Вы находитесь на странице: 1из 62

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

CENTRO TECNOLÓGICO
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO
TECNOLOGIA DA EDIFICAÇÃO
PROFESSOR ANDERSON CLARO

PATOLOGIAS
DAS
EDIFICAÇÕES
ACADÊMICAS: BRUNA MAIDEL

FRANCIELLE ALMEIDA

JULIA LIDANI

SANDRA REGINA FLACH

Florianópolis, junho de 2009.


Visite também o

Introdução

Definindo Patologia: É todas as manifestações cuja ocorrência no ciclo de vida


da edificação, venha prejudicar o desempenho esperado do edifício e suas
partes (subsistemas, elementos e componentes). Assim a patologia pode
ocorrer na estrutura, na vedação, nos componentes de abastecimento (dutos
elétricos, hidráulicos).

Então a patologia estuda: Manifestação, mecanismo de ocorrência, causa,


natureza, origens e conseqüências.

Assim se busca peças que tenha durabilidade (aumentando o custo-benefício


do produto usado): produto com vida útil a cima do esperado, mas com a
manutenção recomendada pelo fabricante. Assim para se ter durabilidade
alguns fatores são relevantes:

• à durabilidade dos materiais e componentes utilizados;

• às condições de exposição a que está submetido (ao entorno);

• às condições de uso;

• às ações de manutenção realizadas.

A utilização da estrutura estará naturalmente sujeita ao “desgaste”, devido à


ação de cargas e sobrecargas, estáticas, dinâmicas, vibrações, impactos,
assim como a recalques diferenciados em pontos da fundação com o decorrer
dos anos e erosão e cavitação por ação de agentes sólidos e líquidos em
reservatórios, canais, tanques.

A utilização da estrutura estará naturalmente sujeita ao “desgaste”, devido à


ação de cargas e sobrecargas, estáticas, dinâmicas, vibrações, impactos,
assim como a recalques diferenciados em pontos da fundação com o decorrer
dos anos e erosão e cavitação por ação de agentes sólidos e líquidos em
reservatórios, canais, tanques.
Causas de Patologia

• Mau projeto;

• Erro de execução;

• Uso inadequado (usado para fins diferentes dos calculados em


projeto);

• Falta de manutenção.

Agentes causadores

• Mecânicos: Abalos sísmicos, alterações no terreno, sobrecarga


na estrutura.

• Químicos: Ação do sal do mar, poluição do ar, água na estrutura,


variação de temperatura, umidade relativa do ar,radiação solar
incidente, chuva.

• Biológicos:Fungos, bactérias, fungos.

• Físicos (do material): escolha errada, incorreto dimensionamento.

Como detectar problemas patológicos

Etapa de levantamento de subsídios

• Vistoria do local;

• Determinação da existência e da gravidade do problema


patológico;

• Caracterização do “objeto” sujeito à manifestação patológica;

• Definição e comparação com o desempenho esperado;

• Definição de medidas de segurança;


Investigação com pessoas envolvidas (processo produção, vizinhos, usuários);

• Exames complementares;

• Ensaios laboratoriais;

• Ensaios no local (destrutivos ou não).

Pesquisa

• Bibliográfica, tecnológica ou científica.

• Geração de hipóteses efetivas que visam esclarecer as origens,


causas e mecanismos de ocorrência que estejam promovendo
uma queda, de desempenho de um dado elemento, componente
ou subsistema;

• Necessidade ou não de intervir no problema patológico;

• Alternativas de intervenção e definição da terapia a ser indicada.


Através do prognóstico levantam-se as alternativas de
intervenção, que são escolhidas;

• Grau de incerteza sobre os efeitos.

*As patologias geralmente apresentam manifestações externas


características.*

PATOLOGIAS NO CONCRETO
Mau projeto

Os causadores de patologia em um mau projeto são normalmente o uso


inadequado
Dos materiais para o lugar ou para a função, como por exemplo a
utilização de madeira em um terreno de grande umidade, causando o
apodrecimento do material.

Existe ainda o uso do material em lugar inadequado, ou seja sem o


raciocínio correto das possíveis intempéries que podem levar o material a se
deteriorar antes de seu prazo natural, exemplo: uma parede de tijolos
diretamente exposta ao sol durante um grande período do ano sem tecnologia
para suportar essa característica.

Não se deve esquecer ainda dos erros de desenho, que acabam por
confundir os executores, muitas vezes pela falta de informações, ou ate mesmo
por especificações erradas em plantas, como exemplo disso esta a
impermeabilização incorreta de lajes de cobertura que resultam em absorção
de água pela estrutura.

Execução
Má impermeabilização: ocorre mais tarde a infiltração de água da chuva
ou outros elementos que acabam por reduzir a resistência do concreto. Se
forem tomadas algumas providencias no inicio do processo de degradação
ainda é possível inverter a situação, o que se deve fazer é secar o concreto
afetado e passar mais uma camada de impermeabilizante.

Concreto permeável (muita areia)- Pouca pega (liga): Se o concreto não


estiver em sua composição correta, o concreto pode, por exemplo, esfarelar no
uso de muita areia. Nestes casos a medida a se tomar é trocar todo o concreto
já que não existe medida de inversão na composição do concreto, essa medida
de segurança é de extrema importância já que o concreto de baixa pega se
esfarela e em pouco tempo não tem mais resistência e rompe. Podendo causar
risco a vida dos usuários.

Pouco cobrimento de armaduras: essa patologia pode acontecer


devido a vários problemas do concreto, porem se ocorrer descascamento ate a
armadura a possibilidade do ferro enferrujar ou receber alguma outra patologia
é muito grande. Alem disso a redução da área de atuação do concreto pode
prejudicar a resistência dos sistemas sustentados. A ação correta a ser
adotada é repor com alguma argamassa a parte corroída do concreto, porem
sabe-se que dificilmente esta reposição atendera ao requisito de sustentação
da parte retira.

Recalque das fundações: em alguns casos a fundação pode ter sido


feita em um terreno de pouca resistência, de areia ou argila por exemplo,
causando danos em toda a estrutura do prédio, já que um rebaixamento na
sustentação do prédio causa uma serie de danos, como rachaduras nas juntas
de vigas e pilares e também trincas de vedações. Existem alguns possíveis
métodos de solucionar esse problema inferior mas eles demandam uma grande
quantidade de trabalho em manutenção e também custo, como é o caso da
injeção de água congelada para fixar os pilares, contudo a inversão nas
estruturas já prejudicadas é inviável, o que se pode nesse caso fazer é tentar
esconder as rachaduras superficiais com revestimentos em argamassa ou
outros materiais.

Flechas excessivas das peças estruturais: quando existem fissuras


visíveis em pecas estruturais, como vigas e pilares, causados por vibrações no
terreno, na estrutura ou ainda outros fatores de excussão ou dimensionamento
de estruturas, nesse caso dependendo das causas e da dimensão da fissura
(flecha), o edifício não corre riscos, contudo ainda assim merecem atenção e
controle permanente por parte da manutenção.

Rigidez Inadequada: Ocorre em situações onde o material


utilizado não consegue chegar a parâmetros mínimos de desempenho a rigidez
das estruturas, como é o caso do edifício Palace 2 que utilizou Areia
salinificada, ocorrendo uma expansão da mesma na presença de água, com
isso deixando o concreto com pouca resistência a compressão e suscetível a
rompimentos. Aqui, a inversão do processo também é dificultosa, visto que não
se pode modificar a composição química dos agentes estruturais do edifício, a
não ser pela sua completa substituição.
Edifício Palace 2, construído pela empresa do deputado Sérgio Naya, que desabou em 1998
por ter sido construído com areia de praia.

Uso de material inadequado

Esse erro pode acontecer tanto na fase de projetação ou ainda de


execução, como o material adequado a função não foi utilizado a estrutura não
consegue ser eficaz, sendo necessário a sua substituição para a correção da
patologia.

Manutenção
O que se pode colocar aqui é que todos os materiais tem um período de
utilidade, assim, se deixar-se de fazer a correta manutenção e utilização dos
mesmos, e ainda não se utilizar as corretas cargas dimensionadas na estrutura
os erros de utilização e manutenção, podem sobrecarregar as estruturas,
diminuir a sua resistência, e certamente deixarão o edifício com um aspecto de
velho e mal cuidado, visto que as patologias normalmente são visíveis ou
deixam alguns sinais de seu aparecimento. Porem, o descaso com a
manutenção do ambiente construído é um fator constante em nossas cidades,
assim deixando-as com uma aparência indesejada aos olhos humanos.
Infiltração: o edifício tem material de baixa resistência e então que o
revestimento (inadequação da argamassa de revestimento) com a presença de
água aumente o volume e provoque tensões inadequadas que fazem-na cair.
(ARGAMASSA)
Corrosão de armadura: Fenômeno de natureza eletroquímica, que acelera na
presença de agentes internos ou externos do concreto. (ex: Íons de Cloreto- do
mar, afetam a película protetora da armadura-- diminui a alcalinidade do
concreto, afetam na carbonatação do concreto, esse que depende de como o
concreto foi lançado, adensado e curado, bem como a condição do ambiente e
sua umidade), se o grau de corrosão das armaduras e superior a 13% existe
perda da ductibilidade do material
FAU- USP, imagens internas do Edifício e da imensa cobertura onde as infiltrações pingam,
formando estalactites no teto, e manchas horrorosas no piso. Essas infiltrações são causadas
pela má conservação do prédio, assim os materiais tiveram seu desempenho durante seu
período de uso, e após, necessitavam de uma manutenção que possivelmente impedisse a
infiltração de água na estrutura. Contudo, com a sua não execução o problema se agravou e
agora possivelmente a ação mais adequada seja substituir os materiais afetados, já que
reverter tal situação torna-se impossível.
Principais elementos da construção onde cada patologia ocorre:

Infiltração: Impermeabilização de lajes teto de garagem e de reservatório de água;


Paredes que não conseguem resistir a deformação das estruturas;
Fissuras longitudinais em pilares( pela corrosão da armadura);
Maneiras de determinar quando o concreto não esta adequado na sua fase de
preparação(Mole):

• Agregados separados dos segregados, e da massa do concreto;

• Em uma linha horizontal o concreto na fica parelho naturalmente;

• Borbulhamento de água e acumulo de água próximo a superfície das


estacas (exsudação).

Fase de Endurecimento:

• No topo se tem agregado de baixa resistência, com pouco agregado


grosso (segregação);

• Na superfície do corpo de teste se observa grande numero de poros;

• Caminhos laterais (provavelmente p a subida de água no concreto mole)


(efeito parede- o agregado grosso não fica nas superfícies- formando
nas laterais que cobrem a ferragem uma argamassa de baixa resistência
e porosa).

