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EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DO FORO DA COMARCA DE AQUIDAUANA – MS, A QUEM O FEITO

COUBER POR LIVRE DISTRIBUIÇÃO.

....., vem mui respeitosamente à presença de Vossa Excelência propor

AÇÃO ORDINÁRIA DE REVISÃO DE CONTRATO COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO PARCIAL DA TUTELA PRETENDIDA

em face de

BANCO , Instituição Financeira, devidamente inscrita junto ao Banco Central, inscrita no CNPJ sob o nº. .........
com agência na Rua ....., n.º ....., Bairro ....., Cidade ....., Estado ....., pelos motivos de fato e de direito a seguir
aduzidos.

DOS FATOS

O AUTOR firmou com o banco requerido, há vários anos desde ............, contrato de cheque especial com limite
de crédito - conta-corrente nº ............ - ag. ........, movimentando-a normalmente no decorrer dos anos e sempre
pagando pontualmente os juros e encargos incidentes;

O Autor em grande dificuldade financeira, gerada pela política financeira brasileira sujeito à época, teve que
sujeitar-se as taxas de juros impostas pela Ré de forma unilateral e arbitrária, taxas estas superiores aos
patamares permitidos legalmente, que são de 12% a .a., e passou a utilizar-se dos limites do cheque especial;

É importante ressaltar que durante todo o período, repita-se, o autor pagou pontualmente os juros, taxas e
comissões incidentes impostas pela ré, mesmo, considerando-as excessivas.

Contudo, para surpresa do autor, logo, começou a receber constantes telefonemas de pessoas que se
identificavam como prepostos da ré a fim de lhe informar que o saldo de sua conta-corrente estava negativo,
pois havia ultrapassado o limite do cheque especial.

Para evitar futuros aborrecimentos (que acabaram acontecendo), a autora iniciou sua peregrinação tentando
inteirar-se dos problemas envolvendo sua conta-corrente anteriormente movimentada junta a ré. Iniciou com a
solicitação do autor para que a ré lhe enviasse cópias dos extratos de movimentação das contas para simples
conferência.

Aí d. Julgador, após receber parte da documentação solicitada o autor descobriu que sua conta estava
excessivamente injetadas de juros extorsivos e taxas abusivas e unilaterais.

De imediato, foram expedidas novas solicitações para que fossem fornecidas cópias dos documentos que
originaram as movimentações.Inobstante as irregularidades, a ré iniciou um verdadeiro massacre psicológico
com o autor através de seus prepostos, via telefone, que o importunaram na sua casa em horários noturnos
inclusive solicitando o n.º do telefone da casa de amigos onde o autor se encontrava;

Note-se i. Julgador, a ré lançou unilateralmente mês a mês, juros extorsivos ao patamar mensal de,
aproximadamente, 8,8% (Oito vírgula oito por cento);

Com o lançamento unilateral dos juros mensais no patamar de 8,8% ao mês, incidindo sobre os valores
indevidamente lançados, restou um débito em nome do autor no valor superior a R$ ............. em meados
de .........

Temeroso de ver seu nome incluído no rol dos mal pagadores por dívida que não contraiu e, ainda, ver
cancelado todos seus cheques especiais, bloqueios de contas, o autor foi obrigado a negociar com a ré a dívida
indevidamente lançada em seu nome.

Coagido, a autora renegociou a dívida que nunca contraiu.


Desta forma, a ré depositou em sua conta-corrente os valores que foram acordados a título de renegociação de
empréstimo cobrindo o saldo devedor incidindo juros pré-fixados ao mês;

Não se pode perder de vista que o mencionado contrato de renegociação foi efetivado através de contato
telefônico e posteriormente formalizado.

Ao aderir ao contrato e renegociação da dívida (contrato de adesão) que foi obrigado a aceitar, diga-se de
passagem, bem como o contrato de abertura de crédito firmado no início da relação havida entre as partes,
constam cláusulas ilegais e arbitrárias, que elevaram o montante da dívida a valor superior ao existente, na
qual já constavam taxas exorbitantes e pré-fixadas, tornando-se impossível à continuidade do pactuado, haja
vista, repitam-se, as cláusulas leoninas impostas pela ré em total prejuízo da autora, e flagrante infração à
legislação que regula a matéria.

Assim, em apertada síntese, estas são as irregularidades e abusos praticados pela ré contra o autor no presente
caso desde a época do cheque especial e na renegociação quais sejam:- cobrança de juros capitalizados
(período da conta-corrente - cheque especial);- Cobrança de juros flutuantes (cheque especial) e acima da taxa
legal;-

Cobrança de multas e comissão de permanência além do permitido legalmente e cumuladamente com juros e
correção;- Cobrança indevida a título de encargos contratuais, também, flutuantes.- Juro de mora diário;

Após várias tentativas amigáveis no sentido de tentar-se quitar a dívida de forma justa e legal, a Ré manifestou
seu total desinteresse no deslinde da pendenga, contudo, os extratos mensais provam que a ré pratica a
cobrança de juros de forma composta e acima dos patamares legais que atingem ao absurdo de 09% a.m. (e
acima deste patamar em determinados meses) conforme se prova pelos extratos juntos.

Da prova pré-constituída - Pelo Laudo elaborado provisoriamente, pois o definitivo há de ser elaborado por
perito oficial, constata-se que, se forem aplicados aos cálculos extratos da conta corrente, os juros legais com a
correção pelo INPC, de acordo com o resumo abaixo:

Resultados Financeiros
Data Base: ..../..../.....
Extratos que faltam
Início em ........ de ........ até ........., ....... até hoje

Em ......./....../...... o saldo em conta era de R$ ....... (DEVEDOR) - Fornecido pela Instituição FinanceiraO saldo
apurado a INPC + 1% am na mesma data foi de R$ ....... (CREDOR) e corrigido até a data base = R$ .............
(CREDOR)... OMISSIS ...SALDO FINAL PARA O CLIENTE CORRIGIDO ATÉ A DATA BASE; R$ ............... (CREDOR)*
Sem computar os extratos que faltam...

Veja i. Julgador a ré incluiu novos juros sobre os juros indevidamente aplicados, haja vista que a dívida lançada
no extrato é abusiva e ilegal e conforme a prova pré-constituída, o débito do autor para com o réu, já foi
quitado, tendo, na verdade, o réu, que devolver ao autor importância que ultrapassou o devido.Assim, o autor
está sendo obrigado a pagar por dívida que nunca contraiu, criada pelos juros e taxas extorsivas debitados na
conta-corrente e no cheque especial, além de comissões de permanência e outras arbitrariedades que não
podem e não devem ser referendadas pelo Judiciário.

DO DIREITO

1. DOS JUROS COMPOSTOS MENSAIS

Estão sendo exigidos pela ré, atualmente, e foram incluídos no cálculo do saldo devedores anteriores, conforme
surge da verificação dos extratos e prova pré-constituída, juros dos juros (anatocismo).

Esclarecemos que no período da vigência da conta de cheque especial foi notória a cobrança de juros
compostos mensalmente e, diariamente, pro rata die, quando ultrapassado o limite contratado, e, com a
renegociação novos juros incidiram no montante parcelado, o que caracteriza nova cumulação de juros.Como
dito, os referidos JUROS COMPOSTOS, diários ou mensais, têm sua cobrança vedada pelo ordenamento jurídico
pátrio, nos estritos termos do art. 4º, do decreto n.º 22.626, de 07/04/93, que assim dispõe:"Art. 4º.

É proibido contar juros dos juros; esta proibição não compreende a acumulação de juros vencidos aos saldos
líquidos em conta-corrente de ano a ano.

"Este artigo deu ensejo à criação da Súmula 121 do Supremo Tribunal Federal com a seguinte redação:"Súmula
121 do STF :

É vedada a capitalização de juros, ainda que expressamente convencionada."Posteriormente, reafirmando a


posição do Supremo Tribunal Federal também foi adotada pelo Superior Tribunal de Justiça através da Súmula
93, proibindo a capitalização de juros nos arrendamentos mercantis, visto que "A legislação sobre cédula de
crédito rural, comercial e industrial admite o pacto de capitalização de juros" somente, desde que
expressamente previsto no contrato, de forma clara e com destaque e semestralmente, o que não se trata do
presente caso.

Compreende-se que durante todo o período do contrato de cheque especial (e com os novos juros incidentes
com a renegociação) foram cobrados juros sobre um saldo acumulado, imediatamente precedente, sobre o qual
já foram incorporados juros de períodos anteriores, porquanto, deverá ser adequado os valores cobrados, em
vista da nulidade da cláusula que prevê tal método de cobrança (tanto do contrato de cheque especial quanto
do contrato de renegociação), a título de juro sobre juro, isto é, capitalização composta, ou seja, aquela onde a
taxa de juros incide sobre o capital inicial, acrescido dos juros acumulados até o período anterior.

2. DOS JUROS ACIMA DE 12% AO ANOAFRONTA À LEI DE USURA

Inobstante o disposto no art. 192, § 3º da Constituição Federal, limitando os juros anuais em 12%, princípio
auto-aplicável e violado por imposição da ré, o que justificaria por si só o decotamento do valor que foi obtido a
maior pela utilização dos juros superiores aos constitucionais, restam indiscutivelmente violadas as disposições
da lei de usura.Se a questão da auto-aplicabilidade da norma constitucional apontada é controvertida, norma da
lei de usura é pacífica e indiscutível. Conforme preceitua o Decreto 22.626/33, arts. 1º e 2º, na Lei de Usura, os
juros devem ser limitados a 12% ao ano. Tal decreto foi plenamente recepcionado pela Constituição de
1988.Resta, pois, que a única norma aplicável, em face da INDELEGABILIDADE da competência do Congresso
Nacional estabelecida pela Constituição, É A LEI DE USURA.E mesmo que se entenda que ainda prevalece à
competência do Conselho Monetário Nacional através do inciso IX, do artigo 4º, da Lei 4.595/64 para fixação de
juros, esclarecemos que o legislador conferiu poderes para limitar os juros praticados em operações bancárias e
financeiras, com obediência ao parâmetro máximo previsto na Lei de Usura em seu artigo 1º, que veda a
estipulação em percentuais superiores ao dobro da taxa legal (que é de 6% previsto no Código Civil);

3. APLICAÇÃO DO C.D.C. E NULIDADE DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS E RESPECTIVAS COBRANÇAS.

O art. 2º do C.D.C descreve que toda pessoa física que utiliza serviço é consumidor interligando ao final deste
parágrafo com a expressão 'como destinatário final';Por outro lado, a atividade que o banco exerce
efetivamente é de fornecedor de serviços previsto no art. 3º caput do C.D.C. e, também, no § 2º que define que
serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo inclusive de natureza bancária e financeira;O
serviço oferecido pelo banco foi o crédito que é um produto imaterial previsto no contrato estando sempre
sujeito aos preceitos do C.D.C. em conseqüência do caput do art. 3º do C.D.C.;

Evidenciada a aplicação do CDC no presente caso, é imperativa a aplicação do art. 51, que declara serem nulas
de pleno direito às cláusulas contratuais que oneram excessivamente ao consumidor. Daí surge o direito ao
consumidor de pleitear, como ora pleiteia, às modificações das cláusulas contratuais que:? estipularam
unilateralmente os juros absurdamente cobrados acima da taxa constitucional e legal prevista, a fim de
restabelecer o equilíbrio contratual entre as partes (art. 6º, V, CDC); ? a revisão geral de todas as cláusulas
contratuais estabelecidas, em virtude da superveniência de fatos não previstos e prejudiciais ao consumidor,
(art. 6º, V, segunda parte, CDC), inclusive do cheque especial e do contrato encadeado de renegociação; ?

a nulidade das cláusulas que trazem vantagem exagerada ao fornecedor e via de conseqüência, seu
enriquecimento ilícito (art. 51, IV, e § 1º, III, CDC) e, demais artigos aplicáveis à espécie.Além da impossibilidade
de cobrança de 'juros' acima da taxa legal em vista de que o banco não possuí autorização expressa para tanto
e, que prevalece a Lei de Usura, os contratos de Adesão (cheque especial e renegociação) não são claros e
expressos relativo à estipulação de juros e correção monetária;O art. 51 do C.D.C. prevê:São nulas de pleno
direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:...X -
permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente, variação do preço de maneira unilateral....XIII - autorizem o
fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato, após sua celebração;

O art. 52 do C.D.C. dispõe:No fornecimento de produtos ou serviços que envolva outorga de crédito ou
concessão de financiamento ao consumidor, o fornecedor deverá, entre outros requisitos, informá-lo prévia e
adequadamente sobre:I - preço do produto ou serviço em moeda corrente nacional;II - montante dos juros de
mora e da taxa efetiva anual de juros;III - acréscimos legalmente previstos;IV - número e periodicidade de
prestações;V - soma total a pagar, com e sem financiamento.

O art. 54 do C.D.C. tem a seguinte redação:Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas
pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem
que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo....§ 3º Os contratos de adesão
escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis, de modo a facilitar sua
compreensão pelo consumidor.§ 4º As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser
redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.Em conseqüência de tudo o que foi
citado retro e acima, constata-se que várias cláusulas, tanto do contrato de cheque especial quanto da
renegociação, são nulas de pleno direito, especialmente a cláusula flutuante de fixação de juros do cheque
especial e, também, o da renegociação porque não demonstraram, claramente, os juros pré-fixados nas
parcelas, havendo, data venia, o M.M. Juiz adequá-las a legalidade fixando o INPC como fator de correção
monetária mais 0,5% de juros a.m., desde que provado os juros e taxas abusivas, o que se admite por cautela.
4. JUROS MORATÓRIOS - NÃO INCIDÊNCIA

Existem duas espécies de juros: os compensatórios e os moratórios;Os primeiros correspondem aos frutos
(remuneração) do capital mutuado ou empregado, ou seja, a compensação ou paga pelo seu uso, e os
segundos representam a indenização pela demora no cumprimento da obrigação Esclarece De Plácido e Silva,
em seu Vocabulário Jurídico, 5ª Ed., Forense, p. 470, verbis:"Juros moratórios são juros decorrentes da mora,
isto é, os que se devem, por convenções ou legalmente, em virtude do retardamento no cumprimento da
obrigação".São os juros ditos de propter moram, fundados numa demora imputável ao devedor de dívida
exigível;

É necessária a existência de uma dívida exigível e que a demora do não-pagamento seja imputável ao devedor;

Os mencionados juros de mora somente são devidos ou tem iniciada sua contagem, após a constituição em
mora do devedor através de interpelação judicial ou outro ato judicial equivalente e, nas obrigações líquidas e
certas, a partir da exigibilidade;

Dessa forma, no caso vertente, verifica-se que o pagamento do débito exigido pela ré é indevido, pois cobra
juros compostos e acima da taxa legal desde a época do cheque especial, não se podendo em falar em mora
debitoris;Segundo a lição de Carvalho Santos, a mora pressupõe o retardamento injusto, imputável ao devedor.
Não se pode confundir inadimplemento com mora, pois esta pressupõe, além daquele, a culpa do devedor, o
que não ocorre agora (art. 963 c/c os arts. 939 e 955, todos do C.C.);

Pelo exposto acima, há de ser extirpado qualquer juro moratório do débito em discussão, porque o
retardamento no pagamento do valor apresentado pelo banco foi justo, independente de culpa dos autores, por
não se sujeitaram ao arbítrio do réu ao fixar encargos não previstos na fase da conta de cheque especial, e
juros cumulados na fase de renegociação do débito originado da conta corrente de cheque especial.

5. DA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVADECLARAÇÃO "INICIAL".

Data venia, torna-se necessário a declaração da inversão do ônus da prova devendo ser atribuída ao banco a
incumbência de produzir provas contrárias as alegações iniciais do autor, principalmente com relação aos
débitos lançados em sua conta-corrente advindo dos juros e taxas abusivas;Isso porque o autor sempre 'esteve'
em condição de vulnerabilidade como consumidor, tanto anteriormente a 'renegociação' não sendo assistido
por profissional habilitado a orientá-los adequadamente, isto é, analisando se seria necessária a renegociação
do saldo devedor da conta corrente de cheque especial quando já haviam sido cobrados e recebidos juros
exorbitantes e ilegais, como o foram, ou se seria o melhor caminho a discussão em juízo para se apurar da
licitude do saldo existente.

