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Dureza Brinell

NBR – 6394 ; ASTM – E 10

1. Definição do método:
Método criado por J.A. Brinell, em 1900, que utilizou pela primeira vez uma esfera de aço
com diâmetro D = 10 mm submetida a uma carga de 3000 Kgf, por cerca de 15s, para produzir
impressões em ferro fundido.
D

F Área da impressão Brinell =

π .D( D − D2 − d 2 )
2
p
d

F 2F F
HB =
A
Î HB =
(
π × D D − D2 − d 2 ) =
π × D× p
com F em kgf , e D, d em mm

0,102 × 2 F 0.102 × F
ou HB =
(
π ×D D− D −d 2 2
) =
π ×D× p
se F estiver em N e D, d em mm

d1
Obsv.: o fator 0,102 = 1 / 9,81 corresponde à transformação de N para kgf.

HB – Dureza Brinell d – Diâmetro da calota esférica (mm) = (d1 + d2) / 2 d2

F – Força de ensaio (N) D – Diâmetro nominal da esfera (mm)

p – Profundidade da calota esférica (mm)

Designação: HB / D / F / t

onde : HB Î Dureza F Î Força aplicada no ensaio ( kgf )


D Î Diâmetro da esfera (mm) t Î tempo ( s )

Exemplo: 120 HB / 2.5 / 250 / 30


Caso não sejam indicados os valores, assumem-se as condições de Brinell:
D = 10mm ; F = 3000 Kgf ( 29.240 N ) ; t = 10 a 15 s

2. Boa reprodutibilidade do ensaio obtida com:


0,25 D < d < 0,50 D ( melhor condição: d = 0,375 D )

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Essa é a condição mais importante para valer o método Brinell, assegurando a boa
reprodutibilidade dos seus resultados !

3. Penetradores:
9 Valores de D padronizados: → 1 2,5 5 10 (mm)
9 Esfera de aço temperado com dureza > 850 HV 10 → Para metais com HB < 500
9 Esfera de carbeto de tungstênio → Para metais com HB > 500
9 Tolerância para diâmetro nominal das esferas prevista em norma ( ver Tabela 2 NBR 6394 )

4. Grau de carga:
Boa reprodutibilidade fica assegurada quando se mantem fixo o parâmetro denominado Grau
de Carga, que varia de acordo com o tipo de material ensaiado:

Grau de Carga: G = F/ D2 (kgf/mm2) = 0,102 F / D2 (N/mm2)

Os valores de Grau de Carga são padronizados de acordo com a Tabela abaixo:


Grau de Carga 30 10 5 2.5 1.25
Intervalo de
Dureza abrangido 450 a 95,5 200 a 31,8 100 a 15,9 50 a 7,9 25 a 4
Ligas Ferrosas e
Grupo de metais de Alta Metais e ligas não ferrosas
para os quais Resistência
devem ser Ferro Ligas de Alumínio Alumínio Ligas de Ligas de Chumbo
preferencialmente Aço Ligas de Cobre Magnésio Estanho Ligas de Estanho
empregados os Aço Fundido Ligas de Magnésio Cobre Ligas de Metal patente
graus de carga Ligas de Titânio Ligas de Zinco Zinco Chumbo
indicados Ligas de Níquel Latões Latão Fundido
e Cobalto para Bronzes
temperaturas Cobre
elevadas Níquel

Exemplo de reprodutibilidade da Dureza Brinell para diferentes valores da Força


e Diâmetro do Penetrador , mantendo-se constante o valor de G = 30:
Material D (mm) d(mm) Carga (Kgf) Dureza Brinell
Aço A 10 6,3 3000 85
7 4,4 1470 85
5 3,13 750 87
1,19 0,748 42,5 86
Aço B 10 4,75 300 159
7 3,33 1470 158
5 2,35 750 163
1,19 0,567 42,5 158
Aço C 10 3,48 3000 306
7 2,43 1470 308
5 1,75 750 302
1,19 0,411 42,5 311

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5. Forças de Ensaio:

São também padronizadas de acordo com a Tabela abaixo:

Diâmetro Força de Ensaio para os graus de Carga


nominal 30 10 5 2,5 1,25
da esfera N Kgf N Kgf N Kgf N Kgf N Kgf
D (mm)
10 29420 3000 9800 1000 4900 500 2450 250 1225 125
5 7355 750 2450 250 1225 125 613 62,5 306,5 31,25
2,5 1840 187,5 613 62,5 305,5 31,5 153,2 15,625 76,6 7,812
1 294 30 98 10 49 5 - - - -

