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UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA –

UNISUL
CURSO DE CIENCIAS CONTABEIS

Análise do Desempenho Empresarial II

Prof. Dr. Gabriel G. Bocchetti

2011
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CONTABILIDADE COMO INSTRUMENTO GERENCIAL

USO DA INFORMAÇÃO CONTÁBIL

Para que a informação contábil seja usada no processo de administração, é


necessário que essa informação contábil seja desejável e útil para as pessoas
responsáveis pela administração da entidade. Para os administradores que buscam a
excelência empresarial, uma informação, mesmo que útil só é desejável se conseguida a
um custo adequado e interessante para a entidade. A informação não pode custar mais
do que ela pode valer para administração da entidade

INFORMAÇÃO

• QUEM DETÉM A INFORMAÇÃO HOJE , DETÉM O SEGREDO DO SUCESSO E


DO PODER.
• QUEM A POSSUI, ESTÁ EM VANTAGEM EM RELAÇÃO AQUELES QUE NÃO A
TEM.
• EM CADA PERÍODO QUE PASSA DEVEMOS NOS APERFEIÇOAR E INOVAR
PARA NÃO PERDER ESPAÇO E ASSIM CONSEGUIR ALCANÇAR SUCESSO E
PODER.
• QUEM DETÉM A INFORMAÇÃO ESTÁ CAPACITADO PARA RESOLVER
SITUAÇÕES NOVAS COM ÊXITO E RAPIDEZ.

CONCEITOS DE INFORMAÇÃO

“A INFORMAÇÃO SÓ É RELEVANTE SE FOR CAPAZ DE INFLUENCIAR


UMA AVALIAÇÃO OU DECISÃO”

A Contabilidade é o processo de identificação econômico financeiro,


mensuração e “comunicação de informações econômicas", a fim de permitir
julgamentos e tomada de decisão pelos usuários dessa informação (ONU).
Podemos definir a Contabilidade como um sistema de informação destinado a
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captar e processar dados, transformando-os em informações úteis, visando a sua
comunicação aos diversos usuários, para que eles possam, através dos seus modelos
decisórios, tomar decisões com segurança.

INFORMAÇÃO X DECISÃO. Estão totalmente ligados. A informação regula


qualquer sistema vinculando todos os componentes de uma organização, oferecendo-os
a mesma para a tomada de decisão.

DADOS X INFORMAÇÃO

O que distingue dado de informação é o conhecimento que propicia ao tomador


da decisão.

DADOS: São registros numéricos, não conduzem a uma compreensão, não motiva.
Isoladamente não provocam nenhuma reação.
INFORMAÇÃO: Tem significado, tem forma, representa algo. É o dado trabalhado
que permite a tomada de decisões. Representa para quem os recebe, uma comunicação
que pode produzir reação ou efeito surpresa.

SISTEMA DE INFORMAÇÃO

CONCEITO

Sistema de Informação é um conjunto de recursos humanos, materiais,


tecnológicos e financeiros agregados segundo uma seqüência lógica para o
processamento dos dados e tradução em informações, para com seu produto, permitir às
organizações o cumprimento de seus objetivos principais.

FUNÇÕES

• CAPTURA: Compilação e registro;


• CLASSIFICAÇÃO: Identificar e agrupar por atributos (Número, data e nome);
• SISTEMATIZAÇÃO: Redução do volume de dados, filtragem, condensação;
• ARMAZENAMENTO: Conservação e proteção da base de dados;
• RECUPERAÇÃO: Acesso à base de dados;
• PROCESSAMENTO: Transformação do dado coletado em dado pronto para os
usuários (saída de dados);
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• TRANSMISSÃO: Comunicação entre pontos distantes e distintos entre si;
• EXIBIÇÃO: Saída da informação de forma legível e útil.
CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DA INFORMAÇÃO

Para que as informações sejam qualificadas e úteis elas devem apresentar


algumas características básicas:

• CLAREZA: Deve atender o nível de compreensão do usuário.


• CONFIABILIDADE: A informação deve ser correta, exata.sem margem de erro.
• DISPONIBILIDADE: Deve estar à disposição no momento requerido.
• UTILIDADE: Toda saída deve satisfazer uma necessidade.
• ECONOMIA: O custo não deve superar o benefício.
• COMPARABILIDADE: Ser comparável, no tempo e quanto à natureza dos
elementos.
• FLEXIBILIDADE: Deve-se adaptar as necessidades correlatas.
ARQUITETURA DE UM SISTEMA DE INFORMAÇÃO CONTÁBIL

“O processo de tomada de decisões é de natureza circular, e seu ciclo completo


abrange as etapas de planejamento, execução e controle”.

• PLANEJAMENTO
Necessidade de decisão
Definição de alternativas de ação
Coleta e Análise de informações relevantes
Avaliação de alternativas
Tomada de decisão

• EXECUÇÃO
Ação (Planos)

• CONTROLE
Informações sobre resultados
Comparação
Ação corretiva
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A CONTABILIDADE COMO LINGUAGEM

O PROCESSO DE COMUNICAÇÃO

“PARA QUE A COMUNICAÇÃO SE PROCESSE DE


FORMA CORRETA É PRECISO QUE SE UTILIZE A
LINGUAGEM ADEQUADA AO ENTENDIMENTO DO
DESTINATÁRIO DAS INFORMAÇÕES”.

Para cada área existe uma linguagem que serve para a comunicação entre as
pessoas envolvidas na mesma.
A linguagem precisa ser compreensiva e sucinta para melhor compreensão dos
diversos usuários.
Evidenciações são interpretações dos números, ou seja, é uma linguagem.
Para cada usuário existe um nível de entendimento das informações. Para ser
bem compreendida e convincente, a contabilidade precisa ser muito clara e
verdadeira.
Para convencer que a contabilidade é útil precisamos envolver as pessoas,
aprimorar idéias, mas não deixar de seguir uma certa linha de raciocínio.
A contabilidade tem a função de coletar, resumir, analisar e relatar informações
acerca dos negócios das empresas num horizonte de presente/futuro.

INFORMAÇÃO NA CONTABILIDADE

“E POR MEIO DA COMUNICAÇÃO QUE OS INDIVÍDUOS E


ORGANIZAÇÕES SE RELACIONAM UNS COM OU OUTROS,
INFLUECIANDO-SE MUTUAMENTE”.

• Contabilidade, dentro de uma estrutura organizacional básica, é a fonte que mais


recebe, processa, demonstra, relata e gera informações.
• O fornecimento de informações úteis é uma preocupação constante da
Contabilidade, resta saber se a diversidade e variedade de informações geradas são
suficientes para o gestor definir, executar e avaliar estratégia, que viabilize o
sucesso empresarial no atual ambiente econômico.
• Percebe-se que os atuais processos de planejamento estratégicos estão estimulando
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as organizações na corrida rumo às informações de base.
• A Contabilidade é o instrumento que permite democratizar o entendimento das
informações contábeis, tornado-as mais acessíveis à sociedade, possibilitando a
cada indivíduo julgar a gestão e as responsabilidades dos administradores das
entidades públicas e privadas.
• A Contabilidade é um meio formal de se reunir dados para ajudar e coordenar
decisões coletivas à luz das metas ou objetivos de uma organização; é o maior
sistema de informações quantitativas de quase todas as organizações.

A NOVA LINGUAGEM NA CONTABILIDADE

“A CONTABILIDADE É A LINGUAGEM DA EMPRESA”.

• A contabilidade é uma linguagem universal e a condição de confiabilidade


necessária à expansão dos negócios.
• A linguagem contábil deve ser aperfeiçoada através de relatórios adicionais,
valores agregados, para assim dar mais abertura aos proprietários de forma que se
comuniquem e expressem suas dúvidas, contribuindo para informações mais
precisas, e consequentemente uma melhor gestão dos processos.
• A Contabilidade, como fonte emissora das informações, deve ter o cuidado de usar a
linguagem adequada, para que o usuário possa decodificá-la e utilizá-la
adequadamente, de acordo coma realidade dos fatos.
• O aperfeiçoamento dessa nova linguagem contábil deve contribuir com a verdade
dos números, permitindo aos usuários da informação entender as causas e os
efeitos a serem objeto de reflexão, compondo decisões adequadas e compatíveis
com a realidade dos fatos.

A DINÂMICA DA EMPRESA

Uma das descobertas mais interessantes da Análise de Balanços é a de que,


através dos dados das Demonstrações Financeiras, podem ser calculados, quantos dias,
em média a empresa terá de esperar para receber suas vendas. Este é o chamado índice
de Prazo Médio de Recebimento de Vendas.
Outros índices podem que podem ser calculados são os de Prazo Médio de
Renovação de Estoques e Prazo Médio de Pagamentos das Compras.
A conjunção dos três índices leva a análise dos ciclos operacional e de caixa,
elementos fundamentais para a determinação de estratégias empresariais, geralmente
vitais para a determinação do fracasso ou sucesso de uma empresa.
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ANÁLISE DO CAPITAL DE GIRO

CONCEITO

A Necessidade de Capital de Giro é a chave para a administração financeira de


uma empresa.

Necessidade de Capital de Giro, não é só um conceito fundamental para a


análise da empresa do ponto de vista financeiro, ou seja, análise de caixa, mas também
de estratégias de financiamento, crescimento e lucratividade.
É de grande utilidade no auxílio da determinação da saúde financeira de uma
empresa, fornecendo uma visão sistêmica do impacto das diversas áreas de decisões na
empresa e de suas interações.

DETERMINAÇÃO DA NCG

O primeiro passo para encontrar o NCG é padronizar as Demonstrações


Contábeis, ou seja, separar o Ativo Circulante e Passivo Circulante em Operacional e
Financeiro, os quais fogem das classificações habituais.