Excesso de fator agregante:

A causa vital do problema é o excesso de água no traço do concreto,


sendo viável apenas p fins de manuseio, mas não para a curva granulométrica,
agregação e densidade do concreto.

Má qualidade do concreto:

Por que os fabricantes deixam? Pois a norma tolera o concreto de baixa


qualidade então a tecnologia colocada sobre o concreto não tem tão grande
valor de melhoramento. Com isso o Brasil tem uma grande defasagem na
tecnologia do concreto em relação à Europa.

Fase de uso:

A baixa aderência do concreto (descasque) se da principalmente em


áreas de grande abrasão, causadas pelo trafico intenso de veículos, Como
garagens, em se nota a consumição do concreto, isso se da devido ao uso de
proporções incorretas dos elementos no traço do concreto,

As principais causas são exsudação no concreto, onde parte da água


utilizada na mistura migra para a superfície- implicando nesta região elevado
fator água/cimento e, conseqüentemente, menor resistência à abrasão, baixo
teor de cimento, areia contaminada com matéria orgânica que inibe a
hidratação do cimento, excesso de água de amassamento, falta de cura,
aplicação do concreto vencido, excesso de desempeno (falta de prumagem),
aplicação do concreto sobre base absorvente ou ressecada, água de
amassamento contaminada inibindo as reações do cimento e excesso de
vibração.

E para se evitar que o problema continue a causar transtornos basta que


se sigam as instruções de correto uso, como preparação da superfície, que
deve estar limpa e regularizada, não pode estar muito quente, de preferência
levemente umedecida e deve ser uma base sólida e firme; correta preparação
do concreto, sem uso de cimento de baixa aderência ou agregados com alto
teor de dejetos orgânicos (hidratam o concreto em excesso).

Foram colhidas uma serie de pesquisas que demonstram quais são as


principais causas de Patologias na Construção Civil, contudo, elas variam
significativamente de acordo com o local em analise. Desta maneira a pesquisa
feita na França detecta como principal causador de Patologias o mau Projeto,
que resulta em malefícios ao edifício quando ele já tem algum tempo de uso( a
partir de quatro anos), já em João Pessoa- PA, a principal causa acontece na
fase de execução do projeto, que muitas vezes não recebe o tratamento
adequado a cada situação ou que ainda não se respeita o tempo necessário
para a secagem, ou cura, dos materiais. Ainda se encontra uma pesquisa de
caráter mais genérico que faz uma media de todas as ocorrências mais
freqüentes no Brasil, chegando a resultados próximos dos encontrados nos
edifícios de João Pessoa. Contudo, esses dados são apenas estatísticos,
assim não podendo ser levados com certezas absolutas, já que os edifícios
analisados podem ser apenas de uma determinada classe social, ou ainda
levar em consideração padrões diferentes entre si.
Manifestações patológicas

(empreendimentos acima US$200.000,00)

França (1992-1995)

1) Principais responsáveis

• Construtoras: 50% direta e 35% indiretamente (as construtoras fazem


projeto)

• Projetistas: 46%

• Empreendedor: 18%

• Fabricantes de materiais: 13%

2) Época em que ocorrem

• 5% durante a obra

• 22% no primeiro ano

• 59% até o quarto ano

3) Principais manifestações

• 22% no revestimento exterior

• (46% na cerâmica)

• 18% na estrutura (43% em lajes sobre aterro)

• 15% nas fachadas (dos quais 22% em isolantes e outros 22% em


fachadas cortinas)

4) Origem da disfunção que levou ao aparecimento da patologia

• Projeto: 55%

• Execução: 31%

• Materiais: 11%
Análise feita em edifícios com patologias aparentes em edifícios de João
Pessoa- PA.
Principais Patologias do Concreto

Corrosão do concreto

Pode-se definir corrosão como a interação destrutiva de um material


com o ambiente, seja por reação química, ou eletroquímica. Basicamente, são
dois os processos principais de corrosão que podem sofrer as armaduras de
aço para concreto armado: a oxidação e a corrosão propriamente dita.

Por oxidação entende-se o ataque provocado por uma reação gás-metal,


com formação de uma película de óxido. Este tipo de corrosão é extremamente
lento à temperatura ambiente e não provoca deterioração substancial das
superfícies metálicas, salvo se existirem gases extremamente agressivos na
atmosfera.

Por corrosão entende-se o ataque eletroquímico que ocorre em meio


aquoso. A corrosão acontece quando é formada uma película de eletrólito
sobre a superfície dos fios ou barras de aço. Esta película é causada pela
presença de umidade no concreto, salvo situações especiais e muito raras, tais
como dentro de estufas ou sob ação de elevadas temperaturas (> 80°C) e em
ambientes de baixa umidade relativa (U.R.< 50%). Este tipo de corrosão é
também responsável pelo ataque que sofrem as armaduras quando ainda
armazenadas no canteiro. É melhor e mais simples preveni-la do que tentar
saná-la depois de iniciado o processo.

Uma das grandes vantagens do concreto armado é que ele pode, por
natureza e desde que bem executado, proteger a armadura da corrosão. Essa
proteção baseia-se no impedimento da formação de células eletroquímicas,
através de proteção física e proteção química.

Assim, apenas se o concreto for de má qualidade e ma


impermeabilização é que o processo de corrosão cria condições de aumento
da taxa de ataque. O fenômeno é relacionado ao fato dos produtos da corrosão
do ferro e do aço terem um volume específico maior do que o próprio aço. O
aumento do volume dos produtos da corrosão causa tensões que podem
resultar na fissura do concreto.

As fissuras do concreto facilitam o acesso do meio corrosivo a aceleram


o processo.
Quando as fissuras atingem a superfície externa do concreto, os produtos da
corrosão podem ser removidos. Mais graves são os ataques em concreto
protendido. Neste caso o processo de corrosão pode levar a perda da
resistência e eventualmente colapso.

Causas: A presença de íons de cloro é uma das principais causas da


corrosão do aço no concreto.
Os íons são provenientes de contaminantes externos ou dissolução de sais,
bem como a maresia pode provocar o excesso de sal no ar e
conseqüentemente a sua penetração no concreto.

Outra causa pouco conhecida de íons que levam o concreto a se romper


é a poluição do ar por meio da contaminação de CO2 de grandes cidades,
assim se acumulado em locais fechados por um determinado período de
tempo, o gás presente no escapamento dos carros pode prejudica a vida útil do
concreto.

Medidas Preventivas

As tentativas de proteção são em geral dirigidas para os revestimentos


do aço (galvanização, pintura, etc...). Outras medidas preventivas como a
redução da permeabilidade do concreto, o aumento da profundidade de
cobertura de concreto ou a eliminação dos íons de cloro pelo uso de seladores
são aplicáveis. As medidas preventivas tem algum grau de sucesso, mas não
comparável à proteção catódica. A proteção catódica é um
método de combate a corrosão que consiste na transformação da estrutura
para proteger o catodo de uma célula eletroquímica ou eletrolítica, que é de
dificil execussão.

Corrosão de armaduras – É o fenômeno mais típico de estruturas de


concreto expostas à maresia. Trata-se de um processo eletroquímico no qual
há um ânodo e um cátodo. A água presente no concreto serve de eletrólito.
Assim, qualquer diferença de potencial entre pontos pode gerar uma corrente,
iniciando a corrosão. Geralmente o problema manifesta-se pela diminuição da
seção de armadura e fissuração do concreto, mas, eventualmente, podem
surgir manchas avermelhadas produzidas pelos óxidos de ferro. As causas são
variadas, entre as quais destacam-se insuficiência do cobrimento da armadura
ou má qualidade do concreto e presença de cloretos. A partir das tensões
provocadas pelo aumento da corrosão, outros problemas podem surgir.
Primeiramente fissuras, que ocorrem porque os produtos da corrosão ocupam
espaço maior que o aço original. Depois, outras patologias também podem
afetar a estrutura, como as desagregações.
Flecha no concreto

Existem dois tipos principais de flecha em vigas de concreto, são elas: a


causada por oscilações na estrutura do edifício, na sua fundação; e a causada
pelo excesso de peso na estrutura ou a má qualidade do material utilizado.
Assim, a visibilidade de cada uma dessas fissuras é diferente, porem a medida
de recuperação para isso é o reforço de tal peça estrutural, o que em alguns
casos não é possível, bem refazer o revestimento sobre a rachadura muitas
vezes não esconde a marca de rachadura.

No primeiro caso, o de vibrações, como as de tremores de terra, devem


ser especificadas soluções já no período de projeto das estruturas, já que é
possível prever alguns movimentos de terra em determinadas regiões, porem
se acontecer rebaixamento de parte do terreno por sua baixa resistência, a
dificuldade de prever é maior, porem as normas técnicas determinam que se
calcule fundações com um coeficiente de menor capacidade a compressão do
que o encontrado para o terreno. Com isso se previne grande parte das
possíveis flechas e fissuras em vigas. Contudo, vale lembrar que as estruturas
e também vedações devem, em parte, trabalhar, assim gerando pequenas
fissuras em suas peças. O que determina o grau de risco causado por essa
fissura é o seu tamanho e o seu posicionamento na estrutura. As ocasionadas
na vedação são meras decorrências do movimento das estruturas.
No segundo caso, o de grandes flechas das vigas, devidas à
deformação lenta (fluência) do concreto na zona comprimida pela flexão. No
início da obra, essa deformação exagerada ainda não aconteceu.

Com o passar do tempo, a flecha da viga do piso vai aumentando até


que as portas sobre as vigas soltem do trilho superior e caiam. Para evitar a
“flecha lenta”, usar armadura de compressão (armadura dupla Sugestão):

• Se for usada uma armadura de compressão igual à armadura de tração, fica


eliminada a deformação lenta. Essa deformação lenta ocorreria no concreto da
zona comprimida pela flexão.

• Limitar a tensão no aço, em serviço, para as cargas permanentes.

Fissuras e desagregações – A NBR 6118 determina valores máximos


para fissuração. Em ambientes onde se enquadram os expostos à maresia, a
abertura das fissuras na superfície de estruturas de concreto armado não deve
passar de 0,3 mm. Já em locais com respingos de maré (CAA IV) a abertura
máxima aceitável é de 0,2 mm. Associada à fissuração está a desagregação,
que é a própria separação física de placas de concreto armado não deve
passar de 0,3 mm.
Já em locais com respingos de maré (CAA IV) a abertura máxima
aceitável é de 0,2 mm. Associada à fissuração está a desagregação, que é a
própria separação física de placas de concreto. A conseqüência principal é a
perda da capacidade de resistência aos esforços solicitados.

