 127 291 12.569
Outros 759 279 (1.993) 2.655 12.357 14.057
TOTAL 40.264 26.826 6.852 3.811 15.984 85 164 (1.653) 3.896 3 27.045 123.277
INVESTIMENTOS
18 1 19
(*)-(Reais Mil)

TOTAL GERAL (Reais Mil) 40.282 26.826 6.852 3.811 15.984 85 165 (1.653) 3.896 3 27.045 123.296

(*) Ações ou cotas outras empresas, incentivos, etc.


44
45

EC1 - Valor Adicionado

O valor adicionado em 2009 (R$ 1,04 bilhão) e 2008 (R$ 1,33 bilhão) foi
assim distribuído:

36,3%
EMPREGADOS
9%
LUCROS RETIDOS
DO EXERCÍCIO

2009
6,7%
PARTICIPAÇÕES DOS
MINORITÁRIOS

4,2%
JUROS S/ CAPITAL
28,5% PRÓPRIO E DIVIDENDOS
TRIBUTOS

15,3%
FINANCIADORES

29,8%
EMPREGADOS

11,9%
LUCROS RETIDOS
DO EXERCÍCIO

2008 5,5%
PARTICIPAÇÕES DOS
MINORITÁRIOS

27,1% 5,5%
JUROS S/ CAPITAL
TRIBUTOS
PRÓPRIO E DIVIDENDOS

20,2%
FINANCIADORES

A tabela com dados completos consta nas notas explicativas que integram as
demonstrações financeiras.
46

DESEMPENHO POR SEGMENTO

Segmento Veículos e Implementos

A história do transporte no Brasil se confunde em parte com a história


da Randon. No ano de 2009, a Companhia completou 60 anos e sua trajetória
é paralela com os avanços logísticos no segmento de transporte no país.

Ao longo deste tempo a Randon tornou-se um grande centro de


desenvolvimento tecnológico e sua linha de produtos apresenta um mix
muito diversificado de soluções para o transporte, seja nas rodovias com
seus veículos rebocados ou fora delas com vagões ferroviários e veículos
especiais.

Este segmento representou 48,48% da receita líquida consolidada


da Companhia, representada pelas empresas Randon S.A. Implementos
e Participações, Randon Argentina S.A. e Randon Implementos para o
Transporte Ltda.

6%
VAGÕES
FERROVIÁRIOS 3%
VEÍCULOS
ESPECIAIS

2009
91%
VEÍCULOS
REBOCADOS
46
47

Veículos Rebocados – Como já mencionado anteriormente, os efeitos


da crise provocaram uma forte redução na demanda. Frente ao mercado
retraído, esforços adicionais foram concentrados na área mercadológica,
com lançamento de novos produtos e novas tecnologias, a exemplo da
Linha 60 anos e a disponibilidade da nova pintura e-coat. Este processo,
embora tenha prejudicado as margens, elevou a utilização da capacidade
e o nível de participação no mercado doméstico encerrado em 35,21% ou
2,18 p.p. superiores a 2008, com 14.259 unidades (Fenabrave/Emplacamentos
Denatran), 3.708 unidades a menos na mesma comparação (17.967
unidades em 2008). Ainda assim, a Companhia sustentou sua posição entre
os 10 maiores fabricantes mundiais (Fonte: Trailer-bodybuilders.com / Holding
Randon / Fras-le).

No setor primário, a safra de grãos foi de 134,4 milhões de toneladas


(Conab/IBGE), com quebra de 7,9% ante os 146 milhões de 2008,
consolidando-se, contudo, como o segundo melhor número da história. O
transporte de grãos voltou a tomar importância maior neste ano nas vendas,
assim como o setor de serviços como construção civil e o escoamento de
etanol e combustíveis fósseis.

Com o mercado mais cauteloso, os atributos tecnológicos e referenciais


de produto como tradição e valor de revenda foram fundamentais na
manutenção e sucesso de vendas importantes de grandes pacotes de
produtos.

Os estímulos fiscais e a redução dos custos de financiamentos


(IPI Zero, Finame PSI) resultaram em forte retomada dos pedidos e
consequentemente da atividade no segundo semestre do ano, criando
um cenário de oportunidade para recuperação de margens no próximo
exercício.

Na exportação o destaque vai para o desempenho dos mercados


africanos, com elevação quando comparados com o exercício anterior. Em
parte, o crescimento se justifica pela pouca exposição ao mercado de crédito
e pelo crescimento da economia local, embora pouco representativa em
âmbito global. Já a América do Sul, tradicional mercado comprador, sofreu
duramente os efeitos da retração econômica, em especial os mercados
chileno e argentino.

Na linha leve, com carrocerias sobre chassi, a Randon vem ampliando


sua participação de mercado com velocidade e tem marcado presença forte
com desenvolvimento de linhas de produtos específica para o segmento.
Conta a favor a presença abrangente dos distribuidores autorizados
espalhados por todo o território.
48

30% 10%
SERVIÇOS INDÚSTRIA

2009
60%
SETOR
PRIMÁRIO

Vagões ferroviários – Embora o mercado total de vagões tenha reduzido


significativamente no ano de 2009, a Randon ampliou sua participação e
encerrou o ano com a produção de 340 unidades, 314% superior a 2008.
Durante a produção deste relatório ainda não havia números fechados
quanto à produção total nacional, mas a estimativa gira em torno de 1.300
unidades, uma queda de 73,68% ante as 4.940 unidades de 2008 (Abifer/
Simefre).

Parte da produção foi originária das negociações feitas em 2008,


envolvendo volume expressivo de produção para a ALL, MRS e Vale.
Ainda, em outubro, a Randon vendeu 300 unidades para o grupo japonês
Mitsui & Co Ltd. para uso da Multigrain na malha da FCA, em trecho de
concessão da Vale, sendo que 90 unidades foram entregues em 2009.

Para o ano de 2010 a Companhia participa de tomadas de preços de


volumes expressivos que podem resultar em produção superior ao exercício
em análise.
48
49

Veículos Especiais –
O enxugamento das linhas de
financiamento durante o primeiro trimestre
de 2009 não prejudicou as vendas nos trimestres
seguintes. Impulsionado, sobretudo, pelos
investimentos em infraestrutura e construção
civil, as vendas de caminhões especiais e
retroescavadeiras encerraram o ano estáveis
quando comparadas com o ano de 2008.

As expectativas positivas para o próximo exercício, no segmento, ficam


por conta da possibilidade de novas compras do governo com programas
do PAC e “Minha Casa, Minha Vida” e os fortes investimentos nas áreas de
saneamento e obras direcionadas aos eventos esportivos como Copa do
Mundo e Olimpíadas.

Veículos e Implementos 2009 2008 ∆%

Receita Líquida Consolidada 1.197.305 1.490.747 -19,7%

Lucro Líquido Consolidado 49.118 124.969 -60,7%

Vendas Físicas:

Veículos Rebocados (un.) 17.039 23.926 -28,8%

Veículos Especiais (un.) 505 510 -1,0%

Vagões (un.) 340 82 314,6%

Segmento Autopeças

A Randon está presente também como uma das principais fornecedoras


de peças e sistemas automotivos para as montadoras de veículos comerciais
e implementadoras do Brasil e no mundo. O segmento é composto pelas
empresas Castertech, Fras-le, Jost, Master e Suspensys e representou
49,66% das vendas líquidas consolidadas, com receita de R$ 1,23 bilhão em
2009.

Em linhas gerais, dois terços das vendas é direcionado para o mercado


OEM (Original Equipment Manufacturer) e o restante é direcionado em partes
proporcionais entre o mercado de reposição e as exportações. As quedas
apresentadas em volumes de produção são em grande parte explicadas pela
performance das produções de veículos rebocados, caminhões e ônibus.
Assim, o desempenho da indústria automotiva doméstica que produziu
123.592 caminhões (-26,1% comparado a 2008), 34.535 chassis de ônibus
(-21,7% em relação a 2008) e 43.656 veículos rebocados (29% de queda
sobre 2008) impactou de forma negativa as vendas no segmento (Fontes:
Anfavea / Anfir-Fenabrave / Holding Randon / Fras-le).
50

44%
SUSPENSÕES

9%
SISTEMAS DE
ACOPLAMENTO

18%
SISTEMAS
DE FREIOS

29% 68%
OEM
MATERIAL
DE FRICÇÃO

17%
REPOSIÇÃO

9%
SISTEMAS DE
ACOPLAMENTO

15%
EXPORTAÇÃO

18%
SISTEMAS
DE FREIOS

68%
OEM

Pela concentrada exposição aos OEMs, o segmento de autopeças


desenvolveu competitividade adequada e velocidade de adaptação aos
diferentes momentos econômicos, graças ao fato de fornecer sistemas
integrados de componentes e não itens isolados. Este modelo reforça
um controle mais apurado da cadeia de suprimentos, reduz os custos de
estoques e exige um processo contínuo de investimentos em P&D, máquinas
e processos.

A velocidade de negociação de incentivos para o setor, por parte das


associações, entidades de classe e sindicatos da categoria, foi o grande
evento para a retomada das vendas, que permaneceram enfraquecidas
grande parte do ano. Tais medidas ainda vigoram no próximo exercício ao
menos até o final do primeiro semestre e contribuem para o bom momento
do setor.

As vendas no mercado de reposição tiveram um bom desempenho,


respaldadas pela maior necessidade de manutenção, uma vez que os
volumes de vendas de produtos novos estiveram em queda. A vocação de
produção OEM acaba gerando frentes de vendas expressivas no mercado
de reposição à medida que os produtos novos envelhecem. Já os volumes
de exportação destinados ao mercado de reposição também apresentaram
bons resultados de vendas.
50
51

Segue como desafio a recuperação dos volumes históricos de


exportação, sobretudo dos destinados ao mercado OEM, prejudicado pela
crise mundial - que afetou a demanda em mercados maduros, como o
europeu e americano. Além disto, a valorização do real torna a tarefa ainda
mais difícil e exige um esforço gerencial bastante intenso a fim de minimizar
as oscilações inevitáveis.

Fundição – Os investimentos na construção da Castertech praticamente


foram encerrados neste exercício. A empresa iniciou suas operações no
último trimestre do ano e deve vencer a curva de aprendizado, bem como
atingir seu ponto de equilíbrio nos próximos dezoito meses.

A produção feita em 2009 foi, em sua maior parte, destinada a testes e


homologações juntos aos OEMs, principais consumidores dos materiais de
sua produção.

Por tratar-se de um processo de produção bastante integrado, o


ramp-up de volumes será evolutivo e em linha com o avanço da curva de
aprendizado, uma vez que a Randon não possui tradição na fabricação
de fundidos estando até então, no ramo, dedicada ao desenvolvimento e
design de peças.

Campo de provas – Após constantes revisões no seu cronograma de


implantação, decorrente de fatores climáticos, o projeto campo de provas foi
concluído no final de 2009, sendo que durante a elaboração deste relatório
recebeu dos órgãos fiscalizadores a licença para operar (LO). Já está em
negociação com clientes potenciais o fornecimento de serviços e utilização
do espaço. São ao todo 87 (oitenta e sete) hectares de área, com 18 (dezoito)
pistas de testes, que somadas perfazem 15 (quinze) km de extensão, e um
prédio de 2.000 m² com laboratórios e espaço de preparação dos veículos.
O campo de provas beneficia todas as Empresas Randon, que terão seus
produtos desenvolvidos e testados com as melhores e mais avançadas
52

condições tecnológicas, com ganhos significativos no tempo, segurança,


qualidade, competitividade e confiabilidade dos testes. Isto tudo, transferido
aos produtos quando aprovados para a produção.

Autopeças 2009 2008 ∆%

Receita Líquida Consolidada 1.226.309 1.523.677 -19,5%

Lucro Líquido Consolidado 68.342 95.399 -28,4%

Vendas Físicas:

Materiais de fricção (ton.) 59.843 55.702 7,4%

Freios (un.) 588.308 858.024 -31,4%

Sistemas de Acoplamento (un.) 65.198 98.782 -34,0%

Sistemas de Suspensão e Rodagem (un.) 279.812 351.661 -20,4%

Segmento Serviços

O braço financeiro das Empresas Randon, com a Randon Consórcios


e o Banco Randon (em fase pré-operacional) respondeu por 1,86% da
receita líquida consolidada no exercício de 2009. Embora o negócio seja
um complemento da atividade fim (acesso a crédito e financiamento de
produtos) é um importante meio de sustentação de vendas.

Randon Consórcio – A escassez de crédito vivenciada nos primeiros


meses do ano acabou não atingindo o negócio de consórcios, que teve
pequena redução nas vendas no ano, mesmo com a crise financeira. Ainda
assim, a carteira futura de taxa de administração permaneceu estável com
o exercício anterior com cotas ativas de 27.471 (3,22% superior a 2008).

Segue, em estágio permanente, a ampliação da rede de vendas


própria, com a marca Racon Consórcio de Imóveis e Automóveis. Como
regulamentação, o governo estendeu o uso do FGTS no sistema de
52
53

consórcios, para antecipação de pagamentos ou quitação de lances. Esta


medida beneficia o setor nos próximos anos.

Banco Randon – A empresa recebeu a autorização da constituição do


Banco Randon em meados do terceiro trimestre. O banco múltiplo nasce
com capital inicial de R$ 25 milhões com objetivo de atuar no mercado
financeiro nacional e desenvolvimento de produtos e serviços financeiros
que levem ao incremento dos negócios das Empresas Randon.

A expectativa é que as operações tenham início no fechamento do


primeiro semestre do exercício de 2010. A iniciativa de criação de uma
instituição financeira surgiu a partir da percepção da tendência pela instalação
de instituições financeiras de “nicho” de mercado, montantes expressivos
na conta clientes elevando o capital de giro, oportunidade de economia
fiscal, experiência com gestão de crédito a clientes via administração de
consórcios, alavancagem das empresas do grupo e possível retorno atrativo.

Serviços 2009 2008 ∆%

Receita Líquida Consolidada 45.930 45.054 1,9%

Lucro Líquido Consolidado 9.841 10.743 -8,4%

Cotas de Consórcio Vendidas 6.776 7.590 -10,7%

Desafio Econômico

As reduções dos volumes de venda, em especial aos mercados


externos, provocaram também quedas na rentabilidade e nas margens.
A recuperação aos intervalos históricos apresentados em anos passados
segue como desafio ao ano de 2010.

No campo da expansão, um alinhamento estratégico é o pano de


fundo para um novo plano de investimentos que deverá ser anunciado no
decorrer do próximo exercício, já em fase adiantada de discussão.

Considerando o cenário de negócios para o ano, a Companhia


apresentou ao mercado suas estimativas de desempenho para 2010,
conforme segue:

Receita Bruta Total – R$ 4,0 bilhões


Receita Líquida Consolidada – R$ 2,8 bilhões
Investimentos – R$ 200 milhões
Exportações – US$ 190 milhões
Importações – US$ 70 milhões

Tais indicadores foram validados no processo do plano estratégico e


são respaldados pela avaliação dos cenários macroeconômico doméstico
e dos países com quais ela mantém relações comerciais, bem como
indicadores setoriais, da indústria automotiva e comportamento de mercado
nos segmentos de atuação.
54

MERCADO DE CAPITAIS

Desempenho das Ações

As ações preferenciais da Companhia no período de janeiro a dezembro


de 2009 tiveram valorização de 148,5% e encerraram no exercício sendo
cotadas a R$ 15,58 por ação.

Foram negociadas durante este período 89,0 milhões de ações


preferenciais, em 110.732 negócios, no mercado à vista e um volume médio
diário de negócios de R$ 3,6 milhões contra R$ 4,2 milhões no mesmo
período de 2008 (Fonte: BM&F/Bovespa – Bolsa de Valores de São Paulo).

Atualmente nossos acionistas estão assim distribuídos:

Perfil de Acionistas - Total de Ações

33,4%
INVESTIDORES
INSTITUCIONAIS*
0,6%
PESSOAS
JURÍDICAS**

9,1%
PESSOAS
FÍSICAS

15,3%
INVESTIDORES
40,6% ESTRANGEIROS
GRUPO
CONTROLADOR

1,1%
AÇÕES EM
TESOURARIA

*Fundos e Clubes de Investimentos


**Empresas, Bancos, Corretores e Associações

Quadro Geral de Desempenho das Ações


Randon S.A. – Implementos e Participações – Mercado à Vista
Variáveis Jan-Dez/2009 Jan-Dez/2008
Número de Acionistas 9.212 9.530
Quantidade Negociada (Pref.) 88.979.000 82.144.600
Nº Negócios 110.732 72.748
Média Diária das Ações p/ Pregão 361.703 329.898
Média Diária de Negócios p/ Pregão 450 292
Variação das Ações Randon (%) 148,5 (63,7)
Variação do IBOVESPA (%) 82,6 (41,2)
Valor Patrimonial da Ação 5,44 4,85
Valor de Bolsa da Ação 15,58 6,27
Volume Médio Diário Negociado (Milhões Reais) 3.598,9 4.192,2
Valor Companhia em Bolsa (Milhões Reais) 2.532,1 1.019,0
(Fonte: BM&F/Bovespa/Bolsa de Valores de São Paulo)
54
55

Relações com Investidores

No ano de 2009, a Companhia realizou reuniões e participou de vários


eventos reunindo públicos diferentes, como mercado financeiro, de capitais,
acionistas, potenciais investidores e imprensa. Obedecendo ao cronograma
de eventos corporativos 2009 e melhor transparência das informações, a
Companhia promoveu os seguintes eventos:

• No dia 5/03/2009, promoveu o 7º Encontro com a Mídia e Convidados,


ocasião em que divulgou os resultados de 2008.

• No dia 12/05/2009 realizou reunião com analistas, acionistas e


investidores em São Paulo, ocasião em que divulgou os resultados
do 1T09 e demais expectativas da Companhia.

• No dia 11/08/2009 reunião com analistas, acionistas e investidores


no Rio de Janeiro, ocasião em que divulgou os resultados do 2T09
e demais expectativas da Companhia.

• No dia 11/11/2009 reunião com analistas, acionistas e investidores


em Porto Alegre, ocasião em que divulgou os resultados do 3T09 e
demais expectativas da Companhia.

• A Companhia participou, como convidada da Expo Money São Paulo


e Porto Alegre em setembro e dezembro/2009, respectivamente,
em palestra sobre “Os 60 anos da Randon”.

A Companhia também participou como convidada em outros eventos


e encontros com investidores:

• Em janeiro de 2009 as Empresas Randon participaram como


convidadas da 13ª Conferência Latino-Americana promovida pelo
Banco Santander, em Acapulco, no México;

• Participou, como convidada, do III Small Caps Conference,


promovido pela Fator Corretora em 17/06/2009;

• Recebeu visitas de investidores e analistas a suas dependências,


promovidas pelo Banco Santander.

• Também participou como convidada em agosto da 10ª Conferência


Anual Brasil Santander no Guarujá – SP.

• Realizou visitas a Investidores Chilenos e Argentinos promovidas


pela Itaú Corretora em setembro 2009.
56

Remuneração dos Acionistas

A Companhia creditou juros sobre o capital próprio, referentes ao


exercício 2009, no montante de R$ 32,1 milhões, sendo R$ 16,0 milhões
(R$ 0,10 por ação ordinária e preferencial) pagos em julho de 2009 e R$
16,1 milhões (R$ 0,10 por ação ordinária e preferencial) pagos em janeiro
de 2010. Os administradores estão propondo à Assembleia Geral Ordinária,
a ser realizada em abril de 2010, que os juros sobre o capital próprio sejam
imputados aos dividendos pelo valor líquido de imposto de renda na fonte,
remanescendo, em favor dos acionistas, R$ 12,1 milhões (R$ 0,07531556)
por ação ordinária e preferencial. Desse modo, os dividendos somados
aos juros sobre o capital próprio líquido referente ao exercício de 2009
perfazem R$ 39,4 milhões, que representam 30% do lucro líquido ajustado
ou R$ 0,245070 por ação.
56

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58

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS RESUMIDAS


Valores em R$ Mil
Randon S/A Randon S/A
Randon Impl.
Impl. e Partic. Impl. e Partic.
Balanço Patrimonial p/ o Transporte
Ltda. SP
Consolidado Controladora

Ativo 2.577.230 1.516.890 151.400


Circulante 1.630.700 706.731 114.128
Disponibilidades e Aplicações de Liquidez Não Imediata 685.172 237.519 8.613
Clientes 418.509 232.389 67.909
Estoques 327.028 136.781 24.157
Impostos Diferidos/Recuperar 145.595 76.346 12.464
Outros 54.396 23.696 985
Não circulante 946.530 810.159 37.272
Realizável a Longo Prazo 88.247 28.071 1.370
Partes Relacionadas 0 15 0
Consórcios p/ Revenda 24.656 12.529 0
Impostos Diferidos/Recuperar 38.797 14.726 1.205
Outros Direitos Realizáveis 16.781 0 165
Depósitos p/ Recursos 8.013 801 0
Investimentos/Imobilizado/Intangível/Diferido 858.283 782.088 35.902

Passivo 2.577.230 1.516.890 151.400


Circulante 586.689 230.469 66.005
Fornecedores 146.134 70.452 46.656
Instituições Financeiras 166.742 34.173 0
Salários/Encargos 44.319 15.245 3.090
Impostos e Taxas 25.265 7.208 1.597
Adiantamento Clientes e Outros 204.229 103.391 14.662
Não circulante 784.221 401.672 15
Instituições Financeiras 703.266 337.517 0
Partes Relacionadas 56.599 51.834 15
Impostos e Contrib. Diversas 11.505 4.936 0
Provisão p/ Contingências 11.100 5.301 0
Outras Exigibilidades 1.751 2.084 0
Participação Minoritários 322.181 0 0
Patrimônio Líquido 884.139 884.749 85.380
DEMONSTRATIVO DE RESULTADOS
Receita Líquida 2.469.544 994.351 302.967
Custo Vendas e Serviços (1.891.357) (813.173) (250.374)
Lucro Bruto 578.187 181.178 52.594
Despesas c/ Vendas (205.562) (79.484) (19.578)
Despesas Administrativas (122.339) (45.869) (6.205)
Resultado Financeiro 36.012 8.762 2.674
Resultado Participações 0 93.770 0
Outras Despesas / Receitas (6.653) (4.455) (1.455)
Resultado Antes IR. CS e Participações 279.644 153.901 28.030
Provisão para IR e Contrib. Social (63.098) (11.773) (9.591)
Participação Minoritários (69.626) 0 0
Participação Administradores (7.970) (4.001) 0
Lucro Líquido Exercício 138.950 138.126 18.439

EBIT 243.632 51.369 25.356


EBITDA 300.841 70.335 27.096
MARGEM EBITDA (%) 12,2% 7,1% 8,9%
58
59

EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009.
Pela Legislação Societária

Fras-le
Randon Adm. Randon
Master Jost Suspensys Castertech
Consórcios Argentina
Consolidado

527.375 278.004 72.464 85.600 27.865 349.723 142.951


350.927 120.289 56.387 50.026 22.772 252.002 14.931
205.314 58.079 27.723 5.475 3.792 112.087 1.334
61.329 30.820 16.792 2.283 4.793 71.776 0
64.532 24.130 7.645 0 5.803 53.217 3.290
15.679 4.329 3.843 1.442 7.485 13.786 10.220
4.073 2.931 384 40.826 900 1.137 86
176.448 157.715 16.077 35.574 5.093 97.720 128.020
12.442 3.608 725 32.638 829 2.845 8.852
0 0 0 0 0 0 0
0 0 0 12.127 0 0 0
4.661 3.056 550 2.657 794 2.302 8.845
1.589 354 175 17.073 35 501 7
6.193 198 0 781 0 42 0
164.006 154.107 15.352 2.936 4.264 94.875 119.168

527.375 278.004 72.464 85.600 27.865 349.723 142.951


146.656 33.859 25.746 46.704 13.829 82.583 15.311
17.188 8.780 8.436 258 2.187 48.915 3.804
86.446 10.793 4.566 0 9.555 11.138 10.071
13.046 3.387 1.635 879 253 6.450 330
6.142 2.153 2.666 1.060 1.109 3.183 145
23.834 8.747 8.443 44.507 725 12.898 961
145.650 55.357 8.155 16 11.799 96.211 68.450
138.789 49.620 7.731 0 11.799 89.360 68.450
0 0 0 0 0 0 0
0 2.615 331 0 0 3.622 0
5.643 0 0 15 0 141 0
1.218 3.121 92 1 0 3.089 0
0 0 0 0 0 0 0
235.069 188.788 38.563 38.881 2.237 170.928 59.190

428.055 272.553 130.395 45.930 28.843 643.835 25


(297.920) (224.370) (105.009) 0 (26.541) (536.882) (12.757)
130.135 48.183 25.387 45.930 2.301 106.953 (12.731)
(44.632) (9.206) (5.240) (20.342) (2.348) (20.846) 0
(36.630) (7.597) (2.362) (18.154) (1.824) (13.236) (1.461)
19.290 6.067 2.568 327 (4.422) 2.253 (1.614)
0 27.827 0 0 0 0 0
(8.959) (3.852) (1.332) 5.115 (46) 9.364 (606)
59.204 61.423 19.022 12.876 (6.338) 84.487 (16.413)
(13.384) (7.887) (4.579) (3.652) 1.359 (18.106) 5.553
(63) 0 0 0 0 0 0
(1.860) (403) (364) (302) 0 (1.039) 0
43.896 53.132 14.079 8.923 (4.979) 65.343 (10.859)

39.914 27.529 16.454 12.549 (1.916) 82.235 (14.798)


53.867 33.789 18.660 13.344 (1.643) 93.559 (13.260)
12,6% 12,4% 14,3% 29,1% -5,7% 14,5% -
60

EC9 - Desenvolvimento econômico local

O polo metalmecânico do Rio Grande do Sul, concentrado em


Caxias do Sul, é o maior fornecedor para a indústria automobilística
brasileira, fora da região paulista do Grande ABC, gerando mais de
37 mil empregos diretos, o que representa aproximadamente 40% dos
empregos diretos gerados pelo setor no Estado (Dados de 2007/Agência
Sebrae). A cidade responde por um Produto Interno Bruto (PIB) de
R$ 5,6 bilhões.

Instaladas em dois sites (bairro Interlagos e Forqueta, em Caxias


do Sul), as Empresas Randon operaram somente na região, em 2009,
com um quadro de 8.754 empregados diretos que, somados aos
estagiários, temporários e contratados chegaram a 8.801 pessoas, dos
9.587 empregados de todo o grupo (posição de 31 de dezembro de
2009). É significativa a arrecadação de impostos municipais gerados
para a Prefeitura de Caxias do Sul que foi de R$ 2,6 milhões em 2009,
contra R$ 3,1 milhões em 2008.

Simultaneamente, faz parte da responsabilidade das Empresas


Randon junto à comunidade desenvolver e aperfeiçoar fornecedores da
região de modo a fortalecer a cadeia de insumos da serra. Em sua quinta
edição, o Manual de Requisitos para Fornecedores traz esclarecimentos
sobre o Desenvolvimento e Avaliação de Fornecedores, que vem sendo
sistematizado de forma compartilhada para todas as Empresas Randon.
No Portal de Fornecedores Randon estão disponíveis informações
visando o desenvolvimento de novos componentes/fornecedores,
resolução dos problemas de qualidade e custos de não-qualidade,
revertendo em melhorias nas tratativas de não-conformidades.

EC3 - Randonprev

As Empresas Randon são patrocinadoras do Randonprev – Fundo


de Pensão, criado em junho de 1994, com a característica de “Fundo de
Contribuição Definida”, e tem como “objetivo”, possibilitar aos funcionários
uma aposentadoria complementar, reduzindo a perda de poder aquisitivo
resultante da retirada da ocupação profissional. O objetivo (não é cláusula
de garantia) do plano é que o funcionário ao término de sua carreira
profissional, já aposentado pela previdência oficial, mantenha uma renda
equivalente a 50% de seu último salário na Corporação, somando-se as
aposentadorias do Randonprev e do INSS. As Empresas Randon vêem, na
proposta, sobretudo uma forma de retribuir às pessoas a dedicação durante
o tempo de serviços prestados e uma ferramenta de Gestão de Pessoas de
retenção de seus talentos profissionais.
60
61

Para a aposentadoria complementar, o empregado tem que


ter trabalhado 10 anos ou mais nas Empresas Randon e idade igual ou
superior a 55 anos.

O valor que o empregado deposita no Randonprev pode ser considerado


uma poupança formada com o auxílio da empresa, que varia de acordo
com a idade do empregado. A aposentadoria pode ser requerida de forma
antecipada a partir de 55 anos, quando o funcionário passa a recebê-la de
forma proporcional, e aos 60 anos de forma integral, mediante a formalização
da rescisão do Contrato de Trabalho com a empresa patrocinadora do plano.

O capital é aplicado no mercado financeiro através de gestores


parceiros das Empresas Randon, que garantiu uma rentabilidade líquida de
20,26% no biênio 2008/2009. O patrimônio no Fundo, que no início do ano de
2008 era de R$ 104.053.695,00 fechou o ano de 2009 com R$ 143.254.903,00
apresentando um crescimento de 37,7%, após ter pago R$ 1.732.891,00 em
benefícios aos participantes no ano de 2008, e em 2009 um montante de
R$ 3.158.214,00.

