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Como os Judeus estabeleceram a partir de 1913 um Banco Central

Privado nos Estados Unidos (FED)

O banqueiro judeu alemão - Paul


Moritz Warburg
figura central no estabelecimento do banco central dos EUA

«O Sr. Paul M. Warburg não está nada surpreendido pela ideia de que o Sistema da
Reserva Federal (o Banco Central Americano) é na realidade uma nova forma de
controlo privado bancário, porque na sua experiência europeia viu que todos os bancos
centrais eram negócios privados.

No seu artigo sobre "American and European Banking Methods and Bank Legislation
Compared" [Métodos Bancários Americanos e Europeus e Legislação Bancária
Comparada], o Sr. Warburg afirma:

"É igualmente interessante realçar que, contrariamente a uma ideia muito espalhada,
os bancos centrais da Europa não são, por norma, possuídos pelos governos. De facto,
nem o Governo Inglês, nem o Francês nem o Alemão possuem quaisquer acções do
banco central dos seus países. O Banco de Inglaterra é inteiramente gerido como uma
empresa privada, os accionistas elegem o conselho de directores, que se alternam na
presidência. Em França, o governo nomeia o governador e alguns dos directores. Na
Alemanha, o governo nomeia o presidente e um conselho supervisor de cinco membros,
enquanto os accionistas elegem o conselho de directores."

E, novamente, na sua discussão sobre o projecto de lei Owen-Glass, o Sr. Warburg diz:

"O plano da Comissão Monetária seguiu a teoria do Banco de Inglaterra, que deixa a
administração inteiramente nas mãos de homens de negócios sem ceder ao governo
qualquer parte na administração ou controlo. O argumento mais forte a favor desta
teoria é que o banco central, tal como qualquer outro banco, está assente em 'crédito
forte', e que a análise sobre créditos é uma questão de negócio que deve ser deixada
nas mãos de homens de negócios, e que o governo não deve interferir.»

****************************************

Henry Ford (1863 – 1947) foi o americano fundador da Ford Motor


Campany e pai das modernas linhas de montagem e da produção em massa. O seu
automóvel, Modelo T, revolucionou o transporte e a indústria americana. Ford foi um
inventor prolífico e registou 161 patentes. Na qualidade de dono da Companhia Ford
tornou-se um dos homens mais ricos e mais conhecidos do mundo.

Em 1918, Ford comprou um pouco conhecido semanário: «The Dearborn Independent».


No princípio dos anos 20 este semanário publicou um conjunto de quatro volumes de
artigos, cumulativamente intitulados «The International Jew» [O Judeu Internacional].

Segue-se artigo 59º completo (um pouco longo mas que merece verdadeiramente ser
lido) do Jornal "The Dearborn Independent" - 2 de Julho de 1921:

[Tradução minha]

The International Jew

Jewish Idea of Central Bank for America


O Projecto Judeu para um Banco Central nos Estados Unidos
A Reserva Federal dos
Estados Unidos da América
(Banco Central dos Estados Unidos)

Segundo as suas próprias declarações e os factos conhecidos, Paul M. Warburg planeou


a reforma do sistema monetário dos Estados Unidos e levou-a a cabo. Ele teve o êxito
que acontece a poucos homens de, chegando aos Estados Unidos como estrangeiro, ter-
se associado com a principal firma judaica americana, e posto imediatamente a circular
certas ideias bancárias que foram impulsionadas, manipuladas e adaptadas de várias
formas até se tornarem no que é conhecido como o Sistema de Reserva Federal [Federal
Reserve System].

Quando o Professor Seligman escreveu nos Procedimentos da Academia de Ciência


Política [Proceedings of the Academy of Political Science] que "a Lei da Reserva
Federal ficará associada na história ao nome de Paul M. Warburg," um banqueiro
judeu da Alemanha, ele tinha razão. Mas se essa associação, tal como o Professor
Seligman pretende indicar, significa um sinal de louvor, isso só o futuro o dirá.