"Durante" a contratação, tanto do cheque especial quanto da renegociação, houve uma imposição de cláusulas
em contratos padronizados, de adesão, redigidas unilateralmente pelo réu, tornando-se, os réus, submissos,
sem poder alterar, ou mesmo opinar sobre as condições impostas, coercitivamente;

"Após" as contratações continuaram vulneráveis considerando-se que com o inadimplemento contratual, sem
culpa dos autores, estarão sujeitos a meios de cobrança que infringem o art. 42 do C.D.C.;

Estando presente a vulnerabilidade (técnica, jurídica ou faticamente - socioeconômica) como demonstrado retro
não foi o autor tutelado pelos preceitos do C.D.C., ficando "expostos" às práticas previstas nos capítulos V e VI
do C.D.C.

Com a inversão do ônus da prova estará o M.M. Juiz garantindo a proteção legal/contratual e o acesso do autor,
parte mais fraca na relação obrigacional, ao Poder Judiciário, facilitando o direito de ação conforme preceito
contido no art. 6º, VIII do C.D.C., que se requer seja declarado ab initio em vista da oportunidade da instrução
processual que objetivará apurar o equilíbrio contratual e a licitude das cobranças ocorridas por parte do banco.

6. ANTECIPAÇÃO PARCIAL DA TUTELA PRETENDIDA

Conforme o mandamento inserido no art. 273 do Código de Processo Civil: ' O juiz poderá, a requerimento da
parte, antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela pretendida no pedido inicial, desde que, existindo
prova inequívoca, se convença da verossimilhança da alegação (...)';

Pretende, pois, o autor, com a presente ação a revisão dos contratos de adesão 'encadeados' para extirpar de
sua conta-corrente os lançamentos indevidos, bem como as cobranças abusivas ocorridas em todos os períodos
já recebidos pelo banco, quer seja no período do cheque especial e, no referente à renegociação, em vista da
cobrança de juros compostos mensalmente - juros acima do limite legal porque não esta o banco autorizado a
cobrar os juros constantes nos extratos do cheque especial e mais juros com a renegociação, tudo, com multas
exorbitantes e cumulativas, encargos e taxas flutuantes, etc...
Aí, reside a pretensão do autor, cuja conseqüência acessória é de que não é devedor. Portanto, não necessita
continuar pagando os valores renegociados.

A verossimilhança das alegações está comprovada através da farta documentação ora anexada e, ainda, reside
também na notoriedade da cobrança de juros compostos, ilegais e extorsivos; muito acima do patamar
legalmente previsto em lei, além de multas exorbitante na face da conta corrente de cheque especial, utilizada
pelo banco e facilmente comprovada através de uma simples verificação nos extratos mensais anexos a inicial,
do cheque especial e, após, nova cumulação de juros incidentes sobre o montante renegociado;

Requer se digne em determinar o impedimento do banco réu em incluir o 'nome' do autor em cadastros de
restrição ao crédito, uma vez que está em discussão a legalidade das cobranças efetuadas e encargos
debitados, sob pena de ocasionar, ao autor, prejuízo de difícil reparação, restringindo sua vida civil, como por
exemplo:
a) impossibilitar o recebimento de talonários de cheques (art. 2º, letra 'a', da Resolução 1.631 do BACEN);

b) restrição total ao sistema financeiro;

c) impossibilidade de abrir uma simples conta corrente, mesmo sem concessão de crédito, convertendo-se tais
'condicionantes' em meio de cobrança abusiva infringente ao art. 42 do C.D.C., sendo estas a verossimilhança
das alegações dos autores nos sentido do deferimento liminar e o fundado receio de dano irreparável ou de
difícil reparação;

Não se pode perder de vista que a renegociação imposta pela ré ao autor é um verdadeiro abuso de direito,
propiciando extorsivo método de coação moral, o que é, infelizmente, normalmente utilizado por grandes
instituições como o banco requerido, a forçar o autor/cliente a quitação do suposto débito sem qualquer tipo de
discussão, sujeitando-os a dispor de direitos o que é proibido pela lei brasileira;

Em outro vértice, em nada prejudicará a instituição financeira requerida, portanto, não existe ou se mostra
presente o perigo de irreversibilidade do provimento, visto que poderá ao final da lide, caso prevaleça tal
cobrança indevida, ou seja, apurado o real valor final de débito ou crédito, exercer normalmente seu direito de
ação pleiteando o montante, se devido;

Por tais razões espera o deferimento da antecipação parcial da tutela pretendida pelo autor no sentido de que o
autor fique desobrigado de continuar com o pagamento dos valores advindos da renegociação, ou
alternativamente, autorize V.Exa. o autor em continuar com o pagamento judicial em conta remunerada nos
mesmos valores e a disposição do juízo, sendo certo que em ambos os casos se digne em determinar que a
instituição requerida se abstenha ou exclua seu 'nome', caso já incluído, em cadastros de restrição de crédito
como o SCPC -SPC - SERASA-CDL-REFIN, SISBACEN, mantendo-se seu 'nome' limpo, seu crédito que é condição
de cidadania e elemento indispensável à atividade produtiva e, seu estado de direito;

DOS PEDIDOS

Assim, requer o Autor que se conceda, liminarmente, initio litis e inaudita altera pars:

a)- antecipação parcial da tutela pretendida, que se digne V. Exa. em determinar que a instituição requerida
abstenha-se de enviar às entidades provedoras ou mantenedoras de bancos de dados ou cadastros de crédito e
consumo, como o S.P.C. - REFIN - SISBACEN - SERASA - C.D.L. e similares, para que não registrem quaisquer
restrições de caráter comercial/creditício com relação ao que aqui se discute e, na hipótese de já haver tomado
tal iniciativa, que sejam excluídos ou suspensos até o julgamento final desta lide;

b)- exibição judicial de todas os extratos mensais emitidos contra o Autor (cheque especial - conta nº
000000000 - ag. 0000, desde o início da abertura da conta; dos contratos de renegociação efetivado via
telefone; e respectivos contratos de cheque especial e renegociação), onde demonstrará o Autor não estar em
débito para com a ré e sim créditos a receber, e ainda, que foram cobradas taxas indevidas; juros sobre juros e
de juros acima da taxa legal de 12% ao ano; exibir, também, autorização expressa do BACEN ou CMN para
cobrança dos juros mensais constantes nos extratos de ambos contratos mencionados;

E1c) Declaração "inicial" da inversão do ônus da prova, a teor do disposto no artigo 6º do Código de Defesa do
Consumidor, considerando a "exposição" do autor das práticas contrárias ao C.D.C. e por estarem vulneráveis
durante as contratações, conforme retromencionado, necessária à instrução processual;

Deferidos os pedidos liminares, ainda, requer:

a) - a citação da Ré, no endereço fornecido no preâmbulo dessa exordial para se quiser, apresentar sua defesa,
sob pena de serem tomados como verdadeiros os fatos alegados na inicial, prosseguindo na lide até final,
quando julgado procedente o pedido deverá, alternativamente, ser reduzido o montante do débito do Autor ou
quitado o mesmo ou restituídos e/ou em dobro os valores pagos a maior, desde a contratação do cheque
especial, decotando do suposto débito os montantes referentes às ilegalidades apontadas no corpo desta peça
vestibular, principalmente, descontando os valores indevidamente lançados oriundo das taxas e juros abusivos,
tudo de acordo com o que for apurada em perícias a serem realizadas; observada a proibição de se aplicar juros
capitalizados sobre a dívida, mês a mês ou diários, bem assim de cobrar juros superiores a 12% ao ano, em
vista da aplicação da Lei de Usura; com extirpação dos juros moratórios que o banco atribuiu ao débito porque o
retardamento no pagamento não ocorreu por culpa da autora, tudo acrescido da condenação da Ré nos ônus
sucumbenciais, honorários advocatícios, nas custas do processo e em todas as despesas que o Autor tiver;

b) - Requer o Autor o deferimento de prova pericial contábil e financeira, visando trazer ao processo a
comprovação definitiva de suas afirmações, após periciadas todas os extratos mensais do período do cheque
especial e do período encadeado da renegociação, cuja exibição foi pedida anteriormente ou outra prova
pericial; requerendo, ainda, produção de toda e qualquer prova que se faça necessária à apuração da verdade,
como juntada de outros e novos documentos e depoimento pessoal do representante legal do banco Réu;

Uma vez deferida as liminares acima requeridas, no mérito sejam confirmadas para os efeitos legais;

Aplicação do Código de Defesa do Consumidor, e outras leis aplicáveis, no que couberem, para o deslinde da
presente ação, em especial, para modificar cláusulas que estabelecem prestações desproporcionais,
reconheçam a nulidade das cláusulas abusivas, tais como "cláusulas mandato, cláusulas de declaração ficta e
inexistência de cláusula expressa descrevendo os juros e atualização", em ambos os contratos encadeados;

Por não recursos financeiros para arcar com as custas do processo em detrimento de seu sustento e de sua
família, desde já requer, de acordo com a lei 1060/50, o beneplácito da JUSTIÇA GRATUITA.

Dá-se à causa o valor de R$ .....

Aquidauana - ms...VINIC IUS BRITTO


OAB/MS

EXCELENTÍSSIMO DOUTOR JUIZ DE DIREITO ......... DO JUIZADO


ESPECIAL ...... CÍVEL .......

Autor.............., por seus advogados que ao final assinam, com escritório


profissional na Rua ..............., centro, onde recebe intimações e notificações, vem
respeitosamente na presença de Vossa Excelência, propor a presente

AÇÃO REVISIONAL DE ENCARGOS FINANCEIROS CUMULADA COM


REPETIÇÃO DE INDÉBITO

em face de ............... ADMINISTRADORA DE CARTÕES DE CRÉDITO S/C


LTDA, pelas razões de fato e de direito que passa a expender.

DOS FATOS

O REQUERENTE firmou com a REQUERIDA, contrato de utilização de cartão de


crédito, tendo o mesmo o n.º .................... Ocorre que não pode prosperar a forma
de cálculo utilizada pela REQUERIDA para apuração do débito do REQUERENTE
conforme se demonstrará.

DO DIREITO

I - Da possibilidade de revisão do contrato


Os encargos e fórmula de apuração dos mesmos adotados pela REQUERIDA
ocasionam um acréscimo no valor das prestações que as tornam impossíveis em
serem cumpridas. A capitalização dos juros e as taxas cobradas pela REQUERIDA
elevaram de sobremaneira o valor do crédito obtido.
A relação entre as partes ora litigantes deve ser mantida pelo princípio da boa-fé
nos contratos, eis que o Requerente não pretendendo esquivar-se do pagamento
de eventuais débitos junto à REQUERIDA, cumpriu religiosamente com os
pagamentos que foram possíveis. Entretanto exige que seja aplicado os índices de
correção adequados e que não causem o locupletamento ilícito a nenhuma das
partes.
Muito embora o Código Civil não contenha preceito expresso no sentido de que as
relações jurídicas devam ser realizadas com
base na boa-fé, essa circunstância decorre dos princípios gerais do direito, e a
exigência de as partes terem de comportar-se segundo a boa-fé tem sido assim
proclamada tanto pela doutrina quanto pela jurisprudência.
O comportamento das partes com base nesta mútua confiança tem como
consequência a possibilidade de revisão do contrato celebrado entre elas, pela
incidência da cláusula rebus sic stantibus.
Em respeito à mantença dessa boa-fé, os encargos pactuados devem ser
analisados e revistos pelo Juízo, a fim de proporcionar à lide a solução mais justa
e acorde aos princípios gerais de direito.

II – DA RELAÇÃO CONTRATUAL

a) Da adesão
O contrato firmado pelo Requerente pode ser qualificado como contrato de adesão
pois teve que se submeter em aceitar, em bloco,
as cláusulas estabelecidas pela REQUERIDA, aderindo a uma situação contratual
que se encontrava definida em todos os seus termos. Na relação jurídica existente
entre as partes ora litigantes, há predomínio categórico da vontade da Requerida,
que impôs condições contratuais favoráveis somente a si, em detrimento da
Requerente. Os excessivos encargos prejudicam a comutatividade contratual e
exigem intervenção judicial para coibir a aplicação integral dos encargos a que
está submetida a Requerente perante a Requerida.

b) Da Aplicação Do Código De Defesa Do Consumidor


As normas contidas na Lei 8.078 estão exercendo uma influência sobre todo o
sistema jurídico, fortalecendo as tendências jurisprudenciais que apreciavam com
mais severidade os contratos de adesão, a repressão aos abusos de direito e a
aplicação mais ampla da própria teoria da imprevisão, justificando-se, assim, um
trabalho preventivo de revisão dos modelos contratuais e o eventual reexame de
alguns modelos operacionais.

Da mesma forma, o consumidor está sendo mais protegido após a assinatura do


contrato, judicialmente, nas quais a aplicabilidade do Código de Defesa do
Consumidor ocasiona uma maior possibilidade de discussão das cláusulas
firmadas.
O reconhecimento da hipossuficiência da parte que contrata com uma empresa do
porte da REQUERIDA, seja pessoa jurídica ou física, ocasiona, no curso do
processo, principalmente a inversão do onus probandi, ficando a REQUERIDA
responsável em provar toda a evolução do débito que cobraria, explicitando os
percentuais das taxas de juros, o método para o cálculo.
A aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor aos contratos de
administração de cartão de crédito, encontra guarida no artigo 52 dessa Lei, no
qual se prevê regras para o "fornecimento de produtos ou serviços que envolva a
outorga de crédito ou concessão de financiamento ao consumidor (…)".
Dessa forma, há de se reconhecer a hipossuficiência do Requerente que, na hora
da contratação, subordinou-se à regras impostas pela REQUERIDA, sem poder
discutir as cláusulas contidas no contrato.
Com relação à inversão do ônus da prova que a aplicação do Código de Defesa do
Consumidor acarreta, não se nega que o artigo 333 do Código de Processo Civil e
seus parágrafos estabeleçam que incumbe ao autor o ônusda prova quanto ao fato
constitutivo de seu direito e ao réu quanto à alegação de fato impeditivo,
modificativo ou extintivo do direito do requerente.
Porém, sabidamente, o Código de Defesa do Consumidor, em seu artigo 6º, inciso
VIII, prevê esta inversão na distribuição do ônus da prova em favor do consumidor,
pois é evidente que em determinados casos o consumidor, não terá acesso a
outros dados que o Requerido detém, face ao monopólio de informações que
pertence à REQUERIDA. Nesse sentido, o Código de Defesa do Consumidor
menciona:
"Art. 6º. São direitos básicos do consumidor.
VIII – a facilidade da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do
ônus da prova a seu favor, no processo civil, quando a critério do juiz for
verossímil a alegação ou quando for hipossuficiente, segundo as regras
ordinárias de experiência."
Certamente, como será demonstrado, houve abusividade no contrato, o que
somente poderá ser verificado através de perícia contábil. Diante da
hipossuficiência da Requerente, deve-se inverter o ônus da prova, obrigando-se a
REQUERIDA a demonstrar, documentalmente todos os procedimentos adotados
no cálculo, desde o início da relação contratual.

