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Curso Técnico – Metalurgia

Química Aplicada à Metalurgia

ESTEQUIOMETRIA
INTRODUÇÃO
A estequiometria é a parte da química que envolve os cálculos das quantidades de reagentes e produtos
nas reações químicas.

C2H6O(l) + 3O2(g)  2CO2(g) + 3H2O(v)

O cálculo estequiométrico não pode ser dispensado por nenhum processo químico (laboratório ou
indústria), porque é através de sua aplicação envolvendo as leis ponderais e volumétricas que se obtém:
 Rendimento de processos industriais
 Grau de pureza de uma amostra
Para resolvermos problemas de cálculo estequiométrico precisamos:
 Equação representativa da reação química
 Ajustar o coeficiente
 Aplicar cálculos de proporções

Obs.: Lembrar que a proporção entre coeficientes é uma proporção entre moléculas, que é a que existe entre mol
das substâncias.

Exemplo 1: Combustão completa do álcool etílico (H=1u; C=12u; O=16u)

C2H5OH(l) + 3 O2(g)  2 CO2(g) + 3 H2O(g)


1 molécula 3 moléculas 2 moléculas 3 moléculas proporção molecular
6,02 x 1023 1,806 x 1024 1,204 x 1024 1,806 x 1024
1 mol 3 mol 2 mol 3 mol proporção molar
46 g 3 x 32 g 2 x 44g 3 x 18 g proporção ponderal
- 3 x 22,4 L CNTP
 2 x 22,4 L 3 x 22,4 L proporção volumétrica

REAÇÕES QUÍMICAS
Uma fórmula representa a proporção na qual os átomos dos elementos estão quimicamente combinados
em um composto, isto quer dizer que os compostos têm uma combinação definida. Já a equação química é a
representação gráfica abreviada de uma reação química ou fenômeno, ou transformação química. A relação molar,
expressa por uma equação química é muito útil na determinação das relações de massa inerentes à equação.

Balanceamento das Equações Químicas


Acertar os coeficientes ou balancear uma equação química é igualar o número total de átomos de cada
elemento, no primeiro e no segundo membros da equação, ou seja, o número de átomos dos reagentes deverá ser
igual ao número de átomos dos produtos.

 Método direto
Regras práticas:
1- Raciocinar com o elemento (ou radical) que aparece apenas uma vez no 1 e no 2 membro da
equação.
2- Preferir o elemento (ou radical) que possua índices maiores.
3- Escolhido o elemento (ou radical), transpor seus índices de um membro para outro, usando-os como
coeficientes.
4- Prosseguir com os outros elementos (ou radicais), usando o mesmo raciocínio, até o final do
balanceamento.
Exemplo 1.
Al + O2  Al2O3
R.1: indiferente por Al ou O.
R.2: preferimos o O, que possui índices maiores (2 e 3).
R.3: Al + 3 O2  2 Al2O3
R.4: Agora só falta acertar o Al:

4 Al + 3 O2  2 Al2O3

Profa Dra Silvania Maria Netto FEV/11


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Química Aplicada à Metalurgia

Exemplo 2.
CaO + P2O5  Ca3(PO4)2

R.1: devemos raciocinar com o Ca ou o P (o O já aparece duas vezes no 1 membro, no CaO e no P2O5).
R.2: Preferimos o Ca, que possui índices maiores (1 e 3).
R.3: 3 CaO + P2O5  Ca3(PO4)2
R.4: Por fim, acertamos o P.

3 CaO + P2O5  Ca3(PO4)2

Exemplo 3.
Al(OH)3 + H2SO4  Al2(SO4)3

R.1: Devemos raciocinar com o Al ou com o S ou com o radical SO42- (e não H e O que aparecem várias
vezes).
R.2: Preferimos o SO42-, que apresenta índices maiores (1 e 3).
R.3: Al(OH)3 + 3 H2SO4  Al2(SO4)3
R.4: Prosseguimos com o Al.
2 Al(OH)3 + 3 H2SO4  Al2(SO4)3 + H2O
Finalmente, o coeficiente de água pode ser acertado pela contagem dos H ou dos O.

2 Al(OH)3 + 3 H2SO4  Al2(SO4)3 + 6 H2O

 Método de oxi-redução
Em uma reação de oxi-redução, o número de elétrons cedidos pelo redutor é igual ao número total de
elétrons recebidos pelo oxidante.

Regras práticas:
1- Procurar todos os elementos que sofrem oxi-redução e determinar seus ... antes e depois da reação.
2- Calcular a variação total () do Nox do oxidante e do redutor, da seguinte maneira:

 = (Variação do Nox do elemento) x (número de átomos do elemento na molécula considerada)


* Esse cálculo pode ser feito no 1 ou no 2 membro da equação, de preferência onde o  for maior, mas cuidado
para só calcular o  onde os átomos realmente sofrem oxi-redução.

