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Antes da Bíblia

Teorias dos povos antigos

Mesopotâmicos – Egípcios - Ugaríticos

1
Teorias Mesopotâmicas

Os Sumérios, os Babilônios conheceram a criação do mundo a partir de uma


evolução criadora, como por exemplo:

A separação do Céu e da Terra. No entanto, tudo isso envolto de um universo


politeísta, onde cada um dos deuses tem sua contribuição na criação (Nanu - mãe
que gerou o Céu e a Terra).

Estas explicações podem ser encontradas nas traduções de poemas sumérios da


epopéia de Gilgamesh. Entre outras, podemos salientar o poema acádico de Enuma
Elish, onde vemos que o mundo foi criado a partir do conflito entre os deuses
Marduk e Tiamat.

2
A Epopéia de Atra-Hasis x Bíblia

As 1645 linhas narram o mito das origens, a criação do homem e a história do


dilúvio, da qual Atra–Hasis é o herói.

Na epopéia, o homem é criado para livrar os deuses do castigo. Na Bíblia, Deus cria
o homem sem interesse e o estabelece como o senhor da criação.

Nos dois casos (Epopéia x Bíblia). O homem é criado da terra e de um elemento


divino. Porém, em Babilônia, é com o sangue de um deus decaído e vencido que o
homem é marcado em sua natureza. Na Bíblia ele se torna ser vivo quando Deus lhe
insufla o hálito de vida.

A epopéia nos mostra que o dilúvio ocorreu porque os homens perturbaram na sua
tranqüilidade. Já na Bíblia o dilúvio aconteceu por causa da imoralidade dos homens,
respondendo pelo seu próprio destino, e não sujeitos a transformação divina.

A Bíblia nos mostra um pensamento radical novo, onde Israel rompe com todos os
sistemas religiosos do Oriente Antigo, prestando culto a um só Deus. Todas as forças
cósmicas, cultuadas pelos antigos povos voltam a situação real de criatura e Iahweh,
o Deus que se manifesta aos Patriarcas e a Moisés, torna-se, a partir da saída do
Egito, o único Deus digno de receber culto.

3
A Epopéia de Atra-Hasis x Bíblia
Continuação...

Certamente o rompimento não foi total com as formas semíticas, ex.:

O nome El, era dado aos deuses antigos, demonstrando sua divindade.

Para não se mostrar igual a outros deuses antigos, Deus, utiliza o nome El na Bíblia
acompanhado de epítetos, tais como:

Ha’el haggadôl “O grande EL“


‘el ‘elim “Deus dos deuses“
‘el hashshamayim “EL do céu“
‘el ‘eliôn “EL Altíssimo”
‘el Ro’l “EL que me vê”

Estas e outras formas mostram a superioridade do Deus de Israel sobre todos os


outros deuses.

4
Teorias Egípcias

O pensamento egípcio dedicou-se de inúmeras formas a retratar a origem deste


mundo através de diversas cosmogonias.

Inúmeros mitos incorporam a criação do mundo dos deuses e a dos homens a um


casal primitivo suposto ser o antepassado de todos. A atividade criadora é atribuída
através de uma atividade sexual entre dois deuses carneiro.

O Mito Heliopolitano - Mostra a criação através de um ato solitário do demiurgo se


“Autofecundando“, tendo como modelo o deus artesão, ou seja, oleiro como Khnum,
metalúrgico como Ptah, o deus que cria dando assim forma ao informe, modelando
assim o homem.

5
Teorias Ugaríticas

El, o deus supremo do panteão Ugarítico habita “na confluência de dois rios, na
própria fonte dos dois abismos”.

El seria, pois, criador em Ugarit, como Iahweh o é em Israel, sabemos, aliais que
Iahweh, em sua luta contra a religião Cananéia, assumiu muitas das características
do deus El cananeu ao qual se assimilou sem dificuldade.

Outra expressão Ugarítica, diz do deus El, que ele é ab adm, expressão que pode ser
traduzida por “pai do homem”, dando ao “homem” sentido coletivo de humanidade.

Então o nome do nosso primeiro pai não é nome próprio, mais nome comum,
“homem”.

6
A Formação do Homem

Os textos de diversas origens (Sumério, Acádico e Babilônico) são concordantes


quanto a este aspecto.
Narra-se os autores que a humanidade foi criada para que os deuses em castigo
pudessem aliviar suas culpas, descarregando assim sobre os homens, feito as
imagens dos deuses caídos e desta forma os deuses caídos viveriam livres de
quaisquer obrigações:
“Para permitir aos deuses morarem em uma habitação que satisfaça o coração do
Deus Marduk, formou a humanidade.“

Conforme o modo da criação do homem, são diversas as opiniões:


O Deus Enlil teria introduzido na terra, como semente um protótipo humano. Ou
segundo texto súmerios os seres humanos foram “Gerados na união conjugal do céu
e da terra”;

O homem é moldado só da argila, em primeiro lugar a deusa Nanwr e suas


assistentes que operam e depois a deusa Ninmah e o deus Enki são os que fazem;

A modelagem do homem a partir de uma mistura de barro, de carne e de sangue de


um deus condenado á morte;

- A formação do homem a partir do sangue de um ou vários deuses condenados a


morte.

7
O Dilúvio

Relato da 11ª Tabuinha da Epopéia de Gilgamesh


Gilgamesh, atormentado com a morte de seu amigo Enridu e tendo partido em busca
do segredo da imortalidade, chegou a um lugar situado além das águas da morte,
onde UTNAPISHTIM, O “NOÉ“ Babilônico, desfrutou da imortalidade, e conta a
Gilgamesh como escapou do dilúvio.

Para eles o dilúvio foi desencadeado por causa das más disposições dos deuses que
lá estavam.
Relato Acádico
Esse concorda com os outros textos:

Que, por causa das reclamações dos deuses caídos, foi assim lançado pelos deuses
superiores diversos flagelos, desde sede, fome até por fim no dilúvio, onde Atra-
Hasis equivale a “Noé“, construindo um barco por ordem do deus maior “EA“,
escapa da morte.

Relato Sumério
Este mais ou menos contemporâneo ao texto de Atra-Hasis e não necessariamente
um testemunho de tradição tipicamente Suméria. Segundo as linhas 140-144, a
decisão para desencadear o dilúvio se deu por alguns dos deuses, obrigados a
associar-se a este feito por meio do juramento. Então houve as instruções de Enki
para a construção de um barco, tendo sido aqui o herói “Noé” Ziusdra. O qual passou
a obter uma vida sem fim, como assim se define seu nome.

8
Conclusão

Teoria do Big-bang

A teoria do big-bang diz que uma minúscula partícula, menor que a cabeça de um
alfinete e de massa infinita, vagava pelo vácuo infinito a 4,5 bilhões de anos atrás,
quando de repente, por acaso, ela explodiu e formou o universo perfeito.

Observe que nenhuma das teorias antigas, conheceram a criação do mundo a partir
do nada, mas conheceram uma evolução criadora.

No entanto, tudo isso envolto de um universo politeísta, onde cada um dos deuses
tem sua contribuição na criação.

9
O Pentateuco
Vocábulo tomado da septuaginta (LXX), traduzida a
partir de 280 a.C.

A canonização formal do Pentateuco se deu em cerca de


400 a.C.

10
A Tríplice Divisão

 Lei - Torah
 Profetas - Neviym
 Salmos – Kethuvym

“ E disse-lhes: São estas as palavras que vos disse estando ainda convosco: Que
convinha que se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na lei de Moisés, e
nos profetas e nos Salmos.” Lc 24.44

Os Judeus chamam essa coletânea de ...

11
AT x Tanach

O Antigo Testamento O Tanach

O Pentateuco: A Torah:

Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio. Corresponde ao nosso Pentateuco, inclusive possui a
mesma seqüência de livros.

Livros Históricos Os Neviym: Estão subdivididos em duas partes:

Josué, Juizes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Os Profetas anteriores: Josué, Juízes, Samuel e Reis.
Crônicas, Esdras, Neemias e Ester.
Os Profetas posteriores: Isaías, Jeremias e Ezequiel,
mais os dozes profetas menores.

Livros Poéticos Os Kethuvym:

Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cantares de Estão subdivididos em três partes, representadas pelos
Salomão. seguintes livros:
Livros Proféticos Os Poéticos: Salmos, Provérbios e Jó;
Profetas Maiores: Os Megilloth: Rute, Cantares, Eclesiastes, Lamentações
Isaias, Jeremias, Lamentações, Ezequiel e Daniel. e Ester;
Profetas Menores: Os Históricos: Daniel, Esdras-Neemias e Crônicas.
Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum,
Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

12
Outros Livros Judeus

Talmud – É um tipo de enciclopédia da tradição judaica composta de duas seções (O


Mishinah “ensino” / O Gemara “aprendizado”), que possui detalhamento e
comentários das discussões rabínicas sobre leis, costumes, lendas, mitos e histórias
que foram compiladas por Moisés na Torah.

À medida que a sociedade judaica se desenvolvia, havia necessidade de fornecer


diversas regulamentações, com as quais a Torah não lidara o suficiente para
estabelecer regras adequadas. Dt 24.1 (Nashim)

Foram desenvolvidos dois Talmudes, um em Israel, por volta de 400 d.C., e outro na
Babilônia, entre 500 e 600 d.C.

Cerca de 90% do Talmude da Palestina enfatizam a exegese do Mishinah, enquanto


que o babilônico adiciona muitas passagens da Tanach com comentários.

