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1/86 Curso de Engenharia Elétrica UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA
1/86
Curso de Engenharia Elétrica
UNIVERSIDADE FEDERAL DO PAMPA
CURSO DE ENGENHARIA ELÉTRICA

Subestações de Energia

Parte 2

Transformadores de Potência

José Wagner Maciel Kaehler Professor Dr. Eng.

Curso de Engenharia Elétrica 2/86

Curso de Engenharia Elétrica

2/86

Curso de Engenharia Elétrica 2/86

Considerações Iniciais

A finalidade desta apresentação é a de resumir o conteúdo do programa, visando minimizar o tempo gasto com anotações.

Servem como guia de estudo e não como livro-texto.

Dá uma visão geral do Planejamento de Longo Prazo do SEP.

Para responder a todas as questões é preciso estudo mais aprofundado da bibliografia recomendada.

Constitui-se num roteiro para estudo, portanto não substitui textos consagrados pela abrangência e clareza.

Bibliografia abrangente é indicada.

O aprimoramento desta apresentação será conseguido com a contribuição dos alunos, através de comentários e sugestões.

Curso de Engenharia Elétrica 3/86

Curso de Engenharia Elétrica

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Curso de Engenharia Elétrica 3/86

Subestações de Energia

Curso de Engenharia Elétrica 3/86 Subestações de Energia wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 3/86 Subestações de Energia wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 4/86

Curso de Engenharia Elétrica

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Curso de Engenharia Elétrica 4/86

Componentes das Subestações

 Subestações Elevadoras de Usinas Trafo Trafo Para Trafo Turbina Gerador Corrente Elevador Raios Potencial
 Subestações Elevadoras de Usinas
Trafo
Trafo
Para
Trafo
Turbina
Gerador
Corrente
Elevador
Raios
Potencial
Bobina de
Disjuntor
Bloqueio
Usina
Subestação
Curso de Engenharia Elétrica 5/86

Curso de Engenharia Elétrica

5/86

Curso de Engenharia Elétrica 5/86

Componentes das Subestações

Subestações de Transmissão, Interligação e de Distribuição

Linha de Transmissão Disjuntor Trafo Trafo Potência Para Trafo Corrente Raios Potencial Bobina de Bloqueio
Linha de
Transmissão
Disjuntor
Trafo
Trafo
Potência
Para
Trafo
Corrente
Raios
Potencial
Bobina de
Bloqueio
Trafo Para Trafo Corrente Raios Potencial
Trafo
Para
Trafo
Corrente
Raios
Potencial
Linha de Transmissão
Linha de
Transmissão

wagnerkaehler@gmail.com

Curso de Engenharia Elétrica 6/86

Curso de Engenharia Elétrica

6/86

Curso de Engenharia Elétrica 6/86

Elementos das Subestações de Energia

Transformador de Potência

Transformador de Potencial

Transformador de Corrente

Bobina de Bloqueio

Disjuntor

Chave Seccionadora

Barramentos

Cabos

Isoladores

Base

Malha de Terra

Curso de Engenharia Elétrica 7/86

Curso de Engenharia Elétrica

7/86

Curso de Engenharia Elétrica 7/86

Subestações de Energia

Transformador de Potência

Curso de Engenharia Elétrica 8/86 wagnerkaehler@gmail.com

Curso de Engenharia Elétrica

8/86

wagnerkaehler@gmail.com
wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 9/86

Curso de Engenharia Elétrica

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Curso de Engenharia Elétrica 9/86

Transformadores de Potência

Definição

Equipamento elétrico estático que, por indução eletromagnética, transforma tensão e corrente alternadas entre dois ou mais enrolamentos, sem mudança de freqüência.

Estrutura construtiva

Máquina estática de transformação de energia, consta de no mínimo um enrolamento indutivo isolado em suas partes vivas (energizadas) por isolantes sólidos e líquidos e necessariamente refrigerado para dissipação das perdas.

Classificação quanto ao Fluído Refrigerante:

Isolamento com óleo – Mineral ou Vegetal

Isolamento a seco

Usado para tensões médias até 15 kV e potências da ordem de 5 a 10 MVA

Curso de Engenharia Elétrica 10/86

Curso de Engenharia Elétrica

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Curso de Engenharia Elétrica 10/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Curso de Engenharia Elétrica 10/86 Transformadores de Potência ABNT NBR 5356 1993 wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 11/86

Curso de Engenharia Elétrica

11/86

Curso de Engenharia Elétrica 11/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Terminais de AT Conservador de óleo Terminais de MT Terminais de BT Comutador de derivação
Terminais de AT
Conservador de
óleo
Terminais de MT
Terminais de BT
Comutador de derivação
em carga
Sistema de
resfriamento
Tanque principal
wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 12/86

Curso de Engenharia Elétrica

12/86

Curso de Engenharia Elétrica 12/86

Transformador de Potência

Processo Térmico Sistemas de Refrigeração

Curso de Engenharia Elétrica 13/86

Curso de Engenharia Elétrica

13/86

Curso de Engenharia Elétrica 13/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

O processo térmico nos transformadores

Apesar de no processo de fabricação empregarem-se materiais e técnicas de construção visando um projeto técnico-econômico equilibrado, sempre há um considerável nível de perdas que provoca o aquecimento do núcleo e dos enrolamentos.

Portanto, um transformador necessita de um sistema de refrigeração adequadamente dimensionado para transmitir (dissipar) ao ambiente externo uma boa parte do calor produzido no seu interior, de modo que as elevações de temperatura dos enrolamentos e do óleo isolante não ultrapassem os valores máximos fixados por norma, assegurando-se, assim, sua expectativa de vida normal.

Curso de Engenharia Elétrica 14/86

Curso de Engenharia Elétrica

14/86

Curso de Engenharia Elétrica 14/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

O processo térmico nos transformadores

Considerando-se que as condições meteorológicas sejam constantes por um certo tempo, a transmissão de calor nas diversas partes de um transformador em direção ao ambiente externo se realiza concomitantemente pelos seguintes processos:

Condução:

do centro do núcleo e dos enrolamentos até as superfícies em contato com o óleo isolante;

nas paredes do tanque e dos radiadores.

Convecção:

das superfícies externas do núcleo e dos enrolamentos ao óleo isolante;

do óleo isolante às paredes internas do tanque e dos radiadores;

das paredes externas do tanque e dos radiadores para os objetos circunvizinhos.

