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Deuses Gregos

Foto: Marcia Müller

e o Panteão Afro-brasileiro
Deuses Gregos
e o Panteão Afro-brasileiro
As culturas humanas são únicas. Há, no entanto, elementos que se repetem entre todos os povos: a necessidade de se organizar socialmente ou
a diferenciação dos papéis entre as esferas feminina e masculina são duas das principais características humanas, que independem de qualquer
particularidade cultural para existir. Isso vale também para a relação do homem com o seu meio ambiente. Os diferentes elementos da natureza
que se imprimem no dia-a-dia do homem, sempre incentivaram a crença em um mundo transcendental que permeia a vida religiosa, motivada pela
necessidade fundamentalmente humana de se entender a própria existência.

A religiosidade grega caracterizada pelo panteão dos deuses encontra semelhanças em outras partes do globo, mesmo que distantes
geograficamente e em culturas aparentemente diversas.

No Brasil a idéia de um grupo de divindades que se assemelha a uma grande


família transcendental ainda nos é bem conhecida através da religião dos
orixás, conforme praticada no candomblé.

Os orixás apresentam laços de parentesco entre si, casam, geram filhos,


vivem rivalidades, brigam enfim, assumem feições por vezes bem humanas. É
neles que se pode reconhecer todos os tipos de temperamento e traços de
personalidade, como espelhos da própria diversidade do perfil psicológico
humano.

Como os deuses gregos, também os orixás são associados ao domínio dos


quatro elementos da natureza: água, terra, fogo e ar. Assim o mar, o céu, as
florestas ou as montanhas rochosas são habitadas e até mesmo regidas por Xangô
diferentes orixás. Esta representatividade nos diferentes elementos da Orixá da justiça, dos
natureza, faz com que a soma dos domìnios de diferentes orixás representem raios, das pedreiras e do
trovão.
o todo do universo, é sejam semelhantes ao domìnio dos deuses gregos. Ferramenta
Oxê (machado duplo de
dois cortes laterais feito e
Zeus, o deus supremo dos gregos, utiliza-se do raio como arma temida e Zeus
esculpido em madeira).

eficaz, da mesma forma que o faz Xangô, orixá justiceiro e dono das
montanhas rochosas.
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A vaidade, a beleza e o poder de sedução de Oxum,


assemelham-se às qualidades de Afrodite. Ambas estão ligadas
à fertilidade e à reprodução humanas.

Iemanjá
Mãe de todos, Senhora de todas as
águas e de todas as cabeças.
Ferramenta
O Abebé (leque metálico, típíco dos
orixás femininos).

Poseidon

Iemanjá, umas das esposas do orixá supremo Oxalá,


cujo domínio é o céu, é a senhora dos mares, tão poderosa
quanto Poseidon, um dos deuses paternos dos gregos,
que com seu séquito de tritons e seres marítimos dominava Oxum
Senhora da feminilidade, fertilidade, do amor, do
o Mar Egeu e o Mediterrâneo. belo e da riqueza material, das águas doce do
planeta.
Ferramenta
O abebé (leque metálico, típíco dos orixás
femininos).
Afrodite
Deuses Gregos e o Panteão Afro-brasileiro

Com seu caráter específico e com o elemento da natureza que


lhe é próprio, cada uma das divindades, seja ela grega ou
pertencente à família dos orixás, se apresenta com seus
respectivos atributos, ou ferramentas. Zeus empunha o
raio, enquanto o orixá supremo, Oxalá, carrega o “paxorô”, um
longo bastão de ponta curvada. Xangô possui um machado
de dois gumes (oxê), enquanto Apolo, o líder das musas, se Apolo
apresenta com seu instrumento de corda, a kíthara.

Oxalá
Criou o mundo e o homem.
O maior e mais respeitado de todos os Orixás
do Panteão Africano. Calmo, sereno,
pacificador, é o criador, portanto respeitado por
todos os Orixás e todas as nações, a ele
pertencendo os olhos que vêem tudo.
Ferramenta
A idá (espada) e o paxorô (uma espécie de
cajado em metal). Temos também deuses gregos e
orixás, cujas ferramentas são
idênticas: Ártemis, a deusa da
caça, e Oxossi, orixá caçador,
Oxossi utilizam ambos o instrumeto do arco
Grande caçador, orixá provedor.Senhor
das matas e florestas.
e flechas. Os atributos dos deuses
Ferrametas são tão importantes, que só estes Artemis
O ofá (arco-e-flecha) e o irukeré
(espanta-mosca feito de pêlos de
objetos já bastam para identificar o
búfalo ou cavalo). seu portador.
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Ambas as grandes famílias divinas, dos gregos e a dos orixás, esperam que os seres
humanos ofereçam regularmente sacrifícios, muitas vezes, em forma de alimentos
especialmente preparados. O meio ambiente natural e os santuários estão intimamente
ligados pois é através da natureza que o homem mais se aproxima das divindades,
extraindo-lhe as oferendas e organizando espaços apropriados de culto às divindades.

