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CONTABILIDADE: CONCILIAÇÕES E ANÁLISES DE CONTAS - PROCEDIMENTOS

Sumário
1. Introdução
2. Sistemas de Informação
3. Cuidados com o Registro Contábil
4. A Conciliação e a Análise de Contas e os Elementos do Lançamento Contábil
5. Correção de Registros
5.1. Correções em meio eletrônico antes da impressão do livro Diário
6. Características e Origem dos Controles e Documentos
7. Balancete e Razão
8. Relatório, Resumo ou Posição de Conta
8.1. Demonstração de pendências
8.2. Solução de Pendências
1. INTRODUÇÃO
Em contabilidade, conciliação corresponde à correlação dos saldos das contas patrimoniais
com os saldos verificados em controles extra-contábeis produzidos internamente ou em
documentos externos, oficiais ou não oficiais.
A conciliação se distingue da análise de contas, na qual um analista confere a consistência
dos lançamentos registrados, decompondo-os e identificando suas naturezas.
Para efetuar uma conciliação ou uma análise de contas, a base de dados contábeis será o
balancete de verificação juntamente com a ficha de razão ou extrato da conta que se pretende
conferir. Em muitos casos, torna-se necessário levantar o documento suporte do registro para
certificar-se da exatidão dos valores e da própria natureza do fato registrado.
Em muitas empresas, com a descentralização dos registros e dos controles dos gastos e dos
itens patrimoniais, as conciliações têm deixado de ser uma tarefa exclusiva da contabilidade e
praticamente toda a empresa se envolve no processo de conferência das contas. Todavia, a
responsabilidade sobre a escrituração recai sobre o contador.
O controle de gastos por sistemas orçamentários e distribuídos por centros de custos
implicam em cada setor ou departamento controlar seus próprios recursos, assim como a
integração de sistemas de informações, que antes necessitavam dupla alimentação, elimina
possíveis divergências e racionalizam as tarefas de conferência e de análise.
O sistema de pagamentos brasileiro vigente racionalizou a utilização de cheques, que deram
lugar às Transferências Eletrônicas de Disponibilidades (TED), e reduziu sensivelmente as
pendências dos cheques emitidos e não descontados. A emissão de borderôs de pagamentos
em meio eletrônico foram facilitadas com a utilização dos códigos de barras e dos boletos
bancários.
Ou seja, o processamento eletrônico de dados racionalizou e deu agilidade ao trabalho, mas
devemos ter cuidado com a consistência dos sistemas. Em muitos casos a inexistência de
sistemas paralelos que possibilitariam a confrontação de dados deixa os controles internos
vulneráveis.
O contador, e o setor de contabilidade como um todo, tem papel fundamental para que todos
os demais setores e departamentos da empresa estejam comprometidos com a solução de
pendências. Muitas questões são mais administrativas do que especificamente contábeis,
mas com o processamento contábil feito fora da contabilidade, é preciso treinar o pessoal
envolvido na alimentação do sistema e na conciliação e, principalmente, possibilitar que todo
o ciclo de operações seja visualizado por quem tem a responsabilidade de buscar as
informações para solucionar as pendências, pois, sem essa visão, a solução fica mais
dificultosa por não se compreender o caminho da informação dentro de um sistema de gestão.
2. SISTEMAS DE INFORMAÇÃO
Normalmente, um sistema de informação orienta o fluxo das atividades necessárias ao
desempenho das operações nos ciclos de produção, comerciais e financeiros tais como:
demanda, grade de produção, produção, nível de estocagem; vendas, contas a receber,
recebimentos; compras, contas a pagar, pagamentos etc.