13
Os Livros do Pentateuco

 No princípio – Bereshit
 Estes são nomes – We’ele ou Shemoth
 E ele chamou – Vaicrá
 Números – Bamidbar
 Estas são as palavras – Devarim

Essa prática de chamar os livros pelas suas primeiras palavras, também


foram herdadas dos povos mesopotâmicos.

Pentateuco Samaritano
Desenvolvido pelo reino do norte, o Pentateuco Samaritano difere do Judeu em
cerca de 6.000 passagens. (A maioria não muito significativas). Ne 13.28

Assírio Babilônico Medo-Persa


721
606 536 330

Obs.: O reino do sul (Judá) foi tomado pela Babilônia em 586 a.C.

14
Tipos de Literaturas

 Narrativas – Essa é a forma mais comum utilizada nos escritos judeus.


 Códigos Legais
 Poesias
 Genealogias Seções Poéticas
 O Livro das Guerras do Senhor
(Nm 21.14)
Códigos Legais  O Livro dos justos (Js 10.13)
 Código do pacto (Ex 20.22-23;33)  O Cântico de Lameque (Gn 4.23)
“Período patriarcal 1250 a.C”
 Código dos anátemas e maldições
(Dt 27.15-26)  O Cântico do Poço (Nm 21.17)
 Código das bênçãos (Dt 28.3-6)  O Cântico de Miriã (Ex 15.21)
 Código deuterocanônico (Dt 12-  A Benção de Jacó (Gn 49.2-27)
26)  Os oráculos atribuídos a Balaão
 Código de santidade (Lv 17-26) (Nm 23.7-10,18-24)
 Código sacerdotal (Ex 25-31; 35-  A Benção Sacerdotal (Nm 6.24-26)
40; Lv 1-16; Nm 1.1-10)  O Cântico de Moisés (Dt 32.1-43)

Além desses códigos existem Escritas em hebraico de diversos


outros fragmentos. períodos, desde 1200 a.C. até
400 a.C.

15
Teorias das Múltiplas Fontes

 J – apresenta Deus como YHWH e evidência o Reino de Judá e seus heróis (850
a.C)

 E – nomeia o Senhor como Elohim, escrita em cerca de 750 a.C. e possui mais
interesse no reino do norte.

 D – corresponde ao livro da lei, encontrado no templo de Jerusalém em cerca


de 621 a.C. – sendo expandida e combinada com as fontes JE, formando assim
a fonte JED.

 P (S) – pela teoria dos liberais, corresponde a última parte a ser escrita, em
cerca de 458 a.C. Já a conservadora, afirma ter sido completada na época de
Moisés.

É distinguida por sua ênfase sacerdotal e ritualista.

Nessas fontes pode-se encontrar repetições de dados históricos


Gn 1.1-2,4a (S) / Gn 2.4b-25 (J).

16
Autoria

 A Favor de Moisés:

Nm 33. 2 – “E escreveu Moisés as suas saídas...”


Dt 31. 9 – “E Moisés escreveu está lei...”
Lc 24.44 – “...estava escrito na lei de Moisés...”
Jo 5.46-47; 7.19 – “...porque de mim escreveu ele...”

 Contra autoria de Moisés

Dt 17.14-20 – “Escrita na época da monarquia ou é profética”


Nm 11.2; 16.36; 21.16 – “Fala na terceira pessoa”
Dt 34.5-12 – “Morte de Moisés”

Também são questionáveis os relatos a cerca das histórias antes do


nascimento de Moisés.

17
Conclusão

O problema é extremamente complexo e vai crescendo, à medida que são


apresentados novos argumentos, pelo que as conclusões são meras tentativas.

Mesmo cercado de tanta complexidade, o Pentateuco relata questões baseadas em


fatos históricos genuínos. No entanto, não se trata de uma história completa dos
tempos historiados. Mas, enfatiza certos eventos que são importantes para
compreendermos a história do povo escolhido.
At 13.17-26; Rm 5.12-20; Gl 3; Jo 1.17

O foco principal da teologia do Pentateuco é demonstrar o ato central de Deus como


criador, libertador e dirigente de toda história humana e desta forma pode-se
observar uma rica unidade interior.
Conteúdo Geral
 A origem de tudo (Gn 1-11)
 Os Patriarcas – Abraão, Isaque e Jacó, até José (Gn 12-50)
 O Êxodo (Ex 1-18)
 Revelação no Sinai, leis civis e cerimoniais (Ex 19-40)
 Legislação Levítica (Lv 1-27)
 Peregrinação do Sinai até Cades (Nm 1-19) e de Cades até Moabe (Nm 20-36)
 Últimos discursos e morte de Moisés (Dt 1-34)

18
Josué
Compreende um período de aproximadamente 24 anos
(1451 – 1427 a.C.)

“Lembrai-vos da palavra que vos mandou Moisés, o servo


do Senhor, dizendo: O Senhor vosso Deus vos dá
descanso, e vos dá esta terra.” Js 1.13

19
O Livro

“... chama a Josué, e apresentai-vos na tenda da congregação, para que


eu lhe dê ordens.”
Dt 31.14

“Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra
que jurei a seus pais lhes daria.” Js 1.6

Caps 1-12: Narram a conquista da Terra Prometida;


Caps 13-21: Relatam a divisão da terra entre as doze tribos;
Caps 22-24: Registram os atos e discursos finais de Josué.

Possui 24 capítulos e 658 versículos...

Em todo livro de Josué, como também nos demais livros do AT,


mostram que as vitórias e a prosperidade de Israel sempre
dependeram da obediência espiritual às exigências da lei divina.

20
A Divisão da Terra “Assim Josué tomou toda esta terra,
conforme a tudo o que o Senhor tinha
dito a Moisés; e Josué a deu em
herança aos filhos de Israel, conforme
as suas divisões, segundo as suas
tribos; e a terra descansou da
guerra.” Js 11.23

“Era, porém, Josué já velho, entrado em


dias; e disse-lhe o Senhor: Já estás
velho, entrado em dias; e ainda
muitíssima terra ficou para possuir.”
Js 13.1; 15.63

Obediência x Desobediência
A Circuncisão: 5.2-7;
O Pecado de Acã: 7.1-12;
Negligência na divisão da terra: 18.2-3,9;

“Esforçai-vos, pois, muito para


guardardes e para fazerdes tudo
quanto está escrito no livro da lei de
Moisés; para que dele não vos
aparteis, nem para direita nem para a
esquerda.” Js 23.12-16

21
Juízes
Compreende um período de aproximadamente
350 anos (1375 – 1025 a.C.)

“...e outra geração após ela se levantou, que não conhecia


ao Senhor, nem tampouco a obra que ele fizera a Israel.”
Jz 2.10b

22
O Livro

 Caps 1.1-2.6 – um breve repasse da ocupação de Canaã;


 Caps 2.7-16.31 – relatam a história dos juízes;
 Caps 17-21 – um apêndice que fala sobre a migração dos danitas e o conflito
interno contra os benjamitas.

Autoria:

 Este livro também está envolvido na teoria das fontes informativas. Alguns advogam
que o bloco principal do livro (2.7-16.31) tenha procedido da escola deuteronômica
de historiadores, que teriam tido acesso a informes históricos mais antigos, que
seriam as fontes informativas J e E.

 Os eruditos que defendem a teoria J. E. D. S. supõem que a introdução do livro de


Juízes (1.1-2.5) tenha sido adicionada posteriormente, derivada de material
informativo mais antigo, paralelo de certos trechos do livro de Josué, especialmente
em seus capítulos 15 a 17.

“...porquanto até àquele dia entre as tribos de Israel não lhe havia caído por
sorte sua herança.” Jz 18.1b

23
Os Juízes

 Otniel (Jz 3.7-11) – De Judá, livrou a Israel do rei da mesopotâmia;

 Eúde (Jz 3.12-30) – Expulsou os moabitas;


 Sangar (Jz 3.31) – Matou 600 filisteus e salvou a Israel;
 Débora e Baraque (Jz 4.1-5.30) – Guiam a Naftali e Zebulom à vitória contra os
cananeus;
 Gideão e Abimeleque (Jz 6.1-9.57) – Gideão expulsou os midianitas do território
de Israel e Abimeleque foi usurpador;
 Tola (Jz 10.1,2);
 Jair (Jz 10.3-5);
 Jefté (Jz 10.6-12.7) – Subjugou os amonitas;
 Ibzã (Jz 12.8-10);
 Elom (Jz 12.11-12);
 Abdom (Jz 12.13-15);
 Sansão (Jz 13.1-16.31) – Perseguiu os filisteus;

 Eli e Samuel: Esses dois homens foram também considerados como juízes, que
promoveram uma forte liderança.

 Eli era sacerdote principal em Siló (1Sm 1.3; 4.13);

 Samuel tinha uma liderança não-hereditária, ele governava de diversos lugares em


Israel, em seus circuitos pela nação (1Sm 7.15-17).

24
Reis
Compreende um período de aproximadamente
585 anos (1171 – 586 a.C.)

“Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial; não


conheciam ao Senhor.” 1Sm 2.12

25
Transição - Tribal x Monarquia

 Durante toda história dos hebreus sucedeu o governo teocrático, seja por meio dos
sacerdotes ou através dos juízes. A monarquia foi uma concessão de Deus (1Sm
8.7; 12.12), correspondendo a um desejo da parte do povo.

