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Iniciativa Internacional de Estudantes para Ação frente à Mudança Climática - ISIACC

Florestas e Mudança Climática no Brasil

Projeto de Pesquisa e Influência nas Políticas Florestais da América Latina

2007
Florestas e Mudança Climática no Brasil
Iniciativa Internacional de Estudantes para Ação frente à Mudança Climática- ISIACC

A ISIACC é uma iniciativa conjunta entre o


Centro de Estudos para a Sustentabilidade do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça e a
Academia Engelberg

Este documento é uma versão preliminar, sendo proibida sua transmissão por meio de qualquer
forma, assim como sua publicação na internet, cabendo a aplicação das leis vigentes sobre direitos
autorais.

Todos as imagens e fotografias aqui utilizadas não serão publicadas sem a prévia autorização dos
autores e sem os devidos créditos autorais.

Números de
INTRODUÇÃO

Desde a sua origem, há mais de 4,5 bilhões de anos, o planeta Terra tem sofrido constante alteração,
tendo passado por vários eventos de mudanças climáticas. Algumas destas mudanças foram tão drásticas
que diversos organismos vivos não foram capazes de se adaptar e foram extintos, como mostram os
abundantes registros fósseis1. Embora as causas destas variações climáticas não sejam muito bem
esclarecidas, é de amplo conhecimento que a temperatura da Terra sofre influência dos ciclos bio-
geoquímicos os quais determinam a concentração de elementos-chaves na atmosfera, especialmente os
chamados Gases de Efeito Estufa (GEE)2 3 4 5 6 7. Estes gases possuem a capacidade de reter o calor na
superfície terrestre ao impedir que a energia solar que incide sobre a Terra seja irradiada de volta ao espaço.

O dióxido de carbono (CO2) é o principal GEE e sua concentração na atmosfera tem sido avaliada nas
últimas décadas. Análises da concentração de isótopos em bolhas de ar presas nos blocos de gelo sugerem
que as várias mudanças climáticas do passado geológico, incluindo as glaciações dos últimos 2 milhões de
anos, coincidiram com as variações na concentração atmosférica do dióxido de carbono (CO2)8 9 10. Existe
assim uma correlação positiva entre a concentração atmosférica do CO2 e a temperatura da superfície
terrestre.

Há fortes evidências indicando uma atual mudança climática global 11 (fig. 1). Além disto, é muito
provável que o homem seja o grande responsável pelo aquecimento global uma vez que a concentração do
CO2 na atmosfera aumentou em 35% após a revolução industrial, o que teria causado um aumento de
aproximados 0.6ºC na temperatura média da superfície terrestre desde o final do século XIX12 (fig. 2). As
emissões antrópicas de CO2 são devidas em grande parte à queima de combustíveis fósseis para geração
de energia e transporte nos países desenvolvidos.

A Agência Internacional de Energia estima que, pelo ano de 2030, a demanda global por energia será
60% superior à demanda de 2002 e que 85% do suprimento energético ainda estaria sendo feito através da
queima de combustíveis fósseis13. Isto acarretaria um aumento de 52% nas emissões de dióxido de carbono
na atmosfera14. A estimativa do Painel Inter-governamental de Mudança Climática é que a temperatura
deva subir entre 1.8 e 4 °C até o final do século XXI15.

Figura 1. Concentração do CO2 nos últimos 400 mil anos Figura 2. Variação da temperatura da superfície
(medições a partir de blocos de gelo) e projeção futura. terrestre a partir de 1860 (medição com
(ppm= partes por milhão). termômetros) e estimativa para 2100. Fonte: Centro
Hadley e IPCC (2007).
A maior evidência do aquecimento global tem sido o contínuo, senão acelerado, derretimento das
calotas de gelo. Na Cordilheira do Andes o processo tem sido rápido, sendo que os glaciais colombianos já
perderam cerca de 50% de sua área nos últimos 50 anos 16. O aumento do nível do mar é estimado entre 18 e
59 cm até o ano 210017, o que causaria danos consideráveis na infra-estrutura de muitas cidades onde vivem
atualmente milhões de pessoas.

O abalo dos sistemas sanitários, em decorrência da elevação do nível do mar, aumentaria as chances
de epidemias em diversas regiões. A incidência de algumas enfermidades tenderia a diminuir, mas a de
muitas outras, principalmente as tropicais transmissíveis e infecciosas (cólera, malária, dengue,
leptospirose e doenças parasitárias), tenderia a se agravar e/ou expandir em termos de distribuição
geográfica18. A mudança climática poderá influenciar o surgimento de novas doenças, as chamadas
doenças emergentes, que atacam o gado, aves e plantações, podendo além dos imensuráveis prejuízos
econômicos, ameaçar a saúde humana19. Milhões de pessoas a mais estariam sujeitas à má-nutrição,
diarréia e doenças cardio-respiratórias, além das fatais ondas de calor, enchentes, secas, tempestades e
incêndios20. O número de refugiados devido à mudança climática representaria um bilhão de pessoas até o
ano de 205021.

Outras conseqüências da mudança climática incluem a salinização de lençóis freáticos, acidificação


dos oceanos22, abalo das cadeias tróficas e dos ecossistemas marinhos23, extinção de espécies24 25 26,
prejuízos na agricultura27, pesca e outros sistemas produtivos28. O aumento na freqüência e intensidade dos
fenômenos catastróficos29, além de perdas humanas, acarretaria prejuízos econômicos consideráveis.
Segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a mudança climática representa múltiplos
e sérios riscos para a humanidade, além de constituir o maior desafio para alcançarmos o desenvolvimento
sustentável30.

No Brasil, a mudança climática poderá ocasionar danos à produção de alimentos 31, secas na
Amazônia32 33 34, escassez de energia35, aumento na incidência de doenças transmissíveis36, aumento na
freqüência e intensidade de tempestades tropicais, extinção de espécies37, declínio da produtividade na
silvicultura38 , além do prejuízo econômico resultante destes impactos. Evidências que suportam mudanças
climáticas em andamento no Brasil incluem o primeiro registro de um furacão no Atlântico Sul, em março
de 2004, na costa do estado de Santa Catarina39 (fig. 3), alteração nas condições climáticas locais e do ciclo
hidrológico na Amazônia40 41 42 e na bacia hidrográfica do Rio Paraguai43, além das crises na agricultura e no
setor energético.

Figura 3. Furacão Catarina atingindo a costa do Brasil em março de 2004. Fonte: NASA

Números de
As florestas tropicais e a mudança climática

As florestas possuem um papel chave no ciclo do carbono uma vez que as plantas dependem do
mesmo para realização da fotossíntese. O fluxo de carbono no sistema floresta-atmosfera, representado
pelo balanço final entre a fotossíntese e a respiração, tem sido motivo de estudos científicos. No caso de
florestas secundárias em regeneração, há seqüestro e armazenamento de carbono, uma vez que parte
deste é utilizado na formação de tecidos estruturais necessários ao crescimento da planta 44 45 46. Já a
floresta tropical primária, devido a vários fatores como sazonalidade47 48, influência do El Niño49 50 e às
próprias mudanças no uso do solo51 52, pode atuar tanto como fonte ou sumidouro de carbono53 54.
Resultados preliminares do Programa Internacional de Larga-Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia
sugerem que a floresta primária atua como um fraco sumidouro, retendo em sua biomassa cerca de 1 a 9
tonC/ha/ano 55.

Por outro lado, uma grande quantidade de carbono já se encontra armazenada na biomassa vegetal
das florestas tropicais. Desta forma, o desmatamento gera emissão de CO2 na atmosfera e de adicionais
pequenas quantidades de gases-traço como o metano (CH4) e óxido nitroso (N2O). No entanto, estes gases-
traço possuem um Potencial de Aquecimento Global bastante superior ao do CO 2, o que significa que a
emissão de uma molécula destes gases gera um impacto de aquecimento muito maior que a emissão de
uma molécula de CO2 56. Incêndios florestais também liberam monóxido de carbono (CO), o qual interage
com radicais hidroxila (OH), reduzindo a taxa natural de oxidação do CH4, aumentando conseqüentemente
sua concentração e tempo de vida na atmosfera57.

Apesar da incerteza nos cálculos da taxa de desmatamento58, da biomassa vegetal59 60 e do fluxo de


carbono nas florestas tropicais61, estimativas preliminares indicam que o desmatamento tropical deva
contribuir com cerca de 20 a 30% das emissões antropogênicas totais de GEE 62 63 64 65. Atrás apenas do setor
energético, o desmatamento supera os setores da construção, agricultura, indústria e do transporte em
termos de impacto na mudança climática66.

Desmatamento e emissão de GEE no Brasil

O Brasil abriga cerca de 40% das florestas tropicais remanescentes, o que corresponde a três vezes a
quantidade de florestas do segundo país com a maior cobertura florestal67 (fig. 4). Infelizmente, o Brasil
detém a maior taxa de desmatamento mundial (fig. 5), garantindo à América do Sul, em uma análise
global, a maior perda de floresta entre 2000 a 200568.

Assim, ao contrário do que ocorre nos países desenvolvidos, onde as emissões de GEE são
provenientes de atividades industriais e do setor energético, a principal causa das emissões no Brasil se
refere à Mudanças no Uso do Solo e Atividades Florestais (sigla em inglês, LULUCF). Desmatamento e
incêndios das florestas brasileiras representam cerca de 70% das emissões totais nacionais 69 70 e 88% das
emissões de GEE por LULUCF na América Latina71 (fig. 6), colocando o Brasil na posição de quarto maior
emissor de GEE do mundo72 (tab. 1).

Tabela 1. Os maiores emissores mundiais de GEE. União Européia inclui 25 países. Fonte: WRI (2006).

Ranking Emissões Totais Emissões por LULUCF


1 Estados Unidos Indonésia
2 China Brasil
3 União Européia Malásia
4 Indonésia Myanmar
5 Brasil Rep. Dem. do Congo
Figura 4. Países com maior cobertura de floresta tropical. Fonte: WCMC & CIFOR (2006).

Figura 5. Desmatamento de floresta tropical entre 2000 e 2005. Fonte: FAO (2005).

Figura 6. Emissões e remoções de GEE por LULUCF na América Latina e Caribe. Fonte:
UN-FCCC (2005)73.

Números de
Políticas públicas para conservação de florestas e mitigação da mudança climática

Além do potencial intrínseco no processo de mitigação da mudança climática, as florestas provêem


ao ser humano inúmeros recursos naturais os quais são utilizados na alimentação74, na indústria
cosmética75, no setor energético76, para construções e arranjos domésticos77, na medicina78 79 80,
biotecnologia 81, dentre outros82. Elas fornecem ainda serviços ambientais como ciclagem da água, proteção
do solo contra erosão, manutenção da biodiversidade83 84 85, controle de doenças transmissíveis 86,
polinização, recreação e suporte espiritual para comunidades tradicionais e povos indígenas.

Infelizmente, a nossa capacidade de utilização destes serviços ambientais tem sido cada vez mais
reduzida à medida que as florestas vão sendo eliminadas, resultando em prejuízo inestimável para toda a
sociedade. O desfalque para a natureza é ainda maior. Uma vez que no mínimo 50% de toda a
biodiversidade terrestre habita as florestas tropicais, a rápida devastação destes ecossistemas põe em risco
a existência de milhares, ou mesmo milhões, de espécies. A taxa atual de extinção pode chegar a 1000
vezes a taxa de extinção natural, o que significa que estamos passando por um evento de extinção em
massa das espécies-vivas87 88.

No Brasil, a pecuária se destaca como a principal ameaça às florestas nacionais. A expansão da soja,
as indústrias siderúrgicas, a exploração de madeira, os incêndios florestais e os mega-projetos de infra-
estrutura seguidos pela urbanização mal planejada são ameaças adicionais a todos os biomas florestais
brasileiros. Muitas vezes, estas atividades são implementadas por famílias de alta renda e/ou grupos
estrangeiros, através de empreendimentos que geram pouco emprego e visam à exportação de matéria-
prima para abastecimento dos países desenvolvidos. Apesar de favorecer o saldo positivo na balança
comercial, estas atividades pouco têm contribuído para a redução da pobreza e da desigualdade social. A
distribuição da renda no Brasil é comparável à dos países mais pobres da África, e não tem apresentado
evolução significativa ao longo das últimas décadas89 90.

Os instrumentos legais que compõem a política de desenvolvimento nacional incluem a conservação


do meio ambiente como pré-requisito para o estabelecimento de programas financiados pelo governo,
sejam eles na área da agricultura, infra-estrutura ou ocupação do solo. A legislação ambiental brasileira
tem sido considerada uma das mais avançadas a nível mundial91. Mas na prática, isto tem sido muito
diferente, principalmente porque a implementação destas políticas tem sido falha, resultado da falta de
recursos, má administração e corrupção 92 93.

O maior estudo já realizado sobre os custos do aquecimento global mostra que a conservação de
florestas nativas através do desmatamento evitado representa uma grande oportunidade de mitigação da
mudança climática, apresentando baixos custos e alto potencial para redução nas emissões de GEE94. O
mercado do carbono poderá beneficiar o Brasil de diversas formas, incluindo na recuperação de áreas
degradadas e na redução da pobreza. Só para se ter uma idéia, o valor negociado no mercado internacional
do carbono, em 2004, foi de US$ 670 milhões, o dobro do negociado no ano anterior. Já em 2005, o total
negociado foi da ordem de US$ 10,9 bilhões, alcançando a impressionante marca dos US$ 30 bilhões em
200695. A manutenção das florestas “em pé” constitui não somente uma política indispensável frente à
Convenção do Clima, mas também para o alcance das metas definidas pela Convenção da Biodiversidade,
Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, Convenção para Combate à Desertificação, dentre outros.

No entanto, reduzir o desmatamento no Brasil não será uma tarefa fácil. A ISIACC acredita que este
objetivo somente poderá ser alcançado com um enorme esforço conjunto de todos os setores de nossa
sociedade, incluindo o governo, empresas, ONGs e indivíduos. O Brasil encontra-se na posição de liderar um
movimento para conter a destruição das florestas a nível global e mostrar que é possível conciliar
desenvolvimento e conservação. Para isto, o governo deve, portanto, promover a elaboração e
implementação imediata de novas políticas integradas visando minimizar o emergente impacto da
mudança climática.
Atividades que Causam ou Reduzem Emissões de
Gases de Efeito Estufa em Áreas de Florestas no Brasil

Números de
1. 1 Criação de Gado e Agricultura

O Brasil é líder mundial no setor agro-pecuário, destacando-se na produção e exportação de café,


açúcar, milho, frutas, soja, tabaco, cacau, algodão, carne bovina e carne de frango96. Apesar de sua relevante
importância sócio-econômica, esta atividade é sem dúvida a principal ameaça à integridade das florestas
brasileiras, tendo causado a maior parte do desmatamento em todos os biomas 97 98 99 100 101 102 103. Uma vez
que 70% das emissões nacionais de GEE são devido à conversão e queimada de florestas, principalmente na
Amazônia104 , e que cerca de 80% do desmatamento na Amazônia é devido à expansão de pastagens 105 106, a
agropecuária é a atividade mais importante no que se refere à emissão de GEE no Brasil.

O setor agropecuário emprega atualmente 17,7 milhões de trabalhadores rurais, o que corresponde a
37% dos empregos no país 107. Apesar de ser responsável por 33% do PIB e 40% das exportações nacionais108,
a renda é má distribuída e o setor ainda gera grandes impactos ambientais e sociais 109. O atual
endividamento do setor agrícola é de aproximados R$ 100 bilhões110.

Somente nas regiões nordeste, sul e sudeste do país, as propriedades com menos de 50 ha ocupam
apenas 20% da área total cultivada mas empregam 76% do pessoal ocupado na agricultura. Por outro lado,
estabelecimentos com mais de mil hectares correspondem a mais de duas vezes a área total ocupada pelas
pequenas propriedades, correspondendo à apenas 3% da força de trabalho111. Os pequenos produtores
realizam a agro-pecuária extensiva, de subsistência, utilizando métodos rudimentares e tradicionais para
alimentar a família e vender o eventual excedente aos intermediários. Já os grandes produtores,
interessados no mercado de exportação, exercem a agro-pecuária intensiva, ou seja, aquela mecanizada e
de alta tecnologia, geralmente utilizando grandes quantidades de agrotóxicos e outras técnicas nem
sempre ambientalmente benéficas.

A dinâmica do desmatamento por atividades agropecuárias também varia entre os pequenos e os


grandes produtores. Diversos autores concordam que a maior parte do desmatamento, pelo menos na re-
gião norte, é realizada por latifundiários112 113, sendo possível que grande parte deste desmatamento seja de
origem legal, o que não se pode afirmar para a agricultura de pequena escala. Isto ocorre porque a manu-
tenção da reserva legal não permite uma produção suficiente para os pequenos proprietários rurais, influ-
enciando o desmatamento de uma porcentagem maior de suas terras para obtenção de uma produção mí-
nima satisfatória. Apesar disto, expansão da soja mecanizada114 tem sido considerada o fator mais impor-
tante no desmatamento recente das florestas brasileiras.

Os subsídios governamentais, a crescente demanda dos mercados globalizados, a disponibilidade de


terras baratas e a falta de internalização dos custos sociais e ambientais no setor privado têm influenciado
a rápida expansão da soja no Brasil. Esta cultura tem se concentrado em áreas de topografia plana, com
condições favoráveis de solos, clima, vegetação e infra-estrutura de transporte. No entanto, a ausência de
terras com estas características não constitui barreira para as culturas geneticamente modificadas, cada
vez mais comuns no país. O mercado externo também é fator determinante das exportações nacionais de
carne bovina, e conseqüentemente do desmatamento gerado por esta atividade115. As exportações
brasileiras de carne têm aumentado significativamente na última década (fig 1.1).

Fig. 1.1 Evolução das exportações brasileiras de carne bovina. Fonte: CIFOR, Ministério da Agricultura, Pecuária e
Abastecimento 2007116.
Emissões de GEE na agropecuária

As atividades agropecuárias causam emissões de GEE não somente através do desmatamento. A


fermentação do material ingerido no trato digestivo dos ruminantes faz liberar grandes quantidades de
metano com os gases respiratórios. Uma pequena quantidade de metano é ainda liberada durante o
manejo do dejeto de animais confinados. No caso da agricultura, além de metano, esta atividade é
responsável por emissões de NO2, derivadas em grande parte da utilização de fertilizantes nitrogenados.

O Brasil possui um rebanho bovino de 207 milhões de animais, sendo considerado o maior rebanho
comercial do mundo117 118. Somente o gado bovino emitiu 9,2 milhões de toneladas de metano em 1994, o
que correspondeu a 68% das emissões de metano no Brasil naquele ano119 120. Além disto, animais em
pastagem contribuíram com 40% das emissões nacionais de NO2 neste mesmo período. Somando as
emissões provenientes dos solos agrícolas, a agropecuária é responsável por cerca de 92% de todo óxido
nitroso emitido no Brasil121 122.

Tendências futuras

O agro-negócio no Brasil encontra-se em franca expansão, tendo as exportações do setor praticamen-


te dobrado em apenas quatro anos, passando de US$ 24,8 para US$ 49,4 bilhões entre 2002 e 2006 123. Nas
décadas passadas, o desenvolvimento da agropecuária esteve fortemente relacionado aos incentivos gover-
namentais124. A futura expansão deste setor será influenciada pelo aumento da demanda nos países desen-
volvidos, pelo crescente consumo na China e principalmente pelo aumento do consumo interno. Estimati-
vas de agências independentes e governamentais indicam que o Brasil, pelo ano de 2015, será o maior ex-
portador mundial de soja e carne bovina 125 (fig 1.2).

Figura 1.2 Estimativa para a produção, consumo e exportação de soja e carne bovina no Brasil. Fonte: MAP/AGE126.

No caso da soja, é prevista a expansão da área cultivada, principalmente através da conversão de


pastagens abandonadas. O uso da bio-tecnologia poderá aumentar a eficiência de produção, como no
passado. Entre 1980 e 1997, a produção de soja aumentou em 74%, enquanto a área cultivada cresceu
apenas 32%127. No entanto, o aumento da eficiência produtiva não foi suficiente para impedir o avanço da
soja sobre os ecossistemas florestais. Se novas políticas integradas não forem implementadas, o aumento
da produção e exportação de carne e soja continuará favorecendo um grupo restrito de empreendedores e
o setor continuará causando desmatamento e, conseqüentemente, grandes emissões de GEE no Brasil.

Números de
1.2 Incêndios Florestais

O uso do fogo tem sido visto como um mal necessário e o método mais simples, rápido e barato
para expandir as pastagens e a fronteira agrícola. As “queimadas para desmatamento” constituem a
principal causa de incêndios florestais no Brasil, correspondendo a 74,1% da área queimada entre 1994 e
1997128. Grandes e pequenos fazendeiros queimam suas terras para converter florestas em áreas de lavouras
e pastagens129 130 e/ou para controlar a proliferação de plantas invasoras.

