Вы находитесь на странице: 1из 40

Válvulas Válvulas

industriais industriais

AA s tubulações industriais permitem o encaminhamento de produ-

tos líquidos ou gasosos de um equipamento a outro. Esses produtos se-

rão designados, genericamente, de fluidos de trabalho ou simplesmente

fluidos.

As válvulas, por sua vez, se configuram como acessórios importantes

de um sistema de tubulação, permitindo, de acordo com suas caracterís-

ticas construtivas, a execução de uma ou mais das seguintes atividades:

Regulagem da vazão de um produto, adequando-a a uma determinada condição de processo solicitada. Bloqueio
Regulagem da vazão de um produto, adequando-a a uma
determinada condição de processo solicitada.
Bloqueio da passagem de um produto, permitindo a
remoção de equipamentos para atividades de manutenção.
Alívio, a partir de um valor predefinido, da pressão de um
sistema industrial, permitindo o restabelecimento de condições
seguras num processo.
Alinhamento de um fluido, de um equipamento a outro,
permitindo apenas um sentido de escoamento, isto é,
impedindo o seu retorno.

Em muitas situações, dependendo das condições de trabalho (pressão,

temperatura e corrosividade), as válvulas são flangeadas, construção que

permite a fácil instalação e remoção desses acessórios. Entretanto, qualquer

que seja sua concepção, as válvulas rigorosamente representam pontos de

possíveis vazamentos, os quais, se ocorrerem, podem determinar a inter-

rupção de um processo produtivo ou um acidente de grandes proporções.

As válvulas podem significar, em termos de custo, cerca de 6% a 10% do

investimento necessário para a construção de uma planta petroquímica, fato

que, aliado ao exposto anteriormente, orienta-nos para a definição de um

número adequado (nem mais, nem menos) de válvulas em um projeto.

1313
1313

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

AnotePense Pense e e Anote
AnotePense
Pense e e Anote
Pense e Pense e Anote Anote Não se devem exagerar ou eliminar válvulas. Se, de
Pense e Pense e Anote Anote
Pense e
Pense e
Anote
Anote
Não se devem exagerar ou eliminar válvulas. Se, de um lado, um número excessivo pode
Não se devem exagerar ou eliminar
válvulas. Se, de um lado, um número
excessivo pode representar problemas,
de outro, um número inferior sempre
será um problema ainda maior.

Considera-se que a falta desses componentes pode conduzir a proces-

sos industriais limitados, pouco flexíveis ou mesmo fadados a paradas

constantes por falta de opções operacionais e, em contrapartida, o exces-

so desses componentes pode levar a processos de alto investimento e

suscetíveis a emergências. O Anexo 1 apresenta a simbologia utilizada para

os acessórios de tubulação.

Outro aspecto importante é que as válvulas, como quaisquer outros

acessórios ou componentes de tubulação, introduzem resistência ao es-

coamento do fluido de trabalho,,,,, a conhecida “perda de carga”, exigin-

do que equipamentos, como bombas ou compressores, imponham ao

sistema aos quais estão ligados pressão suficiente na descarga para pro-

duzir o escoamento à custa de maior potência desenvolvida pelos aciona-

dores correspondentes (motores elétricos, turbi-

nas etc.). Tais perdas de carga dependem da con-

figuração interna da válvula, da sua dimensão e

da vazão do fluido nas diversas condições de tra-

balho. Ver Anexo 2.

Inúmeras são as normas que orientam a fabri-

cação e os testes a que devem ser submetidas as

válvulas para uma determinada aplicação. O Ane-

xo 3 relaciona as normas brasileiras, voltadas para o assunto em pauta.

as normas brasileiras, voltadas para o assunto em pauta. Perda de carga é perda de energia!
as normas brasileiras, voltadas para o assunto em pauta. Perda de carga é perda de energia!

Perda de carga é perda de energia! É provocada pela resistência do equipamento ao escoamento do fluido!

pela resistência do equipamento ao escoamento do fluido! Classificação A escolha adequada do equipamento é a

Classificação

do equipamento ao escoamento do fluido! Classificação A escolha adequada do equipamento é a chave do
do equipamento ao escoamento do fluido! Classificação A escolha adequada do equipamento é a chave do

A escolha adequada do equipamento

é a chave do sucesso de um processo.

do equipamento é a chave do sucesso de um processo. Várias são as formas de classificação

Várias são as formas de classificação das válvulas, destacando-se, entre elas,

as que enfatizam a função específica de cada um desses acessórios dentro

de um processo produtivo e as que consideram a forma de acionamento

que podemos encontrar para cada um desses acessórios. Assim, temos:

1414
1414

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

Quanto à função ou natureza da aplicação

VÁLVULAS DE BLOQUEIO OUOUOUOUOU DE FECHAMENTO

(block valves)

São utilizadas para permitir a passagem to- tal ou o bloqueio completo de um fluido. São projetadas para trabalhar totalmente fechadas ou totalmente abertas. Os tipos existentes são: válvulas gaveta (((((gategategategategate valvesvalvesvalvesvalvesvalves))))) e válvulas ma- cho (((((plugplugplugplugplug,,,,, clockclockclockclockclock valvesvalvesvalvesvalvesvalves))).)) Como variantes das válvulas gavetas, temos as válvulas comporta (((((slideslideslideslideslide,,,,, blastblastblastblastblast valvesvalvesvalvesvalvesvalves))),)) as válvulas de fechamento rá- pido (((((quick-actingquick-actingquick-actingquick-actingquick-acting valvesvalvesvalvesvalvesvalves))))) e as válvulas de passagem plena (((((throughthroughthroughthroughthrough con-con-con-con-con- duitduitduitduitduit valvesvalvesvalvesvalvesvalves))))) e como variantes das válvulas macho as válvulas de esfera (((((ballballballballball valvesvalvesvalvesvalvesvalves))))) e as válvulas de 3 ou 4 vias (((((three&fourthree&fourthree&fourthree&fourthree&four waywaywaywayway valvesvalvesvalvesvalvesvalves).).).).).

VÁLVULAS DE REGULAGEM

(throttling valves)

Controlam o fluxo de um fluido, adequan- do-o a uma necessidade específica de processo. Trabalham parcialmente abertas. Os tipos existentes são: válvulas globo (((((globeglobeglobeglobeglobe valvesvalvesvalvesvalvesvalves))),)) válvulas agu- lha (((((needleneedleneedleneedleneedle valvesvalvesvalvesvalvesvalves),),),),), válvulas de controle (((((controlcontrolcontrolcontrolcontrol valvesvalvesvalvesvalvesvalves),),),),), válvulas bor- boleta (((((batterflybatterflybatterflybatterflybatterfly valvesvalvesvalvesvalvesvalves))))) e válvulas diafragma (((((diaphragmdiaphragmdiaphragmdiaphragmdiaphragm valvesvalvesvalvesvalvesvalves))).))

VÁLVULAS QUE PERMITEM O FLUXO EM UM ÚNICO SENTIDO

Os tipos são os seguintes: válvulas de retenção (((((checkcheckcheckcheckcheck valvesvalvesvalvesvalvesvalves),),),),), válvulas de retenção e fechamento (((((stopstopstopstopstop-----checkcheckcheckcheckcheck vvvvvalvalvalvalvalveseseseses))))) e válvulas de pé (((((fffffootootootootoot vvvvvalvalvalvalvalveseseseses).).).).).

VÁLVULAS QUE CONTROLAM A PRESSÃO A JUSANTE

doras de pressão.

Como as válvulas redutoras e regula-

VÁLVULAS QUE CONTROLAM A PRESSÃO A MONTANTE

Como as válvulas de segurança e alí- vio (((((safetysafetysafetysafetysafety eeeee reliefreliefreliefreliefrelief valvesvalvesvalvesvalvesvalves))))) e as válvulas de contrapressão (((((backbackbackbackback pressu-pressu-pressu-pressu-pressu- rerererere valvesvalvesvalvesvalvesvalves).).).).).

Quanto à forma de acionamento

Podem ser: manuais, motorizadas ou automáticas, subdivididas confor- me esquematizado a seguir:

Manuais

Operadas por volante (com ou sem o uso de extensões ou correntes), ala- vanca ou por meio de engrenagens (Figuras 1, 2 e 3).

1515
1515

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

AnotePense Pense e e Anote
AnotePense
Pense e e Anote
Pense e Pense e Anote Anote
Pense e
Pense e
Anote
Anote
FIGURA 1 VÁLVULA OPERADA POR VOLANTE A – VÁLVULA ACIMA DO OPERADOR Volante para corrente
FIGURA 1
VÁLVULA OPERADA POR VOLANTE
A – VÁLVULA ACIMA DO OPERADOR
Volante
para corrente
Volante
Piso de operação
Haste de
extensão
B – VÁLVULA ABAIXO DO OPERADOR
FIGURA 2 VÁLVULA OPERADA POR ALAVANCA Alavanca de manobra Haste Engaxetamento Orifício de passagem Macho
FIGURA 2
VÁLVULA OPERADA POR ALAVANCA
Alavanca de manobra
Haste
Engaxetamento
Orifício de
passagem
Macho
Anéis
(esfera oca)
retentores
FIGURA 3
VÁLVULA OPERADA POR MEIO DE ENGRENAGEM
Volante
Engrenagens de redução
Castelo
Flange
1616
1616

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

Motorizadas

Operadas por acionamento hidráulico, pneumático ou elétrico (Figuras 4, 5 e 6).