III - DA FORMA DE CÁLCULO

a) Da capitalização dos juros


Cumpre-se afirmar que os juros compensatórios ou remuneratórios não podem ser
capitalizados.
O entendimento do Superior Tribunal de Justiça, bem como dos demais Tribunais
brasileiros, é de que a capitalização de juros não é permitida. Esta atitude advém
da aplicabilidade do Decreto 22.626/33.
Com efeito, o artigo 4º da Lei da Usura proíbe expressamente a cobrança de juros
sobre juros (anatocismo); a Súmula 121 do STF veio dar maior ênfase para este
dispositivo legal, proibindo também a capitalização de juros, ainda que
expressamente convencionada.
Nesse mesmo sentido é a explicação de Theotônio Negrão, in Código Civil, 12ª
ed., 1993, p. 601:
"Esta Súmula (121 do STF) deve ser harmonizada com a de n.º 596. A
capitalização de juros é vedada mesmo em favor das instituições
financeiras".
Sobre este tema, em concordância com o parecer desse Doutrinador, decidiu-se:
"Direito Privado. Juros. Anatocismo. Vedação incidente também sobre instituições
financeiras. Exegese do Enunciado n.º 121, em face do n.º 596, ambos Súmulas
do STF. Precedentes da Excelsa Corte. A capitalização de juros (juros de juros) é
vedada pelo direito, mesmo quando expressamente convencionada, não tendo
sido revogada a regra do artigo 4º do Decreto n.º 22.626/33 pela Lei 4.595/64. O
anatocismo, repudiado pelo verbete n.º 121 da Súmula do STJ, não guarda
relação com o
enunciado n.º 596 do STF (STJ, Ap. Cível n.º 135.460, Rel. Min. Sávio
Figueiredo, junho/1991).
"A dicção do art. 1º da Lei de Usura, nunca revogada, não permite a estipulação de
taxas de juros superiores ao dobro da taxa legal, e o art. 4º veda o anatocismo.
Mostrando-se abusiva a cobrança de encargos feita a apelada não foi esta
constituída em mora validamente, pois sequer poderia saber o valor correto para
uma eventual consignação. Apelação desprovida"
(Tribunal de Alçada do Rio Grande do Sul. Ap. Cível n.º 195144589, data
28/03/1996, Quinta Câmara Cível, Relator Marcio Borges Fortes).
Portanto, denota-se que as Instituições Financeiras não podem efetuar a cobrança
de juros dos juros ou corrigir monetariamente juros, não sendo permitido a
mencionada capitalização sob a alegação da Súmula 596 permitir, pois a mesma
sequer menciona a capitalização no seu corpo.
No caso em questão, conforme demonstrado no "Parecer técnico", os juros foram
mensalmente capitalizados (calculados sobre os juros anteriormente debitados)
pela REQUERIDA em flagrante violação à Lei.
b) Da impossibilidade das administradoras de cartão de crédito cobrarem juros
acima do limite constitucional.
A cobrança de juros acima do limite constitucional só é permitida às Instituições
financeiras, excluídas da regra do art. 193 § 3º da Constituição Federal.
As administradoras de cartão de crédito, entretanto, nos termos do art. 17 da Lei
4595/64, não são Instituições Financeiras.
ART.17 - Consideram-se instituições financeiras, para os efeitos da legislação em
vigor, as pessoas jurídicas públicas ou privadas, que tenham como atividade
principal ou acessória a coleta, intermediação ou aplicação de recursos financeiros
próprios ou de terceiros, em moeda nacional ou estrangeira, e a custódia de valor
de propriedade de terceiros.
Portanto, as administradoras de cartão de crédito estão sujeitas à Lei 22.626/33, a
denominada Lei da usura, que por sua vez proíbe
a cobrança de juros acima do permissivo legal.
ART.1 - É vedado, e será punido nos termos desta Lei estipular em quaisquer
contratos taxas de juros superiores ao dobro da taxa legal.
§ 1º (Revogado pelo Decreto-lei nº 182, de 05/01/1938).
§ 2º (Revogado pelo Decreto-lei nº 182, de 05/01/1938).
§ 3º A taxa de juros deve ser estipulada em escritura pública ou escrito particular,
e, não o sendo, entender-se-á que as partes acordaram nos juros de 6% (seis por
cento) ao ano, a contar da data da propositura da respectiva ação ou do protesto
cambial.
Os juros estão limitados legalmente a 12% ao ano. Neste sentido, as
administradoras de cartão de crédito só poderiam cobrar juros no limite de 0,5% ao
mês.
Portanto, é nula a cláusula que prevê a cobrança de juros acima do permissivo.
A questão já está sendo apreciada pelo STJ (Resp 194843 RS) sendo que o
Ministro Carlos Alberto Menezes Direito votou como relator pela impossibilidade
das administradoras de cartão cobrarem juros acima do limite constitucional.
Em segunda instância o TJRS por unanimidade havia julgado favoravelmente ao
consumidor (Dario João Wendling X BB Administradora de Cartões Ltda).
c) Dos valores devidos pela REQUERIDA
Aplicando-se a forma "simples" de cálculo de juros, observa-se conforme
demonstrado no "laudo de apuração de valores", que o REQUERENTE tem um
crédito do de R$3.550,26 (três mil quinhentos e cinquenta reais e vinte seis
centavos).
Portanto, merecem deferimento os pedidos abaixo formulados.

DO PEDIDO

Pelo exposto, requer-se à Vossa Excelência:


Seja citado a Requerida na pessoa que legalmente o represente, através de carta
com aviso de recebimento, (ARMP) para que, querendo, conteste a presente ação
no prazo legal, sob pena de revelia; Seja julgado totalmente procedente a ação
excluindo-se a capitalização mensal dos encargos financeiros aplicados pela
REQUERIDA; Determine-se a exclusão, de todos os juros cobrados acima do
limite constitucional.
Seja a REQUERIDA intimada para proceder juntada do contrato de utilização do
cartão de crédito; planilha indicando os juros aplicados durante a vigência do
mesmo e contrato social com as devidas alterações, sob as penas do artigo 359 o
CPC.
5) Seja a REQUERIDA condenada a devolver ao REQUERENTE a importância de
R$3.550,26 (três mil quinhentos e cinquenta reais e vinte seis centavos).
A inversão do ônus da prova, de acordo com o artigo 6º, inciso VIII, por estar
caracterizada a relação de consumo entre as partes;
A condenação da Requerida ao pagamento de custas processuais e honorários
advocatícios, se devidos;
A produção de todos os meios de prova em direito admitidos, especialmente
pericial e testemunhal.

Dá-se à causa o valor de R$3.550,26 (três mil quinhentos e cinquenta reais e vinte
seis centavos).

Nestes termos,
Pede Deferimento

Curitiba 10 de junho de 2000.

Carlos A. de Arruda Silveira

OAB/PR 20.901

EXCELENTÍSSIMO SENHOR JUIZ DE DIREITO DO FORO DA COMARCA DE AQUIDAUANA – MS, A QUEM O FEITO COUBER
POR LIVRE DISTRIBUIÇÃO.

...., vem com lhaneza e acatamento à alta presença de V. Excia., propor AÇÃO DE REVISÃO DE CONTRATO DE LEASING

Contra ...., pelas razões legais e factuais e, seus alicerces a seguir explanados:

PRELIMINARMENTE

Primeiramente, requer a concessão das benesses da Assistência Judiciária integral, por ser pobre na acepção jurídica do termo, não tendo
condições de dispor de qualquer importância, para recolher custas, despesas processuais e honorários Advocatícios e demais gastos.

Por segundo, a Preferência Processual, por se tratar de pessoa maior de 60 (sessenta) anos, conforme Art. 1º da Lei n.º 10.173/01 c/c art. 1º
do Estatuto do Idoso, nos termos do estipulado nos artigos 69, 70, 71, e §§, deste último dispositivo legal.

DA SINÓPSE FÁTICA E SEUS ALICERCES

1. A requerente firmou junto a requerida contrato de arredamento mercantil, que tem como objeto um automóvel ...., cor ...., ano de
fabricação ...., placa ...., chassi ...., no valor de .... (....), cujo prazo de arrendamento seria de .... meses, tendo como prestação inicial o valor
de .... (....) que vencia em ....

2. O contrato de arrendamento mercantil, pelas suas peculiaridades, é de natureza atípica resultante de um entrosamento de contratos.
Todavia, nem por isso, pode fugir às especificações e determinações legais que o Ordenamento Jurídico Pátrio baliza às relações contratuais,
ou seja, tudo se pode contratar desde que nos limites da lei (artigo 104 do Código Civil Brasileiro).

03) ....

4. A arrendante impôs à arrendatária a primeira parcela de .... vencível em .... e paga neste dia, no mês subsequente esta mesma parcela era de
.... (....), no mês seguinte era de .... (...), no outro de .... (....), após .... (....), ... em (....), .... em (....), .... em (....) e .... em (....).

5. A arrendatária, dado as dificuldades que vem juntamente com a economia nacional vivendo, não conseguiu pagar as parcelas a partir
de ...., e seus valores passaram a ser devidos nos seguintes montantes, onde deveria pagar ...., está devendo pela somatória de juros e demais
cominações o valor de .... (aproximadamente .... % a mais), pela parcela de .... (aproximadamente .... % a mais), na parcela de .... onde
deveria pagar ...., está devendo .... (.... % a mais), na parcela de ...., cujo valor era de ...., está devendo .... (aproximadamente .... % a mais).

6. Pelo exame dos números, mesmo que perfunctório, se denota uma variação significativa, onde já se pagou uma quantia significativa
representada pelo valor de .... e se continua devendo a quantia de ....

7. Pelos números suso expostos se constata a perversidade do presente contrato, onde uma das partes, a arrendatária, está tendo sua
capacidade de pagamento simplesmente liquidada pela voracidade da evolução dos valores que pretende haver a arrendante.

8. A cláusula .... do contrato de arrendamento, firmado entre as partes, estipula que o mesmo deverá preservar rigorosamente o equilíbrio
econômico e financeiro entre as partes (doc. .... anexo). Tal determinação não vem sendo cumprida, pois inexiste qualquer equilíbrio
econômico-financeiro no presente pactuado, o que sobrenada de forma inequívoca é uma distorção veemente onde uma das partes é
extremamente sacrificada em favor da outra.

9. O presente contrato nada tem de arrendamento visto que suas conseqüências práticas redundariam unicamente numa aquisição super
valorizada do bem, usa-se o verbo no passado pelo simples fato que nem isso a avença em apreço caracteriza. Uma parte (arrendatária) está
sendo massacrada pela outra (arrendante).

10. No contrato, a que se já fez menção, inexiste qualquer cláusula que preveja qualquer índice de variação das parcelas assim a forma como
vem capitalizando mês a mês as parcelas em apreço, além de constituir em fato avesso à lei, foi sequer convencionado pelas partes, e, em não
sendo convencionado, não pode ser exigido.

11. A forma de cobrança de juros praticada pela requerida, em uma economia de moeda estável, como a que vem vivendo a brasileira, é de
conseqüências devastadoras às tíbias empresas brasileiras que além da retração de mercado expõem-se ainda à prática usuária de cobrança de
juros.

12. O anatocismo, ou seja, a cobrança de juros sobre juros encontra vedação na lei e em reiteradas decisões dos nossos Tribunais, como
adiante se verifica:

JUROS - CAPITALIZAÇÃO - INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS

"Comercial. Capitalização de juros. Instituições financeiras. Prevalece a proibição do artigo 4º da Lei de Usura (Decreto 22.626/33), ainda
em relação às instituições financeiras do sistema financeiro nacional." (AC un da 3ª. T. do STJ - Resp 13.829-PR - Rel. Min. Dias Trindade -
j. 29.10.91 - Recte.: Muraro e Filhos Ltda e outros; Recdo.: Unibanco - União de Bancos Brasileiros S/A - DJU I 02.12.91, p. 17.537 -
emenda oficial).

JUROS - ANATOCISMO - LEI ESPECIAL - CAPITALIZAÇÃO MENSAL - VEDAÇÃO

"Execução. Direito Privado. Juros. Anatocismo. Lei Especial. Semestralidade. Capitalização mensal vedada. Precedentes. Recurso não
conhecido 1 - A capitalização de juros (juros de juros) é vedada pelo nosso direito, mesmo quando expressamente convencionada, não tendo
sido revogada a regra do artigo 4º do Decreto 22.626/33 pela Lei 4.595/64. O anatocismo, repudiado pelo verbete nº 121 da súmula do
Supremo Tribunal Federal, não guarda relação com o anunciado 596 da mesma súmula 11 - Mesmo nas hipóteses contempladas em leis
especiais, vedada é a capitalização mensal." (Ac da 4ª T do STJ - mv do Resp 4724 - MS - Rel. Min. Salvio de Figueiredo - j. 11.06.91 -
Recte.: Banco do Brasil S/A; Recdo.: Engerco - engenharia Construção e Representação Ltda. DJU I 02.12.91, pp 17.530/40 ementa oficial).

13. Preclaro Julgador, o anatocismo (juros de juros) se encontra claramente delineado na forma e evolução das parcelas cobradas pela
requerida, tal maneira de cobrança não foi pactuada pelas partes, e mesmo que o fosse, desrespeitaria a lei sendo nula pleno "iuris".

14. Desta forma, o contrato em apreço vem sendo executado pela requerida em posição distante com determinado em lei. Viola o artigo 104
do Código Civil Brasileiro que impõe à validade dos atos jurídicos, agente capaz, objeto lícito, possível, determinado ou determinável, e
forma prescrita em lei.

15. Os juros impostos na cobrança da parcelas mês a mês vai de encontro ao prescrito em lei, o que compromete a validade do contrato em
apreço. Viola também o artigo 4º da Lei de Usura Decreto 22.626/33 que diz: "É proibido contar juros dos juros; esta proibição não
compreende a acumulação de juros líquidos em conta corrente ano a ano." (grifamos).

16. Jorge Pereira Andrade em sua elucidativa obra Contratos de Franquia e Leasing, assim caracteriza a arrendatária (requerente):
"Arrendatária é considerada figura principal do contrato, porque dela é a idéia; a iniciativa é sua, resultante da necessidade de um bem móvel
ou imóvel para atender a sua atividade, por não ter ou não querer descapitalizar parte de seu patrimônio na aquisição daquele bem." (IN On
cit. Ed. Atlas, 1993, pág. 55.)

17. A situação posta no presente processo leva a conclusões diversas da definição supra referida. A requerente não só viu-se descapitalizada
como se encontra devendo, inobstante o que já pagou, o dobro do valor do bem, e na eminência de perdê-lo, perder o que já pagou e ficar
devendo muito ainda. É uma situação inconcebível numa sociedade democrática onde os direitos devem ser respeitados e inspirados da
máxima popular de que o direito de um vai até onde termina o direito do outro.

18. Pelo Joeirado, Ínclito Julgador, requer digne-se V. Exa., em receber a presente ação julgando-a procedente em seu pedido para efeitos de:

- seja promovida uma revisão das cláusulas de correção das parcelas pagas dentro dos limites legais, ou, uma vez que tal cláusula não é
detectada no ajuste em apreço, que sejam por este Douto Juízo determinadas;

- seja, nos termos do artigo 273 do Estatuto Processual Civil Pátrio com as modificações introduzidas pelas Leis 8.950, 8.951, 8.952 e 8.953,
seja antecipada a tutela pedida para efeitos de que se conceda à requerida o depósito em 48 horas, ou no prazo que entender cabível este
Douto Juízo, das quantias devidas, à ordem deste Juízo, no montante dos valores sem o acréscimo dos juros de juros, e no valor da parcela
paga em .... e que corresponde a ...., bem como o valor das vincendas até decisão final da presente;

- requer, outrossim, que continue a requerente na posse do bem objeto do contrato em apreço vez que lhe oneram os encargos de depositária e
continuará, se este douto Juízo assim conceder, a saldar as prestações nos moldes inseridos na lei;

- em sendo concedido os pedidos referidos nos dois itens anteriores, que a requerida se abstenha de realizar a busca e apreensão do bem
objeto do contrato em questão, sob pena de se reverenciar um enriquecimento sem causa daquela em detrimento da requerente;

Requer, outrossim, seja a requerida citada de todos os termos da presente para que, querendo, promova defesa, no prazo legal, sob pena de
revelia, por AR como o prevê o Estatuto Processual Pátrio, no endereço retro mencionado.

Poderá ser requerido conforme o caso:

As Benesses da Assistência Judiciária Gratuita nos termos do art. 4º da Lei n.º 1.060/50, por não possuir meios de custear o processo sem
prejuízo de seu sustento e de sua prole;

A Prioridade na tramitação de todos os atos e diligências do presente processo.

Que o cartório observe rigorosamente a concessão das benesses.


A anotação em lugar visível nos autos à prioridade concedida, conforme demanda o Artigo 71, § 1º da Lei 10.741/03.

Protesta e desde já requer provar o alegado por todos os meios de prova em direito permitidos, sejam periciais, documentais ou testemunhais,
"máxime" o depoimento pessoal do representante da requerida.

Enumera-se à presente para os efeitos da lei a importância de ....

Aguarda merecer deferimento.

Aquidauana-MS, .....

VINICIUS MENDONÇA DE BRITTO.


OAB/MS
Documentos que acompanham a presente:

01) ....
02) ....
3. Pelo que se constata examinando as parcelas pagas e suas respectivas variações mês a mês, chega-se a conclusão que a arrendante, na
cobrança das mesmas, vem capitalizando o juro mês a mês, de forma contrária à determinação legal expressa, qual seja, Decreto 22.626/33 -
Lei de Usura). Tal forma de cobrança de juros tipifica o ilícito de anatocismo.