EC4 - Fontes de financiamento do crescimento

Empresas Total Salário Nominal/mensal

Randon S.A. R$ 7.591.048

Suspensys R$ 2.690.384

Master R$ 1.414.904

Randon Consórcios R$ 295.169

Fras-le R$ 4.228.491

JOST R$ 589.709

Castertech R$ 161.199

Total Geral R$ 16.970.903


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INDICADORES AMBIENTAIS
64

Preservando a natureza

Minimizar e prevenir os impactos ambientais decorrentes do uso de


recursos naturais e da geração de resíduos integram os objetivos e metas
do sistema de gestão ambiental das Empresas Randon. A preservação da
natureza também é fortalecida através da Força Tarefa de Meio Ambiente
(FTMA), criada em 2004 no âmbito do Comitê Corporativo de Manufatura,
com o objetivo principal de desenvolver trabalhos compartilhados na área
de meio ambiente com visão na melhoria do sistema de gestão ambiental,
buscando a Sustentabilidade das Empresas Randon.

A FTMA enfoca também a responsabilidade ambiental das empresas


promovendo anualmente a Semana do Meio Ambiente envolvendo, além
dos funcionários, a sociedade, especialmente no que tange a educação
ambiental. Em 2009, para o público interno, foi realizada exposição da
Patrulha Ambiental (PATRAM) de animais empalhados da região apreendidos
junto a caçadores, armadilhas, ferramentas e artigos de caça e exposição
de trabalhos com materiais reciclados confeccionados pelos alunos do
Florescer, promovida pelo Instituto Elisabetha Randon. Além disso, houve
o lançamento da Campanha Pense Verde, envolvendo público interno e
externo, em parceria com uma emissora local, marcada por entrevistas e
dicas de preservação do meio ambiente. Outra atividade voltada ao público
externo, conduzida pelo Instituto Elisabetha Randon, em parceria com a
Feira Internacional do Meio Ambiente (Fiema), foi a apresentação do teatro
“Viva Natureza” onde 750 alunos de 4ª e 5ª séries das escolas municipais e
estaduais de Caxias do Sul assistiram ao espetáculo no Centro de Cultura
da cidade.

Ainda focada no compromisso de disseminar práticas socioambientais


reconhecidas, as empresas mantém representantes na Comissão de
Meio Ambiente do SIMECS (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas,
Mecânicas e de Materiais Elétricos de Caxias do Sul e Região), instituída
em 2003, cujo objetivo é discutir e auxiliar as indústrias a ele associadas
na busca de alternativas de resolução e/ou minimização dos impactos
socioambientais. Uma das atividades desenvolvidas pela comissão foi
a elaboração do “Orientador SIMECS” onde estão descritas as diretrizes
mínimas a serem seguidas para atender a esses objetivos. A Comissão
também promove eventos anuais abertos à comunidade de Caxias e região,
abordando assuntos considerados relevantes em meio ambiente e que
conta com o apoio das empresas Randon. Em 2009 os temas escolhidos
foram “Resolução Consema Nº 129/2006 – Ecotoxicidade em Efluentes” e
“Controle Operacional de Resíduos”. Neste ano houve ainda o lançamento
de um vídeo de educação ambiental, que aborda ações de conscientização
voltadas ao público infantil.
64
65

Há também a representação das Empresas Randon através de três


funcionários na diretoria de Sustentabilidade da Câmara de Indústria,
Comércio e Serviços de Caxias do Sul.

EN30 - Total de investimentos e gastos com proteção ambiental em


2009

No ano de 2009 as empresas investiram R$ 1.750.000,00 em proteção


ambiental. Destaca-se o investimento de R$ 982.000,00 na Randon
Implementos em adequações da iluminação na área fabril, sistemas de
retenção de emissões atmosféricas (solda e corte plasma) e equipamentos
para monitoramento na estação de tratamento de efluentes; R$ 650.000,00
na Suspensys e R$ 120.000,00 para adequação do sistema de aeração do
reator biológico na ETE na Fras-Le.

Já os gastos em proteção ambiental em 2009 chegaram a R$ 6,5 milhões


contra os R$ 4,9 milhões em 2008, com destaque para a Implementos e
Fras-le. Esses gastos englobam desde o acondicionamento, tratamento
e disposição final dos resíduos sólidos, líquidos e gasosos, pessoas que
trabalham diretamente na manutenção do sistema de gerenciamento
ambiental, taxas de licenciamentos e despesas de manutenção dos
equipamentos de controle ambientais, tais como as estações de tratamento
de efluentes.
66

Castertech aproveita água da chuva

Em operação desde outubro de 2009, a Castertech recebeu investimentos


totais da ordem de R$ 100 milhões, dos quais R$ 20 milhões em sistemas
de proteção ambiental, grande parcela dos quais (50%) em tratamento e
disposição de resíduos. Trata-se da continuidade de investimentos iniciados
em 2008 envolvendo a construção das instalações (painéis termoacústicos),
canalização dos efluentes industriais e sanitários até a ETE da Implementos e
instalação de filtros de manga e lavadores de gases, visando a minimização
das emissões atmosféricas.

As medidas de responsabilidade socioambiental e de boas práticas


levaram a Castertech Fundição e Tecnologia a conquistar o Prêmio CNI
2009, na categoria desenvolvimento sustentável. Está em fase de execução
o projeto de aproveitamento da água da chuva, que prevê a construção de
uma cisterna para armazenar um milhão de litros. A água será utilizada no
processo de resfriamento de peças em seu sistema produtivo.

Prêmio Castertech

As soluções implementadas até o momento são:

• Compensação Vegetal

• Cortinamento Vegetal

• Tratamento de Efluentes Industriais e Sanitários

• Destinação de resíduos conforme legislação ambiental vigente

• Controle de emissões atmosféricas

EN14 - Campo de Provas

Para garantir a plena preservação da mata nativa no entorno do


empreendimento, o projeto inclui a manutenção e implantação de uma
cortina vegetal em uma faixa de 20 m de largura com o plantio de 30.000
mudas de espécies nativas, totalizando cerca de 2.000 mudas por hectare.
Exemplares de jerivás e epífitas foram realocados dentro da área para serem
preservados.
66
67

EN8 - Água

No que diz respeito aos recursos naturais como a água e energia,


há um intensivo trabalho na busca de sistemas alternativos. Atualmente,
a rede pública ainda é a grande fonte de abastecimento, mas a meta é
aumentar a reutilização do efluente tratado nos processos onde isso seja
viável tecnicamente. A empresa JOST Brasil, que tem seu consumo de
água concentrado principalmente nos banheiros, realizou reformas e troca
de torneiras de fechamento manual por automático, reduzindo 57,8% o
consumo em relação a 2008.
68

Total de retirada de água (m3)

100.000 100.000

80.000 80.000
2008

2009
60.000 60.000

40.000 40.000

20.000 20.000

0 0
FRAS-LE

RANDON IMPLEMENTOS

SUSPENSYS

MASTER

JOST

RANDON VEÍCULOS

CASTERTECH

FRAS-LE

RANDON IMPLEMENTOS

SUSPENSYS

MASTER

JOST

RANDON VEÍCULOS

CASTERTECH
Percebe-se que na maioria das empresas houve redução no consumo
de água justificada por dois motivos: baixa nos volumes de produção das
empresas no ano de 2009 e, o mais importante, a utilização de efluente
recirculado. Esta prática tem impactado positivamente pois as empresas
buscam identificar os processos que não necessitam de água potável
para operarem e instalam novas redes que permitem o envio do efluente
recirculado, reduzindo o consumo de água potável. Cabe salientar que o
pequeno aumento observado na Fras-le deve-se a problemas operacionais
identificados, como vazamentos na rede de abastecimento, e também ao
aumento no número de funcionários.

Todas as empresas recebem preferencialmente água de abastecimento


público, exceto na Fras-le, onde esta situação é invertida, ou seja, 90% da
água provém de poços tubulares.
68
69

EN8 - Total de água retirada por fonte

100%

80%

60%

40%

20%

Poço Artesiano

0% Abastecimento público
FRAS-LE

RANDON IMPLEMENTOS

SUSPENSYS

MASTER

JOST

RANDON VEÍCULOS

EN3 - Energia

Com exceção da Fras-le, onde o gás natural já é uma fonte preferencial,


todas as demais empresas utilizam prioritariamente a energia elétrica
como fonte energética, seguida do gás natural e, em algumas unidades,
combustão de lenha, GLP e óleo diesel. O uso do gás natural vem ganhando
espaço, sendo meta de longo prazo alcançar os 100%. Também 100% da
lenha utilizada na caldeira provém do reflorestamento.
70

Consumo de Energia Elétrica (GJ)

200.000 200.000

150.000 150.000
2008

2009
100.000 100.000

50.000 50.000

0 0
FRAS-LE

RANDON IMPLEMENTOS

SUSPENSYS

MASTER

JOST

RANDON VEÍCULOS

CASTERTECH

FRAS-LE

RANDON IMPLEMENTOS

SUSPENSYS

MASTER

JOST

RANDON VEÍCULOS

CASTERTECH
Fras-le: os sistemas de exaustão consomem 90% do total de energia elétrica utilizada pela
empresa. A redução do consumo de energia elétrica se deve à redução da produção no
1º semestre.

Randon Implementos: a energia elétrica é utilizada na iluminação, nos equipamentos


elétricos e eletrônicos. Houve redução em função de baixa nos volumes de produção.

Master: a energia elétrica é utilizada para iluminação, equipamentos elétricos, eletrônicos


e exaustão.

JOST: a JOST utiliza duas fontes de energia primária. A energia elétrica é utilizada para
iluminação, equipamentos, máquinas, exaustão. O consumo de energia elétrica apresentou-
se um pouco acima do consumo em 2008. Isto já estava previsto pela empresa devido à
aquisição de máquinas de corte a laser e uma nova prensa excêntrica.

Suspensys: A energia elétrica é utilizada na iluminação, nas máquinas, equipamentos


elétricos e eletrônicos.

Randon Veículos: energia elétrica é utilizada para iluminação, motores de pontes rolantes
e alimentação computadores.
70
71

Consumo de Gás Natural (GJ)

250.000
250.000

200.000
200.000
2008

2009
150.000
150.000

100.000
100.000

50.000
50.000

0
0

FRAS-LE

RANDON

SUSPENSYS
FRAS-LE

RANDON

SUSPENSYS

Fras-le: A caldeira utiliza como combustível o gás natural. A redução de gás natural ocorreu
devido à programação para consertos de vazamento em toda a planta.

Randon Implementos: O gás natural é utilizado nas estufas de pintura, refeitório e máquina
de lavar peças.

Suspensys: o gás natural é utilizado nas máquinas de lavar e no aquecimento de peças


para evitar que se crie têmpera na soldagem.

Consumo de GLP (GJ)

12.000 12.000

10.000 10.000
2008

2009

8.000 8.000

6.000 6.000

4.000 4.000

2.000 2.000

0 0
RANDON

SUSPENSYS

JOST

RANDON

SUSPENSYS

JOST

Na Randon Implementos, Suspensys e JOST o GLP é usado como combustível das


empilhadeiras.
72

Consumo de Lenha (GJ)

12.000 12.000

10.000 10.000
2008

2009
8.000 8.000

6.000 6.000

4.000 4.000

2.000 2.000

0 0
RANDON

RANDON
O consumo de lenha acontece apenas na Randon Implementos para alimentar uma
caldeira. A lenha utilizada é proveniente de reflorestamento.

Consumo de Óleo Diesel (GJ)

12.000 12.000

10.000 10.000
2008

2009

8.000 8.000

6.000 6.000

4.000 4.000

2.000 2.000

0 0
RANDON

RANDON VEÍCULOS

RANDON

RANDON VEÍCULOS

O óleo diesel é combustível dos caminhões que movimentam os produtos nas empresas.
72
73

EN7 - Menos energia consumida

A Randon Implementos e Fras-le assinaram, em 2009, termo de adesão


ao Programa Simecs Energia. O programa visa orientar e acompanhar as
empresas com o intuito de reduzir custos com energia elétrica através da
implantação de tecnologias de controle e do combate sistematizado de
perdas, tornando os processos industriais mais eficientes. Abrangerá três
aspectos fundamentais: a redução do consumo, a adequação tarifária e a
capacitação tecnológica . O programa iniciou em setembro com a etapa de
diagnóstico inicial de consumo de energia.

EN10 - Percentual e volume total de água reciclada e reutilizada

As Empresas Randon mantêm duas estações de Tratamento de


Efluentes – ETE em Caxias do Sul para receber e tratar os efluentes cloacais
e industriais gerados através das atividades desenvolvidas no Complexo
Forqueta e no Complexo Interlagos. A ETE localizada no Complexo
Interlagos é gerenciada pela Randon Implementos e trata os efluentes da
Randon Implementos, Randon Veículos, Randon Consórcios, JOST, Master
e Suspensys. A ETE localizada no Complexo Forqueta trata os efluentes
gerados exclusivamente pela Fras-le.

Os sistemas de tratamento recebem os efluentes industriais e


sanitários que, após tratamento físico-químico e biológico são parcialmente
reutilizados. A estação de tratamento do Complexo Interlagos conta ainda
com um sistema de tratamento terciário, uma tecnologia holandesa,
para maximizar a remoção de fósforo e nitrogênio, melhorando ainda
mais a qualidade do efluente. Também possui software que auxilia o
automonitoramento da estação.

A tabela abaixo apresenta o volume de efluente recirculado pela


Randon Implementos e Fras-le e o gráfico apresenta o percentual de efluente
recirculado.

Efluente Reutilizado (m3)


Volume total de água Empresas Fras-le Randon Implementos
reciclada e reutilizada 2008 12.255 19.617
Acumulado 2009 12.614 22.971
74

Percentual de efluente tratado recirculado da Randon Implementos e


da Fras-le

% de Efluente reutilizado (m3)

35 35

30 30

25 25
2008

2009
20 20

15 15

10 10

5 5

0 0
FRAS-ALE

RANDON IMPLEMENTOS

FRAS-ALE

RANDON IMPLEMENTOS
Randon Implementos: Houve acréscimo de mais de 10% no volume de efluente reutilizado
em função das boas características do efluente final, permitindo a reutilização nos vasos
sanitários, nos sistemas de retenção de emissões atmosféricas e na diluição de reagentes
na ETE.

Fras-le: Não houve aumento significativo do volume de efluente reutilizado no ano de


2009, pois não foram identificados novos pontos para reutilização. Atualmente o efluente é
reutilizado nos vasos sanitários, lavador de gases, abastecimento de máquinas varredeiras,
limpeza de empilhadeiras e varredeiras e diluição de reagentes na ETE.

Demais empresas: Até o momento, as demais empresas não reutilizam efluentes.

EN21 - Descarte total de água, por qualidade e destinação

O descarte total de água apresentado no gráfico que segue refere-se


ao somatório do efluente industrial e do efluente cloacal (sanitário) de cada
uma das empresas. Todos os efluentes passam por sistema de tratamento
nas estações.
74
75

Descarte total de água (m3)

60.000 60.000

50.000 50.000
2008

2009
40.000 40.000

30.000 30.000

20.000 20.000

10.000 10.000

0 0
FRAS-LE

RANDON IMPLEMENTOS

SUSPENSYS

MASTER

JOST

RANDON VEÍCULOS

CASTERTECH

FRAS-LE

RANDON IMPLEMENTOS

SUSPENSYS

MASTER

JOST

RANDON VEÍCULOS

CASTERTECH
Obs.: Com relação ao Gráfico acima, esclarecemos que a Fras-le não possui tubulação
individual para os efluentes industrial e cloacal (sanitário) sendo que 90% do total é efluente
cloacal e os 10% restantes é industrial. Os dois são encaminhados para a ETE onde é
tratado sem perda de qualidade e dentro da legislação em vigor. Nas demais empresas,
efluentes (sanitário e industrial) são enviados para a ETE por tubulações independentes.

Comentários:

Ocorreu aumento na geração de efluentes na empresa Fras-le devido a vazamento nas


redes de hidrantes e entrada de efluentes pluviais na ETE. Nas demais empresas, houve
redução na geração de efluentes sanitários, especialmente no primeiro semestre, em
função da redução do quadro de funcionários.

EN21 - Descarte total de água, por qualidade e destinação

A qualidade da água de descarte está medida através dos parâmetros


de Demanda Química de Oxigênio (DQO), Demanda Bioquímica de Oxigênio
(DBO), nitrogênio e fósforo, apresentados abaixo, juntamente com o padrão
de emissão definido pelo órgão de controle ambiental.
76

DQO (mg/l) DBO (mg/l)

350 140

300 120

250 100

200 80

150 60

100 40

50 20

0 0
FRAS-LE

RANDON

FRAS-LE

RANDON
DBO (mg/l)
DQO (mg/l)
Padrão de emissão
Padrão de emissão

Fósforo Total (mg/l) Nitrogênio Total (mg/l)

3,5 35

3 30

2,5 25

2 20

1,5 15

1 10

0,5 5

0 0
FRAS-LE

RANDON
FRAS-LE

RANDON

Fósforo T. (mg/l)
Padrão de emissão Nitrogênio T. (mg/l)
Padrão de emissão
76
77

EN22 - Total de resíduos por tipo e método de disposição

Resíduos

Em todas as Empresas Randon há procedimentos internos para coleta,


acondicionamento, armazenamento e transporte de resíduos, atendendo
os requisitos legais vigentes. A administração das operações é realizada
por funcionários. As ações são monitoradas permanentemente pela Força
Tarefa do Meio Ambiente que avalia as tecnologias disponíveis e define a
forma de disposição visando não gerar passivos. A tabela abaixo apresenta
as destinações dadas aos resíduos gerados.

PRINCIPAIS RESÍDUOS DESTINADOS POR TIPO DE DISPOSIÇÃO


Coprocessamento: borra de tinta, papel e plástico contaminado, lodo oleoso, lodo da ETE e resíduos
Classe II
Reprocessamento externo: óleo contaminado e solvente sujo
Reciclagem externa: sucatas metálicas, papel e papelão, pneus
Recuperação: Latas, tambores e bombonas.
Compostagem: cinzas da caldeira e logo biológico da ETE
Aterro sanitário: resíduos orgânicos

O início da operação da planta de pintura do chassi por processo


E-coat na Randon Implementos impactou de forma significativa na redução
da geração de borra de tinta, resíduo considerado perigoso enviado para
co-processamento nos fornos das indústrias cimenteiras licenciadas.
Comparando-se 2009 com o ano de 2008, a redução na quantidade absoluta
destinada de borra de tinta foi de
38,81%, mesmo com o processo E-coat
em fase de adequações. O sistema de
pintura anterior consistia em aplicar o
primer e a tinta acabamento por spray
com utilização de tinta base solvente.
A pintura por processo E-coat ocorre
por imersão da peça consistindo em
mergulhar uma peça metálica em um
banho de tinta diluída em água, através
da qual se faz passar uma corrente
elétrica contínua. A pintura ocorre por
diferença de potencial.

Um resíduo exclusivamente relacionado com o efluente é o


lodo produzido nas etapas de tratamento nas ETE, destinado para co-
processamento. No caso da Fras-le, o lodo gerado na ETE é considerado
Classe II pelas características de seu efluente (90% cloacal), com isso,
não é necessário enviar o lodo para co-processamento, a empresa realiza
a compostagem do lodo da ETE juntamente com podas de jardinagem,
no final do processo é gerado um adubo orgânico que é utilizado como
condicionador de solo nos jardins.
78

EN22 - Total de resíduos por tipo e método de disposição

Nos gráficos abaixo estão apresentados o total de resíduos perigosos e


não perigosos gerados pelas empresas. Há uma diferença significativa entre
a geração de resíduos das empresas em função de porte e particularidades
dos processos.

Resíduos Perigosos (toneladas)


4.000 4.000

3.500 3.500

3.000 3.000
2008

2009
2.500 2.500

2.000 2.000

1.500 1.500

1.000 1.000

500 500

0 0
FRAS-LE

RANDON IMPLEMENTOS

SUSPENSYS

MASTER

JOST

RANDON VEÍCULOS

CASTERTECH

MASTERTECH

FRAS-LE

RANDON IMPLEMENTOS

SUSPENSYS

MASTER

JOST

RANDON VEÍCULOS

CASTERTECH

MASTERTECH
As empresas Suspensys, JOST, Randon Veículos e Castertech geram menos de
50 toneladas/ano de resíduos perigosos.

Resíduos Não-perigosos (toneladas)


24.000 24.000

21.000 21.000

18.000 18.000
2008

2009

15.000 15.000

12.000 12.000

9.000 9.000

6.000 6.000

3.000 3.000

0 0
FRAS-LE

RANDON IMPLEMENTOS

SUSPENSYS

MASTER

JOST

RANDON VEÍCULOS

CASTERTECH

MASTERTECH

FRAS-LE

RANDON IMPLEMENTOS

SUSPENSYS

MASTER

JOST

RANDON VEÍCULOS

CASTERTECH

MASTERTECH
78
79

Comentários dos dados:


De forma geral houve redução na geração de resíduos devido à redução da produção
ocorrida no primeiro semestre de 2009 e também por trabalhos pontuais direcionados na
redução da geração de resíduos.

Na tabela abaixo estão apresentados o total de resíduos perigosos e


não perigosos enquadrados nas diferentes formas de disposição dada aos
mesmos.

Destinação (toneladas)
Total de
Reprocessamento Co- Aterro
Empresas Resíduos 2009 Reutilização Reciclagem Recuperação Incineração Compostagem
externo processamento Sanitário
(ton)
Fras-le 7.517,20 82,55 3.833,37 45,67 107,21 0,24 3.206,25 140,40 101,50
Randon
14.252,07 13.040,96 160,67 35,56 0,00 944,90 36,00 33,98
Implementos

Suspensys 9.625,85 14.016,84 0,00 0,00 0,00 77,00 7,10 0,00

Master

Jost 1.909,53 1.885,18 7,00 2,20 10,44 4,71

Randon
23,30 17,60 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00
Veículos

Castertech 245,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00

Total: 33.572,95 100,15 32.776,35 213,34 144,97 0,24 4.238,59 188,21 135,48

% 0,30 97,63 0,64 0,64 0,00 12,63 0,56 0,40

Conforme gráfico acima, 97,63% dos resíduos gerados pelas empresas são enviados
para reciclagem externa sendo que a maior parte destes resíduos são sucatas metálicas.
O coprocessamento é a destinação dada aos resíduos perigosos e aos resíduos que não
possuem viabilidade técnica para reciclagem.

EN24 - Peso de resíduos transportados, considerados perigosos

No ano de 2009, todos os resíduos considerados perigosos foram


transportados até os pontos de destinação final. Desta forma, o somatório
das empresas foi de 4.660,72 toneladas, conforme dados apresentados na
tabela abaixo. Em 2008, o total foi de 5.318,04 toneladas.

Resíduos Perigosos (toneladas)


Randon Randon
Empresas Fras-le Suspensys Master Jost Castertech
Implementos Veículos
2008 4.028,23 956,50 77,00 215,26 30,75 10,30 0,00

2009 3.189,22 542,30 321,19 204,56 19,54 17,50 37,00

A maior geração de resíduos perigosos é da empresa Fras-le, justificada pela atividade


industrial da empresa.
80

EN1 - Materiais usados por peso ou volume

Na Randon Implementos, comparando o ano de 2008 com 2009,


verifica-se redução de 13,8% no somatório do consumo de aço-carbono,
inox e alumínio, principais matérias-primas usadas no processo fabril. Este
fato é justificado pela redução na produção que ocorreu em 2009 em função
da crise econômica mundial. No ano de 2009 foram consumidas 87.589,0
toneladas destas matérias-primas.

EN1 - Matérias-primas usadas por peso (toneladas)


Randon Implementos

100.000 100.000
86.495

80.000 80.000
2008

60.000
2009 60.000
76.204

40.000 40.000

20.00 20.00
13.521
9.522
491 768 1.236
0 0
628
Aço Carbono

Alumínio

Inox

Aço Carbono
não-plano
(barra chata)

Aço Carbono

Alumínio

Inox

Aço Carbono
não-plano
(barra chata)

Da mesma forma, na empresa JOST houve redução no consumo das


matérias-primas associada à redução na produção.

EN1 - Matérias-primas usadas por peso (toneladas)

101.275
87.589
Ano 2008

Ano 2009
80
81

EN2 - Percentual dos materiais usados provenientes de reciclagem

Dentro de sua política ambiental, as Empresas Randon avançam em


iniciativas sustentáveis vinculadas aos seus produtos, como é o caso das
embalagens dos produtos de material de fricção da Fras-le para o mercado
interno e externo que são compostas por papel reciclado. As caixas em
papelão pardo apresentam 89% de papel reciclado e 11% kraft (virgem) e as
bandejas em papelão branco possuem 76% de reciclado e 24% Kraft.

Outra iniciativa das empresas Suspensys e JOST é o uso de folhas


A4 de papel reciclado. As folhas são utilizadas em todos os setores das
empresas e em materiais internos e externos de comunicação. Todas as
embalagens de papelão usadas na Suspensys também são confeccionadas
com material reciclado.

Além disso, a Fras-le desenvolveu material de fricção utilizando


materiais recicláveis. A empresa lançou uma linha de lonas de freio que
aproveita pó de exaustão proveniente do processo de fabricação. Com
a aplicação desta medida, a Fras-le evitou a geração de 23 mil toneladas
de resíduos de material de fricção no ano e economizou R$ 8 milhões
com a aquisição de matéria-prima. Em decorrência, a não disposição de
subprodutos no aterro, aumentou em dois anos a vida útil do mesmo. Além
da redução de resíduos, outros benefícios alcançados com as medidas
foram o ganho de mercado, redução de custos operacionais e a melhoria
de imagem da empresa.

Na tabela abaixo estão apresentados os percentuais de material reciclado


utilizados na fabricação da Randon Implementos. O total de material reciclado,
relativo ao ano de 2009 foi de 12.931.779 Kg de aço e alumínio e 1.233 peças
poliméricas, conforme apresentado no quadro abaixo.

Randon Implementos

% de material
Consumo total Consumo
Fornecedor Tipo de material reciclado e/ou Unidade
2009 reciclado
reprocessado

Usiminas Aço 20% 50.752.473 10.150.495 Kg


Linpac Pisani Polímero 2% 55.912 1.118 Pcs
MVC Polímero 2% 5.755 115 Pcs
ArcelorMittal Alumínio 20% 11.161.241 2.232.248 Kg
Alcoa Alumínio 20% 249.901 49.980 Kg
SSAB Aço 20% 1.668.781 333.756 Kg
Novelis Alumínio 55% 300.546 165.300 Kg
82

Fras-le
Materiais usados provenientes de reciclagem

% de material
Consumo Consumo
Empresa Fornecedor Tipo de material reciclado Unidade Ano
Total Reciclado
e/ou reprocessado

Fras-le nenhum pó de exaustão 80,8 11.911,81 9.624,75 toneladas 2009

O pó de exaustão é gerado ao longo do processo de produção da


empresa, sua captação acontece em pontos onde a mistura de matéria-
prima gera material particulado. A exaustão capta o material particulado,
por isso a denominação “pó de exaustão”. Este material retorna ao processo
gerando uma economia de aproximadamente 3 milhões/ano em compra de
matéria-prima.

EN26 - Iniciativas para mitigar os impactos ambientais

Suspensys: A sistemática de coleta de resíduos que até então era


feita em tambores metálicos adesivados e acondicionados em pallets,
passou a ser feita em conteineres evitando o consumo de tambores,
adesivos e pallets.

Além disso a empresa está concluindo o trabalho de troca/substituição


das lâmpadas comuns por lâmpadas econômicas bem como instalação de
sensores de presença em áreas específicas afim de minimizar o consumo
de energia elétrica.

Randon Implementos: Através de ações de melhorias tais como


disponibilização de novos coletores de resíduos, alteração de produtos
químicos, sistemas de contenção em todos os locais onde há geração de
efluente e inclusão da manutenção preventiva para equipamentos passíveis
de gerarem vazamentos de óleo, a Randon Implementos reduziu seus
aspectos ambientais considerados como críticos de 57 para 32.

Também mantém a prática de formar grupos de trabalho, denominados


ecotimes, para identificação de oportunidades ambientais, sendo que neste
ano dois grupos foram criados com objetivos bem específicos: um para
estudar a viabilidade técnica e econômica de implementação de fontes
alternativas de energia, e outro para identificar alternativas de melhor
aproveitamento da matéria-prima inox. Os trabalhos estão em andamento
e as equipes já começam a apresentar as primeiras oportunidades
identificadas.

JOST: Substituição de estrados de madeira metálicos confeccionados


de restos de sucata metálica gerados nos processos da JOST. Essa ação
minimiza os impactos devido ao consumo de madeira, além da geração/
destinação da sucata metálica.
82
83

Outras melhorias - Implementos:

a) Destinação do lodo biológico da ETE

A partir de estudos realizados buscando identificar novas alternativas


para disposição do lodo biológico da ETE foi possível viabilizar a destinação
para o processo de compostagem na empresa Ecocitrus, em Montenegro.
Essa alternativa representará redução no custo de disposição do lodo da
ETE em torno de R$ 61.000,00/ano.

b) Implementada a utilização de pilhas recarregáveis nos controles


remotos das pontes rolantes, tendo como objetivo reduzir as despesas
mensais com aquisição de novas pilhas e reduzir a geração deste resíduo
que é altamente prejudicial ao meio ambiente.