O que o povo dos Estados Unidos não compreende e nunca compreendeu é que
enquanto a Lei da Reserva Federal foi governamental, o conjunto do Sistema de
Reserva Federal é privado. É um sistema bancário privado criado oficialmente.

Pergunte-se às primeiras mil pessoas que encontrar na rua, e 999 delas dirão que o
Sistema de Reserva Federal é um instrumento graças ao qual o governo dos Estados
Unidos interage no negócio bancário para benefício do povo. As pessoas pensam que,
tal como os Correios ou a Alfândega, um Banco da Reserva Federal é uma parte da
máquina oficial do governo.

É natural perceber que esta visão errónea tem sido encorajada por muitos daqueles que
têm competência para escrever publicamente sobre esta questão. Pegue-se nas
enciclopédias normais e, embora não se encontrem nelas afirmações adulteradas sobre
este facto, não se encontra uma declaração clara a dizer que o Sistema de Reserva
Federal é um sistema bancário privado; a impressão com que o leitor normal fica é que
o Sistema de Reserva Federal é parte do Governo.
O Sistema de Reserva Federal é um sistema de bancos privados, a criação de uma
aristocracia bancária dentro de uma já existente autocracia, através da qual uma grande
parte da independência bancária se perdeu, e através da qual foi tornado possível aos
especuladores financeiros centralizar grandes somas de dinheiro para os seus próprios
fins, benéficos ou não.

Que este Sistema foi útil nas condições artificiais criadas pela 1ª Guerra Mundial – útil,
quer dizer, para um Governo que não sabe tratar dos seus próprios negócios e finanças,
que como um filho pródigo está sempre a pedir dinheiro, e pedindo-o sempre que lhe
apetece – o Sistema provou, seja pelos seus defeitos inerentes ou por deliberada má
utilização, a sua incapacidade para lidar com os problemas da paz. Fracassou
tristemente na sua promessa e está agora em questão.

O plano do Sr. Warburg teve êxito mesmo a tempo de lidar com as condições da
Guerra, ele foi colocado no Conselho de Directores da Reserva Federal de forma a gerir
o seu sistema na prática, e embora estivesse então cheio de ideias sobre a forma como
os bancos podiam ser ajudados, Warburg ficou desapontadoramente silencioso sobre a
forma como as pessoas podiam ser socorridas.

Contudo, esta não é uma discussão sobre o Sistema de Reserva Federal. A sua
condenação genérica seria estúpida. Mas é um assunto que será debatido um dia, e a
discussão será muito mais aberta quando as pessoas compreenderem que se trata de um
sistema de bancos privados, aos quais foram entregues certos privilégios
extraordinários, e que criou um sistema de classes no universo bancário que constitui
uma nova ordem.

O Sr. Warburg, isto será lembrado, queria apenas um banco central. Mas, por questões
de ordem política, como nos diz o Professor Seligman, foram escolhidos doze bancos.
Uma análise dos debates do Sr. Warburg sobre o assunto mostra que ele primeiro queria
quatro bancos e mais tarde oito.
Por fim, foram consagrados doze bancos. A razão para tal foi que um banco central, que
naturalmente ficaria sediado em Nova Iorque, daria a uma nação desconfiada a
impressão de que era apenas um novo esquema para manter o dinheiro da nação a
escorrer para Nova Iorque. Tal como foi mostrado pelo Professor Seligman, o Sr.
Warburg era a favor de acautelar o que quer que fosse que pudesse atenuar a suspeição
popular sem invalidar o plano inicial.

Portanto, enquanto admitia perante os Senadores, que o examinaram para verificar se


ele tinha perfil para o Conselho de Directores da Reserva Federal – o Conselho que
ditava as políticas dos bancos que constituíam o Sistema de Reserva Federal e lhes dizia
o que tinham de fazer – que ele não gostava da ideia dos 12 bancos, afirmou que as suas
objecções poderiam "ser ultrapassadas de uma forma administrativa." Ou seja, os 12
bancos poderiam ser manobrados como se fossem apenas um banco central,
presumivelmente situado em Nova Iorque.