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É muito comum a criação de controles e de procedimentos descentralizados e aleatórios, de
acordo com a necessidade de cada gerente ou diretor, sem que haja uma integração efetiva
entre os departamentos. Muitas vezes, tarefas desenvolvidas e mesmo informações e
controles produzidos acarretam retrabalhos e não surtem o efeito desejado.
A seguir, observamos como poderia ser desenhado um sistema natural de informações:

Na figura não é possível identificar a seqüência das operações e das atividades desenvolvidas
em cada setor, sequer o início e o final do sistema. Há linhas cruzadas em diversos setores.
Vejamos agora o desenho de um sistema de informação planejado:

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No sistema planejado o fluxo das operações, das tarefas e das atividades realizadas estão
definidos de forma mais clara e são visualizadas mais facilmente por todos os setores. A
ilustração utilizada é bastante simples, mas nela podemos identificar que:
a) vendas ou telemarketing emitem o pedido, que é submetido ao cadastro;
b) o setor de cadastro confirma com o de crédito e cobrança a situação do cliente; na hipótese
de não ser bom pagador, o setor de crédito e cobrança comunica o fato ao cadastro que, por
sua vez, comunica vendas e telemarketing, para cancelar ou suspender o pedido; no caso de
aprovação, o pedido segue para o setor de controle do estoque para reserva dos itens;
c) na seqüência, o controle de estoques comunica o faturamento para emissão da nota fiscal
e a contabilidade para registrar a baixa dos itens vendidos;
d) o faturamento envia a nota fiscal ao setor de expedição, para que a mercadoria seja
despachada para o cliente, e comunica à contabilidade e ao setor fiscal sobre a emissão da
nota fiscal, para que sejam registrados a venda e os impostos e contribuições incidentes
sobre o faturamento;
e) a contabilidade e o setor financeiro alimentam a emissão da duplicata e a baixa pelo
pagamento;
f) o setor financeiro mantém atualizados o fluxo de caixa e o cadastro do cliente.
Conhecendo o fluxo das tarefas de cada setor e as informações geradas, o conciliador terá
maior facilidade para solucionar as pendências, pois saberá aonde ir e a quem recorrer.
3. CUIDADOS COM O REGISTRO CONTÁBIL
Um bom sistema de registros contábeis minimiza o trabalho da conciliação. Normalmente, a
descentralização dos registros está conjugada à pré-classificação e à integração de boa parte
dos movimentos. Muitos problemas de conciliação são resolvidos com a melhor preparação
do pessoal responsável pela alimentação dos sistemas.
Uma boa orientação sobre a utilização do plano de contas, aliada à centralização e à rigidez
para a abertura de novas contas, que deve ser monitorada pela contabilidade, minimizam a
necessidade de correções e a ocorrência de pendências.
Para que um registro contábil seja feito de maneira adequada, qualquer que seja o sistema de
informações, é necessário que alguns requisitos básicos sejam cumpridos, tais como:
a) identificação da entidade a que se refere o registro - é muito comum em grupos de
empresas haver confusão e troca de documentos, inclusive fornecedores utilizarem CNPJ
de uma empresa do grupo em suas notas fiscais, quando o item faturado se destina à
outra;
b) conhecimento do fato a ser registrado - o classificador deve dominar as operações
da empresa e conhecer o fato que está sendo registrado;
c) identificação e interpretação da natureza do fato - o domínio técnico contábil para a
interpretação do fato é fundamental. É preciso saber o reflexo do fato passível de registro
nas contas patrimoniais e de resultado, inclusive dominar o conteúdo que deve ser
informado nos campos das telas de classificação e de alimentação dos sistemas;
d) dominar o plano de contas da empresa - independentemente de haver ou não a pré-
classificação, quando os documentos específicos sob a responsabilidade de cada setor já
têm identificação definida, é importante conhecer bem os códigos e nomes de contas a
serem utilizados para que o lançamento não seja feito em conta indevida;
e) documento suporte - tem aumentado a utilização de informação eletrônica, todavia,
mesmo diante de certificações digitais, o documento suporte não foi abolido e deve dar
respaldo ao lançamento, com a identificação de itens tais como: valor, data, contas a
serem debitadas e creditadas e outras informações básicas para a redação do histórico da
operação.
Sem dúvida, a boa classificação e o registro correto dos fatos contábeis, efetuado com
base em documentos adequados e idôneos, irão garantir melhor qualidade e segurança
no processamento das informações e, conseqüentemente, menor volume de correções e
de pendências nas conciliações.

