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Texto Dissertativo

Tipos de Introdução
A introdução da dissertação traz ao leitor o tema a ser discutido além de, muitas vezes, trazer
sob qual ângulo a questão será discutida. Dessa forma, é ela quem provoca no leitor o primeiro
impacto, é ela a apresentação de seu texto e, portanto deve ser muito bem trabalhada, o que
não é tão difícil, pois há várias boas maneiras de começar uma dissertação. As formas abaixo
são algumas possíveis, mas, certamente, não são as únicas.
Vale ainda salientar que a introdução só deve ser feita após estar concluído o "Projeto de
Texto".
Roteiro
Como em toda introdução, o tema deve estar presente.
Além disso, neste tipo é apresentado ao leitor o roteiro de discussão que será seguido durante
o desenvolvimento. Para exemplificação, suponhamos o tema:
A questão do menor no Brasil
Uma possível introdução seria:

Para se analisar a questão da violência contra o menor no Brasil é essencial que se discutam
suas causas e suas conseqüências.

0 principal defeito em uma redação que utiliza este tipo de introdução é seguir outro roteiro que
não seja o nela citado.

Hipótese (hipo) tese


Este tipo de introdução traz o ponto de vista a ser defendido, ou seja, a tese que se pretende
provar durante o desenvolvimento. Evidentemente a tese será retomada – e não copiada - na
conclusão.

Vejamos um exemplo para o mesmo tema:

A questão da violência contra o menor tem origem na miséria - a principal responsável pela
desagregação familiar.

0 principal risco desse tipo de introdução é não ser capaz de realmente comprovar a tese
apresentada.

Perguntas
Esta introdução constitui-se de uma série de perguntas sobre o tema.
Exemplo:
É possível imaginar o Brasil como um pais desenvolvido e com justiça social enquanto existir
tanta violência contra o menor?

O principal problema neste tipo de introdução é não responder, ou responder de forma ineficaz,
as perguntas feitas. Além disso, por ser uma forma bastante simples de começar um texto, às
vezes não consegue atrair suficientemente a atenção do leitor.

Histórica
Esta introdução traça um rápido panorama histórico da questão, servindo muitas vezes de
contraponto ao presente.

Às crianças nunca foi dada a importância devida. Em Canudos e em Palmares não foram
poupadas. Na Candelária ou na praça da Sé continuam não sendo.

Deve-se tomar o cuidado de se escolher fatos históricos conhecidos e significativos para o


desenvolvimento que se pretende dar ao texto.
Comparação - por semelhança ou oposição
Procura-se neste tipo de introdução mostrar como o tema, ou aspectos dele, se assemelham -
ou se opõem - a outros.

É comum encontrar crianças de dez anos de idade vendendo balas nas esquinas brasileiras.
Na França, nos EUA ou na Inglaterra - países desenvolvidos - nessa idade as crianças estão
na escola e não submetidas a violência das ruas.

É bastante importante que a comparação seja adequada e sirva a algum propósito bem claro -
no caso, mostrar o subdesenvolvimento brasileiro na questão do menor.

Definição
Parte da definição do significado do tema, ou de uma parte dele.

Menor: o mais pequeno, de segundo plano, inferior, aquele que não atingiu a maioridade. O
uso da palavra “menor” para se referir às crianças no Brasil já demonstra como são tratadas:
em segundo plano.

Vale perceber que há, muitas vezes, mais de uma maneira de se definir algo e, portanto a
escolha da definição mais adequada dependera do ponto de vista a ser defendido.

Contestação
Contesta uma idéia ou uma citação conhecida.

O Brasil é o país do futuro. A criança é o futuro do país. Ora, se a criança no Brasil passa
fome, é submetida às mais diversas formas de violência física, não tem escola, nem saúde,
como pode ser esse o pais do futuro? Ou será que a criança não é o futuro do país?

Repare como esse tipo de introdução pode ser bastante atraente, uma vez que desfazer
clichês atrai mais a atenção do que usá-los.

Narração
Trata-se de contar um pequeno fato de relevância como ponto de partida para a análise do
tema.

Sentar numa frigideira com óleo quente foi o castigo imposto ao pequeno D., de um ano e
meio, pelo pai, alcoólatra. Temendo ser preso, ele levou a criança a um hospital uma semana
depois. A mulher, também vitima de espancamentos, o denunciou à polícia. O agressor fugiu.

Cuidado, ao fazer este tipo de introdução, para não cometer o erro de contar um fato sem
relevância, ou transformar toda sua dissertação em uma narrativa.

Estatística
Consiste em se apresentar dados estatísticos relativos à questão a ser tratada.

Quarenta mil crianças morreram hoje no mundo, vítimas de doenças comuns combinadas com
a desnutrição. Para cada criança que morreu hoje, muitas outras vivem com a saúde
debilitada. Entre os sobreviventes, metade nunca colocará os pés em uma sala de aula. Isso
não é uma catástrofe futura. Isso aconteceu ontem, está acontecendo hoje. E irá acontecer
amanhã, exceto se o mundo decidir proteger suas crianças.

