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SOCIOLOGIA DA ORGANIZAÇÃO

Max Weber e a Burocracia


Suas teorias não se identificam com nenhuma corrente de pensamento da
época nem se encontram perfeitamente sistematizadas em uma grande obra.
Seu pensamento é uma síntese da tradição científica e filosófica da Alemanha
moderna resgatando o melhor da metodologia e dos conceitos já formulados
para propor uma ciência social em que os múltiplos fatores se encontram
relacionados e se explicam reciprocamente.

Sociologia Compreensiva
Max Weber é o maior representante da chamada Sociologia Compreensiva.

- Sociologia Compreensiva: só se tem acesso aos fenômenos socioculturais


por meio de procedimentos metodológicos diversos daqueles usados nas
Ciências Físico-Naturais e na Matemática.

- Cultura: a “compreensão” é o único meio de ingresso no reino da cultura.

- Compreensão: captação interpretativa do sentido ou conexão de sentido.

- Conhecimento Sociológico: O conhecimento sociológico é o conhecimento


da compreensão, isto é, de dentro para fora.

Esse sentido pode estar concebido ou na ação particular, ou no pensado de


modo aproximado, ou no construído cientificamente pelo método tipológico
quando se elabora um tipo ideal puro de um fenômeno freqüente.

Método Tipológico
Max Weber foi o pioneiro do "método tipológico”, pela análise da ação social e
dos estudos sobre Sociologia da Religião.

- Método tipológico: construção de um arquétipo de ação social, levando em


consideração ações históricas que, em sua pureza, não existe na realidade.

- Método dos tipos ideais: classificar e comparar fatos sociais produzidos em


uma mesma sociedade, em sociedades do mesmo tipo ou em sociedades de
tipos diferentes, para descobrir seus traços comuns, de modo a estabelecer os
tipos ideais puros das ações sociais, com suas regularidades, tendências,
fatores e efeitos sociais.

- Ideal puro: abstração, construída pela ciência, tendo por base fatos
individuais que ocorrem na realidade social, levando em conta seus caracteres
fundamentais, tornados típicos pela generalização (regra geral do acontecer).

A utilização desses “tipos ideais” alargou os horizontes da sociologia.


Sociologia: “Ciência que pretende entender, interpretando-a, a ação social,
para dessa maneira explicá-la causalmente.”

Ação Social

Ação Social: ação que se dirige a outros indivíduos. “É ação em que o sentido
subjetivo do sujeito ou sujeitos está referido à conduta de outros, orientando-se
por esta em seu desenvolvimento”.

Sentido: elemento interno, imaterial, da ação, deve ser pesquisado em


primeiro lugar. Pode ser o “sentido médio de uma massa de casos” ou então o
construído pela inteligência e generalizado em um tipo ideal com atores ideais.
Não deve ser confundido com o sentido objetivamente justo ou com o sentido
verdadeiro, metafisicamente fundado.

- Captação do Sentido da Ação: para a Sociologia captar esse sentido da


ação, segundo Weber, o sociólogo deve reviver ou reconstruir, em sua mente,
a ação social dos outros, só assim alcançando a sua compreensão.

Ações da vida social

- Ação tradicional: processa-se de acordo com as tradições seculares, com


usos e costumes sagrados.

- Ação carismática: inova e inobserva tradições. Funda-se na crença de ser


seu autor dotado de poderes sobre-humanos e sobrenaturais que agem,
livremente, sem fazer caso de normas estabelecidas ou de tradições,
estabelecendo novas normas e criando tradições.

- Ação afetiva: orientada pelas emoções e sentimentos.

- Ação social racional: causal ou logicamente compatível com os fins


propostos.

Ação Política
A finalidade ideal da ação política é a instituição é a perpetuação do poder.

Para a instituição e a perpetuação do poder a ação política exerce três tipos de


dominação que precisam ser legitimados. Essa legitimação é realizada das
seguintes formas:

Tipos ideais de dominação:

- Dominação carismática: legitimada pela fé e pelas qualidades sobrenaturais


do chefe
- Dominação tradicional: legitimada pela crença sacrossanta na tradição

- Dominação legal: legitimada pelas leis a partir dos costumes e tornado


possível pela burocracia, trazendo a especialização e a organização racional e
legal das funções

Determinismo Econômico (Marx) X Determinismo Recíproco


(Weber)

Max Weber critica o determinismo econômico de Karl Marx, preferindo a


interação da estrutura econômica com as formas de consciência social. Ele
procura demonstrar que em algumas sociedades a superestrutura ideológica
está subordinada a sistemas econômicos enquanto que em outras ocorre o
inverso, ou seja: o determinismo é recíproco.

