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COMPONENTES DE UM SISTEMA DE RM:

A RM significa resposta de determinados tipos de núcleos atômicos, que quando


sujeitos a um campo magnético é excitado por uma onda eletromagnética de
freqüência determinada.

A RM foi descoberta em 1946 e usada para fins industriais por Purcell, Torey e Pourd,
aplicada em medicina em 1979. Utiliza magnetos gigantes que possuem capacidade
de gerar campos até 40.000 vezes o campo magnético da Terra. A força da variante é
um fator muito importante na RM. Dois termos podem ser utilizados para definí-las:
Gauss (G), usado para medir campos magnéticos de baixa intensidade (o campo
magnético da Terra mede 0,6 G) e o Tesla (usado para medir campo de força elevado.
(1 Tesla corresponde a 10.000G que por sua vez correspondem à 10 quilos).

A RM está indicada para exames de partes moles do corpo humano, com grande
aplicação no estudo das patologias do sistema nervoso central. Até a presente data
não foram evidenciados efeitos deletérios ao ser humano, tendo a vantagem de não
constituir fonte de radiação ionizante, como o RX e o CT.

Em termos práticos observa-se que a resolução de contraste de tecido suave em RM


é bem superior ao CT. Como exemplo é mencionado à detecção precoce de algumas
patologias, como no caso do neurinoma do acústico ou de tumores da hipófise. As
imagens podem ser obtidas em todos os planos: axial, coronal, sagital e oblíqua.
Os coágulos sanguíneos podem ser evidenciados pela RM, porque nos casos
patológicos em geral o fluxo sanguíneo é reduzido. O osso aparece como imagem
negra, baseado no fato de apresentar índices reduzidos de prótons. O infarto do
miocárdio pode ser detectado pela RM sem contraste iodado. Através de angiografia
com técnica tridimensional pela RM podem ser evidenciados aneurismas e outras
alterações vasculares.

Os tumores do tronco encefálico são melhores visualizados na RM devido à ausência


de artefatos ósseos, comumente presentes nos estudos por CT.

Magnetos
Três tipos de magnetos são conhecidos - o supercondutor, o convencional
(resistência) e o permanente.

O Supercondutor consegue campos de 2T (Tesla) = 10.000 Gauss ; trabalha a


temperatura próximas ou iguais à ) 0º F ( -273º C) obtida por meio de gás criogênico
de nitrogênio e hélio líquido. A esta temperatura, certos materiais oferecem baixíssima
resistência a corrente elétrica.

Tem alto poder de força, produzindo elevados graus de ressonância. Têm alto custo
de fabricação e produzem campos de força mais estáveis. O custo de manutenção
para reabastecimento com o hélio líquido é alto. A montagem do equipamento requer
uma área mínima de cerca de 85 m2.
Descrição do Magneto (GANTRY)

No interior do magneto existem:

1 - Três bobinas, chamadas de gradientes (X, Y e Z) que são três magnetos auxiliares
com potência bem menor que o magneto principal:

a) gradiente X - altera o campo magnético e seleciona cortes sagitais;


b) gradiente Y - altera o campo magnético e seleciona cortes coronais;
c) gradiente Z – altera o campo magnético e seleciona cortes axiais.

Os cortes oblíquos são selecionados por associação de dois gradientes.

2 - Uma bobina, Body Coil (bobina de corpo), que funciona como antena emissora de
radiofreqüência (RF) e, em alguns exames também como antena receptora do sinal de
ressonância do órgão ou tecido examinado.

3 - Como acessórios existem bobinas ou antenas fabricadas para determinadas partes


do corpo humano:

a) bobina de cabeça (Head Coil)

b) bobinas de superfície (para joelho), ombro, olhos, articulação temporomandibular e


coluna vertebral).

O que são Bobinas de Superfície?


São bobinas que melhoram a qualidade de formação de imagem por RM, melhoram a
relação sinal ruído. Obtém maior resolução espacial (revestimento delgado, ponto de
imagem menor).