E foi assim que aconteceu, e é aí que deverá ser encontrada uma das razões para a actual
situação do país.

Hoje, não há falta de dinheiro em Nova Iorque. Filmes são financiados aos milhões. [...]
Loew, o homem do teatro judeu, não teve dificuldade em abrir 20 teatros novos este ano
– mas vá-se até aos estados agrícolas, onde a verdadeira riqueza do país está no solo e
nos celeiros, e não existe dinheiro para os agricultores.

É uma situação que ninguém pode negar e que poucos podem explicar, porque a
explicação não é linear. As situações naturais são sempre mais fáceis de explicar.
Situações artificiais contêm sempre um ar de mistério. E aqui estão os Estados Unidos,
o país mais rico do mundo, possuindo actualmente a maior fatia de riqueza que se pode
encontrar no mundo – real, disponível, riqueza utilizável; e no entanto está fortemente
agrilhoado, e não se pode movimentar pelos canais normais, por causa da manipulação
que está a ser seguida no que respeita ao dinheiro.

O dinheiro é o maior mistério para a mente popular, e quando esta consegue um


vislumbre da sua essência descobre que o mistério nada tem a ver com o dinheiro em si
próprio, mas com a sua manipulação, com aquilo que é feito de "forma administrativa".

Os Estados Unidos nunca tiveram um Presidente que tenha dado provas de compreender
totalmente este assunto. Os nossos Presidentes sempre tiveram de ser aconselhados por
financeiros. O Dinheiro é a coisa mais pública do país; é a coisa mais federalizada e
governamentalizada do país; e no entanto, na situação actual, o Governo dos Estados
Unidos não tem quase nada a ver com ele, excepto utilizar várias formas de o obter, tal
como as pessoas o fazem, daqueles que o controlam.

A Questão Monetária, devidamente resolvida, é o fim da Questão Judaica e de qualquer


outra questão de natureza mundana.

O Sr. Warburg é da opinião de que diferentes taxas de juro têm de ser utilizadas em
diferentes partes do país. Que o fizeram em partes diferentes do mesmo estado sempre o
soubemos, mas a razão para isso acontecer não foi revelada. O merceeiro da cidade
pode obter dinheiro do seu banco a uma taxa mais baixa do que o agricultor do concelho
ao lado consegue obter do seu banco. Porque é que a taxa de juro cobrada à agricultura
tem sido maior do que qualquer outra é uma questão que a literatura ou a prosa
financeira nunca abordou publicamente. Tal como a natureza privada do Sistema da
Reserva Federal – muito importante, mas que nenhuma autoridade pensa valer a pena
aclarar. A taxa de juro cobrada à agricultura é de grande importância, mas discuti-la
implicaria a sua admissão e aparentemente tal não é desejável.

A aprovação da Lei da Reserva Federal


em 23/12/1913

Ao comparar a presente Lei da Reserva Federal com a proposta de lei de Aldrich, o Sr.
Warburg disse:

Sr. Warburg – "Julgo que a presente lei tem a vantagem de lidar com o país inteiro e
oferecer-lhes diferentes taxas de juro, ao passo que, com a lei proposta pelo Senador
Aldrich, teria sido muito difícil fazer isso, já que estabelecia uma taxa de juro uniforme
para todo o país, o que eu acho que seria um erro."

Senador Bristow – "Ou seja, sob a presente lei pode-se cobrar uma taxa de juro mais
elevada numa parte do país do que aquela que se cobra noutra, enquanto que sob a lei
de Aldrich a taxa de juro seria uniforme."

Sr. Warburg – "É exacto."

