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UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

FT-FACULDADE DE TECNOLOGIA

QUÍMICA ORGÂNICA EXPERIMENTAL I

BIODIESEL A PARTIR DE ÓLEO VEGETAL

MANAUS-AM

2011
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS

FT-FACULDADE DE TECNOLOGIA

QUÍMICA ORGANICA EXPERIMENTAL I

VANESSA PASSOS RIBEIRO

ROBERTO JORDAN GONÇALVES MONTE

JOYCE KIMBERLLY
1.Introdução

O óleo vegetal usado em fritura de alimentos deve sofrer uma reação química denominada de

transesterificação para ser utilizado em motores do ciclo diesel. O éster obtido chama-se

“biodiesel” e a sua viscosidade está muito próxima do diesel convencional (COSTA NETO et

AL., 2000).

O biodiesel substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores ciclodiesel

automotivos (de caminhões, tratores, camionetas, automóveis, etc) ou estacionários (geradores

de eletricidade, calor, etc). Pode ser usado puro ou misturado ao diesel em diversas

proporções. A mistura de 2% de biodiesel ao diesel de petróleo é chamada de B2 e assim

sucessivamente, até o biodiesel puro, denominado B100.


2.Materiais

Reagentes:

 Óleo vegetal: as plantas oleaginosas utilizam o dióxido de carbono, água e energia

solar para produzir carboidrato e óleo. O óleo é extraído e utilizado como meio de

transferência de calor para cozimento de alimentos diversos. Suas qualidades se

perdem com o tempo de utilização e ao invés de ser descartado para o meio ambiente,

serve de matéria prima para a reação de transesterificação do biodiesel.

 Hidróxido de sódio: é usado como um catalisador para a transesterificação de metanol

e triglicerídeos. Este processo somente trabalha com hidróxido de sódio anidro,

porque combinado com água a gordura tornar-se-ia um sabão, o qual seria preferencial

em formação ao éster com metanol. Ele é usado mais frequentemente que o hidróxido

de potássio porque é mais barato e uma pequena quantidade é necessária.

 Metanol: é mais frequentemente utilizado por razões de natureza física e química

(cadeia curta e polaridade). O éster metílico obtido em meio básico, não apresenta

problemas de ignição e desempenho, apresentando pouca ou nenhuma fumaça na

exaustão.

Aparelhagem: erlenmeyer de 250 ml, agitador magnético, termômetro, proveta de 250ml,

balança de precisão, vidro relógio.


3.Procedimento

 Medir 200 ml de óleo e transferir para um erlenmeyer de 250 ml.

 Colocar o erlenmeyer no agitador magnético, juntamente com um termômetro dentro


do erlenmeyer.

 Pesar 0,08g de hidróxido de sódio em escamas em vidro relógio.

 Adicionar 40 ml de metanol na proveta de 250 ml e passar um béquer.

 Dissolver 0,08g de hidróxido de sódio no metanol e transferir para o erlenmeyer


juntamente com o óleo.

 Manter sob agitação lenta durante uma hora. Monitorando a temperatura inicial e final
da reação.

 Completada a reação, transferir a mistura para um funil de decantação e deixar em


repouso (de 12 a 24 horas) até a sua separação em duas camadas.
4.Questionário
1.Qual é o produto da reação entre o metanol e o hidróxido de sódio?

R: Produz o metóxido de sódio que é uma reação exotérmica.

2.Que tipo de reação acontece na obtenção do biodiesel?

R: Transesterificação.

3. A camada inferior após a decantação corresponde a que produto?

R: A glicerina.

4.Escreva a reação da obtenção do biodiesel?

R: A molécula de óleo vegetal é formada por três moléculas de ácidos graxos ligadas a uma

molécula de glicerina, o que faz dele um triglicerídeo. Cerca de 20% de uma molécula de óleo

vegetal é formada por glicerina. A glicerina torna o óleo mais denso e viscoso.

O processo para a transformação do óleo vegetal em biodiesel chama-se transesterificação,

que nada mais é do que a separação da glicerina do óleo vegetal, através de uma reação

química que utiliza metanol, com o hidróxido de sódio fazendo o papel do catalisador,

responsável em acelera a reação, sem ser consumido. Durante o processo ocorre a quebra de

moléculas de triglicerídeos, tornando suas cadeias em estruturas mais simples, os monos-

alcalis ésteres, com baixas viscosidades, gerando menor teor de resíduos de carbono após a

combustão.

Na transesterificação a molécula de triglicerídeo se divide em três moléculas de metiléster e

uma de glicerina. O NaOH quebra os enlaces que unem os ácidos graxos com a glicerina, a

glicerina afunda no recipiente e as cadeias de ácidos graxos se unem ao metanol. Esta reação

acontece em três etapas:

I. Uma cadeia de ácido graxo separa-se do triglicerídeo e une-se ao metanol formando

uma molécula de metiléster; fica um diglicerídeo.


II. Logo separa-se da glicerina outra cadeia de ácido graxo, que também une-se a uma

molécula de metanol formando a segunda molécula de metiléster, deixando um

monoglicerídeo.

III. Finalmente o monoglicerídeo se converte em metiléster por meio da substituição da

glicerina por metanol. Aqui se completa a reação.


5.Conclusões

É necessário destacar as vantagens que o biodiesel trás para a nossa sociedade e alguns dos

motivos que levaram a sua produção:

 É energia renovável. No Brasil há muitas terras cultiváveis que podem produzir uma

enorme variedade de oleaginosas, principalmente nos solos menos produtivos, com

um baixo custo de produção.

 O uso como combustível proporciona ganho ambiental para todo o planeta, pois

colabora para diminuir a poluição e o efeito estufa.

 Por outro lado, o diesel do petróleo é um combustível não-renovável. O petróleo leva

milhões de anos para se formar.

 O biodiesel é usado puro nos motores, porém aceita qualquer percentual de mistura

com o diesel, pois é um produto miscível.

 Pouca emissão de partículas de carvão. O biodiesel é um éster e, por isso, já tem dois

átomos de oxigênio na molécula.

 É constituído de carbono neutro. As plantas capturam todo o CO2 emitido pela queima

do biodiesel e separam o CO2 em Carbono e Oxigênio, neutralizando suas emissões.


6.Referências bibliográficas

http://www.biodieselbr.com/biodiesel/vantagens/vantagens-biodiesel.htm

http://www.biodieselecooleo.com.br/biodiesel/estudos/biocombustivel%20alternativo.htm

http://www.biolatina.net.br/default.asp?site_Acao=MostraPagina&paginaId=1953

COSTA NETO, P. R. et al. 2000 Utilization of used frying oil for the production of biodiesel.

Química Nova v.23, n.4, p.531-537, Jul/Ago.