Fras-le: Para melhorar a qualidade do efluente final e aumentar a


eficiência do reator biológico na ETE (Estação de Tratamento de Efluentes),
foi instalado novo sistema de aeração por ar difuso. As vantagens deste
sistema são menor consumo de energia elétrica, melhor decantação do
efluente, melhor distribuição de oxigênio dissolvido e menor custo de
operação.

Para evitar possíveis vazamentos ou contaminação do solo foram


removidos tanques subterrâneos que armazenavam xileno e metanol.
A melhoria é o acondicionamento destes insumos em tanque aéreo com
bacia de contenção.

Também foi realizado o aumento da rede de efluente reutilizado, a


ampliação é o uso em equipamentos de limpeza industrial (máquinas
varredeiras).
Esta página foi intencionalmente deixada em branco.
INDICADORES DE
DESEMPENHO SOCIAL
86

LA11 - Valorização do público interno

Nas Empresas Randon, os funcionários são apoiados, através de diversos


programas, para a empregabilidade. A aprendizagem contínua é voltada à
trajetória profissional e à gestão do empreendedorismo no final da carreira.

• Programa Crescer - Formado por cinco módulos (Desenvolvimento de


Líderes, Capacitação Técnica, Incentivo à Educação Formal, Desenvolvimento
de Equipes e Crescer On-line), desde 2001 oferece treinamento teórico e
atividades vivenciais dentro de estrutura própria no Centro de Educação
Raul Anselmo Randon. Entre outros benefícios, as empresas reembolsam
em até 40% os cursos de graduação, pós-graduação e idiomas para funções
que exijam o conhecimento de línguas estrangeiras. Dentro do Programa há,
ainda, o Fábrica de Líderes voltado ao desenvolvimento de competências
comportamentais e técnicas necessárias à formação de lideranças e ainda o
Desenvolvimento de Equipes, com foco na educação continuada.

• Sucessão de gestores - Trata-se de modelo de sucessão das Empresas


Randon para cargos estratégicos, com foco na
identificação e desenvolvimento de profissionais
com potencial para suprir as demandas existentes.
Os candidatos devem preencher os requisitos do
Perfil de Líder Randon, o qual contempla a descrição
das habilidades técnicas, comportamentais
e conceituais desejadas em um líder numa
organização. Alguns requisitos como graduação,
idioma e especialização são fundamentais para
participar deste Programa.

• Aqui você pode crescer - Numa visão de


carreira profissional dentro da empresa, em casos de
remanejamento de pessoal e promoções, a primeira
opção é buscada internamente repercutindo
positivamente através de vários indicadores como
a baixa rotatividade, reconhecimentos através de
premiações e o clima organizacional.

• Incluir – Criado em 2009, o programa visa


disseminar na cultura organizacional a igualdade
de oportunidades, respeitando as diversidades,
sejam elas étnicas, raciais, de credo, de deficiência,
de idade, entre outras. O programa oficializa a
inclusão da diversidade, priorizando a inserção
de pessoas com deficiência e contribuindo, desta
forma para o crescimento pessoal e profissional
destes funcionários.
86
87

• LA3 - Programa de Participação nos Resultados (PPR) é aplicado


desde 1994 e vem distribuindo, em média, de 2,5 a 3 salários adicionais a
cada ano. Em 2008 este benefício totalizou R$ R$ 23.086.176,00 passando
para R$ 26.135.000,00 em 2009.

• A Cooperando (Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos


Empregados das Empresas Randon), criada em 1977, dá suporte ao quadro
de pessoal nas suas dificuldades financeiras ou em seus novos projetos.

• Contratos de Empréstimos Emitidos em 2008: R$ 21.349.000,00


• Contratos de Empréstimos Emitidos em 2009: R$ 26.339.000,00

Benefícios
• Plano de Saúde
• Plano Odontológico
• Assessoria Jurídica
• Auxílio Maternal
• Transporte
• Alimentação
• Corretora de Seguros (posto de atendimento nas dependências da
empresa)
• Reembolso Educação
• Cooperativa de Crédito
• PPR
• Randonprev (fundo de previdência privada)
• Prêmio por tempo de empresa
• Seguro de Vida
• Medicina Assistencial
• Fundação Assistencial Abramo Randon
• Serviço Social
• Sociedade Esportiva e Recreativa Randon e Clube Recreativo Fras-le
• Festa de Natal
• Kits natalinos
• Brinquedos de Natal para os filhos até 12 anos
Comentário: Os benefícios oferecidos aos empregados são extensivos aos estagiários,
exceto Cartão Good Card, Auxílio Creche, Reembolso Educação, Cooperando, Sociedade
Esportiva e Recreativa, Randonprev e Prêmio por Tempo de Serviço. Já os Contratados
usufruem de Transporte, Alimentação e acesso à Agência Bancária.
88

Vida Ativa

Ao chegar aos 57 anos, e em processo de aposentadoria, os funcionários


são preparados, com três anos de antecedência, para se manterem
econômica e socialmente ativos. O Programa Novos Caminhos, iniciado em
2003, prepara seus funcionários e os respectivos cônjuges para continuarem
empreendendo, o que envolve atividades úteis e funcionais com ou sem fins
lucrativos. Para isso, o Programa prevê atendimentos individuais realizados
por assistente social, além de outros apoios tais como seminários, reuniões
informativas e oficinas vivenciais, com troca de experiências. Em 2007, 108
funcionários estiveram em condições de ingressar no programa e outros 105
em 2008. Em 2009, 118 funcionários estiveram em condições de ingressar
no programa, contra os 105 de 2008.

Pesquisas realizadas anualmente com funcionários desligados


mostram que parcela significativa dos aposentados está em algum tipo de
atividade:

Pesquisa 2007 Pesquisa 2008*


Atividades junto a familiares 30% 21%
Ação de auto-renda 23% 20%
Atividades úteis e funcionais sistemáticas 31% 35%
Atividades empreendedoras 17% 24%
Total de funcionários desvinculados até 2008 - 112
*Os resultados de 2009 estão sendo coletados.
88
89

LA1 - Total de Trabalhadores Empregados e Contratados

Total de trabalhadores empregados e contratados

Trabalhadores contratados
Empregados Contratados
Região Empresa Estagiários Temporários Total
(terceiros)

2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009
Randon S.A. 3.264 3.443 58 36 0 0
Suspensys 1.443 1.539 15 4 0 0
Master 872 787 11 0 0 0
980 956
Rio Grande Randon Consórcios 100 105 1 0 0 0
9.814 9.913
do Sul JOST 345 311 2 1 0 0
Castertech 38 73 0 0 0 0
Fras-Le 2.464 2.356 9 1 2 1 210 300
Subtotal 8.526 8.614 96 42 2 1 1.190 1.256
Randon Veículos - São Paulo 15 14 0 0 1 0 0 0
Randon S.A. São Paulo 731 650 9 5 0 76 77 32
São Paulo Randon S.A. São Paulo (filial) 21 18 0 0 0 0 0 1 859 801
Fras-Le - São Paulo 5 5 0 0 0 0
Subtotal 772 687 9 5 1 76 77 33
Randon Argentina 141 129 0 0 0 0 12 7
Fras-Le Alemanha 3 4 0 0 0 0 0 0
Fras-Le Argentina 31 30 0 0 3 3 4 4
Fras-Le Chile 2 2 0 0 0 0 0 0
Outros Fras-Le China 21 54 0 0 0 0 0 0 112 273
Países
Fras-Le EUA (Alabama) 39 39 0 0 0 0 0 0
Fras-Le EUA (Detroit) 7 6 0 0 0 0 0 0
Fras-Le EUA (México) 2 2 0 0 0 0 0 0
Subtotal 105 266 0 0 3 3 0 4

LA12 - Avaliação de Desempenho

Desenvolvendo lideranças

O Programa de Avaliação de Desempenho, implantado em 1999


na Randon Administradora de Consórcios e em 2002 na Randon S.A.,
atualmente está disseminado também na Randon Implementos para o
Transporte (São Paulo), JOST, Suspensys e Fras-le.

A avaliação de desempenho abrange visão de carreira, plano de


desenvolvimento e uma sistemática de avaliação feita, no mínimo, uma
vez por ano, onde o gestor compara o desempenho do funcionário ao
perfil exigido para o cargo envolvendo responsabilidades, competências
comportamentais, competências técnicas e formação. Para cada avaliação
é elaborado um plano de desenvolvimento, construído pelo gestor e pelo
funcionário.
90

Nas Empresas Randon o recrutamento interno é a primeira opção nas


necessidades de preenchimento de vagas ou nos casos de promoções, o
que funciona como mais um motivador e impulsiona o aprimoramento
profissional. Para os cargos de liderança, mais de 80% das vagas de pessoal
abertas por remanejamento, aposentadoria ou demissões são cobertas
pelo Banco de Potenciais, que identifica as aptidões para a liderança e as
direciona para que possam assumir novos cargos.

Outro mecanismo de avaliação é o Programa Sucessão de Gestores,


que contempla um processo estruturado de avaliação de potencial, tendo
como base as competências do Perfil do Líder Randon. A propósito, liderança
é um dos pontos trabalhados com ênfase desde 2003, quando teve início o
projeto Desenvolvimento de Equipes, um dos pilares do Programa Crescer,
juntamente com Capacitação Técnica, Educação Formal e Fábrica de Líderes.

Percentual de empregados com avaliação de desempenho

2008 2009
Randon S.A. 56% 33%
Suspensys 36% 100%
Randon Consórcios 74% 80%
JOST 0% 85%
Fras-Le 96% 99%
Randon S.A. São Paulo 4% 76%

Para atrair e reter talentos é preciso oferecer alternativas de crescimento


e de melhorias. O Programa Crescer, voltado ao desenvolvimento e à
educação continuada, ofereceu, em 2009, 68,48 horas de treinamento
resultando num investimento de R$ 4,4 milhões.
90
91

LA10 - Horas de treinamento por empresa

Operacional Diretor Gerente Coord. Admin. Técn.

2008 44,17 105,50 177,73 93,23 39,50 75,83


Randon S.A.
2009 39,94 4,00 65,02 69,95 42,02 53,50
2008 - 26,00 76,44 14,94 7,27 1,68
Randon S.A. São Paulo
2009 2,17 - 8,00 49,06 21,88 9,75

Randon S.A. São Paulo 2008 - - - - - -


(filial) 2009 - - - 4,67 0,89 -
2008 10,00 85,71 32,66 39,27 56,16 41,53
Suspensys
2009 24,21 - 44,06 19,86 33,84 27,12
2008 56,50 41,25 66,64 52,90 78,07 41,30
Master
2009 25,76 24,00 50,27 51,13 45,67 40,29
2008 - 124,75 43,18 19,49 - -
Randon Consórcios
2009 - - 79,00 30,86 37,45 -
2008 - 9,67 91,34 65,02 41,64 32,43
JOST
2009 39,88 - 7,67 69,33 48,57 34,52
2008 - - 108,50 34,61 43,20 4,16
Castertech
2009 49,08 - - 57,33 68,82 80,91
2008 182,70 118,44 139,07 129,07 95,18 115,17
Fras-Le
2009 56,48 13,00 83,10 65,55 40,47 43,12

LA7 - Desafios de saúde e segurança no trabalho

Para garantir a segurança no trabalho, a educação para a prevenção


tem sido um desafio permanente nas Empresas Randon que monitoram
dados mensalmente e contam como indicadores para fins de bonificação e
para o Programa de Participação nos Resultados (PPR). Fruto desta postura,
a empresa não tem registrado óbitos e os acidentes têm se mantido até
mesmo abaixo dos níveis máximos aceitáveis pela Organização Internacional
do Trabalho (OIT).

Randon Veículos
Randon S.A.

Consórcios

Randon SP
Suspensys
Randon
Master
Fras-le

JOST

Indicador

2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008

Taxa Lesões 6.43 7,2876 2.06 2,96 6.75 6,62 0 0 5.91 6,89 2.77 5,80 4,29 6.17 0,8116

Taxa doenças
0.35 0,0642 0 0 0 0,11 0 0 0.25 0,21 0 0 0 0 0
ocupacionais

Taxa dias perdidos 165.97 379,6298 115.57 118 136.15 103 0 0 121.02 853,89 80.09 34,51 101,73 37.05 79,54

Taxa absenteísmo 2.15 1,83 1.99 1,88 2.24 1,17 2.02 1,36 2.58 1,97 1.04 0,93 2.8 1,83 0.22 0,91

Taxa óbitos 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0
92

LA4 - Liberdade sindical

O elevado grau de conscientização e de exigência dos funcionários


levou a quase totalidade dos empregados das Empresas Randon aos 19
sindicatos afins no Rio Grande do Sul, São Paulo e Argentina, totalizando
7.089 funcionários. A maior concentração ocorre no Sindicato dos
Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico
de Caxias do Sul, seguida pelo Sindicato em Guarulhos e pela Unión Obrera
Metalúrgica de la República Argentina.

2009
Quantidade
Região

Qtd. Por Percentual Total de Empregados


Sindicato por Sindicato Empregados abrangidos por
Sindicatos

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e


6134 98,00%
de Material Elétrico de Caxias do Sul

Sindicato dos Empregados Vendedores e Viajantes do Estado do Rio


2 0,03%
Grande do Sul
Sindicato dos Trabalhadores em Telecentral e Operação de Mesas
Rio Grande do Sul

4 0,06%
Telefônicas do Estado do Rio Grande do Sul
Sindicato dos Trabalhadores Desenhistas do Rio Grande do Sul 4 0,06%
8.614 6.259
Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos no Comércio do
89 1,42%
Estado do Rio Grande do Sul

Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho de Caxias do Sul 9 0,14%

Sindicato Nacional dos Aeronautas 1 0,02%

Sindicato dos Trabalhadores de Empresas Administradoras de


16 0,26%
Consórcio do Paraná

6259

Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas,


3 0,44%
Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas,
651 95,45%
Mecânicas e de Material Elétrico de Guarulhos
São Paulo

Sindicato dos Empregados Vendedores e Viajantes do Estado de


6 0,88% 687 682
São Paulo
Sindicato dos Técnicos de Segurança do Trabalho de São Paulo 3 0,44%

Sindicato dos Vigilantes de Guarulhos 1 0,15%

Sindicato dos Metalúrgicos do ABC - São Bernardo do Campo 18 2,64%

682

Union de Obreros y Empleados Plasticos 30 20,27%

Union Obrera Metalúrgica de la República Argentina (U.O.M.R.A.) 101 68,24%


Arqgentina

Empleados de Comercio 10 6,76% 266 148


Viajantes de Comercio 4 2,70%
Asociación Supervisores Industriales Metalúrgicos de la República
3 2,03%
Argentina (A.S.I.M.R.A.)
148
92
93

LA8 - Saúde no trabalho

O programa Viver de Bem com a Vida, criado em 1998 com apoio


e recertificações pela ONU e pelo SESI, atua fortemente no incentivo
a hábitos saudáveis e conscientização à prevenção ao uso de drogas no
trabalho e na família. Em 2009 as Empresas Randon investiram R$ 90.323,14
em campanhas educativas permanentes envolvendo palestras, cartazes,
cartilhas, folhetos, promoção à educação, à qualidade de vida e à saúde
financeira.

No ano de 2009, o Viver de Bem com a Vida foi reconhecido


nacionalmente e citado como case em edição de um livro educativo,
incentivando a saúde afetiva e financeira. Também em 2009, realizou
grande campanha de conscientização que culminou na erradicação do uso
de tabaco nas dependências de todas as Empresas Randon, a partir de 29 de
agosto, “Dia Nacional de Combate ao Fumo”. Trata-se de uma ação regular e
persistente da empresa, independentemente da obrigatoriedade legal. Todo
o público interno participou de etapas que compreenderam: a sensibilização
(campanha de divulgação) e o tratamento (palestras, consultas, participação
em grupos e monitoramento com ou sem medicamentos). A campanha teve
grande aceitação, atingindo amplamente ao público interno, fornecedores,
clientes, e comunidade.

Ensinando a ser saudável

Os alunos do Programa Qualificar das modalidades de Mecânico de


Manutenção de Máquinas, Mecânico de Usinagem e Montador ganharam,
em 2009, o Projeto Complementação de Educação Profissional em Segurança
e Saúde Ocupacional para os Alunos do Qualificar que visa incrementar
a consciência de segurança e saúde ocupacional (SSO). São 34 horas de
conteúdos voltados à legislação de segurança e saúde ocupacional, Normas
Regulamentadoras (NR’s) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Gestão
de segurança e saúde ocupacional, OHSAS 18001 e ISO 14001, Prevenção
de acidentes e doenças ocupacionais, Proteção auditiva e respiratória, NR
10 (Eletricidade) e NT 16 (Prensas e Similares), Segurança na soldagem
e em máquinas ferramenta e, ainda, Proteção contra incêndios. Foram
duas turmas com aulas quinzenais de abril a dezembro, ministradas por
Engenheiros de Segurança do Trabalho, Médicos do Trabalho, Técnicos de
Segurança do Trabalho e Técnicos de Enfermagem do Trabalho, finalizando
com prova de avaliação.
94

Outros
Gestão
Funcionários
Comitês Abrangência
Número % Número %
Comitê de Manufatura Grupo - Global
Força Tarefa de Saúde e Segurança Grupo - Global
CIPA Unidade de Negócio
Brigada de Emergências Unidade de Negócio

Inovação premiada – A postura inovadora encontra suas raízes no início


da história da Randon, com o traço marcante da curiosidade e do olhar à
frente de Hercílio Randon, fundador da empresa junto com Raul Randon. O
fato levou à criação do Prêmio Hercílio Randon, em 2005, para promover
a criatividade e a inovação. A postura inovadora vem sendo referenciada
por meio de premiações que culminaram, em 2009, com o Prêmio CNI
de Inovação. Medidas pioneiras de responsabilidade socioambiental e de
boas práticas levaram as Empresas Randon, através do projeto Castertech
Fundição e Tecnologia, à conquista do Prêmio CNI 2009, na categoria
desenvolvimento sustentável, na modalidade média e grande indústria.

Direitos Humanos

SA8000

O cuidado com a saúde das pessoas é uma preocupação permanente,


razão pela qual ganha importância ainda maior a norma internacional
SA8000, conquistada pela Suspensys, cujo enfoque principal é a garantia
dos direitos dos trabalhadores envolvidos na produção. A ferramenta de
gestão conta com nove rigorosos critérios que, além de saúde e segurança,
envolve o trabalho infantil, o trabalho forçado, a liberdade de associação e
negociação, a discriminação, as práticas disciplinares, horários, remuneração
e sistemas de gestão.

HR6 e HR7 - Trabalho decente - Detentora da Certificação SA8000


desde 2001, a Suspensys é uma das Empresas Randon que adota os mesmos
critérios da norma juntos aos fornecedores e subcontratados. A proibição
do trabalho infantil e do trabalho forçado faz parte dos requisitos desta
norma e são monitorados, para que também a cadeia de suprimentos se
enquadre e se comprometa formalmente, através de carta enviada a todos
os fornecedores. O pré-requisito já constava do Questionário de Seleção de
Fornecedores, desde 2006. O controle ganhou maior rigor em 2008 com a
criação do Anexo M – Requisitos Auditáveis da SA 8000 presente no Manual
de Fornecedores, que é utilizado nas auditorias regulares.
94
95

Gestão de Fornecedores

As Empresas Randon vêm aprimorando continuamente o


relacionamento com sua cadeia de fornecedores, a fim de garantir a melhoria
nos processos que envolvem componentes e serviços adquiridos. Em sua
quinta edição, o Manual de Requisitos para Fornecedores define os critérios
que contemplam a sistemática de seleção, desenvolvimento, avaliação e
monitoramento de fornecedores e são considerados requisitos mínimos
para fornecimento de materiais e serviços para as Empresas Randon e têm
como base a gestão da Qualidade, visando atendimento às normas ISO
9001:2000 e ISO/TS 16949:2002.

Também o Portal de Fornecedores é um dos meios de relacionamento


direto da empresa com este público. Trata-se de um aplicativo web com
acesso a conteúdo específico de cada fornecedor onde são disponibilizadas
informações de desempenho, documentação de aprovação de produtos,
resultados de auditorias de processo e seus planos de ação, entre outras.

Caso seja fornecedor de itens de segurança, este deve desenvolver e


implementar práticas específicas que garantam a qualidade, rastreabilidade
e repetibilidade do produto e processo, além do acesso e entendimento da
importância destes, de todos os envolvidos na organização e na cadeia, além
de manter uma forma de identificação desde a matéria-prima até o envio do
produto ao cliente. As exigências se estendem também aos subcontratados,
uma vez que o Manual prevê que cada fornecedor é também responsável
pelo controle e esforços de melhoria contínua dos seus subcontratados, que
também devem implantar e documentar controles apropriados. Anualmente
é realizado o Encontro de Fornecedores com o objetivo de aprimorar o
relacionamento com toda a cadeia e compartilhar a visão e as estratégias
das Empresas Randon.
96

Itens de segurança

Para itens relacionados com a segurança do produto, é requerida


implementação das seguintes práticas pelo fornecedor:

• Divulgação, para todos os funcionários envolvidos, sobre a


importância de uma peça de segurança e os procedimentos relacionados a
ela (identificação, documentação envolvida e riscos);

• Toda a documentação relativa ao processo e/ou peça de segurança


deve estar identificada e disponível (desenhos, planos de controle, registros,
planos de manutenção, PAPP’s, etc);

• Os registros devem ser arquivados por um período mínimo de quinze


anos em local seguro e organizado, a fim de garantir o fácil acesso e a
integridade dos mesmos;

• Desenvolver e implementar uma forma de identificação diferenciada


para produtos de segurança desde o processo até o cliente. Quando não
aplicável solicitar derroga;

• Identificar máquinas e equipamentos relacionados com a fabricação


e controle de itens de segurança.

Com o objetivo de assegurar que as melhores práticas sejam adotadas


por toda a cadeia envolvida com a fabricação e fornecimento de itens de
segurança, as Empresas Randon realizam workshops onde são abordados
temas como legislação, requisitos de clientes e práticas para o projeto e
manufatura de produtos de segurança.

LA6 - Comitê de Segurança

Empresa Grupo

CIPA SESMT DEFESA INTERNA TOTAL

SUSPENSYS 28 5 103 136


JOST 18 2 33 53
RANDON IMPLEMENTOS 34 12 134 180
FRAS-LE 34 13 80 127
MASTER 20 4 67* 24* * em formação
CASTERTECH 4 1 22 27
CONSORCIO
RANDON SP
sub-total 547
Força Tarefe do Grupo de Segurança de todas as
FTSSO 11
empresas

pessoas participam de
TOTAL GERAL 558
grupos de segurança

Para obtermos o % temos que ter o total de funcionários das empresas


96
97

LA14 - Proporção de salário base entre homens e mulheres, por


categoria funcional.

Nas Empresas Randon há um saudável equilíbrio de salários


independente de sexo, conforme tabela:

Operacional Diretor Gerente Coordenador Administrativo Técnico

% % % % % %
Homens 55,55 100,00 45,28 51,12 54,15 55,11
Mulheres 44,45 0,00 54,72 48,88 45,85 44,89

SO1 - Instituto Elisabetha Randon

Criado em 2003, o Instituto Elisabetha Randon - Pró-Educação e


Cultura desenvolve programas próprios, alinhados à cultura e às estratégias
da Randon. Sob sua guarda estão algumas iniciativas que visam envolver
proativamente e incentivar as competências da organização para o
desenvolvimento social, baseando-se nas necessidades da comunidade.
Entre as iniciativas destaca-se o Programa Florescer que prepara crianças
e adolescentes em situação de vulnerabilidade social para o exercício da
cidadania e para uma melhor qualidade de vida. O programa consiste num
Centro de Educação Livre para crianças de 7 a 14 anos, de ambos os sexos,
que complementa a Educação Formal no turno inverso ao horário escolar.

O Programa inclui atividades de informática, língua inglesa, música


instrumental, canto coral, teatro, expressão corporal e práticas esportivas,
entre outras, oferecendo transporte e alimentação gratuitos. Em 2009, 552
crianças e adolescentes foram beneficiados pelo programa.

A previsão é de atender 1.300 educandos até o final de 2010. O


atendimento ocorre através das duas casas em operação em Caxias do Sul
(Randon e Fras-le) e pelas franquias já implantadas em Ribeirão Preto (SP),
Curitiba (PR), Maringá (PR) e Bento Gonçalves (RS), além de Caxias do Sul
(3º núcleo), Vacaria e Farroupilha. Paranaguá deverá iniciar operação até o
final de 2010.
98

As sete franquias do Florescer

Cidades Educandos

Ribeirão Preto/Rodorib 45
Curitiba/São João Batista 80
Maringá/G10/ATDL 44
Bento Gonçalves/Abraçaí 120
Vacaria/Ceava 180
Farroupilha/Afeca 200
Caxias do Sul/Anjos Voluntários 120

Qualificar

Iniciado em 2005, o Programa Qualificar tem por missão preparar


jovens para uma melhor inserção no mercado de trabalho, através de uma
formação técnica e humanística, que beneficia jovens de 15 a 18 anos. O
Programa Qualificar - Etapa Formação Básica (até 16 anos) proporciona
cursos de Iniciação Profissional, nos segmentos metalmecânico e comércio
e serviços, visando qualificar os jovens para enfrentar os desafios do
mercado de trabalho, contribuindo para o desenvolvimento social e
econômico do Brasil. Em 2009 foram 50 os beneficiados nos dois cursos.
No segmento comércio e serviços, o curso acontece em parceria com o
Sindilojas/Univarejo. Na Etapa Qualificar Profissionalizante, realizado no
Centro de Educação Profissional Randon/Senai, são disponibilizados os
cursos de mecânico de usinagem e montador de componentes automotivos
e implementos rodoviários, ambos com duração de 2 anos. A meta é atender
120 alunos.

Em 2007, o Instituto ampliou a sua atuação promovendo sinergia com


outras entidades afins.
98
99

Fruto disso, firmou na parceria com o COMDICA (Conselho Municipal


dos Direitos da Criança e do Adolescente), com a finalidade de apoiar
projetos comunitários, promovendo uma campanha junto aos funcionários
das Empresas Randon que declaram Imposto de Renda no formulário
completo, estimulando-os a destinarem parte do imposto devido ao
Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente de Caxias do Sul
para financiar projetos sociais, aproveitando o incentivo concedido pela lei.

Desde 2008, o Instituto Elisabetha Randon passou a integrar a Rede de


Parceria Social promovida pela Secretaria de Justiça Social do Governo do
Estado do Rio Grande do Sul, como uma das Entidades Âncoras apoiadoras
de projetos sociais em todo estado do RS. Conforme determina a Lei da
Solidariedade (Lei 11.853/02), parte do ICMS devido pelas Empresas
Randon (até 3%) foi aplicada para financiar, em 2009, 13 entidades do RS
que atendem crianças e adolescentes no contra-turno escolar. Os projetos
sociais foram escolhidos conforme regras estabelecidas por meio de edital
público. Além do aporte financeiro, o Instituto Elisabetha Randon, como
parceiro, monitora e apoia as entidades selecionadas para aplicação dos
recursos, conforme as regras de parceria do programa.

