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Elementos da Teoria Geral do Estado

Dalmo de Abreu Dallari

Estado Moderno
 Estado Moderno
 Elementos Essenciais

Estado Moderno
As deficiências da sociedade política medieval determinaram as características
fundamentais do Estado Moderno. O Sistema Feudal era constituído de pequenas
famílias que trabalhavam para subsistência e de senhores feudais que eram os donos dos
terrenos. As famílias e os senhores feudais queriam uma unificação territorial,
precisando então de um poder forte e soberano, criando assim um novo tipo de Estado,
o Estado Moderno, caracterizado basicamente por sua unidade territorial dotada de um
poder soberano.
30. Elementos Essenciais do Estado:
Santi Romano – soberania e territorialidade
Del Vechio – povo, território e vínculo jurídico
Danto Donati – povo, território e pessoa estatal (sobre o povo e sobre o
território)
Groppali – povo, território, poder e finalidade ( do povo e do Estado)
Atabalipa – povo, território, soberania, poder de império e finalidade

Tipos de Estado:
Rodolfo de Stefano - divide os Estado em 3 tipos: a Cidade-Estado, o Império
Medieval e o Estado Moderno.
Gropalli – Estado Patrimonial, Estado de Polícia e Estado de Direito

Soberania
31. O conceito de soberania é impreciso e cheio de controvérsias, mas de muita
importância, pois é uma das bases de idéias do Estado Moderno, sendo ainda uma de
suas características fundamentais.

32. Desde a antiguidade não se encontra qualquer noção que se assemelhe à


soberania, ou seja, nenhuma indica poder supremo do Estado em relação a outros
poderes ou para decidir sobre determinadas matérias.
A Antiguidade não conhecia o conceito de soberania porque lhe faltava o único
dado capaz de trazer à consciência o conceito de soberania: a oposição entre o poder do
Estado e outros poderes. O Estado se limitava a cuidar da segurança e então não era
preciso uma hierarquização entre os poderes sociais. Com o tempo os conflitos vão
aparecendo e se inicia o conceito, mas inicialmente ele é relativo, pois se afirmava que
os barões eram soberanos em seu senhorio e o rei era soberano em todo o reino, vai
adquirindo o caráter absoluto, até atingir o caráter superlativo, como poder supremo. Só
no final da Idade Média que ele tem sua supremacia, onde ninguém disputa e nem limita
seu poder.

33. Jean Bodin escreve a primeira obra teórica que define o conceito de
soberania, sendo essa o poder absoluto e perpétuo de uma República.
Pelo caráter de absoluto ele explica que a soberania não é limitada nem em
poder, nem pelo cargo, nem por tempo certo. Nenhuma lei humana pode limitá-lo, mas
as divinas são sua única limitação, já que ele não pode contrariar as leis de Deus. Pelo
caráter de perpétuo ele explicita que a soberania não pode ser exercida com um tempo
certo de duração. Nas monarquias só ocorrerá se for hereditária.
Também há a inalienabilidade, que é uma característica, pois qualquer poder que
o soberano conceda, ele terá sempre mais. A soberania coloca o seu titular,
permanentemente, acima do direito interno e o deixa livre para acolher ou não o direito
internacional, só desaparecendo o poder soberano quando se extinguir o próprio Estado.
Rousseau também publica o Contrato Social, dando grande ênfase ao conceito de
soberania e já transferindo sua titularidade da pessoa do governante para o povo. Ele
traça os limites do poder soberano. Diz, então, que o pacto social dá ao corpo político
um poder absoluto sobre todos os seus membros, e este poder é aquele que, dirigido
pela vontade geral, leva o nome de soberania.
A noção de soberania está sempre ligada a uma concepção de poder, pois mesmo
quando concebida como o centro unificador de uma ordem está implícita a idéia de
poder de unificação. A soberania expressava a plena eficácia do poder. O poder
soberano não se preocupa em ser legítimo ou jurídico, importando apenas que seja
absoluto, não admitindo confrontações, e que tenha meios para impor suas
determinações.
Juridicamente, é o poder de decidir em última instância sobre a atributividade de
uma norma sobre a eficácia do direito, podendo negar até a juridicidade da norma.
Politicamente, é fazer valer dentro de seu território a universalidade de suas
decisões nos limites dos fins éticos de convivência. Dentro desses limites o poder
soberano tem a faculdade de utilizar a coação para impor suas decisões.