O objetivo maior da prática religiosa é a busca da proximidade do


homem com o universo divino. Os orixás se manifestam vivos entre os homens
através da mediunidade de seus adeptos, dispensando, qualquer tipo de representação
iconográfica.Os deuses gregos se perpetuam essencialmente através da representação
de imagens, possibilitando ao homem imaginá-los e até mesmo senti-los em sua
essência através da arte.

Oferendas a Iemanjá.
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O ritual, é outra manifestação que une os universos aparentemente


distintos, tanto no que se refere ao universo dos deuses gregos
quanto dos orixás. A organização de um tempo sacro, que se
estabelece no ritual, possibilita ao homem entrar em sintonia com a
esfera divina, não apenas para se aproximar dela, mas para renovar o
mito que se insere em toda divindade. A música ,o texto,a
representação teatral, o enredo e a dança estão entre os
principais recursos para uma mesma finalidade, que, apesar de
singular na sua maneira específica de expressão, é universal na sua
abrangência e no seu sentido final,
Cerimonias Ritualísticas.

As duas grandes famílias divinas, não só são unidas através de laços de parentesco, mas seus membros
se relacionam, brigam, amam, sentem ciúmes uns dos outros, e aliam-se ou se combatem.

Podemos identificar os traços distintos de caráter, de temperamentos, de predileções e atitudes que


confere a cada um dos deuses aspectos particulares. Sendo, desta maneira,os deuses propiciavam
também, aos homens que os cultuavam uma compreensão melhor de si mesmo. Devemos considerar
também, que, através dos deuses gregos da Antiguidade, o homem aprendima a se relacionar com o
seu meio ambiente,e a construir a sua visão de mundo.

No mundo moderno, o homem através das artes visuais e das manifestações


performáticas conseguiu aproximar-se dos seus deuses, retratando-os ou
venerando-os. No dia-a-dia estas produções artistícas estão presentes nos
santuários, nas residências e nos espaços urbanos e públicos.
Comparando Deuses Gregos com os Orixás
Existe na cultura ocidental uma correlação de identificação
estabelecida entre os orixás e os deuses gregos, no que se refere as
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suas identidades, atribuições e domínios. O organograma a seguir .


apresenta uma síntese das relações

Deus grego orixá


Hermes Exu
Zeus Oxalá
Asclépio Omolu
Ártemis Oxóssi
Ares Ogum
Afrodite Oxum
Atena Iansã
Hefaisto Xangô
Poseidon Iemanjá
Hera Nanan
Apolo (Ifá)
Exu
Senhor das encruzilhadas, guardião dos templos,
Dioniso das casas e das pessoas, dos caminhos, das
porteiras.
Eros Logunedé Ferramenta
O amuleto (bastão de madeira).
Hades
Demeter Iroko
Ossaim Hermes

Oxumaré
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Iansá
Senhora do ar e do
movimento, patrona dos
ventos, das tempestades e dos
raios. Senhora dos mortos.
Ferramentas
O irueshin (espanta-mosca de
Oiá)
e a idá (espada ou alfange). Atena

Ogum
Omulu Senhor que forja do metal,
Senhor da Terra, do interior da terra, senhor da comandante da guerras e senhor das
saúde e das doenças, da varíola e das doenças estradas, dos caminhos, das viagens,
contagiosas em geral. da agricultura, da caça, caminhos.
Ferramenta Ferramenta
Cruz foice, corrente, vassoura e búzio. O obé (faca).

Asclépio Ares
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Heros
Demeter

Oxumaré
Senhor dos ciclos, do arco-íris, da chuva que faz a
terra fértil e traz riqueza.
Ferramenta
Duas serpentes de ferro ou o arco-íris, a grande
cobra colorida.

