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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AGOSTINHO. A verdadeira religião: o cuidado devido aos mortos. São Paulo, Paulinas,
1987.

AGOSTINHO. A doutrina cristã: manual de exegese e formação cristã. São Paulo, Paulus,
1991.

CAIRNS, Earle E. O Cristianismo Através dos Séculos. São Paulo, Vida Nova, 1995.

BOWKER, John. Deus: uma breve história. São Paulo, Globo, 2002.

COTRIN, Gilberto. Fundamentos da Filosofia. São Paulo, Saraiva, 1998.

AGOSTINHO DE HIPONA

A aceitação do cristianismo como religião legalizada e oficial do Estado Romano sob


o comando do imperador Constantino, gerou certas necessidades de explicar a brusca
mudança do ato do imperador no tocando à religião pagã que dominava todo o Império
Romano.
Então, tanto quanto fazer do cristianismo a religião oficial do Estado, se tornou
também importante explicar o porque aplicar a direção da fé em torno da nova religião estatal,
assim, surgia então, um período chamado de patrística, que, em síntese tinha como uma das
principais correntes de pensamento, a filosofia greco-romana que tentou encorpar a fé com
argumentos racionais.
Diante desse cenário, para tentar casar de modo coerente o paganismo com o
cristianismo, surgia então o principal expoente desse período, ou seja, o padre, santo católico,
Agostinho de Hipona.
Agostinho, filho de um oficial romano, nasceu em Tagaste, no norte da África, em
354. Dotado de brilhantes talentos, profundamente motivado pela vanglória e pelo desejo de
ser louvado, como dizem alguns historiadores. Já aos 19 anos ele estudava e ensinava retórica
na antiga cidade de Cartago, o que se pode deduzir que seus dotes para a escrita a forma com
que estruturou vários de seus pensamentos.
Demorou-se, de um ponto de vista relativo, a se converter ao cristianismo, conforme
Cotrim (1998), só depois de completados trinta e dois anos, ainda de sua vida, alguns dizem
que ele teve uma vida um tanto quanto desregrada para os seus padrões contemporâneos, foi
um homem que teve até um filho em uma relação ilícita, chamado Adeodato.
Em 383, Santo Agostinho partiu para Roma para atuar como professor, e dali seguiu em
384 para Milão, na condição de orador. Porém, apesar de toda a sua formação, continuava,
como bom filósofo que era, em busca do chamava de verdade que se ocultava atrás das teorias
filosóficas.
Um dos jargões de Agostinho era: “Nossos anseios superam a visão da terra que
procuramos e jogam a esperança como uma âncora, que nos conduz para a costa”.
Agostinho foi muito atraído pela literatura de Cícero, foi, posteriormente, mais
profundamente impactado pelo maniqueísmo, uma seita que afirmava ser o universo
dominado por dois grandes princípios opostos, o bem e o mal, mantendo uma incessante luta
entre si. Mais tarde, o que marcou mais ainda sua vida em torno de pensamentos filosóficos
que culminaram com uma influência mais acentuada na vida de Agostinho, foi o
neoplatonismo, numa ocasião quando já insatisfeito por conta do maniqueísmo, viajo para
Milão em Roma.
Segundo os historiadores biógrafos, é difícil dissociar a vida e a trajetória de Agostinho
de seus pensamentos filosóficos.
Das influências que sofreu no mundo filosófico ficaram do maniqueísmo uma
concepção dualística, onde, geralmente estava em destaque luta do bem contra o mal, a luz
contra as trevas, uma divisão da alma com o corpo. Neste sentido dizia-se que o homem tem
uma inclinação natural para o mal (pecado original – defendido por Agostinho com
veemência), então, a partir daí ele apelava para pensamento filosóficos puramente gregos, mas
com um roupagem cristã, onde, na filosofia o mal é a ignorância, já para Agostinho o mal era
o afastamento de Deus, o bem, na filosofia grega, era o conhecimento, já no caso do santo
católico, o conhecimento de Deus o quanto mais aprofundado era o bem, daí, sua constante e
marcante defesa de um catecismo religioso para tentar diminuir a distância do homem em
relação a Deus.
Já do ceticismo neoplatônico, Agostinho herdou uma desconfiança verdadeiramente
empírica adquirida pelos sentidos, onde uma desconfiança de tudo deveria ser regra para se
chegar ao que realmente eram as coisas, de modo que ele, assim como os pensamento
originários de Platão, defendia que existia um mundo onde as pessoas que recebiam uma luz
brilhante pudesse acessar o chamado “mundo das idéias”, de onde, poderia se despir de toda a
ignorância e se chegar ao verdadeiro conhecimento das coisas.
Do cristianismo ele trouxe para dentro de si alguns conceitos e depois os externou num
