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Cap.

8: Articulações e Movimento

Os seres humanos pareceriam estátuas, sem articulações que permitissem o movimento de um osso em
relação a outro. Articulação define-se como o local onde dois ossos se reúnem.

Designação das articulações


As articulações são habitualmente designadas de acordo com os ossos ou suas porções
que nela se relacionam. Ex. a articulação temporo-mandibular entre o osso temporal e a mandíbula.
Algumas articulações recebem o nome dos ossos que aí se encontram, como a articulação
escápulo-umeral (do ombro). Outras designações derivam apenas do latim e do grego (cotovelo).

Classificação das articulações


As articulações classificam-se estruturalmente como fibrosas, cartilagíneas e sinoviais de
acordo com o tipo de tecido conjuntivo que mantém o contacto entre os ossos e a existência ou não de
uma cápsula articular cheia de líquido. As articulações podem ainda classificar-se de acordo com a função,
com base no grau de mobilidade: sinartroses (imóveis), anfiartroses (semi-móveis), diartroses (movem-se
livremente).

Articulações fibrosas
As articulações fibrosas são constituídas por dois ossos, unidos por meio de tecido
conjuntivo fibroso interposto entre as superfícies articulares, não têm cavidade articular e têm pouco ou
nenhum movimento. As articulações deste grupo classificam-se ainda, com base na sua estrutura, em
suturas, sindesmoses e gonfoses:

Suturas
São linhas de junção entre os ossos do crânio. Algumas são completamente imóveis nos
adultos. As suturas raramente são lisas e os ossos que se articulam muitas vezes interpenetram-se . O
tecido entre os dois ossos (ligamento inter-ósseo) é tecido conjuntivo denso e regularmente organizado. A
parede do crânio dos recém-nascidos tem áreas membranosas no ponto de junção de vários ossos
(fontanelas) que facilitam o trabalho de parto e permitem o seu crescimento após o nascimento. Os bordos
ósseos das suturas são locais de contínuo crescimento ósseo membranoso e muitas suturas acabam por
ossificar. Ao crescimento contínuo de dois ossos substituindo assim a articulação dá-se o nome de
sinostose.

Sindesmoses
É um tipo de articulação fibrosa em que os ossos estão mais afastados do que numa
sutura e são unidos por ligamentos. Numa sindesmose pode haver algum movimento pela flexibilidade dos
ligamentos, como é o caso da sindesmose rádio-cubital.

Gonfoses
Articulações fibrosas especializadas que consistem no encaixe em cavidades e são
mantidas no seu lugar por finos feixes de tecido conjuntivo rico em colagénio (ligamentos peri-odontais
que ligam os dentes ao osso alveolar).

Articulações cartilagíneas
Ligam dois ossos entre si por meio de cartilagem hialina ou de fibrocartilagem. As
articulações que contêm cartilagem hialina chamam-se sincondroses; as que contêm fibrocartilagem
chamam-se sínfises.
Sincondroses
Articulações assinoviais em que a junção de dois ossos se faz por cartilagem hialina, com
pouco ou nenhum movimento . As placas epifisárias dos ossos em crescimento são sincondroses. A
maioria das sincondroses são temporárias e substituídas por osso, formando-se sinostoses. Outras
sincondroses permanecem para toda a vida (sincondrose esterno-costal que une a primeira costela e o
esterno por meio da primeira cartilagem costal). As articulações condro-costais (entre as costelas e as
cartilagens) são especiais pois mantêm-se sempre como sincondroses enquanto a maioria das cartilagens
costais deixa de se classificar como sincondroses porque uma das suas extremidades se liga ao osso (o
esterno) por uma articulação sinovial).

Sínfises
A sínfise ou anfiartrose consiste em fibrocartilagem unindo dois ossos que aderem por
superfícies planas. São sínfises as junções entre o manúbrio e o corpo do esterno, a sínfise púbica e os
discos intervertebrais. Algumas destas articulações são semi-móveis dada a relativa flexibilidade da
fibrocartilagem.