Este é um ponto que vale a pena clarificar. Se o Sr. Warburg, tendo ensinado os
banqueiros, se virasse agora para o povo e explicasse porque é que uma classe do país
pode obter dinheiro para negócio que não produz riqueza real, enquanto outra classe
ocupada na produção de riqueza real é tratada como se estivesse fora do interesse da
banca no seu todo; se ele pode tornar claro porque é que o dinheiro é vendido a uma
classe ou a uma parte do país a um preço, enquanto a outra classe ou a outra parte do
país é vendido a um preço diferente, estaria a ajudar o povo a compreender estas coisas.

Esta sugestão é séria. O Sr. Warburg tem o estilo, a paciência pedagógica, o


conhecimento do assunto que faria dele um admirável pedagogo do público sobre estas
matérias.

O que ele já fez foi planeado sob o ponto de vista do interesse dos profissionais da
finança. É prontamente reconhecido que o Sr. Warburg desejava organizar as finanças
americanas duma forma mais flexível. Sem dúvida que em determinados aspectos ele
conseguiu importantes melhoramentos. Mas teve sempre a Banca em mente. Agora, se
ele assumisse uma posição para além destes interesses especiais, abordaria os interesses
mais vastos do povo – não assumindo que estes interesses passam sempre pela banca – e
faria bastante mais do que tem feito para justificar que tinha realmente uma missão ao
vir para este país.

O Sr. Warburg não está nada surpreendido pela ideia de que o Sistema da Reserva
Federal é na realidade uma nova forma de controlo privado bancário, porque na sua
experiência europeia viu que todos os bancos centrais eram negócios privados.

No seu artigo sobre "Métodos Bancários Americanos e Europeus e Legislação Bancária


Comparada," o Sr. Warburg afirma:

"É igualmente interessante realçar que, contrariamente a uma ideia muito espalhada,
os bancos centrais da Europa não são, por norma, possuídos pelos governos. De facto,
nem o Governo Inglês, nem o Francês nem o Alemão possuem quaisquer acções do
banco central dos seus países. O Banco de Inglaterra é inteiramente gerido como uma
empresa privada, os accionistas elegem o conselho de directores, que se alternam na
presidência. Em França, o governo nomeia o governador e alguns dos directores. Na
Alemanha, o governo nomeia o presidente e um conselho supervisor de cinco membros,
enquanto os accionistas elegem o conselho de directores."

E, novamente, na sua discussão sobre o projecto de lei Owen-Glass, o Sr. Warburg diz:

"O plano da Comissão Monetária seguiu a teoria do Banco de Inglaterra, que deixa a
administração inteiramente nas mãos de homens de negócios sem ceder ao governo
qualquer parte na administração ou controlo. O argumento mais forte a favor desta
teoria é que o banco central, tal como qualquer outro banco, está assente em 'crédito
forte', e que a análise sobre créditos é uma questão de negócio que deve ser deixada
nas mãos de homens de negócios, e que o governo não deve interferir.

O projecto de lei Owen-Glass vai, a este respeito, mais na linha do Banco de França e
do Reichsbank alemão, cujos presidentes e conselhos são até certo ponto nomeados
pelo governo. Estes bancos centrais, embora legalmente empresas privadas, são órgãos
semi-governamentais na medida em que lhes é permitido emitir a moeda da nação –
particularmente onde existem questões da elasticidade da moeda, como acontece em
todos os países excepto na Inglaterra – e na medida em que são os responsáveis por
praticamente todas as reservas metálicas do país e os guardiões dos fundos do
governo. Além disso, em questões de politica nacional o governo deve confiar na
vontade e na cooperação leal destes órgãos centrais."

Esta é uma passagem muito esclarecedora. Vale bem a pena ao leitor, especialmente ao
leitor que sempre esteve confundido com as questões financeiras, reflectir bem nos
factos aqui relatados por um grande especialista financeiro judeu acerca da ideia do
banco central.

