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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Os direitos de quem tem doenças


LEIA E DIVULGUE

Palavrinha do Médico ..

Vocês sabiam que, qualquer pessoa que sofra de paralisia, câncer, lepra, AIDS e uma série de outras
doenças incapacitante seja total ou parcialmente, têm direitos a isenções de impostos, taxas, desconto no
preço para compra de carros adaptados, passe livre em metrô e transporte coletivo, remédios gratuitos,
etc??

Pois eles têm. Uma amiga minha descobriu há muito pouco tempo, que estava com câncer de mama,
começou a fazer pesquisas sobre tratamentos e descobriu um livro, escrito por uma advogada que
também teve câncer de mama, sobre todos os direitos que essas pessoas têm e ninguém
divulga.

Entre os direitos que podem ser requeridos estão:

- Aposentadoria integral (mesmo sem contar com o tempo necessário de contribuição ao INSS);

- Isenções de IR; CPMF; Contribuição Previdenciária; etc.;

- Se houver deficiência física: isenção de IPI; ICMS; IOF e IPVA (Isenção vitalícia de IPVA) "na compra de
carro especial, ou adaptado". O preço do carro, nesses casos, cai em 30%. (trinta por cento);

- Direito ao saque total de FGTS e fundos PIS ou PASEP;

- Direito da quitação de valor financiado (Anterior à doença, é claro) para compra de imóvel;

- Atendimento médico domiciliar;

- Remédios gratuitos; etc.

Para maiores detalhes, procurem o livro: "Câncer - Direito e Cidadania", de autoria da advogada
Antonieta Barbosa, publicado pela Editora ARX.

Caso vocês conheçam alguém que tenha câncer e esteja em fase de tratamento, forneçam o número de
telefone do "Hospital Santana", em Mogi das Cruzes: (12) 4727 - 6043

A pessoa interessada deve ligar antes e saber se o Hospital Santana tem ou não em estoque, remédio
utilizado.

Caso eles tenham o remédio necessário O FORNECIMENTO É GRÁTIS.

Minha amiga teve um câncer de mama simples, pouco invasivo, sem metástase. E, mesmo assim, ela
terá que tomar um remédio por cinco anos. Cada caixa custa R$ 500,00 (quinhentos reais). Imaginem o
drama de quem tem câncer metastaseado, incapacitante.

O livro contém todas as informações sobre todas as doenças que são beneficiadas por leis que nós
Desconhecemos, que não são divulgadas, além dos procedimentos que devem ser adotados para
receber tais benefícios.

DIVULGUEM !!!!

"Nós nos transformamos naquilo que praticamos com freqüência. A perfeição, portanto, não é um ato
isolado. É um hábito". - Aristóteles

Nelson Antonio Corrêa, médico ginecologista.

E' IMPORTANTE DARMOS DIVULGACÃO DOS DIREITOS QUE TEMOS NESTE PAIS, AINDA MAIS
PARA PESSOAS QUE REALMENTE NECESSITAM!
DIVULGUEM, VOCÊ PODE ESTAR AJUDANDO UMA PESSOA QUE NECESSITA AJUDA, SEM
SAIR DE CASA

_______________________________________

CARTILHA - CÂNCER - FAÇA VALER SEUS DIREITOS

Pelo carinho, amizade, conhecimento, competência, meus agradecimentos a


DR. JUVENAL A. DE OLIVEIRA FILHO
DRA. ALICE HELENA R. GARCIA
DRA. CHRISTIANNE G. M. AMALFI
DR. GUILHERME LEAL REDI
DRA. DANIELA V. MÔNACO
E a todos os funcionários da Oncocamp, por terem me ensinado a conviver com o câncer e seu
tratamento e, principalmente, CONSTATAR QUE O CÂNCER PODE TER CURA.

INTRODUÇÃO

Acredito que o choque de se saber portador de câncer abala qualquer pessoa. Porém, posso garantir que,
logo, logo, o choque tem que passar e as coisas práticas têm que ser pensadas e postas em ação.

O tratamento mesmo quando se conta com a assistência do Estado é caro, demanda a tomada de muitps
remédios, suplementos alimentares, fibras e alimentação pouco convencional.

Para fazer face a esses gastos é necessário descobrir meios, e estes podem ser: o levantamento do
FGTS, a isenção de pagamento de Imposto de Renda incidente na aposentadoria, o andamento prioritário
de processo judicial, a quitação da casa financiada (em alguns casos), o levantamento do seguro (em
alguns casos), a previdência privada (em alguns casos).

A legislação brasileira assegura aos portadores de câncer (neoplasia maligna) alguns direitos especiais.
Minha intenção é fazer com que você exerça esses direitos por si ou por seus dependentes.

O exercício dos direitos não cura, mas pode aliviar!

O público a quem dirijo o presente trabalho é o doente, não os meus colegas advogados, razão pela qual
usarei uma linguagem simples e procurarei apresentar os modelos de requerimentos e a relação de
documentos necessária para conseguir obter os resultados.

Experimentei e exercitei, pessoalmente, alguns desses direitos e é esta experiência vivida que quero
compartilhar com vocês.

A briga, a luta para conseguir alcançar nossos direitos nos dá ânimo para continuar a viver e lutar contra a
doença, serve de coadjuvante ao tratamento médico fazendo com que o mesmo tenha maiores
possibilidades de êxito.

Mariinha
Maria Cecília Mazzariol Volpe

Maiores informações:
mariinha@sorirama.com.br,
Rua Visconde de Taunay, 221, Campinas, SP, CEP 13.023-200

Este texto pode e deve ser reproduzido, mediante autorização prévia da autora.

A SAÚDE COMO DIREITO DE TODOS

A Constituição Federal, a Lei maior de nosso país, assegura que :


“Saúde é direito de todos e dever do Estado”.

Significa que todos, acometidos de qualquer doença, inclusive câncer, têm direito a tratamento pelos
órgãos de assistência médica mantidos pela União, pelos Estados e pelos Municípios.

O tratamento compreende: consultas, remédios, cirurgia, exames laboratoriais, tomografias, exames de


raios X, ultra-sonografias, radioterapia, quimioterapia, etc.

O tratamento deve ser realizado nos Centros de Alta Complexidade em Oncologia (CACON), mantidos
pelo SUS (Sistema Único de Saúde), custeado pelo Estado. Importante esclarecer que o SUS é mantido
por todos nós brasileiros,, por que todos nós pagamos impostos.

Devemos exigir que o Estado dê a todos os doentes com câncer o melhor tratamento, com o uso dos
mais atualizados meios médicos e científicos existentes.

Existe, ainda, no SUS o Centro de Suporte Terapêutico Oncológico (CSTO) para atendimento domiciliar
aos doentes com Câncer.