6. Equipamento Ótico de Medição:


9 Leitura de d com precisão de ± 0,5%
9 50 ≤ A. d ≤ 150, A = ampliação total

7. Verificação da Aparelhagem:
9 Forças de ensaio: 3 sequências de medição;
Divergência máxima = 0,6 % valor médio;
± 1% do valor nominal

H− Hp
9 Erro relativo percentual nos valores de dureza: E = x 100 ≤ 2%
Hp

Onde H = valor médio de 5 medidas de dureza feitas no bloco padrão
H p = dureza nominal do bloco padrão
d max − d min
9 Reprodutibilidade em 5 medições : R = x 100 ≤ 4% para Hp ≤ 225
dm
≤ 2% para Hp >225

onde: dmax, dmin, dm = valores máximo, mínimo e médio da série de 5 medições com o padrão.

8. Exigências quanto ao Corpo de prova:


9 Superfície (acabamento, limpeza adequada);
9 Superfície polida sem defeitos;
9 Planicidade;
9 Fixação adequada;
17 × 0,102 F
9 Espessura mínima para validade do ensaio emin = 17x p =
π × D × HB

Ver na norma gráfico da variação de emin em função da Dureza Brinell, diâmetro da esfera e
grau de carga empregados.

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9. Duração da Força de Ensaio:

Materiais ferrosos em geral


10 a 15 s Ligas não ferrosas de alta e média resistência G = 30 - 10 - 5

Materiais cujo comportamento plástico


30 s depende da duração da ação da força (fluência) G = 2,5 - 1,25

Obs.: No caso de metais com ponto de fusão muito baixo ( G = 1.25), a duração de aplicação da força
pode chegar até 60 s.

10. Distância entre as impressões:

Material Distância entre os centro Distância da borda


das impressões da amostra
Materiais ferrosos no mínimo igual a 4 x d no mínimo igual a 2,5 x d
Cobre e suas ligas

Outros metais ou ligas no mínimo igual a 6 x d no mínimo igual a 3 x d

11. Medidas de dureza em superfícies curvas:

Correção da medida para superfícies cilíndricas ou esféricas (côncavas ou convexas) em


função de d/Dc (diâmetro da superf. curva) de acordo com tabelas da norma NBR 6394.

12. Exemplo de verificação do aparelho de dureza Brinell do DEMa:


Padrão Brinell do DEMa : 262 HB/ 2.5 / 187.5

Valores típicos de dureza Brinell obtidos numa aferição do aparelho do DEMa.


d (mm) 0,942 0,940 0,948 0,940 0,930
H 260 260 255 260 266

dm = 0,940 → Reprodutibilidade = 1,91%
H = 260,2 → Erro relativo = - 0,69 %

13.Exemplo de verificação do aparelho de dureza Brinell do DEMa:


Existe uma relação entre o Limite de Resistência à Tração ( σ t ) e a Dureza Brinell (HB), que é
muitas vezes empregada na prática:
σ t = α. HB.
onde α é uma constante que varia com o material, como mostra a tabela abaixo:
MATERIAL α MATERIAL α
aço liga tratado termicamente: 3,30 Latão encruado: 3,45
aço carbono tratado termicamente: 3,40 Cobre recozido 5,20
aço carbono: 3,60 Alumínio e suas ligas 4,00

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Dureza Vickers
NBR – 6672 ; ASTM - E 92

1. Definição do método:

Método criado por Smith e Sandland, em 1925, e divulgado pela Cia. Vickers-Armstrong
Ltda. Que fabricou as máquinas baseadas nesse princípio.
O método utiliza um único tipo de penetrador que consiste numa pirâmide regular de
diamante com base quadrada e ângulo entre as faces opostas igual a 136º. Esse ângulo corresponde
ao ângulo de ataque da condição ideal do penetrador esférico Brinell para o qual d / D = 0.375, como
mostra a figura abaixo:

F Área da impressão Vickers =


d2
2 sen( 136 o / 2 )
D
136o
d = 0,375 D

d1

136 o
136o d2

136 o
0,102 × 2 F × sen
HV = F / A = 0,102 F / A = 2
d2
( Kgf / mm2 ) ( N / mm2 )

HV = 1,8544 F / d2 (Kgf/mm2) ou HV = 0,1890 F / d2 ( N / mm2 )