Atente-se nas frases:

(a) "sem ceder ao governo qualquer parte na administração ou controlo."

(b) "Estes bancos centrais, embora legalmente empresas privadas ... é-lhes permitido
emitir a moeda da nação."

(c) "são os responsáveis de praticamente todas as reservas metálicas do país e os


guardiões dos fundos do governo."

(d) "em questões de politica nacional o governo deve confiar na vontade e na


cooperação leal destes órgãos centrais."

Não se trata agora de uma questão de saber se estas coisas estão certas ou erradas; é
apenas uma questão de compreender que constituem um facto.

É especialmente notável que no parágrafo (d) é razoável deduzir que em questões de


política nacional, o governo terá de depender não apenas do patriotismo mas também,
até certo ponto, da permissão e conselho das organizações financeiras. Esta é uma
interpretação correcta: questões de política nacional são, por este meio, tornadas
dependentes de empresas financeiras.

Deixemos este ponto bem claro, não interessando se deve ser esta a forma pela qual as
políticas nacionais devam ser decididas.

O Sr. Warburg disse desejar uma certa parte de controlo governamental – mas não
demasiada. Warburg afirmou: "Ao reforçar o controlo governamental, o projecto de lei
Owen-Glass foi na direcção certa; mas foi demasiado longe e caiu no outro extremo
ainda mais perigoso."
O "outro extremo ainda mais perigoso" era, evidentemente, uma maior supervisão
governamental e o estabelecimento de um certo número de Bancos da Reserva Federal
no país.

O Sr. Warburg tinha referido isto anteriormente; concordou com um número maior [de
bancos] apenas porque parecera uma concessão política inevitável. Já foi mostrado, pelo
Professor Seligman, que o Sr. Warburg estava atento à necessidade de encobrir um
pouco aqui e um pouco acolá, para acalmar um público desconfiado. Era um pouco
como a história do empregado de balcão e da caixa registadora.

O Sr. Warburg julga que percebe a psicologia americana. A este respeito lembra um dos
relatórios do Sr. von Bernstorff e do Capitão Boy-Ed sobre os que os americanos eram
ou não capazes de fazer. Na Political Science Quarterly [Revista trimestral de Ciência
Política] de Dezembro de 1920, o Sr. Warburg conta como, numa recente visita à
Europa, lhe foi perguntado por homens de todos os países o que é que os Estados
Unidos iam fazer. Warburg assegurou-lhes que a América estava um pouco esgotada
naquela altura mas que iria dar a volta por cima. E então recordando os seus esforços
para implantar um sistema monetário aos americanos, disse:

"Pedi-lhes para serem pacientes connosco até depois das eleições, e elogiei-lhes as
nossas experiências com a reforma monetária. Lembrei-lhes como o plano de Aldrich
falhou porque, naquela altura, um Presidente Republicano tinha perdido o controlo do
Congresso para uma maioria Democrática; lembrei-lhes como os Democratas tinham
amaldiçoado este plano, qualquer plano que envolvesse um sistema bancário central; e
como, uma vez [os Democratas] no poder, a National Reserve Association [Associação
de Reserva Nacional] evoluiu, disfarçadamente, para o Sistema da Reserva Federal."

Lembrando este jogo perante o público, e o jogo por trás do pano, esta "camuflagem",
como diz o Sr. Warburg, de transformar dissimuladamente uma coisa noutra, Warburg
responsabilizou-se em assegurar aos seus amigos na Europa que fosse o que fosse que
qualquer plataforma política dissesse, os Estados Unidos fariam essencialmente o que a
Europa esperava que eles fizessem. O motivo para esta crença do Sr. Warburg, tal como
ele disse, era a sua experiência em fazer passar a ideia de um banco central através das
objecções públicas de todos os partidos. Warburg acredita que com os americanos é
possível obter o que se quiser se se agir habilmente. A sua experiência com a reforma
monetária parece ter-lhe dado essa certeza.