Articulações sinoviais
1. As articulações sinoviais são capazes de grande mobilidade e consistem em: cartilagem
articular nas extremidades dos ossos, proporcionando uma superfície lisa para a articulação (os meniscos
podem proporcionar apoio adicional) e numa cavidade articular rodeada por uma cápsula articular de
tecido conjuntivo fibroso, que reúne os ossos, mas lhes permite mobilidade, e uma membrana sinovial
que produz líquido sinovial que lubrifica a articulação.
2. As bolsas sinoviais são extensões de articulações sinoviais que protegem a pele, tendões
ou osso das estruturas que poderiam exercer atrito sobre elas.
3. As articulações sinoviais classificam-se de acordo com as formas das superfícies
articulares adjacentes:
Artrodias- consistem em duas superfícies planas opostas e de dimensões aproximadamente iguais, em que
pode haver um ligeiro movimento de deslizamento entre os ossos (mono-axiais). Ex. apófises articulares
entre as vértebras;
Efipiartroses- consistem em duas superfícies articulares em forma de sela orientadas em ângulo rcto uma
para a outra, de modo a que as superfícies complementares se articulem (bi-axiais). Ex. Articulação carpo-
metacárpica do polegar;
Trocleartroses- consistem em duas superfícies –uma côncava e outra convexa- desenhando dois troncos
de cone unidos pela sua base menor (mono-axiais). Ex. cotovelo e joelho.
Trocartroses- consistem numa apófise óssea relativamente cilíndrica que roda num anel parcialmente
composto de osso e parcialmente composto de ligamento (mono-axiais). Ex. articulação da cabeça do
rádio com a extremidade proximal do cúbito.
Enartroses- consistem numa cabeça esférica na extremidade de um osso e num encaixe no osso adjacente
em que entra uma porção dessa cabeça (multi-axial). Ex. Articulações do ombro e da anca.
Condilartroses- São articulações esféricas modificadas. São bi-axiais porque a sua forma limita o leque de
movimentos quase a um movimento de charneira em dois planos e limita a rotação. Ex. Articulação
occipito-atloideia.

Tipos de Movimento
1. Ocorrem movimentos de deslizamento quando duas superfícies planas deslizam uma
sobre a outra;
2. Os movimentos angulares são aqueles em que uma parte de uma estrutura linear se
dobram em relação a outra parte da mesma estrutura, modificando o ângulo em duas partes: os
movimentos angulares são a flexão e a extensão, a abdução e a adução, flexão plantar e dorsiflexão;
3. Os movimentos circulares consistem na rotação de uma estrutura em torno de um eixo ou
no movimento em arco da estrutura: rotação, pronação e supinação, e circundação;
4. Os movimentos especiais são os exclusivos de uma ou duas articulações, não se
encaixando totalmente em qualquer das outras categorias: elevação e abaixamento, propulsão e
retropulsão, didução, oponência, e inversão e eversão;
5. Os movimentos combinados envolvem dois ou mais dos movimentos supracitados;
6. Amplitude do movimento é a quantidade de movimento, activo ou passivo, permitido
numa articulação.

Descrição de algumas articulações


a) A articulação temporo-mandibular ou temporo-maxilar (ATM) é uma articulação complexa
(bicondilomeniscartrose conjugada) entre os ossos temporal e mandibular. O côndilo mandibular
encaixa-se na cavidade glenoideia do temporal. Um menisco (disco de fibrocartilagem que corrige a
articulação aumentando o seu volume) localiza-se entre a mandíbula e o temporal, dividindo a
articulação em superior e inferior. A articulação encontra-se rodeada por uma cápsula fibrosa à qual se
fixa o bordo do menisco, e que é reforçada pelos ligamentos laterais externo e acessório (lateral
interno). É capaz de executar movimentos de elevação\abaixamento, propulsão e retropulsão, e
didução ou lateralidade;
b) O ombro (articulação escápulo-umeral) é uma enartrose entre a cabeça do úmero e a cavidade
glenoideia da omoplata com reduzida estabilidade e grande mobilidade permitindo um amplo leque de
movimentos: flexão\extensão, abdução\adução, rotação e circundação. O bordo da cavidade glenoideia
é ampliado ligeiramente por um anel de fibrocartilagem -debrum glenoideu- a que se fixa a cápsula
articular e permite um aumento da superfície de contacto com a cabeça do úmero aumentando também
a estabilidade da articulação. A estabilidade desta articulação é mantida por ligamentos (ver quadro) e
por quatro músculos colectivamente designados peri-articulares (também conhecidos por coifa dos
rotadores) que puxam superior e internamente a cabeça do úmero na direcção da cavidade glenoideia.
A mesma função é executada pelo tendão de longa porção do bicípete braquial situado na parte
anterior do braço.
c) Na articulação do cotovelo (condilotrocleotrocartrose) intervêm o úmero, o rádio e o cúbito:
articulação úmero-cubital (trocleartrose) + articulação úmero-radial (condilartrose) + articulação
rádio-cubital superior ou proximal (trocartrose). A chanfradura troclear e a sua associação com a
tróclea do úmero limitam o movimento no cotovelo à extensão e à flexão. No entanto a cabeça
arredondada do rádio roda na pequena cavidade sigmoideia do cúbito e contra o capítulo do úmero
permitindo a pronação e a supinação. A articulação do cotovelo é rodeada por uma cápsula articular.
Articulação úmero-cubital é reforçada pelo ligamento lateral interno;
Articulações úmero-radial e rádio-cubital proximal são reforçadas pelo ligamento lateral externo e pelo
ligamento anular do rádio. A bolsa serosa oleocrânia subcutânea cobre as superfícies proximal e posterior
do oleocrânio.
d) A articulação da anca é uma enartrose entre a cabeça do fémur e o acetábulo coxal ou
cavidade cotiloideia –côncava e relativamente profunda- altamente reforçada por ligamentos e capaz
de executar um amplo leque de movimentos, como a flexão, extensão, abdução, adução, rotação e
circundação. A cavidade cotiloideia é acentuada no seu rebordo por um cordão fibrocartilagíneo
chamado debrum cotiloideu ou acetabular (labrum), incompleto na sua parte inferior. Uma cápsula
articular extremamente forte e reforçada por ligamentos estende-se do rebordo cotiloideu ao colo do
fémur;
e) O joelho é uma articulação complexa (bicondilotrocleomeniscartrose) entre o fémur e a tíbia (o
perónio articula somente com a parte lateral da tíbia) e é suportado por muitos ligamentos. A
articulação permite, flexão\extensão e uma ligeira rotação da perna. A extremidade distal do fémur
tem dois grandes côndilos elipsoidais e uma chanfradura profunda entre eles. O fémur articula-se com
a extremidade proximal da tíbia, achatada e lisa lateralmente e apresenta na sua parte média uma crista
denominada espinha da tíbia. Os rebordos das cavidades glenoideias da tíbia são reforçadas por
espessas fibrocartilagens, os meniscos (forma semilunar), que acentuam a sua concavidade;
f) A tíbia e o perónio distais formam com o astrágalo uma articulação em tróclea altamente
modificada chamada articulação do tornozelo ou tíbio-társica. Os bordos interno e externo do
tornozelo são formadas pelos maléolos interno da tíbia e externo do perónio. Uma cápsula fibrosa
rodeia a articulação, sendo a parte interna e externa espessada por ligamentos. Outros ligamentos
ajudam a estabilizar a articulação. A flexão, a extensão, a inversão e a eversão limitadas são os
movimentos possíveis nesta articulação.