2. Forças padronizadas:
9 Normal: 5 – 10 – 15 – 20 – 25 – 30 – 50 – 100 Kgf
9 Pequena: 0,2 – 0,25 – 0,30 – 0,50 – 1,0 – 2,0 – 2,5 – 3,0 – 5,0 Kgf
9 Microcarga: 5, 10, 20, 30, 50, 100, 200 gf → APARELHOS DE MICRODUREZA

3. Equipamento Ótico de Medição:


9 Erro máximo de medição da diagonal d: ± 0,001 mm, para d ≤ 0,2 mm
± 0,5 % de d, para d > 0,2mm
9 Fator de ampliação: 50< A . d < 150

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4. Verificação da aparelhagem:

H− Hp
9 Erro relativo percentual: E = x 100 ≤ ± 3%
Hp

Onde H = valor médio de 5 medidas de dureza feitas no bloco padrão
H p = dureza nominal do bloco padrão
d max − d min
9 Reprodutibilidade em 5 medições: R = x 100 ≤ 4%, para Hp ≤ 225
dm
≤ 2%, para Hp > 225
onde : dmax, dmin, dm = valores máximo, mínimo e médio da série de 5 medições com o padrão.

5. Exigências quanto ao Corpos de prova:

9 Superfície (acabamento, limpeza adequada, etc.);


9 Superfície polida sem defeitos;
9 Planicidade;
9 Fixação adequada;
9 Espessura mínima para validade do ensaio: emin = 1,5 d

Obs.: Ver na norma gráficos da variação de emin em função da Dureza e Forças empregadas no
ensaio.

6. Duração da Força de Ensaio:

10 a 15 s → materiais ferrosos e ligas não ferrosas de média resistência

30 s → materiais cujo comportamento plástico depende da duração


da ação da força de ensaio

7. Distância entre as impressões:

distância do centro de uma impressão a borda de outra ≥ 2,5 d


distância do centro de uma impressão a borda da amostra ≥ 2,5 d

8. Medidas de dureza em superfícies curvas:

Deve-se fazer correções da medida para superfícies cilíndricas ou esféricas (côncavas ou


convexas) em função de d/Dc (Dc = diâmetro da superf. curva ) de acordo com tabelas da norma
NBR 6672.

9. Exemplo de verificação do aparelho de dureza Vickers do DEMa:


Marca do aparelho: V.E.B. Padrão Vickers do DEMa : 471HV, Q = 100 Kgf, t = 15s, A = 70 x
d (mm) 0,627 0,631 0,634 0,628 0,632
HV 472 466 461 470 464
HV = 466,6 → Erro relativo = - 0,93 % dm = 0,6304 → reprodutibilidade = 1,11 %

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Dureza Rockwell
NBR – 6671 ; ASTM - E 18

1. Definição do método:

Método criado por Rockwell, em 1922, que procurou realizar uma medição direta de dureza
sem necessidade de aparelhos óticos, baseando-se na determinação da profundidade de penetração
em vez da área da impressão.
Dois tipos de penetradores são empregados: Esferas de aço temperado com vários diâmetros
Cone de diamante com ângulo de 120o.

2. Dureza Rockwell com cone de diamante:

Fo F = Fo + Fc Fo

120 o

r = 0,2 mm
∆p
100 HR
200 µm

0 HR

Rockwell comum ( Fo = 10 Kgf ) :


HR = 100 - ( ∆p / 2 µm ) → ∆p = 2µm . ( 100 - HR ) - com ∆p dado em µm

Rockwell superficial ( Fo = 3 Kgf ):


HR = 100 - ( ∆p / 1µm ) → ∆p = 1µm . ( 100 - HR ) - com ∆p dado em µm

Escala Penetrador Força Cor da Materiais


Total (Kgf) Escala
C Cone diamante 150 preta Aços de um modo geral, ferros fundidos, ligas titânio,
metais duros
A “ 60 “ Aços endurecidos com baixa camada de endurecimento
D “ 100 “ Ferro fundido maleável, aços endurecidos por
tratamento térmico
15 N “ 15 “ similares aos mencionados para a escala A
30 N “ 30 “ similares aos mencionados para a escala D
45 N “ 45 “ similares aos mencionados para a escala C

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3. Dureza Rockwell com esferas de aço temperado:

Fo F = Fo + Fc Fo

∆p
130 HR
200 µm

30 HR

Rockwell comum ( Fo = 10 Kgf ) :