3- Tomar o  do oxidante como coeficiente do redutor e vice-versa.


4- Prosseguir o balanceamento com as regras aprendidas no método direto ou “por tentativas”.

Exemplo 1
P + HNO3 + H2O  H3PO4 + NO

R.1: P + HNO3 + H2O  H3PO4 + NO


Nox: 0 +5 +5 +2

R.2: (P) = 5 x 1 = 5 e (N) = 3 x 1 = 3

R.3: 3 P + 5 HNO3 + H2O  H3PO4 + NO


* Poderíamos Ter efetuado esta etapa no 2 membro, com H3PO4 e o NO; no caso, isso seria indiferente.

R.4: 3 P + 5 HNO3 + H2O  3 H3PO4 + 5 NO

Por fim, falta acertar o coeficiente da H2O, o que pode ser feito pela contagem dos átomos de hidrogênio
ou de oxigênio.

3P + 5 HNO3 + 2 H2O  3 H3PO4 + 5 NO

Profa Dra Silvania Maria Netto FEV/11


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Unidades de Concentração
A concentração é uma grandeza utilizada para indicar as quantidades relativas dos componentes de uma
mistura (solução).

Densidade (d): indica a relação entre a massa da solução (m) e o volume da solução (V). Embora não seja
propriamente uma unidade de concentração, para uma solução, esta fornece uma orientação sobre a
concentração da mesma.

m (g)
d
V (mL)

m = m1 + m2 = massa do soluto + massa do solvente

Obs: Para o caso de gases e misturas gasosas a densidade é expressa em g/L e não g/mL.

Concentração (C): indica a relação entre a massa do soluto (m 1) e o volume da solução (V).

m (g)
C 1
V (L)
Concentração (M): indica a relação entre a quantidade de matéria do soluto (n 1) e o volume da solução (V).

n (mol) m (g)
M 1  1
V (L) MM (g/mol) V(L)
1
Unidades especiais de concentração
Em certas situações é comum o uso de unidades especiais para indicar a concentração de um sistema. Na
água que sai de uma estação de tratamento, por exemplo, são adicionados, aproximadamente, 0,6 g de flúor a
cada 1 000 L de água tratada. Considerando que a densidade da água é igual a 1 g/mL (o que equivale a 1 kg/L),
tem-se 0,6 g de flúor em 1 000 kg de água (ou 1 000 000 g). Logo, há 0,6 g de flúor em 1 000 000 g de água, isto
é, 0,6 ppm de flúor.

1 ppm (número de partes em um milhão de partes) pode significar:


 1 mg de soluto em 1 000 000 mg de solvente;
 1 mg de soluto em 1 000 g de solvente;
 1 mg de soluto em 1 kg de solvente

Quando a água é o solvente, admitindo-se que a sua densidade é de 1 g/mL, as seguintes


correspondências são válidas:

1 ppm = 1 mg/L = 1 g/m3 = 1 g/1 000 m3

Para certos contaminantes extremamente tóxicos, os limites de tolerância de concentração são baixos e,
são expressos em partes por bilhão (ppb). Seguindo o mesmo raciocínio anterior e, considerando a água como
solvente, tem-se:

1 ppb = 1 mg/m3 = 1 g/1 000 m3 = 1 kg/1 000 000 m3

Embora tais unidades ainda sejam de uso corrente em algumas situações, elas devem ser evitadas e
substituídas peo Sistema Internacional de Unidades (SI) sempre que possível. Porém, é de extrema importância
não só conhece-las como, também, ter domínio das mesmas, pois são muitas as publicações, normas e até mesmo
leis e decretos em que estas são citadas.
No SI a expressão para números extremamente pequenos ou grandes é feita com o uso de prefixos,
conforme a tabela a seguir:

Profa Dra Silvania Maria Netto FEV/11


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Prefixos do Sistema Internacional de Unidades

Multiplique a Multiplique a
Prefixo Símbolo unidade por: Prefixo Símbolo unidade por:
exa E 1018 deci d 10-1
15
peta P 10 centi c 10-2
tera T 1012 mili m 10-3
giga G 109 micro  10-6
mega M 106 nano n 10-9
quilo k 103 pico p 10-12
hecto h 102 fento f 10-15
deca da 101 atto a 10-18

Desta forma, são válidas as seguintes correspondências:

 Em massa:

ppm = mg/kg = g/t e ppb = g/kg = mg/t

 Em volume:

ppm = L/L = mL/m3 e ppb = nL/L= L/m3

Pode-se, então, expressar a concentração de flúor na água tratada do exemplo anterior como sendo igual
a 0,6 mg/kg ou 0,6 g/t ou, ainda como visto anteriormente, 0,6 ppm.

Profa Dra Silvania Maria Netto FEV/11