Parceria Social

Foram beneficiadas diretamente em torno de 1.500 crianças e


adolescentes. Também os dirigentes destas organizações e alguns
educadores recebem em torno de 80 horas de treinamento, com foco
tanto na gestão da entidade quanto no aprimoramento da parte técnica e
comportamental.
100

O Programa Ser Voluntário é outra iniciativa mantida pelo Instituto


Elisabetha Randon. Lançado em 2005 em parceria com a ONG Parceiros
Voluntários, o programa visa estimular a força de trabalho a desenvolver
ações junto a entidades e escolas públicas da comunidade. O funcionário
interessado inscreve-se junto ao RH de sua empresa e passa a fazer parte de
um banco de voluntários, podendo ser convocado conforme necessidade
e aptidão e com reembolso das despesas de transporte e alimentação. Em
2009, foram desenvolvidas 10 atividades ligadas às áreas de informática,
manutenção e assessoria à gestão de entidades sociais e escolas públicas
da comunidade.
100

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102

BALANÇO SOCIAL ANUAL / 2009


Empresa: Randon - Consolidado

1 - Base de Cálculo 2009 Valor (Mil reais) 2008 Valor (Mil reais)

1.1. Receita Líquida (RL) 2.469.544 3.059.478

1.2. Resultado Operacional (RO) 279.644 419.846

1.3. Folha de Pagamento Bruta (FPB) 359.479 359.867

2 - Indicadores Sociais Internos Valor (mil) % sobre FPB % sobre RL Valor (mil) % sobre FPB % sobre RL

2.1. Alimentação 8.242 2% 0% 9.028 3% 0%

2.2. Encargos Sociais Compulsórios 145.057 40% 6% 140.724 39% 5%

2.3. Previdência Privada 3.056 1% 0% 5.296 1% 0%

2.4. Saúde 14.318 4% 1% 13.111 4% 0%

2.5. Segurança e Medicina do Trabalho 7.769 2% 0% 11.640 3% 0%

2.6. Educação 1.944 1% 0% 1.919 1% 0%

2.7. Capacitação e Desenvolvimento Profissional 3.962 1% 0% 6.516 2% 0%

2.8. Cheche/Auxílio Creche 97 0% 0% 74 0% 0%

2.9. Participação nos Lucros ou Resultados 26.135 7% 1% 37.959 11% 1%

2.10. Transportes 7.164 2% 0% 7.546 2% 0%

2.11. Outros Benefícios 2.959 1% 0% 3.287 1% 0%

TOTAL - Indicadores Sociais Internos 220.703 61% 9% 237.100 66% 8%

3 - Indicadores Sociais Externos Valor (mil) % sobre RO % sobre RL Valor (mil) % sobre RO % sobre RL

3.1. Educação 163 0% 0% 777 0% 0%

3.2. Cultura 1.108 0% 0% 1.200 0% 0%

3.3. Esporte 40 0% 0% 186 0% 0%

3.4. Outros 244 0% 0% 614 0% 0%

Total de Contribuições para a Sociedade 1.554 1% 0% 2.777 1% 0%

3.5. Tributos (excluídos Encargos Sociais) 214.642 77% 9% 291.818 70% 10%

Total - Indicadores Sociais Externos 216.196 77% 9% 294.595 70% 10%

4 - Indicadores Ambientais Valor (mil) % sobre RO % sobre RL Valor (mil) % sobre RO % sobre RL

Invest relac c/a Produção/Operação da Empresa 6.483 2% 0% 4.919 1% 0%

Total Investimentos em Meio Ambiente 6.483 2% 0% 4.919 1% 0%


102
103

EMPRESA: RANDON S/A IMPLEMENTOS E PARTICIPAÇÕES


Balanço Social (iBase) Consolidado - R$

dez/09 Consolidado dez/08 Consolidado


1. Base de Cálculo Total 1. Base de Cálculo Total
1.1 Receita Líquida (RL) 2.469.544 1.1 Receita Líquida (RL) 3.059.478

1.2 Resultado Operacional (RO) 297.644 1.2 Resultado Operacional (RO) 419.846

1.3 Folha de Pagamento Bruta (FPB) 359.479 1.3 Folha de Pagamento Bruta (FPB) 359.867

2. Indicadores Sociais Internos R$ 2. Indicadores Sociais Internos R$


2.1 Alimentação 8.242 2.1 Alimentação 9.028

2.2 Encargos Sociais Compulsórios 145.057 2.2 Encargos Sociais Compulsórios 140.724

2.3 Previdência Privada 3.056 2.3 Previdência Privada 5.296

2.4 Saúde 14.318 2.4 Saúde 13.111

2.5 Segurança e Medicina do Trabalho 7.769 2.5 Segurança e Medicina do Trabalho 11.640

2.6 Educação 1.944 2.6 Educação 1.919

2.7 Cultura - 2.7 Cultura -

2.8 Capacitação e Desenvolvimento 2.8 Capacitação e Desenvolvimento


3.962 6.516
Profissional Profissional

2.9 Creche/Auxílio Creche 97 2.9 Creche/Auxílio Creche 74

2.10 Participação nos Lucros ou Resultados 26.135 2.10 Participação nos Lucros ou Resultados 37.959

2.11 Transportes 7.164 2.11 Transportes 7.546

2.12 Outros Benefícios 2.959 2.12 Outros Benefícios 3.287

Total - Indicadores Sociais Internos 220.702 Total - Indicadores Sociais Internos 237.100

3. Indicadores Sociais Externos R$ 3. Indicadores Sociais Externos R$


3.1 Educação 163 3.1 Educação 777

3.2 Cultura 1.108 3.2 Cultura 1.200

3.3 Saúde e Saneamento - 3.3 Saúde e Saneamento -

3.4 Esporte 40 3.4 Esporte 186

3.5 Combate à Fome e Segurança Alimentar - 3.5 Combate à Fome e Segurança Alimentar -

3.6 Outros 244 3.6 Outros 614

Total das Contribuições para a Sociedade 1.554 Total das Contribuições para a Sociedade 2.777

3.7 Tributos (excluídos Encargos Sociais) 214.642 3.7 Tributos (excluídos Encargos Sociais) 291.818

Total - Indicadores Sociais Externos 216.196 Total - Indicadores Sociais Externos 294.595

4. Indicadores Ambientais R$ 4. Indicadores Ambientais R$


Invest relac c/a Produção/Operação da Invest relac c/a Produção/Operação da
6.483 4.919
Empresa Empresa
Invest em Programas e/ou Projetos Invest em Programas e/ou Projetos
- -
Externos Externos

Total Investimentos em Meio Ambiente 6.483 Total Investimentos em Meio Ambiente 4.919
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ÍNDICE REMISSIVO GRI
1.1 Declaração do presidente. 10, 11
1.2 Declaração dos principais impactos, riscos e oportunidades. ND

2 PERFIL ORGANIZACIONAL
2.1 Nome da organização. 19
2.2 Produtos e serviços, incluindo marcas. 18
2.3 Estrutura operacional. Reverso da capa
2.4 Localização da sede da organização. 19
2.5 Países e região onde a organização atua. 19
2.6 Tipo e natureza jurídica da propriedade. 19
2.7 Mercados atendidos. 21
2.8 Porte da organização. 19
2.9 Mudanças durante o período coberto pelo relatório. Não se aplica
2.10 Prêmios recebidos no período coberto pelo relatório. 25, 26, 27

3 PARÂMETROS PARA O RELATÓRIO


3.1 Período coberto pelo relatório. 14
3.2 Data do relatório anterior. 14
3.3 Ciclo de emissão dos relatórios. 14
3.4 Dados para contato em caso de perguntas relativas ao relatório e seu conteúdo. 14
3.5 Definição do conteúdo do relatório (temas, prioridades, stakeholders). 14
3.6 Limite do relatório. 14
3.7 Limitações específicas quanto ao escopo ou ao limite do relatório. 14
3.8 Base para relatório no que se refere à outras instalações que possam afetar significativamente
a comparabilidade entre períodos e/ou entre organizações. 14
3.9 Técnicas de medição de dados e as bases de cálculos. ND
3.10 Reformulações de informações fornecidas em relatórios anteriores. 14
3.11 Mudanças significativas em comparação com anos anteriores (escopo e/ou medições). 14
3.12 Tabela que identifica a localização das informações no relatório. 105, 106, 107, 108
3.13 Política e prática atual relativa à busca de verificação externa para o relatório. ND

4 GOVERNANÇA, COMPROMISSO E ENGAJAMENTO


4.1 Estrutura de governança da organização. 30, 31, 32, 33, 34
4.2 Presidência do grupo de governança. 30
4.3 Porcentagem dos conselheiros que são independentes, não-executivos. 30
4.4 Mecanismos para acionistas fazerem recomendações ao Conselho de Administração. 30,32
4.5 Relação entre remuneração e o desempenho da organização. ND
106

4.6 Processos em vigor no mais alto órgão de governança. ND


4.7 Qualificações dos membros do mais alto órgão de governança. ND
4.8 Declarações de missão e valores, códigos de conduta e princípios internos. 33, 36
4.9 Responsabilidades pela implementação das políticas econômicas, ambientais e sociais. ND
4.10 Processos para a auto-avaliação do desempenho (econômico, ambiental e social). 32
4.11 Explicação de se e como a organização aplica o princípio da precaução. ND
4.12 Princípios e/ou outras iniciativas desenvolvidas externamente. ND
4.13 Participação em associações. 35

ENGAJAMENTO DOS STAKEHOLDERS


4.14 Relação dos grupos de stakeholders engajados pela organização. 33, 34
4.15 Base para a identificação e seleção de stakeholders com os quais engajar. 33, 34
4.16 Abordagens para o engajamento dos stakeholders. ND
4.17 Preocupações levantadas por meio do engajamento dos stakeholders. ND

5 FORMA DE GESTÃO E INDICADORES DE DESEMPENHO


Indicadores de Desempenho Econômico
EC1 Valor econômico direto gerado e distribuído. 45, 56
EC2 Implicações financeiras e outros riscos e oportunidades devido a mudanças climáticas. ND
EC3 Cobertura das obrigações do plano de pensão de benefício. 60, 61
EC4 Ajuda financeira significativa recebida do governo. 61
EC5 Variação da proporção do salário mais baixo comparado ao salário mínimo local. ND
EC6 Políticas, práticas e proporção de gastos com fornecedores locais. ND
EC7 Contratação local. ND
EC8 Impacto de investimentos em infra-estrutura oferecidos para benefício público. ND
EC9 Descrição de impactos econômicos indiretos significativos. 60

Indicadores de Desempenho Ambiental


EN1 Materiais usados por peso ou volume. 68, 69, 70, 71, 72, 80
EN2 Percentual dos materiais usados provenientes de reciclagem. 73, 74, 75, 81, 82
EN3 Energia. 69
EN4 Consumo de energia indireta discriminados por fonte primária. 70, 71, 72
EN5 Energia economizada devido a melhorias em conservação e eficiência. ND
EN6 Iniciativas para fornecer produtos e serviços com baixo consumo de energia. ND
EN7 Iniciativas para reduzir o consumo de energia indireta e as reduções obtidas. 73
EN8 Total de água retirada por fonte. 67, 68, 69
EN9 Fontes hídricas significativamente afetadas por retirada de água. ND
EN10 Percentual e volume total de água reciclada e reutilizada. 73
EN11 Localização e tamanho da área possuída. ND
EN12 Descrição de impactos significativos na biodiversidade de atividades, produtos, e
serviços. ND
EN13 Habitats protegidos ou restaurados. ND
EN14 Estratégias para gestão de impactos na biodiversidade. 66
EN15 Número de espécies na Lista Vermelha da IUCN e outros listas de conservação. ND
106
107

EN16 Total de emissões diretas e indiretas de gases de efeito estufa. ND


EN17 Outras emissões indiretas relevantes de gases de efeitos estufa. ND
EN18 Iniciativas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e as reduções obtidas. ND
EN19 Emissões de substâncias destruidoras da camada de ozônio. ND
EN20 NOx, Sox, e outras emissões atmosféricas significativas. ND
EN21 Descarte total de água, por qualidade e destinação. 75, 76
EN22 Peso total de resíduos, por tipo e métodos de disposição. 77, 78
EN23 Número e volume total de derramamentos significativos. ND
EN24 Peso de resíduos transportados, considerados perigosos. ND
EN25 Descrição de proteção e índice de biodiversidade de corpos d’água e habitats. ND
EN26 Iniciativas para mitigar os impactos ambientais. 82
EN27 Percentual de produtos e embalagens recuperados, por categoria de produto. ND
EN28 Valor multas e número total de sanções resultantes da não-conformidade com leis. ND
EN29 Impactos ambientais referentes a transporte de produtos e de trabalhadores. ND
EN30 Total de investimentos e gastos em proteção ambiental. 65

Indicadores de Desempenho Social


Práticas trabalhistas
LA1 Total de trabalhadores, por tipo de emprego, contrato de trabalho e região. 89
LA2 Número total e taxa de rotatividade de empregos, por faixa etária, gênero e região. ND
LA3 Comparação entre benefícios a empregados de tempo integral e temporários. 87
LA4 Percentual de empregados abrangidos por acordo de negociação coletiva. 92
LA5 Descrição de notificações (prazos e procedimentos). ND
LA6 Percentual dos empregados representados em comitês formais de segurança e saúde. 97
LA7 Taxa de lesões, doenças ocupacionais, dias perdidos. 91
LA8 Programas de educação, prevenção e controle de risco. 93
LA9 Temas relativos a segurança e saúde cobertos por acordos formais com sindicatos. ND
LA10 Média de horas por treinamento por ano. 91
LA11 Programas para gestão de competências e aprendizagem contínua. 86, 87
LA12 Percentual de empregados que recebem análises de desempenho. 89, 90
LA13 Composição da alta direção e dos conselhos, e proporção por grupos e gêneros. ND
LA14 Proporção de salário base entre homens e mulheres, por categoria funcional. 97

Direitos Humanos
HR1 Descrição de políticas, diretrizes para manejar todos os aspectos de direitos humanos. 48
HR2 Empresas contratadas submetidas a avaliações referentes a direitos humanos. ND
HR3 Políticas para a avaliação e tratamento do desempenho nos direitos humanos. ND
HR4 Número total de casos de discriminação e as medidas tomadas. ND
HR5 Política de liberdade de associação e o grau da sua aplicação. ND
HR6 Medidas tomadas para contribuir para a abolição do trabalho infantil. 94
HR7 Medidas tomadas para contribuir para a erradicação do trabalho forçado. 94
HR8 Políticas de treinamentos relativos a aspectos de direitos humanos para seguranças. ND
HR9 Número total de casos de violação de direitos dos povos indígenas e medidas tomadas. ND
108

Sociedade
SO1 Programas e práticas para avaliar e gerir os impactos das operações nas comunidades. 97
SO2 Unidades submetidas a avaliações de riscos relacionados à corrupção. 32 (Guia de
Conduta Ética)
SO3 Percentual de empregados treinados nas políticas e procedimentos anticorrupção. ND
SO4 Medidas tomadas em resposta a casos de corrupção. 32 (Guia de Conduta Ética)
SO5 Posições quanto a políticas públicas. 35, 97
SO6 Políticas de contribuições financeiras para partidos políticos, políticos ou instituições. ND
SO7 Número de ações judiciais por concorrência desleal. ND
SO8 Descrição de multas significativas e número total de sanções não-monetárias. ND

Responsabilidades sobre o Produto


PR1 Política para preservar a saúde e segurança do consumidor durante o uso do produto. 23
PR2 Não-conformidades relacionados aos impactos causados por produtos e serviços. ND
PR3 Tipo de informação sobre produtos e serviços exigida por procedimentos de rotulagem. ND
PR4 Não-conformidades relacionados à rotulagem de produtos e serviços. ND
PR5 Práticas relacionadas à satisfação do cliente, incluindo resultados de pesquisas. 22,23
PR6 Programas de adesão à leis, normas e códigos voluntários. ND
PR7 Casos de não-conformidade relacionados à comunicação de produtos e serviços. ND
PR8 Reclamações comprovadas relativas à violação de privacidade de clientes. ND
PR9 Multas por não-conformidade relacionadas ao fornecimento e uso de produtos e
serviço. ND
108

ADMINISTRAÇÃO
Conselho de Administração
Raul Anselmo Randon - Presidente
Alexandre Randon - Vice-Presidente
Hugo Eurico Irigoyen Ferreira - Conselheiro
José Maria Rabelo - Conselheiro
Ruy Lopes Filho - Conselheiro

Conselho Fiscal
Benilda Waschow
Carlos Osvaldo Pereira Hoff
Luiz Gonzaga Pinto Junior

Diretoria Executiva
David Abramo Randon - Diretor Presidente
Alexandre Randon - Diretor Vice-Presidente
Astor Milton Schmitt - Diretor
Erino Tonon - Diretor

Diretor de Relações com Investidores


Astor Milton Schmitt

Diretor Financeiro Divisão Holding


Geraldo Santa Catharina

Gerente Administrativa Corporativa


Maria Tereza Casagrande

Contadora CRC/RS: 49.886/O-3


Ieda Maria Onzi Perosa
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ENDEREÇOS E CONTATOS
Diretor de Relações com Investidores
Astor Milton Schmitt

Diretor Financeiro Divisão Holding


Geraldo Santa Catharina
Fone: (55) (54) 3209.2536
Fax: (55) (54) 3209.2566
E-mail: geraldo@randon.com.br

Página Internet
www.randon.com.br

Sistema de Ações Escriturais e Serviços de Acionistas


Banco Itaú S.A.
Endereço: Rua Boa Vista, 176 - 1º Subsolo
Centro, São Paulo - SP

Auditores Independentes
Ernst & Young Auditores Independentes S.S.

Jornais de Divulgação
Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Sul
O Pioneiro - Caxias do Sul
Valor Econômico - Regional São Paulo

Atendimento Relações com Investidores


Hemerson Fernando de Souza
Fone: 54 3209.2505 / ri@randon.com.br
Meri - Lusmeri Tomazzoni
Angelica - Maria A. Mossmann
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EXPEDIENTE
Diretoria Corporativa e de Relações Força Tarefa de Sustentabilidade
com Investidores Aline Copelli
Astor Milton Schmitt Ana Paula Morsch
Danilo Souza
Coordenação Hemerson Fernando de Souza
Divisão de Marketing – Randon S.A. Luciane Sartori
Implementos e Participações Lusmeri Tomazzoni
Melissa Lorandi Pasquali
Gerência de Marketing Valmir J. Ecker
Claude Domingues Padilha Vanessa Fonseca

Área de Comunicação Corporativa Tiragem


Danilo Souza 1.000 exemplares

Coordenadores dos Comitês Fotografia


Sustentabilidade Osvino Scalco (Magrão)
Maurien Randon Barbosa Arquivo Fotográfico Randon
Qualidade
Gilnei Lafuente Projeto gráfico
Tecnologia DKW Brandesign
Sandro A. Trentin
Manufatura Produção e edição de textos
Alberto Muxfeldt Neto Jornalista Gladis Berlato
Tecnologia da Informação Reg.Prof.5278 DRT/RS
Luiz Paulo Wenzel Fróes, Berlato Associadas
Operações
Erino Tonon Consultoria GRI
Recursos Humanos BSD Consulting
Maria Tereza Casagrande
Planejamento Tributário Impressão
Ademar Salvador Editora São Miguel
Planejamento e Finanças
Juarez Carbonera Distribuição Gratuita
Suprimentos
Vladimir Bortolotto Maiores informações e
Marketing comentários sobre este Relatório
Claude Domingues Padilha comitesustentabilidade@randon.com.br

Este relatório foi impresso com tintas fabricadas e submetidas a um rigoroso controle do processo
produtivo, em relação aos índices de metais pesados, possibilitando seu enquadramento na norma
européia EN71/3 (dez/94), que estabelece parâmetros em relação a preservação do meio-ambiente.
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2009
Demonstrações financeiras
Randon S.A. Implementos e Participações
31 de dezembro de 2009 e 2008 com
Parecer dos Auditores Independentes
2

Randon S.A. Implementos e Participações

Demonstrações financeiras
31 de dezembro de 2009 e 2008
ÍNDICE

04 Parecer dos auditores independentes

Demonstrações financeiras auditadas

06 Balanços patrimoniais

08 Demonstrações dos resultados

09 Demonstrações das mutações do patrimônio líquido

10 Demonstrações dos fluxos de caixa

11 Demonstrações do valor adicionado

12 Notas explicativas às demonstrações financeiras

Informações complementares

58 Informações por segmentos de negócios -


Consolidado (Anexo I)
4

PARECER DOS AUDITORES INDEPENDENTES

Ao
Conselho de Administração e aos Acionistas da
Randon S.A. Implementos e Participações
Caxias do Sul - RS

1. Examinamos os balanços patrimoniais (controladora e consolidado) da Randon


S.A. Implementos e Participações em 31 de dezembro de 2009, e as respectivas
demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio líquido, dos fluxos
de caixa e do valor adicionado correspondentes ao exercício findo naquela data,
elaborados sob a responsabilidade de sua Administração. Nossa responsabilidade
é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras. As
demonstrações financeiras das controladas Master Sistemas Automotivos Ltda.
e Suspensys Sistemas Automotivos Ltda. relativas ao exercício findo em 31 de
dezembro de 2009, foram examinadas por outros auditores independentes e a
nossa opinião, no que diz respeito aos valores desses investimentos, que totalizam
R$ 133.108 mil e do resultado positivo de equivalência patrimonial decorrente
dessas controladas, no valor de R$ 52.323 mil, está baseada exclusivamente nos
pareceres desses outros auditores independentes.

2. Nosso exame foi conduzido de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no


Brasil e compreendeu: a) o planejamento dos trabalhos, considerando a relevância
dos saldos, o volume de transações e os sistemas contábil e de controles internos
da Companhia e de suas controladas; b) a constatação, com base em testes, das
evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis
divulgados; e c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais
representativas adotadas pela Administração da Companhia e de suas controladas,
bem como da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
5

3. Em nossa opinião, com base em nossos exames e nos relatórios de outros


auditores independentes, as demonstrações financeiras referidas no parágrafo
1 representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição
patrimonial e financeira da Randon S.A. Implementos e Participações em 31 de
dezembro de 2009, o resultado de suas operações, as mutações de seu patrimônio
líquido, os seus fluxos de caixa e os valores adicionados nas operações referentes
ao exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas
no Brasil.

4. Nosso exame foi conduzido com o objetivo de emitirmos parecer sobre as


demonstrações financeiras referidas no parágrafo 1, tomadas em conjunto.
As informações por segmento de negócio referentes ao exercício findo em
31 de dezembro de 2009, apresentada no Anexo I, para propiciar informações
complementares sobre a Companhia, não são requeridas como parte integrante das
demonstrações financeiras básicas, de acordo com as práticas contábeis adotadas
no Brasil. As informações por segmento de negócios foram submetidas aos
mesmos procedimentos de auditoria descritos no parágrafo 2 e, em nossa opinião,
estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em
relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto.

5. As demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro


de 2008, apresentadas para fins de comparação foram auditadas por outros
auditores independentes, que emitiram parecer sem ressalvas, datado de 6 de
fevereiro de 2009.

Porto Alegre, 5 de fevereiro de 2010.

ERNST & YOUNG


Auditores Independentes S.S.
CRC-2SP015199/O-6/F/RS

Américo F. Ferreira Neto


Contador CRC-1S192685/O-9/S/RS
6

BALANÇOS PATRIMONIAIS
31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de reais)

Controladora Consolidado

Ativo Nota 2009 2008 2009 2008

Circulante

Disponibilidades 5 169.006 129.092 616.659 316.372

Aplicações de liquidez não imediata 6 68.513 - 68.513 32.222

Instrumentos financeiros derivativos 22 - - - 320

Clientes 7 232.389 242.479 418.509 420.675

Estoques 8 136.781 106.562 327.028 376.237

Impostos a recuperar 9 59.032 31.595 112.767 80.622

Despesas antecipadas 2.078 1.294 3.086 2.699

Impostos diferidos 18 17.314 16.485 32.828 42.456

Direitos por recursos de consórcios 14 - - 39.280 30.574

Outras contas 21.618 30.272 12.030 13.758

706.731 557.779 1.630.700 1.315.935

Não circulante

Realizável a longo prazo

Partes relacionadas 10 15 3.961 - -

Cotas de consórcios 12.529 12.424 24.656 25.812

Impostos diferidos 18 2.074 2.674 12.265 5.556

Impostos a recuperar 9 12.652 23.371 26.532 50.730

Depósitos judiciais 16 801 347 8.013 7.389

Outras contas - 88 16.781 17.873

28.071 42.865 88.247 107.360

Investimentos 11 469.899 432.269 44.557 39.053

Imobilizado 12 298.181 284.861 770.252 726.574

Intangível 12 13.085 4.727 31.297 12.773

Diferido 923 1.171 12.177 14.069

782.088 723.028 858.283 792.469

1.516.890 1.323.672 2.577.230 2.215.764


7

Controladora Consolidado

Passivo Nota 2009 2008 2009 2008

Circulante
Financiamentos e empréstimos 13 34.173 107.826 166.699 225.231
Instrumentos financeiros derivativos 23 - 5.811 43 27.372
Fornecedores 70.452 16.499 146.134 71.082
Adiantamentos de clientes 29.201 34.998 34.377 43.857
Clientes por mercadoria a entregar 12.679 16.789 19.167 20.704
Impostos e contribuições 7.174 10.582 23.144 25.961
Salários e encargos 15.245 9.108 44.319 34.884
Dividendos 12.158 34.359 15.765 46.531
Juros sobre o capital próprio 14.578 17.600 22.359 26.640
Participações dos empregados e Administradores 11.535 15.723 29.151 34.531
Impostos diferidos 18 34 298 277 3.152
Imposto de renda e contribuição social - - 1.844 1.826
Obrigações por recursos de consorciados 14 - - 39.280 30.574
Comissões 8.038 6.589 12.275 10.408
Partes relacionadas 10 3.818 3.353 5.498 10.920
Outras contas 11.384 17.868 26.357 33.710
230.469 297.403 586.689 647.383
Não circulante
Financiamentos e empréstimos 13 337.517 192.658 703.266 429.516
Impostos e contribuições 15 2.492 751 7.124 11.285
Partes relacionadas 10 51.834 33.405 56.599 34.254
Impostos diferidos 18 2.444 726 4.381 739
Provisão para litígios 16 5.301 6.730 11.100 9.693
Plano de pensão 17 - 125 25 386
Outras contas 2.084 2.959 1.726 3.408
401.672 237.354 784.221 489.281
Participações de acionistas não controladores ________- ________- 322.181 291.619
401.672 237.354 1.106.403 708.900
Patrimônio líquido 20
Capital social 406.000 400.000 406.000 400.000

Reservas de capital 55 - 55 -

Reservas de lucros 471.562 378.029 470.952 376.595

Reserva de reavaliação 8.002 8.047 8.002 8.047

Ajustes acumulados de conversão (870) 2.839 (870) 2.839

884.749 788.915 884.139 787.481

1.516.890 1.323.672 2.577.230 2.215.764

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.


8

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS


Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de reais)

Controladora Consolidado

Nota 2009 2008 2009 2008

Receita operacional bruta


Venda de produtos e serviços 1.243.242 1.636.509 3.130.871 3.884.377
Deduções
Impostos sobre as vendas (234.379) (331.365) (616.763) (777.668)
Devoluções e abatimentos (14.512) (12.781) (44.564) (47.231)
(248.891) (344.146) (661.327) (824.899)
Receita operacional líquida 994.351 1.292.363 2.469.544 3.059.478
Custos dos produtos vendidos e dos serviços prestados (813.173) (936.525) (1.891.357) (2.225.788)
Lucro bruto 181.178 355.838 578.187 833.690
Receitas (despesas) operacionais
Vendas (79.484) (112.634) (205.562) (237.892)
Administrativas e gerais (41.585) (38.942) (113.188) (109.632)
Honorários da administração (4.284) (3.882) (9.151) (8.560)
Despesas financeiras 21 (71.709) (125.523) (148.106) (253.432)
Receitas finaceiras 21 80.471 97.996 184.118 218.033
Resultado da equivalência patrimonial 11 93.770 121.583 - -
Outras (despesas) receitas líquidas (4.456) (20.790) (6.654) (22.361)
(27.277) (82.192) (298.543) (413.844)
Lucro antes do imposto de renda, da contribuição social
153.901 273.646 279.644 419.846
e das participações estatutárias
Imposto de renda e contribuição social 18 (11.774) (38.639) (63.098) (108.769)
Participação do administradores nos lucros (4.001) (3.412) (7.970) (7.276)
Lucro líquido antes das participações de acionistas não
138.126 231.595 208.576 303.801
controladores
Participações de acionistas não controladores ________- ________- (69.626) (72.690)
Lucro líquido do exercício 138.126 231.595 138.950 231.111
Lucro líquido por ação - R$ 0,86 1,45
Quantidade de ações em circulação ao final do exercício 160.686.154 160.223.635

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.


9

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES


DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de reais)

Reservas de Lucros
Reserva
Reserva Ajustes
Reserva para inves- Ações Lucros
Capital de acumula-
de Legal timento e em te- acumula- Total
social reavalia- dos de
capital capital souraria dos
ção conversão
de giro
Saldos em 1º de janeiro de
279.000 - 8.092 35.817 328.611 (27.626) - - 623.894
2008
Lucro líquido do exercício - - - - - - - 231.595 231.595
Aumento de capital com
121.000 - - - (121.000 ) - - - -
reservas de lucros
Ajustes de adoção inicial da
Lei nº 11.638/07 e Medida - - - - - - - 3.307 3.307
Provisória nº 449/08
Realização da reserva de
reavaliação líquida de - - (45) - - - - 45 -
impostos
Ajustes acumulados de
- - - - - - 2.839 - 2.839
conversão

Destinações propostas:
Reserva legal - - - 11.747 - - - (11.747) -
Reserva para investimento
- - - - 150.480 - - (150.480) -
e capital de giro
Dividendos - - - - - - - (34.322) (34.322)
Juros sobre o capital
_______- _______- ________ _______- ________- ________- ________- (38.398) (38.398)
próprio_Lei nº 9.249/95
Saldos em 31 de dezembro
400.000 - 8.047 47.564 358.091 (27.626) 2.839 - 788.915
de 2008
Lucro líquido do exercício - - - - - - - 138.126 138.126
Aumento de capital com
6.000 - - - (6.000) - - - -
reservas de lucros
Venda de ações em
- - - - - 5.555 - - 5.555
tesouraria
Ganho auferido na venda de
- 55 - - - - - - 55
ações em tesouraria
Realização da reserva de
reavaliação líquida de - - (45) - - - - 45 -
impostos
Ajustes acumulados de
- - - - - - (3.709) - (3.709)
conversão

Destinações propostas:
Reserva legal - - - 6.906 - - - (6.906) -
Reserva para
investimento e capital - - - - 87.072 - - (87.072) -
de giro
Dividendos - - - - - - - (12.102) (12.102)
Juros sobre o capital
_______- ________- ________- ________- ________- ________- ________- (32.091) (32.091)
próprio - Lei nº 9.249/95

Saldos em 31 de dezembro
406.000 55 8.002 54.470 439.163 (22.071) (870) ________- 884.749
de 2009

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.