35. Características básicas: una, indivisível, inalienável e imprescindível.


Una – não admite duas no mesmo local
Indivisível – se aplica a universalidade dos fatos
Inalienável – pois aquele que a detém desaparece sem ela
Imprescindível – não tem prazo de validade

Originário - porque nasce no próprio momento em que nasce o Estado e como


um tributo inseparável deste.
Exclusivo - porque só o Estado o possui.
Incondicionado - uma vez que só encontra os limites postos pelo próprio Estado.
Coativo - uma vez que o Estado não só ordena, mas dispõe de meios para fazer
cumprir suas ordens coativamente.

36. Tipos de justificação e titularidade da soberania

Teorias Teocráticas – pelo princípio cristão, diz que o próprio Deus concedera o
poder ao príncipe
Teorias Democráticas – sustenta-se que a soberania se origina do próprio povo.

37. Quanto ao objeto e à significação da soberania, temos que o poder soberano


exerce sobre os indivíduos que estão são a unidade elementar do Estado.

38. Duas maneiras de ser concebida:


Sinônimo de independência - assim tem sido invocada pelos dirigentes dos
Estados que desejam afirmar, sobretudo ao seu próprio povo, não serem mais submissos
a qualquer potência estrangeira.
Expressão de poder jurídico mais alto - significando que, dentro dos limites da
jurisdição do Estado, este é que tem o poder de decisão em última instância, sobre a
eficácia de qualquer norma jurídica.

Território
39.O conceito de território vem com o de soberania, onde a soberania indica o
poder mais alto em um espaço, sendo esse espaço o território, que indicava onde esse
poder seria efetivamente o mais alto. A limitação de espaço serviu para assegurar a
eficácia e a estabilidade da ordem, não um limite para o soberano.

40. O território não chega a ser, portanto, um componente do Estado, mas é o


espaço ao qual se circunscreve a validade da ordem jurídica estatal.
41. Duas teorias sobre o relacionamento do Estado com seu território:
Território-patrimônio, característica do Estado Medieval e com alguns reflexos
em teorias modernas. Essa teoria não faz diferenciação entre imperium e dominium,
concebendo o poder do Estado sobre o território exatamente como o direito de qualquer
proprietário sobre um imóvel.
Território-objeto, que é a que concebe o território como objeto de um direito
real de caráter público. Embora com certas peculiaridades, a relação do Estado com seu
território é sempre e tão-só uma relação de domínio.
Território-espaço, teoria segundo a qual o território é a extensão espacial da
soberania do Estado. A base dessa concepção é a idéia de que o Estado tem um direito
de caráter pessoal, implícito na idéia de imperium. Alguns adeptos dessa orientação
chegam a considerar o território como parte da personalidade jurídica do Estado,
propondo mesmo a expressão território-sujeito.
Território-competência, teoria defendida sobretudo por KELSEN, que
considera o território o âmbito de validade da ordem jurídica do Estado.

Conclusões:
a) Não existe Estado sem território
b) O território estabelece a delimitação da ação soberana do Estado
c) Além de ser elemento constitutivo necessário, o território, sendo o âmbito
de ação soberana do Estado, é objeto de direitos deste, considerado no seu
conjunto

O território está protegido pelo princípio da Impenetrabilidade.

42. Classificação dos territórios e das fronteiras

43. Começou com o tempo a necessidade de estabelecimento de regras para a


utilização do espaço marítimo e aéreo, pois as preocupações passaram de apenas de
medidas de segurança para econômicas.

Povo
44. Os conceitos que abrangem as pessoas que vivem em um território de um
Estado ou mesmo se achem nele temporariamente, não é correto, pois não tem vínculo
jurídico. O termo nação também não pode ser usado, pois se confunde com Estado,
também não podendo ser usado.

45. O conceito de povo é bem recente. Sendo tida como a designação de cidadão
46. O ponto de partida da doutrina de JELLINEK é a distinção entre um aspecto
subjetivo e outro objetivo do povo. O Estado é sujeito do poder público, e o povo, como
seu elemento componente, participa dessa condição. Esse é o aspecto subjetivo do povo.
Por outro lado, o mesmo povo é objeto da atividade do Estado, e sob este ângulo é que
se tem o povo em seu aspecto objetivo.

47. Deve-se compreender como povo o conjunto dos indivíduos que, através de
um momento jurídico, se unem para constituir o Estado, estabelecendo com este um
vínculo jurídico de caráter permanente, participando da formação da vontade do Estado
e do exercício do poder soberano. Pode ocorrer que o cidadão, deixando de atender aos
requisitos mínimos para a preservação da cidadania, venha a perdê-la, sendo, então,
excluído do povo do Estado.