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Inovando em saúde Relatório de Sustentabilidade 2009 Roche Brasil

Inovando em saúde

Relatório de Sustentabilidade 2009

Roche Brasil

Inovando em saúde Relatório de Sustentabilidade 2009 Roche Brasil

2 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Medicina Personalizada

As pessoas são diferentes – e as doenças também

Medicina Personalizada As pessoas são diferentes – e as doenças também
C.A.M. 32 anos Paciente com câncer de mama

C.A.M. 32 anos Paciente com câncer de mama

Câncer de mama

O câncer de mama é o segundo tipo de câncer com maior incidência no mundo e o mais comum entre as mulheres. Estima-se que em torno de 25 milhões de mulheres no mundo serão diagnosticadas com câncer de mama nos próximos 25 anos e que mais de 10 milhões podem morrer nesse período.

Se for detectado precocemente, as chances de cura podem ultrapassar os 90%. No entanto, apenas 32% das mulheres sabem que a mamografia é o principal método de detecção precoce da doença.

No Brasil: a cada hora, são seis novos diagnósticos e um quarto das mulheres tem menos que 50 anos. No mundo: a cada 24 segundos, uma mulher recebe o diagnóstico de câncer de mama e a cada 68 segundos, uma morre.

Fontes: Instituto Oncoguia, Susan G. Komen for the Cure e Instituto Nacional de Câncer – Inca

Medir a presença de um fator de crescimento (HER2) em pacientes com câncer de mama, por meio de exames específicos, como os da Roche Tissue Diagnostics, permite identificar pacientes com maior chance de responder a Herceptin ® (trastuzumabe), que visa especificamente a esse fator de crescimento.

I.A.P. 51 anos Paciente com câncer colorretal

I.A.P. 51 anos Paciente com câncer colorretal

Câncer colorretal

Em termos de incidência, o câncer colorretal configura-se como a terceira causa mais comum de câncer no mundo, em ambos os sexos. Cerca de 9,4%, equivalendo a um milhão de novos casos, de todos os cânceres são colorretal.

O número de casos novos estimado para o Brasil no ano de 2010 será de 13.310 em homens e de 14.800 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 14 novos casos a cada 100 mil homens e 15 para cada 100 mil mulheres.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer – Inca

O teste de mutação K-RAS identifica mutações específicas do tumor, que indicam o prognóstico da doença, em pacientes com câncer colorretal. Algumas drogas usadas para tratar o câncer colorretal e outros tipos de câncer só são indicadas para pacientes que não apresentam mutações. Assim, o teste ajuda os médicos a identificar pacientes que poderão se beneficiar de uma terapia específica contra o câncer, com base na ausência ou na presença da mutação.

8 | Relatório de Sustentabilidade 2009

C.C.M. 62 anos Paciente com osteoporose
C.C.M. 62 anos
Paciente com osteoporose

Capítulo | Nome do capítulo | 9

Osteoporose

A osteoporose é caracterizada por diminuição da massa óssea e deterioração estrutural do tecido ósseo. Por não apresentar sintomas, é conhecida como doença silenciosa, sendo as fraturas uma de suas principais complicações.

Estima-se que mais de 200 milhões de mulheres no mundo tenham a doença, que ocorre entre 18% e 28% da mulheres com idade igual ou superior a 50 anos, e de 6% a 22% dos homens, na mesma faixa etária. No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas sofrem de osteoporose e apenas um terço dessa população é diagnosticado com a doença, que requer tratamento contínuo e por tempo prolongado.

Fonte: Ministério da Saúde do Brasil

O monitoramento dos efeitos da terapia medicamentosa antirreabsortiva ajuda o médico a prescrever um tratamento direcionado, específico para as necessidades do paciente com osteoporose.

10 | Relatório de Sustentabilidade 2009

10 | Relatório de Sustentabilidade 2009 J.S.P. 64 anos Paciente com hepatite C

J.S.P. 64 anos Paciente com hepatite C

Capítulo | Nome do capítulo | 11

Hepatite C

Hepatite C é a inflamação do fígado causada pela infecção pelo vírus da hepatite C (VHC ou HCV), transmitido através do contato com sangue contaminado. Essa inflamação ocorre na maioria das pessoas que adquire o vírus e, dependendo da intensidade e do tempo de duração, pode levar a cirrose e câncer do fígado.

Estima-se que cerca de 3% da população mundial,

170 milhões de pessoas, sejam portadores de hepatite

C crônica. É atualmente

a principal causa de transplante hepático em países desenvolvidos e responsável

por 60% das hepatopatias crônicas.

Fonte: www.hepcentro.com.br/hepatite_c.htm

O uso de testes de PCR altamente sensíveis, em tempo real, que medem os níveis do vírus HCV no sangue do paciente, permite aos médicos personalizar o esquema terapêutico do paciente com base na resposta ao tratamento.

12 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Nosso Negócio | Inovação é a nossa resposta aos desafios médicos. Nosso trabalho diário é buscar soluções para salvar vidas de pacientes e ajudar milhões de pessoas em todo o mundo, por meio da excelência em ciência.

o
o
em todo o mundo, por meio da excelência em ciência. o Foco em necessidades médicas não

Foco em necessidades médicas não atendidas

Por mais de 110 anos, a Roche tem desempenhado um papel pioneiro em cuidados com a saúde. Na condição de líder mundial em diagnósticos in vitro, fornecemos uma ampla gama de instrumentos diagnósticos e testes para que médicos, laboratórios e pacientes possam detectar e monitorar doenças de maneira rápida e confiável.

câncer. O nosso trabalho cotidiano está focado em doenças com necessidades médicas não atendidas,

que inclui diversos tipos de câncer, infecções virais, distúrbios metabólicos e do sistema nervoso central, além de enfermidades inflamatórias.

Maior empresa de biotecnologia do mundo, a Roche desenvolveu uma série de drogas altamente eficientes, tornando-se a principal fornecedora mundial de medicamentos de prescrição para o tratamento de

A Roche também é pioneira em Medicina

Personalizada: queremos adequar ao máximo os tratamentos às reais necessidades dos pacientes para melhorar os cuidados com a saúde, tornando-os mais seguros e eficientes, inclusive em termos de custo.

Índice | 13

Índice

14

Mensagem aos Stakeholders

18

Medicina Personalizada e Inovação

22

Perfil da Organização

23

Grupo Roche

26

Roche Brasil

 

27

Roche Farmacêutica

29

Roche Diagnóstica

32

Resultados do Grupo Roche

34

Governança Corporativa

35

Compromisso com a ética

39

Gestão estratégica

42

Inovação Contínua

52

Acesso à Saúde

53

O desafio de ampliar o acesso à saúde

55

Farmacoeconomia

56

Cuidados com a hepatite C

57

Diagnósticos e biotecnologia

57

Conscientização e prevenção

62

Comunicação com os pacientes

64

Prescrição e Consumo Responsáveis

65

Informação clara e acessível

67

Canais de comunicação com o público externo – Divisão Farmacêutica

69

Canais de comunicação com o público externo – Divisão Diagnóstica

70 Engajamento de Stakeholders

72

Público interno

86

Médicos e profissionais de saúde

88

Pacientes e associações de pacientes

90

Fornecedores

90

Distribuidores

92

Operadoras de saúde, hospitais e laboratórios

94

Governo

95

Comunidade

99

Imprensa

100

Atenção ao Meio Ambiente

108

Ativos Intangíveis

112

Parâmetros do Relatório

113

Nível de aplicação GRI

114

Índice remissivo GRI

121

FarmaSustentável

122

Balanço Social Ibase

 

Divisão Farmacêutica

 

124

Balanço Social Ibase

 

Divisão Diagnóstica

126

Expediente

14 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Mensagem aos Stakeholders | Para alcançar

melhores resultados, trocar experiências e preparar a empresa para novos desafios, a Roche fortaleceu a atuação conjunta das Divisões Farmacêutica e Diagnóstica. Juntas, proporcionam soluções personalizadas para salvar vidas, atuando desde a prevenção e o diagnóstico de doenças até o tratamento e o monitoramento da terapia.

Mensagem aos Stakeholders | 15

Mensagem aos Stakeholders | 15 A d r i a n o T r e v

Adriano Treve

aos Stakeholders | 15 A d r i a n o T r e v e

Pedro Gonçalves

Tempo de novas conquistas e transformações

Para a Roche Brasil, 2009 foi um ano de novas conquistas e de transformações importantes, por meio das quais posicionamos a empresa em um novo patamar. Com a gestão reestruturada, o nosso portfólio de soluções em saúde nos qualifica a ocupar um lugar de destaque em um mercado desafiador e cada vez mais competitivo.

Com os objetivos de alcançar melhores resultados, trocar experiências e nos preparar para enfrentar novos desafios, aproveitando nossas sinergias, decidimos fortalecer a atuação conjunta das Divisões Farmacêutica e Diagnóstica. Juntos, oferecemos soluções personalizadas para salvar vidas, atuando desde a prevenção e o diagnóstico de doenças até o tratamento e o monitoramento da terapia.

No cenário global, tivemos importantes destaques do Grupo Roche, que certamente devem trazer reflexos positivos para o Brasil: a aquisição da Genentech, empresa norte-americana líder em medicamentos biotecnológicos; a chegada à América Latina dos produtos da Ventana, outra companhia norte-americana, adquirida pela Roche, que detém a liderança no fornecimento de sistemas automatizados de diagnósticos para o mercado de anatomia patológica; e a indicação da Roche, pelo índice Dow Jones de Sustentabilidade (Dow Jones Sustainability Index – DJSI), da Bolsa de Valores de Nova York, como líder do Supersetor de Saúde. Essa indicação reconhece nossos esforços e aumenta as nossas responsabilidades em relação à sustentabilidade.

16 | Relatório de Sustentabilidade 2009

O Grupo Roche tem uma atuação definida e

estruturada em pesquisa e desenvolvimento e está entre os maiores investidores mundiais em inovações em saúde. Em 2009, o Grupo destinou 22% de sua receita à pesquisa, o que equivale a 9,9 bilhões de francos suíços (R$ 18,2 bilhões).

Em 2009, na Divisão Diagnóstica, os maiores destaques foram os imunoensaios Elecsys sFlt-1 e PlGF, os primeiros testes automatizados disponíveis e aprovados para utilização como um auxílio no diagnóstico de pré- -eclâmpsia (elevação da pressão arterial das gestantes), a partir do terceiro mês de gravidez. Outro lançamento importante foi o Accu-Chek Performa Nano, um monitor de glicemia muito pequeno, com design moderno e de uso ainda mais prático, equipado com indicadores de teste antes e depois das refeições, visor iluminado e lancetador quase indolor.

A Divisão Farmacêutica focou-se, em 2009, no

planejamento estratégico denominado “Visioning – Realizando o Futuro”. Nesse processo, participativo e transparente, decidimos agregar cada vez mais valor ao negócio, investir em recursos humanos e em inovação e aperfeiçoar nossos relacionamentos, entre outras iniciativas. A meta é chegar a 2015 com nossa liderança no setor consolidada e a cultura e as práticas de sustentabilidade plenamente integradas ao negócio, ancoradas em nossos três valores: Integridade, Coragem e Paixão.

Cientes de que os resultados da companhia somente poderão ser alcançados com a participação e

o engajamento de novos talentos, contratamos

profissionais, valorizamos nossos funcionários e revisamos nossas estratégias, em um processo de evolução natural, para tornar a gestão mais ágil

e a Roche ainda mais competitiva. Dessa forma,

compartilhamos melhor os compromissos, os desafios, as oportunidades, os resultados e os benefícios alcançados.

Em 2009, na Divisão Farmacêutica, também concretizamos a primeira etapa da implantação do Projeto IFE (In Field Effectiveness, ou Efetividade no Campo), que procura otimizar todos os processos

internos e a gestão das relações comerciais que a Roche mantém com diferentes públicos estratégicos. Aumentamos os investimentos em medicamentos biotecnológicos diferenciados e lançamos produtos

como Actemra ® (tocilizumabe), para artrite reumatoide, produzido por meio da engenharia genética, e Bonviva ®

IV (ibandronato de sódio), versão intravenosa, para o

tratamento de osteoporose, e obtivemos a aprovação

do Avastin ® (bevacizumabe), para o câncer de pulmão.

O ano foi marcado, ainda, pela pandemia da gripe

A (causada pelo vírus H1N1), que demandou da

empresa o fornecimento de um total de 13,5 milhões

de doses de Tamiflu ® (fosfato de oseltamivir) ao

Ministério da Saúde do Brasil. O trabalho foi bem-

-sucedido e deve se estender em 2010, por meio de

um plano estratégico de imunização e contenção, sob

a coordenação do Ministério.

Mesmo diante das incertezas provocadas pela histórica crise financeira mundial, que afetou a economia de muitos países em 2009, a Roche Brasil contribuiu positivamente para os resultados anuais do Grupo Roche. Atualmente, o Brasil, que sedia a presidência da Divisão Farmacêutica para a América Latina, ocupa o sétimo lugar no ranking de vendas entre as afiliadas.

Com as medidas de melhoria adotadas em 2008, a Unidade Industrial Farmacêutica de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, atingiu o nível de boas práticas

de produção da Europa e dos Estados Unidos,

tornando-se apta a exportar medicamentos. Em 2009, tiveram início as vendas ao mercado externo, para oito países europeus.

Aproveitamos a oportunidade para agradecer

a todos os colaboradores da Roche Brasil pelo

trabalho dedicado e pelo profissionalismo com que

desempenharam suas atividades ao longo de 2009.

Adriano Treve Presidente da Roche Farmacêutica Brasil

Pedro Gonçalves Presidente da Roche Diagnóstica Brasil

Capítulo | Nome do capítulo | 17

18 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Medicina Personalizada e Inovação | As pessoas

são diferentes — e as doenças também. Pessoas diferentes podem reagir de modo diferente ao mesmo medicamento. Alguns pacientes se beneficiam, outros sofrem com efeitos colaterais indesejados. Na Roche, nosso compromisso é usar o conhecimento que temos de biologia molecular para aprofundar nosso entendimento das doenças e das diferenças entre os pacientes. Estamos buscando melhores alvos de drogas e biomarcadores clinicamente relevantes que, algum dia, permitirão aos médicos adaptar o tratamento, com maior precisão, às necessidades dos pacientes e prever quais pacientes poderão ou não extrair benefício do tratamento. Essa é a essência da Medicina Personalizada.

Medicina Personalizada e Inovação | 19

O diagnóstico tem um papel-chave na Medicina Personalizada.
O diagnóstico tem um papel-chave
na Medicina Personalizada.
diagnóstico tem um papel-chave na Medicina Personalizada. As pessoas reagem de modo diferente aos medicamentos. Um

As pessoas reagem de modo diferente aos medicamentos. Um grupo de pacientes pode se beneficiar de um tratamento enquanto outro apresenta efeitos colaterais indesejados.

Na Roche, Medicina Personalizada é adaptar o tratamento ao paciente.

Medicina Personalizada: elemento-chave da estratégia do Grupo Roche

A Roche foi uma das primeiras empresas a reconhecer o potencial da Medicina Personalizada, hoje estratégia fundamental do Grupo e considerada um fator-chave para aumentar as chances de sucesso no desenvolvimento de drogas e na oferta aos pacientes de medicamentos diferenciados do ponto de vista clínico.

Em uma recente conversa, Adriano Treve, Presidente da Divisão Farmacêutica da Roche Brasil, e Pedro Gonçalves, Presidente da Divisão Diagnóstica da Roche Brasil, discutiram a estratégia de Medicina Personalizada do Grupo Roche, sua adoção e como a iniciativa pode gerar valor aos stakeholders, na área da saúde, e à própria Roche.

20 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Qual é o principal diferencial do conceito de Medicina Personalizada? Adriano Treve – A Medicina Personalizada não é um conceito novo. Os médicos sempre tentaram adaptar

o tratamento ao paciente, pois, frequentemente, os

medicamentos não funcionam ou causam efeitos colaterais indesejados. Dependendo da doença e do

medicamento, os índices de resposta podem ser muito baixos – de até 20%. Portanto, para os pacientes,

a Medicina Personalizada representa a chance de

maiores índices de resposta e menor exposição ao risco de efeitos colaterais, uma vez que oferece oportunidades para adaptar, de modo cada vez melhor, os tratamentos a grupos específicos de pacientes,

identificados por meio de testes genéticos. Em síntese,

o conceito de Medicina Personalizada é utilizar o tratamento certo para o paciente certo.

Pedro Gonçalves – Começamos a investir muito cedo em biologia molecular, e o conhecimento que adquirimos nos coloca, hoje, em uma posição muito sólida para avançar em Medicina Personalizada. O tratamento é desenvolvido a partir das características clínicas individuais das pessoas, identificadas por testes genéticos. Durante esse período, pode-se acompanhar, por exemplo, a evolução das condições de saúde de uma paciente com câncer de mama. Por meio de um teste diagnóstico, chega-se a um biomarcador, ou seja, um parâmetro exato, a partir do qual é possível desenvolver um medicamento capaz de atacar as células afetadas pela doença com maior precisão e eficiência.

Na prática, como a Medicina Personalizada tem sido aplicada? Pedro Gonçalves – O conhecimento científico sobre as doenças no nível molecular cresce em ritmo quase exponencial, oferecendo oportunidades reais para tratarmos as patologias de modo mais efetivo. Atualmente, essas oportunidades são representadas, em grande parte, pelas situações em que buscamos ajustar o uso dos medicamentos já existentes às necessidades de pacientes específicos, com a ajuda de novos recursos de diagnóstico.