O capitalismo, segundo Weber, é um sistema econômico possibilitado pela


posição religiosa protestante, quando foi criada uma ética partidária da livre
interpretação dos textos sagrados, liberando o lucro e o juro do conceito
pecaminoso difundido pela ética católica.

Dualismo Racionalismo - Irracionalismo


A Sociologia Weberiana caracteriza-se por um dualismo racionalismo –
irracionalismo.

- Racionalismo: rotina social; estabilidade; tradição; legalidade; continuidade;


espírito científico e pragmático do ocidente, sacrificando a espontaneidade da
vida aos cálculos e à seleção dos meios, para serem atingidos fins previamente
escolhidos.

- Irracionalismo: crenças; mitos; sentimentos; ação carismática.

A Probabilidade

Weber procurou mostrar que existe um coeficiente de indeterminação ou


imprevisibilidade no processo social, usando os conceitos de probabilidade.
Ela desempenha o papel da causalidade e da lei em outros sistemas
sociológicos. Dados certos elementos há probabilidade, e não certeza, de que
o processo social desenvolver-se-á de determinada maneira. Ou seja: no reino
do social não há certezas, mas probabilidades.

Burocracia
Os principais elementos da estrutura burocrática são:

1) Atividades normais = deveres formais: todas as atividades normais


necessárias às organizações transformam-se em deveres totalmente formais,
exigindo a cada dia uma especialização maior assim como a maior
responsabilidade de cada elemento na execução da sua tarefa.

2) Organização hierárquica de cargos: todos os cargos são organizados de


acordo com princípios hierárquicos, aparecendo diferentes níveis de "status" e
diferenciação de "papéis". Todos os cargos trazem junto um determinado grau
de responsabilidade e de autoridade. Cada elemento assume a
responsabilidade, perante seus superiores hierárquicos, pelas suas ações e
decisões e também pelas de seus subordinados. A autoridade de cada um se
restringe às funções para as quais foi designado.

3) Definição de responsabilidade e de formas de interação: A


responsabilidade de cada membro e a própria interação entre eles é pré-
determinada por normas e regras que visam tornar o serviço burocrático
necessariamente simples e rotineiro. Isso assegura a realização uniforme de
todas as tarefas independente do número de funcionários nela contidos.

4) Cargos = subsistemas abertos: os cargos, nas organizações burocráticas,


passam a ser subsistemas abertos tecnicamente, eliminando a antiga figura do
"imprescindível e insubstituível". Em contrapartida houve a necessidade de
proteção do funcionário contra arbitrariedades, o que passou a ser feito pelas
legislações trabalhistas.

5) Eficiência da Burocracia: tecnicamente as organizações burocráticas


realmente puras tendem a alcançar um alto grau de eficiência, o que pode ser
exemplificado pelas:

- Organizações militares
- Organizações religiosas
- Organizações hospitalares

A obra de Max Webber –


“A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”

A ética protestante e o espírito do capitalismo (em alemão Die protestantische Ethik


und der 'Geist' des Kapitalismus) é um livro de Max Weber, um economista e sociólogo
alemão. Escrito entre 1904 e 1905 como uma série de ensaios foram, mais tarde em
1920 ano de sua morte, complementados pelo autor e publicados em um livro, no qual
ele investiga as razões do capitalismo se haver desenvolvido inicialmente em países
como a Inglaterra ou a Alemanha, concluindo que isso se deve à mundividência e
hábitos de vida instigados ali pelo protestantismo.

É argumentado frequentemente que esta obra não deverá ser vista como um estudo
detalhado do protestantismo, mas antes como uma introdução às suas obras posteriores,
especialmente no que respeita aos seus estudos da interação de idéias religiosas com
comportamento económico.

Neste livro, Weber avança a tese de que a ética e as idéias puritanas influenciaram o
desenvolvimento do capitalismo. Tradicionalmente, na Igreja Católica Romana, a
devoção religiosa estava normalmente acompanhada da rejeição dos assuntos
mundanos, incluindo a ocupação económica. Porque não foi o caso com o
Protestantismo? Weber aborda este paradoxo nesta obra.