Os reis eram ungidos pelo sumo sacerdote do momento, um gesto que refletia a
teocracia (1Sm 10.1; 15.1; 16.12; 1Rs 1.34,39), ao menos simbolicamente.

 Esse desejo, que já havia sido manifestado numa proposta a Gideão (Jz 8.22,23),
e na escolha de Abimeleque para rei de Siquém (Jz 9.6), equivale à rejeição da
teocracia (1Sm 8.7), visto como o Senhor era o verdadeiro rei da nação (1Sm 8.7;
Is 33.22).

O Parecer de Deus (1Sm 12.13-17)

26
O Rei Saul

 Escolhido segundo a vista dos homens, Saul era de grande vitalidade física,
embora não-dotado de profunda espiritualidade, foi ungido rei por Samuel (1Sm
10.1,23).

 Escondido entre a bagagem (1Sm 10.22);

 Ofereceu holocausto (1Sm 13.9-14; Nm 3.10,38);


 Voto insensato (1Sm 14.24, 45);
 Deixou o rei dos amalequitas vivo (1Sm 15.8,11,22);
 Ordenou a matança de 85 sacerdotes e de todos os moradores e animais da
cidade de Nobe (1Sm 22.17-19);
 Tentou por várias vezes matar a Davi (1Sm 18.11,12);
 Consultou uma feiticeira (1Sm 5-7).

E por todos esses erros, Saul foi rejeitado pelo Senhor:

“... O Senhor tem rasgado de ti hoje o reino de Israel, e o tem dado ao teu
próximo, melhor do que tu.” (1Sm 15.28)

27
O Rei Davi

 Escolhido por Deus (1Sm 16.7);


 Tinha experiência com Deus (1Sm 17.34-37);
 Preservou a vida do ungido de Deus (1Sm 24.4; 26.8,9);
 Vingou a morte de Saul (2Sm 1.16);
 Reinou quarenta anos sobre Hebrom e Israel (2Sm 2.1,10,11; 5.1-5);
 Davi intentou edificar uma casa para Deus (2Sm 7.2,12,13);
 Era um rei reto e justo (2Sm 8.15);
 Era um homem grato (2Sm 9.1,6,7);
 Davi chorava a morte dos seus inimigos (2Sm 3.32,38);

 A morte de Uzá (2Sm 6.6,7);


 A rebelião de Absalão (2Sm 15.25,26);
 A sedição de Seba (2Sm 20.1,2);
 Fome pela morte dos gibeonitas (2Sm 21.1,2; Js 9);

Davi tornou-se uma espécie de rei-sacerdote, tendo restaurado, até certo ponto, o
ideal mosaico (2Sm 6.12,13). A despeito de seus grandes erros, Davi era
espiritualmente superior aos outros reis (1Sm 13.14; 1Rs 11.4; 14.8). Seu
governo foi muito bem sucedido dos ângulos pessoal, militar (2Sm 5.10; 8; 21.15)
e espiritual, chegando a ser considerado o monarca ideal. Todavia, houve algumas
falhas graves, como a contagem do povo (2Sm 24.10), seu adultério com Bate-
Seba e a morte provocada de Urias (2Sm 11.4,17). Mas, diante da repreensão do
profeta Natã (2Sm 12.7), Davi pode se arrepender (Sl 51) e o Senhor perdoou seu
pecado (2Sm 12.13). No entanto, suas conseqüências ele levou sobre si (1Sm
12.12; 2Sm 16.21-23).

28
O Rei Salomão

 Filho de Davi, foi ungido rei (1Rs 1.39) levando a nação de Israel a seu ponto
culminante de poder e prosperidade (1Sm 2.12; 2Cr 1.1), em um período
essencialmente pacífico. Foi nesse período que o Templo de Jerusalém foi
edificado, o que adicionou uma nova dimensão ao caráter nacional de Israel (1Rs
6). Salomão, homem de extrema sabedoria (1Rs 3.5-15; 1Rs 4.29,30). Mas, em
meio ao grande luxo em que vivia, naturalmente envolveu-se em alguns vícios,
primeiramente com mulheres (1Rs 3.1), com a idolatria (1Rs 11.1-9) e também
impôs um tributo pesado ao povo (1Rs 9.15).

 Salomão encontrou dificuldades onde a maioria dos monarcas orientais


escorregava. Um numeroso harém era um dos luxos mais cobiçados da época
(2Sm 5.13; 1Rs 11.1; 20.3). Salomão foi o mais luxuoso e sensual deles todos,
tendo tido mil esposas e concubinas.

O trecho de Deuteronômio 17.14-20 prediz os maus resultados dos reis de Israel


que multiplicariam cavalos, esposas e riquezas materiais.

Foi exatamente devido aos erros de Salomão que Deus intentou dividir a nação.
Mas, por amor que tinha a Davi deixou para fazer isso nos dias de Roboão, seu
filho. 1Rs 11.26-40; 12

29
Os Escritos

O impacto da lei, da profecia e da história sobre gerações


sucessivas teria sido menos forte se Deus não tivesse também
inspirado e preservado as emoções, as instruções, e até as
frustrações representadas nos Escritos.

Todas as três partes da Tanach se complementam entre si.

30
Introdução

Os pais da igreja cunharam o termo grego hagiographa "escritos sagrados" para


descrever a terceira seção do cânon judaico, os Escritos.

“... convinha se cumprisse tudo o que de mim estava escrito na Lei de Moisés, nos
Profetas e nos Salmos“. (Lc 24.44)

Desses cinco rolos, dois são utilizados nas festas dos judeus:

- Cânticos dos cânticos de Salomão: oitavo dia da Páscoa; e


- Eclesiastes: terceiro dia da Festa dos Tabernáculos.

31
Introdução aos Escritos
Continuação...

Embora os Escritos não contenham mandamentos específicos de Deus ou oráculos


ditados pelos profetas, são essenciais para a edificação do povo de Deus, pois
analisam de diferentes ângulos o rico e gratificante tema da vida humana em
relação a Deus:

- A vida é celebrada na sexualidade de Cântico dos Cânticos;


- Na gratidão exuberante dos hinos e cânticos de ação de graças de Salmos;
- Nos prazeres terrenos defendidos em trechos de Eclesiastes;
- No livro de Jó, a vida é apresentada sob ameaça, retratada de uma perspectiva
individual ou talvez nacional como sugere a tradição judaica; e
- O livro de Provérbios nos apresenta lições de como viver uma vida plena.

32
O Livro de Jó

“Porventura não é a perdição para o perverso, o desastre


para os que praticam iniquidade?.“ Jó 31.3

“Por que razão vivem os ímpios, envelhecem, e ainda se


robustecem em poder?“ Jó 21.7

33
A Época da Escrita

Segundo a tradição judaica, os livros de sabedoria foram escritos em um período após a


Torah (O Pentateuco). Talvez, refletindo uma grande crise de fé criada na mente
nacional, pelos cativeiros assírio e babilônico. Nesse caso, o livro de Jó não seria
mera peça pessoal, refletindo os conflitos de um individuo isolado acerca do
problema do mal, e sim, um tipo de busca dos judeus por uma resposta acerca das
aflições que Israel sofreu como nação.

A maioria dos intérpretes antigos e alguns modernos continuam defendendo a data mais
antiga do livro. Na época dos episódios patriarcais, quando ainda a lei mosaica não
havia sido revelada.

Todavia, quase todos os intérpretes modernos, embora acreditem que o homem Jó


tenha realmente vivido há muito tempo no passado, talvez algum tempo antes de
Abraão, acreditam que a narrativa tenha primeiramente circulado sob forma de
tradições orais, até ser escrito por volta do século V ou IV a.C.

Alguns chegaram a acusar uma data mais ainda posterior, no entanto, a descoberta do
mar morto elimina cabalmente qualquer data posterior ao I século a.C.

34
A Autoria

Quanto a questão da autoria, pelo fato do livro refletir ao ambiente patriarcal, a


tradição judaica tem atribuído a Moisés, embora isso, para outros, esteja totalmente
fora da realidade.

Como também o próprio livro não nos fornece nenhuma indicação de que Jó tenha
escrito qualquer porção da obra. Isso posto, temos um autor desconhecido que viveu
em um período desconhecido.

35
Alguns problemas

Alguns eruditos pensam que editores de uma época posterior, tivessem feito adições
que só teriam servido para lançar confusão no livro:

- O capítulo 21, diferentemente dos capítulos 1º ao 19º, retrata um Jó cético, que


condenou a si mesmo e, então, foi levado à sabedoria divina no capítulo 28;
- Os capítulos 30 e 31 seriam basicamente, um paralelo aos discursos dos
capítulos 3º ao 19º;
- Nos capítulos 32-37 aparece uma reprovação desnecessária por parte de certo
Eliú;
- Nos capítulos 38 e 39 o próprio Deus força Jó a retratar-se.

Isso posto, parece haver consideráveis mudanças de atitude no livro. E alguns


estudiosos supõem que isso reflita adições feitas posteriormente.

Todavia, o autor Norman Champlin acredita que isso poderia ter sido reflexo apenas
de um confuso arranjo e tratamento, por parte do próprio autor sagrado que, ao
abordar uma questão espinhosa, não se mostrou muito metódico quanto, talvez,
gostaríamos que ele tivesse sido.

36
Alguns problemas
Continuação...

Outros estudiosos também supõem que o prólogo (Jó 1 e 2) e o epílogo (Jó 42.7-17)
tenham sido adições feitas ao corpo original do livro.