Fungos e excesso de água

Esses problemas acontecem devido à má impermeabilização da


estrutura, rompimentos de tubulações hidráulicas, ou uso de materiais
inadequados em áreas de grande umidade, pouca ventilação ou falta de sol.
Dessa maneira a umidificação do concreto e mais tarde o aparecimento de
fungos pode vir a ocasionar o rompimento do material, com sua perda de
capacidade resistiva. Se a infiltração for descoberta em sua fase inicial é
possível reverter a situação, por meio da secagem do material e refazendo sua
impermeabilização. Como essa patologia causa incômodos e desconforto aos
usuários, podendo ate chegar a causar doenças ao homem. Assim, ela
normalmente é combatida e solucionada assim que visível.

As características dessa doença tem semelhança com as ocasionadas


pelo mesmo motivo em outros materiais, como madeira e tijolo.

Carbonatação – Com o tempo, a alta alcalinidade nas superfícies


expostas das estruturas de concreto pode ser reduzida, o que ocorre
principalmente pela ação de gases ácidos, como CO2, o SO2 e o H2S,
encontrados na atmosfera. O processo ocorre lentamente, segundo a reação
principal Ca(OH)2 + C02 →CaCO3 + H20. O pH de precipitação do CaCO3 é
cerca de 9,4 (em temperatura ambiente), o que altera as condições de
estabilidade química da película passivadora do aço. É, portanto, um fenômeno
ligado à permeabilidade aos gases e, por isso, demanda cuidado quanto à
composição do concreto.

Expansão – Na fabricação do cimento, o gesso utilizado reage com


parte do aluminato tricálcico formando etringita. Outra parte do aluminato fica
livre para reagir caso, posteriormente, encontre sulfatos, presentes em
agregados e na água do mar, com as quais o concreto vai entrar em contato,
produzindo mais etringita. Como isso ocorre em uma fase em que o concreto já
está endurecido, efeitos patológicos aparecerão na forma de rachaduras,
fissuras e, posterior desintegração do concreto. Observa-se a formação e
cristalização em um poro do concreto de trissulfoaluminato de cálcio (etringita
expansiva).

Anexos

Vale lembrar que todos os materiais usados na construção civil são


possíveis receptores para problemas patológicos, assim vários materiais aqui
não citados podem causar sérios danos a construção se não mantidos com
uma manutenção periódica, dentre eles estão os materiais elétricos,
hidráulicos, dentre outros.

Classes de agressividade na estrutura de concreto

Em vigor desde março deste ano, a última revisão da NBR 6118:2003,


que determina requisitos de projeto de estruturas de concreto, traz como
principal inovação a introdução de classes de agressividade ambiental (CAA).
Ao todo são quatro níveis, que vão de ambientes menos agressivos para locais
com agressividade muito alta, em uma escala de I a IV. São esses graus de
agressividade que irão determinar, por exemplo, qual a classe de concreto a
ser utilizada, a relação água–cimento adotada, o cobrimento nominal, além de
exigências relativas à fissuração. As estruturas expostas à maresia
enquadram-se nas classes III, de forma indireta, ou IV, quando chegam a
receber respingos de maré.

1. Pode-se admitir um microclima com classe de agressividade um nível mais


brando para ambientes internos secos (salas, dormitórios, banheiros, cozinhas
ou áreas de serviço de apartamentos residenciais e conjuntos comerciais ou
ambientes com concreto revestido com argamassa e pintura).

2. Pode-se admitir um nível de agressividade mais branda em: obras em


regiões de clima seco, com umidade relativa do ar menor ou igual a 65%,
partes da estrutura protegidas de chuvas em ambientes predominantemente
secos ou em regiões onde chove raramente.

3. Ambientes quimicamente agressivos, tanques industriais, galvanoplastia,


branqueamento em indústrias de celulose e papel, armazéns de fertilizantes,
indústrias químicas.

PATOLOGIAS DAS CONSTRUÇÕES METÁLICAS


Projetar uma estrutura significa resolver integralmente os seguintes
aspectos: segurança, funcionalidade e durabilidade, todos eles igualmente
prioritários. As falhas ou acidentes estruturais podem ter suas origens em
qualquer uma das atividades inerentes ao processo de construção.
Na construção metálica podem se definir as seguintes etapas: concepção
estrutural (projeto, detalhamento e dimensionamento), fabricação, montagem,
utilização e manutenção.

Pode-se visualizar as falhas como uma conseqüência de ações humanas,


como: a falta de capacitação técnica do pessoal envolvido no processo de
construção, em todas suas etapas, utilização de materiais de baixa qualidade,
de causas naturais ligadas ao envelhecimento dos materiais componentes das
estruturas (por exemplo, corrosão) e de ações externas ambientais.

Nas estruturas metálicas pode-se citar como causas e conseqüências


principais as seguintes:

• Falhas de projeto e de detalhamento, que podem causar danos e


deterioração da estrutura até o comprometimento precoce e alto risco de
colapso da estrutura em serviço.

• Falhas nos processos e detalhes construtivos, podendo originar desde


redução da durabilidade da obra até risco de colapso durante a construção.
• Qualidade ou utilização inadequada dos materiais, originando desde
deterioração precoce até redução na vida útil da estrutura.

• Falhas de manutenção ou ausência de manutenção preventiva, derivando


numa possível degradação acelerada da estrutura, podendo comprometer a
sua segurança.

• Utilização indevida da estrutura, originado danos e redução da vida útil, com


comprometimento da segurança estrutural.

Em cada etapa de uma obra, pode-se verificar a existência de ocorrências


de falhas, porém a etapa de projeto ainda é a maior fonte delas. Em geral, as
falhas no projeto (considerando dentro do projeto: o cálculo, detalhamento, as
plantas executivas e construtivas, e as plantas de montagem) são as principais
responsáveis pelos danos localizados e pela degradação precoce de uma
estrutura.

A falta de um bom detalhamento impede e dificulta a manutenção. Segundo


MESEGUER (1991), a origem das falhas em edificações é distribuída
conforme:

Os dados são valores médios de vários países europeus, e demonstram que é na etapa de
desenvolvimento do projeto onde se geram a maior quantidade de fontes das falhas em
estruturas metálicas.
A estrutura metálica possui uma metodologia construtiva própria e não
ter conhecimento dessa tecnologia implica adotar-se uma solução que pode ser
incompatível com o sistema estrutural. Esse tipo de construção requer
conhecimento das potencialidades e das limitações de todos os sistemas
complementares interligados na obra e, além disso, exige uma grande atenção
no planejamento e na interação de cada uma de suas etapas, desde a
concepção de projeto até a montagem e finalização da obra (Sales, 2001). A
interação do projeto estrutural metálico com os demais projetos é um ponto
extremamente importante, pois a estrutura metálica não se adapta a improvisos
de última hora, o que pode causar uma série de transtornos durante a
construção (Castro, 1999). Nesse sistema construtivo, a compatibilização dos
vários projetos que constituem uma obra civil e a coordenação e o
planejamento interativos das etapas de projeto e execução são fundamentais
para o sucesso final do empreendimento.

A viabilidade das estruturas metálicas no mercado está diretamente


ligada ao sucesso de sua associação com os sistemas de fechamento e à
filosofia adotada nos processos de projeto e de execução dos edifícios. É a
partir do bom casamento dos dois sistemas, fechamentos e estrutura, que pode
se chegar a uma concepção realmente industrializada e eficiente da obra, já
que todas as outras etapas complementares de uma construção devem se
basear e se adaptar a essas etapas.

Os projetos, sua compatibilização, assim como o planejamento dos


processos de concepção e de execução da obra, ganharam importância vital
na nova filosofia construtiva que se delineia no cenário nacional. A visão
sistêmica da construção exige uma abordagem multidisciplinar e integrada de
todos os projetos e etapas constituintes.

Dessa forma, a construção metálica e industrializada pode ser vista


como uma promessa de solução racional e viável para as necessidades da
construção no país, desde que profissionais e mercado se habilitem para a
modernização necessária.
A estrutura metálica, embora seja mais antiga que o concreto, voltou a
ser empregada em maior escala, pela construção civil brasileira, apenas em
meados dos anos 80. Destarte, os investimentos em estruturas metálicas nos
últimos anos revelam um crescimento de mais de 50% na participação do aço
na construção civil entre 1999 e 2004, conforme dados do Centro Brasileiro de
Construção em Aço.

Entretanto, sua utilização continua a ser problemática por vários fatores,


dentre eles destacam-se a produção nacional em escala insuficiente e custos
não competitivos para panos, lajes, paredes internas, vedações e juntas.

Patologias em estruturas de aço

Dentre as diversas patologias que podem afetar uma estrutura de aço, a


mais comum é a corrosão, que se manifesta nos detalhes construtivos e,
principalmente, nas ligações de solda. A corrosão pode ser evitada com um
esquema de pintura adequada, executada para evitar que as demais fases da
obra possam danificá-la.

Nestas estruturas, os detalhes devem ser minuciosamente estudados


para evitar problemas de acesso, acúmulo de sujeira e umidade. Esquemas de
pintura englobam o preparo da superfície, a aplicação de uma tinta de fundo
para aderência das demais camadas, uma camada intermediária responsável
pelo desempenho do sistema e, se for o caso, uma tinta de acabamento
utilizada para proteção e/ou identificação dos esquemas de pintura. A maioria
das patologias em pinturas pode ser relacionada a deficiências no preparo de
superfície. O estado da superfície determina o método de preparo, que pode
ser manual, mecânico ou por jateamento.

Escovamento e lixamento podem ser executados manualmente, com


escovas rotativas ou agulhadeiras. O processo remove o produto de corrosão e
é muito empregado em áreas menores e de difícil acesso, sendo contra-
indicado para preparo de peças novas, por não formar a rugosidade necessária
para adesão da tinta de fundo.

Tal rugosidade é obtida com jateamento abrasivo. O uso de areia nesse


procedimento foi proibido pelo potencial de provocar silicose, doença bonso-
respiratória. Outros abrasivos, como a granalha de aço, esferas de vidro e
hidróxido de alumínio são muito caros para aplicação em campo, onde se
perde material. A alternativa mais viável para o jateamento parece ser a
chamada escória de cobre, rejeito do processo de fundição do cobre.

As patologias mais comuns em estruturas de aço

• Corrosão localizada: causada por deficiência de drenagem das águas pluviais


e deficiências de detalhes construtivos, permitindo o acúmulo de umidade e de
agentes agressivos.

• Corrosão generalizada: causada pela ausência de proteção contra o processo


de corrosão.

• Deformações excessivas: causadas por sobrecargas ou efeitos térmicos não


previstos no projeto original, ou ainda, deficiências na disposição de
travejamentos.