Se a doença acometer seu filho menor de idade, um dos pais ou responsáveis têm direito a permanecer
junto a criança ou adolescente, durante toda a internação, por determinação do Estatuto da Criança e
Adolescente.

DIREITOS EM OUTRAS DOENÇAS

É certo que o presente trabalho destina-se, principalmente, aos casos de portadores de câncer. No
entanto, pessoas portadoras das doenças, abaixo relacionadas, têm os mesmos direitos, FAÇA-OS
VALER!

tuberculose ativa;
hanseníase;
alienação mental;
cegueira;
paralisia irreversível e incapacitante;
cardiopatia grave;
doença de Parkinson;
espondilartrose anquilosante;
nefropatia grave;
estado avançado da doença de Paget (osteíte deformante);
síndrome de deficiência imunológica adquirida (AIDS);
contaminação por radiação.

Em todos os casos são sempre necessários laudos médicos e exames comprovando a existência da
doença.

Alguns direitos, como a seguir expostos, só existem quando a doença ocasiona incapacidade para
trabalhar (invalidez).

DOCUMENTOS

Os atestados, laudos médicos, resultados de exames de laboratórios, biópsias e outros são


extremamente importantes, pois servirão para instruir todos os pedidos e conseguir valer os seus direitos.

Tire cópia de todos os documentos e autentique no Cartório (Tabelionato) e guarde os originais em lugar
seguro. Documento autenticado pelo Cartório/Tabelionato tem o mesmo valor que o documento original.
Por isso, é importante você manter sempre o original e utilizar apenas as cópias autenticadas.

Todo requerimento ou pedido deve ser feito em duas vias, para se obter recibo de entrega na cópia. Exija,
sempre, o protocolo de entrega, com data e assinatura e guarde bem essa via. Os prazos começam a
contar sempre desta data.

ACESSO AOS DADOS DO SERVIÇO MÉDICO

Pelo Código de Ética Médica os dados do prontuário médico ou hospitalar, ficha médica, exames
médicos, de qualquer tipo, são protegidos pelo sigilo (segredo) profissional e só podem se fornecidos aos
interessados doentes ou seus familiares

O doente ou familiares, no entanto, têm direito de acesso a todas as informações existentes sobre ele em
cadastros, exames, fichas, registros, prontuários médicos, relatórios de cirurgia, enfim, todos os dados
referentes ao paciente e à doença.

Para exercer seu direito é necessário encaminhar um requerimento à entidade ou ao médico que detenha
as informações. O requerimento deve ser sempre feito em duas vias para ser protocolado e a cópia ficar
em poder do requerente.

MODELO DE REQUERIMENTO
AO HOSPITAL ........

................Nome, brasileiro, estado civil, documento de identidade (R.G., Carteira Profissional, etc.),
residente e domiciliado à Rua..., nº..., na cidade de ............., vem à presença de V.Sa. REQUERER, nos
termos do Artigo 43, do Código de Defesa do Consumidor, sejam fornecidas cópias integrais dos
seguintes documentos:

- Prontuário de atendimento neste Hospital,

- Relatório da cirurgia realizada,

- Exames que, eventualmente, estejam em seu poder,

- Demais documentos referentes a sua doença.

Os documentos solicitados destinam-se ao esclarecimento de situação de interesse particular.

Termos em que,

P. Deferimento.

(Cidade), de de

Assinatura

FUNDO DE GARANTIA POR TEMPO DE SERVIÇO

Todos os trabalhadores regidos pela C.L.T. (que tem Carteira Profissional assinada) a partir de 05/10/88,
têm direito ao FGTS. Antes dessa data esse direito era opcional.

Os trabalhadores rurais, os temporários, os avulsos e os atletas profissionais (jogadores de futebol)


também têm direito ao FGTS.

Poderá realizar o saque do FGTS, junto à Caixa Econômica Federal, o trabalhador portador de câncer ou
o trabalhador que possuir dependente com câncer que esteja registrado como dependente no INSS ou no
Imposto de Renda.

Em caso de saque por câncer, o trabalhador poderá receber o saldo de todas as suas contas, inclusive a
do atual contrato de trabalho. Nesta hipótese, o saque na conta poderá ser efetuado quantas vezes for
solicitado pelo trabalhador, desde que este apresente os documentos necessários.

Os valores do FGTS deverão estar à disposição do requerente, para serem recebidos, até 5 dias úteis
após a solicitação do saque. Os documentos necessários para a realização do saque são:

1. Carteira de trabalho - (original e fotocópia);


2. Comprovante de Inscrição no PIS/PASEP;
3. Cópia autenticada do Laudo Histo-patológico (biópsia);
4. Atestado médico ( * ) que contenha:
a- Diagnóstico expresso da doença;
b - CID - Código Internacional de Doenças;
c - Menção à Lei 8922 de 25/07/94;
d - Estágio clínico atual da doença e do paciente;
e - Carimbo legível do médico com o número do Conselho Regional de Medicina - CRM.

( * ) A validade do atestado é de 30 dias.

Fonte: C.E.F. (www.caixa.gov.br)

MODELO DO ATESTADO PARA RETIRADA DO FGTS:

(Papel Timbrado do médico)

Atestado Médico
Atesto que o paciente ......(nome do paciente)............... é portador de ......(nome da doença - Exemplo:
(neoplasia maligna - câncer), CID - Código Internacional de Doenças nº.. ...(verificar o código da doença
com o médico).... O presente atestado destina-se à comprovação junto a CEF, nos moldes da Lei 8.922
de 25/07/94, que acrescenta dispositivo ao art. 20 da Lei nº. 8.036 de 11 de maio de 1990, para permitir a
movimentação da conta vinculada quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for acometido
de neoplasia maligna. O estágio clínico atual da doença é ...(Exemplo: estável)..... e o paciente encontra-
se em (Exemplo: tratamento quimioterápico).

(Local e data)

------------------------------------------------------

(Assinatura e carimbo legível do médico responsável pelo tratamento)


OBS: Reconhecer firma do médico. O atestado é válido por 30 dias)

LICENÇA PARA TRATAMENTO DE SAÚDE AUXÍLIO-DOENÇA

O auxílio-doença será devido ao doente que ficar incapacitado para o seu trabalho ou para a sua
atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos.

Durante os primeiros 15 dias consecutivos de afastamento da atividade por motivo de doença, cabe à
empresa pagar ao doente empregado o seu salário. No caso de segurado empresário, sua remuneração
também deve ser paga pela empresa.

Não existe carência para se requerer o auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez para quem tem
câncer, desde que provado por laudo médico e o paciente tenha inscrição no Regime Geral de
Previdência Social (INSS).

O auxílio-doença, inclusive o decorrente de acidente do trabalho, consistirá numa renda mensal


correspondente a 91% do salário-de-benefício.