O Ativo Circulante Operacional - ACO é o investimento que decorre


automaticamente das atividades de compra/produção/estocagem/venda, enquanto o
Passivo Circulante Operacional - PCO é o financiamento, também automático, que
decorre dessas atividades.

Ativo Circulante Operacional  ACO = Corresponde aos investimentos que a


empresa precisa fazer em clientes ( Duplicatas a Receber ), estoques, adiantamento a
fornecedores, despesas do exercício seguinte e as demais contas ligadas a produção.

Passivo Circulante Operacional  PCO = Corresponde a fonte de recursos


operacionais como, fornecedores, salários e encargos a recolher, impostos a recolher,
adiantamento de clientes outras contas ligadas as fontes operacionais.
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A diferença entre esses investimentos (ACO) e financiamentos (PCO) é quanto a
empresa necessita de capital para financiar o giro, ou seja , a Necessidade de Capital de
Giro = NCG. Logo:

NCG = ACO - PCO

As situações básicas que ocorrem numa empresa, com relação ao ACO/PCO


podem ser assim resumidas:

ACO > PCO


É a situação normal na maioria das empresas. Há uma NCG para a qual a
empresa deve encontrar fontes adequadas de financiamento.

ACO = PCO
Neste caso a NCG é igual a zero e, portanto, a empresa não tem necessidade de
financiamentos para o giro.

ACO < PCO


A empresa tem mais financiamentos operacionais do que investimentos
operacionais. Sobram recursos das atividades operacionais, os quais poderão ser usados
para aplicação no mercado financeiro ou para expansão da empresa.

A magnitude do investimento operacional em giro decorre do tipo de atividade de


cada empresa. Cada atividade tem suas características próprias. O ciclo de operação de
uma empresa agrícola que produz milho, seguramente, será diferente de ciclo de outra
empresa também agrícola que produz café. O ciclo de produção de um navio é diferente
do ciclo de produção de uma caneta esferográfica.

As atividades de uma empresa comercial compreendem diversas fases, a saber:

COMPRA ----- ESTOCAGEM ----- VENDAS

As compras podem ser a vista ou a prazo. As mercadorias adquiridas podem ser


vendidas rapidamente ou podem demorar nos estoques. As vendas também podem ser a
vista ou a prazo.

Suponhamos um supermercado que trabalhe com as seguintes condições:


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Prazo Médio de renovação dos estoques  34 dias
Prazo Médio de recebimento das vendas  a vista
Prazo Médio de pagamento das compras  51 dias

Compra Vende e Recebe

PMRE = 34 dias Paga

PMPC = 51 dias

Ciclo Financeiro = -17 dias

O prazo médio de rotação dos estoques compreende (em média) o tempo que a
mercadoria permanece na empresa, após ser adquirida.
O prazo médio de pagamento das compras compreende (em média) o período em
que a empresa tem para pagar suas compras após ter recebido a mercadoria.
O prazo médio de recebimento das vendas compreende (em média)o período de que
a empresa precisa esperar para receber a venda que efetuou. Nesse exemplo as vendas
são a vista.
O ciclo financeiro é o período em que a empresa leva para que o dinheiro volte ao
caixa, isto é, compreende o prazo médio de rotação de estoque, mas o prazo médio de
recebimento das vendas, menos o prazo médio de pagamento das compras.
Para esse supermercado, observamos que sua atividade permite trabalhar, durante 17
dias, com dinheiro do fornecedor, isto é, recebe antes de pagar. Portanto, em condições
dessa natureza, o supermercado não precisará de recursos próprios para financiar sua
atividade operacional, podendo inclusive ter CCL negativo e ainda ser financeiramente
saudável.

Enquanto na empresa comercial a essência de sua atividade reside na intermediação


comercial, ou seja, compra e venda de mercadorias, numa empresa industrial ocorre a
transformação da matéria-prima em produtos destinados ao uso ou ao consumo, ou
mesmo destinado a produção de outros bens.

Compra de matéria prima

Estocagem de matéria prima

Transformação de matéria-prima, agregando


* Mão-deObra direta
* Componentes
* Outros custos indiretos de fabricação

Estocagem de produto acabado

Venda do produto acabado


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Nesse esquema relativo a uma empresa industrial, o ciclo da produção e estocagem


começa na aquisição da matéria-prima e termina na venda do produto acabado. O tempo
envolvido dependerá do tipo de atividade da empresa e do grau de modernização de
seus processos e de sua administração. Além das etapas esquematicamente
representadas, há as ocorrências de pagamento das compras e de recebimento das
vendas.
Suponhamos uma empresa industrial que trabalhe com as seguintes condições:

Prazo médio de rotação dos estoques  523 dias


Prazo Médio de recebimento das vendas  128 dias
Prazo médio de pagamento das compras  93 dias

Compra Vende Recebe

PMRE = 523 dias PMRV = 128 dias


Paga
Ciclo financeiro = 558 dias
PMPC = 93 dias

Observamos que, após a entrada das matérias-primas e componentes, a empresa os


transforma em produtos acabados e posteriormente os vende. O prazo médio de rotação
dos estoques é cerca de 523 dias, O fornecedor de matéria-prima recebe, em média, 93
dias após a entrega. Depois de efetuada a venda, os clientes levam aproximadamente
128 dias para pagar. Dessa forma, a empresa financia o período compreendido entre o
momento em que paga ao fornecedor e aquele em que recebe do cliente, que no caso
equivale a 558 dias. Uma empresa com ciclo financeiro dessa magnitude apresenta uma
elevada Necessidade de Capital de Giro.

Tanto nas empresas comerciais quanto nas industriais, as atividades básicas podem
ser sintetizadas em quatro grandes eventos, ou seja:

Quando ocorre a compra


Comerciais
Quando ocorre a venda
Eventos
Quando ocorre o pagamento
Financeiros
Quando ocorre o recebimento
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Em função dos prazo de rotação dos estoques, recebimento das vendas e pagamento de
compras é possível encontrar-mos os três tipos básicos de NCG.

No primeiro tipo, em que ACO>PCO, a empresa apresenta NCG, como é o caso da


empresa industrial de nossa ilustração acima.

No segundo tipo em que ACO = PCO, a NCG é nula, ou seja, não toma nem libera
recursos. Esta tende a ser uma situação hipotética.

No terceiro tipo, em que ACO<PCO, como no caso do supermercado que também


utilizamos como ilustração acima, no qual a NCG é negativa, ocorre uma liberação de
recursos, devido a empresa receber antes de pagar e ter o prazo de pagamento das
compras maior que o prazo de renovação dos estoques.

É importante destacar que, apesar, de só termos citado contas a receber de cliente


(duplicatas a receber), estoques e fornecedores há outras contas que integram a NCG.
De qualquer modo, a tendência é de que esssas três seja m o carro chefe da NCG.

Paralelo a esses conceitos, surge um outro denominado Tesouraria ( T ), que é


composto pelos itens de caráter financeiro, como disponibilidades, aplicações
financeiras, empréstimos de curto prazo.

Ativo Circulante Financeiro  ACF = Caixa, Bancos e Aplicações Financeiras.

Passivo Circulante Financeiro  PCF = Empréstimos, Financiamentos e Duplicatas


Descontadas.

Vejamos um exemplo prático de como ficaria um balanço estruturado para


atender essa ferramenta de análise.
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Balanço Patrimonial da Cia Brinquedos S.A

ATIVO PASSIVO
Circulante 1.095,00 Circulante 683,00
Disponibilidades 135,00 Instituições de Crédito 471,00
Duplicatas a Receber 773,00 Fornecedores 98,00
Estoques 169,00 Salários e Encargos 30,00
Outros Circulantes 18,00 Outros Circulante 84,00

Realizável a L. Prazo 1,00 Exigível a Longo Prazo 1,00

Ativo Permanente 198,00 Patrimônio Líquido 610,00

TOTAL 1.294,00 TOTAL 1.294,00

ATIVO PASSIVO
Circulante Operacional 960,00 Circulante 212,00
Duplicatas a Receber 773,00 Fornecedores 98,00
Estoques 169,00 Salários e Encargos 30,00
Outros Circulantes 18,00 Outros Circulante 84,00

NCG ===> 748,00

Circulante Financeiro 135,00 Circulante Financeiro 471,00


Disponibilidades 135,00 Instituições de Crédito 471,00

Tesouraria ==> (336,00)

Realizável a L. Prazo 1,00 Exigível a Longo Prazo 1,00

Ativo Permanente 198,00 Patrimônio Líquido 610,00

TOTAL 1.294,00 TOTAL 1.294,00

Com base nesse exemplo, observamos o seguinte:

a) A Necessidade de Capital de Giro ( NCG) é a diferença entre as


contas circulantes operacionais do ativo e do passivo circulante, isto é,
as contas que decorrem do ciclo operacional da empresa. Note que o
total do ativo circulante operacional(ACO) representa uma aplicação
de R$ 960,00, enquanto o passivo circulante operacional (PCO),
representa uma fonte de recursos de natureza operacional de R$
212,00. Daí, a Necessidade de Capital de Giro é igual a R$ 748,00,
que é a diferença entre ACO e PCO.
b) A Tesouraria (T) é a diferença entre ativo circulante financeiro (ACF)
e Passivo circulante financeiro (ACF), isto é, as contas de naturezas
financeiras. Verifique que o ACF totaliza R$ 135,00 enquanto PCF
totaliza R$ 471,00. A diferença resultante de R$ 336,00, evidencia
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que a empresa tem dívidas de curto prazo, junto a Instituições
Financeiras, superior aos recursos financeiros disponíveis a curto
prazo.

