Вы находитесь на странице: 1из 2

EFEITOS DA BANDAGEM FUNCIONAL EM PACIENTE COM TENDINITE E TENOSSINOVITE

Luciene de Campos 1, Roger Palma 2, Renata Aparecida dos Santos3


1
Fisioterapeuta – Pós Graduanda em Formação de Professores para o Ensino Superior
(UNIP – Bauru).
2
Fisioterapeuta; Supervisor - UNIP/Bauru; Especialista em Fisioterapia Desportiva
(UNIMEP/Piracicaba) e em Ortopedia e Traumatologia (USC/Bauru).
3
Fisioterapeuta – Especialista em Ortopedia e Traumatologia (USC/Bauru).
Rua Lazaro Fernandes de Lima, 1-51, Parque Bauru, Bauru-SP
e-mail: cieneju@yahoo.com.br

PALAVRAS-CHAVE: Bandagem funcional; tendinite; tenossinovite.

INTRODUÇÃO: Os distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (DORT) é uma


denominação que diz respeito a afecções que podem acometer os ossos, tendões, sinovias,
músculos, nervos, fáscias e/ou ligamentos. Afecções estas que podem apresentar-se de forma
isolada ou associada (NASCIMENTO, 2000).
Pereira (2001) relata que a DORT promove fadiga muscular, dormência, formigamento,
diminuição da sensibilidade, força e diminuição da produtividade.
A tendinite do supra-espinhoso, de acordo com o Ministério da Previdência Social, também
conhecida como síndrome do impacto, é ocasionada pela compressão das fibras do supra-
espinhoso pelo acrômio ao realizar a abdução do braço acima de 45º. Segundo Fonseca (1998)
tenossinovite é uma inflamação inespecífica das bainhas tendinosas, em volta dos punhos,
tornozelos ou ombros e pode ser de inúmeras etiologias, até mesmo ocupacional.
De acordo com Sakata (2001) se a doença for inicial, pode ser interrompida e impedida de
progredir, tendo um ótimo prognóstico.
Kazemi (apud DUARTE E FORNASARI, 2004), define bandagem funcional, como uma técnica
que tem por objetivo modificar a mecânica dos segmentos alterados e/ou não rígidos,
proporcionando repouso às estruturas danificadas, reforçando os aspectos com alterações
estruturais e/ou fisiológica, melhorando a funcionalidade dos segmentos, recuperando assim, a
função deficitária sem anular outras mecânicas naturais vinculadas aos segmentos tratados com
as bandagens.
Experiências mostram que as bandagens de compressão, imobilização e estabilização quando
associadas ao tratamento fisioterapêutico, são capazes de acelerar o processo de cura e evitar
traumas ou recidivas (SILVA, 1999). Kuprian (1990) acrescenta que a bandagem funcional
auxilia na direção dos movimentos e no alívio do stress.
O objetivo desta pesquisa foi avaliar os efeitos da bandagem funcional de compressão no ganho
da amplitude de movimento (ADM) e no alívio da dor em uma paciente com tendinite e
tenossinovite, que nunca havia realizado nenhum tipo de tratamento fisioterapêutico
anteriormente.

RELEVÂNCIA DO ESTUDO: A bandagem funcional é um método adaptativo e de fácil


manuseio, sendo usada nesta pesquisa para o tratamento de tendinite e tenossinovite,
demonstrando a sua eficácia no aumento da amplitude de movimento e alivio da dor.

METODOLOGIA: A pesquisa foi realizada na Clínica-Escola de Fisioterapia da Universidade


Paulista, Campus Bauru. A participante da pesquisa é do sexo feminino, com 44 anos de idade,
o presente estudo foi desenvolvido no membro superior direito afetado da paciente, com a
aplicação da bandagem funcional para contensão muscular em todas as sessões. Foram
realizadas seis avaliações (AV), sendo três avaliações iniciais (AVI) e três avaliações finais
(AVF) feitas pelos autores de forma individual, contendo os seguintes itens: anamnese; prova de
função muscular; goniometria; testes especiais e teste de sensibilidade. O procedimento foi
realizado com o sujeito da pesquisa em pé, para melhor localização do ponto doloroso e o
sentido da tração que alivia a dor. Por ser um método adaptativo, o sujeito da pesquisa, na 1ª e
2ª sessões, permaneceu com a bandagem funcional somente 50 minutos (tempo da sessão). A
partir da 3ª até a 20ª sessão, a bandagem funcional era inutilizada na residência da paciente. A
duração da bandagem funcional da 3ª a 5ª sessão foi de 5 horas; da 6ª a 8ª sessão o tempo de
duração de 11horas; já na 9ª até 13ª sessão o tempo de permanência foi de 24 horas. Por fim,
da 14ª a 20ª sessão a bandagem permaneceu 48 horas. Para verificar o resultado do processo
álgico durante as sessões coletaram-se dados com a mesma, através de uma escala visual de
dor, onde continha os seguintes termos e a expressão correspondente sem dor, dor leve, dor
moderada e dor intensa (Figura 1), utilizada no início e final de todas as sessões.
SEM DOR DOR LEVE DOR DOR INTENSA
MODERADA

( ) ( ) ( ) ( )
Figura 1: Escala visual de dor
Organização e Edição: CAMPOS, Luciene, set. de 2006.

RESULTADOS E DISCUSSÕES: Nesta etapa são apresentados os resultados obtidos após a


AVI e AVF nas medidas da ADM das articulações do ombro, cotovelo e punho direito, colhidas
através da goniometria. A maioria dos eixos avaliados apresentou um aumento significativo no
ganho da ADM (Figuras 2, 3 e 4). Nas primeiras sessões a paciente relatou dor intensa
evoluindo para dor moderada finalizando as sessões com dores leves.

Figura 2 - Comparação dos Figura 3 - Comparação dos Figura 4 - Comparação dos


resultados da goniometria em resultados em graus na resultados em graus na
graus na articulação do ombro goniometria do cotovelo goniometria do punho direito.
direito. direito.
Fonte: Pesquisa realizada pelos autores em Setembro de 2006.

CONCLUSÃO: Concluiu-se que a utilização da bandagem para contensão muscular


produziu efeitos positivos no ganho da ADM na maioria dos eixos de movimento estudados
e um melhora significativa no processo álgico.

REFERÊNCIAS
Duarte, M.; Fornasari, C. Bandagem funcional e fotometria. In: Revista Fisio&Terapia. São
Paulo, n.46, p.12-4, 2004.
Fonseca, A. G. Lesões por esforços repetitivos. In: Revista Brasileira de Medicina. São
Paulo, v.55, n.6, p. 372-379, 1998.
Kuprian, W. Fisioterapia nos esportes. São Paulo: Manole,1990. 373p.
Nascimento, N. M.; Moraes, R. A. S. Fisioterapia nas Empresas. Rio de Janeiro: Taba
Cultural, 2000. p. 23, 55-8.
Pereira, E. R. Fundamentos da Ergonomia e Fisioterapia do Trabalho. Rio de Janeiro:
Taba Cultural, 2001. p. 98.
Previdência Social – INSS. <http://www.mpas.gov.br/periciamedica/01_02.asp>. Acesso
em: 02 fev. 2004.
Sakata, R. K. et al. Lesões por esforço repetitivo (LER) doença osteomuscular relacionada
ao trabalho (DORT). In: Revista Brasileira de Medicina. São Paulo, v. 60, p.77-83, dez.,
2003.
Silva, L. I. Manual de bandagem esportiva. Rio de Janeiro: Sprint, 1999.