EMPRESTIMOS E FINANCIAMENTOS
DISCUTA E REVISE SEUS CONTRATOS BANCÁRIOS - QUITADOS E EM
ABERTO
Já é público que Bancos, Financeiras e empresas de Leasing fizeram hábito
a prática de juros sobre juros em taxas abusi-vas e ilegais, contrariando a
Constituição Federal, o Código do Consumidor e outras Leis específicas.
Nossos Tribunais, ( TJRS - TARS - TASP - S T F - S T J), vêm decidindo
contrariamente aos interesses dos bancos e em-presas de leasing,
fazendo valer a limitação legal de juros de 12% a.a.
Através de Ações Revisionais , se discute toda execução e juros praticados
em contratos passados, como também relativa-mente a contratos em
aberto. Há casos, inclusive, muito comuns entre nossos clientes, que os
Tribunais têm determinado aos bancos que devolvam em dobro o que foi
cobrado a maior operação a operação.
Nos casos de leasing, têm-se determinado a quitação da dívida, ou a
imediata redução das prestações vincendas.
No recalculo judicial dos contratos passados e presentes, exclui-se os
juros cobrados acima do limite legal de 12% a.a., bem como exclui-se
multas e comissões de- permanência abusivas.
Basta a propositura de uma Ação Declaratória Revisional de todas as
operações realizadas com o banco, inclusive as em aberto, para tornar
ilíquida qualquer dívida atual que o banco pretenda cobrar. O efeito deste
tipo de demanda afeta contra-tos celebrados até vinte anos passados, e
engloba operações em nome da empresa como em nome de seus sócios e
ava-listas. Nas hipóteses de contratos e confissões de dívida ainda em
aberto, o banco fica impedido de levar a protesto e indi-car na SERASA e
SPC o devedor principal, seus sócios e seus avalistas, prejudicando a
possibilidade de propositura de Execução.
Por conseguinte, caso a sua empresa ou pessoa física tenha tido contratos
bancários no passado, ou os tenha atualmente, cumpre insurgir-se contra
as ilegalidades do banco, buscando devolução em dobro do que foi pago
indevidamente, ou re-querendo o recalculo de atual débito.
Tal atitude, face as constantes decisões dos nossos Tribunais, constitui
uma obrigação do empresário.
1. TRIBUNAL - TJRS
Nos acórdãos emerge cristalina a convicção de que o Dano Moral é
Indenizável, e a reparação deve ser tal que permita imprimir a quem
causou o dano uma lição didática e pedagógica - De sorte que a reparação
deve ser de tal vulto que cale fundo nas finanças dos ofensores para que
não falhe seu fim ditático-pedagógico, tornando-se motivo de irrisão por
parte dos Réus.
2. RECURSO EXTRAORDINÁRIO - SP - 2ª TURMA STF –
ADMINISTRATIVO. HABITAÇÃO. Caixa Econômica Federal. Imóvel vinculado
ao SFH. Taxa remuneratória de Serviço. Apli-cação dos Limites Previstos
no art. 2º Letra "d", do Decreto n. 63.182/68 ( ou seja, 10% ªª).
1.A CF, nos contratos de mútuo com garantia Hipotecária para aquisição
de casa própria, está sujeita aos limites do art. 2º Letra "d" , do Decreto n.
63.182/68.
Na espécie há óbice da alçada ( art. 325, VIII, do Regimento Interno), de
vez que não se configura o alegado dissenso com o enunciado da Súmula
596. Recurso Extraordinário da CF não conhecido.
3. RECURSO ESPECIAL - RS – 4ª Turma –
Relator: Rui Rosado de Aguiar – 10.12.97
JUROS. A súmula 596 ainda se aplica a situações como as dos autos ,
estando expressamente permitido as instituições financeiras a prática de
juros acima do limite legal, desde que autorizadas pelo CMN – o que não
acontece in casu. A obs. e o grifo são nossos.
4. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – STF - SP 2ª Turma
Apelante: Caixa Econômica Federal
Rel: Min.iDécio Miranda - 16.11.84
EMENTA: Sistema Financeiro da Habitação. Caixa Econômica Federal. Taxa
Remuneratória de Serviços no empréstimo hipotecário. O limite de 2% ao
ano para as taxas de serviço estabelecido no Decreto n. 63.182, de
27.08.98, é aplicável, pelo menos nos contratos firmados a partir desse
decreto, à Caixa Econômica Federal, integrante do Sistema Financeiro da
Habi-tação. Ausência de divergência com Súmula 596
DEIXA-NOS SER A SOLUÇÃO DE SEUS PROBLEMAS!
CONSULTE-NOS!
PODEMOS AJUDA-LOS!

DÍVIDAS
BANCOS – FINANCEIRAS - OUTROS

Na hora de sair das dívidas não há fórmulas mágicas. Qualquer


economista, administrador ou contador irá lhe explicar, de formas menos
ou mais complicadas, que você precisa reduzir seus desembolsos,
aumentar o faturamento, buscar a eficiên-cia no uso dos recursos
indispensáveis, alongar o perfil (trocando os débitos de curto prazo e juro
alto pelos de maior prazo e juro mais baixo) e, sempre que possível,
renegociar as dívidas existentes, sem fazer outras.
Mas o óbvio nem sempre é claro para todo mundo. Quantas vezes você já
não ouviu histórias de pessoas que usam o che-que especial (com seus
juros altíssimos) para quitar outras dívidas, recorrem a agiotas e
entregam garantias que não con-seguirão resgatar, ou mesmo que usam
um cartão de crédito para pagar a conta do outro?
Se você se encontra em alguma situação de débito e quer se livrar das
dívidas, uma boa dica é nos consultar para desen-volvermos uma
Consultoria de viabilidade consensual, não sendo possível por razões de
disponibilidade financeira, ingres-saremos no contencioso, alegando a
abusividade dos juros e a revisão de cláusulas contratuais, evitando desta
forma san-ções restringidoras e ilegais praticadas por instituições
financeiras.
DICAS:
O mais importante ao decidir atacar seus débitos é aprender a priorizar.
Tomar atitudes inteligentes pode ser a diferença entre pagar mais ou
menos juros. E você quer pagar nenhum ou pouco juro, certo? Suponho
que, a esta altura, você tenha problemas com o cheque especial e muitas
dívidas no cartão de crédito. Isso acontece com 70% das pessoas em
situação semelhante. Vejamos o que se pode fazer:
• Cheque especial: você precisa eliminá-lo. Hoje, agora. Tendo renda
comprovada, sugerimos que faça um emprés-timo consignado e use o
dinheiro para quitar toda a dívida do cheque especial. Fazendo isso, você
passará a dever juros cinco vezes menores que os do cheque especial.
Pois é, de especial ele não tem nada.
• Cartão de crédito: O mesmo raciocínio acima vale para dívidas enroladas
no cartão. Mas pagar a dívida atual e continuar fazendo uso do cartão
pode ser perigoso. Recomendamos que aposente imediatamente seu
cartão de crédito e passe a comprar usando apenas dinheiro vivo. Pague
sua dívida e faça o exercício por pelo menos 6 me-ses. O maior problema
do cartão não é a falta de informação, mas a distorcida imagem de seu
objetivo. Se você não sabe usá-lo, será usado por ele, podendo inclusive
adoecer.
Estas devem ser suas prioridades imediatas.
Resolvidos os problemas acima, perceberá que sua situação sofrerá
significativas melhoras. Agora é hora de mexer no que você gosta, no seu
jeito de ser e estar, no seu dia-a-dia. É hora de “operar” o ego. Dói,
chateia e no começo é frustrante. Mas a satisfação depois da “cirurgia”
não tem preço, se nos permite a metáfora (sem graça) alimentada por um
slogan de uma bandeira de cartão de crédito.

E SE DIANTE DE TUDO, VOCÊ NÃO CONSEGUIR!


CONTE CONOSCO!
PODEMOS E QUEREMOS AJUDAR.

BUSCA E APREENSÃO
Busca e Apreensão pode ser tanto de pessoas como de coisas, na esfera
civil e na esfera criminal.
Tem o interesse de reaver a pessoa ou a coisa que encontra-se em poder
de outra pessoa; sua finalidade, que é a de obter a apreensão judicial de
determinada coisa ou pessoa, a fim de que a mesma seja guardada até
que o juiz decida a quem deva ser entregue definitivamente; o objeto, que
pode ser tanto coisas como pessoas; seu histórico, desenvolvimento atra-
vés dos tempos; pressupostos, que são dois: periculum in mora e fumus
boni iuris.
O QUE FAZER?
Torna-se, assim, possível concluir que, após o cumprimento da ordem
liminar de busca e apreensão do bem alienado fiduci-ariamente, pode o
devedor/fiduciante requer a purgação da mora mesmo que não tenha pago
40% do valor financiado, con-forme lhe faculta o Código de Defesa do
Consumidor, bem como lançar mão da mais ampla defesa, no sentido de
discutir eventual abusividade dos encargos cobrados pelo credor, em
detrimento das limitações legais e contratuais, mediante irres-trita
dilação probatória, inclusive perícia técnica financeiro-contábil.
A ação revisional de contrato bancário, como o próprio nome pressupõe,
se constitui em uma ação judicial que tem por obje-tivo principal retirar as
onerosidades excessivas que uma das partes tem por conta de
determinadas cláusulas de um contra-to.
Na compra de um automóvel, cujo todo ou em parte será financiado, há a
assinatura do contrato que prevê como tudo ocor-rerá entre o comprador
do veículo e a financeira durante o pagamento do referido financiamento.
Ocorre que sempre estes contratos apresentam diversas abusividades e
desvantagens para o consumidor.
Ao contrário do contrato, que é um acordo resultante da vontade das
partes, em sua grande maioria, os contratos bancários são contratos de
adesão, pois resultam apenas da vontade de uma das partes, no caso o
banco, restando à outra apenas aceitar o contrato como está.
Em uma compra com contrato de adesão, se o consumidor não concordar
com uma das cláusulas, este simplesmente não efetua a compra, pois não
lhe é oportunizada a alteração de nenhuma cláusula.
E nesta hora você deve estar pensando: mas todas as financeiras que
encontrei são assim, isto quer dizer que não poderei comprar o carro que
tanto quero?
Não é bem assim. Na verdade você poderá comprar o veículo
normalmente. O que tem de ser feito nesta hora é ter plena consciência de
que se está a assinar um contrato de adesão. Partindo daí você já sabe o
que está fazendo e como resolver caso ocorra algo de errado no decorrer
da execução deste contrato.
Saber também que de nada adiantará a tentativa de tentar mudar
cláusulas, pois não lhe será permitido. Leia bem e atente para todas as
cláusulas. Entretanto ao encontrar uma cláusula demasiadamente
desvantajosa, esta só poderá ser questio-nada e talvez invalidada após a
assinatura do contrato, através de uma ação de revisão de contrato
bancário.
Alguns cuidados antes de entrar com a ação:
A precaução principal é encontrar um bom advogado para lhe representar,
um profissional que entenda de revisão de con-tratos bancários. Este
profissional inicialmente pleiteará a redução do valor pago por você
mensalmente através de depósi-tos em juízo, cuidará para que não ocorra
busca e apreensão do seu veículo, e tentará mantê-lo fora dos cadastros
negati-vadores de crédito, como o SPC e SERASA, enquanto perdurar a
ação.

PARA TANTO DISPONIBILIZAMOS NOSSOS SERVIÇOS, POIS TEMOS EM


NOSSOS QUADROS PROFISSIONAIS, TÉCNICOS ABILITADOS NA AREA
JURÍDICA E COM GRANDE EXPERIÊNCIA, ADQUIRIDAS JUNTO A
INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS, À FRENTE DESTA MODALIDADE DE
FINANCIAMENTO.
TEMOS CERTEZA DAS CONDIÇÕES DE PRESTAR-LHE UM BOM SERVIÇO, NO
TOCANTE DE ENCONTRARMOS UMA SOLUÇÃO PARA OS SEUS PROBLEMAS.
CONTE CONOSCO!

CAPITAL DE GIRO
O capital de giro representa, em média, 30 a 40% do total dos ativos de
uma empresa. O capital permanente tem um peso maior sobre o total dos
ativos, atingindo entre 60 e 70%.
Apesar de sua menor participação sobre o total dos ativos da empresa, o
capital de giro exige um esforço do administrador financeiro maior do que
aquele requerido pelo capital fixo.
O capital de giro precisa de acompanhamento permanente, pois está
continuamente sofrendo o impacto das diversas mu-danças enfrentadas
pela empresa. Já o capital fixo não exige atenção constante, uma vez que
os fatos capazes de afetá-lo acontecem com uma freqüência bem menor.
Boa parte dos esforços do administrador financeiro típico é canalizada
para resolução de problemas de capital de giro – formação e
financiamento de estoques, gerenciamento do contas a receber e
administração de déficits de caixa.
Nesta luta para sobreviver, a empresa acaba sendo arrastada pelos
problemas de gestão do capital de giro e tende a sacrifi-car seus objetivos
de longo prazo. Os empresários conhecem bem este fenômeno. Boa parte
de seu tempo é consumido "apagando incêndios", onde o foco mais
perigoso reside no capital de giro.
MEDIDAS PARA SOLUCIONAR OS PROBLEMAS DE CAPITAL DE GIRO
As dificuldades de capital de giro numa empresa são devidas,
principalmente, à ocorrência dos seguintes fatores:
- Redução de vendas
- Crescimento da inadimplência
- Aumento das despesas financeiras
- Aumento de custos
- Alguma combinação dos quatro fatores anteriores
Na situação mais freqüente, os problemas de capital de giro surgem como
conseqüência de uma redução de vendas. Neste caso, o administrador
financeiro se defronta com as seguintes questões: como manter o capital
de giro sob controle diante de um quadro de redução das vendas ? o que
pode ser feito para evitar uma crise maior de capital de giro ?
Os tópicos seguintes apresentam algumas alternativas de solução para
essas questões.
1. Formação de reserva financeira
Como acontece no trato de muitos outros problemas, a ação preventiva
tem um papel importante para a solução dos pro-blemas de capital de
giro.
A principal ação consiste na formação de reserva financeira para enfrentar
as mudanças inesperadas no quadro financeiro da empresa.

DEIXE-NOS AJUDÁ-LOS!
TEMOS A SOLUÇÃO.
CONSULTE-NOS.

COBRANÇA
Por muito tempo, as carteiras de cobrança foram tratadas como centros
de perda dentro das empresas. Pela existência de provisionamento e
diluição dos riscos nas taxas de juros, muitos concessores de crédito não
atentavam para o ativo ador-mecido que poderiam explorar. Esta
realidade mudou. Hoje as carteiras inadimplentes são consideradas
centros de receitas dentro das instituições e tratadas efetivamente como
um negócio voltado a resultados.
A “ABL” ratifica esta postura e implementa estratégias assertivas, que
procuram não só recuperar os valores em atraso, mas principalmente
converter o devedor novamente em cliente ativo. Calcada em alta
tecnologia, gestores experientes e opera-dores motivados, conquistamos
papel de destaque em todas as carteiras que atuamos.

CONTRATOS INADIMPLIDOS – DUPLICATAS VENCIDAS – CHEQUES


DEVOLVIDOS – NOTAS PROMISSÓRIAS
TÍTULOS – COBRANÇA EM GERAL

Nossos clientes reconhecem nosso esforço para estarmos em constante


evolução e apresentarmos inovações na prestação de serviços através de
soluções diferenciadas por segmento de atuação de cada cliente. Nossos
principais produtos e ações na área de cobrança e recuperação de crédito
estão explicitados a seguir.

TELE COBRANÇA

Após a imediata constatação do atraso, realizamos os primeiros contatos


com o cliente devedor através de acionamentos telefônicos.
A qualidade do atendimento é fator decisivo e deve-se principalmente à
ênfase ao treinamento de pessoal, viabilizando as-sim a realização de
contatos assertivos com os clientes inadimplentes.

COBRANÇA CONSENSUAL

Nesta fase, primamos pela realização de negociações com os devedores,


onde realizamos o novo cálculo da situação de pagamento, emissão do
novo boleto bancário e envio ao cliente via e-mail, fax, correio ou
motoboy.
A integração dos diversos agentes atuantes na cobrança negocial favorece
uma linguagem única, o que permite abreviar o prazo de pagamento e
aumentar a transparência de todas as atividades envolvidas no processo
de recuperação.