Veja que o dado estatístico, muitas vezes, não diz nada por si só. E necessário que ele
apareça acompanhado de uma análise criteriosa.
Mista
Procura fundir várias formas de introdução. Veja como o exemplo dado em contestação traz
também a introdução com perguntas. Vejamos um outro possível exemplo.

Crianças mortas em frente a Igreja da Candelária. Denúncias de meninas se prostituindo nas


cidades e nos campos. Garotos vendendo balas nas esquinas. Não é possível imaginar o
Brasil um país desenvolvido e com justiça social enquanto perdurar tão triste quadro.

A DISSERTAÇÃO:
DIFERENÇA ENTRE TEMA E TÍTULO
Branca Granatic

Introdução
Produzir um texto dissertativo, ou dissertação, consiste em defender uma idéia. É a defesa de uma tese --
proposição que se apresenta com o objetivo de convencer quem lê, ou seja, o leitor. Para se alcançar tal
objetivo, a organização da dissertação é fundamental. Existem, portanto, algumas instruções, as quais
favorecem o ato da escrituração, que você poderá verificar agora.
O tema e o título são, com muita freqüência, empregados como sinônimos. Contudo, apesar de serem partes
de um mesmo tipo de composição, são elementos bem diferentes. O tema é o assunto, já delimitado, a ser
abordado; a idéia que será por você defendida e que deverá aparecer logo no primeiro parágrafo. Já o título
é uma expressão, ou até uma só palavra, centrada no início do trabalho; ele é uma vaga referência ao
assunto (tema). Veja a diferença entre os dois nos exemplos abaixo:

Título: A cidade e seus problemas


Tema: A cidade de São Paulo enfrenta atualmente grandes problemas.

Título: A importância da Península Arábica


Tema: Entendemos que a comunidade internacional deva preocupar-se com os acontecimentos que
envolvam a Península Arábica, já que grande parte do petróleo que o mundo consome sai desta região.

Título: A criança e a televisão


Tema: Psicólogos do mundo todo têm se preocupado com a influência que determinados programas de
televisão exercem sobre as crianças.

Título: As contradições na era da comunicação


Tema: Vivendo a era da comunicação, o homem contemporâneo está cada vez mais só.

Note que o tema, na verdade, como já mencionamos acima, é a delimitação de determinado assunto. Isso é
necessário, pois um assunto pode ser muito extenso e, nesse caso, ao abordá-lo, você poderá se perder em
sua extensão. Peguemos o assunto "ensino" como exemplo. Há muito o que escrever sobre ele, por isso
convém delimitá-lo. Desse modo, obtém-se o tema. Logo, para cada assunto, há inúmeros temas.
Da mesma forma, quando os títulos são generalizados, abre-se um leque de temas a serem desenvolvidos.
Para o título "A criança e a televisão", por exemplo, podemos definir um outro tema, como "A criança se
encanta com os novos programas de TV criados especialmente para elas", ou ainda "Os pais, envoltos com
seus problemas, não perceberam ainda o perigo da televisão para as suas crianças".
O importante é você usar a criatividade até mesmo no título de sua redação. Pense no título após o rascunho
estar ponto, fica mais fácil. Assim, o estudante não se torna escravo do título.

OBSERVAÇÕES:
Quando você participar de algum concurso ou teste e tiver de fazer uma dissertação, observe a proposta
e/ou instruções. Muitas vezes, já vem explicitado o tema ou título; às vezes, é sugerido apenas o assunto. O
item que faltar, cabe a você elaborar.
O aspecto estético também é avaliado em qualquer teste. Com relação ao título e ao tema há algumas regras
importantes: o título deve ser colocado no centro da folha, logo no início de sua dissertação, com inicial
maiúscula; uma linha é suficiente para separar o título do corpo de sua redação. Nada mais deve ser
acrescentado, principalmente algo que seja óbvio, do tipo "Título:"; comece diretamente pelo título
(expressão escolhida por você para dar nome a sua redação), conforme orientações acima

In Técnicas Básicas de Redação, Editora Scipione.

Um ensaio sobre ensaios


Peter Burke

Quando o nobre francês Michel de Montaigne (1533-1592) publicou um livro intitulado "Ensaios", em
1580, estava iniciando uma longa e rica tradição, fundando um gênero literário e explorando uma
mina intelectual que, se não inesgotável, de qualquer modo ainda permanece inesgotada. A idéia de
publicar um volume de pequenas composições sobre uma variedade de assuntos, de canibais a
carruagens e dos versos de Virgílio à educação das crianças, não era nova, embora a escolha dos
tópicos por Montaigne, e sobretudo dos títulos, fosse altamente individual e idiossincrática. Pelo
século 16 era perfeitamente normal para os autores publicarem coleções de pequenos estudos, quer
os descrevessem como "miscelânea", como "discursos", ou seja, falas mais ou menos informais, ou
mesmo como "florestas", nas quais o leitor pudesse vagar à vontade. O que era novo no caso de
Montaigne era seu título. Na época, os escritores levaram algum tempo para seguir seu exemplo,
embora Francis Bacon (1561-1626) tenha publicado um volume de "Ensaios" em 1597. Foi quase
um século após Montaigne que livros com esse título começaram a se multiplicar, primeiro em inglês
e francês e depois em italiano, espanhol, alemão e português.

