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MEDIDAS CAUTELARES:

A tutela cautelar tem finalidade assecuratória e busca resguardar e proteger


uma pretensão.

A lei confere providencias assecuratórias eficazes para diminuir e afastar os


perigos decorrentes da demora no processo. As medidas buscarão
conservar o estado das pessoas, coisas e provas, enquanto não atingido o
estagio final da prestação jurisdicional.

MEDIDAS CAUTELARES:

Preparatórias – 30 dias para entrar com a ação. A partir da efetivação


da medida e não da concessão.

Incidental – o processo já esta tramitando.

As medidas cautelares, assim como as medidas antecipatórias de tutela,


integram uma categoria só que é a das medidas urgentes. Têm em vista a
tempestividade da tutela jurisdicional, a fim de que não ocorra dano
irreparável ou de difícil reparação ao direito da parte.

CARÁTER DO PROCESSO CAUTELAR:

Tem por finalidade principal garantir o resultado útil ao processo em


que será solucionada definitivamente a lide principal, tem caráter

INSTRUMENTAL, não se justificando a sua existência por si mesmo, mas


pela relação necessária que guarda com o outro processo principal.

CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO CAUTELAR:

Além da Instrumentalidade, caracteriza-se também:

a) AUTONOMIA ou IDENTIDADE PRÓPRIA: pela causa de pedir e


pelo pedido – lide especifica. As finalidades do processo cautelar e do
processo são sempre distintas, já que na cautelar não se poderá
postular a satisfação de uma pretensão.

b) PREVENTIVIDADE: prevenir prejuízos ou resguardar direito das


partes.
c) URGENCIA: quando houver urgência devido a uma situação de
perigo, ameaçando a pretensão. A existência do Periculum in mora
é condição indispensável para a concessão da tutela cautelar.

d) ACESSORIEDADE: supõe a existência de um processo principal


(cautelar será incidental) ou da probabilidade de um processo
principal (cautelar será preparatória). Subordina-se ao processo
principal, do qual sempre será dependente. A extinção do processo
cautelar não repercutirá na ação principal, que poderá ter
procedimento regular. Já a extinção do processo principal implicará
extinção da ação cautelar, que dele é dependente.

e) PROVISORIEDADE ou PRECARIEDADE: não tem caráter definitivo,


destina-se a durar por um espaço de tempo delimitado. Já surge com
a previsão de seu fim, com a concessão da tutela definitiva, por
ocasião da sentença de mérito no processo principal.

f) REVOGABILIDADE: possibilidade de ser revogada ou modificada a


qualquer tempo (art. 897 do CPC) em decorrência da natureza
provisória da medida cautelar.

g) SUMARIEDADE DA COGNIÇÃO: é a fumaça do bom direito


‘fumus boni juris’, tanto a liminar como a sentença, baseiam-se em
prova não exariente. O juiz deve contentar-se com a aparência do
direito invocado.

h) INEXISTENCIA DE COISA JULGADA MATERIAL: no processo


cautelar, não há coisa julgada material, mas apenas formal, em
razão de suas características de provisoriedade e
revogabilidade. Não é possivel renovar o pedido com o mesmo
fundamento. Cessada a eficácia da medida, ela só poderá ser
concedida novamente se postulada com novo fundamento. (exceção
artigo 810 c/c artigo 269, IV ambos do CPC, pela prescrição e pela
decadência).

i) FUNGIBILIDADE: possibilidade de o juiz conceder a medida cautelar


que lhe apareça mais adequada para proteger o direito da parte,
ainda que não corresponda aquela medida postulada – artigo 273, §
7º do CPC.
PRESSUPOSTOS DA MEDIDA CAUTELAR:

Dois pressupostos: o FUMUS BONI JURIS e o PERICULUM IN MORA.

O fumus boni júris é a aparência do bom direito é a provável existência de


um direito a ser tutelado no processo principal (ainda que de caráter
hipotético).

O periculum in mora caracteriza-se pelo perigo na demora, ou seja, o


risco de demora que corre o direito, caso não seja protegido naquele
momento. O risco na demora é o risco da ineficiência, bastará a
probabilidade de dano, que esteja embasado em um receio fundado ou
motivo serio.

O fumus boni júris e o periculum in mora são requisitos


(pressupostos) para a propositura da ação cautelar.

O CPC CLASSIFICA TRÊS ESPÉCIES DE MEDIDAS CAUTELARES:

1) INOMINADAS ou ATÍPICAS: Decorrente do poder geral de cautela


do juiz (artigo 798 do CPC).

2) NOMINADAS ou TIPICAS: arroladas nos artigos 813 a 887 do CPC.

3) OUTRAS MEDIDAS PROVISIONAIS: previstas no artigo 888 do CPC.

Bens Passiveis de Medida Cautelar:

1) Bens ou coisas

2) Provas

3) Pessoas

PODER GERAL CAUTELAR DO JUIZ – ARTIGO 798 DO CPC.

SEMELHANÇAS E DISTINÇÕES ENTRE AS MEDIDAS DE URGÊNCIA;

Distinções:
1) Na tutela antecipada – pode-se antecipar a própria prestação
jurisdicional; na tutela cautelar – não se pode antecipar a
prestação jurisdicional da ação principal.

2) Na tutela cautelar – visa-se impedir o perecimento do direito a


ser exercido futuramente (conservar).

Tutela antecipada (satistativa) – objetiva-se antecipar o


exercício do próprio direito (adiantar).

3) Medida cautelar – para que seja concedida basta a aparência do


bom direito,

Tutela antecipda – para a concessão há a necessidade de um


juízo de probabilidade mais expressivo, mais veemente.

4) Tutela conservativa (cautelar) – pode ser requerida de forma


autônoma.

Tutela satisfativa (tutela antecipada) – deve ser formulada no


próprio processo principal.

5) Tutela cautelar – tem duração limitada e a situação fática criada


com sua concessão é necessariamente desfeita.

Tutela antecipada – ao contrário, pode ter a sua eficácia


perpetuada no tempo, o que ocorre se a demanda for acolhida.

Semelhanças:

1) PROVISORIEDADE ou REVOGABILIDADE (artigo 273, §4º do


CPC e artigo 807 do CPC) – podem ser revogadas e revogadas a
qualquer momento, diante da alteração dos fatos e/ou do quadro
probatório.

2) APLICAÇÃO DAS REGRAS RELATIVAS À RESPONSABILIDADE


OBJETIVA (artigo 811 do CPC) – o requerente da providencia
responderá ao requerido pelos prejuízos causados com a execução da
medida.
3) REVERSIBILIDADE DA MEDIDA (artigo 273, §2º do CPC) -
consiste na possibilidade de se reverteremos efeitos concretos
gerados pela decisão provisória, fazendo retornar as partes ao
estatus quo anterior.