Apesar das queimadas poderem fertilizar e aumentar a produtividade do solo a curto prazo, elas favo-
recem o estabelecimento de plantas invasoras e reduzem ainda mais a fertilidade do solo a longo prazo 131 132.
Além da destruição de florestas nativas, os incêndios também provocam doenças respiratórias, destroem
benfeitorias, comprometem a segurança do transporte aéreo e rodoviário, afetam a distribuição de energia
elétrica e causam prejuízos econômicos consideráveis. Somente para a região amazônica estes prejuízos
são da ordem de dezenas de milhões de dólares anualmente 133.

Uma vez queimada, a floresta fica naturalmente sujeita a novos incêndios. Um estudo estimou que
pelo menos 50% de toda a floresta queimada deverão sofrer um novo incêndio nos dezesseis dias
seguintes, caso não haja chuva134. Em áreas intensamente queimadas, 95% de toda área deverá sofrer um
novo incêndio nos nove dias seguintes. O fogo rasteiro acidental, provavelmente oriundo de queimadas
prévias na lavoura, também constitui uma importante ameaça à integridade das florestas nativas
adjacentes. Não detectável por imagens satélites, os incêndios rasteiros podem devastar a comunidade
florestal135, causando mortalidade de até 48% das árvores após três anos136.

A exploração convencional de madeira, a construção de estradas e a fragmentação aumentam as


chances de incêndios florestais137 138 139 140. O fenômeno El Niño também exerce forte influência sobre a
freqüência e intensidade dos incêndios, principalmente na Amazônia. Em 1995, sem a ocorrência do El Niño,
a área de floresta incendiada nesta região totalizou 1.800 km2, enquanto que em 1998, sob a influência do
fenômeno, 26 mil km2 de floresta foram atingidas pelo fogo141. As secas, agravadas pelo El Niño, resultam
em baixa disponibilidade de água para as plantas. Sob stress hídrico, a taxa fotossintética é reduzida142,
afetando também a capacidade da floresta em seqüestrar o carbono e comprometendo sua habilidade em
mitigar a mudança climática. Outros mecanismos de retro-alimentação positiva podem acentuar o efeito
das secas, aumentando a flamabilidade das florestas e a ocorrência de incêndios143 144.

Emissões de GEE por incêndios florestais

Além dos impactos na comunidade biológica, os incêndios florestais liberam grandes quantidades de
GEE na atmosfera145. Incêndios florestais contribuem com a liberação de dióxido e monóxido de carbono,
óxido nitroso e metano por diferentes processos146. Durante um evento de queimada, somente parte da flo-
resta entra em combustão, sendo a eficiência de queimada cerca de 40%. Parte da vegetação que não sofre
queima direta vira brasa com o calor, sendo oxidada e liberando pequenas quantidades de metano. Outra
parte é posteriormente decomposta por bactérias e cupins, processo no qual também ocorre liberação de
metano. Uma pequena parte da biomassa queimada, no entanto, vira carvão. No prazo de uma década, pe-
ríodo em que fazendeiros geralmente realizam três queimadas visando eliminar a vegetação rasteira não
comestível pelo gado, a biomassa armazenada na forma de carvão conterá somente cerca 3% do carbono
da biomassa original147 148.

Estimativas indicam que, somente para a Amazônia, as emissões de GEE por incêndios florestais para
o ano de 1995 foram da ordem de 3 a 29 milhões de toneladas de CO2. Para o ano de 1998, sobre a influência
do El Nino, estas emissões representaram entre 36 e 472 milhões de toneladas de CO2 149. Outro estudo utili-
zando o padrão de reflectância da radiação solar sobre a floresta, detectado por meio de satélites, revelou
que os incêndios na Amazônia podem emitir quantidades bastante superiores de GEE. Utilizando os anos
de 1992 e 1993 como base, foram estimadas emissões anuais da ordem de 770 milhões de toneladas de car-
bono150.
Tendências futuras

A tendência futura para os incêndios florestais é incerta, porém com maior probabilidade de intensificação,
sendo que isto dependerá principalmente do grau de impacto da mudança climática sobre as florestas,
mais especificamente sobre a Amazônia. Caso aumente a freqüência e intensidade fenômeno El Niño,
como conseqüência das alterações climáticas151, os incêndios deverão ser cada vez mais freqüentes nesta
região. De fato, o que poderá ocorrer é um processo de retro-alimentação positiva, onde os numerosos
incêndios tornariam o ambiente mais seco, aumentando naturalmente a vulnerabilidade aos incêndios,
perpetuando o ciclo que poderá transformar as florestas em savanas152.

A implementação de políticas para redução do desmatamento é fundamental para conter o avanço do fogo
e o processo de savanização. A conversão de florestas para uso do solo pela agricultura ou pecuária tende a
diminuir a evapo-transpiração e a precipitação, influenciando a mudança do clima local. Caso as tendências
futuras para as outras atividades aqui descritas tornem-se realidade, então os incêndios florestais deverão
devastar os ecossistemas florestais, aumentando assim as emissões de GEE no Brasil153.

Números de
1.3 Exploração de Madeira

A exploração de madeira e a extração seletiva de espécies florestais são atividades relevantes no


contexto sócio-econômico e cultural154 no Brasil. A exploração de madeira em larga-escala iniciou no
período colonial com a exploração massiva do Pau-Brasil e de outras espécies as quais eram utilizadas na
fabricação corantes, na indústria naval, na construção civil e como combustível nos engenhos de cana-de-
açúcar155. Além de madeiras nobres, espécies não-madeireiras também foram intensamente exploradas,
incluindo bromélias, cactos e orquídeas,156.

Atualmente o Brasil se destaca como um grande produtor de madeira tropical, liderando o ranking de
maior produção e consumo mundial de madeira em toras e madeira serrada157. A produção de toras em
2005 foi da ordem de 30 milhões de m3, sendo suficiente para abastecer apenas o mercado interno. A pro-
dução de madeira serrada totalizou cerca de 16 milhões de m3 em 2004, com exportações de 2 milhões de
m3 destinadas aos mercados da China, França, Holanda, Espanha, Portugal, dentre outros. O consumo total
de madeira nativa oriunda de floresta tropical no Brasil supera a soma de todo o consumo destas madeiras
nos países desenvolvidos (fig. 1.3).

Figura 1.3. Consumo de madeira tropical no Brasil e nos países desenvolvidos em 2006. Fonte ITTO (2005).

A exploração de madeira é uma atividade extremamente lucrativa, e também danosa, principal-


mente quando realizada sem critérios de sustentabilidade158 159. O envolvimento de servidores públicos em
esquemas de corrupção no Brasil, incluindo dirigentes de instituições reguladoras160, tem resultado em
enormes quantidades de madeira exploradas ilegalmente. Através destes esquemas, as madeireiras conse-
guem burlar as leis, fraudar licenças, exceder cotas de extração, atuar em áreas não permitidas, sonegar im-
postos, dentre outros161.

A abertura clandestina de estradas e clareiras para facilitar o acesso às áreas de exploração é uma
prática comum dentre as madeireiras que utilizam tratores e caminhões para manejo e transporte das ár-
vores extraídas162 163. Assim, o processo de obtenção das espécies-alvo causa destruição da vegetação circun-
dante, deixando grandes quantidades de restos de madeira não aproveitável no local 164. No caso da explo-
ração convencional, estes restos podem constituir o dobro da quantidade de material em decomposição en-
contrado no solo de florestas intocadas165 e o triplo do volume de madeira retirado pela madeireira 166. Ao au-
mentar o volume de material combustível disponível no solo, a exploração de madeira aumenta a suscepti-
bilidade da floresta à incêndios167. Esta atividade causa ainda alteração na estrutura da floresta e diminui-
ção dos estoques de nutrientes168, além de efeitos sinergéticos à fragmentação, com significativo impacto a
longo-prazo na comunidade florestal. O impacto da exploração seletiva de madeira não tem sido plena-
mente estimado ou mesmo detectado por meio de sensoriamento remoto169. Novas técnicas, no entanto,
têm revelado que a área explorada pela extração seletiva é muito maior do que se estimava até recente-
mente170.

Além da fabricação de móveis e derivados, madeiras também são comumente utilizadas no Brasil
para fins energéticos. A lenha é usada por povos rurais para preparação do alimento, sendo o carvão vegetal
primariamente produzido para abastecer indústrias siderúrgicas. De fato, cerca de 70% da madeira consu-
mida no Brasil possui fins energéticos, representando o setor da transformação cerca de 43,3% de todo o
consumo nacional171. Apesar de ter sofrido significativo declínio desde a década de oitenta, a participação
das florestas nativas no abastecimento de madeira para carvão têm aumento nos últimos anos, coincidin-
do com o acelerado crescimento na produção de ferro-gusa.

No Brasil, a transformação do ferro-gusa é feita por usinas integradas e por companhias indepen-
dentes, as chamadas “guseiras” (tab. 1.1). Estas companhias estão estrategicamente localizadas nos estados
de Minas Gerais, Pará, Maranhão, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, sendo compostas por 84 empresas
as quais faturaram US$ 2,5 bilhões em 2005, gerando US$ 316 milhões em impostos, cerca de 30 mil empre-
gos diretos e 100 mil indiretos172 173. As exportações nacionais de ferro-gusa pelas companhias independen-
tes cresceram de 4,1 para 7 milhões de toneladas entre 2001 e 2005, com aumento de 423% do faturamento
total.

As guseiras têm representado uma séria ameaça aos ecossistemas florestais da Amazônia174, da
Mata Atlântica175, do Cerrado e da Caatinga176 177, ao extrair e/ou incentivar a extração ilegal e indiscriminada
de vegetação nativa. A madeira é utilizada para abastecimento dos altos-fornos, sendo freqüentemente ob-
tida à custa de trabalho escravo 178. A extração de madeira pelas guseiras e seus fornecedores representa a
principal causa de desmatamento em Minas Gerais, e segunda maior nos estados do Mato Grosso do Sul,
Goiás e Bahia179.

Tabela 1.1. Características dos pólos produtores de ferro-gusa no Brasil (companhias independentes).

Pólos Produtores Empresas Altos-fornos Capacidade Nominal (%)* Exportado em 2006


Quadrilátero Ferrífero (MG) 63 105 674.5 (57,6) 41,2%
Marabá (PA) 8 19 219 (18,7) 100%
Acailândia (MA) 7 19 187 (16) 100%
Vitória (ES) 4 8 67 (5,7) 68%
Corumbá (MS) 2 3 24 (2) 0%
Brasil 84 154 1.171 (100) 63,8%
* Toneladas/mês.Fonte: SINDIFER, Anuário 2007.

Emissão de GEE na exploração de madeira

O cálculo das emissões de GEE pela exploração de madeira é complexo uma vez que envolve direta e
indiretamente outras atividades, sendo dependente do destino final que se dá ao produto madeireiro. Ao
passo que as árvores retiradas não mais estarão absorvendo carbono como parte de seu processo fisiológi-
co, alguns produtos, como móveis, manterão o carbono em sua estrutura por muitas décadas. O carbono
contido nestes produtos madeireiros será liberado na atmosfera somente após queimada e consumo por
bactérias, fungos e insetos180. No entanto, é muito provável que isto deva acontecer mais rapidamente do
que sua decomposição no habitat natural uma vez que tais espécies podem viver centenas de anos.

Considerando somente o processo de extração, a emissão de GEE pela exploração de madeira pode
gerar emissões que de até 37 toneladas de CO2/hectare181 (fig 1.4).

Figura 1.4. Emissões de GEE pela exploração convencional de madeira e pela exploração de impacto reduzido.
Fonte: Freitas e Rosa (1996).
Números de
Tendências futuras

Uma vez que a produção de madeira tropical para uso doméstico, no Brasil, visa atender principal-
mente a enorme demanda interna, a tendência futura para esta atividade depende em grande parte do pa-
drão de consumo nacional. Com o crescimento da população e o aumento do consumo per capta, a pressão
sobre os estoques de florestas nativas tende a ser cada vez maior. Na falta de programas integrados de con-
servação e desenvolvimento, a exploração convencional de madeira ocupará grandes porções da floresta
amazônica, principalmente após a implementação dos mega-projetos de infra-estrutura do governo brasi-
leiro os quais facilitariam o acesso das madeireiras às áreas até então intocadas.

A disseminação de práticas sustentáveis, aliada a uma maior conscientização por parte dos consumi-
dores, poderá aumentar a competitividade no setor privado e promover a eliminação de companhias que
não adotarem as normas recomendadas pelas organizações certificadoras. Apesar da carência de estudos
científicos sobre o real impacto do manejo florestal na biodiversidade, o que dificulta de certa forma o esta-
belecimento de critérios de sustentabilidade, a certificação florestal representa uma grande oportunidade
de mudança neste setor.

Estimativas prévias sobre a tendência de exploração de madeira nativa para fabricação do carvão ve-
getal falharam ao afirmar que sua participação na produção total nacional iria diminuir 182. Além disso, a
tendência do consumo de ferro e aço no mundo tende a aumentar, principalmente em países emergentes
dos quais o Brasil é importante fornecedor183. A demanda pela produção de ferro-gusa no Brasil é grande e
continua crescendo, sendo que nada impedirá a escassez de matéria-prima para os altos-fornos a curto-
prazo184. Caso não sejam implementados programas de reflorestamento visando abastecer exclusivamente
as indústrias de ferro-gusa, florestas nativas continuarão a ser exploradas indiscriminadamente por essas
companhias, causando, além de degradação ambiental, grandes emissões de GEE em áreas de florestas no
Brasil.
1.4 Mega-Projetos de Infra-estrutura e Urbanização

Não há dúvidas de que as populações menos favorecidas dos países em desenvolvimento


necessitam de melhores condições de vida, o que inclui acesso a sistemas sanitários adequados, energia
elétrica, educação, telefonia, internet, dentre outros. Estradas precárias e falta de energia dificultam o
transporte de quaisquer mercadorias que poderiam estar sendo comercializadas de forma legal e gerando
renda adicional a um crescente contingente populacional que atualmente vive no meio rural ou em
comunidades isoladas. No entanto, o processo de instalação destes serviços implica em obras de alto
impacto ambiental e social, sendo que as externalidades destes projetos, na maioria das vezes, têm sido
ignoradas. Assim tem sido no caso dos mega-projetos de infra-estrutura que, quando implementados em
áreas de florestas, causam emissões diretas e/ou indiretas de GEE.

Os projetos de infra-estrutura estão intimamente relacionados ao subseqüente processo de coloniza-


ção. Ao promover a valorização das terras em sua área de influência, estes projetos estimulam a especula-
ção fundiária, grilagem de terras e migrações, as quais têm levado à abertura de novas frentes de desmata-
mento e à ocupação desordenada do espaço.

A despeito do processo de ocupação da Mata Atlântica, melhor discutido na seção 2.1.2,


empreendimentos de larga escala nos outros biomas iniciaram-se com os programas de colonização nas
décadas de 60 e 70, através do Plano de Integração Nacional e dos planos de desenvolvimento regionais
como o POLONORTE, PRODOESTE, POLOAMAZÔNIA e o POLOCENTRO. Nesta época, foram construídas as
primeiras grandes rodovias na região norte, a BR – 230 (transamazônica), a BR- 163 (Cuiabá-Santarém), a BR
– 364 (Cuiabá-Porto Velho), dentre outras. Estes programas contaram com o amplo suporte financeiro de
organismos nacionais e internacionais185 186, como o BNDS, BID, BIRD, além de empresas multinacionais
interessadas nos tentadores subsídios oferecidos pelo governo brasileiro.

Diversos estudos têm mostrado que o asfaltamento de estradas e a construção de rodovias são fato-
res determinantes do desmatamento187 188 189 uma vez que criam acesso às áreas intocadas e aumentam o
fluxo de novos migrantes em áreas previamente ocupadas. Este padrão de evolução do desmatamento tem
sido amplamente confirmado por imagens de satélites (fig. 1.5), revelando que o impacto causado pelas
principais rodovias construídas nas décadas de 60 e 70, em alguns casos, estendeu-se até 100 km adentro
da floresta. Além do desmatamento direto e indireto, as rodovias aumentam as chances de ocorrência de
incêndios florestais 190 191.

Figura 1.5. Evolução do desmatamento ao longo das rodovias no estado de Rondônia entre 1986 e 1996. Extraído e
adaptado de Moutinho (2005) 192.

Os impactos causados pelas linhas de transmissão e pelos gasodutos consistem principalmente na


supressão da vegetação ao longo de uma estreita e extensa área. O desmatamento ocorre durante o pro-
cesso de implantação de torres e lançamento dos cabos de energia elétrica, assim como para armazena-
mento das tubulações utilizadas para transporte do gás natural. A abertura de clareiras e estradas de aces-
so também é necessária para viabilizar o transporte do material e alojamento dos trabalhadores. No entan-
to, após a realização das obras, as estradas de acesso favorecem, mesmo que repletas de placas de adver-
tência, a invasão de novos migrantes, sejam madeireiros, mineiros, fazendeiros ou lavradores 193, causando
impactos semelhantes ao das rodovias194.

Números de
A maior controvérsia em relação aos projetos de infra-estrutura recai sobre as hidrelétricas. O Brasil,
sendo o maior produtor latino-americano de energia por esta fonte, possui mais de 800 grandes barragens
oficialmente registradas, das quais cerca de 240 possuem estrutura para produção de energia. Cerca de
95% da energia elétrica consumida no país provêm destas hidrelétricas195. Porém, há uma forte resistência
da sociedade civil em relação à construção de novas usinas. Tal resistência baseia-se na incansável consta-
tação de incompetência, negligência, fraude, ilegalidade, corrupção e impactos ambientais e sociais consi-
deráveis durante a implementação destes projetos 196 197 198 199 200 201 202 203 204 205 .

Emissões de GEE em projetos de infra-estrutura

As emissões de GEE por rodovias, gasodutos e linhas de transmissão se dão principalmente através
do desmatamento direto. Além disto, no caso dos gasodutos, emissões fugitivas podem ocorrer devido a va-
zamentos de gás natural durante o processo de instalação e transporte, devido à falhas de encaixe nas tu-
bulações, por sistemas de ventilação ou mesmo por corrosão e quebra dos equipamentos 206. Rodovias tam-
bém podem influenciar emissões de GEE por processos indiretos, como por exemplo, aumentando a morta-
lidade de grandes árvores devido o impacto da fragmentação da floresta207.

Consideradas fonte de “energia limpa” até recentemente, as hidrelétricas são provavelmente a maior
fonte de emissão direta de GEE dentre os mega-projetos de infra-estrutura situados em áreas de floresta.
Gases de efeito estufa emitidos incluem o CO2, NO2, H2S e principalmente CH4. Este último é o resultado da
decomposição da biomassa (no caso a floresta inundada e gramíneas presentes nas margens do lago) por
bactérias através de processos aeróbicos e anaeróbicos, sendo emitidos por meio de bolhas a partir do fun-
do do reservatório e por difusão molecular208 209 210.

Um estudo sistemático sobre as emissões de GEE em 9 hidrelétricas brasileiras mostrou que, na mai-
oria dos casos, as hidrelétricas emitem muito menos GEE se comparado às usinas termoelétricas de carvão,
gás natural ou óleo diesel com a mesma capacidade de geração de energia 211 212. No entanto, é possível que
estas emissões estejam subestimadas. O cálculo das emissões de GEE por hidrelétricas é complexo, envol-
vendo inúmeras variáveis como o tipo de floresta presente no local antes da inundação, profundidade, lar-
gura e idade do reservatório, latitude, sazonalidade, regime de ventos, insolação e outros parâmetros físico-
químicos da água213 214. Apesar da realização de diversos seminários, ainda não se pôde chegar a um consen-
so sobre qual seria a metodologia mais apropriada para estimativa destas emissões215. As divergências me-
todológicas incluem a aplicação de diferentes índices matemáticos, incluindo sobre o Potencial de Aqueci-
mento Global do metano, e têm sido debatidas no âmbito científico ao longo dos últimos anos216 217 218 219 220
221 222 223 224
.

Tendências futuras

Os projetos de infra-estrutura planejados pelo governo brasileiro, dependendo de como forem


implementados, poderão causar enormes danos aos ecossistemas florestais. A concepção destes projetos
se deu no âmbito do Plano Plurianual para o período de 2000 a 2003, também conhecido como Avança-
Brasil, o qual propôs uma série de investimentos a longo prazo visando à redução das disparidades
regionais e sociais por meio da implementação dos Eixos Nacionais de Integração e Desenvolvimento.

De 2007 a 2010, através do Programa de Aceleração do Crescimento, o governo deverá investir R$ 58,3
bilhões para construção e ampliação de rodovias, ferrovias, portos, aeroportos e hidrovias, e adicionais R$
274,8 bilhões para exploração, produção e transporte de gás natural, geração e transmissão de energia
elétrica. Isto inclui a construção ou recuperação de 45 mil quilômetros de estradas, 2.518 quilômetros de
ferrovias, ampliação de 12 portos, construção de 13.826 quilômetros de linhas de transmissão e 4.526
quilômetros de gasodutos225. Isto não inclui as várias hidrelétricas já planejadas ou em construção, a
maioria por meio de acordos firmados entre o governo e o setor privado.