10

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA


Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de reais)

Controladora Consolidado
2009 2008 2009 2008
Fluxos de caixa das atividades operacionais
Lucro Líquido do exercício 138.126 231.595 138.950 231.111
Ajustes para conciliar o resultado às disponibilidades geradas pelas atividades operacionais
Depreciação e amortização 18.966 17.423 57.209 67.481
Provisões para litígios (1.429) 1.238 1.408 1.429
Outras provisões 3.663 8.891 (2.733) 25.536
Custo residual de ativos permanentes baixados e vendidos 1.370 2.785 2.368 3.295
Equivalência patrimonial (93.770) (121.583) - -
Equivalência patrimonial de outras empresas controladas - - (5.771) (10.750)
Participação dos minoritários - - 30.562 45.380
Ágio sobre alienação ações em tesouraria 55 - 55 -
Alienação de ações em tesouraria 5.555 - 5.555 -
Variação cambial de controladas no exterior - - (32) (286)
Ajustes acumulados de conversão - - - 2.838
Variação sobre empréstimos (13.971) 56.638 (19.054) 120.120
Variação em derivativos (5.811) 4.025 (27.329) 17.536
Ajustes adoção inicial da Lei nº 11.638/07 e MP nº 499/08 - 3.307 - 3.307
Recebimento de lucros e dividendos de controladas 58.487 54.841 - -
Variações nos ativos e passivos
Contas a receber (74.115) 56.637 (45.833) (31.315)
Contas a receber de clientes 4.889 (42.012) (1.442) (16.911)
Estoques (31.574) (714) 50.688 (95.688)
Fornecedores 53.954 (26.799) 75.052 (48.818)
Contas a pagar (16.258) (24.051) (15.125) (21.306)
Imposto de renda e contribuição social 1.741 751 3.900 1.546
Caixa líquido proveniente das atividades operacionais 49.878 222.972 248.428 294.505
Fluxos de caixa das atividades de investimentos
Aquisição de ativo imobilizado (32.143) (97.760) (100.493) (272.125)
Aquisição de ações e quotas (50.904) (7.946) (19) (21)
Adições ao ativo intangível (10.157) (1.794) (22.784) (3.230)
Adições ao ativo diferido - - - (5.327)
Baixa do ativo imobilizado por integralização de capital 824 - - -
Baixa de investimento por incorporação 44.559 ______- ______- ______-
Caixa líquido usado nas atividades de investimentos (47.821) (107.500) (123.296) (280.703)
Fluxos de caixa das atividades de financiamentos
Pagamento de dividendos (34.303) (14.539) (42.869) (12.491)
Juros sobre capital próprio (31.911) (38.930) (33.170) (37.703)
Empréstimos tomados 204.785 205.141 553.004 499.007
Pagamento de empréstimos (102.967) (167.247) (276.885) (364.043)
Empréstimos tomados (pagos) com controladora e controladas 16.784 (20.272) 17.303 (3.124)
Empréstimos tomados (pagos) com outras partes relacionadas 2.110 2.399 (380) 4.837
Juros pagos por empréstimos (16.641) (17.804) (41.848) (36.792)
Caixa líquido usado nas atividades de financiamentos 37.857 (51.252) 175.155 49.691
Aumento do caixa e equivalentes de caixa 39.914 64.220 300.287 63.493
Demonstração do aumento nas disponibilidades
No início do exercício (Nota 23) 129.092 64.872 316.372 252.879
No fim do exercício (Nota 23) 169.006 129.092 616.659 316.372
Aumento nas disponibilidades 39.914 64.220 300.287 63.493
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
11

DEMONSTRAÇÕES DO VALOR ADICIONADO


Exercícios findos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de reais)

Controladora Consolidado

2009 2008 2009 2008

Receitas
Venda de produtos e serviços, (-) devoluções 1.228.730 1.623.728 3.086.307 3.839.286
Receitas relativas à construção de ativos próprios 13.058 40.293 47.370 88.100
Outras receitas 5.054 1.146 28.170 23.214
Provisão para devedores duvidosos (3.516) (3.812) (4.204) (4.152)
1.243.326 1.661.355 3.157.643 3.946.448
Insumos adquiridos de terceiros (inclui ICMS e IPI)
Matérias-primas consumidas 878.147 1.080.840 1.806.612 2.293.863
Materiais, energia, serviços de terceiros e outras despesas
126.815 160.794 434.629 473.376
operacionais
1.004.962 1.241.634 2.241.241 2.767.239
Retenções
Depreciação e amortização 18.966 15.450 57.209 67.481
Valor adicionado líquido gerado pela Companhia 219.398 404.271 859.193 1.111.728
Valor adicionado recebido em transferência
Resultado de equivalência patrimonial 93.770 121.583 - -
Aluguéis e royalties 1.023 608 1.133 711
Receitas financeiras 80.471 97.996 184.118 218.033
175.264 220.187 185.251 218.744
Valor adicionado total a distribuir 394.662 624.458 1.044.444 1.330.472
Distribuição do valor adicionado
Empregados
Remuneração direta 93.980 100.700 262.050 266.206
Benefícios 14.549 16.924 42.477 46.061
FGTS 9.638 9.310 27.171 24.348
Comissões sobre vendas 298 2.021 1.725 3.249
Honorários e participações da diretoria 8.286 7.294 16.491 15.805
Participação dos empregados nos lucros 7.912 17.624 26.135 37.959
Planos de aposentadoria e pensão 1.220 1.708 3.056 3.235
135.883 155.581 379.105 396.863
Tributos
Federais 42.352 97.765 221.969 281.803
Estaduais 2.393 9.255 72.458 75.586
Municipais 1.004 1.430 3.053 3.337
45.749 108.450 297.480 360.726
Financiadores
Juros e despesas financeiras 71.709 125.523 148.106 255.236
Aluguéis 3.195 3.308 12.001 13.361
74.904 128.831 160.107 268.597
Acionistas
Participação dos minoritários - - 69.626 72.690
Juros sobre capital próprio 32.091 38.398 32.091 38.398
Dividendos 12.102 34.322 12.102 34.322
Lucros retidos do exercício 93.933 158.876 93.933 158.876
Valor adicionado distribuído 394.662 624.458 1.044.444 1.330.472
As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.
12

NOTAS EXPLICATIVAS àS
DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS
31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de reais)

1. Contexto operacional

A Companhia tem por objeto: a) industrialização, comércio, importação e exportação:


de veículos automotores e rebocados, para a movimentação e o transporte de materiais;
de implementos para o transporte rodoviário e ferroviário; e, de aparelhos mecânicos,
equipamentos, máquinas, peças, partes e componentes, concernentes ao ramo; b)
participação no capital social de outras sociedades; c) administração de bens móveis e
imóveis próprios; d) transporte rodoviário de cargas; e, e) prestação de serviços atinentes
a seus ramos de atividades.

Reestruturação Societária

Conforme deliberado na Assembléia Geral Extraordinária de 30 de junho de 2009,


foi aprovada a incorporação da controlada direta Randon Veículos Ltda. A incorporação
foi baseada em estudos que indicavam uma economia de atividades administrativas e
operacionais, com reflexos de natureza financeira e fiscal.

Os montantes incorporados estão assim sumariados:

Ativo circulante 60.020


Ativo não circulante
Realizável a longo prazo 315
Ativo permanente 2.051
Passivo circulante (17.015)
Exigível a longo prazo (809)
Acervo líquido incorporado 44.562

O acervo líquido incorporado inclui o resultado apurado no período de 1 de janeiro a 30


de junho de 2009, assim demonstrado:

Receita líquida de vendas 40.613


Custos dos serviços (30.138)
Despesas operacionais (5.352)
Outras receitas (despesas) operacionais, líquidas (450)
Imposto de renda e contribuição social (1.038)
Lucro líquido do período 3.635
13

Constituição de empresa controlada

Em 28 de setembro de 2009, foi registrada na Junta Comercial do Estado do Rio


Grande do Sul mais uma sociedade controlada, a Randon Investimentos Ltda., da qual a
Companhia é detentora de 99,9960% do Capital Social, cuja integralização foi mediante a
transferência de recursos financeiros em moeda corrente nacional, no valor de R$ 25.000,
na data de 30 de outubro de 2009.

A referida controlada tem por objeto, exclusivamente, a participação em outras


sociedades que se caracterizem por ser instituições financeiras ou outras instituições
autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil. Esta é uma etapa para a constituição
do Banco Randon S/A., o qual obteve autorização do Banco Central para dar andamento
aos atos societários de sua constituição em 06 de agosto de 2009.

2. Base de preparação e apresentação das demonstrações financeiras

A autorização para conclusão da preparação destas demonstrações financeiras


ocorreu na reunião de diretoria realizada em 26 de janeiro de 2010.

As demonstrações financeiras foram elaboradas com base nas práticas contábeis


adotadas no Brasil e normas da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), observando
as diretrizes contábeis emanadas da legislação societária (Lei nº 6.404/76) e os
novos pronunciamentos, as orientações e as interpretações emitidas pelo Comitê de
Pronunciamentos Contábeis (CPC).

Com o objetivo de aprimorar as informações prestadas ao mercado, a Companhia está


apresentando como informação complementar a posição consolidada de suas operações
por segmentos geográficos de atuação (Vide anexo I).

3. Resumo das principais práticas contábeis

a) Apuração do resultado

O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de


competência de exercício.

A receita de venda de produtos é reconhecida no resultado quando todos os riscos e


benefícios inerentes ao produto são transferidos para o comprador. A receita de serviços
prestados é reconhecida no resultado em função de sua realização. Uma receita não é
reconhecida se há uma incerteza significativa na sua realização.
15
14

b) Estimativas contábeis

A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis


adotadas no Brasil requer que a Administração use de julgamento na determinação
e registro de estimativas contábeis. Ativos e passivos significativos sujeitos a essas
estimativas e premissas incluem o valor residual do ativo imobilizado, provisão para
devedores duvidosos, estoques e impostos diferidos ativos, provisão para contingências,
e ativos e passivos relacionados a benefícios a empregados. A liquidação das transações
envolvendo essas estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados,
devido a imprecisões inerentes ao processo de sua determinação. A Companhia revisa as
estimativas e premissas pelo menos trimestralmente.

c) Instrumentos financeiros
Instrumentos financeiros não-derivativos incluem aplicações financeiras de liquidez
não imediata, contas a receber e outros recebíveis, caixa e equivalentes de caixa,
empréstimos e financiamentos, assim como contas a pagar e outras dívidas.

Instrumentos financeiros não-derivativos são reconhecidos inicialmente pelo valor


justo acrescido, para instrumentos que não sejam reconhecidos pelo valor justo através
de resultado, de quaisquer custos de transação diretamente atribuíveis. Posteriormente
ao reconhecimento inicial, os instrumentos financeiros não-derivativos são mensurados
conforme descrito abaixo:

Instrumentos mantidos até o vencimento

Se a Companhia tem a intenção positiva e capacidade de manter até o vencimento


seus instrumentos financeiros, esses são classificados como mantidos até o vencimento.
Investimentos mantidos até o vencimento são mensurados pelo custo amortizado
utilizando o método da taxa de juros efetiva, deduzido de eventuais reduções em seu valor
recuperável.

Instrumentos financeiros ao valor justo através do resultado

Um instrumento é classificado pelo valor justo através do resultado se for mantido


para negociação, ou seja, designado como tal quando do reconhecimento inicial. Os
instrumentos financeiros são designados pelo valor justo através do resultado se a
Companhia gerencia esses investimentos e toma decisão de compra e venda com base
em seu valor justo de acordo com a estratégia de investimento e gerenciamento de
risco documentado pela Companhia. Após reconhecimento inicial, custos de transação
atribuíveis são contabilizados nos resultados quando incorridos. Instrumentos financeiros
ao valor justo através do resultado são medidos pelo valor justo, e suas flutuações são
reconhecidas no resultado.

Disponíveis para venda

Ativos financeiros que não se qualificam nas categorias acima. Posteriormente ao


reconhecimento inicial, são avaliadas pelo valor justo e as suas flutuações, exceto reduções
em seu valor recuperável, e as diferenças em moedas estrangeiras destes instrumentos, são
15

reconhecidas diretamente no patrimônio líquido, líquido dos efeitos tributários. Quando


um investimento deixa de ser reconhecido, o ganho ou perda acumulada no patrimônio
líquido é transferido para o resultado.

Outros

Outros instrumentos financeiros não-derivativos são mensurados pelo custo


amortizado utilizando o método de taxa de juros efetiva, reduzidos por eventuais reduções
no valor recuperável.

Instrumentos financeiros derivativos

A Companhia detém instrumentos financeiros derivativos para proteger riscos


relativos a moedas estrangeiras e de taxa de juros.

Os derivativos são reconhecidos inicialmente pelo seu valor justo e os custos de


transação atribuíveis são reconhecidos no resultado quando incorridos. Posteriormente ao
reconhecimento inicial, os derivativos são mensurados pelo valor justo e as alterações são
contabilizadas no resultado.

d) Moeda estrangeira

A Administração da Companhia definiu que sua moeda funcional é o Real de acordo


com as normas descritas no CPC 02 - Efeitos nas Mudanças nas Taxas de Câmbio e
Conversão de Demonstrações Contábeis, aprovado pela Deliberação CVM nº 534.

Transações em moeda estrangeira, isto é, todas aquelas não realizadas na moeda


funcional, são convertidas pela taxa de câmbio das datas de cada transação. Ativos e
passivos monetários em moeda estrangeira são convertidos para a moeda funcional pela
taxa de câmbio da data do fechamento. Os ganhos e as perdas de variações nas taxas
de câmbio sobre os ativos e os passivos monetários são reconhecidos na demonstração
de resultados. Ativos e passivos não monetários adquiridos ou contratados em moeda
estrangeira são convertidos com base nas taxas de câmbio das datas das transações
ou nas datas de avaliação ao valor justo quando este é utilizado. Os ganhos e as perdas
decorrentes de variações de investimentos no exterior são reconhecidos diretamente no
patrimônio líquido na conta de ajustes de avaliação patrimonial, e serão refletidos no
demonstrativo de resultado somente quando esses investimentos forem alienados, todo
ou parcialmente. As demonstrações financeiras, de controladas e coligadas no exterior,
são ajustadas às práticas contábeis do Brasil e, posteriormente, convertidas para a moeda
funcional local pela taxa de câmbio da data do fechamento.

e) Ativos circulante e não circulante

Caixa e equivalentes de caixa

Incluem caixa, saldos positivos em conta movimento, aplicações financeiras


resgatáveis no prazo de 90 dias das datas dos balanços e com risco insignificante de
mudança de seu valor de mercado. As aplicações financeiras incluídas nos equivalentes de
17
16

caixa, em sua maioria, são classificadas na categoria “ativos financeiros ao valor justo por
meio de resultado”.

Aplicações financeiras de liquidez não imediata

A classificação das aplicações financeiras depende do propósito para o qual o


investimento foi adquirido e estão ajustadas a valor justo, de acordo com a categoria,
conforme descrito na Nota 3.c. Quando aplicável, os custos diretamente atribuíveis à
aquisição de um ativo financeiro são adicionados ao montante originalmente reconhecido.

Clientes

As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado, ajustado ao valor
presente quando aplicável, incluindo os respectivos impostos diretos de responsabilidade
tributária da Companhia, menos os impostos retidos na fonte, os quais são considerados
créditos tributários.

A provisão para devedores duvidosos foi constituída em montante considerado


suficiente pela administração para fazer face às eventuais perdas na realização dos créditos
e teve como critério a análise individual dos saldos de clientes com risco de inadimplência.

Estoques

Avaliados ao custo médio de aquisição ou de produção, que não excede o valor de


mercado e, ajustado por provisão para obsolescência, quando aplicável.

O custo dos estoques inclui gastos incorridos na aquisição, transporte e armazenagem.


No caso de estoques acabados e estoques em elaboração, o custo inclui as despesas gerais
de fabricação baseadas na capacidade normal de operação.

Ajuste a valor presente de ativos e passivos

Os ativos e passivos monetários são ajustados pelo seu valor presente quando o efeito
é considerado relevante em relação às demonstrações financeiras tomadas em conjunto. O
cálculo do ajuste a valor presente é efetuado com base em taxa de juros que reflete o prazo
e o risco de cada transação. Para as transações a prazo a Companhia e suas controladas
utilizam a variação da taxa do Certificado de Depósito Interbancário – CDI, visto que é a
taxa de referência utilizada em transações a prazo.

O ajuste a valor presente das contas a receber se dá em contra partida da receita bruta
no resultado e a diferença entre o valor presente de uma transação e o valor de face do
faturamento é considerado como receita financeira e será apropriado com base na medida
do custo amortizado e a taxa efetiva ao longo do prazo de vencimento da transação.

O ajuste a valor presente de compras é registrado nas contas de fornecedores e Custos


e sua realização tem como contra partida a conta de despesa financeira, pela fruição do
prazo de seus fornecedores.

Cotas de consórcio

Avaliado pelo valor do crédito objeto do investimento em cotas de grupos de consórcio


até a data do balanço, sendo classificáveis como recebíveis.
17

Investimentos

Os investimentos em controladas e coligadas com participação no capital votante


superior a 20% ou com influência significativa e em demais sociedades que fazem parte
de um mesmo grupo ou que estejam sob controle comum são avaliadas por equivalência
patrimonial.

Outros investimentos que não se enquadrem na categoria acima são avaliados pelo
custo de aquisição, deduzido de provisão para desvalorização, quando aplicável.

Imobilizado

Registrado ao custo de aquisição, formação ou construção, incluindo juros capitalizados


durante o período de construção dos bens. A depreciação é calculada pelo método linear
às taxas mencionadas na Nota Explicativa nº 12 e leva em consideração o tempo de vida
útil estimado dos bens.

Gastos decorrentes de reposição de um componente de um item do imobilizado


são contabilizados separadamente, incluindo inspeções e vistorias. Outros gastos são
capitalizados apenas quando há um aumento nos benefícios econômicos desse item do
imobilizado. Qualquer outro tipo de gasto é reconhecido no resultado como despesa.

Arrendamento mercantil

Arrendamento financeiro

Determinados contratos de arrendamento mercantil transferem substancialmente à


Companhia os riscos e benefícios inerentes à propriedade de um ativo. Esses contratos são
caracterizados como contratos de arrendamento financeiro e os ativos são reconhecidos
pelo valor justo ou pelo valor presente dos pagamentos mínimos previstos em contrato.
Os bens reconhecidos como ativos são depreciados pelas taxas de depreciação aplicáveis
a cada grupo de ativo conforme a Nota Explicativa nº 12. Os encargos financeiros relativos
aos contratos de arrendamento financeiro são apropriados ao resultado ao longo do prazo
do contrato, com base no método do custo amortizado e da taxa de juros efetiva conforme
a Nota Explicativa nº 19.

Arrendamento operacional

Pagamentos efetuados sob um contrato de arrendamento operacional são reconhecidos


como despesas no demonstrativo de resultados na rubrica de aluguéis e leasing em bases
lineares pelo prazo do contrato de arrendamento.

Ativos intangíveis

Os ativos intangíveis adquiridos separadamente são mensurados no reconhecimento


inicial ao custo de aquisição e, posteriormente, deduzidos da amortização acumulada e
perdas do valor recuperável, quando aplicável.

Diferido

O ativo diferido refere-se às despesas pré-operacionais. Esses ativos são amortizados


linearmente pelo período de 5 anos.
19
18

Conforme permitido pelo CPC 13 (Adoção inicial da Lei nº 11.638/97 e MP nº 449/08), a


Companhia optou por manter o saldo do ativo diferido até a sua realização total por meio
de amortização ou baixa contra o resultado.

Redução ao valor recuperável

Os ativos do imobilizado, do intangível, do diferido têm o seu valor recuperável


testado, no mínimo, anualmente, caso haja indicadores de perda de valor.

f) Passivos circulante e não circulante

Os passivos circulante e não circulante são demonstrados pelos valores conhecidos


ou calculáveis acrescidos, quando aplicável dos correspondentes encargos, variações
monetárias e/ou cambiais incorridas até a data do balanço patrimonial. Os passivos
monetários são ajustados pelo seu valor presente quando o efeito é considerado relevante
em relação às informações trimestrais tomadas em conjunto. As operações de compras
são registradas a valor presente, transação a transação, com base em taxas de juros que
refletem o prazo, a moeda e o risco de cada transação, sendo a sua contrapartida registrada
no resultado na rubrica de custos dos produtos vendidos. A diferença entre o valor presente
de uma transação e o valor de face do passivo é apropriada ao resultado ao longo do prazo
do contrato com base no método do custo amortizado e da taxa de juros efetiva.

g) Provisões

Uma provisão é reconhecida no balanço patrimonial quando a Companhia possui


uma obrigação real legal ou constituída como resultado de um evento passado, e é
provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. As provisões
são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido.

h) Plano de pensão e de benefícios pós-emprego a funcionários

Os planos de benefícios são avaliados atuarialmente ao final de cada exercício para


verificar se as taxas de contribuição estão sendo suficientes para a formação de reservas
necessárias aos compromissos atuais e futuros. Os ganhos ou perdas atuariais são
reconhecidos de acordo com o regime de competência.

Para parcela referente ao plano de pensão de contribuição definida, os custos de


patrocínio de plano de pensão são reconhecidos como despesas no momento em que são
realizadas as contribuições.

Quando os benefícios de um plano são ampliados, a parcela do aumento do benefício


relativo ao serviço passado de empregados é reconhecida no resultado de maneira linear
durante o período médio até que os benefícios se tornem adquiridos. Se os critérios para
obter estes benefícios são atendidos imediatamente, o gasto é imediatamente reconhecido
no resultado.
19

i) Tributação

As receitas de vendas e serviços estão sujeitas aos seguintes impostos e contribuições,


pelas seguintes alíquotas básicas:

Alíquotas
ICMS – Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços 7% a 25%
IPI – Imposto sobre Produtos Industrializados 0 % a 45%
COFINS – Contribuição para Seguridade Social 0% a 10,8%
PIS – Programa de Integração Social 0% a 2,3%
ISSQN – Imposto sobre Serviço de Qualquer Natureza 2% a 5%

Esses encargos são apresentados como deduções de vendas na demonstração do


resultado. Os créditos decorrentes da não cumulatividade do PIS/COFINS são apresentados
deduzindo os custos dos produtos vendidos na demonstração do resultado.

O imposto de renda e a contribuição social, do exercício corrente e diferidos, são


calculados com base nas alíquotas de 15% acrescida do adicional de 10% sobre o lucro
tributável excedente de R$ 240 para imposto de renda e 9% sobre o lucro tributável para
contribuição social sobre o lucro líquido e consideram a compensação de prejuízos fiscais
e base negativa de contribuição social, limitada a 30% do lucro real.

Os impostos ativos diferidos decorrentes de prejuízo fiscal, base negativa da


contribuição social e diferenças temporárias foram constituídos em conformidade com
a Instrução CVM nº 371 de 27 de junho de 2002 e levam em consideração o histórico de
rentabilidade e a expectativa de geração de lucros tributáveis futuros fundamentada e
estudo técnico de viabilidade, aprovado pelo Conselho de Administração.

j) Subvenção governamental

Uma subvenção governamental é reconhecida no resultado ao longo do período,


confrontada com as despesas que pretende compensar, em base sistemática, desde que
atendidas as condições da Deliberação CVM nº 555, de 12 de novembro de 2008 que
aprovou o pronunciamento contábil CPC 07 - Subvenções e Assistências Governamentais.
Enquanto não atendidos os requisitos para reconhecimento no resultado, a contrapartida
da subvenção governamental registrada no ativo é efetuada em conta específica de passivo
(ou como conta redutora do ativo).

k) Demonstrações dos fluxos de caixa

As demonstrações dos fluxos de caixa foram preparadas e estão apresentadas


de acordo com a Deliberação CVM n° 547, de 13 de agosto de 2008 que aprovou o
pronunciamento contábil CPC 03 – Demonstração dos Fluxos de Caixa, emitido pelo Comitê
de Pronunciamentos Contábeis (CPC).
21
20

l) Demonstração do valor adicionado

As demonstrações do valor adicionado foram preparadas e estão apresentadas


de acordo com a Deliberação CVM nº 557, de 12 de novembro de 2008 que aprovou o
pronunciamento contábil CPC 09 - Demonstração do Valor Adicionado, emitido pelo Comitê
de Pronunciamentos Contábeis (CPC).

4. Demonstrações financeiras consolidadas

As demonstrações financeiras consolidadas incluem as demonstrações da Randon


S.A. Implementos e Participações e suas controladas a seguir relacionadas:

Percentual de participação

2009 2008
Direta Indireta Direta Indireta
Randon Argentina S.A. (a) 99,99 - 99,99 -
Randon Middle East (a) 100,00 - 100,00 -
Randon Automotive Ltda. (a) 100,00 - 100,00 -
Randon Implementos para o Transporte Ltda. 99,99 - 99,99 -
Jost Brasil Sistemas Automotivos Ltda. 51,00 - 51,00 -
Master Sistemas Automotivos Ltda. 51,00 - 51,00 -
Suspensys Sistemas Automotivos Ltda. 22,88 27,12 22,88 27,12
Randon Administradora de Consórcios Ltda. 99,57 - 99,57 -
Randon Veículos Ltda. (b) - - 99,99 -
Castertech Fundição e Tecnologia Ltda. 99,99 - 99,99 -
Randon Investimento Ltda. (c) 99,99 - - -
Fras-le S.A. 45,22 - 45,22 -
Fras-le Argentina S.A. (a) 6,00 94,00 6,00 94,00
Fras-le North America, Inc. (a) - 100,00 - 100,00
Fras-le Andina Com. Y Repres. Ltda. (a) - 99,00 - 99,00
Fras-le Europe (a) - 100,00 - 100,00
Fras-le Friction Material Pinghu Co Ltda. (a) - 100,00 - 100,00
Fras-le México S de RL de CV (a) - 99,66 - 99,66
(a) Sociedade controlada no exterior.
(b) Sociedade controlada no país, incorporada em junho de 2009.
(c) Sociedade controlada no país, constituída em setembro de 2009.

As políticas contábeis foram aplicadas de forma uniforme em todas as empresas


consolidadas e consistentes com aquelas utilizadas no exercício anterior.

Descrição dos principais procedimentos de consolidação

a) Eliminação dos saldos das contas de ativos e passivos entre as empresas


consolidadas;

b) Eliminação das participações no capital, reservas e lucros acumulados das empresas


controladas;

c) Eliminação dos saldos de receitas e despesas, bem como de lucros não realizados,
21

decorrentes de negócios entre as empresas. Perdas não realizadas são eliminadas da


mesma maneira, mas apenas quando não há evidências de incertezas de recuperação dos
ativos relacionados;

d) Eliminação dos encargos de tributos sobre a parcela de lucro não realizado e


apresentados como impostos diferidos no balanço patrimonial consolidado; e

e) Destaque do valor da participação dos acionistas não controladores nas


demonstrações financeiras consolidadas.

A conciliação do lucro do exercício e do patrimônio líquido está demonstrada a seguir:

Lucro do exercício Patrimônio líquido

2009 2008 2009 2008


Controladora 138.126 231.595 884.749 788.915

Eliminação de lucro auferido pela controladora


em transações com controladas, líquido de 824 (484) (610) (1.434)
Imposto de Renda e Contribuição Social

Consolidado 138.950 231.111 884.139 787.481

5. Disponibilidades

Controladora Consolidado

2009 2008 2009 2008


Caixa e bancos 2.361 2.879 29.547 19.245

Aplicações financeiras 166.645 126.213 587.112 297.127

169.006 129.092 616.659 316.372

As aplicações financeiras são de curto prazo, de alta liquidez, e prontamente


conversíveis em um montante conhecido de caixa e que estão sujeitos a um insignificante
risco de mudança de valor.

As aplicações financeiras referem-se, substancialmente, a certificados de depósitos


bancários e fundos de renda fixa, remuneradas a taxas que variam entre 98,0% e 105,0%
(98% a 103,2% em 31 de dezembro de 2008) do Certificado de Depósito Interbancário – CDI,
com liquidez diária.

