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Colégio Pedro II - Unidade São Cristóvão III

Coordenação de História

MODA RELACIONADA AO MEIO AMBIENTE

FERNANDA ALVES
GUILHERME GUIMARÃES
NATHÁLIA SOARES
RAPHAELA CORRÊA

MA313
2010
COLÉGIO PEDRO II
CURSO INTEGRADO DE MEIO AMBIENTE

MODA RELACIONADA AO MEIO AMBIENTE

FERNANDA ALVES
GUILHERME GUIMARÃES
NATHÁLIA SOARES
RAPHAELA CORRÊA

Trabalho realizado para


tanto obtenção de nota na matéria
de História, quanto para aprofundar
os conhecimentos no assunto.

Rio de Janeiro

2
2010

Sumário

Relação Moda X Meio Ambiente .......................................................................03

Tecidos ecológicos e algumas marcas da moda que aderiram a eles..................05

Metodologia de pesquisa e fontes ......................................................................08

Bibliografia .........................................................................................................10

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Relação Moda X Meio Ambiente

O movimento mundial de preocupação com o meio ambiente começou a ser mais


evidente por volta da década de 1970. Foi apenas nessa época que o tema começou a ser
abordado freqüentemente em grandes conferências mundiais, paralelamente no mundo
Criação ecológica de Gary Harveys
começou a crise mundial de petróleo, encarecendo preços
de produtos feitos a partir desta matéria prima. Desde
então, abordagens sobre o assunto se tornaram mais
abrangentes, alcançando variados temas da sociedade
como um todo. Nos últimos anos, esta preocupação se
tornou mais explícita, uma vez que nós, como seres
humanos habitantes do planeta Terra, estamos sentindo os
impactos ambientais que vem sendo causados por séculos
de “abusos” quanto à utilização do meio ambiente como
matéria prima e lugar para descartar lixos, principalmente
em cidades metrópoles (ou seja, cidades muito habitadas e
com indústrias), e que vem sendo agravados (os impactos
ambientais) especialmente desde o século XVIII, com a revolução industrial. É um
assunto muito recorrente em discussões de economia, política e meios de viver.
Paralelamente com esta preocupação econômica e ambiental sobre os impactos
ambientais, a moda está presente no novo “mundo sustentável”. É um assunto que surge
na década de 1970, com a criação do movimento hippie, que lutava pela “Paz e Amor”,
entre raças, ideais e até espécies, incluindo em seu contexto a preservação do meio
ambiente a partir das vestimentas, falando para se utilizar tecidos naturais. Ao longo dos
anos, criaram-se diversos tipos de tecidos sintéticos (a partir de produtos químicos) e
artificiais (assim como a poliamida – nylon -, e o terylene), para que sejam utilizados ao
invés de tecidos provenientes de animais, vegetais e minerais esgotáveis. A tendência

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desde a década de 1990 (década que ocorreu a ECO-92 na cidade do Rio de Janeiro,
conscientizando a própria população quanto a problemas ambientais) é utilizar tecidos
naturais, mas renováveis, como o algodão, linho, seda, entre outros.
Diversos estilistas e marcas de roupas vêm incrementando em suas coleções tecidos
que sejam ecologicamente corretos e também produtos reutilizáveis, de modo a ter um
modo de diminuir o lixo reciclável com algo que agrade aos olhos. Eles fazem isso pela
crescente onda de compradores atentos aos problemas que vem sido causados, se
conscientizando cada vez mais com relação às mudanças climáticas, a perda de
biodiversidade e as más condições de trabalho no setor têxtil. E por isto, esta é,
aparentemente, uma moda que veio para ficar, uma vez que sua existência é necessária
para que se mantenha a vida no planeta como se conhece hoje em dia.