De fato, parte destes empreendimentos tem sido amparado por interesses políticos e privados. Al-
guns são justificados na necessidade de escoamento da soja, para facilitar a exportação. O transporte deste
grão através de fretes terceirizados é da ordem de US$ 1 bilhão, o que representa aproximadamente 20% do
valor bruto de sua produção226. Projetos de interesse internacional também têm sido propostos, como por
exemplo, a construção do maior gasoduto do mundo, com cerca de 10 mil quilômetros de extensão, o qual
afetaria uma extensa área de florestas no Brasil227 (fig. 1.6). Já a Iniciativa de Integração da Infra-estrutura
Sul-Americana (IIRSA) constitui o maior programa inter-governamental do gênero no continente, com ei-
xos-de-desenvolvimento sobrepondo áreas de interesse para a conservação de ecossistemas florestais228.

Ocorre desta forma uma grande necessidade de integração das políticas de conservação e desenvolvi-
mento229, do contrário, os mega-projetos de infra-estrutura continuarão a promover a devastação das flo-
restas nacionais, como tem acontecido em todos os biomas nas últimas décadas.

Figura 1.6 . Mega-projetos de infra-estrutura propostos na América do Sul, sobrepondo áreas de florestas no Brasil: 1=
Gasoduto Sul-Americano, a= eixo de Capricórnio, b = eixo inter-oceânico central, c = eixo Peru-Brasil-Bolívia, d = eixo
amazônico, e = eixo das Guianas, f = eixo MERCOSUL-Chile. Fonte: Mitchell (2006), IIRSA (2007).

Números de
1.5 Reflorestamento e Silvicultura

O Brasil é um dos maiores produtores de floresta plantada do mundo. A maior parte da área reflores-
tada existente no país originou-se nas décadas de setenta e oitenta. Atualmente, a área de floresta planta-
da soma cerca de 5,6 milhões de hectares, representando 0,65% do território nacional e cerca de 1% do solo
agropecuário. Mais de 90% da produção corresponde ao eucalipto e pinus, sendo o restante espécies como
a acácia-negra, gmelina, pópulus, seringueira, teça e araucária230.

A maioria das florestas plantadas encontra-se no sul e sudeste do Brasil (fig. 1.7 ), suprindo indústrias
de papel e celulose, siderurgias, fábricas de cimento e cerâmica. Em 2001, pequenas e médias empresas re-
presentavam 98% das unidades de produção e mais de 75% da madeira produzida no Brasil231. No entanto,
são as grandes empresas as responsáveis pelos massivos reflorestamentos, com área total de plantio po-
dendo superar 200 mil hectares por uma só companhia232 233. Sendo provavelmente o setor mais importante
neste contexto, a indústria de papel e celulose é composta por 220 empresas localizadas em 450 municípios
de 16 estados, empregando mais 230 mil pessoas 234. O Brasil é atualmente o maior produtor e exportador
mundial de celulose branqueada de eucalipto, fornecendo matéria-prima para mais de 100 países, tendo fa-
turado cerca de US$ 9 bilhões em 2005235.

Figura 1.7 . Plantio de florestas de uso comercial por regiões do Brasil, 2004-2006. Fonte: Programa Nacional de
Florestas (2007).

O setor da transformação, incluindo siderurgias, usinas integradas e independentes de ferro-gusa,


também é responsável por uma boa parcela dos reflorestamentos no Brasil, principalmente nos estados de
Minas Gerais, Pará, Maranhão e Mato Grosso do Sul. Minas Gerais detém a maior parte da produção de flo-
restas para fins energéticos, sendo que a produção nos outros estados tem permanecido relativamente
constante nos últimos anos (fig. 1.8 ).

Figura 1.8. Plantio anual de florestas para fins energéticos no Brasil e em Minas Gerais, 1987- 2004. Fonte:
De 1970 a 1997, a produtividade de florestas comerciais por hectare quadruplicou e os custos de im-
plantação reduziram em mais de 50%236. A área plantada tem aumentado significativamente nos últimos
anos, passando de 320 mil a 627 mil hectares plantados de 2002 a 2006 237. Neste mesmo período, a partici-
pação do pequeno produtor na produção total de florestas no Brasil cresceu de 7,8% a 25% (fig. 1.9).

Figura 1.9. Plantio de florestas de uso comercial no Brasil e respectiva participação dos pequenos e médios
produtores na produção total nacional , 2002- 2006. Fonte: Serviço Florestal Brasileiro (2007).

Remoções de GEE por atividades de reflorestamento e silvicultura

Como ocorre no caso da exploração seletiva de madeira nativa, o cálculo das emissões/remoções de
GEE por florestas plantadas é complexo. As florestas comerciais são plantadas visando à exploração de toda
madeira contida em seu estoque, sendo que o destino final da madeira terá influência no cálculo do fluxo
de carbono. Ao contrário do que ocorre na fabricação de papel ou móveis, onde parte do carbono é armaze-
nada no produto final, a fabricação e posterior uso do carvão vegetal irão resultar na queima da madeira e
conseqüente emissão de GEE na atmosfera. Os cálculos normalmente apresentados neste caso levam em
consideração que estes projetos de reflorestamento sejam permanentes, e desconsideram as emissões ad-
vindas de outras atividades da cadeia produtiva, como transporte ou posterior uso da madeira produzida.
Ademais, as emissões de GEE resultantes do desmatamento de florestas nativas existentes anteriormente
naquelas terras onde as florestas comerciais estão hoje implantadas têm sido ignoradas.

Entre 1990 e 1994, estima-se que as florestas plantadas tenham removido 44 milhões de toneladas de
CO2 no Brasil, sendo o eucalipto responsável por 93% do total seqüestrado238.

Tendências futuras

A área de reflorestamento, silvicultura e de outros plantios deverá aumentar significativamente nas


próximas décadas, tendo em vista o crescimento da demanda por produtos madeireiros, a futura demanda
por óleos vegetais energéticos, a necessidade de recuperação de áreas degradadas de alta importância
biológica e ecológica, e por influência do emergente mercado internacional do carbono. No entanto,
estimativas precisas sobre este crescimento não estão disponíveis.

Grandes projetos de reflorestamento no Brasil têm sido propostos, mas o processo de implementação
dos mesmos tem sido lento, ou mesmo malogrados. Isto inclui o projeto Grande Carajás e o Projeto
FLORAM. Este último propôs um reflorestamento em larga escala no território nacional, inicialmente da
ordem de 20 milhões de hectares, em um prazo de 30 anos a partir de 1990, visando principalmente a
mitigação da mudança climática através do seqüestro de carbono239. O projeto posteriormente reduziu sua
meta para 14 milhões de hectares240, e por fim, foi considerado fracassado por falta de apoio político
governamental241.

Um modelo para a silvicultura foi elaborado para estimar a expansão da área cultivada no ano 2050242
. Assumindo estabilidade do clima, no consumo per capita e na participação brasileira no mercado externo
de produtos madeireiros, foi estimado um aumento de 3.2 vezes na área plantada em relação a 1990. O

Números de
modelo é realista ao prever a expansão da silvicultura para áreas menos produtivas da região norte e
nordeste, o que implicaria uma área superior de plantio para satisfazer uma mesma produção total
esperada. Por outro lado, a demanda interna projetada para produtos madeireiros foi baseada em uma
suposta população de 363 milhões de pessoas, 100 milhões a mais do que o estimado pelo IBGE para o ano
de 2050243.

A redução nos níveis de precipitação devido ao impacto da mudança climática deverá resultar em
decréscimo na produtividade da silvicultura. Neste caso, para suprir uma mesma demanda, as plantações
de silvicultura deverão expandir sua área em até 38% em relação a qualquer projeção para 2050 na
ausência de mudança climática244. Baseado nestas estimativas, é razoável assumir que a área de florestas
plantadas no Brasil, por volta do ano 2050, deverá ser da ordem de aproximadamente 20 milhões de
hectares. Isto desconsidera possíveis novos reflorestamentos para suprir a demanda por energia a partir da
biomassa vegetal, seja para biocombustíveis ou para a nova tecnologia do hidrogênio. Em 20 anos, é
esperado que pelo menos 10 mil ônibus estejam circulando, somente na cidade de São Paulo, com uso de
células de hidrogênio, provavelmente obtidos a partir do etanol e biomassa vegetal245.

Considerando como pressuposto que as florestas comerciais não avançarão sobre ecossistemas
florestais nativos, as diversas atividades de reflorestamento no Brasil poderão contribuir
significativamente, em um futuro próximo, para o seqüestro do carbono e mitigação da mudança
climática.
Considerações adicionais

Vale notar que, além das atividades acima mencionadas, 0utros fatores têm representado ameaça
adicional aos biomas florestais. Estes fatores atuam em grande parte na aceleração dos processos de
deteriorização do ecossistema por meio da quebra dos ciclos ecológicos, podendo levar uma floresta à
extinção a longo prazo, principalmente no caso de biomas altamente fragmentados, como é o caso da
Mata Atlântica.

Pesquisas realizadas pelo INPA, com a colaboração de dezenas de pesquisadores ao longo dos últimos
vinte e cinco anos, têm mostrado os efeitos negativos da fragmentação em ambientes florestais 246. Os
“efeitos de borda”, incluindo variação na umidade, luminosidade e temperatura247, alteram o habitat a
dezenas ou centenas de metros adentro da floresta, causando, dentre outros, alta mortalidade de árvores e
redução do número de espécies animais 248 249.

A caça, cujos efeitos são praticamente indetectáveis por meio de sensoriamento remoto250, constitui
outra importante ameaça à conservação das florestas. Estudos na Amazônia e na Mata Atlântica revelaram
que a caça tradicional não é sustentável, sendo observado diferenças significativas na abundância de
animais entre as áreas de caça e as florestas intactas251 252, além de alterações na estrutura da comunidade
florestal253 254. Ao comprometer a função dos dispersores de sementes e de outras espécies-chaves, a caça
pode resultar ainda em “extinções em cascata” e no conseqüente colapso do ecossistema255 256.

Além do empobrecimento generalizado causado sinergeticamente pela caça, fragmentação e


exploração de madeira257, as porções isoladas de florestas ficam ainda mais propensas às mudanças no
microclima regional258 259, secas e incêndios260. Foi estimado que a fragmentação de florestas pode gerar,
somente na região amazônica, emissões adicionais de GEE da ordem de 3 a 15.6 milhões de toneladas de
carbono261. Visando não somente a conservação da biodiversidade262, mas das funções dos ecossistemas e
de seus serviços ambientais, fragmentos florestais merecem atenção especial dentro das políticas de
conservação de florestas e mitigação da mudança climática

Números de
Áreas Geográficas Chaves para Atuação
O Brasil é considerado o país mais rico do mundo em diversidade biológica 263, contendo cerca de 35%
das florestas tropicais remanescentes264. Dos seis reconhecidos biomas brasileiros, a saber: Amazônia,
Caatinga, Pantanal, Mata Atlântica, Cerrado e Campus Sulinos (fig. 2.1), somente o último não possui
florestas em sua composição. Florestas tropicais propriamente ditas são encontradas na Amazônia, no
Pantanal e na Mata Atlântica. Florestas secas ocorrem no Cerrado e na Caatinga.

Figura 2.1. Os Biomas brasileiros.

As áreas de florestas consideradas prioritárias para implementação de programas visando mitigação


da mudança climática foram definidas utilizando os seguintes critérios: (1) emissões absolutas de GEE, (2)
biodiversidade, endemismo e grau de ameaça e (3) potencial para implementação de programas de
reflorestamento e sequestro de carbono. A ISIACC concluiu que a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica,
no Brasil, constituem áreas prioritárias no âmbito do tema “florestas e mudança climática”.

Tabela 2.1. Área total e biomassa da vegetação dos biomas brasileiros.

Bioma Área total (mil km2) Densidade da Biomassa (tC/ha) c


Amazônia 5.217 154,3ª (15,39 – 204,4b)
Cerrado 2.000 20,36 – 93,16
Mata Atlântica 1.366 31,39 – 123,60
Caatinga 735 17,82 – 64,57
Pantanal 140 63,19 - 100
a
Fearnside (2001), estimativa para biomassa acima do solo. b(MCT, 2004). c Mínimo e máximo das médias
ponderadas de densidade de acordo com os tipos de vegetação definidos pelo RADAM (MCT, 2004)

Figura 2.2 . Emissões e remoções anuais de CO2 por Biomas para o período de 1988- 1994. Dados da Mata
Atlântica se referem aos anos de 1990 -1995. Fonte: MCT, 2004. Outras estimativas indicam níveis de emissões
bastante superiores para a Amazônia265 266.

Números de
2.1 Amazônia

A Amazônia é o maior bloco contínuo de floresta tropical do mundo, abrangendo mais de seis
milhões de km² em nove países da América do Sul267, dos quais 62% estão no território brasileiro268. A
Amazônia Legal, construção geopolítica estabelecida em 1966 para fins de planejamento regional, ocupa
cerca de 59% do território nacional269, incluindo os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará,
Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão.

A Amazônia brasileira abriga pelo menos 40 mil espécies de plantas, 427 de mamíferos, 1.294 de aves,
378 de répteis, 427 de anfíbios e cerca de 3 mil espécies de peixes 270, sendo reconhecidamente a eco-região
mais rica em biodiversidade do planeta. Sua bacia hidrográfica é constituída por mais de mil rios. O
Amazonas, maior rio do mundo, deságua no oceano Atlântico entre 200 e 220 mil metros cúbicos de água
por segundo, o que representa 15,47% de toda a água doce que entra diariamente nos oceanos271. A região
possui um papel intrínseco e insubstituível na regulação do clima, do regime hidrológico nacional e
continental, e na manutenção dos estoques de carbono terrestre272 273 274 275, os quais podem conter 70–80
bilhões de toneladas métricas276.

Muito pouco se sabe a respeito da história da ocupação humana na Amazônia. Atualmente, cerca de
180 grupos indígenas habitam a região, o que corresponde a 60% da população indígena nacional277. Outros
17 povos isolados foram registrados para o Vale do Javari, no sudoeste da Amazônia Legal, com uma
população estimada de 1350 pessoas, devendo representar a maior concentração mundial de grupos
humanos ainda não-contatados278. O censo do ano 2000 indicou uma população total de 20,3 milhões de
pessoas (12,32% da população nacional), sendo que 68,9% desse contingente morava na zona urbana279.

As atividades econômicas na Amazônia envolvem basicamente bens de consumo os quais são


obtidos a partir da exploração de recursos minerais, pesqueiros e agropecuários, além de produtos
madeireiros e não-madeireiros (borracha, castanha, sementes e óleos vegetais) 280. Desde o início do
processo de colonização por parte dos povos europeus, os recursos da fauna e flora amazônica vêm sendo
utilizados para manter o mercado local e abastecer os países desenvolvidos. Até meados do século XIX,
milhares de couros de animais selvagens como peixe-boi, ariranha, onça-pintada, jaguatirica, além da
carne, ovos e casco de tartarugas eram exportados anualmente para a Europa 281 282. Produtos agropecuários
como a soja e a carne bovina, assim como o alumínio, o ferro-gusa e outros recursos minerais extraídos
atualmente na Amazônia, também visam à exportação.

São inúmeros os serviços ambientais prestados pela floresta amazônica. Um cálculo do valor
econômico que poderia ser obtido a partir de serviços ambientais como ciclagem da água, manutenção da
biodiversidade e dos estoques de carbono indicou uma quantia média de US$ 37 bilhões/ano283. À medida
que os impactos globais da mudança climática tornam-se cada vez mais evidentes, o preço da tonelada do
carbono no mercado internacional deverá subir, implicando no aumento do valor econômico da
manutenção dos estoques de carbono por parte da Amazônia.

Atividades que causam emissões de GEE na Amazônia

As emissões de GEE na Amazônia se dão pela mudança no uso do solo, mais especificamente pela
conversão da floresta tropical. Taxas anuais de desmatamento na Amazônia mudam de acordo com a eco-
nomia do país e das oportunidades temporais, instrumentos políticos e econômicos que se criam para su-
prir a demanda regional ou global284 285 286. Os valores atribuídos ao desmatamento também podem variar
de acordos com as estimativas. Foi estimado que apenas 2% de toda a floresta amazônica havia sido des-
truído até 1970287, e que a atual devastação já atinge uma área de aproximadamente 68 milhões de hecta-
res, área maior que os territórios da França e de Portugal juntos288, correspondendo a cerca de 17% da
Amazônia brasileira 289.

A maior pressão ocorre no chamado “Arco do Desmatamento”, representando 75% do total de flores-
tas alteradas pelo homem na Amazônia290 (fig 2.3.). A Figura 2.4 mostra a evolução do desmatamento na
Amazônia nas últimas duas décadas.
Figura 2.3. Arco do Desmatamento na Amazônia.

Figura 2.4. Evolução do desmatamento na Amazônia Legal entre 1977 a 2006.Fonte PRODES/INPE e MMA.

Criação de gado e agricultura

A pecuária, mais especificamente a criação de gado, é responsável por cerca de 80% da área total
desmatada na Amazônia Legal 291. No entanto, o avanço da soja sobre áreas florestadas tornou-se uma nova
e importante ameaça à conservação da Amazônia. Entre 1980 e 1995, o aumento da área utilizada pela
agricultura na região foi da ordem de 7 milhões de hectares 292. O decréscimo nos subsídios governamentais
a partir da década de noventa não foi suficiente para conter esta atividade, a qual tem sido favorecida pelo
baixo preço das terras, pela contínua demanda dos países desenvolvidos, e pelos projetos de infra-estrutura
que facilitam o escoamento dos produtos 293 294 295 296. Permanecendo as atuais taxas de expansão, a
agricultura será responsável pela conversão de 40% da floresta amazônica até o ano de 2050297.

A participação dos pequenos, médios e grandes agropecuaristas no desmatamento total da


Amazônia não parece estar igualmente dividida. Sabe-se todo o desmatamento realizado por poucos
grandes fazendeiros é equivalente ou superior ao desmatamento causado por muitos pequenos
agricultores. Cada grande fazendeiro provoca um desmatamento imensamente maior, em valores
absolutos, do que cada pequeno agricultor, mas o desmatamento total em função da porcentagem da terra
privada é bastante superior no caso do pequeno agricultor298 299 300 301 302. Assim, boa parte do desmatamento
nas grandes propriedades pode ser de origem legal, o que não se pode afirmar para as pequenas
propriedades. Considerando que o uso da terra por parte dos pequenos agricultores é fundamentalmente
para subsistência familiar, e que no caso dos grandes pecuaristas visa o enriquecimento, a concentração de
terras na Amazônia Legal gera desigualdade social e influencia o desmatamento e a conseqüente emissão
de GEE.

Números de
Incêndios florestais

A cada ano, o fogo na Amazônia brasileira atinge uma área dez vezes o tamanho da Costa Rica. Em
1997 a região sofreu um dos maiores incêndios florestais já registrados no mundo 303. Os focos de incêndio
na Amazônia Legal aumentaram em 32,9% de 2003 para 2004, representando 74,1% do total de queimadas
no Brasil304.

Apenas os incêndios acidentais em pastagens acarretam perdas econômicas que podem variar de
US$ 100 para pequenos proprietários a US$ 15 mil para proprietários com terras maiores 5 mil hectares305.
Cada proprietário rural tem perdido, em média, 1,5 hectares de pastagem e 40 metros de cerca pela ação do
fogo acidental, embora essas estimativas possam sofrer variações conforme o tamanho da propriedade306
307
. Os prejuízos para a agricultura da região, devido aos incêndios, foram estimados de 87 a 168 milhões en-
tre 1996 e 1999308.

Um modelo de futuras atividades de incêndios florestais foi desenvolvido para a região Amazônica309.
Considerando diferentes contribuições relativas para os fatores de predição da ocorrência de incêndios, a
saber: precipitação, cobertura florestal, desmatamento e distância de estradas pavimentadas, assim como
a relação entre pavimentação de estradas e desmatamento310, dois cenários futuros foram elaborados. O
Cenário de Desmatamento Intermediário considerou que as obras de pavimentação previstas pelo Progra-
ma Avança Brasil seriam implementadas. O Cenário de Desmatamento Completo assume que pastos subs-
tituirão florestas, e estradas pavimentadas e desmatamento ativo estariam presente em todos os quadran-
tes do mapa (2.5 X 2.5º). O estudo indicou um aumento anual de 22% a 123% nas atividades de incêndio na
Amazônia. A área adicional incendiada representaria cerca de 9 mil km2, para o cenário mais conservador, e
246 mil km2 para o cenário mais extremo. Assumindo valores de emissões geradas por incêndios divulgadas
na literatura científica, os autores estimaram uma contribuição adicional variando entre 110 e 640 milhões
de toneladas de carbono por ano.