HR = 130 - ( ∆p / 2µm ) → ∆p = 2µm . ( 130 - HR ) - com ∆p dado em µm

Rockwell superficial ( Fo = 3 Kgf ):


HR = 100 - ( ∆p / 1µm) → ∆p = 1µm . ( 100 - HR ) - com ∆p dado em µm
Escala Diâmetro Força Cor da Materiais
Esfera (pol.) Total (Kgf) Escala
B 1/16 100 vermelha Ligas de cobre e alumínio, aços moles, etc.
E 1/8 100 “ Ferro fundido, ligas de Al e Mg, metais para mancais
F 1/16 60 “ Ligas de cobre recozidas, chapas finas de mats. moles
G 1/16 150 “ Ferro fundido maleável, ligas Cu-Ni-Zn até HRG =92
H 1/8 60 “ Alumínio, zinco, chumbo
K 1/8 150 “ Metais para mancais, e outros metais moles ou finos
L 1/4 60 “ Idem, usando a menor esfera e maior carga possíveis
M 1/4 100 “ “
P 1/4 150 “ ”
R 1/2 60 “ “
S 1/2 100 “ “
V 1/2 150 “ “
15 T 1/16 15 “ “
30 T 1/16 30 “ “
45 T 1/16 45 “ “
15 W 1/8 15 “ “
30 W 1/8 30 “ “
45 W 1/8 45 “ “
15 X 1/4 15 “ “
30 X 1/4 30 “ “
45 X 1/4 45 “ “
15 Y 1/2 15 “ “
30 Y 1/2 30 “ “
45 Y 1/2 45 “ “

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Observações: Apesar da existência de todas essas escalas, a NBR 6671 considera apenas as
escalas A, C ( com cone), B, F (com esfera de 1/16), 15N, 30N, 45N (cone), 15T, 30T, 45T (com
esfera de 1/16), como as mais importantes para a medida de dureza Rockwell em materiais metálicos.

4. Verificação da aparelhagem:

9 Erro total: E = H − H p

Onde H = valor médio de 5 medidas de dureza feitas no bloco padrão.
H p = dureza nominal do bloco padrão.
O valor do erro total não deve exceder os limites da Tabela abaixo:

Simbolo de dureza Faixa de Dureza Variação em relação a Hp


20 a 55 ± 2 unidades
HR C > 55 ± 1,5 unidades
60 a 78 ± 2 unidades
HR A > 78 ± 1,5 unidades
35 a 60 ± 3 unidades
HR B > 60 ± 2 unidades
79 a 90 ± 3 unidades
HR F > 90 ± 2 unidades
20 a 55 ± 2 unidades
HR 15N, 30N, 45N > 55 ± 1,5 unidades
20 a 55 ± 3 unidades
HR 15T, 30T, 45T > 55 ± 2 unidades
≤ 6,0 %, para HR C
∆p max − ∆p min
9 Reprodutibilidade em 5 medições: R = x 100 ≤ 3,0 %, para HR A
∆p m
≤ 6,0 %, para HR B
≤ 3,0 %, para HR F
≤ 6,0 %, para HR N
≤ 3,0 %, para HR T
onde : ∆pmax, ∆pmin, ∆pm = valores máximo, mínimo e médio da série de 5 medições com o padrão.

5. Exigências quanto ao Corpos de prova:

9 Superfície (acabamento, limpeza adequada, etc.);


9 Superfície polida sem defeitos;
9 Planicidade;
9 Fixação adequada;
9 Espessura mínima para validade do ensaio: emin = 10 ∆p

Obs.: Ver na norma gráficos da variação de emin em função da dureza e forças empregadas no
ensaio.

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6. Duração da Força de Ensaio:

Depois que o ponteiro do relógio parar de se mover, na Fase 2 de aplicação da força de ensaio:

2s → materiais cujo comportamento plástico independe da duração da força de ensaio

6a8s → materiais cujo comportamento plástico depende da duração da ação da força de ensaio

20 a 25 s → materiais cujo comportamento plástico depende de forma acentuada da duração da ação


da força de ensaio

7. Distância entre as impressões:

3 mm para HR C, HR A, HR B e HR F
Deve ser no mínimo: 1 mm para HR N
2 mm para HR T

Caso as dimensões do corpo de prova não permita atender o requesito acima, então:

A distância entre o centro de duas impressões vizinhas ≥ 4 d


A distância entre o centro de uma impressão e as bordas da amostra ≥ 2,5 d

8. Medidas de dureza em superfícies curvas:

Correção da medida para superfícies cilíndricas ou esféricas (côncavas ou convexas) em função


de d/Dc ( Dc = diâmetro da superf. curva ) de acordo com tabelas da norma NBR 6671.