FONTES DE FINANCIAMENTO

Para financiar a necessidade de capital de giro, a empresa pode contar


normalmente com três tipos de financiamentos:

 Capital Circulante Próprio


 Empréstimos e Financiamentos Bancários de Longo Prazo
 Empréstimos Bancários de Curto Prazo e Duplicatas Descontadas

Abaixo algumas figuras que objetivam permitir ao leitor visualizar a NCG e suas
fontes de financiamentos

Localização da Necessidade de Capital de Giro no Balanço

Valor total do AC. Representa Estoques Financiamento automático


Fornecedores
o investimento total em do giro com que a empresa
giro. Para efeito de análise do Duplicatas pode contar.
capital de giro, devem ser a
expurgados eventuais AC Receber Esse vazio mostra os
não operacionais ( como em financiamentos que a
prestimos a coligadas e empresa precisa obter
titulos a receber pela venda Outros para financiar a corres
de Ativo Permanente AC pondente área do AC.
É a NCG

O complemento do Balanço, ressalta exatamente as fontes de cobertura da


Necessidade de Capital de Giro.

Financiamento da Necessidade de Capital de Giro

Dupl Desc.
Empréstimos Fontes de
Financ. a FINANCIAMENTO
L. Prazo DA
NECESSIDADE
Ativo Patrimônio DE
Permanente Líquido CAPITAL DE GIRO
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Na figura acima a NCG é financiada por três fontes:

 Duplicatas Descontadas e Empréstimos Bancários a Curto Prazo


 Financiamentos Bancários de Longo Prazo
 Parte do Patrimônio Líquido, ou seja CCP

DIFERENTES ATIVIDADES DAS EMPRESAS E SAZONALIDADES

De maneira geral, a maioria das empresas mantém certo nível de produção e venda
relativamente distribuídos durante os 12 meses do ano, podendo apresentar algumas
variações quantitativas de um mês para outro, sem que tais desuniformidades alterem
significativamente sua estrutura financeira. Outras atividades, entretanto, apresentam
características sazonais muito acentuadas, como é o caso de uma indústria de
brinquedos, cujas vendas se concentram em maior quantidade, no segundo semestre de
cada ano, devido, em grande parte, às festas natalinas. Tal sazonalidade exerce também
o efeito de uma necessidade adicional de giro para suportar os investimentos em
estoques no primeiro momento e em contas a receber na fase consecutiva.
Uma empresa açucareira tem sazonalidade na produção, pois a safra e o corte da cana-
de-açucar concentram-se no período de maio a novembro, o que determina a época de
produção de açúcar e álcool.
As chamadas indústrias de base, representada pelas empresas produtoras de
equipamentos industriais, que muitas vezes produzem sob encomenda e sob
especificações técnicas determinadas por seus clientes, possui características próprias
determinadas por seu longo ciclo produtivo. Do ponto de vista financeiro, na maioria
das vezes recebem pagamentos baseados nas etapas cumpridas, tomando como base o
cronograma de execução das encomendas.
O segmento de supermercados, de forma geral, tem suas vendas quase que na totalidade
a vista, operando com margem bruta de lucro aparentemente pequena, mas apresentando
giro de estoques muito rápido, ao mesmo tempo que suas compras são efetuadas a
prazo, junto aos seus fornecedores.
Esses quatro segmentos citados, isto é, as indústrias de brinquedos, canavieiras e de
base, bem como os supermercados, ilustram com muita eficiência as diferenças
decorrentes das atividades das empresas. Tais diferenças produzem características
específicas de aplicação ( ou liberação) de recursos no giro dessas empresas. Há muitas
outras atividades que poderiam ser citadas.
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DEMONSTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO - DCG

A partir do momento que são feitas as reclassificações nas contas do Ativo Circulante e
Passivo Circulante, pode-se elaborar uma demonstração que evidencie as fontes de
financiamentos utilizadas pela empresa para suprir essa necessidade.
Essa demonstração não é exigida perante a Lei das S/A, pois seu objetivo é estritamente
gerencial.

Adiante apresentamos a DCG – Demonstração do Capital de Giro, que evidencia dados


relevantes para a avaliação da Necessidade do Capital de Giro.

DETERMINAÇÃO DA NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO


ATIVO CIRCULANTE OPERACIONAL
Duplicatas a receber
Estoques
Outros
I - SOMA
PASSIVO CIRCULANTE OPERACIONAL
Fornecedores
Outros
II - SOMA
III - NCG (I - II)
FINANCIAMENTO DA NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO
Patrimônio Líquido
(-) Realizável a Longo Prazo
(-) Ativo Permanente
(=) Capital de Giro Próprio
(+) Exigível a Longo Prazo
(=) Capital Circulante Líquido
(+) Obrigações Bancárias a Curto Prazo
(=) Financiamento Total da NCG
(=) Saldo em Tesouraria

Aplicações Financeiras
Caixa e Bancos
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Exemplo numérico:

Balanço Patrimonial da empresa A

ATIVO 20X1 20X2 20X3


Circulante 672.700 1.709.400 3.664.800
Disponibilidades 29.900 55.300 327.200
Duplicatas a Receber 268.400 535.700 1.256.600
Estoques 313.500 1.002.700 1.829.900
Outros 60.900 115.700 251.100
Realizável a Longo Prazo 300 300 100
Ativo Permanente 210.800 371.800 1.030.900
ATIVO TOTAL 883.800 2.081.500 4.695.800
PASSIVO
Circulante 454.500 1.062.000 2.912.500
Instituições Financeiras 147.200 463.600 1.837.900
Desconto de Duplicatas 113.700 211.600 510.800
Fornecedores 173.100 317.700 294.800
Salários e Encargos 14.500 50.100 109.300
Impostos e Taxas
Outros 6.000 19.000 159.700
EXIGIVEL A LONGO PRAZO 34.500 64.100 56.400
PATRIMONIO LÍQUIDO 394.800 955.400 1.726.900
PASSIVO TOTAL 883.800 2.081.500 4.695.800

Reclassificação

ATIVO 20X1 20X2 20X3


Ativo Circulante Operacional
Duplicatas a Receber 268.400 535.700 1.256.600
Estoques 313.500 1.002.700 1.829.900
Outros 60.900 115.700 251.100
Ativo Circulante Financeiro
Disponibilidades 29.900 55.300 327.200
Realizável a Longo Prazo 300 300 100
Ativo Permanente 210.800 371.800 1.030.900
ATIVO TOTAL 883.800 2.081.500 4.695.800
PASSIVO
Passivo Circulante Operacional 193.600 386.800 563.800
Fornecedores 173.100 317.700 294.800
Salários e Encargos 14.500 50.100 109.300
Outros 6.000 19.000 159.700
Passivo Circulante Financeiro
Instituições Financeiras 147.200 463.600 1.837.900
Desconto de Duplicatas 113.700 211.600 510.800

EXIGIVEL A LONGO PRAZO 34.500 64.100 56.400


PATRIMONIO LÍQUIDO 394.800 955.400 1.726.900
PASSIVO TOTAL 883.800 2.081.500 4.695.800
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DETERMINAÇÃO DA NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO


ATIVO CIRCULANTE OPERACIONAL AV AV AV
Duplicatas a receber 268.400 535.700 1.256.600
Estoques 313.500 1.002.700 1.829.900
Outros 60.900 115.700 251.100
I - SOMA 642.800 1.654.100 3.337.600
PASSIVO CIRCULANTE OPERACIONAL
Fornecedores 173.100 317.700 294.800
Outros 20.500 69.100 269.000
II - SOMA 193.600 386.800 563.800
III - NCG (I - II) 449.200 100 1.267.300 100 2.773.800 100
FINANCIAMENTO DA NECESSIDADE DE CAPITAL DE GIRO
Patrimônio Líquido 394.800 955.400 1.726.900
(-) Realizável a Longo Prazo (300) (300) (100)
(-) Ativo Permanente (210.800) (371.800) (1.030.900)
(=) Capital de Giro Próprio 183.700 41 583.300 46 695.900 25,1
(+) Exigível a Longo Prazo 34.500 8 64.100 5 56.400 2,03
(=) Capital Circulante Líquido 218.200 49 647.400 51 752.300 27,1
(+) Obrigações Bancárias a Curto Prazo 260.900 58 675.200 53 2.348.700 84,7
(=) Financiamento Total da NCG 479.100 107 1.322.600 104 3.101.000 112

(=) Saldo em Tesouraria (231.000) (619.900) (2.021.500)

Aplicações Financeiras
Caixa e Bancos 29.900 7 55.300 4 327.200 11,8

Analise da DNCG exemplo acima.

R- Verifica-se que a empresa apresenta Necessidade de Capital de Giro nos três períodos
analisados e que essa necessidade aumentou expressivamente nos períodos analisados em função dos
aumentos nas contas de duplicatas a receber e estoques sem o aumento recíproco das fontes
operacionais. Para cubrir a NCG a empresa apresenta financiamento para o giro das seguintes fontes:
Capital de Giro Próprio, Capital de terceiros a Longo Prazo (ELP) e Capital de Terceiros a Curto Prazo
(EBCP).
Nota-se que uma parcela muito expressiva é de Empréstimos Bancário a Curto Prazo. Isso
deixa claro a dependência financeira da empresa. E mais que ao longo dos trÊs exercícios sociais essa
participação aumenta significativamente, levando a empresa ao chamada Efeito-Tesoura, ou buraco
financeiro, que se for constante ao longo dos períodos mostra um desequilíbrio econômico-financeiro
Podemos verificar na empresa acima que foram investidos recursos no Ativo Permanente num
montante muito grande, o que pode ter levado a essa captação de recurso do Curto Prazo. Normalmente
o que é recomendado é que para aplicações no Ativo Permanente sejam utilizadas fontes de longo Prazo,
pois existe um tempo de carência para inicio do pagamento da dívida não comprometendo a saúde
financeira da empresa no curto prazo.
18
Para diminuir a participação de recursos de terceiros a curto prazo, poderia haver também,
uma integralização de capital para aquisição de bens do ativo permanente

Com relação ao Efeito Tesoura observa-se que a cada ano da série aumentou substancialmente
o distanciamento entre as variáveis CCL e NCG. A permanência dessa situação aponta a possibilidade
de problemas financeiros.