Exploração de madeira

A drástica redução dos estoques naturais e novas restrições impostas sobre a exploração de florestas
nos domínios da Mata Atlântica, assim como a implantação de infra-estrutura na região norte, favoreceram
o deslocamento da exploração e comércio de madeira para Amazônia311. Cerca de 3 mil madeireiras desta re-
gião312, sendo 90% destas localizadas no Pará, Mato Grosso e Rondônia 313, são responsáveis atualmente por
85% da produção total nacional314 (fig. 2.5).

O governo brasileiro informa que apenas 8,7% do desmatamento na Amazônia no ano 2000 haviam
sido devidamente autorizados, e que a exploração não-sustentável de madeira totaliza até 90% do total
extraído nesta região315. A maioria das companhias do setor florestal se utiliza de madeira ilegal e está
associada a outros crimes como grilagem de terras, violência no campo, formação de quadrilha, fraudes,
falsificação de documentos públicos, evasão de divisas e péssimas condições de trabalho, além de invasão
de terras indígenas e unidades de conservação316.

A Amazônia é também um grande produtor de carvão vegetal. Apenas nos estados do Pará e
Maranhão foram produzidos 12,7 milhões de metros cúbicos de carvão em 2004 317. No entanto, esta
produção tem se beneficiado de madeira nativa e do trabalho escravo da população local318. Açailândia (MA)
e Marabá (PA), onde estão localizadas as empresas de ferro-gusa, representam, respectivamente, o segundo
e terceiro município do Brasil com o maior número de aliciamento de trabalhadores para trabalho
escravo319.

Enquanto que a participação das guseiras de Marabá e Acailândia na produção de ferro-gusa nacional
era de apenas 5,3% em 1991, atualmente sua participação chega aos 35% (fig. 2.6). O Pólo Carajás de ferro-
gusa conta com 15 empresas, 38 altos-fornos e uma capacidade nominal de 406 mil toneladas/mês, sendo
toda a produção exportada para os Estados Unidos320.
Figura 2.5. Pólos madeireiros na Amazônia. Fonte: IMAZON (2007).

Figura 2.6. Evolução da participação das guseiras do Pólo Carajás na produção de ferro-gusa no Brasil, 1989-
2006. Produção total em milhões de toneladas/ano. Fonte: Ministério das Minas e Energia (2006).

Mega-projetos de infra-estrutura e urbanização

Com a descoberta da maior jazida de minério de ferro do mundo, na Serra do Carajás, no estado do
Pará, o Banco Mundial, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, assim como os Estados Unidos, Ale-
manha e Japão, forneceram massivos investimentos para implantação de infra-estrutura para sua explora-
ção321 322. No entanto, a implementação do projeto e o subseqüente processo de colonização revelaram-se
problemáticos. Exploração ilegal de madeira, trabalho escravo, invasões de terra e violentos conflitos têm
sido reportados para a região 323 324 325. A pavimentação de rodovias e construção de hidrelétricas, gasodutos,
linhas de transmissão e hidrovias na Amazônia tem gerado muitas controvérsias. O governo federal deverá
implementar inúmeros projetos de infra-estrutura na região nos próximos anos, visando, principalmente, a
integração sócio-econômica.

Números de
Reflorestamento e Silvicultura

Reflorestamentos com espécies exóticas de crescimento rápido, principalmente Eucalipto, têm sido
feitos na região do Pólo Siderúrgico de Carajás. Atualmente, estima-se que as indústrias de ferro-gusa
detenham cerca de 150 mil hectares de florestas plantadas na Amazônia Legal. Novos investimentos
previstos indicam plantios da ordem de 250 mil hectares por ano para abastecer as siderúrgicas. Os maiores
produtores de florestas plantadas na Amazônia, no entanto, são as poucas industrias de papel e celulose ali
estabelecidas. Segundo o Conselho Brasileiro de Manejo Florestal, há empresas que chegam a ter 430 mil
hectares de florestas certificadas na região

Tendências futuras para a Amazônia

O maior experimento global já realizado sobre modelagem de cenários futuros mostra que a região
amazônica será uma das mais afetadas no mundo em termos de variação da temperatura (fig. 2.7). Este
experimento, liderado pela Universidade de Oxford, contou com a colaboração de mais de 250 mil
computadores domésticos, superando a capacidade do mais avançado super-computador em gerar
modelos de mudanças climáticas. Os resultados indicam um aumento de temperatura de até 10°C na
Amazônia pelo ano de 2080326.

Diversos modelos regionais também têm sido desenvolvidos nos últimos anos com o objetivo de
estimar o futuro da floresta amazônica (fig. 2.8). Estes modelos são baseados principalmente nos possíveis
impactos das obras de infra-estrutura a serem implementadas pelo governo federal nos próximos anos,
assim como nos impactos positivos dos programas de conservação propostos e/ou em andamento.

Figura 2.7. Resultados do Experimento Global de Mudança Climática. Fonte: BBC (2007).

A primeira seqüência de modelagens considerou a taxa de desmatamento observada e os impactos


gerados pelos projetos de infra-estrutura do Avança-Brasil e da mineração, da exploração de madeira,
vulnerabilidade à incêndios e conservação através de áreas protegidas. Dois cenários para o ano de 2020
foram elaborados, resultando em estimativas para áreas desmatadas ou altamente degradadas,
moderadamente degradadas, levemente degradadas e florestas primárias não-perturbadas. Outros dois
modelos foram gerados desconsiderando os projetos de infra-estrutura. Os resultados indicaram que, em
ambos os modelos, uma quantidade significativa de floresta será devastada ou altamente degradada nos
próximos anos. O estudo revelou ainda que os projetos de infra-estrutura do governo federal poderão
causar, até 2020, desmatamento adicional da ordem de 269 a 506 mil hectares/ano, além da conversão de
1,53 a 2,37 milhões de hectares/ano de florestas intactas ou levemente degradadas a florestas
moderadamente ou altamente degradadas. A fragmentação de grandes áreas de florestas primárias
aumentaria em mais de 36%, e as emissões de GEE seriam da ordem de 52.2–98.2 milhões de t C/ano327, 328.

Outra sequência de modelagens, a qual produziu mapas anuais de simulação do desmatamento em


47 sub-regiões estratificadas da Amazônia, encontrou resultados bem mais preocupantes. De acordo com
este estudo, cerca de 32 bilhões de toneladas de carbono seriam emitidas na atmosfera até 2050 se a atual
tendência de desmatamento prevalecer, o que corresponde a 4 anos de emissões globais de GEE 329. Além
disto, a implementação dos mega-projetos de infra-estrutura planejados para Amazônia causaria um
grande impacto na biodiversidade local, ameaçando de extinção até 18% dos mamíferos endêmicos da
região330.
Figura 2.8. Cenários futuros para a Amazônia. Alto: cenário para o ano 2020 (adaptado de Laurance
et al. 2001). Abaixo: Cenários para 2030 e 2050. (adaptado de Soares-Filho et al. 2006).

Números de
2.2 Cerrado

O Cerrado é a maior savana da América do Sul e o segundo maior bioma brasileiro, ocupando parte
dos estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Distrito Federal, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso
do Sul, Piauí, Maranhão, Rondônia, e ocorrendo também de forma esparsa no Amapá, Amazonas, Pará e Ro-
raima. O Cerrado é considerado a savana mais rica do mundo em biodiversidade, contendo cerca de 160 mil
espécies de plantas, animais e fungos331. Das 10 mil plantas registradas para o bioma, 44% são endêmicas,
ou seja, não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta 332. Mais de 330 plantas do Cerrado são tra-
dicionalmente utilizadas pelas suas propriedades terapêuticas, algumas de reconhecida importância far-
macológica333. Sendo um HotSpot da biodiversidade, o Cerrado representa uma prioridade a nível mundial
para conservação.

Vários tributários das três maiores bacias hidrográficas do Brasil situam-se em áreas de Cerrado. A ve-
getação característica possui um papel fundamental na manutenção das condições climáticas regionais ao
interferir nos processos de reciclagem da água. As raízes da vegetação do Cerrado são excepcionalmente
extensas, adaptadas a captar água nas camadas mais profundas do solo, uma vez que durante a estação
seca a disponibilidade de água próxima à superfície fica comprometida334. Desta forma, a vegetação conse-
gue manter, pelo menos parcialmente, suas funções metabólicas, incluindo a realização da fotossíntese e a
conseqüente captação do CO2 atmosférico. Considerando ainda que a biomassa de raízes das savanas equi-
vale à aproximadamente o dobro da biomassa vegetal acima do solo, a conversão do Cerrado para outros
fins que não para a conservação é esperado afetar significativamente o balanço hídrico e o fluxo de GEE
neste ecossistema335.

A colonização do Cerrado pelo homem data de mais de 10 mil anos atrás. Os mais antigos restos
humanos encontrados nas Américas são originários de Lagoa Santa, Cerrado de Minas Gerais336. A ocupação
desta região pelos povos europeus se deu apenas no século XVIII, devido principalmente às dificuldades de
se cruzar a impenetrável floresta Atlântica que cobria a Serra do Mar. A busca por diamante e outras pedras
preciosas, e a posterior a descoberta do ouro, deram início ao ciclo de exploração do Cerrado, que se esten-
deu com criação de gado, e mais recentemente, com a agricultura.

Atividades que causam ou reduzem emissões de GEE no Cerrado

Em 1993, foi estimado que 30% das área do Bioma Cerrado estava fortemente degradada, compostas
por áreas agrícolas e urbanizadas, e que cerca de outros 35% encontravam -se antr0pizado por meio de
pastagens, pastagens em campos naturais e áreas previamente queimadas. Somente 35% do Cerrado esta-
vam sob condições preservadas, ou seja, sem vestígios de ocupação humana337. Recentes levantamentos, no
entanto, sugerem que uma rápida degradação, principalmente pelo avanço da fronteira agrícola (fig. 2.9).

Figura 2.9. Ocorrência original de vegetação nativa no Cerrado e sua distribuição em 2002. Este mapa desconsidera a
ocorrência de Cerrado no estado de São Paulo (ver figura). Fonte: Machado et. al (2004).
Criação de gado e agricultura

Devido à natureza ácida e pouco fértil dos solos, a ocupação do Cerrado favoreceu a pecuária, a qual
foi a principal atividade que causou a conversão do Cerrado no passado. A partir da década de sessenta, a
descoberta de variedades tolerantes a estas limitações do solo permitiram o estabelecimento de culturas
de arroz. Em meados dos anos oitenta, as plantações de arroz já ocupavam uma área de 4,5 milhões de hec-
tares no Cerrado, tornando a principal cultura desta região338.

Com a Revolução Verde e os intensos subsídios governamentais para expansão da agricultura para
além das terras do sul e sudeste do país, a cultura da soja começou a ser implementada em áreas do Cerra-
do. A EMBRAPA, através do Centro de Pesquisa Agropecuária dos Cerrados (atual EMBRAPA- CERRADOS),
iniciou um programa de melhoramento genético o qual beneficiou enormemente o plantio desta legumi-
nosa na região. O Cerrado atualmente detém 50% da produção nacional de soja 339, e sua rápida expansão
tem sido acompanhada por concentração de terra na forma de latifúndios, intensa mecanização, pouca
mão-de-obra e uso massivo de fertilizantes e sementes geneticamente modificadas340 341. Somente no esta-
do do Mato Grosso, 19,2% da área de Cerrado havia sido convertida em culturas de soja pelo ano 2000 342.

Além de emissões de GEE, a conversão do Cerrado em pastos e agricultura tem causado drástica re-
dução da biodiversidade de invertebrados343, causando impacto em toda a comunidade da fauna e flora
desta região.

Incêndios

No Cerrado, durante a estação seca, a maior parte da biomassa acima do solo morre e seca 344,
favorecendo a ocorrência de incêndios. Embora incêndios naturais façam parte da dinâmica do Cerrado,
eventos de grandes queimadas no passado têm sido correlacionados à ocupação pré-histórica do homem 345
. Atualmente, a principal causa de queimadas no cerrado está associada a práticas agrícolas, especialmente
a soja346, e para o gerenciamento de pastagens naturais ou plantadas 347.

Estimativas para o ano de 1999 sugerem que uma área equivalente a 19,8 milhões hectares de Cerra-
do não-antrópico foi queimado por influência humana, gerando emissões da ordem de 306 mil toneladas
de CH4; 8 milhões de t CO; 3,8 mil t N2O e 137,3 mil t NO x348. Os valores para emissões por hectare excede-
ram em muito os valores encontrados em um estudo independente realizado no Cerrado de Roraima, e isto
provavelmente se deve tanto às diferenças fito-fisionômicas quanto às diferenças metodológicas 349.

Devido à rápida recuperação da vegetação após os incêndios, com altas taxas de produtividade pri-
mária durante a estação chuvosa, a área queimada torna-se rapidamente um sumidouro de carbono. Desta
forma, as emissões de GEE pela queima de Cerrado são praticamente neutralizadas após um ano350.

Exploração de madeira

A exploração ilegal e indiscriminada de madeira por parte das indústrias de ferro-gusa representa
uma séria ameaça ao Cerrado. Estas indústrias estão localizadas principalmente no estado de Minas Gerais
e utilizam a madeira para produção de carvão vegetal para abastecer os altos fornos. A madeira é oriunda
tanto do Cerrado de Minas Gerais quanto da Bahia, e sua coleta envolve mão-de-obra sob condições seme-
lhantes ao regime de escravidão. Operações realizadas em conjunto pelo IBAMA e outros órgãos do governo
federal tem mostrado que, em muitos casos, estas indústrias possuem alvará do órgão ambiental para cole-
ta e transporte de madeira, evidenciando a cumplicidade das autoridades em relação ao desmatamento ile-
gal nesta região 351 352.

Mega-projetos de infra-estrutura

A ocupação do Cerrado por meio de projetos incentivados pelo governo iniciou-se na década de qua-
renta, com massivos investimentos através do Projeto de Colonização nos Cerrados. Com a construção da
nova capital do Brasil, no estado de Goiás, na década de sessenta, iniciou-se o processo de implantação de
uma extensa rede de infra-estrutura conectando Brasília às principais capitais dos estados brasileiros. Os
projetos de integração e desenvolvimento da década de setenta e oitenta, como o POLOCENTRO e o PRODE-
CER, este último com recursos do governo japonês, permitiram o definitivo estabelecimento de indústrias
na região, principalmente a agropecuária353.

Números de
No entanto, pelo ano de 2002, apenas 1,9% do Cerrado Central havia sido convertido por processos re-
lacionados à urbanização354. Apesar do impacto da rede de infra-estrutura ser bem menos acentuado que o
verificado em áreas de floresta tropical, as estradas favoreceram o avanço da fronteira agrícola, a qual ago-
ra representa a maior ameaça à conservação deste bioma.

Reflorestamento e Silvicultura

Após a criação do Novo Código Florestal (1966), o governo criou subsídios para projetos de refloresta-
mento aprovados pelo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal- IBDF. Nos anos seguintes, mais de
200 mil hectares de Cerrado foram convertidos somente em plantação de Pinus sp355. Além das madeireiras,
outras indústrias se beneficiaram ao usar a resina do Pinus sp. para diferentes fins356. No caso do Eucalipto,
as condições topográficas e a sua boa adaptação em solos pobres permitiram a expansão de programas de
reflorestamento no Cerrado357. Atualmente os plantios de Eucalipto nesta região são realizados principal-
mente pelas indústrias moveleiras e pelas siderúrgicas, estas últimas visando produção de carvão vegetal
para abastecimento dos altos-fornos.

A conversão de cerrado e posterior reflorestamento com Eucalipto e Pinus resulta em armazenamen-


to de carbono. No entanto, como explicitado no capítulo 3, o seqüestro de carbono a partir da conversão de
florestas nativas em florestas exóticas não pode constituir estratégia para mitigação da mudança climáti-
ca, tendo em vista os inúmeros serviços ambientais adicionais prestados pelos ecossistemas naturais os
quais não são providos pelas florestas exóticas.

Tendências futuras para o Cerrado

O futuro do Cerrado é incerto, haja vista que a expansão da agricultura sobre as áreas intactas depen-
de de uma série de fatores, tanto a nível de política nacional quanto da demanda por estes produtos por
parte dos países importadores. A efetiva implementação de políticas para a conservação do Cerrado poderá
reverter a atual tendência de desaparecimento deste bioma.

Um modelo de expansão da soja no Cerrado foi elaborado considerando diferentes premissas. No ce-
nário não-otimista, as plantações de soja ocuparão as áreas de pastos degradados, sendo que novos pastos
para criação de gado serão implementados em áreas de vegetação nativa, resultando em conversão de 9,6
milhões de hectares de Cerrado até 2020. No cenário de “melhores práticas e políticas”, um sistema de pro-
dução integrado, com impactos reduzidos, seria estabelecido no caso da agropecuária de larga-escala,
acompanhado por um aumento progressivo da agro-ecologia de pequena-escala. Neste caso, apenas 1,2 mi-
lhões de hectares de Cerrado seriam convertidos até 2020358.

Aplicando taxas conservadoras de desmatamento anual, outro estudo estimou, com o uso de ima-
gens de satélite, que o bloco central que compõe o Cerrado, representando cerca de 80% da extensão total
deste bioma, deverá estar totalmente destruído pelo ano de 2030359. Porém, há discordância em relação a
esta estimativa, sendo sugerido que 50% das áreas convertidas entre 1986 e 1999 sofreram regeneração, e
que os estudos prévios não haviam levado este aspecto em consideração360.
2.3 Mata Atlântica

A Mata Atlântica é a segunda maior floresta tropical do continente americano, sendo formada por
um conjunto de ecossistemas florestais e outros ecossistemas associados, como manguezais, restingas,
campos altitudes e encraves nordestinos. Originalmente ela distribuía-se de forma contínua ao longo da
costa brasileira, penetrando até o leste do Paraguai e nordeste da Argentina, em sua porção sul 361, cobrindo
mais de 1,3 milhões de km2, sendo 92% desta área localizada no Brasil 362.

Estimativas indicam que a Mata Atlântica possui cerca de 20 mil espécies de plantas, 263 de
mamíferos, 936 de aves, 306 de répteis, 475 de anfíbios e 350 espécies de peixes. O nível de endemismo na
região é surpreendentemente alto, sendo que 54% das árvores e 80% das 25 espécies e subespécies de
primatas da Mata Atlântica não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta 363 364. Espécies
economicamente valiosas e de múltiplo uso, incluindo recursos não-madeireiros e plantas medicinais são
abundantes nesta região365. Pela sua importância biológica e pelo grau de ameaça que vem sofrendo, a
Mata Atlântica é reconhecida como uma das cinco eco-regiões mais prioritárias no mundo para a
conservação366.

As florestas da região oferecem inúmeros serviços ambientais, dentre os mais significativos, a


manutenção dos recursos hídricos que abastecem as populações locais. Situa-se nos domínios da Mata
Atlântica o aqüífero Guarani, considerado a maior reserva subterrânea de água do mundo367. Estima-se que
o volume de suas reservas permanentes de água seja da ordem de 45 mil km3.

Cerca de 70 povos indígenas ainda habitam a região da Mata Atlântica. Apesar de já estarem
habituados à vida moderna, os índios, e também caiçaras e grupos quilombolas, ainda sofrem com a
discriminação e injustiças sociais. No entanto, é marcante a sua influência na cultura brasileira, seja na
linguagem, na arte, nos hábitos alimentares ou mesmo na contribuição para o conhecimento da fauna,
flora368 369 e pelos sistemas tradicionais de manejo dos recursos naturais370 371 372 373 374. Atualmente, cerca de
120 milhões de pessoas vivem na região da Mata Atlântica, onde situam-se as maiores cidades do país e
uma das maiores megalópoles do mundo. Ali se encontram os principais pólos industriais, petro-químicos,
portuários e turísticos, representando o principal centro econômico o qual responde por cerca de 70% do
PIB nacional.

Atividades Chaves que Causam ou Reduzem Emissões de GEE na Mata Atlântica

O início da degradação da Mata Atlântica data da chegada dos portugueses em 1500375.Durante o processo
de colonização do Brasil, o bioma Mata Atlântica foi o primeiro a ser desbravado, tendo passado por uma
longa história de exploração intensiva de seus recursos naturais. O desmatamento na região esteve
intrinsecamente relacionado desenvolvimento sócio-econômico e influenciado pelo ciclo de commodities
como o pau-brasil, cana-de-açúcar, gado, ouro, e café. Nas últimas décadas, a agricultura, extração de
lenha, produção de papel e celulose, assentamentos agrários, construção de rodovias e barragens, e o
intenso processo de urbanização atuaram simultaneamente na degradação da Mata Atlântica. Isto
resultou, pelo ano de 2007, na destruição de 93,1% das florestas nativas376, restando apenas 4% de suas
florestas primárias377 (fig. 2.10).

Entre 2000 e 2005, o desmatamento na Mata Atlântica ocorreu de forma heterogênia nos estados
brasileiros (fig. 2.11). Santa Catarina foi líder no desmatamento, com mais 40 mil hectares destruídos neste
período378. Tal desmatamento foi em parte permitido devido ao esquema de corrupção que envolveu
servidores públicos da esfera municipal, estadual e federal, além de políticos e empresários. Estes últimos
eram favorecidos por agentes de órgão ambientais, através de licenças ilegais, para que pudessem
implementar empreendimentos privados em Áreas de Preservação Permanente379.