• Flambagem local ou global: causadas pelo uso de modelos estruturais


incorretos para verificação da estabilidade, ou deficiências no enrijecimento
local de chapas, ou efeitos de imperfeições geométricas não consideradas no
projeto e cálculo.
• Fratura e propagação de fraturas: Falhas estas iniciadas por concentração de
tensões, devido a detalhes de projeto inadequados, defeitos de solda, ou
variações de tensão não previstas no projeto.

Definição de possíveis causas

O sistema de manutenção preventiva, atualmente utilizado, corresponde


basicamente em limpeza por lixamento e escovação manual com posterior
aplicação de tinta alquídica de acabamento na estrutura, na cor definida no
caderno de especificações da empresa.

Outro agravante diz respeito as falhas de projeto e/ou de execução com


pintura sobre capa de laminação, áreas de solda não preparadas devidamente,
ou áreas de difícil acesso, para manutenção preventiva.
Apenas o lixamento e aplicação de material não solucionam as
manifestações patológicas existentes, promovendo, assim, o agravando do
problema e gerando custos que num curto espaço de tempo se tornam
maiores, quando comparado com o custo único de uma intervenção correta.

Os produtos químicos, que vem sendo utilizados no sistema de


tratamento das indústrias, se tornam bastantes nocivos às estruturas metálicas,
necessitando da aplicação de um acabamento de proteção que resista por
maior tempo a esse ambiente agressivo, permitindo, futuramente, apenas
manutenções preventivas em tempos mais longos dos que os executados
atualmente.

A manutenção preventiva em estruturas galvanizadas geralmente não se


executa, a não ser que ocorra a oxidação do aço carbono (oxidação vermelha).
Normalmente, o que se verifica, com grande freqüência, é o surgimento de
oxidação branca, proveniente da corrosão natural dos materiais.

Segundo as normas, esse tipo de corrosão não é critério de reprovação,


pois se a peça possuir camada de zinco, não haverá problemas. No processo
de galvanização existe um processo de passivação, que tem a função de evitar
a corrosão branca por um determinado período de tempo. A deterioração da
galvanização, seja por retrabalhos na peça, soldas e remoção da camada de
zinco e outros, causam a corrosão no aço carbono.

A galvanização em áreas de ambiente agressivo somente é plena com a


aplicação de um acabamento sobre a peça ou na utilização de aço resistente a
corrosão, que garantirá a proteção da galvanização ou, na falta desta, terá
maior vida útil. O acompanhamento da estrutura no aparecimento de
patologias, a correta especificação de preparo de superfície e recuperação
contribuirá para a garantia da qualidade da galvanização da peça ao longo do
tempo.

As falhas de projeto, execução ou de fabricação (como manchas e


escamação nas peças) relacionadas com o processo de zincagem, devido ao
pré-tratamento ineficiente, ou limpeza da peça no processo de decapagem ou
na fluxagem (Cloreto Duplo), poderá influir na vida útil da peça se a camada de
zinco não atingir a espessura correta, conforme especificação da NBR 6323.
Análise das patologias

De forma geral, as patologias das estruturas podem ser divididas em três


categorias, conforme destacado abaixo:

Adquiridas: São patologias estruturais provenientes da ação de


elementos externos, como a poluição atmosférica, umidade, gases ou líquidos
corrosivos e vibrações excessivas provocadas pelo uso indevido da estrutura.
Resultam, em geral, de problemas relacionados com a falta de preparo inicial
da estrutura ou com a falta de manutenção. A corrosão é a mais visível.

Transmitidas: Originárias de vícios ou desconhecimento técnico do


pessoal de fabricação ou montagem da estrutura. São, por esse motivo,
transmitidas de obra para obra. É o caso, por exemplo, de soldadores que não
se preocupam em retirar a pintura dos pontos de solda, ignorando que a
carbonização da tinta prejudica a qualidade do serviço. Estão inclusos,
também, os casos de falta de prumo.

Atávicas: São patologias resultantes de má concepção de projeto, erros


de cálculo, escolhas de perfilados ou chapas de espessuras inadequadas ou,
ainda, do uso de tipos de aço com resistência diferente das consideradas no
projeto. Não são fáceis de reparar, costumam exigir reforços, adições,
escoramentos etc.

Patologias provenientes de sais solúveis

Para limpeza de estruturas contaminadas com sais solúveis torna-se


necessário:

• Reduzir o pH da superfície metálica para valores inferiores a 7, de


modo a facilitar a quebra das ligações químicas;

• A limpeza química deve ser feita com produtos passíveis de serem


diluídos em água que, por si só, contém cerca de 600 ppm de cloretos,
neutralizando-os de imediato;

• Impedir a presença de qualquer tipo resíduo na superfície, que interfira


com a adesão das tintas/revestimentos;
• É desejável que, após o hidrojateamento com areia, se faça outro
hidrojateamento, com produto químico removedor de sais específico,
utilizando energia mecânica superior a 20 MPa de modo a penetrar
profundamente nos vales e cumes (visão ao microscópio) existentes na
superfície do aço. A água e a areia utilizados na primeira limpeza
deverão ser checadas contra presença de cloretos.

Patologias em aço carbono e aços galvanizados

Neste caso, tanto para uma nova aplicação, como para recuperação de
estruturas corroídas, a inspeção deve analisar:

• O estado da estrutura em relação à intensidade da corrosão e a


aparência da pintura aplicada;

• A análise da agressividade do meio de exposição vai fornecer


diretrizes necessárias para escolha do sistema de
recuperação/proteção;

A eficiência da pintura depende de três fatores importantes:

• Qualidade da tinta;

• Preparo adequado da superfície;

• Aplicação dos produtos.

Tão logo a superfície esteja limpa e o perfil de rugosidade concluído,


deve ser feita a aplicação da tinta de fundo. O primer tem de ser adequado ao
substrato e ao método de preparo da superfície. O acabamento será realizado
quando a peça for instalada no local definitivo de uso. É importante observar
que os lados dos perfis podem ficar expostos, encobertos ou protegidos pela
alvenaria e voltados para o lado interno da construção.

A exposição às variações climáticas dá guarida para a cobertura com


tinta de poliuretano, resistente aos raios ultravioletas. As peças localizadas no
interior da construção, desde que livres de agressividades significativas, podem
ser protegidas apenas com esmalte sintético (tintas alquídicas).

Em qualquer caso, é recomendável atentar para infiltração de água e


vazamentos de tubulações. Ao recuperar uma estrutura é interessante checar
vedações das junções de alvenaria com as peças metálicas. Nenhum
componente está livre de sofrer cortes, pancadas, riscos ou soldagens, nesses
casos, e para constatar falhas de execução, as manutenções periódicas
facilitam e tornam menos onerosas as correções, que devem, sempre que
possível, repetir o sistema de pintura.

A má execução dessas etapas acarreta patologias, toda tinta, em maior


ou menor intensidade, absorve água. Então, se a limpeza não for bem-feita, a
absorção de água resultará em inchamento da sujeira aderida e ocorrerá
empolamento – formação de bolhas na pintura.

Outros tipos de sujeira, como óleos, impedem a aderência completa e,


assim, ocorre em certos trechos o destacamento da tinta. Em ambos os casos
são necessários repetir o trabalho. Ensaios de aderência e medições da
espessura das camadas são procedimentos que permitem o acompanhamento
da execução, é recomendável que as camadas tenham cores diferentes para
facilitar a identificação das tintas aplicadas.

Nas estruturas com manifestações patológicas, a recuperação deve ser


feita consoante procedimentos listados abaixo:

• Lavar com água e tensoativo (detergente biodegradáveis) usando


escova de náilon ou manta não tecida;

• Enxaguar com água limpa;

• Deixar secar naturalmente ou usar ar comprimido;

• Limpar com escova de arame de aço ou com lixadeira (disco de


escova);
• Remover a poeira, utilizando-se escovas de pêlo ou ar
comprimido;

• Aplicar a tinta de fundo;

• Aplicar a tinta de acabamento (poliuretânica ou epóxi).

Pintura sobre aço galvanizado

Por serem fáceis de achar, as tintas alquídicas ou primers sintéticos são


muito freqüentemente especificados para aplicação em estruturas de aço
galvanizado. É comum que, meses após a aplicação, comecem a apresentar
destacamento.

Os óleos vegetais que compõem as resinas contêm ácidos graxos. Os


ácidos reagem em contato com os produtos de corrosão do zinco, que tem
caráter alcalino. Assim, é formado sabão de zinco (reação de saponificação).
Com alta permeabilidade, após algum tempo, a tinta está aderida não ao
substrato, mas sobre os produtos de corrosão – óxidos, hidróxidos e sabões de
zinco. Como são solúveis, esses produtos ocasionam o surgimento de bolhas,
agravando ainda mais o destacamento.

O envelhecimento precoce da camada alquídica é outro efeito negativo


da má utilização dessas tintas sobre o zinco. Ao perder aderência e
flexibilidade, ocorre o fissuramento, aumentando ainda mais a penetração de
água na interface metal-tinta.

O uso de tinta epóxi-isocianato, epóxi amina evita tais patologias. Além


de se ligar quimicamente ao metal, é insaponificável e oferece base de
aderência para sistemas de pintura alquídicos, acrílicos, a linha do epóxi e
poliuretanos, dentre outros.

Há obras (nesse sistema) com mais de 20 anos sem destacamento de


pintura. A manutenção do aço zincado depende do estado evolutivo da
corrosão. Aquele que apresenta apenas corrosão leve pode ser recuperado
com lavagem com água e tensoativo, escovação e aplicação de tinta epóxi-
isocianato.
Casos de Estudo

Falha no gabarito de Furação

Apresenta-se problemas de ajuste nos parafusos, a furação da viga principal foi feita conforme
plantas executivas, enquanto na viga secundária um dos furos foi deslocado para cima 12 mm.
Foi constatado, neste caso, que o erro foi de fabricação, já que nas dimensões e detalhes de
projeto, o gabarito de furação das vigas era coincidente.
Este tipo de falha poderia ser evitada com um maior controle dimensional de produção na
fábrica.

Furos não previstos nos projetos

Tais aberturas foram executadas para permitir a


passagem de tubulações elétricas, não previstas no
projeto original.
Neste caso deveria ser avaliada a influência dessas
aberturas na resistência do perfil da coluna,
principalmente, sendo que tais aberturas reduzem as abas
das mesas do perfil.

Falta de Parafusos nas conexões


Neste caso, as furações foram conferidas conforme plantas, e constatou-se um erro de projeto,
pois os gabaritos de furação da viga e da coluna não coincidiam.
Uma revisão das plantas na fábrica poderia ter evitado a falha.
Porém a falha foi produzida no detalhamento do projeto.