O EFEITO TESOURA, O OVERTRADE E A INFLAÇÃO

O ambiente externo de uma empresa oferece oportunidades de negócios para


obtenção de bons resultados, mas oferece também ameaças, ou seja, os riscos. A
inflação é uma dessas ameaças, sendo necessário um adequado planejamento para a
maioria das empresas sobreviver em condições de elevadas variações nos preços. Ao
mesmo tempo, outras decisões internas da empresa, tanto operacionais quanto
estratégicas, ajudarão a definir o sucesso ou não do empreendimento. Dentre algumas
das causas que afetam a saúde financeira da empresa temos:

O EFEITO TESOURA

A tendência das variáveis NCG e do Capital Circulante Líquido, apontam para uma
análise prospectiva da situação econômico-financeira de uma empresa.
Sempre que a NCG estiver num nível mais elevado que o Capital Circulante Líquido, e
essa aumentar em períodos subseqüentes, temos uma clara tendência ao desequilíbrio
econômico-financeiro.

Uma empresa entra no efeito tesoura quando, ao longo de uma série de exercícios
sociais, a variação da NCG é superior a variação do CCL, isto é:

NCG>CCL  Efeito Tesoura

A tendência de crescimento da NCG em níveis superiores ao crescimento do CCL pode


ser indicativo de Efeito Tesoura. É importante destacar que o efeito tesoura só é um
alerta de tendÊncia para insolvência.

Principais razões que levam a empresa a entrar no efeito tesoura:

 Elevado ciclo financeiro.


 Decisões de Imobilizações, sem disporem de recursos próprios ou de fontes de
19
longo prazo para isto, ou seja imobilizações com recursos de instituições
financeiras de curto prazo.
 Empresas com investimentos operacionais bem administrado, porém dando
prejuízo, podem reduzir o CCL a níveis insuficientes para financiar a NCG,
obrigando a tomada de recursos de instituição financeiras de curto prazo.
 Qualquer outra combinação envolvendo uma ou mais das três condições a
seguir:
Níveis elevados de Investimentos
Níveis baixos de CCL
Prejuízos

Desse modo a medida que a abertura da tesoura cresce, a empresa tende a quebrar,
situação pode ser antecipada com uma restrição na obtenção de novos empréstimos
bancários, ou na renovação de empréstimos existentes.

Exemplo: Utilizando os dados da Empresa A, demonstrada logo acima encontramos o


gráfico mostrando o Efeito Tesoura.

Efeito Tesoura

3.000.000
2.000.000
Reais

NCG
1.000.000 CCL
-
1 2 3
Anos

A distância entre a NCG e o CCL é o saldo de tesouraria, que corresponde a


diferença entre o passivo circulante financeiro e ativo circulante financeiro.

O OVERTRADE

A palavra overtrade significa o ato de “fazer negócios superiores aos recursos


financeiros”. Do ponto de vista financeiro, overtrade indica que uma empresa vem
efetuando grande volume de negócios, sem dispor de recursos adequados e suficientes
para financiar suas necessidades de capital de giro.
20
As razões pelas quais uma empresa busca elevação de seus volumes de vendas podem
ser várias. Algumas vezes, o fato de a empresa dispor de certo nível de ociosidade em
sua capacidade instalada de produção pode levá-la a dinamizar suas venda, inicialmente
que a diluição dos custos fixos por maior volume de produção fará com que o custo
unitário de seu produto seja reduzido, e que, portanto, aumente o seu lucro. Entretanto,
quando o aumento das vendas provoca maior volume de investimentos em duplicatas a
receber, estoques e outros ativos operacionais, de modo que o crescimento dos passivos
operacionais e a geração adicional de recursos operacionais não sejam capazes de
compensar os investimentos, dependendo da magnitude do crescimento da NCG frente
ao crescimento do CCL, temos uma tendência para o overtrade.
A inflação, dependendo da estrutura da empresa em relação a seu ciclo financeiro, pode
levar à situação de overtrade.

EXERCÍCIO

1- A Companhia Fritas Ltda, apresentou as Demonstrações Contábeis encerradas


em 31/12/2000 e 31/12/2001 como segue abaixo. A partir desses dados encontre
as fontes de financiamentos utilizadas pela empresa no exercício de 2000 e
2001.

1999 2000 2001 1999 2000 2001

ATIVO PASSIVO

Circulante 13.500 20.250 27.000 Circulante 6.750 13.500 17.450

Disponibilidades 1.350 2.025 2.700 Diversos a Pagar 3.900 9.100 11.300

Contas a Receber 5.400 8.100 9.450 Fornecedores 1.350 2.700 4.050

Estoques 6.750 10.125 14.850 Salários 1.500 1.700 2.100

EXIGIVEL A LONGO PRAZO 6.750 4.250 6.050

PERMANENTE 13.500 27.000 40.500 Financiamentos a Pagar 6.750 4.250 6.050

Investimento 6.750 13.500 27.000

Imobilizado 7.750 14.750 14.990 PATRIMONIO LIQUIDO 13.500 29.500 44.000

(-) D. Acumulada (1.000) (1.250) (1.490) Capital Social 13.500 16.000 17.000

Lucros Acumulado - 13.500 27.000

TOTAL DO ATIVO 27.000 47.250 67.500 TOTAL DO PASSIVO 27.000 47.250 67.500

D.R.E.
21
2000 2001

Vendas 60.750 81.000

(-) CMV (13.500) (20.250)

Lucro Bruto 47.250 60.750

(-) Despesas

Vendas (5.400) (8.100)

Salarios (6.750) (8.100)

Gerais (14.850) (24.300)

Lucro Operacional 20.250 20.250

(-) Imposto de Renda (6.750) (6.750)

Lucro Liquido 13.500 13.500

* Compras

CMV=Ei+C-Ef

02- Encontre qual foram as fontes de financiamento utilizadas pela empresa para
suprir a Necessidade de Capital de Giro

ATIVO JAN FEV MAR ABR


CIRCULANTE 1.080 2.250 2.850 3.250
Disponibilidades 200 420 500 500
Duplicatas a Receber 200 1.000 1.320 1.900
Estoques 200 450 530 650
Outras Contas 400 280 400 100
Despesas antecipadas 80 100 100 100
PERMANENTE 2.500 2.500 3.000 3.000
TOTAL DO ATIVO 3.580 4.750 5.850 6.250
PASSIVO
CIRCULANTE 720 1.500 1.900 2.168
Fornecedores 300 400 450 600
Obrigaçoes Fiscais 100 100 110 120
Obrigaçoes Trabalhistas 150 150 150 150
Emprestimos 170 800 1.150 1.238
Outras Contas - 50 40 60
PATRIMONIO LIQUIDO 2.860 3.250 3.950 4.082
TOTAL DO PASSIVO 3.580 4.750 5.850 6.250
22
Demonstração do Valor Adicionado

Embora a geração de lucro continue sendo uma característica fundamental á


continuidade das empresas, as relações intersociais existentes com a globalização de
mercados exigem conhecimento adicional de como determinada entidade agrega valor á
economia do país ou da região onde está inserida, tornando o acesso a informação um
diferencial competitivo.

A Demonstração do Valor Adicionado tem a função de divulgar e identificar o valor da


riqueza gerada pela entidade, e como essa riqueza foi distribuída entre os diversos
setores que contribuíram, direta ou indiretamente, para a sua geração .

O Valor Adicionado constitui-se da receita de venda deduzida dos custos dos


recursos adquiridos de terceiros. É, portanto, o quanto a entidade contribuiu para
a formação do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Segundo Márcia Martins . M de Luca, define Valor Adicionado como sendo: “... a
remuneração dos esforços desenvolvidos para a criação da riqueza da empresa. Tais
“esforços” são, em geral, os empregados que fornecem a mão-de-obra, os investidores
que fornecem o capital, os financiadores que emprestam os recursos e o governo que
fornece a lei e a ordem, infra-estrutura sócio-econômica e os serviços de apoio”.

Algumas empresas espontaneamente têm demonstrado interesse ou desenvolvido


trabalhos no sentido de levar aos usuários uma informação de melhor qualidade, através
do aperfeiçoamento dos seus relatórios ou de informações mais completas, mas havia
distorções em relação a classificação de algumas contas nas suas estruturas, pois não
existia uma padronização definida da estrutura da DVA.

A DVA está implicitamente contida no Balanço Social, que provavelmente será em


futuro próximo obrigatório, pois é peça fundamental para informações sociais,
ambientais e econômicas à sociais.

A lei 11.638 traz este demonstrativo como obrigatório para as empresas que são
obrigadas a divulgar suas demonstrações contábeis.
23

DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO

DESCRIÇÃO R$ Mil
1 – RECEITAS
1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços
1.2) Provisão p/ devedores duvidosos – Reversão / (Constituição)
1.3) Não operacionais
2 – INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui ICMS e IPI)
2.1) Matérias-primas consumidas
2.2) Custo das mercadorias e serviços vendidos
2.3) Materiais, energia, serviço de terceiros e outros
2.4) Perda / Recuperação de valores ativos
3 – VALOR ADICIONADO BRUTO (1-2)
4 – RETENÇÕES
4.1) Depreciação, amortização e exaustão
5 – VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE (3-4)
6 – VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA
6.1) Resultado de equivalência patrimonial
6.2) Receitas financeiras
7 – VALOR ADICIOADO TOTAL A DISTRIBUIR (5+6)
8 – DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO*
8.1) Pessoal e encargos
8.2) Impostos, taxas e contribuições
8.3) Juros e aluguéis
8.4) Juros s/ capital próprio e dividendos
8.5) Lucros retidos / prejuízo do exercício
* O total do item 8 deve ser exatamente igual ao item 7.