Números de
Figura 2.10. Distribuição original e atual dos tipos ecossistemas da Mata Atlântica. Fonte: SOS Mata Atlântica e INPE.

Figura 2.11. Desmatamento da Mata Atlântica nos estados brasileiros, 2000-2005. Fonte: SOS Mata Atlântica e INPE.

Criação de gado e agricultura

A cana-de-açúcar foi a primeira cultura agrícola a impactar severamente a Mata Atlântica. As ricas
florestas nordestinas foram as mais afetadas, ainda no período colonial, onde produção da cana promoveu,
além do desmatamento, grandes disparidades sociais380. Após a crise internacional do petróleo, o governo
brasileiro criou, em 1975, o Pró-álcool, programa nacional que visava à substituição da gasolina pelo álcool
como combustível de automóveis. Enormes subsídios foram liberados para obtenção de álcool a partir da
cana-de-açúcar, resultando em novos desmatamentos na Mata Atlântica381. Cabe notar que, apesar do
Brasil ter deixado de emitir GEE ao substituir a gasolina pelo álcool, não se tem contabilizado até o
momento as emissões adicionais de GEE que foram geradas a partir do desmatamento das florestas que
deram lugar às plantações de cana.
No século XIX e início do século XX, a produção de café no vale do Paraíba, e posteriormente no
interior de São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná, aceleraram a destruição da Mata Atlântica.
Ainda hoje a agricultura representa uma grande ameaça às florestas da região, especialmente pelos
cultivos de soja no sul do país e cacau no estado da Bahia.

O desmatamento na Mata Atlântica tem sido praticado não somente pelas grandes companhias
agropecuárias, mas também pelo pequeno agricultor. De fato, a ocupação de áreas florestadas ao longo das
estradas ou na periferia das cidades se tornou uma válvula de escape para acomodar o excedente
populacional, em especial a camada mais pobre da população, a qual busca novas chances no meio rural,
muitas vezes através da invasão de terras.

Incêndios florestais

A queimada de florestas na Mata Atlântica ainda é uma prática comum, sendo a maioria de origem
criminosa ou acidental382 383 384. Os incêndios acidentais ocorrem geralmente pela perda do controle do fogo,
na agropecuária. Estes incêndios têm ocorrido inclusive dentro de unidades de conservação 385 386, sendo
originados muitas vezes em acampamentos de caçadores. Não há estimativa disponível sobre o tamanho
da área afetada anualmente pelos incêndios na Mata Atlântica, nem sobre a quantidade de GEE emitidos
por esta atividade na região.

Exploração de madeira

A extração de madeira no Brasil deu início com a exploração massiva do pau-brasil. Outras espécies
como tapinhoã, sucupira, canela, canjarana, jacarandá, araribá, pequi, jenipaparana, peroba, urucurana e vi-
nhático, todas nativas da Mata Atlântica, também foram intensamente exploradas durante no período co-
lonial. A região continuou contribuindo com a maior parte da produção e comércio de madeiras nativas até
primeira metade do século XX, fornecendo espécies como Araucária, Peroba, Cedro, Imbuia e Ipê. Em 1948, a
exportação destas madeiras contabilizou 662 mil toneladas das quais 85% eram Araucárias387. Neste mes-
mo ano, foram registradas 738 serrarias no Paraná e outras 910 em Santa Catarina. Em 1962, o número de
serrarias havia subido para 2151, somente no estado do Paraná. Já no final da década de setenta, havia 2700
serrarias no Paraná e 4000 madeireiras em Santa Catarina. Quando as autorizações para exploração das es-
pécies da Floresta de Araucária foram temporariamente proibidas pelo CONAMA, em 2001, restava apenas
1% deste ecossistema em sua composição original388.

Apesar do declínio da exploração de madeira na Mata Atlântica, resultado da escassez de matéria


prima, a extração predatória ainda persiste nos estados do Paraná e Santa Catarina, sendo alimentada pela
indústria moveleira389, e na Bahia, onde frequentemente são retiradas de forma ilegal390. As emissões de
GEE por esta atividade são insignificantes no contexto nacional, porém continuam representando uma
ameaça à conservação de um ecossistema tão fragmentado com é a Mata Atlântica.

Mega-projetos de infra-estrutura

Com mais de 60% da população nacional vivendo na região, é de se esperar que os projetos de infra-
estrutura tenham causado enormes danos aos ecossistemas da Mata Atlântica. Apesar das inúmeras
regulamentações, estes projetos continuam sendo implementados em áreas de floresta, a maioria sobre
pressão política e fortes interesses econômicos. O caso recente mais grave é o da hidrelétrica de Barra
Grande, um empreendimento privado orçado em US$ 1,3 bilhões e que inundará mais de 8 mil hectares de
Mata Atlântica, inclusive matas primárias de araucária391. As irregularidades na elaboração do EIA/RIMA
foram denunciadas, porém o empreendimento, mesmo assim, foi aprovado. A este se seguem muitos
outros casos, como a hidrelétrica de Tijuco Alto, hidrelétrica de Corupá e vários novos projetos a serem
implementados pela Iniciativa de Integração da Infra-Estrutura Regional Sul Americana (IIRSA), incluindo
novas hidrelétricas, gasodutos, estradas e outros empreendimentos de alto impacto sócio-ambiental.

Reflorestamento e Silvicultura

Os mais extensos projetos de reflorestamento com espécies exóticas no Brasil encontram-se na


região da Mata Atlântica, e são realizados principalmente pelas indústrias siderúrgicas, em Minas Gerais, e
pelas indústrias de papel e celulose392 393. Apesar do atual compromisso destas empresas no que se refere à
responsabilidade social e ambiental, algumas delas participando do mercado voluntário do carbono394, não
há estimativa disponível sobre a extensão de florestas nativas que foram eliminadas para dar lugar à atual
Números de
floresta plantada, sendo desconhecido, portanto, as emissões de GEE durante o processo de implantação
destes reflorestamentos.

De grande interesse para a conservação e mitigação da mudança climática são os reflorestamentos


com espécies nativas. Inúmeros projetos deste tipo estão em andamento na região da Mata Atlântica,
inclusive visando especificamente o sequestro do carbono395. A maioria é constituída por iniciativas locais
de pequena escala, porém ambiciosos programas também têm sido planejados 396. Não há estimativa sobre
a área atualmente em processo de reflorestamento, sendo que muitos projetos não são bem sucedidos
devido o alto custo de implementação e/ou falta de capacitação técnica.

Tendências futuras para a Mata Atlântica

Iniciativas para a conservação da Mata Atlântica têm sido heróicas, principalmente por parte da
sociedade civil organizada. No entanto, devido o alto grau de fragmentação dos remanescentes florestais, a
região poderá levar muitas décadas para se recuperar, sendo que a maioria dos pequenos fragmentos
florestais deverão desaparecer naturalmente devido o efeito deletério das extinções em cascata das
espécies animais, assim como pela quebra das funções ecológicas do ecossistema. Reverter a atual
tendência irá requerer mecanismos inovadores que atuem de forma integrada na promoção da
conservação e do desenvolvimento social397.

O novo mercado do carbono e as iniciativas voluntárias, tanto das empresas nacionais quanto de
investidores internacionais, constitui uma oportunidade sem precedentes para a conservação da Mata
Atlântica. Caso novos recursos estejam disponíveis para implementação de projetos de mitigação da
mudança climática, a Mata Atlântica deverá ser um tanto beneficiada, principalmente através de projetos
que promovam reflorestamento com espécies nativas. Assim, além de mitigar a mudança climática, estes
projetos poderão acelerar a recuperação das florestas e dos recursos hídricos da região.
Políticas Existentes na Região e Recomendações para
Conservação de Florestas visando
Mitigação da Mudança Climática

Números de
3.1. Estrutura governamental e Instrumentos legais

A nível de estrutura nacional, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) é o órgão de autoridade máxima
na questão do meio ambiente, embora existam Grupos Inter-ministeriais de Trabalho responsáveis pela
condução de determinados programas. Atribuições do MMA são definidas pelo Decreto 5.776/2006 e
incluem a implementação de políticas do meio ambiente, preservação, conservação e utilização sustentável
de florestas, políticas de integração do meio ambiente e produção, programas na Amazônia Legal e
zoneamento ecológico-econômico.

O MMA possui Órgãos de Assistência Direta e Órgão Específicos Singulares, dentre os quais a
Secretaria de Biodiversidade e Florestas, Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável,
Secretaria de Coordenação da Amazônia e o Serviço Florestal Brasileiro, além de Órgãos Colegiados como o
Conselho Nacional do Meio Meio Ambiente (CONAMA), o Conselho de Gestão do Patrimônio Genético
(CGEN), o Conselho Nacional da Amazônia Legal (CONAMAZ), a Comissão de Gestão de Florestas Públicas e
a Comissão Nacional de Florestas (CONAFLOR). O MMA possui também órgãos vinculados, dentre os quais
o mais importante é o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis, o IBAMA,
responsável por executar as políticas ambientais definidas pelo MMA. Recente avanço na estrutura do
MMA inclui a criação da Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, e o Instituto Chico
Mendes de Conservação da Biodiversidade.

Em termos de investimento, dos R$ 1.676.709.546.369,00 (1 trilhão e seiscentos milhões de reais) do


orçamento da União para o ano de 2006, o total de R$ 2.069.244.467 (equivalente a 0,12%) foi destinado ao
MMA, sendo 40,6% deste valor, ou seja, R$ 839.368.225,00 (oitocentos e trinta e nove milhões) foi destinado
ao IBAMA. Para o Programa Amazônia Sustentável foram destinados R$53,9 milhões e outros R$ 10,6
milhões destinaram-se ao Programa Nacional de Florestas. O Programa de Prevenção e Combate ao
Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais (Florescer) recebeu R$132,64 milhões do IBAMA,
especialmente para ações de fiscalização.

A Constituição Nacional em vigor data de 1988 e a legislação atual que trata do uso e conservação de
florestas possui suas bases no Novo Código Florestal (Lei 4.771/65). As diretrizes para regulamentação do
uso de florestas no Brasil podem ser encontradas nas seguintes principais leis: Lei 6.938/81: Política
Nacional do Meio Ambiente, Lei Nº 7.509/86: Disciplina o transporte de madeira em toras por via fluvial, Lei
Nº 7.754/89: Estabelece medidas para proteção das florestas existentes nas nascentes dos rios, Lei Nº
9.605/98: Lei dos crimes ambientais, Lei Nº 9.985/00: Sistema Nacional de Unidades de Conservação, Lei Nº
10.711/03: Sistema Nacional de Sementes e Mudas, Lei Nº 10.650/03: Dispõe sobre o acesso público aos
dados do Sistema Nacional do Meio Ambiente, Lei Nº 11.284/06: Lei de Gestão de Florestas Públicas, criação
do Serviço Florestal Brasileiro e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal. Existem ainda inúmeras
outros instrumentos legais que regulamentam estas leis, na forma de decretos, portarias, instruções
normativas e resoluções, os quais podem ser acessados na íntegra no seguinte website governamental:
<http://www.mma.gov.br/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=5&idMenu=3586&idConteudo=3
651#RESOLUCOES>.

O Ministério da Ciência e Tecnologia é o responsável pela coordenação do programa Mudança


Climática. Através de decreto presidencial, foi criada a Comissão Inter-ministerial de Mudança do Clima398,
em 1999, sendo composta atualmente por 11 ministérios. Esta comissão foi então designada para apreciar e
aprovar os projetos no âmbito do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo- MDL, sendo portanto, a
Autoridade Nacional Designada no âmbito do Protocolo de Quioto. A crescente necessidade de informar e
regulamentar os proponentes de projetos de MDL, uma vez que o Brasil é o hoje o segundo país em número
de projetos de MDL submetidos à Convenção, levou o governo brasileiro, em cooperação com o Programa
das Nações Unidas para o Meio Ambiente-PNUD, a criar em 2007 o projeto “Modernização Institucional
para Fortalecimento da Secretaria Executiva da Comissão Interministerial de Mudança Global do Clima”.
Com este projeto foram oferecidas 55 vagas para consultores na área de energia, tratamento de resíduos,
agropecuária, indústria e uso de solventes e mudança no uso da terra e florestas.

O programa Mudança Climática também tem propiciado uma plataforma de discussão entre
representantes do governo e da sociedade civil através do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas- FBMC,
criado pelo Decreto 3515/00. O Fórum criou o grupo de trabalho sobre Desmatamento para discutir temas
relacionados ao uso do solo e biomassa, assim como políticas para combater a destruição de florestas.
Fóruns estaduais também foram criados em São Paulo (Decreto 49.369/05), Paraná (Decreto 4.888/05),
Minas Gerais (decreto 44.042/05) e Bahia (Decreto 9.519/05).O MMA também tem promovido discussões
sobre o tema, na forma de seminários e workshops, além de ter definido a mudança climática como tema
principal da Semana Nacional do Meio Ambiente de 2007 e da III Conferência Nacional de Meio Ambiente.

O FBMC recentemente submeteu ao governo uma proposta para o Plano de Ação Nacional de
Enfrentamento das Mudanças Climáticas399. Foi sugerido uma estrutura dividida em três eixos estratégicos:
(1) Ações coordenadas de governo, (2) Criação da Rede Nacional de Pesquisa sobre Mudança do Clima e (3)
Criação de um Organismo Nacional de Política Climática. Dentre as ações de mitigação a serem
coordenadas pelo governo federal incluem a definição de metas de redução da taxa de desmatamento e
queimadas, além de políticas e ações de conservação de ecossistemas. Ações de adaptação incluem a
aceleração do reflorestamento das Áreas de Preservação Permanentes, em especial das matas ciliares.

3.2. Política Internacional

O Brasil assinou e ratificou a maioria das convenções internacionais e acordos ambientais


multilaterais relacionados à conservação de florestas e à mudança climática, dentre os quais podemos citar
o Tratado de Cooperação Amazônico, o Acordo Internacional de Madeira Tropical, a Convenção da
Diversidade Biológica, a Convenção de RAMSAR sobre Áreas Úmidas de Interesse Mundial, a Convenção
Internacional sobre o Comércio de Espécies da Fauna e Flora Ameaçadas de Extinção, A Convenção-Quadro
das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UN-FCCC) e o Protocolo de Quioto.

O Brasil tem participado ativamente das discussões junto à UN-FCCC, com importantes contribuições
nas negociações internacionais. Em resposta ao Mandato de Berlim, o governo brasileiro submeteu ao
secretariado da Convenção uma proposta contendo elementos para a elaboração do Protocolo de Quioto400.
Esta proposta incluía a criação do Fundo Não-Anexo I de Desenvolvimento, que seria financiado pelos
países industrializados de acordo com suas contribuições históricas e per capta para o aquecimento global,
considerando assim suas respectivas responsabilidades em termos de impacto na mudança do clima. A
proposta foi aceita, porém alterada no que hoje constitui o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (artigo
12 do Protocolo de Quioto), único mecanismo oficial que possibilita a participação ativa dos países em
desenvolvimento na transação de créditos de carbono.

Ainda durante a COP-1, em Berlim, o Brasil manifestou-se contrário à inclusão de florestas nativas
para geração de créditos de carbono negociáveis no âmbito da Convenção. O Brasil argumentou que a
Convenção lida apenas com emissões e remoções antrópicas e que não teria sentido reclamar créditos por
remoções naturais feitas por meio da conservação de florestas nativas401. Além disso, apoiava a idéia de que
este mecanismo poderia influenciar o aumento do consumo de combustíveis fósseis nos países
desenvolvidos402. A opinião brasileira prevaleceu, porém as discussões sobre o tema continuaram até que,
no Acordo de Marrakesh , em 2001, decidiu-se por excluir definitivamente o desmatamento evitado do
primeiro período de comprometimento do Protocolo de Quioto (2008-2012).

Até mesmo as várias organizações não-governamentais internacionais contrariavam a inclusão das


florestas nativas no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo403, ou em qualquer outro mecanismo que
possibilitasse a geração de créditos negociáveis envolvendo florestas404. Porém, fortes argumentos
mostrando os múltiplos benefícios das florestas para mitigação da mudança climática e na promoção do
desenvolvimento sustentável começaram a surgir, mudando completamente o cenário político nacional e
internacional405 406 407.

O Brasil atualmente propõe um esquema voluntário de incentivo à redução de emissões advindas do


desmatamento e degradação de florestas nos países em desenvolvimento408. A proposta não se ajusta ao
conceito de “desmatamento evitado” e não implica em emissão de créditos para cumprir metas de redução
dos países industrializados do Anexo I da Convenção. A proposta visa uma redução efetiva das emissões de
GEE a partir de uma Taxa de Emissão de Referencial (TER). Se a Taxa de Emissão por Desmatamento (TED),
em um determinado período, for menor que a TER, este país estaria elegível a receber recursos financeiros
de algum país desenvolvido. Se a TED for superior à TER, então a diferença deve ser somada à TER anterior e
o país deverá reduzir a TED nos anos seguintes em tal proporção, i.e, abaixo da nova TER, para que seja
elegível a novos incentivos. A TER seria recalculada a cada três anos caso a TED mantenha-se abaixo da TER.

O Brasil, detendo a alta-tecnologia de monitoramento do desmatamento por satélite, propõe auxílio


Números de
aos outros países em desenvolvimento no diz respeito à capacitação. Isto minimizaria as dificuldades
inerentes ao processo de estimativa e validação das reduções de GEE, as quais ainda impedem um acordo
favorável à inclusão das florestas nativas na Convenção do Clima409. No entanto, a proposta brasileira não
obteve êxito nem apoio dos países latino-americanos, africanos e asiáticos, os quais submeteram outras
propostas ao secretariado da Convenção410. Isto se deve ao fato de que a proposta brasileira não beneficia
satisfatoriamente os países com pequenas áreas de florestas e com baixa taxa histórica de desmatamento,
como é a maioria dos casos.

Recomendações

− O governo brasileiro deve estabelecer metas de redução do desmatamento, não implicando, no


entanto, a aplicação de multas ou sanções econômicas no âmbito da Convenção, caso o país não
consiga cumprir com tais metas. Torna-se imprescindível que o país reafirme sua proposta de incent
Ministério do Meio Ambiente, através do Fundo Nacional do Meio Ambiente, estabeleceu parceria
comivo voluntário e intensifique as negociações bilaterais com países desenvolvidos visando acordos de
interesse mútuo e que auxiliem o país no cumprimento das metas. À exemplo disto, em 2001, o os
Países Baixos, os quais investiram US$ 500 mil para apoiar estudos de viabilidade de implementação de
projetos de mitigação e adaptação da mudança climática, especialmente no âmbito do MDL e que
beneficiassem comunidades de baixa renda411. Novas parcerias poderiam abordar a questão do
desmatamento.

− Adicionalmente, no âmbito da Convenção do Clima, deve o Brasil participar das discussões sobre a
criação de novos mecanismos oficiais de incentivo à redução das emissões por desmatamento, a serem
aplicadas no período pós-Quioto, ou seja, a partir de 2013, pois somente os incentivos voluntários não
serão suficientes para custear os programas de redução do desmatamento.

− Uma vez que são altos os custos de manutenção de programas que objetivam à redução do
desmatamento, e considerando a oportunidade que estes programas representam em termos de
estratégia para alcance dos objetivos da Convenção, deve o Brasil, em conjunto com outros países,
exigir o repasse da Ajuda Oficial ao Desenvolvimento (do inglês, ODA). Uma porcentagem destes
recursos deveria ser destinada a programas de mitigação da mudança climática, mais especificamente
na redução das emissões por desmatamento. Em 1970, as Nações Unidas adotaram o valor de 0,7% do
PNB dos países desenvolvidos para cálculo do montante a ser doado aos países em desenvolvimento, na
forma de ODA. Estes recursos visam especificamente a promoção do desenvolvimento sócio-
econômico, podendo ser, desta forma, muito bem aplicados para fomento de atividades econômicas
alternativas, as quais permitiriam a exploração sustentável dos recursos naturais e consequente
redução do desmatamento. Vale notar que os países desenvolvidos não tem cumprido com a meta
previamente estabelecida, apesar de terem reafirmado, recentemente, o aumento dos recursos para
este fim.

3.3 Políticas relacionadas a Atividades Específicas

3.3.1 Políticas para a Agro-pecuária

A Lei 8171/91, a qual dispõe sobre a política agrícola nacional, informa claramente em diversos
artigos sobre a prioridade na preservação do meio ambiente, conservação e restauração dos recursos
naturais. Além disto, constitui objetivos da política agrícola eliminar as distorções econômicas e sociais e
priorizar o pequeno produtor e suas famílias. No entanto, uma vez que agricultura continua representando
ameaça aos ecossistemas florestais, como mostrado no capítulo I, e que os investimentos do governo
continuam priorizando os grandes produtores, a implementação da política nacional da agricultura tem
sido falha, contribuindo assim para a manutenção da injustiça social e ambiental. A exemplo disto, o
montante de recursos de crédito rural oficial, através do Plano Agrícola e Pecuário, atingiu a marca de R$ 60
bilhões na safra de 2006/2007, e apesar de ter representado um aumento de 143% neste tipo de
investimento, apenas R$ 10 bilhões foi direcionado para a agricultura familiar412. Dentre as sete prioridades
definidas pelo Plano 2007-2008, o meio ambiente e o pequeno produtor não constam em nenhuma
delas413.