No Brasil, estamos em plena fase de apresentação das nossas soluções ao mercado. Já temos opções integradas de tratamento para doenças como câncer,

hepatite e HIV/Aids. Trata-se de um conceito oposto

à lógica médica convencional, por meio da qual um

mesmo medicamento pode servir a qualquer pessoa. Nossa visão é diferente: ofereceremos cada vez mais soluções personalizadas, de alto valor agregado, que auxiliem os médicos na tomada da melhor decisão clínica.

Adriano Treve – O progresso da ciência tem oferecido oportunidades para adaptarmos, de modo cada vez melhor, os tratamentos a grupos específicos de pacientes. Na área de oncologia, temos o conhecimento, mas não é fácil encontrar biomarcadores clinicamente relevantes que possamos rastrear. Um exemplo concreto de como conseguimos tornar a medicina mais personalizada é o Herceptin ® (trastuzumabe), destinado a um tipo específico de câncer de mama, diagnosticado por meio do teste combinado de HER2, que identifica pacientes com maior chance de se beneficiar do tratamento com esse medicamento. Precisamos dominar a ciência e fazê-la trabalhar em prol dos pacientes. Se não o fizermos, estaremos perdendo a oportunidade de capitalizar um dos nossos maiores bens: a combinação de forças nas áreas farmacêutica e de diagnóstico.

Para quais doenças se pode aplicar o conceito de Medicina Personalizada? Pedro Gonçalves – Para a Roche, a Medicina Personalizada tem como foco doenças que, sem a solução integrada de diagnóstico mais medicamento, não poderiam alcançar o mesmo resultado no seu tratamento. A Medicina Personalizada está fortemente ancorada na ciência. Se pudermos aliar, de forma inteligente, verdadeiras inovações em medicina com um melhor rastreamento das doenças, seremos

capazes de obter melhores resultados em termos de opções terapêuticas para diferentes tipos de pacientes

e de identificar quais pacientes têm maior chance de resposta a cada uma dessas opções.

Adriano Treve – Já se sabe que a Virologia é uma das áreas de doenças mais “previsíveis”. No caso da hepatite C, uma doença descoberta há apenas 18 anos, já é possível saber em 12 semanas, com

a ajuda de testes genéticos (genotipagem), se o

paciente responderá ao tratamento com Pegasys ® (alfapeginterferona 2a). Em pacientes que têm HCV dos genótipos 2 a 4, sabemos que uma terapia de curta duração provavelmente terá sucesso. Recentemente, recebemos aprovação para o uso de Pegasys ® (alfapeginterferona 2a) por 72 semanas

Medicina Personalizada e Inovação | 21

em pacientes não responsivos, que têm o genótipo 1. Portanto, realmente oferecemos opções personalizadas para alguns pacientes, por meio da combinação de medicamentos inovadores, genotipagem e monitoramento da carga viral.

A Medicina Personalizada já está ao alcance de todos? Adriano Treve – Infelizmente, ainda não. Essa é uma questão muito importante para a Roche, e o diálogo que temos mantido com representantes do governo é permanente, para buscarmos, juntos, mecanismos para que todos os pacientes tenham alcance às melhores opções terapêuticas, que atendam especificamente às suas necessidades médicas.

Pedro Gonçalves – A nossa meta é que todos os pacientes tenham acesso aos tratamentos mais

adequados a cada caso. Para alcançar essa realidade,

é necessária uma gestão muito eficaz dos recursos

disponíveis. Com uma população vivendo mais tempo,

e com o aumento da demanda por serviços de saúde,

torna-se fundamental a existência de métodos de diagnóstico que permitam tomar uma decisão clinica rápida e orientada a cada indivíduo.

Se o conceito de Medicina Personalizada é mais eficiente, porque apenas a Roche tem esse posicionamento? Adriano Treve – Porque a Roche é uma empresa que tem como missão salvar vidas. Somos uma organização centenária, que sempre apostou na inovação, na pesquisa e na tecnologia para encontrar as melhores respostas aos problemas de saúde da população. O conhecimento que acumulamos, ao longo dos anos, nas áreas de produtos farmacêuticos e de diagnóstico nos dá uma vantagem sustentável. A profundidade e a extensão da nossa capacitação nessas áreas também nos dão as condições ideais para sermos líderes no campo da Medicina Personalizada.

Pedro Gonçalves – A Roche é a única empresa do setor de saúde no mundo que se diferencia pela sua integração de extensos portfólios tanto em medicamentos quanto em diagnósticos. Desde a década de 1990, a companhia vem se organizando para atuar com base no conceito de Medicina Personalizada. Nesse período, planejou, investiu e realizou aquisições estratégicas, como as da Ventana e da Genentech (leia mais sobre o assunto no capítulo Inovação Contínua), para citar as mais recentes. Atualmente, a Roche mantém diversos programas, na

área de Pesquisa e Desenvolvimento, em que tanto uma molécula quanto o respectivo biomarcador são desenvolvidos em paralelo, permitindo alcançar o nosso objetivo de tratamento certo para o paciente certo.

Para encerrar, qual a mensagem para o futuro? Pedro Gonçalves – O futuro será muito promissor. Nossos investimentos em pesquisas e desenvolvimento de soluções inovadoras e eficientes para prover a saúde da sociedade crescerão. A América Latina, em especial o Brasil, possui grande capacidade de atração desses recursos, o que, aliado à excelência dos seus profissionais, faz com que o País reúna todas as condições para exercer uma importante liderança entre

os emergentes. A inovação e a excelência científica são

a base do nosso sucesso, mas somente o compromisso

e o profissionalismo dos nossos colaboradores nos permitem alcançar, com sucesso, o nosso objetivo de melhorar ainda mais a qualidade de vida das populações que servimos.

Adriano Treve – Em primeiro lugar, de muita confiança.

A Roche Brasil está pronta e alinhada com o Grupo

Roche para também contribuir na busca de soluções

que propiciem melhor qualidade de vida aos pacientes.

O nosso objetivo é sermos cada vez mais eficientes na

oferta de opções integradas de tratamento para o maior número de pessoas. Estamos felizes também porque, em 2011, completaremos 80 anos de atuação no Brasil. Temos muito orgulho da história que construímos nessa longa trajetória e estamos prontos para seguir em frente, com Integridade, Coragem e Paixão.

para seguir em frente, com Integridade, Coragem e Paixão. Roche Brasil: ( a partir da esquerda

Roche Brasil: (a partir da esquerda) Pedro Gonçalves, Presidente da Roche Diagnóstica; Adriano Treve, Presidente da Roche Farmacêutica e Fernando Loureiro, Diretor de Acesso ao Mercado e Comunicação, da Roche Farmacêutica

22 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Perfil da Organização | Com a pesquisa, o

desenvolvimento e um portfólio de medicamentos de ponta, a Roche faz a diferença na vida de milhões de pacientes. Criamos a maior empresa de biotecnologia do mundo, líder em diagnósticos in vitro.

Capítulo | Nome do capítulo | 23

Grupo Roche

Desde a sua fundação, em 1896, na cidade de Basileia, na

Suíça, o Grupo Roche consolidou uma trajetória de sucesso

e tornou-se referência mundial em inovações para a saúde.

Atualmente, emprega 81.507 funcionários, e seus produtos

e serviços são comercializados em mais de 150 países.

A Roche apresentou um excelente desempenho em 2009. Contudo, a indústria farmacêutica vem enfrentando muitos desafios, que vão desde o aumento das demandas da população, em razão das mudanças demográficas, até o maior controle regulatório e o estresse financeiro nos sistemas de saúde.

A empresa mantém-se focada nos pacientes, concentrando os negócios em produtos farmacêuticos e de diagnóstico, para concretizar sua visão de adequar os tratamentos a grupos específicos de pacientes. A empresa acredita no enorme potencial de transformar ciência de ponta em terapias que reduzam o sofrimento humano e ajudem as pessoas a viver mais e com mais saúde.

24 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Missão

Nosso objetivo, como empresa líder no setor da saúde,

é criar, produzir e comercializar soluções inovadoras de alta qualidade, que atendam às necessidades médicas. Nossos produtos e serviços auxiliam na prevenção, no diagnóstico e no tratamento de doenças, melhorando, assim, a saúde e a qualidade de vida das pessoas. Atuamos com responsabilidade

e ética, comprometendo-nos com o desenvolvimento

sustentável e com o respeito às necessidades do indivíduo, da sociedade e do meio ambiente.

Valores da Roche

A

Roche abraça a diversidade de culturas de pessoas

e

compartilha e acredita em três valores fundamentais,

presentes na sua essência:

Integridade

Somos abertos, honestos, éticos e autênticos, de maneira consistente.

Coragem

Somos empreendedores, portanto, assumimos riscos e ultrapassamos limites.

Paixão

Utilizamos a nossa motivação e dedicação para estimular, envolver e inspirar os outros.

e dedicação para estimular, envolver e inspirar os outros. Severin Schwan , CEO do Grupo Roche

Severin Schwan, CEO do Grupo Roche

Nosso modelo de negócio e de gestão

Nosso foco é “adequar o tratamento ao paciente” por meio de terapias diferenciadas no aspecto médico. Concentramos nossas energias em produtos farmacêuticos para prescrição e diagnóstico in vitro, deixando de lado a diversificação para outros setores, como genéricos, medicamentos sem prescrição e dispositivos médicos.

Nossa individualidade consiste na “busca pela excelência em ciência”: queremos oferecer às pessoas as ferramentas certas e o ambiente adequado. Abrangência incomparável em biologia molecular, habilidade de integrar harmoniosamente recursos farmacêuticos e de diagnóstico, diversidade de abordagens para maximizar a inovação e orientação de longo prazo são os nossos principais fatores de diferenciação.

Nossos resultados buscam fornecer valor para todos os stakeholders, sejam eles pacientes ou médicos (valor, qualidade e segurança médica e econômica), funcionários (um excelente lugar para trabalhar, oportunidades de crescimento pessoal), investidores (retorno total ao acionista) e sociedade em geral (responsabilidade social corporativa).

Nossas pessoas são o ponto inicial de nosso modelo de gestão. Queremos atrair os melhores profissionais para nossa organização e oferecer a eles um excelente lugar para se trabalhar. Nossa cultura é fundamentada sobre os valores Integridade, Coragem e Paixão. Isso significa que todos nós seguimos altos padrões éticos, temos coragem de assumir riscos e, acima de tudo, trabalhamos com paixão para melhorar a vida das pessoas.

Nossos princípios e processo de decisão enfatizam o diálogo transparente, responsabilidades claras e delegação ativa de poder.

Nossa estrutura é projetada para a inovação. A empresa equilibra, de forma balanceada, fatores como diversidade, escala, alcance, velocidade e coesão, para possibilitar e alavancar a inovação em toda a cadeia de valor.

Perfil da Organização | 25

Principais iniciativas e fatos protagonizados pelo Grupo Roche em 2009

Sustentabilidade corporativa

 

Práticas responsáveis

Nomeada líder do Supersetor de Saúde nos Índices de Sustentabilidade Dow Jones (Dow Jones Sustainability Indexes – DJSI).

Selecionada para os índices DJSI World e STOXX e para o índice FTSE4Good.

Produção de cinco novos trabalhos de posicionamento em: células-tronco e clonagem; nanotecnologia; biobancos (armazenagem de sangue, fluídos ou tumores humanos por tempo indeterminado); medicina personalizada; e valor de nossos produtos e serviços.

Lançamento de uma linha telefônica disponível a todos os funcionários do Grupo Roche, junto de um sistema na web, para a denúncia de violações do Código de Conduta da empresa.

Desenvolvimento do novo Código de Conduta para Fornecedores, com exigências em ética, segurança, saúde

e

meio ambiente, inovação, diversidade de fornecedores, sustentabilidade econômica e responsabilidade social.

Pacientes e acesso aos cuidados com a saúde

O

Institute for One World Health, dos Estados Unidos, que desenvolve medicamentos para pessoas com doenças

infecciosas no mundo em desenvolvimento, completou a primeira triagem da biblioteca de componentes químicos da Roche para encontrar novas drogas para o tratamento da diarreia.

 

Ingresso em nova parceria público-privada com a Novo Nordisk e a Fundação Mundial de Diabetes, para melhorar o atendimento às crianças portadoras da doença na África.

Doação de 5,65 milhões de doses de Tamiflu ® (fosfato de oseltamivir) para reabastecer os estoques da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Lançamento do Programa de Reserva Tamiflu ® (fosfato de oseltamivir), para ampliar o acesso ao medicamento nos países em desenvolvimento.

Tratamento gratuito a 40.500 pacientes, nos Estados Unidos, por meio de programas Roche/Genentech Access.

Divulgação no website global de todos os apoios financeiros e em espécie repassados para organizações de pacientes.

Pessoas

A pesquisa global com os funcionários Listening to You (Ouvindo Você) apurou um índice de 91% de satisfação com o emprego na Roche.

A

Genentech foi eleita, pela sétima vez, pela revista Science, o melhor empregador nos Estados Unidos.

Ampliação global dos princípios alinhados de gestão de desempenho e remuneração e início do alinhamento destes entre a Genentech e a Roche.

Expansão mundial do portfólio do programa de liderança, oferecendo os principais programas em todos os seus estágios de desenvolvimento de lideranças e condução de talentos.

Sociedade

Lançamento da nova política corporativa de doações filantrópicas e patrocínios não comerciais.

Lançamento da campanha sobre conscientização do câncer, em áreas rurais da África do Sul, por meio do treinamento de equipes de enfermagem, de exames gratuitos para detecção de câncer de mama, cervical e da próstata.

Segurança, saúde e proteção ambiental

Produção do manual sobre padrões de projeto para eficiência energética em nossos prédios.

Lançamento do programa de e-learning (ensino a distância) sobre segurança, proteção, saúde e meio ambiente para todos os funcionários.

 

Lançamento do programa Roche Environmental Awareness in Chemical Technology (REACT – Programa Roche de Conscientização Ambiental em Tecnologia Química), para reduzir o impacto ambiental dos nossos produtos.

26 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Roche Brasil

O Brasil tem um papel estratégico para o Grupo Roche, que se

instalou no País em 1931 e oferece o que há de mais avançado em inovação na área da saúde. A empresa tem desenvolvido produtos farmacêuticos e de diagnósticos com tecnologia de ponta e investido continuamente no mercado nacional, visando melhorar

os tratamentos médicos e elevar a qualidade de vida da população.

Perfil da Organização | 27

Roche Farmacêutica

O compromisso da Produtos Roche Químicos e

Farmacêuticos S.A. é pesquisar, produzir e colocar à disposição da população medicamentos inovadores

e eficientes. As responsabilidades da empresa

consistem em contribuir para ampliar o acesso de pacientes a medicamentos, disseminar informações

e conhecimento, de maneira ética e transparente, e, assim, manter o seu compromisso com a saúde e o bem-estar das pessoas.

A empresa mantém operações em três cidades

brasileiras, com sua sede administrativa instalada em São Paulo, na Unidade Jaguaré. No Rio de Janeiro,

conta com uma moderna fábrica, na Unidade Industrial de Jacarepaguá. Reinaugurada em 2004, após receber investimentos de US$ 70 milhões, tornou-se um dos mais avançados parques industriais entre as unidades

Unidades de Negócios e Produtos

de produção da companhia no mundo, credenciando-se

a exportar medicamentos para atender às demandas

globais. Em Goiás, está instalado o Centro de Distribuição e Armazenamento, no Polo Farmacoquímico

de Anápolis, onde atua em parceria com a empresa DHL, responsável pela logística e distribuição dos produtos Roche.

A empresa fechou 2009 com 1.252 funcionários e um

total de 1.607 colaboradores em seu quadro, incluindo estagiários, contratados, temporários e terceiros. No mesmo período, concretizou as primeiras exportações ao mercado externo: 42 toneladas de Marcoumar ®

(femprocumona), para Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Luxemburgo, Holanda, Suíça e Suécia, além de carregamentos de Bactrim ® (sulfametoxazol + trimetoprima), para a Itália.

Unidades

Áreas de atuação

Principais produtos

de

Negócios

Primary Care

Atua nos segmentos de metabolismo (osteoporose, obesidade e diabetes), sistema nervoso central e dermatologia.

Bonviva ® (ibandronato de sódio)

Rivotril ® (clonazepam)

 

Prolopa ® (levodopa+cloridrato de benserazida)

Roacutan ® (isotretinoína)

Xenical ® (orlistate)

Tamiflu ® (fostato de oseltamivir)

Oncologia & Hematologia

Medicamentos inovadores para o tratamento do câncer colorretal, de mama, de pulmão e linfoma. Medicamentos que atuam como fator de crescimento, utilizados em terapia de suporte.

Xeloda ® (capecitabina)

MabThera ® (rituximabe)

 

Avastin ® (bevacizumabe)

Herceptin ® (trastuzumabe)

Neulastim ® (pegfilgrastim)

Tarceva ® (cloridrato de erlotinibe)

Virologia

Medicamentos para o tratamento de hepatites B e C, Aids, fibrose cística, anemia em doença renal crônica e de uso hospitalar.

Pegasys ® (alfapeginterferona 2a)

Fuzeon ® (enfuvirtida)

 

Pulmozyme ® (alfadornase [rhDNase])

Mircera ® (betaepoetina-metoxipolietilenoglicol)

Reumatologia

Oferece tratamentos de última geração para doenças reumáticas.