Instruções para preenchimento

Como as informações extraídas são da contabilidade, deverão ter como base o Princípio
24
Contábil do Regime de Competência de exercícios.

1 – RECEITAS (soma dos ítens 1.1 a 1.3)

1.1) Vendas de mercadorias, produtos e serviços

Inclui os valores do ICMS e IPI incidentes sobre essas receitas, ou seja, corresponde á
receita bruta ou faturamento bruto.

1.2) Provisão p/ devedores duvidosos – Reversão/Constituição

Inclui os valores relativos á constituição/baixa de provisão para devedores duvidosos.

1.3) Não operacionais

Inclui valores considerados fora das atividades principais da empresa, tais como: ganhos
ou perdas na baixa de imobilizados, ganhos ou perdas na baixa de investimentos, etc.

2 – INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (soma dos ítens 2.1 a 2.4)

2.1) Matérias-primas consumidas (incluídas no custo do produto vendido).

2.2) Custo das mercadorias e serviços vendidos (não inclui gastos com pessoal
próprio).

2.3) Materiais, energia, serviço de terceiros e outros (inclui valores relativos às


aquisições e pagamentos a terceiros).

Nos valores dos custos dos produtos e mercadorias vendidas, materiais, serviços,
energia etc., consumidos deverão ser considerados os impostos (ICMS e IPI) incluídos
no momento das compras, recuperáveis ou não.

2.4) Perda / Recuperação de valores ativos

Inclui valores relativos a valor de mercado de estoques e investimentos etc. (se no


período o valor líquido for positivo deverá ser somado).

3 – VALOR ADICIONADO BRUTO (diferença entre ítens 1 e 2)

4 – RETENÇÕES
25
4.1) Depreciação, amortização e exaustão

Deverá incluir a despesa contabilizada no período.

5 – VALOR ADICIONADO LÍQUIDO PRODUZIDO PELA ENTIDADE


(diferença entre os ítens 3 e 4)

6 – VALOR ADICIONADO RECEBIDO EM TRANSFERÊNCIA (soma dos ítens


6.1 e 6.2).

6.1) Resultado de equivalência patrimonial (inclui os valores recebidos como


dividendos relativos a investimentos avaliados ao custo). O resultado da equivalência
poderá representar receita ou despesa; se despesa, deverá ser informado entre
parênteses.

6.2) Receitas financeiras (incluir todas as receitas financeiras independentemente de


sua origem).

7 – VALOR ADICIOADO TOTAL A DISTRIBUIR (soma dos ítens 5 e 6).

8 – DISTRIBUIÇÃO DO VALOR ADICIONADO (soma dos ítens 8.1 a 8.5)

8.1) Pessoal e encargos

Nesse item deverão ser incluídos os encargos com férias, 13º salário, FGTS,
alimentação, transporte etc., apropriados ao custo do produto ou resultado do período
(não incluir encargos com o INSS – veja tratamento a ser dado no item seguinte).

8.2) Impostos, taxas e contribuições

Além das contribuições devidas ao INSS, imposto de renda, contribuição social, todos
os demais impostos, taxas e contribuições deverão ser incluídos neste item. Os valores
relativos ao ICMS e IPI deverão ser considerados como os valores devidos ou já
reconhecidos aos cofres públicos, representando a diferença entre os impostos
incidentes sobre as vendas e os valores considerados dentro do item 2 – Insumos
adquiridos de terceiros.

8.3) Juros e aluguéis


26
Devem ser consideradas as despesas financeiras e as de juros relativas a quaisquer tipos
de empréstimos e financiamentos junto à instituições financeiras, empresas do grupo ou
outras e os aluguéis (incluindo-se as despesas com leasing) pagos ou creditados a
terceiros.

8.4) Juros s/ capital próprio e dividendos

Inclui os valores pagos ou creditados aos acionistas. Os juros sobre o capital próprio
contabilizados como reserva deverão constar do item “lucros retidos”.

8.5) Lucros retidos / prejuízo do exercício

Devem ser incluídos os lucros do período destinados às reservas de lucros e eventuais


parcelas ainda sem destinação específica.

RESUMO

DISTRIBUIÇÃO GERAÇÃO
Impostos de qualquer natureza (ICMS, IPI,
PIS/COFINS, IR/CSLL, INSS, IPTU, IPVA,
etc) Receitas de vendas
Salários, Férias, FGTS Receitas não- operacionais
Aluguéis pagos, serviços recebidos, juros
pagos CMV
Lucro líquido, dividendos Depreciações
Água, luz, telefone e outras despesas
semelhantes
Propaganda e publicidade
Material de consumo/escritório
E as demais despesas que existem para a
formação (geração) do lucro da empresa.

ELABORAÇÃO E ANÁLISE DO FLUXO DE CAIXA


27

O Fluxo de Caixa é considerado pelos administradores como um dos mais


principais instrumentos de análise, propiciando-lhes identificar o processo de circulação
do dinheiro através do caixa.

FLUXO  MOVIMENTO
FLUXO DE CAIXA  MOVIMENTO DE CAIXA

A expressão Fluxo de Caixa, envolve os pagamentos e recebimentos em geral.

Analisar o Fluxo de Caixa consiste em examinar a origem e aplicação do


dinheiro que transita pela empresa.
O analista interno, ou seja, o administrador financeiro deve comparar o Fluxo de
Caixa previsto com o realizado, objetivando identificar eventuais variações e as causas
de suas ocorrências.
A análise do caixa auxiliará no entendimento da providência e do uso do
dinheiro na empresa e poderá levar a medidas administrativas de correção de rota no
gerenciamento dos negócios da empresa.
O analista externo à empresa não tem acesso aos pormenores relativos ao caixa,
mas pode elaborar um Fluxo retrospectivo, com razoável grau de detalhamento,
partindo do Balanço Patrimonial, da Demonstração de Resultado do Exercício e de
algumas informações adicionais.
A publicação da Demonstração do Fluxo de Caixa não é obrigatória perante a
Lei 6.404, no entanto a tendência é que o Fluxo de Caixa, venha a substituir a DOAR,
melhorando a qualidade e a quantidade das informações sobre as empresas.

OBJETIVOS DA DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA

 Avaliar alternativas de investimentos;


 Avaliar e controlar ao longo do tempo as decisões importantes que são
tomadas na empresa, com reflexos monetários;
 Avaliar as situações presente e futura do caixa na empresa, posicionando-a para
que não chegue a situação de iliquidez;
 Certificar que os excessos momentâneos de caixa estão sendo devidamente
aplicados.

FORMAS DE APRESENTAÇÃO
28
O Fluxo de Caixa retrospectivo pode ser apresentado de duas formas:

 Demonstração de “Entradas e Saídas” de Caixa – DESC ou Fluxo de Caixa pelo


Método Direto
 Demonstração do Fluxo Líquido de Caixa – DFLC ou Fluxo de Caixa pelo
Método Indireto.

A Demonstração de Entradas e Saídas de Caixa- DESC, visa mostrar o confronto


entre as Entradas e Saídas de Caixa e conseqüentemente se haverá sobras ou faltas
de caixa, permitindo à administração decidir com antecedência se a empresa deve
tomar recursos ou aplicá-los.
Esse modelo de Fluxo é um instrumento de trabalho, pois possibilita que a
empresa faça suas projeções, seja para os próximos 30 dias, dia-a-dia, semanal ou
como lhe for mais conveniente.

Modelo da Demonstração de Entradas e Saídas de Caixa – DESC

DEMONSTRAÇÃO DE ENTRADAS E SAIDAS DE CAIXA - DESC

ENTRADAS
Vendas
Aumento de Capital
Aumento de Emprestimos Bancários a Curto Prazo
Aumento de Financiamentos de Longo Prazo
Adiantamento de Clientes
Receitas Financeiras

SAIDAS
Pagamento a Fornecedores
Despesas Administrativas
Despesas Financeiras
Emprestimos Bancários a Curto Prazo
Emprestimos Bancários a Longo Prazo
Distribuição de Dividendos
Aquisicão de Imobilizado
Investimentos

AUMENTO/REDUÇÃO DE SALDO DE CAIXA


(+) Saldo Ìnicial de Caixa
(=) Saldo Final de Caixa

CMV = Ei + C+ Ef

A Demonstração do Fluxo Líquido de Caixa – DFLC, é bem mais rica em


informações, pois mostra o efeito de cada variável no caixa, como a Necessidade de
Capital de Giro, expansão ou redução das atividades, realização de investimentos,
29
aporte de capital ou distribuição de dividendos.
Esse modelo de Fluxo é um instrumento voltado para análise, e as principais
informações dessa demonstração referem-se ã capacidade financeira da empresa de:
 Autofinanciamento das operações;
 Independência do sistema bancário no curto prazo;
 Gerar recursos para manter e expandir o nível de investimentos;
 Amortizar dívidas bancárias de curto e longo prazo.