COBRANÇA JURÍDICA

Nosso modelo de cobrança contenciosa está apoiado em uma eficiente


plataforma de cobrança jurídica capaz de criar pers-pectivas permanentes
de negociação em todas as fases do processo judicial. A estrutura de
nossos serviços baseia-se em plataforma:
• Pré-Jurídica: Requalificação cadastral dos financiados e garantias,
notificações extrajudiciais e protestos de títulos
• Contenciosa: Apreensões, sentenças e recursos. Atuação junto à polícia
em ações de fraude ou criminais
• Back-Office: Controle de relatórios e prestação de contas
Contamos com estrutura completa de advogados, localizadores de bens e
pessoas com grande expertise em ações de bus-ca e apreensão, sobretudo
na recuperação de crédito.
NÃO PERCA DINHEIRO: RECEBA SEU CRÉDITO!
TÃO IMPORTANTE QUANTO VENDER É RECEBER.

APOSENTADOS E PENSIONISTAS

Mas o que é um aposentado INSS? E um pensionista?


Todo trabalhador registrado formalmente, através da carteira de trabalho,
contribui mensalmente para a previdência social. Aposentado pelo INSS é
todo aquele trabalhador que, após 35 anos de contribuição, no caso dos
homens, e 30 anos de contribuição, no caso das mulheres, solicita e
recebe o direito ao benefício aposentadoria. Através desse benefício o
traba-lhador aposentado não só deixará de pagar as contribuições
mensais como passará a receber um valor em dinheiro, tam-bém
mensalmente, até o final de sua vida. Professores têm direito, a
aposentadoria com tempos de contribuição diferencia-dos – 30 anos para
homens, e 25 anos para mulheres. Toda aposentadoria é irreversível e
irrenunciável – depois do primei-ro pagamento, não é possível desistir do
benefício.
Já os pensionistas também recebem um valor em dinheiro, mensalmente,
mas o benefício refere-se à contribuição feita por outra pessoa. Em outras
palavras, alguém que tenha contribuído para o INSS enquanto trabalhava
assegura para seus de-pendentes uma pensão mensal a ser paga após seu
falecimento. Para se tornar um pensionista, o dependente do segurado
deve solicitar a pensão até 30 dias após o óbito. Caso o segurado já
estiver aposentado, deve-se cancelar o benefício apo-sentadoria junto ao
INSS e solicitar a pensão até 30 dias após o óbito para evitar interrupção
no pagamento.
Podem se tornar pensionistas os dependentes esposa/ marido ou
companheira/ companheiro, filhos menores de 21 anos ou maiores de 21
anos considerados inválidos. Pai ou mãe do segurado também podem
receber o benefício, desde que não existam os dependentes citados acima.
No caso de não existirem nem descendentes nem ascendentes, irmãos
menores de 21 anos ou maiores de 21 e inválidos legalmente pode
solicitar o benefício e se tornarem pensionistas.
• Todo Aposentado com benefício acima de 1 salário mínimo tem Direito a
alguma Revisão de sua Aposentadoria;
• Ação para aplicação das ORTNs OTNs BTNs na Aposentadoria Súmula nº
2 T R F 4ª Região AÇÃO CIVIL PÚBLICA – CURITIBA - REVISÃO DESDE 1977 A
1991;
• IRSM – Recuperação de 39,67 % - desde Fevereiro 1994 a Março 1997;
DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA
EXTRATO ATUAL
CARTA DE APOSENTADORIA
ATENÇÃO APOSENTADOS E PENSIONISTAS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL !
Chegou a oportunidade de reclamar perdas salariais sofridas, através de
Consultoria Jurídica especializada, com GARAN-TIA ABSOLUTA DE
RECUPERAÇÃO DAS PERDAS SALARIAIS SOFRIDAS.
PAGAMENTO DE HONORÁRIOS SOMENTE APÓS DECISÃO JUDICIAL !
RECUPERAÇÃO DE R$ 5.000,00 A R$ 20.000,00 !
QUEM TEM DIREITO A RECLAMAR
• O Aposentado que recebia mais de um salário mínimo e hoje está com
apenas 1;
• Quem já recebia benefício acima do mínimo com data de início até
31/10/1993;
• Aposentado por tempo de serviço, especial ou por idade, entre 17/06/77
à 04/10/88;
• Aposentadoria iniciada entre 01/03/94 à 31/10/97;
• Pensões concedidas após 04/10/88, inferior a 100% do valor da
aposentadoria;
• Aposentadoria ou Pensão ganha em Causa Reclamatória Trabalhista;
• Aposentadoria por idade para quem já tinha 60 contribuições pagas até
1991;
• Conversão de Tempo especial para concessão de Aposentadoria;
• Conversão de Tempo especial para aumento de Aposentadoria;
• Contagem de Tempo de Serviço Rural;
• Restabelecimento de Benefício do Auxilio Doença;
• Recuperação de Perda Salarial pelo IGP-DI;
• Revisão de Aposentadoria de Ex-Segurado (Falecido);
DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA PARA PROPOR AÇÃO
• Carta de Aposentadoria expedida pelo INSS;
• Relação de salários de contribuição (36 últimos meses), se tiver;
• Comprovante de pagamento mensal efetuado pelo Banco ou extrato
trimestral do benefício;
• Carteiras Profissionais – Carteira de Identidade – CPF – Comprovante de
Residência;
• No caso de ser Viúva (o) trazer: Certidão de Casamento – Certidão de
Óbito – Certidão de Dependência (expedida pelo INSS).
Revisão de financiamento de veículos
por Viviane Lopes em 09 Fev 2007 09:48
Fiz o financiamento de um veículo junto a financeira XXXXXXXXXXX, só que o valor das parcelas estão muito altas... Segundo
informações q tive isto aconteceu pq qdo foi realizado o financiamento a tabela utilizada p/ o mesmo foi a d maior retorno.... Gostaria d obter
maiores informações a respeito desta tal tabela, de processos de revisão de financiamentos que é o q mais me interessa neste momento, de
devolução do bem à financeira, tendo em vista q fiz contato c/ a mesma para realizar esta devolução e o valor q a financeira quer cobrar é
muito alto, sem contar q tem o tal do resíduo q fica após o bem ter sido devolvido e submetido a leilão... Segundo a financeira o nome do
financiado fica incluído no SPC e no SERASA até ser resolvido todo o problema do resíduo....Gostaria de saber também que se tiver alguém
interessada em assumir este financiamento se posso transferir para o nome desta pessoa, tendo em vista q a interessada tem como comprovar
a sua renda e ñ tem nenhuma restrição financeira no seu nome, pois segundo a financeira este procedimento não pode ser realizado.... Peço
por gentileza q me ajudem a resolver este problema e se tiver algum modelo d petição por favor entrem em contato comigo ou enviem no
meu email...
Viviane Lopes

Viviane Lopes

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Re: Revisão de financiamento de veículos
por amorimssa em 03 Jul 2007 11:00
Olá.

Prezada viviane.

Vc tem que fazer uma revisional de financimeamento, para baixar o valor da parcela e dar continuidade ao pagaento das parcelas, só que
agora em juízo.
Se esiver com o nome negativado pela finasa, vvc poderá tbm requer ao jiiz q seja dado baixa na restição sob pena de multa diaria.

Att. Amorim

amorimssa

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Registro: 09 Mai 2007 11:28

Re: Revisão de financiamento de veículos


por sig em 03 Jul 2007 11:28
As financeiras sempre irão usar as tabelas e juros de maior retorno, vc não faria o mesmo?
o problema é que tem muita coisa embutida nesse valor, porém quanto a revisão é complicado te dar uma posição teria que analisar bem o
caso, ver quantas parcelas ainda faltam ver a questão do resíduo, várias pessoas que já me procuraram para fazer uma ação revisonal eu
recomendei que continuassem pagando as parcelas, pois não valeria a pena entrar com a ação.
Quanto a tranferencia do empréstimo tem que analisar o contrato, acredito que seja possível.
Se você entregar o bem não vejo porque a financeira querer cobrar para tal devolução.
Não respondo dúvidas por MP.

sig
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Re: Revisão de financiamento de veículos
por Ijolar Eraldo Noceti em 03 Jul 2007 15:38
- 1) acho inviável a devolução do bem í financeira, eles vão cobrar uma série de coisas extras, além do mais caso vc, por alguma razão tenha
financiado 100% do veículo, com a venda ainda restará saldo a pagar e será í vista. Normalmente eles vendem o carro abaixo do preço de
mercado a diferença ficará para vc pagar.
- 2) a melhor opção é vc entrar com uma ação revisional de contrato( se vc tiver condições de continuar pagando), para isso vc deverá ter em
mãos o contrato original e elaborar uma tabela comparativa entre o valor que vc está pagando e o que seria o valor real.
- 3) se vc estiver com parcelas em atraso, cuidado com a busca e apreensão do veículo.
- 4) caso resolva entregar o veículo, pegue uma declaração da financeira de que o bem entregue liquidará todo o saldo devedor do contrato.
NÃO ENTREGUE O VEÍCULO SE NÃO TIVER EM MÃOS, EM PAPEL TIMBRADO DA EMPRESA FINANCEIRA, A
LIQUIDAÇÃO INTEGRAL DO CONTRATO.

Ijolar Eraldo Noceti


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Re: Revisão de financiamento de veículos


por AlexLima em 17 Mar 2009 16:07
Sobre o assunto de revisão de financiamento de veículo, há escritório de advocacia que
se dispõe a fazer o cálculo sem custo e de acordo ao que vem sido julgado pelos tribunais.
Informo que é um assunto delicado, pois tem advogado peticionando diversamente ao
que os tribunais têm julgado, e acabam por cobrarem de seus cliente valores exorbitantes
para as causas. Em relação ao escritório, o link é [EDITADO]
Abços
Última vez editado por AlexLima em 11 Jun 2009 12:08, editado 1 vez no total

AlexLima

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Re: Revisão de financiamento de veículos


por allan em 05 Mai 2009 11:16
No site apresentado na resposta acima não existe nenhuma forma de realizar o tal cálculo.

Na verdade, o que deve ser feito: entrar com uma ação revisional contra o Banco, alegando a abusividade dos juros e capitalização e
efetuando o depósito judicial de, no mínimo, 70% do valor da parcela, todo mês. Com isso, o juiz lhe concederá liminar para tirar seu nome
da SERASA e impedir a busca e apreensão do veículo. A partir daí, o Banco passará a lhe procurar para oferecer excelentes descontos para
quitação integral do débito, inclusive utilizando os valores depositados no processo.

Não caia na armadilha da "Entrega Amigável", pois SEMPRE resta um saldo remanescente (o resíduo que vc mencionou) e o consumidor
será sim obrigado a quitar. A transferência do financiamento é possível, mas geralmente exige que o contrato esteja em dia e que seja paga
uma taxa de mais ou menos R$ 500,00 para fazer a transferência. Quem paga é você, a não ser que o comprador concorde em pagar.

Re: Revisão de financiamento de veículos


por AlexLima em 11 Jun 2009 11:52
allan escreveu:No site apresentado na resposta acima não existe nenhuma forma de realizar o tal cálculo.

Na verdade, o que deve ser feito: entrar com uma ação revisional contra o Banco, alegando a abusividade dos juros e capitalização e
efetuando o depósito judicial de, no mínimo, 70% do valor da parcela, todo mês. Com isso, o juiz lhe concederá liminar para tirar seu nome
da SERASA e impedir a busca e apreensão do veículo. A partir daí, o Banco passará a lhe procurar para oferecer excelentes descontos para
quitação integral do débito, inclusive utilizando os valores depositados no processo.

Não caia na armadilha da "Entrega Amigável", pois SEMPRE resta um saldo remanescente (o resíduo que vc mencionou) e o consumidor
será sim obrigado a quitar. A transferência do financiamento é possível, mas geralmente exige que o contrato esteja em dia e que seja paga
uma taxa de mais ou menos R$ 500,00 para fazer a transferência. Quem paga é você, a não ser que o comprador concorde em pagar.

Olá Allan, me desculpe, realmente não dá para fazer os cálculos diretamente pelo site [EDITADO], o qual eu me referi. Porém, a Advogada
Larissa me forneceu algumas informações que acharia interessante citá-las no fórum.

1 - A Ação de revisão deve ser ajuizada no estado da residencia do interessado.


2 - Deve ser realizado uns cálculos prêvios para ver se o juros aplicado ao contrato é abusivo.
3 - Não será em todos os contratos em que haverá uma grande redução no valor devido ao final do
financiamento. Essa redução está diretamente relacionada ao valor financiado e tx de juros, quanto mais alto
o valor e a tx, maior a redução da dívida com o banco.
4 - Será aberta um conta especialmente para receber a mensalidade devida que será estipulada pelo contador

Espero que tenha ajudado!!!


Obs. Como eu escrevi, a Advogada Larissa Fonseca analisou o meu contrato. Acredito que para os residentes no
DF ela também poderá analisar o contrato, para caso seja interessante ajuizar uma ação de revisão.

AlexLima

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Re: Revisão de financiamento de veículos


por BATES em 28 Jun 2009 19:57
Dr. Allan Dalla

Poderia me enviar um modelo de Revisional de Financiamento e de Leasing.

alexandre_bates@hotmail.com

Obrigado
Última vez editado por BATES em 28 Jun 2009 20:00, editado 2 vezes no total

BATES

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Re: Revisão de financiamento de veículos


por BATES em 28 Jun 2009 19:58
Dr. Allan Dalla

Poderia me enviar um modelo de Revisional de Financiamento e de Leasing.

alexandre_bates@hotmail.com

Obrigado
BATES

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Re: Revisão de financiamento de veículos


por allan em 06 Jul 2009 13:51
Prezado Dr. Alexandre Bates, desculpe mas sou contra o envio de "modelos", mas caso tenha alguma dúvida pontual sobre determinado
ponto de sua inicial, ficarei feliz em poder ajudar.

Dica: no google com certeza você encontrará o modelo que está precisando e se quiser posso esclarecer o que lhe faltar.
-----------------------------------------
Att.,
Allan Dalla Soares

CONSULTE SEMPRE UM ADVOGADO

allan
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Re: Revisão de financiamento de veículos


por Rosimare Nardelli em 15 Jul 2009 17:44
Quem tiver interesse em realizar a Planilha de revisional de veículos, é só me mandar e-mail que eu informo o site que faz, agora se tiver
alguém que possa me enviar modelo da Revisional de acordo com a sumula 380 eu agradeço.

***EDITADO***@hotmail.com proibido esta divulgação


Rosimare Nardelli

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Registro: 15 Jul 2009 17:25
Profissão: Advogado
Especialização: Direito_em_geral
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Re: Revisão de financiamento de veículos


por condecconsultoria em 03 Mar 2010 16:55
A melhor solução nunca é devolver o veiculo , é entrar com ação revisional , aqui não dá para explicar todos os passos da questão e
suspender busca e apreensão mas vc pode entrar em contato pelo site EDITADO .Terei o ,maior prazer em lhe explicar com soluções
amigaveis e conforme o código de defesa do consumidor.

PROIBIDO PROPAGANDA DE SITES.

EXCELENTÍSSIMO(A) SENHOR(A) DOUTOR(A) JUIZ(A) DE DIREITO DA


___VARA CÍVEL DA COMARCA DE BLUMENAU/SC

FULANDO DE TAL, brasileiro, desempregado, maior, inscrito no CPF sob n.


XXXXXXXXXXXXXX e RG sob n. XXXXXXXX, residente e domiciliado na rua
XXXXXXXX, n. XXXX, - bairro XXXXXX, CEP XXXXXXX na cidade de
Blumenau/SC vem, por sua procuradora à presença deste MM. Juízo, com o
costumado e profuso respeito e o devido acatamento, promover a presente

AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO DE FINANCIAMENTO C/C PEDIDO


LIMINAR E CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO em desfavor de
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXX, pessoa jurídica de direito privado, com filial na rua
XXXXXXXXXXXXXXX, n. XXXXXXX, na cidade de Blumenau/SC, passando, para
tanto, a expor e requerer o seguinte:

PRELIMINARMENTE:

ISENÇÃO PROVISÓRIA DE CUSTAS PROCESSUAIS

O Autor informa e declara a este d. Juízo que necessita MOMENTANEAMENTE


da benesse relativa a isenção de custas e/ou despesas processuais iniciais, pois
não dispõe, repita-se, MOMENTANEAMENTE de recursos econômicos suficientes
para fazer frente a essas despesas sem prejudicar o seu próprio sustento material
e de seus filhos.