Ele define o espírito do capitalismo como as ideias e hábitos que favorecem, de forma
ética, a procura racional de ganho económico. Weber afirma que tal espírito não é
limitado à cultura ocidental mas que indivíduos noutras culturas não tinham podido por
si só estabelecer a nova ordem económica do capitalismo. Como ele escreve no seu
ensaio: "Por forma a que uma forma de vida bem adaptada às peculiaridades do
capitalismo possa predominar sobre outras (formas de organização), ela tinha de ter
origem algures, e não pela acção de indivíduos isolados mas como uma forma de vida
comum aos grupos de homens".

Após definir o espírito do capitalismo, Weber argumenta que há vários motivos para
procurar as suas origens nas idéias religiosas da Reforma Protestante. Muitos
observadores como Petty, Montesquieu, Buckle, Keats e outros tinham já comentado a
afinidade entre o protestantismo e o desenvolvimento do espírito comercial.

Weber mostrou que certos tipos de Protestantismo (em especial o Calvinismo)


favoreciam o comportamento económico racional e que a vida terrena (em contraste
com a vida "eterna") recebeu um significado espiritual e moral positivo. O Calvinismo
trouxe a idéia de que as habilidades humanas (música, comércio, etc.) deveriam ser
percebidas como dádiva divina e por isso incentivadas. Este resultado não era o fim
daquelas idéias religiosas, mas antes um subproduto ("byproduct") ou efeito lateral. A
lógica inerente destas novas doutrinas teológicas e as deduções que se lhe podem retirar,
quer directa ou indirectamente, encorajam o planejamento e a abnegação ascética em
prol do ganho económico.

Deve-se notar que Weber afirmou que apesar de as idéias religiosas puritanas terem tido
um grande impacto no desenvolvimento da ordem económica na Europa e nos Estados
Unidos, eles não foram o único factor responsável pelo desenvolvimento. Outros
factores, relacionados, são por exemplo o racionalismo na ciência, a mescla da
observação com a matemática, a jurisprudência, sistematização rational da
administração governativa e o empreendimento económico.

Em conclusão, o estudo da ética protestante, de acordo com Weber, explorava


meramente uma fase da emancipação da magia, o desencanto do mundo, uma
característica que Weber considerava como uma peculiaridade que distingue a cultura
ocidental.

Weber afirmou ter deixado a pesquisa do protestantismo porque o seu colega Ernst
Troeltsch, um teólogo profissional, tinha iniciado o trabalho no livro "Os ensinamentos
sociais das igrejas e seitas cristãs". Outra razão para a decisão de Weber foi que este
ensaio providenciava uma perspectiva para a comparação mais larga de religiões e
sociedades, que ele continuou em suas obras posteriores (estudos da religião na China,
Índia, Judaísmo).

A obra é considerada por muitos intelectuais contemporâneos como o livro do século.


Nesta obra seu autor, o sociólogo alemão Max Weber, versa em seu corpo sobre a
cultura de frugalidade propagada pela ideologia da Igreja Católica da época, e que foi
reproduzida no Brasil desde o descobrimento, em oposição à valorização da santificação
da vida diária pregada especialmente pelos protestantes da doutrina Calvinista.

Da análise de seu texto se evidencia a correlação com a temática abordada por Emile
Durkheim, a temática religiosa, contudo devido a análise de suas peculiaridades, a obra
de Weber se distância da obra de Durkheim, principalmente devido a peculiar realidade
vivida pela sociedade alemã do século XIX e da defesa do autor sobre a importância do
papel da política na vida social, sendo esta realizada através de uma burocracia eficiente
e controlada pela democracia, condição que justifica a origem de um sistema legal
voltado para o capitalismo.