Modelo da Demonstração do Fluxo Líquido de Caixa- DFLC

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO LÍQUIDO DE CAIXA - DFLC

RESULTADO DO EXERCÍCIO
(+/-) Ajustes (receitas e despesas não-caixa)
Depreciação do Exercício
GERAÇÃO BRUTA DE CAIXA
Variação da NCG
Variação dos Fornecedores
Variação dos demais passivos operacionais
Variação de Clientes
Variação de Estoques
GERAÇÃO OPERACIONAL DE CAIXA
Variação de Empréstimos Bancários de Curto Prazo
GERAÇÃO CORRENTE DE CAIXA
Variação de itens Permanentes de Caixa
Aumento de Capital
Dividendos
Acréscimo de Imobilizado

Variação de itens Não Correntes


Aumento de Financiamento de Longo Prazo

GERAÇÃO LÍQUIDA DE CAIXA

+ Saldo Inicial de Caixa


= Saldo Final de Caixa

ANÁLISE DA GESTÃO DE CAIXA

As Entradas e Saídas de Caixa de uma empresa sempre batem, mesmo se a


empresa for inadimplente ou mal administrada. Ai encontra-se o perigo do uso da
Demonstração de Entradas e Saídas de Caixa.
Analisar a gestão de Caixa significa analisar os fatores que influenciam o
movimento de caixa a curto e longo prazo.
O instrumento adequado é a DFLC, pois mostra se a empresa está gerando
recursos para financiar suas atividades comerciais, se pode pagar dívidas bancárias e se
sobram recursos para investimentos ou amortizações de financiamentos de Longo
30
Prazo, ou seja, mostra quase tudo que é preciso saber em termos de análise da gestão de
caixa.

DIFICULDADES NA AVALIAÇÃO DA DFLC

Há um número incontável de situações que caberá ao analista analisar. Sugere-se


que a analise da DFLC se faça item a item, ou seja, verifica-se sucessivamente a
Geração Bruta de Caixa, a Geração Operacional de Caixa, a Geração Corrente de Caixa
e a Geração Líquida de Caixa.
Não possível determinar um modelo de avaliação da DFLC, assim como é feito
para o BP e a DRE, porém alguns roteiros básicos auxiliares podem ser montados, como
é mostrado a seguir:
A idéia básica que deve ter sempre em mente o analista ao avaliar a DFLC é o
grau de independência da empresa em relação a financiamentos externos e a capacidade
de autofinanciamento. Toda vez que aumentar a dependência ao sistema bancário ou
que a empresa não conseguir livrar-se de dependência anterior, quando essa for elevada,
a avaliação da empresa segundo a sua DFLC será insatisfatória.

O QUE REVELAM OS PRINCIPAIS ITENS DA DFLC

GERAÇÃO BRUTA DE CAIXA

Revela: O caixa gerado pelas atividades comerciais


Representa: Os recursos com os quais a empresa poderá:
• Financiar as operações de compra, produção e venda;
• Pagar dívidas bancárias a curto prazo;
• Realizar investimentos;
• Amortizar as dívidas de longo prazo.

GERAÇÃO OPERACIONAL DE CAIXA

Revela: O caixa gerado pelas operações incluindo a variação da NCG


Representa: Os recursos com os quais a empresa poderá:
• Pagar dívidas bancárias de curto prazo;
• Realizar Investimentos;
• Amortizar dívidas de longo prazo.

GERAÇÃO CORRENTE DE CAIXA


31
Revela: O caixa gerado a curto prazo
Representa: Os recursos com os quais a empresa poderá:
• Realizar Investimentos;
• Amortizar dívidas de longo prazo.

SALDO POSITIVO DA GERAÇÃO CORRENTE DE CAIXA MENOS VARIAÇÃO


DOS ITENS PERMANENTES DE CAIXA MAIS VARIAÇÃO DOS ITENS NÃO-
CORRENTES

Revela: O caixa gerado após a realização de investimentos.


Representa: Os recursos com os quais a empresa poderá:
• Amortizar dívidas de longo prazo.

GERAÇÃO LÍQUIDA DE CAIXA

Revela: O caixa final gerado após a realização de investimentos.


Representa: O s recurso com os quais a empresa poderá:
• Reforçar sua posição de tesouraria.

INDICES PARA ANÁLISE

Capacidade de Financiamento da Necessidade de Capital de Giro

Fórmula: Geração Bruta de Caixa X 100


Variação da NCG

Indica: Qual a capacidade da empresa em financiar o crescimento da atividade


comercial.

Capacidade de Pagamento de Dívidas Bancárias a Curto Prazo

Formula: Geração Operacional de Caixa X 100


Saldo Inicial de E.B.cp.

Indica: Qual a capacidade da empresa em pagar empréstimos bancários de curto prazo.

Capacidade de Investimentos
32

Fórmula: Geração Operacional de Caixa X 100


Variação dos itens Permanentes de Caixa

Indica: Qual a capacidade da empresa de efetuar investimentos com recursos próprios.

Capacidade de Amortização de Financiamentos

Fórmula: Geração Operacional de Caixa – Variação Permanente de Caixa X 100


Saldo Inicial de ELP

Indica: Qual a capacidade da empresa em amortizar financiamentos de longo prazo,


com recursos próprios, sem prejuízos de investimentos em curso.

EXEMPLO:

Cia. Exemplo
Balanço Patrimonial

ATIVO 2002 2003


CIRCULANTE 3.300 3.435
Disponível 100 220
Dupl. Receber 1.800 2.030
Estoques 1.400 1.185
PERMANENTE 2.200 1.945
Imobilizado 2.800 3.145
(-) Depreciação (600) (1.200)
TOTAL DO ATIVO 5.500 5.380

PASSIVO
CIRCULANTE 1.500 1.770
Fornecedores 1.100 1.400
Emprestimos Bancários 400 370
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 500 660
Financiamentos 500 660
PATRIMONIO LÍQUIDO 3.500 2.950
Capital 2.000 2.150
Lucros Acumulados 1.500 800
TOTAL DO PASSIVO 5.500 5.380
33
Demonstração do Resultado do Exercício - DRE

2003
VENDAS LÍQUIDAS 9.000
Custo da Mercadoria Vendida (6.700)
Lucro Bruto 2.300

DESPESAS OPERACIONAIS 2.800


Administrativos 2.200
Depreciação do Exercício 600

PREJUÍZO OPERACIONAL (500)

Demonstrações das Mutações do Patrimonio Líquido


para o exercício de 2003
Capital Lucros Total
Acumulados
Saldo Inicial 2.000 1.500 3.500
Aumento de Capital 150 150
Prejuízo (500) (500)
Dividendos Pagos (200) (200)
Saldo Final 2.150 800 2.950
Demonstração de Entradas e Saidas de Caixa - DESC 2003

Entradas 9080
Vendas 8770
Aumento de Capital 150
Aumento de Financiamentos de Longo Prazo 160

Saídas 8960
Pagamento de Fornecedores 6185
Despesas Administrativas 2200
Emprestimos Bancários de C. Prazo 30
Dividendos 200
Aquisicao de Imobilizado 345

Aumento de Saldo de Caixa 120


+ Saldo Inicial de Caixa 100
= Saldo Final de Caixa 220

Vendas: 9.000+1.800-2.030=8.770
Compras: CMV = Ei + C – Ef => 6.700=1.400 + C - l.l85 => 6.485
Compras pagas: 6.485 + 1.100 – 1.400 = 6.185
34
Demonstração do Fluxo Líquido de Caixa - DFLC 2003
Resultado do Exercício (500)
(+/-) Ajustes (receitas e despesas não-caixa)
Depreciação do Exercício 600
Geração Bruta de Caixa 100
Variação da NCG
Variação dos Fornecedores 300
Variação dos demais passivos operacionais
Variação de Clientes (230)
Variação de Estoques 215
Geração Operacional de Caixa 385
Variação de Empréstimos Bancários de Curto Prazo (30)
Geração Corrente de Caixa 355
Variação de itens Permanentes de Caixa
Aumento de Capital 150
Dividendos (200)
Acréscimo de Imobilizado (345)

Variação de itens Não Correntes


Aumento de Financiamento de Longo Prazo 160

Geração Líquida de Caixa 120

+ Saldo Inicial de Caixa 100


= Saldo Final de Caixa 220

ANÁLISE:

A Cia Líquida sofreu prejuízo no exercício de 2003, entretanto, computando as


despesas não-caixa, acabou apresentando geração bruta de caixa. Em função de suas
operações produziu caixa de $ 385, suficiente para amortizar 97% dos investimentos
líquidos realizados, (isto é, os investimentos não cobertos pela entrada de recursos dos
sócios aportes de capital menos dividendos).
A opção da empresa foi utilizar a geração operacional de caixa para uma ligeira
redução das dívidas bancárias de curto prazo e mais acentuadamente para financiar as
aquisições de imobilizado. Com isso não sobraram recursos para amortizar
financiamentos de longo prazo. Pelo contrário, houve incremento desses
financiamentos, os quais, a rigor, foram desnecessários, pois acabaram sobrando no
caixa.
35
EXERCÍCIOS

01 – A partir dos demonstrativos abaixo elabore o Fluxo de Caixa pelos dois


métodos para o exercício de 2002 e 2003.
A partir dos dados encontrados dê o diagnostico da empresa.

Empresa Modelo
Balanço Patrimonial

ATIVO 2001 2002 2003


CIRCULANTE 10.000 15.000 20.000
Disponível 1.000 1.500 2.000
Dupl. Receber 4.000 6.000 7.000
Estoques 5.000 7.500 11.000
PERMANENTE 10.000 20.000 30.000
Investimentos 5.000 10.000 20.000
Imobilizado 5.000 10.000 10.000
TOTAL DO ATIVO 20.000 35.000 50.000

PASSIVO
CIRCULANTE 5.000 10.000 18.000
Fornecedores 1.000 2.000 3.000
Diversos a Pagar 4.000 8.000 15.000
EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 5.000 5.000 2.000
Financiamentos 5.000 5.000 2.000
PATRIMONIO LÍQUIDO 10.000 20.000 30.000
Capital + Lucros 10.000 20.000 30.000

TOTAL DO PASSIVO 20.000 35.000 50.000

Demonstração do Resultado do Exercício - DRE

2002 2003
VENDAS LÍQUIDAS 45.000 60.000
Custo da Mercadoria Vendida (10.000) (15.000)
Lucro Bruto 35.000 45.000

DESPESAS OPERACIONAIS (20.000) (30.000)


Vendas (4.000) (6.000)
Administrativas (5.000) (6.000)
Financeiras (11.000) (18.000)
LUCRO OPERACIONAL 15.000 15.000
(-) Imposto de Renda (5.000) (5.000)
LUCRO LÍQUIDO 10.000 10.000
36
02- Estruture a Demonstração de Entradas e Saídas de Caixa e a Demonstração de
Fluxo Líquido de Caixa para o exercício de 2002 e 2003. A partir dos resultados
encontrados analise a situação financeira da empresa.