6. Aplicações financeiras de liquidez não imediata

Controladora Consolidado
Tipo Remuneração
2009 2008 2009 2008
Debêntures 103,5% do CDI 48.053 - 48.053 32.222
CDB 105,0% do CDI 20.460 - 20.460 -
68.513 - 68.513 32.222

Os vencimentos das operações acima estão programados para ocorrerem em 270 dias.
23
22

7. Contas a receber de clientes


Controladora Consolidado
2009 2008 2009 2008
Circulante:

No País 181.809 79.898 383.785 283.678

No exterior 15.538 87.641 61.651 165.787


Empresas controladas 54.879 90.700 - -
Menos:
Vendor (6.309) (6.703) (6.309) (8.714)
Cambiais descontadas - - (2.185) (3.902)
Ajuste a valor presente (1.114) (1.844) (2.321) (3.671)
Provisão para devedores duvidosos (12.414) (7.213) (16.112) (12.503)
232.389 242.479 418.509 420.675

O aging-list da Companhia (controladora e consolidado) é como segue:


Controladora Consolidado
Contas a receber – vencidos 2009 2008 2009 2008
De 1 a 30 dias 44.222 36.647 78.119 77.298
De 31 a 60 dias 21.245 18.308 30.803 28.635
De 61 a 90 dias 7.097 12.348 11.854 18.439
De 91 a 180 dias 2.641 5.703 7.880 16.269
Acima de 181 dias 11.520 5.132 16.561 10.993
Total 86.725 78.138 145.217 151.634

8. Estoques
Controladora Consolidado
2009 2008 2009 2008
Produtos acabados 24.880 38.003 82.187 118.014
Produtos em elaboração 43.923 19.409 87.102 67.421
Matérias-primas 48.723 28.557 131.279 149.174
Materiais diversos 17.890 11.164 23.254 24.656
Provisão para estoques obsoletos (2.330) (974) (3.832) (2.920)
Adiantamentos a fornecedores 3.311 4.144 5.018 6.415
Importações em andamento 384 6.259 2.020 13.477
136.781 106.562 327.028 376.237

9. Impostos a recuperar
Controladora Consolidado
2009 2008 2009 2008
ICMS 28.238 29.441 59.967 66.928

IPI 19.322 89 22.584 3.212

Imposto de Renda e Contribuição Social 6.755 5.428 8.764 9.251


COFINS 14.145 16.416 28.845 31.336
PIS 3.167 3.581 6.342 6.892
Outros 57 11 12.797 13.733
Total 71.684 54.966 139.299 131.352
(-) Circulante 59.032 31.595 112.767 80.622

Não circulante 12.652 23.371 26.532 50.730


23

a) Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS

O saldo é composto por créditos apurados nas operações mercantis e de aquisição de


bens integrantes do ativo imobilizado, gerados nas unidades produtoras e comerciais da
Companhia.

b) PIS e COFINS

O saldo é composto por valores de créditos originados da cobrança não-cumulativa do


PIS e da COFINS, apurados principalmente nas operações de aquisição de bens integrantes
do ativo imobilizado, que são compensados em parcelas mensais sucessivas, conforme
determinado pela legislação.

c) Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI

O saldo compõe-se substancialmente de valores originados das operações mercantis,


podendo ser compensados com tributos da mesma natureza.

d) Imposto de Renda e Contribuição Social

Corresponde ao imposto de renda retido na fonte sobre aplicações financeiras e


antecipações no recolhimento de imposto de renda e contribuição social realizáveis
mediante a compensação com impostos e contribuições federais a pagar.

10. Transações com partes relacionadas

a) Saldos e operações entre partes relacionadas

Os principais saldos de ativos e passivos em 31 de dezembro de 2009 e 2008, bem


como as transações que influenciaram o resultado do exercício, relativas a operações com
partes relacionadas, decorrem de transações com a Companhia e sua controladora e suas
controladas, as quais foram realizadas em condições usuais de mercado para os respectivos
tipos de operação e condições específicas considerando os volumes das operações e prazos
de pagamentos.
25
24

Controladas Randon
Master Jost Brasil Suspensys Castertech
e partes Randon Implementos
Sistemas Sistemas Fras-le Sistemas Fundição e
relacionadas Veículos para o
Automotivos Automotivos S.A.(b) Automotivos Tecnologia
Ltda.(e) Transporte
Ltda.(b) e (d) Ltda.(b) Ltda.(b) e (d) Ltda.(b)
Ltda.(b)
Ativo

Contas a receber por vendas - 390 4.063 123 6.095 40.134 -

Adiantamento a
- - 2 - - - -
controladas
Mútuos a receber - - - - - 15 -
Passivo

Contas a pagar por compras - 58 126 - 1.415 7.977 -


Adiantamentos de
- - - - 3 1 -
controladas
Mútuos a pagar - - - - - - -
Resultado do exercício
Venda de produtos e
985 3.923 12.154 4.093 9.183 120.442 -
serviços
Compra de produtos e
- 9.743 32.750 38 136.060 13.258 -
serviços
Receitas financeiras 8 24 - 2 7 1 74
Despesas financeiras 1 1 2 1 - 2 -

Prazo médio de
recebimento em dias por 20 2 90 -
- 2 2
venda de mercadoria

Prazo médio de pagamento


em dias por compra de 4 2 2 -
- 2 2
insumos

(a) Sociedade controladora direta e final da Companhia;


(b) Empresas controladas de forma direta e indireta pela Companhia;
(c) Outras partes relacionadas - saldos de mútuos a receber e a pagar mantidos junto a diretores, gerentes, membros do conselho de administração entre outras partes relacionadas;
(d) As Empresas Controladas Master Sistemas Automotivos Ltda. e Suspensys Sistemas Automotivos Ltda. possuem operações com seus respectivos quotistas, Arvin Meritor do
Brasil Sistemas Automotivos Ltda. e outras empresas do grupo empresarial Arvin Meritor. No exercício de 2009 as operações de vendas com as empresas do grupo Arvin Meritor
atingiram o montante, na Master Sistemas Automotivos Ltda., de R$ 38.865 (R$ 71.512 em 31 de dezembro de 2008) e na Suspensys Sistemas Automotivos Ltda. o montante de

b) Natureza, termos e condições das transações

As transações de vendas com partes relacionadas, referem-se a vendas de mercadorias


para abastecimento dos mercados onde as mesmas estão sediadas, e vendas de insumos
utilizados na produção. As operações de compras efetuadas com partes relacionadas
referem-se a fornecimento de insumos utilizados no processo produtivo da Companhia.

Os saldos de conta corrente, relativos aos contratos de mútuo entre a controladora,


controladas e outras partes relacionadas, possuem prazo de vencimento indeterminado e
são atualizados pró-rata tempore pela taxa DI-Extra, editada pela Andima, sem juros.

c) Remuneração da Administração chave

Os montantes referentes a remuneração do pessoal chave da administração estão


representados como segue:
2009 2008
Benefícios de curto prazo
21.335 19.791
(salários, ordenados, participações nos lucros e despesas com assistência médica)
Benefícios pós emprego – contribuições para Randon - Prev 796 729
Total 22.131 20.520
25

Controladora

Randon Ravimia Outras


Randon Randon Randon DRAMD Fras-le
Administradora Corretora Partes
Argentina Middle Automotive Particip. e Argentina 2009 2008
de Consórcios de Seguros Relacionadas
S.A.(b) East(b) Ltda.(b) Adm. Ltda.(a) S.A.(b)
Ltda.(b) Ltda.(c) (c)

4.018 56 - - - - - - 54.879 90.700

- - - - - - - - 2 -

- - - - - - - - 15 3.961

- - - - - - - - 9.576 239

- - - - - - - - 4 171

- - - - 44.642 1.375 - 9.635 55.652 36.758

9.219 1.010 - - - - 30 - 161.039 158.393

- - 251 1.358 - - - - 193.458 236.607

- - - - - - - 42 158 128
- - - - 3.889 125 - 878 4.899 4.583

60 6 - - - - - -

- - - - - - - -

R$ 13.999 (R$ 24.827 em 31 de dezembro de 2008). As transações comerciais praticadas com estas partes relacionadas seguem políticas de preços e prazos específicos estabelecidos
em contrato de associação entre as partes. O acordo comercial leva em consideração o prazo, o volume e a especificidade dos produtos adquiridos pelas partes relacionadas, que
não são comparáveis aos vendidos para partes não relacionadas;
(e) Empresa incorporada em 30 de junho de 2009 conforme nota explicativa nº 1;
(f) Nas transações comerciais com vencimentos a prazo, a Companhia utiliza como taxa de juros o Certificado de Depósito Interbancário – CDI, que é a mesma taxa de referência
para as transações comerciais praticadas com terceiros. Para as transações comerciais com vencimento à vista não é praticado juros.

A Companhia não pagou as suas pessoas chaves da administração, remuneração em


outras categorias de i) benefícios de longo prazo, ii) benefícios de rescisão de contrato de
trabalho e iii) remuneração baseada em ações.

d) Garantias

Em 31 de dezembro de 2009 e 2008, a Companhia apresentava os seguintes montantes


de garantias representadas por avais, fianças, propriedade fiduciária e hipotecas prestadas
às empresas relacionadas:

Garantias 2009 2008


Randon Veículos Ltda. Avais - 162
Master Sistemas Automotivos Ltda. Avais e fianças 22.923 32.498
Jost Brasil Sistemas Automotivos Ltda. Avais 3.538 3.325
Fras-le S.A. Avais e fianças 60.376 77.023
Randon Argentina S.A. Fianças 21.250 9.348
Castertech Fundição e Tecnologia Ltda. Avais 80.547 45.065

Suspensys Sistemas Automotivos Ltda. Avais, fianças e propriedade fiduciária 51.480 23.759

240.114 191.180
27
26

11. Investimentos

a) Composição dos saldos

Controladora Consolidado
2009 2008 2009 2008
Participações em empresas controladas 469.256 431.373 - -

Participação de outras empresas nas controladas - - 42.831 37.172

Outros investimentos 1.527 1.718 3.240 3.347


Provisão para desvalorização dos investimentos mantidos
(884) (822) (1.514) (1.466)
ao custo
469.899 432.269 44.557 39.053

b) Movimentação dos saldos


Randon
Suspensys Master Jost Brasil
Implementos Randon
Fras-le Sistemas Sistemas Sistemas
para o Veículos
S.A. Automotivos Automotivos Automotivos
Transporte Ltda.
Ltda. Ltda. Ltda.
Ltda.
Saldos em 31 de dezembro de 2008 93.949 31.630 91.139 19.085 50.916 42.217
- Aumento de participação societária - - - - 15.998 3
- Integralização de capital - - - - - -
- Juros sobre capital próprio e dividendos
(5.676) (19.919) (22.065) (7.112) - (1.300)
recebidos
- Ajustes acumulados de conversão (1.262) - - - - -

- Equivalência patrimonial 19.091 25.257 27.066 7.075 18.439 3.642

- Baixa por incorporação (Nota1) - - - - - (44.562)

Saldos em 31 de dezembro de 2009 106.102 36.968 96.140 19.048 85.353 -

c) Informações das investidas

(b) (b) (a) e (b) (b) (b)


Randon
Suspensys Master Jost Brasil
Implementos Randon
Fras-le Sistemas Sistemas Sistemas
para o Veículos
S.A. Automotivos Automotivos Automotivos
Transporte Ltda.
Ltda. Ltda. Ltda.
Ltda.
Capital social 118.000 71.291 105.000 5.690 54.100 15.000
Quantidade total de ações ou quotas da
investida (em lotes de mil)
- Ordinárias 44.116 - - - - -
- Preferenciais 24.137 - - - - -
- Quotas - 100.000 105.000 5.690 54.100 15.000
Participação no capital social,
45,22 22,88 51,00 51,00 99,99 100,00
no final do exercício - %
Patrimônio líquido ajustado 235.069 164.065 188.788 38.563 85.380 37.455
Lucro líquido (prejuízo) do exercício 43.896 52.329 53.132 14.079 18.439 3.635
Ajustes acumulados de conversão (1.262) - - - - -
- Equivalência patrimonial 19.091 25.257 27.066 7.075 18.439 3.642
Valor do investimento em
106.102 36.968 96.140 19.048 85.353 -
31 de dezembro de 2009
(a) Informações auditadas por outros auditores independentes;
(b) Exclui lucros não realizados nos estoques: Fras-le S.A. (R$ 196), Suspensys Sistemas Automotivos Ltda. (R$ 570), Master Sistemas Automotivos Ltda. (R$ 142), Jost Brasil
Sistemas Automotivos Ltda. (R$ 619) e Randon Implementos para o Transporte Ltda. (R$ 18).
27

Randon Castertech
Randon Randon Randon Randon Fras-le
Administradora Fundição e
Argentina Investimentos Middle Automotive Argentina Total
de Consórcios Tecnologia
S.A. Ltda. East Ltda. S.A.
Ltda. Ltda.

32.051 9.510 60.172 - 260 34 410 431.373


- - 9.871 - - - - 25.872
- - - 25.000 - - - 25.000

(2.222) - - - - - (194) (58.488)

- (2.295) - - (66) (8) (78) (3.709)

8.884 (4.978) (10.858) - 62 28 62 93.770

- - - - - - - (44.562)

38.713 2.237 59.185 25.000 256 54 200 469.256

(a) (a) Controladora

Randon Castertech
Randon Randon Randon Randon Fras-le
Administradora Fundição e
Argentina Investimentos Middle Automotive Argentina 2009 2008
de Consórcios Tecnologia
S.A. Ltda. East Ltda. S.A.
Ltda. Ltda.

17.000 29.604 70.050 25.000 70 49 29.604

- 31.016 - - - - 1.547
- - - - - - -
17.000 - 70.050 25.100 - 210 -

99,57 99,99 99,99 99,99 100,00 100,00 6,00

38.881 2.237 59.190 25.000 256 53 3.328


8.823 (4.979) (10.859) - 62 27 1.049
- (2.295) - - (66) (8) (78) (3.709) 2.839
8.884 (4.978) (10.858) - 62 28 62 93.770 121.583

38.713 2.237 59.185 25.000 256 54 200 469.256 431.373


29
28

d) Juros sobre o capital próprio e dividendos recebidos

Até 31 de dezembro de 2009 a Companhia recebeu de controladas juros sobre o


capital próprio no valor de R$ 16.407 (R$ 15.659 em 31 de dezembro de 2008). A Companhia
recebeu dividendos de controladas no valor de R$ 42.081 no exercício findo em 31 de
dezembro de 2009 (R$ 39.181 em 31 de dezembro de 2008).

12. Imobilizado e intangível

a) Composição dos saldos

Controladora
Taxa média
anual de
depreciação 2009
% a.a.
Custo Depreciação
Tangível
Edificações 2a4 133.734 (28.697)
Máquinas e equipamentos 7,5 a 20 161.058 (50.134)
Moldes 10 a 28,6 20.152 (7.904)
Móveis e utensílios 10 a 29 6.855 (3.970)
Veículos 8 a 37 13.582 (7.985)
Equipamentos de computação 2 a 44 7.314 (4.923)
Terrenos 30.038 -
Outras 4.596 -
Imobilizações em andamento 22.411 -
Importações em andamento 1.794 -
Adiantamentos a fornecedores 260 -
401.794 (103.613)
Intangível
Marcas e patentes 202 -
Software e licenças 20 20.220 (7.337)
Direitos de uso de subestação de energia 10 - -
20.422 (7.337)
422.216 (110.950)
29

Controladora Consolidado

2008 2009 2008

Líquido Líquido Custo Depreciação Líquido Líquido

105.037 41.914 294.487 (54.703) 239.784 115.654


110.924 94.996 639.126 (306.007) 333.119 252.687
12.248 8.516 109.062 (57.047) 52.015 46.719
2.885 2.872 25.444 (14.373) 11.071 11.419
5.597 5.551 20.978 (12.076) 8.902 8.706
2.391 1.632 19.029 (13.920) 5.109 5.447
30.038 30.291 52.815 - 52.815 52.625
4.596 4.024 4.687 - 4.687 4.098
22.411 91.641 58.236 - 58.236 212.335
1.794 1.083 3.457 - 3.457 3.863
260 2.341 1.057 - 1.057 13.021
298.181 284.861 1.228.378 (458.126) 770.252 726.574

202 202 220 - 220 220


12.883 4.525 38.126 (18.445) 19.681 12.553
- - 11.396 - 11.396 -
13.085 4.727 49.742 (18.445) 31.297 12.773
311.266 289.588 1.278.120 (476.571) 801.549 739.347
31
30

b) Movimentação do custo

Controladora
2008 2009
Custo Adições Baixas Outras Custo
Tangível
Edificações 67.651 2.788 (677) 63.972 133.734
Máquinas e equipamentos 134.409 8.219 (215) 18.644 161.057
Moldes 13.756 4.498 (455) 2.353 20.152
Móveis e utensílios 6.326 584 (66) 11 6.855
Veículos 13.006 1.340 (852) 89 13.583
Equipamentos de computação 5.657 1.548 (7) 116 7.314
Terrenos 30.291 102 (355) - 30.038
Outras 4.024 631 (59) - 4.596
Imobilizações em andamento 91.640 13.361 (245) (82.346) 22.410
Importações em andamento 1.084 1.787 - (1.076) 1.795
Adiantamentos a fornecedores 2.340 125 - (2.205) 260
370.184 34.983 (2.931) (442) 401.794
Intangível
Marcas e patentes 202 - - - 202
Software e licenças 9.638 10.157 (17) 442 20.220
9.840 10.157 (17) 442 20.422
380.024 45.140 (2.948) - 422.216

Consolidado
2008 2009
Custo Adições Baixas Outras Custo
Tangível
Edificações 166.618 4.785 (692) 123.776 294.487
Máquinas e equipamentos 527.679 27.002 (2.014) 86.459 639.126
Moldes 95.355 8.747 (866) 5.826 109.062
Móveis e utensílios 24.264 1.203 (208) 185 25.444
Veículos 20.131 1.911 (1.325) 261 20.978
Equipamentos de computação 17.902 1.598 (303) (168) 19.029
Terrenos 52.625 577 (355) (32) 52.815
Imobilizações em andamento 212.335 39.500 (262) (193.337) 58.236
Outros 4.098 648 (59) - 4.687
Importações em andamento 3.863 11.888 - (12.294) 3.457
Adiantamentos a fornecedores 13.021 2.634 (5) (14.593) 1.057
1.137.891 100.493 (6.089) (3.917) 1.228.378
Intangível
Marcas e patentes 220 - - - 220

Software e licenças 26.701 11.389 (390) 426 38.126

Direito de uso de
- 11.396 - - 11.396
subestação de energia
26.921 22.785 (390) 426 49.742
1.164.812 123.278 (6.479) (3.491) 1.278.120
31

As imobilizações em andamento consolidadas estão representadas substancialmente


por projetos de expansão e otimização das unidades industriais. Durante o exercício findo
em 31 de dezembro de 2009 foram capitalizados juros incorridos sobre empréstimos que
financiaram tais projetos, no montante de R$ 1.150 (R$ 1.804 em 31 de dezembro de 2008).

Os bens totalmente depreciados em uso em 31 de dezembro de 2009 correspondem


ao montante de R$ 39.084 (R$ 39.649 em 31 de dezembro de 2008) na controladora e
R$ 229.207 (R$ 229.110 em 31 de dezembro 2008) no consolidado.

Durante o exercício de 2009, como permitido pelo CPC 13 - Adoção Inicial da Lei nº
11.638/07, foi concluída a revisão da vida útil dos ativos imobilizados da Companhia, que
passaram a ser depreciadas por novas taxas. O efeito dessa mudança no montante de
R$ 4.265 (R$ 12.335 no consolidado) foi reconhecido a partir do exercício financeiro de 2009.

Durante o exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009, a Companhia não verificou


a existência de indicadores de que determinados ativos imobilizados e intangíveis desta
poderiam estar acima do valor recuperável de acordo com base na Deliberação CVM nº 527
que aprovou o CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos.

c) Ativo intangível

Os principais ativos intangíveis referem-se a direitos sobre softwares e licenças


adquiridos de terceiros, amortizados ao longo de sua vida útil estimada em 5 anos e direitos
de uso de subestação de energia, amortizados linearmente pelo prazo de 10 anos.

O direito de uso de subestação de energia no consolidado representa os gastos


relativos à implantação de um ponto de conexão (subestação de energia elétrica), construída
por sua controlada direta Castertech Fundição e Tecnologia Ltda., com base no Termo de
Compromisso firmado com a CEEE-GT em 29 de novembro de 2009, visando o benefício
econômico pela melhor operacionalização das suas atividades industriais na captação
de energia elétrica. O ativo está sendo amortizado pelo tempo de recuperabilidade do
investimento estimado em 10 anos.

Foi reconhecido no resultado do exercício de 2009, pela Companhia, o montante de


R$ 15.381 na controladora (R$ 15.414 em 2008) e R$ 48.073 no consolidado (R$ 52.132 em
2008) relativos a despesas com pesquisa e desenvolvimento.
33
32

13. Financiamentos e empréstimos

Controladora Consolidado
Indexador Juros 2009 2008 2009 2008
Moeda nacional:
FINAME URTJLP / TJLP 2,5% a 5,6% a.a. - 28 495 1.575
FINEP TJLP 2,5% a 3% a.a. 38.846 12.170 90.528 66.710
Empréstimos bancários TJLP 0,5% a 2,5% a.a. - - - 103
Contratos de arrendamento
CDI 0,1% a 0,2% a.m. 1.706 3.853 1.777 4.087
mercantil
Incentivo fiscal - Fundopem (*) IPCA 3,0% a 4,0% a.a. 753 - 11.652 7.713
BNDES URTJLP / TJLP 2,2% a 5,4% a.a. 259.482 153.854 560.253 321.871
Moeda estrangeira:
Adiantamentos de contratos de
câmbio de pré-pagamento de
Variação
exportação de US$ 8.500 mil na 2,65% a 6,15% a.a. 14.800 38.683 54.677 74.273
cambial + Libor
controladora e US$ 31.402 mil no
consolidado
Financiamento de US$ 27.742 mil
Variação
na controladora e US$ 50.212 mil 0,75% a 6,17% a.a. 48.305 78.039 87.430 132.166
cambial + Libor
no consolidado
Empréstimo de capital de giro de
Variação cambial 11,5% a 12,5% a.a. - - 21.354 7.723
US$ 12.264 mil
UMBNDES / Variação
BNDES 2,5% a 4,5% a.a. 7.798 13.857 41.799 38.526
Cambial
371.690 300.484 869.965 654.747
Parcela a amortizar a curto prazo
34.173 107.826 166.699 225.231
classificada no passivo circulante
Passivo não circulante 337.517 192.658 703.266 429.516
(*) Refere-se a empréstimo subsidiado conforme mencionado na Nota Explicativa nº 23.

As parcelas classificadas no passivo não circulante têm o seguinte cronograma de


pagamento:

Controladora Consolidado Controladora Consolidado


Ano de vencimento:
2009 2009 2008 2008
2010 - - 32.488 108.076
2011 39.193 104.721 39.246 84.733
2012 208.674 393.044 33.200 73.829
2013 28.376 71.877 25.096 53.142
2014 até 2021 61.274 133.624 62.628 109.736
337.517 703.266 192.658 429.516

Os financiamentos e empréstimos estão garantidos por avais e fianças para as


controladas no valor de R$ 240.114 (R$ 191.179 em 31 de dezembro de 2008), hipoteca
no valor de R$ 36.000 (R$ 17.000 em 31 de dezembro de 2008) na controladora e
R$ 49.432 (R$ 59.111 em 31 de dezembro de 2008) no consolidado; bens dados em
garantia e propriedade fiduciária no valor de R$ 18.370 (R$ 18.398 em 31 de dezembro
de 2008) na controladora e R$ 65.779 (R$ 137.661 em 31 de dezembro de 2008) no
consolidado; notas promissórias e carta fiança no valor de R$ 14.946 (R$ 36.375 em
31 de dezembro de 2008) na controladora e R$ 17.332 (R$ 57.575 em 31 de dezembro
de 2008) no consolidado.
33

Os contratos de financiamentos junto ao International Finance Corporation – IFC,


no valor de R$ 151 na controladora e R$ 1.418 no consolidado classificados no passivo
circulante, e de R$ 41.335 na controladora e R$ 57.586 no consolidado classificados no
passivo não circulante, em 31 de dezembro de 2009, e os contratos junto ao Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES contém cláusulas restritivas que incluem,
entre outras, antecipação parcial ou total do vencimento quando determinados índices
financeiros (liquidez corrente, endividamento a longo prazo e cobertura de dívida) não
forem atingidos.

Na controladora, o contrato de financiamento junto ao International Finance


Corporation – IFC, apresentou em 31 de dezembro de 2009, um desenquadramento do
índice de endividamento de longo prazo, porém a Companhia obteve declaração formal
do IFC declarando que não exigirá nenhuma das compensações previstas em contrato em
decorrência do não cumprimento deste índice de longo prazo. Apesar da anuência por parte
da Instituição, a Companhia tem tomado providências, no sentido de restabelecimento dos
indicadores de performance pactuados.

Na controladora, o contrato de empréstimo “C” firmado junto ao IFC, cujo vencimento


final seria em 15 de outubro de 2008, contém cláusula de garantia ao IFC do direito de
substituir o empréstimo por ações preferenciais através do Exercício de Opção de Conversão
a qualquer tempo. A opção foi exercida pelo IFC em 07 de novembro de 2008, sendo que
a Companhia entregou a quantidade de ações preferenciais correspondentes ao montante
em aberto na data da liquidação.

Em 10 de agosto de 2009 a CVM aprovou a transferência de 462.519 ações


preferênciais mantidas em tesouraria da Companhia, a preço de mercado, totalizando
o valor de R$ 5.610, liquidando o empréstimo “C” junto ao IFC.

14. Direitos e obrigações por recursos de consorciados

Refere-se a recursos pendentes de recebimentos na Randon Administradora de


Consórcio Ltda., oriundos de cobrança judicial em decorrência do encerramento de grupos,
transferido para a administradora, conforme definido na Circular nº 3.084 do Banco Central
do Brasil, de 31 de janeiro de 2002. Após a conclusão do processo de cobrança judicial,
estes recursos são rateados proporcionalmente entre os beneficiários do grupo.

15. Programa de Parcelamento Especial - PAES

A controlada Fras-le S.A., aderiu ao programa de parcelamento especial para


impostos federais e previdenciários, conforme facultado pela Lei nº 10.684/02. Os pedidos
de parcelamento, protocolados em 30 de julho de 2003, estavam programados para serem
35
34

liquidados em 120 meses com atualização monetária pela variação da Taxa de Juros de
Longo Prazo (TJLP).

Os valores incluídos nesse programa abrangem a renúncia da liminar relativa à


compensação integral de prejuízos fiscais do exercício de 1996 e a desistência dos processos
de compensações de IPI, PIS e COFINS do exercício de 1998 com bases negativas de
Imposto de Renda e Contribuição Social apurados no exercício de 1995.

Em 17 de novembro de 2009 essa controlada aderiu ao novo parcelamento previsto


na Lei nº 11.941/09 através da desistência formal do parcelamento especial e opção pelo
pagamento à vista dos saldos remanescentes dos débitos com as devidas reduções de
multa e juros de mora.

Dessa forma, em 31 de dezembro de 2009, a movimentação do referido programa na


controlada Fras-le S.A. é como segue:

Impostos federais
Total dos débitos incluídos no PAES, homologados pela Receita Federal em 2003 16.954
(+) Atualização monetária até 30/11/2009 5.562
(-) Total de pagamentos efetuados até 30/11/2009 (20.045)
(-) Redução conforme Lei nº 11.941/2009 (2.471)
Saldo dos débitos em 31 de dezembro de 2009 -

16. Provisão para litígios

A Companhia e suas controladas são partes em processos judiciais e administrativos


perante vários tribunais e órgãos governamentais, oriundos no curso normal das
operações, os quais envolvem questões tributárias, trabalhistas, previdenciárias e cíveis.
A perda estimada foi provisionada no passivo não circulante, com base na opinião de seus
assessores jurídicos para os casos em que a perda é considerada provável.

a) Passivo contingente

O quadro a seguir demonstra, na data base 31 de dezembro de 2009, os valores


estimados do risco contingente (perda), conforme opinião de seus assessores jurídicos:

Passivo Controladora Consolidado Depósito Judicial


Contingente Provável Possível Remota Provável Possível Remota Controladora Consolidado
a) cível 639 3.146 684 874 6.965 2.800 5 60
b) tributário - 12.953 38.275 4.870 27.423 204.772 361 6.199
c) trabalhista 2.546 1.578 909 3.376 7.894 2.104 304 727
d) previdenciário 2.916 3.589 - 3.628 6.881 221 931 2.675
Subtotal: 6.101 21.266 39.868 12.748 49.163 209.897 1.601 9.661
Depósito judicial (800) - - (1.648) - - (800) (1.648)
Total líquido 5.301 21.266 39.868 11.100 49.163 209.897 801 8.013
35

Cível – Trata-se de ações de cobrança que têm por objeto a discussão quanto a
obrigação de pagar contribuição sindical com base na CLT art. 578, sendo um processo
movido contra a Companhia e os demais movidos contra sociedades controladas, as quais
foram incorporadas pela mesma.

Tributário – Representado por autuações federais que se encontram em andamento,


parte na esfera administrativa e parte na esfera judicial.

A Companhia e suas controladas respondem por processos administrativos em


andamento para os quais, quando têm probabilidade de perda possível ou remota, e
em consonância com as práticas contábeis adotadas no Brasil, não foram registradas
provisões para contingências. Foram apresentadas defesas, alegando a improcedência de
tais autuações. Os principais processos com riscos possível e remoto de perda são os
seguintes:

(a) COFINS – A Companhia foi autuada pela Receita Federal no valor atualizado de
R$ 11.267 pela compensação do COFINS com FINSOCIAL. Os créditos já foram
compensados e a Companhia está buscando judicialmente o reconhecimento de
tais compensações.