Os políticos podem ser peões necessários neste jogo, mas como membros do governo o
Sr. Warburg não os quer na banca. Eles não são banqueiros, diz; eles não compreendem;
os homens do governo não se devem intrometer na banca. O político pode servir para o
Governo dos Estados Unidos mas não é suficientemente bom para a banca.

"No nosso país," diz o Sr. Warburg, referindo-se aos Estados Unidos, "onde qualquer
leigo pode concorrer a qualquer lugar, onde a amizade ou a ajuda numa campanha
presidencial, financeira ou política, tem sido sempre factor de preferência política,
onde as ofertas de votos e favores políticos estão sempre presentes na mente de um
político, ... não podem existir dúvidas de que, tal como a situação está neste momento
(1913), com dois membros do governo como membros da Direcção da Reserva
Federal, e com enormes poderes garantidos a esta, o Projecto de Lei Owen-Glass
produzirá uma administração directa do governo."

E isso, claro, no entender do Sr. Warburg, não é apenas "perigoso," mas "fatal." A
vontade do Sr. Warburg foi quase completamente aceite neste assunto. E qual foi o
resultado?

Lembremos o testemunho de Bernard M. Baruch, quando foi interrogado relativamente


à acusação de que certos homens próximos do Presidente Wilson tinham lucrado 60
milhões de dólares em operações na bolsa, fruto de informação privilegiada que eles
tiveram sobre o que o Presidente iria dizer no seu discurso sobre a próxima Guerra – a
famosa investigação da "fuga", como foi chamada; uma das várias investigações nas
quais o Sr. Baruch foi rigorosamente questionado.

Bernard Mannes Baruch

Nessa investigação o Sr. Baruch esforçou-se para mostrar que não tinha tido nenhuma
comunicação telefónica com Washington, especialmente com certos homens que
supostamente tinham partilhado os lucros dos negócios. Foi em Dezembro de 1916. O
Sr. Warburg estava então em segurança no Conselho de Directores da Reserva Federal,
que ele manteve a salvo das intrusões do Governo.

O Presidente [da investigação] – "Claro que estes registos da companhia dos


telefones, os comprovativos, mostrarão as pessoas com quem o senhor falou."

O Sr. Baruch – "Quer que eu diga? Posso afirmar quem são."

O Presidente [da investigação] – "Sim, acho que deve."

O Sr. Baruch – "Telefonei a duas pessoas; uma, o Sr. Warburg, com quem não
consegui falar, e outra, com o Secretário mcAdoo, com quem falei – ambas referentes
ao mesmo assunto. Gostaria de saber qual era o assunto?"

O Presidente [da investigação] – "Sim, acho bem que nos diga."

O Sr. Baruch – "Telefonei ao Secretário porque alguém me sugeriu – pediu-me para


sugerir o nome de uma pessoa para o Banco da Reserva Federal, e telefonei-lhe a
propósito disso e discuti o assunto com ele, penso que duas ou três vezes, mas foi-me
recomendado que fizesse eu próprio a sugestão e eu fi-la." (pp. 570-571).

O Sr. Campbell – "Sr. Baruch, quem é que lhe pediu para sugerir um nomeado para o
Banco da Reserva Federal?"

O Sr. Baruch – "O Sr. E. M. House."

O Sr. Campbell – "O Sr. House disse-lhe para telefonar ao Sr. McAdoo para fazer
essa recomendação?"

O Sr. Baruch – "Vou-lhe dizer exactamente o que aconteceu: o Sr. House ligou-me e
disse que havia uma vaga no Conselho da Reserva Federal, e acrescentou, 'eu não sei
nada sobre esses senhores, e gostaria que você fizesse uma sugestão.' E eu sugeri o
nome que julguei ser adequado, e ele disse-me, 'gostava que você ligasse ao Secretário
e lhe dissesse.' E eu disse, 'não vejo necessidade; digo-lhe a si.' 'Não,' disse ele,
'preferia que fosse você a telefonar-lhe.'" (p.575)

Aqui temos um exemplo de como a Reserva Federal se "mantinha afastada da política,"


se mantinha afastada da supervisão do governo que seria não apenas "perigosa", mas
"fatal".