Cia. Exemplo
Balanço Patrimonial

ATIVO 2002 2003


CIRCULANTE 49.051 56.150
Disponível 12.035 12.680
Dupl. Receber 17.740 19.030
Estoques 19.276 24.440
PERMANENTE 46.501 59.320
Investimentos 23.101 35.820
Imobilizado 23.400 23.500
Móveis e Utensilios 6.000 6.000
Veiculos 14.800 16.000
Máquinas e Equipto 4.000 4.000
(-) Depreciação Acumulada (1.400) (2.500)
TOTAL DO ATIVO 95.552 115.470

PASSIVO
CIRCULANTE 33.171 43.570
Fornecedores 12.701 13.990
Salários 1.500 1.600
Imposto de Renda 6.500 4.000
Diversos 8.470 14.980
Emprestimos 4.000 9.000

EXIGÍVEL A LONGO PRAZO 16.581 13.200


Financiamentos 16.581 13.200
PATRIMONIO LÍQUIDO 45.800 58.700
Capital Social 22.900 22.900
Lucros Acumulados 22.900 35.800
TOTAL DO PASSIVO 95.552 115.470

Demonstração do Resultado do Exercício - DRE

2002 2003
VENDAS LÍQUIDAS 58.050 77.400
Custo da Mercadoria Vendida (12.900) (19.350)
Lucro Bruto 45.150 58.050

DESPESAS OPERACIONAIS (25.800) (38.700)


Vendas (6.450) (7.740)
Administrativas (5.160) (7.740)
Gerais (14.190) (23.220)
LUCRO OPERACIONAL 19.350 19.350
(-) Imposto de Renda (6.450) (6.450)
LUCRO LÍQUIDO 12.900 12.900
37
RETORNO S/ INVESTIMENTO

Toda empresa utiliza recursos representados por capitais investidos.


Toda empresa busca gerar lucros para remunerar esses capitais.
Para medir a eficiência da empresa em gerar lucros, apura-se a chamada taxa de
retorno sobre os investimentos da seguinte forma:

TRI = > Lucro .


Investimento

O conceito de rentabilidade é apenas aparentemente simples, pois diversas


dificuldades surgem ao se tomar lucro e investimento:

LUCRO => Lucro bruto, Lucro Operacional, Lucro antes do imposto de renda, Lucro
antes das Despesas financeiras, lucro Líquido?

INVESTIMENTO => O ativo total, o ativo operacional, o patrimônio líquido, os


capitais de terceiros, etc...

ALAVANCAGEM FINANCEIRA

Com a alavancagem financeira se procura identificar a influencia do passivo


Financeiro no lucro da empresa.

O efeito da estrutura de financiamentos nos lucros dos acionistas.

O que a empresa consegue aumentar de lucro líquido através da estrutura de


financiamentos.

A determinação da Alavancagem financeira se baseia em três índices:

 Retorno sobre o Ativo

RSA = Lucro antes das Despesas financeiras


Ativo Operacional
38
Ativo Operacional = Ativo total – ( RLP e Investimentos)

Mostra quanto a empresa gera de lucro para cada R$1,00 investido, ou seja a
rentabilidade do negócio.

 Custo da Dívida

CD = . Despesas Financeiras .
Passivo Gerador de Encargos

Passivo Gerador de Encargos: Trata-se dos recursos oriundos de terceiros da


qual incide encargos pela sua utilização .

Mostra quanto a empresa paga de juros para cada R$ 1,00 tomado de instituições
financeiras.

 Retorno sobre Patrimônio Líquido

Rs/PL = Lucro Líquido__


Patrimônio Líquido

Mostra quanto os acionistas ganham para cada R$ 1,00 investido.


Se o custo da dívida for maior que o retorno s/ ativo, os acionistas estão
bancando essa diferença.
Se o custo da dívida for menor que o retorno s/ investimento, os acionistas
ganham essa diferença.
A taxa de retorno sobre o Patrimônio Líquido será maior que a taxa de retorno s/
Ativo.

Exemplo: Se uma empresa tem um RsPL de 30% e uma taxa de RsA de 8%, conclui-se
que o Custo da Dívida tem uma taxa baixa.

O confronto entre as taxas de RsPL e RsA, chama-se de GAF => Grau de


Alavancagem Financeira.
39
GAF = RsPL
RsA

Exemplo 1:

Balanço em: 19x1 DRE 19x1


Ativo Total 1.000
Emp. Bancário 400 Vendas Líquidas 2.000
Patrimônio Líquido 600 CMV (1.500)
Passivo Total 1.000 Lucro Bruto 500
Despesas Operacionais (200)
(pagas) exceto DF
Lucro antes das Despesas Financeiras 300
Despesas financeiras (80)
Lucro Líquido 220

Então:

RsA => 300/1000 = 30%


Cd => 80/400 = 20%
RsPL = 220/600 = 36,66%

GAF => 36,66/30 => 1,22

Para cada R$ 100 investidos a empresa gera um lucro de R$ 30. Paga juros de
R$ 20 para cada R$ 100 tomados junto a terceiros. Logo, em cada 100 tomado
ganha R$ 10. Como a empresa tomou 400 tem um ganho de 40.
Para os R$ 600 de Patrimônio Líquido a empresa ganha R$ 180 ( que é o que a
empresa gera de lucro) + R4 40 que é o ganho pelo uso do capital de terceiros => R$
220.
Pode-se dizer ainda que para cada 30% de Rentabilidade do negócio a empresa
consegue 36,66% para os acionistas, ou seja impulsão de 1,22 vezes.
Ou, cada 1% de rentabilidade gerada pelo negócio foi transformado em 1,22
graças a alavancagem favorável.
A capacidade que a empresa tem de administrar os recursos próprios/terceiros e com
isso maximizar os recursos por ação é a Administração da Alavancagem Financeira.
O GAF busca encontrar a melhor dosagem entre capital de terceiros e capital
40
próprio e analisar o RsPL mediante variáveis na estrutura de capitais.

Exemplo2:

RsA => 30%


Cd => 50%
RsPL = 20%

GAF => 20/30 => 0,66

Para cada R$ 100 investidos a empresa gera um lucro de R$ 30. Paga juros de
R$ 50 para cada R$ 100 tomados junto a terceiros. Logo, em cada 100 tomado tem uma
perda financeira de R$ 20. Essa perda está sendo absorvida pelos acionistas.
Ou seja trabalhar com recursos de terceiros não está sendo vantajoso para essa empresa
pois tem um custo muito elevado, se comparado com a rentabilidade do negocio.
Conseqüentemente não tem uma alavancagem financeira, o índice não chega a 1%

Quando uma empresa deve recorrer a capital de terceiros?

Quando a taxa RsA é maior que o Custo da Divida, pois os acionistas são
beneficiados com uma rentabilidade maior.
O demonstrativo abaixo ilustra o enunciado:

Taxa de Retorno Versus Custo da Endividamento traz benefício? Diz-se que a Alavancagem é:
do Ativo Dívida Sim Não Favorável Desfavorável
Rs/A > CD ..........X X
Rs/A < CD ..........................X X
Rs/A = CD ........... NEUTRO NEUTRA

A empresa que utiliza recursos de terceiros tem nos seus custos financeiros os
encargos dessa opção, que representa uma substituição aos encargos que teria com os
proprietários pela remuneração do capital de risco. A capacidade que a empresa tem de
administrar os recursos próprios e ou/ os de terceiros, e com isso maximizar os lucros
por ação, é a administração da alavancagem financeira.

Aprimoramentos na Análise da Alavancagem Financeira.


41
Capital de Terceiros X Passivo com Encargos

Aprimorando os conceitos, pode-se dizer que com a Alavancagem Financeira se


deseja identificar a influencia do Passivo Financeiro no Lucro da Empresa.

Obrigações com fornecedores

As dívidas com fornecedores constituem na realidade um passivo com encargo.


Esse encargo é embutido nos preços de compra e possivelmente seria descontado para
pagamento a vista. Entretanto, esse encargo jamais é evidenciado nas demonstrações
financeiras, o que torna impraticável tratar esse tipo de obrigação como passivo com
encargo na analise da alvancagem.
Ao analista externo não parece haver outra solução atualmente que não a de
considerar fornecedores como passivo sem encargo.

Como tratar o Imposto de Renda na Alavancagem

As despesas financeiras são dedutíveis do imposto sobre renda.


Assim, se uma empresa quiser substituir passivo com encargos por patrimônio
líquido, deve antes considerar que a remuneração daquele é dedutível do imposto de
renda, enquanto a deste não o é.
42
ALAVANCAGEM OPERACIONAL

Definida como a variação no lucro operacional decorrente de uma alteração no


volume de produção/vendas da empresa. Isso se dá em virtude dos custos fixos que
tendem a permanecer idênticos mesmo que aumente a produção.
Identifica qual produto tem uma variação maior. Logo esse é o mais interessante
para a empresa, trará mais lucratividade.