Mérito:

DOS FATOS

O Autor firmou CONTRATO DE FINANCIAMENTO com a Requerida pagando,


para tanto, 36 (trinta e seis) parcelas no valor de R$ 240,65 (duzentos e quarenta
reais e sessenta e cinco centavos);

O autor atualmente tem quitado até a parcela de n. 23/36, e pretende quitar as


demais parcelas, dentro de seus vencimentos, porém devido a embaraços
financeiros o Autor corre o risco de ver suas parcelas restantes em atraso.

No entanto, em que pese à continuação do contrato, pretende o Autor corrigir


algumas ilegalidades que vêm sendo exigidas pelo Requerido, que se aproveita da
diferença própria das relações de consumo e dos poderes conferidos pelos
instrumentos de adesão, para com isso se enriquecer ilicitamente, causando
prejuízo de montante considerável ao Autor.

DA COMPETÊNCIA

É sabido que a lei 8.078/90, conhecido como Código de Defesa do Consumidor,


garante um maior equilíbrio entre as partes conhecidas como fornecedor e
consumidor, sendo que aquela hipossuficiente, no caso o consumidor, vem se
manter em um padrão de equidade graças aos dispositivos contidos na lei supra
citada.

Desta feita, cumpre explicitar a orientação dada pelo CDC acerca da competência
para ajuizamento da ação, verbis:

Art. 101. Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços,


sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste título, serão observadas as
seguintes normas:

I - a ação pode ser proposta no domicílio do autor.


Com isto, procede-se o pedido do Autor em que a ação seja postulada no seu
próprio domicílio;

DA APLICAÇÃO DO CDC AOS CONTRATOS DE ADESAO E A ABUSIVIDADE


CONTRATUAL

A doutrina e a jurisprudência, em uníssono, atribuem aos negócios celebrados


entre o Autor e a Ré o caráter de contrato de adesão por excelência.

Disciplina o art. 54 do C.D.C., acerca do que é contrato de adesão, verbis:

Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela
autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de
produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar
substancialmente seu conteúdo.

Nos contratos de adesão, a supressão da autonomia da vontade é inconteste.


Assim o sustenta o eminente magistrado ARNALDO RIZZARDO, em sua obra
Contratos de Crédito Bancário, Ed. RT 2a ed. Pag. 18, que tão bem interpretou a
posição desfavorável em que se encontram aqueles que, como o Autor,
celebraram contratos de adesão junto ao banco, verbis:

“Os instrumentos são impressos e uniformes para todos os clientes, deixando


apenas alguns claros para o preenchimento, destinados ao nome, à fixação do
prazo, do valor mutuado, dos juros, das comissões e penalidades“.

Assim, tais contratos contêm inúmeras cláusulas redigidas prévia e


antecipadamente, com nenhuma percepção e entendimento delas por parte do
aderente. Efetivamente é do conhecimento geral das pessoas de qualidade média
que os contratos bancários não representam natureza sinalagmático, porquanto
não há válida manifestação ou livre consentimento por parte do aderente com
relação ao suposto conteúdo jurídico, pretensamente, convencionado com o
credor.

Em verdade, não se reserva espaço ao aderente para sequer manifestar a


vontade. O banco se vê no direito de cobrar o devedor. Se não adimplir a
obrigação, dentro dos padrões impostos, será esmagado economicamente.

Não se tem, por parte da instituição financeira, nenhum tipo de possibilidade de


manifestação de vontade por parte do aderente, que verdadeiramente só se faz
presente para a assinatura do contrato, tendo, assim, que se sujeitar a todo tipo de
infortúnio e exploração econômica que se facilmente observa, pois a qualidade de
aderente só tem uma condição: “Se não assinar, nas condições estipuladas pela
instituição financeira, não há liberação do crédito”.

Nessa perspectiva, o bom intérprete não abdica de pensar e, logo, não teme
reavaliar suas opiniões; prefere os riscos da transformação à cômoda inoperância
que conserva a iniqüidade.

E assim se compreende a intenção do Autor, que nada mais é do que pagar aquilo
que é devido, com os valores corrigidos, seguindo os padrões da função social e
da boa-fé nas relações contratuais.

Ensina Edilson Pereira Nobre Júnior, em sua obra intitulada “A proteção contratual
no Código do Consumidor e o âmbito de sua aplicação”. Revista de Direito do
Consumidor, São Paulo, v. 27, p. 59, jul./set. 1998, verbis:

“à manifestação do consentimento e à sua força vinculativa seja agregado o


objetivo do equilíbrio das partes, através da interferência da ordem pública e da
boa-fé. Ao contrato, instrumento outrora de feição individualista, é outorgada
também uma função social" 4.4_ "Timbra em exigir que as partes se pautem pelo
caminho da lealdade, fazendo com que os contratos, antes de servirem de meio de
enriquecimento pelo contratante mais forte, prestem-se como veículo de
harmonização dos interesses de ambos os pactuantes" (p. 62).

E continua seu brilhante ensinamento:

"No campo contratual, a tutela desfechada pelo CDC se sustém basicamente em


quatro princípios cardeais, atuando na formação e no cumprimento da avença,
quais sejam a transparência, a boa-fé, a eqüidade contratual e a confiança" (p. 76).

Cláudia Lima Marques, atenta ao surgimento de um novo modelo contratual,


propala haver "uma revalorização da palavra empregada e do risco profissional,
aliada a uma grande censura intervencionista do Estado quanto ao conteúdo do
contrato, é um acompanhar mais atento para o desenvolvimento da prestação, um
valorizar da informação e da confiança despertada. Alguns denominam de
renascimento da autonomia da vontade protegida. O esforço deve ser agora para
garantir uma proteção da vontade dos mais fracos, como os consumidores.
Garantir uma autonomia real da vontade do contratante mais fraco, uma vontade
protegida pelo direito." (Contratos bancários em tempos pós-modernos - primeiras
reflexões. Revista de Direito do Consumidor, São Paulo, v. 25, p. 26, jan./mar.,
1998). (grifo nosso).

O Estatuto do Consumidor acoima de nulidade as cláusulas que estabeleçam


obrigações iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem
exagerada ou sejam incompatíveis com a boa-fé e reprime, genericamente, as
desconformes com o sistema protetivo do Codex, senão vejamos:

Art. 51º. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas
ao fornecimento de produtos e serviços que:

IV. Estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o


consumidor desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa fé ou a
eqüidade;

XV - estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor;

O novo enfoque da boa-fé vista como princípio geral de direito, "permite a


concreção de normas impondo que os sujeitos de uma relação se conduzam de
forma honesta, leal e correta" (Maria Cristina Cereser Pezzella. O princípio da boa-
fé objetiva no direito privado alemão e brasileiro. Revista de Direito do
Consumidor, São Paulo, v. 23/4, p. 199, jul./set., 1997).

No aspecto objetivo, a bona fides é incompatível com as cláusulas abusivas,


opressoras ou excessivamente onerosas, e abrange um controle jurídico corretivo
da relação negocial (v. Luis Renato Ferreira da Silva. Cláusulas abusivas: natureza
do vício e decretação de ofício. Revista de Direito do Consumidor. São Paulo, v.
23/4, p. 128, 1997).

A teor do disposto no art. 3º, § 2º, da Lei n. 8.078 de 11.09.1990, considera-se a


atividade bancária alcançada pelas normas do Código de Defesa de Consumidor,
incluída a entidade bancária ou instituição financeira no conceito de "fornecedor" e
o aderente no de "consumidor".

E para que não reste dúvida acerca da aplicação do CDC basta a citação da
Súmula 297 do Superior Tribunal de Justiça, que assim dispõe:

Súmula 297. "O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições


financeiras."

Com efeito, sendo aplicado o Código de Defesa do Consumidor ao presente


contrato, também passa a ser possível a modificação ou revisão das cláusulas
contratuais onerosas, com base no art. 6º, inc. V, do mesmo codex, que
estabelece:

Art. 6º. São direitos básicos do consumidor:

V. A modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações


desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem
excessivamente onerosas.

Acerca das possibilidades de modificação dos contratos excessivamente onerosos


no âmbito das relações de consumo, NELSON NERY JUNIOR e ROSA MARIA
ANDRADE NERY, p. 1352, anotam:

"Modificação das cláusulas contratuais. A norma garante o direito de modificação


das cláusulas contratuais ou de sua revisão, configurando hipótese de aplicação
do princípio da conservação dos contratos de consumo. O direito de modificação
das cláusulas existirá quando o contrato estabelecer prestações desproporcionais
em detrimento do consumidor. Quando houver onerosidade excessiva por fatos
supervenientes à data da celebração do contrato, o consumidor tem o direito de
revisão do contrato, que pode ser feita por aditivo contratual, administrativamente
ou pela via judicial".

"Manutenção do contrato. O CDC garante ao consumidor a manutenção do


contrato, alterando as regras pretorianas e doutrinárias do direito civil tradicional,
que prevêem a resolução do contrato quando houver onerosidade excessiva ou
prestações desproporcionais".

"Onerosidade excessiva. Para que o consumidor tenha direito à revisão do


contrato, basta que haja onerosidade excessiva para ele, em decorrência de fato
superveniente. Não há necessidade de que esses fatos sejam extraordinários nem
que sejam imprevisíveis. A teoria da imprevisão, com o perfil que a ela é dado pelo
CC italiano 1467 e pelo Projeto n. 634-B/75 de CC brasileiro 477, não se aplica às
relações de consumo. Pela teoria da imprevisão, somente os fatos extraordinários
e imprevisíveis pelas partes por ocasião da formação do contrato é que
autorizariam, não sua revisão, mas sua resolução. A norma sob comentário não
exige nem a extraordinariedade nem a imprevisibilidade dos fatos supervenientes
para conferir, ao consumidor, o direito de revisão efetiva do contrato; não sua
resolução".

NELSON ABRÃO em Direito bancário, 6. ed. rev. atual. ampl.. São Paulo: Saraiva,
2000, p. 339, esclarece:

"Reputam-se abusivas ou onerosas as cláusulas que impedem uma discussão


mais detalhada do seu conteúdo, reforçando seu caráter unilateral, apresentando
desvantagem de uma parte, e total privilegiamento d'outra, sendo certo que a
reanálise é imprescindível na revisão desta anormalidade, sedimentando uma
operação bancária pautada pela justeza de sua função e o bem social que deve,
ainda que de maneira indireta, trilhar o empresário do setor."

Portanto, admite-se a revisão das cláusulas do contrato em discussão com a


conseqüente nulidade daquelas tidas como abusivas, a teor do disposto no art. 6º,
inc. V, do Código de Defesa do Consumidor, não se cogitando de prevalência do
princípio do pacta sunt servanda.

DA ABUSIVIDADE DA TAXA DE JUROS

Somente é possível descobrir a taxa de juros utilizada no contrato ora discutido


com uma calculadora financeira nas mãos e com o conhecimento prévio do valor
inicial da dívida, da quantidade de parcelas e do valor das parcelas.

Entretanto, é obvio que os consumidores em geral, inclusive o Autor da presente


demanda, não tem como hábito o transporte de calculadoras financeiras consigo, e
muito menos o conhecimento prévio da operação de tal equipamento, o que
certamente prejudica o conhecimento da taxa utilizada. Além do mais, na prática
se verifica que os contratos de financiamento, como o presente, são assinados em
branco e posteriormente encaminhados para o preenchimento dos valores.

Com efeito, a Lei 8.078/90 é clara ao desobrigar o Autor ao cumprimento de


contratos confusos, e principalmente se expressa previsão das obrigações, sempre
interpretando as disposições de forma mais favorável ao consumidor, neste
sentido:

Art. 46. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigam os


consumidores, se não lhe for dada à oportunidade de conhecimento prévio de seu
conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a
compreensão de seu sentido e alcance.

Art. 47. As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao


consumidor.

Desta feita, tem-se que a taxa de juros convencionadas não foi aplicada dentro da
conformidade com o que a Lei prevê;

É cediço que as Instituições financeiras podem cobrar juros acima de 1%. No


entanto, devem se ater aos juros aplicados no mercado à ocasião da assinatura do
instrumento de adesão, o que no caso em voga não ocorreu, chegando a incríveis
4,95% a. m., o que no final acarreta somente de juros MAIS DO QUE O VALOR
FINANCIADO, conforme corrobora planilha em anexo;

Isto sem falar em demais cominações que acarretam cobranças excessivas,


tomando como exemplo uma simples folha de papel A4 feita pelo autor que
comprova a cobrança exagerada de R$ 104,38 (cento e quatro reais e trinta e oito
centavos) apenas pelo atraso no pagamento, que foi de só e tão somente 21 (vinte
e um) dias;

Fora o restante das cobranças de caráter abusivo, que estão sendo


detalhadamente demonstradas em anexo;

DOS JUROS CAPITALIZADOS E DA COMISSÃO DE PERMANÊNCIA

A Súmula n. 121 do STF, estabelece que: "É vedada à capitalização de juros,


ainda que expressamente convencionada".

Infelizmente a Medida Provisória 1.963 trouxe algumas considerações acerca da


capitalização de juros, a saber:

Art. 5º. Nas operações realizadas pelas instituições integrantes do Sistema


Financeiro Nacional, é admissível a capitalização de juros com periodicidade
inferior a 1 ano;

Todavia, o eminente jurista PAULO BROSSARD em artigo intitulado Juros com


Arroz, dá uma verdadeira aula do que efetivamente vem ocorrendo com esta
atitude adotada pelo governo, abaixo:

"Enquanto isso, a generosidade oficial para com as instituições financeiras


continua sem limite. Ao serem divulgados os resultados dos bancos no ano
passado, quando a nação inteira sofreu duros efeitos da recessão, viu-se que
atingiram índices jamais vistos, chegando a mais de 500% em certos casos. Pois
exatamente agora, o impagável governo do reeleito, invocando ‘relevância e
urgência’, editou mais uma medida provisória oficializando o anatocismo, que o
velho Código Comercial, o código de 1850, já vedava de maneira exemplar, e que
a nossa tradição jurídica condenou ao longo de gerações. Aliás, na linha da lei de
usura, de 1933, é a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, cristalizada na
Súmula 121, segundo a qual ‘é vedada a capitalização de juros, ainda que
expressamente convencionada’. Sabe o leitor a fundamentação da medida
‘urgente e relevante’? É que a cobrança de juros sobre juros vinha sendo praticada
pelos bancos. Em vez de condenar o abuso, pressurosamente, o governo
homologou o abuso mediante medida provisória. É um escárnio. A medida
apareceu na 17ª edição da MP nº 1.963; na calada da noite foi gerada."
Esta "generosidade oficial para com as instituições financeiras" vem de há muito
tempo, desde a edição da Medida Provisória nº 1.367 reeditada sob o nº 1.410
(isto já em 1996) que pretendia aniquilar com as regras legais já consagradas pela
doutrina e pelo Poder Judiciário, liberando a capitalização de juros ao mês,
semestre ou ano, além de outras barbaridades.

Ocorre que esta Medida Provisória, que só vem a “ajudar” as instituições


financeiras, afronta diretamente os ditames da Lei de Usura e a Súmula 121 do
STF, agredindo moral e economicamente uma sociedade que vem durante anos
tentando se recuperar de problemas financeiros, tais como: inflação,
desvalorização de moeda, estagnação econômica, entre outras coisas;

Apesar desta atitude adotada pelo governo num primeiro momento vir a prejudicar
e muito a sociedade, deve-se levar em consideração os comentários e a
hermenêutica que deve envolver o Código de Defesa do Consumidor;

O CDC, em seu art. 46 disciplina:

Art. 46. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os


consumidores se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio
de seu conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a
dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. (grifo nosso)

Conforme o que se disciplina acima, os contratos de adesão, aonde a


capitalização de juros é informada, devem explicitar O PRÉVIO CONHECIMENTO
DE SEU CONTEÚDO;

Fácil é de entender o que ocorre nos contratos firmados com as instituições


financeiras. Em uma simples olhadela em qualquer contrato de adesão observa-se
uma cláusula dizendo: capitalização de juros, MENSAL;
No entanto, as cláusulas contratuais neste tipo de obrigação devem, facilmente,
explicar ao Aderente o que significa a capitalização de juros, pois a legislação
prevê que qualquer homem médio deveria ter como entender esta situação;

Ocorre que apesar de a lei ser bastante objetiva, as instituições financeiras não se
dão ao luxo de adequar seus contratos a esta situação;

Neste momento é oportuno questionar: “Quantos sabem o que é capitalizar juros”?