O doente, quando estiver recebendo o auxílio-doença, poderá submeter-se a processo de reabilitação


profissional para o exercício de outra atividade. Lembre-se que qualquer atividade que o faça se sentir útil
será ótima para o seu bem estar geral.

Até que volte a trabalhar na nova atividade , que lhe garanta a subsistência, o doente continuará a
receber o auxílio-doença.

O doente em auxílio-doença ou em aposentadoria por invalidez está obrigado, sob pena de suspensão do
benefício, a submeter-se a exame médico a cargo da Previdência Social (INSS), processo de reabilitação
profissional por ela prescrito e custeado, e tratamento dispensado gratuitamente.

O auxílio-doença deixa de ser pago quando da recuperação da capacidade para o trabalho ou pela
transformação em aposentadoria por invalidez.

APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

Só existe a possibilidade de requerer a aposentadoria por invalidez se a pessoa não mais tiver
possiblidade de trabalhar. Não basta, apenas, ter câncer.

Existem dois tipos fundamentais de relação de trabalho: os celetistas e os funcionários públicos.

Celetistas são os que têm Carteira Profissional assinada e pagam o INSS.

Funcionários públicos são os que ingressaram no serviço público, mediante concurso, podendo ser
federais, estaduais ou municipais.

O INSS assegura aos celetistas portadores de câncer, com base em laudo médico, o direito a
aposentadoria por invalidez, independente do número de contribuições (sem carência).

Se o celetista estiver recebendo auxílio-doença, a aposentadoria por invalidez começará a ser paga a
contar do dia imediato ao da cessação do auxílio-doença.

Para o segurado do INSS (empregado) que não estiver recebendo auxílio-doença, a aposentadoria por
invalidez será paga a partir do 16º dia de afastamento da atividade ou a partir da data da entrada do
requerimento, se entre o afastamento e a entrada do requerimento decorrerem mais de 30 dias.

Para os demais segurados (trabalhadores autônomos) a aposentadoria por invalidez será paga a partir da
data do início da incapacidade ou a partir da data da entrada do requerimento, quando requerido após 30º
dias do afastamento da atividade.

Veja bem este direito. Ele é muito importante: se o segurado do INSS necessitar de assistência
permanente de outra pessoa, a critério da perícia médica, o valor da aposentadoria por invalidez será
aumentado em 25% a partir da data de sua solicitação.

No caso de aposentadoria por invalidez, o benefício deixa de ser pago quando:

- o segurado recupera a capacidade para o trabalho;

- quando o segurado volta voluntariamente ao trabalho e;

- quando o segurado solicita e tem a concordância da perícia médica do INSS.

A relação de documentos e s formulários estão disponíveis nas Agências de Atendimento de Previdência


Social (INSS).

Para maiores informações, consulte os atendentes nas Agências da Previdência Social (INSS) ou use o
PREVFone (0800 78 0191).

Os funcionários públicos são regidos por leis especiais, as informações devem ser procuradas nos
departamentos pessoais de cada repartição.

RENDA MENSAL VITALÍCIA/AMPARO ASSISTENCIAL AO DEFICIENTE

A Renda Mensal Vitalícia ao doente deficiente (também, ao maior de 67 anos de idade) é igual a 1 (um)
salário mínimo mensal, desde que o doente comprove não poder ganhar sua própria manutenção e nem
sua família tenha esta possibilidade.

A Renda Mensal Vitalícia não pode ser acumulada com qualquer espécie de benefício do Regime Geral
de Previdência Social (INSS), ou da antiga Previdência Social Urbana ou Rural, ou de outro regime, salvo
o da assistência médica.

A família será considerada incapaz de manter o doente deficiente se a soma dos rendimentos da mesma,
dividido pelo número de pessoas que dela fazem parte, não for superior a um quarto do salário mínimo.

O doente portador de deficiência é aquele incapaz para a vida independente e para o trabalho.

A situação de internado não impede que o portador de deficiência receba o benefício.

O doente deve fazer o pedido e o exame médico pericial no INSS e conseguir o Laudo Médico que
comprove sua deficiência.

O salário mínimo mensal será pago pelo INSS da cidade em que more o deficiente.

O benefício será revisto a cada dois anos.

APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

Só existe possibilidade de requerer a aposentadoria por invalidez se a pessoa não mais tiver possibilidade
de trabalhar. Não basta, apenas, ter câncer.

Existem dois tipos fundamentais de relação de trabalho: os celetistas e os funcionários públicos.

Celetistas são os que têm Carteira Profissional assinada e pagam o INSS.

Funcionários públicos são os que ingressaram no serviço público, mediante concurso, podendo ser
federais, estaduais ou municipais.

O INSS assegura aos celetistas portadores de neoplasia maligna (câncer), com base em conclusão da
medicina especializada, o direito a aposentadoria por invalidez, independente do número de contribuições
(sem carência).
Se o celetista estiver recebendo auxílio-doença, a aposentadoria por invalidez começará a ser paga a
contar do dia imediato ao da cessação do auxílio-doença.
Para o segurado do INSS (empregado) que não estiver recebendo auxílio-doença, a aposentadoria por
invalidez será paga a partir do 16º dia de afastamento da atividade ou a partir da data da entrada do
requerimento, se entre o afastamento e a entrada do requerimento decorrerem mais de 30 dias.

Para os demais segurados (trabalhadores autônomos) a aposentadoria por invalidez será paga a partir da
data do início da incapacidade ou a partir da data da entrada do requerimento, quando requerido após o
30º dia do afastamento da atividade.
O valor do salário-de-benefício para os inscritos até 28/11/99 - o salário de benefício corresponderá à
média aritmética simples dos maiores salários de contribuição, corrigidos monetariamente,
correspondentes a, no mínimo, 80% (oitenta por cento) de todo período contributivo desde a competência
07/94.

Para o segurado especial que não tenha optado por contribuir facultativamente, o valor será de um salário
mínimo.

Se o segurado necessitar de assistência permanente de outra pessoa, a critério da perícia médica, o valor
da aposentadoria por invalidez será aumentado em 25% a partir da data de sua solicitação.

A aposentadoria por invalidez o benefício deixa de ser paga quando o segurado recupera a capacidade
para o trabalho; quando o segurado volta voluntariamente ao trabalho e quando o segurado solicita e tem
a concordância da perícia médica do INSS.

A relação de documentos e os formulários estão disponíveis nas Agências ou Unidades Avançadas de


Atendimento de Previdência Social (INSS).
Para maiores informações, consulte os atendentes nas Agências da Previdência Social (INSS) ou use o
PREVFone (0800 78 0191).

Os funcionários públicos são regidos por leis especiais, as informações devem ser procuradas nos
departamentos pessoais de cada repartição.