Outros ainda criticam a filosofia que transparece na obra, supondo que as tragédias
gregas sejam superiores, pois, nessas tragédias, quando um homem sofre, nunca
mais se recupera. E dizem que isso é mais realista diante da vida.

No entanto, Jó recuperou-se e prosperou mais do que antes. Mediante essa


recuperação de Jó diante do sofrimento, o autor sagrado estava dizendo que a
providência divina é capaz de nos surpreender. E isso prova que a resposta
simplista para o problema do sofrimento humano, de que este resulta de erros
cometidos, nem sempre explica o que de fato está acontecendo aos homens.

37
A Síntese das Acusações

- Satanás o acusou (Jó 1.9b);


- Acusação de Elifaz (Jó 4.7; 15.5; 22.5);
- A repreensão de Bildade (Jó 8.3; 18.21);
- Jó repreendido por Zofar (Jó 11.5; 20.5,19, 29);
- Eliú, o último a repreender (Jó 34.11,23);

“Quem é este que escurece o conselho com palavras sem conhecimento.“Jó 38.2

Em relação aos conselhos dados pelos homens que são apresentados nos diálogos com Jó, não
poderiam ser diferentes, pois eles somente poderiam perceber aquilo que era comum ao seu
contexto, ou seja, a retribuição divina, devido a mesma ser tão regular e previsível segundo a
antiga doutrina judaica encontrada na Torah.

38
Lições Teológica

- Não havia semelhante a ele (Jó 1.1; 1.8; 2.3);


- Jó viu-se em profunda tristeza (Jó 3.3; 7.16; 16.13);
- Sua mulher não suportou (Jó 2.9);
- Jó entendeu que seu sofrimento vinha de Deus (Jó 6.4);
- O aflito suspira por misericórdia (Jó 6.14; 16.21);
- Jó permanece consciente de sua integridade (Jó 13.15);
- Ele levanta a questão da ressurreição (Jó 14.14);
- Foi rejeitado por todos (Jó 19.13-15);
- Jó clama por resposta de Deus (Jó 30.20; 31.35);

“Na verdade sei que assim é; porque, como se justificaria o homem para com
Deus?“ Jó 9.2

“Como, pois, seria justo o homem para com Deus, e como seria puro aquele que
nasce de mulher.“ Jó 25.4

“... Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência.“


Jó 28.28

39
Conclusão

É de se estranhar que um livro que nada exiba de características israelita, onde a lei
mosaica nunca é promovida, tenha encontrado lugar seguro no cânon hebraico.
Essa posição do livro de Jó nunca foi seriamente desafiada. Talvez, por possuir uma
qualidade estética tão grande que ninguém jamais ousou desafiar seu direito ao rol
dos livros divinamente inspirados.

Alfred, Lord Tennyson, que foi um poeta de grande envergadura, considerava o livro
de Jó como:

“o maior poema dos tempos antigos e modernos.”

“Esteticamente falando, Jó é a produção literária suprema do gênio dos hebreus.”

40
A Divisão do Reino
Compreende um período de aproximadamente
585 anos (1171 – 586 a.C.)

“Assim disse o Senhor a Salomão: Pois que houve isto em


ti, que não guardaste a minha aliança e os meus estatutos
que te mandei, certamente rasgarei de ti este reino, e o
darei a teu servo.” 1Rs 11.11

41
A Sentença de Deus

 Pelo fato de Salomão ter tolerado a idolatria (1Rs 11.1-8), um julgamento divino
desastroso teve início no reinado de Roboão, filho e sucessor de Salomão. O
profeta Aías profetizou que Jeroboão, um efraimita muito capaz a quem Salomão
destacara para supervisionar os grupos de trabalho provenientes do norte em
Jerusalém (1Rs 11.28-31), dominaria sobre as dez tribos do norte. Esse oráculo
evidentemente tornou pública a rebelião de Jeroboão, de modo que ele fugiu para
o Egito a fim de escapar da ira de Salomão (1Rs 11.40), retornando após a morte
dele.

 Roboão ainda tentou dominar sobre todo o Israel (1Rs 12.1-15), mas seguindo
conselhos insensatos de amigos ambiciosos, anunciou que sua política seria ainda
mais dura que a do pai. Assim, liderados por Jeroboão, os israelitas declararam
independência.

42
A Divisão

“Vendo, pois, todo o Israel que o rei


não lhe dava ouvidos, tornou-lhe o
povo a responder, dizendo: Que parte
temos nós com Davi? Não há para
nós herança no filho de Jessé. Às tuas
tendas, ó Israel!“ (1Rs 12.16)

Mesmo assim Roboão ainda


tencionava recuperar o governo
unificado. No entanto, uma
intervenção profética impediu que
suas tropas marchassem para o norte
(1Rs 12.24).

43
 Os reis de Judá:
 Roboão – 937 a.C. (1Rs 11.43)
 Os reis de Israel:
 Abias – 920 a.C. (1Rs 14.31)
 Jeroboão – 937 a.C. (1Rs 11.31)
 Asa – 917 a.C. (1Rs 15.8)
 Nadabe – 915 a.C. (1Rs 14.20)
 Jeosafá – 878 a.C. (1Rs 15.24;
 Baasa – 914 a.C. (1Rs 15.16)
22.41)
 Elá – 891 a.C. (1Rs 16.8)
 Jeorão – 851 a.C. (2Rs 8.16; 2Cr 21.1)
 Zinri – 890 a.C. (1Rs 16.15)
 Acazias – 843 a.C. (2Rs 8.25)
 Onri – 890 a.C. (1Rs 16.16)
 Atalia – 842 a.C. (2Rs 8.26)
 Acabe – 876 a.C. (1Rs 16.29)
 Joás – 836 a.C. (2Rs 11.2; 12.2)
 Acazias – 856 a.C. (1Rs 22.40)
 Amazias – 796 a.C. (2Rs 14.1)
 Jorão – 854 a.C. (2Rs 1.17)
 Azarias/Uzias – 777 a.C. (2Rs 14.21;
 Jeú – 842 a.C. (1Rs 19.16; 2Rs 15.3)
10.28,29)
 Jotão – 750 a.C. (2Rs 15.5,34)
 Jeoacaz – 814 a.C. (2Rs 10.35)
 Acaz – 734 a.C. (2Rs 15.38)
 Jeoás – 797 a.C. (2Rs 13.10)
 Ezequias – 727 a.C. (2Rs 16.20;
 Jeroboão II – 781 a.C. (2Rs 14.23) 18.3)
 Zacarias – 741 a.C. (2Rs 14.29)  Manassés – 697 a.C. (2Rs 21.1)
 Salum – 741 a.C. (2Rs 15.10)  Amon – 642 a.C. (2Rs 21.19)
 Manaém – 740 a.C. (2Rs 15.14)  Josias – 640 a.C. (1Rs 13.2; 2Rs
 Pecaias – 737 a.C. (2Rs 15.23) 22.2)
 Peca – 736 a.C. (2Rs 15.25)  Jeoacaz – 608 a.C. (2Rs 23.30)
 Oséias – 730 a.C. (2Rs 15.30)  Jeoiaquim – 608 a.C. (2Rs 23.30)
 Joaquim ou Jeconias – 598 a.C. (2Rs
24.6)
 Zedequías ou Matanias – 598 a.C. (2Rs
24.17)

44
O Cativeiro Assírio Assírio
721 606
 Jeroboão proibiu as viagens para o templo de Salomão e estabeleceu santuários
alternativos em Dã e em Betel. Então, o povo do norte começou a identificar-se
com imagens do culto à fertilidade dos cananeus e passaram a misturar o culto a
Yahweh com o culto a Baal. Esse sincretismo explica a censura profética contra o
rei Jeroboão e seus santuários (1Rs 13.1-32; 14.14-16).
 O reino do norte nunca estabeleceu uma dinastia real e estável. Nadabe, filho de
Jeroboão, governou por apenas dois anos, antes de ser morto por Baasa (1Rs
15.27-30). Elá, filho de Baasa, sofreu o mesmo destino nas mãos de Zinri, um
comandante militar (1Rs 16.8-14). Mas Zinri reinou apenas sete dias, antes de
outro general, Onri, sitiar sua capital em Tirza. A morte de Zinri dividiu a lealdade
do povo entre Onri e Tibni, mas o primeiro acabou prevalecendo.
 A atitude mais nociva ao reino do norte, talvez tenha sido a aliança com a
próspera cidade fenícia de Tiro, um pacto selado com o casamento de seu filho,
Acabe, com Jezabel, filha do rei de Tiro (1Rs 16.24-33).
 Nesse cenário Deus levantou uma testemunha poderosa para se contra por àquela
política e promover a fé verdadeira. Daí em diante os embates entre Elias e Acabe
conduzem a trama de 1Rs 17-22. Como tema principal, os conflitos detalham onde
Israel errou e descrevem o julgamento divino que virá sobre Israel.
 Após a ascensão de Elias aos céus (2Rs 2.11), toda oposição de Deus contra os
reis perversos de Israel continuou através do profeta Eliseu (2Rs 3.14; 9.10,35).
Porém, o Senhor ainda continuava usando de sua misericórdia (2Rs 13.23).
 Vindo a morte de Eliseu (2Rs 13.20), outros reis perversos governaram sobre
Israel, até que no reinado de Oséias, o Senhor entregou Israel ao cativeiro Assírio
(2Rs 17.6), pelos pecados que todos os reis cometeram e ensinaram ao povo a se
desviarem das leis, dos estatutos, dos mandamentos e dos juízos de Deus (2Rs
17.7-23).