Radiação:

das superfícies externas do núcleo e dos enrolamentos ao óleo isolante (desprezível);

das paredes externas do tanque e dos radiadores para os objetos circunvizinhos.

Curso de Engenharia Elétrica 15/86

Curso de Engenharia Elétrica

15/86

Curso de Engenharia Elétrica 15/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

O processo térmico nos transformadores

 o = temperatura do topo do óleo (top oil)  a = temperatura ambiente
 o = temperatura do topo do óleo
(top oil)
 a = temperatura ambiente
 e = temperatura do ponto mais
quente do enrolamento
 oa =  o -  a = elevação de
temperatura do topo do óleo sobre
a temperatura ambiente
 ea =  e -  a = elevação da
temperatura do ponto mais quente
enrolamento

wagnerkaehler@gmail.com

Curso de Engenharia Elétrica 16/86

Curso de Engenharia Elétrica

16/86

Curso de Engenharia Elétrica 16/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

O processo térmico nos transformadores

O óleo nos dutos e nas superfícies do núcleo e dos enrolamentos é aquecido por condução e sobe, enquanto que o óleo frio do fundo do tanque sobe para ocupar esse espaço.

A circulação contínua do óleo é completada pelo fluxo do óleo aquecido descendo pelas laterais do tanque (onde ocorre o seu resfriamento devido à transmissão de calor para o ambiente externo) em direção ao fundo do mesmo.

Esse movimento convectivo de refrigeração natural também é chamado de efeito termo-sifão.

Como forma de aumentar a área de contato do tanque com o ar ambiente são utilizados radiadores fixados ao mesmo, o que melhora consideravelmente a eficiência do sistema de refrigeração dos transformadores.

A tomada inferior dos radiadores é feita na altura do extremo inferior dos enrolamentos, e, a tomada superior, na parte mais elevada da caixa dos transformadores com conservador.

No interior do transformador o óleo aquecido, sobe, por efeito termo-sifão, ao passo que nos radiadores, o óleo resfriado desce, formando-se uma circulação natural do mesmo no interior do transformador.

A superfície externa da caixa também colabora com a dissipação de calor, principalmente quando não coberta por radiadores.

Curso de Engenharia Elétrica 17/86

Curso de Engenharia Elétrica

17/86

Curso de Engenharia Elétrica 17/86

Transformadores de Potência



ABNT NBR 5356 1993

O processo térmico nos transformadores

Um maior abaixamento da temperatura máxima do óleo normalmente é conseguido mediante um aumento da quantidade (e/ou da seção) de radiadores e/ou empregando-se estágios de ventilação forçada nos mesmos.

Ventilação forçada é a forma de se aumentar velocidade do ar refrigerante (que na convecção natural em geral não ultrapassa 1 m/s), aumentando a capacidade de dissipação de calor por convecção das paredes dos radiadores, pela aplicação de grupos de ventiladores nas partes laterais ou inferiores dos mesmos.

O acionamento dos estágios de ventilação forçada se dá através de relés térmicos calibrados para que seus contatos atuem quando determinados limites de temperatura dos enrolamentos ou do óleo são atingidos

Curso de Engenharia Elétrica 18/86

Curso de Engenharia Elétrica

18/86

Curso de Engenharia Elétrica 18/86

Transformadores de Potência

Classificação quanto ao Fluído Refrigerante:

Isolamento com óleo – Mineral ou Vegetal

Circulação natural de óleo e ar;

Circulação natural de óleo e ar auxiliado pela circulação de ar com ventiladores nos radiadores externos;

Circulação forçada de óleo e circulação natural de ar;

Circulação forçada de óleo e de ar;

Circulação forçada de óleo e circulação forçada de água por meios externos;

Circulação forçada de água.

Curso de Engenharia Elétrica 19/86

Curso de Engenharia Elétrica

19/86

Curso de Engenharia Elétrica 19/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

 

Transformador imerso em óleo mineral cuja refrigeração é feita por tubos pelos quais circula o óleo por efeito termo-sifão, isto é, o óleo aquece com as perdas, sobe ao longo dos enrolamentos e desce pelos tubos, resfriando-se. O nível de óleo no interior é mantido um pouco acima dos furos superiores pelos quais passa o óleo. O transformador é hermeticamente fechado, mantendo uma camada de ar, na parte superior, para absorver a dilatação do óleo com o calor.

Curso de Engenharia Elétrica 20/86

Curso de Engenharia Elétrica

20/86

Curso de Engenharia Elétrica 20/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

20/86 Transformadores de Potência ABNT NBR 5356 1993  transformador com conservador de óleo, em que

transformador com conservador de óleo, em que o nível de óleo, neste conservador, varia de acordo com a dilatação do óleo pelo aquecimento devido às perdas.

Quando esfria, o óleo se contrai e o nível no conservador abaixa, “respirando” ar do exterior através de uma câmera que contem material que absorve a umidade (sílica gel) evitando, assim, a contaminação do óleo.

No interior da caixa do transformador o óleo aquecido sobe, retornando para a parte de baixo, através dos tubos de refrigeração que dissipam o calor para o ar externo.

Curso de Engenharia Elétrica 21/86

Curso de Engenharia Elétrica

21/86

Curso de Engenharia Elétrica 21/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

 

Transformador com conservador de óleo, onde a refrigeração é realizada através de trocadores de calor “óleo- água” e utilizando uma bomba para forçar a circulação do óleo no interior da caixa. Esta circulação de óleo no interior da caixa é sempre de baixo para cima, portanto, no mesmo sentido de uma circulação por efeito termo-sifão.

sempre de baixo para cima, portanto, no mesmo sentido de uma circulação por efeito termo-sifão. wagnerkaehler@gmail.com

wagnerkaehler@gmail.com

Curso de Engenharia Elétrica 22/86

Curso de Engenharia Elétrica

22/86

Curso de Engenharia Elétrica 22/86

Transformadores de Potência

Classificação dos Sistemas de Refrigeração:

ONAN:

circulação de óleo e ar natural;

ONAF1 = ONAN/ONAF:

circulação de óleo e ar natural e um estágio de ventilação forçada;

ONAF2 = ONAN/ONAF/ONAF:

circulação de óleo e ar natural e dois estágios de ventilação forçada.