O objetivo é apresentar em primeiro lugar as estruturas próximas da superfície. A


relação da bobina depende da região de interesse; existem três tipos de diâmetro 12,
17 e 22 (cm). Para cada distância das bobinas existem diâmetros dentro dos quais o
corpo se reduz pela metade no centro de distância; a bobina de 22 cm, por exemplo,
serve para reconhecimento da pélvis; a bobina de 17 cm pode ser considerada
universal, sendo empregada tanto no tronco como nas extremidades; já a bobina de
12 cm permite confeccionar ressonâncias das extremidades em alta resolução.

Resumo: Fundamentos da Ressonância Magnética


1 - A fonte de formação de imagem na RM é o núcleo de certos átomos de hidrogênio
ou prótons de hidrogênio.

2 - Usualmente os prótons do organismo encontram-se em posição desordenada.

3 - Quando uma parte do corpo é colocada dentro do magneto, os prótons de


hidrogênio são sintonizados para captar sinais de ressonância, tendem a se alinhar e
girar na mesma direção, como se fossem exércitos de pequenos piões.
4 - Em seguida entra em ação a bobina, ou antena emissora de rádio, que vai emitir
um sinal dentro do campo magnético.

5 - O sinal de RF produz um desalinhamento de prótons, que passam a se comportar


de forma desalinhada, num movimento semelhante a um "bamboleio" de um pião,
quando está começando a perder energia cinética; o mesmo ocorre com os prótons de
hidrogênio.

6 - Quando cessa o sinal de RF os prótons voltam a sua posição inicial de alinhamento


e liberam energia.

GANTRY
Em seu interior se encontra um eletroímã, que se chama magneto e que produz um
potente e estável campo magnético. Além disso, dentro dele também estão localizadas
as bobinas.

Magneto: É um grande ímã, cuja potência é variável e pode ser medida em unidade
de campo magnético (Gauss ou Tesla, sendo que 1 Tesla (T) equivale a 10.000 Gauss
(G). Vai daí que a potência dos aparelhos de IRM varia grandemente, conforme a
potência do ímã ou do campo magnético produzido por ele. Existem basicamente três
tipos de magnetos: de imã permanente, resistivos e supercondutores, sendo
atualmente mais difundidos os supercondutores por suas características superiores e
este utiliza o gás hélio como criogênio, visando manter baixas temperaturas e garantir
a propriedade de supercondutividade.

Bobinas: Também chamadas de antenas de radiofreqüência, as quais produzem


ondas de rádio. Estas ondas de rádio serão emitidas para alterar os núcleos dos
átomos de hidrogênio (prótons) existentes na parte do corpo humano submetida ao
poderoso campo magnético do magneto. Temos dois tipos de bobinas. São elas: as
bobinas de gradiente e as bobinas de radiofreqüência.

As bobinas de gradiente são utilizadas para criar um gradiente de campo magnético


para gerar uma diferenciação espacial nos sinais emitidos da região de interesse no
paciente. O gradiente de campo magnético é um campo magnético fraco que varia
linearmente com a posição espacial e é superposto ao campo magnético principal. As
bobinas de gradiente são nas direções X, Y e Z formadas por três conjuntos de
bobinas posicionadas ortogonalmente.

*Das três bobinas existentes, uma produz um gradiente longitudinal (Gz) na


direção do campo Bo (campo magnético estático ou principal) e duas produzem
gradientes transversais (Gx e Gy).

Cada bobina é conectada a um amplificador de gradiente, controlado pelo computador,


possibilitando gerar gradientes magnéticos em qualquer direção.

As bobinas de radiofreqüência são usadas para excitar os spins e/ou captar o sinal
de ressonância. Estas precisam produzir um campo de RF uniforme e bem definido,
através da região de interesse. Bobinas separadas podem ser usadas para excitação
e captação dos sinais, ou uma para ambas as funções. Em todos os casos, são
necessárias bobinas de alta sensibilidade.

