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Contabilidade Geral

Professora: Msc.Glenda Soprane

Tema 6: Balancete de
verificação/Apuração do
Resultado do Exercício
Palavras-Chave: balancete, 1
estoque, resultado.

Capítulo 9 – Balancete de Verificação


Objetivos desse capítulo:
• Entender a sistematização do balancete de
verificação.
• Utilizar o balancete de verificação para
conferência dos saldos contábeis.
• Estruturar o balancete de verificação.

Balancete de verificação
• Tem como base o método das partidas
dobradas. O que é isso?

Ativo Passivo

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Regra fundamental:
• PARA TODO DÉBITO LANÇADO NUMA
CONTA, HAVERÁ OBRIGATORIAMENTE
UM CRÉDITO LANÇADO EM OUTRA
CONTA.
• NÃO HAVERÁ DEVEDOR SEM CREDOR.

• É possível lançar um débito e vários créditos,


vários débitos e um crédito e vários débitos e
vários créditos.
• Exemplo: Se uma empresa resolve antecipar
um fornecedor cuja dívida é de R$1.000,
amortizar um financiamento de R$2.000 e
ainda comprar um carro de R$5.000, usando
recursos da conta bancária, como ficará os
lançamentos?

• Resolução:
Fornecedor Financiamento Veículos
1.000(1) 1.000 2.000(2) 2.000 5.000(3)

Bancos c/Mov.
10.000 1.000(1)
2.000(2)
5.000(3)

A soma de todos os débitos


é igual a de todos os créditos

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• Além de ser uma ferramenta no auxílio
da averiguação da exatidão dos
lançamentos contábeis, o balancete
também é um instrumento contábil
importante para a tomada de decisões.
Como?

Para a identificação de erros:


A soma de todos os débitos
não é igual a de todos os créditos
O contador deve averiguar as contas,
pesquisando os lançamentos contábeis
realizados.

• Mas tem problemas que o balancete não


consegue solucionar, como erro de
apropriação de conta e inversão do
débito pelo crédito e vice versa.

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Para tomada de decisão: dada a
inconveniência de levantar o balanço
patrimonial em períodos mais curtos, o
balancete traz um resumo de todas as
operações, bem como de todos os saldos
existentes no período em que se quer saber.
O “poder decisório” conhecerá o resultado
financeiro e econômico da empresa através
do balancete.

• Modelo de Balancete de Verificação


BALANCETE DE VERIFICAÇÂO
SALDO
nº CONTAS DEVEDOR CREDOR
1 Caixa 10.000
Móveis e
2 Utensílios 3.000
Contas a
3 pagar 5.000
4 Capital 6.000
5 Impostos 1.000
Aluguéis
6 passivos 500
Receitas de
7 serviços 3.500
TOTAIS 14.500 14.500
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Capítulo 10 – Apuração do Resultado do


Exercício (ARE)/ Impostos e Estoques
Objetivos desse capítulo:
• Apurar o resultado do exercício (ARE) de uma
empresa.
• Demonstrar o resultado do exercício por meio da
DRE.
• Entender as características do regime de caixa e
regime de competência.

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• Para avaliar se a empresa obteve lucro ou
prejuízo, é preciso comparar a receita e a
despesa do período de acordo com o
Regime de Competência (pelos seus fatos
gerados, independente do pagamento ou
recebimento)

• No caso das receitas, o fato gerador é a


entrega da mercadoria ou serviço prestado
com a emissão da nota fiscal.
• No caso das despesas, o fato gerador é
quando há a ocorrência, o consumo, a
utilização de um bem ou serviço,
independentemente do pagamento.

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Resumo das influências dos grupos de


contas
NATUREZA DAS CONTAS DÉBITO CRÉDITO
Contas de Ativo Aumento Diminuição

Contas de Passivo e PL Diminuição Aumento

Contas de Resultados Despesa Receita

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• A receita sempre aumenta o ativo, mas
nem todo aumento de ativo signifique
receita (empréstimos bancários,
financiamentos obtidos, por exemplo).
• A despesa diminui o ativo (quando à vista) e
aumenta o passivo (quando à prazo).

Regime de Caixa
• É inverso ao regime de competência,
aplicado basicamente às microempresas ou
às entidades sem fins lucrativos.
• O lucro será apurado subtraindo-se toda a
despesa paga (dinheiro saiu do caixa) da
receita recebida (dinheiro entrou no caixa).

Apuração do Resultado do Exercício


(ARE)
• Para se apurar o ARE uma das etapas que
se faz necessário é avaliar os estoques das
empresas.
• Existem dois sistemas de avaliação de
estoques: o periódico e o permanente.

