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Introdução

A palavra provar, denomina a demonstração que se faz por meios


legais da existência ou veracidade de um fato material ou de um ato
jurídico, em virtude da qual se conclui por sua existência ou se firma a
certeza a respeito da existência do fato ou do ato demonstrado.
Se o processo chegou a essa fase é porque os elementos de prova,
sobretudo documentos, apresentados na fase postulatória não foram
suficientes para formar a convicção do juiz, a fim de que ele possa
compor o litígio, com o acolhimento ou rejeição do pedido do autor.
Toda prova há de ter um objeto, uma finalidade, um destinatário, e
deverá ser obtida mediante meios e métodos determinados. A prova
judiciária tem como objeto os fatos deduzidos pelas partes em Juízo. Sua
finalidade é a formação da convicção em torno dos fatos. O destinatário
é o juiz, pois é ele que deverá se convencer da verdade dos fatos para
dar solução jurídica ao litígio. Os meios legais de prova são os previstos
nos arts. 342 a 443 do CPC, o código admite também outros meios de
provas não elencados neste artigo, desde que legais, e moralmente
legítimos, ainda que não especificados no código, mais que sejam hábeis
para provar a verdade dos fatos, em que se funda a ação ou a defesa.
Cabe às partes indicar, na petição inicial e na contestação, os
meios de prova de que se quer utilizar para demonstrar suas alegações.
Na inicial o autor manifesta a intenção de produzir provas, visto que
nesse momento não se sabe de quais provas vai necessitar para
demonstrar a verdade dos fatos por ele alegados. Ocorrendo a revelia
ou o reconhecimento da procedência do pedido, por exemplo, pode ser
que não haja necessidade de provas.
De acordo com tudo demonstrará aqui no decorrer deste breve
comentário, um dos tipos de provas no processo civil, que será a prova
documental, de acordo com o CPC e o posicionamento de alguns
doutrinadores.
Prova Documental

Consiste na representação física de um fato. Em sentido lato -


documento compreende não apenas os escritos, mas também desenhos,
pinturas, mapas, fotografias, gravações sonoras, filmes.
De acordo com o Código de processo civil em seu art. 364 "o
documento público faz prova não só da sua formação, mas também dos
fastos que o escrivão, o tabelião, ou funcionário declarar que ocorreram
em sua presença."
Fazem a mesma prova que os originais as certidões, traslados,
reprodução autenticadas ou conferidas em cartório, cópias reprográficas
do próprio processo, extratos digitais de bancos de dados e reproduções
digitalizadas de qualquer documento.
São requisitos indispensáveis do documento a verdade e
autenticidade. A verdade é a existência real de que no instrumento se
contém se relata ou se expõe. A autenticidade é a certeza legal de ser o
escrito emanado da pessoa a quem o documento é atribuído. Quando o
documento é proveniente de estado estrangeiro, em língua diferente da
nossa, deve ele ser traduzido para a nossa língua pátria, para o seu
conteúdo ser acessível a todos. Os documentos originais que fazem
parte de processo judicial já findo podem ser devolvidos as partes
litigantes, desde que sejam traslados ou substituídos por cópia
autenticada.
As partes poderão juntar documentos em qualquer fase do
processo, inclusive em grau de recurso, obedecendo ao objetivo de
apuração da verdade do processo. Os documentos são meios
probatórios, e como tais, não devem ser prejudicados por prazos e atos
próprios para sua apresentação.
A petição inicial deverá ser devidamente instruída. Inexistente
algum dos documentos necessários para apreciação do pleito, ou
presente alguma irregulari-dade, deve ser concedido o prazo de 10 dias
para que a parte regularize o feito, sob pena de indeferimento da inicial
(art.284 CPC).

Momento de Produção de Prova

Como regra geral, aos litigantes cabe juntar os documentos


destinados a fazer prova de suas assertivas, com a exordial, em se
tratando do autor, e, com a defesa, em se tratando do réu, à luz do que
determina o art. 396 doCPC, sendo certo que o art. 845 da CLT prevê o
comparecimento das partes à audiência, apresentando, neste momento,
as demais provas. Todavia, o art. 397 do CPC, abrindo exceção à regra
geral, admite que as partes, a qualquer tempo, juntem aos autos
documentos novos, quando destinados a fazer prova de fatos ocorridos
depois dos articulados ou para contrapô-los aos que foram produzidos
nos autos. Ainda há uma exceção, para que essas provas, ainda
possam ser produzidas antecipadamente de acordo com os arts. 846 a
851, permitindo que diante de determinadas circunstâncias se possam
produzir antecipadamente provas que normalmente, para sua produção,
teriam oportunidade adequada. A principal finalidade da medida cautelar
em estudo é assegurar a produção da prova antes do momento
processual adequado e reservado para tal, já que, se tiver que ser
aguardado, o momento oportuno poderá se perder, e, desse modo,
comprometer a elucidação da causa de mérito.
A medida de produção antecipada de provas pode ser
preparatória, preventiva ou incidental ao processo principal. Esta última
modalidade, porém, não é considerada pela grande maioria da doutrina
como processo cautelar autônomo, e sim, como simples incidente, que,
no entanto, possui caráter de preservação da prova.
A ação cautelar de produção antecipada da prova se destina a
evitar que o perigo na demora torne a prova difícil, defeituosa ou
impossível de ser produzida.