Quando o paciente é colocado dentro de uma bobina de RF, uma carga é adicionada
na bobina. Nos típicos campos utilizados em ressonância (0,5T e 1,5T), o ruído
introduzido pelo paciente, se sobrepõe ao ruído inerente do sistema de RF.
Como acessórios, existem bobinas ou antenas fabricadas para exames de
determinadas partes do corpo humano, como: cabeça (‘Head Coil’), e bobinas de
superfície (para ombros, joelho, olhos, ouvidos, ATM e coluna vertebral).

SISTEMA DE CONTROLE E AQUISIÇÃO

Este fica localizado entre o computador, o reconstrutor, o sistema de RF e o gradiente.


Este sistema faz a execução do método programado, aquisição e demodulação dos
sinais de IRM, e os transporta para o reconstrutor. Também sincroniza a aquisição
com os sinais fisiológicos, faz a calibração automática para cada aquisição (fases de
preparação).

RECONSTRUTOR

Responsável por todas as funções matemáticas executadas. Isto se faz necessário


para aumentar a velocidade na reconstrução das imagens. Nos sistemas mais novos
utilizamos reconstrutores mais rápidos, permitindo atualmente obter-se uma imagem
em 0,1 segundo.

COMPUTADOR

Responsável pela transformação das informações obtidas e pela construção de uma


imagem que será mostrada na tela da TV (o sinal de IRM baseia-se na distribuição de
prótons de hidrogênio).

ARQUIVO

É uma forma de armazenamento de dados e imagens em massa. Normalmente


utilizamos discos ópticos regraváveis, com capacidade para mais de 2.000 imagens.
Estes discos atualmente têm o tamanho de um disquete de 51/4.

Em resumo, num exame de RM:

A- O paciente é colocado em um grande magneto, o que provoca a polarização dos


seus prótons de hidrogênio que se alinham em um determinado eixo (paralelo ou
antiparalelo), pois os prótons de hidrogênio funcionam na natureza como minúsculos
ímãs.

B- Os prótons de hidrogênio, ainda, executam um movimento em torno do seu eixo


longitudinal e outro circular, simultaneamente, como se imitassem um pião. Este
fenômeno chama-se “Precessão” e tem uma freqüência própria para cada campo
magnético específico e depende da intensidade do campo magnético (por isso que,
quanto maior a potência do magneto, melhor a qualidade da imagem e mais rápido o
exame).

C- O alinhamento dos prótons se rompe com a aplicação de pulsos de radiofreqüência


aplicados ao paciente, fazendo com que os prótons de hidrogênio precessem em
sincronia, em fase. Isto cria um novo vetor magnético.

D- Quando o pulso de radiofreqüência é subitamente desligado, os prótons de


hidrogênio voltam à sua posição normal, se realinham, e nessa circunstância eles
emitem um sinal que é captado por uma bobina localizada ao redor da área a ser
examinada (por exemplo, bobina de crânio, de coluna, de joelho, de mama, da ATM,
etc).
E- O sinal emitido e captado pela bobina é utilizado pelo computador que, através de
complexos princípios matemáticos, o transforma em imagens.

Passamos agora a explicar de forma mais sucinta alguns fenômenos físicos e


químicos, para melhor entendimento do mecanismo de obtenção de imagens do
corpo humano, através da ressonância magnética.