Logunede
Sendo filho de Oxósse e Oxum,
Ossain assume características de ambos,
Senhor da folhas e ervas, manipulador do vivendo metade do ano nas matas - domínio do pai,
poder da natureza. e a outra metade nas águas doces - domínio da mãe.
Ferramenta Ferramentas
Ferro com sete pontos com um pássaro, que é O ofá, (arco-e-flecha),
a árvore com sete ramos, e a ave pousada no o abebé (leque metálico, típíco dos orixás femininos)
topo. e a balança, símbolo de equilíbrio e versatilidade.
Panteão Afro-brasileiro. Museu Casa do Pontal MUSEU CASA DO PONTAL

O Museu de Arte Popular Brasileira Casa do Pontal situa-se na cidde do Rio de Janeiro. É considerado o maior e mais significativo
museu de arte popular do país. Está localizado no Recreio dos Bandeirantes, próximo à Barra da Tijuca.

O acervo em exposição permanente conta com cerca de 5mil esculturas de 200 artistas de 24 estados diferentes.

A casa do Pontal não é apenas um museu completo de Arte Popular Brasielria...pode ser considerado como um verdadeiro
museu antropológico, único no país a permitir uma visão abrangente da vida e da cultura do homem brasileiro.

International Council of Museums - ICOM.

No Brasil, costuma-se chamar de arte-popular a produção de esculturas e modelagens feitas por homens e mulheres que, sem
jamais terem freqüentado escolas de arte, criam obras de reconhecido valor estético e artístico. Seus autores são gente do povo, o
que, em geral, quer dizer pessoas com poucos recursos econômicos, que vivem no interior do país ou na periferia dos grandes
centros urbanos e para quem “arte” significa, antes de mais nada, trabalho.Apesar de fortemente enraizada na cultura e no modo de viver
das pequenas comunidades nas quais tem origem, a arte popular exprime o ponto de vista de indivíduos cujas experiências de vida são únicas.
Apresenta os principais temas da vida social e do imaginário- seja por meio da criação de seres fantásticos ou de simples cenas do
cotidiano- numa linguagem em que o bom humor, a perspicácia e a determinação têm lugar de destaque. Talvez venha daí seu forte
poder de comunicação, que ultrapassa as fronteiras de estilos de vida, situação socioeconômica e visão de mundo, interessando a
todos de maneira distinta.

O mundo da arte popular brasileira - ou seja, o mundo dos costumes, das religiões e festas que servem habitualmente de tema- é
bastante complexo e dinâmico. As obras são feitas em todas as regiões do Brasil, e seus autores utilizam os materiais que têm á
mão, como barro ou madeira, e ainda outros, como areia, palha, contas, tecidos e penas de aves. Para muitas pessoas, prestar
atenção nos diversos estilos, cores e materiais que compõem as obras dos artistas populares podem descortinar um mundo de arte
desconhecido. Conhecer essa produção também é conhecer melhor o Brasil e os brasileiros. E significa, sobretudo, empreender
uma fascinante aventura pelos caminhos da imaginação humana.

Ângela Mascelani
Museu Casa do Pontal
Exu é o orixá da comunicação. Fiscalizador do axé, das coisas que são
feitas e do comportamento humano, conforme tarefa a ela atribuída por
Olodumare ou Olorum. Ele que deve receber as oferendas em primeiro
lugar afim de assegurar que tudo corra bem e de garantir que sua função de
mensageiro entre o Orun e o Aiye, mundo material e espiritual, seja
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plenamente realizada.
Por ser provocador, indecente, astucioso e sensual é comumente confundido
com a figura de Satanás, o que é um absurdo dentro da construção teológica
yorubá, posto que não está em oposição a Deus, muito menos é considerado
uma personificação do Mal.
Exu recebe diversos nomes, de acordo com a função que exerce ou com suas
qualidades: Odara, Akesan, Lalu, Ijelu, Ibarabo, Yangi, Baraketu
(guardião das porteiras), Lonan (guardião dos caminhos), Ian (reverenciado
na cerimônia do padê).
Em exposição

Não deve ser confundido com a entidade Exu, da umbanda.


Suas cores são o vermelho e o preto; seu símbolo é o ogó (bastão com cabaças
que representa o falo); suas contas e cores são o preto e o vermelho; sacrifica-
se-lhe bode, cabrito, galo, galinha d´angola e pato; oferece-se-lhe farofa com
dendê, acaçá, akará, obi, feijão, inhame, água, aguardente. Sua saudação é
Exu Laroiê Exu! que significa o bem falante e comunicador.

