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Desequilíbrio Minissérie de Evana R.

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01.

LOS ANGELES. EXT. NOITE

Stock-shot com vários takes da cidade iluminada e movimentada durante a noite. As imagens vão passando uma a uma como se fossem fotografias.

ALISON

(OFF) Anna, você não se cansa de ver essas fotos?

(OFF)

ANNA

São as coisas mais lindas que eu já

vi na vida.

CORTA PARA

02. ORFANATO. QUARTO DAS MENINAS. INT. NOITE

Anna e Alison, crianças, são as únicas acordadas. Alison está encostada à janela aberta; enquanto Anna continua olhando o livro de fotografias.

ANNA (sem olhar para Alison)

Um dia eu ainda vou morar em Los

Angeles.

ALISON Quando crescer?

ANNA (larga o livro e vai para junto da amiguinha na janela)

Ou antes. Acho que vou ser adotada

por uma família que more lá. E isso

vai ser muito em breve.

ALISON

Eu queria não perder as esperanças,

assim como você. Todo mundo que vem aqui só quer bebê, meninas como eu

e você não têm a menor chance.

ANNA Ainda acredito em milagres. Vai acontecer algo bom pra mim.

ALISON Mas enquanto isso não acontece, é melhor a gente dormir. Vai que chega alguém e briga com a gente.

2.

Anna volta para a cama, fecha o livro e o guarda embaixo do travesseiro. Alison vai direto para sua cama, se deita e se cobre. Anna, sentada na cama, começa a rezar baixinho.

03. CASA DE STEVEN. QUARTO DO CASAL. INT. NOITE

Steven acaba de fazer suas orações e se deita. Catherine entra, usando uma camisola curta e ajeitando os cabelos. Senta ao lado dele, faz um carinho no braço.

CATHERINE Eu estava pensando numa coisa

STEVEN

No quê?

CATHERINE Daqui uns tempos vamos precisar nos mudar para uma casa maior. Para o nosso filho.

STEVEN Mas o bebê nem nasceu ainda!

CATHERINE Mas a gente precisa pensar no futuro. E o tempo passa muito rápido. Já pensou nossos filhos correndo pelo quintal da casa que vamos comprar? As festinhas de aniversário, aquele monte de criança fazendo bagunça? Já pensou? Até parece um sonho

Steven não responde; vira de lado e fecha os olhos.

04. SAN DIEGO. EXT. DIA

Stock shots. O sol começa a nascer na cidade e o movimento vai intensificando aos poucos.

05. CASA DE STEVEN. SALA. INT. DIA

Steven entra, ajeitando o paletó e se dirigindo à porta de saída. Catherine aparece à porta da cozinha.

CATHERINE Steven! Não vai tomar café?

CONTINUANDO:

3.

STEVEN Como alguma coisa quando chegar ao escritório.

CATHERINE Até parece que você não quer falar comigo

STEVEN Você tem algo muito urgente pra falar comigo?

CATHERINE Tenho. Pode ser agora?

Ela olha para o marido, suplicante. Ele já abriu a porta, mas a fecha e volta para a sala. Senta no sofá, e Catherine ao lado dele. Ela segura as mãos do marido com força.

CATHERINE Eu não sei se é a hora mais adequada, mas acho que é melhor que seja logo. É sobre nosso filho.

STEVEN O que há com ele?

CATHERINE (olha para baixo) O perdi.

Eu

Nosso bebê não está mais aqui.

Steven demonstra ter ficado bastante sentido, respira fundo como se estivesse contendo o choro. Abraça Catherine.

STEVEN Quando foi isso?

CATHERINE Essa madrugada. Eu não devia ter feito tantos planos, tudo estava tão no começo!

STEVEN Não foi culpa sua, a gente sonha

mesmo! Eu também tinha meus planos

Mas

para quando o bebê nascesse

ainda podemos ter outro, se você quiser.

CATHERINE Será que eu vou conseguir um dia?

CONTINUANDO:

4.

STEVEN

Claro que vai. Ainda somos jovens

e Se não acontecer, podemos

muito bem adotar uma criança.

Ao ouvir aquela sugestão, Catherine se afasta um pouco. Parece não ter gostado.

06. PRAÇA. EXT. DIA

Crianças de várias idades brincando, correndo, fazendo lanches.

STEVEN

(OFF) Eu nunca tinha pensado nessa possibilidade antes. Adotar me pareceu uma boa ideia, sabe?

07. ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA. CAFÉ. INT. DIA

Steven olha pela janela as crianças brincando. Bebe um pouco de café e depois volta para a mesa, sentando com um amigo.

AMIGO E o que a sua mulher diz disso?

STEVEN

Até agora ela não disse nada. Mas

eu entendo, o choque

poeira baixar, acho que ela considera. Talvez fosse bom escolher uma criança mais velha, não sei.

Quando a

Os amigos continuam tomando café e conversando.

08. SAN DIEGO. EXT. DIA

Mais stock shots da cidade. Vai começando a cair a noite.

09. CASA DE STEVEN. SALA. INT. NOITE

Catherine deitada no sofá, falando ao telefone.

CATHERINE Já contei tudo pra ele. Eu ia demorar um pouco mais, mas já estava cansada de ficar falando de

(MAIS

)

CONTINUANDO:

5.

CATHERINE (

cont.)

coisas de nenê. (T) Aliás, ele já está casado comigo e eu sei que não vai separar nunca!

Steven abre a porta exatamente quando Catherine está dizendo a última frase. Ela não percebe a chegada do marido e continua falando, enquanto ele fica parado ali, só observando.