O núcleo do hidrogênio

O núcleo do hidrogênio é formado por um próton, apenas. Seu número atômico,


portanto, é igual ao número de massa. Seu próton solitário lhe proporciona um
momento magnético bem definido e, por ser abundante nos animais, constitui a base
da imaginologia por RM. O corpo humano, por exemplo, se constitui de 70 a 80% de
água. Como já foi dito, toda vez que partículas elétricas se movem, elas criam um
campo magnético. O hidrogênio, com o movimento rotacional de seu próton único, cria
um campo magnético induzido à sua volta. Desta forma, esta minúscula partícula
funciona nada mais, nada menos, como um magneto de proporções infinitesimais
provido de pólos norte e sul, de igual intensidade. Os pólos deste pequeno magneto
são alinhados por um eixo que representa o momento magnético que tem as
propriedades de um vetor: a direção do vetor é a direção do momento magnético e o
comprimento do vetor é igual ao comprimento do momento magnético.

Na natureza, apenas sob o efeito do campo magnético terrestre, os momentos


magnéticos dos núcleos de hidrogênio não têm uma orientação definida. Porém, em
ambientes de fortes campos magnéticos estáticos os momentos magnéticos dos
núcleos de hidrogênio se alinham a este campo magnético, como uma agulha
magnética se alinha ao campo magnético terrestre, a maior parte dos núcleos
alinhando-se na mesma direção (paralela) e uma pequena parte na direção oposta
(antiparalela) ao eixo do campo magnético. Os núcleos que alinham seu momento
magnético na direção paralela são considerados de baixa energia ou de rotação
positiva e os que alinham seu momento magnético na direção antiparalela (180º, na
direção oposta) são de alta energia ou de rotação negativa.

Dentro de um campo magnético forte e estático, os fatores determinantes do


alinhamento do momento magnético para cima (paralelo) ou para baixo (antiparalelo)
são a potência deste campo magnético e o nível de energia térmica dos núcleos, pois
núcleos de baixa energia térmica não possuem energia suficiente para opor-se ao
campo magnético na direção antiparalela.

Núcleos de alta energia térmica, contudo, dispõem de um diferencial de energia


térmica suficiente para opor-se ao campo magnético externo. Porém, se aumentarmos
a potência do campo magnético externo, o número destes núcleos de alta energia
diminuem progressivamente. Como o estado paralelo é de baixa energia, ele é mais
estável que o estado antiparalelo, de alta energia, e dentro de um forte campo
magnético o número de prótons apontando para cima (direção paralela) é maior do
que o número de prótons apontando para baixo (direção antiparalela). Assim sendo, a
diferença da somatória de prótons para cima e da somatória de prótons para baixo é
representada por um vetor (resultante) cuja direção é a mesma do campo magnético.
Em imaginologia, o paciente é sempre colocado em um campo magnético externo de
potência fixa e a resultante é representada por um único vetor denominado vetor de
magnetização efetiva (VME).

Portanto, o VME seria um vetor que representaria a diferença de energia entre a


população de prótons de hidrogênio de baixa e alta energia e, quando este estado é
alcançado, dizemos que os tecidos do paciente estão em equilíbrio e totalmente
magnetizados. Pode-se provocar uma mudança na direção do VME de um
determinado tecido do paciente, de um estado de baixa energia (paralela) para um
estado de alta energia (antiparalela), bastando, para isso, acrescentar aos prótons em
questão energia na forma de ondas de rádio. À medida que uma maior quantidade de
energia é acrescentada ao sistema, maior a quantidade de campos magnéticos
protômicos que mudam para a direção oposta, de baixo para cima e maior, portanto, a
intensidade do VME. Assim, o VME é tanto maior quanto maior o campo magnético
em que está inserido o paciente. É por isso que, em campos de alta potência, os sinais
obtidos são melhores.

Precessão

Quando o núcleo do hidrogênio está em um campo magnético de potência zero,


teoricamente o mesmo encontra-se girando apenas em torno de seu eixo e a
resultante dos vetores de todos os átomos de hidrogênio, o VME, por sua vez, deve
também girar apenas em torno de seu eixo.

Sob influência de um campo magnético, contudo, o VME apresenta uma rotação


adicional em torno do eixo deste campo magnético. Esta rotação secundária é
denominada de precessão e faz com que o VME descreva um movimento circular em
torno do eixo do campo magnético.