Iansã é o orixá dos ventos e das tempestades. É irmã de Oxum. Independente e muito
elegante ela é a mulher de Xangô, mas antes foi casada com Ogum. Sua dança nos faz lembrar os ventos
enfurecidos e as tempestades. Movimenta-se como uma guerreira em combate. Cuida das crianças e
rejuvenesce os velhos. Seu dia é quarta-feira. Usa roupa marrom-escura e vermelha e, algumas vezes
branca.
Seu grito de saudação é Eparrei! (Ó, admirável!).

Iansã
No Brasil, Iemanjá é um orixá dos mais
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populares e reverenciados do Candomblé, e


mesmo por fiéis de outras religiões.
Uma das maiores comemorações em honra à
Iemanjá ocorre no último dia do ano em várias
praias do litoral brasileiro. Antes e após a
Nanã ou Nanamburucu é mãe de
queima de fogos da passagem do ano, os Obaluaiê, de Ossain e Oxumaré.É a mais
velha das divindades das águas, a
devotos fazem oferendas à Rainha do Mar,
primeira esposa de Oxalá. É o orixá das
um dos títulos pelos quais Iemanjá é saudada.
chuvas, dos pântanos e das
Em exposição

Eles a presenteiam com flores, perfumes,


velas e mimos de todos os tipos, tanto na areia águas paradas e lamacentas.
da praia, quanto nas ondas do mar. Guarda o segredo da vida e da morte.Ela
tem com o insígnias a espada e uma
Iemanjá
pequena vassoura de palha, enfeitada de
No Brasil, Iemanjá representa a mãe que protege os filhos a búzios.
qualquer custo, a mãe de vários filhos, ou vários peixes, que adora Nanã movimenta-.se dançando
cuidar de crianças. Na Umbanda, ela também recebe o título de como uma velha senhora que carrega
Senhora da Coroa Estrelada. uma criança nos braços ou como se
estivesse moendo grãos no pilão. Suas
A tradicional Festa de Iemanjá no município de Salvador, capital cores são branco e azul-escuro .
da Bahia, tem lugar na praia do Rio Vermelho todo dia 2 de Nanã
Seu dia é segunda-feira, mesmo dia de
Fevereiro. Na mesma data, Iemanjá também é cultuada em seu filho Obaluaiê.
diversas outras praias brasileiras, onde lhe são ofertadas velas e Sua saudação é Salúba! (Ó, venerável
flores, lançadas ao mar em pequenos barcos artesanais.Uma das mãe antiga!).l
maiores festas ocorre em Porto Alegre, no Rio Grande do
Sul,devido ao sincretismo com Nossa Senhora dos Navegantes.
Omolu devido sua desobediência foi castigado por sua mãe
Ogum Filho de Iemanjá com Oxalá, era por ter pisado nas flores brancas do jardim. E ficou com o corpo
irmão gêmeo de Elegbará, por isso tem coberto por pequeninas flores brancas que foram se
algumas características iguais, como a transformando em bolhas horríveis. Omolu ficou com medo e
irreverência, pois é um orixá valente, traz gritou por sua mãe para que ela o ajudasse a livrar-se daquela
peste, a varíola. Sua mãe jogou um punhado de pipocas em
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na espada tudo o que busca.Defensor


dos desamparados, Ogum andava pelo seu corpo e por encanto, as feridas desapareceram.
mundo comprando a causa dos Omolu tornou-se um curandeiro e curava os doentes com o
indefesos, sempre muito justo e xaxará, vassoura de fibras de coqueiro, seu instrumento de
benevolente. Possuía um facão recebido cura, seu símbolo, seu cetro.
de Orunmilá.
Protetor dos policiais, ferreiros,
escultores, caminhoneiros e todos os
guerreiros. Omolu é conhecido como o Senhor da
Morte, uma vez que é o responsável pela
Em exposição