MabThera ® (rituximabe)

 

Actemra ® (tocilizumabe)

28 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Lançamentos em 2009

Sempre alinhada ao conceito de inovação e empenhada em oferecer soluções em saúde, a Roche lançou, em 2009, quatro medicamentos que visam proporcionar melhor qualidade de vida a milhares de pacientes:

Actemra ® (tocilizumabe), um produto biológico para tratamento da artrite reumatoide;

Mircera ® (betaepoetina-metoxipolietilenoglicol), indicado para o tratamento da anemia em pacientes com doença renal crônica em pré-diálise e diálise;

Atuação integrada

A Roche trabalha de forma integrada em todas as

suas unidades de negócios, buscando sinergias para obter os melhores resultados em suas operações.

Na área comercial, algumas medidas tomadas pela Roche, em 2009, foram decisivas para a empresa alcançar suas metas. A primeira delas foi a realocação da Força de Vendas por área geográfica, para garantir mais agilidade, flexibilidade e eficiência no desempenho das equipes.

 

A

Roche também se aproximou do setor público

Bonviva ® IV (ibandronato de sódio), medicamento

Avastin ® (bevacizumabe), na indicação de câncer

e

encontrou um ambiente muito promissor, com

injetável, administrado a cada três meses, para o tratamento da osteoporose pós-menopausa;

de pulmão (não pequenas células).

profissionais qualificados e tecnicamente bem preparados, dispostos a dialogar e a buscar formas de ampliar a oferta de saúde. Apesar das limitações orçamentárias, no período recente, houve efetiva alocação de recursos destinados à saúde.

Mudança de Estratégia

Em 2009, a Roche tomou a decisão de descontinuar as ações de marketing promocional e o investimento nos estudos clínicos do Mircera ® (betaepoetina- -metoxipolietilenoglicol), produto indicado para o tratamento de anemia, em caso de doença renal crônica. O medicamento enfrentou a introdução de uma eritropoetina, produzida e distribuída gratuitamente pelo Ministério da Saúde, em parceria com um laboratório cubano, a todos os pacientes em diálise no Brasil. No entanto, a Roche mantém a venda do medicamento, no mercado brasileiro, para atender à demanda de médicos pelo produto no tratamento de seus pacientes.

Na outra ponta, existe o compromisso da Roche com os clientes de produtos perecíveis. Em 2009, aprimoramos a entrega monitorada desses produtos em 24 horas, com a utilização do transporte aéreo, para qualquer cidade do Brasil, garantindo aos clientes o recebimento dos medicamentos em perfeitas condições de uso para o tratamento.

do Brasil, garantindo aos clientes o recebimento dos medicamentos em perfeitas condições de uso para o

Perfil da Organização | 29

Roche Diagnóstica

A Roche Diagnóstica Brasil Ltda., criada no Brasil em 1972, também tem sua sede administrativa instalada na Unidade Jaguaré, em São Paulo. Os equipamentos, os testes e as soluções oferecidos pela empresa são importados e não têm unidades de produção no País. O armazenamento dos produtos é terceirizado, ocupando um prédio alugado em Itapevi, município da Grande São Paulo.

Atualmente, a Divisão Diagnóstica oferece um extenso portfólio de produtos exclusivos, serviços e testes inovadores para pesquisadores, médicos, pacientes, hospitais e laboratórios. A empresa tem o compromisso de desenvolver produtos e serviços que proporcionem mais conforto aos pacientes, benefícios clínicos e

precisão na tomada de decisão, além do melhor uso dos recursos financeiros. Esse é o verdadeiro valor médico das melhores soluções em diagnóstico.

Um dos destaques de 2009 foi o início da realização de diagnósticos em tecidos, por meio de equipamentos de ponta, que permitem detectar precocemente a doença e, assim, orientar as ações para um tratamento mais eficaz, proporcionando mais qualidade de vida aos pacientes.

A empresa encerrou 2009 com 245 funcionários e 350 colaboradores em seu quadro, incluindo estagiários, contratados, temporários e terceiros.

As atividades da Divisão Diagnóstica estão divididas em cinco Unidades de Negócios:

Unidades

Áreas de atuação

Principais produtos

de Negócios

Roche Professional

Tem como foco os serviços profissionais de diagnóstico, distribuídos em quatro segmentos principais:

cobas 4000

Diagnostics

cobas 6000

- soluções utilizadas no local de atendimento ao paciente (soluções descentralizadas);

cobas c 111

- soluções completas para pequenas, médias e grandes rotinas de laboratórios, com equipamentos modulares, reagentes e marcadores (soluções centralizadas e testes especiais);

cobas b 121/221

cobas h 232

- serviços especializados para o atendimento da área médica laboratorial, além de treinamento técnico e científico (Professional Services);

cobas u 411

- consultoria laboratorial e tecnologia da informação.

MODULAR PRÉ-ANALYTICS

 

MODULAR P/E

CoaguChek ®

Roche Diabetes Care

Líder mundial em soluções para pessoas com diabetes, como sistemas práticos, portáteis e de fácil utilização, comercializados sob a marca Accu-Chek. Também oferece sistemas de infusão contínua de insulina, softwares e demais dispositivos de gerenciamento e controle dos níveis de glicemia no sangue.

Accu-Chek 360

Accu-Chek Active

Accu-Chek Performa

 

Accu-Chek Performa Nano

Accu-Chek Smart Pix

Accu-Chek Spirit

Roche Molecular

Comprometida com a utilização e o aprimoramento tecnológico do diagnóstico por PCR (Polymerase Chain Reaction, ou Reação em Cadeia da Polimerase), para a identificação de mudanças nas sequências do DNA ou RNA, tornando possível o diagnóstico de doenças infecciosas e eventos patológicos raros.

cobas TaqMan

Diagnostics

cobas Ampliprep

cobas s 201

Light Cycler

Roche Applied Science

Fornecedora de suprimentos de reagentes e de sistemas para pesquisas em biotecnologia, principalmente em genômica e proteômica, áreas da ciência que vêm transformando conhecimentos, dando nova dimensão ao tratamento das doenças.

GS Flex

xCelligence

MagnaPure

Roche Tissue Diagnostics

Fornece sistemas automatizados de diagnóstico ao segmento de anatomia patológica. Seus sistemas de reagentes e instrumentos são utilizados em histologia clínica, em citologia e em laboratórios de pesquisa de fármacos. Com a automação e a integração de sistemas, a empresa oferece soluções para padronizar e aperfeiçoar os processos de coloração de lâminas, auxiliando os patologistas no diagnóstico mais preciso e na recomendação de tratamentos mais adequados aos pacientes.

BenchMark ® GX

BenchMark ® XT

BenchMark ® ULTRA

30 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Lançamentos em 2009

Accu-Chek Performa Nano, monitor de glicemia com lancetador quase indolor, visor iluminado, leve, pequeno e muito fácil de usar, traz marcadores de teste antes e depois das refeições, que auxiliam no gerenciamento do diabetes. Possui alarmes programáveis, um mecanismo importante que auxilia na realização do teste e na aplicação da insulina ou para tomar o medicamento, entre outros acessórios.

HER2/SISH, teste indicado para prognóstico de câncer de mama e indicação de tratamento terapêutico com Herceptin ® (trastuzumabe).

Elecsys sFLt-1 e PIGF, os primeiros imunoensaios automatizados disponíveis e aprovados para a utilização como auxílio no diagnóstico de pré- -eclâmpsia (elevação da pressão arterial das gestantes), problema que pode ser detectado a partir do terceiro mês de gravidez. Os biomarcadores são novos instrumentos para ajudar os médicos no diagnóstico da doença, contribuindo para a tomada da melhor decisão clínica.

GS FLX (Genome Sequencer FLX), sistema de sequenciamento ultra-high throughput de genomas, combinando leituras longas com excepcional exatidão.

Atuação integrada

Todas as Unidades de Negócios da Divisão Diagnóstica atuam de forma integrada na valorização do conceito de Medicina Personalizada.

No Brasil, a Roche Professional Diagnostics (RPD) decidiu, em 2009, fazer uma completa reestruturação das suas atividades, a fim de aprimorar o seu relacionamento com o mercado. Passou a atuar por segmentos, divididos em cinco categorias:

• Grandes grupos privados;

• Laboratórios privados;

• Clientes públicos;

• Distribuidores;

Point-of-care (testes descentralizados, disponibilizados ao paciente no local de atendimento).

Com essas mudanças, a Roche Diagnóstica estreitou

o relacionamento com cada um dos segmentos, o que

tem permitido conhecer melhor as suas necessidades para oferecer soluções mais completas, por exemplo, o desenvolvimento de um software para gerenciar diferentes máquinas de distintos exames. Esse tipo de oportunidade potencializa o negócio e fortalece a relação com o cliente.

Já a Roche Diabetes Care, que oferece soluções e sistemas de fácil utilização para o monitoramento e o controle de diabetes, tem entre seus principais públicos de relacionamento consumidores e seus familiares; associações de pacientes com diabetes; médicos e outros profissionais da saúde; hospitais privados; e serviços públicos de saúde.

A Roche Molecular Diagnostics (RMD) atua em hospitais e

laboratórios de análises clínicas, com foco em diagnósticos de hepatite e HIV/Aids, da área de Virologia, um segmento que sofre involução no Brasil, porque as políticas públicas estão no limite de atenção, principalmente as relativas às hepatites. Os testes de HIV/Aids e hepatites tornaram-se commodities, com a redução do preço, que ocorreu, principalmente, depois que venceu a patente da PCR. Por isso, a RMD investiu em outra novidade: a PCR em tempo real, que, além do diagnóstico, permite o monitoramento da terapia com informação quantitativa de maiores sensibilidade técnica e segurança ao paciente.

Por sua vez, a Roche Applied Science (RAS) atua em biotecnologia, pesquisas de ponta em ciências da vida, estudos metagenômicos e estudos de DNA e RNA, para os quais a Roche fornece o equipamento que faz o sequenciamento de genomas (a sua decodificação) e as soluções necessárias para uso no processo.

A Roche Tissue Diagnostics (RTD) tem o desafio de

oferecer ao mercado brasileiro as mais modernas tecnologias para prover testes em tecido, que auxiliam o médico no diagnóstico mais preciso do câncer. A Roche Tissue Diagnostics e a área de Oncologia da Divisão Farmacêutica estão juntas no Estudo Clínico da América Latina para Câncer de Mama, que deve envolver, ao todo, 5 mil pacientes. O Brasil participa com 40 centros públicos, para os quais a RTD fornece os sistemas, e a Divisão Farmacêutica, o teste de HER2. Essa iniciativa demonstrou que a sinergia entre as duas Divisões da Roche traz benefícios a pacientes, médicos e centros públicos. A gestão do estudo está sob a responsabilidade da Roche.

32 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Resultados do Grupo Roche | Em um período de

incertezas provocadas pela crise econômica mundial, a Roche apresentou um desempenho bastante significativo: as vendas das Divisões Farmacêutica e Diagnóstica cresceram duas vezes mais do que seus respectivos mercados.

Vendas globais crescem 10% em 2009 As vendas globais da Roche atingiram, em 2009, a

Vendas globais crescem 10% em 2009

As vendas globais da Roche atingiram, em 2009,

a soma de 49,1 bilhões de francos suíços (R$ 90,4

bilhões), resultado 10% acima do obtido em 2008 e o primeiro depois da aquisição da Genentech, que exigiu um desembolso da ordem de US$ 46,8 bilhões em

março de 2009. A Roche também destinou 9,9 bilhões de francos suíços (R$ 18,2 bilhões) à pesquisa e ao desenvolvimento de novos produtos, montante 12% acima do ano anterior. Em 2010, a previsão é manter o mesmo aporte.

Com a aquisição da Genentech, a Roche já garantiu ganhos da ordem de 9,8 bilhões de francos suíços

(R$ 18,1 bilhões) aos acionistas, ou 9% acima dos de 2008. Com os custos de incorporação da Genentech,

o resultado líquido recuou 22%, para 8,5 bilhões de francos suíços (R$ 15,7 bilhões), em 2009.

Os resultados também apontam a expansão de 11% da Divisão Farmacêutica (39 bilhões de francos suíços, equivalentes a R$ 71,9 bilhões) e de 9% da Divisão Diagnóstica (10,1 bilhões de francos suíços, ou R$ 18,5 bilhões).

As vendas, tanto da Divisão Farmacêutica quanto da Divisão Diagnóstica, cresceram duas vezes mais do que seus respectivos mercados, enquanto o lucro por ação, que aumentou 10% no ano, para 12,2 francos suíços (R$ 22,47), cresceu ainda mais do que as vendas.

Mercado nacional

Em 2009, a Roche Brasil (Divisões Farmacêutica

e Diagnóstica) obteve resultados expressivos,

encerrando o ano com faturamento de R$ 2,1 bilhões,

desempenho 16% superior ao obtido em 2008.

A Divisão Farmacêutica registrou faturamento de

R$ 1,6 bilhão em 2009, o que representou aumento

de 17% sobre o resultado de 2008. A Divisão Diagnóstica também apresentou uma boa performance no período, encerrando o exercício com faturamento de R$ 408 milhões, resultado 13,2% acima do obtido no ano anterior.

34 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Governança Corporativa | As Divisões

Farmacêutica e Diagnóstica mantêm estruturas de governança distintas, em função de como os seus negócios estão organizados juridicamente no Brasil. A Divisão Farmacêutica é uma sociedade anônima de capital fechado, enquanto a Divisão Diagnóstica atua como empresa limitada. Nas duas Divisões, os diretores locais têm grande autonomia na tomada de decisões, mas seguem as diretrizes da matriz, localizada em Basileia, na Suíça.

Capítulo | Nome do capítulo | 35

Compromisso com a ética

A Roche atua absolutamente comprometida com

princípios e valores éticos, que norteiam seus negócios,

suas atividades e seus relacionamentos.

O Guia de Ética consiste em uma versão compilada

das políticas e dos procedimentos praticados e recomendados pelo Grupo Roche. Trata-se de um documento com linguagem acessível, que reúne as

principais diretrizes e orientações comportamentais sobre conduta profissional, relação com stakeholders, uso de ferramentas eletrônicas, confidencialidade

e gerenciamento de informações e procedimentos

éticos para pesquisa em genética e organização de congressos médicos.

Disponível tanto na versão impressa quanto na Intranet, o guia consiste em um documento de leitura obrigatória dos funcionários, que devem balizar suas atitudes profissionais, dentro e fora do ambiente de trabalho, pelos parâmetros do Guia de Ética.

Compliance

A área de Compliance tem como atribuições ouvir, mediar e

solucionar eventuais conflitos de relacionamento, atitudes

e desvios de conduta no ambiente de trabalho. A área é

composta por um Compliance Board e um Compliance Officer, profissional que atua na área Jurídica, responsável pela operacionalização das demandas e pela gestão dos

processos. O Compliance Board é responsável por analisar

e julgar os casos apresentados pelo Compliance Officer e pela definição das punições, quando aplicáveis.

Na Divisão Diagnóstica, o Compliance Board é integrado pelo Compliance Officer, pelo Presidente e pelo Diretor de Recursos Humanos. Na Divisão Farmacêutica, além do Compliance Officer, do Presidente e do Diretor de Recursos Humanos, o Diretor Financeiro também integra o Comitê. Auditores e especialistas podem ser pontualmente convidados para participar das reuniões, com o objetivo de auxiliar na decisão.

36 | Relatório de Sustentabilidade 2009

As decisões tomadas no Compliance Board sempre devem ser alcançadas por unanimidade. A busca de consenso representa um exercício importante para se ter certeza de que a decisão tomada foi, de fato, a melhor possível, em determinado momento e situação.

As ocorrências são encaminhadas à área de Compliance, geralmente, por e-mail, e apenas os Compliance Officers têm acesso às mensagens, mantendo a confidencialidade na comunicação. A partir do recebimento e da análise da ocorrência, o Compliance Officer as encaminha para as reuniões do Compliance Board, ou, se necessário, agenda encontro extraordinário com seus membros.

Até meados de 2009, as Divisões Farmacêutica e Diagnóstica mantinham áreas independentes de Compliance, que não trocavam informações entre si, apesar de existir uma política corporativa comum, desenvolvida localmente, com as diretrizes da matriz. No início de 2010, houve a integração de ambas as áreas, formando um único Compliance Board, com todos os integrantes, que decidem em conjunto todos os casos.

Em 2009, duas ocorrências foram registradas na Divisão Farmacêutica, resultando em uma demissão e um coaching (tutoria).

A Divisão Diagnóstica registrou um caso de corrupção de um fornecedor, que ofereceu propina para participar de uma concorrência. O resultado do processo foi o descredenciamento da empresa do cadastro de fornecedores.

Os canais de comunicação dos funcionários para assuntos de compliance são quatro:

• 1º Canal: superior direto;

• 2º Canal: Compliance Officer da unidade;

• 3º Canal: Group Compliance Officer da Roche, na Suíça;

• 4º Canal: SpeakUp Line

SpeakUp Line

Com o objetivo de oferecer mais um canal de comunicação aos funcionários, o Grupo Roche criou o SpeakUp Line, um serviço independente, centralizado na Holanda, para encaminhar denúncias (no idioma escolhido pelo funcionário), anonimamente, por telefone ou sistema na Internet. Na prática, trata-se de uma ferramenta para gerenciar o Código de Conduta corporativo.

ferramenta para gerenciar o Código de Conduta corporativo. Pelo telefone, o funcionário liga para o número

Pelo telefone, o funcionário liga para o número

gratuito disponibilizado pela Roche e seleciona o idioma desejado. Após ouvir as informações, anota

o número do protocolo e grava a sua mensagem. O

sistema transcreve a denúncia e a encaminha para o Compliance Officer Global. Uma vez realizada a análise dos fatos, a resposta é gravada no sistema, no idioma do funcionário, com o mesmo número do protocolo, por

meio do qual o funcionário terá acesso à posição da empresa sobre sua denúncia. Se ele julgar necessário, pode gravar nova mensagem, uma vez que o sistema se repete quantas vezes forem necessárias.