O livro "A ética protestante e o Espírito do Capitalismo", se origina da união de dois


longos artigos publicados pelo autor nos anos de 1904 e 1905, sendo que no artigo
intitulado "Espírito do Capitalismo", o autor retrata suas observações quanto ao fato de
em sua maioria, os homens de negocio, os grandes capitalistas, os operários de alto
nível e o pessoal especializado do período pertencerem a religião protestante
(calvinista), e através do isolamento de suas características em comum e estabelece um
"tipo ideal de conduta religiosa", que consiste na elaboração limite de algo, vazio a
realidade concreta. Com a publicação da Ética Protestante, o criador da obra literária
expõe suas observações visando explicar a existência de algo em quem professa o
protestantismo, em particular a doutrina protestante de linha calvinista, que se distingue
por santificar a vida diária em contraposição à contemplação do divino, condição que
favorece o espírito capitalista moderno, notoriamente o alemão, ou seja, o autor busca
idealizar, identificar, o tipo ideal de conduta religiosa, em oposição ao conceito pregado
pela Igreja Católica, que na época por meio do conceito da piedade popular e da espera
da recompensa na vida após a morte; e a mensagem protestante de linha luterana, que
acredita que o homem já nasce predestinado a salvação, condutas que repugnavam a
obtenção do lucro e que deste modo iam de encontro ao ideal burguês.

Max Weber defende o estabelecimento de um raciocínio lógico capitalista, que o


mesmo denomina racionalismo; sendo esta leitura realizada através da comparação da
Alemanha do período com outros países civilizados do planeta em condição de
desenvolvimento semelhante, ou seja, com existência do capitalismo e de empresas
capitalistas, sendo identificado na primeira uma estrutura social, política e ideológica
ímpar, que pode se ditar como a condição ideal para o surgimento do capitalismo
moderno, que defende a paixão pelo lucro como demonstração de prosperidade, fé e
salvação. Neste contexto o autor expõe através do emprego do método e da pesquisa
científica uma das várias facetas do capitalismo, o capitalismo ocidental, apresentando
em sua obra científica como as principais características do Sistema Capitalista a
organização capitalista racional do trabalho livre, a separação dos negócios da moradia
da família e a implementação da contabilidade racional; da qual se origina a classe
burguesa ocidental ligada estreitamente à divisão do trabalho.
A Sociologia Weberiana

Compreensão e explicação
- Opondo-se à idéia de que seja possível assimilar os métodos das ciências
naturais ao estudo da sociedade, vários críticos da corrente positivista
elaboraram outras estratégias;

- Nesse contexto, autores como Wilhelm Dilthey (1833-1911) e George


Simmel (1858-1918) propõem a elaboração de um conhecimento mais
voltado às ciências sociais.

- E é de Dilthey a distinção - que se tornou famosa - entre o “compreender”


que as ciências sociais buscariam e o “explicar” almejado pelas ciências
naturais;

- Isso ocorre, pois os processos da experiência humana são vivos e, assim, a


tarefa da Sociologia, antes do que explicá-los, deveria ser a busca da
compreensão do “sentido” (significado) dos mesmos;

- O autor mais expressivo, considerado um dos criadores da Sociologia,


dessa corrente é o alemão Max Weber (1864-1920), que fez significativas
contribuições a esse "paradigma" de estudo da sociedade, que procura o
“sentido” da “ação social”. Para tanto, Weber construiu toda uma
metodologia e conceitos relevantes.

Objetividade e conhecimento na Sociologia


- Para Weber, os valores e ideais que inspiram um cientista social são
intrínsecos à busca do conhecimento; daí sua crítica ao positivismo.
Porém, ele propunha uma clara distinção entre os “julgamentos de valor” e
o “saber empírico”;

- A ciência social compreende ambos os aspectos – já que os julgamentos


de valor estão no significado dado aos objetos e problemas, enquanto o
saber empírico está relacionado com a busca de respostas às questões
formuladas, por meio dos instrumentos racionais da ciência;

- Todavia, o cientista social não deve estabelecer receitas para a praxis,


nem dizer o que deve ser feito, mas sim o que pode ser feito. Isso porque a
ação prática vincula-se a deveres e convicções que estão ancorados no
mundo da política prática. E, para Weber, a ciência social deve distinguir-
se dessa esfera tanto quanto possível;

- Nesse sentido, ele dizia que: “A tarefa do professor é servir aos seus
alunos com o seu conhecimento e experiência e, não, impor-lhe suas
opiniões políticas pessoais”.