Os italianos escolheram o termo "saggio", os espanhóis, por fim, "ensayo", enquanto os alemães
hesitaram entre "Versuch" e "Beitrag" (e hoje preferem às vezes o vocábulo inglês "essay"). O auge
da moda dos ensaios foi provavelmente no século 19 e no início do século 20. Intelectuais da
estatura de John Stuart Mill, Hippolyte Taine, William James, Sigmund Freud e Pío Baroja
contribuíram todos para o gênero. No caso do Brasil, pensa-se nos "Ensaios de Crítica Parlamentar"
(1883), de Sílvio Romero, no "Ensaio sobre a Música Brasileira" (1928), de Mário de Andrade, e
sobretudo nas obras de Gilberto Freyre. Freyre foi desde a adolescência, como mostrou
recentemente Maria Lúcia Pallares-Burke, grande admirador do ensaio inglês, de Bacon e Hume a
Walter Pater e G.K. Chesterton. Além de publicar várias coleções de pequenos estudos, Freyre
insistia em descrever "Casa Grande & Senzala", "Sobrados e Mucambos" e "Ordem e Progresso"
(apesar do tamanho deles) como "ensaios". O que se queria dizer com esse termo? Montaigne
escolheu-o em parte por modéstia ou uma afetação de modéstia, alegando que o que publicara
eram simples "tentativas" literárias (o sentido original do termo francês "essai"). Elas eram o
equivalente literário dos esboços de um artista. Eram informais, informes mesmo, próximas à língua
falada, mais para exemplos de conversa do que produtos literários acabados. Não espanta, assim,
que o primeiro tradutor de Montaigne para o italiano tenha preferido o título tradicional "Discursos"
("Discorsi"). Mas, ao escolher esse título, Montaigne estava pensando tanto no conteúdo quanto na
forma de seu livro. Ele apresentava-se como quem simplesmente pensa em voz alta, talvez para ser
capaz de referir aos censores católicos -que de fato expurgaram seu livro e mesmo o baniram da
Espanha- que não se comprometia seriamente com tudo o que dizia no livro. Ou talvez porque
quisesse arrancar seus leitores de suas confortáveis conjeturas sobre o mundo, porque pensava que
a certeza era impossível e que todos nós, filósofos inclusive, somos incapazes de alcançar qualquer
conclusão firme.

Convicções provisórias Assim, todas as nossas convicções são provisórias, todos os nossos escritos
são uma forma de pensar em voz alta, todas as nossas figuras mentais são esboços carentes de
infinita modificação. Montaigne, que escolheu como mote pessoal a pergunta "o que sei?",
encontrara a forma perfeita não somente para levar a melhor sobre os censores, mas também para
expressar sua particular visão de mundo.

Porém essa própria forma pessoal transformou-se gradualmente num gênero literário, e, como
ocorre tantas vezes na história das idéias, de Cristo a Calvino, Marx e além, muitos discípulos
divergiram de seu mestre quando acreditavam seguir seu exemplo. O termo "ensaio" passou a
significar não somente um escrito de dimensões reduzidas, mas também um escrito ligeiro e
possivelmente superficial, uma expressão de opinião que não se baseia em pensamento rigoroso
nem pesquisa extensiva, uma discussão de um tópico que pode parecer trivial, um estudo fácil de ler
e também fácil de escrever, produzido para uma determinada ocasião, como uma coluna de jornal,
sem muita esperança de ser lembrado uma semana mais tarde.

Montaigne, cujo mote era "o que sei?", encontrara


a forma perfeita não somente para levar a melhor
sobre os censores, mas também para expressar
sua particular visão de mundo

Para alguns ensaístas, entretanto, o apelo do ensaio é mais profundo por acreditarem, a exemplo de
Montaigne -se não interpretei mal suas intenções-, que poucas convicções se baseiam em
fundamentos tão firmes que não tenham de ser modificadas ao longo do tempo. Um campo no qual
o termo "ensaio" não perdeu seu poder original de chocar é o da história.

Em meados do século 19, não muito após Leopold von Ranke (1795-1886) proclamar o ideal da
história profissional, a história objetiva baseada em documentos oficiais preservados em arquivos,
Jacob Burckhardt publicou seu livro sobre "A Civilização do Renascimento na Itália". O subtítulo do
livro era curto, mas expressivo: "Um Ensaio" ("ein Versuch").