Sub-dimensionamento de Elementos

Pode-se afirmar que no dimensionamento desse elemento não foram consideradas todas as
possibilidades de carregamento, e não foi realizada uma revisão de flambagem no elemento
global e seus componentes. O uso correto de normas ou especificações reconhecidas, além da
consideração de todos os estados limites possíveis, teria permitido na etapa de projeto evitar
este tipo de falha.

Incompatibilidade de projetos estruturais de concreto e metal


Este é um dos problemas mais comuns na execução de projetos de estrutura metálica: a
incompatibilidade dos projetos de estrutura metálica com os de concreto (em galpões, esta
falha acontece nas bases de colunas). A solução dada foi complementar o apoio de concreto.
É evidente que deve existir uma interação entre os projetistas de obras metálicas e de obras
de concreto, ou ao menos quem projeta as bases de acordo com os dados do projeto metálico
deveria se ajustar às dimensões fornecidas no projeto da estrutura metálica.

Falta de Concordância em emendas

Este tipo de falha gera excentricidades na transmissão de esforços, no caso de tais esforços
serem de compressão a redução na capacidade resistente do banzo é evidente, já que
aparecem esforços adicionais de flexão.
Esta falha ocorreu durante a produção das peças componentes da treliça. Uma operação de
pré-montagem, poderia ter evitado a falha, assim como, um controle dimensional.
Em alguns casos, faz-se necessária uma verificação de concordância entre as peças a serem
montadas no canteiro de obra.

Detalhamentos Incompatíveis
É bom lembrar que as conexões são pontos críticos no desempenho de um sistema estrutural,
e as modificações realizadas no canteiro para ajustar as coincidências entre elementos e
ligações podem gerar pontos indesejáveis de fontes de falhas súbitas.

Manchas de ferrugem na fachada


Imagens de patologias na ponte Hercílio Luz

Ferrugem no olhal dos cabos tensores

Corrosão no tabuleiro da ponte


Alguns cuidados que visam evitar ou minimizar a ocorrência das anomalias
constatadas:

• Avaliar se a proposta do projeto contempla as normas vigentes, se o


escritório tem conhecimento técnico no porte da obra e se já executou
projetos anteriores, se cumpre prazos e se pode arcar com falhas e
atrasos possíveis na entrega do projeto, e não se fixar somente no
preço.

• Analisar previamente a habilidade tecnológica do fornecedor,


capacidade de equipamentos, organização e adequação pessoal.

• Para escolha do fornecedor, não se fixar apenas no preço e sim na


qualidade e importância das obras anteriores realizadas. Também é
prudente inspecionar suas instalações industriais.

• Cuidar da orientação e eficiência da manutenção, verificando se


contemplam garantias pós-entrega dos serviços.

• Observar os testes de proteção superficial e das soldas.

• Certificar-se da existência e presença do engenheiro e


acompanhamento da produção e montagem.

Os casos de falhas localizadas ou globais em estruturas metálicas podem


levar estas ao colapso ao atingir algum dos estados limites de resistência, ou
ainda, estado limite de utilização, provocando perdas humanas ou perdas
econômicas importantes.
O sucesso de uma obra em estrutura metálica inicia-se na sua concepção e
no desenvolver de seu projeto detalhado para fabricação e montagem. As
empresas que trabalham em estruturas metálicas sejam estas de projeto,
fabricação ou montagem, devem prever revisões de projetos conscientes e
minuciosas no que diz respeito aos detalhes e conjuntos, em geral.
Já, especificamente nas fábricas, devem existir controles rigorosos das
plantas executivas, assim como, controle dimensional, sendo recomendável
efetuar pré-montagens para assegurar o mínimo de falhas possíveis na
montagem definitiva.
PATOLOGIA DA MADEIRA
O uso da madeira pelo homem como sistema construtor remete às
origens da edificação, tanto como elemento estrutural e como acabamento. A
madeira é constituída por uma estrutura tubular de condutas paralelas
formadas com base na lenhina e celulosa, o que lhe confere uma reação
mecânica ótima no sentido das fibras.

Oferece ainda boa resistência à compressão e excelente resistência à


tração, é um material flexível, pode ser cortado e moldada de varias formas,
com fácil união por colagem ou embutido. Porém possui algumas
desvantagens já que é uma material anisotrópico,ou seja suas propriedades
mecânicas dependem da disposição de suas fibras, tem composição irregular,
e é vulnerável a agentes bióticos e abióticos causadores das principais
patologias.

Após a Segunda Guerra Mundial começaram a desenvolver-se as


técnicas mais exatas de avaliação das patologias estruturais, através de um
trabalho de investigação nos fenômenos que induzem à degradação da
madeira, condicionam a sua reação perante o fogo e perante determinados
esforços mecânicos.No período compreendido entre 1930-1950, com o
desenvolvimento das resinas sintéticas, inicia-se o uso da madeira laminada
prensada que hoje é já uma das variantes construções mais comuns.

O tempo por si só , não produz depreciação das características da


madeira. Embora seja comum encontrar peças de madeira em serviço com
maior ou menor grau de deterioração, são igualmente conhecidos numerosos
exemplos de estruturas ou artefatos de madeira em bom estado, apesar de
contarem várias centenas ou mesmo milhares de anos, em consequência de
uma exposição a condições ambientais particulares que não favoreceram a sua
deterioração.
Portanto , a degradação de elementos de madeira resulta da ação de
agentes físicos, químicos, mecânicos ou biológicos aos quais este material é
sujeito ao longo da sua vida.

Importa, no entanto, salientar que são os agentes biológicos a causa


mais freqüente de deterioração das estruturas de madeira, sendo mesmo os
responsáveis pela maioria das situações de rotura parcial ou total das
estruturas. Destacam-se, pela sua importância (em meio terrestre), os
seguintes: fungos de podridão, térmitas e carunchos – sobretudo o caruncho
grande.

Patologias geradas por agentes abióticos

• Danos causados pela água

A água, em contacto com a madeira penetra através das fibras,


saturando os poros tubulares e quando alcança graus de umidade entre 25-
35% produz o empolamento da mesma. Afeta o cerne e só em algumas
ocasiões o borne, criando as condições propícias para o aparecimento de
fungos de apodrecimento e para manter as condições de habitat de insetos
xilófagos, fundamentalmente térmitas e carcoma. A perda por secagem desta
umidade produz quebras na madeira com o conseqüente aparecimento de
brechas, fendilhamento e fissuras.

• Danos causados pela umidade

Uma habitual fonte de problemas para a madeira reside no contato com a


água ou umidade ambiente elevada. No entanto somente a retenção da
umidade, não degrada a madeira mas potencializa o risco de degradação deste
material por determinados agentes biológicos, já que estes só atacam a
madeira quando o seu teor em água atinge determinados valores.
Especificamente, quando a madeira permanece em condições de umidade
elevada por períodos longos, pode ser atacada por fungos ou por térmitas
subterrâneas que dela se alimentam.

Apesar das variações de umidade ambiente, e a conseqüente alteração do


teor em água da madeira, provocarem variações dimensionais e de resistência
mecânica das peças (as dimensões aumentam e a resistência diminui para um
acréscimo de teor em água), trata-se de um efeito reversível. Ou seja, embora
os ciclos de secagem e umedecimento poderem conduzir ao desenvolvimento
de fendas e empenos, geralmente sem implicações para a resistência
mecânica, a madeira recupera as dimensões e a resistência inicial quando o
seu teor em água volta ao valor inicial. Porém a umidade elevada também
amplia os fenômenos de fluência da madeira, provocando grandes e graves
deformações sob a ação de cargas.

• Danos causados pelo carregamento

Também as condições de carga afetam a estrutura. Pois elementos


estruturais que tenham estado sujeitos a esforços muito elevados (próximos da
respectiva tensão de ruptura), poderão sofrer danos internos capazes de
reduzir a sua capacidade de carga. A introdução de esforços inadequados
devidos a modificações intencionais (adaptações, alteração de áreas) ou
acidentais (cedência de apoios, etc) do funcionamento estrutural tem sido uma
freqüente causa de danos.

• Danos produzidos pelo sol

Este tipo de ataque é causado pela ação dos raios ultravioletas sobre a
lignina, atacando a madeira mais branda do borne e produzindo o
desfibramento superficial com o conseqüente aparecimento de crista (período
de Outono/Inverno), vales (Primavera) e manchas de tons cinzentos causadas
pela foto/degradação. Estes danos afetam elementos vistos e só têm
transcendência estética.

• Danos produzidos por variações de temperatura.


A madeira suporta bem as mudanças de temperatura sempre e quando sejam
lentas e progressivas, já que se assim não for poderiam causar fendas ou
fissuras, dando origem a vias de entrada de umidade favorecendo o
aparecimento de fungos e insetos xilófagos.

Patologias geradas por agentes Bióticos


• Danos causados por fungos.
Os fungos, só por si mesmo não atacam diretamente a madeira, mas geram
umas substâncias fibrosas “hifas”, que se introduzem pelas fissuras da madeira
degradando-a. Dentro da classe dos fungos distinguimos os cromógenos, que
embora possam afetam ligeiramente a capacidade resistente da madeira, mas
o principal efeito é o aparecimento de manchas azuladas que atuam nas
madeiras submetidas a temperaturas baixas. Outros tipos de fungos mais
perigosos são os do apodrecimento/putrefação, que afetam as capacidades
mecânicas da madeira, destruindo a estrutura das fibras. O seu excelente
desenvolvimento dá-se com graus de umidade entre 35 e 60% e ambiente
ácido.A ainda putrefação branca (frondosas) ou castanha (coníferas)
dependendo da lesão causada, distinguiremos entre fibrosas, corrosivas e
cúbicas, sendo estas últimas as mais danosas.

• Danos produzidos por insetos xilófagos.


Os insetos xilófagos constituem os agentes bióticos mais freqüentes nas
madeiras de edificação afetadas pela degradação. Estes atacam a madeira na
sua fase de larva, enquanto decorre o seu desenvolvimento e crescimento,
habitualmente quando chegam à idade adulta perfuram a madeira e saem para
o exterior, não voltando à madeira até porem ovos que iniciam um novo ciclo
vital.
Os isópteros (térmitas, conhecidas como cupim) constituem um caso
excepcional, já que não têm fase larva ao chegar a adultos não abandonam a
madeira, tornando-se mais difícil a sua detecção.

De seguida, destacamos as principais espécies de xilófagos:

Térmitas (Cupim)
O cupim nas construções é motivo de grande preocupação e de
prejuízos importantes. Madeira preservada é uma solução
inteligente para evitá-lo – e a outros organismos xilófagos – com a
melhor relação custo/benefício do mercado.