FIGURA 4 VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO HIDRÁULICO Conexões para o líquido acionador Cilindro hidráulico
FIGURA 4
VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO HIDRÁULICO
Conexões para o
líquido acionador
Cilindro
hidráulico
Gaxetas
Haste
deslizante
Gaveta
FIGURA 5 VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO PNEUMÁTICO FIGURA 6
FIGURA 5
VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO PNEUMÁTICO
FIGURA 6

VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO ELÉTRICO

VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO ELÉTRICO
VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO ELÉTRICO
VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO ELÉTRICO
VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO ELÉTRICO
VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO ELÉTRICO
VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO ELÉTRICO
VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO ELÉTRICO
VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO ELÉTRICO
VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO ELÉTRICO
VÁLVULA OPERADA POR ACIONAMENTO ELÉTRICO
1717
1717

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

Pense e Anote Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Anote Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Anote

Automáticas

Operadas por meio de molas ou contrapesos, ou, ainda, por meio da dife-

rença de pressão do fluido nos pontos de entrada e saída da válvula (Figu-

ras 7 e 8).

FIGURA 7 VÁLVULA OPERADA POR MOLAS OU CONTRAPESO
FIGURA 7
VÁLVULA OPERADA POR MOLAS OU CONTRAPESO

FIGURA 8

VÁLVULA OPERADA POR DIFERENÇA DE PRESSÃO

Tampa

Tampa Guia Pino Tampão Sede SAÍDA ENTRADA

Guia

Pino

Tampão

Sede SAÍDA
Sede SAÍDA
Sede SAÍDA
Sede SAÍDA

Sede

SAÍDA

Tampa Guia Pino Tampão Sede SAÍDA ENTRADA

ENTRADA

Escolha pensando nas suas necessidades, mas coloque a segurança sempre em primeiro lugar!
Escolha pensando nas suas necessidades,
mas coloque a segurança sempre em
primeiro lugar!
1818
1818

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

Componentes e aspectos construtivos

Alguns componentes são básicos e estão presentes em todas as válvulas, como o corpo (((((bodybodybodybodybody))),)) o castelo (((((bonnetbonnetbonnetbonnetbonnet))))) e o trim, componente móvel composto basicamente pela haste (((((stemstemstemstemstem))))) e pelo obturador ou tampão (((((plugplugplugplugplug))))) com formato de cunha, disco, comporta e que responde pela regu- lagem ou pelo bloqueio do fluxo do fluido de trabalho. A Figura 9 ilustra uma válvula gaveta, em que os componentes mencionados podem ser ob- servados. Nessa ilustração, o obturador assume a forma de uma cunha. Em outras válvulas, a sua forma pode corresponder a um disco, a um ele- mento deslizante tipo comporta etc.

FIGURA 9 VÁLVULA GAVETA Volante Sobrecastelo Haste com rosca externa Gaxetas Castelo aparafusado Junta Corpo
FIGURA 9
VÁLVULA GAVETA
Volante
Sobrecastelo
Haste com
rosca externa
Gaxetas
Castelo aparafusado
Junta
Corpo
Gaveta
Sedes
Flanges

A haste, que é um elemento móvel, quando existente, atravessa o cor-

po da válvula, um componente fixo. Entre eles, é necessário introduzir um

elemento de vedação, o qual recebe o nome de gaxeta e deve ser conve- nientemente escolhido em função da aplicação. Sua instalação tem que ser feita com o devido cuidado, uma vez que sua falha pode gerar vaza-

mentos para a atmosfera. O Anexo 5 apresenta várias gaxetas, aplicáveis conforme as condições de trabalho previstas.

O corpo conecta-se ao castelo por rosca ou parafusos ou, ainda, por

meio de uma união (((((unionunionunionunionunion bonnetbonnetbonnetbonnetbonnet).).).).). A escolha por uma opção ou por outra depende das condições de trabalho do fluido.

A fixação por meio de parafusos é muito confiável em termos de con-

tenção de vazamentos e é utilizada para válvulas de 3" ou maiores e para condições de trabalho severas. Nesse caso, entre o castelo e o corpo da válvula, uma junta atua como elemento de vedação, a qual deve ser espe- cificada em conformidade com o fluido de trabalho no que diz respeito à

1919
1919

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

AnotePense Pense e e Anote
AnotePense
Pense e e Anote
Pense e Pense e Anote Anote
Pense e
Pense e
Anote
Anote

sua corrosividade e à severidade do trabalho. Para válvulas abaixo de 3", a utilização da união antes mencionada é considerada eficaz e pode tam- bém ser utilizada para condições de trabalho severas. Em válvulas que atuam em condições de trabalho consideradas não se-

veras, a fixação direta por rosca é aceitável. Nessas duas situações, entre- tanto, a exemplo do que ocorre quando da fixação por parafusos, o uso de uma junta é fundamental, valendo a observação feita anteriormente no que diz respeito à necessidade de definição da junta em função do fluido de tra- balho (corrosividade) e do produto pressão x temperatura.

A fixação do corpo à tubulação se dá por rosca, solda ou flange, sendo

que a primeira forma de fixação (rosca) é utilizada para válvulas de peque-

no porte (até 4"), desde que as condições de trabalho assim o permitam. Com relação ao uso de solda para fixação das válvulas, duas possibili- dades existem: uso de solda tipo encaixe e uso de solda de topo.

A soldagem de topo válvula/tubulação é empregada para condições de

trabalho severas, exigindo chanfros adequados para as extremidades dos tubos e da válvula, com configurações que dependem da espessura dos materiais envolvidos, como ilustrado na Figura 10. Os materiais utilizados na construção dos diversos componentes das vál- vulas devem ser adequados para as condições de trabalho. Evidentemente, definido o material em função da corrosividade, as espessuras dos compo- nentes devem ser calculadas pela aplicação de procedimentos estabelecidos em norma e que levam em conta os valores de pressão e temperatura do fluido de trabalho, bem como da tensão admissível do material escolhido. Uma relação orientadora da definição dos materiais existentes x corro- sividade do produto é apresentada no Anexo 4. Após fabricação, a válvula deve ser testada, normalmente com água, à temperatura ambiente e à pressão equivalente a 1 1/2 vezes a pressão máxima de trabalho prevista. Uma tabela prática, apresentada no capítulo correspondente à manuten- ção de válvulas, orienta sobre a definição da pressão de teste. Se construídas em aço-carbono em grandes espessuras ou, ainda, em materiais tipo liga, como 4% a 6% Cr com 0,5% Mo, após soldagem, tor- na-se necessário um tratamento térmico de alívio de tensões. A qualida- de da soldagem é acompanhada por teste com líquido penetrante para localização de eventuais trincas.

Posteriormente, as soldas são radiografadas, inspeção que pode reve- lar trincas, poros ou escórias presentes na solda. Enquanto as trincas são inadmissíveis, os poros e as escórias presentes podem ou não ser aceitos, dependendo da dimensão desses defeitos, bem como da sua forma.

A soldagem e o posterior tratamento térmico de alívio de tensões po-

dem distorcer a válvula, bem como afetar a junta corpo/castelo, razão pela qual, em muitas situações, essa atividade é desenvolvida apenas com o corpo da válvula, sem os seus internos.

2020
2020

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

FIGURA 10 SOLDAGEM DE TOPO A A – – CHANFRO CHANFRO EM EM V V
FIGURA 10
SOLDAGEM DE TOPO
A A – – CHANFRO CHANFRO EM EM V V
30 O
Corpo
da válvula
Tubulação
1/16”
1/16”
B – CHANFRO EM DUPLO V VÁLVULA E TUBULAÇÃO
B – CHANFRO EM DUPLO V VÁLVULA E TUBULAÇÃO
30 O
Corpo
da válvula
Tubulação
1/16”
1/16”
FIGURA 11
SOLDAGEM TIPO ENCAIXE
Solda
Corpo
da válvula
Solda
Tubulação

Uma soldagem com características diferentes, utilizada para válvulas menores que 2" e, portanto, para pequenas espessuras, é a tipo encaixe, como ilustrado na Figura 11.

2121
2121

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

Pense e Anote Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Pense e Anote Anote
Pense e
Pense e
Anote
Anote

Válvulas/Tipos

Válvulas são aplicadas em diversas situações e cumprem objetivos que podem ser diferentes, razão pela qual tais acessórios apresentam diver- sas formas construtivas e características próprias.

Válvula gaveta

Tal válvula, muito utilizada nas instalações industriais, é projetada, em

princípio, para operar totalmente aberta ou totalmente fechada. Se utili- zadas parcialmente abertas, provocam grande perda de carga, fato que de- corre da geometria, em forma de cunha, do seu obturador. Por outro lado, totalmente aberta, dá passagem plena ao fluido de trabalho, impondo, portanto, pequena perda de carga ao fluido.

O obturador, designado simplesmente por gaveta, em forma de cu-

nha ou provido de faces paralelas, acompanha o movimento da haste ao qual está conectado, deslizando, durante o fechamento ou a abertura, por meio de duas sedes. Tais sedes, em válvulas de pequeno diâmetro, po- dem ser usinadas no próprio corpo ou, como ocorre na maior parte das aplicações, podem ser constituídas de duas peças independentes do cor- po da válvula, fixadas por pressão, rosca ou pressão seguida de soldagem, nos casos de operação em condições mais severas. Os materiais utilizados internamente às válvulas podem ser de alto

ponto de fusão, acima de 1.100ºC, condição que confere a designação de válvulas de segurança contra incêndio. Nessas válvulas, a vedação é obtida de metal contra metal, exigindo ajustes mais perfeitos e, portanto, trabalhosos, entre a sede e a gaveta. Dessa forma, válvulas de segurança contra incêndio não admitem materi- ais, tais como plástico, bronze, latão etc. Sede e gaveta são componentes que podem ser recuperados ou substi- tuídos, exigindo-se para isso um ajuste, cujo procedimento é mostrado no capítulo referente à manutenção de válvulas.