Em relação ao avanço da soja e pastagens nos biomas florestais, o governo federal continua passivo
em relação à implementação de políticas mais agressivas para resolver o problema. Planos de ação têm sido
formulados, especialmente pelo Ministério do Meio Ambiente, mais precisamente sobre a regulamentação
fundiária, geo-referenciamento e fiscalização das Reservas Legais. Diversos parlamentares, sob pressão da
Confederação Nacional da Agricultura, têm proposto alteração do Novo Código Florestal, reduzindo a
porcentagem da Reserva Legal na Amazônia de 80 para 50%, ou mesmo 25% em algumas áreas, visando o
favorecimento das atividades agropecuárias. Apesar do fracasso na tentativa de converter em lei a Medida
Provisória 2080, através do projeto do Deputado Moacir Michelleto (PMDB-PR), novas propostas para
redução ou mesmo eliminação da Reserva Legal estão em pauta no governo. O Projeto de Lei 6424/05,
oriundo do Senado Federal, reapresentado como PL 6840/06 pelo deputado José Thomaz Nonô (PFL/BA),
propõe que a compensação ambiental pelo desmatamento de Reserva Legal possa ser feito fora da bacia
hidrográfica onde o crime foi cometido. Isto sem dúvida dificultaria a recuperação das áreas já degradadas
e facilitaria o avanço da agropecuária sobre as florestas nativas, onde as grandes empresas já estão
instaladas.

Por outro lado, algumas iniciativas positivas têm sido tomadas pelo governo, dentre elas a
regulamentação da produção orgânica nacional e o desenvolvimento de Sistemas Agroflorestais - SAFs414 415
416
. O mercado por produtos orgânicos representa uma grande oportunidade para os pequenos produtores
brasileiros. Estes sistemas constituem uma alternativa ao uso da terra pelo sistema tradicional de
agricultura, requerendo menor uso de insumos como fertilizantes, pesticidas e máquinas agrícolas. Ao
incluir espécies arbóreas, os SAFs contribuem para a recuperação do solo e manutenção do processo de
ciclagem de nutrientes. Além de evitar emissões de GEE, podem até mesmo fixar entre 6-9 tC/ha em
sistemas de rotação de 40 anos417 418 419. Várias espécies têm sido utilizadas com sucesso nos sistemas
agroflorestais, como açaí, bacaba, pupunha, babaçu e dendê, castanha-do-pará, cupuaçu, acerola, guaraná
e banana, sendo produzidas em pequena escala, respeitando as condições climáticas e as necessidades das
populações locais. Este tipo de produção possui um mercado cada vez maior, incluindo possibilidades de
exportação, promovendo assim um aumento na renda familiar dos pequenos produtores que não têm
como expandir sua área de plantio.

Em 2006, o governo federal criou o Serviço de Rastreabilidade da Cadeia Produtiva de Bovinos e


Bubalinos – SISBOV. O serviço conta com a adesão voluntária do setor privado e visa atender as exigências
de importadores, provendo informações sobre o produtor, propriedade e animais através de protocolos
padronizados. Tais exigências surgiram após o surto de febre aftosa em diversos estados, em 2005. Na
época, 49 países suspenderam as importações de carne do Brasil. Porém, o SISBOV se interessa
basicamente na saúde animal, não incluindo questões sociais e ambientais no processo de certificação. É
importante notar que, além dos impactos sobre as florestas, o setor agropecuário é o maior responsável
pela manutenção do trabalho escravo no Brasil.

Recomendações

- Prioritariamente, deve-se aplicar a lei vigente sobre a punição daqueles que promovem o
desmatamento da Reserva Legal. Em adição, sugere-se o corte da concessão de qualquer tipo de crédito
financeiro para os proprietários que não recomporem a Reserva Legal da forma como estipulada no Artigo
99 da Lei 8171/91. Vale notar que as instituições financeiras que concedem crédito a estes infratores devem
ser co-responsabilizadas por crime ambiental, já que a Lei 6938/81, em seus artigos 3º. e 12º., considera
como poluidor toda “pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou
indiretamente, por atividade causadora de degradação ambiental" e que “as entidades e órgãos de
financiamento e incentivos governamentais condicionarão a aprovação de projetos habilitados a esses
benefícios ao licenciamento, na forma desta lei, e ao cumprimento das normas, dos critérios e dos padrões
expedidos pelo CONAMA-Conselho Nacional do Meio Ambiente”.

- Uma vez que várias áreas florestais de alta importância biológica situam-se em propriedades
particulares, é esperado que o desmatamento legal nestas regiões continue ocorrendo nos próximos anos
pelo simples fato de a Reserva Legal não representar 100% das propriedades. Mesmo que estas áreas sejam
hoje visadas pelos órgãos ambientais como potenciais áreas para criação de Unidades de Conservação, boa
parte do desmatamento legal poderá ocorrer até que estas reservas naturais sejam propostas e
implementadas. Isto não leva em consideração o desmatamento ilegal que, apesar da existência de sanções
punitivas, não deverá ser completamente eliminado nos próximos anos. Assim, visando à conservação
imediata destes ambientes prioritários, sugere-se ao governo a implementação de novos e aprimorados
“estímulos para a conservação” de florestas além dos limites da Reserva Legal, na forma de incentivos
econômicos ou isenções fiscais. No caso da agricultura, estes incentivos podem ser créditos financeiros
Números de
adicionais, como já previstos no artigo 103 da lei de política agrícola. Da mesma forma, deve-se criar
desestímulos econômicos à degradação ambiental nestas áreas, o que no Direito Tributário denomina-se
extrafiscalidade, podendo ser impostos que visam à internalização do dano ambiental. Por exemplo, o
produtor poderia, nestas áreas de alta importância biológica, ser obrigado a pagar ao governo uma quantia
relativa à suas emissões de GEE, e a receita então poderia ser revertida em alguma atividade de
conservação de florestas.

- Na tentativa de conter o avanço da soja e pastagens sobre as florestas, especialmente sobre aquelas
de alto interesse para a conservação, deve o governo mapear as áreas já desflorestadas/degradadas, as
quais não possuem importância biológica para o reflorestamento, e incentivar a agricultura de larga-escala
nestas áreas. Tendo em vista a rápida expansão da agricultura e a grande necessidade de proteção de
certos blocos de floresta, esta medida deverá amenizar a pressão do desmatamento nestas áreas, e ao
mesmo tempo, permitir a implementação das atividades agropecuárias. Em áreas desmatadas adjacentes
aos blocos florestais de alta importância biológica, sugere-se o fomento de atividades silvipastoris e
sistemas agroflorestais de pequena escala, envolvendo pequenos produtores e suas famílias através de
projetos de assentamentos rurais. Tais projetos podem ser implementados de forma sinergética a outros
projetos recomendados nas seções seguintes.

- Deve o governo, em parceria com a sociedade civil organizada, promover a certificação de toda a
cadeia produtiva das atividades agropecuárias, incluindo critérios sócio-ambientais. Após a capacitação de
profissionais e implementação de selo de certificação, deve-se legislar sobre a obrigatoriedade dos produto-
res/empresas em rotular os produtos a serem comercializados, informando ao consumidor sobre a origem
e sobre o processo de fabricação do produto. Campanhas educativas, por sua vez, influenciariam os consu-
midores a adotarem uma postura responsável ao decidir qual produto deve ser comprado. A longo-prazo, as
empresas que não adotarem as normas recomendadas para conservação das florestas seriam naturalmen-
te eliminadas do mercado competitivo. Iniciativas neste sentido já estão em andamento na Amazônia onde
a moratória da soja, proposta pelo Greenpeace, foi aderida pela Associação Brasileira da Indústria de Óleos
Vegetais (Abiove) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), que incluem grandes
empresas do setor como a Cargill, Bunge, ADM e o grupo Amaggi. Estas empresas assumiram o
compromisso de não mais plantar soja em áreas desmatadas na Amazônia. No pantanal, outra iniciativa
bem sucedida vem sendo implementada pela Conservação Internacional em parceria com o setor privado.
Fazendas de gado vem sendo capacitadas e certificadas para a produção de carne orgânica, utilizando
critérios sociais e ambientais, com rastreamento de toda a cadeia produtiva 420. Dar acesso a mercados con-
sumidores internacionais e nacionais para os produtores que sigam preceitos ambientalmente corretos,
através de certificações, é uma forma eficiente de conter o desmatamento, e consequentemente, emissões
de GEE421. Créditos financeiros adicionais devem ser disponibilizados para companhias de pequeno e médio
porte no sentido de viabilizar o processamento, armazenamento e embalagem destes produtos, permitindo
que estes alcancem mercados distantes e de maior poder econômico422.

3.3.2 Políticas relacionadas aos Incêndios Florestais

As políticas públicas de combate aos incêndios florestais parecem ser uma das mais bem sucedidas
no contexto da mudança climática e florestas, apesar da dificuldade de fiscalização desta atividade,
especialmente na agricultura. De fato, os instrumentos legais coibindo o uso do fogo em áreas de floresta
no Brasil são antigos e remontam ao Código Florestal de 1934, o qual proibia o uso de fogo sem permissão
da autoridade florestal. O Novo Código Florestal determinou pena de três meses a um ano de detenção a
quem provocasse incêndio em áreas de florestas ou vender, fabricar, transportar balões que pudessem
causar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação. Com o Decreto 84.017 de 1979, ficou proibido
qualquer comportamento que pudesse provocar incêndios nos parques nacionais, sendo o uso do fogo
permitido apenas como instrumento de manejo, assim regulamentado pela Resolução do CONAMA n o 11 de
1988. Já a Lei de Crimes Ambientais, atualmente em vigor, aumentou a pena para dois a quatro anos de
reclusão, além de multa, a quem provocar incêndio em mata ou floresta, e para até três anos e/ou multa a
quem fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios. nas florestas e demais
formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano.

Atualmente o Brasil possui um dos maiores programas do mundo de combate a incêndios florestais
e investimentos da ordem de dezenas de milhões de dólares têm sido feitos visando minimizar os efeitos
deletérios das queimadas. A comunidade científica vem atuando ativamente na elaboração de propostas e
legislações relacionadas ao tema423. Coube à Comissão Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios
Florestais propor, em 1989, a criação do Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais,
o PREVFOGO. O IBAMA então foi designado para coordenar as ações necessárias à organização,
implementação e operacionalização do sistema, bem como o gerenciamento das atividades em todo o
território nacional, além da captação e aplicação dos recursos.

As ações do PREVFOGO são implementadas com o apoio dos Centros de Monitoramento e Controle
de Incêndios Florestais, implantados estrategicamente em diferentes Unidades da Federação. Todos os
Centros contam com uma moderna infra-estrutura de comunicação, informática e cartografia, dando
subsídios para o gerenciamento e tomada de decisão de forma regionalizada. O PREVFOGO possui 5
programas: (1) Prevenção, (2) Controle, (3) Combate, (4) Pesquisa e (5) Treinamento.

O Programa de Prevenção tem sido desenvolvido pelo Instituto Nacional de Meteorologia - INEMET,
pelas Centrais Elétricas de Minas Gerais - CEMIG, pelos Governos Estaduais, através das Secretárias de
Educação e Agricultura, órgãos de meio ambiente e por organizações não-governamentais. O programa
permite antecipar a tomada de decisões ao identificar as zonas de risco, realizando monitoramento
metereológico em áreas prioritárias, além de implantar infra-estrutura adequada, plano de manejo e
campanhas educativas nas redes de ensino e de comunicação.

O Programa de Controle é constituído por um Sistema de Detecção de Focos que utiliza dados obtidos
por satélite, aviões e por terra, e por um Sistema de Autorização e Controle de Queimadas. Este Programa
conta com a participação de organismos como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Centro
Integrado de Defesa Aérea e Controle do Tráfego Aéreo (CINDACTA), o Corpo de Bombeiros e as Brigadas de
Voluntários. As ações de controle propriamente ditas ficam a cargo do IBAMA, o qual orienta o uso correto
de queimadas, além de emitir autorizações e, quando necessário, aplica multas e outras penalidades pelo
uso indevido do fogo.

O Programa de Combate é implementado conjuntamente pelo Corpo de Bombeiros e pelas Brigadas


Contra Incêndios, estruturadas normalmente a nível das Prefeituras Municipais ou ONG´s. O objetivo é
desenvolver uma sistemática que permita que o fogo seja contido dentro dos limites possíveis, assim que
identificado o foco. O IBAMA tem incentivado o setor empresarial a participar ativamente deste programa
através do desenvolvendo de novas tecnologias, equipamentos, material de proteção pessoal, veículos leves
e aeronaves para patrulhamento e combate.

O Programa de Pesquisa é realizado principalmente pela Universidade de Brasília, Universidade de


São Paulo, Universidade Federal de Viçosa, Universidade Federal do Paraná, IBGE e EMBRAPA. A nível
internacional, o Serviço Florestal Americano, através de acordo de cooperação com o IBAMA, tem
proporcionado um crescente intercâmbio com pesquisadores da Estação de Pesquisa de Riverside, na
Califórnia, da NASA, do Centro Nacional de Pesquisas Atmosféricas e das universidades de Washington e do
Colorado. Por fim, o Programa de Treinamento do PREVFOGO objetiva montar uma estrutura de
capacitação de recursos humanos para atuar na área de incêndios florestais e queimadas, seja a nível
gerencial, seja a nível operacional, de modo a oferecer a todas as agências que integram o sistema
oportunidades para elevar o nível de conhecimento e habilidade de seus membros.

O Plano Plurianual 2008-2011 do governo federal continuará investindo no monitoramento e controle


de incêndios florestais através do programa FLORESCER. Outros programas regionais deverão continuar
suas atividades, incluindo o PROARCO e o PROTEGER. O PROARCO atua no “Arco do Desmatamento”,
identificando as áreas de maior risco e desenvolvendo um sistema permanente de monitoramento,
prevenção, combate, fiscalização, educação e treinamento. Já o Projeto de Mobilização e Capacitação para a
Prevenção de Incêndios Florestais na Amazônia, o PROTEGER, concebido no âmbito do PPG7, busca
promover a disseminação de conteúdos, estratégias, métodos e técnicas que promovam a sustentabilidade
dos processos produtivos das comunidades amazônicas, com foco na diminuição do uso do fogo e maior
controle nas queimadas.

Recomendações

- Sugere-se o aumento da fiscalização, além do desenvolvimento de novas técnicas que substituam o


uso do fogo na queima de resíduos agrícolas, especialmente nas culturas de cana-de-açúcar e algodão da
região sul e sudeste.

Números de
3.3.3 Políticas de Manejo Florestal

Florestas Nativas

O Código Florestal de 1934 estabeleceu mecanismos de comando e controle sobre a exploração de


múltiplos recursos florestais. No entanto, este código florestal refletia uma política um tanto economista,
visando muito à produção e pouco à proteção dos recursos florestais. Esta política foi redirecionada pelo
Novo Código Florestal de 1965, que estabeleceu, dentre outros, os conceitos de Reserva Legal e Área de
Preservação Permanente. O Novo Código Florestal já possuía, inclusive, um componente de educação
ambiental ao instituir a Semana Florestal, a ser comemorada obrigatoriamente nas escolas e
estabelecimentos públicos como objetivo de divulgar o valor das florestas, bem com o “sobre a forma
correta de conduzi-las e perpetuá-las”.

Foi somente em 1986 que a Lei 7.511 e a Portaria nº 486 utilizaram pela primeira vez o termo
“Manejo Sustentável ou Manejo de Rendimento Sustentável”, determinando normas administrativas e
procedimentos técnicos para a exploração florestal, mas sem contudo, estipular parâmetros para avaliação
desta atividade em si. Através da Ordem de Serviço 002/89-DIREN, de 1989, o IBAMA então publicou o
Roteiro Básico para Análise de Planos de Manejo Florestal, uma orientação do que deveria ser avaliado e os
itens a serem preenchidos pelo elaborador do plano de manejo. Nos anos seguintes, a Instrução Normativa
nº 80/91, o Decreto 1282/94 e a Portaria nº48/95 determinaram as regras e exigências para o manejo
florestal, estipulando a intensidade amostral, periodicidade do inventário, ciclos de cortes, guias e
autorizações.

No entanto, a exploração convencional de madeira continua a ameaçar as espécies economicamente


valiosas, como o Mogno e a Virola. O governo tem legislado sobre estas espécies, tendo suspendido a
exploração das mesma em 1996 (Decreto 1.963), e posteriormente em 2002 e 2003 (Decretos 4335/02 e
4593/03). Isto repercutiu internacionalmente, sendo que a União Européia resolveu suspender as
importações de mogno até que se comprovasse a origem das madeiras e a legalidade das autorizações de
exportação424. O Decreto 7722/03 e a Portaria Normativa nº7/03 do IBAMA estabeleceram critérios para a
exploração do mogno, determinando que a extração em florestas nativas seja feita apenas mediante um
Plano de Manejo Florestal Sustentável – PMFS.

Para combater fraudes e monitorar a cadeia de custódia da madeira nativa, o governo criou, em 2006,
o Documento de Origem Florestal(DOF)425, que substituiu a Autorização de Transportes de Produtos
Florestais (ATPF). O DOF consiste em um sistema eletrônico operado pelo IBAMA, acessível em tempo real,
via satélite e pela LINHA VERDE (800-61-8080). O DOF utiliza código de barras contendo informações sobre
o veículo, dono e destino da madeira. Visando a descentralização do processo de fiscalização, O CONAMA
passou aos Estados a responsabilidade sobre a fiscalização e as autorizações de desmatamento, ficando a
cargo do IBAMA a fiscalização em áreas superiores a 50 mil hectares e desmatamento maiores que 2 mil
hectares na Amazônia, e 1 mil hectares no resto do país.

Em 2000, foi criado o Programa Nacional de Florestas (PNF), que visa promover o uso sustentável
das florestas através do fomento de atividades de reflorestamento e recuperação de florestas nativas. O
PNF prevê ainda a repressão do desmatamento ilegal, promoção de alternativas econômicas para o
pequeno produtor e para indústrias de base florestal, estímulo a proteção da biodiversidade e valorização
dos aspectos econômicos e sociais dos serviços ambientais advindos das florestas. As ações do PNF
envolvem: regulamentação, treinamento e capacitação, assistência técnica, informação, pesquisa e
desenvolvimento florestal, além de créditos e incentivos econômicos. Foi criada uma Comissão
Coordenadora do PNF (CONAFLOR), um Centro de Apoio ao Manejo Florestal (CENAFLOR) e um Sistema
Nacional de Informações Florestais (SINFOR). Criou-se ainda a lei de Gestão de Florestas Públicas (lei
11.284/06), que permitirá investimentos privados para a exploração sustentável de florestas. Espera-se que
até 2015 a área de manejo comunitário no Brasil atinja 25 milhões de hectares e que a área total de
concessões florestais chegue a 3% da Amazônia, ou seja, cerca de 13 milhões de hectares. A receita por
pagamento do recurso florestal estimada é de R$ 187 milhões por ano, com uma arrecadação de impostos
da ordem de R$ 1,9 bilhões, além da geração de cerca de 140 mil novos empregos.

Dentre as metas do PNF para o período de 2008 a 2011 está a implementação do o Plano Nacional de
Silvicultura com Espécies Nativas e Sistemas Agroflorestais (Pensaf), e a recuperação de áreas degradadas.
O Pensaf, desenvolvido em parceria com o Ministério da Agricultura e com o Ministério da Ciência e Tecno-
logia, pretende favorecer a utilização de espécies florestais nativas e sistemas agroflorestais para produção
comercial. No programa de recuperação de áreas degradadas, o PNF investirá na recuperação da Bacia do
Rio São Franscisco como projeto-piloto426.

Em relação aos mecanismos financeiros, umas das ferramentas mais importantes para conter a de-
gradação das florestas tem sido o Protocolo Verde, que evita a utilização de créditos oficiais e benefícios fis-
cais em atividades que sejam prejudiciais ao meio ambiente. Com o Protocolo Verde, os recursos financei-
ros do Governo priorizam projetos que apresentam maiores características de auto-sustentabilidade e que
acarretarem menores danos ao meio ambiente. Dentre os participantes do Protocolo estão representantes
do Ministério do Meio Ambiente, Ministério da Agricultura, Ministério da Fazenda, Ministério do Planeja-
mento e Orçamento, IBAMA, além do Banco do Brasil, Banco Central, Caixa Econômica Federal, BNDS, Banco
do Nordeste e do Banco da Amazônia.