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4. A CONCILIAÇÃO E A ANÁLISE DE CONTAS E OS ELEMENTOS DO LANÇAMENTO
CONTÁBIL
No processo de análise, iremos verificar se conta apresenta saldo e movimento compatíveis
com sua natureza devedora ou credora; se registros lançados estão em conformidade com o
elemento do patrimônio ou do resultado que a conta representa; se os montantes lançados a
débito e a crédito correspondem aos valores efetivos etc. Ou seja, iremos observar a
consistência dos saldos e das movimentações das contas.
Entre as funções da conciliação e da análise de contas, destacamos a de identificar a
consistência dos elementos do próprio lançamento, e possibilitar a correção dos registros
incorretos.
Um lançamento contábil se resume, basicamente, nos seguintes itens que devem ser
checados no processo de análise:
a) a data e a seqüência numérica do registro;
b) a conta ou as contas debitadas;
c) a conta ou as contas creditadas;
d) o valor debitado, ou os valores debitados;
e) o valor creditado, ou os valores creditados;
f) o histórico.
Diante da identificação de qualquer não conformidade em um desses itens, o analista deve
providenciar a regularização em prazo oportuno.
5. CORREÇÃO DE REGISTROS
A NBC T 2.4, aprovada pela Resolução CFC nº 596/85 prevê as técnicas de correções de
lançamentos relacionadas a seguir:
a) o estorno, que anula total ou parcialmente o lançamento errado:
a.1) no estorno total, invertemos o lançamento (a conta que foi debitada indevidamente será
creditada e a conta que foi creditada indevidamente será debitadas) e utilizamos o mesmo
valor do registro original.
Por exemplo, vejamos o estorno total de um pagamento de duplicata feito em duplicidade:
- lançamento original incorreto:

Nº Data D/C Contas / Histórico Débito Crédito

1011 21.05.20X1
D Fornecedores Nacionais (Passivo Circulante)
- Fornecedor “Z” 5.000,00
C Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante)
- Banco “X” 5.000,00
Pelo pagamento da Duplicata nº 1234 do fornecedor
“Z”

- estorno total:

Nº Data D/C Contas / Histórico Débito Crédito

1150 30.05.20X1
D Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante)

- Banco “X” 5.000,00


C Fornecedores Nacionais (Passivo Circulante)
- Fornecedor “Z” 5.000,00
Pelo estorno total do lançamento nº 1011 de
21.05.20X1, por estar em duplicidade.

a.2) no estorno parcial, também invertemos as contas em relação ao lançamento original,


todavia, utilizamos o valor correspondente à diferença verificada entre o registro original e o
valor correto que deve ser registrado.

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Por exemplo, vejamos o estorno parcial de um pagamento de duplicata cujo valor correto seja
de R$ 35.000,00, lançado por R$ 53.000,00:
- lançamento original incorreto:
Nº Data D/C Contas / Histórico Débito Crédito

1055 21.05.20X1
D Fornecedores Nacionais (Passivo Circulante)
- Fornecedor “Z” 53.000,00
C Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante)
- Banco “X” 53.000,00
Pelo pagamento da Duplicata nº 567 do fornecedor
“Z”

- estorno parcial da diferença entre os R$ 53.000,00 e os R$ 35.000,00 correto, no valor de


R$ 18.000,00:
Nº Data D/C Contas / Histórico Débito Crédito

1345 30.05.20X1
D Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante)
- Banco “X” 18.000,00
C Fornecedores Nacionais (Passivo Circulante)
- Fornecedor “Z” 18.000,00
Pelo estorno parcial do lançamento nº 1055 de
21.05.20X1, para ajusta-lo ao valor correto de R$
35.000,00.

b) a transferência, que transpõe o valor para a conta correta:


Para exemplificarmos, vejamos a hipótese de o lançamento que deveria ter sido levado a
crédito no banco “A”, e que foi lançado contra o banco “X”:
- lançamento original:
Nº Data D/C Contas / Histórico Débito Crédito