Lucro Operacional:
O valor decorrente das vendas deduzidos os custos e despesas fixos ou
variáveis
Lucro = MC x MS unitário

Margem de contribuição

É o valor resultante da venda de uma unidade, após deduzidos os custos e


despesas variáveis.
Esse valor irá contribuir para pagar os custos fixos da empresa e gerar lucro.
A margem de contribuição pode ser encontrada através da seguinte fórmula:

MC = PV - CDV

Onde:

MC = Margem de Contribuição
PV = Preço de Venda
CDV = Custos e Despesas Variáveis

Para encontrar a margem de contribuição total, basta multiplicar pela quantidade


produzida e/ou vendida.
43

Margem de Segurança

É o volume de vendas que supera as vendas calculadas no Ponto de Equilíbrio. É


um indicador que aponta a quantidade que as vendas podem cair, antes de ter prejuízo.
Para encontrar a Margem de Segurança pode-se utilizar as seguintes fórmulas:

MS em valor = Vendas atuais – Vendas do Ponto de Equilíbrio

MS em unidades = Vendas Atuais em Unidades – Vendas no P.E. em Unidades

MS% = . MS .
Vendas Atuais

Ponto de Equilíbrio Contábil em Unidades (PEC un)

Define o número de produtos que deve ser fabricado e vendido para que o
resultado seja zero ( não haja lucro nem prejuízo).
O ponto de equilíbrio contábil em unidades é obtido pela fórmula:

PECun = ________Custos Fixos__________


Margem de Contribuição Unitária $

Fórmula para Alavancagem Operacional


44

Para encontrar a alavancagem operacional utiliza-se a seguinte fórmula:

GAO = % acréscimo no lucro


% acréscimo volume de vendas

Exemplo: Se a produção atual de uma determinada empresa é de 14 unid. e essa passa a


produzir 17 unid., calcule o grau de alavancagem operacional sabendo que seu custo
fixo totaliza $1.000/mês, as despesas e custos variáveis são de $140/u e o preço de
venda é de $240/unid.

PEC = CF = 1.000 = 10
MC 100

MS = Vendas Atuais – Vendas P. Equilíbrio


MS = 14 – 10 = 4

Lucro com 14 unidades:

Lucro = MC x MS = 100 x 4 = 400

Lucro com 17 unidades:

Lucro = MC x MS = 100 x 7 = 700

% Acréscimo Lucro 400 100%


700 X 75%

% Acréscimo Volume 14 100%


17 X 21,43%

GAO = % acréscimo lucro = 75 = 3,5%


% acréscimo volume 21,43

Logo a cada 1% de aumento nas vendas tenho um aumento de 3,5 % no lucro.

Comprovação:
45

14 unidades x 1% = 0,14 0,14 x MC 0,14 x 100 = 14 (Lucro)

Aumento lucro inicial 400 100


14 X 3,5 %

EXERCÍCIOS

01 – Uma empresa que produz liquidificadores, tem a seguinte estrutura de custos e


despesas.
- Custo Fixo 5.500/mês
- Custo Variável 12/unidade
- Despesa Variável 4/unidade
- Despesas Fixas 1.300/mês
- Preço de Venda 18/unidade

A empresa produz e vende 3.900 liquidificadores ao mês, qual é o lucro?

a) Calcule a Alavancagem Operacional quando a empresa passar de um volume de


3.900 liquidificadores para 4.200 unidades por mês e interprete seu resultado.
b) E se a empresa passar a produzir 4.500 liquidificadores

2- A empresa Bem de Vida vinha vendendo nos últimos tempos, 35.000


pacotes de ração por mês, à base de $30/pacote.
Seus custos e despesas fixas tem sido aproximadamente de 500.000/mês, e os variáveis
são de $15/pacote.
Suas dúvidas são as seguintes:
a) Um aumento de 2.200 unidades na margem de segurança trará que efeitos sobre
o lucro?
b) Qual a Alavancagem Operacional a partir daí calculada?

ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE ANÁLISE


46

A estrutura de relatório e o grau de profundidade na análise e apresentação de


cada item componente do relatório são função do objetivo do próprio relatório e do
volume de negócios e dos riscos relativos às decisões s serem tomadas.

Regras para elaboração de um relatório

Regra 1  Seja um analista e não um escritor, no sentido de que o analista pensa sobre
os fatos relevantes para análise do risco e retrata esses pontos relevantes em seu
relatório.

Regra 2  Faça quadros que falem por si, escolhendo gráficos e tabelas que facilitem a
interpretação do leitor. Tabelas e gráficos bem estruturados e não poluídos, ou seja em
demasia, falam melhor que longas frases.

Regra 3  Use palavras simples, dando preferência às palavras curtas em relação as


longas, ao concreto em relação ao abstrato, ao simples em relação ao circunlóquio, ao
familiar em relação ao forçado e artificial.

Regra 4  Omita palavras desnecessárias, evitando a idéia de que um relatório vale por
peso, ou seja, quanto maior melhor. No entanto deve-se observar para quem se está
elaborando esses relatórios pois cada administrador tem uma preferência pela
formatação dos relatórios.

Regra 5  Apresente primeiro o sumário e a conclusão, no sentido de satisfazer à


expectativa dos leitores do relatório que querem saber qual a recomendação técnica do
analista, ou seja, se recomenda ou não a operação.

Regra 6  Siga uma estrutura planejada no sentido de desenvolver a analise e


enquadrar seu conteúdo dentro de uma estrutura lógica de apresentação.
47

Estrutura básica de um relatório de análise

Esmero na elaboração do relatório

É importante que o relatório tenha uma boa apresentação visual, com a devida
caracterização em sua capa. Deve haver um tamanho padrão de papel. A redação deve
ser simples e cuidadosa, evitando palavras que possibilitem dupla interpretação e
usando o português correto. Os quadros e as tabelas devem conter as informações
efetivamente facilitadoras da interpretação do relatório. O perfil da empresa e do grupo
deve ser transmitido com objetividade, assim como as características do setor de
atuação e correção do comportamento da empresa com o setor. A analise econômico-
financeira deve destacar os pontos relevantes e decisivos para a empresa e para o grupo.

Metodologia

A metodologia envolve identificar o objetivo do relatório, obter documentação


da empresa e levantar dados da concorrência e do segmento em sua totalidade.
Identificar as pessoas a serem contatadas e entrevistadas. Fazer análise da qualidade da
documentação e da consistência das informações. Definir a quantidade de exercícios
sociais a serem analisados e organizar as demonstrações contábeis e as demais
informações a serem analisadas. Identificar interesse de negócios com a empresa e com
o grupo a ser analisado. Elaborar um cronograma para desenvolvimento e conclusão do
relatório. Definir fontes de informações tais como:

 Demonstrações Contábeis publicadas pela empresa anual e semestralmente em


jornais;
 Relatório Anual da empresa, contendo relatórios da diretoria, demonstrações
contábeis e outras informações relevantes geradas internamente;
 Informativo anual *IAN) entregue a Comissão de Valores Mobiliários (CVM),
que se encontra a disposição para consulta na Bolsa de Valores do Estado de São
Paulo ( Bovespa);
 Apresentações Anuais na Associação dos Analistas e Profissionais de
Investimentos do Mercado de Capitais;
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 Consulta ao sites da empresa na busca de suas demonstrações contábeis e
demais informações relevantes;
 Visita à empresa para colher dados e informações para o relatório;
 Consulta através da Internet;
 Relatório de agencias de informações;
 Revistas especializadas.

Na parte de análise financeira, gerar os indicadores e relatórios necessários de


análises (demonstrações), calcular os índices, fazer análises horizontais e verticais e
demais cálculos necessário. Essas ferramentas serão a base para realizar a análise
econômico-financeira da empresa.

Estrutura do relatório

I Descrição, propósito, e conclusão.


II Fontes de Informações.
III Histórico da empresa e do grupo.
IV Controle acionário e administração.
V Características da empresa: produto, tecnologia, fornecedores, clientes e outros.
VI Negócios da empresa e características do setor.
VII Analise Financeira
VIII Anexos

Analise Financeira

A análise descritiva e ilustrada com gráficos ou tabelas, que fundamentem a


análise compreendendo os seguintes tópicos principais:

Indicadores de Atividade e Retorno:


 Evolução das vendas da empresa.
 Análise da evolução da margem bruta, do lucro operacional e líquido.
 Comentários sobre os índices de retorno, prazos médios e ciclo financeiro.
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Indicadores de estrutura e endividamento:
 Imobilização do patrimônio Líquido.
 Participação de Capitais de Terceiros.
 Composição do Endividamento.
 Passivo Financeiro sobre o ativo total (ou sobre o patrimônio líquido).
 Número de Ações.
 Valor Patrimonial por ação.

Indicadores de liquidez:

 Análise do fluxo de caixa


 Liquidez geral, corrente e seca
 Analise de capital de giro usando a DOAR.
 Analise do saldo de tesouraria, do impacto das decisões estratégicas e
operacionais na liquidez da empresa.

Conclusão

A conclusão da empresa deve destacar seus principais pontos fortes e fracos, de


modo a resumir o que há de mais importante em sua análise.

Comparação

Esse item deve estabelecer de forma objetiva uma comparação entre a empresa e
seus concorrentes, de modo que possibilite ao leitor do relatório compreender quais os
riscos e as potencialidades em face ao mercado.

Anexos

As planilhas e quadros com as demonstrações contábeis, indicadores e


instrumentos de análise devem ser agregados ao relatório como anexos, para que a
leitura seja facilitada e os usuários dos relatórios possam consultá-los se tiverem
interesse em detalhes.
Outros documentos que apresentem certo volume que justifiquem ser anexados.
50

Apresentação do relatório para o comitê

Normalmente o relatório é desenvolvido pelo analista e submetido à apreciação


de um comitê de crédito ou de investimento para decisão. Sempre que possível, é
preferível que o analista apresente o relatório ao comitê. Esse procedimento otimiza o
conhecimento do analista e permite que ele preste as informações de que eventualmente
os tomadores de decisão precisem.