Ele deixou bem claras as razões para escolher esse subtítulo na introdução do livro, que começa
com a frase: "Essa obra leva o título de mero ensaio no sentido estrito da palavra", e prossegue
sustentando que "a cada olho, talvez, os contornos de uma dada civilização apresentam uma figura
diversa" e que "os mesmos estudos que serviram a esse trabalho podem facilmente, em outras
mãos (...), conduzir a conclusões essencialmente diversas".

Tal como para Freyre, há inúmeras razões para sua insistência em descrever suas obras históricas
como "ensaios". Era um meio de distanciá-lo dos historiadores profissionais e afirmar sua identidade
como um homem de letras. Era um modo de justificar sua escolha de tópicos aparentemente triviais
como a história do mobiliário e da comida, bem como sua decisão de expressar suas opiniões
pessoais em estudos sobre seu amado Pernambuco em vez de fingir ser objetivo. Era também um
meio de chamar a atenção para aquilo que, com uma característica metáfora visual, Freyre gostava
de chamar seu "impressionismo", seu foco em vivos detalhes concretos da vida cotidiana.

Hoje esse impressionismo pode parecer aos leitores como "pós-moderno". A harmonia entre seu
modo de escrever e algumas tendências culturais correntes é sem dúvida uma das razões pelo
renovado interesse atual em Freyre. Por razões análogas, pode-se prever um ressurgimento do
ensaio. Que aliás já teve início, não tanto na literatura quanto na história e no que costumava ser
conhecido como "ciências sociais". Clifford Geertz na antropologia, Richard Rorty na filosofia e Carlo
Ginzburg na história demonstraram todos tanto o apelo quanto o valor do ensaio.

O estadista francês Georges Clemenceau disse certa feita que a guerra era importante demais para
ser deixada aos generais. Talvez se possa sustentar que o ensaio é importante demais para ser
deixado aos ensaístas profissionais. É um gênero associado tanto a uma forma de ler quanto a uma
forma de escrever. O modo ensaístico de ler, que pode ser praticado numa vasta gama de livros,
desconfia de afirmações grandiosas ou aparentemente objetivas, buscando o caso individual por
trás da generalização ou o preconceito por trás da máscara da imparcialidade. Pode-se resumi-lo
numa pergunta: o que sabemos?

Peter Burke é historiador inglês, autor de "Variedades de História Cultural" (ed. Civilização
Brasileira) e "O Renascimento Italiano" (ed. Nova Alexandria), entre outros. Ele escreve
mensalmente na seção "Autores", do "Mais!".

Tradução de José Marcos Macedo.

Estrutura do Ensaio

1. INTRODUÇÃO

Definição do tema

Por que é que escolheu este tema

O que é que vai argumentar

Descrição da estrutura do ensaio

2. CORPO DO ENSAIO

Análise e desenvolvimento do tema escolhido

Estruture o ensaio de forma a que o leitor possa seguir a sua argumentação

Dê exemplos do texto que está a estudar

Mencione bibliografia secundária para justificar as suas ideias e conclusões

Pode dividir o ensaio em pequenos capítulos para tornar o argumentos mais compreensível

Deverá indicar sempre a origem das suas citações (siga as convenções definidas pela MLA!)

3. CONCLUSÃO

Apresente os resultados da sua análise

Quais as conclusões do seu trabalho?

Poderá aqui introduzir um comentário pessoal ao tema

Poderá indicar outras áreas relacionadas com o seu tema que seria interessante estudar e
pesquizar

4. BIBLIOGRAFIA

Indique por ordem alfabética os livros que usou no seu ensaio, de acordo com as normas
de citação bibliográfica
Escrever é falar no papel

Hélio Consolaro

Escrever é falar no papel. Esta frase foi retirada do livro de Donald Weiss Como Escrever com
Facilidade, do Círculo do Livro. Ele afirma que o medo acaba inibindo as pessoas alfabetizadas
a escreverem. Já que escrever é falar no papel, o primeiro passo para perder este medo é
escrever como se estivesse falando, depois vai melhorando o texto, fazendo várias versões
(rascunhos) dele.
Ele conta a história de João Carlos, um funcionário que criou um produto novo e foi fazer uma
exposição sobre ele à diretoria da empresa. Ele foi tão bem que acabou sendo designado a
diretor de "marketing", mas Wilson, presidente da empresa, pediu que lhe entregasse o texto
de sua fala na próxima semana.
A sua promoção, um sonho acalentado há muito, acabara se transformando em suplício, pois
João Carlos nunca fora um bom aluno em Português, era traumatizado, não conseguia redigir
um bilhete, imagine passar no papel a fala de quase uma hora.
No final do dia, ele tomou uma decisão, foi falar com Wilson. Desistiria da promoção e acabaria
com aquele ansiedade. Wilson não aceitou a sua abdicação, pois se ele dissera tudo aquilo tão
bem, sem nenhum texto previamente escrito, João Carlos era mais inteligente do que
imaginara. E foi mais além, dizendo-lhe que se ele teve a capacidade de falar tão bem,
conseguiria escrever também. Era só perder o medo.
Às vezes, me perguntam como consigo escrever todos os dias, "fazer bons textos", de onde
veio esta facilidade. Eu digo que já construí, e continuo, muitos textos ruins, a única diferença
entre mim e o inquiridor é que sou corajoso, não tenho exarcebado em mim o senso de
ridículo.
Escrever sem medo e sem preguiça, fazendo vários rascunhos, lendo em voz alta o texto
escrito para descobrir as falhas (subvocalização) são técnicas indispensáveis. E o restante
advém da coragem, de não ter medo de errar e de ser criticado por alguém que nunca
escreveu nada, mas que está sempre pronto a destruir a criatividade do outro.