ICFR (Internal Control over Financial Reporting)

O ICFR (Internal Control over Financial Reporting, ou

Controle Interno sobre as Demonstrações Financeiras) consiste em uma certificação exigida pelas empresas que negociam papéis na Bolsa de Valores de Zurique. Ao receber essa certificação, a Roche constatou que os esforços para adotar uma gestão financeira e contábil rigorosa fortaleceram o negócio e a percepção de segurança, transparência e credibilidade que o Grupo transmite ao mercado e demais stakeholders.

O ICFR é uma certificação rigorosa, que exige a

verificação de mais de 135 controles. Em 2009, pela

terceira vez, a Roche Brasil obteve o certificado.

Governança Corporativa | 37

Código IFPMA

Na Divisão Farmacêutica, o Código da IFPMA (International Federation of Pharmaceutical Manufacturers & Associations, ou Federação Internacional das Associações dos Fabricantes Farmacêuticos) estabelece padrões para a promoção dos produtos farmacêuticos, além de diretrizes para que o relacionamento com médicos e profissionais de saúde seja conduzido de maneira ética e transparente.

Cada vez mais, o relacionamento entre a classe médica e

a indústria farmacêutica deve se orientar pelo interesse

mútuo em disseminar e absorver conhecimentos técnicos e científicos, bem como informações sobre produtos e serviços que auxiliem na tomada de decisões durante o tratamento, ações de comunicação com foco em educação continuada e prestação de serviços para pacientes, familiares e outros profissionais de saúde, sem qualquer vínculo comercial ou comprometimento com a prescrição de produtos farmacêuticos. Sua adaptação para o mercado brasileiro foi feita em 2008, pela Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), em conjunto com a Roche, que participou ativamente do processo por acreditar em seus preceitos.

Relacionamento com profissionais de saúde

O relacionamento da Roche com os profissionais de

saúde sempre se pautou pelo desenvolvimento de ações éticas e transparentes, em benefício dos pacientes. Para reforçar ainda mais a posição da Roche diante desse tema, em 2008, a empresa criou sua própria Política de Relacionamento com Profissionais de Saúde, que vai além do Código IFPMA. Foram definidos os padrões que devem nortear, na prática, a conduta e o diálogo da empresa com esses stakeholders: verdade, clareza e atualização nas informações balizadoras de produtos; disseminação de trabalhos científicos que atestem a eficiência dos medicamentos e das soluções diagnósticas; respeito à autonomia de todos os profissionais (sem benefícios econômicos vinculados à prescrição); e respeito incondicional à legislação vigente.

A íntegra da política está disponível na Intranet, à qual todos

os colaboradores têm acesso (leia mais no capítulo

Prescrição e Consumo Responsáveis).

Medical Clearance

Centralizado pelo Departamento de Suporte Médico Científico, o processo de Medical Clearance é responsável pela análise e aprovação das peças de divulgação (impressas e eletrônicas) médicas e

científicas produzidas pela Roche e de materiais de comunicação produzidos pela Roche ou que contam com o apoio da empresa, os quais são direcionados

a médicos e demais profissionais de saúde,

pacientes, consumidores e público interno.

Os materiais são analisados sob os pontos de vista ético, jurídico, científico e corporativo, visando preservar a imagem institucional da Roche, assegurar o cumprimento da legislação local e dos códigos de ética e conduta vigentes e zelar pela qualidade e confiabilidade na comunicação da empresa com seus diferentes públicos, além de preservar as marcas Roche, fazendo cumprir as diretrizes de identidade visual corporativa nos materiais de divulgação.

A entrada em vigor, em 2009, da RDC 96/2008

(Resolução de Diretoria Colegiada), da Anvisa, que disciplina também a veiculação da propaganda de medicamentos de prescrição em eventos científicos e campanhas sociais, exigiu do Departamento de Suporte Médico Científico um trabalho articulado, para interpretar e compreender as novas determinações.

Para traçar um cenário realista, além de ouvir as áreas Médica, Marketing, Comunicação e Força de Vendas, e fazer duas reuniões de entendimento entre as Divisões Diagnóstica e Farmacêutica, a Roche dialogou também com a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma) e o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos do Estado de São Paulo (Sindusfarma), entre outras entidades representativas, para alinhar as interpretações e as medidas que seriam desenvolvidas.

O diálogo resultou na criação de um programa de

treinamento e de reciclagem dos funcionários. Ao todo, em 2009, foram realizados 18 encontros, com

a capacitação de 216 funcionários. Mesmo assim,

constatou-se a necessidade de atuar com maior rigor nos processos internos de Medical Clearance

que, atualmente, já atingem 98,6% de conformidade.

38 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Organograma Divisão Farmacêutica Fevereiro 2010

Presidência Acesso ao Mercado & Comunicação Finanças & Serviços Recursos Humanos Médica Oncologia
Presidência
Acesso ao Mercado
& Comunicação
Finanças & Serviços
Recursos Humanos
Médica
Oncologia
Operações de Vendas
Primary Care
Reumatologia
Desenvolvimento de
Virologia
Negócios
Pesquisa Clínica Internacional
Divisão Industrial Farmacêutica
Informática Brasil
Legal & Compliance
Presidência
Diabetes Care
Legal & Compliance
Tissue Diagnostics
Finanças & Serviços
Sequenciadores Latam
Recursos Humanos & Comunicação
Assuntos Regulatórios & Qualidade
Professional Diagnostics
Professional Service
Molecular Diagnostics
Applied Science

Organograma Divisão Diagnóstica Fevereiro 2010

Governança Corporativa | 39

Gestão estratégica

Visão 2015

A Divisão Farmacêutica, em 2009, mobilizou e envolveu

aproximadamente 700 funcionários da Unidade Jaguaré

e da Força de Vendas em um processo de reflexão

inédito na empresa, denominado “Visioning – Realizando

o Futuro”, com o objetivo de construir, de maneira

dinâmica e participativa, a visão da organização para os próximos cinco anos.

De forma motivadora e transparente, os funcionários tiveram a oportunidade de se posicionar e de contribuir para a Visão Roche Brasil 2015, por meio da construção da visão de cada diretoria da empresa. Essas diretrizes serviram de inspiração para que cada profissional estabelecesse suas próprias metas e compromissos, bem como de que forma poderiam contribuir para o desenvolvimento da nova cultura na empresa.

O processo, conduzido de maneira inédita, abriu

espaço para que os funcionários manifestassem suas opiniões sobre a empresa. A iniciativa foi fundamental também para o êxito do trabalho e gerou um clima de confiança, cumplicidade e corresponsabilidade entre todos que trabalham na Roche.

Em seu planejamento estratégico até 2015,

a Divisão Farmacêutica atuará em cinco frentes:

• Eu quero trabalhar na Roche;

• Foco no cliente;

• Liderança em vendas no Brasil;

• Mais pacientes com mais acesso aos produtos Roche;

• Somos ágeis e eficazes.

IFE (In Field Effectiveness)

Na Divisão Farmacêutica, a implantação do IFE (In Field Effectiveness, ou Efetividade em Campo) representa outra ação estratégica para alavancar a efetividade na gestão de processos internos e dos relacionamentos comerciais da empresa. Todo o projeto foi estruturado também sob o ponto de vista do mercado, e não apenas a partir da ótica interna. Trata-se de uma iniciativa global, que tem por objetivo garantir que a empresa esteja pronta para enfrentar os desafios de um mercado cada vez mais competitivo.

A metodologia utilizada permitiu obter ganhos

rápidos no projeto, e os resultados alcançados foram sistematicamente comunicados a toda a empresa.

obter ganhos rápidos no projeto, e os resultados alcançados foram sistematicamente comunicados a toda a empresa.

40 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Estratégia para emergências

O Plano de Continuidade de Negócios tem como principal

objetivo fortalecer e garantir o funcionamento da empresa em eventos de emergência, como intempéries, incêndio, roubos e pandemias, ou outras situações que possam colocar em risco as operações, ou provocar a descontinuidade de produtos ou serviços, comprometendo, assim, o atendimento a clientes e consumidores. A iniciativa também visa impedir perdas financeiras e eventuais prejuízos à imagem e à credibilidade da Roche perante a sociedade. Além disso, o plano procura, ainda, minimizar eventuais impactos ambientais.

Ciclo de Gerenciamento de Continuidade de Negócios

1 Análise e compreensão do negócio 5 2 Gerenciamento de Continuidade Treinamento, Estratégia de de
1
Análise e compreensão
do negócio
5
2
Gerenciamento
de Continuidade
Treinamento,
Estratégia de
de Negócios
manutenção
continuidade
e auditoria
dos negócios
4
3

Desenvolvimento de uma cultura de continuidade de negócios

Pandemia de gripe

Desenvolvimento e implantação de uma resposta do Plano de Continuidade de Negócios

O ano de 2009 foi marcado pela ocorrência da

pandemia do vírus Influenza A (H1N1), causador da chamada gripe suína, que alarmou populações inteiras ao redor do mundo. O episódio mobilizou governos e teve a atuação decisiva da Roche, única fabricante do Tamiflu ® (fosfato de oseltamivir), o medicamento mais indicado e utilizado no combate ao vírus.

A criação do Comitê de Gerenciamento de Pandemia

de Gripe envolveu as diretorias das Divisões Farmacêutica e Diagnóstica, que, ao longo de 2009, trabalharam em conjunto para administrar o impacto

causado pelo avanço da doença. Durante meses,

o desafio foi manter a empresa funcionando para

produzir todos os medicamentos para abastecer o mercado e, ao mesmo tempo, não deixar de atender aos pedidos de clientes e consumidores.

O Comitê, que se reunia regularmente, deliberou sobre

uma série de medidas preventivas para garantir a saúde

e a segurança dos colaboradores, bem como a própria

fabricação de outros medicamentos do portfólio da Roche. Durante o período mais crítico da pandemia, a empresa também cancelou as viagens internacionais de funcionários, uma vez que as informações sobre o controle da doença ainda eram muito imprecisas.

A

gripe alastrou-se, tomou proporções de saúde pública

e

fez aumentar o temor da doença entre a população. O

governo brasileiro agiu rápido e, logo no início da crise, contatou a Roche para aumentar o volume das remessas de Tamiflu ® (fosfato de oseltamivir). Ainda no final de 2009, foram fechados contratos para o fornecimento de 13,5 milhões de tratamentos diretamente ao Ministério da Saúde e outros 2 milhões de tratamentos para o programa Farmácia Popular, para entrega em 2010, com o objetivo

de combater o risco de reincidência da gripe no período sazonal do outono e inverno. Depois das entregas ao Ministério, a Roche atenderá aos pedidos do setor privado.

Preocupada com a saúde da população, diante do cenário provocado pela doença, a Roche autorizou oficialmente

e repassou as diretrizes de produção do Tamiflu ® (fosfato

de oseltamivir) para ser produzido pelo governo brasileiro, a partir do princípio ativo fornecido por ela, visando à sua distribuição à rede pública de saúde.

A Roche teve um aprendizado importante com a

ocorrência da pandemia. O grupo de trabalho criado internamente já está alinhado, e o plano de ação – criado em 2007, simulado em 2008 e regularizado em 2009 – tornou-se preventivo. O plano também obteve ganhos com a integração das Divisões Farmacêutica e Diagnóstica, em todas as etapas de mobilização.

Governança Corporativa | 41

Segurança e prevenção

As estatísticas comprovam que o roubo de cargas e, em particular, de medicamentos ainda é um dos crimes mais praticados no Brasil. Atenta aos graves riscos que esse tipo de ocorrência causa às vítimas, a Roche decidiu criar um sistema de segurança para rastrear o produto desde a sua origem, de modo a garantir a sua procedência ao destinatário final.

Preocupada com a segurança dos pacientes e a inviolabilidade dos seus produtos, bem como com os eventuais danos que um medicamento fraudado pode causar à saúde, a Divisão Farmacêutica desenvolveu o selo de segurança Roche ID.

O selo, diferente para cada produto, é aplicado nas

embalagens dos medicamentos de oncologia e hematologia: Avastin ® (bevacizumabe), Herceptin ® (trastuzumabe), MabThera ® (rituximabe), Tarceva ® (cloridrato de erlotinibe) e Xeloda ® (capecitabina).

A autenticidade dos produtos pode ser confirmada,

por meio dos dados do selo aplicado na embalagem, diretamente com o Serviço de Informações Roche (0800 7720 289) ou, ainda, pelo website www.rocheid.com.br.

Em 2009, foi registrada apenas uma ocorrência de extravio de medicamentos. Graças ao mecanismo de identificação do Roche ID e às informações prestadas pela empresa, as investigações da Polícia Civil foram bem-sucedidas, resultando na localização das cargas roubadas e na identificação da origem dos produtos extraviados.

Alinhada ao seu compromisso com a sociedade e com o meio ambiente, a empresa tem como norma descartar, por meio de incineração, todos os lotes de medicamentos recuperados de cargas roubadas.

os lotes de medicamentos recuperados de cargas roubadas. Customer Relationship Management (CRM) O projeto Customer

Customer Relationship Management (CRM)

O projeto Customer Relationship Management

(CRM), ou Gerenciamento do Relacionamento com

o Cliente, trouxe ganhos significativos, em 2009, para

a Divisão Farmacêutica, com a adoção de estratégias

de segmentação de públicos. No caso dos médicos,

por exemplo, o trabalho permitiu traçar os perfis de comportamento dos diferentes grupos profissionais.

A partir dessa estratégia, foi possível desenvolver,

de maneira mais precisa, o mix promocional de produtos e definir as ações táticas para a atuação da Força de Vendas.

A ferramenta também permitiu à Roche realizar uma

gestão equilibrada das participações de médicos especialistas durante os diversos eventos de natureza

científica realizados no Brasil e no exterior.

Já no relacionamento com as operadoras de saúde,

também por meio da segmentação comportamental, delineou-se com mais clareza quais critérios as diferentes instituições utilizam para decidir sobre o reembolso de medicamentos. A partir deles, foram feitas abordagens adequadas, considerando quais informações eram mais relevantes para a operadora, por exemplo, evidência clínica para produtos recém-lançados ou estudos sobre

o ciclo de vida do medicamento e o seu impacto na saúde de pacientes.

vida do medicamento e o seu impacto na saúde de pacientes. Philip Kotler ( ao centro

Philip Kotler (ao centro), um dos mais renomados consultores de marketing do mundo, em visita ao Brasil, abriu o workshop de CRM, em São Paulo, direcionado aos gerentes de Marketing e Vendas da Roche Farmacêutica, em 18 de agosto de 2009, ao lado de Adriano Treve, Presidente da Roche Farmacêutica Brasil, e Glaucia Melo, Business Partner RH

42 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Inovação Contínua | O Grupo Roche tem entre suas principais estratégias a produção de medicamentos personalizados e a realização de investimentos pioneiros em empresas de biotecnologia, com o objetivo de desenvolver novas fórmulas, cada vez mais eficazes, para o tratamento de diferentes grupos de pacientes.

Inovação Contínua | 43

Inovação Contínua | 43 1.000.000.000 de dólares investidos * 7.000.874 horas trabalhadas * 6.587 experimentos

1.000.000.000 de dólares investidos * 7.000.874 horas trabalhadas * 6.587 experimentos * 423 pesquisadores * 1 medicamento *

Fonte: Grupo Roche. (*) Os dados são aproximados.

Avanços em novas soluções para a saúde

O Grupo Roche tem uma longa trajetória em inovação

científica. Ao longo dos anos, em diversas frentes de

pesquisa, conseguiu desenvolver, entre outras soluções revolucionárias, os primeiros medicamentos eficazes para distúrbios psiquiátricos, o primeiro tratamento para

a cura da acne, o único tratamento medicamentoso para

redução de peso sem ação no sistema nervoso central e os primeiros anticorpos monoclonais para o tratamento de diversos tipos de câncer.

Com a realização de pesquisas e elevados investimentos em tecnologia de ponta, a Roche vem aprofundando cada vez mais um conceito de saúde que considera a melhor solução para salvar vidas: a Medicina Personalizada. A iniciativa une as melhores técnicas e soluções em diagnóstico precoce com as terapias mais indicadas de tratamento. Por meio dessa

abordagem inovadora, o tratamento torna-se mais preciso, enquanto os pacientes ganham em qualidade de vida. Trata-se de um procedimento que ainda deverá promover muitas transformações na área da saúde mundial e que a Roche tem condições de oferecer, uma vez que a companhia reúne, em uma mesma estrutura de negócio, as Divisões Diagnóstica e Farmacêutica.

No Brasil, as duas Divisões atuam em conjunto. Um exemplo dessa cooperação é o Estudo Clínico em Câncer de Mama, que foi elaborado em 2009 e será iniciado em 2010. Amostras de tecidos com câncer de mama de um grande número de pacientes brasileiras serão submetidas ao teste do biomarcador HER2. A identificação do biomarcador permite que os médicos tomem a melhor decisão quanto ao tratamento a ser adotado para esse grupo de pacientes.

44 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Pesquisa e desenvolvimento

Para transformar ciência em novos produtos e contribuir para

a saúde das pessoas, oferecendo tratamentos efetivos e de

qualidade, a empresa mantém um centro de excelência em pesquisa, na Suíça, com uma equipe de cientistas altamente especializada e treinada para o desenvolvimento de novas drogas e métodos diagnósticos em seus laboratórios de biomarcadores. Também nas diversas afiliadas, inclusive no Brasil, equipes especializadas na condução de pesquisas clínicas envolvem cientistas e médicos locais em estudos internacionais de várias fases e em várias áreas terapêuticas. Para a Roche, essa diversidade de experiências e de conhecimentos é fundamental na busca das melhores soluções terapêuticas.

