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O câmbio e a sua empresa

No gráfico abaixo, temos demonstrado um período de aproximadamente 1 ano. Imagine uma captação
em maio de 2010, quando o dólar foi a cotado a R$1,87. Em abril deste ano, chegamos próximo ao valor
de R$1,57. Analisando esse intervalo de tempo, percebemos que houve uma apreciação a favor de
quem captou recursos, da ordem de 16% . Todavia, em maio deste ano, o dólar iniciou um processo de
alta, batendo nas resistências de R$1,62.

Sendo assim, alertamos aos parceiros que possuem passivo em dólar para não deixarem escapar a
grande vantagem acumulada até o momento. Diversos fatores, como o medo da inflação no Brasil e
mudanças no cenário externo, podem alterar bruscamente o fluxo cambial. Portanto, fiquem atentos e
sejam prudentes!

Estamos à disposição para, juntos, estudarmos formas e operações que possam garantir um bom
retorno e um desempenho cambial em suas captações.

Veja abaixo na matéria do jornalista Cristiano Romero para o jornal “Valor Econômico” como a dívida
em dólar de companhias brasileiras tem preocupado o governo.

Valor Econômico - 17/05/2011


“O governo está preocupado com o risco de exposição de empresas brasileiras à moeda americana,
como ocorreu na crise de 2008.

A preocupação do Banco Central é com as empresas e não com os bancos. Se o cenário internacional
mudar repentinamente e a direção dos fluxos de capitais se inverter, o real pode sofrer nova
depreciação. "Vamos continuar atuando, se for preciso, na dimensão da estabilidade financeira. Não do
sistema financeiro porque ele é muito regulado em termos de exposição cambial, mas da economia
como um todo. Se houver euforia, na hora em que a situação se reverter lá fora, para não ter surpresas,
temos que ter uma estratégia de saída", revelou ao Valor uma fonte graduada.

Há fatores temporários e permanentes por trás dos fluxos de capitais. Na primeira categoria, está a
política monetária das economias avançadas. Na avaliação do governo, essas economias não poderão
trabalhar de forma permanente com taxas de juros reais negativas, como vêm fazendo, por exemplo,
Estados Unidos, Europa e Inglaterra.

O governo avalia que os preços das commodities, outro fator que pressiona a taxa de câmbio no Brasil,
tendem à acomodação, com risco de baixa, o que, por sua vez, provocaria desvalorização das moedas
dos países exportadores. Técnicos oficiais não acreditam que os preços repitam este ano o movimento
de subida verificado no fim de 2010.

A correlação entre preços de commodities e taxa de câmbio no Brasil é grande. Quando os primeiros
sobem, o real se aprecia; quando caem, o real perde valor. "Embora nossa economia seja diversificada,
já vem de algum tempo que o real é identificado lá fora como uma "commodity-currency" [moeda cujo
valor depende das exportações de commodities], como o dólar australiano e o dólar canadense",
explicou um técnico.”

Por Cheng Amararo (Sócio-diretor – Apoio Investimentos)