Onri por fim estabilizou politicamente o reino do norte. E comprou a Samaria fazendo a
capital permanente do reino do norte, até que foi destruída pela Assíria (1Rs 16.24).

45
O Cativeiro Babilônico

 No governo de Roboão, a apostasia religiosa que caracterizara o reinado de


Salomão tornou-se mais patente. O javismo debatia-se com a religião cananéia e
com a prostituição masculina (1Rs 14.23,24). O exército de Judá continuou suas
lutas militares contra seu rival do norte, sem que houvesse supremacia de uma
das partes (1Rs 14.30; 15.6). Para piorar a situação, o poderoso egípcio Sisaque,
invadiu Judá em 926 a.C. (1Rs 14.25-28), levando os escudos de ouro,
simbolizando o fim da era de ouro de Judá (1Rs 14.26) devido a sua apostasia.

 Após breve e inexpressivo reinado de Abias (1Rs 15.1-8), é apresentado o longo


período do governo de Asa, com sua formula típica para os governantes de Judá
(1Rs 15.9-11). Asa é um dos poucos reis de Judá que as narrativas lhe são
favorável. Tematicamente, ele representa o primeiro reformador religioso de Judá.

 Outros reis também se levantaram em Judá, e fizeram o que era mau aos olhos do
Senhor (2Rs 17.19). Por isso também a Assíria, por meio de Senaqueribe, tomou
todas as cidades fortificadas de Judá (2Rs 18.13), exigindo o pagamento de
impostos. Mas, ainda não se satisfez e desejou tomar Jerusalém (2Rs 18.17),
chegando ao ponto de blasfemar do Deus de Judá (2Rs 19.6). Entretanto, esse
desejo do rei da Assíria foi frustrado, porque na época Ezequias, um rei reto,
governava sobre Judá, e a mensagem recebida do profeta Isaías era de vitória
(2Rs 19.7-8,28,32).

 Ezequias era co-regente de Judá com seu pai, Acaz, desde 729 a.C. Depois
governou sozinho de 716 a 687. Ele aprendeu lições importantes com a queda de
Israel. Incentivado pelo profeta Isaías, ele perseguiu dois atos louváveis: tentou
romper o domínio político da Assíria e purificou a fé de Judá, abolindo o culto aos
deuses cananeus e assírios.

46
O Cativeiro Babilônico Continuação...

 O Egito também estava ansioso por romper com a Assíria. Isso fez com que Isaias
profetizasse contra toda tentativa de aliança por parte de Judá (Is 30.1-3). Do
outro lado, a Babilônia compartilhava com os egípcios a fome de liberdade.
Naquele tempo Merodaque-Baladã era o rei de Babilônia e tentou fazer aliança
com Judá (2Rs 20.12-19). Ezequias lhes mostrou os tesouros reais, os
suprimentos, e a casa de armas. Daí Isaias profetizou que todos esses tesouros,
um dia, seriam levados para Babilônia (2Rs 20.17). Um século mais tarde, as
palavras de Isaias tornaram-se. Por três vezes o exército babilônio atacou Judá e
seus vizinhos. Eles deixaram os muros e o templo de Jerusalém em ruínas e deram
um fim amargo ao reinado da linhagem de Ezequias (2Rs 25.1-10).

Assírio Babilônio Medo-Persa


721
606 536 330

O reino do sul (Judá) foi tomado pela Babilônia em 586 a.C.

47
Os Profetas

“... Quem dera que todo o povo do Senhor fosse profeta, e


que o Senhor pusesse o Seu Espírito sobre ele!“
Nm 11.29b

48
Introdução

A palavra hebraica para “profeta” é nabi, e significa “anunciador”, “declarador”. Os


termos hebraicos roeh e hozek também são usados, e significam “aquele que vê”, ou
seja, “vidente”. Todas as três palavras aparecem em 1Cr 29.29.

Nabi é termo usado por mais de trezentas vezes no Antigo Testamento. Alguns
exemplos são: Gn 20.7; Êx 7.1; Nm 12.6; Dt 13.1; Jz 6.8; 1Sm 3.20; 2Sm 7.2; 1Rs
1.8; 2Rs 3.11; Sl 74.9. Um título comumente aplicado aos profetas era “homem de
Deus” (1Rs 13.1). Além disso, a expressão é usada para designar Moisés, Elias,
Samuel, Davi e Semaías. Ainda outros títulos dados aos profetas são: Atalaia Jr 6.17;
Ez 3.17 (no hebraico, sophin) e Pastor Zc 11.5,16 (no hebraico raah).

Entre os dias de Josué e Eli “as visões não eram freqüentes” (1Sm 3.1), o que significa
que o ofício profético estava em declínio. Mas esse ofício ressurgiu no período dos reis
com o aparecimento das escolas de profetas, que surgiram nos dias de Samuel (1Sm
19.20; 2Rs 2.3,5; 4.38; 6.1).

“O Senhor teu Deus te levantará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a
ele ouvireis; conforme a tudo o que pediste...” Dt 18.15

49
No Reino Unido Em Israel Em Judá

Natã (2Sm 7.2-17; 12.1-25), na Aías, o silonita (1Rs 11.29-39; Semaías (2Cr 11.2-4; 12.5-8), na
época de Davi, 1000 a.C. 14.1-18), na época de Jeroboão I, época de Reoboão, 931 a.C.
931-910 a.C.
Gade (1Sm 22.5; 2Sm 24.11-19), Um homem de Deus, vindo de Judá Azarias, filho de Obede (2Cr 15.1-
também na época de Davi. (1Rs 13.1-32), na época de 7), na época de Asa, 911-870 a.C.
Jeroboão I, 931-910 a.C.
Aías, o silonita (1Rs 11.29-40), na Jeú, filho de Hanani (1Rs 16.7-12), Hanani (2Cr 16.7-10), na época de
época de Salomão, 971-931 a.C. na época de Baasa, 909-886 a.C. Asa, 911-870 a.C.

Elias (1Rs 17.2 – 2Rs 2), na época Jeú, filho de Hanani (2Cr 19.2,3),
de Acabe, 874-853 a.C. e de na época de Josafá, 873-848 a.C.
Acazias 853-852 a.C.
Micaías (1Rs 22.13-28), na época Jaaziel (2Cr 20.14-17), na época
de Acabe, 874-853 a.C. de Josafá, 873-848 a.C.
“Assim disse o Senhor a
Salomão: Pois que houve Eliseu (1Rs 19.16 – 2Rs 13.21), na Eliezer, filho de Dodava (2Cr
isto em ti, que não época dos reis Acazias, 853 a.C., 20.37), na época de Josafá, 873-
Jeorão (852-841 a.C.), Jeú (841- 848 a.C.
guardaste a minha 814 a.C.), Jeoacaz (814-798 a.C),
aliança e os meus Jeoás (798-782 a.C.
estatutos que te mandei,
Obede (2Cr 28.9-11), na época de Elias (2Cr 21.12-15), na época de
certamente rasgarei de ti Peca, 752-732 a.C. Jeorão, 853-841 a.C.
este reino, e o darei a
teu servo.” “Vendo, pois, todo o Israel que o Zacarias, filho de Joiada (2Cr
rei não lhe dava ouvidos, tornou- 24.20-22), na época de Joás, 835-
lhe o povo a responder, dizendo: 796 a.C.
1Rs 11.11 Que parte temos nós com Davi?
Hulda (2Rs 22.14-20), na época de
Não há para nós herança no filho
Josias, 641-609 a.C.
de Jessé. Às tuas tendas, ó
Israel!“ Urias (Jr 26.20-23), na época de
1Rs 12.16 Jeoiaquim, 609-598 a.C.

50
Os Profetas Pré-Cativeiro Assírio

- (2) Jonas [825-782 a.C.];


- (3) Amós [786-746 a.C.]; e
- (4) Óseias [782-725 a.C.]

Síntese: Profeta Jonas “Pomba”:


Profetiza para Ninive, aspecto missionário;

- Era Galileu da cidade Gate-Hefer, Jo 7,52;


- Iniciou seu ministério após Elizeu, Contexto histórico 2Rs 14.25-27;
- Foi engolido por um grande peixe, Mt 12.39-42;
- A nação de Ninive se arrepende, Jn 3.5-10; e
- O descontentamento de Jonas, Jn 4.

“... Por isso é que me preveni, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus compassivo e
misericordioso, longânimo e grande em benignidade, e que te arrependes do mal.”
Jn 4.2

51
Os Profetas Pré-Cativeiro Assírio

- (2) Jonas [825-782 a.C.];


- (3) Amós [786-746 a.C.]; e
- (4) Óseias [782-725 a.C.]

Síntese: Profeta Amós “Levar um fardo”:


Profetiza ao Norte

- Natural de Tecoa, 10 Km ao sul de Belém;


- A chamada divina Am 7.14,15;
- Contexto histórico 2Cr 26; 2Rs 14.23-29; 15;
- Julgamento das nações Am 1; 2
- A sentença, cerca de 60-80 anos antes do cativeiro, Am 5.27.
- Promessa de restauração, Am 4.11-15

“Mas o Senhor me tirou de seguir o rebanho, e o Senhor me disse: Vai, e profetiza ao


meu povo Israel.” Am 7.15

52
Os Profetas Pré-Cativeiro Assírio

- (2) Jonas [825-782 a.C.];


- (3) Amós [786-746 a.C.]; e
- (4) Óseias [782-725 a.C.]