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Dureza Shore
NBR – 7456 ; ASTM - D 2240

1. Definição do método:
Este é o método de dureza que melhor se aplica aos materiais poliméricos. A dureza fica
determinada pelo grau de esforço que um determinado tipo de penetrador (ligado a um sistema de
mola calibrada ) encontra ao ser pressionado sobre o corpo de prova.

Existem dois tipos de escalas: a Escala Shore A, para os materiais mais flexíveis
a Escala Shore D, para os materiais mais rígidos

2. Dureza Shore A: 3. Dureza Shore D:


a a
b b

HA HD
100 100
2,5 mm

∆p
35 ± 0.25 o ∆p 30 ± 1 o

d r
HA HD
zero zero

a 3,0 ± 0,5 mm
b 1,25 ± 0,15 mm
∆p Zero a 2,50 ± 0,04 mm
d 0,79 ± 0,03 mm
r 0,100 ± 0,012 mm
FORÇA SOBRE A MOLA SHORE A: FORÇA SOBRE A MOLA SHORE D:
( em Newton ) ( em Newton )
F = 0,0098 ( 56 + 7,66 . HA ) F = 0,0098 x 45,36 . HD

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A relação entre a força sobre a mola e a dureza Shore pode ser melhor entendida pelos gráficos
abaixo:
Força sobre a mola / Shore A Força sobre a mola / Shore D
F ( gf)
F ( gf)
822
4536

56

0
0 100 HA 0 100 HD

F ( gf) = 56 + 7,66. HA F ( gf) = 45,36. HD

Profundidade de penetração:

∆p = 25 µm . ( 100 – HA) ou ∆p = 25 µm . ( 100 – HD) com ∆p dado em µm.

HA = 100 - ∆p / 25 µm ou HA = 100 - ∆p / 25 µm com ∆p dado em µm.

3. Tempo de duração da força: → 15 s

4. Corpo de prova:

• Espessura mínima : 5mm → Shore A


3 mm → Shore D
• Superfície sempre plana
• Permitir que medidas sejam efetuadas a pelo menos 12 mm das suas bordas

5. Pesos para garantir o contato da base de pressão do relógio com a amostra:


1 kg para o durômetro Shore A
5 kg para o durômetro Shore D

6. Distância entre as medidas:


Efetuar as medidas em cinco lugares diferentes do corpo de prova, distantes pelo menos 6 mm
entre si, e calcular o valor médio das durezas encontradas.

7. Mudança de escala:
Mudar para durômetro Shore D sempre que valores superiores a 90 forem obtidos com o
durômetro Shore A e, da mesma forma, mudar para durômetro Shore A sempre que valores
inferiores a 20 forem obtidos com o dutômetro Shore D.

8. Notação:
As leituras devem ser anotadas como mostra o exemplo abaixo:
A / 45 / 15 → Tipo do durômetro / leitura obtida / tempo do ensaio.
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CONVERSÃO ENTRE ESCALAS DE DUREZA – ASTM E 140

• É possível a conversão de um número de dureza de uma escala para outra?


¾ Sim, desde que isso seja realizado para um mesmo material. A norma ASTM prevê
essa possibilidade, considerando vários materiais (aço carbono, ligas de alumínio,
ligas de cobre, aços inoxidáveis série AISI 300, etc. ).
ƒ A Figura abaixo apresenta um exemplo de conversão de dureza para aços carbono
envolvendo as escalas Vickers, Brinell e várias escalas Rockwell.

DADOS DE CONVERSÃO DE DUREZA PARA OS AÇOS CARBONO,


SEGUNDO A NORMA ASTM E-140
160

Br inell, esf eras D=1, 2.5, 5 e 10 mm, G =30

140

120
HR 30T, esf era 1/ 16, F=30 kgf
OUTRAS ESCALAS DE DUREZA

HRB, esf era 1/ 16, F=100 kgf HR 15N, cone diam., F=15 kgf
HR 15T, esf era 1/ 16, F=15 kgf
HR 30N, cone diam., F=30 kgf
HRF, esf era 1/ 16, F=60 kgf
100 HR 45N, cone diam., F=45 kgf

80

60

40

20

0
1.6 1.8 2.0 2.2 2.4 2.6 2.8 3.0

LOG ( DUREZA VICKERS )

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