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• Sistema de Inventário Periódico: è
calculado ao final do período determinado
pela empresa por meio da seguinte
fórmula:

CMV = ESTOQUE INICIAL +


(COMPRAS + FRETES – DEVOLUÇÕES) –
ESTOQUE
ESTOQUE FINAL
FINAL

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• Sistema de Inventário Permanente: como o


próprio nome diz, o estoque é
permanentemente calculado, ou seja, a
cada nova movimentação, ele é atualizado.
• Esse inventário é o estabelecido por lei,
oferecendo a qualquer momento o valor e o
controle físico dos estoques.

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Critérios de avaliação de estoques


• Há vários critérios de avaliação de esto-
ques no sistema de inventário permanente.
• Aqui veremos alguns desses critérios
como: o preço específico, o PEPS, o UEPS,
a Média Ponderada Móvel e Fixa.

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Preço Específico
• É um critério utilizado para mercadorias
cujo valor unitário geralmente é elevado
(significativo), o que permite o controle por
unidade, quer seja comprada ou vendida.
• Por ocasião de venda, é consultado o
preço específico de aquisição. O estoque é
valorizado pelo custo específico.

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Preço Médio
• Preço Médio Ponderado Móvel:
• O preço médio é atualizado a cada aqui-
sição de novas mercadorias.O estoque fica
valorizado pelo preço médio ponderado.
• É mantido por empresas que tenham
constante controle dos seus estoques.

Preço Médio
• Preço Médio Ponderado Fixo:
• A empresa calcula o preço médio após o
encerramento do período. O estoque fica
valorizado por um preço único do período.
• A legislação brasileira não mais admite o
preço médio ponderado fixo.

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PEPS (FIFO)
• Primeiro que entra, primeiro que sai
(first in, first out).
• O CMV é custeado pelos preços mais
antigos de compra de mercadorias,
permanecendo os mais recentes em
estoque.

FICHA DE CONTROLE DO ESTOQUE


EMPRESA Cia SÓPÉ
Período:NOV/02 método: P E P S
ENTRADAS SAÍDAS SALDO
data qtde. vlr.unit vlr.total qtde. vlr.total qtde. vlr.unit vlr.total
vlr.unit
1/nov 100 20 2000 EI
10/nov 50 18 900 100 20 2000
50 18 900
150 2900
11/nov 30 20 600 70 20 1400
50 18 900
120 2300
13/nov 70 20 1400
10 18 180 40 18 720
80 1580 40 720
18/nov 20 21 420 40 18 720
20 21 420
60 1140
25/nov 40 18 720
15 21 315 5 21 105
EF
55 1035 5 105
1320 3215
COMPRAS CMV

UEPS (LIFO)
• Último que entra primeiro que sai
(Last in, fisrt out).
• Provoca efeitos contrários do PEPS, ou
seja, há a tendência de se apropriar
valores de compra de mercadorias mais
recentes ao CVM.

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ARE- Apuração do Resultado do
Exercício
• È uma conta transitória, existente para
contabilizar as contas do resultado (recei-
tas e despesas), ou seja, as contas da DRE.
• A seguir, há um passo a passo a ser
seguido para apuração do resultado do
exercício.

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Roteiro para ARE


• Elaborar um Balancete de verificação
composto por contas e saldos extraídos
do Livro Razão ou dos razonetes.
• Transferir os saldos das contas de
despesas para conta transitória Resultado
do Exercício.
Exercício .

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Roteiro para ARE


• Transferir os saldos das contas de receitas
também para a conta transitória Resultado
do Exercício.
• Apurar no livro Razão ou no Razonete o
saldo da conta Resultado do exercício.

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• A conta Resultado do Exercício receberá, a
seu débito, os saldos das contas de
despesas; e, a seu crédito, os saldos das
contas de receitas. Logo, se o saldo desta
conta for devedor, o resultado do exercício
será prejuízo; se o saldo for credor o
resultado será lucro.

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• Para finalizar, deve-se transferir o saldo da


conta Resultado do Exercício para uma
conta do Patrimônio Líquido. Se for
prejuízo, vai para a conta prejuízos
acumulados; se for lucro, vai para qualquer
outra conta do PL a ser definida pela
empresa (como Reserva de Lucros).

ARE- Exemplo (Saldos iniciais zerados)


• Despesa com vendas 1.000
• Aluguéis passivos 500
• Receitas de serviços 3.500
Despesa com Aluguéis Passivos Receita de Serviços
Vendas
1.000 1000 (1) 500 500 (2) (3)3.500 3.500

ARE Lucros Acumulados

1000 (1) 3.500 (3) 2.000 (4)


500 (2)

2.000 (4) 2.000 Dividendos Reserva


de lucros

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• Caso fosse prejuízo:
ARE Prejuízo Acumulado
2.000 2.000 (4) (4) 2.000

OBRIGADA!

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Centro de Educação a Distância


Universidade Anhanguera – Uniderp

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