(b) Compensação com base no saldo negativo de IRPJ e CSLL – A Companhia foi
autuada pela Receita Federal no valor atualizado de R$ 8.930 pelas compensações
de Imposto de Renda e Contribuição Social, com base no saldo negativo de
Imposto de Renda, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido referente ao ano
calendário de 2002, apurados em evento de cisão parcial ocorrida em setembro de
2002. Aguardando julgamento de recurso voluntário interposto pela Companhia.

(c) Créditos Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - A


controlada Fras-le S.A. foi autuada no valor de R$ 9.052, pela Receita Federal do
Brasil referente a não adição na receita bruta para fins da base de cálculo da receita
líquida do crédito de exportação a título de IPI.

(d) Imposto de Renda, Contribuição Social sobre o Lucro Líquido e Imposto de Renda
Retido na Fonte – A controlada Fras-le S.A. foi autuada no valor atualizado de
R$ 113.017 e a controlada Master Sistemas Automotivos Ltda. no valor atualizado
de R$ 4.010, referente a pagamentos regularmente efetuados para seus agentes no
exterior, a título de comissão de agenciamento de vendas e serviços. Os processos
estão em andamento na esfera administrativa.

(e) Imposto de Renda e Contribuição Social – A controlada Fras-le S.A. retificou


as declarações de rendimentos dos anos bases de 1995 e 1996 por considerar
dedutível a assunção de dívidas de terceiros quando da aquisição do controle
acionário pela Randon S.A. Implementos e Participações, e parcelas a título de
gastos com assessoria externa. A Receita Federal glosou e ajustou o lucro real e a
base de cálculo da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. O valor atualizado
do processo é de R$ 6.097.

(f) IPI, PIS, COFINS – A controlada Fras-le S.A. retificou as declarações de rendimentos
dos anos bases de 1995 e 1996 por considerar dedutível a assunção de dívidas
37
36

de terceiros quando da aquisição do controle acionário pela Randon S.A.


Implementos e Participações e realizou um pedido de restituição que foi objeto
de compensação com valores devidos em períodos posteriores a título de PIS,
COFINS e IPI, mas teve seu pedido de restituição indeferido. O valor atualizado
do processo é R$ 12.251.

(g) Imposto de Importação – A controlada Fras-le S.A. foi autuada, sob a presunção
de descumprimento da proporção – Bens de Capital Nacional x Bens de Capital,
e consequente infração ao disposto no artigo 2, inciso II, da Lei nº 9.449/97, e
artigo 6 do Decreto n° 2.072/96, no valor de R$ 6.121. A controlada apresentou
impugnação suscitando inicialmente que a multa aplicada estaria prescrita. Ainda,
foram apresentados erros de fatos e de direito existentes no lançamento tributário,
e requerido o integral cancelamento do auto de infração.

(h) IPI – A controlada Fras-le S.A. foi autuada pela falta de recolhimento ou pagamento
de IPI no período de janeiro a setembro de 1997 no valor atualizado de R$ 3.956.
A Companhia apresentou impugnação alegando a nulidade do auto de infração
por ausência dos requisitos pelo pedido de compensação constante de processo
específico.

(i) Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – A controlada


Suspensys Sistemas Automotivos Ltda. foi autuada no valor total de R$ 7.801,
decorrente de alegada irregularidade na determinação do benefício de redução
de ICMS através do programa FUNDOPEM/Nosso Emprego. O valor inclui
principal, multa e juros. Em 24 de janeiro de 2007, como resultado da impugnação
apresentada pela Empresa, os cálculos do débito foram refeitos pela autoridade
fiscal. O valor da causa foi reduzido no exercício de 2008 em razão da sentença de
ação anulatória realizada pela Empresa, sendo o novo valor atribuído a mesma de
R$ 2.277 incluindo multa e juros.

(j) Crédito presumido de IPI – Refere-se a notificações emitidas pela Receita Federal
contra a controlada Master Sistemas Automotivos Ltda., no valor total de R$ 1.399,
através das quais o fisco indeferiu o pedido de ressarcimento de crédito presumido
feito pela Empresa e solicitou o pagamento do imposto correspondente. O valor
inclui principal, multa e juros.

(k) Crédito presumido de ICMS sobre a compra de aço – Refere-se a autuações emitidas
pela Secretaria da Fazenda do Estado do Rio Grande do Sul contra a controlada
Master Sistemas Automotivos Ltda., no valor total de R$ 6.328, através das quais o
fisco constatou adjudicação do benefício fiscal em montante superior ao permitido
pela legislação. O valor inclui principal, multa e juros.

(l) A Companhia recebeu diversas notificações da Receita Federal do Brasil, em razão


da não-homologação de compensações de créditos oriundos do saldo negativo do
IRPJ, CSLL e de terceiros, que totalizam aproximadamente o valor de R$ 10.867.
Tais processos aguardam julgamento das manifestações de inconformidade
apresentadas.
37

Trabalhista - diversas reclamatórias trabalhistas vinculadas, em sua maioria, a pleitos


indenizatórios;

Previdenciário - autuações do INSS que se encontram em julgamento no TRF, sendo


que o objeto de algumas é relativa a participação dos empregados nos lucros, a qual
está em tramitação e é avaliada como perda possível, cujo valor atualizado na causa da
Companhia é de R$ 3.589, R$ 1.834 em relação a controlada Fras-le S.A. e R$ 516 em
relação a controlada Master Sistemas Automotivos Ltda.

b) Ativo contingente

O demonstrativo, na database 31 de dezembro de 2009, contendo informações sobre


contingências ativas (ganho), conforme opinião de seus assessores jurídicos e está abaixo
detalhado:

Ativo Controladora Consolidado


Contingente Provável Possível Remota Provável Possível Remota
a) cível 3.189 4.196 736 3.189 4.196 736
b) previdenciário 150 - 105 150 - 105
c) tributário 1.977 6.658 229 1.977 8.717 1.265
Total 5.316 10.854 1.070 5.316 12.913 2.106

(a) Cível – tratam-se de ações de recuperação de créditos (cobrança), os quais já têm


provisão para perdas contábeis, contudo os processos continuam tramitando em
juízo e caso a Companhia tenha sucesso, terá sua provisão revertida.

(b) Tributário – representadas basicamente por ações federais que encontram-


se em julgamento no STJ e STF. A Companhia não registrou contabilmente os
ganhos contingentes decorrentes dos processos tributários que dependem
de levantamentos contábeis, como por exemplo recuperação de créditos pois
somente efetuará tais levantamentos caso tenha êxito na discussão do mérito de
tais processos.

(c) Previdenciário – tratam-se de ações em que a Companhia e suas controladas


buscam a redução das alíquotas relativas a contribuição para o Seguro de Acidente
de Trabalho, em face dos enquadramentos de risco acidentário expedidos pelo
Poder Executivo e ações que buscam a desobrigação da Companhia em relação a
majoração da alíquota da Contribuição Social em favor do INSS, de 15% para 20%.

A Companhia não registrou contabilmente os ganhos contingentes, pois somente


os contabiliza após o trânsito em julgado das ações ou pelo efetivo ingresso dos
recursos.
39
38

c) Movimentação da provisão para litígios

Saldos em Saldos
Adições Exclusões
31/12/2008 31/12/2009
Cíveis 1.283 51 (460) 874

Trabalhistas 2.341 1.266 (231) 3.376

Tributárias 2.503 4.630 (2.263) 4.870

Previdenciário 6.588 149 (3.109) 3.628


Total 12.715 6.096 (6.063) 12.748

17. Plano de pensão e de benefícios pós-emprego a funcionários

A Companhia e suas controladas são patrocinadoras da RANDONPREV – Plano de


Pensão, que tem como objetivo principal a suplementação de benefícios assegurados e
prestados pela previdência social aos seus empregados. O plano de suplementação é do
tipo contribuição definida de aposentadoria para seus funcionários, com regime financeiro
de capitalização.

A posição do passivo atuarial no final do exercício apurado com base em laudo de


atuário independente encontra-se demonstrada a seguir:

2009 2008
Controladora Consolidado Controladora Consolidado
Passivo atuarial
Valor presente da obrigação atuarial - (2.509) (10.231) (14.094)
Valor justo dos ativos do plano - 4.764 11.509 15.854
Perdas atuariais não reconhecidas - (2.280) (1.403) (2.146)
Passivo líquido registrado - (25) (125) (386)

A composição do resultado atuarial é dada conforme segue:


Custo do serviço acumulado - (231) (276) (485)
Juros sobre a obrigação atuarial - (318) (827) (1.149)
Rendimento esperado sobre os ativos do plano - 466 1.388 1.935
Ganhos atuariais líquidos reconhecidos no ano - 18 142 215
Total - (65) 427 516

A movimentação do passivo atuarial reconhecida no balanço patrimonial pode ser


demonstrada como segue:

2009 2008
Controladora Consolidado Controladora Consolidado
Passivo no início do exercício (125) (386) (904) (1.504)
Reversão de provisão no exercício 125 213 - -
Receita (despesa) líquida reconhecida no resultado - (65) 427 516
Contribuições pagas - 213 352 602
Passivo líquido no final do exercício - (25) (125) (386)
39

Em 31 de dezembro de 2009, a Companhia e suas controladas não reconheceram o


ativo atuarial no valor de R$ 147 na controladora e R$ 432 (R$ 200 em 2008) no consolidado
apurado conforme avaliação do atuário. De acordo com a Deliberação CVM nº 371, que
aprovou as normas e procedimentos de contabilidade (NPC) nº 26, emitida pelo IBRACON,
em seu item 49.g, um ativo atuarial somente deve ser registrado pela patrocinadora quando
for claramente evidenciado, que este ativo poderá reduzir efetivamente as contribuições da
patrocinadora ou que o mesmo poderá ser reembolsável no futuro.

As principais premissas atuariais na data do balanço (expressas por médias


ponderadas) são conforme segue:

%
Taxa de desconto em 31 de dezembro de 2009 10,76 a.a.
Taxa de rendimento esperada sobre os ativos do plano 11,22 a.a.
Aumentos salariais futuros 7,12 a.a.

Aumentos futuros de benefícios 4,00 a.a.

O valor justo dos ativos do plano foi apurado com base nos parâmetros de mercado
existentes no final do exercício ou, quando aplicável, pela projeção dos benefícios futuros
derivados da utilização do ativo, descontada a valor presente.

A obrigação atuarial no final do exercício foi determinada com base nos cálculos do
atuário independente utilizando-se o método da unidade de crédito projetada.

18. Imposto de Renda e Contribuição Social

Em conformidade com a Lei nº 11.941/09 (anteriormente MP 449/08) a Companhia


e suas controladas optaram pela adoção ao Regime Tributário de Transição (RTT) para
apuração de Imposto de Renda e Contribuição Social relativo ao exercício findo em 31 de
dezembro de 2009.

a) Impostos diferidos

O Imposto de Renda e a Contribuição Social diferidos são registrados para refletir os


efeitos fiscais futuros atribuíveis às diferenças temporárias entre a base fiscal de ativos e
passivos e seu respectivo valor contábil.

As estimativas de recuperação dos créditos tributários sobre prejuízos fiscais e bases


negativas de contribuição social de exercícios anteriores, foram baseadas nas projeções dos
lucros tributáveis levando em consideração diversas premissas financeiras e de negócios
consideradas no encerramento do exercício, aprovadas pelo Conselho de Administração.
41
40

Consequentemente, as estimativas estão sujeitas a não se concretizarem no futuro tendo


em vista as incertezas inerentes a essas previsões. A administração considera que a
realização dos impostos diferidos decorrentes de diferenças temporárias nos exercícios
abaixo mencionados está sujeita à solução final das estimativas contábeis projetadas.

O Imposto de Renda e a Contribuição Social diferidos têm a seguinte origem:

Controladora Consolidado
2009 2008 2009 2008
Ativo circulante
Prejuízos fiscais a compensar - - 2.013 1.422
Provisão para comissões e fretes 2.971 2.041 3.813 2.658
Provisão para devedores duvidosos 4.221 2.452 4.963 3.475
Provisão para garantias 2.578 4.315 3.487 5.654
Provisão para mercadoria a entregar 2.904 - 5.184 -
Provisão estoques obsoletos 792 331 1.303 1.805
Operações de derivativos - 1.937 - 9.268
Provisão participação nos resultados 2.561 4.204 7.946 8.666
Ajustes das Leis nºs 11.638/07 e 11.941/09 278 - 966 993
Provisões diversas e outros 1.009 1.205 3.153 8.515
17.314 16.485 32.828 42.456
Realizável a longo prazo
Prejuízos fiscais a compensar - - 3.866 -
Base negativa de Contribuição Social - - 1.392 -
Provisão para litígios 2.074 2.632 4.210 4.359
Provisão plano de pensão - 42 8 100
Provisões diversas e outros - - 2.789 1.097
2.074 2.674 12.265 5.556
Passivo circulante
Ajustes das Leis nºs 11.638/07 e 11.941/09 - 183 - 683
Outras operações - - 243 2.354
Reavaliação a realizar 34 115 34 115
34 298 277 3.152
Passivo não circulante
Depreciação acelerada incentivada 843 - 2.780 13
Ajustes das Leis nºs 11.638/07 e 11.941/09 828 - 828 -
Reavaliação a realizar 773 726 773 726
2.444 726 4.381 739

Total impostos diferidos líquidos 16.910 18.135 40.435 44.121

Baseada no estudo técnico das projeções de resultados tributáveis computados de


acordo com a Instrução CVM nº 371, a Companhia estima recuperar o crédito tributário
ativo nos seguintes exercícios:

Controladora Consolidado
Ano de vencimento: 2009 2009
2010 17.280 32.551
2011 (370) 7.884
16.910 40.435
41

b) Conciliação da despesa de impostos

A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da


despesa de Imposto de Renda e Contribuição Social debitada em resultado é demonstrada
como segue:

Controladora Consolidado
2009 2008 2009 2008
Lucro contábil antes do Imposto
153.901 273.646 279.644 419.846
de Renda e da Contribuição Social
Alíquota fiscal combinada 34% 34% 34% 34%
Imposto de Renda e Contribuição Social pela
52.326 93.040 95.079 142.748
alíquota fiscal combinada
Adições permanentes
Despesas não dedutíveis 536 602 1.808 2.052
Exclusões permanentes
Resultado de equivalência patrimonial (31.882) (41.338) - -
Juros sobre capital próprio (5.333) (7.731) (15.618) (17.615)
Deduções (3.820) (5.983) (19.149) (21.710)
Outros itens

Efeito das diferenças de alíquota / No exterior - - - 252

Outros (53) 49 978 3.042


Imposto de Renda e Contribuição Social no
11.774 38.639 63.098 108.769
resultado do exercício
Alíquota efetiva 7,7% 14,1% 22,6% 25,9%

19. Arrendamento mercantil

a) Arrendamento mercantil financeiro

A Companhia e suas controladas possuem ativos adquiridos através de contrato de


arrendamento mercantil financeiro. Os contratos possuem cláusulas de opção de compra e
de correção mensal das parcelas devidas e prazo de duração conforme apresentado abaixo:

Prazo Saldo dos valores Opção de compra/valor


Controladora
remanescente Encargos contratados residual
Bens em meses 2009 2008 2009 2008
Equipamentos de computação 6 meses CDI + 0,13% a.m. 22 61 1 1
Máquinas e equipamentos de 3 a 20 meses CDI + 0% a 0,21% a.m. 1.561 3.440 59 68
Veículos de 1 a 8 meses CDI + 0% a 0,13% a.m. 99 352 8 8
1.682 3.853 68 77

Prazo Saldo dos valores Opção de compra/valor


Consolidado
remanescente Encargos contratados residual
Bens em meses 2009 2008 2009 2008
Equipamentos de computação 6 meses CDI + 0,13% a.m. 22 61 1 1
CDI + 0% a 0,21% a.m.
Máquinas e equipamentos de 3 a 20 meses 1.601 3.441 60 71
ou 1,5% a.a.
CDI + 0% a 0,16% a.m.
Veículos de 1 a 8 meses 140 585 14 15
ou 4,91% a.a.
1.763 4.087 75 87
43
42

Os ativos acima discriminados estão incluídos no ativo imobilizado da Companhia e


das suas controladas e os valores devidos nos empréstimos e financiamentos.

O valor contábil líquido dos bens obtidos por meio de contratos de arrendamento
financeiro em 31 de dezembro de 2009 está demonstrado a seguir:

Controladora Consolidado
2009 2009
Instalações 407 407
Máquinas 2.371 2.448
Veículos 1.340 1.442
Equipamentos de computação 24 27

Total 4.142 4.324

Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2009, a Companhia reconheceu


como despesa no resultado referente a arrendamento mercantil financeiro os montantes
de R$ 326 (R$ 845 no Consolidado) relativo a despesas financeiras e R$ 483 (R$ 575 no
Consolidado) relativo a despesa de depreciação.

Os pagamentos futuros mínimos estão segregados da seguinte forma:

Valor presente dos pagamentos Valor presente dos pagamentos


mínimos 2009 mínimos 2009
Controladora Consolidado
Até um ano 1.553 1.617
De um ano e até cinco anos 129 146

b) Arrendamento mercantil operacional

Os pagamentos mínimos futuros dos arrendamentos mercantis operacionais não


canceláveis estão segregados da seguinte forma:

Valor presente dos pagamentos


mínimos 2009
Até um ano 1.268
Acima de um ano e até cinco anos 1.572

A Companhia (Controladora e Consolidado) possui ativos com contrato de


arrendamento mercantil operacional. Os contratos possuem prazo de duração de 3 a 5 anos,
sendo iniciados em 2008, com cláusulas de opção de compra pelo valor de mercado no
final dos contratos e com correção mensal das parcelas devidas através de CDI adicionado
de taxa de juros que varia de 0% a 0,17% a.m.
43

20. Patrimônio líquido (Controladora)

a) Capital social

O capital social autorizado, conforme Estatuto Social, é de 270.000.000 ações, sendo


90.000.000 de ordinárias e 180.000.000 de preferenciais. Em 31 de dezembro de 2009 e
2008, o capital social, subscrito e integralizado, está representado por 162.523.635 ações
nominativas, sendo 54.592.196 ordinárias e 107.931.439 preferenciais, sem valor nominal.

Foi aprovado na Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em 8 de abril


de 2009 o aumento do capital social da Companhia em R$ 6.000 passando de R$ 400.000
para R$ 406.000 com utilização de parte da reserva de lucros de investimento e capital de
giro, sem a emissão de novas ações.

b) Reservas

Reserva legal

É constituída à razão de 5% do lucro líquido apurado em cada exercício social nos


termos do art. 193 da Lei nº 6.404/76, até o limite de 20% do capital social.

Reserva de reavaliação

Constituída em decorrência das reavaliações de bens do ativo imobilizado da


Controladora, para fins de integralização do capital social nas controladas Master Sistemas
Automotivos Ltda., em 29 de setembro de 2006, e Castertech Tecnologia e Fundição Ltda.,
em 01 de setembro de 2006, com base em laudos de avaliações elaborados por empresa
especializada.

O Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos correspondentes à reserva de


reavaliação de prédios estão classificados nos passivos circulante e não circulante.

A reserva de reavaliação está sendo realizada conforme a depreciação dos prédios


reavaliados registrados na controlada contra lucros acumulados, líquida dos encargos
tributários. O mesmo efeito da realização da reserva de reavaliação está refletido no
resultado do exercício, pela depreciação dos ativos reavaliados.

Em 31 de dezembro de 2009 a reserva de reavaliação da Companhia está desta forma


composta:

Reserva de reavaliação de terrenos 7.029


Reserva de reavaliação de prédios 1.703
(-) Realização de reserva de reavaliação de prédios (228)
(-) Imposto de Renda e Contribuição Social diferidos (502)
Total da reserva de reavaliação 8.002
45
44

A realização da reserva de reavaliação está incluída na base de cálculo dos dividendos,


relativos ao exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2009.

Reserva para investimento e capital de giro

Tem a finalidade de assegurar investimentos em bens de ativo imobilizado e acréscimo


do capital de giro, inclusive através de amortização de dívidas da Companhia, bem como
o financiamento de empresas controladas e coligadas. É formada com o saldo do lucro
ajustado após dele deduzido o dividendo obrigatório e terá como limite máximo o valor
que não poderá exceder, em conjunto com a reserva legal, o valor do capital social.

Com a destinação do lucro líquido apurado no exercício de 2009 nos termos da lei e
do Estatuto Social da Companhia, o saldo das reservas de lucros excedeu o valor do capital
social, motivo pelo qual, com base no Artigo 199 da Lei n° 6.404/76 é proposta a aplicação
do excesso no aumento do capital social, a ser deliberado pelos acionistas em Assembléia
Geral.

Reserva geral de lucros (estatutária)

Reserva geral de lucros, com saldo que remanescer após a destinação supra
mencionada, destinada à manutenção do capital de giro, que não poderá exceder a 80%
do capital social.

Com a destinação do lucro líquido apurado no exercício de 2009, nos termos da


lei e do Estatuto Social da Companhia, o saldo das reservas de lucros excedeu o limite
estabelecido no Estatuto Social. Desta forma, será proposta aos acionistas em Assembléia
Geral a capitalização do excesso de reserva apresentado no exercício findo em 31 de
dezembro de 2009.

Ações em tesouraria

No dia 26 de julho de 2006 e no dia 26 de abril de 2007, o Conselho de Administração,


considerando o disposto na alínea “p” do Artigo 21 do Estatuto Social e atendidos os
requisitos dos parágrafos 1º e 2º do artigo 30 da Lei nº 6.404/76, bem como da Instrução
CVM nº 10/80 e suas alterações, autorizou a aquisição pela Companhia de 1.000.000 e
1.300.000 ações preferenciais de sua própria emissão, respectivamente, para permanência
em tesouraria e posterior alienação ou cancelamento, sem redução do capital social.

A operação teve por objetivo aproveitar a oportunidade de investimento para a


Companhia, considerando o preço de cotação das ações preferenciais na bolsa de valores,
sendo as aquisições realizadas utilizando-se de disponibilidades suportadas por reservas
de lucros constantes do último balanço aprovado pela AGO/E de 13 de abril de 2007. As
ações foram adquiridas durante o período de 11 de agosto de 2006 a 03 de julho de 2007,
na quantidade de 2.300.000 ações preferenciais, por preço de cotação em bolsa de valores,
a um custo médio ponderado de R$ 12,01 por ação, sendo que o custo máximo foi de
R$ 17,68 e o custo mínimo de R$ 6,38.
45

Em 31 de agosto de 2009 o Conselho de Administração da Companhia autorizou a


transferência de 462.519 ações preferências, mantidas em tesouraria, para o IFC, pelo preço
de cotação em bolsa de R$ 12,15 por ação, remanescendo em tesouraria a quantidade de
1.837.481 ações preferenciais.

O valor de mercado das ações em tesouraria, com base na última cotação da bolsa de
valores em 31 de dezembro de 2009 é de R$ 28.628.

c) Dividendos

Conforme Estatuto Social da Companhia, as ações ordinárias e preferenciais


fazem jus a dividendo mínimo obrigatório de 30% do lucro ajustado, cabendo às ações
preferenciais todos os demais direitos atribuídos às ordinárias em igualdade de condições,
mais prioridade no reembolso do capital, sem prêmio, proporcionalmente à participação
no capital social em caso de eventual liquidação da Companhia e, ainda, direito de
serem incluídas na oferta pública de alienação de controle, nos termos do art. 254-A da
Lei nº 6.404/76, com a nova redação dada pela Lei nº 10.303/01.

Os dividendos foram calculados conforme segue:

Lucro líquido do exercício 138.126


(+) Realização de reserva de reavaliação 45
(-) Reserva legal (6.906)
Base de cálculo 131.265
Dividendos mínimos obrigatórios 30% 39.379
(-) Juros sobre o capital próprio já pagos e creditados (32.091)
Imposto de renda retido na fonte 4.814
Valor líquido de dividendos propostos 12.102

O valor de juros sobre o capital próprio integra a proposta de distribuição de dividendos


a ser submetida à Deliberação da Assembléia Geral Ordinária, em conformidade com o
item V da Deliberação CVM nº 207/96.

d) Juros sobre o capital próprio - Lei nº 9.249/95

De acordo com a faculdade prevista na Lei nº 9.249/95, a Companhia calculou e


pagou/creditou juros sobre o capital próprio com base na Taxa de Juros de Longo Prazo
(TJLP) vigente no exercício, no montante de R$ 32.091 (R$ 38.398 em 2008) os quais foram
contabilizados em despesas financeiras, conforme requerido pela legislação fiscal. Para
efeito destas demonstrações financeiras, esses juros foram eliminados das despesas
financeiras do exercício e estão sendo apresentados na conta de lucros acumulados.

O Imposto de Renda e a Contribuição Social do exercício foram reduzidos em


R$ 10.911, (R$ 13.055 em 2008) em decorrência da dedução desses impostos pelos juros
sobre o capital próprio creditados aos acionistas.
47
46

21. Resultado financeiro


Controladora Consolidado
2009 2008 2009 2008
Receitas financeiras:
Variação cambial 47.168 54.076 83.589 111.567
Juros sobre rendimentos de aplicações financeiras 12.423 14.111 37.732 38.345
Receitas de operações de swap - 897 - 897
Ganhos com outras operações de derivativos 3.200 9.550 21.829 16.264
Rendimentos de contratos de mútuos 158 128 38 8
Ajuste a valor presente 12.057 13.352 27.399 36.890
Outras receitas financeiras 5.465 5.882 13.531 14.062
80.471 97.996 184.118 218.033
Despesas financeiras:
Variação cambial (33.087) (72.504) (66.760) (135.750)
Juros sobre financiamentos (18.503) (20.160) (43.480) (37.723)
Despesas de operações de swap - (1.194) - (1.194)
Perdas com outras operações de derivativos (563) (15.499) (3.856) (44.777)
Despesas de contratos de mútuos (4.899) (4.583) (4.948) (4.066)
Ajuste a valor presente (2.642) (4.393) (7.373) (13.300)
Outras despesas financeiras (12.015) (7.190) (21.689) (16.622)
(71.709) (125.523) (148.106) (253.432)
Resultado financeiro 8.762 (27.527) 36.012 (35.399)

22. Instrumentos financeiros

A Companhia e suas controladas mantêm operações com instrumentos financeiros.


A administração desses instrumentos é efetuada por meio de estratégias operacionais e
controles internos visando assegurar liquidez, rentabilidade e segurança.

A contratação de instrumentos financeiros com o objetivo de proteção é feita por


meio de uma análise periódica da exposição ao risco que a administração pretende cobrir.

Para a exposição ao câmbio, a Companhia possui Política de Proteção Cambial, escrita


pelo Comitê de Planejamento e Finanças e avalizada pela Diretoria Executiva. O objetivo
da política é uniformizar os procedimentos entre a Companhia e suas controladas, definir
responsabilidades e limites nas operações que envolvam proteção cambial, reduzindo os
efeitos cambiais sobre o fluxo de divisas em moeda estrangeira projetado pelo fluxo de
caixa. A Companhia e suas controladas não efetuam aplicações de caráter especulativo,
em derivativos ou quaisquer outros ativos de risco. Os resultados obtidos com estas
operações estão condizentes com as políticas e estratégias definidas pela Administração
da Companhia.

É tomado por base o fluxo de caixa em moeda estrangeira projetado mensalmente


sempre para os doze meses seguintes, com base nas projeções do Plano Estratégico, ou
na expectativa atualizada de cada empresa. Os instrumentos utilizados são conservadores
e previamente aprovados pelo mesmo comitê. As operações contratadas no exercício são
instrumentos derivativos Non Deliverable Forward (NDF). A taxa média a ser perseguida
deve ser igual ou superior à prevista no Plano Anual de Negócios (Orçamento) das empresas.
47

Todas as operações são controladas pela Diretoria Financeira da Companhia Controladora


e informadas ao Comitê Executivo.