Curso de Engenharia Elétrica 23/86

Curso de Engenharia Elétrica

23/86

Curso de Engenharia Elétrica 23/86

Transformadores de Potência

Classes dos materiais isolantes e as temperaturas de referência das perdas nos transformadores

Classes dos materiais isolantes e as temperaturas de referência das perdas nos transformadores wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 24/86

Curso de Engenharia Elétrica

24/86

Curso de Engenharia Elétrica 24/86

Transformadores de Potência

Limites de Temperatura

Para a classe A de isolamento, as elevações máximas de temperatura do líquido isolante (óleo) e dos enrolamentos são as seguintes:

Para transformadores sem conservador de óleo:

Líquido isolante

Enrolamentos

D qmáx = 50ºC D qmáx = 55ºC

Para transformadores com conservador de óleo:

Líquido isolante

Enrolamentos D qmáx = 55ºC

D qmáx = 55ºC

A temperatura ambiente de referência é de 40ºC para transformadores refrigerados a ar externamente

Para transformadores refrigerados com água através de trocadores de calor “água-óleo”, a temperatura ambiente de referência é de 30ºC,

Curso de Engenharia Elétrica 25/86

Curso de Engenharia Elétrica

25/86

Curso de Engenharia Elétrica 25/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Óleo Isolante

Mineral

Destilado do petróleo natural, da fração de 300 a 400 °C.

Origem parafínica ou naftênica, dando origem ao correspondente óleo mineral isolante.

O óleo mineral isolante é uma mistura na qual a maioria das moléculas é constituída basicamente por carbono e hidrogênio (hidrocarbonetos) e, em pequenas quantidades, por compostos que apresentam nitrogênio, enxofre e oxigênio em sua estrutura.

Quatro funções básicas no transformador:

» elemento isolante,

» transmissor do calor gerado no núcleo e nas bobinas para ser dissipado pelo sistema de resfriamento,

» protetor do papel isolante e

» informante das condições gerais do transformador, via análise dos gases dissolvidos nele.

Curso de Engenharia Elétrica 26/86

Curso de Engenharia Elétrica

26/86

Curso de Engenharia Elétrica 26/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Óleo Isolante Mineral

Hidrocarbonetos parafínicos que são hidrocarbonetos saturados de cadeia aberta linear ou ramificada.

parafínicos que são hidrocarbonetos saturados de cadeia aberta linear ou ramificada. wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 27/86

Curso de Engenharia Elétrica

27/86

Curso de Engenharia Elétrica 27/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Óleo Isolante Mineral

Hidrocarbonetos naftênicos que são hidrocarbonetos saturados de cadeia fechada contendo de um a seis anéis, sendo que estes podem possuir uma ou mais cadeias laterais lineares ou ramificadas

a seis anéis, sendo que estes podem possuir uma ou mais cadeias laterais lineares ou ramificadas
Curso de Engenharia Elétrica 28/86

Curso de Engenharia Elétrica

28/86

Curso de Engenharia Elétrica 28/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Óleo Isolante Mineral

Hidrocarbonetos Aromáticos que são hidrocarbonetos contendo um ou mais anéis aromáticos, podendo ou não apresentar cadeias laterais.

contendo um ou mais anéis aromáticos, podendo ou não apresentar cadeias laterais. wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 29/86

Curso de Engenharia Elétrica

29/86

Curso de Engenharia Elétrica 29/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Óleo Isolante Mineral

O óleo possui também compostos orgânicos de enxofre termicamente estáveis que são inibidores naturais do processo de oxidação e conseqüentemente do envelhecimento. Podem ser adicionados inibidores sintéticos como o diterciário-butilparacresol (DBPC):

Podem ser adicionados inibidores sintéticos como o diterciário-butilparacresol (DBPC): wagnerkaehler@gmail.com

wagnerkaehler@gmail.com

Curso de Engenharia Elétrica 30/86

Curso de Engenharia Elétrica

30/86

Curso de Engenharia Elétrica 30/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Papel Isolante Kraft e Termoestabilizado

O papel Kraft é formado por uma esteira de fibras de celulose extraídas de madeira e outros vegetais.

As fibras são formadas por moléculas de celulose de diferentes comprimentos, unidas por ligações de hidrogênio, envolvendo os grupos hidroxílicos

diferentes comprimentos, unidas por ligações de hidrogênio, envolvendo os grupos hidroxílicos wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 31/86

Curso de Engenharia Elétrica

31/86

Curso de Engenharia Elétrica 31/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Papel Isolante Kraft e Termoestabilizado

Moléculas que compõem a celulose

5356 1993  Papel Isolante Kraft e Termoestabilizado  Moléculas que compõem a celulose wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 32/86

Curso de Engenharia Elétrica

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Curso de Engenharia Elétrica 32/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Papel Isolante Kraft e Termoestabilizado

Durante a fabricação do papel, a celulose é quimicamente tratada para reduzir a lignina e as pentoses (hemiceluloses) a ela associadas.

Na fabricação de papel isolante é utilizado o processo Kraft, no qual a madeira é tratada com uma mistura de hidróxido de sódio (NaOH) e sulfato de sódio (Na2SO4).

Depois do tratamento a composição química do papel é de cerca de 89% de celulose, 7 a 8% de pentoses e 3 a 4% de lignina. Ligninas são polímeros aromáticos complexos e as pentoses são polissacarídeos ligados à celulose através de ligações de hidrogênio.

e as pentoses são polissacarídeos ligados à celulose através de ligações de hidrogênio. wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 33/86

Curso de Engenharia Elétrica

33/86

Curso de Engenharia Elétrica 33/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Papel Isolante Kraft e Termoestabilizado

O comprimento médio das moléculas de celulose é determinado em termos de grau de polimerização (GP), o qual exprime a média do número de anéis de glicose por molécula de celulose, situando- se na faixa de 1400-1800, após ter sido fabricado.

Após ser impregnado com óleo novo, o GP do papel passa a ficar na faixa de 1000-1400

O papel chamado termoestabilizado passa por um processo de estabilização térmica.

O processo de termoestabilização do papel pode envolver tanto reações de cianoetilização ou acetilação, como a adição de produtos químicos estabilizantes, tipo uréia, melamina, dicianodiamina e outros.

No primeiro processo, a celulose é quimicamente modificada pela substituição de alguns radicais de hidroxila por grupos mais estáveis.

No segundo processo, a adição de produtos químicos estabilizadores reprime a tendência autocatalizadora do processo de envelhecimento, por uma reação química com os produtos de envelhecimento, durante o qual os aditivos são consumidos.