Este movimento de precessão dos eixos dos átomos de hidrogênio pode ser
comparado ao movimento do pião. O número de movimentos de precessão na
unidade de tempo é denominado freqüência de precessão e a unidade da freqüência
de precessão é o megahertz (MHz). Um Hz equivale a um ciclo por segundo e um
MHz a um milhão de ciclos por segundo.

A precessão dos núcleos de baixa energia se faz em movimentos circulares para cima
e, os de alta energia, para baixo. O valor da freqüência de precessão de cada átomo é
obtido através da Equação de Larmor. Wo = Bo . y

Wo = freqüência de precessão Bo = potência do campo magnético Y = razão


giromagnética.

A razão giromagnética é a relação entre o momento angular e o momento magnético


de cada núcleo ativo em RM. É uma constante para cada um destes núcleos ativos,
para um campo magnético de 1.0 T. Desta forma, ela é expressa em MHz /T. 1.0
Tesla (T) equivale a 10.000 Gauss (G).

A razão giromagnética do hidrogênio é de 42,57 MHz /T. Em diferentes magnetos,


com diferentes potências de campo, o hidrogênio apresenta freqüências de precessão
variáveis.

A freqüência de Larmor de um determinado próton é constante para um determinado


campo magnético. Por exemplo, a 1.5 T, Wo do hidrogênio é de 63,85 MHz (42,57
MHz X 1.5 T) e, a 0.5 T, Wo do hidrogênio é de 21,28 MHz (42,57 MHz X 0.5T).
Percebe-se, portanto, que quanto menor a intensidade do campo magnético, menor a
freqüência de precessão e quanto maior a intensidade do campo magnético, maior a
freqüência de precessão do próton de hidrogênio. Portanto, Wo, também conhecida
por freqüência de Larmor, aumenta quando Bo aumenta e vice-versa.
Excitação

Um pulso de radiofreqüência que provoque o fenômeno da ressonância leva energia


ao sistema e faz com que ocorra um aumento do número de núcleos de hidrogênio
com rotação negativa (para baixo), em detrimento ao número de núcleos de hidrogênio
com rotação positiva (para cima).

Este fenômeno recebe o nome de excitação e é devido exclusivamente à transferência


de energia ao sistema, pela fonte de radiofreqüência. A diferença de energia entre as
populações de núcleos com rotação positiva e negativa corresponde à energia
necessária para produzir ressonância por excitação. Em campos magnéticos de alta
potência, a diferença de energia entre as duas populações de núcleos é grande, de tal
modo que é preciso muito mais energia para produzir ressonância do que em campos
magnéticos de baixa potência: magnetos de 1.5T requerem muito mais energia
excitatória do que magnetos de 0.5T, por exemplo. Como conseqüência do fenômeno
de ressonância, observa-se que o VME afasta-se do alinhamento em relação à linha
paralela de Bo (eixo plano-longitudinal), criando um ângulo entre ele e Bo. Este ângulo
é denominado ângulo de inclinação ou, em inglês, “Flip Angle”. A magnitude deste
ângulo depende da amplitude e duração do pulso de radiofreqüência. O ângulo de
inclinação pode ser de 5º a 90º ou 180º. Inicialmente, vamos trabalhar com ângulos de
90º e voltaremos a explicar mais tarde porque o ângulo de 90º é referencial. Portanto,
para inclinar 90º, o VME deve receber energia suficiente do pulso de radiofreqüência
para mover-se 90º em relação ao Bo e, neste caso, o VME passa para a posição
transversa, efetuando rotação à freqüência de Larmor. A partir daí, os momentos
magnéticos dos núcleos de hidrogênio que se encontravam fora de fase, isto é, ao
acaso, passam a entrar em fase, isto é, ficam em uma mesma posição na trajetória
precessional, representados agora por um único VME no plano transverso girando à
Freqüência de Larmor em torno do vetor Bo.