Poucos atualmente sabem o que significa capitalizar juros mensalmente, pois a


única coisa a que lhe é dado conhecimento no momento da contratação é a
quantidade de parcelas e o valor de cada prestação;

Neste enfoque, é claro e cristalino que empresas como a Requerida não tentam de
forma alguma esclarecer aos seus clientes as reais situações de seus contratos, o
que garante um enriquecimento ainda maior por parte deste tipo de empresa, que
se aproveita da diferença na relação de consumo para a cada dia obter mais e
mais valores econômicos aos seus cofres;

Razões pelas quais, não pode o Autor ser obrigado a arcar com um valor calculado
de forma ilegal, devendo ser recalculado os valores, mediante a aplicação da taxa
de juros contratada de forma simples.

DA INCONSTITUCIONALIDADE DA MEDIDA PROVISÓRIA N. 1.963/2000 E DA


MEDIDA PROVISÓRIA N. 2.170-36/2001

A Medida Provisória n. 1.963, de 30 de março de 2000, inovou ao autorizar a


capitalização de juros em periodicidade inferior a um ano, bem como a edição da
nova Medida Provisória, de n. 2.170-36, de 23 de agosto de 2001, cujo artigo 5º
manteve a possibilidade de capitalização de juros em período inferior a um ano,
dispositivo esse que ainda estaria em vigor em razão do disposto na Emenda
Constitucional n. 32/01.

No entanto, o MINISTRO SYDNEI SANCHES proferiu voto favorável à suspensão


dos efeitos do artigo 5º da Medida Provisória nº 2.170-36/01 nos autos da ADIN
2316-1, em trâmite perante o EGRÉGIO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.

Basta uma rápida consulta à página do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no


endereço http://www.stf.gov.br, para que se observe na íntegra a decisão que
transcrevo abaixo, grifando a parte que entendo mais importante, senão vejamos:

ADIN 2316-1, DECISÃO DA LIMINAR:

“Após o voto do Senhor Ministro Sydney Sanches, Relator, suspendendo a eficácia


do artigo 5º, cabeça e parágrafo único da Medida Provisória nº 2170 – 36, de 23 de
agosto de 2001, pediu vista o Senhor Ministro Carlos Velloso. Ausente,
justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Maurício Corrêa.
Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio.” Plenário, 03.04.2002.

E realmente, são várias as inconstitucionalidades em torno do dispositivo. Primeiro


porque não atendem aos requisitos de urgência e relevância descritos no artigo 62,
"caput", da Constituição Federal.

Com efeito, não se pode reputar urgente uma disposição que trate de matéria há
muito discutida na jurisprudência nacional que, por sua vez, manifesta
entendimento francamente contrário a essa possibilidade.

Logo, deveria haver a análise do Poder Legislativo e a implementação dos debates


necessários em razão dos reflexos que a medida leva à sociedade como um todo.

Ademais, a inexistência de urgência e relevância também se reflete no fato de que


a capitalização de juros mencionada no dispositivo está restrita às instituições
financeiras.

Quer dizer que a urgência só se verifica para os próprios beneficiados da norma


(Bancos), já que, para todos os demais, representa verdadeiro descompasso entre
a prestação e a contraprestação, além de onerar um contrato que por natureza
desiguala os contratantes (de adesão).

Num segundo momento também temos a inconstitucionalidade da referida Medida


Provisória, porque a matéria tratada é de competência do Congresso Nacional,
segundo o inciso XII, do artigo 48 da Constituição Federal, que se refere a “matéria
financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações”.

Não sendo possível o Presidente da República, como se fosse um Ditador, baixar


seu Decreto, estabelecendo a sua vontade, como quer e de qualquer matéria, ao
menos num Estado Democrático de Direito como o nosso, onde o ordenamento
jurídico e a Constituição devem ser respeitados.

Neste sentido os Tribunais vem declarando a inconstitucionalidade do artigo 5º da


Medida Provisória 2.170/01, que teria autorizado à capitalização de juros em
períodos inferiores a um ano, a exemplo do primeiro caso (líder case) julgado pela
3ª TURMA DO TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO, nos autos da
APELAÇÃO CÍVEL n.º 2001.71.00.004856-0, com Relatório do
DESEMBARGADOR FEDERAL LUIZ CARLOS DE CASTRO LUGON, publicado
do DJU 11 de fevereiro de 2004, às páginas 386/387.

No mesmo sentido líder case acompanham outros julgados:

1600127567 - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - AUSÊNCIA DE OMISSÃO - MP


2170/90 - A decisão afastou a capitalização dos juros em período inferior a um
ano, autorizando a capitalização anual. Especificamente quanto à Medida
Provisória nº 1.963, houve manifestação expressa já que "a Corte Especial do TRF
da 4ª Região acolheu, por maioria, o incidente de inconstitucionalidade da MP nº
2.170-63, de 23/08/2001 (última edição da MP nº 1.963-17, publicada em
31/03/2000)". (TRF 4ª R. - EDcl 2002.71.04.008019-6 - 3ª T. - Relª Juíza Fed.
Vânia Hack de Almeida - DJU 03.08.2005 - p. 635)

Seguindo o mesmo entendimento: (TRF 4ª R. – EDcl 2002.71.00.028168-3 – 3ª T.


– Relª Juíza Fed. Vânia Hack de Almeida – DJU 15.06.2005 – p. 725) E inúmeros
outros julgados da mesma Corte Federal.

Razão pela qual, mesmo após a publicação as fatídicas Medidas Provisórias,


ainda não é possível à aplicação da forma capitalizada de juros no presente
contrato, devendo ser declarada a inconstitucionalidade do artigo 5º do citado
Remédio Provisório, sendo mantido o entendimento clássico dos Tribunais
brasileiros, no sentido de continuar proibindo os abusos das instituições
financeiras, em capitalizar os juros cobrados.

Sob a ótica do Código de Defesa do Consumidor, os contratos com a natureza


adesiva são contratos pré-formulados, aonde a única manifestação de vontade do
agente adquirente é a assinatura, sob forma de coação, haja vista o mesmo só tem
duas possibilidades: ou assina, e sai com o bem; ou não assina, e sai sem o bem.

Desta forma, a adesividade do contrato fica claramente demonstrada, pois o


consumidor que pretende adquirir determinada coisa ou valor tem como única e
exclusiva atribuição a fazer a assinatura do contrato.

Neste sentido, deve-se entender que mesmo convencionada, a aplicabilidade da


capitalização de juros também faz parte das cláusulas contratuais abusivas, e deve
se operar sua nulidade de pleno direito, pois o consumidor de forma alguma pode
optar ou discutir a incidência deste encargo dentro da relação
fornecedor/consumidor.

É por demais oneroso garantir a instituição financeira o direito de efetuar a


cobrança dos valores referentes à capitalização de juros, pois o consumidor
conforme já narrado acima, somente tem a obrigação de duas coisas quando
contrata com um banco. Assinar e pagar o que lá está inserido.

Não é preciso nem analisar o contrato realizado para saber que ocorreu a
aplicação dos juros de forma capitalizada, prática esta reiterada pelas instituições
financeiras, apesar da constante proibição da legislação e dos Tribunais
brasileiros.

Além da prática de juros abusivos, existe ainda a cumulação de comissão de


permanência juntamente com outros encargos, o que é sabido ser proibido
inclusive com decisões pacificadas a respeito desta matéria.

DA PRETENSÃO LIMINAR
Com base nas ilegalidades argüidas e demonstradas no contrato que acompanha,
fica claro que o Autor tem o direito de ver reduzido às parcelas que lhe são
exigidas mensalmente.

Num segundo momento também se percebe o perigo na demora, pois com os


abusos do Requerido dificulta a quitação total do empréstimo, o que pode acarretar
o atraso no pagamento e a inscrição do nome do Autor nos cadastros negativistas.

Mesmo porque, a devolução dos valores indevidamente exigidos é muito


demorada, o que importaria em excessiva vantagem ao Réu, em detrimento da
hipossuficiencia natural do Autor;

Além do mais, o Autor pretende fazer o pagamento dos valores que entende
devido em juízo (mediante a taxa de juros correta e a aplicação de forma simples),
evitando desta forma o enriquecimento ilícito do Requerente, com base nas suas
práticas abusivas (utilizando taxa maior do que a contratada e ainda de forma
capitalizada).

DEMAIS ILEGALIDADES

No presente caso existe ainda a ilegalidade das taxas exigidas para emissão dos
boletos e da análise de crédito, o que continua sendo exigido pelas instituições
financeiras.

Tais tarifas apresentam-se manifestamente abusivas ao consumidor, pois tanto a


análise necessária à concessão do crédito como os gastos com a emissão dos
boletos de pagamento traduzem despesas administrativas da instituição financeira
com a outorga do crédito, não se tratando de serviços prestados em prol do
consumidor. Até porque questiona-se como seria se por um acaso o crédito não
fosse autorizado, seria o valor administrativo cobrado? O que objetivamente não
ocorre, sendo este valor atribuído apenas àqueles a quem o crédito é permitido, o
que é claramente errado ser feito.

Ademais, os juros remuneratórios já correspondem aos lucros da operação de


crédito, não podendo a instituição financeira impor ao consumidor as despesas
inerentes a sua própria atividade sem qualquer contrapartida.

Desse modo, nos termos do art. 51, inciso IV, do Diploma Consumerista, tem-se
que a cobrança de tais tarifas caracteriza vantagem exagerada da instituição
financeira e, portanto, nulas as cláusulas que as estabelecem.

Nesse diapasão:

COBRANÇA DE TARIFA E/OU TAXA NA CONCESSÃO DO FINANCIAMENTO.


ABUSIVIDADE. Encargo contratual abusivo, porque evidencia vantagem
exagerada da instituição financeira, visando acobertar as despesas de
financiamento inerentes à operação de outorga de crédito. Inteligência do art. 51,
IV do CDC. Disposição de ofício (...) (TJRS, Apelação Cível n. 70012679429, rel.
Desa. Angela Terezinha de Oliveira Brito, julgado em 06.04.2006).

Logo, não há o que se falar em cobrança de tarifas que objetivam concessão ou


manutenção da conta, uma vez que se transformam em vantagens excessivas ao
fornecedor, consoante demonstrado acima.

ANTE O EXPOSTO, REQUER EM TUTELA ANTECIPADA:

A) Seja concedido ao Autor o direito a SUSPENSÃO do pagamento das parcelas


restantes até a apresentação do contrato de financiamento firmado entre as partes
pelo banco réu, pois o mesmo no ato do financiamento já deveria ter entregue uma
cópia ao Autor e não o fez, dificultando o acesso ao questionamento do contrato
judicialmente, num claro ato que trará maior demora por parte do poder judiciário,
com fulcro, ainda, nos artigos 46, 47 e 74 (por interpretação) do Código de Defesa
do Consumidor;

B) Em caso de V. Exa., entender por não suspender o pagamento, requer-se que


seja concedido ao Autor o direito a depósito judicial do valor apurado como sendo
o correto para o presente contrato, aplicando os juros da taxa SELIC, conforme
disposto pelo Banco Central, em cima do valor financiado, conforme planilha em
anexo, com fulcro, ainda, no Princípio Geral de Cautela (CPC, artigo 798), posto
que é ressabido que “Da mihi facto dabo tibi jus” (dá-me os fatos e te darei o
direito). “Quem vem a juízo tem, em princípio, o direito de uma prestação judiciária
quanto ao mérito. Assim toda ênfase deve ser posta em tal sentido, evitando-se,
tanto quanto possível, destruir o processo com questões prejudiciais e nulidades
que destroem a seiva que dá vida ao processo, com prejuízo para as partes e
desprestígio para o Judiciário (AC 53.895, TARJ, Relator Severo da Costa, RF
254/288) – Compêndio Jurídico Marcus Cláudio Aquaviva, Editora Jurídica
Brasileira, fl. 409 – grifamos”.

C) Em caso de negativa da suspensão do pagamento e do déposito judicial a


menor, requer-se ALTERNATIVAMENTE o pedido de DEPÓSITO JUDICIAL do
valor integral das parcelas, no montante de R$ 240,65 (duzentos e quarenta reais
e sessenta e cinco centavos), iniciando o depósito dos valores a partir da citação
da parte ré, sem acarretar juros até a data de início do depósito, a serem
depositados mensalmente na conta a ser aberta no poder judiciário, valor este
atualmente cobrado pelo Requerido como parcela do financiamento, conforme
cópia de folha do carnê em anexo;

D) Conforme pedido acima exposto, pede-se que seja a Requerida citada, na


pessoa de seu representante legal, sobre o depósito do valor judicial, impedindo o
mesmo de negativar o nome do Autor nos órgãos de crédito SPC/SERASA, bem
como impedindo o Requerido de exigir outro valor a título de pagamento das
parcelas do contrato ora em contenda, ambos os pedidos sob pena de multa diária
a ser arbitrada pelo juízo.
E) Requer também que na citação seja o Requerido IMPEDIDO de envio de
correspondências ou qualquer outro tipo de meio coercitivo para tentar,
FORÇOSAMENTE, fazer com que o autor desista de seu direito ou pague o valor
devido que não através de depósito judicial, pois este ato configura um ASSÉDIO
MORAL desnecessário por parte do Requerido;

F) Requer ainda que no momento da citação do Requerido para apresentação do


contrato de financiamento celebrado entre as partes, seja citado o mesmo no
sentido IMPEDITIVO de ajuizamento de ação acautelatória de BUSCA E
APREENSÃO, ou qualquer outra que tenha por objetivo a remoção do bem, o que
configura claramente LITIGÂNCIA DE MÁ FÉ, pois o Autor está depositando os
valores em juízo, não pedindo que seja eximido desta responsabilidade e haja
vista a presente ação estar trazendo em seu bojo exatamente a discussão acerca
do contrato referente ao bem móvel financiado;

REQUER AINDA:

A) Em caso de negativa do direito a tutela antecipada, requer-se que tenha o Autor


o direito a manter o pagamento via depósito judicial, do valor integral das parcelas,
até o trânsito em julgado da presente ação;

B) A citação do Requerido, na pessoa de seu representante legal para, querendo,


contestar a presente, dentro do prazo processual permitido, sob pena de confesso
quanto a matéria de fato e de direito.

C) Seja julgada totalmente procedente a presente demanda, para a revisão integral


da relação contratual, e declarar a nulidade das cláusulas abusivas, bem como a
consignação, com o conseqüente expurgo dos encargos que se considerarem
onerosos, tudo calculado na forma simples e sem capitalização mensal.

D) Seja aplicado a inversão do ônus da prova, consoante art. 6º, VIII do CDC,
obrigando o Requerido a apresentar o original do financiamento, assinado pelo
Autor, bem como a provar em juízo que deu ao Autor o direito de conhecer o que é
capitalização de juros, bem como explicações ao Autor referente a outras
cláusulas de caráter adesivo, como antecipação de vencimento, comissão de
permanência, TAC, TEC;

E) Protesta pela prova documental que acompanha e as demais que se fizerem


necessárias no decorrer da instrução processual; todas em direito admitidas, sem
a exclusão de nenhuma, pericial caso houver necessidade devendo ser esta
arcada pelo Requerido.

F) A condenação do Requerido a rever a taxa de juros e a forma de aplicação dos


juros, bem como o expurgo da cobrança de juros sobre a TAC e a eliminação da
própria TAC, e demais encargos de administração (emissão de carnê, etc),
recalculando o valor das parcelas fixas, devolvendo os valores indevidamente
exigidos, devidamente atualizados (INPC), mais os juros moratórios (taxa selic) e
os devidos honorários advocatícios, estes últimos conforme de praxe.

F) Caso não seja deferida a TUTELA ANTECIPADA, em sendo exigidos valores


indevidos, combatidos nesta actio, o Requerido, também deve ser condenado à
devolução dos valores exigidos e pagos em dobro, atualizados e com juros.

G) Requer seja concedido o benefício da justiça gratuita em favor Autor, por se


tratar de pessoa sem condições de arcar com custas processuais, sem prejuízo de
seu sustento e de seus filhos, consoante declaração de insuficiência financeira que
a esta acompanha (doc. Anexo); em caso de negativa do pedido supra, então que
se conceda o período de 06 (seis) meses, para que se possa fazer o pagamento
das custas processuais, sem prejuízo de julgamento.

H) seja condenado o Requerido ao pagamento das custas processuais e


honorários advocatícios na base legal de 20% (vinte por cento) do valor da
condenação, bem como os honorários de sucumbência, após o trânsito em
julgado.