misto de conhecimento filosófico (razão) com o cristianismo (fé), de modo que ele dizia que
somente o íntimo de nossa alma, iluminada por Deus, poderia atingir a verdade das coisas. Da
mesma forma que os olhos do corpo necessitam da luz do sol para enxergar os objetivos do
mundo sensível, os “olhos da alma” necessitam da luz divina para visualizar as verdades
eternas da sabedoria.
Agostinho foi defensor ferrenho, especialmente pendendo para o lado cético das coisas,
a superioridade da alma sobre o corpo, segundo ele, a alma foi criada para reinar sobre o
corpo, para dirigi-lo à prática de se buscar a Deus. O homem pecador, no entanto, com seu
livre arbítrio, faz ao contrário do que Deus estipulou como deveria ser, ou seja, o homem
pecador geralmente usa o corpo como centro de governo e daí domina a sua alma.
Em relação á libertação do homem nesse sentido, Agostinho defendia que para o
homem se libertar de tal estado deveria se submeter a uma espécie de esforço humano e
reconhecer ao mesmo tempo a graça de Deus.
A combinação de fé e razão de Agostinho, pode ser percebida de uma frase, onde ele
diz: “ Creio em tudo o que entendo, mas nem tudo o que creio também entendo. Tudo o que
compreendo conheço, mas nem tudo que creio conheço.” (COTRIM, 1998, p.131).
Agostinho, por ocasião em que teve em Milão, foi extremamente influenciado por
Ambrósio, um exímio pregador e administrador, porém, Agostinho, superou em muito a fama
de seu principal influenciador cristão.
Segundo Cairns (1995), uma de suas obras mais conhecidas é “Confissões”, uma das
maiores obras autobiográficas de todos os tempos. No curso desta obra, Agostinho abre a sua
alma. Os Livros de um a sete descrevem sua vida anterior à sua conversão ao cristianismo, o
Livro oito, por sua vez, descreve os supostos eventos que envolveram a sua conversão e os
outros dois seguintes vão descrever os episódios de sua vida pós-conversão. Por fim nos
Livros de onze a treze ficam registrados comentários que faz de Gênesis, sendo ele, neste
contexto, um escritor que recorre com muita freqüência ao uso de alegorias.
Bowker descreve parte de sua obra chamada confissões: “Nossa vida desceu para esta
terra e levou embora a morte, chamando-nos para voltar para ele, para aquele local secreto
do qual ele viera direto para nós – primeiro no útero da Virgem, no qual a humanidade uniu-
se a ele, nossa carne mortal, nem sempre destinada a ser mortal. Ele não tardou, sua vinda e
sua ascensão, para voltarmos a ele. e ele retirou-se de nossa visão para que pudéssemos
voltar a nosso próprio coração e encontrá-lo. Como ele se afastou, ainda está próximo. Ele
não está conosco e nunca nos deixou.”. (BOWKER, 2002, p.259).
Em forma de diálogo, ele escreveu algumas obras filosóficas, entre as mais
proeminentes está a que tem o título de “Contra Acadêmicos”, argumentando já a essa altura
que o homem jamais pode chegar à verdade completa somente com o uso da filosofia, mas na
revelação da Bíblia.
Das suas obras mais importantes do contexto cristão, sem dúvida nenhuma foi a “De
Trintate” que era um tratado teológico sobre a Santíssima Trindade. Os primeiros sete livros
da obra é dedicado sobre a exposição bíblica da doutrina.
Agostinho no entanto escreveu uma espécie de devocionais, o bispo de Hipona colocou
em forma escrita obras práticas e pastorais, além de muitas cartas das quais se pode dispor,
segundo Cairns (1995), de umas duzentas atualmente. Estas cartas fazem referências a muitos
problemas de ordem prática no contexto administrativo eclesiástico.
Segundo Cirns, uma das principais contribuições de Agostinho foi a formulação de uma
interpretação cristã da história. De acordo Cairns, nem mesmo os historiadores gregos junto
com os romanos foram capazes de compreenderem tão universalmente a história do homem.
Agostinho exalta o poder espiritual sobre o temporal ao afirmar a soberania do Deus que se
tornou o Criador da história no tempo.
Porém, um lado não muito positivo, segundo Cairns, pode ainda ser identificado neste
teólogo, ou seja, Agostinho trouxe alguns erros para dentro do pensamento cristão. Contribuiu
para a formulação da doutrina do purgatório com todas as suas más conseqüências; enfatizou
tanto o valor dos dois sacramentos que a doutrina da regeneração batismal e da graça
sacramental se tornaram conseqüências lógicas de suas colocações; sua interpretação do
milênio, como o mundo, gerou o ensino romano sobre a Igreja de Roma como a igreja
universal destinada a agrupar todos dentro de seu aprisco, e a idéia do pós-milenismo.