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A Primavera Marcelista

O marcelismo: a liberalização fracassada

• Situação de impasse político a que a guerra colonial conduziu o país.


• Degradação do regime na época marcelista:
o eternização da guerra;
o em 1973 a guerra estava perdida na Guiné;

Movimento dos Capitães

• oposição à guerra colonial aumentava;


• falência da solução militar. Impasse em Angola e Moçambique. Exigência de uma solução
política para as colónias.
• Doença grave levou ao afastamento de Salazar em 1968.
• Marcelo Caetano substituiu Salazar.

O Marcelismo, uma tentativa de liberalização do regime, feita a partir de dentro.

• - A Primavera Marcelista foi de curta duração:


o -Pretendia-se a renovação na continuidade para obter um consenso nacional;
o Descompressão política aliviando a pressão sobre a Oposição;
o Aligeiramento da censura;
o Regresso de exilados;
o A partir de 1969, novo reforço da repressão.
• Realização de eleições novamente fraudulentas. A oposição não conseguiu eleger deputados.
• Condenação do regime, da política de reforço da repressão.
o Acções clandestinas: assaltos a bancos e atentados bombistas.
o Greves e manifestações estudantis.

25 de Abril, Revolução dos Cravos

• Programa do MFA
o Democratizar, Desenvolver, Descolonizar
o Democracia, pluripartidarismo, liberdade de expressão, liberdade de voto, fim da guerra
colonial, reconhecimento internacional
• 1º de Maio de 1974 – última manifestação de Unidade Nacional:
• Unidade antifascista
• Celebração da liberdade de expressão, manifestação, reunião
• Fim da guerra
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• Fim do desemprego
• Aumento dos salários
• Direitos Políticos
• Libertação dos presos políticos
• Fim da censura
• Fim da polícia política
• Fim das Instituições Fascistas
• Formação de partidos políticos e sindicatos

Efeitos internacionais do 25 de Abril:

• Democratização da Espanha e da Grécia


• Fim dos Bastiões Brancos na África Austral
• Nascimento de novos estados independentes (ex-colónias portuguesas)
• Alteração das forças presentes na ONU

Agitação nos anos de 1974-1975

• Agitação social popular que o 1º governo não pode controlar, demitindo-se ao fim de 2 meses.
• Nomeação de Vasco Gonçalves para 1º ministro – radicalização do movimento à esquerda.
• General Spínola demite-se de Presidente da República. Sucede-lhe Costa Gomes.
• Otelo Saraiva de Carvalho é o símbolo da radicalização da revolução de Abril.
• 11 de Março de 1975 – Golpe de Spínola para contrariar o percurso radical da revolução.
Vencido dá lugar à criação do Conselho da Revolução que se tornou o centro do poder.
• Por todo o país se assiste ao desenvolvimento do poder popular: saneamentos, operários
ocupam as fábricas abandonadas pelos proprietários, formam-se as comissões de moradores
(ocupação de casas vagas, do estado, de particulares para instalação de infantários, creches,
centros clínicos …).
• No sul do país teve lugar a Reforma Agrária com a ocupação das herdades que são
transformadas em unidades de produção colectiva.
• Nacionalização dos Bancos, seguros, transportes, grandes empresas (celuloses, cimentos,
tabaco, petrolíferas, siderurgia, electricidade).
• Legislação favorável aos trabalhadores, salário mínimo, congelamento dos preços dos produtos
de primeira necessidade, melhoria das condições de vida dos trabalhadores.
• A classe média e alta teve medo e abandona o país.
• 1975 Eleições para a Assembleia Constituinte. (sufrágio universal). Os resultados destas eleições
traduziram uma vontade diferente do ambiente que se vivia no país. Ganhou o Partido
Socialista, o PSD ficou em 2º lugar e o Partido Comunista sofreu uma derrota, pois tudo indicava
que iria ganhar.

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• Verão quente de 1975 – Manifestações contra o P. Comunista, assalto às sedes do P. Comunista.
• Melo Antunes e o grupo dos nove criticam a radicalização do Conselho da Revolução. Vasco
Gonçalves é demitido de primeiro-ministro.
• 25 de Novembro último golpe militar para reforçar as forças radicais. Mas foi derrotado.
Portugal iria caminhar para uma democracia liberal e não para uma democracia popular
(comunista).

CONSTITUIÇÃO DE 1976 (2 de Abril)

• Consagra a via de transição para o socialismo


• Mantém o Conselho da Revolução
• Reconheceu as nacionalizações
• Reconheceu o pluralismo partidário e a dignidade de todos os portugueses
• Reconheceu a autonomia da Madeira e Açores (regiões autónomas).
• A constituição de 1976 é fruto das diferenças ideológicas dos deputados, das exigências
revolucionárias dos capitães de Abril mais radicais.
• Foi o documento fundador da democracia portuguesa (sofreu alterações ao longo dos anos que
lhe retiraram o cunho revolucionário próprio da época.).

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