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Tecidos Ecológicos e algumas marcas da moda que aderiram a eles

Com a preocupação ambiental sendo um assunto em pauta, diversas empresas


começaram a procurar meios de continuar produzindo e consumindo, mas a partir de
meios que não prejudiquem o meio ambiente, ao menos, que prejudiquem o mínimo
possível. As empresas têm interesse em
reutilizar tanto tecidos quanto utilizar
tecidos recicláveis, mas o mercado
consumidor consciente (que sabe o que é e
procura estes tipos de produtos) no Brasil
é apenas de 6% e por isso, não é tanta
vantagem para estas empresas se
preocuparem com estes detalhes, ainda.
Os tecidos de fibras naturais são
Algodão orgânico
utilizados há muito tempo nas linhagens das famílias, mas foram esquecidos e trocados
pelos sintéticos. Eram considerados tecidos bons, confortáveis e resistentes. Entretanto,
nos últimos anos, desde o início do século XXI, os novos tecidos que vem sido levados
em conta são os recicláveis, que são a partir de garrafas PET. Este tipo de tecido utiliza
apenas 30% da energia total da produção dos tecidos de fibras virgens para ser feito.
Por haver um mercado seletivo crescente no mundo, houve criação de etiquetas,
que identificam tecidos e materiais do qual garantem que a origem e o processo de
produção respeitem critérios de comércio justo e de desenvolvimento sustentável.
Chamado de e-fabrics, foi lançado em janeiro de 2007 durante o São Paulo Fashion
Week, o mais importante evento de moda da América Latina e um dos mais importantes
do mundo.
Atualmente várias marcas internacionalmente famosas como a Gap, Levi’s e
Armani utilizam em suas criações tecidos ecológicos, não apenas os fabricados com

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matéria-prima reciclada, mas também aqueles que em sua composição utilizam materiais
cultivados de forma que não agrida o meio ambiente como o algodão orgânico.
Vários estilistas mundialmente famosos também vêm utilizando nas passarelas os
tecidos e o tema de sustentabilidade, quase que como uma regra. Atores e artistas vêm
utilizando apelos em capas de revistas e artigos que haja a conscientização da utilização
destes tecidos.
Fibras naturais, de bambu1, cânhamo2, algodão orgânico3, soja4, seda produzida sem
agrotóxicos e malha feita de garrafas Pet utilizada anteriormente, estão entre os tecidos
mais usados pelos estilistas e pelas grandes marcas mundiais. O próprio tingimento dos
tecidos é feito de maneira orgânica, para não causar danos ao meio ambiente, nem
alergias aos consumidores.

Exposição em Nova York de tecidos ecológicos


O algodão orgânico é preferido por estilistas como Per Åge Sivertsen, o
dinamarquês Peter Ingwersen, a americana Eviana Hartman, ou a inglesa Stella
McCartney. A seda especial é mais utilizada por estilistas como Cifonelli, Martin

1
O tecido produzido a partir do bambu tem grande suavidade, e é comparado ao cashmere.
2
É altamente produtiva sem uso de pesticidas ou inseticidas e melhora o solo onde é cultivada. É resistente
e pode ser plantada em quase qualquer clima. O tecido pode ser feito quase sem uso de produtos químidos e
como não pede grande tecnologia para ser feito, pode ser realizado na fazenda, aumentando o emprego e
reduzindo os custos de transporte e poluição decorrentes.
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Esta é uma fibra sensacional para roubas, mas o cultivo tradicional do algodão causa problemas tanto ao
meio ambiente quanto aos trabalhadores. O algodão orgânico é cultivado sem uso destas técnicas e não
causa estes distúrbios, mas requer muito trabalho – e o campo tem que estar livre dos aditivos químicos
pelo menos por três anos antes do produto ganhar a certificação. A demanda global pelo algodão orgânico
cresce exponencialmente e a grande questão hoje é como produzir o suficiente para atender a todos.
4
Além de ser bacana para o corpo e a alimentação, a soja produz um tecido famoso por sua suavidade,
conforto, brilho e caimento – que se combinam à lavagem fácil e durabilidade. É mais caro que o algodão
orgânico ou cânhamo e tornou-se um produto de luxo. Outro ponto positivo é que é produzido com as
sobras da indústria alimentícia.