PLANO DE SAÚDE OU SEGURO-SAÚDE

Os Planos ou Seguros de Saúde, a partir de 1º de janeiro de 1999, têm que cobrir todos os eventos
ligados ao câncer: cirurgias e tratamentos (radioterapia, quimioterapia, etc.)

Nos planos de saúde feitos pelas empresas (Planos Empresariais ou de Adesão), não existe nenhuma
exceção, a obrigação é cobrir todos os eventos de saúde, inclusive o câncer.

Nos planos individuais ou familiares existe a “Cobertura Parcial Temporária”, por um prazo fixado no
contrato (máximo de 24 meses, da data de assinatura do contrato). Ficam suspensas as cirurgias, os
leitos de alta complexidade e os procedimentos de alta complexidade, relacionados à doença preexistente
(câncer).

Os atendimentos de urgência e emergência relacionados à doença preexistente (câncer) terão cobertura


mesmo durante o período da “Cobertura Parcial Temporária”.

A cobertura de qualquer evento ligado à saúde do conveniado só poderá ser negada pelo Plano ou
Seguro de Saúde se o doente tinha conhecimento prévio da doença ao assinar o contrato e fez
declaração falsa, ao adquirir o plano individual ou familiar.

Ao Plano de Saúde compete comprovar o conhecimento prévio da doença pelo subscritor do plano e o
caso tem que ser mandado a apreciação do Ministério da Saúde.

Qualquer que seja o tipo de plano ou seguro que você possuir se a doença acometer seu filho menor de
idade, um dos pais ou responsáveis têm direito a permanecer junto à criança ou adolescente, durante
toda a internação.

No caso de negativa, procure um advogado para propor ação judicial. O Poder Judiciário tem dado
liminares aos doentes – em quase todos os casos.

ISENÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA NA APOSENTADORIA

A isenção do Imposto de Renda aplica-se nos proventos de aposentadoria ou reforma aos portadores de
neoplasia maligna (câncer), mesmo quando a doença tenha sido identificada após a aposentadoria.O
aposentado poderá requerer a isenção junto ao órgão competente -aquele que paga a aposentadoria
(INSS, Prefeitura, etc,) - mediante requerimento (duas vias) a ser protocolizado.

Desde que apresentados os documentos necessários, e uma vez realizada a perícia médica a ser
designada pelo próprio departamento ou órgão que analisa a isenção, após o deferimento a isenção é
automático.

Os documentos necessários e que devem ser juntados ao pedido de isenção são:

- Original e cópia do Laudo Histopatológico;


- Atestado médico ( * ) que contenha:
- Diagnóstico expresso da doença;
- CID - Código Internacional de Doenças;
- Menção ao Decreto nº 3000 de 25/03/99;
- Estágio clínico atual da doença e do paciente;
- Carimbo legível do médico com o número do Conselho Regional de Medicina - CRM.

Normalmente, o órgão pagador da aposentadoria exigirá que o doente seja submetido a uma junta
médica.
Não têm direito a isenção do Imposto de Renda os portadores de neoplasia maligna que não tenham sido
aposentados.

MODELO DE REQUERIMENTO

EXMO. SR.(autoridade máxima do órgão pagador da aposentadoria)

(Fulano de tal), aposentado, matrícula nº ou número do INSS), residente e domiciliado à (rua, avenida), nº
, (bairro), (cidade), vem expor e requerer o que segue:
1. Que em data de...de........de...., foi submetido a cirurgia descrita no Relatório Médico incluso (doc.nº 1).
2. Exame laboratorial confirma a existência de doença descrita no Relatório Médico (doc. nº2).
3. A Instrução Normativa SRF nº 25, de 29 de abril de 1996, publicada no Diário Oficial da União em 02
de maio de 1996 e Artigo 39, XXXIII, do Decreto nº 3.000, de 26 de março de 1999, Dário Oficial da União
de 29 de março de 1999, prevêm os casos de rendimentos isentos ou não tributáveis.
4. Assim, por força dos citados diplomas legais, o (a) Requerente não está sujeito ao recolhimento do
Imposto de Renda relativo a sua aposentadoria.
Diante do exposto requer a V.Sa. seja determinado ao órgão competente desta (repartição que paga a
aposentadoria) a imediata cessação do desconto do Imposto de Renda em sua aposentadoria.
Termos em que,
P. Deferimento.
(cidade), de de 2001
(assinatura do Requerente)

ANDAMENTO JUDICIÁRIO PRIORITÁRIO

Recentemente o Código de Processo Civil, a Lei que regula o andamento dos processos na Justiça, foi
alterado para conceder a todas pessoas que ingressam na Justiça que tenham mais de 65 anos o
andamento prioritário do processo, ou seja, o processo desses autores deve andar, um pouco mais
depressa, que os outros processos.

Mesmo que o doente não tenha 65 anos poderá requerer o benefício, pois tem reduzida sua capacidade
de vida, em razão do câncer.

O pedido deve ser feito pelo advogado que cuida do processo e depende de despacho do Juiz do caso
concordar ou não.

Caso o Juiz defira o pedido o processo judicial poderá terminar antes e se for dado ganho de causa ao
autor o mesmo poderá gozar da decisão judicial.

MODELO DE PETIÇÃO

EXMO SR. DR. JUIZ DE DIRETO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE

PROCESSO nº

(Fulano de Tal), vem, respeitosamente à presença de V. Exa., por seus advogados que a esta
subscrevem, nos autos da ação (....) , que move contra (Beltrano de Tal) expor e requerer o segue:
PRELIMINARMENTE

1. A recente Lei Federal nº 10.173, de 9 de janeiro de 2001, que altera o Código de Processo Civil,
acresce ao mesmo os seguintes artigos:

“Art. 1.211-A – Os procedimentos judiciais em que figure como parte ou interveniente pessoa com idade
igual ou superior a sessenta e cinco anos terão prioridade na tramitação de todos os atos e diligências em
qualquer instância.

Art. 1.211.-B – O interessado na obtenção desse benefício, juntando prova de sua idade, deverá requerê-
lo à autoridade judiciária competente para decidir o feito, que determinará ao cartório

2. Não resta dúvida que a alteração legislativa tem como escopo possibilitar que o Autor de uma ação
judicial tenha possibilidade de conhecer e usufruir em vida da decisão do Poder Judiciário.

3. Consoante a jurisprudência dominante em nossos Tribunais o limite provável de vida é de 65 (sessenta


e cinco) anos.

4. O Rqte., ainda, não preenche o requisito pois conta com ... (.....) anos de vida.

5. Porém, conforme comprova, o documento em anexo, o Rqte. é portador de doença de base –


NEOPLASIA MALIGNA, o que indubitavelmente reduz de forma categórica a possibilidade de vida.

6. A ciência comprova que a probabilidade de recidiva tumoral e de aparecimento de metástases são


bastante freqüentes em portadores de neoplasia maligna, o que lhes confere uma perspectiva de vida
ainda menor que a dos indivíduos de mais de 65 (sessenta e cinco) anos.