Escrever se aprende...escrevendo!
Adair Vieira Gonçalves

Este é um pequeno “bate-papo” antes de iniciarmos nossas conversas sobre leitura e


produção de textos escritos.
A primeira e mais ouvida pergunta que é feita aos professores de redação é sempre a
mesma: “Professor, como se aprende a escrever? “Tenho facilidade para conversar, leio e
quando chega a hora de passar o que penso pro papel “’dá um branco”, o que fazer?” A
frustração é muito grande quando afirmo que só se aprende escrevendo e, se possível, lendo
muito.
A grande dificuldade que os alunos enfrentam com relação ao escrever refere-se à
necessidade que ele tem de deixar a linguagem coloquial, aquela do dia-a-dia, e passar a se
expressar por escrito. Ela exige uma linguagem mais formal, mais cuidadosa. A fala é mais
espontânea, menos cerimoniosa e, com certeza, mais fácil que escrever. A escrita tem suas
normas próprias ( ortografia, acentuação, a falta de um interlocutor à sua frente etc.).
Outra questão muito comum entre os alunos é dizer que naquele dia não está inspirado,
que não vai conseguir escrever. Pois está aí, mais uma crendice. “Gustavo Ioschpe, jornalista
da Folha de São Paulo, diz que além do 1% de inspiração que está no DNA de qualquer
aspirante a Machado de Assis ou Shakespeare, o que é determinante são os 99% de
transpiração”.(Machado de Assis está por minha conta).
Outro esclarecimento preliminar a fazer é que as aulas de redação não vão habilitar
ninguém a ser um João Cabral de Melo Neto nem tampouco um Graciliano Ramos. Destina-
se, apenas, a instrumentalizar o aluno para que possa escrever “textos da escola” de forma
eficiente para poder enfrentar uma etapa muito importante, que justo ou injusto, é o vestibular.
Também muito importante para produzir textos com eficácia é assistir a bons programas
de televisão; programas estes que ajudam o aluno a pensar e depois de uma certa convivência
com bons textos e programas , a estupidez fica praticamente impossível.
É preciso também que o aluno saiba que o resultado da redação escolar é um acordo
prévio entre alunos e professores. São 50% de responsabilidade para cada um; o aluno tem de
ser adjuvante neste processo; é preciso que ele queira aprender.
Depois deste nosso primeiro contato é chegada a hora de começar.
Boa Sorte, muita leitura, raciocínio e os escritos vão aparecer .

Adair Vieira Gonçalves é professor de Gramática e Redação, da COEB (Birigüi) e do


Colégio Salesiano, Araçatuba-SP)

Conceitos e Noções Gerais de Dissertação


Existem dois tipos de dissertação: a dissertação expositiva e a dissertação argumentativa. A
primeira tem como objetivo expor, explicar ou interpretar idéias; a segun-da procura persuadir o
leitor ou ouvinte de que determinada tese deve ser acatada. Na dissertação argumentativa, além
disso, tentamos, explicitamente, formar a opinião do leitor ou ouvinte, procurando persuadi-lo de
que a razão está co-nosco.
Na dissertação expositiva, podemos explanar sem combater idéias de que discordamos. Por
exemplo, um professor de História pode fazer uma explicação sobre os modos de produção,
aparentando impessoalidade, sem tentar con-vencer seus alunos das vantagens das vantagens e
desvanta-gens deles. Mas, se ao contrário, ele fizer uma explanação com o propósito claro de
formar opinião dos seus alunos, mostrando as inconveniências de determinado sistema e
valorizando um outro, esse professor estará argumentando explicitamente.
Para a argumentação ser eficaz, os argumentos devem possuir consistência de raciocínio e de
provas. O raciocínio consistente é aquele que se apóia nos princípios da lógica, que não se perde
em especulações vãs, no “bate-boca”estéril. As provas, por sua vez, servem para reforçar os
argumntos. Os tipos mais comuns de provas são: os fatos-exemplos, os dados estatísticos e o
testemunho.