Em outros países, são chamados de térmita, espécime dos isópteros.


Quer dizer, inseto de quatro asas membranosas iguais e um poderoso aparelho
bucal para mastigar, do tipo social, organizado.Existem cerca de duas mil
espécies de cupins , que são insetos biodegradores,

Dessa variedade enorme de espécies, poucas causam prejuízos ao


homem infestando suas casas, devorando móveis e livros.Destacam-se os
cupins de madeira seca e os cupins subterrâneos os mais terríveis. Sua
crescente proliferação nas cidade são conseqüência dos desequilíbrios
ecológicos causados pelo homem, o qual elimina os predadores naturais
desse insento, e o oferecem alimento abundante com técnicas de construção
que não prevêem tratamento de madeiras.

Os cupins de madeira seca formam seus ninhos dentro de uma única


peça de madeira. Um móvel, por exemplo. Ali o casal real e os outros cupins e
permanecem até acabar o alimento. Dentre as peças mais comumente
atacadas pelo cupim de madeira seca, destacamos o batente de portas e
janelas (que ficam fixo, sem movimento, em contato com a parede), móveis e
armários embutidos, rodapés e forros de madeira.

Já o cupim subterrâneo esconde seu ninho debaixo da terra,criando


túneis enormes por onde se deslocam os operários que vão buscar comida
longe, às vezes até mais de cem metros de distância do ninho. Atacam sempre
no sentido das fibras, mediante galerias de secção constante, deixando finas
lâminas entre elas. Atacam todo o tipo de madeiras, exceto o teixo.
O pó granulado, geralmente encontrado próximo as peças atingidas é o
excremento do cupim, e sinal da infestação. Atraves dele pode-se diferenciá-
lo da broca, um outro inseto que também degrada madeira. O pó bem fino,
como talco, geralmente é de broca. Aquele mais granulado é, geralmente, do
cupim de madeira seca. Já o pó do cupim subterrâneo mal aparece. Cupim
subterrâneo recicla as próprias fezes, fazendo as paredes dos túneis por onde
se deslocam sendo difícil de notar sua proliferação.

Os cupins são insetos sociais utilizam um sistema hormonal – os


chamados feromônios – para dizer se há muito ou pouco alimento, ataques
sofridos, etc. Logo para elimina-los é preciso atingir o casal real,ou ocorrerá
uma nova infestação virá com toda a força. A melhor resposta é informação,
madeira preservada e tratada.

Relógio a morte (Xestobium rufovillosum):

O seu âmbito geográfico localiza-se nas regiões nórdicas. O seu ataque


está associado à existência de fungos xilófagos. Necessita de bastante
umidade e temperaturas baixas e só ataca madeiras mediante o tracejado de
galerias irregulares de secção circular.

Ergates faber L:

Cerambicido de tamanho grande que necessita de umidade em altas


temperaturas (50 a 75%) e a temperatura (25%) para proliferar. Ataca as
coníferas especialmente situadas no exterior (postes e vigas isentas), sendo
resistente aos tratamentos com que se impregnam habitualmente estes
compartimentos.

Técnicas de proteção, intervenção e reparação

Os tratamentos preventivos e curativos utilizados mais freqüentemente


para prevenir ou evitar os ataques dos agentes destruidores da madeira.Estes
produtos são denominados de forma comum velaturas cuja característica
principal é a de proteger a madeira contra diversos tipos de ataques que
possam sofrer sem formar película sobre a superfície tratada.Entre os produtos
mais utilizados são:

Protetores naturais: São substâncias que provêm da dilatação da hulha. Entre


as vantagens mais importantes destacamos a sua grande capacidade de
fixação e proteção perante agentes xilófagos. O seu maior inconveniente é o
mau cheiro destas substâncias e a dificuldade na sua aplicação, sendo
recomendável o uso de autoclave.

Protetores hidrossolúveis: Substâncias a partir de sais de diferentes metais


(zinco, cobre, cromo, etc.) com funções fungicidas e fixadoras na madeira. São
a melhor solução protetora perante elementos de madeira em contacto com os
solos ou elementos temporariamente úmidos. A sua principal vantagem está no
fato permitir a posterior pintura da madeira ainda que provoquem
empolamentos e retrações no momento da aplicação, e posteriormente na
secagem devido ao uso de água enquanto dissolvente.

Protetores orgânicos ou oleosos: São formulações complexas nas que se


dão matérias ativa sintéticas e dissolventes orgânicos. Dependendo do uso que
lhe for dado, podem-se classificar-se em:

• Preventivos curativos: Também conhecidos como fundos protetores.


Aplicam-se em madeiras novas e têm uma função principalmente
fungicida e um pouco menos inseticida. A sua aplicação pode ser
mediante pincelado ou imersão.

• Preventivos decorativos: São produtos oleosos para acabamento de


madeiras a poro aberto. A sua ação fungicida e inseticida é menor que a
dos fundos protetores, mas incorpora pigmentos minerais resistentes à
foto degradação.

• Protetores curativos: Usa-se para combater os ataques de organismos


xilófagos. Estes são de fácil aplicação e grande capacidade de
penetração, mas um pouco mais caros que os anteriores dependendo
do tipo de tratamento.

Tratamentos específicos perante diferentes agentes


Tratamento perante a umidade: Em janelas, portas exteriores maciças,
marcos, cortinas:Impregnação por imersão, pintada com soluções oleosas
repelentes à umidade, antes de proceder à aplicação de pinturas e vernizes.

Em soalhos e revestimentos, aplica-se uma película de parafinas, ceras


ou produtos impermeabilizantes, antes de proceder ao lustre das superfícies.
Em caso de soalhos de madeira colocados sobre argamassa é fundamental
esperar que a mistura esteja adequadamente seca, para evitar o re-
umedecimento da madeira.
Em estruturas de coberturas, tabiques e teto, bem como a madeira serrada
(dentada) com superfícies transversais expostas ao meio: Impregnação similar
das janelas e portas exteriores, com aplicação de produtos selantes nos
extremos (cabeçais), devido a que a perda e absorção da umidade é máxima
no sentido das fibras.

Tratamento perante a ação do fogo: Para poder conseguir uma proteção


eficaz e intrínseca contra o fogo na madeira, a solução mais utilizada é a
aplicação de vernizes à base de resinas especiais e borracha c/ cloro, bem
como pinturas com agentes ativo que na presença da chama empolam/
incham, formando uma espuma carbonizada que isola a superfície coberta.

Tratamento perante a ação do sol: Os mais eficazes são os que incorporam


óxidos metálicos que refletem a radiação ultravioleta do sol, responsável pelo
aparecimento de fissuras na madeira

Tratamento perante o ataque de xilófagos: No caso de térmitas e carcomas


freqüentemente utilizam-se produtos a base de aldrín, heptacloro, ou
compostos de sais de pentaclorofenol, com inseticida de contacto (DDT,
dieldrin.) que se aplicam, mediante impregnação e injeção entre o elemento de
madeira e a parede, bem como nas cabeças das vigas e perímetro de
pavimento.
PATOLOGIAS EM CERÂMICA
O uso de revestimentos cerâmicos no Brasil passa por uma fase de
rápido crescimento. De acordo com os dados da Associação Nacional de
Fabricantes de Cerâmica (2004), o Brasil é segundo colocado em consumo
mundial, perdendo apenas para China. Consumiu aproximadamente 1,6
bilhões de metros quadrados de placas cerâmicas, assim superando países
economicamente fortes, como os EUA, e países tradicionais no uso destes
revestimentos, como Espanha e Itália. Já como produtor, o Brasil também
ocupa papel de destaque mundial, é o quarto colocado em volume produzido.

A qualidade das placas cerâmicas produzidas no Brasil está associada à


normalização brasileira em exercício desde 1997, ao custo relativamente
acessível, aos avanços tecnológicos nos estudos dos materiais e técnicas
construtivas e pelo interesse dos fabricantes em colocar no mercado uma
maior variedade de possibilidades no uso dos revestimentos cerâmicos.

Esses componentes possuem cada vez mais variedade de formatos,


cores e texturas que possibilitam uma gama de composições estéticas, dessa
forma elevando a qualidade dos edifícios.

Segundo PEIXOTO(1992), não existe outro material que seja usado em


fachada que possa apresentar a riqueza de composições e durabilidade do
revestimento cerâmico, com um custo tão acessível.

Contudo, observa-se que mesmo com os avanços tecnológicos na


fabricação e as inúmeras vantagens no uso de placas cerâmicas, e incidência
de patologias em sistemas de revestimentos cerâmicos não são raras.

Dentre as patologias mais encontradas estão os destacamentos de


placas cerâmicas, que geram alto custo na recuperação, degradação do imóvel
e riscos de acidentes; Eflorescência que é caracterizada pelo feito de lixiviação,
que transporta os sais solúveis até a superfície, provocando deteriorização do
sistema; Trincas e Fissuras, de acordo com SABBATINI, BARROS(1990) trinca
é a ruptura total do corpo cerâmicos em duas ou mais partes após a sua
fixação, cuja abertura possui dimensões superiores a 0,05mm. O gretamento
por sua vez, é definido como sendo a fissuração (abertura de 0,05 a 0,1mm da
camada de esmalte superficial da placa cerâmica, entretanto o gretamento
pode ocorrer no momento da fabricação da placa cerâmica e neste caso é
considerado um defeito de fabricação e não uma patologia.

Cerâmica na atualidade

A cerâmica, que é praticamente tão antiga quanto a descoberta do fogo,


mesmo utilizando os antigos métodos artesanais, pode produzir artigos de
excelente qualidade. Nos últimos anos, acompanhando a evolução industrial, a
indústria cerâmica adotou a produção em massa, garantida pela indústria de
equipamentos, e a introdução de técnicas de gestão, incluindo o controle de
matérias-primas, dos processos e dos produtos fabricados.

A Indústria Cerâmica na atualidade pode ser subdivida em setores que


possuem características bastante individualizadas e com níveis de avanço
tecnológico distintos.

Cerâmica Vermelha

Compreende aqueles materiais com coloração avermelhada


empregados na construção civil (tijolos, blocos, telhas, elementos vazados,
lajes, tubos cerâmicos e argilas expandidas) e também utensílios de uso
doméstico e de adorno. As lajotas muitas vezes são enquadradas neste grupo,
porém o mais correto é em Materiais de Revestimento.

Cerâmica Branca
Este grupo é bastante diversificado, compreendendo materiais
constituídos por um corpo branco e em geral recobertos por uma camada vítrea
transparente e incolor e que eram assim agrupados pela cor branca da massa,
necessária por razões estéticas e/ou técnicas. Com o advento dos vidrados
opacificados, muitos dos produtos enquadrados neste grupo passaram a ser
fabricados, sem prejuízo das características para uma dada aplicação, com
matérias-primas com certo grau de impurezas, responsáveis pela coloração.