A gaveta constituída de uma única peça, como ilustrado na Figura 9, é

utilizada para líquidos em geral, independentemente do diâmetro e das condições de pressão e temperatura. Tais líquidos não devem ser excessi- vamente corrosivos ou deixar sedimentos, os quais, se depositados na parte inferior do alojamento da gaveta, impedem o total fechamento, dando origem à passagem de fluido de trabalho (falta de vedação). Para linhas de vapor, acima de 8" de diâmetro, as válvulas gavetas são muito utilizadas, promovendo um bloqueio eficiente. O mesmo ocorre com linhas de ar comprimido acima de 2". As válvulas gaveta podem, ainda, apresentar gavetas constituídas de mais de uma peça, como a ilustrada na Figura 12. Nela, há duas peças articuladas entre si e que trabalham com uma haste cuja parte terminal

2222
2222

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

AnotePense

Pense e e Anote

AnotePense Pense e e A n o t e está rosqueada em um componente em forma
AnotePense Pense e e A n o t e está rosqueada em um componente em forma

está rosqueada em um componente em forma de cunha. Com o movimen- to descendente da haste, a cunha mencionada abre as partes articuladas da gaveta, jogando-as contra a sede, promovendo-se, dessa forma, veda- ção eficiente.

Cilindro

hidráulico

Cilindro hidráulico Gaxetas Gaveta

Gaxetas

Gaveta

Cilindro hidráulico Gaxetas Gaveta FIGURA 12 Conexões para o líquido acionador Haste deslizante FIGURA

FIGURA 12

Conexões para o líquido acionador
Conexões para o líquido acionador

Conexões para o líquido acionador

Conexões para o líquido acionador

Haste deslizante

FIGURA 13

VÁLVULA GAVETA/SEDE

VÁLVULA GAVETA/SEDE 2323 PETROBRAS ABASTECIMENTO Válvulas Industriais
2323
2323

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

VÁLVULA GAVETA/GAVETA ARTICULADA

VÁLVULA GAVETA/GAVETA ARTICULADA
VÁLVULA GAVETA/GAVETA ARTICULADA
VÁLVULA GAVETA/GAVETA ARTICULADA

A válvula de gaveta única e a articulada, apresentada na Figura 12, podem operar em qualquer posição. Outra variante de válvula gaveta, muito utilizada para válvulas de gran-

des diâmetros em tubulações de vapor, alta pressão, é constituída de dois discos livres, um dos quais contém um pequeno furo e fica do lado de maior pressão da tubulação. Em função do furo, o fluido que está sendo bloqueado penetra entre os discos e os afasta de modo a jogá-los contra as respectivas sedes, estabelecendo-se, dessa forma, um procedimento de vedação eficiente (Figura 13). Existe um problema importante e que está relacio-

nado com a abertura de válvulas de grande diâmetro (acima de 8") que operam em sistemas de alta pres- são (acima de 16kgf/cm 2 ). Nessas válvulas, a pressão exercida pelo fluido so- bre a gaveta é alta e o esforço para abertura é signifi- cativo, em face do atrito desenvolvido entre a gaveta e a sede durante a abertura. Para contornar essa dificuldade, uma tubulação de pequeno diâmetro, provida de uma válvula gaveta, ligando os dois lados da válvula, pressurizados e não pressurizados, é a solução normalmente utilizada.

DE

DISCOS

Discos livres

Discos

livres

Pense e Pense e Anote Anote
Pense e
Pense e
Anote
Anote
Durante o funcionamento normal do sistema, a válvula de grande diâmetro está fechada, bem como
Durante o funcionamento normal do sistema, a válvula de grande
diâmetro está fechada, bem como a de menor porte, situada na
tubulação de contorno (by-pass). Por ocasião da abertura da válvula
de grande diâmetro (válvula principal),
faz-se, inicialmente, a abertura da válvula
de by-pass, obtendo-se, com isso, uma
equalização da pressão dos dois lados
da gaveta, o que reduz o esforço exigido
na abertura da válvula principal.
O by-pass equaliza
a pressão dos dois lados
da gaveta, permitindo
menor esforço na abertura!

Do ponto de vista construtivo da haste, existem, no mercado, três

possibilidades:

HASTE ASCENDENTE/ROSCA EXTERNA

(((((outsideoutsideoutsideoutsideoutside screwscrewscrewscrewscrew andandandandand yokeyokeyokeyokeyoke ––––– OS&Y)OS&Y)OS&Y)OS&Y)OS&Y)

A rosca da haste fica em contato

com a atmosfera, longe do contato com o fluido de trabalho, fato impor-

tante no que diz respeito à durabilidade da válvula.

Nesse tipo de válvula, o volante, ligado ao castelo por uma porca, ao

ser movimentado, transmite um movimento de translação para a has-

te, a qual passa a indicar, visualmente, a condição de abertura da válvu-

la. Para válvulas utilizadas em sistemas de vapor, pressão acima de 8kgf/

cm 2 , diâmetro acima de 3", utilizam-se, por orientação da Norma USAS

B.31.1, hastes ascendentes.

FIGURA 14 VÁLVULA DE HASTE ASCENDENTE/ROSCA EXTERNA Volante Haste com Sobrecastelo rosca externa Sobreposta
FIGURA 14
VÁLVULA DE HASTE ASCENDENTE/ROSCA EXTERNA
Volante
Haste com
Sobrecastelo
rosca externa
Sobreposta
Gaxetas
Castelo
aparafusado
Junta
Corpo
Gaveta
Sedes
Flanges
2424
2424

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

HASTE ASCENDENTE/ROSCA INTERNA

(((((risingrisingrisingrisingrising stemstemstemstemstem ––––– RS)RS)RS)RS)RS)

A haste, nesse caso, gira de forma solidária ao volante, e a rosca penetra na válvula, condição que caracteri- za essa válvula como de pior qualidade em relação ao modelo anterior.

FIGURA 15 VÁLVULA DE HASTE ASCENDENTE/ROSCA INTERNA Volante Porca de aperto Sobreposta Gaxetas Castelo rosqueado
FIGURA 15
VÁLVULA DE HASTE ASCENDENTE/ROSCA INTERNA
Volante
Porca de aperto
Sobreposta
Gaxetas
Castelo
rosqueado
Haste com
rosca interna
Corpo
Gaveta
Extremos
rosqueados
HASTE NÃO ASCENDENTE
(((((nonnonnonnonnon risingrisingrisingrisingrising stemstemstemstemstem)))))

Sistema barato e de pior qualidade que os

anteriormente apresentados, é constituído de haste sem movimento de trans- lação. Nele, a gaveta é rosqueada à haste, e o acionamento, via volante, des- loca a gaveta para cima e para baixo, abrindo ou fechando a válvula. Nesse esquema, como a haste não tem movimento de translação, o posicionamento da válvula, aberta ou fechada, não pode ser definido a partir da haste.

FIGURA 16

VÁLVULA DE HASTE NÃO ASCENDENTE

V

Porca do volante Volante Luva de segurança Engraxadeira Bucha rosqueada Haste Aperta-gaxeta Castelo H (aberta)
Porca do volante
Volante
Luva de segurança
Engraxadeira
Bucha rosqueada
Haste
Aperta-gaxeta
Castelo
H (aberta)
Gaxeta
Porca aperta-gaxeta
Parafuso e porca de
base do castelo
Prisioneiro aperta-gaxeta
Tampa
Parafuso de ligação
Junta da base
da tampa
Porca de ligação
Corpo
D
Cunha
Anel sede
B
L
2525
2525

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

Pense e Anote Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Anote Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Anote

Algumas válvulas gavetas especiais são encontradas, como as válvu- las de comporta (((((slideslideslideslideslide valvesvalvesvalvesvalvesvalves))),)) as válvulas de fechamento rápido (((((quickquickquickquickquick----- actingactingactingactingacting valvesvalvesvalvesvalvesvalves))))) e as válvulas de passagem plena (((((throughthroughthroughthroughthrough conduitconduitconduitconduitconduit valvesvalvesvalvesvalvesvalves))),)) como segue:

VÁLVULAS DE PASSAGEM PLENA

A gaveta é dotada de um furo central que permite o seu alinhamento com a tubulação, liberando totalmente a passagem do fluido. Tais válvulas encontram aplicação em oleodutos nos quais é necessária a utilização de dispositivo de limpeza, conhecido por pig, que, acionado pelo próprio produto bombeado ou por água, desloca- se ao longo da tubulação em um movimento que combina rotação com translação, “raspando-a” internamente. Operando de forma similar ao pig, no que diz respeito aos movimen- tos de rotação e translação, um outro dispositivo, este dotado de fonte radioativa, pode detectar e posicionar, ao longo da tubulação, pontos de menor espessura que precisam ser reparados. Geralmente, oleodutos são utilizados para o escoamento de mais de um produto. Assim, entre dois produtos diferentes, é necessária a utiliza- ção de uma esfera de modo a definir perfeitamente a interface entre esses produtos. Todos os dispositivos mencionados exigem passagem plena junto às válvulas.