Curso de Engenharia Elétrica 34/86 Transformadores de Potência ABNT NBR 5356 1993  Sistema Isolante

Curso de Engenharia Elétrica

34/86

Curso de Engenharia Elétrica 34/86 Transformadores de Potência ABNT NBR 5356 1993  Sistema Isolante Papel

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Sistema Isolante Papel e Óleo Mineral

O binômio papel-óleo tem algumas características superiores aos dos elementos em si, permite-se que o fabricante possa utilizar menos papel e menos óleo (rigidez dielétrica), em algumas situações.

A permissividade do óleo é menor que a das fibras do papel. Logo, a solicitação elétrica no óleo é maior e isto se agrava com a umidade.

A umidade deve ser bem controlada em um transformador, pois há uma constante migração da umidade entre o óleo e o papel, de acordo com a temperatura do sistema isolante.

 

Papel Impregnado com Óleo Isolante

Papel Kraft

Óleo

Isolante

Rigidez Dielétrica [kV/cm]

200 a 400

100 a 150

200

Permissividade Relativa

3,5

4 a 6

2,2

Curso de Engenharia Elétrica 35/86

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35/86

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Transformadores de Potência

Óleos Isolantes Condenados

Curso de Engenharia Elétrica 35/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 35/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 36/86

Curso de Engenharia Elétrica

36/86

Curso de Engenharia Elétrica 36/86

Transformadores de Potência

Óleos Isolantes Condenados

Curso de Engenharia Elétrica 36/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 36/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 37/86

Curso de Engenharia Elétrica

37/86

Curso de Engenharia Elétrica 37/86

Transformadores de Potência

Óleos Isolantes Condenados

Curso de Engenharia Elétrica 37/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 37/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 38/86

Curso de Engenharia Elétrica

38/86

Curso de Engenharia Elétrica 38/86

Transformadores de Potência

Óleos Isolantes Condenados

Curso de Engenharia Elétrica 38/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 38/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 39/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com

Curso de Engenharia Elétrica

39/86

Curso de Engenharia Elétrica 39/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com

Transformadores de Potência

Óleos Isolantes Condenados

Curso de Engenharia Elétrica 39/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
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Curso de Engenharia Elétrica

40/86

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Transformadores de Potência

Óleos Isolantes Condenados

Curso de Engenharia Elétrica 40/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 40/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 41/86

Curso de Engenharia Elétrica

41/86

Curso de Engenharia Elétrica 41/86

Transformadores de Potência

Óleos Isolantes Condenados

Curso de Engenharia Elétrica 41/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 41/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 42/86

Curso de Engenharia Elétrica

42/86

Curso de Engenharia Elétrica 42/86

Transformadores de Potência

Óleos Isolantes Condenados

Curso de Engenharia Elétrica 42/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 42/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 43/86

Curso de Engenharia Elétrica

43/86

Curso de Engenharia Elétrica 43/86

Transformadores de Potência

Óleos Isolantes Condenados

Curso de Engenharia Elétrica 43/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 43/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 44/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados - Processo

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Curso de Engenharia Elétrica 44/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados - Processo

Transformadores de Potência

Óleos Isolantes Condenados - Processo

Elétrica 44/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados - Processo wagnerkaehler@gmail.com

wagnerkaehler@gmail.com

Curso de Engenharia Elétrica 45/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados - Processo

Curso de Engenharia Elétrica

45/86

Curso de Engenharia Elétrica 45/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados - Processo

Transformadores de Potência

Óleos Isolantes Condenados - Processo

wagnerkaehler@gmail.com
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Curso de Engenharia Elétrica 46/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados - Processo

Curso de Engenharia Elétrica

46/86

Transformadores de Potência

de Engenharia Elétrica 46/86 Transformadores de Potência  Óleos Isolantes Condenados - Processo

Óleos Isolantes Condenados - Processo

wagnerkaehler@gmail.com
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Curso de Engenharia Elétrica 47/86

Curso de Engenharia Elétrica

47/86

Curso de Engenharia Elétrica 47/86

Transformador de Potência

O Núcleo Magnético

Curso de Engenharia Elétrica 48/86

Curso de Engenharia Elétrica

48/86

Curso de Engenharia Elétrica 48/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Núcleo de ferro silício

de Potência ABNT NBR 5356 1993 Núcleo de ferro silício Prensa culatras Comutador de derivação em
de Potência ABNT NBR 5356 1993 Núcleo de ferro silício Prensa culatras Comutador de derivação em
de Potência ABNT NBR 5356 1993 Núcleo de ferro silício Prensa culatras Comutador de derivação em

Prensa

culatras

Comutador de derivação em carga

Enrolamentos

(bobinas)

Tirantes

Curso de Engenharia Elétrica 49/86

Curso de Engenharia Elétrica

49/86

Curso de Engenharia Elétrica 49/86

Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Detalhes do núcleo, dos elementos que compõem o transformador, barreiras de papelão

1993  Detalhes do núcleo, dos elementos que compõem o transformador, barreiras de papelão wagnerkaehler@gmail.com
1993  Detalhes do núcleo, dos elementos que compõem o transformador, barreiras de papelão wagnerkaehler@gmail.com
Curso de Engenharia Elétrica 50/86

Curso de Engenharia Elétrica

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Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

O Núcleo do Transformador

Construído com chapas muito finas de uma liga de ferro-silício, isoladas entre si, para diminuir as perdas por correntes parasitas na chapa. Constituído pelas “colunas”, sobre as quais são montadas as bobinas, e pelas “culatras” que completam o retorno do circuito magnético do fluxo mútuo. Dois tipos usuais de Núcleos:

Envolvente

Envolvido

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Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

O Núcleo Envolvente do Transformador

as bobinas são envolvidas pelo núcleo - Shell Type

f/2 f/2 × × f f 2 f 1 f 1 f 2 2 2
f/2
f/2
×
×
f
f 2
f 1
f 1
f 2
2
2
2
2
S
P
P
S
f/2 × × f f 2 f 1 f 1 f 2 2 2 2 2

Transformador Monofásico

Fig. 18: Transformadador monofásico

tipo núcleo envolvente (shell type)

Com Bobinas Concêntricas

O fluxo de dispersão do primário circula pela coluna central e retorna, pelo espaço entre as bobinas. O fluxo de dispersão do secundário circula pelas colunas laterais e retorna também pelo espaço entre as bobinas. Pelos sentidos dos fluxos de dispersão, vê-se que a bobina primária forma um pólo N na parte inferior e

um pólo S na parte superior e, a bobina secundaria forma um pólo S na parte inferior e um pólo norte na parte superior. Se as bobinas, com a mesma altura, não estão deslocadas entre si, no sentido axial, a força de repulsão entre elas é nula, porém, qualquer deslocamento relativo no sentido axial produz um esforço de repulsão que aumenta com a amplitude do deslocamento. No sentido radial, no entanto, as bobinas se repelem.

