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PRINCIPAIS TUMORES EM FELINOS –

DIAGNÓSTICO PRECOCE

INDRODUÇÃO

Os felinos podem apresentar diferentes tipos de neoplasias e, dentre estas, as mais


comumente observadas são as de origem cutânea. Podem-se encontrar neoplasias derivadas das
diferentes camadas da epiderme; de glândulas anexas; dos folículos pilosos; de células
responsáveis pela produção de melanina; de células mesenquimais ou do tecido linfóide e,
finalmente, das células nervosas.

PRINCIPAIS NEOPLASIAS EM FELINOS


1 - CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS
A pele e o tecido subcutâneo são locais comuns de neoplasia primária em gatos e o
carcinoma de células escamosas encontra-se entre os quatro tumores mais comuns a atingir
essas regiões. Embora a etiologia seja desconhecida, há citações da importância de fatores
relacionados ao hospedeiro e ao ambiente. Os gatos de pelagem branca e expostos á
irradiação ultravioleta são mais propensos a apresentar a doença que os pigmentados; nesses
últimos, o tumor se desenvolve em áreas com pouco pelo e sem pigmento. A maioria das lesões
está localizada na cabeça, mais freqüentemente no plano nasal, seguida pelas aurículas e
pálpebras. O dígito pode também ser local para desenvolvimento primário da neoplasia. O tumor
pode ser observado em gatos jovens, mas a média de idade é 11 anos e quatro meses. A afecção
pode estar presente por meses ou anos e, em geral, a história clínica está associada à presença
de ferimento que não cicatriza. No início, as lesões são proliferativas, hiperêmicas, crostosas e,
posteriormente, evoluem para úlceras com invasão de tecidos adjacentes. O tumor é localmente
agressivo e com baixa taxa de metástase para linfonodos regionais e pulmões.
Dependendo da localização e extensão, muitas vezes o animal demonstra apenas um
pequeno desconforto. Baseado nos sinais clínicos, o diagnóstico definitivo pode ser feito por
citologia aspirativa ou biópsia da massa tumoral. A precocidade no diagnóstico tem
efeito fundamental no prognóstico. O diagnóstico diferencial é amplo e inclui a esporotricose,
criptococose, micobacteriose atípica e o complexo granuloma eosinofílico, o diagnóstico
preciso e definitivo é firmado pela histopatologia.
2 - SARCOMAS
O sarcoma de aplicação felino (SAF) é, atualmente, um grande desafio para o médico
veterinário e também para o proprietário do felino acometido. Aplicações injetáveis por via
subcutânea ou intramuscular, como vacinas e medicações, aparecem como iniciadoras do
processo de neogênese dessa neoplasia, mais precisamente a inflamação persistente, causada
pela lesão ao tecido sadio decorrente do fármaco ou antígeno administrado. Geralmente, o SAF
apresenta comportamento mais agressivo quando comparado ao sarcoma não associado à
aplicação. O tratamento mais eficaz ainda não está estabelecido, mas acredita-se que a
multimodalidade de terapias, cirurgia, radioterapia e quimioterapia seja a opção mais indicada. O
conhecimento da afecção em todos os seus aspectos irá fornecer aos colegas profissionais
subsídios em relação a melhor maneira de abordá-la em termos de diagnóstico, tratamento e
prevenção. O SAF é caracterizado clinicamente pelo aparecimento de um nódulo solitário firme ou
massa difusa, aderido a planos profundos e em região onde foi previamente administrada a vacina
ou qualquer outro fármaco. Segundo a Vaccine-Associated Feline Sarcoma Task Force (VAFSTF),
qualquer aumento de volume no local da aplicação após um mês, que tenha mais que dois
centímetros de diâmetro ou que esteja presente por mais de três meses deve ser considerado
como possibilidade de sarcoma de aplicação. Os sarcomas por aplicação ocorrem mais
comumente no subcutâneo, podendo se estender para a musculatura, enquanto os sarcomas não
associados à aplicação ocorrem com maior freqüência na derme. Na maioria das vezes, se aderem
a planos profundos, promovendo invasão profusa dos tecidos adjacentes com projeções
digitiformes. Estudos descrevem o sarcoma de aplicação como mais agressivo em relação aos
outros tipos de sarcomas, já que possuem alta taxa de crescimento, invadem profundamente os
tecidos adjacentes, até mesmo ósseos, são mais metastáticos e a taxa de recidiva pós-cirurgia é
62% maior.
Quando se suspeita de sarcoma de aplicação deve-se inicialmente elaborar o diagnóstico
definitivo. Para o diagnóstico são utilizadas a citologia ou a biópsia (histopatologia). A
biópsia é necessária para o diagnóstico definitivo, já que o grau de inflamação associado a esse
tipo neoplásico faz com que o diagnóstico citológico se torne difícil.