A Roche atua com destaque nas áreas de oncologia,

virologia, reumatologia, metabolismo, transplantes, sistema nervoso central e dermatologia, que absorvem a maior parte dos recursos. Os seus laboratórios de pesquisa têm gestão descentralizada, o que garante a independência e

a liberdade dos pesquisadores, imprescindíveis para um

processo permanente de inovação. Além disso, os resultados dos estudos são acessíveis a diversos públicos, por meio da divulgação em veículos reconhecidos pela sociedade.

Com os propósitos de ampliar o alcance do conhecimento das ciências médicas e de potencializar os recursos humanos, técnicos e financeiros, a Roche mantém parcerias com centros de pesquisas de diversos países e apoia, ainda,

o treinamento e a capacitação de cientistas, promovendo a

troca de conhecimento, em escala global, entre a academia

e a iniciativa privada.

Em 2009, com a aquisição da Ventana e da Genentech,

o Grupo Roche consolidou sua estratégia e fortaleceu os

investimentos em pesquisa e desenvolvimento para criar soluções inovadoras no tratamento clínico.

Em 2009, o investimento do Grupo Roche em pesquisa e desenvolvimento representou 9,9 bilhões de francos suíços (R$ 18,2 bilhões), montante 12% acima do total investido em 2008.

Aquisição da Ventana Com a aquisição da Ventana, a Roche passou a atuar também na
Aquisição da Ventana
Com a aquisição da Ventana, a Roche passou a
atuar também na área de diagnóstico em tecidos,
criando, assim, a Unidade de Negócios Roche Tissue
Diagnostics. A Ventana foi adquirida pela Roche em
2008, quando já era líder de mercado nos Estados
Unidos e na Europa. Paralelamente, a Genentech,
incorporada ao Grupo Roche, desenvolveu um
medicamento específico para o tratamento do
câncer de mama: o Herceptin ® (trastuzumabe). A
combinação de um diagnóstico de qualidade e de um
tratamento correto fortalece o conceito da Medicina
Personalizada.
A Roche Tissue Diagnostics começou a operar no
Brasil, no México e na Colômbia em 2009. Para 2010,
a previsão é conquistar os mercados da Argentina, do
Chile, do Equador e do Peru.
Em uma primeira etapa, a estratégia da Roche Tissue
Diagnostics para a América Latina, a partir de sua
base no Brasil, é oferecer ao mercado testes de maior
qualidade e, assim, garantir que os pacientes certos
sejam identificados e tratados.

Inovação Contínua | 45

Ganhos com a Genentech A aquisição da Genentech, com sede em São Francisco, nos Estados
Ganhos com a Genentech
A aquisição da Genentech, com sede em São Francisco, nos
Estados Unidos, líder na área de biotecnologia (obtenção de
princípios ativos a partir de células vivas, considerada a nova
fronteira da farmacologia moderna), foi o desfecho natural de
um processo de negociação iniciado em 1990, quando a Roche
adquiriu a maioria das ações da empresa, que havia desenvolvido,
pela primeira vez, a insulina humana e o hormônio do
crescimento. A compra foi concluída em março de 2009, por meio
do regime de fusão por incorporação, com a aquisição dos 44%
restantes das ações da Genentech, por 46,8 bilhões de dólares.
Mais do que uma nova oportunidade de negócio, o que uniu a
Roche à Genentech foi o caráter inovador das duas empresas.
Já no final da década de 90, o trabalho conjunto resultou no
desenvolvimento de alguns medicamentos inovadores, como
MabThera ® (rituximabe), para tratamento de linfoma não-
-Hodgkin, Herceptin ® (trastuzumabe), para câncer de mama, e
Avastin ® (bevacizumabe), para câncer colorretal metastático.
Com a aquisição da Genentech, a Roche avançou na estratégia
de produzir medicamentos personalizados, fortalecendo sua
liderança mundial em biotecnologia. A Genentech tornou-se uma
subsidiária integral do Grupo Roche; porém, ambas as empresas
permanecem com áreas de pesquisa e desenvolvimento inicial
independentes, o que possibilitará, na prática, um intercâmbio
positivo de propriedade intelectual, tecnologias e parcerias.
Esses produtos representam uma importante transformação nos
tratamentos de câncer. O seu uso tem permitido o aumento da
eficiência e da longevidade nesses processos, melhorando a
qualidade de vida dos pacientes. Com a consolidação da prática da
biotecnologia no desenvolvimento de medicamentos inovadores e
eficientes, o passo seguinte foi incorporar o diagnóstico como um
aliado na fabricação de novas opções terapêuticas.
Com a incorporação integral da Genentech, nos Estados Unidos,
e a participação majoritária na Chugai, sediada no Japão, a Roche
consolidou-se como a maior empresa de biotecnologia do mundo.

Pesquisa clínica

Nos estudos clínicos internacionais realizados pela Roche

em todo o mundo, o Brasil contribui com 30% a 40% dos pacientes da América Latina, que, por sua vez, representam 15% dos estudos globais. O País participa com cerca de 4%

a 6% do contingente global de pacientes.

A aquisição da Genentech, em 2009, também permitiu

aumentar a atuação das Divisões Farmacêutica e

Diagnóstica na área de oncologia, bem como realizar novos investimentos na área de diabetes.

Na Divisão Farmacêutica, as áreas de Pesquisa Clínica Internacional e Pesquisa Clínica Local são responsáveis pela condução dos estudos clínicos no Brasil. Em 2009, os investimentos em pesquisa realizados pelas duas áreas ficaram 43% acima do total investido em 2008.

46 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Pesquisa Clínica Internacional

A área de Pesquisa Clínica Internacional (PCI) é

responsável pela realização e pelo gerenciamento dos estudos clínicos internacionais pré-registro da Divisão Farmacêutica, monitorando a ação de medicamentos

ainda não comercializados, para inclusão no dossiê global de registro dos produtos. A PCI também avalia novas indicações de medicamentos comercializados.

Os estudos clínicos realizados no Brasil seguem o padrão das normas GCP/ICH (Good Clinical Practice/ International Conference on Harmonization – Boas Práticas em Pesquisa Clínica/Conferência Internacional em Harmonização), os mesmos aplicados na União Europeia e nos Estados Unidos, que consistem em um conjunto de diretrizes operacionais, seguidas no mundo inteiro, para o desenvolvimento de pesquisa clínica em seres humanos.

Além dessas normas, são observados os procedimentos operacionais padrão do Grupo Roche de Desenvolvimento Farmacêutico, bem como a obediência

às exigências da legislação brasileira. A adesão e o cumprimento desse conjunto de padrões, diretrizes

e normas garantem a precisão e a confiabilidade das

informações oriundas dos estudos, com respeito aos direitos, à proteção, à integridade e à confidencialidade de todos os participantes.

Resultados

Em 2009, a Pesquisa Clínica Internacional participou de 71 estudos clínicos e recrutou um total de 2.208 pacientes, que foram acompanhados em diversos estudos clínicos. Da mesma forma, houve um aumento no número de instituições brasileiras participantes, somando 449, em todas as áreas terapêuticas, com destaque para a molécula taspoglutida, em diabetes, além do GA101 e do pertuzumabe, para câncer de mama.

A PCI também é responsável pelo gerenciamento

dos estudos chamados outsourced (terceirizados), que são adotados em conjunto com as Contract Research Organizations (CROs). Nesse grupo específico, em 2009, foram conduzidos 17 estudos, com aproximadamente 1.020 pacientes, distribuídos em mais de 130 instituições. Um dos destaques foi o estudo com a molécula dalcetrapibe, que tem como foco aumentar o HDL colesterol para a prevenção de acidente cardiovascular.

Estudos clínicos

2007

2008

2009

Estudos ativos

20

24

45

Estudos planejados

9

9

9

Estudos em fase de seleção

1

11

17

Total de estudos clínicos

30

43

71

Centros de pesquisa

2007

2008

2009

Centros ativos

79

142

327

Centros planejados (aguardando aprovação regulatória)

76

118

88

Centros em fase de seleção

5

78

34

Total de centros de pesquisa

160

338

449

Destaques de pesquisas clínicas em 2009

• No que se refere à inclusão de pacientes nos estudos clínicos globais para registro de moléculas novas, o Brasil sempre contribui com percentuais acima do padrão definido em todas as áreas terapêuticas.

• Os estudos clínicos do Programa Emerge, focados na molécula taspoglutida, medicamento com aplicação semanal para pacientes com diabetes, permitiram que mais de 300 pacientes recebessem novo tratamento. O Brasil, depois dos Estados Unidos, foi o país que mais contribuiu com o número de pacientes, chegando a incluir mais de 20% dos pacientes da amostra global.

• Na área de oncologia, os estudos com pertuzumabe também permitiram que mais pacientes tivessem acesso a esse tratamento inovador no combate ao câncer de mama. Novamente, o Brasil, atrás apenas dos Estados Unidos, foi quem mais contribuiu com o número de pacientes no estudo com essa molécula em câncer de mama metastático.

• O Brasil tem sediado reuniões com investigadores globais (Investigator’s Meetings), antes realizadas somente na Europa ou nos Estados Unidos. Em 2009, duas reuniões foram realizadas no Rio de Janeiro, para dois estudos de oncologia com novas moléculas: GA101, para o tratamento de linfoma, e TDM-1, para câncer de mama metastático, envolvendo 75 participantes.

Inovação Contínua | 47

Pesquisa Clínica Local

A elaboração de protocolos relativos aos estudos locais,

ou seja, realizados somente em centros de pesquisas brasileiros, é uma responsabilidade compartilhada entre o departamento de Pesquisa Clínica Local (PCL)

e os gerentes médicos da Divisão Médica da Roche

Farmacêutica. A PCL desenvolve e gerencia todas as atividades operacionais envolvidas no desenvolvimento

e na condução dessas pesquisas clínicas, realizadas com os medicamentos da Roche.

A PCL também é responsável pelo gerenciamento das

atividades operacionais locais de estudos internacionais, que têm os protocolos elaborados pela área Médica Global em Basileia, Suíça. Esses estudos serão realizados

como parte das atividades preliminares e posteriores à obtenção do registro do medicamento concedido pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Na fase preliminar, são realizados estudos de segurança

e programas de acesso expandido, o que possibilita

que pacientes com doenças graves, e sem outra opção satisfatória de tratamento, de centros de pesquisa de diversas regiões do País tenham acesso a medicamentos inovadores e com eficácia comprovada em estudos

anteriores. Esses estudos internacionais são, em geral, de Fases IIIb e IV (pós-registro do medicamento no órgão regulador) e importantes para que a comunidade médica local, que utilizará os novos medicamentos, adquira hands-on (experiência prática) e, assim, possa empregar

o medicamento de forma correta, para que os pacientes

brasileiros se beneficiem integralmente dessas novas opções terapêuticas.

Além disso, a PCL tem como meta desenvolver centros de pesquisa que serão treinados, por meio desses estudos, nas boas práticas de pesquisa clínica e nas legislações locais e internacionais, para, posteriormente, participar de estudos de desenvolvimento de novos medicamentos (Fases I a III).

Tanto os estudos locais quanto os internacionais dão origem a publicações em revistas científicas ou são apresentados em congressos, sendo publicados também nos anais desses eventos. Nos últimos dois anos, foram realizadas nove publicações internacionais de estudos conduzidos pela PCL, sendo que seis delas tiveram origem em estudos internacionais, com pesquisadores brasileiros incluídos entre os autores, em virtude de seu

bom desempenho no desenvolvimento dos estudos. Dessa forma, a Roche contribui para que pesquisadores brasileiros se tornem mais conhecidos e para que o Brasil tenha maior expressão na comunidade científica internacional.

Em 2009, a PCL conduziu 13 estudos locais e 22 pesquisas internacionais (entre as quais três programas de acesso expandido) e contou com a colaboração de 309 centros de pesquisa, beneficiando um total de 2.600 pacientes.

Pesquisa Clínica Local

Pesquisas conduzidas

2007

2008

2009

Estudos locais

17

15

13

Estudos internacionais

13

18

22

Programa de Acesso Expandido Internacional

6

3

3

 

2007

2008

2009

Pacientes beneficiados

2.900

3.280

2.600

Centros de estudo

300

330

309

Número de estudos/Tipo de protocolo

34

2

11

21

2007 Global
2007
Global

36

4

17

15

2008

protocolo 34 2 11 21 2007 Global 36 4 17 15 2008 Local 35 4 13

Local

35

4

13

18

protocolo 34 2 11 21 2007 Global 36 4 17 15 2008 Local 35 4 13

2009

Regional

48 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Pesquisa Roche: produtos com novas indicações

Produto

Indicações aprovadas em anos anteriores

Ampliações de uso e novas indicações aprovadas em 2009

Ampliações de uso e novas indicações em avaliação pela Anvisa

Actemra ®

Artrite reumatoide ativa moderada a grave

Inibição da progressão das lesões articulares

(tocilizumabe)

Avastin ®

Câncer colorretal metastático de primeira linha

Câncer de pulmão

Glioblastoma

(bevacizumabe)

 
 

Câncer colorretal em segunda linha

Câncer de mama*

 

Câncer renal avançado e/ou metastático*

Fuzeon ®

HIV para uso adulto

HIV para uso pediátrico

(enfuvirtida)

Herceptin ®

Câncer de mama metastático HER2+

Associação com inibidor de aromatase para câncer de mama HER2+

(trastuzumabe)

 

Câncer de mama inicial HER2+

 

Câncer gástrico

Mabthera ®

Linfoma não Hodgkin e linfoma folicular como tratamento de manutenção

 

Exclusão da restrição da combinação com a quimioterapia CVP

(rituximabe)

Artrite reumatoide em combinação com metotrexato

Artrite reumatoide ativa moderada a severa não tratada previamente com metotrexato (MTX-naive); e artrite reumatoide ativa moderada a severa com resposta inadequada a drogas não biológicas modificadoras da doença, incluindo metotrexato

 

Leucemia linfoide crônica (primeira linha e recaída)

Roferon ® - A (alfainterferona

Neoplasmas do sistema linfático ou hematopoiético: tricoleucemia; linfoma cutâneo de células T; leucemia mieloide crônica; trombocitose associada a doença mieloproliferativa; linfoma não Hodgkin de baixo grau.

Neoplasmas sólidos: sarcoma de Kaposi relacionado à Aids em pacientes sem história de infecção oportunista; carcinoma de células renais avançado; melanoma maligno metastático; melanoma maligno ressecado cirurgicamente.

 

Uso combinado de Avastin ® (bevacizumabe) + Roferon ® - A (alfainterferona 2a) em câncer renal

2a)

 

Doenças virais: hepatite B crônica ativa; hepatite C crônica.

Inovação Contínua | 49

Produto

Indicações aprovadas em anos anteriores

Ampliações de uso e novas indicações aprovadas em 2009

Ampliações de uso e novas indicações em avaliação pela Anvisa

Tarceva ®

Câncer de pulmão

Câncer de pâncreas

Manutenção em primeira linha de tratamento nos pacientes com câncer de pulmão de não pequenas células avançado ou metastático

(cloridrato de

erlotinibe)

Xeloda ®

Câncer de mama metastático: em combinação com docetaxel após falha de regime contendo antraciclina ou em monoterapia após falha de regimes contendo taxano e antraciclina

 

Uso combinado de oxaliplatina e/ou Avastin ® (bevacizumabe) em câncer colorretal metastático*

Câncer gástrico em estágio avançado*

(capecitabina)

Câncer colorretal: em monoterapia no tratamento adjuvante de câncer colorretal Dukes’ C (estágio III) e no tratamento de primeira linha de pacientes com câncer colorretal metastático

(*) Aprovada em 2010.

Farmacovigilância

Para garantir a segurança dos medicamentos que produz e comercializa, a Divisão Farmacêutica conta com uma área de Farmacovigilância, responsável por

um conjunto de procedimentos para coletar, analisar e monitorar os eventos adversos a medicamentos, desde

a fase de desenvolvimento e estudos clínicos até a comercialização e o uso em larga escala.

A Farmacovigilância tem como missão garantir a

proteção e a segurança dos pacientes, disponibilizando proativamente informações médicas sobre a segurança dos medicamentos Roche, em todo o seu ciclo de vida. Seu objetivo é determinar a incidência, a gravidade

vida. Seu objetivo é determinar a incidência, a gravidade e a relação de causalidade entre um

e

a relação de causalidade entre um evento adverso

de regulamentações nacionais (Agência Nacional de

e

um medicamento, uma vez que a determinação

Vigilância Sanitária – Anvisa e Centro de Vigilância

da causalidade permite realizar o planejamento de pesquisas e análises que podem resultar em suporte para decisões regulatórias, bem como em atualizações

Sanitária do Estado de São Paulo – CVS-SP) e internacionais (Food and Drug Administration for United States – FDA e European Medicines Agency for Europe,

na bula do medicamento. Esse resultado permitirá ao médico prescritor uma melhor análise do risco-benefício

Middle East and Africa – Emea).

e o uso seguro e apropriado do medicamento.