FIGURA 17 VÁLVULA DE PASSAGEM PLENA Volante Haste Sobreposta Castelo Gaveta maciça (em duas partes)
FIGURA 17
VÁLVULA DE PASSAGEM PLENA
Volante
Haste
Sobreposta
Castelo
Gaveta maciça
(em duas partes)
Corpo
VISTA
Sedes
FRONTAL
DA GAVETA
Guias fixas
da gaveta

VÁLVULAS DE FECHAMENTO RÁPIDO

São válvulas utilizadas em situa-

ções em que o fluxo do fluido precisa ser interrompido rapidamente, sen- do o que ocorre em válvulas de descarregamento de caminhões. Nessas válvulas (Figura 18), uma alavanca substitui o volante, deslocando de for- ma rápida a gaveta e fazendo o fechamento da válvula.

2626
2626

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

FIGURA 18 DISPOSITIVO DE LIMPEZA (PIG) Brushes Brushes pig FIGURA 19 VÁLVULA DE FECHAMENTO RÁPIDO
FIGURA 18
DISPOSITIVO DE LIMPEZA (PIG)
Brushes
Brushes
pig
FIGURA 19
VÁLVULA DE FECHAMENTO RÁPIDO
Alavanca
de operação
Guia da
alavanca
Haste deslizante
Gaxeta
Castelo
aparafusado
Gaveta
Flange

VÁLVULAS COMPORTA

Válvulas cujas gavetas assemelham-se a chapas, portanto, de superfícies planas e não em forma de cunha, que deslizam sobre guias, controlando a passagem de gases, os quais podem conter par- tículas sólidas dispersas. Tais válvulas encontram aplicação em dutos de CO das unidades de craqueamento catalítico para controlar a pressão no interior do reator. Nesse caso, a gaveta pode ser dupla, isto é, duas chapas deslizantes. Trabalhando nas mesmas guias, deslizam sobre elas e se en- contram no centro da válvula. Como as extremidades de cada chapa con-

2727
2727

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

AnotePense Pense e e Anote
AnotePense
Pense e e Anote
Pense e Pense e Anote Anote
Pense e
Pense e
Anote
Anote

têm um semicírculo, o encontro no centro da válvula dá origem a uma abertura circular de passagem mínima do gás mencionado e necessária para garantir a segurança operacional do reator. A Figura 20, esquemati- camente, ilustra esse tipo de válvula.

FIGURA 20 VÁLVULA COMPORTA Guia Comporta
FIGURA 20
VÁLVULA COMPORTA
Guia
Comporta

Válvula macho

As válvulas macho, classificadas como válvulas de bloqueio ou de fecha- mento, apresentam uma característica interessante, que é o acionamento mediante a rotação de uma alavanca em apenas 1/4 de volta, tornando- se, por essa razão, válvulas de fechamento rápido. Do ponto de vista de sua construção, apresentam como obturador um componente designado de macho, o qual, conectado à alavanca mencio- nada, gira para definição das posições aberta e fechada. Normalmente, nes- sas válvulas, o uso do macho em condições de fechamento parcial não é recomendável diante da grande perda de carga nessa condição de trabalho.

2828
2828

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

Tais válvulas são aplicáveis, quando em pequenos diâmetros e baixas

pressões, para bloqueio de água, vapor e líquidos e, em quaisquer diâme-

tros e pressões, para gases de um modo geral.

A Figura 21 mostra uma válvula macho com obturador em forma de

cone e que dispõe de uma passagem retangular para o fluido. Diante do

atrito que se desenvolve entre o macho e a sede, a válvula é dotada de

dispositivo de lubrificação, o qual conduz a graxa, sob pressão, através de

ranhuras existentes nesse obturador.

pressão, através de ranhuras existentes nesse obturador. Precisou de bloqueio rápido? Use uma válvula macho! FIGURA
Precisou de bloqueio rápido? Use uma válvula macho!

Precisou de bloqueio rápido? Use uma válvula macho!

Precisou de bloqueio rápido? Use uma válvula macho!
Precisou de bloqueio rápido? Use uma válvula macho! FIGURA 20 VÁLVULA MACHO   Alavanca

FIGURA 20

VÁLVULA MACHO

 

Alavanca

Engaxadeira

de manobra

  Alavanca Engaxadeira de manobra Sobreposta Gaxetas Macho Sedes Orifício de passagem Rasgos de
Sobreposta Gaxetas Macho
Sobreposta
Gaxetas
Macho

Sedes

Alavanca Engaxadeira de manobra Sobreposta Gaxetas Macho Sedes Orifício de passagem Rasgos de lubrificação
Alavanca Engaxadeira de manobra Sobreposta Gaxetas Macho Sedes Orifício de passagem Rasgos de lubrificação

Orifício de

passagem

Rasgos de lubrificação

A graxa, evidentemente, tem de ser compatível com o fluido em esco-

amento. Por outro lado, como através das ranhuras mencionadas podem

ocorrer vazamentos de produto para a atmosfera, válvulas de retenção,

constituídas de esferas e molas, são dispostas no trajeto percorrido pela

graxa, como observado na Figura 22.

2929
2929

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

AnotePense Pense e e Anote
AnotePense
Pense e e Anote
Pense e Pense e Anote Anote
Pense e
Pense e
Anote
Anote
Pense e Pense e Anote Anote FIGURA 22 VÁLVULA MACHO/LUBRIFICAÇÃO Encaixe quadrado para uso de chave

FIGURA 22

VÁLVULA MACHO/LUBRIFICAÇÃO

Encaixe quadrado para uso de chave

Conexão para lubrificação

quadrado para uso de chave Conexão para lubrificação Sobreposta Porca/parafusos da sobreposta Anel de gaxeta Anel

Sobreposta

para uso de chave Conexão para lubrificação Sobreposta Porca/parafusos da sobreposta Anel de gaxeta Anel de

Porca/parafusos

da sobreposta

para lubrificação Sobreposta Porca/parafusos da sobreposta Anel de gaxeta Anel de metal Porca de fixação da
para lubrificação Sobreposta Porca/parafusos da sobreposta Anel de gaxeta Anel de metal Porca de fixação da

Anel de gaxeta

Sobreposta Porca/parafusos da sobreposta Anel de gaxeta Anel de metal Porca de fixação da tampa Tampa

Anel de metal

Porca de fixação da tampa

Tampa

Junta

Válvula de

retenção para

lubrificantes

Ranhura

lubrificação

Plugue cônico

Corpo

Câmara de

lubrificação

Válvulas macho, de grande diâmetro e de aplicação especial, dotadas de obturador em forma de cone, podem conter um dispositivo que per- mite promover um pequeno deslocamento do macho na direção perpen- dicular à definida pelas linhas de fluxo, logo que acionada a alavanca. As- sim, acionada a alavanca, num primeiro momento, o macho tem o deslo- camento mencionado e, em seguida, gira, proporcionando a abertura ou

o fechamento da válvula. Tal movimento evita a impossibilidade de aber-

tura ou fechamento da válvula para situações em que o atrito que se de- senvolve entre o macho e a sede é grande. Para altas temperaturas, acima do limite de utilização das graxas usu- ais, as válvulas macho, quando empregadas, não são lubrificadas. O obturador de uma válvula macho pode ser em forma de esfera, a qual

é vedada normalmente por materiais como borracha, neoprene, ou Teflon,

limitando o uso a temperaturas abaixo do ponto de fusão desses materi- ais. São válvulas eficientes, utilizadas para bloqueio de líquidos e gases em quaisquer diâmetros e níveis de pressão. A Figura 23 ilustra uma vál- vula que recebe a designação de válvula de esfera (((((ballballballballball valvesvalvesvalvesvalvesvalves).).).).).

3030
3030

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

FIGURA 23 VÁLVULA ESFERA Alavanca Haste de manobra Engaxetamento Orifício de passagem Macho (esfera oca)
FIGURA 23
VÁLVULA ESFERA
Alavanca
Haste
de manobra
Engaxetamento
Orifício de
passagem
Macho
(esfera oca)
Anéis retentores
Além da válvula esfera, uma outra variante de válvula macho é a vál-
vula de 3 ou 4 vias (((((threethreethreethreethree &&&&& fourfourfourfourfour waywaywaywayway valvesvalvesvalvesvalvesvalves))).)) O macho, nesse tipo de
válvula, é escavado em T, L ou X, e o corpo da válvula é dotado de 3 ou 4
conexões, permitindo mais de uma alternativa de alinhamento do produ-
to (Figura 24).
FIGURA 24
VÁLVULA MACHO DE 3 OU 4 VIAS
Haste
Alavanca de manobra
Engaxetamento
Orifício de
passagem
Anéis retentores
Macho
(esfera oca)
Macho
POSIÇÃO ABERTA
CORTE EM PROJEÇÃO
HORIZONTAL
3131
3131

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

Pense e Anote Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Anote Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Anote

Válvula globo

VÁLVULAS GLOBO

(globeglobeglobeglobeglobe valvesvalvesvalvesvalvesvalves)

São destinadas a controlar o fluxo de um produto

qualquer em uma tubulação por permitir várias posições de regulagem (Figura 25).