1120 21.05.20X1
D Fornecedores Nacionais (Passivo Circulante)
- Fornecedor “Z” 20.000,00
C Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante)
- Banco “X” 20.000,00
Pelo pagamento da Duplicata nº 698 do fornecedor
“Z”

- transferência:
Nº Data D/C Contas / Histórico Débito Crédito

1575 30.05.20X1
D Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante)
- Banco “X” 20.000,00
C Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante)
- Banco “A” 20.000,00
Pela transferência do lançamento nº 1120 de
21.05.20X1, para apropria-lo na conta correta.
c) a complementação, que altera o valor do lançamento e pode ser vista como o procedimento
inverso ao do estorno parcial. No complemento, utilizamos a mesmas contas a débito e a
crédito do lançamento original. O valor corresponderá à diferença verificada entre o registro
original feito a menor e o valor correto do documento.
Por exemplo, vejamos a complementação de um pagamento de duplicata no valor de R$
53.000,00, que foi lançado por R$ 35.000,00:
- lançamento original incorreto:

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Nº Data D/C Contas / Histórico Débito Crédito

1055 21.05.20X1
D Fornecedores Nacionais (Passivo Circulante)
- Fornecedor “Z” 35.000,00
C Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante)
- Banco “X” 35.000,00
Pelo pagamento da Duplicata nº 567 do fornecedor
“Z”

- complemento de R$ 18.000,00 correspondentes à diferença entre o registro incorreto de R$


35.000,00 e o valor correto de R$ 53.000,00:

Nº Data D/C Contas / Histórico Débito Crédito

1345 30.05.20X1
D Fornecedores Nacionais (Passivo Circulante)
- Fornecedor “Z” 18.000,00
C Bancos Conta Movimento (Ativo Circulante)
- Banco “X” 18.000,00
Pelo complemento do lançamento nº 1055 de
21.05.20X1, para ajusta-lo ao valor correto de R$
53.000,00.