Outro importante mecanismo econômico é o ICMS Ecológico. O ICMS (Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços) é destinado ao estado, na proporção de 75% do total arrecadado, sendo 25% reparti-
do entre os municípios. Porém, um quarto destes 25% pode ser distribuído de acordo com critérios estabele-
cidos por legislação estadual. O estado pode determinar que esta porcentagem do ICMS seja destinado aos
municípios de acordo com o tamanho de suas Unidades de Conservação ou presença de mananciais de
abastecimento. Assim, o ICMS Ecológico torna-se um incentivo à conservação ambiental por parte dos mu-
nicípios. O ICMS Ecológico foi primeiramente implantado no Paraná, em 1991, e posteriormente em SãoPau-
lo (1993), MinasGerais (1995), Rondônia e Amapá (1996), Rio Grande do Sul (1998), MatoGrosso, Mato Gros-
sodo Sul e Pernambuco (2001) e Tocantins (2002).

Por fim, a lei do Imposto de Renda Ecológico, se aprovada, deverá promover o aumento dos recursos
em prol da conservação da natureza. O projeto de lei 5162/05, substitutivo ao projeto 5974/05, é de autoria
do Senado Federal e já foi aprovado na Comissão de Justiça. A proposta prevê que pessoas físicas poderão
deduzir até 6% do imposto de renda devido. Podem ser abatidos 80% dos valores doados e 60% dos
recursos destinados a patrocínios. As pessoas jurídicas poderão deduzir até 4% do imposto devido, sendo
40% o limite para doações e 30% para patrocínios. Os recursos devem ser repassados a entidades sem fins
lucrativos para aplicação em projetos de conservação do meio ambiente e promoção do uso sustentável dos
recursos naturais. Também são previstos incentivos para doações ao Fundo Nacional do Meio Ambiente
(FNMA) e a outros fundos públicos ambientais, desde que sejam habilitados pelo governo federal para tal
fim.

Recomendações

− O PNF deve estabelecer novas metas para aumento da participação do pequeno e médio produtor na
cadeia produtiva, e exigir um maior comprometimento financeiro do Ministério da Agricultura para
fomento da agroecologia e agrosilvivultura.

− Deve-se garantir que a exploração de madeira seja feita de acordo com um plano de manejo aprovado e
seguindo critérios científicos que levem em conta a biologia reprodutiva da espécies e aspectos
ecológicos e de interação planta-animal, respeitando seu valor ecológico e diferenças sazonais, quando
for o caso. Isto é particularmente importante nas áreas de florestas públicas exploradas pelo setor
privado por meio de concessão.

− É necessário que haja uma desburocratização no processo de avaliação e aprovação dos Planos de
Manejo Florestal Sustentáveis e facilitação às linhas de crédito, além de assistência técnica para
famílias de baixa renda.

− Deve-se reforçar as operações de fiscalização visando coibir a exploração ilegal de madeira. Para isso, o
governo deve prover mais empregos, além de promover a capacitação de agentes locais.

− Incentivar a extração sustentável de produtos florestais não-madeireiros, incluindo frutas, sementes,


plantas medicinais e ornamentais, látex, raízes, resinas, aromáticos e corantes. O valor desta produção
no Brasil totalizou R$ 508,6 milhões em 2005, com destaque para o Babaçu, Piaçava, Erva-mate,
Castanha-do Pará e Carnaúba427. No entanto, apesar da exploração de produtos florestais não-
madeireiros representar uma importante fonte de renda alternativa para inúmeras comunidades, esta
Números de
atividade pode representar ameaça à sobrevivência de algumas espécies, caso o manejo seja feito sem
critérios científicos. A Castanha-do-Pará é uma das espécies na qual a exploração provavelmente não
tem sido feita de forma sustentável. Caso o nível de extração observado perdure, suas populações
naturais deverão colapsar devido aos efeitos estocásticos demográficos428. A capacitação técnica e o
monitoramento destes projetos torna-se, portanto, fundamental para o sucesso a longo-prazo destas
iniciativas.

− Os estados deveriam incluir o reflorestamento de APPs como critério prioritário para distribuição do
ICMS Ecológico nos municípios, buscando assim a sinergia entre ações de conservação para restauração
de matas ciliares, mananciais de abastecimento, recuperação da biodiversidade e mitigação da
mudança climática através do sequestro do carbono.

− O MMA deveria alocar parte dos recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente, advindos do Imposto
de Renda Ecológico, para a Secretaria de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental, para que possam
ser aplicados em projetos de mitigação da mudança climática.

Florestas Plantadas

Tendo em vista a crescente exploração predatória de madeira nativa por parte do setor siderúrgico,
torna-se necessário o incentivo ao replantio de espécies de crescimento rápido visando a sustentabilidade
destas indústrias, aliviando assim a pressão sobre as florestas nativas. De fato, estas indústrias, juntamente
com as indústrias de papel, são responsáveis pela maior parte das florestas plantadas no Brasil. O governo
federal tem utilizado instrumentos para a regulamentação desta atividade desde 1965, com o Novo Código
Florestal. Este determina que as empresas siderúrgicas, à base de carvão, lenha ou outra matéria-prima
vegetal, sejam obrigadas a manter florestas próprias para exploração racional ou formar, diretamente ou
por intermédio de empreendimentos dos quais participem, florestas destinadas ao seu suprimento. Além
disto, esta lei obriga as siderúrgicas a exigir licença do vendedor, outorgada pela autoridade competente,
atestando a legalidade da extração da lenha, carvão e outros produtos precedentes de floresta. Outras
exigências incluem a criação de um plano de reflorestamento e um estoque de florestas plantadas, além de
um plano de reposição obrigatória no caso de estar desenvolvendo o projeto em desacordo com a legislação
vigente ((Res. CONAMA Nº 369/06), PORT. -IBAMA Nº 9/00, PORT. IBAMA Nº 71/98), havendo critérios e
procedimentos específicos para apresentação, análise e controle do Plano Integrado Florestal - PIF, no caso
do Estado do Pará. As indústrias que não possuem “dívidas” para com o meio ambiente podem então
requerer desvinculação de projeto de reflorestamento junto ao IBAMA e assim solicitar validação junto ao
MDL, se for o caso.

Em 2007, o BNDES, em parceria com o MMA, criou o REFLORESTA, uma linha de crédito para apoiar o
desenvolvimento da silvicultura no Distrito Florestal Sustentável de Carajás através do apoio ao plantio
comercial de espécies de rápido crescimento e apoio ao plantio de espécies nativas 429. O MMA ainda criou o
Grupo de Trabalho da Cadeia Produtiva do Carvão Vegetal para subsidiar a elaboração de programas,
projetos, ações e políticas direcionadas ao uso sustentável, monitoramento e controle desta atividade. A
Companhia Vale do Rio também tomou iniciativa ao cortar o suprimento de minério de ferro às indústrias
de ferro-gusa de Carajás que desrespeitam as leis ambientais e trabalhistas430. Em resposta à pressão das
autoridades, as indústrias de ferro-gusa de Carajás investiram US$ 6 milhões na criação do Fundo Florestal
Carajás- FFC, devendo também alocar US$ 3 no FFC para cada tonelada de ferro-gusa exportada. Assim
espera-se que o FFC obtenha cerca de US$ 15 milhões anualmente para subsidiar reflorestamentos na
região. A expectativa é alcançar 250 mil hectares reflorestados para abastecer as indústrias locais431.
Para reflorestamento com espécies exóticas de crescimento rápido (principlamente Eucalypto e
Pinus), o PNF prevê uma expansão da base florestada e inclusão do pequeno produtor na participação deste
negócio. As linhas de créditos para pequenos e médios produtores permitiram financiamento da ordem de
R$ 2 milhões em 2002, R$ 50 milhões em 2005, atingindo cerca de R$ 100 milhões em 2006. Estes
programas incluem: Pronaf Florestal (produtor familiar), PropFlora (recuperação de florestas por pequeno e
médio produtor), FNO Floresta e FCO Florestas (plantio e manejo florestal na Região Norte e Centro-Oeste,
respectivamente) e FNE verde, destinado à Região Nordeste, Espírito Santo e Minas Gerais. Para o período
de 2008-2001, o PNF pretende diversificar, ampliando o programa para outras espécies, além de aumentar
a média anual de plantio, que atualmente gira em torne de 600 mil hectares, para 1 milhão de hectares até
2010. O programa de assistência técnica florestal do PNF prevê ainda a contemplação de 5,4 mil produtores
na Mata Atlântica, 4 mil na Amazônia, 2,1 mil na Caatinga e 2,3 mil no Cerrado até 2008-2009.

Importante iniciativa em termos de mitigação da mudança climática foi tomada pelo governo federal
ao criar, em 2003, o Programa Nacional do Biodíesel. A participação das camadas menos favorecidas da
população, agricultores familiar e cooperativas locais será priorizada, visando a produção do biodiesel a
partir de loleaginosas como a canola, soja, mamona e outras espécies. O governo estima que será
necessário o plantio de 1,5 milhões de hectares para atingir a meta de produção432. Há uma ampla gama de
incentivos para estes projetos os quais deverão contribuir para a mitigação da mudança climática ao
reduzir o nível de emissões dos veículos automotores.

Recomendações

− Incentivar o plantio de espécies exóticas somente em áreas previamente degradadas e que não repre-
sentam prioridade para restauração do ponto vista biológico. Deve-se certificar que as plantações exóti-
cas, sejam para produção do biodiesel ou para fornecimento de carvão vegetal às siderúrgicas, não se-
jam implementadas em áreas destinadas a formarem corredores ecológicos.

− Deve-se definir a extensão máxima a ser permitida no caso de plantações em áreas adjacentes às flo-
restas naturais. Nestes casos, deve-se obrigar o produtor a estabelecer, entre as áreas de plantio, corre-
dores biológicos visando o fluxo da fauna na floresta nativa.

− Promover campanhas de educação ambiental sobre o consumo responsável de produtos florestais, exi-
gindo dos consumidores a verificação, no ato da compra, da existência de selos de certificação de sus-
tentabilidade.

− Promover, no âmbito do PNF, o plantio e comercialização do bambu. Diversas espécies de bambus


podem ser utilizadas para ornamentação, enfeites e até mesmo na construção residencial. Além de
apresentar crescimento rápido, podem acumular mais de 70 tC/ha, auxiliando assim no sequestro do
carbono.

3.3.4 Políticas para Mega-Projetos de Infra-estrutura e Urbanização

A tentativa de regulamentar o processo de ocupação das áreas de florestas no Brasil são antigos,
porém de pouco sucesso. O Novo Código Florestal já determinava, há décadas atrás, a proibição de
assentamentos humanos e de projetos de colonização e reforma agrária em áreas de florestas, salvo
projetos agro-extrativistas. O MMA vem a muitos anos exigindo do Instituto Nacional de Colonização e
Reforma Agrária- INCRA o fim dos assentamentos em áreas de florestas 433, os quais resultam, na maioria
das vezes, em degradação ambiental e desmatamento. Em 2003, em parceria com o MMA e o Ministério do
Desenvolvimento Agrário, o INCRA criou um novo modelo de assentamento em áreas de florestas, como
parte das estratégias do Plano Nacional de Reforma Agrária. Estes novos assentamentos pretendem
promover a extração sustentável de produtos florestais não-madeireiros, produção de polpas de frutas,
óleos comestíveis e plantas medicinais434.

Umas das mais importantes iniciativas recém tomadas pelo governo, por meio do Serviço Florestal
Brasileiro, foi a criação dos Distritos Florestais Sustentáveis- DFS, em 2006, de forma a implementar
políticas integradas de conservação e desenvolvimento. A definição dos DFSs leva em consideração três
critérios: (1) potencial florestal, (2) vocação florestal e (3) condições logísticas e de infra-estrutura. Nestes
distritos serão desenvolvidas ações coordenadas visando fomentar a atividade florestal, porém
regulamentando o processo de instalação de infra-estrutura, desenvolvimento industrial e regularização
fundiária. Dois DFSs já foram criados, o DFS da BR 163 e o DFS de Carajás. Ao passo que o DFS da BR 163 visa,
dentre outros, a promoção do desenvolvimento sócio-econômico e o ordenamento territorial, o DFS de
Carajás visa principalmente a sustentabilidade das siderúrgicas através da recuperação de áreas e
reflorestamento435.

A necessidade do ordenamento territorial em áreas de influência dos mega-projetos de infra-


estrutura se torna óbvia. O fluxo migratório para estas regiões é intenso após a finalização dos projetos
devido às novas oportunidades de emprego e negócio. De acordo com a Política Nacional do Meio
Ambiente, projetos caracterizados com potencialmente capazes de gerar impacto ambiental devem
Números de
apresentar um Estudo Prévio de Impacto Ambiental e um Relatório de Impacto Ambiental para que
obtenham licenças de instalação e manutenção de suas atividades, e isto tem sido exaustivamente
regulamentado (Res. CONAMA Nº 001/86, IN- IBAMA Nº 96/06, Res. CONAMA Nº 237/97, Res. CONAMA Nº
369/06). No entanto, não há uma política clara sobre a responsabilidade social dos empreendedores no que
se refere ao acompanhamento do desenvolvimento social local após a implementação dos projetos. Assim,
os investimentos de compensação por impacto ambiental podem, muitas vezes, não ser suficientes para
compensar o impacto causado nas fases posteriores do projeto.

Um dos casos mais controversos em relação aos mega-empreendimento diz respeito ao Gasoduto
Coari-Manaus. Orçado em cerca de US$ 500 milhões, o gasoduto será uma ampliação da rede atual, que
liga Urucu a Coari, passando a transportar o gás natural da reserva de Urucu até a cidade de Manaus, no
Amazonas. O novo gasoduto possui 383 km, sendo composto por cerca de 32 mil tubos de aço de 10 a 18
polegadas os quais serão enterrados a 1,5 metros de profundidade. Em determinados trechos, o gasoduto
estará disposto a 20 metros abaixo do leito do rio Solimões. Durante as obras, 28 clareiras de 140 metros de
extensão por 90 metros de largura serão abertas para facilitar o trabalho 436. Medidas compensatórias
incluem o reflorestamento das clareiras e massivos investimentos na área social, incluindo implantação de
estrutura sanitária, construção de praças, escolas, postos de saúde em mais 300 comunidades da região,
além de geração de 3 mil empregos diretos e 12 mil indiretos.

Uma vez que a geração de energia elétrica na região Norte é atualmente custeada pela Conta de
Consumo de Combustíveis Fósseis, paga por todos os consumidores das outras regiões do país, é esperado
que o gasoduto Coari-Manaus resulte em redução da conta de energia para os consumidores brasileiros,
com economia estimada de US$ 1 milhão por dia. Em termos de redução de emissões de GEE, o gasoduto
Urucu-Coari-Manaus fornecerá Gás Natural Veicular para o setor de transporte da região. Somente para a
cidade de Manaus, a estimativa é uma redução nas emissões da ordem de 1 milhão de toneladas de CO2 por
ano. Estudos estão sendo feitos sobre a viabilidade de conversão de motores da frota fluvial, composta
atualmente por de 32 mil embarcações. Assim, à princípio, o projeto tende a ser sustentável, e não haveria
razões para impedir sua implementação. No entanto, a região vem apresentando drásticas mudanças
demográficas desde a descoberta da reserva de Urucu. A cidade de Coari apresentou um crescimento anual
de 6,56% entre 1991 e 2000, passando de 38.678 para 67.096 habitantes neste período 437. A população total
atingiu 87,5 mil habitantes em 2006438. O impactos em termos de desmatamento na região não tem sido
estimados.

Recomendações

− Certificar que os projetos de infra-estrutura a serem implantados estejam beneficiando a sociedade e


não somente um grupo restrito de empresas, principalmente quando estas não são empresas
brasileiras.

− Criar um número 0800 para esclarecimento das normas de licenciamento, auditorias públicas e
facilitar denúncias.

− Realizar pesquisas sobre emissões de GEE por hidrelétricas e divulgar/justificar escolhas de


metodologias consideradas mais apropriadas para estes cálculos.

− É preciso garantir que assentamentos do INCRA não sejam feitos em áreas de florestas mas que, podem
e devem ser incentivados em áreas degradadas onde os assentados poderiam se engajar em programas
de reflorestamento.

− Que as áreas de risco de explosão demográfica, assim consideradas de acordo com os projetos de
construção de rodovias e outros mega-empreendimentos de infra-estrutura a serem implementados,
possuam plano de ordenamento e desenvolvimento sustentável anteriormente à sua implementação.
3.4 Políticas Relacionadas à Áreas Geográficas Específicas

Talvez a mais importante ferramenta para a conservação de grandes áreas naturais seja a criação de
reservas onde a utilização dos recursos naturais esteja sob controle de uma autoridade ambiental. Desde a
criação do primeiro Parque Nacional norte-americano, o conceito de “área protegida” tem sido entendido
como uma área legalmente excluída do espaço sujeito à ocupação humana e à exploração da iniciativa
privada439. Este modelo antropocêntrico implica no fato de que “já que existem reservas naturais, podemos
então utilizar os recursos, onde vivemos, da forma que melhor nos convier”, mesmo que esta utilização
resulte na degradação ou extinção dos recursos locais. A recente mudança deste paradigma tem refletido
na criação de Sistemas Nacionais de Áreas Protegidas, os quais incluem diferentes tipos de reservas
naturais, muitas delas conciliando a ocupação humana e a conservação dos recursos naturais. No Brasil, a
criação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação-SNUC representou um enorme avanço na
legislação, assim como no reconhecimento das relações do homem e meio ambiente.

A criação de Unidades de Conservação no Brasil constitui uma importante ferramenta para conter o
desmatamento e queimadas440, mas não são suficientes441. A rápida destruição dos ecossistemas naturais
requer a utilização de novos instrumentos que possam garantir a efetividade das Unidades de
Conservação-UC. No caso particular das florestas, os efeitos deletérios da fragmentação poderão malograr
a tentativa de conservação através de pequenas reservas. A criação de corredores ecológicos, unindo as
Unidades de Conservação, tornam-se fundamental para uma estratégia a longo-prazo, permitindo o fluxo
gênico das espécies animais e garantindo suas funções ecológicas como polinizadores, dispersores de
sementes, dentre outros. Ademais, a conservação de grandes áreas naturais deverá incluir não somente os
aspectos ambientais, mas também os aspectos sociais, econômicos e culturais de forma integrada,
respeitando assim as necessidades e particularidades dos povos que vivem nestas regiões.

Em 1991, o Programa Homem e Biosfera das Nações Unidas, através de uma Comissão Brasileira
vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, criou a primeira Reserva da Biosfera no Brasil. Atualmente
reconhecidas pelo SNUC, as Reservas da Biosfera adotam um modelo de gestão integrada e participativa,
tendo como objetivos principais a preservação da biodiversidade, o desenvolvimento de atividades de
pesquisa e monitoramento ambiental, educação ambiental, promoção do desenvolvimento sustentável e a
melhoria da qualidade de vidas das populações. O modelo de zoneamento adotado inclui as (1) Zonas
Núcleo, cujo objetivo é a proteção da biodiversidade, (2) Zonas de Amortecimento, que visam minimizar o
impacto sobre as Zona Núcleo, promovendo a qualidade de vida das comunidades tradicionais locais e (3)
Zonas de Transição, predominando as áreas urbanas, agrícolas e industriais, onde as atividades de
educação ambiental e o monitoramento são estimuladas (fig. 3.1). No Brasil, a implantação das Reservas da
Biosfera representa um grande desafio, sendo uma das poucas iniciativas de sucesso de conservação de
grandes áreas naturais.

Outra iniciativa para a conservação de macro-regiões é o Projeto Piloto para a Conservação das
Florestas tropicais do Brasil-PPG7, criado pelo governo brasileiro em parceria com a comunidade
internacional, principalmente a Alemanha. O PPG7 é um dos maiores projetos de conservação mundial,
possuindo inúmeras linhas de atuação, dentre elas a promoção do manejo florestal sustentável,
capacitação à prevenção de incêndios, proteção das comunidades indígenas, apoio às ONGs locais,
monitoramento e pesquisa. Através do sub-programa Parques e Reservas, o PPG7 visa implementar sete
grandes corredores ecológicos, cinco na Amazônia e dois na Mata Atlântica, os quais juntos promoveriam a
conservação de pelo menos 75% da biodiversidade das florestas brasileiras442 443(fig. 3.2). A criação do PPG7
se deu no início da década de noventa, quando a Convenção do Clima ainda estava em negociação. De fato,
parte dos interesses da Comunidade Européia no financiamento do PPG7 era a promoção da redução das
emissões de GEE por desmatamento no Brasil, o que seria mais econômico e conveniente do que reduzir
suas próprias emissões444.

Números de
Figura 3.1. Reservas da Biosfera da Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia, e modelo de zoneamento adotado.

Figura 3.2. Corredores Ecológicos do Projeto Piloto para a Conservação das Florestas Tropicais do Brasil- PPG7.