7. Diante do diagnóstico preciso do tipo de câncer do Rqte., caracterizado no laudo do exame anátomo
patológico, mostrou-se necessário a complementação do tratamento através de quimioterapia.

8. Face as inúmeras intercorrências sofridas pelo Rqte., conforme a seguir descrito ....o que certamente
concorre para tornar a situação da Rqte. ainda mais grave e mais sujeita a recidiva tumoral e/ou
aparecimento de metástase.

9. Atualmente, o Rqte. está sendo submetida ao tratamento de ..........semanalmente e mesmo tem o seu
término previsto apenas para daqui .... (......) meses.

10. Todos os fatos narrados levam a concluir que a perspectiva de vida do Rqte. encontra-se seriamente
diminuída.

DO DIREITO

A integração analógica, a equidade, a isonomia, fazem com que a nova redação do Código de Processo
Civil, com o acréscimo dos Artigos 1211-A e 1211-B, deva ser aplicado ao presente caso.

DO PEDIDO

Ante o exposto é a presente para requerer, que V.Exa. determine:

I. PRIORIDADE NA TRAMITAÇÃO DE TODOS OS ATOS E DILIGÊNCIAS DO PRESENTE PROCESSO.

II. – QUE O CARTÓRIO OBSERVE RIGOROSAMENTE A CONCESSÃO DO BENEFÍCIO.

Tudo por ser uma questão de cristalina


JUSTIÇA!!!
...., .. de ..... de 2001.Advº.- OAB/

QUITAÇÃO DO FINANCIAMENTO DA CASA PRÓPRIA - SISTEMA FINANCEIRO DA HABITAÇÃO

Quando se adquire uma casa financiada pelo Sistema Financeiro da Habitação (S.F.H.), juntamente com
as prestações mensais para quitar o financiamento, paga-se um seguro destinado a quitar a casa
ocorrendo determinados fatos: invalidez e morte.

O seguro quita a parte da pessoa inválida na mesma proporção que a renda da mesma entrou para o
financiamento, como por exemplo: 100% da renda – quita totalmente o imóvel, não tem que pagar mais
nenhuma prestação; 50% da renda – quita metade do imóvel, a família tem que pagar 50% da prestação
mensal.

Invalidez total e permanente do Segurado, como tal considerada a incapacidade total ou definitiva para o
exercício da ocupação principal e de qualquer outra atividade laborativa, causada por acidente ou doença,
desde que ocorrido o acidente, ou adquirida a doença que determinou a incapacidade, após a assinatura
do instrumento contratual de compra da casa própria.

Tratando-se de Segurado aposentado por tempo de serviço ou não vinculado a órgão previdenciário, a
invalidez será comprovada por questionário específico respondido pelo médico do adquirente da casa e a
perícia médica realizada e custeada pela Seguradora.

Não aceitando a decisão da Seguradora, o doente comprador de casa financiada deverá submeter-se a
junta médica constituída por três membros, o banco ou a COHAB ou a Caixa encaminhará também
laudos de exames, atestados médicos, guias de internação e quaisquer outros documentos de que
disponha, relacionados com o mal, que não permite que exerça seu trabalho .

Nos casos de invalidez permanente, cuja documentação tenha sido complementada junto à Seguradora,
em um mês deverá ter quitado o financiamento ou parte dele.

Para os sinistros de invalidez permanente, o banco ou a COHAB ou a Caixa ou o Banco que fez o
financiamento, encaminhará à Seguradora os seguintes documentos:

a) Aviso de Sinistro Habitacional preenchido, inclusive com a data da RI (Relação de Inclusão) em que
constou a última alteração contratual averbada antes do sinistro;

b) Declaração de Invalidez Permanente em impresso padrão da Seguradora preenchida e assinada pelo


órgão previdenciário para o qual contribua o Segurado;

c) Carta de concessão da aposentadoria por invalidez permanente, emitida pelo órgão previdenciário;

d) Publicação da aposentadoria do Diário Oficial, se for Funcionário Público;

e) Quadro nosológico, se o financiado for militar;

f) Comunicado de Sinistro devidamente preenchido e assinado, com firma reconhecida do médico


assistente do doente;

g) Contrato de financiamento;

h) Alterações contratuais, se houver;

i) Declaração específica com indicação expressa da responsabilidade de cada financiado, o valor com
que o doente entrou na composição da renda familiar para a compra da casa, se o contrato de
financiamento não a contiver de forma expressa;

j) FAR – Ficha de Alteração de Renda, se houver, em vigor na data do sinistro;

l) Demonstrativo de evolução do saldo devedor;

m) Demonstrativo de pagamento de parcelas, ou planilha de evolução da dívida, ou documento indicando


o valor e a data da liberação.

PIS/PASEP

Poderá efetuar o saque das quotas o trabalhador cadastrado no PIS que for portador de neoplasia
maligna (câncer) ou cujo dependente for portador desta doença.

Para fins de saque de quotas do PIS são considerados dependentes os inscritos como tal nos institutos
de previdência social da União, dos estados e dos municípios, abrangendo as seguintes pessoas:

- Cônjuge ou companheiro(a);
- Filho de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido;
- Irmão de qualquer condição, menor de 21 anos ou inválido;
- Pessoa designada menor de 21 anos ou maior de 60 anos ou inválida;
- Equiparados aos filhos: enteado(a), o menor sob guarda, e o menor sob tutela judicial que não possua
bens suficientes para o próprio sustento.
- Os admitidos no regulamento do Imposto de Renda - Pessoa Física, abrangendo as seguintes pessoas:
· cônjuge ou companheiro(a);
· filha ou enteada, solteira, separada ou viúva;
· filho ou enteado até 21 anos ou maior de 21 anos quando incapacitado física ou mentalmente para o
trabalho;
· ao menor pobre até 21 anos, que o contribuinte crie ou eduque e do qual detenha a guarda judicial;
· o irmão, neto ou bisneto, sem arrimo dos pais, até 21 anos, quando incapacitado física ou mentalmente
para o trabalho;
· os pais, os avós ou bisavós;
· o incapaz, louco, surdo, mudo que não possa expressar sua vontade, e o pródigo, assim declarado
judicialmente;
· os filhos, ou enteados, ou irmãos, ou netos, ou bisnetos, se cursando ensino superior, são admitidos
como dependentes até completarem 24 anos de idade.