Como fazer
uma dissertação argumentativa
Como fazer nossas dissertações? Como expor com clareza nosso ponto de vista? Como
argumentar coerentemente e validamente? Como organizar a estrutura lógica de nosso texto, com
introdução, desenvolvimento e conclusão?
Vamos supor que o tema proposta seja Nenhum homem é uma ilha.
Primeiro, precisamos entender o tema. Ilha, naturalmente, está em sentido figurado, significando
solidão, isolamento.
Vamos sugerir alguns passos para a elaboração do rascunho de sua redação.

1. Transforme o tema em uma pergunta:


Nenhum homem é uma ilha?

2. Procure responder essa pergunta, de um modo simples e claro, concordando ou discordando


(ou, ainda, concordando em parte e discordando em parte): essa resposta é o seu pon-to de vista.

3. Pergunte a você mesmo, o porquê de sua resposta, uma causa, um motivo, uma razão para
justificar sua posição: aí estará o seu argumento principal.

4. Agora, procure descobrir outros motivos que ajudem a defender o seu ponto de vista, a
fundamentar sua posição. Estes serão argumentos auxiliares.

5.Em seguida, procure algum fato que sirva de exemplo para reforçar a sua posição. Este fato-
exemplo pode vir de sua memória visual, das coisas que você ouviu, do que você leu. Pode ser
um fato da vida política, econômica, social. Pode ser um fato histórico. Ele precisa ser bastante
expressivo e coerente com o seu ponto de vista. O fato-exemplo, geralmente, dá força e clareza à
nossa argumentação. Esclarece a nossa opinião, fortalece os nossos argumentos. Além disso,
pessoaliza o nosso texto, diferencia o nosso texto: como ele nasce da experiência de vida, ele dá
uma marca pessoal à dissertação.

6. A partir desses elementos, procure juntá-los num texto, que é o rascunho de sua redação. Por
enquanto, você pode agrupá-los na seqüência que foi sugerida:

Os passos
1) interrogar o tema;
2) responder, com a opinião
3) apresentar argumento básico
4) apresentar argumentos auxiliares
5) apresentar fato- exemplo
6) concluir
(in Novo Manual da Nova Cultural - Redação, Gramática, Literatura e Interpretação de Textos, de
Emília Amaral e outros)

Como ficaria o esquema


1º parágrafo: a tese
2º parágrafo: argumento 1
3º parágrafo: argumento 2
4º parágrafo: fato-exemplo
5º parágrafo: conclusão

Exemplo de redação com esse esquema:

Tema: Como encarar a questão do erro

Título: Buscar o sucesso

Tese
1º§ O homem nunca pôde conhecer acer-tos sem lidar com seus erros.

Argumentação

2º§ O erro pressupõe a falta de conheci-mento ou experiência, a deficiência de sintonia entre o


que se propõe a fazer e os meios para a realização do ato. Deriva-se de inúmeras causas, que
incluem tanto a falta de informação, como a inabilidade em lidar com elas.

3º§ Já acertar, obter sucesso, constitui-se na exata coordenação entre informação e execu-ção de
qualquer atividade. É o alinhamento preci-so entre o que fazer e como fazer, sendo esses dois
pontos indispensáveis e inseparáveis.

Fato-exemplo
4º§ Como atingir o acento? A experiência é fundamental e, na maior das vezes, é alicerçada em
erros anteriores, que ensinarão os caminhos para que cada experiência ruim não mais ocorra.
Assim, um jovem que presta seu primeiro vesti-bular e fracassa pode, a partir do erro, descobrir
seus pontos falhos e, aos poucos, aliar seus co-nhecimentos à capacidade de enfrentar uma situa-
ção de nova prova e pressão. Esse mesmo jovem, no mercado de trabalho, poderá estar envolvido
em situações semelhantes: seus momentos de fracasso estimularão sua criatividade e maior em-
penho, o que fatalmente levará a posteriores acertos fundamentais em seu trabalho.

Conclusão
5º§ Assim, o aparecimento dos erros nos atos humanos é inevitável. Porém, é preciso, aci-ma de
tudo, saber lidar com eles, conscientizar-se de cada ato falho e tomá-los como desafio, nunca se
conformando, sempre buscando a superação e o sucesso. Antes do alcance da luz, será sempre
preciso percorrer o túnel.

