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MEC/SETEC/IF-Sul

COCIHTEC – HISTÓRIA

A ROMA ANTIGA EM TRÊS MOMENTOS

Temos chamado atenção da importância de termos noção da história de Roma


para compreendermos valores da nossa própria sociedade, como a noção de propriedade
particular.
A história da Roma antiga e comumente dividida pelos historiadores em três
períodos, salientando o aspecto político. Começa com a monarquia, que vai desde a
fundação de Roma, em 753 a.C. até a instituição da república em 509 a.C. Esta, por sua
vez, se prolonga até 27 a.C., quando tem início o chamado império, que se estende até
476 d.C., data em que a cidade é invadida e dominada por outros povos.

A Geografia

O clima da península itálica – onde Roma localizava-se – tinha verões quentes e


secos e invernos amenos. Nos Alpes e no vale do rio Pó, os invernos são mais frios e
úmidos. O solo de origem vulcânica, não é muito favorável à agricultura, com exceção das
planícies da Campânia e o Lácio (região de Roma). O litoral italiano era propício à
navegação, principalmente no lado ocidental. O relevo é acidentado, com colinas e
montanhas que, na Antiguidade, eram revestidas de florestas e de ricas pastagens, que
representavam três quartos da paisagem da península itálica.

Origens

Normalmente, os historiadores consideram o ano de 753 a.C. a data de fundação


da cidade de Roma. No entanto, fala-se que no século X a.C., agricultores e pastores
latinos teriam fundado uma pequena fortaleza nas margens do rio Tibre, no monte
Palatino. O crescimento de Roma seria o resultado da integração de aldeias nascidas em
torno desta fortaleza inicial. Há, também, estudos arqueológico, que apontam o ano de 575
a.C. , como um momento de expansão territorial das colinas, originalmente ocupadas, para
os vales e do grande desenvolvimento do artesanato e do comércio na região.
Todos já ouvimos falar das explicações míticas para origem de Roma: na versão
mais conhecida, Rômulo e Remo, gêmeos amamentados por uma loba, teriam sido os
fundadores da cidade. Numa história que reúne personagens lendários, como Enéas, rei de
Tróia.
Na verdade, escavações mostraram, por exemplo, alicerces de cabanas de
meados do século VIII a.C., formando uma espécie de aldeia localizada em colinas na
região do Lácio. Esta era uma região da Itália, já nesta época, constituída por pequenas
cidades que fundaram a Liga Latina, uma federação composta por pequenas vilas visando à
proteção comum, da qual Roma fazia parte e que acabou por tornar-se sua principal
cidade. No local foram encontrados também vestígios materiais dos povos etruscos e
latinos. A civilização etrusca, formada ao norte de Roma, é apontada como “base do
processo civilizatório romano”, transformando com o seu domínio, uma “aldeia de pastores
em uma área urbanizada baseada na agricultura” (procure ler sobre os etruscos, povo
ainda pouco conhecido pela pesquisa).

Política, Economia e Cultura em três momentos

Durante o período da monarquia (753 a.C. – 509 a.C.), a cidade foi governada
por sete reis etruscos, que desempenhavam funções políticas, militares e religiosas e eram
auxiliados pela assembléia dos anciãos (Senado) e por um agrupamento de famílias dos
três povos que habitavam a península Itálica: sabinos, latinos e etruscos (Assembléia
Curiata).
Em 509 a.C., os proprietários de terras romanos (patrícios), receosos de estarem
perdendo poder, destituíram o rei etrusco Tarquínio II. Substituíam a monarquia pelo
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regime republicano (do latim “res publica”, que significa coisa pública, de todos, do povo).
Dividiram a administração entre dois patrícios chamados cônsules, que exerciam esse
cargo por um ano e eram membros do Senado, escolhidos pela Assembléia Centuriata,
formada inicialmente por cem cidadãos. Mais tarde, todos poderiam dela participar, mas
somente os ricos teriam direito a voto. A centúria era unidade do exercito romano, que
agrupava cerca de cem soldados.
Havia também outros magistrados – funcionários administrativos – que
auxiliavam os cônsules na administração do Estado: os pretores encarregavam-se da
justiça; os censores eram responsáveis pelo levantamento da riqueza dos cidadãos
(censo), a fim de classifica-los estabelecer seus direitos e obrigações; os edis cuidavam dos
trabalhos públicos, como a conservação de templos, das estradas e abastecimento da
população; e os questores administravam os bens públicos.
Foi durante a república que os romanos iniciaram a expansão de seu território,
conquistando e dominando outros povos. As áreas conquistadas eram transformadas em
províncias de Roma, e suas riquezas eram exploradas ao máximo. Os prisioneiros de
guerra tornavam-se escravos. Nesse período, houve concentração de riquezas nas mãos da
aristocracia patrícia – embora tenham surgido “novos ricos” de origem plebéia –,
aumentado a pobreza das camadas populares – comerciantes, pequenos agricultores,
artesãos, etc de origem plebéia – e por conseqüência a tensão social.
O domínio sobre vastos territórios culturalmente diferentes entre si acabou
provocando alterações culturais, bem como econômicas, políticas e sociais. A escravização
de prisioneiros de guerra desequilibrava a oferta de trabalho e enriquecia os grandes
proprietários. Ainda durante a república, Roma deu início ao “imperialismo”, primeiro
conquistando toda a península itálica. Nos séculos III e II a.C. , após enfrentar os
cartaginenses, Roma passou a dominar a Secilia, a Sardenha, e o entorno do mar
Mediterrâneo. A civilização romana não foi mais a mesma. Com inúmeras mudanças no
campo cultural, econômico, e político.
Os pequenos proprietários agrícolas migraram para Roma em busca de trabalho e
alimento para suas famílias. Com tantos problemas sociais, corrupção no Senado e um
exército ávido por mais e mais conquistas e recompensas, a republica romana em crise
deu lugar ao império.
O império, que se iniciou em 27 a.C. com Otávio Augusto, teve um primeiro
momento de paz e prosperidade econômica, chamado de Pax Romana. Logo no inicio do
período imperial, uma nova religião surgiria numa das províncias romanas – o cristianismo
– e que acabaria por ter uma importância fundamental nos destinos do Estado e da
civilização romana, sem falar nas implicações em escala mundial.
Embora os 150 primeiros anos de império tenham sido de prosperidade, de
maneira geral, o período foi marcado pela crise militar. Muitos chefes militares voltavam
fortalecidos das guerras de conquistas e aspiravam a cargos políticos em Roma. Alguns
chegaram, inclusive, a tornar-se imperadores, pois a sucessão passou a ser feita pelos
interesses dos diferentes grupos que compunham o exército romano.
Em 395 d.C., Teodósio, tentando fortalecer as fronteiras contra o avanço dos
hunos, germânicos, anglo-saxoes, francos, burgundios, visigodos, ostrogodos, lombardos,
vândalos, e outros ..., povos que os romanos consideravam bárbaros, dividiu o império em
ocidental (com capital em Roma e, depois, Ravena) e oriental (com capital em
Constantinopla), que mais tarde veio a chamar-se Império Bizantino.
No Império Romano do Ocidente, invadido por povos de origem germânica, em
476 d.C. fragmentado, desencadeou-se um processo político-econômico – e também,
cultural – que viria determinar valores fundamentais para a nossa civilização, como a
cultura cristã e o sistema econômico que organiza a vida de quase todas as sociedades no
mundo de hoje.

* Resumo baseado na experiência em leituras diversas.