Dá-se a causa o valor de (coloque o valor final do contrato, pois se colocar a


menor o juiz irá, ex officio, corrigir);

Nestes Termos,

Pede deferimento.

Blumenau, 22 de outubro de 2008

Revisão de contrato bancário - possíveis questões


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Revisão de contrato bancário - possíveis questões


por LUIZ CLÁUDIO BARRETO SILV em 12 Set 2006 00:46
REVISÃO DE CONTRATO BANCÁRIO: O QUE PODE SER QUESTIONADO?

_______________________________________________________
1. COM RELAÇÃO AOS JUROS
_______________________________________________________

1.1. Descompasso entre a taxa aplicada pelo banco com os de mercado

A cotação, ao que parece, pode ser obtida no site do BACEN, em informativo da instituição o no seguinte
endereço: http://www.bcb.gov.br/ .
______________________________________________________

I. 1. 1. DOUTRINA

I 1.1.1. Artur Garrastazu Gomes Ferreira,

"O Código de Defesa do Consumidor impõe a nulidade da cláusula contratual que se mostre excessivamente
onerosa, considerando-se como tal a natureza do contrato e outras circunstâncias peculiares ao caso.

Frente a tal regra de ordem pública, pergunta-se: até que percentual seria aceitável uma determinada taxa de
juros em um empréstimo bancário, e a partir de que patamar deverá a mesma ser considerada excessivamente
onerosa ou abusiva para o consumidor?

Ora, como não há na legislação uma regra específica sobre o tema, parece-nos que uma coerente regrinha
prática seria tomar-se como padrão “aceitável” a taxa média praticada pelos bancos num certo mês.

Mostra o saite do Banco Central que a taxa média operada pelos bancos para a concessão de empréstimos
pessoais no mês de janeiro de 2006 foi de 68,92% ao ano, ou 5,74 % ao mês. Frente a este fato, é evidente que
uma taxa de juros contratada, por exemplo, a uma taxa 50% superior à média, deve ser rotulada como
excessivamente onerosa. Não há devaneio intelectivo do qual possa decorrer conclusão diversa.

Se a taxa média já mostra juros em percentuais campeões mundiais, 50% a mais é por certo escandalosamente
abusivo, com efeito! Assim sendo, em tais hipóteses deve o julgador anular a cláusula abusivamente estipulada.
Não por haver norma legal cogente que limite o juro bancário a um determinado percentual, mas sim por
verificá-la agressivamente superior ao padrão ora sugerido como aceitável (a média operada no mês).

Sem embargo, há já recentes decisões judiciais neste sentido, e que começam a construir um anteparo que,
espera-se, deverá minorar esta cruel transferência de recursos dos cidadãos em geral para os alforjes de alguns
poucos, numa verdadeira expropriação de riquezas impingida à classe média brasileira ao bel talante do
sistema financeiro" (FERREIRA, Artur Garrastazu Gomes. O lucro dos bancos e uma regra prática para limitação
dos juros. Disponível em: http://www.espacovital.com.br/novo/noti ... ticia=3813 . Acesso em: 10 set.2006).

I. 1. 2. Ausência de decote (redução proporcional) de juros nos casos de vencimento antecipado

Dispõem o Código de Proteção ao Consumidor e o Código Civil Brasileiro, que em casos de liquidação
antecipada da obrigação deve existir a redução proporcional dos juros contratuais (Art. 52, V, § 2º, do CDC e art.
1426 c/c art. 1.425, III, do Código Civil Brasileiro).

Contudo, ao contrário do que determina a legislação, em alguns casos, principalmente de alienação fiduciária e
que resultam em ação de busca e apreensão, há, em numerosos contratos, cláusula prevendo vencimento
antecipado. Pela nova redação da legislação que trata da alienação fiduciária, na ação de busca e apreensão
deve ser paga a integralidade do débito. É certo que a matéria é discutível e que já existem precedentes
admitindo a purga de mora. Todavia, o banco ou instituição financeira, quando do ajuizamento da ação,
apresentam planilha, em regra, com a totalidade do débito. Não levam em conta a redução proporcional dos
juros em razão do vencimento antecipado. Afrontam o CDC. Ora, a relação entre cliente e instituição financeira
ou banco é regida pelo CDC. Logo, malferida nesses casos a referida legislação.

Sobre a obrigatoriedade da instrumentação com a inicial de planilha já com a redução dos juros proporcionais
as oportunas considerações de Alex Sandro Ribeiro:

“No prazo de cinco dias do cumprimento da liminar de busca e apreensão, poderá o devedor pagar a
integralidade da dívida pendente, segundo os valores apresentados pelo credor fiduciário na inicial, não se
compreendendo aqui os juros correspondentes ao tempo ainda não decorrido, i.e., as prestações vincendas cuja
exigibilidade se antecipa em razão do não pagamento pontual das parcelas vencidas (CC, art. 1.426 c/c art.
1.425, III)” ((RIBEIRO, Alex Sandro. Polêmicas da nova alienação fiduciária de bens móveis.Jus Navigandi,
Teresina, a. 9, n. 607, 7 mar. 2005. Disponível em: http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=6406 . Acesso
em: 21.abr. 2005). (Negritou-se).

Por conseguinte, a nosso sentir, o questionamento da redução proporcional dos juros é matéria que pode ser
agitada, quer em ação de busca e apreensão, quer em outra espécie de contrato que preveja vencimento
antecipado, desde que não exista a redução proporcional dos juros.
_________________________________

I.1.2. JURISPRUDÊNCIA

I.1.2.1. Precedente do STJ, embora com voto vencido

"DIREITO COMERCIAL. EMPRÉSTIMO BANCÁRIO. JUROS REMUNERATÓRIOS. Os negócios bancários estão sujeitos
ao Código de Defesa do Consumidor, inclusive quanto aos juros remuneratórios; a abusividade destes, todavia,
só pode ser declarada, caso a caso, à vista de taxa que comprovadamente discrepe, de modo substancial, da
média do mercado na praça do empréstimo, salvo se justificada pelo risco da operação. Recurso especial
conhecido e provido" (STJ. REsp. 407097/RS. Relator: Min. Antônio de Pádua Ribeiro. Disponível em:
https://ww2.stj.gov.br/revistaeletronic ... 29/09/2003 . Acesso em: 8 set.2006).

I.1.2.2. Precedente esclarecedor do TJRS

"Reconhecida abusividade na taxa de juros aplicada pelo Banco Fininvest - A 1ª Câmara Especial Cível do TJRS
confirmou sentença de primeiro grau que entendeu abusiva a taxa de juros prevista em contrato de cliente com
o Banco Fininvest S/A. Além do cobrado nas parcelas de forma abusiva, o banco terá que devolver também o
que embolsou com a venda casada do Seguro Mais Família. A ação foi ajuizada pelo consumidor Roberto
Mariante Granja.

O colegiado entendeu haver manifesta “desproporção da taxa de juros praticada, de acordo com dados
fornecidos por oportuna perícia contábil, não impugnada pelo réu, em total desacordo com a taxa média do
mercado para operações de mesma natureza, apurada pelo Banco Central”.

A respeito da venda casada, a juíza-convocada Ana Lúcia Carvalho Pinto Vieira, relatora, lembrou que a prática
é vedada pelo art. 39, I, do Código de Defesa do Consumidor. O dispositivo trata do princípio básico que veda o
enriquecimento sem causa.

Os fundamentos da sentença do juiz Luis Antonio Behrensdorf Gomes da Silva foram integradas ao voto da juíza
relatora. O magistrado de primeiro grau destacou que “o STJ definiu que há liberdade de pactuação, limitando-
se o exame judicial apenas aos casos em que comprovada a inserção de taxa que desborde de patamares
praticados pelo mercado financeiro”.

Pela sentença, “conforme informativo do Banco Central (http://www.bcb.gov.br/), a média de juros aplicados a
financiamento para crédito pessoal, praticada por instituições financeiras, no mês do contrato – novembro de
2004 e junho de 2005 – foi de 4,56% ao mês (70,93% ao ano) e 4,44% ao mês (68,56%), enquanto que a taxa
contratada foi de 9,90% e 12,90% ao mês, respectivamente”.

O juiz convocado Luiz Roberto Imperatore de Assis Brasil destacou que “este é um dos raros casos em que o
exame da abusividade dos juros remuneratórios foi efetuado com base na desarrazoada ultrapassagem da taxa
média praticada pelo mercado, para a espécie de operação, na época da contratação”. Segundo seu voto, “as
taxas contratadas alcançaram quase o triplo das apuradas como média pelo Banco Central, não demonstrando-
se qualquer justificativa para tamanha elevação”.

O desembargador Vasco Della Giustina - que presidiu o julgamento - acompanhou os votos precedentes. O
advogado Ricardo Morales Brum atuou em nome do autor da ação. O acórdão ainda não está disponível. (Proc.
nº 70015936255 - com informações do TJRS" (Reconhecida abusividade na taxa de juros aplicada pelo Banco
Fininvest . ESPAÇO VITAL . Disponível em:
< http://www.espacovital.com.br/novo/busca_resultado.php > Acesso em: 10 set.2006).

1.2. Capitalização de juros: variações negociais e temporais nos argumentos

Há, também, questionamento para a capitalização de juros. A argumentação pode variar de acordo com
aspectos negocial e temporal. Negocial, porque em determinado período a capitalização de juros só era
admitida para operações com cédulas rurais, comerciais e industriais; temporal, porque a partir de 2001 a
capitalização foi estendida para as cédulas bancárias (criada a toda evidência para atender os anseios do
Sistema Financeiro). Temporal, ainda, porque, salvo para algumas operações reguladas por leis especiais, o
Código Civil em vigor só admite a capitalização anual.

"PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. MÚTUO COM


ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA EM GARANTIA. MEDIDA PROVISÓRIA N.
2.170-36/2001. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS N. 284 E
356-STF. CAPITALIZAÇÃO MENSAL DOS JUROS. VEDAÇÃO. SÚMULA N. 121-STF.
DESCARACTERIZAÇÃO DA MORA. TEMAS PACIFICADOS. RECURSO
MANIFESTAMENTE IMPROCEDENTE. MULTA, ART. 557, § 2º, DO CPC.
I. As questões federais não enfrentadas pelo Tribunal estadual
recebem o óbice das Súmulas n. 282 e 356 do C. STF, não podendo, por
falta de prequestionamento, ser debatidas no âmbito do recurso
especial.
II. Ainda que expressamente pactuada, é vedada a capitalização
mensal dos juros, somente admitida nos casos previstos em lei.
Incidência do art. 4º do Decreto n. 22.626/33 e da Súmula n.
121-STF.
III. A cobrança de acréscimos indevidos importa na descaracterização
da mora, de forma a tornar inadmissível a busca e apreensão do bem
(2ª Seção, EREsp n. 163.884/RS, Rel. p/ acórdão Min. Ruy Rosado de
Aguiar, por maioria, DJU de 24.09.2001). Manutenção da improcedência
da ação" (STJ. AgRG no REsp. 7183721. Relator: Min. Aldir Passarinho Júnior. Disponível em: link . Acesso em: 8
set. 2006).

1.3. Capitalização de juros: existe em operações prefixadas?

Com relação ao polêmico tema de existência ou não de capitalização de juros em operações prefixadas ,
numerosas ações objetivando revisar contratos, ou até mesmo embargos do devedor, estão sendo objeto de
julgamento antecipado. Nas decisões os Julgadores, quase que de forma estereotipada, têm entendido que em
operações prefixadas não existe espaço para maiores debates, principalmente relativos a capitalização de juros.
No entanto, para o cálculo das referidas operações existe tabela a exemplo do que ocorre com a Tabela Price.
Casos há, é certo em discussão sobre financiamento imobiliário, nos quais constatou-se a figura da
capitalização mensal. A matéria é nitidamente técnica e depende do exame de especialista. A resposta que
deles se espera é se nas operações prefixadas pode existir a capitalização. Positiva a resposta, e aí a palavra
fica com os especialistas, abre-se amplo campo de discussão e fecham-se os aros das precipitadas decisões de
Julgadores que vêm julgando antecipadamente as ações com tais questionamentos. Contudo, já se decidiu que
é descabido o julgamento antecipado em tais circunstâncias, ou seja, quando o tema diz respeito a operação
prefixada.

"CERCEAMENTO DE DEFESA. Julgamento antecipado. Despesas de


loteamento. Valores prefixados. O promissário comprador de unidade de loteamento tem o direito de provar,
durante a instrução do feito, que os valores cobrados são excessivos e, os serviços, executados em desacordo
com as exigências técnicas. Recurso conhecido e provido" (STJ. REsp 243145 / SP. Relator: Min. RUY ROSADO
DE AGUIAR. Disponível em: link. Acesso em: 8 set. 2006).

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2) COM RELAÇÃO À INDEXADORES CONSIDERADOS POTESTATIVOS

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2.1. Taxa Anbid-Cetip

súmula 176 - "É nula a cláusula contratual que sujeita o devedor à taxa de juros divulgada pela ANBID/CETIP"
(Disponível em: http://www.stj.gov.br/SCON/sumulas/doc. ... =&l=10&i=1 . 8.set.2006).

2.2. TBF

Súmula 287 - "A Taxa Básica Financeira (TBF) não pode ser utilizada como indexador de correção monetária
nos contratos bancários" (Disponível em: http://www.stj.gov.br/SCON/sumulas/doc. ... =&l=10&i=1 . Acesso em:
8 set.2006).

2.3. TR/TRD

Súmula 295 - "A Taxa Referencial (TR) é indexador válido para contratos posteriores à Lei n. 8.177/91, desde
que pactuada" (Disponível em: http://www.stj.gov.br/SCON/sumulas/doc. ... =&l=10&i=2 . Acesso em: 8
set.2006).

_______________________________________________________
3) COM RELAÇÃO À CUMULAÇÃO DE COMISSÃO DE PERMANÊNCIA - VEDAÇÃO
_______________________________________________________

3.1. Com juros remuneratórios

Súmula 296 - "Os juros remuneratórios, não cumuláveis com a comissão de permanência, são devidos no
período de inadimplência, à taxa média de mercado estipulada pelo Banco Central do Brasil, limitada ao
percentual contratado" (Disponível em: http://www.stj.gov.br/SCON/sumulas/doc. ... =&l=10&i=1 . Acesso em: 8
set.2006).

3.2. Com correção monetária (hoje chamada de atualização monetária

Súmula 30 - "A COMISSÃO DE PERMANENCIA E A CORREÇÃO MONETARIA SÃO INACUMULAVEIS" (Disponível


em: http://www.stj.gov.br/SCON/sumulas/doc. ... =&l=10&i=3 . Acesso em: 8 set.2006).

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4) COM RELAÇÃO AO LIMITE DA MULTA MORATÓRIA EM 2% CDC - LEI 9.298/96
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"AgRg no REsp 795136 (ACÓRDÃO) PROCESSO CIVIL - RECURSO ESPECIAL - AGRAVO REGIMENTAL - CONTRATO
BANCÁRIO - CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR - INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS - APLICABILIDADE - SÚMULA
297/STJ - MULTA MORATÓRIA - REDUÇÃO PARA 2% - LEI 9.298/96 - REEXAME DE MATÉRIA FÁTICA - INCIDÊNCIA -
SÚMULAS ... Ministro JORGE SCARTEZZINI - DJ 29.05.2006 p. 263" (Disponível em:
http://www.stj.gov.br/SCON/jurisprudenc ... =&l=10&i=1 . Acesso em: 8 set.2006).

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5) COM RELAÇÃO À MORA CONCOMITANTE E INIBIÇÃO DE SEUS EFEITOS


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Comprovadas algumas das cobranças indevidas (excesso de cobrança) deduzir a mora do credor, que inibe os
efeitos da mora, ou seja, a cobrança de juros moratórios e multa de mora (art. 963 do CCB de 1916 e 396 do
atual).

AgRg no REsp 316748


(ACÓRDÃO) AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL - CONTRATO BANCÁRIO - AÇÃO - REVISIONAL -
MULTA MORATÓRIA - AFASTAMENTO - COBRANÇA DE ENCARGOS - INDEVIDOS - DESPROVIMENTO. 1 - Este
Tribunal já proclamou o entendimento no sentido de que a ...
Ministro JORGE SCARTEZZINI
DJ 15.08.2005 p. 317 - Disponível em: link. Acesso em: 7 set.2006
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