5.1. Correções em meio eletrônico antes da impressão do livro Diário


As técnicas de correção de lançamento previstas pela NBC T 2.4, aprovada pela Resolução
CFC nº 596/1985, pressupõem que a escrituração do livro Diário esteja consumada. No caso
de processamento eletrônico de dados, isso corresponde à impressão do Livro Diário e,
também, ao fechamento dos lotes de lançamentos.
Qualquer alteração feita no registro eletrônico antes da impressão do livro Diário não está
prevista pela norma contábil. Tratam-se de recursos adicionais que são utilizados antes da
oficialização da escrituração. Nesses procedimentos, normalmente os sistemas de registros
contábeis permitem que um operador abra o registro e o corrija na própria tela, sendo possível
alterar contas debitadas ou creditadas, valores, históricos etc. e até mesmo excluir registro,
eliminando-o da escrituração.
6. CARACTERÍSTICAS E ORIGEM DOS CONTROLES E DOCUMENTOS
Os controles e documentos utilizados tanto para registro quanto para a conciliação contábil
podem ter natureza e origem distintas, sendo gerados dentro ou fora da empresa, assim como
serem oficiais ou não oficiais, de acordo com a necessidade ou a obrigatoriedade da
utilização.
Podemos entender como documentos internos que servirão de base para análises e
conciliações:
a) contratos de fornecimento, de direito de uso, de concessões, de prestação de serviços,
etc.;
b) relatórios do sistema de controle de ativo-fixo (ou de patrimônio);
c) livros auxiliares, tais como diários auxiliares de clientes e de fornecedores;
d) fichas de controle de estoque e livro de inventário;
e) livros fiscais - Registro de Entradas, Registro de Saídas, Apuração do ICMS, Apuração do
IPI, Lalur etc.;
f) planilhas de cálculo de contribuições sociais (CSL, Cofins, Pis/Pasep) e as próprias fichas
da DACON, que são documentos oficiais produzidos internamente;
g) orçamentos de despesa, de caixa, de custos de produção etc.;
h) ordens de serviço ou ordens de produção; etc.
Os documentos externos são aqueles emitidos por instituições financeiras, pelo Fisco, por
entidades regulamentadoras ou de classe etc. que servem de espelho à contabilidade. Os
mais utilizados nas conciliações são os extratos bancários de contas correntes, as posições
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de aplicações financeiras, das carteiras de cobrança e contratos de financiamento emitidos
pelas instituições financeiras, os resumos dos parcelamentos fiscais emitidos pelo Fisco etc.
7. BALANCETE E RAZÃO
Normalmente, o trabalho de análise e de conciliação se inicia com a emissão do balancete e
do livro Razão, após o registro de toda a movimentação financeira e operacional do mês.
A verificação do balancete proporciona observação da existência de contas que apresentam
saldos invertidos em relação à sua natureza, ou dos movimentos e dos saldos não
compatíveis com as características normais de determinada conta.
A movimentação individual e detalhada de cada conta consta da respectiva ficha de razão,
que também é conhecida como “extrato da conta”. Após serem efetuadas as análises e
conciliações e registradas todas as pendências, obtendo-se assim os saldos definitivos das
contas, a emissão das fichas de razão de todas as contas reunidas no livro Razão é exigida
pelo art. nº 259 do RIR/1999, para as pessoas jurídicas tributadas pelo IRPJ com base no
lucro real.
8. RELATÓRIO, RESUMO OU POSIÇÃO DE CONTA
Quando os saldos da contabilidade não coincidem com os saldos dos controles extra-
contábeis, após efetuarmos as verificações e as conferências, devemos providenciar a
regularização dos lançamentos de modo que as divergências sejam eliminadas. Todavia, se
remanescerem itens a serem solucionados, devemos anotá-los e demonstrá-los de modo que
os saldos da contabilidade possam ser compostos a partir dos saldos dos controles extra-
contábeis, e vice-versa. São as chamadas posições de contas, para as quais muitas
empresas criam formulários padronizados para essa finalidade, denominados "posição de
contas".
Por exemplo, na contabilidade, a conta “Financiamentos Bancários” normalmente está
presente no passivo circulante e no passivo exigível a longo prazo. Os relatórios e extratos
dos financiamentos emitidos pelas instituições financeiras não segregam as dívidas em curto
e longo prazo, e neles constam o saldo no início do período, os encargos financeiros
incorridos no período, as amortizações efetuadas e o saldo final atualizado na data do
balanço.
A análise de conta observará, tanto na conta do passivo circulante, quanto na conta do não
circulante, a composição desse saldo em relação ao montante de juros e de valor principal
remanescentes, assim como a movimentação ocorrida no decorrer do período pela
apropriação dos encargos financeiros a pela amortização das prestações pagas.
A conciliação da conta confrontará os saldos da conta Financiamento da contabilidade do
passivo circulante e do passivo não circulante, com os saldos dos financiamentos
apresentados pelas instituições financeiras.
Vejamos, por exemplo, um financiamento prefixado contraído em 1º.09.20X0, no valor de R$
3.000.000,00, a serem pagos em 60 parcelas mensais iguais e sucessivas, no valor de R$
65.807,09, que apresentava a seguinte situação em 20X1:
a) resumo enviado pela instituição financeira em 31/12/20X1:
Resumo Financiamento banco “X"
- saldo em 31.12.20X0 R$ 2.848.497,77
- encargos financeiros em 20X1 R$ 299.275,59
- parcelas pagas em 20X1 (R$ 789.685,08)
- saldo em 31.12.20X1 R$ 2.358.088,28
b) balancete contábil:

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Balancete do período de 01/01/X1 a 31/12/X1

Saldo em Saldo em
Contas Débitos Créditos
1º.01.20X1 31.12.X1

Passivo Circulante (PC)

Financiamentos

Banco “X” 789.685,08 789.685,08 789.685,08 789.685,08

Juros a Apropriar

Banco “X” (299.275,59) 240.426,45 299.275,59 (240.426,45)

490.409,49 1.030.111,53 1.088.960,67 549.258,63

Passivo Não Circulante (PNC)

Financiamentos

Banco “X” 2.895.511,96 789.685,08 2.105.826,88

Juros a Apropriar

Banco “X” (537.423,68) 240.426,45 (296.997,23)