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Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

O Núcleo Envolvente do Transformador

as bobinas são envolvidas pelo núcleo - Shell Type

f/2 f/2 × × f f 2 f 1 f 1 f 2 2 2
f/2
f/2
×
×
f
f 2
f 1
f 1
f 2
2
2
2
2
S
P
P
S
f/2 × × f f 2 f 1 f 1 f 2 2 2 2 2

Transformador Monofásico

Fig. 18: Transformadador monofásico

tipo núcleo envolvente (shell type)

Com Bobinas Concêntricas

A bobina interna é comprimida contra a coluna

central do núcleo e a bobina externa é expandida.

O cálculo destes esforços e como evitar que os mesmos venham a deformar mecanicamente as bobinas, constitui um capítulo importante do

projeto de transformadores.

a bobina primária está colocada em baixo da

bobina secundária, mas pode-se ter também o caso inverso em que a bobina primária envolve

a bobina secundária.

Normalmente a bobina com tensão mais baixa é

a bobina interna, pois facilita o isolamento tornando o projeto mais econômico

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Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

O Núcleo Envolvente do Transformador

as bobinas são envolvidas pelo núcleo - Shell Type

f/2 f/2 f f disp + + + + +
f/2
f/2
f
f disp
+
+
+
+
+

Transformador Monofásico com Bobinas Intercaladas

As bobinas do primário e do secundário alternam-se.

Estas bobinas individuais têm pequena altura em forma de disco ou panqueca.

Quanto maior for o número de discos intercalados (primário – secundário) maior será o acoplamento entre os enrolamentos e, conseqüentemente, menores os fluxos de dispersão e as reatâncias de dispersão.

A disposição de bobinas intercaladas, tem sido praticamente abandonada devido aos poucos casos em que poderia apresentar algumas vantagens em relação à montagem concêntrica

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Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

O Núcleo Envolvente do Transformador

as bobinas são envolvidas pelo núcleo - Shell Type

f dA f dB f dC f f B f C A
f
dA
f dB
f dC
f
f B
f
C
A

Transformador Trifásico 5 colunas com Bobinas Concêntricas

As colunas laterais e as culatras têm a metade da secção das colunas centrais. Neste caso o retorno dos

fluxos de cada fase é independente.

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Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

O Núcleo Envolvido do Transformador

As bobinas que envolvem o núcleo - Core Type

1/ 2 (f 1 + f 2 ) 1/ 2 (f 1 + f 2
1/ 2 (f 1 + f 2 )
1/ 2 (f 1 + f 2 )
f
×
×
×
×
P
S
S
P
P
P
S
S
N 2
N 2
2
N 1
N 1
2
2
2

Transformador Monofásico Com Bobinas Concêntricas

Em cada coluna está montada uma metade do primário e uma metade do secundário.

Tanto o primário como o secundário é formado por duas bobinas, cada uma com a metade do número de espiras correspondente.

As duas metades do primário, assim como as duas metades do secundário são ligadas em série obedecendo às polaridades das mesmas.

Nada impede, que neste tipo de núcleo, possam ser também montadas bobinas intercaladas em forma de discos ou

“sandwich”.

A secção do núcleo é igual em todo o seu comprimento, pois é

atravessada pelo mesmo fluxo mútuo “f”.

Os fluxos de dispersão circulam pelas colunas e pelo espaço não magnético (ar ou óleo) entre as bobinas

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Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

O Núcleo Envolvido do Transformador

As bobinas que envolvem o núcleo - Core Type

f dB

f dA f dC f A f B f C
f dA
f dC
f A
f
B
f C

Transformador Trifásico

Com Bobinas Concêntricas

Em cada coluna são montadas as bobinas do primário e secundário de uma fase do transformador.

Tanto as bobinas do primário como as do secundário das três fases podem estar ligadas em “estrela” ou em “triângulo”.

As tensões de fase das três bobinas primárias estão defasadas de 120 º e geram fluxos mútuos também defasados de 120º.

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Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

O Núcleo Envolvido do Transformador

As bobinas que envolvem o núcleo - Core Type

f dB

f dA f dC f A f B f C
f dA
f dC
f A
f
B
f
C

Transformador Trifásico

Com Bobinas Concêntricas

A soma vetorial destes 3 fluxos é nula, do que se conclui não existir necessidade de caminho magnético de retorno para a soma.

Ou seja, os valores instantâneos dos fluxos

das 3 fases se compensam sem necessidade de uma outra coluna de retorno dos fluxos.

O fluxo máximo que passa pelas colunas e culatras é o fluxo mútuo de uma fase. Assim, colunas e culatras têm a mesma secção.

Os fluxos dispersos por fase circulam pela coluna e pelo espaço não magnético (ar ou óleo) entre bobinas.

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Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

O Núcleo Envolvente do Transformador

as bobinas são envolvidas pelo núcleo - Shell Type

 as bobinas são envolvidas pelo núcleo - Shell Type Fig.23: Montagem simétrica das colunas Montagem

Fig.23: Montagem simétrica das colunas

Montagem Simétrica das

colunas

Para que o circuito magnético de um transformador trifásico fosse equilibrado para as três fases seria necessário realizar uma montagem em triângulo

Para o caso de um transformador com 5 colunas, as colunas laterais corresponderiam à coluna central da figura.

Esta, naturalmente é uma disposição onerosa com insignificantes benefícios em relação à disposição linear usual em transformadores trifásicos.

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Transformador de Potência

Perdas Elétricas

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Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Perdas no núcleo e perdas de excitação;

Dois tipos de perdas em transformadores:

perdas nos enrolamentos (perdas no cobre):

perdas ôhmicas;

perdas parasitas.

perdas no núcleo magnético (perdas no ferro):

perdas por histerese;

perdas parasitas.