Efeitos do envelhecimento nas articulações


Com a idade:
- O tecido conjuntivo fibroso das articulações torna-se menos flexível e menos elástico;
- A regeneração dos tecidos torna-se mais lenta quando diminui a taxa de proliferação
celular bem como a taxa de desenvolvimento de novos vasos sanguíneos;
- A cartilagem que cobre as articulações vai-se desgastando devido ao uso;
- Taxa de substituição diminui e a matriz torna-se mais rígida, aumentando o desgaste;
- O desgaste aumenta ainda mais com a diminuição da velocidade de produção de líquido
sinovial;
- Ligamentos e tendões encurtam-se e tornam-se menos flexíveis o que origina
diminuições na amplitude dos movimentos;
- Músculos que fortalecem as articulações enfraquecem;
- Diminuição da actividade por parte dos idosos faz com que as articulações se tornem
menos flexíveis e enfraqueçam, estando assim em maior risco de se fracturarem.
Ligamentos da articulação do ombro
Ligamento Descrição
Gleno-umerais (superior, médio e inferior) Três conjuntos de fibras longitudinais de pouca espessura no lado anterior da
cápsula; estende-se do úmero para o bordo da cavidade glenoideia da omoplata
Umeral transverso Espessamento fibroso transversal e externo da cápsula articular; atravessa-se
entre o troquino e o troquiter e contém o tendão da longa porção do bicípete
mantendo-o contra a goteira bicipital
Córaco-umeral Cruza da raiz da apófise coracoideia para o troquino e o troquiter
Córaco-acromial Cruza sobre a articulação entre a apófise coracoideia e o acrómio; é um
ligamento acessório (intrínseco da omoplata)

Ligamentos da articulação da anca


Ligamento Descrição
Transverso do acetábulo Cruza a chanfradura ísquio-púbica no bordo inferior
do debrum cotiloideu, encerrando uma chanfradura do debrum
Ílio-femural Banda forte e espessa entre a espinha ilíaca ânter-inferior e a
linha inter-trocanteriana do fémur
Pubo-femural Estende-se da porção púbica do rebordo do acetábulo para a
porção inferior do colo do fémur
Ligamento redondo Banda pouco resistente, achatada, dirige-se da margem da
chanfradura do acetábulo e do ligamento transverso para uma
fosseta situada no centro da cabeça do fémur; transporta os
vasos que nutrem a extremidade proximal do fémur

Ligamentos da articulação do joelho


Ligamento Descrição
Tendão rotuliano Banda fibrosa, muito espessa e resistente, entre a
rótula e a tuberosidade anterior da tíbia; constitui
parte integrante do tendão do quadricípete
Asas da rótula Bandas delgadas que vão dos bordos da rótula para
as tuberosidades dos côndilos do fémur
Polipteu oblíquo Espessamento da cápsula posterior; extensão do
tendão do semi-membranoso
Polipteu arqueado Estende-se do lado posterior do perónio até à face
posterior da cápsula
Lateral interno (tibial) Espessamento lateral bem desenvolvido da cápsula;
insere-se na tuberosidade do côndilo interno do
fémur e no bordo interno da tíbia
Lateral externo Ligamento arredondado que se estende da
tuberosiadade do côndilo externo femoral à cabeça
do perónio