Barney Baruch, o jogador de acções de Nova Iorque, que nunca possuiu um banco na
vida dele, recebeu uma chamada do Coronel E. M. House, o super político da
Administração Wilson, e desta forma foi acrescentado mais um membro ao Conselho da
Reserva Federal.

Edward Mandell House


Uma chamada telefónica manteve dentro de um pequeno círculo de Judeus e resolvido
por uma palavra de um negociante de acções – o que, na prática, era a grande reforma
monetária do Sr. Warburg. O Sr. Baruch a telefonar ao Sr. Warburg a dar-lhe o nome do
próximo nomeado para o Conselho da Reserva Federal, e telefonando ao Sr. McAdoo,
Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, e fazê-lo em nome do Coronel E. M. House
– ainda haverá alguma admiração que o poder Judeu no governo de guerra americano
continue a crescer de maneira espantosa?

Mas, Como o Sr. Warburg escreveu – "a amizade ou ajuda numa campanha
presidencial, financeira ou política, tem sempre dado azo a reclamações sobre
preferências políticas." E como chama a atenção o Sr. Warburg, este é um país "onde
qualquer amador sem preparação é candidato a ministro," e naturalmente, com tais
homens no governo, devem ser mantidos a uma distância segura dos assuntos
financeiros.

Como que para ilustrar esta ignorância, temos o Sr. Baruch que cita o Coronel House
como tendo dito, "eu não sei nada sobre esses senhores, e gostaria que você fizesse uma
sugestão". É admissível duvidar que tudo o que o Coronel House tenha confessado fosse
a sua ignorância sobre "esses senhores". Existia um bom entendimento entre estes dois
homens, demasiado bom para que a alegada conversa telefónica seja tomada à letra. É
bem possível que o Sr. House não seja um financeiro. O Sr. Wilson não o era
certamente. Na longa lista de Presidentes só meia dúzia o foram, e esses foram
considerados os mais drásticos nas suas propostas.

Mas toda esta conversa sobre ignorância, como acusou o Sr. Warburg, soa como um eco
dos Protocolos: "Os administradores escolhidos das massas por nós, não serão pessoas
treinadas para governar, e consequentemente tornar-se-ão facilmente peões do nosso
jogo, executado pelos nossos sábios e talentosos conselheiros, especialistas educados
desde a infância na administração dos negócios do mundo."

No Vigésimo Protocolo, no lugar onde o grande plano financeiro da subversão e


controlo mundial é revelado, há outra referência à ignorância dos governantes sobre os
problemas financeiros.

É uma coincidência que, embora não utilize o termo "ignorância", o Sr. Warburg seja
bastante sincero no que respeita ao estado pouco culto em que encontrou este país, e
seja também bastante sincero sobre os "amadores inexperientes" que são candidatos a
cada ministério. Estes, diz ele, não são adequados para tomar parte no controlo das
questões monetárias. Mas o Sr. Warburg é. Ele di-lo. Admite que era a sua ambição,
desde o momento em que veio para cá na qualidade de um banqueiro judeo-alemão,
alterar os nossos assuntos financeiros para que ficassem mais ao seu gosto. Mais do que
isso, teve sucesso, ele próprio di-lo, mais do que a maior parte dos homens têm numa
vida inteira; ele teve sucesso, diz o Professor Seligman, a tal ponto que através da
história o nome de Paul M. Warburg e o Sistema da Reserva Federal ficarão
unidos.
.
Publicada por Diogo em 00:15
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Etiquetas: Henry Ford, Judeus, Paul M. Warburg, Reserva Federal
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