As maiores perdas são as perdas joule nos enrolamentos, em segundo lugar são as perdas no núcleo e, por fim, são as perdas por fluxo disperso

As perdas no núcleo magnético são praticamente constantes. Basta que o transformador esteja ligado para que elas ocorram

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Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Perdas ôhmicas nos enrolamentos

Nos enrolamentos de BT e AT ocorrem perdas ôhmicas (também chamadas de perdas por Efeito Joule ou perdas I 2 R) devido à resistência dos condutores ao fluxo da corrente de carga que resulta no seu aquecimento.

Normalmente, o enrolamento de BT é colocado junto ao núcleo por motivo de economia e facilidade de isolamento.

Sobre o enrolamento de BT é colocado o enrolamento de AT de modo concêntrico.

O enrolamento de BT é menos refrigerado pelo óleo, mas em compensação necessita de uma camada menor de isolamento.

Por sua vez o enrolamento de AT é mais refrigerado pelo óleo, mas em contrapartida precisa de uma camada maior de isolamento.

O resultado é que, naturalmente ou por critério de projeto, os aumentos de temperatura nos enrolamentos de BT e AT são praticamente iguais, o que possibilita que ambos enrolamentos possam ser utilizados ao máximo quando necessário.

Assim, como as perdas ôhmicas nos dois enrolamentos devem ser praticamente iguais, então

I 1 2 R 1 = I 2 2 R 2 ou R 1 /R 2 = I 2 2 /I 1 2 = a 2

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Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Perdas parasitas nos enrolamentos

As perdas parasitas nos enrolamentos (ou perdas por correntes de Foucault) são produzidas pelo fluxo disperso que induz

a circulação de correntes parasitas i em circuitos fechados.

de correntes parasitas i em circuitos fechados.  Como resultado da composição das correntes parasitas

Como resultado da composição das correntes parasitas com a corrente de carga I, ocorre uma distribuição não uniforme da corrente total na seção do

condutor, e, portanto, tudo ocorre como se

a resistência ôhmica do condutor tivesse aumentado.

As perdas parasitas devem ser menores que 20% das perdas ôhmicas.

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Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Perdas parasitas nos enrolamentos

Entre os enrolamentos concêntricos de BT e AT o fluxo disperso se distribui, praticamente, de modo uniforme, no entanto, à medida que se afasta deste canal, as linhas de fluxo se curvam procurando sempre o caminho de menor relutância ou maior permeância magnética.

Nas extremidades (cabeceiras) superior e inferior dos enrolamentos existe o que se denomina de “franjeamento” do fluxo de dispersão, resultando em maiores perdas parasitas e o conseqüente maior aquecimento destas partes.

Estas extremidades mais aquecidas dos enrolamentos normalmente são chamadas de pontos quentes (hot spots), sendo a extremidade superior mais quente que a inferior devido ao movimento ascendente do óleo por convecção natural

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Transformadores de Potência

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Perdas por histerese no núcleo magnético

Perdas nas lâminas de material ferromagnético do núcleo ocasionadas pela resistência das moléculas que estão sendo magnetizadas e desmagnetizadas pelo campo magnético alternado.

Quando o campo magnético é aplicado no núcleo cada molécula de ferro torna-se um minúsculo magneto.

Quando o campo alternado retorna a zero, as moléculas retêm algum magnetismo residual, o qual resiste ao realinhamento das moléculas quando o campo magnético retorna a seu valor máximo (em outras palavras, a substância ferromagnética tende a conservar o seu estado de magnetização, isto é, tende a se opor às variações de fluxo).

A resistência das moléculas que estão sendo remagnetizadas causa fricção que resulta em calor. As perdas por histerese representam 50 a 80% das perdas no núcleo

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Transformadores de Potência Forma de Onda da Corrente de Magnetização

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Transformadores de Potência Forma de Onda da Corrente de Magnetização

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Transformadores de Potência

ABNT NBR 5356 1993

Perdas parasitas no núcleo magnético

Semelhantemente às perdas parasitas nos enrolamentos, as perdas por correntes parasitas no núcleo são as perdas devido às correntes induzidas no ferro pelo fluxo magnético alternado , as quais também fluem em circuitos fechados transversalmente ao fluxo magnético.

As correntes parasitas causam perdas I 2 R que produzem aumento de temperatura. O aumento de temperatura pode resultar no aumento da resistência e conseqüentemente das perdas.

As perdas por correntes parasitas contribuem com 20 a 50% do total das perdas no núcleo.

 As perdas por correntes parasitas contribuem com 20 a 50% do total das perdas no
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Novas Tecnologias

Transformadores com Núcleo de Liga Amorfa

Estrutura atômica que permite fácil magnetização e desmagnetização do núcleo Redução em até 80% das perdas no núcleo, comparado com unidades de chapa de aço-silício Perdas nos enrolamentos semelhante a dos transformadores convencionais

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Novas Tecnologias: Transformadores com Núcleo de Liga Amorfa

Processo de Fabricação

Materiais ferromagnéticos amorfos obtidos pelo resfriamento [10 6 ºK/s] ultra-rápido de ligas metálicas impedindo a cristalização do metal.
Borrifa-se continuamente o metal líquido, sob alta pressão, sobre uma superfície metálica de elevada condutividade térmica que se desloca rapidamente sobre um grande cilindro metálico. A largura da tira formada, é padronizada nos valores de 142, 170 e 213 mm.
A espessura fica na faixa de 20 a 50 μm, qual seja da ordem de dez vezes menor que a de aço silício de grãos orientados convencionais

A) Forno de Indução B) Acumulador de metal liquefeito C) Jato de metal derretido sobre
A)
Forno de Indução
B) Acumulador de metal liquefeito
C) Jato de metal derretido sobre um cilindro metálico
rotativo
D) Definição das medidas
E) Estocagem da tira amorfa produzida

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Novas Tecnologias: Transformadores com Núcleo de Liga Amorfa

Materiais

Os metais amorfos são muito duros e quebradiços. São estáveis, química e termicamente;

Fórmula Genérica formada pela composição de um ou mais dos metais : M a Y b Z c

M – Ferro, Níquel, Cobalto e Cromo;

60% a 90 %

Y – Boro, Carbono e Fósforo;

10% a 30%

Z – Alumínio, Antimônio, Silício e Germânio

0,1% a 15 %

Totalizando: 100%

Ligas Amorfas mais difundidas:

1976

1978

1980

Fe

Fe

80 B 20 81,5 B 13 Si 2 C 2

Fe 78 B 13 Si 9

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Novas Tecnologias: Transformadores com Núcleo de Liga Amorfa

Fabricante único: AlliedSignal Honeywell

Nome Comercial: METGLAS ® Magnetic Alloy (Iron-bases)

METGLAS Magnetic Alloy 2605CO

Alta indução de saturação (1,80 T). Recomendado para sensores de campo, aplicações em blindagens e núcleos de alta freqüência

METGLAS Magnetic Alloy 2605S3A

Alta permeabilidade magnética. Indicado para transformadores de corrente, dispositivos de proteção de falta a terra e núcleos de alta freqüência

METGLAS Magnetic Alloy 2605SC

Laço de Histerese quadrado e alto indução de saturação. Indicado para transformadores de pulso, de potência, transdutores de corrente e dispositivos que requeiram materiais com laço de histerese quadrado de alta saturação

METGLAS Magnetic Alloy 2605SA1

Perdas extremamente baixas. Recomendado para transformadores de distribuição e de potência, motores, indutores de alta freqüência, transformadores de corrente e dispositivos que requeiram alta permeabilidade e baixa perda em baixa freqüência.

METGLAS Magnetic Alloy 2605M

Baseada em Cobalto , apresenta magnetostriçao próxima de zero. Recomendado para sensores magnéticos, blindagens e núcleos de alta freqüência;

METGLAS Magnetic Alloy 2605A

Baseada em Cobalto, apresenta ultra-alta permeabilidade. Recomendado para fontes de potência chaveadas, transformadores de alta freqüência, transformadores de corrente ultra- sensíveis, sensores e blindagens;

METGLAS Magnetic Alloy 2605MB

Baseada em Ferro e Níquel, apresenta indução de saturação média. Recomendado para sensores de campo, blindagens e núcleos de alta freqüência.

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Curso de Engenharia Elétrica 72/86 Novas Tecnologias: Transformadores com Núcleo de Liga Amorfa Curva de Magnetização

Novas Tecnologias:

Curso de Engenharia Elétrica 72/86 Novas Tecnologias: Transformadores com Núcleo de Liga Amorfa Curva de Magnetização

Transformadores com Núcleo de Liga Amorfa

Curva de Magnetização

Densidade de Fluxo Magnético (B) Intensidade do Campo Magnético (H)
Densidade de
Fluxo
Magnético
(B)
Intensidade do Campo
Magnético (H)

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Novas Tecnologias:

Transformadores com Núcleo de Liga Amorfa

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Novas Tecnologias:

Transformadores com Núcleo de Liga Amorfa

Montagem Trifásica dos Enrolamentos Ñúcleo de 5 Colunas de um Trafo Trifásico
Montagem Trifásica dos
Enrolamentos
Ñúcleo de 5 Colunas de um
Trafo Trifásico

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Novas Tecnologias:

Transformadores com Núcleo de Liga Amorfa

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Transformadores de Potência: Aspectos Econômicos

Perdas em Transformadores

As perdas de um transformador são calculadas e garantidas pelo fabricante para a potência nominal.

Um transformador pode ser projetado com perdas maiores ou menores com um custo, respectivamente, menor ou maior.

O transformador de menor custo econômico é aquele cujo custo de compra mais o custo das perdas é menor.

As perdas do transformador energizado participa ativamente na fatura mensal de energia.

O transformador operar sempre com 100% de carga, é relativamente fácil calcular o custo das perdas por mês pois basta multiplicar as perdas totais pela tarifa de demanda e somar com o consumo de energia mensal multiplicado pela tarifa de energia.

Normalmente os transformadores operam com cargas variáveis durante os vários períodos de trabalho. As perdas se dividem em constantes e variáveis com a carga.

As perdas de excitação são praticamente constantes e compostas pelas perdas no núcleo (perdas por correntes de Foucaud e perdas por histerese) e pelas perdas ôhmicas devidas à corrente de excitação nos enrolamentos.

As perdas variáveis são formadas pelas perdas joule nos condutores e pelas perdas adicionais, ambas proporcionais ao quadrado da corrente de carga.

nos condutores e pelas perdas adicionais, ambas proporcionais ao quadrado da corrente de carga. wagnerkaehler@gmail.com

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Curso de Engenharia Elétrica 78/86 Transformadores de Potência: Aspectos Econômicos  CUSTO DA DEMANDA 

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Curso de Engenharia Elétrica 78/86 Transformadores de Potência: Aspectos Econômicos  CUSTO DA DEMANDA  O

Transformadores de Potência: Aspectos Econômicos

CUSTO DA DEMANDA

O custo da demanda “per unit”, isto é, para cada kW das perdas garantidas, tem duas componentes:

Custo da demanda para as perdas constantes (CDC);

Custo da demanda para as perdas variáveis (CDV).

No Brasil para os clientes horo-sazonais temos no mínimo duas tarifas de demanda:

Tarifa de demanda para o período de ponta (TDp);

Tarifa de demanda para o período fora de ponta (TDfp).

O custo da demanda p.u. para as perdas constantes é, pois, a própria tarifa de demanda, ou seja:

CDC máximo(TD ;TD )

p

fp

Para determinar o custo da demanda p.u para as perdas variáveis, deve-se fazer algumas considerações levando em conta o regime de operação do transformador.

Deve-se considerar que as perdas variáveis p.u. variam com o quadrado do fator de carga do transformador, considerando como fator de carga (FC) a relação entre a potência de operação e a potência nominal.

Faz-se considerar o fator de carga com que o transformador opera quando o sistema está operando no seu valor de ponta , pois o sistema, de um modo geral, é formado pela operação de vários transformadores.

ponta , pois o sistema, de um modo geral, é formado pela operação de vários transformadores.

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Curso de Engenharia Elétrica 79/86

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79/86

Curso de Engenharia Elétrica 79/86

Transformadores de Potência: Aspectos Econômicos CUSTO DA DEMANDA

Assim, define-se o fator de ponta de perdas do transformador,

FPP

 

Carregamento do Trafo quando o Sistema opera na ponta Potência Nominal do Transformador

 

2

que é o fator de carga do transformador, ao quadrado, quando o sistema está operando com o seu pico de demanda.

O fator de carga do transformador neste período pode não ser o máximo fator de carga do transformador nos seus diversos períodos de operação.