CATHERINE Quando contei, ele veio com uma conversa de adotar uma criança, mas vou convencê-lo a desistir disso. Se eu não posso ter meus próprios filhos, não vou pegar filho de outra pessoa para criar de jeito nenhum!

Irritado, Steven bate a porta de entrada e cruza a sala correndo. Só então Catherine percebe que ele acabou de chegar e, assustada, larga o fone no sofá.

CATHERINE

Ele ouviu tudo

Ai, meu Deus!

Ela levanta e sai da sala.

10. CASA DE STEVEN. CORREDOR. INT. NOITE

Catherine batendo à porta fechada.

CATHERINE Steven! Querido, porque você trancou a porta?

Ela não recebe resposta e continua batendo.

CATHERINE Meu amor, o que você ouviu

ouviu alguma coisa que eu tava falando por telefone? Porque olha, se você ouviu alguma coisa, não entende errado. Não é nada do que você pode estar pensando, viu? (T) Por favor, fala alguma coisa!

Você

Catherine ainda batendo, mas Steven não responde e também não abre a porta.

6.

11. CASA DE STEVEN. QUARTO DO CASAL. INT. NOITE

Steven encostado à janela aberta, respira fundo. Seu rosto demonstra uma raiva contida.

STEVEN Tudo mentira.

Nele,

12. ORFANATO. PÁTIO. EXT. NOITE

Anna encolhida em um banquinho, chorando de soluçar. Uma freira se aproxima e senta ao lado dela.

FREIRA

O que há, minha querida?

ANNA (sem erguer a cabeça)

É tudo mentira! Eu nunca vou ter uma família! Nunca!

FREIRA

Meu anjo, só porque uma família não

a quis não quer dizer que você nunca terá alguém.

ANNA Mas quando isso vai acontecer? Quando eu já estiver velha?

FREIRA Não pode deixar de ter fé.

A garotinha olha para a freira. Seu rosto está lavado de lágrimas.

ANNA Eu não tenho mais fé.

Na freira, também triste,

13. SAN DIEGO. EXT. NOITE

Stock shots. Alta madrugada, e vai amanhecendo.

7.

14. CASA DE STEVEN. SALA. INT. DIA

Catherine deitada no sofá, com o telefone na mão. Ela está acordada, porém inerte. Olha o aparelho em suas mãos com tristeza.

Ouvem-se passos. Ela levanta, sobressaltada; e Steven passa sem nem olhar para ela.

CATHERINE Steven! (T) Steven, precisamos conversar

Ele nem dá ouvidos. Irritada, ela levanta de uma vez do sofá e agarra o braço do marido com força. Steven finalmente olha para ela, muito sério.

CATHERINE Por que você se trancou no quarto? Tive que passar a noite toda aqui nesse sofá desconfortável

STEVEN Não se preocupe, você não vai mais precisar dormir na sala.

Ela sorri. Mas ele continua sério, frio.

STEVEN A partir de hoje, o quarto é todo seu. Só seu.

CATHERINE Acho que não entendi muito bem o que você quis dizer com isso.

STEVEN Sendo bem claro, eu vou sair dessa casa. Acabou.

CATHERINE (nervosa) Como é? Mas

STEVEN Acho melhor que você não pergunte o motivo.

Steven se solta dela e sai, batendo porta. Catherine fica parada como uma estátua; as lágrimas rolando por seu rosto.

8.

15. RUA. EXT. DIA

Steven acaba de fechar o portão. Pára um pouco, olha para a mão esquerda. Seu olhar é cheio de mágoa. Tira a aliança do bolso e a joga em um arbusto, indo embora logo depois. Instantes depois, uma garotinha de cabelos escuros se aproxima com um patinete e pára na esquina. A menina apanha a joia e a coloca em seu dedo polegar.

16. CASA DE ALINA. SALA. INT. DIA

Laurie, a menina da cena anterior, está sentada no chão, distraída com a aliança, que agora está no pescoço de uma Barbie. Alina, a mãe, se aproxima.

ALINA Laurie, que é isso no pescoço da sua boneca?

LAURIE Um anel que eu achei na rua.

ALINA Isso está com cara de ser de Melhor deixar onde

ouro encontrou, pode ter sido roubado!

LAURIE Eu achei lá na porta da

Ai, mãe

casa do Steven e da Catherine, no meio daquele matinho.

Sem dizer nada, Alina pega a boneca da filha, arranca sua cabeça, tira o anel e ajeita a Barbie, devolvendo-a para Laurie. Fica olhando o anel longamente.

ALINA Um deles deve ter perdido.

Alina sai.

17. SAN DIEGO. EXT. DIA

Takes da cidade durante o dia e fim de tarde. O anoitecer chega lentamente.

9.

18. RUA. EXT. NOITE

Steven chega do trabalho, a pé. Encontra Alina sentada na calçada do prédio. Ela se levanta ao ver o vizinho chegar.

STEVEN Boa noite, Alina!

ALINA Boa noite, Steven.

STEVEN Como vão as coisas? E Laurita?

ALINA

Laurie está bem, agora deve estar

vendo televisão com o pai queria falar com você.

Mas eu

 

STEVEN

Sobre?

 

ALINA

Catherine.

Steven suspira com uma indisfarçável irritação.

STEVEN O que ela te falou?

ALINA Nada. Mas ela tentou se matar.

Na expressão de espanto de Steven,

[FIM DO CAPÍTULO 1]