Classificações Geral dos Documentos

Após uma análise da doutrina nacional, foram verificadas


inúmeras e diversificadas classificações. Dessa forma, expõe-se a infra-
relacionada como sendo a considerada de compreensão mais facilitada.

A. Quanto à origem: públicos ou privados

Os documentos comportam várias espécies de classificações, sob


o prisma de sua origem podem ser qualificados por sua forma em
públicos e privados, onde os primeiros são os emitidos no exercício de
uma atividade pública e os últimos se dão quando quem os forma é um
particular ou quem age na qualidade de um.
Conforme menciona Ovídio Baptista no gênero documento público,
estão abrangidos os instrumentos públicos, as escrituras públicas e os
documentos públicos, em sentido estrito.
Cabe ressaltar que quando ao instrumento público não for
possuidor de todos os requisitos para ser considerado como tal, como
por exemplo, o assinado por funcionário público incompetente para
tanto, perderá sua qualidade de documento público e não terá esta
eficácia. Entretanto, nada impede que seja aceito como instrumento
particular.
Os documentos públicos possuem presunção de verdadeiros e
estão elencados no art. 364, já os particulares não gozam desta pré-
valoração e constituem prova iuris tantum. Constata-se, de tal modo,
que a origem possui um caráter capital para determinação da confiança
que será concebida ao documento, pois a consideração gozada por seu
autor corresponderá à fé que o documento detém, por tal fator é que os
documentos públicos gozam de grande credibilidade.

B. Quanto ao conteúdo: declaratório ou constitutivo

Esta classificação versa no certame da relação existente entre o


documento e o fato que comprova, podendo ser declaratório ou
constitutivo.
O documento será declaratório quando apenas confirma uma
realidade pré-existente a ele, servindo como afirmação do mesmo. Caso
tal afirmação for desfavorável em relação a seu declarante, denomina-se
confessório. Já o constitutivo é criador da situação fática a qual se refere
e, normalmente, é anterior ao fato expresso ou concomitante a este.

C. Quanto à forma: formal e não formal

É imperioso, também, discorrer acerca da distinção entre a forma


exigida para determinados documentos, existindo os formais e não
formais. Os formais são aqueles condicionados a certas características
que devem ser obrigatoriamente seguidas, sob pena de absoluta
ineficácia do documento.
Todavia, a grande maioria dos atos não possui o peso da
formalidade sobre si, sendo livre sua forma. Conclui-se, assim, que
geralmente a forma fica a critério daqueles que pretendem produzir o
documento.
A despeito destas classificações, é irrefutável que o valor da prova
documental independente da espécie, qual seja por instrumento público
ou particular, com finalidade constitutiva ou declaratória, formal ou
informal; o fundamental é que seja validamente constituída e, se não
iluminar o julgador acerca da verdade dos fatos, ao menos traga indícios
confiáveis sobre eles.
Conclusão

Com tudo, conlui-se, que a produção de provas em geral é de


veras importância para a formação de um convencimento para solução
litigiosa, por parte do juiz, será a partir das provas que a pessoa do juiz
irá se convencer, caso não tenha formado seu convencimento em fase
processual anterior, daquilo que foram alegados pelas partes.
No caso das provas documentais, dependendo de sua licitude, ela
irá comprovar fatos, acontecimentos, a qual sejam cruciais para
determinar a verdade seja ela qual for, fazendo a devida justiça, aquela
que todos nós buscamos.
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE JOÃO PESSOA – UNIPÊ
ALUNO: FÁBIO CARNEIRO DA CUNHA AMORIM
PERÍODO: 6º
TURMA: “I”
DISCIPLINA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL II
PROFESSOR: GEORGE MORAIS
TEMA: PROVA DOCUMENTAL NO PROCESSO CIVIL
TRABALHO 3º ESTAGIO

“PROVA DOCUMENTAL NO PROCESSO CIVIL”


JOÃO PESSOA
NOVEMBRO/2010
Bibliografia

1- http://www.oabpb.org.br/espacos.jsp?id=236
2- http://www.contratosonline.com.br/index.php?
option=com_content&view=article&id=7391&catid=11&Itemid=144
3- http://www.jurisway.org.br/v2/cursoonline.asp?
id_curso=442&pagina=15&id_titulo=5564
4- http://www.tex.pro.br/wwwroot/00/00c0364a0399.php