.Os orixás o invejavam, por seu


conhecimento sobre o ferro que trazia passagem dos espíritos do plano material
benefícios para a agricultura, à caça e à para o espiritual.
guerra. Por muito tempo os orixás Por sua relação com a morte, é
importunaram Ogum para saber o reverenciado no cemitério ou campo santo e
segredo do ferro, até que em troca do extremamente temido.
reinado, oferecido pelos orixás, Ogum
ensinou tudo sobre o precioso metal
resistente. Os humanos também foram Vestido com palha-da-costa e com contas
contemplados com o conhecimento da nas cores vermelha, preta e branca, Omolu
forja e os caçadores e guerreiros dança o opanijé, dança ritual marcada
possuíam suas próprias lanças de ferro. Ogum pelo ritmo lento com pausas, enquanto
segura em suas mãos o xaxará ,
Ogum era um caçador e certa vez passou dias fora de seu instrumento ritual também feito de palha-da-
reinado, ao retornar da mata estava sujo e os orixás vendo costa e recoberto de búzios. Em alguns
seu líder em estado tão deplorável destituíram-no do reinado. momentos da dança, Omolu espanta os
Decepcionado com os orixás, Ogum banhou-se, pegou suas eguns, os espíritos dos mortos, com
armas e partiu para um lugar distante chamado Ire. Os movimentos rituais.
humanos que também receberam o segredo do ferro
mantiveram-se fiéis e todo mês de dezembro caçadores, Omulu
guerreiros e ferreiros celebram-no com a festa Iudê-Ogum.
Sua saudação: Ogum yêê! (Olá, Ogum!)
Oxalá, é associado à criação do mundo e da espécie humana. Apresenta-se
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de duas maneiras:quando moço era chamado de Oxaguiam, e quando velho chamado


Oxalufam.
Oxalá simboliza a paz, é o pai maior das nossas nações na Religião Africana. É
calmo, sereno, pacificador, e respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá
pertence os olhos que vêem tudo.
Representa a massa de ar , as águas frias e imóveis do começo do mundo ,
controla a formação de novos seres , é o senhor dos vivos e dos mortos ,
preside o nascimento , a iniciação e a morte . É o responsável pelos defeitos físicos
Em exposição

, ele é corcunda porque recusou-se a fazer uma oferenda de sal numa cabaça e ÈSÙ
castigou-o pregando a cabaça nas costas , razão pela qual não come sal , comer sal para ele
constitui-se num ato de canibalismo . Ele deu a palavra ao homem e durante suas festas não
se fala , durante três semanas tudo é silêncio , pois a palavra é dele.
Olorum-Olodumare encarregou Obatalá, o Senhor do Pano Branco, de criar o mundo.
Orunmilá, consultado por Oxalá, recomendou que este deveria fazer oferendas para que
fosse bem sucedido em sua missão. Oxalá se pôs a caminho até a fronteira do além, onde
Exu é o guardião. Oxalá, desobedecendo às recomendações de Orunmilá, não fez as
oferendas e Exu decidiu vingar-se de Oxalá. Oxalá aproximou-se de uma palmeira e tocou
seu tronco com seu bastão, da palmeira jorrou vinho em abundância e Oxalá bebeu até ficar
bêbado e adormecer na estrada. Odudua apanhou o saco da criação enquanto Oxalá dormia Oxalá
e levou a Olodumare que confiou a Odudua a criação do mundo. Oxalá ao despertar tomou
conhecimento e foi até Olodumare contar sua história, mas o mundo já estava criado e para
castigar Oxalá, Olodunare o proibiu de beber vinho-de-palma para sempre, e deu outra
dádiva a Oxalá: a criação de todos os seres vivos. E desta maneira Oxalá criou o homem e a
mulher e o sopro de Olodumare os animou.
Oxóssi é irmão de Ogum que o ensinou a defender-se por si próprio.
No Rio de Janeiro, é sincretizado com São Sebastião, patrono da capital carioca e, na Bahia,
com São Jorge.
Seu habitat é a floresta, sendo simbolizado pela cor verde na umbanda e recebendo a cor azul
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clara no candomblé, mas podendo usar, também, a cor prateada . Sendo assim,as roupas, as guias e
contas costumam ser confeccionadas nessas cores, incluindo, elementos que recordem a floresta, tais
como penas e sementes.
Seus instrumentos de culto são o ofá (arco e flecha), e demais objetos de caça. É um caçador tão
habilidoso que costuma ser homenageado com o epíteto "o caçador de uma flecha só". Conta a lenda
que um pássaro maligno ameaçava a aldeia e Oxossi era caçador, como outros.E usou sua única flexa
para matar o pássaro .Sua ação foi certeira e ao matar o pássaro salvou sua aldeia.
Ele não errou, e salvou a aldeia.
Em exposição