A área de Farmacovigilância, na Roche, faz parte do

Sistema Global Roche de Segurança de Medicamentos (Global Drug Safety) e, por isso, atua de acordo com políticas e procedimentos que visam ao cumprimento

Em razão da boa performance, em 2009, a Roche Brasil foi escolhida para sediar o piloto do Projeto OPA Global (Optimizing Pharmacovigilance in the Affiliates), que tem por objetivos conhecer o estágio em que se encontra a farmacovigilância, aprimorar os processos e alinhar os padrões de procedimentos em todo o mundo.

50 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Parcerias

Teste de HIV em recém-nascidos

A Divisão Diagnóstica, em parceria com 13 laboratórios

O

estabelecimento de parcerias para pesquisas e

públicos iniciou em 2009, o projeto-piloto para detecção

o

desenvolvimento profissional são fundamentais

de HIV por DNA viral em recém-nascidos, com o

para o avanço da indústria farmacêutica e para

a descoberta de soluções de tratamento que

contribuam para melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Na Roche, as parcerias são parte do esforço em ampliar a colaboração com centros de pesquisas, pesquisadores e governos de países emergentes. Conheça, a seguir, as principais iniciativas de atuação conjunta.

Fundação Zerbini – InCor

A parceria entre a Divisão Farmacêutica e a

Fundação Zerbini – InCor (Instituto do Coração do

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP), inédita no Brasil e pioneira no mundo, prosseguiu em 2009, com o desafio de desenvolver uma nova tecnologia para reparar a estrutura cardiovascular em seres humanos, por meio da qual será possível oferecer aos pacientes medicamentos inovadores.

Trata-se de uma iniciativa abrangente, que conta com o patrocínio da Roche em todas as etapas – desde os estudos efetuados em laboratório, até os clínicos, caso o projeto avance nessa direção. Em 2009, foram realizados testes em células adultas de roedores e em seres humanos.

objetivo de identificar e definir o melhor tratamento da doença. Além de fornecer os equipamentos e os testes,

a empresa também fará o treinamento das equipes em

todas as regiões do Brasil. Os compromissos para 2010 consistem em fazer o acompanhamento constante do projeto e oferecer o suporte técnico e científico, e a expectativa é finalizar o projeto em 2011.

Novas parcerias na Amazônia

No início de 2010, a Divisão Diagnóstica forneceu equipamentos e tecnologia para um novo projeto, em desenvolvimento pelo Instituto Evandro Chagas (IEC), do Pará, de pesquisa de diversos vírus, na região da Amazônia, com a possibilidade de serem usados, futuramente, na fabricação de vacinas. A iniciativa conta com a participação da Universidade de Columbia, dos Estados Unidos.

O objetivo da parceria científica consiste em fazer o

sequenciamento genético de diversos vírus patogênicos (infecciosos) para o homem, com o uso da tecnologia PCR (Polymerase Chain Reaction), ou reação em cadeia da polimerase, que amplifica o DNA. A Roche foi a empresa precursora dessa tecnologia, na década de 1990. Os primeiros estudos já foram iniciados e serão específicos para dengue, febre amarela e hantavírus.

Inovação Contínua | 51

Biossimilares – Posição da Roche sobre os produtos Biológicos Similares

Os medicamentos biológicos representam um mundo de tecnologia relativamente recente. Eles são obtidos a partir de moléculas extremamente complexas e, diferentemente dos medicamentos químicos, que possuem genéricos, é praticamente impossível copiá-los.

A segurança do paciente deve permanecer como

a principal preocupação no desenvolvimento,

na avaliação e na aprovação de um produto biológico similar.

Dada a natureza complexa desses produtos,

Os biológicos são produzidos a partir de células

é

necessária uma estrutura regulatória clara

vivas. Se a célula-mãe não for a mesma, o produto

e

bem definida, cobrindo procedimentos de

final também não poderá ser considerado o mesmo. Além disso, a cada etapa da produção, como a fermentação e a purificação, pequenas mudanças levam a um produto final diferente, alterando o efeito do medicamento.

desenvolvimento, aprovação do registro e alterações pós-registro. A Roche apoia o desenvolvimento dessa estrutura para que se possa garantir a existência de uma proteção consistente e de alto nível à saúde pública, empregada da mesma maneira nos produtos biológicos originais.

As patentes de produtos biológicos inovadores começaram a expirar, e uma segunda geração de produtos, que alegam ser similares a um produto biológico, pode vir a ser comercializada em um futuro próximo.

A ciência farmacêutica e a legislação brasileira são

claras ao afirmar que essa segunda geração não pode ser considerada “genérica”, sendo o termo “biogenérico” totalmente inadequado. Os testes exigidos para desenvolver esses produtos são muito mais rigorosos e detalhados do que os realizados para um genérico tradicional. Por essa razão, as autoridades classificam esses produtos como “produtos biológicos similares” ou “biossimilares”.

O processo de aprovação para um produto biológico

similar deve se basear no conceito de similaridade:

um processo transparente e bastante rígido, como ocorre no caso de um produto biológico inovador. Existem limitações quanto à capacidade dos métodos analíticos e dos testes de funcionalidade para caracterizar completamente um produto biológico, havendo necessidade de dados clínicos e não clínicos para demonstrar a similaridade de qualidade ao produto de referência, sua segurança e eficácia.

Um programa de gerenciamento de riscos, incluindo testes de imunogenicidade e monitoramento da farmacovigilância, é necessário para garantir que o perfil de riscos e benefícios de um biossimilar seja avaliado corretamente. Para atingir essa meta, todo medicamento biológico deve ser identificável: deve ter um nome de marca, e sua substituição não pode ser uma prática aceitável. Mas, caso aconteça, deve ser precedida por uma definição de protocolos clínicos que oriente o médico e o comprador institucional sobre as condições em que o paciente pode passar de um medicamento biológico a outro sem incorrer em riscos não controlados.

biológico a outro sem incorrer em riscos não controlados. Ilustração gráfica referente à molécula de um

Ilustração gráfica referente à molécula de um medicamento biológico:

extensa e muito complexa

Ilustração gráfica referente à molécula de um medicamento químico:

pequena e simples

52 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Acesso à Saúde | Ampliar o acesso da população aos medicamentos é uma necessidade em um país que ainda

se caracteriza por enormes desigualdades sociais como

o Brasil. Para isso, a Roche mantém políticas e adota

procedimentos definidos em relação a doação, descontos,

transferência de tecnologia e direcionamento de terapias

a públicos específicos.

Capítulo | Nome do capítulo | 53

O desafio de ampliar o acesso à saúde

De acordo com as diretrizes do projeto FarmaSustentável, o acesso à saúde abrange, em síntese, três aspectos principais:

Ampliar: buscar formas de ampliar o acesso da população de baixa renda às terapias medicamentosas inovadoras já existentes;

Otimizar: auxiliar as autoridades locais de saúde, considerando todas as instâncias federativas (União, estados e municípios), na adequada gestão dos recursos aplicados nos programas de assistência farmacêutica;

Prevenir: reduzir o afluxo de novos pacientes aos sistemas de saúde por meio de amplos programas de prevenção e conscientização da sociedade civil.

Ampliar o acesso da população aos medicamentos é uma necessidade, em um país que ainda se caracteriza por enormes desigualdades sociais como o Brasil. Para isso, a Roche mantém políticas e adota procedimentos definidos em relação a doação, descontos, transferência de tecnologia e direcionamento de terapias a públicos específicos. A melhoria do acesso aos tratamentos também passa por um melhor acesso à informação sobre prevenção, diagnóstico e opções de tratamento.

Nesse sentido, a companhia atua em conjunto com representantes do governo e de convênios privados de saúde. Os relacionamentos permitem aos gestores públicos e às organizações de saúde aprofundar o conhecimento sobre as doenças, os produtos da empresa e também sobre pesquisas relacionadas ao tratamento de determinadas enfermidades. Informações mais detalhadas auxiliam na tomada de decisões, na busca de benefícios aos pacientes.

54 | Relatório de Sustentabilidade 2009

O diálogo com o governo para a adoção de

medicamentos mais eficientes no sistema público de

saúde, além de garantir o acesso de toda a população

a drogas que apresentam melhores resultados

terapêuticos, pode gerar benefícios para o governo, pois novas terapias podem propiciar tratamentos mais eficazes e, em muitos casos, mais rápidos, aliviando a demanda estrutural do sistema público e melhorando a eficiência de uso dos recursos financeiros.

Promover o acesso à saúde também exige um trabalho articulado perante as fontes pagadoras (operadoras de saúde, hospitais privados, clínicas etc.). A Roche dialoga permanentemente com representantes dos convênios privados de saúde e participa de encontros, divulga informações sobre medicamentos e soluções

terapêuticas inovadoras e fornece pesquisas que atestam

a eficácia dos produtos, bem como outras informações

que permitam aos gestores ampliar seus conhecimentos sobre as doenças e as melhores alternativas de

tratamento em benefício das pessoas.

A Roche defende a necessidade de uma mudança

estrutural na gestão da saúde. Mas essa não é uma questão simples, porque está relacionada a aspectos econômicos e políticos e demanda uma reflexão de longo prazo. Nesse contexto, além de apoiar diversas ações de conscientização em parceria com sociedades médicas e associações de pacientes, a Roche participa ativamente da Comissão de Incorporação de Tecnologia do Ministério da Saúde, a fim de negociar a inclusão de medicamentos e de soluções terapêuticas inovadoras na lista do Componente Especializado da Assistência

Produtos Roche incluídos no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica

Farmacêutica e mantém uma conduta transparente para negociar preços com o Poder Público.

No aspecto da prevenção, o maior desafio é conscientizar médicos e pacientes do fato de que eles têm papel fundamental na possibilidade de cura. Embora a ciência, em geral, e a Roche, em particular, tenham avançado muito, nos últimos anos, em terapias específicas para cada tipo de doença, a prevenção e o sucesso de cura exigem a participação de toda a sociedade. A população precisa conhecer os fatores de risco e saber o que pode fazer, por meio da mudança de hábitos e estilo de vida, para evitar doenças. O paciente precisa reconhecer os sintomas para poder procurar um médico, enquanto os médicos devem diagnosticar precocemente as doenças,

e o governo, por sua vez, tem o papel de garantir o

acesso ao diagnóstico e à realização do tratamento.

Na visão da Roche, disseminar informações para diversos públicos sobre procedimentos preventivos e tratamentos mais adequados no combate às doenças representa uma medida tão importante quanto desenvolver terapias medicamentosas inovadoras.

A Roche tem um sólido histórico de contribuição em

campanhas de conscientização da saúde. São ações realizadas isoladamente ou em parceria com associações de pacientes que levam à população informações sobre medidas preventivas e a importância da detecção precoce de qualquer tipo de doença. Alguns bons exemplos disso são as campanhas organizadas e gerenciadas sobre os cânceres de mama, de intestino e de pulmão e também sobre hepatite C.

Produtos

Indicações

Pegasys ® (alfapeginterferona 2a)

Hepatites B e C

Roacutan ® (isotretinoína)

Acne grau IV

Fuzeon ® (enfuvirtida)

Aids em pacientes multiexperimentados

CellCept ® (micofelonato de mofetila)

Transplantes

Prolopa ® (levodopa + cloridrato de benserazida)

Mal de Parkinson

Acesso à Saúde | 55

Farmacoeconomia

A

farmacoeconomia estuda os benefícios clínicos

e

econômicos de uma nova terapia em relação à

terapia-padrão, ao longo da vida do paciente. Assim, procura saber, por exemplo, se o novo medicamento

pode reduzir as complicações da doença, quais os impactos no tratamento, ou se a posologia mais cômoda para o paciente poderia eventualmente diminuir os custos envolvidos no tratamento. Um estudo farmacoeconômico completo considera todos esses aspectos, que podem resultar em economia aos sistemas de saúde ou em melhores condições de tratamento, por exemplo.

Cada vez mais, a farmacoeconomia tem se firmado

como uma ferramenta para avaliar as novas tecnologias em saúde, sendo utilizada tanto no mercado público quanto no privado. Portanto, sua contribuição para

a tomada de decisões é fundamental e tem crescido

no setor. Um exemplo é o estudo que avaliou os peginterferons disponíveis para o tratamento da hepatite C, demonstrando custo-efetividade do

peginterferon da Roche.

Com essa visão, a empresa mantém uma iniciativa pioneira: o programa Roche de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), um fórum de discussão sobre avaliação de tecnologias em saúde, farmacoeconomia e políticas públicas, destinado a médicos-referência em suas especialidades clínicas.

Transferência de Tecnologia A Roche está aberta ao diálogo e a parcerias para a transferência
Transferência de Tecnologia
A Roche está aberta ao diálogo e a parcerias para a
transferência de tecnologia de medicamentos para
laboratórios oficiais do governo. Essa alternativa
aumenta o acesso ao tratamento, na medida em
que eleva a oferta de determinada droga no sistema
público de saúde, contribuindo também para o
desenvolvimento desses laboratórios, que, no futuro,
poderão produzir outros medicamentos com a base
tecnológica transferida nesse tipo de parceria.
No caso do Tamiflu ® (fosfato de oseltamivir), por
exemplo, a empresa concedeu uma autorização,
no cenário de pandemia de gripe A (H1N1), para
que o governo brasileiro pudesse produzir o
medicamento, utilizando o princípio ativo
(matéria-prima) fornecido pela Roche, para
atender às necessidades da rede pública.

O objetivo da farmacoeconomia é estudar os benefícios clínicos e o impacto econômico de uma nova terapia em relação a outra já existente, utilizando informações estruturadas e análises sistêmicas para identificar alocações eficazes de recursos dentro do sistema de saúde.

56 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Cuidados com a hepatite C

A Roche adota um modelo de gestão integrada

no combate à hepatite C, que compreende as seguintes etapas:

conscientização do gestor público para ampliar o acesso ao diagnóstico, tratamento e informação sobre as hepatites;

educação e capacitação dos agentes de saúde;

educação e informação para público leigo e médicos generalistas;

diagnóstico;

tratamento;

acesso garantido à rede pública de saúde;

engajamento do paciente e das famílias.

O

novo modelo foi estruturado pela Roche em

2009, em parceria com a Prefeitura Municipal de

Ananindeua (PA), onde desenvolveu um projeto-piloto de capacitação da equipe do Programa de Saúde da Família (PSF) para auxiliar no diagnóstico de pacientes com hepatite C no estágio primário de atenção. Trata-se de uma iniciativa desenvolvida com órgãos dos governos federal e municipal. A Divisão Diagnóstica contribuiu para a realização de exames de biologia molecular e a Divisão Farmacêutica, para o acesso ao tratamento, por meio do apoio à educação e ao treinamento dos profissionais de saúde.

A partir dessa iniciativa, o tratamento da hepatite poderá se transformar em uma iniciativa de política pública e, assim, tornar-se disponível a pacientes que, de outra forma, demorariam para saber a doença ou jamais saberiam que a possuem, podendo vir a óbito por não ter o diagnóstico e tratamentos adequados. Caso sua inclusão seja aprovada na lei orgânica do município paraense, a população passará a contar com recursos específicos para o diagnóstico e o tratamento, evitando a evolução da doença.

Política de Doações

Com o objetivo de manter a transparência em suas ações,

a Divisão Farmacêutica instituiu uma política de doações,

desenvolvida com base em experiências, aprendizados

e necessidades locais, além da política do Grupo Roche (Policy on Philanthropic Donations and non-commercial Sponsorship).

Os procedimentos previstos abrangem todos os funcionários da empresa envolvidos em diferentes categorias de doações. A lista inclui bens, doações em espécie e bolsas de estudo, inclusive as concedidas às organizações públicas e privadas, bem como medicamentos fabricados pela Roche e fornecidos gratuitamente aos funcionários.

A política define quais pessoas ou entidades podem solicitar

doações, determina como encaminhar os pedidos e quais são as informações necessárias – o motivo da doação e a descrição da iniciativa e/ou projeto a ser apoiado. A política instituiu, ainda, o Comitê de Doações, responsável pela análise das solicitações, exceto pedidos de medicamentos Roche, considerando critérios como merecimento e coerência do projeto apoiado e alinhamento com os valores e os princípios éticos da empresa, além dos impactos que as ações podem causar ao negócio da empresa.

Para a Roche, as entidades passíveis de receber doações são institutos de pesquisa e de tratamento de pacientes, associações e sociedades científicas, associações de pacientes ou de seus familiares, outras organizações sem fins lucrativos de utilidade social (ONGs) ou fundações. Por outro lado, a empresa veda as doações para organizações políticas e sindicais, associações ou organizações para defesa do consumidor, associações apenas para médicos, associações desportivas ou pessoas físicas.

Uma vez aprovada a doação pelo Comitê, as formalizações ocorrem por meio de contratos assinados entre as partes; somente depois dessa formalização o processo é finalizado. Como ação complementar, todos os contratos são acompanhados pela auditoria interna da Roche, a fim de garantir que os recursos doados sejam utilizados corretamente.

Já as doações de medicamentos a funcionários devem ser encaminhadas por meio do Serviço de Saúde Ocupacional, devendo ser acompanhadas de prescrição médica e outros documentos, como exames e laudos médicos, que comprovem a necessidade do tratamento.

Acesso à Saúde | 57

Diagnósticos e biotecnologia

Para a Roche, o futuro da saúde está na Medicina Personalizada, por meio da qual é possível, com base em testes genéticos exatos, desenvolver a melhor opção de tratamento para determinada doença. É a partir das pessoas, investigando e conhecendo características de um determinado grupo, que se consegue produzir soluções eficientes de tratamento para, em uma etapa seguinte, pesquisar outros grupos e investir em novas opções

terapêuticas. Com essa prática e conduta médica, evita-se

o desperdício de recursos.