Esquema da antítese
Como incluir a contra-argumentação
numa dissertação argumentativa
A dissertação argumentativa começa com a proposição clara e sucinta da idéia que irá ser
comprovada, a TESE. A essa primeira parte do texto dissertativo chamamos de introdução.
A segunda parte, chamada desenvolvimento, visa à apresentação dos argumentos que
comprovem a tese, ou seja, a PROVA. É costume estruturar a argumentação em ordem crescente
de importância, como foi explicado no início desta lição, a fim de prender cada vez mais a atenção
do leitor às razões apresentadas. Essas razões baseiam-se em provas demonstráveis através dos
fatos-exemplo, dados estatísticos e testemunhos.
Na dissertação argumentativa mais formal, o desen-volvimento apresenta uma subdivisão, a
ANTÍTESE, na qual se refutam possíveis contra-argumentos que possam contrariar a tese ou as
provas. Nessa parte, a ordem de importância inverte-se, colocando-se, em primeiro lugar, a
refutação do contra-argumento mais forte e, por último, do mais fraco, com o propósito de se
depreciarem as idéias contrárias e ir-se, aos pontos, refutando a tese adversa,ao mesmo tempo
em que se afasta o leitor ou ouvinte dos contra-argumentos mais poderosos.
Na última parte, a conclusão, enumeraram-se os argumentos e conclui-se, reproduzindo as tese,
isto é, faz-se uma SÍNTESE. Além de fazer uma síntese das idéias discu-tidas, pode-se propor, na
conclusão, uma solução para o problema discutido.

Esquema de uma dissertação com antítese


Tema: Vestibular, um mal necessário.

Tese: O vestibular privilegia os candidatos pertencentes às classes mais favorecidas


economicamente.
Prova: Os candidatos que estudaram em escolas com infra-estrutura deficiente, com as escolas
públicas do Brasil, por mais que se esforcem, não têm condições de concorrer com aqueles que
freqüentaram bons colégios.
Antítese: Mesmo que o acesso à universidade fosse facilitado para candidatos de condição
econômica inferior, o problema não seria resolvido, pois a falta de um aprendizado sólido, no
primeiro e segundo grau, comprometeria o ritmo do curso superior.
Conclusão (síntese´): As diferenças entre as escolas públicas e privadas são as verdadeiras
responsáveis pela seleção dos candidatos mais ricos.

Relação entre causa e conseqüência


Você possui um tema para ser analisado. Neste caso, a melhor forma de desenvolvê-la é
estabelecer a relação causa-
conseqüência. Vamos à prática com o seguinte tema:

Tema
Constatamos que no Brasil existe um grande número de correntes migratórias que se deslocam do
campo para as médias ou grandes cidades.

Para encontrarmos uma causa, perguntamos:

Por quê?

ao tema acima. Dentre as respostas possíveis, poderíamos citar o seguinte fato:

Causa:
A zona rural apresenta inúmeros problemas que dificultam a permanência do homem no campo.

No sentido de encontrar uma conseqüência para o


problema enfocado no tema acima, cabe a seguinte pergunta:

O que acontece em razão disso?

Uma das possíveis respostas seria:

Conseqüência

As cidades encontram-se despreparadas para absorver esses migrantes e oferecer-lhes condições


de subsistência e de trabalho
Veja que a causa e a conseqüência citadas neste exemplo podem ser perfeitamente substituídas
por outras, encontradas por você, desde que tenham relação direta com o assunto. As sugestões
apresentadas de maneira nenhuma são as únicas possíveis.

Veja outros exemplos:


Causa: As pessoas mais velhas têm medo do novo, elas são mais conservadoras, até em
assuntos mais prosaicos.

Tema: Muitas pessoas são analfabetas eletrônicas, pois não conseguem operar nem um
videocassete.
Conseqüência: Elas se tornam desajustadas, pois dependem dos mais jovens até para ligar um
forno microondas, elas precisam acompanhar a evolução do mundo.

Causa: A nação que deixa depredar as construções


consideradas como patrimônios históricos destrói parte da História de seu país.
Tema: É de fundamental importância a preservação das construções que se constituem em
patrimônios históricos.
Conseqüência: Isso demonstra claramente o subdesenvolvimento de uma nação, pois quando
não se conhece o passado de um povo e não se valorizam suas tradições, estamos desprezando
a herança cultural deixada por nossos antepassados.

Causa: A maioria dos parlamentares preocupa-se muito mais com a discussão dos mecanismos
que os fazem chegar ao poder do que com os problemas reais da população.
Tema: A maior parte da classe política não goza de muito prestígio e confiabilidade por parte da
população.
Conseqüência: Os grandes problemas que afligem o povo brasileiro deixam de ser
convenientemente discutidos.

Causa: Algumas pessoas refugiam-se nas drogas na tentativa de esquecer seus problemas.
Tema: Muitos jovens deixam-se dominar pelo vício em diversos tipos de entorpecentes, mal que
se alastra cada vez mais em nossa sociedade.
Conseqüência: Acabam formando-se dependentes dos psicóticos dos quais se utilizam e, na
maioria das vezes, transformam-se em pessoas inúteis para si mesmas e para a comunidade.