Síntese: Profeta Oséias “Libertador”:


Denúncia o adultério espiritual de Israel;

- Contexto histórico 2Rs 14.23; 15


- Nos dias de Uzias, Jotão, Acaz e Ezequias (Judá) e Jeroboão II (Israel)
- Aproximadamente 60 anos antes do Cativeiro Assírio
- Seu casamento com uma prostituta, Os 1.2;
- Anúncio do Cativeiro Am 5.27,27

“E naquele dia, diz o Senhor, tu me chamarás: Meu marido; e não mais me chamarás:
meu Senhor.” Os 2.16

53
Conclusão

No reinado de Oséias, o Senhor entregou Israel ao cativeiro Assírio (2Rs 17.6), pelos
pecados que todos os reis cometeram e ensinaram ao povo a se desviarem das leis,
dos estatutos, dos mandamentos e dos juízos de Deus (2Rs 17.7-23).

Sargão II  (722-705 a.C.) Toma o Reino do Norte 2Rs 15.29; 16.5-7.

O cativeiro Assírio pôs fim (em 721 a.C.) à linhagem dos profetas do reino do norte,
Israel, e o povo de Israel continuou através da nação de Judá. E assim as dez tribos
de Israel perderam sua identidade.

Assírio
721 606

54
Pré-cativeiro Babilônico

55
Os Profetas Pré-Cativeiro Babilônico

- (1) Joel [837-800 a.C.];


- (5) Isaias [758-698 a.C.];
- (6) Miquéias [740-695 a.C.];
- (7) Naum [640-630 a.C.];
- (8) Sofonias [640-610 a.C.];
- (9) Jeremias [627-586 a.C.]; e
- (10) Habacuque [609-598 a.C.]

Síntese: Profeta Joel “O Senhor é Deus”:


Pouco se sabe dele, acredita-se que profetizou no tempo de Joás (2Rs 12)

(1) Joel [837-800 a.C.]


- O campo foi assolado Jl 1.13;
- O dia do Senhor Jl 1.15; 2.1,11;
- Promessa de abundância Jl 2.23,25, 27;
“Ai do dia! Porque o dia do
Senhor está perto, e virá como
- Promessa do derramamento do Espírito Jl 2.28-29;
uma assolação do todo-
- O grande e terrível dia Jl 2.31,32; 3.14; poderoso.” Jl 1.15
- O Juízo sobre as nações Jl 3.2;
- Judá será restaurada Jl 3.20;

56
Os Profetas Pré-Cativeiro Babilônico

Síntese: Profeta Isaías “Salvação do Senhor”:

(5) Isaias [758-698 a.C.]

- 1ª Seção: Condenatória Is 1-35;


- 2ª Seção: História Is 36-39;
- 3ª Seção: Consoladora Is 40-66;

Profecias Messiânicas
- O nascimento de Jesus Is 7.14; Is 9.1,6; Mt 4.15; Lc 1.35; Gl 4.4
- O reino do Messias Is 11.1-4; 16.5
- Preparar o caminho Is 40.3
- O Servo do Senhor Is 42.1-9; 61.1

“... Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel.”
Is 7.14

57
Os Profetas Pré-Cativeiro Babilônico

Síntese: Profeta Miquéias “Quem é como o Senhor”:


Contemporâneo de Isaías Is 1.1; Mq 1.1 “Porque a sua chaga é
Nativo de Moresete: 20 km ao sul de Jerusalém incurável, porque chegou até
Contexto: 2Rs 15.23-30 Judá; estendeu-se até à porta
do meu povo.” Mq 1.9
(6) Miquéias [740-695 a.C.]
- Condenação aos líderes Mq 2.1,11; 3.1,5-12
- Profecia messiânica Mq 5.2-5
- A queda da Assíria Mq 5.6

Síntese: Profeta Naum “Conforto de Deus”


120 e vinte anos depois da mensagem de Jonas
Nativo de El-Kosh, uma aldeia da Galiléia
(7) Naum [640-630 a.C.]
“Ai da cidade
- O Senhor é vingador Na 1.2 ensanguentada!” Na 3.1
- Nínive lamentará Na 2.7,8
- A sentença de Deus Na 3.19

58
Os Profetas Pré-Cativeiro Babilônico

Síntese: Profeta Sofonias “Iavé esconde”:


“O grande dia do Senhor está
(8) Sofonias [640-610 a.C.] perto, sim, está perto, e se
- O dia do Senhor Sf 1.7, 14, 18; 2.2,3 apressa muito; amarga é a voz do
- Profecias contra profetas e sacerdotes Sf 3.4 dia do Senhor; clamará ali o
- O Senhor é justo Sf 3.5 poderoso.” Sf 1.14
- A volta dos cativos Sf 3.20

Síntese: Profeta Habacuque “abraço”:


(10) Habacuque [609-598 a.C.]
“Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não
- A falta de justiça Hb 1.4 me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não
- Anúncio do cativeiro Hb 1.5,6 salvarás?” Hb 1.2
- Os ais contra os caldeus Hb 2
“... Todavia eu me alegrarei no Senhor;
- O cântico de Habacuque Hb 3.17
exultarei no Deus da minha salvação.”
Hb 3.18

59
Os Profetas Pré-Cativeiro Babilônico

Síntese: Profeta Jeremias “Iavé estabelece”: “Deveras o meu povo está louco, já
Contemporâneo de Sofonias e Habacuque não me conhece; são filhos néscios,
e não entendidos; são sábios para
Contexto: 2Rs 22-25; Jr 26.1
fazer mal, mas não sabem fazer o
(9) Jeremias [627-586 a.C.] bem.” Jr 4.22

- O povo deixou ao Senhor Jr 2.1-5,11,17,19,27; 15.4; 17.5,13


- Israel & Judá deixam ao Senhor Jr 3.6-10; 5.1
- Anúncio do cativeiro Jr 4.7; 5.15-18; 6.21; 10.22; 20.4; 25.11
- Falsos líderes Jr 5.31; 7.4; 14.14; Jr 23.1-4,9-11
- Desprezaram a palavra do Senhor Jr 6.10; 7.27; 25.4,8; 35.14
- Falsa paz Jr 6.14; 8.11
- O Senhor recusa oração e holocaustos Jr 7.16,22,23; 11.14; 14.11
- A volta a Jerusalém Jr 12.15
- O vaso de oleiro Jr 18.1-6, a botija Jr 19.10, os figos Jr 24.5, os grilhões Jr 27-28 e a
carta aos cativos 29.4-10
- Ameaças contra Jeremias Jr 20.2,6; 26.8-14; 32.2; 37.14; 38.6
- A cerca de Cristo e sua época Jr 23.5; 31.15; 33.15
- A esperança Jr 29.11; 30.3,8,18; 33.3
- Escritos por Baruque Jr 36.4,32; 45.1
- Profecias contra várias nações Jr 46-52
- As lamentações do profeta Jr 4.31; 6.26; 9.20; 10.19; 13.17; 20.14-18; Lm 1.16;
2.11, 20; 3.1-13,49; 4.10; 5.15

60
Conclusão

 O Egito também estava ansioso por romper com a Assíria. Isso fez com que Isaias
profetizasse contra toda tentativa de aliança por parte de Judá (Is 30.1-3). Do
outro lado, a Babilônia compartilhava com os egípcios a fome de liberdade.
Naquele tempo Merodaque-Baladã era o rei de Babilônia e tentou fazer aliança
com Judá (2Rs 20.12-19). Ezequias lhes mostrou os tesouros reais, os
suprimentos, e a casa de armas. Daí Isaias profetizou que todos esses tesouros,
um dia, seriam levados para Babilônia (2Rs 20.17). Um século mais tarde, as
palavras de Isaias se cumpriram. Por três vezes o exército babilônio atacou Judá e
seus vizinhos. Eles deixaram os muros e o templo de Jerusalém em ruínas e deram
um fim amargo ao reinado da linhagem de Ezequias (2Rs 25.1-10).

Assírio Babilônio Medo-Persa


721
606 536 330

O reino do sul (Judá) foi tomado pela Babilônia em 586 a.C.

61
Durante Cativeiro Babilônico

62
Os Profetas Durante Cativeiro Babilônico

- (11) Daniel [606-534 a.C.];


- (12) Ezequiel [592-572 a.C.]; e
- (13) Obadias [586-583 a.C.] “Não temas, homem
muito amado, paz seja
contigo; anima-te, sim,
Síntese: Profeta Daniel “Juiz de Deus”: anima-te... ”. Dn 10.19
Contemporâneo de Jeremias, Ezequiel e Esdras;
Contexto: Dn 1.1; 2Rs 24.3-4
Escrito em Aramaico 2.4b-7.28

- A seleção dos filhos de Israel Dn 1.3,4,17


- Uma grande estátua Dn 2.28-49; A grande árvore Dn 4.4-37;
- A estátua de ouro e a fornalha de fogo Dn 3.1-30
- Belsazar, o filho de Nabucodonosor Dn 5.1 (A escrita na parede)
- No reinado de Dário, Daniel na cova dos leões Dn 6
- As visões de Daniel: Os 4 animais Dn 7
- Os próximos impérios Dn 8; 11
- A oração de Daniel Dn 9; A grande visão Dn 10
- os últimos tempos Dn 12

63
Os Profetas Durante Cativeiro Babilônico

Síntese: Profeta Ezequiel “Deus fortalecerá”:

(12) Ezequiel [592-572 a.C.]