A gestão da saúde, em muitos países, inclusive no Brasil,

ainda se baseia em um modelo surgido no pós-guerra, quando determinado medicamento servia para tratar muitas pessoas. Com o crescimento populacional e o surgimento de doenças mais complexas, esse modelo tem sido questionado e enfrenta problemas. Os recursos são limitados, e as consequências de um tratamento ineficaz

oneram a todos: pacientes, governos, instituições pagadoras

e familiares.

Nesse sentido, a Medicina Personalizada e a sua visão integrada da saúde, por meio da qual tanto o diagnóstico quanto o tratamento fazem parte da mesma solução e são desenvolvidos a partir das necessidades de um grupo de pessoas, na visão da Roche, representam uma das melhores maneiras de promover o acesso à saúde. Com isso, é possível aproveitar os recursos de maneira mais eficaz, durante o tratamento da doença, e contribuir para melhorar a qualidade de vida e para que toda a sociedade possa viver mais.

A mudança do modelo de gestão da saúde é um processo

relativamente lento, que implica a mudança de paradigma

e a necessidade de enfrentar o cuidado com a saúde

de forma integrada. Por isso, é importante conhecer as características de cada um e, a partir de determinados grupos de pessoas, identificar os respectivos marcadores e

pesquisar novos medicamentos.

Nos próximos anos, a Roche lançará várias moléculas com o diagnóstico associado, o que significa, na prática, desenvolver o teste e, ao mesmo tempo, a terapia, porque os seus públicos-alvo são os próprios pacientes. A tecnologia constitui o caminho para as melhores soluções no uso e na aplicação de novos recursos, em prol da saúde.

uso e na aplicação de novos recursos, em prol da saúde. Campanha Outubro Rosa : 1º

Campanha Outubro Rosa: 1º Passeio Ciclístico realizado em Campos de Jordão em novembro de 2009

Conscientização e prevenção

A Roche Brasil preocupa-se em garantir o acesso não

apenas aos medicamentos, mas também à informação sobre diagnóstico e prevenção de doenças. Os projetos desenvolvidos e apoiados pela empresa são uma amostra desse compromisso com a sociedade.

Outubro Rosa

A campanha Outubro Rosa, realizada pela Federação

Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), com o apoio da Roche, tem por objetivo sensibilizar e informar a população sobre a importância da mamografia para mulheres com 40 anos ou mais na detecção precoce do câncer de mama. Um dos objetivos é chamar a atenção da população sobre a evolução do índice de mortalidade em razão do câncer de mama, que, no Brasil, ainda está entre os mais altos do mundo. Para melhorar esse quadro, a campanha também mostra a relação direta entre o diagnóstico precoce e o aumento das chances de cura da doença.

58 | Relatório de Sustentabilidade 2009

A realização do Outubro Rosa, em 2009, pelo segundo

ano, em todo o País, foi marcada pelo engajamento de

“blogueiras” e “twitteiras” (usuárias do miniblog Twitter) no apoio à luta contra o câncer de mama. Nessa edição, o principal objetivo foi aproveitar o mês de conscientização da doença para atuar com dois enfoques: os diferentes tipos de câncer de mama e a importância da mamografia anual para mulheres acima de 40 anos. Com o crescimento das comunidades online no Brasil, por meio do uso de ferramentas como Orkut, Facebook, Twitter

e blogs, esses canais ganham cada vez mais relevância

para fomentar discussões sobre a doença. O importante

é preparar os usuários mais influentes para que possam

disseminar as informações de maneira correta, e, para isso, foram identificadas as principais autoras de blogs e

twitters sobre o universo feminino.

Foram convidadas cerca de 100 “blogueiras” para participar do evento “Ela tem de saber”, primeira iniciativa da indústria farmacêutica com a participação desse público. As blogueiras receberam um pen drive personalizado com informações sobre o câncer de mama, tendo à disposição toda a infraestrutura para a cobertura, online, das atividades.

Os resultados da campanha Outubro Rosa foram

bastante significativos: atingiu cerca de 31 milhões de pessoas em todo o Brasil, o website www.mulherconsciente.com.br recebeu mais de 500 mil acessos únicos em 2009, o número de mamografias realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) aumentou 13%, na comparação com 2008, e

o nível de conhecimento da população em relação à mamografia passou de 35% para 45%.

Laços de Esperança

Em 2009, a campanha Laços de Esperança, uma iniciativa da Associação Brasileira de Prevenção ao Câncer de Intestino (Abrapreci) e da Associação Brasileira do Câncer (ABCâncer) apoiada pela Divisão Farmacêutica,

atingiu oito cidades brasileiras: Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador

e São Paulo. A ideia era chamar a atenção da população

para a importância do exame preventivo contra o câncer de intestino. A iniciativa teve como padrinho Neguinho da Beija-Flor, curado desse mesmo tipo de câncer, detectado em 2008. O cantor demonstrou o quanto estava saudável, um ano depois, ao puxar o samba-

-enredo da sua escola na Avenida Marquês de Sapucaí, palco do Carnaval no Rio de Janeiro.

A mensagem “É hora de saber mais sobre o câncer de

intestino” foi o mote para que quatro relógios- -referência das cidades de Belo Horizonte (Relógio da Prefeitura), Curitiba (Relógio de Flores), Fortaleza (Coluna do Relógio) e Rio de Janeiro (Relógio do Centro

Cultural Light) recebessem uma cor especial verde,

alusiva à campanha. Além disso, no dia 27 de março,

a data mundial de conscientização contra o câncer de

intestino, foram montados circuitos, em locais de grande circulação, para alertar a população sobre a doença. Nos locais selecionados, médicos e nutricionistas distribuíram material educativo, contendo orientações sobre os cuidados necessários com o câncer do intestino.

De acordo com os organizadores, a campanha alcançou resultados bastante positivos, e cerca de 170 milhões de pessoas foram impactadas pela divulgação na imprensa.

de pessoas foram impactadas pela divulgação na imprensa. Carnaval 2009 : As pessoas que compareceram ao

Carnaval 2009: As pessoas que compareceram ao Sambódromo do Rio de Janeiro receberam uma fitinha da campanha Laços de Esperança, que simbolizou uma corrente positiva para fortalecer o cantor Neguinho da Beija-Flor contra o câncer de intestino

Acesso à Saúde | 59

Juntos Contra o Linfoma

Segundo a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), cerca de 3 mil pessoas morrem de linfoma por ano, no Brasil – muitas delas sem saber que tinham a doença. O linfoma é um câncer pouco conhecido – de acordo com pesquisa do Datafolha, realizada em 2008, apenas 34% da população brasileira conhece a doença. No Brasil, o diagnóstico tem uma das menores taxas do mundo. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), serão registrados cerca de 12 mil novos casos em 2010, contra aproximadamente 65 mil, nos Estados Unidos, somente de linfoma não Hodgkin.

Linfoma é o quinto tipo de câncer em incidência

no mundo. Ciente de que o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura,

a Roche em parceria com a junto da Associação

Brasileira de Hematologia e Hemoterapia e com

o apoio de seis sociedades médicas (geriatria,

ginecologia, dermatologia, cirurgia de cabeça e pescoço, infectologia e clínica médica), criou a campanha Juntos Contra o Linfoma, que tem como objetivos informar a população sobre os sintomas da doença, aprimorar o conhecimento de médicos e divulgar a importância do papel de cada um deles no diagnóstico precoce desse câncer.

Em 2009, a campanha atingiu mais de 10 milhões

de pessoas, por meio de 100 artigos publicados na imprensa e anúncios veiculados na televisão. Em congressos e simpósios, foram impactados 40 mil médicos com as mensagens sobre a importância da detecção precoce. Segundo pesquisa do Datafolha,

o conhecimento da população em relação à doença aumentou de 34% para 49%, no final de 2009.

O website de suporte à campanha

(www.juntoscontraolinfoma.com.br) reúne conteúdos direcionados a público leigo e médicos não especialistas, que não tratam a patologia, pois contém informações importantes para o diagnóstico precoce e correto da doença. Lançado em agosto de 2009, conta com o apoio da Associação Brasileira de Hematologia e de Hemoterapia, tendo registrado, no balanço do ano, 191.802 acessos.

tendo registrado, no balanço do ano, 191.802 acessos. Procura-C O principal objetivo do programa Procura-C,

Procura-C

O principal objetivo do programa Procura-C, desenvolvido pela Divisão Farmacêutica, consiste em informar médicos, profissionais de saúde e público em geral sobre a hepatite C, uma doença silenciosa, cujos sintomas são, em geral, leves ou ausentes. O programa surgiu da percepção da Roche de que um grande número de portadores do vírus HCV, causador da doença, desconhece a sua situação e, consequentemente, a possibilidade de cura.

Cerca de 80% dos casos de hepatite C tornam-se crônicos, podendo levar os pacientes a desenvolver cirrose ou câncer hepático.

Por meio do Procura-C, são realizadas campanhas de conscientização, que contam com mutirões para diagnóstico gratuito da hepatite C e informações sobre a doença. As ações são promovidas em parceria com ONGs, médicos, profissionais de saúde e serviços públicos. São distribuídos folhetos informativos e divulgadas informações de interesse público sobre o assunto na imprensa. Em 2009, foram realizadas 974 ações, em 46 cidades, e 100.680 pessoas realizaram os testes.

60 | Relatório de Sustentabilidade 2009

IHCS

O International Health Care Solutions (IHCS), projeto

de parceria entre as Divisões Farmacêutica e Diagnóstica, tem abrangência nacional e o objetivo de auxiliar o paciente a ter acesso ao diagnóstico

de hepatite C, por meio de exames de biologia

molecular. Esses exames são disponibilizados graças

a uma parceria da Divisão Diagnóstica com um laboratório privado.

Através do projeto, em 2009, foram realizados cerca de 2.500 exames de biologia molecular. Graças a essa iniciativa, mais pacientes têm obtido a cura da hepatite C e passaram a viver com melhor qualidade. Dados do Datasus mostram que os testes correspondem a, aproximadamente, 15% do total de genotipagem e carga viral para HCV realizado anualmente no sistema público de todo o País.

Pegassist

O Pegassist constitui um programa de suporte aos

pacientes com Hepatite C em tratamento com o

medicamento Pegasys ® (alfapeginterferona 2a).

A iniciativa coloca à disposição dos pacientes

uma enfermeira consultora, responsável por esclarecer todas as dúvidas e auxiliar na aplicação do medicamento. Folhetos informativos sobre o tratamento são distribuídos à população, trazendo dicas de qualidade de vida e orientações para a família e/ou responsáveis por cuidar do paciente.

A iniciativa surgiu quando a Roche

por cuidar do paciente. A iniciativa surgiu quando a Roche identificou a necessidade de melhorar a

identificou a necessidade de melhorar a orientação aos pacientes. Em 2009, cerca de 200 pacientes e seus familiares foram beneficiados.

Teste de HIV em recém-nascidos

Uma iniciativa importante da Roche Molecular Diagnostics (RMD) no Brasil, realizada em parceria com o Ministério da Saúde, a Secretaria de Vigilância em Saúde e o Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST/ Aids), consiste no projeto Rede para Detecção do DNA Pró-viral em crianças nascidas de mães soropositivas e gestantes com sorologia indeterminada para HIV-1.

O teste permite a detecção precoce, a partir de

dois meses de vida, em crianças nascidas de mães soropositivas, e tem por objetivo implantar, no Brasil, uma rede de laboratórios treinados para

realizar o exame e determinar a prevalência da transmissão vertical da doença. A iniciativa piloto, que teve início em 2009 e será finalizada em 2011, foi instituída em 15 laboratórios públicos, assim distribuídos: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco

e Santa Catarina (um por estado) e Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo (dois em cada estado). A RMD, que participou do treinamento das equipes em todas as regiões, oferece suporte técnico e científico, devendo acompanhar as atividades do projeto.

Ações contra o diabetes

O diabetes é uma doença silenciosa, que atinge

cerca de 200 milhões de pessoas no mundo, porém cerca de 4 milhões não sabem que são portadores da doença. No Brasil, calcula-se que existam 12 milhões, mas apenas 50% têm conhecimento do diagnóstico. O Dia Mundial do Diabetes (14 de

novembro) foi instituído pela International Diabetes Federation (IDF) em 1991, como forma de aumentar

a conscientização sobre a doença.

Pelo fato de o diabetes ser uma das principais doenças que afetam a saúde pública, a Roche Diabetes Care apoia campanhas de conscientização como o Dia Mundial do Diabetes,

organizado pela Associação Nacional de Assistência ao Diabético (Anad) e pela Federação Nacional de Associações

organizado pela Associação Nacional de Assistência ao Diabético (Anad) e pela Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabetes (Fenad).

Com o objetivo de conscientizar a população sobre os problemas causados pelo diabetes, a Anad e

a Fenad promoveram, em 2009, no Dia Mundial

do Diabetes, uma campanha para realizar testes de detecção da doença e suas complicações. O evento, que contou com o apoio da Roche Diabetes

Care, fez parte de uma mobilização nacional, registrando a adesão de 1.200 cidades brasileiras

e mais de 181 países associados à IDF, e também

contou com o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS). A partir dessa edição, a iniciativa também passou a ser uma ação da Organização das Nações Unidas (ONU).

Em 2009, em São Paulo, a Roche doou 11 mil tiras especiais para medir a taxa de glicemia no sangue. Além disso, os participantes tiveram a oportunidade de realizar vários exames preventivos (testes de glicemia, avaliações oculares, de boca e de pés,

testes de hemoglobina glicada, microalbuminúria, colesterol, pressão arterial, atividade física, orientação nutricional e educacional).

Campanha no rádio

Com uma parceria entre a Roche Diabetes Care e

a Rádio Bandeirantes, foi realizada, entre março e

dezembro de 2009, a campanha de conscientização

e detecção de diabetes, apoiada pela veiculação de

programas especiais sobre a doença produzidos pela emissora, com o convite aos ouvintes para realizarem testes de glicemia em parques, shopping centers e estacionamentos de supermercados, entre outros locais de grande circulação, na cidade de São Paulo, tanto nas regiões centrais quanto nos bairros mais periféricos.

A Roche forneceu os insumos necessários para a

realização dos testes e mobilizou médicos e outros profissionais de saúde para participar de entrevistas, a fim de esclarecer aos participantes e à população em geral sobre a importância do diagnóstico e do tratamento adequados, como forma de minimizar os impactos sobre

a qualidade de vida das pessoas com diabetes.

62 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Comunicação com os pacientes

A Roche desenvolve diversas formas de

comunicação com pacientes, de modo a facilitar

o acesso às informações sobre determinadas

doenças, utilizando, sobretudo, a internet, o que torna permanentemente disponíveis os conteúdos

para os interessados. Conheça, a seguir, nossos portais e websites.

Bonviver

O Bonviver consiste no programa de apoio ao

tratamento aos pacientes com osteoporose. Desenvolvido pela Divisão Farmacêutica, tem por objetivos ser um aliado da classe médica e, ao mesmo tempo, prestar um apoio efetivo na orientação dos pacientes em fase de tratamento.

Portal Cucas

A acne é uma doença que atinge em torno de 85%

dos adolescentes. O Cucas (Companheiros Unidos Conta a Acne, www.cucas.com.br) foi lançado em 2001, por uma iniciativa do produto Roacutan ®

(isotretinoína), com o objetivo de conscientizar jovens

e pais sobre o fato de que a acne consiste em uma

doença crônica, que pode deixar marcas físicas (cicatrizes) e psicológicas, devendo ser tratada por um dermatologista.

Com visual, linguagem e funcionalidades totalmente adequadas aos adolescentes, o website reúne

informações e realiza a prestação de serviços sobre um dos problemas que mais incomodam os jovens.

O canal estimula a interação, por meio de fóruns,

O

portal www.bonviver.com.br promove a prevenção,

colocando uma dermatologista à disposição dos usuários para responder às principais dúvidas, assim

diagnóstico precoce e o tratamento da osteoporose.

o

Com uma navegação amigável, os usuários acessam informações detalhadas a respeito da doença, com

ricos em cálcio, e de atividade física, cuja preocupação

como um vasto conteúdo de conscientização a respeito da doença.

ênfase nos cuidados de prevenção para a melhoria da

A

Roche é integralmente responsável pela atualização

qualidade de vida. Eles também têm à disposição dicas

e

pelo acompanhamento do website. Além disso, são

de alimentação, com uma variedade de cardápios

planejadas algumas atividades para interagir com os mais de 1 milhão de pacientes cadastrados, por exemplo,

recomendar exercícios de resistência e de baixo impacto. Em 2009, o canal teve 9.710 acessos.

é

com envio de newsletters e webmeetings (reuniões virtuais). O canal encerrou 2009 com 295.589 acessos.

é com envio de newsletters e webmeetings (reuniões virtuais). O canal encerrou 2009 com 295.589 acessos.
é com envio de newsletters e webmeetings (reuniões virtuais). O canal encerrou 2009 com 295.589 acessos.