Dessa forma é mais adequado subdividir este grupo em:


• louça sanitária
• louça de mesa
• isoladores elétricos para alta e baixa tensão
• cerâmica artística (decorativa e utilitária).
• cerâmica técnica para fins diversos, tais como: químico, elétrico, térmico e
mecânico.

Materiais Refratários

Este grupo compreende uma diversidade de produtos, que têm como


finalidade suportar temperaturas elevadas nas condições específicas de
processo e de operação dos equipamentos industriais, que em geral envolvem
esforços mecânicos, ataques químicos, variações bruscas de temperatura e
outras solicitações. Para suportar estas solicitações e em função da natureza
das mesmas, foram desenvolvidos inúmeros tipos de produtos, a partir de
diferentes matérias-primas ou mistura destas. Dessa forma, podemos
classificar os produtos refratários quanto à matéria-prima ou componente
químico principal em: sílica, sílico-aluminoso, aluminoso, mulita,
magnesianocromítico, cromítico-magnesiano, carbeto de silício, grafita,
carbono, zircônia, zirconita, espinélio e outros.
Isolantes Térmicos
Os produtos deste segmento podem ser classificados em:

• refratários isolantes que se enquadram no segmento de refratários,


isolantes térmicos não refratários, compreendendo produtos como
vermiculita

• expandida, sílica diatomácea, diatomito, silicato de cálcio, lã de vidro e lã


de rocha, que são obtidos por processos distintos ao do item a) e que
podem ser utilizados, dependendo do tipo de produto até 1100ºC.

• fibras ou lãs cerâmicas que apresentam características físicas


semelhantes às citadas no item b), porém apresentam composições tais
como sílica, sílica-alumina, alumina e zircônia, que dependendo do tipo,
podem chegar a temperaturas de utilização de 2000º C ou mais.

Fritas e Corantes
Estes dois produtos são importantes matérias-primas para diversos
segmentos cerâmicos que requerem determinados acabamentos.
Frita (ou vidrado fritado) é um vidro moído, fabricado por indústrias
especializadas a partir da fusão da mistura de diferentes matérias-primas. É
aplicado na superfície do corpo cerâmico que, após a queima, adquire aspecto
vítreo. Este acabamento tem por finalidade aprimorar a estética, tornar a peça
impermeável, aumentar a resistência mecânica e melhorar ou proporcionar
outras características.
Corantes constituem-se de óxidos puros ou pigmentos inorgânicos
sintéticos obtidos a partir da mistura de óxidos ou de seus compostos. Os
pigmentos são fabricados por empresas especializadas, inclusive por muitas
das que produzem fritas, cuja obtenção envolve a mistura das matérias-primas,
calcinação e moagem. Os corantes são adicionados aos esmaltes
(vidrados) ou aos corpos cerâmicos para conferir-lhes colorações das mais
diversas tonalidades e efeitos especiais.
Abrasivos
Parte da indústria de abrasivos, por utilizarem matérias-primas e processos
semelhantes aos da cerâmica, constituem-se num segmento cerâmico. Entre
os produtos mais conhecidos podemos citar o óxido de alumínio eletrofundido e
o carbeto de silício.

Vidro, Cimento e Cal


São três importantes segmentos cerâmicos e que, por suas
particularidades, são muitas vezes considerados à parte da cerâmica.

Cerâmica de Alta Tecnologia/Cerâmica Avançada


O aprofundamento dos conhecimentos da ciência dos materiais
proporcionou ao homem o desenvolvimento de novas tecnologias e
aprimoramento das existentes nas mais diferentes áreas, como aeroespacial,
eletrônica, nuclear e muitas outras e que passaram a exigir materiais com
qualidade excepcionalmente elevada. Tais materiais passaram a ser
desenvolvidos a partir de matérias-primas sintéticas de altíssima pureza e por
meio de processos rigorosamente controlados. Estes produtos, que podem
apresentar os mais diferentes formatos, são fabricados pelo chamado
segmento cerâmico de alta tecnologia ou cerâmica avançada. Eles são
classificados, de acordo com suas funções, em: eletroeletrônicos, magnéticos,
ópticos, químicos, térmicos, mecânicos, biológicos e nucleares. Os produtos
deste segmento são de uso intenso e a cada dia tende a se ampliar. Como
alguns exemplos, podemos citar: naves espaciais, satélites, usinas nucleares,
materiais para implantes em seres humanos, aparelhos de som e de vídeo,
suporte de catalisadores para automóveis, sensores (umidade, gases e outros),
ferramentas de corte, brinquedos, acendedor de fogão, etc.
Conceitos básicos sobre patologias

O conhecimento sobre as patologias das edificações é indispensável em


maior ou menor grau, para todos que trabalham na construção (VERÇOZA,
1991). Procura-se hoje construir cada vez mais com o máximo de economia,
mas mantendo a qualidade do produto a ser usado, para realmente saber até
onde um determinado material é confiável. De acordo com Edward Grunau, os
problemas patológicos podem estar distribuídos em relação à origem do
processo construtivo, de acordo com a tabela 7.

Principais causas de patologias (VERÇOZA, 1991)

Segundo os pesquisadores Antonio Carmona e Artur Marega as patologias em


edifícios tem causas específicas e podem ser classificadas segundo a tabela:

Defeitos que causam patologias (VERÇOZA, 1991)

Os problemas patológicos ocasionados por manutenção inadequada, ou


mesmo por ausência total de manutenção, têm sua origem no
desconhecimento técnico, incompetência ou desleixos dos responsáveis
(SOUZA; RIPPER,1998).

Existem problemas que ocorrem nas fachadas, dentre eles os que estão
relacionados à patologia nos destacamentos de placas cerâmicas, onde é feito
o seu assentamento para proteger o local de agentes que possam causar
danos às fachadas, mas em alguns casos ocorrem deteriorações nas placas ou
a sua vida útil já esgotou, necessitando de uma manutenção. Em alguns casos
pode-se encontrar danos causados por problemas de umidade e infiltrações
nas fachadas, ocorrendo o aparecimento de manchas e bolor entre outros
problemas a serem citados no decorrer do trabalho. A causa mais freqüente
para o aparecimento desta patologia é a capilaridade, onde a umidade sobe
pelo solo, passa pelo interior da alvenaria e atinge a pintura da fachada
(VERÇOZA, 1991).

Patologias freqüentes em cerâmica

• Patologias quanto as eflorescências

Nota-se já a algum tempo que o quadro patológico da eflorescência tem


como elemento determinante a presença e a ação da água. Não é exagero
afirmar que sem água não haveria eflorescência (FIORITO, A.J.S.I 1984).

No caso de revestimentos cerâmicos assentados em situações onde não


tomaram medidas preventivas quanto à impermeabilização pode ocorrer a
passagem de água provocada pela absorção ou facilitada por uma maior
permeabilidade, ou pela soma dos dois fatores, tal fluxo de água poderá
introduzir substâncias agressivas do solo na rede capilar do concreto e
argamassa, ou dissolver e tranportar certos sais solúveis que podem estar
presentes no concreto, na argamassa ou no próprio material cerâmico, trazidos
à superficie, tais sais podem se apresentar como depósitos esbranquiçados
nos poros abertos mais superficiais do revestimento, caso as condições
cerâmicas proporcionem excelente evaporação. Caso o fluxo tenha vazão
superior à capacidade de evaporação , notar-se-ão bolsas de solução
concentrada de sais que apresentarão alta viscosidade, este é o caso notado
em revestimentos esmaltados.(FIORITO, A.J.S.I 1984).

Uemoto (1988) distingue três tipos de eflorescência, as de Tipo I, II e III.


O Tipo I é o mais comum e caracteriza-se por um depósito de sal branco,
pulverulento, muito solúvel em água. Pode ocorrer em superfícies de alvenaria
aparente, revestimentos de argamassa, juntas de assentamentos, regiões
próximas a esquadrias mal vedadas, ladrilhos cerâmicos, juntas de ladrilhos
cerâmicos e azulejos. Tipo II caracteriza-se pela aparição de um depósito de
cor branca com aspecto de escorrimento, muito aderente e pouco solúvel em
água. Esse depósito, quando em contato com o ácido clorídrico, apresenta
efervescência. Esses sais formam-se em regiões próximas a elementos de
concreto ou sobre sua superfície e, às vezes, sobre superfícies de alvenaria. A
eflorescência do Tipo III manifesta-se como um depósito de sal branco entre
juntas de alvenaria aparente, que se apresentam fissuradas devido à
expansão decorrente da hidratação do sulfato de cálcio existente no tijolo ou da
reação tijolo-cimento.

Para tentar conter as eflorescências deve-se evitar principalmete


vazamentos em paredes e utilizar rejuntes impermeáveis, estas são maneiras
de evitar essa patologia, que pode ter origem em vazamentos de canos,
umidade dos terrenos ou penetração inicial por meio de rejuntes mal
executados.
Eflorescência

• Patologias quanto as trincas, gretamento e fissuras

São fissuras na superfície esmaltada resultantes da diferença de dilatação


entre o biscoito e o esmalte. Nesse caso, o ideal é que a massa dilate menos
do que o esmalte (Cláudio Vicente Mitidieri Filho Cetac-IPT)

Estas patologias aparecem por causa da perda de integridade da superfície


da placa cerâmica, que pode ficar limitada a um defeito estético (no caso de
gretamento), ou pode evoluirpara um destacamento (no caso de trincas). As
trincas são rupturas no corpo da placa cerâmica provocadas por esforços
mecânicos, que causam a separação das placas em partes, com aberturas
superiores a 1 mm. As fissuras são rompimentos nas placas cerâmicas, com
aberturas inferiores a 1 mm e que não causam a ruptura total das placas.

O gretamento é uma série de aberturas inferiores a 1 mm e que ocorrem na


superfície esmaltada das placas, dando a ela uma aparência de teia de
aranha. Variações de temperatura também podem provocar o aparecimento de
fissuras nos revestimentos, devidas às movimentações diferenciais que
ocorrem entre esses e as bases (THOMAZ, 1989)

Ausência de detalhes construtivos (juntas de movimentação)

Estas patologias ocorrem normalmente nos primeiros e últimos andares


do edifício, geralmente pela falta de especificação de juntas de movimentação
e detalhes construtivos adequados. A inclusão destes elementos no projeto de
revestimento e o uso da argamassas bem dosadas ou colantes podem evitar o
aparecimento de fissuras.