2.358.088,28 789.685,08 240.426,45 1.808.829,65

Para efetuarmos a conciliação, vamos confrontar o resumo emitido pela instituição financeira
com o somatório das contas de curto e de longo prazo:

A conciliação evidenciou a coincidência dos saldos, por sua vez, a análise das contas da
contabilidade nos permite verificar a consistência e a natureza dos lançamentos. Para isso,
necessitamos das fichas de razão das contas de financiamento e de juros a apropriar:

Conta 2.1.10.10.01 - Financiamentos - Banco "X"

Data nº Histórico Débito Crédito Saldo D.C

31.12.X0 789.685,08 C
Saldo anterior

31.01.X1 125 Pagamento da parcela nº 5 65.807,09 723.877,99 C


Transferência do longo para o
195 curto prazo 65.807,09 789.685,08 C

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28.02.X1 248 Pagamento da parcela nº 6 65.807,09 723.877,99 C
Transferência do longo para o
325 curto prazo 65.807,09 789.685,08 C

31.03.X1 410 Pagamento da parcela nº 7 65.807,09 723.877,99 C


Transferência do longo para o
422 curto prazo 65.807,09 789.685,08 C

30.04.X1 498 Pagamento da parcela nº 8 65.807,09 723.877,99 C


Transferência do longo para o
525 curto prazo 65.807,09 789.685,08 C

31.05.X1 610 Pagamento da parcela nº 9 65.807,09 723.877,99 C


Transferência do longo para o
689 curto prazo 65.807,09 789.685,08 C

30.06.X1 750 Pagamento da parcela nº 10 65.807,09 723.877,99 C


Transferência do longo para o
775 curto prazo 65.807,09 789.685,08 C

31.07.X1 890 Pagamento da parcela nº 11 65.807,09 723.877,99 C


Transferência do longo para o
1101 curto prazo 65.807,09 789.685,08 C

31.08.X1 1200 Pagamento da parcela nº 12 65.807,09 723.877,99 C


Transferência do longo para o
1285 curto prazo 65.807,09 789.685,08 C

30.09.X1 1350 Pagamento da parcela nº 13 65.807,09 723.877,99 C


Transferência do longo para o
1397 curto prazo 65.807,09 789.685,08 C

31.10.X1 1412 Pagamento da parcela nº 14 65.807,09 723.877,99 C


Transferência do longo para o
1465 curto prazo 65.807,09 789.685,08 C

30.05.X1 1525 Pagamento da parcela nº 15 65.807,09 723.877,99 C


Transferência do longo para o
1590 curto prazo 65.807,09 789.685,08 C

31.12.X1 1635 Pagamento da parcela nº 16 65.807,09 723.877,99 C


Transferência do longo para o
1680 curto prazo 65.807,09 789.685,08 C

Soma . saldo final 789.685,08 789.685,08 789.685,08 C

Conta 2.1.10.20.01 - Juros a Apropriar - Banco "X"


Data nº Histórico Débito Crédito Saldo D.C

31.12.X0 Saldo Anterior (299.275,59) D

Apropriação dos juros


31.01.X1 128 incorridos no mês 27.028,81 (272.246,78) D

Transferência do longo para o


198 curto prazo 22.375,41 (294.622,19) D

Apropriação dos juros


28.02.X1 251 incorridos no mês 26.660,85 (267.961,35) D

Transferência do longo para o


328 curto prazo 21.963,30 (289.924,64) D

Apropriação dos juros


31.03.X1 413 incorridos no mês 26.289,40 (263.635,25) D

Transferência do longo para o


425 curto prazo 21.547,27 (285.182,52) D

Apropriação dos juros


30.04.X1 501 incorridos no mês 25.914,42 (259.268,10) D

Transferência do longo para o


528 curto prazo 21.127,30 (280.395,40) D

Apropriação dos juros


31.05.X1 613 incorridos no mês 25.535,89 (254.859,51) D

Transferência do longo para o


692 curto prazo 20.703,34 (275.562,86) D

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Apropriação dos juros
30.06.X1 753 incorridos no mês 25.153,76 (250.409,09) D