3.4.1 Políticas para a Amazônia

A política governamental para a Amazônia se traduz na divulgação dos princípios do


desenvolvimento sustentável, reversão da degradação ambiental, valorização da produção alternativa e de
tecnologias que assegurem melhores condições de vida para as comunidades locais e grupos indígenas.
Com apoio financeiro e técnico internacional, o Brasil administra os dois maiores programas de
conservação de florestas tropicais do mundo, o PPG7 e o Programa de Áreas Protegidas da Amazônia
(ARPA). Também vem sendo desenvolvido na região o maior programa de monitoramento de fluxo de GEE
em ambientes florestais do mundo, o Experimento de Grande-escala da Biosfera-Atmosfera (LBA).

No âmbito do PPG-7, o sub-programa de Políticas de Recursos Naturais visa contribuir para a


definição e implementação de um adequado modelo de gestão ambiental integrada para a Amazônia
Legal. As linhas de ação do PPG7 incluem: pesquisa científica sobre os processos ecológicos da floresta,
conservação de áreas protegidas, promoção de experiências inovadoras no uso dos recursos naturais,
capacitação de instituições públicas para formulação e implementação de políticas e disseminação das
lições aprendidas nos diversos programas445. Já o ARPA é um programa específico para Unidades de
Conservação. Até 2013, o ARPA pretende criar pelo menos 50 milhões de hectares de UCs, o que representa
cerca de 10% da Amazônia Brasileira. Seus componentes incluem a criação, consolidação, mecanismos de
sustentabilidade a longo prazo e o monitoramento das áreas protegidas. Para viabilizar a coordenação e
gerenciamento do programa foi criado um fundo fiduciário de capitalização permanente, o Fundo de Áreas
Protegidas. Este fundo utiliza apenas os rendimentos líquidos e já deve contar com cerca US$ 60 milhões
para implementação 446.

Criado em 2006, o Programa Amazônia Sustentável procura conciliar os interesses e ações dos
ministérios do governo com o novo modelo de desenvolvimento na Amazônia Brasileira, pautado no uso
sustentável dos recursos naturais, manutenção do equilíbrio ecológico, valorização das potencialidades de
do patrimônio natural e sócio-cultural, na geração de emprego, renda e redução das desigualdades sociais
através da inserção das atividades econômicas nos mercados regionais, nacional e internacional447. A
Secretaria de Coordenação da Amazônia e a Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável
têm promovido a participação das comunidades tradicionais em projetos de Agroextrativismo e
disseminado informações relativas à sua produção e comercialização448.

Até recentemente, as políticas para a Amazônia não mostravam resultados em termos de redução do
desmatamento. Frente à pressão da sociedade brasileira e da comunidade internacional, o governo criou,
em 2003, um Grupo Permanente de Trabalho Inter-Ministerial com a finalidade de propor medidas e coor-
denar ações para a efetiva redução do desmatamento na Amazônia. Este grupo criou então o Plano de Ação
para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal449, cujas linhas de ação incluem o ordena-
mento fundiário e territorial; monitoramento e controle ambiental; fomento a atividades produtivas sus-
tentáveis; infra-estrutura ambientalmente sustentável; e coordenação e arranjos institucionais. Apesar de
críticas, o Plano tem mostrado bons resultados, dentre eles uma efetiva repressão ao desmatamento ilegal.
A exemplo disto, uma recente operação realizada pela polícia federal, em colaboração com IBAMA, desarti-
culou uma quadrilha que atuava há 15 anos na região. Sessenta servidores, dentre eles o Secretário Estadual
do Meio Ambiente, o Superintendente do IBAMA e o Presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente,
todos do Estado de Mato Grosso, foram detidos e acusados de fraude que chegam a R$ 1 bilhão450. O desma-
tamento na região, entre 2006-2007, reduziu 20% em relação ao ano anterior, representando uma redução
acumulada de 59% nos últimos 3 anos. O desmatamento absoluto de 11.224 km2 constitui o segundo mais
baixo desde o início do monitoramento em 1988451.

Com o advento de novas tecnologias, atualmente tem sido possível monitorar desmatamentos452 453,
mudanças na cobertura florestal454 455 e áreas parcialmente degradadas456 457 458, além de estimar impactos
causados pela agropecuária459 460 e por incêndios461 462. Tais tecnologias podem ser usadas como ferramenta
na elaboração de políticas de conservação. Para estimar o desmatamento no Brasil, o Projeto PRODES de
monitoramento por satélite da Amazônia, implementado pelo INPE, tem sido usado desde 1988. Apesar de
boa resolução, o processamento dos dados é lento, sendo que o PRODES divulga as estimativas de
desmatamento uma vez ao ano. Já o DETER (Detecção de Desmatamento em Tempo Real), projeto do
INPE/MCT, com apoio do MMA e do IBAMA, utiliza sensores com alta freqüência de observação para
minimizar as limitações provocadas pela cobertura de nuvens. Apesar de produzir imagens de menor
resolução, o DETER consegue detectar desmatamentos recentes em tempo real, possibilitando ações mais
imediatas.

A Amazônia Legal também conta com o Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) 463, cujo intuito é
integrar informações e gerar conhecimento atualizado para articulação, planejamento e coordenação de
ações. O SIPAM utiliza dados gerados por uma complexa infra-estrutura tecnológica, composta por
subsistemas integrados de sensoriamento remoto, radares, estações meteorológicas e plataformas de
dados. Já o Sistema de Vigilância na Amazônia (SIVAM)464 foi criado para executar o monitoramento da
atividade aérea da região e o monitoramento do uso do solo por meio de radares terrestres e aviões de
alerta aéreo. O SIVAM e o SIPAM trabalham de maneira integrada, com infra-estrutura comum,
proporcionando informações temáticas particulares às necessidades operacionais dos usuários.

Em termos de projetos específicos para mitigação da mudança climática, vale mencionar a Iniciativa
do Amazonas para Conservação de Florestas e Serviços do Ecossistema. Esta iniciativa, elaborada pela
Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado do Amazonas, em parceria com
ONGs locais, propõe um mecanismo voluntário de incentivo à redução das emissões causadas pelo
desmatamento e para compensação por serviços ambientais providos pelas florestas do estado465. O
objetivo é a criação de um fundo privado, gerido por uma ONG criada especialmente para este fim, cujos
recursos advindos de doações serviriam para cobrir os custos de implementação de projetos para redução
do desmatamento e promoção do desenvolvimento sustentável. A expectativa é a arrecadação de US$ 500
milhões em 10 anos, o que resultaria em redução ao nível de 40% da atual taxa de desmatamento. Em um
Números de
prazo de 30 anos, o projeto espera arrecadar US$ 3 bilhões e acabar completamente com desmatamento no
estado do Amazonas.

Recomendações

− Promover o uso e conservação da floresta através da promoção de atividade que valorizem a


floresta em pé, como a extração de frutos, óleos, ervas, castanhas e outros produtos florestais
não-madeireiros, especialmente através do envolvimento de comunidades ribeirinhas e
tradicionais.

− Expandir as experiências bem sucedidas para outras áreas da Amazônia.

− Reforçar a fiscalização e controle das atividades que causam desmatamento, seja exploração de
madeira, agropecuária ou mega-empreendimentos, para que seja respeitada a cota de reserva
legal e outras legislações vigentes.

− Coibir a expansão da soja e da criação de gado em áreas de floresta nativa através diminuição
dos subsídios e corte definitivo ao acesso de crédito para financiamento no caso de não
cumprimento da legislação referente à reserva legal e recuperação de reserva legal suprimida.

− Mapear as áreas degradadas que não representam prioridade para restauração do ponto de
vista da conservação e estimular a expansão da agropecuária sobre estas áreas, de forma a
aliviar a pressão sobre as florestas nativas.

− Aumento dos recursos para acelerar o processo de implementação dos 5 corredores ecológicos
previstos pelo PPG-7 e planejar uma futura conexão destes corredores com as novas reservas
criadas pelo ARPA.

− Promover oportunidades para as comunidades locais participarem do MDL através de projetos


de reflorestamento com espécies nativas.

3.4.2 Políticas para o Cerrado

Políticas governamentais para a conservação do Cerrado são recentes, apesar de o bioma ser
reconhecido como Patrimônio Nacional desde 1988. A primeira grande iniciativa de conservação deste
bioma foi a criação da Reserva da Biosfera do Cerrado- RBC, em 1994. Com aproximados 30 milhões de
hectares, a RBC inclui em sua Zona Núcleo o Parque Nacional de Brasília, a Estação Ecológica de Águas
Emendadas, o Complexo Jardim Botânico de Brasília, a Reserva Ecológica do IBGE e a Fazenda Água Limpa
da UnB.

Nos anos seguintes, a pressão das ONGs foi fundamental para as tomadas de decisão por parte do
MMA. Após a formação de um GT para o Cerrado, formado principalmente por representantes da sociedade
civil, e pela realização de worshops e seminários, o MMA promoveu e publicou as Bases para o Plano de
Ação dos Ecossistemas do Cerrado, em 1999, e as Diretrizes para um a Política Integrada para Conservação e
Uso Sustentável do Cerrado. Somente em 2003, formou-se o GT oficial do Cerrado, através de portaria do
MMA. Este grupo encarregou-se de elaborar propostas de ação as quais culminaram na criação do
Programa Nacional de Conservação e Uso Sustentável do Bioma Cerrado, em 2005, também conhecido
como Programa Cerrado Sustentável.

O objetivo geral do Cerrado Sustentável é a conservação, restauração e manejo sustentável dos


ecossistemas naturais, assim como a valorização das populações tradicionais e busca por condições que
possam reverter os impactos sócio-ambientais negativos do processo de ocupação da região 466. As áreas
prioritárias para ação foram definidas como aquelas de importância para a biodiversidade, territórios de
comunidades tradicionais, indígenas e quilombolas, áreas de importância para conservação dos recursos
naturais, em especial dos recursos hídricos, e nas zonas de alta pressão antrópica, mais especificamente na
fronteira agrícola.

A Secretaria de Biodiversidade e Florestas criou, em 2004, o Núcleo Cerrado e Pantanal para


articular as ações de forma integrada aos diversos programas em andamento do MMA. Dentre as ações
principais do governo para a região está a criação de novas Unidades de Conservação, com meta para
atingir 10% do Bioma sobre proteção legal. Outra prioridade é a promoção da agrobiodiversidade através do
manejo e cultivo de plantas medicinais e sementes crioulas. Este programa conta com o apoio da Agência
Nacional de Vigilância Sanitária e da FioCruz para criação de protocolos de produção de fitoterápicos
apropriados para a agricultura familiar. Em convênio com a Universidade de Brasília e com o suporte do
Fundo Nacional do Meio Ambiente, cerca de R$ 6,3 milhões serão investidos para capacitação de agentes
multiplicadores e agricultores familiares. O Centro de Desenvolvimento Agroecológico do Cerrado dará
suporte ao manejo, beneficiamento e comercialização de espécies nativas como o Pequi, Baru e Faveira,
junto aos produtores rurais.

Em 2007, criou-se o Comitê da Iniciativa GEF Cerrado Sustentável, uma parceria do MMA, Banco
Mundial e do Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF). Diversos projetos de 2 a 3 anos contarão com
recursos desta iniciativa. O GEF disponibilizará US13 milhões, enquanto que a contrapartida do MMA é de
US$ 26 milhões. Os projetos visam principalmente o uso sustentável dos recursos naturais no bioma
Cerrado.

Na esfera do IBAMA, um grupo de trabalho do Cerrado foi criado para discutir, propor e executar
normas relativas ao desmatamento e ao Plano de Manejo Florestal. O objetivo principal é fiscalizar as
indústrias de ferro-gusa, prevenindo o desmatamento ilegal.

Nenhum projeto governamental visando especificamente a mitigação da mudança climática no


cerrado foi foi elaborado até o momento. No entanto, vale notar que projetos-piloto desenvolvidos por
ONGs locais têm apresentado resultados animadores e já podem servir de modelo para outras regiões. O
Projeto “Seqüestro de Carbono da Ilha do Bananal” visa à redução das emissões de GEE por desmatamento
e promove o sequestro do carbono através de reflorestamento com espécies nativas. O trabalho é realizado
junto às comunidades locais e recebe recursos internacionais, sendo responsável pela disseminação do
conceito de Carbono Social. O projeto estima que, nos próximos 25 anos, sejam seqüestrados cerca de 25
milhões de toneladas de carbono 467.

Recomendações

- Criar e expandir as Unidades de Conservação.

- Conter o avanço da soja sobre a vegetação nativa do Cerrado, principalmente através do corte do
acesso ao crédito e outros incentivos econômicos para esta atividade.

- Intensificação da fiscalização das empresas de ferro-gusa e alumínio e exigÇencia de


implementação do Plano de Manejo e reflorestamento.

- Incentivar projetos de desenvolvimento social envolvendo comunidades locais na fabricação e


comercialização de artesanatos utilizando espécies nativas, como capins, palhas, flores,
sementes, cascas, óleos, ervas, mel, frutas etc, para produção de bolsas, esteiras, enfeites de
cabelo, pulseiras, chapéus, cestas, arranjos, óleos para massagens, geléias, polpas congeladas,
frutas desidratadas, sucos engarrafados etc.

- Promover a agroecologia com espécies nativas e capacitar líderes comunitários e associações para
implantação de futuros projetos envolvendo sequestro de carbono no âmbito do MDL.

Números de
3.4.3 Políticas para a Mata Atlântica

O primeiro grande passo do governo em relação à Mata Atlântica foi reconhecê-la como Patrimônio
Nacional no texto da Constituição de 1988, determinando que sua utilização, e de seus recursos naturais,
seja feita dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente. A primeira tentativa de
regulamentar o uso dos recursos neste bioma veio com o Decreto Federal nº 99.547/90, que dispunha sobre
a vedação do corte e exploração da vegetação nativa de Mata Atlântica. No entanto, este decreto foi
questionado quanto à sua constitucionalidade, uma vez que contrariava o artigo 225 da constituição
federal. O CONAMA então passou a receber novas propostas que subsidiassem a elaboração de um novo
decreto que substituísse o Decreto 99.547.

Após ampla discussão e participação da sociedade civil, um novo projeto foi aprovado. O Decreto
750/93 estabeleceu novos limites para o bioma, definiu diretrizes de fiscalização e normatizou o corte e a
supressão da vegetação, incluindo em áreas urbanas e em casos de implementação de obras de utilidade
pública. Nos anos seguintes, uma série de portarias e resoluções foram publicadas visando a definição de
critérios para o uso dos recursos na região da Mata Atlântica.

Porém, as organizações ambientalistas não estavam convencidas de estas regulamentações eram


suficientes para promover a proteção e a recuperação do bioma. Havia um outro projeto de lei, o PL
3285/92, que estabelecia regras mais justas a fim de conservar o pouco que havia restado da Mata
Atlântica. No entanto, este projeto não pôde ser votado à tempo e ainda ficou parado meses nas mãos de
deputados ruralistas, por manobra política, para evitar sua aprovação na Câmara dos Deputados. A
bancada ruralista também submeteu projeto de lei restringindo os limites da Mata Atlântica à Floresta
Ombrófila Densa, sendo rejeitado, no entanto, pela Comissão de Defesa do Consumidor. Somente em
dezembro de 2006 a lei da Mata Atlântica foi sancionada pelo presidente da república. Além de definir
claramente os limites do bioma, a nova lei cria um fundo de restauração, mecanismos para redução de
impostos e linhas de crédito para proprietários que preservam a floresta.

Com as Diretrizes para a Política de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Mata Atlântica,


conhecida como a Política da Mata Atlântica, publicada pelo CONAMA em 1998, reafirmou-se a necessidade
de proteção da biodiversidade, do uso sustentável dos recursos florestais, da recuperação das áreas
degradadas e da valorização das iniciativas que envolvem as comunidades tradicionais locais. Para atingir
suas metas, a Política da Mata Atlântica objetiva a ampliação e criação de Ucs, a regularização fundiária e a
compatibilização das políticas de conservação e desenvolvimento.

No ano 2000, através da Secretaria de Biodiversidade e Florestas, o governo publicou, no âmbito do


Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Biodiversidade-PROBIO, o documento Avaliação e Ações
Prioritárias para a Conservação da Biodiversidade da Mata Atlântica e Campos Sulinos. Esta iniciativa
visava, dentre outros, o cumprimento dos compromissos do Brasil frente à Convenção da Diversidade
Biológica. O documento foi produzido com a participação de diversos profissionais e membros da sociedade
civil organizada, durante workshop específico. Após a avalização das áreas prioritárias para os diversos
grupos de organismos, elaborou-se recomendações para ações de conservação no âmbito de políticas nas
seguintes linhas: (1) políticas de áreas protegidas e ordenamento territorial, (2) Política de fortalecimento e
integração institucional, (3) Política de recuperação, monitoramento e controle, (4) Política de educação
ambiental, geração e difusão de conhecimento e ( 5) Política de incentivos econômicos e financeiros. À
exemplo da Amazônia, a Mata Atlântica também terá seu Plano de Combate e Controle do Desmatamento.
O anúncio foi feito pelo IBAMA, em Curitiba, durante a COP-8 da Convenção da Diversidade Biológica.

Diversas conquistas foram obtidas nos últimos anos no bioma Mata Atlântica. Uma delas foi o
reconhecimento, pela UNESCO, em 1999, dos remanescentes do sudeste como Patrimônio Natural da
Humanidade. A UNESCO, através do programa Homem e Biosfera, já havia reconhecido o bioma como
Reserva da Biosfera, tendo aprovado também, em 1994, a criação da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde
de São Paulo. O Cinturão Verde objetiva a manutenção das florestas e mananciais que abastecem as
cidades satélites de uma das maiores metrópoles do mundo, procurando envolver as comunidades da
periferia através de uma trabalho participativo. A conservação dos recursos naturais nesta região amplia as
possibilidades de melhor utilização dos serviços ambientais, melhorando a qualidade de vida da população
e evitando conflitos sociais que podem resultar em mais degradação ambiental468.

Programas de relevância tem sido conduzido pelo governo, em parceria com a comunidade
internacional,dentre eles o PPG7, que busca implementar os Corredores Ecológicos Central e da Serra do
Mar. O Ministério da Ciência e Tecnologia, através de uma parceria entre o CNPq e o governo Alemão, está
implementando projeto na Mata Atlântica visando avaliar o impacto das ações antrópicas, disseminar
atividades sustentáveis e pesquisar os processos ecológicos das florestas da região469. Ainda com o apoio do
governo Alemão, o MMA liberou, em 2005, recursos da ordem de R$ 48 milhões para promoção da
recuperação e conservação do Vale do Ribeira. As linhas de ação incluíram criação, implementação e
expansão de UCs, estudos de viabilidade de implantação de micro-corredores ecológicos, reflorestamento
de matas ciliares e APPs e uso sustentável através do ecoturismo. No Rio de Janeiro, o banco KfW da
Alemanha investirá cerca de R$ 30 milhões até 2009.

O FUNBIO (Fundo Brasileiro para a Biodiversidade) promove o financiamento em parceria com o


setor público, setor produtivo e organização civil com o apoio do GEF (Fundo para o Meio Ambiente Global)
e do MMA através do Programa Integrado de Conservação e Uso Sustentável (PICUS), executando projetos
que se complementam num processo político-social participativo. Atualmente foram liberados US$ 5
milhões para três projetos ao longo de 12 anos470, com propostas de ações integradas entre os projetos de
preservação e recuperação já em execução na Mata Atlântica471.

As iniciativas de reflorestamento da Mata Atlântica, visando recomposição do bioma, deverão atuar


sinergeticamente na conservação da biodiversidade e na mitigação da mudança climática. Tendo isto em
vista, o MMA promoveu em 2007, durante a Semana da Mata Atlântica, seminário para discussãod o
potencial de mitigação da mudança climática por meio do sequestro do carbono na região. Mas no
momento, não há nenhum programa governamental na Mata Atlântica direcionado especificamente a
mudança climática.

Recomendações

− No âmbito do MDL, o governo deveria criar programas específicos que envolvam comunidades
e/ou assentados pelo INCRA na recomposição de áreas degradadas, visando criação de
corredores ecológicos que conectem fragmentos situados em áreas de alta importância
biológica, atuando desta maneira de forma sinergética: conservando a biodiversidade,
mitigando a mudança climática através do sequestro do carbono e gerando alternativa
econômica para famílias de baixa renda.
− Promover a agroecologia junto às comunidades tradicionais e indígenas, e explorar as
possibilidades do mercado do carbono social para financiamento destes projetos.
− Deve-se realizar levantamento nas micro-regiões sobre as áreas prioritárias para criação de
corredores ecológicos e promover a recuperação destas áreas com técnicas que valorizam a
interação planta-animal, de forma a acelerar o processo de restauração.
− O governo deveria promover estudos econômicos sobre a viabilidade de implementação de
Pagamentos por Serviços Ambientais na Mata Atlântica, visando garantir a conservação dos
mais importantes remanescentes de florestas primárias.
− Priorizar o reflorestamento de APPs e matas ciliares, de forma a promover a integração entre as
políticas de conservação de florestas e dos recursos hídricos.

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