Contexto: 2Rs 24.11-16 de Josias até Zedequias

- O chamado Ez 2.3-5; 3.5,6; 33


- As visões: Os querubins Ez 1.1,28; 10 O rolo 2.9,10; As abominações do santuário 8;
justos, ímpios 9; Os chefes Ez 11;12.21-28; 34; As falsas profetizas 13.17; A videira
inútil 15.6; 19.10; A prostituição de Jerusalém 16.15; A parábola da panela 24; um vale
de ossos 37

- Anúncio do cativeiro Ez 4;5; 12.11; 17


- Bênçãos e Maldições Ez 18
- As abominações de Israel Ez 20; 22
- Profecias contra diversos povos 25-32; 35; 36; 38,39
- Há esperança Ez 11.16,17,19; 36.23-35; 40-48

“Filho do homem: Eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; e tu da minha boca
ouvirás a palavra e avisá-los-ás da minha parte.” Ez 3.17

64
Os Profetas Durante Cativeiro Babilônico

Síntese: Profeta Obadias “Servo” ou “Adorador do Senhor” :

- (13) Obadias [586-583 a.C.]


O livro de uma visão

- A sentença de Deus sobre Edom v10


- O motivo dessa sentença v12-14
- A restauração de Israel Ob v17-21

“Mas tu não devias olhar com prazer para o dia de teu irmão, no dia do seu infortúnio; nem
alegrar-te sobre os filhos de Judá, no dia da sua ruína... ” Ob v12-14

65
Pós-cativeiro Babilônico

“O Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da terra,


e me encarregou de lhe edificar uma casa em
Jerusalém...“ 2Cr 36.23; Jr 29.10

66
Os Profetas pós-cativeiro Babilônico

- (14) Ageu [520 a.C.];


- (15) Zacarias [520-518 a.C.]; e
- (16) Malaquias [433-425 a.C.]

Síntese: Profeta Ageu “Festivo”:


Contemporâneo de Zacarias;
Contexto: Na época de Dário I (522-482 a.C.) Ag 1.1
Visa encorajar os repatriados a restaurar Jerusalém

- O tempo de edificar o templo Ag 1.2, 4


- Todos obedeceram a voz de Deus Ag 1.12; Ed 5.1,2
- A glória da segunda casa Ag. 2.9
- A repreensão e promessa de benção Ag 2.10-20

“A glória desta última casa será maior do que a da primeira...” Ag 2.9

67
Os Profetas pós-cativeiro Babilônico

- (14) Ageu [520 a.C.];


- (15) Zacarias [520-518 a.C.]; e
- (16) Malaquias [433-425 a.C.]

Profeta Zacarias “O Senhor Lembra”: Profeta Malaquias “Meu mensageiro”:


É o mais escatológico do AT
- A repreensão aos sacerdotes Ml 2.2,7
- As oito visões Zc 1-6 - A infidelidade com a mulher da
- O renovo Zc 6.11,12 mocidade Ml 2.14
- As bênçãos prometidas Zc 8.11,12; - O anúncio da vinda do Senhor Ml 3.1;
10.1,3,8; 12.8-10 4.2-5
- O castigo de diversos povos Zc 9; - Os dízimos e ofertas Ml 3.10
11.6-17; 12.3
- O julgamento final Zc 14
“O filho honra ao pai, e o servo o seu
senhor; se eu sou pai, onde está a
“... e olharão para mim, a quem
minha honra? E, se eu sou Senhor
traspassaram ...” Zc 12.10
...” Ml 1.6

68
A Reconstrução de Jerusalém

- Esdras & Neemias  Reconstroem a cidade de Jerusalém:


Originalmente formavam um único livro

Síntese: Esdras “Ajuda”:


Era sacerdote e escriba
Considerado o segundo fundador da nação judaica

- A história dos primeiros judeus após o cativeiro Ed 1-6; 2.62


- O reavivamento Ed 7-10
- Oposição a construção Ed 4.23,24; 5.7-17
- Os profetas ajudam na construção Ed 5.2
- O rei Dário permite a construção Ed 6.11; 2Cr 36.22,23
- Artaxerxes apóia a reconstrução de Jerusalém Ed 7.13,21; 8.22
- Os primeiros a transgredir após o cativeiro babilônico Ed 9.2-6
- O verdadeiro arrependimento Ed 10.

“A mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam...”


Ed 8.22b

69
A Reconstrução de Jerusalém

Síntese: Neemias “Iavé consola”:


Era copeiro do Rei Artaxerxes

- Neemias toma ciência da situação de Jerusalém Ne 1.3


- Artaxerxes permite a Neemias ir a Jerusalém Ne 2.6
- A edificação dos muros Ed 3; 4.6
- Os opositores Ed 4.1,7; 6
- Os pobres reclamam dos ricos Ed 5.15
- A relação dos primeiros a retornar para Jerusalém Ed 7.5
- Esdras lê a lei diante do povo Ne 8.4,5,8, 18
- O arrependimento e a retrospectiva da história de Israel Ne 9
- Selaram a aliança Ne 10
- Neemias remove diversos abusos Ne 13.25

“Grande e extensa é a obra, é nós estamos apartados do muro, longe uns dos outros.”
Ne 4.19b

70
Período Interbíblico

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu


Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei.” Gl 4.4

71
Introdução
Foi considerado o período de 400 anos, em que não houve revelação divina escrita,
onde os fatos históricos formaram o cenário ideal para a manifestação de Jesus o Filho
de Deus.
Antes de iniciarmos o estudo do Novo Testamento, é de extrema importância a
compreensão dos fatos que ocorreram pós-exílio até o advento de Cristo, iniciando
então a Era Cristã.
Contexto Histórico
A nação de Israel apostatou da fé, quebrou a aliança com Deus, e por isso foi
extremamente afligido com os cativeiros Assírio (721 a.C.) e Babilônico (606-536).
O Império medo-persa surgiu em 536 a.C., como libertador de Israel das mãos da
Babilônia, com a figura de Ciro que permite que cerca de 50.000 exilados retornem
para Jerusalém.
Esdras retorna do exílio em 457 a.C., promove diversas reformas civis e espirituais,
servindo de restaurador e por isso passou a ser considerado como o segundo fundador
da nação Judaica.

Assírio Babilônico Medo-Persa Grego


721 167
606 536 330

Em Dn 8.3-12 foi profetizado a queda do império babilônico até o levante de Antioco


Epifânio (uma tipificação de anti-cristo).

72
Alexandre o Grande

 Alexandre, filho de Felipe de Macedom, homem de extrema liderança, educado aos


pés do famoso Aristóteles, plenamente devotado a cultura grega, penetrou na
Pérsia com um contingente bastante inferior aos dos seus adversários. Mas, pela
sua coragem e destreza militar com apenas 22 anos de idade estabeleceu seu
império.

 No ano de 330 a.C. Alexandre o Grande estabelece o Império Grego, mas com
apenas 33 anos de idade perdeu suas forças estando enfermo e também bastante
debilitado pelo uso do álcool.

 Embora tenha reinado por um período bastante curto, mas tendo sido muito rápido
em suas empreitadas, passou a influenciar o mundo da época como nunca antes
havia ocorrido, disseminando a cultura e a língua grega por toda extensão do seu
império.

“... Mas, estando na sua maior força, aquele grande chifre foi quebrado; e no seu
lugar subiram outros quatro.” Dn 8.8

73
Os Sucessores de Alexandre

Vindo a morte de Alexandre o império Grego é dividido e entregue a:

 Seleuco – Reinou no norte sobre a Síria, Ásia Menor e a Babilônia;


 Ptolomeu – Ficou com o sul reinando sobre o Egito;
 Lisímaco – Sobre a Trácia;
 Cassandro – Ficou com a Macedônia e a Grécia.

Nesse período o império passou de uma mão para outra mão, por várias vezes até 301
a.C., quando o Egito e a Síria mediram forças (Egito: 301-198 / Síria: 198-167).
A Palestina foi dividida nas províncias: JUDÉIA, GALILÉIA, TRACONITES e PERÉIA. E
também nesse período surgiram os Fariseus “separados”, Saduceus “justos” e os
Essênios que pareciam uma seita oriental com mistura de judaísmo.
Antioco Epifânio
Em 175 a.C., subiu ao trono da Síria, Antioco Epifânio (Antioco IV). Ele colocou em seu
coração o desejo de exterminar os judeus e em 168 a.C., arrasou Jerusalém, profanou
o templo erigindo um altar a Júpiter e sacrificou uma porca sobre o altar dos
holocaustos.
Como se não bastasse, também decretou pena de morte para quem praticasse a
circuncisão e adorasse a Deus. E também destruiu todas as cópias que encontrou das
Escrituras.
“E de um deles saiu um chifre muito pequeno...” Dn 8.9

74
A Revolta dos Macabeus

Jerusalém mais uma vez estava arrasada, seu povo revoltado com a situação que se
encontravam, até que Matatias, que vivia em Modim (entre Jope e Jerusalém), podemos
assim dizer: “deu o grito de independência”.

Com muita bravura venceu diversas batalhas, mas no ano 167 a.C., no mesmo
ano da revolta veio a falecer.

Matatias possuía cinco filhos, os quais por um período de aproximadamente 100 anos
estabeleceram uma heróica e sangrenta independência.

