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Estudo de médica revela fatores que influenciam o atraso do diagnóstico precoce do

câncer infantil

Enviado por portal oncopediatria, Sex, 08/04/2005 - 17:47

Com o conhecimento de quem defendeu a dissertação de mestrado Estudo dos fatores que

influenciam o atraso do diagnóstico das neoplasias malignas pediátricas dos pacientes

admitidos no Hospital do Câncer de São Paulo, de 1991 a 2002, a oncologista pediátrica Karla

Emília de Sá Rodrigues, do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais,

observou que são múltiplos os fatores que influenciam o tempo de duração do sintoma.

O estudo envolveu 2081 pacientes. "O tempo de queixa variou de um dia até 12 anos, com

média de 4,6 meses. Quanto maior a idade da criança, maior é o tempo de queixa, sugerindo

que, as menores têm seu diagnóstico mais rápido por serem, freqüentemente, vistas pelos

pediatras do que os adolescentes", explica.

Tanto o médico como a família e, até a própria doença, têm responsabilidades iguais no

diagnóstico precoce, que depende da capacidade em perceber o sintoma e procurar o

especialista precocemente. Sem dúvida, isso também depende de prévio conhecimento, que

prevê algum nível de educação e conscientização. Os profissionais de saúde devem ter

perspicácia de pensar precocemente nessa possibilidade diagnóstica, encaminhando o paciente a

um centro de referência. Ou seja: subentende que eles estejam familiarizados com a gama de

sintomas da doença e treinados para realizar triagem e investigação rápida. Há, ainda, a própria

doença, cuja biologia é determinante para o "atraso inevitável", tempo decorrido entre as

primeiras alterações biológicas e a consciência e reconhecimento dos sintomas.

Também foi observado no estudo que o tipo histológico do tumor influencia o tempo de queixa:

as leucemias agudas, o linfoma não-Hodgkin e o tumor de Wilms apresentaram os menores


tempos, contra a doença de Hodgkin, tumor do SNC, sarcoma de partes moles e retinoblastoma.

Além disso, o tipo de sintoma também influencia o tempo de queixa para cada doença, pois,

muitas patologias pediátricas benignas podem apresentar o mesmo sintoma.

Os pacientes com LLA, por exemplo, que tinham como sintoma inicial adenomegalia

apresentaram maior tempo de queixa do que aqueles cujo sintoma era sangramento. Os

pacientes com estrabismo tiveram maior tempo de queixa do que os pacientes com leucocoria,

no caso do retinoblastoma.

Segundo o estudo, o número de médicos consultados e o número de consultas prévias também

estiveram relacionados a maior tempo de queixa. Os pacientes encaminhados por pediatra

tiveram menor tempo. No estudo, 59% dos pacientes não possuíam seguro saúde, ou seja,

foram atendidos pelo SUS; entretanto, esse não foi fator determinante de maior tempo de

queixa. A maior renda familiar foi associada a maior tempo de queixa apenas entre os

portadores de tumores do SNC.

"Nesse estudo, observamos que, ao longo dos anos, houve redução do tempo de duração da

queixa. Ou seja, o diagnóstico tem sido feito mais precocemente: entre 1975 e 1980 os

pacientes apresentavam tempo médio de queixa de 8,2 meses e isso caiu para 4,6 meses, no

período da década de 91 e 2002. Mas, ainda estamos abaixo do que se observa nos países

desenvolvidos. Por exemplo, quando nos comparamos com os ingleses, que apresentam em

média 2,5 semanas, ou os americanos que levam cerca de 2,8 semanas para diagnosticar o

tumor de Wilms, e nós levamos cerca de 7,6 semanas".