• Patologias quanto bolor

O termo bolor ou mofo é entendido como a colonização por diversas


populações de fungos filamentosos sobre vários tipos de substrato, citando-se
inclusive as argamassa inorgânicas (SHIRAKAWA, 1995). O termo
emboloramento, de acordo com Allucci (1988) constitui-se numa
“alteração observável macroscopicamente na superfície de diferentes
materiais, sendo uma conseqüência do desenvolvimento de microorganismos
pertencentes ao grupo dos fungos”. O desenvolvimento de fungos em
revestimentos externos causa alteração estética formando manchas escuras
indesejáveis em tonalidades preta, marrom e verde, ou ocasionalmente,
manchas claras esbranquiçadas ou amareladas (SHIRAKAWA, 1995).

Ataque de bolor

• Deterioração das juntas


Este problema, apesar de afetar diretamente as argamassas de
preenchimento das juntas de assentamento (rejuntes) e de movimentação,
compromete o desempenho dos revestimentos cerâmicos como um todo, já
que estes componentes são responsáveis pela estanqueidade do revestimento
cerâmico e pela capacidade de absorver deformações. Os sinais de que está
ocorrendo uma deterioração das juntas são: perda de estanqueidade
da junta e envelhecimento do material de preenchimento. A perda da
estanqueidade pode iniciar-se logo após a sua execução, através de
procedimentos de limpeza inadequados. Estes procedimentos de limpeza
podem causar deterioração de parte do material aplicado (uso de ácidos e
bases concentrados), que, somados ataques de agentes atmosféricos
agressivos e/ou solicitações mecânicas por movimentações estruturais, podem
causar fissuração (ou mesmo trincas) bem como infiltração de água.

Deterioração das juntas

• Patologias quanto a expansão por umidade (EPU)

Trata-se de uma propriedade dos materiais cerâmicos que tendem a inchar-


se, em maior ou menor grau com o decorrer do tempo, essa expansão
associada à ausência de juntas adequadas resultará fatalmente no
descolamento do revestimento por flambagem, ou greteamento e fissuras do
esmalte.(FIORITO, A.J.S.I 1984).
Segundo o manual de revestimentos da PINI as indústrias cerâmicas, uma
vez implantadas as novas especificações de revestimentos cerâmicos deverão
informar aos consumidores o valor da “expansào por umidade” de seus
produtos. Isto facilitará a tomada de decisões quanto a largura das juntas de
assentamento por parte dos construtores.

A utilização de argamassas rígidas, para fixar revestimentos cerâmicos, por


por um lado é adequada se levarmos em consideraçào que ela inibirá em parte
a expansão das peças, diminuirá o risco de descolamento por flambagem, mas
por outro lado, as peças impedidas de se expandir entram em compressão.
Como essa compressão atinge valores elevados, poderá causar trincas no
esmalte e consequante deterioração do revestimento. A utilização de
argamassas elásticas não impedirá a expansão das peças, mas exigira que se
usem juntas de assentamento mais largas adequadamente dimensionadas
para absorver tal expansão, neste caso as juntas de movimentação serão
absolutamente indispensáveis. (FIORITO, A.J.S.I 1984).

Dentro do sistema de revestimento, considerado como base (chapisco,


emboço, argamassa adesiva e as placas), estas últimas representam a parte
que efetivamente apresenta maiores problemas de deslocamentos e/ou
quedas. Em relação ao conjunto, segundo o comitê, as placas são os
componentes mais estáveis e com menor número de variáveis a serem
controladas. Se a placa cerâmica sofrer uma expansão por umidade (EPU) de
0,6 mm/m (limite recomendado na NBR 13818/1997), normalmente 20 a 30%
dessa expansão ocorrerá na primeira semana de saída do forno. O aumento
restante, se existir, ocorrerá paulatinamente ao longo de 40 meses ou mais. Em
contrapartida, choques térmicos na fachada possuem a mesma ordem de
grandeza da EPU teórica e ocorrem, rapidamente, dezenas de vezes em
apenas um mês, contribuindo sensivelmente para a fadiga do conjunto. Além
disso, a umidade que teoricamente causa a EPU provoca também a dilatação
higroscópica do emboço, só que este valor está próximo de 1 mm/m e pode ser
cíclico e rápido em casos de secagem/umedecimento. Inúmeros trabalhos
internacionais a respeito de EPU, inclusive do CSIRO (Commonwealth
Scientific and Industrial Research Organisation), um dos mais respeitados
Institutos de Pesquisa em Cerâmica no mundo, concluem claramente que a
EPU é uma incógnita mundial e sua determinação é muito influenciada pela
agressividade do próprio ensaio.

Conclusão

Existem vários riscos possíveis a se ocorrer em uma edificação, contudo


a medida mais eficaz a se tomar para que estas não comprometam a vida útil
do seu edifício é a prevenção, portanto cabe aos projetistas o bom senso de
conhecer os possíveis fatores causadores de patologias em cada tipo de
material e em cada local de analise.

Aos executores o bom senso de que o ambiente construído é feito para


que o homem possa tirar o maximo de proveito dele e que portanto ele deve
ser executado com o melhor potencial de trabalho e conhecimento técnico
possível e de material também, assim valendo a pena dedicar-se na construção
de uma obra com a pega certa do concreto ou ainda a impermeabilização das
lajes.

Aos usuários cabe a consciência de que patologias não deixam de ser


fatores causados pela natureza, intempéries, clima, sistemas vivos ou outros e
que portanto interferir no ambiente natural com o seu “espaço habitável” é
necessário a sobrevivência humana, mas que esse pode ser feito de maneira
adequada, aproveitando-os para as tarefas nele planejadas, conhecendo suas
capacidades, sabendo como cuidar desses ambientes e os manter com o
Maximo de durabilidade possível.

Tecnologia e técnica para fazer isso existe, o que na maior parte das
vezes causa danos ao ambiente construído é o desconhecimento ou a
hipocrisia do homem em relação a sua interferência no mundo.

Portanto a tarefa de reduzir danos aos nossos edifícios, muitas vezes


irreconciliáveis ou ainda de custo muito alto, cabe a todos, sejam projetistas,
construtores ou usuários do espaço.

Referências Bibliográficas

Cuidados para resistir à maresia- Revista Techné- Julho de 2004

http://www.dcomercio.com.br/especiais/2009/museu/home.htm

http://www.ime.eb.br/~webde2/prof/ethomaz/fissuracao/exemplo142.pdf

http://www.cimm.com.br/cimm/construtordepaginas/htm/3_24_10496.htm

http://www.exatec.unisinos.br/~claudiok/arquivos/corrosaoecarb2003.pdf

http://www.ecivilnet.com/artigos/corrosao_de_armaduras.htm
http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/2CB517887AF7BAAF03256F
AC004A4A1A/$File/NT000A453E.pdf

http://www.ipt.br/htdig/?search=Patologia

http://www.estacas.com.br/novo_geofix/tconcreto.pdf

http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/BDS.nsf/2CB517887AF7BAAF03256F
AC004A4A1A/$File/NT000A453E.pdf
www.stickel.com.br/atc/tag/fau&usg

http://pcc2436.pcc.usp.br/transp%20aulas/Patologia/aula%2029%202006-
Patologias-v2.pdf

http://www.asefa.es/index.php?option=com_content&task=view&id=78&lang=pt

http://www.asefa.es/index.php?option=com_content&task=view&id=79&lang=pt

http://icposgrados.weebly.com/uploads/8/6/0/0/860075/trabalho_final_desempe
nho_fernanda_ana_paula_lucila.pdf

http://www.terzaghiengenharia.com.br/cupins.htm

http://www.quintacidade.com/wp-content/uploads/2008/04/a-degradacao-da-
madeira.pdf

http://www.civil.uminho.pt/masonry/Publications/2004_Rodrigues.pdf

http://mestrado-reabilitacao.fa.utl.pt/disciplinas/jbastos/HCruzpatol%20aval
%20e%20conserv%20madeiras%20SANTAREM.pdf

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0370-
44672001000400012&script=sci_arttext

http://www.arq.ufsc.br/arq5661/Metais/metais.html

http://www.fiec.org.br/palestras/construcao_civil/patologia_aco_arquivos/v3_do
cument.htm

http://www.construmetal.com.br/2006/arquivos/Patologia%20em
%20Construcoes%20Mistas%20Concreto%20e%20Aco.pdf
http://patologiaestrutura.vilabol.uol.com.br/home.htm

http://patologiaestrutura.vilabol.uol.com.br/causas.htm

http://patologiaestrutura.vilabol.uol.com.br/processos.htm

http://www.metalica.com.br/pg_dinamica/bin/pg_dinamica.php?id_pag=939

Revista Téchne - Patologias cerâmicas “Por que ocorrem os desplacamentos e


trincas em edificações revestidas com cerâmicas e quais as recomendações
dos especialistas para evitar problemas” - Gisele Cichinelli

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 13755:


Revestimentos de Paredes Externas com Placas Cerâmicas e com Utilização
de Argamassa Colante – Procedimento. Rio de Janeiro, 1996.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Placas cerâmicas para


revestimento: Especificação e métodos de ensaio – NBR 13.818. Rio de
Janeiro, 1997.

NBR 13.816: Placas Cerâmicas para Revestimento – Terminologia. . Rio de


Janeiro, 1997.

SHIRAKAWA, M. A. Identificação de fungos em revestimentos de argamassa


com bolor evidente. In: I SIMPÓSIO BRASILEIRO DE TECNOLOGIA DAS
ARGAMASSAS, Goiânia, 1995. Anais p.402-10.
VERÇOZA, Ênio José. Patologia das Edificações. Editora Sagra.1991 YAZIGI,
Walid. A Técnica de Edificar. Editora PINI. 1997

BORGES, Alberto de Campos; MONTEFUSO, Elisabeth. Prática das pequenas


construções. Editora Blucher Ltda.1996

REVESTIMENTO de fachadas. Revista cerâmica. n.2, p.22-3, dez./jan. 1999.

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS FABRICANTES DE CERÂMICA PARA


REVESTIMENTO. Manual para orientação técnica. São Paulo, 1994.

REVESTIMENTO de fachadas. Revista cerâmica. n.2, p.22-3, dez./jan. 1999.

Equipe de obra, Pini. Como executar Revestimentos cerâmicos em fachadas


externas. 1998 Jun 2; 13(07): 980-3.

Téchne, Pini. Revestimentos cerâmicos em fachadas externas. 1996 Jun 1;


112(11): 980-3.

SABBATINI, F. H.; BARROS, M. M. S. B. Recomendações para a produção de


revestimentos cerâmicos para paredes de vedação em alvenaria. Escola
Politécnica da USP, PCC. São Paulo, 1990.