Os documentos necessários para solicitar o saque na Caixa Econômica Federal, são:

- Comprovante de Inscrição no PIS/PASEP;


- Carteira de trabalho;
- Carteira de Identidade;
- Documentos comprobatórios do motivo do saque:
- Atestado médico fornecido pelo médico que acompanha o tratamento do portador da doença,
contendo as seguintes informações:
o Diagnóstico expresso da doença;
o Estágio clínico atual da doença/paciente;
o Classificação internacional da doença - CID;
o Menção à Resolução 01/96 do Conselho Diretor do Fundo de Participação PIS-PASEP;
o Carimbo que identifique o nome/CRM do médico;
o Cópia do exame histopatológico ou anátomo-patológico que comprove o diagnóstico;
- Comprovação da condição de dependência do portador da doença, quando for o caso.

O trabalhador poderá receber o total de quotas depositadas.

Caso o PIS não esteja cadastrado na Caixa Econômica Federal, o trabalhador deverá verificar junto ao
Banco do Brasil se o mesmo não está cadastrado como PIS/PASEP, pois o saque será efetuado da
mesma maneira.

MODELO DO ATESTADO PARA RETIRADA DO PIS/PASEP

(Papel Timbrado do Médico)


Atestado Médico
Atesto que o paciente ......(nome do paciente)............... é portador de ......(nome da doença - Exemplo:
(neoplasia maligna - câncer), CID - Código Internacional de Doenças nº.. ...(verificar o código da doença
com o médico).... O presente atestado destina-se a comprovação junto a CEF nos moldes da Lei 8.922 de
25/07/94, que acrescenta dispositivo ao art. 20 da Lei nº. 8.036 de 11 de maio de 1990, para permitir a
movimentação da conta vinculada quando o trabalhador ou qualquer de seus dependentes for acometido
de neoplasia maligna. O estágio clínico atual da doença é ...(Exemplo: estável)..... e o paciente encontra-
se em (Exemplo: tratamento quimioterápico).
(Local e data)
------------------------------------------------------
(Assinatura e carimbo legível do médico responsável pelo tratamento)
OBS: Reconhecer firma do médico. O atestado é válido por 30 dias)

ACESSO AOS DADOS DO SERVIÇO MÉDICO

Pelo Código de Ética Médica os dados do prontuário médico ou hospitalar, ficha médica, exames médicos
de qualquer tipo, são protegidos pelo sigilo (segredo) profissional e só podem ser fornecidos aos
interessados – doentes ou seus familiares.
O doente ou seus familiares, no entanto, têm direito de acesso a todas informações existentes sobre ele
em cadastros, exames, fichas, registros, prontuários médicos, relatório de cirurgia, enfim, todos os dados
referentes à doença.
Para exercer seu direito é necessário encaminhar um requerimento a entidade ou ao médico que detenha
as informações. O requerimento deve ser sempre feito em duas vias para ser protocolado e a cópia ficar
em poder do requerente.

MODELO DE REQUERIMENTO

AO HOSPITAL ..........
(Fulano de Tal), brasileiro, casado, (documento de identidade – R.G., Carteira Profissional, etc.),residente
e domiciliado à Rua ...., nº , na cidade de Campinas, vem a presença de V. Sa. REQUER, nos termos do
Artigo 43, do Código de Defesa do Consumidor, sejam fornecidas cópias integrais dos seguintes
documentos:
- Prontuário de atendimento neste Hospital,
- Relatório da cirurgia realizada,
- Exames que, eventualmente, estejam em seu poder,
- Demais documentos referentes a sua doença.
Os documentos solicitados destinam-se ao esclarecimento de situação de interesse particular.
Termos em que,
P.Deferimento.
(Cidade), de de
Assinatura

COMPRA DE CARRO COM ISENÇÕES DE IMPOSTOS

ISENÇÃO DE I.P.I.

Para gozar das isenções na compra de veículos é necessário que a pessoa tenha deficiência nos
membros, sejam superiores ou inferiores, que a impossibilite de dirigir automóveis comuns.

O direito as isenções não surge pelo fato de ter câncer, é preciso que o mesmo ocasione deficiência
física, como acima explicado.

É preciso que o paciente peça ao seu médico um Laudo Médico descrevendo sua deficiência,
acompanhado de exame que comprove o fato.
São isentos do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados- Imposto Federal), em todo o território
nacional, os automóveis de passageiros ou veículos de uso misto de fabricação nacional, movidos a
qualquer tipo de combustível, que apresentem características especiais e sejam adquiridos até 31 de
dezembro de 2003, por pessoas portadoras de deficiência física que as impossibilite de conduzir veículos
comuns.
As características especiais do veículo são aquelas, originais (de fábrica) ou resultantes de adaptação,
que permitam a adequada utilização do veículo pela pessoa portadora de deficiência física, por exemplo:
o câmbio automático ou hidramático e a direção hidráulica.

O pedido de isenção deve ser dirigido ao Delegado da Receita Federal ou do Inspetor da Receita Federal
de Inspetoria de Classe "A" do domicílio do deficiente físico.

O veículo adquirido pelo deficiente físico, com isenção de IPI, só poderá ser vendido após três anos.
Antes deste prazo é necessária a autorização do Delegado da Receita Federal e o imposto só não será
devido se o veículo for vendido a outro deficiente físico.

DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA

Para obter a isenção do IPI, o interessado deverá:

I - obter, junto ao Departamento de Trânsito do Estado onde residir, os seguintes documentos:


- laudo de perícia médica, atestando o tipo de deficiência física e a total incapacidade para
conduzir veículos comuns, indicando o tipo de veículo, com as características especiais
necessárias, que está apto a dirigir
- - carteira nacional de habilitação com a especificação do tipo de veículo, com suas
características especiais, que está autorizado a dirigir, conforme o laudo de perícia médica,
(se o deficiente físico não tiver carta de motorista deverá tirá-la no prazo de 180 dias)
II - apresentar requerimento de acordo com o modelo, em três vias, dirigido ao Delegado da
Receita Federal, ao Inspetor da Receita Federal da Inspetoria de Classe "A" , do local onde resida
o deficiente, com cópias dos documentos acima;
III - não ter pendências junto à Secretaria da Receita Federal relativas aos impostos federais, como
por exemplo, Imposto de Renda.

MODELO- REQUERIMENTO DE ISENÇÃO DE IPI - DEFICIÊNCIA FÍSICA

AO SENHOR DELEGADO/INSPETOR DA RECEITA FEDERAL


EM ____________________
01 - IDENTIFICAÇÃO DO REQUERENTE Processo nº
NOME CPF/MF N°
02 - ENDEREÇO
Rua, Avenida, Praça, etc Número Andar/Sala .
Bairro/Distrito . Município UF CEP Telefone
O(a) portador(a) de deficiência física que o(a) impossibilita de conduzir veículos comuns, acima
identificado(a), requer a V. Sª se digne reconhecer, à vista da documentação anexa, que preenche os
requisitos exigidos pela Lei nº 8.989, de 1995, com as alterações do art. 29 da Lei nº 9.317, de 1996, e
dos arts. 1º, 2º e 4º da Medida Provisória nº 1.939-30, de 2000, para a fruição da isenção/suspensão do
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), na aquisição de automóvel de passageiros ou veículo de
uso misto, de fabricação nacional, com características especiais.
Declara o requerente ser autêntica e verdadeira a documentação apresentada.
Nestes termos, pede deferimento.
(Local/Data)
Assinatura do requerente (conforme identidade)

ISENÇÃO DO I.C.M.S.