FIGURA 25 VÁLVULA GLOBO Volante Haste com rosca externa Sobreposta Castelo aparafusado Tampão Sede Sentido
FIGURA 25
VÁLVULA GLOBO
Volante
Haste com
rosca externa
Sobreposta
Castelo aparafusado
Tampão
Sede
Sentido
de fluxo

Pela sua configuração, com o fluido que escoa da parte inferior para a superior do obturador (“tampão”), a válvula globo impõe significativa mudança na direção desse escoamento, tendo-se como conseqüência a ocorrência de grande perda de carga. Fechadas, tais válvulas permitem vedações estanques. Além disso, os seus internos podem ser de materiais de alto ponto de fusão (acima de 1.100ºC), caracterizando-as como vál- vulas de segurança contra incêncio. Em válvulas menores, aplicadas em serviços que não exijam essa característica, alguns internos podem ser de neoprene, borracha ou de outros materiais de baixo ponto de fusão. Algumas válvulas globo possuem características especiais, como as válvulas angulares (((((angleangleangleangleangle valvesvalvesvalvesvalvesvalves),),),),), as válvulas em “Y” e as válvulas agu- lha (((((needleneedleneedleneedleneedle valvesvalvesvalvesvalvesvalves).).).).).

Válvulas angulares

As válvulas angulares, conforme a Figura 26, apresentam os bocais de en- trada e saída de produto dispostos a 90º, arranjo que confere perda de carga menor que as válvulas globo. Entretanto, sua utilização é limitada

3232
3232

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

em função de restrições ao seu posicionamento nas tubulações. Depen- dendo desse posicionamento, particularmente em linhas que operam em alta temperatura, esforços excessivos, gerados por efeito da dilatação, atu- am sobre o corpo dessas válvulas, podendo, em determinadas situações, provocar a ruptura.

FIGURA 26 VÁLVULAS ANGULARES Haste com rosca Porca de aperto Gaxetas Tampão Trajetória do fluido
FIGURA 26
VÁLVULAS ANGULARES
Haste com rosca
Porca de aperto
Gaxetas
Tampão
Trajetória do fluido
FIGURA 27
VÁLVULAS AGULHA Castelo de união Sede Agulha Trajetória do fluido Porca
VÁLVULAS AGULHA
Castelo
de união
Sede
Agulha
Trajetória
do fluido
Porca

Válvulas

agulha

As válvulas agulha apresentam um tam- pão (Figura 27), o qual, deslocado por ação do volante, libera passa- gem pequena para o fluido, permitindo ajustes finos de vazão. São utilizadas com fre- qüência em linhas de sistemas de lubrifica- ção de equipamentos dinâmicos por permi- tirem regulagens ade- quadas da pressão.

3333
3333

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

AnotePense Pense e e Anote
AnotePense
Pense e e Anote
Pense e Pense e Anote Anote
Pense e
Pense e
Anote
Anote

Válvulas em “Y”

As válvulas em “Y” apresentam como diferença, comparativamente à vál- vula globo tradicional, o posicionamento da sede, o qual é definido segun- do um ângulo de 45º em relação à linha de centro da tubulação. Essa cons- trução reduz a perda de carga através da válvula, minimizando o problema existente nas válvulas globo tradicionais. São utilizadas mais intensamente em linhas de vapor nas atividades de bloqueio e regulagem de fluxo.

FIGURA 28 VÁLVULAS EM “Y” Tampão Trajetória do fluido Sede
FIGURA 28
VÁLVULAS EM “Y”
Tampão
Trajetória
do fluido
Sede

Válvula de retenção

As válvulas de retenção (((((checkcheckcheckcheckcheck valvesvalvesvalvesvalvesvalves))))) permitem o escoamento do flui- do de trabalho em apenas um sentido. O seu obturador, também cha- mado de tampão, é pressionado pelo próprio fluido contra a sede, quan- do o escoamento ocorre em um determinado sentido, vedação que pode ou não ser auxiliada por uma mola. No sentido oposto, o mesmo fluido atua sobre o tampão, afastando-o da sede; ele vence, nesse caso, a força da mola, se existente. Um tipo de válvula de retenção, que atua no sentido de impedir o va- zamento do produto em escoamento para a atmosfera, constituído de esferas e válvulas, foi apresentado anteriormente. No caso mencionado, a válvula permitia a injeção da graxa de fora para dentro da válvula, lubrifi- cando as faces do macho em forma de cone e também a sede. No sentido oposto, entretanto, impedia não só o retorno da própria graxa, como o vazamento de produto para a atmosfera. Dispositivo similar é o caso do pneu de automóvel pressurizado com ar comprimido injetado através de uma válvula de retenção. Retirado o bico de injeção de ar comprimido, o ar pressurizado do pneu tenderia a escoar para a atmosfera, no que é impedido pela válvula de retenção existente no pneu.

3434
3434

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

AnotePense

Pense e e Anote

AnotePense Pense e e A n o t e Em instalações industriais, particularmente quando duas bombas
AnotePense Pense e e A n o t e Em instalações industriais, particularmente quando duas bombas

Em instalações industriais, particularmente quando duas bombas centrí- fugas operam com a mesma finalidade, uma reserva da outra (Figura 29), o produto da descarga da bomba em operação pode, em face do arranjo de tubulações normalmente utilizado, injetar produto na bomba parada em fluxo

reverso, fazendo-a girar ao contrário. Nessa situação, o rotor da bomba des- conecta-se do eixo, gerando um acidente de proporções consideráveis. Um tipo particular de válvula, o qual não pode, rigorosamente, ser classi- ficado como válvula de retenção, designado como válvula de passagem mí- nima ou de recirculação, também é utilizado na descarga de algumas bom- bas, que não podem operar abaixo de uma determinada vazão sem mostrar aquecimento excessivo capaz de provocar o travamento da bomba. Para a bomba que opera acima da vazão mínima, a válvula opera como uma retenção comum, permitindo o fluxo de produto no sentido da bomba para o sistema de descarga. Porém, quando a vazão da bomba está abaixo da vazão mínima, uma linha lateral, acionada mecanicamente por um sistema de alavancas, é aberta, permitindo ao fluido retornar parcialmen- te para a sucção. Assim, uma parte do fluido bombeado segue o trajeto bomba/sistema de descarga, e uma segunda parte retorna para a sucção da bomba, via linha lateral. Dessa forma, por meio da bomba, o fluxo de produto é a soma dos fluxos mencionados, cuja totalidade supera o fluxo mínimo necessário para a bomba.

O produto, na válvula de passagem míni- ma, opera com grande velocidade e, como o desgaste é em geral proporcional ao quadra- do da velocidade, os internos desse acessó- rio são normalmente de grande dureza, ou seja, da ordem de 70Rc (Figura 30).

de grande dureza, ou seja, da ordem de 70Rc (Figura 30). Sem válvula de retenção, há
de grande dureza, ou seja, da ordem de 70Rc (Figura 30). Sem válvula de retenção, há

Sem válvula de retenção, há um

enorme de se “perder” a bomba!

risco

há um enorme de se “perder” a bomba! risco FIGURA 29 BOMBAS CENTRÍFUGAS/USO DA VÁLVULA DE
FIGURA 29 BOMBAS CENTRÍFUGAS/USO DA VÁLVULA DE RETENÇÃO Bomba A Bomba B
FIGURA 29
BOMBAS CENTRÍFUGAS/USO DA VÁLVULA DE RETENÇÃO
Bomba A
Bomba B

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

3535
3535

Válvulas Industriais

Pense e Pense e Anote Anote
Pense e
Pense e
Anote
Anote
FIGURA 30 BOMBAS CENTRÍFUGAS/VÁLVULA DE PASSAGEM MÍNIMA Guia superior Tampão ou disco (descarga) Sede Tampão
FIGURA 30
BOMBAS CENTRÍFUGAS/VÁLVULA DE PASSAGEM MÍNIMA
Guia superior
Tampão ou
disco (descarga)
Sede
Tampão ou disco
(passagem mínima)
Passagem
mínima
Sede
(passagem mínima)
Guia inferior

Várias configurações para o tampão dão origem a válvulas de retenção diferentes. Destacam-se as válvulas de retenção de levantamento (((((liftliftliftliftlift----- checkcheckcheckcheckcheck valvesvalvesvalvesvalvesvalves))),)) as válvulas de retenção de portinhola (((((swingswingswingswingswing-----checkcheckcheckcheckcheck val-val-val-val-val- vesvesvesvesves))))) e as válvulas de retenção de esferas (((((ballballballballball-----checkcheckcheckcheckcheck valvesvalvesvalvesvalvesvalves))).))

Válvulas de retenção e de levantamento

A Figura 31 ilustra esse tipo de válvula, em que o tampão trabalha conecta- do a um pino, o qual, sob a ação da pressão do fluido, promove o seu levan- tamento e o escoamento desejado. Por outro lado, quando a pressão do flui- do na parte superior do tampão é maior do que a existente na sua parte inferior, esse obturador, jogado contra a sede, impede o retorno do fluido. Tal tipo de válvula oferece, praticamente, a mesma resistência ao es- coamento que as válvulas globo e é mais intensamente utilizado para sis- temas gás ou vapor de diâmetros acima de 6". O sistema pino/guia, por sua vez, está sujeito a emperramento, podendo, particularmente, quan- do do manuseio de produtos com sedimentos ou corrosivos, deixar de operar de forma satisfatória.