7
Margiela e do malinês Lamine Kouyaté. O tingimento especial foi logo utilizado por
Katie Brierley e pela inglesa Jennifer Ambrose.
Os eco-designers apontam para o desenvolvimento destes tecidos, que são de alta
qualidade e duráveis. Esta moda ecologicamente correta “pode seguir o que aconselhava
a estilista italiana Elza Schiaparelli (1890-1973) nos seus 12 mandamentos para as
mulheres: "Deve-se comprar pouco e só do melhor ou do mais barato.”5

5
CHAGAS, Tonica, Mundo fashion alinhado com o meio ambiente, O Estado de S.Paulo

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Metodologia de Pesquisa e Fontes

Fontes primárias:

O Estado de São Paulo


Foram utilizados dois textos deste jornal.
O primeiro, datando de 26 de abril de 2008, de Marta de Divittis, fala sobre a
“moda reciclável” e nele, a autora descreve diferentes tipos de tecidos e utilizações de
modo sustentável em todos os setores da moda que estejam relacionados com o meio
ambiente.
No texto de 29 de agosto de 2010, a autora Tonica Chagas fala sobre os diferentes
estilistas que estão trazendo em suas coleções o tema “sustentável”.

Ecomoda, em: http://www.ecodesenvolvimento.org.br/


É um texto escrito por Clara Corrêa, falando sobre a movimentação no Brasil
causada pela “ecomoda”, que seria considerada a moda ecologicamente correta.

Livro: VARTAN, Starre. The Eco Chick Guide To Life: How to Be Fabulously
Green
O livro descreve tecidos, meios de usá-los, como combinar cada um, mas tudo
relacionado ao meio ambiente. Tem diversas mais observações, extremamente
interessantes, mas não referentes ao tema trabalhado.

A onda dos tecidos ecológicos, em: http://www.nossoambiente.com/


Um artigo muito interessante, de uma revista digital, que fala sobre a evolução da
moda desde a década de 1970, e comenta sobre os tipos de tecidos mais utilizados nas
passarelas.

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Fontes secundárias:

Reciclagem de pet, em: http://www.modaecobrasil.com.br/


Fala sobre benefícios da reciclagem das garrafas Pets, utilizadas constantemente na
sociedade atual. Fala também do custo e gasto de energia para que ocorra a produção de
tecidos a partir de fibras de Pets já utilizadas.

A Moda e o Meio Ambiente, em http://modaecologica.com.br/


Um texto por Gislaine Bezerra Tourinho, que fala sobre a visão adquirida através
de pesquisas sobre o desenvolvimento da moda juntamente com a preocupação
ambiental.

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Bibliografia

A indústria da moda e o meio ambiente. In: <http://colunistas.ig.com.br/moda/>,


Acessado em: 23/07/2010

A onda dos tecidos ecológicos, In: <http://www.nossoambiente.com/>, Acessado em


25/08/2010

Reciclagem de pet In: <http://www.modaecobrasil.com.br/>, Acessado em:


07/08/2010

Tecidos Têxteis, In: <http://pt.wikipedia.org/>, Acessado em: 23/07/2010

Têxteis, In: <http://www.acra.pt/>, Acessado em: 23/07/2010

CHAGAS, Tonica, Mundo fashion alinhado com o meio ambiente. O Estado de São
Paulo, 29 de agosto de 2010.

CORRÊA, Clara. Ecomoda. In: <http://www.ecodesenvolvimento.org.br/>, Publicado


em: 10/09/2008, Acessado em: 07/08/2010

DIVITTIS, Marta de, Moda reciclável, O Estado de S. Paulo, 26 de abril, 2008

GASPAROTO, Mayah. Moda e o meio ambiente. In: http://vistase.wordpress.com/

MOREIRA, Leandro. A Moda e o meio ambiente. In: http://moda.bicodocorvo.com.br

TOURINHO, Gislaine Bezerra. A Moda e o Meio Ambiente. In:


http://modaecologica.blogspot.com/ ; 2007

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VARTAN, Starre. The Eco Chick Guide to Life: How to Be Fabulously Green

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