O I.C.M.S. (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é um imposto estadual. Cada Estado da
Federação tem sua Lei própria regulando este imposto.

No Estado de São Paulo e no Distrito Federal na Lei de I.C.M.S. existe previsão expressa a respeito da
isenção do imposto para os deficientes adquirirem seu carro.

Se no Estado em que o deficiente físico reside não existe previsão legal de isenção, o único caminho é
procurar o Governador, para que o mesmo envie à Assembléia um Projeto de Lei de Isenção do ICMS.

O deficiente tem que ficar com o carro durante o período de três anos, sob pena de ter que pagar o
imposto.

Em São Paulo é preciso fazer um requerimento à Secretaria da Fazenda do Estado, acompanhado dos
seguintes documentos:

1. Declaração do vendedor do veículo em que conte:


a- C.N.P.J.,
b- Declaração que a isenção será repassada ao deficiente,
c- Que o veículo se destina ao uso exclusivo do deficiente.
2. Laudo de perícia médica do Departamento Estadual de Trânsito.
3. Comprovação, pelo deficiente, de sua capacidade econômica-financeira compatível para a
compra do veículo.

MODELO DE REQUERIMENTO

ILMO. SR. DELEGADO DA RECEITA ESTADUAL EM


(cidade)

(fulano de tal), brasileiro, (profissão), (documento de identidade – R.G., Carteira Profissional, etc.), C.P.F.
nº ,residente e domiciliado à Rua ....., nº , na cidade de ......., vem respeitosamente à presença de V.S.,
artigo 19, do Anexo I, do Regulamento do RICMS (Decreto Estadual nº 45.490/2000) REQUERER
ISENÇÃO DE I.C.M.S., do veículo que está adquirindo, anexando os seguintes documentos:
1. C.N.P.J. do vendedor (xeroxs),
2. C.P.F. do Requerente (xeroxs),
3. Laudo de Perícia Médica oficial (xeroxs),
4. Comprovação de rendimento do Requerente (xeroxs).
Termos em que,
P.Deferimento.
(cidade), de de
Assinatura do Requerente

ISENÇÃO IPVA (IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE DE VEÍCULOS AUTOMOTORES)NO ESTADO


DE SÃO PAULO

O IPVA (IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE DE VEÍCULOS AUTOMOTORES) é um imposto estadual,


pago anualmente. Cada Estado da Federação tem sua Lei própria regulando este imposto.

No Estado de São Paulo, na Lei de I.P.V.A., existe previsão expressa a respeito da isenção do imposto
para os deficientes adquirirem seu carro.

Se no Estado em que o deficiente físico reside não existe previsão legal de isenção, o único caminho é
procurar o Governador, para que o mesmo envie à Assembléia um Projeto de Lei de Isenção do IPVA.
Para a concessão de isenção a veículos especialmente adaptados de propriedade de deficientes físicos,
o interessado apresentará requerimento, acompanhado dos seguintes documentos: .

1. cópia do CPF;
2.cópia do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo – CRLV;
3. cópia de Registro de Veículo ;
4. cópia do laudo de perícia médica fornecido exclusivamente pelo DETRAN, especificando o tipo
de defeito físico e o tipo de veículo que o deficiente possa conduzir;
5. cópia da Carteira Nacional de Habilitação, onde conste a aptidão para dirigir veículos com
adaptações especiais, discriminadas no laudo, na qual conste estar o interessado autorizado a
dirigir veículo adaptado às suas condições físicas;
6. cópia da nota fiscal referente às adaptações, de fábrica ou realizadas por empresa
especializada, feitas no veículo, considerando-se adaptações as constantes na Resolução no. 734,
de 31.07.89, do Conselho Nacional de Trânsito;
7. Na falta da Nota Fiscal referente às adaptações feitas no veículo, será apresentado laudo
expedido por entidades de inspeção credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial - INMETRO, que ateste as adaptações efetuadas.
8. declaração de que não possui outro veículo com o benefício.

Se teve veículo anterior com isenção:

cópia do comprovante de Baixa de Isenção do veículo anterior;

Se veículo novo: .

1. cópia de nota fiscal relativa à sua aquisição;


2. requerimento do Registro Nacional de Veículos Automotores - RENAVAM, com a etiqueta da
placa do veículo.

Em São Paulo é preciso fazer um requerimento à Secretaria da Fazenda do Estado, acompanhado de


todos os documentos acima.

A Seção de Julgamento da Delegacia Regional Tributária julgará o pedido e, se favorável, emitirá a


“Declaração de Imunidade/Isenção do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores - IPVA”,
destinando a 1a. via ao contribuinte.

MODELO DE REQUERIMENTO

ILMO. SR. DELEGADO DA RECEITA ESTADUAL EM


(cidade)

(fulano de tal), brasileiro, (profissão), (documento de identidade – R.G., Carteira Profissional, etc.), C.P.F.
nº ,residente e domiciliado à Rua ....., nº , na cidade de ......., vem respeitosamente à presença de V.S.,
REQUERER ISENÇÃO DE I.P.V.A., do veículo que está adquirindo, anexando os seguintes documentos:
1. cópia do CPF;
2.cópia do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo – CRLV;
3. cópia de Registro de Veículo ;
4. cópia do laudo de perícia médica fornecido exclusivamente pelo DETRAN, especificando o tipo de
defeito físico e o tipo de veículo que o deficiente possa conduzir;
5. cópia da Carteira Nacional de Habilitação, onde conste a aptidão para dirigir veículos com adaptações
especiais, discriminadas no laudo, na qual conste estar o interessado autorizado a dirigir veículo adaptado
às suas condições físicas;
6. cópia da nota fiscal referente às adaptações, de fábrica ou realizadas por empresa especializada, feitas
no veículo, considerando-se adaptações as constantes na Resolução no. 734, de 31.07.89, do Conselho
Nacional de Trânsito;
(OU) Na falta da Nota Fiscal referente às adaptações feitas no veículo, será apresentado laudo expedido
por entidades de inspeção credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade
Industrial - INMETRO, que ateste as adaptações efetuadas.
7. declaração de que não possui outro veículo com o benefício:
Termos em que,
P.Deferimento.
(cidade), de de
Assinatura do Requerente

SEGURO DE VIDA

Ao fazer um seguro de vida pode-se escolher fazer junto um seguro de invalidez.