3636
3636

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

FIGURA 31 VÁLVULA DE RETENÇÃO DE LEVANTAMENTO Tampa Guia Sede Pino Tampão Entrada S a
FIGURA 31 VÁLVULA DE RETENÇÃO DE LEVANTAMENTO Tampa Guia Sede Pino Tampão Entrada S a

FIGURA 31

VÁLVULA DE RETENÇÃO DE LEVANTAMENTO

Tampa

Tampa Guia Sede Pino Tampão Entrada S a í d a
Tampa Guia Sede Pino Tampão Entrada S a í d a

Guia

Sede

Pino

Tampão

Entrada

Saída

FIGURA 32

VÁLVULA DE RETENÇÃO DE PORTINHOLA

Tampa

Tampa Flange de entrada Flange de saída Tampão Sede

Flange de

entrada

Tampa Flange de entrada Flange de saída Tampão Sede
Tampa Flange de entrada Flange de saída Tampão Sede

Flange

de saída

Tampa Flange de entrada Flange de saída Tampão Sede

Tampão

Sede

PETROBRAS

Válvulas Industriais

Válvulas de retenção de portinhola

Com a sede disposta quase que a 90º da linha de centro da tubulação, as válvulas de retenção de portinhola (swing - check valves ) têm perda de carga menor que a apresentada anteriormente, podendo ser utilizadas, de acordo com algumas características construtivas, nas posições horizon- tal e vertical. São sujeitas a emperramento em face da existência do pino articulado, ilustrado na Figura 32.

Quando operam com fluido dotado de seguidas inversões de fluxo, podem vibrar intensamente, provocando muito ruído e dando origem a um fenômeno conhecido como chattering .

3737
3737

ABASTECIMENTO

Pense e Anote Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Pense e Anote Anote
Pense e
Pense e
Anote
Anote

Válvulas de retenção de esferas

Utilizadas mais intensamente para fluidos de grande viscosidade que es- coam em sistemas de 2" ou de menor diâmetro, as válvulas de reten- ção de esferas (((((ballballballballball-----chekchekchekchekchek valvesvalvesvalvesvalvesvalves))))) encontram grande aplicação industrial (Figura 33).

FIGURA 33 VÁVULA DE RETENÇÃO DE ESFERAS Esfera Entrada Saída FIGURA 34 VÁVULA DE PÉ
FIGURA 33
VÁVULA DE RETENÇÃO DE ESFERAS
Esfera
Entrada
Saída
FIGURA 34
VÁVULA DE PÉ
Bocal de saída
Pino
Guia
Tampão
Grade
de entrada

Concluindo, temos as válvulas de pé (((((fffffootootootootoot vvvvvalvalvalvalvalveseseseses))),)) mostradas na Fi- gura 34, e as válvulas de retenção e fechamento (((((stopstopstopstopstop-----checkcheckcheckcheckcheck valvesvalvesvalvesvalvesvalves),),),),), na Figura 35.

3838
3838

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

FIGURA 35 VÁVULA DE RETENÇÃO E FECHAMENTO Haste rosqueada Haste do tampão Guia Tampão Entrada
FIGURA 35
VÁVULA DE RETENÇÃO E FECHAMENTO
Haste rosqueada
Haste do
tampão
Guia
Tampão
Entrada
Saída

As válvulas de pé (((((fffffootootootootoot vvvvvalvalvalvalvalveseseseses))))) são utilizadas intensamente nas linhas de alimentação de bombas centrífugas, que succionam de reservatórios não pressurizados com ponto de captação abaixo da linha de centro da bomba, como um rio ou tanque aberto. Nessa situação, o líquido, antes da partida da bomba, deve preencher toda a tubulação de sucção, chegan- do até o impelidor, numa operação conhecida como escorva. Concluído o bombeamento e desligada a bomba, o líquido existente na sucção tende a escoar espontaneamente de volta ao reservatório, de- terminando a necessidade de um novo enchimento da tubulação de suc- ção (escorva) por ocasião do bombeamento seguinte. Este procedimento é evitado pela adição da válvula de pé na sucção, a qual, pela ação do tampão, impede o retorno do líquido para o reservatório. A válvula de pé, quando opera com líquidos que apresentam partícu- las sólidas, é normalmente envolvida por uma tela, a qual retém, por ocasião do bombeamento, tais partículas, impedindo que as mesmas cir- culem pelo interior da bomba e sejam levadas ao ponto de utilização do produto bombeado. As válvulas de fechamento e retenção (((((stopstopstopstopstop-----checkcheckcheckcheckcheck valvesvalvesvalvesvalvesvalves))),)) utiliza- das em linhas de saída de caldeira, operam segundo os conceitos de vál- vula de retenção e válvula globo, em que o tampão, guiado por um pino, atua de forma similar às válvulas de retenção de levantamento (liftliftliftliftlift-checkcheckcheckcheckcheck valvesvalvesvalvesvalvesvalves). Além disso, uma haste, movimentada por um volante, trava o pino mencionado, jogando o tampão contra a sede, o que fecha a válvula em condição de eficiência similar à apresentada pelas válvulas globo.

3939
3939

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

AnotePense Pense e e Anote
AnotePense
Pense e e Anote
Pense e Pense e Anote Anote
Pense e
Pense e
Anote
Anote

Válvulas de segurança e de alívio

Tais válvulas são fundamentais para a segurança operacional das instala-

ções industriais. Limitam, normalmente por ação de uma mola ou de um

contrapeso, a pressão no interior de um sistema, mantendo-o dentro das

condições limites de projeto. Excedida a pressão predefinida como segu-

ra, a válvula abre, descarregando para outros sistemas, como o sistema

de tocha (flare) ou para a atmosfera, situação que ocorre em compresso-

res de ar comprimido ou em caldeiras a vápor d´água.

No caso de caldeiras, a descarga dessas válvulas, as quais devem estar

sempre posicionadas de modo a não causarem riscos ao homem, é segui-

da de ruído intenso quando da passagem do fluido, razão pela qual, em

muitas situações, um silenciador também é utilizado na seqüência da

instalação.

Assim como as válvulas de retenção, as válvulas de segurança e de alí-

vio operam por ação da pressão ou diferença de pressão desenvolvida pelo

próprio fluido de trabalho, caracterizando-se, portanto, como válvulas

automáticas.

Nesse tipo de válvula, a pressão do fluido de trabalho, que atua sobre

a parte inferior do tampão, também chamado de disco ou sede superior,

vence a resistência da mola (ou contrapeso), abrindo-a e permitindo que

ela descarregue para um sistema de alívio.

Caso a válvula esteja alinhada para um sistema também pressurizado,

o esforço desenvolvido na parte inferior do tampão vence a resistência da

mola adicionada ao esforço desenvolvido pela pressão do fluido do siste-

ma de descarga, atuante na parte superior do tampão.

Tal pressão, designada de contrapressão (((((backbackbackbackback pressurepressurepressurepressurepressure))),)) pode ser anu-

lada em algumas válvulas pelo uso de algum tipo de dispositivo, como

um fole, caso em que a válvula é dita balanceada.

A Figura 36 ilustra uma válvula de segurança convencional, e as Figu-

ras 37 e 38 mostram válvulas balanceadas, nas quais, com o auxílio ou

não de fole, a construção permite fazer com que sobre o disco, tanto na

sua parte inferior como na superior, os esforços gerados pelo produto da

descarga sejam os mesmos. Este esquema possibilita, portanto, anular os

esforços sobre ele automaticamente. Tanto as válvulas balanceadas como

as não balanceadas podem ser dotadas de uma alavanca externa para aci-

onamento manual, proporcionando uma verificação ou teste dessas vál-

vulas para certificação da funcionalidade das mesmas.

vulas para certificação da funcionalidade das mesmas. PSV ou PRV: a melhor forma de deixar uma
PSV ou PRV: a melhor forma de deixar uma planta operacionalmente segura!
PSV ou PRV: a melhor forma de deixar uma planta operacionalmente segura!
PSV ou PRV: a melhor forma de deixar uma planta operacionalmente segura!

PSV ou PRV: a melhor forma de deixar uma planta operacionalmente segura!

PSV ou PRV: a melhor forma de deixar uma planta operacionalmente segura!
PSV ou PRV: a melhor forma de deixar uma planta operacionalmente segura!
PSV ou PRV: a melhor forma de deixar uma planta operacionalmente segura!
4040
4040

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

FIGURA 36 VALVULA DE SEGURANÇA CONVENCIONAL/ESQUEMA Porca de regulagem Mola Bocal de saída Tampão Sede
FIGURA 36
VALVULA DE SEGURANÇA CONVENCIONAL/ESQUEMA
Porca de
regulagem
Mola
Bocal
de saída
Tampão
Sede
Bocal de entrada
CASTELO CASTELO COM COM VENT VENT PARA PARA
DESCARGA DESCARGA DA DA VÁLVULA VÁLVULA
Castelo
P
P
B
B
Vent
Guia
do disco
Tampão
ou disco
P
P
B
B
P V
P V A N = Fs + (P B A N )
Mola (Fs)
4141
4141