Transferência do longo para o


778 curto prazo 20.275,36 (270.684,46) D

Apropriação dos juros


31.07.X1 893 incorridos no mês 24.768,01 (245.916,45) D

Transferência do longo para o


1104 curto prazo 19.843,32 (265.759,77) D

Apropriação dos juros


31.08.X1 1203 incorridos no mês 24.378,60 (241.381,17) D

Transferência do longo para o


1288 curto prazo 19.407,18 (260.788,35) D

Apropriação dos juros


30.09.X1 1353 incorridos no mês 23.985,49 (236.802,86) D

Transferência do longo para o


1400 curto prazo 18.966,90 (255.769,76) D

Apropriação dos juros


31.10.X1 1415 incorridos no mês 23.588,66 (232.181,10) D

Transferência do longo para o


1468 curto prazo 18.522,45 (250.703,55) D

Apropriação dos juros


30.05.X1 1528 incorridos no mês 23.188,06 (227.515,49) D

Transferência do longo para o


1593 curto prazo 18.073,77 (245.589,26) D

Apropriação dos juros


31.12.X1 1638 incorridos no mês 22.783,65 (222.805,61) D

Transferência do longo para o


1683 curto prazo 17.620,84 (240.426,45) D

Soma . saldo final 240.426,45 299.275,59 (240.426,45) D

Conta - 2.2.10.20.01 - Financiamentos - Banco "X"

Data nº Histórico Débito Crédito Saldo D.C

31.12.X0 2.895.511,96 C
Saldo anterior
Transferência do longo para o
31.01.X1 195 curto prazo 65.807,09 2.829.704,87 C
Transferência do longo para o
28.02.X1 325 curto prazo 65.807,09 2.763.897,78 C
Transferência do longo para o
31.03.X1 422 curto prazo 65.807,09 2.698.090,69 C
Transferência do longo para o
30.04.X1 525 curto prazo 65.807,09 2.632.283,60 C
Transferência do longo para o
31.05.X1 689 curto prazo 65.807,09 2.566.476,51 C
Transferência do longo para o
30.06.X1 775 curto prazo 65.807,09 2.500.669,42 C
Transferência do longo para o
31.07.X1 1101 curto prazo 65.807,09 2.434.862,33 C
Transferência do longo para o
31.08.X1 1285 curto prazo 65.807,09 2.369.055,24 C
Transferência do longo para o
30.09.X1 1397 curto prazo 65.807,09 2.303.248,15 C
Transferência do longo para o
31.10.X1 1465 curto prazo 65.807,09 2.237.441,06 C
Transferência do longo para o
30.05.X1 1590 curto prazo 65.807,09 2.171.633,97 C
Transferência do longo para o
31.12.X1 1680 curto prazo 65.807,09 2.105.826,88 C

Soma . saldo final 789.685,08 2.105.826,88 C

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Conta 2.2.10.20.01 - Juros a Apropriar - Banco "X"

Data nº Histórico Débito Crédito Saldo D.C

31.12.X0 Saldo anterior (537.423,68) D

Transferência do longo para o


31.01.X1 198 curto prazo 22.375,41 (515.048,27) D

Transferência do longo para o


28.02.X1 328 curto prazo 21.963,30 (493.084,97) D

Transferência do longo para o


31.03.X1 425 curto prazo 21.547,27 (471.537,70) D

Transferência do longo para o


30.04.X1 528 curto prazo 21.127,30 (450.410,40) D

Transferência do longo para o


31.05.X1 692 curto prazo 20.703,34 (429.707,06) D

Transferência do longo para o


30.06.X1 778 curto prazo 20.275,36 (409.431,70) D

Transferência do longo para o


31.07.X1 1104 curto prazo 19.843,32 (389.588,37) D

Transferência do longo para o


31.08.X1 1288 curto prazo 19.407,18 (370.181,19) D

Transferência do longo para o


30.09.X1 1400 curto prazo 18.966,90 (351.214,29) D

Transferência do longo para o


31.10.X1 1468 curto prazo 18.522,45 (332.691,84) D

Transferência do longo para o


30.05.X1 1593 curto prazo 18.073,77 (314.618,07) D

Transferência do longo para o


31.12.X1 1683 curto prazo 17.620,84 (296.997,23) D

Soma . saldo final 240.426,45 (296.997,23) D

A leitura das fichas de razões das contas de financiamento e de juros apropriar no curto e no
longo prazo nos permite constatar a consistência dos lançamentos, e possibilita emitir o
seguinte resumo da análise das contas:

Análise de Conta – Período de 1º.01 a 31.12.20X1


Banco "X"

(-) Juros a Total Geral


Eventos Financiamentos
Apropriar

Circulante ELP Total Circulante ELP Total

Saldo em
31.12.X0 789.685,08 2.895.511,96 3.685.197,04 (299.275,59) (537.423,68) (836.699,27) 2.848.497,77
Liquidações
no Período (789.685,08) (789.685,08) - (789.685,08)
Juros
Incorridos e
Apropriados
no Período - 299.275,59 299.275,59 299.275,59
Transferência
s do Longo
para o Curto
Prazo 789.685,08 (789.685,08) - (240.426,45) 240.426,45 - -
Saldo em
31.12.X1 789.685,08 2.105.826,88 2.895.511,96 (240.426,45) (296.997,23) (537.423,68) 2.358.088,28

8.1. Demonstração de pendências

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Para exemplificarmos a demonstração de pendências, vamos admitir que, em 30.05.20X1,
saldo da conta corrente bancárias nº 10.250-4, mantida na agência 235 do Banco “A” tenha o
saldo final de R$ 15.425,00 e a contabilidade, após efetuados os ajustes possíveis
identificados na conciliação na conta “1.1.2.10.10.05 – Banco ‘A’”, apresentou o saldo de R$
12.525,75, cujas divergências foram assim demonstradas:

Posição de Conciliação entre Contas

Contabilidade: 1.1.2.10.05 Banco "A"

Saldo em 30.05.X1 12.525,75

Cheques emitidos e não descontados:

29.05.X1 nº 5525 1.500,00

30.05.X1 nº 5598 2.325,00 3.825,00

16.350,75

Extrato Bancário - c.c 10.250-4 - Ag. 235 - Banco "A"

Saldo em 30.05.X1 14.425,00

tarifa não
15.05.X1 autorizada (220,00)

depósito não
30.05.X1 identificado 2.145,75 1.925,75

16.350,75

Os cheques emitidos serão baixados da posição de contas quando forem descontados pelos
favorecidos; a tarifa não autorizada deve ser acompanhada pela tesouraria até o reembolso
pelo banco, quando também será eliminada da posição; o depósito não identificado deve ter
sua origem investigada, normalmente pelo setor de cobrança ou pela própria tesouraria, para
que possa ser devidamente registrado.
8.2. Solução de pendências
Lembramos que fazer a conciliação ou a análise de uma conta não se resume às anotações
de pendências. Essas devem ser regularizadas em curto espaço de tempo, de modo que de
um mês para outro não sobrem pendências antigas. Quanto maior for a idade de uma
pendência, menor será a possibilidade de regulariza-la de forma adequada.
O acúmulo de pendências não deve fazer parte da rotina da contabilidade. As pendências
devem ser solucionadas e não relacionadas, pois não teremos atingido o objetivo da
conciliação e da própria contabilidade se as pendências não forem solucionadas. Os níveis de
pendências toleráveis devem se pautar pelo não comprometimento da qualidade das
demonstrações contábeis, assim como pela manutenção do nível de segurança dos controles
internos.
É preciso que os meios de controle internos da empresa possibilitem que as pendências de
conciliação sejam rapidamente solucionadas. O setor que fez a conciliação e apurou a
pendência, normalmente a contabilidade, deve comunicar formalmente ao setor responsável
pela informação que necessita regularização e estabelecer prazos para a solução.

FONTE: VERBANET - 15/05/2009.

______________________________Fim de Matéria_________________________________

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