- Judas (166-161): Rededicou o templo e fez aliança com Roma;


- Eleazar: Morreu em combate antes de 161 a.C.;
- Jônatas (161-142): Também foi um bravo guerreiro. Exerceu as funções de rei e
sacerdote;
- João: Morreu antes de Jônatas; e
- Simão (142-134): Consolida a vitória e foi feito governador e sumo sacerdote.

75
Descendentes dos Macabeus

Depois outros descendentes dos Macabeus também continuaram pelejando para


manter a liberdade de Israel:
- João Hircano (134-104): Cercou e destruiu a cidade de Samaria, arrasando o
templo dos samaritanos, construído sobre o monte Gerezim, por permissão de
Alexandre o Grande. Nesse tempo a divisão política era: JUDÉIA, SAMARIA,
GALILÉIA, IDUMÉIA e PERÉIA;
- Aristóbulo I (104-103): Filho de João Hircano;

- Alexandre Janeu (103-76): Era irmão de Aristóbulo I – Em seu tempo houve


uma espécie de guerra civil, por causa dos seus desmandos;
- Alexandra (76-67): Havia sido esposa primeiramente de Aristóbulo I e depois de
sua morte casou-se com Alexandre Janeu e após sua morte ascendeu ao trono; e
- Aristóbulo II (67-63): Foi o último rei do período independente e era filho de
Alexandre Janeu com Alexandra. Esse usurpou o poder de seu irmão mais velho
Hircano II, o qual deixou o governo pacificamente.

76
Os Romanos
No ano de 63 a.C., a Palestina passa para o Domínio romano através de Pompeu que
arrebatou o poder das mãos de Aristóbulo II e entregou a Hircano II.
Os governantes da Palestina até a Era Cristã:
- Hircano II (63-40):
- Antígano II (40-37):
- Herodes o Grande (37-4 a.C.):
Obs.: A Palestina estava agora dividida em 6 distritos: JUDÉIA, SAMARIA, IDUMÉIA,
GALILÉIA, PERÉIA e ITURÉIA.

“E tendo nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes..., eis que uns magos
vieram do oriente a Jerusalém, dizendo: onde está aquele que é nascido rei dos judeus?
Porque vimos sua estrela no oriente e vimos a adora-lo. E Herodes, ouvindo isto,
perturbou-se, e toda Jerusalém com ele.” Mt 2.1-3

Israel independente Jesus nasce na época de


Herodes o Grande (37-4 a.C.)

Os Macabeus Romano
167 476 d.C.
63 Queda do Império Ocidental
---
1453 d.C.
Império Oriental
Queda de Constantinopla

77
Diversas Contribuições
Contribuição Romana

Política: desenvolveram um sentido de unidade da espécie sob uma lei universal. Um


reflexo romano em busca da unidade foi garantir a todos a cidadania romana. Isso foi
feito para que todos os homens estivessem debaixo de um só sistema jurídico como
cidadãos de um só reino.

Militar: Pompeu tinha varrido os piratas do mediterrâneo e os soldados romanos


mantinham a paz nas estradas da Ásia, África e Europa. Isso foi uma porta aberta para
pregação do evangelho a todos os homens.
As estradas principais eram ótimas feitas de concreto e duravam séculos, chegando aos
pontos mais distantes do império, algumas delas são usadas até hoje. E Paulo se serviu
muito delas em suas viagens missionárias para atingir os centros estratégicos do
império romano.

O exército convocava habitantes das províncias para suprir a falta de romanos. Após se
converterem alguns ao cristianismo eram designados a outros pontos distantes e assim
o evangelho era espalhado.

As conquistas romanas conduziram muitos dos povos à falta de fé em seus deuses,


uma vez que não foram capazes de os livrar dos romanos. E nisso se encontravam em
um vácuo espiritual que não estavam sendo preenchidos pelas religiões romanas.

78
Diversas Contribuições
Contribuição Grega

A Língua: O evangelho universal precisava de uma língua universal.

O grego clássico tornou-se a língua que Alexandre, seus soldados e os comerciantes do


mundo helenístico, entre 338 e 146 a.C., modificaram, enriqueceram e espalharam pelo
mundo mediterrâneo.

A Filosofia: Esta preparou caminho para o cristianismo, pois levaram a destruição às


antigas religiões através dos seus questionamentos. Porém falhou na satisfação das
necessidades espirituais do homem. Então o homem tornava-se um cético ou procurava
as religiões de mistérios.

A filosofia através de Sócrates e Platão ensinava cinco séculos antes de Cristo que o
presente mundo temporal dos sentidos é apenas uma sombra do mundo real. Porém
apenas buscavam a Deus por meio do intelecto.

Obs: Os gregos aceitavam a imortalidade da alma, mas não criam na ressurreição do


corpo.

79
Diversas Contribuições
Contribuição dos Judeus

Monoteísmo – contrastava com a maioria das religiões pagãs;

Esperança messiânica – esperava um messias que estabeleceria a justiça;

Sistema ético – através da lei judaica, o judaísmo ofereceu ao mundo o mais puro
sistema ético de então;

A Tanach – os judeus prepararam o caminho para a vinda do cristianismo ao legar a


igreja em formação um livro sagrado que foi muito utilizado por Jesus e seus apóstolos;

Filosofia da história – sustentavam uma visão linear da história, na qual Deus


soberano que criou a história triunfaria;

A sinagoga – criada na ausência do templo durante o cativeiro babilônico, eram


freqüentadas por judeus e muitos gentios, onde os israelitas se reuniam para estudar,
copiar e ensinar as Escrituras. Jesus e seus apóstolos utilizavam as sinagogas em suas
viagens evangelísticas.

80
Israel x Palestinos

“Eis que seguramente poderão vir a juntar-se contra ti,


mas não será por mim; quem se ajuntar contra ti cairá por
causa de ti.” Is 54.15

81
Raízes do Conflito

Em 1897, durante o primeiro encontro sionista, ficou decidido que os Judeus


retornariam à Terra Santa, em Jerusalém, de onde foram expulsos pelos romanos a
partir dos anos 70 d.C.. Imediatamente teve início a emigração para a Palestina, que
era o nome da região no final do século XIX. Nesta época, a área pertencia ao Império
Otomano, onde viviam cerca de 500 mil árabes. Em 1903, 25 mil imigrantes judeus já
estavam vivendo entre eles. Em 1914, quando começou a I Guerra Mundial (1914-
1918), já eram mais de 60 mil. Em 1948, pouco antes da criação do estado de Israel,
os judeus somavam 600 mil.

Os confrontos se tornavam mais violentos à medida que a imigração aumentava.


Durante a II Guerra Mundial (1939-1945), o fluxo de imigrantes aumentou
drasticamente porque milhões de judeus se dirigiram à Palestina fugindo das
perseguições dos nazistas na Europa. Em 1947, a ONU tentou solucionar o problema e
propôs a criação de um “estado duplo”: o território seria dividido em dois estados, um
árabe e outro judeu, com Jerusalém como “enclave internacional”. Os árabes não
aceitam a proposta.

“Quando eu os tornar a trazer de entre os povos, e os houver ajuntado das terras de


seus inimigos, e eu for santificado neles aos olhos de muitas nações.” Ez 39.27

82
As Guerras

No dia 14 de maio de 1948, Israel declarou independência. Os exércitos do Egito,


Jordânia, Síria e Líbano atacaram, mas foram derrotados. Em 1967 aconteceram os
confrontos que mudariam o mapa da região, a chamada “Guerra dos Seis Dias”. Israel
derrotou o Egíto, Síria e Jordânia e conquistou de uma só vez toda a Cisjordânia, as
colinas de Golán e Jerusalém leste. Em 1973, Egíto e Síria lançaram uma ofensiva
contra Israel no feriado de Yom Kippur, o Dia do Perdão, mas foram novamente
derrotados.

A Intifada
Em 1987 aconteceu a primeira intifada, palavra árabe que significa “sacudida” ou
“levante”, quando milhares de jovens saíram às ruas para protestar contra a ocupação
considerada ilegal pela ONU. Os israelenses atiraram e mataram crianças que jogavam
pedras nos tanques, provocando indignação na comunidade internacional. A segunda
intifada teve início em setembro de 2000, após o então primeiro-ministro israelense,
Ariel Sharon, ter caminhado nas cercanias da mesquita de Al-Aqsa, considerada
sagrada pelos muçulmanos e parte do Monte do Templo, área sagrada também para os
judeus.

83
A Situação no Século XXI

Israel permanece nos territórios ocupados e se nega a obedecer a resolução 242 da


ONU, que obriga o país a se retirar de todas as regiões conquistadas durante a Guerra
dos Seis Dias. Apesar das negociações, uma campanha de atentados e boicotes de
palestinos, que se negam a reconhecer o estado de Israel, e israelenses, que não
querem devolver os territórios conquistados, não permite que a paz se concretize na
região.

O Cisma Palestino
Em junho de 2007 a Autoridade Nacional Palestina se dividiu, após um ano de
confrontos internos violentos entre os partidos Hamas e Fatah, que deixaram centenas
de mortos. A Faixa de Gaza passou a ser controlada pelo Hamas, partido sunita do
Movimento de Resistência Islâmica, e a Cisjordânia se manteve sob o governo do Fatah
do presidente Mahmoud Abbas.

O Hamas havia vencido as eleições legislativas palestinas um ano antes, mas a


Autoridade Palestina havia sido pressionada e não permitiu um governo independente
por parte do premiê Israel Hamiya. Abbas declarou estado de emergência e desistiu
Hamiya, mas o Hamas manteve o controle de fato da região de Gaza.

84