- Em outras palavras, a ciência (e o professor que é representante dela) tem


um compromisso com a “verdade” que não deve ser restringido pelas
crenças e convicções políticas de qualquer de seus praticantes.
Compreensão da realidade social e conexão de sentido
- De acordo com Weber, o objetivo da Sociologia deveria ser a
compreensão da conduta social. Ele vê a conduta humana como feita pela
“ação”, dotada de “significados subjetivos” dados por quem a executa e que
a orientam;

- Quando a orientação dirige-se a outros, trata-se de uma ação social. E,


assim, o estudo da ação social, torna-se central na sociologia weberiana;

- “A explicação sociológica [em Weber] busca compreender e interpretar o


sentido, o desenvolvimento e os efeitos da conduta de um ou mais
indivíduos referida a outro ou outros – ou seja, da ação social, não se
propondo a julgar a validez de tais atos nem a compreender o agente
enquanto pessoa. Compreender uma ação é captar e interpretar sua
conexão de sentido, que será mais ou menos evidente para o sociólogo”
(Barbosa e Quintaneiro, 2002, 114);

- Em outras palavras, o método da “conexão de sentido” diz respeito a


“apreender os nexos entre os diversos elos significativos de um processo
particular e reconstruir esse processo como uma unidade [...]. Realizar
isso é precisamente compreender o sentido da ação” (Cohn, 1991, 28).

Tipo ideal, ação e relação social

- Um dos principais instrumentos da metodologia de Weber é o de “tipo


ideal”, ou seja, a conceituação/modelo de uma situação ou fenômeno real,
que busca, racionalmente, isolar seus elementos fundamentais (nem
sempre constantes em todas as suas situações concretas), em traços
sintéticos. Exemplos de tipos ideais: capitalismo, burocracia, igreja,
partido político etc.

- O tipo ideal é, então, um guia para a pesquisa empírica, pois serve (por
comparação) para conduzir o cientista numa realidade complexa;

- Como já se disse a “ação social” é muito importante na sociologia


weberiana. E Weber elabora, com fins de entendimento da ação humana e
de processos sociais, quatro “tipos ideais” de ação:
:: Ação racional com relação a fins
(congruência/adequação entre meios e fins);
:: Ação racional com relação a valores (orientada
pelos valores últimos);
:: Ação tradicional (ditada pelo costume) e
:: Ação afetiva (regida pela emoção e sentimentos).

- Já a “relação social” é definida por Weber com respeito ao elemento de


sentido partilhado (sem que haja necessariamente reciprocidade quanto a
este), existente na execução de ações sociais.

- Entes coletivos (desde um casal a empresas, Estados, clubes etc.) existem


como formas de relação social, que desapareceram caso desapareçam sua
atividades sociais orientadas significativamente.
- Quanto mais assumirem teor racional, mais as relações sociais serão
regidas por normas, leis, regulamentos etc.

Dominação, desencantamento do mundo e burocratização


- Para Weber o fundamento da vida social (ou seja, da sociedade) encontra-
se na questão da dominação, isto é, os elementos que justificariam a
legitimidade do mando de uns sobre outros – em outras palavras, a
questão da ordem social;

- Na reflexão sobre esse ponto, ele elabora três tipos de princípios de


autoridade, que se justificariam em diferentes fontes:
:: Autoridade racional (legalidade, crença nas regras,
racionalidade);
:: Autoridade tradicional (costumes habituais,
antiguidade);
:: Autoridade afetiva (carisma).

- A modernidade, para Weber, tenderia cada vez mais a uma


racionalização do mundo – englobando suas diferentes esferas: religião,
administração, política etc. – e isso provocaria um predomínio do tipo de
autoridade racional, cujo instrumento mais relevante seria a burocracia;

- Porém, o que Weber chama de “desencantamento do mundo” (maior


racionalidade operada pela ciência e pela técnica) estaria produzindo
também uma cultura mais medíocre, rotinizada e adaptada ao cotidiano –
que poderia, todavia, ser de tempos em tempos afetada por ondas
emocionais (carismáticas).

Racionalização e Capitalismo
- Em sua obra clássica A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo
(1905), Weber enlaça vários temas de sua sociologia na análise do
surgimento do capitalismo no ocidente;

- Em sua análise, bastante original e discutida até hoje, ressalta como um


fator explicativo importante o caráter “racional” da ética calvinista
(salvação pelas obras) que possui importância em termos de valores
(poupança, ética do trabalho) e condições para o surgimento do
capitalismo;

- Weber mostra, então, o quanto o capitalismo dependeu, no seu


desenvolvimento inicial, de indivíduos dessa crença. Assim como, discute o
fato de que o capitalismo tenha progredido mais rápido nos países
protestantes que nos católicos.