O custo da demanda p.u. para as perdas variáveis é o fator de ponta da carga multiplicado pela tarifa de demanda correspondente ao período (ponta ou fora de ponta).

CDV FPP * máximo(TD ;TD )

fp

p

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80/86

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Transformadores de Potência: Aspectos Econômicos

CUSTOS DA ENERGIA

O custo da energia p.u. também tem duas componentes:

O custo da energia para as perdas constantes (CEC);

O custo da energia para as perdas variáveis (CEV).

No Sistema Horo-sazonal existem quatro tarifas de energia:

Para o período Seco:

· Tarifa de energia para a ponta Diária (TES p );

· Tarifa de energia para fora de ponta (TES fp ).

Para o período Úmido:

· Tarifa de energia para a ponta Diária (TEU p );

· Tarifa de energia para fora de ponta (TEU fp ).

O custo da energia p.u. para as perdas constantes é igual à tarifa de energia multiplicada pelo número de horas, durante o mês, em que o transformador está energizado, no período de ponta (h p ) e fora de ponta (h fp ).

Período Seco ou Úmido

CEC TE

p

* h

p

TE

fp

*h

fp

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Transformadores de Potência: Aspectos Econômicos CUSTOS DA ENERGIA

Para as perdas variáveis, deve-se levar em conta o valor do fator de carga ao quadrado para cada período de operação.

O fator médio de perdas do transformador:

 

FC

2

n

t

n

T

 

FMP

n

*

Δt n o tempo em que se mantém constante o fator de carga (FC) n

T é o período total, normalmente de um dia, em que as mesmas condições se repetem.

Este fator pode ser diferente nos períodos de ponta e fora de ponta.

O custo da energia p.u. para as perdas variáveis será:

CEV FMP * TE

p

p

* h

p

FMP

fp

* TE

fp

* h

fp

sendo FMP

p

e FMP

os fatores médios de perdas do

fp

transformador no período de ponta (h p ) e fora de ponta (h fp ), respectivamente.

Curso de Engenharia Elétrica 82/86

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Transformadores de Potência: Aspectos Econômicos Parâmetros Econômicos

IMPOSTO DE RENDA

taxa do imposto de renda incide sobre o lucro da empresa (receita

A

custos – depreciação, etc.).

O custo das perdas do transformador reduz o imposto de renda.

O valor das perdas que será somado ao valor de aquisição deverá estar contemplado com esta redução do imposto de renda.

Multiplicar todos os custos p.u. determinados pelo fator (1-A IR ), sendo “A IR ” a alíquota de Imposto de Renda.

TARIFAS

O valor das tarifas variar durante o período de retorno analisado.

Pode haver taxas diferenciadas de aumento de tarifa para a demanda

e para a energia.

Sendo “d” e “e” as taxas “per unit” de aumento das tarifas de demanda e de energia, cada parcela mensal (ou anual) que é levada ao valor presente deve estar multiplicada pelo fator de aumento da tarifa correspondente ao mês (ou ano) “i” dado.

F d

e

F

i

i

1

1

d

e

i

i

Curso de Engenharia Elétrica 83/86

Curso de Engenharia Elétrica

83/86

Curso de Engenharia Elétrica 83/86

Transformadores de Potência: Aspectos Econômicos

Parâmetros Econômicos

Fluxo de Caixa e Valor Presente Líquido

Sendo “r” a taxa de retorno mensal (ou anual) de investimento, calcula-se o valor presente (VPL i ) do retorno “R i correspondente ao mês (ou ano) “i”, dividindo-se este retorno

por (1+r) i

VPL

i

R

i

(1

r)

i

Para as perdas constantes e variáveis no mês (ou ano) “i”:

RC

RV

i

i

(1

(1

A

IR

A

IR

) * [CDC * (1 ) * [CDV * (1

d)

d)

i

i

CEC * (1 CEV * (1

CEC * (1 CEV * (1

i

e) ]

i

e) ]

Curso de Engenharia Elétrica 84/86

Curso de Engenharia Elétrica

84/86

Curso de Engenharia Elétrica 84/86

Transformadores de Potência: Aspectos Econômicos

Parâmetros Econômicos

o valor presente “per unit” das perdas constantes, considerando todas as contribuições mensais (ou anuais:

VPLC

(1

A

IR

) *

n

1

CDC *

(1

d)

i

(1

r)

i

CEC *

(1

e)

i

(1

r)

i

Se as taxas são constantes durante “n” períodos.

VPLC

(1

A

IR

) *

CDC *

1

(1

d)

n

(1

 

r)

 

(1

r)

 

1

(1

d)

 





 

 

CEC *

1

(1

e)

n

(1

r)

(1

r)

1

(1

d)

 
Curso de Engenharia Elétrica 85/86

Curso de Engenharia Elétrica

85/86

Curso de Engenharia Elétrica 85/86

Transformadores de Potência: Aspectos Econômicos

Parâmetros Econômicos

o valor presente “per unit” das perdas variáveis, considerando todas as contribuições mensais (ou anuais:

VPLV

(1

A

IR

) *

n

1

CDV *

(1

d)

i

(1

r)

i

CEV *

(1

e)

i

(1

r)

i

Se as taxas são constantes durante “n” períodos.

VPLV

(1

A

IR

) *

CDV *

1

(1

d)

n

(1

 

r)

 

(1

r)

 

1

(1

d)

 





 

 

CEV *

1

(1

e)

n

(1

r)

(1

r)

1

(1

d)

 
Curso de Engenharia Elétrica 86/86

Curso de Engenharia Elétrica

86/86

Curso de Engenharia Elétrica 86/86

Transformadores de Potência: Aspectos Econômicos Exemplo:

Um Transformador de 25 MVA deve operar 8.600 horas por ano com três patamares típicos de carga:

8 h/dia – 4.500 kVA

12 h/dia – 12.000 kVA

4 h/dia – 21.500 kVA

Tarifa de Demanda e de Energia Elétrica

TD p =TD fp = 10 R$/kW/mês

TE p =TE fp = 0,08 R$/kWh

Fator de correção tarifária anual: 5%

Alíquota de Imposto de Renda: 30%

Taxa de Desconto anual: 12%

Vida útil do projeto: 15 anos

Calcule os montantes que deverão ser acrescidos à fatura anual decorrente das perdas no transformador

os montantes que deverão ser acrescidos à fatura anual decorrente das perdas no transformador wagnerkaehler@gmail.com

wagnerkaehler@gmail.com