Oxum é a rainha das águas frescas. Representa o


dengo, a sensualidade. É a deusa do amor e a
protetora das crianças e do parto. Numa casa-de-
santo, os filhos de Oxum dançam como se fossem peixes
dentro d’água. Sua dança também mostra uma mulher Oxossi

vaidosa que toma banho, penteia os cabelos, põe adereços,


tudo isso com movimentos circulares.
As suas comidas são mel, cana-de-açúcar, ovos, feijão com
azeite, abará etc.
A saudação para oxum é Ora, êi, êi ô! (Saudemos a boa
vontade da mãe!)

Oxum
Oxumarê, filho de Oxalá e Nanã. É o orixá que tem o poder de recolher a água que caía sobre a
terra e levava de volta para as nuvens do céu. Transforma-se no arco-íris. Também é uma
serpente que surge das profundezas da terra e morde o próprio rabo. Dizem que quando isso
acontece, torna os seres humanos ricos e felizes.
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É um grande adivinho.Seu dia é terça-feira. Suas cores são verde e amarelo.


Sua saudação é Arroboboi!

Xangô foi o quarto rei lendário de Oyo (África), tornado Orixá de caráter
violento e vingativo, cuja manifestação são os raios e os trovões. Filho de
Oranian, teve várias esposas sendo as mais conhecidas: Oyá, Oxum e
Obá. Xangô é viril e atrevido, violento e justiceiro; castiga os mentirosos,
Em exposição

os ladrões e os malfeitores. Sua ferramenta é o Oxê: machado de dois


gumes. É tido como um Orixá poderoso das religiões afros, como
Candomblé, Umbanda e outras.
Xangô e seus homens lutavam com um inimigo implacável. Os guerreiros
de Xangô, capturados pelo inimigo, eram mutilados e torturados até a
Oxumaré morte, sem piedade ou compaixão. Xangô desesperado e enfurecido.
subiu no alto de uma pedreira perto do acampamento e dali consultou
Orunmilá sobre o que fazer. Xangô pediu ajuda a Orunmilá. Enfurecido e
irado Xangô começou a bater nas pedras com seu machado duplo. O
machado arrancava das pedras faíscas, que acendiam no ar famintas
línguas de fogo, que devoravam os soldados inimigos. A guerra que
parecia perdida foi se transformando em vitória. e Xangô ganhou a
batalha. Os chefes inimigos que haviam ordenado o massacre dos
soldados de Xangô foram dizimados por um raio que Xangô disparou no
auge da fúria. Mas os soldados inimigos que sobreviveram foram
Xango poupados por Xangô. A partir daí, o senso de justiça de Xangô foi admirado
e cantado por todos. Através dos séculos, os orixás e os homens têm
recorrido a Xangô para resolver todo tipo de pendência, julgar as
discordâncias e fazer ministrar justiça.
Este material foi produzido pela Divisão de Arte-Educação
Divisão de Arte-Educação (DAE) macarteeducacao@culturaniteroi.com.br
Do Museu de Arte Contemporânea (MAC) de Niterói. Diretora: Beatriz Jabor.
Pesquisas Deuses Gregos e Panteão Afro-Brasileiro: Danielle Amaro, Projetos Pedagógicos: Márcia Campos.
Eduardo Machado e Márcia Campos.
Pesquisa e Mediação: Eduardo Machado, Ivan Henriques,
Revisão de textos: Beatriz Jabor e Márcia Campos. Maria Thomas.
Projeto Gráfico: Danielle Amaro e Ivan Henriques. Estagiárias: Anita Sobar e Danielle Amaro.
Textos: Thiago de Oliveira Pinto (compilação do texto Deuses Gregos e Estagiário de Produção: João Paulo Dias.
Panteão Afro-brasileiro) e equipe DAE.
Programa com Jovens: Roberta Condeixa.
Imagens utilizadas/figuras dos orixás: Candomblé:A panela do segredo.
Pai Cido de Osum Eyin. Editora: Mandarim, SP 2000 Programas de Educação Infantil: Ignês Guimarães.
Xangô, o Trovão -
Reginaldo Brandi. Editora: Companhia das Letras, SP 2003 Projeto Arte Ação Ambiental: Leandro Baptista.