Todas as operações com instrumentos financeiros estão reconhecidas nas


demonstrações financeiras da Companhia, conforme o quadro abaixo:

Controladora
2009 2008
Valor justo Custo Valor justo
Disponível Disponível Custo
Nota através do amor- Total através do Total
para venda para venda amortizado
resultado tizado resultado

Ativos

Aplicações financeiras de
6 - 68.513 - 68.513 - - - -
liquidez não imediata
Clientes 7 - - 232.389 232.389 - - 242.479 242.479
Mútuos a receber 10 - - 15 15 - - 3.961 3.961
Cotas de consórcios - - 12.529 12.529 - - 12.424 12.424

Passivos
Empréstimos e financiamentos
13 - - (300.787) (300.787) - - (169.905) (169.905)
em moeda nacional
Empréstimos e financiamentos
13 - - (70.903) (70.903) - - (130.579) (130.579)
em moeda estrangeira
Mútuos a pagar 10 - - (55.652) (55.652) - - (36.758) (36.758)
Instrumentos financeiros
- - - - (5.811) - - (5.811)
Derivativos

Total - 68.513 (182.409) (113.896) (5.811) - (78.378) (84.189)

Consolidado
2009 2008
Valor justo Custo Valor justo
Disponível Disponível Custo
Nota através do amor- Total através do Total
para venda para venda amortizado
resultado tizado resultado

Ativos

Aplicações financeiras de
6 - 68.513 - 68.513 - 32.222 - 32.222
liquidez não imediata
Clientes 7 - - 418.509 418.509 - - 420.675 420.675
Consórcio para revenda - - 24.656 24.656 - - 25.812 25.812
Instrumentos financeiros
- - - - 320 - - 320
Derivativos

Passivos
Empréstimos e financiamentos
13 - - (664.705) (664.705) - - (402.059) (402.059)
em moeda nacional
Empréstimos e financiamentos
13 - - (205.260) (205.260) - - (252.688) (252.688)
em moeda estrangeira
Mútuos a pagar - - (62.097) (62.097) - - (45.174) (45.174)
Instrumentos financeiros
(43) - - (43) (27.372) - - (27.372)
Derivativos

Total (43) 68.513 (488.897) (420.427) (27.052) 32.222 (253.434) (248.264)

Administração financeira de risco

A Companhia e suas controladas possuem exposição a riscos associados à utilização


de seus instrumentos financeiros, conforme descrito a seguir:
49
48

Risco de crédito

Decorre da possibilidade de a Companhia e as suas controladas sofrerem perdas


oriundas de inadimplência de suas contrapartes ou de instituições financeiras depositárias
de recursos ou de investimentos financeiros. Para mitigar esses riscos, a Companhia e
suas controladas adotam como prática a análise das situações financeira e patrimonial
de suas contrapartes, assim como a definição de limites de crédito e acompanhamento
permanente das posições em aberto. No que tange às instituições financeiras, a Companhia
e suas controladas somente realizam operações com instituições financeiras de baixo risco
avaliadas por agências de rating. Para contas a receber por vendas a Companhia e suas
controladas possuem ainda provisão para devedores duvidosos, conforme mencionado na
Nota Explicativa nº 7.

Risco de preço das mercadorias vendidas ou produzidas ou dos insumos adquiridos

Decorre da possibilidade de oscilação dos preços de mercado dos produtos


comercializados ou produzidos pela Companhia e dos demais insumos utilizados no
processo de produção. Essas oscilações de preços podem provocar alterações substanciais
nas receitas e nos custos da Companhia e das suas controladas. Para mitigar esses riscos,
a Companhia e suas controladas monitoram permanentemente os mercados locais e
internacionais, buscando antecipar-se a movimentos de preços.

Risco de taxas de juros

Decorre da possibilidade de a Companhia e as suas controladas sofrerem ganhos ou


perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos
financeiros. Visando à mitigação desse tipo de risco, a Companhia e suas controladas
buscam diversificar a captação de recursos em termos de taxas prefixadas ou pós-fixadas,
e em determinadas circunstâncias são efetuadas operações de hedge para travar o custo
financeiro das operações.

Risco de taxa de câmbio

Decorre da possibilidade de oscilações das taxas de câmbio das moedas estrangeiras


utilizadas pela Companhia para a aquisição de insumos, a venda de produtos e a contratação
de instrumentos financeiros, principalmente do dólar norte-americano, que encerrou o ano
de 2009 com a variação negativa de 25,5% (variação positiva de 32,0% em 2008). Além de
valores a pagar e a receber em moedas estrangeiras, a Companhia tem investimentos em
controladas no exterior e tem fluxos operacionais de compras e vendas em outras moedas.
A Companhia e suas controladas avaliam permanentemente a contratação de operações
de hedge para mitigar esses riscos.

Abaixo está demonstrada a exposição cambial da Companhia e suas controladas para


operações em moedas estrangeiras:
49

US$ mil
2009 2008
A. Empréstimos/financiamentos em dólares norte-americanos
Controladora 40.721 55.875
Consolidado 117.884 108.125
B. Ativos líquidos em dólares norte-americanos
Controladora 45.973 48.323
Consolidado 76.519 86.190
C. Valor justo de instrumentos financeiros derivativos
Controladora - 2.487
Consolidado 25 11.576
D. Superavit (Déficit) apurado (A-B+C)
Controladora 5.252 (10.039)
Consolidado (41.390) (33.511)

Risco de estrutura de capital (ou risco financeiro)

Decorre da escolha entre capital próprio (aportes de capital e retenção de lucros)


e capital de terceiros que a Companhia e as suas controladas fazem para financiar suas
operações. Para mitigar os riscos de liquidez e a otimização do custo médio ponderado
do capital, a Companhia e as suas controladas monitoram permanentemente os níveis
de endividamento de acordo com os padrões de mercado e o cumprimento de índices
(covenants) previstos em contratos de empréstimos e financiamentos.

Instrumentos financeiros derivativos

A Companhia e as suas controladas têm por política efetuar operações com


instrumentos financeiros derivativos com o objetivo de mitigar ou de eliminar riscos
inerentes à sua operação, conforme descrito no item anterior.

A Administração da Companhia e das suas controladas mantém monitoramento


permanente sobre os instrumentos financeiros derivativos contratados por meio dos seus
controles internos.

Atualmente os instrumentos financeiros derivativos contratados pela Companhia são


decorrentes de risco de câmbio, todos registrados na CETIP.

A Companhia contrata operações com derivativos para proteger aproximadamente


7% da sua exposição estimada em moeda estrangeira do saldo credor denominado em
uma moeda estrangeira. A Companhia e suas controladas usam contratos de “forward”
para proteger seus riscos de moeda (riscos cambiais) em sua maioria com vencimento
inferior a um ano em relação à data do balanço.

Os seguintes instrumentos derivativos são ou foram utilizados pela Companhia


durante o exercício de 2009:
51
50

“NDF - Non Deliverable Forward”

Nestas operações a Companhia e suas controladas têm deveres e obrigações com


base em uma cotação contratada previamente no momento de seu vencimento. O resultado
líquido destas operações é registrado por competência nas demonstrações financeiras da
empresa.

“Zero Cost Collar”

Nesta modalidade a Companhia e suas controladas só possuem obrigações ou


direitos quando a taxa cambial for superior ou inferior a um intervalo de cotação de moeda
estrangeira conforme acordado pelo contrato.

Com esta operação a Companhia garantiu um valor mínimo de liquidação de suas


exportações futuras correspondente ao valor da taxa de câmbio do dólar que varia
conforme o vencimento e somente terá uma obrigação se a taxa do dólar estiver acima
de uma segunda posição cambial, com taxa maior que a primeira, também variável pelo
vencimento. A taxa de câmbio do dólar intermediária a essas posições não gera obrigação
nem direito a nenhuma das partes.

Não há operações nesta modalidade em aberto em 31/12/2009.

“Swap cambial”

Operação de troca de indexadores, sobre um valor nocional, onde a Companhia


na ponta ativa recebe a variação cambial entre um período de início de contrato até o
vencimento, pagando na ponta passiva a variação da CDI descontado de deságio pré-fixado
para cada vencimento. Esta operação é contratada para proteção de variação cambial para
alguns empréstimos contratados em moeda estrangeira. As taxas ativas e passivas estão
abaixo resumidas.

Não há operações nesta modalidade em aberto em 31/12/2009.

Valores justos dos instrumentos financeiros derivativos

Os valores justos foram estimados na data das informações financeiras, baseados em


“informações relevantes de mercado”. Mudanças nas premissas e alterações nas operações
do mercado financeiro podem afetar significativamente as estimativas apresentadas. Os
métodos e premissas adotados pela Companhia para estimar a divulgação do valor justo
de seus derivativos em 31 de dezembro de 2009 e 2008 estão descritos abaixo:

O valor justo geralmente baseia-se em cotações de preços de mercado ou cotações


de preços de mercado para ativos ou passivos com características semelhantes. Se esses
preços de mercado não estiverem disponíveis, os valores justos são baseados em cotações
de operadores de mercado, modelos de precificação, fluxo de caixa descontado ou técnicas
similares, para as quais a determinação do valor justo pode exigir julgamento ou estimativa
significativa por parte da administração. Para instrumentos financeiros derivativos, cotações
51

de preço de mercado são usadas para determinar o valor justo destes instrumentos. O
valor justo dos swaps é determinado utilizando técnicas de modelagem de fluxo de caixa
descontado que usam curvas de rendimento, refletindo os fatores de risco adequados.
As informações para construir as curvas de rendimento são obtidas principalmente na
BM&F e no mercado secundário doméstico e internacional. Estas curvas de rendimento
são utilizadas para determinar o valor justo dos swaps de moeda, de taxa de juros e swaps
com outros fatores de risco. O valor justo dos contratos a termo e de futuros também é
determinado com base em cotações de preços de mercado para derivativos negociados
em bolsa ou utilizando-se metodologias similares àquelas descritas para swaps.

Operações de Non Deliverable Forward – NDF: O valor justo geralmente baseia-se em


cotações de preços de mercado ou cotações de preços de mercado para ativos ou passivos
com características semelhantes. Se esses preços de mercado não estiverem disponíveis,
os valores justos são baseados em cotações de operadores de mercado, fluxo de caixa
descontado ou técnicas similares, para as quais a determinação do valor justo pode exigir
julgamento ou estimativa significativa por parte da administração. O valor justo dos
contratos a termo e de futuros também é determinado com base em cotações de preços
de mercado para derivativos negociados em bolsa ou utilizando-se metodologias similares
àquelas descritas para swaps. Estes contratos não prevêem pagamentos intermediários
antes da data de vencimento. A Companhia não tem por objetivo liquidar estes contratos
antes de seu vencimento.

Em 31 de dezembro de 2009 e 31 de dezembro de 2008 os valores nominais em aberto


expostos à variação da moeda norte-americana, bem como os respectivos valores justos,
estão assim demonstrados:

Controladora:
Valor de Valor de Valor de
Referência Referência Valor Justo – Efeito Acumulado Efeito Acumulado
Custo – em
em milhares de em 2009 – em em 2008 – em
Nocional – milhares de
Nocional – em R$ - (crédito) / milhares de R$ milhares de R$
em milhares R$ - (crédito) /
milhares de R$ débito (crédito) / débito (crédito) / débito
de US$ débito

Descrição / Valor Valor Valor Valor


2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008
Contraparte recebido pago recebido pago
Zero Cost Collar - - - - - - - - - - 7.258 (5.038)
Banco Santander - - - - - - - - - - 4.886 (1.671)
Banco Itaú BBA - - - - - - - - - - 2.372 -
Unibanco - - - - - - - - - - - (480)
Banco do Brasil - - - - - - - - - - - (2.887)
NDF - 9.300 - 14.988 - (5.811) - (5.811) 87 (3.278) 1.285 -
Banco Santander - 9.300 - 14.988 - (5.811) - (5.811) 87 (3.278) 239 -
Unibanco - - - - - - - - - - 421 -
Banco do Brasil - - - - - - - - - - 578 -
HSBC - - - - - - - - - - 47 -
SWAP - - - - - - - - - - - (10.132)
Banco Itaú BBA - - - - - - - - - - - (10.132)
Total - 9.300 - 14.988 - (5.811) - (5.811) 87 (3.278) 8.543 (15.170)
53
52

Consolidado:

Valor de Valor de Valor de


Referência Referência Valor Justo – Efeito Acumulado Efeito Acumulado
Custo – em
em milhares de em 2009 – em em 2008 – em
Nocional – milhares de
Nocional – em R$ - (crédito) / milhares de R$ milhares de R$
em milhares R$ - (crédito) /
milhares de R$ débito (crédito) / débito (crédito) / débito
de US$ débito

Descrição / Valor Valor Valor Valor


2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008
Contraparte recebido pago recebido pago
Zero Cost Collar - - - - - - - - - - 16.038 (8.447)
Banco Santander - - - - - - - - - - 8.067 (5.080)
Banco Itaú BBA - - - - - - - - - - 2.372 -
Unibanco - - - - - - - - - - 5.599 (480)
Banco do Brasil - - - - - - - - - - - (2.887)
NDF 6.000 49.148 10.400 86.335 (43) (28.777) (43) (6.660) 2.700 (7.748) 1.468 (1.531)
Banco Santander - 40.700 - 65.954 - (22.192) - (1.800) 2.700 (5.191) 348 (1.084)
Unibanco - - - - - - - - - - 421 -
Banco do Brasil 6.000 8.448 10.400 20.381 (43) (6.585) (43) (4.860) - (2.557) 652 (447)
HSBC - - - - - - - - - - 47 -
SWAP - - - - - - - - - - - (10.132)
Banco Itaú BBA - - - - - - - - - - - (10.132)
Total 6.000 49.148 10.400 86.335 (43) (28.777) (43) (6.660) 2.700 (7.748) 17.506 (20.110)

Os vencimentos destas operações estão abaixo resumidos, em milhares de dólares,


no consolidado:

2009 2008
Descrição Até 30 dias De 31 a 180 dias De 181 a 365 dias Total líquido Total líquido
NDF 500 2.500 3.000 6.000 49.148

Além disto, em 2008 a Companhia possuía operações de NDF para proteção cambial
de importação de insumos em Euros, junto ao Banco do Brasil S.A. resumidas abaixo:

Valor de Valor de Valor de


Referência Referência Valor Justo – Efeito Acumulado Efeito Acumulado
Custo – em
em milhares de em 2009 – em em 2008 – em
Nocional – milhares de
Nocional – em R$ - (crédito) / milhares de R$ milhares de R$
em milhares R$ - (crédito) /
milhares de R$ débito (crédito) / débito (crédito) / débito
de US$ débito

Descrição / Valor Valor Valor Valor


2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008
Contraparte recebido pago recebido pago
NDF

Banco do Brasil - 2.380 - 5.810 - 1.725 - - - - 384 -

Os vencimentos destas operações estão abaixo resumidos, em milhares de Euros:

2009 2008
Descrição Até 30 dias De 31 a 180 dias De 181 a 365 dias Total Total
NDF - - - - 2.380
53

Os valores passivos apresentados em 31 de dezembro de 2009 para as operações de


NDF estão classificados como operações de derivativos no subgrupo de outras obrigações
de curto prazo.

A Companhia e suas controladas não possuem margens dadas em garantia para os


instrumentos financeiros derivativos em aberto em 31 de dezembro de 2009.

A Companhia e suas controladas auferiram ganhos e perdas com instrumentos


financeiros derivativos no exercício de 2009 e 2008 conforme abaixo:

Controladora Consolidado
2009 2008 2009 2008
Operações de proteção
Receitas financeiras:
Receitas de operações de swap - 897 - 897
Ganhos com operações de NDF e Collar 3.200 9.550 21.829 16.264
Despesas financeiras:
Despesas de operações de swap - (1.194) - (1.194)
Perdas com operações de NDF e Collar (563) (15.499) (3.856) (44.777)
(2.637) (6.246) (17.973) (28.810)

O valor justo estimado para os instrumentos financeiros derivativos contratados pela


Companhia e por suas controladas foi determinado por meio de informações disponíveis
no mercado e de metodologias específicas de avaliações. Entretanto, considerável
julgamento foi requerido na interpretação dos dados de mercado para produzir a estimativa
do valor justo de cada operação. Como consequência as estimativas a seguir não indicam,
necessariamente, os montantes que efetivamente serão realizados quando da liquidação
financeira das operações.

Análise de sensibilidade de variações na moeda estrangeira

A Companhia e suas controladas possuem instrumentos financeiros derivativos


destinados a mitigar esses riscos em suas operações.

No quadro a seguir são considerados três cenários, sendo o cenário provável o adotado
pela Companhia. Esses cenários foram definidos com base na expectativa da Administração
para as variações da taxa de câmbio nas datas de vencimento dos respectivos contratos
sujeitos a estes riscos.

Além desse cenário a CVM através da Instrução nº 475 determinou que fossem
apresentados mais dois cenários com deterioração de 25% e 50% da variável do risco
considerado. Esses cenários estão sendo apresentados de acordo com o regulamento
da CVM.
55
54

Controladora
Operação Risco Cenário provável Cenário A Cenário B
Outros Instrumentos Financeiros (não derivativos) Variação na taxa do dólar americano 9.145 11.431 13.717

Consolidado
Operação Risco Cenário provável Cenário A Cenário B
Non Deliverable Forward – NDF (derivativos) Alta do US$ (22) (2.714) (5.248)
Outros Instrumentos Financeiros (não derivativos) Variação na taxa do dólar americano (72.025) (90.031) (108.037)

23. Subvenções e assistência governamental

Empréstimo subsidiado FUNDOPEM/RS

Em dezembro de 2006, a Companhia e suas controladas assinaram Termo de Ajuste


junto ao Estado do Rio Grande do Sul, como adesão ao FUNDOPEM/RS (Fundo Operação
Empresa do Estado do Rio Grande do Sul).

O incentivo fiscal constitui-se em postergação de pagamento de parcela do débito de


ICMS gerado mensalmente, com uma carência de 33 a 54 meses e prazo de pagamento
entre 54 a 96 meses, a partir de cada débito, corrigido pelo IPCA/IBGE e taxa de juros entre
3% a.a. e 4% a.a.. A parcela do débito com pagamento postergado é apurada a partir de
incremento de faturamento, aumento na geração de débito de ICMS e geração de empregos
conforme definido no Termo de Ajuste FUNDOPEM/RS ainda não utilizado no valor de
R$ 60.623 (R$ 77.285 em 31 de dezembro de 2008).

Para incremento de valor financiado a Companhia e suas controladas observam todas


as exigências para obtenção deste tipo de incentivo, a saber:

a) Faturamento bruto incremental mensal;

b) ICMS incremental mensal;

c) Número de empregos diretos incrementais.

A Companhia classifica esta operação como um financiamento para capital de giro,


com juros e prazos subsidiados, conforme demonstrado na Nota Explicativa nº 13.

FUNDOPEM/RS - Nosso Emprego

A controlada Suspensys Sistemas Automotivos Ltda. obteve do governo do Estado


do Rio Grande do Sul, incentivo fiscal vinculado à geração de empregos, denominado
FUNDOPEM Nosso Emprego, em agosto de 1998, com prazo de vencimento em novembro
de 2010.
55

A Empresa calcula o valor do benefício de acordo com regras especificadas no


protocolo 18/98, na Lei nº 11.028/97 e demais legislações pertinentes, como a Resolução
Normativa nº 40/97. A estrutura do cálculo é baseada na Instrução Normativa DRP nº 45/98,
título 1, capítulo V, item 6.0. A planilha utilizada para este cálculo é mensalmente enviada
e submetida à análise do Sistema Estadual para Atração e Desenvolvimento de Atividades
Produtivas (SEADAP).

Seguindo orientações da Lei nº 11.638/07 e CPC 07, a controlada Suspensys Sistemas


Automotivos Ltda., obteve a título de incentivo o montante de R$ 13.013 até 31 de
dezembro de 2009 (R$ 11.578 até 31 de dezembro de 2008) reconhecido no demonstrativo
de resultados consolidado.

Em suas demonstrações financeiras individuais a controlada Suspensys Sistemas


Automotivos Ltda. contabilizou este montante em conta de resultado, com transferência
para conta específica de Reserva de Investimentos Incentivados no Patrimônio Líquido.
A controlada não pretende distribuir este montante como lucros, tendo como destinação
futura apenas para aumento de capital.

24. Cobertura de seguros

A Companhia adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens


sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros,
considerando a natureza de sua atividade.

As principais coberturas de seguro são:

Consolidado
Total dos limites de indenização
Risco coberto 2009 2008
Prédios, estoques, máquinas e outras imobilizações Incêndio, vendaval, danos elétricos, roubos e riscos gerais 243.173 222.384
Veículos Casco 15.986 14.441
Aeronaves RETA, Responsabilidade Civil e Casco 19.501 26.174
Crédito de Exportação Comerciais e Políticos 26.008 67.840
Responsabilidade Civil Responsabilidade Civil 36.544 26.667
Acidentes pessoais Danos pessoais 33.152 33.259
374.364 390.765

O escopo dos trabalhos de nossos auditores não inclui a emissão de opinião sobre
a suficiência da cobertura de seguros, a qual foi determinada pela Administração da
Companhia e que considera suficiente para cobrir eventuais sinistros.
57
56

25. Operações de vendor

A Companhia possui, em 31 de dezembro de 2009, operações de vendor em aberto


com seus clientes no montante de R$ 6.309 (R$ 8.714 em 2008), nas quais a Companhia
participa como interveniente garantidora.

26. Participação de empregados nos lucros e resultados

A participação de empregados foi calculada conforme estabelecido no Programa de


Participação nos Resultados homologado nos sindicatos das categorias, em conformidade
com o disposto na Lei nº 10.101 de 19 de dezembro de 2000. O montante de participação
nos lucros referente ao exercício de 2009 foi no valor de R$ 7.912 (R$ 17.624 em 2008) na
controladora e R$ 26.135 (R$ 37.959 em 2008) no consolidado.

27. Novos pronunciamentos contábeis

O Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC), seguindo agenda conjunta divulgada


pela CVM e CPC, tem emitido diversos pronunciamentos para convergir as práticas contábeis
brasileiras para o padrão internacional de contabilidade. Esses pronunciamentos contábeis
têm sido sistematicamente aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e
Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com vigência para os exercícios sociais iniciados
a partir de 1º de janeiro de 2010 com aplicação retroativa para fins de comparabilidade.

Os pronunciamentos, orientações e interpretações técnicas emitidos até a presente data


pelo CPC que poderão produzir efeitos na preparação ou na divulgação das demonstrações
financeiras do exercício a findar-se em 31 de dezembro de 2010 estão sendo avaliados pela
Companhia com base nos seguintes pronunciamentos:
• CPC 16 – Estoques, aprovado pela Deliberação CVM nº 575, de 5 de junho de 2009;
• CPC 18 – Investimento em Coligada e em Controlada, aprovado pela Deliberação
CVM nº 605, de 26 de novembro de 2009;
• CPC 20 – Custos de Empréstimos, aprovado pela Deliberação CVM nº 577, de 5 de
junho de 2009;
• CPC 22 – Informações por Segmento: aprovado pela Deliberação CVM nº 582, de
31 de julho de 2009;
• CPC 23 – Políticas Contábeis, Mudanças de Estimativa e Retificação de Erro,
aprovado pela Deliberação CVM nº 592, de 15 de setembro de 2009;
• CPC 24 – Eventos Subsequentes, aprovado pela Deliberação CVM nº 593, de 15 de
setembro de 2009;
57

• CPC 25 – Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, aprovado pela


Deliberação CVM nº 594, de 15 de setembro de 2009;
• CPC 26 – Apresentação das Demonstrações, aprovado pela Deliberação CVM nº
595, de 15 de setembro de 2009;
• CPC 27 – Ativo Imobilizado, aprovado pela Deliberação CVM nº 583, de 31 de julho
de 2009;
• CPC 29 – Ativo Biológico e Produto Agrícola, aprovado pela Deliberação CVM nº
596, de 15 de setembro de 2009;
• CPC 30 – Receitas, aprovado pela Deliberação CVM nº 597, de 15 de setembro de
2009;
• CPC 32 – Tributos sobre o Lucro, aprovado pela Deliberação CVM nº 599, de 15 de
setembro de 2009;
• CPC 33 – Benefícios a Empregados, aprovado pela Deliberação CVM nº 600, de 7
de outubro de 2009;
• CPC 36 – Demonstrações Consolidadas, aprovado pela Deliberação CVM nº 608, de
26 de novembro de 2009;
• CPC 37 – Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade, aprovado
pela Deliberação CVM nº 609, de 22 de dezembro de 2009;
• CPC 38 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração, aprovado pela
Deliberação CVM nº 604, de 19 de novembro de 2009;
• CPC 39 – Instrumentos Financeiros: Apresentação, aprovado pela Deliberação CVM
nº 604, de 19 de novembro de 2009;
• CPC 40 – Instrumentos Financeiros: Evidenciação, aprovado pela Deliberação CVM
nº 604, de 19 de novembro de 2009;
• CPC 43 – Adoção Inicial dos Pronunciamentos Técnicos do CPC 15 a 40, aprovado
pela Deliberação CVM nº 610, de 22 de dezembro de 2009;
• OCPC 03 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação;
• ICPC 09 – Demonstrações contábeis individuais, demonstrações separadas,
demonstrações consolidadas e, aplicação do método de equivalência patrimonial,
aprovado pela Deliberação CVM nº 618, de 22 de dezembro de 2009;
• ICPC 10 – Interpretação sobre a aplicação inicial ao ativo imobilizado e a propriedade
para investimento dos CPCs 27, 28, 37 e 43, aprovado pela Deliberação CVM nº 619
de 22 de dezembro de 2009.

O CPC pretende ainda emitir diversos pronunciamentos técnicos em 2010, portanto a


avaliação dos impactos nas demonstrações financeiras da Companhia e de suas controladas
deverá ser complementada por ocasião da emissão de novos pronunciamentos contábeis
ou reavaliada na medida que esses novos pronunciamentos ou novas interpretações
tragam alguma alteração que possam modificar as análises efetuadas anteriormente.
59
58
Informações Complementares

ANEXO I
INFORMAÇÕES POR SEGMENTOS DE NEGóCIOS – CONSOLIDADO
31 de dezembro de 2009 e 2008 (Em milhares de reais)

As informações por segmento são apresentadas em relação aos negócios consolidados


da Companhia que foram identificados com base nas informações contábeis, na sua
estrutura de gerenciamento e nas informações gerenciais internas.

Os segmentos de negócios apresentados foram apurados na consolidação das


informações das seguintes Empresas Randon:

Segmento de veículos e implementos: referem-se aos resultados consolidados dos


exercícios de 2009 e 2008 das empresas Randon S.A. Implementos e Participações, Randon
Argentina S.A., Randon Middle East, Randon Automotive Ltda., sendo os principais produtos
incluídos neste segmento os seguintes: reboques, semi-reboques, vagões ferroviários,
caminhões fora-de-estrada, retroescavadeiras e outros implementos rodoviários e veículos
especiais.

Segmento de autopeças: referem-se aos resultados consolidados dos exercícios de


2009 e 2008 das empresas Fras-le S.A., Suspensys Sistemas Automotivos Ltda., Master
Sistemas Automotivos Ltda., Jost Brasil Sistemas Automotivos Ltda. e Castertech Fundição
e Tecnologia Ltda., sendo os principais produtos deste segmento os seguintes: materiais de
fricção, vigas de eixos, componentes de suspensão, freios a ar e sistemas de acoplamento
e articulações para caminhões.

Segmento de serviços: refere-se ao resultado da empresa Randon Administradora de


Consórcios Ltda., decorrente de operações de administração de grupos de consórcios para
aquisição de bens duráveis.
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a) Informações por segmentos de negócios

Veículos e Implementos Autopeças Serviços Total Consolidado

2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008


Receita bruta de vendas 1.488.754 1.882.588 1.591.249 1.951.698 50.868 50.091 3.130.871 3.884.377
Deduções de vendas (291.449) (391.841) (364.940) (428.021) (4.938) (5.037) (661.327) (824.899)
Vendas líquidas 1.197.305 1.490.747 1.226.309 1.523.677 45.930 45.054 2.469.544 3.059.478
Custo dos produtos vendidos
(963.076) (1.067.811) (928.281) (1.157.977) - - (1.891.357) (2.225.788)
e dos serviços prestados
Lucro bruto 234.229 422.936 298.028 365.700 45.930 45.054 578.187 833.690
Despesas operacionais (154.581) (197.072) (146.593) (149.972) (33.381) (31.401) (334.555) (378.445)
Resultado financeiro líquido 7.121 (32.420) 28.564 (3.803) 327 824 36.012 (35.399)
Lucro operacional 86.769 193.444 179.999 211.925 12.876 14.477 279.644 419.846

Lucro líquido do exercício 61.724 137.723 68.342 83.516 8.884 9.872 138.950 231.111

Ativo imobilizado 338.043 326.376 431.519 399.256 690 942 770.252 726.574

b) Vendas líquidas por segmentos geográficos

Veículos e Implementos Autopeças Serviços Total Consolidado

2009 2008 2009 2008 2009 2008 2009 2008


Região:
Mercado nacional 1.049.268 1.188.750 1.027.771 1.255.967 45.930 45.054 2.122.969 2.489.771
Mercosul e Chile 66.892 173.608 34.316 66.105 - - 101.208 239.713
Nafta 28 1.455 118.211 123.100 - - 118.239 124.555
Europa 53 1.763 12.625 37.951 - - 12.678 39.714
África 67.722 106.512 5.421 9.874 - - 73.143 116.386
América Central e outros países da
12.222 13.033 8.230 9.415 - - 20.452 22.448
América do Sul
Oriente Médio 333 54 7.061 7.739 - - 7.394 7.793
Ásia - - 2.935 2.916 - - 2.935 2.916
Oceania - - 1.447 2.416 - - 1.447 2.416
Outros 787 5.572 8.292 8.194 - - 9.079 13.766

Total 1.197.305 1.490.747 1.226.309 1.523.677 45.930 45.054 2.469.544 3.059.478


60

Av. Abramo Randon, 770


CEP 95055-010 - Bairro Interlagos
Caxias do Sul - RS - Brasil
Fone: +55 54 3209.2000
www.randon.com.br/ri