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

Pense e Anote Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Anote
FIGURA 37 VÁLVULA DE SEGURANÇA BALANCEADA A B = Área efetiva do fole A D
FIGURA 37
VÁLVULA DE SEGURANÇA BALANCEADA
A B = Área efetiva do fole
A D = Área do disco
Mola do
castelo ventrado
A N = Área de assentemento no bocal
Pense e Anote
Pense e Anote
F S
A P = Área do pistão
F S = Força da mola
Vent do fole
P V = Pressão no vaso/manométrica
P
= Contrapressãoimposta pelo
B
sistema em libras/pol 2 /manométrica
P
B
P S = Pressão de ajuste
Tampão
ou disco
Fole
com vent
P
V
Nota
A B = A N
Na figura
P V = P S (P V ) (A N ) =
F S (típica) e P S = F S /A N
FIGURA 38
VÁLVULA DE SEGURANÇA BALANCEADA
DISCO OU TAMPÃO BALANCEADO
DISCO OU TAMPÃO BALANCEADO
TIPO TIPO PISTÃO PISTÃO COM COM
VENT VENT
Mola do
castelo ventado
F S
P
P
B
B
P B
Tampão
ou disco
P
P
B
B
Vent
P
V
A P = A N
As características operacionais dessas válvulas dependem da natureza
do fluido de trabalho, razão pela qual são designadas de válvulas de se-
gurança (((((safetysafetysafetysafetysafety valvesvalvesvalvesvalvesvalves))))) quando operam com gases, ou válvulas de alí-
vio (((((reliefreliefreliefreliefrelief valvesvalvesvalvesvalvesvalves))))) quando operam com líquidos. Assim, a abertura de uma
válvula que opera com vapor ou gás, devido à alta compressibilidade des-
tes, traduz-se por ação rápida conhecida como pop action , que permite
designar as válvulas de segurança como válvulas pop. Na prática, no ca-
pítulo que trata da manutenção de válvulas, as válvulas de segurança e de
PETROBRAS
ABASTECIMENTO
4242
Válvulas Industriais
Pistão

alívio, independentemente do estado físico do produto com os quais tra-

balham, são designadas apenas como válvulas de segurança. Um equipamento, como uma caldeira, por exemplo, deve ser subme- tido a teste hidrostático realizado a uma pressão da ordem de 1 1/2 vez a pressão de trabalho do equipamento, valor superior à pressão de ajuste da válvula de segurança. Durante o teste, a válvula deve ser removida ou, na impossibilidade de sua remoção, particularmente nos casos em que a válvula é soldada, ela deve ser travada na condição fechada para permitir

o

referido teste. A Figuras 39 e 40 mostram, respectivamente, um plugue

e

um grampo utilizados no teste.

FIGURA 39 VÁLVULA DE SEGURANÇA/PLUGUE DE TRAVAMENTO Plugue Pino Cap Anel “O” Bocal FIGURA 40
FIGURA 39
VÁLVULA DE SEGURANÇA/PLUGUE DE TRAVAMENTO
Plugue
Pino
Cap
Anel “O”
Bocal
FIGURA 40
VÁLVULA DE SEGURANÇA/GRAMPO DE TRAVAMENTO
Parafuso do grampo
teste Rosqueado
Grampo de teste
Porca
Haste
Parafuso de ajuste
Porca de ajuste
Conjunto grampo
Castelo
de teste
Grampo de teste
4343
4343

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

AnotePense Pense e e Anote
AnotePense
Pense e e Anote
Alguns termos são utilizados com freqüência quando estamos tratan- do de válvulas de segurança e
Alguns termos são utilizados com freqüência quando estamos tratan-
do de válvulas de segurança e de alívio, sendo que os principais estão
relacionados a seguir.
Pressão de operação
Pense e Anote
Pense e Anote
É
a pressão de operação do fluido de trabalho, entendendo-se que ele pode
estar em mais de uma condição de pressão e temperatura, todas conside-
radas condições de trabalho. Dentre elas, a que corresponde à maior pres-
são é utilizada como referência para definir pressão de abertura da válvu-
la, designada de pressão de ajuste.
Pressão de ajuste
É
a pressão definida para abertura da válvula, valor evidentemente maior
que a pressão de operação usual, guardando entre elas diferença de pres-
são de 10%.
Na situação em que a válvula de segurança ou de alívio descarrega para
um sistema pressurizado, este impõe uma contrapressão à válvula, cujo
valor deve ser considerado para definição da pressão de ajuste.
Sobrepressão
Atingida a pressão de ajuste, o tampão desloca-se, iniciando a abertura
da válvula. A pressão, porém, ainda cresce, bem como a abertura da vál-
vula, até atingir valor que corresponde à máxima capacidade de escoamen-
to do fluido. A diferença entre essa pressão e a pressão de ajuste, normal-
mente expressa em termos percentuais, é a sobrepressão, a qual, de con-
formidade com o código ASME (American Society Mechanical Engineering),
tem os seguintes valores:
Para ar e gases de um modo geral
10% (ASME, Seção VIII)
Para vapor em linha
10% (ASME, Seção VIII)
Para vapor/caldeira
3% (ASME, Seção I)
Em condição de fogo
21% (ASME, Seção VIII)
Para líquidos de um modo geral
25% (s/ref. no Código ASME)
Acúmulo
É
a diferença de pressão, expressa em geral em termos percentuais, entre
a máxima pressão alcançada durante a abertura da válvula e a máxima
pressão de trabalho permitida (Maximum Admitted Work Pressure – MAWP).
Caso a máxima pressão de trabalho permitida seja igual à pressão de ajuste,
os conceitos de sobrepressão e acúmulo coincidem.
PETROBRAS
ABASTECIMENTO
4444
Válvulas Industriais

Diferencial de alívio

Concluída a descarga, por ocasião do fechamento da válvula, a pressão cai

para um valor ligeiramente inferior ao da pressão de ajuste. A diferença

entre as pressões mencionadas, expressa em termos percentuais com re-

lação à pressão de ajuste, é designada de diferencial de alívio (blowdown).

O diferencial de alívio também é um valor normalizado pelo código

ASME. A seção VIII define o valor de 5% a 7% para as válvulas de processo,

e a seção X, o valor de 4% para caldeiras.

As válvulas de segurança possuem anel de regulagem a partir do qual,

em bancada, o diferencial de alívio pode ser ajustado. O anel de regula-

gem, entretanto, só tem aplicação para válvulas de segurança que ope-

ram com vapor ou gás, sendo inócuo para válvulas que operam com lí-

quidos.

Reunindo os conceitos até aqui apresentados, a Figura 41 mostra-os

em função da máxima pressão de ajuste.

41 mostra-os em função da máxima pressão de ajuste. FIGURA 41 PRESSÃO DE AJUSTE X DEMAIS

FIGURA 41

PRESSÃO DE AJUSTE X DEMAIS CONCEITOS

Sobrepressão Sobrepressão

ou ou

acúmulo acúmulo

Diferença Diferença

de de alívio alívio

 

%%

 

ÍndiceÍndice

 

50

150

40

140

30

130

25

125

Sobrepressão (Líquidos)

21

121

Sobrepressão (Fogo)

16

116

Máxima pressão alívio para múltiplas válvulas (Processo)

10

110

Sobrepressão (Vapor/gás) Máxima pressão ajuste permitida para válvulas suplementares (Fogo)

 

5

105

Máxima pressão de ajuste permitida para válvulas suplementares (Processo)

3

103

Sobrepressão (Caldeira) Máxima pressão de trabalho permitida – MAWP

0

100

Pressão de ajuste

 

2

98

Início da abertura

5

95

Reassentamento da válvula (Diferencial de alívio)

– 10

90

Máxima pressão de operação usual/pressão para teste de vedação

4545
4545

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

AnotePense Pense e e Anote
AnotePense
Pense e e Anote
Pense e Pense e Anote Anote
Pense e
Pense e
Anote
Anote

A análise da seqüência operacional de uma válvula de segurança é

importante para caracterizar os conceitos apresentados. A Figura 42 retra- ta uma válvula de segurança fechada e alguns de seus componentes (bo- cal, tampão, anel do bocal, anel guia, a guia propriamente dita e a mola).

Seqüencialmente, ocorre:

Abertura inicial da válvula, condição em que o fluido deixa de atuar sobreguia propriamente dita e a mola). Seqüencialmente, ocorre: a área A 1 do disco para atuar

a área A 1 do disco para atuar sobre a área A 2 . Como se pode observar, A 2 > A 1 , fato que promove um acréscimo instantâneo na força de abertura da válvu- la, a qual passa a sobrepujar em muito a força da mola e, também, a contra- pressão existente. O fluido, vapor ou gás expande-se por ocasião da abertura da válvula, contribuindo para a continuidade desse processo. Nesse instante, atinge a válvula uma abertura correspondente a 70% do curso total.

O processo de abertura continua, com o fluido parcialmente incidindo

sobre a parte inferior do tampão. Ele retorna para atuar sobre o bocal e sobre o anel correspondente, região definida pela área anular C, e volta novamente à parte inferior do tampão, atingindo a válvula a sua abertura total. Nesse momento a descarga é máxima e a pressão reinante deve es- tar no máximo no valor definido para pressão de ajuste mais a sobrepres- são estabelecida (Figura 43).

de ajuste mais a sobrepres- são estabelecida (Figura 43). FIGURA 42 VÁLVULA DE SEGURANÇA/ESQUEMA Força da
de ajuste mais a sobrepres- são estabelecida (Figura 43). FIGURA 42 VÁLVULA DE SEGURANÇA/ESQUEMA Força da

FIGURA 42

VÁLVULA DE SEGURANÇA/ESQUEMA

Força da mola

Força da mola Área do disco “A 1 ” Pressão do sistema Válvula fechada
Força da mola Área do disco “A 1 ” Pressão do sistema Válvula fechada
Força da mola Área do disco “A 1 ” Pressão do sistema Válvula fechada

Área do disco “A 1

Força da mola Área do disco “A 1 ” Pressão do sistema Válvula fechada
Força da mola Área do disco “A 1 ” Pressão do sistema Válvula fechada

Pressão do sistema

Válvula fechada

4646
4646

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

FIGURA 43

VÁLVULA DE SEGURANÇA/ESCOAMENTO NA ABERTURA DA VÁLVULA

Força da mola

Força da mola Área anular secundária “A 2 ” Anel de regulagem (ajuste) Pressão do sistema