O sinal da ressonância magnética

Como foi explicado anteriormente, a soma dos momentos dos átomos de hidrogênio
em fase é representada por um único vetor, o VME, que fica em precessão a um
ângulo de 90º em torno de Bo. Este vetor representa também cargas elétricas em
movimento girando de forma cíclica a uma freqüência determinada, o que provoca o
aparecimento de ondas eletromagnéticas.

Pelas leis da indução de Faraday, uma onda eletromagnética induz uma certa
voltagem em uma bobina receptora, ou simplesmente uma antena, quando esta é
colocada nas proximidades daquela.

Assim sendo, o VME em movimento coerente, isto é, em fase no plano transversal,


gera, em uma bobina colocada em suas proximidades, uma corrente elétrica criada
pela diferença de voltagem, diferença esta que é dependente da posição do VME.
Esta voltagem constitui o sinal de ressonância magnética. A freqüência deste sinal
será a mesma da freqüência de Larmor, no caso para o hidrogênio, e a magnitude
deste sinal depende do grau de magnetização transversal, pois o sistema não
consegue criar variações de voltagens com o VME em sua posição longitudinal em
relação ao eixo do campo magnético.
O sinal do declínio de indução livre

Enquanto permanece o pulso de RF aplicado ao VME, este se mantém a 90º em


relação ao eixo Bo e permanece também a magnetização transversal. Ao desligar-se
este pulso, os momentos dos átomos de hidrogênio que se encontram em fase
passam a perder energia e, em conseqüência, começam a ficar fora de fase e os VME
passam a sofrer influência de Bo, tentando, agora, realinhar-se com este. Este
processo pelo qual o VME perde energia e tenta se realinhar com o eixo Bo chama-se
relaxamento e o grau de magnetização longitudinal aumenta gradualmente,
(recuperação) em detrimento à magnetização transversal (declínio). Portanto,
relaxamento significa desaparecimento da magnetização transversal e reaparecimento
da magnetização longitudinal.

Quando diminui o grau de magnetização transversa também diminui progressivamente


a magnitude da voltagem induzida na bobina receptora que está ao redor do paciente,
até zero. Este fenômeno é denominado declínio de indução livre (DIL). A recuperação
da magnetização longitudinal é conhecida como recuperação T1 e o declínio da
magnetização transversa denomina-se declínio T2.

A razão da recuperação é um processo exponencial, com o tempo de recuperação


constante denominado T1. Este é o tempo necessário para a recuperação de 63% da
magnetização longitudinal. A razão do declínio (relaxamento) é também um processo
exponencial e representa o tempo necessário para perda de 63% da magnetização
transversa (tempo T2).

Parâmetros dos pulsos

Sempre que fazemos a aplicação de um pulso de RF e em seguida a interrupção do


mesmo, criamos como já foi mencionado, um sinal na bobina receptora. Em
imaginologia, a aplicação de apenas um pulso de RF é pouco producente, no sentido
de se obter imagens. Desta forma, é preciso a aplicação de pulsos com elevado tempo
de repetição, isto é, com certa freqüência fina e com prazos determinados para o
aproveitamento dos sinais para a formação de imagens. O tempo de repetição (TR) é
o tempo que vai da aplicação de um pulso de RF à aplicação do pulso de RF seguinte.
O TR é medido em milissegundos (Ms). O TR determina, ainda, o grau de relaxamento
que pode ocorrer entre o término de um pulso de RF e a aplicação do pulso seguinte.
O tempo de eco (TE) é o tempo que vai da aplicação do pulso de RF ao pico máximo
do sinal induzido na bobina receptora. O TE é também medido em milissegundos. O
TE corresponde ao grau de declínio da magnetização transversa que pode ocorrer
antes de ler-se o sinal. Portanto, o TR determina o grau de relaxamento T1 e o TE o
grau de relaxamento T2.