3 - LINFOMA

O linfoma é a neoplasia hematopoiética mais comum dos gatos correspondendo a 90%


desses tumores. Atingindo entre 30 a 50% de todos os tumores malignos encontrados na espécie.
Os animais adultos a idosos são mais afetados; porém, existem relatos de linfoma em animais com
menos de um ano. Em gatos, a imunodeficiência viral felina e a leucemia viral felina (FIV e FeLV,
respectivamente) são consideradas fatores predisponentes ao linfoma. A classificação mais
utilizada na prática é a que divide o linfoma de acordo com o sítio anatômico em multicêntrico,
alimentar, mediastinal ou extranodal. A imunofenotipagem apresenta valor prognóstico, assim
como o grau histológico, o estágio clínico da doença, o sítio anatômico acometido, presença ou
ausência de síndromes paraneoplásicas entre outros fatores.
Os sinais clínicos estão intimamente ligados com a forma anatômica do linfoma nos gatos.
O diagnóstico é realizado através do exame físico, exames complementares, testes para FIV e
FeLV, raio X, ultra-sonografia e, principalmente, citologia através da punção por
agulha fina (BAAF), confirmando, sempre que possível, por exames histopatológicos e,
caso seja necessário, exames imuno-histoquímicos para determinação do prognóstico.
Linfonodos regionais devem ser avaliados por meio de palpação, radiografia, ultra-sonografia ou
citologia conforme a necessidade. As metástases ocorrem inicialmente nos pulmões, mas já foram
observadas em outros sítios, como linfonodos regionais, mediastino, pericárdio, fígado e pelve.

Linfoma linfocítico bem diferenciado. HE

DIAGNÓSTICO PRECOCE

O proprietário de gatos deve estar atento a algumas alterações em seu animal de


estimação que podem ser forte indício de doença maligna, tais como: perda de peso, perda de
apetite, feridas que não cicatrizam e/ou que exalam forte odor, dificuldade de deglutição, cansaço,
dificuldade de locomoção, dificuldade para respirar, defecar ou urinar, sangue nas fezes, urina ou
quaisquer outras secreções e, certamente, qualquer aumento de volume ou inchaço visível e/ou
palpável (denominadas como síndromes paraneoplásicas). Assim como os cães, os gatos,
particularmente os animais idosos, estão sujeitos às doenças neoplásicas ou, como são mais
conhecidas, aos cânceres. E, da mesma maneira que nos seres humanos, a prevenção ainda é a
melhor arma no combate a estas doenças.

PROCEDIMENTOS QUE PODEM AUXILIAR NA


PREVENÇÃO E DETECÇÃO PRECOCE DOS TUMORES EM
GATOS:

1. A castração das gatas antes do primeiro cio (por volta do quinto mês de idade) é,
comprovadamente, eficaz na redução da incidência dos tumores de mama. Também é
importante que o proprietário habitue-se a examinar seu animal em busca de pequenos nódulos,
principalmente, na região das mamas.

2. Gatos de pelagem branca apresentam um risco maior de desenvolver câncer cutâneo


causado pela exposição aos raios solares. Como é praticamente impossível convencer um gato a
não retirar os cremes protetores solares, impedir que o gatinho fique exposto aos raios solares
após as 10 horas da manhã e antes das 4 horas da tarde é uma boa medida.

3. Gatos oriundos de gatis, recolhidos da rua ou que ficam soltos e freqüentam a vizinhança,
podem ser ou se tornarem portadores do vírus da Leucemia Felina, incriminado como possível
causador do linfoma gástrico ou mesentérico nos gatos, entre outros tumores. Uma boa medida é
pedir ao veterinário de seu gato que realize o teste para Leucemia Felina e, em caso
negativo, vacinar o animal.

4. Os gatos são mais propensos ao desenvolvimento de um tumor chamado “sarcoma de


aplicação”. Como o nome sugere, trata-se de um tumor que se desenvolve na região do
subcutâneo, em decorrência de medicamentos e mesmo de alguns tipos de vacinas aplicados
anteriormente, às vezes há vários anos. Uma maneira de se precaver deste tumor extremamente
maligno é, sempre que possível e seu gato aceitar, fazer medicação de uso oral. Quanto às
vacinas, o risco do animal contrair alguma doença é maior que o risco do câncer.

Além da avaliação das margens cirúrgicas em oncologia veterinária e exames


imuno-histoquímicos para definição da morfogênese e prognóstico, o TECSA Laboratórios
oferece aos Médicos Veterinários uma grande variedade de exames para auxiliar no diagnóstico de
diversas outras patologias, seguindo todos padrões ISO de qualidade nas principais áreas.

PRAZO
EXAMES
DIAS
Histopatologia
Biópsia incisional, biópsia excisional, peça cirúrgica e fragmentos de 5 dias
necropsia
Histopatologia com coloração especial
5 dias
Giemsa, Masson, Vermelho Congo, Alcien Blue, Azul da Prússia, etc
Citologia
Punção aspirativa por agulha fina, citologia ótica, citologia de líquidos
3 dias
cavitários, citologia de líquido bronco-alveolar, citologia conjuntival,
etc
Histopatologia com avaliação das margens cirúrgicas
Avaliação das margens de segurança da excisão tumoral através de 5 dias
marcação com tinta nanquim
Imuno-histoquímica de neoplasias Painel geral da neoplasia e
neoplasia um marcador para determinação da origem (se epitelial,
14 dias
mesenquimal ou de células redondas), prognóstico, produtos de
síntese de células neoplásicas e detecção de micro-metástases.
Imunodeficiência Viral Felina (FIV), Leucemia Viral Felina (FELV), 1 dia

EQUIPE DE VETERINÁRIOS - TECSA Laboratórios


Primeiro Lab. Veterinário certificado ISO9001 da
América Latina. Credenciado no MAPA.
PABX: (31) 3281-0500 ou 0300 313-4008
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RT - Dr. Luiz Eduardo Ristow CRMV MG 3708

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