Se o Seguro que o doente tiver estiver incluída a cobertura da invalidez, uma vez tendo conseguido o
Laudo Médico oficial que ateste esta condição, deve-se acionar o seguro para recebê-lo.

Informações sobre os documentos necessários podem e devem ser obtidas junto as Seguradoras ou com
o corretor que tiver feito o seguro.

PREVIDÊNCIA PRIVADA

RENDA POR INVALIDEZ: - renda mensal a ser paga ao próprio participante, em decorrência de sua
invalidez total e permanente ocorrida durante o período de cobertura e após cumprido o período de
carência estabelecido no Plano.

Em alguns contratos de Previdência Privada existe a possibilidade da mesma ser paga por invalidez.

Ocorrendo a invalidez do doente – desde que constatada por laudo médico oficial – a Previdência deve
começar a pagar a aposentadoria devida.

Mariinha
Maria Cecília Mazzariol Volpe
mariinha@sorirama.com.br
Rua Visconde de Taunay, 221 - Campinas(SP) - CEP 13023-200

A autora nasceu em Conchal-SP mas sempre viveu em Campinas-SP. É advogada militante há quase
quarenta anos. Atua, principalmente, na área do Direito Público e na Defesa do Consumidor. Teve câncer
de intestino em 1999, sofreu cirurgia e fez quimioterapia. Hoje está curada. Após esta experiência,
somada a sua qualificação profissional, decidiu criar esta cartilha para auxiliar aqueles que padeceram de
males semelhantes e sofrem sem saber seus direitos.

Fonte: Blog Axclê Goxtô

A lei da compra de carro com desconto


para portador de câncer ainda está
vigente?
Melhor resposta - Escolhida por votação
Isenção do ICMS na compra de veículos adaptados

O que é ICMS?
O ICMS é o imposto estadual sobre operações relativas à Circulação de Mercadorias e
sobre Prestação de Serviços. Cada Estado possui a sua própria legislação que
regulamenta o imposto.

Quais são os documentos necessários para a solicitação de isenção do ICMS na compra


de veículo adaptado?
O paciente deve comparecer ao Posto Fiscal da área de sua residência, apresentar o
requerimento em duas vias e os seguintes documentos: 1. Declaração expedida pelo
vendedor do veículo na qual conste:
- o número do CIC ou CPF do comprador;
- que o benefício será repassado ao doente;
- que o veículo se destinará a uso exclusivo do doente, impossibilitado de utilizar
modelo de carro comum por causa de sua deficiência.

2. Original do laudo da perícia médica fornecido pelo Departamento Estadual de


Trânsito do Estado de sua residência, que ateste e especifique:
- a incapacidade do doente para dirigir veículo comum;
- a habilitação para dirigir veículo com características especiais;
- o tipo de deficiência, a adaptação necessária e a característica especial do veículo;

3. Cópia autenticada da Carteira de Habilitação que especifique no verso as restrições


referentes ao motorista e à adaptação realizada no veículo.

Para solicitar a declaração descrita acima, o paciente deve entregar ao vendedor:


1. Cópia autenticada do laudo fornecido pelo DETRAN;
2. Documento que declare, sob as penas da lei, o destino do automóvel para uso
exclusivo do doente, devido à impossibilidade de dirigir veículos comuns por causa de
sua deficiência.

Fonte: Posto Fiscal Eletrônico da Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo

Isenção de IPI na compra de veículos adaptados

Quando o paciente com câncer possui direito de solicitar a isenção de IPI na compra de
veículos?
O IPI é o imposto federal sobre produtos industrializados. O paciente com câncer é
isento deste imposto apenas quando apresenta deficiência física nos membros superiores
ou inferiores,que o impeça de dirigir veículos comuns. É necessário que o solicitante
apresente os exames e o laudo médico que descrevam e comprovem a deficiência.

Quais veículos podem ser adquiridos com isenção de IPI?


Automóveis de passageiros ou veículos de uso misto de fabricação nacional, movidos a
combustível de origem renovável. O veículo precisa apresentar características especiais,
originais ou resultantes de adaptação, que permitam a sua adequada utilização por
portadores de deficiência física. Entre estas características, o câmbio automático ou
hidramático (acionado por sistema hidráulico) e a direção hidráulica.
A adaptação do veículo poderá ser efetuada na própria montadora ou em oficina
especializada. O IPI incidirá normalmente sobre quaisquer acessórios opcionais que não
constituam equipamentos originais do veículo adquirido.

O benefício somente poderá ser utilizado uma vez, exceto se o veículo tiver sido
adquirido há mais de três anos, caso em que o benefício poderá ser utilizado uma
segunda vez.

Como fazer para conseguir a isenção?


A Lei nº 10.182, de 12/02/2001, restaura a vigência da Lei nº 8.989, de 24/02/1995, que
dispõe sobre a isenção do IPI na aquisição de automóveis destinados ao transporte
autônomo de passageiros e ao uso de portadores de deficiência. De acordo com esta lei,
para solicitar a isenção o paciente deve:

1. Obter, junto ao Departamento de Trânsito (DETRAN) do seu estado, os seguintes


documentos:

- laudo de perícia médica com: o tipo de deficiência física atestado e a total


incapacidade para conduzir veículos comuns; tipo de veículo, com as características
especiais necessárias; aptidão para dirigir, de acordo com resolução do Conselho
Nacional de Trânsito (CONTRAN);
- carteira nacional de habilitação com: a especificação do tipo de veículo e suas
características especiais; aptidão para dirigir, conforme o laudo de perícia médica e de
acordo com resolução do CONTRAN;

2. Apresentar requerimento em três vias na unidade da secretaria da Receita Federal de


sua jurisdição. O requerimento deve ser dirigido à autoridade fiscal competente a que se
refere o art. 6º, ao qual serão anexadas cópias autenticadas dos documentos citados
acima. O Delegado da Receita Federal ou Inspetor da Receita Federal de Inspetoria de
Classe "A", com jurisdição sobre o local onde reside o paciente, são as autoridades
responsáveis pelo reconhecimento da isenção.

As duas primeiras vias permanecerão com o paciente e a outra via será anexada ao
processo. As vias do doente devem ser entregues ao distribuidor autorizado da seguinte
forma:

a) a primeira via, com cópia do laudo de perícia médica, será remetida pelo distribuidor
autorizado ao fabricante ou ao estabelecimento;

b)a segunda via permanecerá em poder do distribuidor.

É importante que, na nota de venda do veículo, o vendedor faça a seguinte observação:

I - "Isento do imposto sobre produtos industrializados – Lei nº 8.989, de 1995", no caso


do inciso I do art. 9º; ou

II - "Saída com suspensão do imposto sobre produtos industrializados - Lei nº 8.989, de


1995", no caso do inciso II do art.9º.
Fontes: Receita Federal e Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores

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