Exercícios
Apresentaremos alguns temas e você se incumbirá de encontrar uma causa e uma conseqüência
para cada um deles. Escreva-as, seguindo o modelo apresentado acima:
1 Tema: As linhas de ônibus que percorrem os bairros das grandes metrópoles não têm
demonstrado muita eficiência no atendimento a seus usuários.
Causa:
Conseqüência:

2 A convivência familiar está muito difícil.


causa:
Conseqüência:

3 As novelas de televisão passaram a exercer uma profunda influência nos hábitos e na maneira
de pensar da maioria dos telespectadores.
Causa:
Conseqüência:

4 As doenças infecto-contagiosas atingem particularmente as camadas mais carentes da


população.
Causa:
Conseqüências:

5 Apesar de alertados por ecologistas, os lavradores continuam utilizando produtos agrotóxicos


indiscriminadamente.
Causa:
Conseqüência:

Esquema de redação com causa-conseqüência

Título
Introdução (o problema):
1º parágrafo: Apresentação do tema (com ligeira ampliação).

Desenvolvimento:
2º parágrafo - Causa (explicações adicionais)
3º parágrafo - Conseqüência (com explicações adicionais)
Conclusão(a solução):
4º § - Expressão inicial + reafirmação do tema + observação final

Proposta de redação
Escolha um dos temas apresentados nesta folha e redija um texto em quatro parágrafos,
conforme o esquema desenhado acima. Não se esqueça de aplicar a relação causa-
conseqüência.

(Do livro Técnicas Básicas de Redação, Branca Granatic, Editora Scipione)

Outro esquema interessante:


O texto Aquilo por que vivi, de Bertrand Russel, revela uma estrutura que o vestibulando poderá
usar em sua redação. Leia o texto:

Aquilo por que vivi


Três paixões, simples, mas irresistivelmente fortes, governaram-me a vida: o anseio de amor, a
busca do conhecimento e a dolorosa piedade pelo sofrimento da humanidade. Tais paixões, como
grandes vendavais, impeliram-me para aqui e acolá, em curso, instável, por sobre o profundo
oceano de angústia, chegando às raias do desespero.
Busquei, primeiro, o amor, porque ele produz êxtase – um êxtase tão grande que, não raro, eu
sacrificava todo o resto da minha vida por umas poucas horas dessa alegria. Ambicionava-o,
ainda, porque o amor nos liberta da solidão – essa solidão terrível através da qual nossa trêmula
percepção observa, além dos limites do mundo, esse abismo frio e exânime. Busquei-o,
finalmente, porque vi na união do amor, numa miniatura mística, algo que prefigurava a visão que
os santos e os poetas imaginavam. Eis o que busquei e, embora isso possa parecer demasiado
bom para a vida humana, foi isso que – afinal – encontrei.
Com paixão igual, busquei o conhecimento. Eu queria compreender o coração dos homens.
Gostaria de saber por que cintilam as estrelas. E procurei apreender a força pitagórica pela qual o
número permanece acima do fluxo dos acontecimentos. Um pouco disto, mas não muito, eu o
consegui.
Amor e conhecimento, até ao ponto em que são possíveis, conduzem para o alto, rumo ao céu.
Mas a piedade sempre me trazia de volta à terra. Ecos de gritos de dor ecoavam em meu coração.
Crianças famintas, vítimas torturadas por opressores, velhos desvalidos a construir um fardo para
seus filhos, e todo o mundo de solidão, pobreza e sofrimentos, convertem numa irrisão o que
deveria ser a vida humana. Anseio por avaliar o mal, mas não posso, e também sofro.
Eis o que tem sido a minha vida. Tenho-a considerado digna de ser vivida e, de bom grado,
tornaria a vivê-la, se me fosse dada tal oportunidade.
(Bertrand Russel, Autobiografia. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1967.)

O texto, cujo tema está explícito no título – os motivos fundamentais da vida do autor – apresenta
cinco parágrafos.

No primeiro parágrafo, o autor revela as suas “três paixões”:


a) amor;
b) conhecimento;
c) piedade.

Em seguida, dedica três parágrafos para cada uma dessas paixões. O segundo parágrafo fala
sobre a busca do amor; terceiro, sobre a procura do conhecimento; e o quarto, sobre a importância
do sentimento piedade diante do sofrimento.

O quinto e último parágrafo realiza a conclusão do texto.


Eis o esquema:
1º§ - a, b, c;
2º§ - a;
3º§ - b;
4º§ - c;
5º§ - a, b, c.

(in Novas Palavras, de Emília Amaral e outros, editora FTD-1997)

Observar a estrutura dos textos dissertativos é um bom momento de aprendizagem. Recomenda-


se tal exercício aos vestibulandos: ler editoriais e artigos de jornais.

Proposta de redação
A TV brasileira completa 50 anos. No início, houve quem considerasse o televisor mais um
eletrodoméstico na casa. Hoje, sabe-se que ele não é só isso, a televisão é um modo de vida.
Redija um texto dissertativo, em prosa, com 30 linhas, analisando se a TV brasileira FORMA,
INFORMA ou DEFORMA. Use o esquema acima.

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