Área anular secundária “A 2

Força da mola Área anular secundária “A 2 ” Anel de regulagem (ajuste) Pressão do sistema
Força da mola Área anular secundária “A 2 ” Anel de regulagem (ajuste) Pressão do sistema

Anel de regulagem

(ajuste)

Pressão do sistema

Abertura inicial

FIGURA 44

VÁLVULA DE SEGURANÇA/FORÇAS DE EXPANSÃO

Força da mola Área anular “C” Furo do bocal Pressão interna durante o escoamento Totalmente
Força da mola
Área anular “C”
Furo do bocal
Pressão interna
durante o escoamento
Totalmente aberta
Vazão total
Área anular secundária “ A 2 ”
Área anular secundária “ A 2 ”
Área anular secundária “ A 2 ”

Área anular secundária “A 2

Área anular secundária “ A 2 ”
4747
4747

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

Guia de disco
Guia de disco
Guia de disco
Guia de disco

Guia de disco

Guia de disco
Pense e Anote Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Anote Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Anote

Nas válvulas de segurança (Figura 36), o bocal é normalmente inserido

no corpo da válvula. Tanto o bocal como o tampão, disco ou ainda o fole,

quando utilizado, são normalmente constituídos de aços inoxidáveis. Na

região de assentamento (disco/bocal), em que a velocidade de escoamen-

to é alta, o material é revestido com “Stellite”. Corpo e castelo, bem como

a mola, podem ser eventualmente de aço-carbono. Entretanto, em mui-

tas situações, materiais mais nobres são utilizados. Abaixo, são relaciona-

dos os materiais mais empregados para esses componentes.

Corpo e castelo ASTM A 216 Gr WCB, ASTM A 217 Gr C5, ASTM A
Corpo e castelo
ASTM A 216 Gr WCB, ASTM A 217 Gr C5, ASTM A 217 Gr WC6,
ASTM A 217 Gr WC9, ASTM A 217 Gr CF8, ASTM A 351 Gr CF8,
ASTM A 351 Gr CF8M, Monel e Hastelloy.
Bocal e disco
AISI 304, AISI 316, AISI 316 L, Monel e Hastelloy, com os revestimentos
mencionados anteriormente na região de assentamento.
Mola
Aço-Carbono, Aço Inoxidável, Aço-Liga, Inconel, Monel e Hastelloy.
Fole
AISI 316, AISI 316 L, Monel, Hastelloy e Inconel.

Finalizando, um dispositivo que protege um sistema contra pressão

excessiva e que opera de forma diferente das válvulas de segurança e alí-

vio é o disco de ruptura.

Constituído por uma chapa calibrada, é colocado entre dois flanges. Atin-

gida uma pressão predefinida, o disco rompe-se, aliviando o sistema por

meio de escoamento de fluido para um outro reservatório (Figura 45).

FIGURA 45 DISCO DE RUPTURA
FIGURA 45
DISCO DE RUPTURA
4848
4848

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

AnotePense

Pense e e Anote

AnotePense Pense e e A n o t e Válvula de controle Malha de controle existe
AnotePense Pense e e A n o t e Válvula de controle Malha de controle existe

Válvula de controle

Malha de controle existe para obter-se determinado valor de uma variá-

vel de processo. Composta por diversos equipamentos e comandada por

programas de computador, possui como elemento final uma válvula de

controle.

Fundamentalmente, ela atua no sentido de manter em determinado

valor a pressão ou a vazão de um fluido de trabalho. Para isso, tal válvula

recebe um sinal de pressão ou de vazão de produto sob controle (ar de ins-

trumento), e esse sinal atua sobre a face superior de um diafragma ao qual

está conectada a haste de acionamento da válvula, fechando-a, por exem-

plo, de acordo com a necessidade do processo. Nesse esquema de fecha-

mento da válvula, uma mola, como ilustrado na Figura 46, é distendida,

provocando o retorno da haste e, portanto, a abertura da válvula sempre

que o sinal de pressão atuante na face superior do diafragma é reduzido.

A válvula apresentada na figura caracteriza-se como válvula globo, po-

rém dotada de duplo tampão, o qual tem por objetivo compensar os es-

forços provocados pelo fluido sobre a haste, não influenciando sua desci-

da ou subida.

O atuador da válvula da figura é pneumático, e o sinal pode vir direta-

mente de um ponto específico do sistema sob controle ou de uma central

de controle, a qual, após computar uma série de informações de proces-

so, emite sinais para diversas válvulas, ajustando-as dentro de uma con-

dição operacional definida.

A Figura 46 apresenta as curvas de funcionamento de diversos tipos de

válvulas para controle de vazão em função do

percentual de abertura da válvula. Dependen-

do das características de abertura das válvu-

las, têm-se aplicações específicas; portanto, é

necessário compatibilizar o tipo de válvula

utilizado com a função esperada para ela.

tipo de válvula utilizado com a função esperada para ela. O melhor computador de processo nada
tipo de válvula utilizado com a função esperada para ela. O melhor computador de processo nada

O melhor computador de processo nada faz se não existirem as válvulas de controle!

nada faz se não existirem as válvulas de controle! Válvula borboleta As válvulas borboleta (((((

Válvula borboleta

As válvulas borboleta (((((butterflybutterflybutterflybutterflybutterfly valvesvalvesvalvesvalvesvalves),),),),), utilizadas para líquidos, gases e

materiais pastosos, apresentam um disco revestido ou não, o qual, sob a

ação de uma alavanca, gira, permitindo controlar a vazão de produto. O

revestimento do disco é feito sempre que exis-

te a necessidade de compatibilizar a corrosi-

vidade do produto com o material do disco,

o qual é, normalmente, de aço-carbono. Em-

bora deficiente em termos de vedação, tais

válvulas encontram grande aplicação indus-

trial (Figura 47).

encontram grande aplicação indus- trial (Figura 47). Borboletas são muito usadas para o bloqueio de células
encontram grande aplicação indus- trial (Figura 47). Borboletas são muito usadas para o bloqueio de células

Borboletas são muito usadas

para o bloqueio de células em

torre de água de resfriamento!

para o bloqueio de células em torre de água de resfriamento! ABASTECIMENTO 4949 PETROBRAS Válvulas Industriais

ABASTECIMENTO

4949
4949

PETROBRAS

Válvulas Industriais

Pense e Anote Pense e Anote
Pense e Anote
Pense e Anote
FIGURA 46 VÁLVULAS DE CONTROLE/PERCENTAGEM DE ABERTURA X PERCENTAGEM DE VAZÃO Atuador pneumático Porca de
FIGURA 46
VÁLVULAS DE CONTROLE/PERCENTAGEM
DE ABERTURA X PERCENTAGEM DE VAZÃO
Atuador
pneumático
Porca de
regulagem da mola
Mola calibrada regulável
(para abrir a válvula)
Admissão de ar comprimido
(para fechar a válvula)
Haste
Diafragma flexível
Sobreposta
Gaxeta
Tampões
Sedes
duplos balanceados
2
1. Válvula de gaveta comum
4
2. Igual percentagem
3. Abertura rápida
3
1
4. Linear
Vazão através da válvula
(% da vazão máxima)
FIGURA 47
VÁLVULA BORBOLETA
Flanges da
Fechado
Aberto
tubulação
Disco de
fechamento
Corpo da válvula
(entre os flanges)
Abertura da válvula (%)
5050
5050

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

Válvula diafragma

As válvulas diafragma (((((diaphragmdiaphragmdiaphragmdiaphragmdiaphragm valvesvalvesvalvesvalvesvalves))))) (Figura 48) são de construção simples, em que um diafragma fixo a um eixo, resistente à corrosividade do produto, controla, por ação de um volante, o fluxo de um produto. Os materiais utilizados nessas válvulas são apresentados a seguir:

TABELA 1 MATERIAIS CONSTRUTIVOS DE VÁLVULAS DIAFRAGMA Corpo Disco Eixo Ferro fundido Ferro fundido AISI
TABELA 1
MATERIAIS CONSTRUTIVOS DE VÁLVULAS DIAFRAGMA
Corpo
Disco
Eixo
Ferro fundido
Ferro fundido
AISI 410
Ferro fundido
Ferro fundido
SAE 1045
Aplicação normal
Aço-carbono
Aço-carbono
AISI 410
Aço-carbono
AISI 316
AISI 316
AISI 316
AISI 316
AISI 316
Aplicação em
Ferro fundido
AISI 316 revestido
AISI 316
serviços corrosivos
nodular
Bronze
Bronze
AISI 410
Especial
Bronze-alumínio
Bronze-alumínio
AISI 410
FIGURA 48
VÁLVULA DIAFRAGMA
Haste
Volante
Castelo
Tampão
Diafragma
flexível (aberto)
Posição fechada
Sede
5151
5151

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais

AnotePense Pense e e Anote
AnotePense
Pense e e Anote
Pense e Pense e Anote Anote
Pense e
Pense e
Anote
Anote

Válvula mangote

Aplicada de forma similar à válvula diafragma, é constituída por um man- gote fixado à tubulação por meio de flanges. O estrangulamento do man- gote, efetuado por ação de uma haste acionada por um volante ou pneu- maticamente, controla a vazão do produto. O mangote é de material flexível e resistente à ação corrosiva do produto.

FIGURA 49 VÁLVULA MANGOTE
FIGURA 49
VÁLVULA MANGOTE
5252
5252

PETROBRAS

ABASTECIMENTO

Válvulas Industriais