Acesso à Saúde | 63

Mulher Consciente

A iniciativa da Federação Brasileira de Instituições

Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), apoiada pela Divisão Farmacêutica, entre outras organizações, deu origem ao website www.mulherconsciente.com.br, uma plataforma de comunicação, conscientização e disseminação de informações sobre o câncer de mama dirigida a pacientes, familiares, médicos, outros profissionais de saúde e à sociedade em geral. O objetivo dos organizadores é manter o portal como um instrumento de articulação, visando a ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento entre as mulheres. Em 2009, foram contabilizados 530.123 acessos.

as mulheres. Em 2009, foram contabilizados 530.123 acessos. Artrite Reumatoide O website www.artritereumatoide.com.br

Artrite Reumatoide

O website www.artritereumatoide.com.br apresenta

um conjunto de informações sobre a doença, seu diagnóstico, tratamento e dicas de qualidade de vida, como cuidados e recursos de adaptação, que podem ser utilizadas por pacientes reumáticos. Em 2009, foram registrados 8.200 acessos.

reumáticos. Em 2009, foram registrados 8.200 acessos. Xenicare No website www.xenicare.com.br , os usuários

Xenicare

No website www.xenicare.com.br, os usuários encontram informações sobre hábitos saudáveis de vida que previnem e ajudam no tratamento da obesidade. O portal, com um total de 579.735 acessos em 2009, reúne mais de 6 mil receitas com baixo teor de gordura, além de orientações para a montagem de cardápios, tabela de trocas de alimentos, cálculo do IMC (Índice de Massa Corpórea) e de exercícios físicos e saúde.

de Massa Corpórea) e de exercícios físicos e saúde. Quimioral Com o objetivo de divulgar informações

Quimioral

Com o objetivo de divulgar informações a pacientes, profissionais da saúde, familiares e acompanhantes sobre o tratamento com quimioterapia oral, a Associação Brasileira de Prevenção ao Câncer de Intestino (Abrapeci) e a Associação Brasileira de Câncer (ABCâncer), apoiadas pela Divisão Farmacêutica, idealizaram o projeto Quimioral.

O website www.quimioral.com.br reúne diversas informações

de interesse, como tipos de câncer que podem ser tratados com essa terapia, as formas mais adequadas de enfrentar

o problema, as diferenças entre os tratamentos oral e

intravenoso, além dos principais cuidados necessários para

manter a qualidade de vida dos pacientes. Em 2009, foram registrados 22.777 acessos.

principais cuidados necessários para manter a qualidade de vida dos pacientes. Em 2009, foram registrados 22.777

64 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Prescrição e Consumo Responsáveis |

A Roche empenha-se em garantir a prescrição e o consumo adequados dos medicamentos, desencorajando o uso inadequado. Para tanto, mantém atualizados os materiais de comunicação, realiza programas de educação para profissionais da saúde e de conscientização da população.

Capítulo | Nome do capítulo | 65

Informação clara e acessível

A Roche tem como política atualizar, sempre que

necessário, os materiais de comunicação destinados

a seus clientes, tais como rótulos, embalagens, bulas, manuais de operação, instruções de uso e termos de

garantia, entre outros documentos. O objetivo é garantir

a prescrição e o consumo adequados, desencorajando os excessos e o uso inadequado de medicamentos.

A empresa também alerta seus clientes quando

ocorrem alterações nas características de seus produtos ou serviços, tais como composição, qualidade, prazos, peso etc. Isso permite aos consumidores conhecer melhor os produtos e os serviços oferecidos pela Roche, para poder usá-los de forma adequada.

A Roche criou programas estruturados e sistemáticos

de educação voltados aos profissionais de saúde

e apoia campanhas de conscientização em saúde

para a população (leia mais informações no capítulo

Acesso à Saúde).

Para garantir a qualidade dos produtos Roche ao longo de toda a cadeia de distribuição dos medicamentos,

a empresa realiza, ainda, treinamentos e capacitação

dos profissionais que atuam no comércio farmacêutico (atacado e varejo) e mantém um programa de

certificação de boas práticas de manuseio, armazenagem

e transporte de produtos (leia mais informações no capítulo Engajamento de Stakeholders).

66 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Política de Relacionamento com Profissionais da Saúde

Com o objetivo de orientar a sua conduta e o diálogo com um dos seus principais stakeholders, a Roche criou a Política de Relacionamento com Profissionais da Saúde, por meio da qual reafirma sua responsabilidade ética e o respeito à saúde da população.

A política, implantada no final de 2008, vem sendo disseminada para todos os funcionários e deve nortear suas atitudes, onde quer que atuem e representem a empresa, com base em seis princípios fundamentais:

Base de Relacionamento – a relação com os profissionais da saúde e de áreas relacionadas deve se pautar na troca de informações de interesse comum, que tenham como objetivo o acesso a soluções terapêuticas mais eficientes e seguras para os pacientes.

Informações sobre Produtos – verdade, clareza, equilíbrio e atualização são os parâmetros que balizam as informações sobre produtos, sempre que possível, ancorados em trabalhos científicos, sem jamais fazer uso de informações controversas.

Autonomia de Profissional da Saúde – é proibida qualquer ação que possa ser interpretada como interferência na autonomia dos profissionais da saúde, bem como oferecer, prometer ou outorgar prêmios, brindes, gratificações ou benefícios econômicos vinculados a prescrição, uso, promoção, recomendação, indicação ou endosso de medicamentos.

recomendação, indicação ou endosso de medicamentos. Uso Adequado de Medicamentos – as atividades promocionais

Uso Adequado de Medicamentos – as atividades promocionais devem se restringir à divulgação e ao uso adequado dos produtos para a saúde, respeitando as indicações aprovadas pelas autoridades sanitárias do Brasil.

Transparência no Relacionamento – a verdade deve orientar os relacionamentos com profissionais da saúde, de áreas afins e de quaisquer outras organizações correlacionadas. Atividades ligadas a doações ou à contratação de profissionais para serviços especializados, como avaliação, pesquisas ou estudos, devem ter como parâmetros demandas sociais, científicas ou educacionais devidamente justificadas.

Legislação Vigente – além de todas as diretrizes da política, deve-se aplicar à promoção de medicamentos todas as leis, decretos, portarias, resoluções e normas das autoridades competentes, em especial a RDC nº 102, da Anvisa.

Em sua política, a Roche defende que o respeito à prescrição e os interesses de compra do consumidor são invioláveis. Assim, a empresa veda a oferta de qualquer tipo de veiculação de propaganda de medicamentos de prescrição dirigida a profissionais que não sejam médicos ou farmacêuticos, como balconistas ou outras pessoas inabilitadas a lidar com medicamentos.

Outra medida da política que estimula o consumo responsável se refere à distribuição de amostras grátis de medicamentos, que deve ocorrer exclusivamente a profissionais prescritores, em quantidades suficientes para que conheçam e se familiarizem com os produtos. Além disso, as amostras jamais podem ser utilizadas como contrapartida ou incentivo à prescrição.

Como a totalidade dos produtos Roche está sujeita às determinações da legislação e de outras medidas de caráter regulatório, que exigem a apresentação de informações ou de alertas para o consumidor final, a empresa garante a demonstração e a exatidão desses dados, por meio do controle da cadeia de suprimentos.

Em reconhecimento à sua trajetória, a Roche conquistou, em 2009, o primeiro lugar do Prêmio Consumidor Moderno de Excelência em Serviços ao Cliente, uma iniciativa da revista Consumidor Moderno e do Instituto GFK Indicator. A premiação avaliou as empresas que mais avançaram no relacionamento com seus clientes, considerando atributos como missão corporativa,

Prescrição e Consumo Responsáveis | 67

tecnologia, estratégias, lealdade, pessoas e visão empresarial. Na etapa final de avaliação, o Instituto GFK Indicator considerou aspectos como formalidade no atendimento, atenção ao cliente e a preparação dos funcionários para o desempenho de suas funções.

Educação Médica Continuada

A Educação Médica Continuada procura desenvolver

eventos que ajudem os profissionais de saúde a manter

e adquirir conhecimento e habilidades. Trata-se de

uma iniciativa importante porque permite o acesso fácil e rápido dos profissionais a novos conceitos técnicos e inovações na área de diagnóstico e terapias, possibilitando, ainda, que os profissionais se mantenham atualizados.

Em 2009, as Divisões Farmacêutica e Diagnóstica desenvolveram um total de 383 eventos, no Brasil e no exterior. Além de reuniões presenciais, a Roche também promoveu a interação dos participantes, por meio de blogs, Twitter e do envio de mensagens via celular. A Divisão Farmacêutica utilizou, ainda, a transmissão online para aproximar os médicos de eventos realizados no Brasil (leia mais informações no capítulo Engajamento de Stakeholders).

Canais de comunicação com o público externo – Divisão Farmacêutica

Comunicação eletrônica

A Roche investe continuamente em sua comunicação na

Internet. Em 2009, a empresa iniciou a construção de um novo portal holístico, com acesso a todos os conteúdos de educação médica, produtos e serviços da empresa

e artigos científicos. Trata-se de um canal com uma

configuração única no mercado farmacêutico e de livre acesso a seus stakeholders (www.roche.com.br).

Outra iniciativa importante da Roche nessa área foi a reformulação do Diálogo Roche (www.dialogoroche.com.br), um portal criado para facilitar o dia a dia dos profissionais de saúde. O canal reúne, em um único

local, informações e estudos sobre medicamentos e atualizações científicas, além de serviços gratuitos e

relevantes. Além de facilitar a educação profissional, o Diálogo Roche também oferece vários recursos de apoio

à prática médica, como materiais autoexplicativos para

serem enviados aos pacientes pelo médico e conteúdos multimídia que podem ser utilizados durante a consulta.

Por meio desse serviço, a classe médica e outros profissionais da saúde têm acesso a materiais para aprimorar o conhecimento, como artigos, aulas de educação continuada e participação virtual em eventos e congressos realizados pela Roche ou nos quais a empresa esteja presente. Os usuários também podem consultar outros serviços úteis para o dia a dia da atividade profissional, como bulas e websites dos produtos Roche, esclarecer dúvidas online no dicionário médico, pesquisar dados sobre interações medicamentosas e fazer downloads de materiais de orientação a pacientes, entre outras informações.

Serviço de Informações Roche

O Serviço de Informações Roche (SIR) constitui um dos

principais canais de comunicação com os clientes. O serviço reúne uma equipe de profissionais da área da saúde treinada para atender às demandas de médicos, consumidores e dos representantes da Força de Vendas da empresa, além de responder às dúvidas sobre os medicamentos e os serviços oferecidos pela Roche.

Atualmente, existem canais exclusivos para os diferentes clientes, seja por meio de contato telefônico, link Fale Conosco, todos os nossos websites e atendimento online.

A Roche recebe, em média, 7.500 ligações telefônicas via

0800, em torno de 2 mil e-mails, além de 600 atendimentos online por mês. Todos os processos são monitorados, com

o objetivo de assegurar a satisfação dos clientes.

Canal online

Em julho de 2009, a Roche investiu na ampliação de canais de interação e comunicação com a empresa criando, no SIR, a opção de atendimento online, um canal moderno e inovador, oferecido aos médicos, consumidores e outros profissionais da saúde. A novidade no processo de comunicação trouxe resultados imediatos e despertou grande interesse entre os consumidores, que, assim, podem se aproximar ainda mais da empresa.

68 | Relatório de Sustentabilidade 2009

A Roche tinha a expectativa de que 5% dos clientes

utilizariam o SIR, com base em indicadores de centrais de relacionamento. Mas os números surpreenderam: 7% do total de clientes acessam o canal de atendimento para obter informações.

A qualidade do atendimento prestado pela Roche tem

sido reconhecida pela pesquisa promovida pela revista Consumidor Moderno, que há cinco anos a premia como

a empresa que mais respeita o consumidor, no segmento

farmacêutico. Em 2009, o SIR também foi premiado, pela mesma publicação, na categoria “Excelência em Serviços”, em reconhecimento aos serviços diferenciados oferecidos aos clientes.

O SIR possui certificado ISO 9001:2008 desde 2004. O

serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 17h00, e dispõe de três canais exclusivos para atendimento:

• Médicos – 0800 7720 292

• Consumidores – 0800 7720 289

• Força de Vendas – 0800 7720 294

Pesquisa de satisfação

Desde 2004, o SIR realiza, anualmente, uma pesquisa de satisfação dos clientes que se comunicam com a Central de Atendimento. A cada rodada são ouvidos clientes internos e externos, como consumidores, médicos e outros profissionais da saúde, representantes de vendas e gerentes médicos da Roche, com os objetivos de avaliar o nível geral de satisfação, monitorar o percentual de insatisfeitos e identificar oportunidades de melhorias. Com base nos resultados, um plano de ação sempre é colocado em prática, com o desafio de melhorar os serviços prestados pela Roche.

Percentual de clientes muito satisfeitos e satisfeitos

93

93

83

Médicos

93

97

93

Outros profissionais

da saúde

88

86

85

Consumidores

Total de manifestações atendidas

143.336

139.220

120.529

Percentual de atendimento (em 20 segundos)

94

93

92

120.529 Percentual de atendimento (em 20 segundos) 94 93 92 2007 2008 100 100 75 Gerentes

2007

Percentual de atendimento (em 20 segundos) 94 93 92 2007 2008 100 100 75 Gerentes médicos

2008

100

100

75

Gerentes médicos

94 93 92 2007 2008 100 100 75 Gerentes médicos 2009 80 82 84 Representantes da

2009

80

82

84

Representantes da Força de Vendas

Percentual de reclamações

2,8

2,4

1,1

2007

2008

2009

Prescrição e Consumo Responsáveis | 69

Canais de comunicação com o público externo – Divisão Diagnóstica

Central de Atendimento Roche Diagnostics

A Central de Atendimento Roche Diagnostics (CARD) é

um canal de comunicação direto entre a empresa e seus

clientes, garantindo total assistência para o funcionamento

e manutenção dos sistemas e equipamentos produzidos pela

Roche. A CARD possui uma equipe devidamente treinada para orientar e dar suporte técnico e científico aos clientes,

via telefone ou através de acesso remoto.

Accu-Chek Responde

Na prestação de serviço ao paciente com diabetes e seus familiares, a Roche Diabetes Care criou o Accu-Check Responde, abrangendo três estratégias de ação integradas:

Central de Atendimento Roche Diagnostics: orientação e suporte técnico e científico ao cliente

• Uma central de relacionamento, que recebe cerca de 10 mil ligações por mês e possui 250 mil pessoas cadastradas, para as quais encaminha informações de interesse sobre a doença, cuidados e orientações para a melhoria da qualidade de vida;

• Um website exclusivo (www.accu-chek.com.br), no qual é possível obter uma série de orientações sobre como enfrentar a doença;

• A revista De Bem com a Vida, com tiragem de 60 mil exemplares e periodicidade trimestral, enviada gratuitamente ao paciente com diabetes que a solicita, oferece diversas informações sobre o diabetes, além de dicas de saúde e lazer. As edições também estão disponíveis no website www.accu-chek.com.br.

A Central de Atendimento ao Cilente Accu-Chek pode ser acessada pelo telefone 0800 77 20 126.

70 | Anuário Anual | Roche Brasil

70 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Engajamento de Stakeholders |

O diálogo com os stakeholders constitui um exercício enriquecedor, por meio do qual a Roche renova o seu compromisso com a saúde e com a sua missão de salvar vidas.

Engajamento de Stakeholders | 71

Comunidade científica Governo, Colaboradores entidades reguladoras e ONGs Produtividade performance
Comunidade
científica
Governo,
Colaboradores
entidades
reguladoras
e ONGs
Produtividade
performance
Credibilidade
Produtos,
postos
de trabalho
e
doações
Salários e e benefícios
Confiança e reputação
Capital
Médicos,
pacientes e
Roche
Saúde (benefícios)
Retorno do investimento
Investidores
grupos de
pacientes
Usuários de
planos de saúde
Sociedade
Fornecedores
Licença
para
inovar
Renda
e operar
de custos
Redução
de saúde
Soluções
inovadoras
Materiais
Pesquisa
Renda e
Educação científica
empregos
e renda

Todos os públicos são essenciais

A

Roche mantém e procura aprimorar continuamente

o sucesso da empresa. Por isso, a Roche trata cada

o

diálogo com os seus stakeholders. Do governo aos

um com a devida atenção, sempre atenta aos limites

clientes finais, passando por fornecedores, parceiros comerciais, grupos de pacientes, comunidade científica, colaboradores e comunidade, todos são essenciais para

legais existentes e ao Código de Ética do Grupo, de forma a garantir a sustentabilidade da companhia no longo prazo.

72 | Relatório de Sustentabilidade 2009

Público interno

Capital humano valorizado

A Roche investe continuamente em inovação e

gestão de pessoas. A diretriz global da governança consiste em valorizar, avaliar, reconhecer, capacitar e desenvolver seus profissionais, para que as equipes se

mantenham comprometidas e motivadas, tornando-se parceiras nas metas de negócios.

Preocupada com a valorização e a satisfação do conjunto de funcionários, em 2009 a Roche reestruturou a gestão de recursos humanos, desenvolvendo um processo de reflexão interna que

resultou em iniciativas para a criação de programas de reconhecimento e desenvolvimento profissional

a partir de 2010 e na definição de novos parâmetros para avaliação de desempenho.

Ao longo de 2009, as atenções concentraram-se na reorganização interna: a Roche criou novas áreas, revisou processos, redefiniu ações e chegou ao final do ano com sua gestão renovada, mas ciente das melhorias que ainda são necessárias e devem ser adotadas.

Uma das principais mudanças iniciadas em 2009, atendendo a uma antiga demanda dos funcionários, foi a simplificação dos processos de avaliação de desempenho para 2010. A Roche efetuou uma grande reformulação no modelo adotado, com os objetivos de valorizar o quadro de pessoal e possibilitar maior clareza dos critérios adotados, fazendo com que cada profissional se sinta confortável em participar da dinâmica e tenha seu próprio resultado de performance, a cada ciclo.

Todo o esforço para melhorar as iniciativas de reconhecimento dos funcionários e adotar novos critérios de avaliação e premiação alinha-se com a estratégica global da Roche, que busca valorizar e motivar os profissionais comprometidos com a visão e os valores da empresa.