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RELATÓRIO DE CAMPO – ECOLOGIA URBANA

Marcelo Bezerra do Nascimento1

Orientação: Prof. Ms. Giovanni Bruno Souto Marini

Este relatório tem como função descrever de forma mais clara possível os campos que
ocorreram durante a última fase do semestre de Ecologia Urbana e além disso
apresentar soluções sensatas e cabíveis para as condições apresntadas no campo. Este
também é de grande valia para o aprendizado do aluno que ao longo das aulas foi
entendendo a importância da ecologia urbana dentro da arquitetura e naturalmente surge
a vontade de uma aula de campo. Estas aulas mostraram claramente que a disciplina
está intimamente ligada a Arquitetura e ao Urbanismo, que visam sempre a melhor
qualidade de vida da população. Outro fator primordial é a questão ‘sustentabilidade’,
que hoje é indispensável. Em síntese, apesar da dificuldade, este trabalho é muito se
torna um dos trabalhos que mais “eficientes” para que o aluno entendesse a relação
entre Ecologia e Arquitetura e ainda a importância dessa união.

RELATÓRIO DE CAMPO 1 (Avenida Costa e Silva ou Imigrantes, 25/05, 14:30)

O ponto de encontro do primeiro campo foi próximo ao Correios inicialmente visitou-se


o ponto A, indicado no mapa abaixo:

1
Graduando (a) em Arquitetura e Urbanismo UNIRON do 5º período.
Neste ponto, houve um deslizamento em 2006, em função da ocupação irregular
da área. A ocupação humana nessa área gerou a exposição do solo que começa a perder
todo o equilíbrio do solo que se rompe, outro fator influenciado pela ocupação humana
é a própria impermeabilização do solo que somado a quantidade de chuva e todos esses
fatores juntos, gerou o deslizamento. Depois desse deslizamento houve uma intervenção
e os engenheiros pensaram na questão de encontrar denovo o equilíbrio morfodinamico.
A solução foi a construção de um muro de pedras para que a água pudesse infiltrar entre
elas como na figura abaixo:

Outra solução foi uma obra para diminuir a inclinação do local, e alguns canos que
drenam parcialmente a água da rua como abaixo:
Em seguida, o ponto B, onde existe um igarapé cercado de casas numa grande área de
várzea. Existe um fundo de vale muito aberto como nas figuras abaixo:

Uma quantidade muito grande de água que chega nessa área e provoca todo um impacto
de ecologia urbana ligada as inundações e enchentes. E muitos outros problemas
também ligados a saúde publica como, por exemplo, doenças parasitárias, a falta da rede
de esgotos, o igarapé dos tanques percorre todo um caminho dentro da cidade, no qual
ele vai recebendo dejetos. Quando chega nesta área mais plana alem do problema em si,
o mesmo é potencializado pela composição da água. O Rio Madeira enche muito e
começa a entrar na área, o que gera um grande imenso lago. Logo, surgem os piores
problemas possíveis, porque além da área alagada, ela está com água parada. Existem
casas ocupando as margens desse vale, na margem do córrego, perceptíveis a
inundação. Todas são de palafitas, que são rapidamente deterioradas.
RELATÓRIO DE CAMPO 2 (Rua Almirante Barroso com percurso pelo bairro
mocambo, 29/05, 14:30)

O local de encontro do deste campo foi em frente ao Colégio Dom Bosco, de lá,
percorreu-se até o Ponto “A”, indicado na figura acima. Trata-se da área da nascente do
igarapé Sta. Barbara que será atingido diretamente pela obra de revitalização da
Madeira Mamoré e pelo complexo Beira Rio, provavelmente a área será desapropriada e
revitalizada. Sua nascente se encontra a 10m morro acima pro lado direito do ponto e na
direção da área que observa-se nestas fotos:
As fotos mostram uma preservada e particular, onde a nascente se encontra, por isso é
possível notar muitas vegetações que não são nativas, mas mesmo assim o
microambiente está preservado de acordo com o previsto na legislação, que é preservar
a cabeceira (onde a água é captada). Outro fator bastante relevante neste ponto e no
campo como um todo(fotos abaixo), é que é uma área mais impermeabilizada(30% a
40%), no centro da cidade. A consequência disso é que a área fica suscetível a qualquer
inundação, que se potencializa pois sua vertente é relevantemente íngreme e isso cria
uma maior vazão, logo acontece a erosão. Mais um agravante é o escoamento de
poluentes no igarapé do lado esquerdo do ponto “A”. Fotos:
Andando no fundo de vale, na continuação do igarapé(ponto B da primeira foto), nota-
se logo um problema típico de ineficiência ou ausência de drenagem urbana como visto
na figura abaixo:

A água que vem sendo toda escoada do ponto A, e nota-se também uma “alcova de
regressão”, a água bate com muita força e vai erodindo o solo por baixo e provocando a
erosão progressiva do solo, uma típica erosão pluvial.

Em seguida o campo segue rumo ponto C, uma área de ocupação irregular em cima do
igarapé por agentes socialmente excluídos, falta de saneamento básicos, moradias sobre
espécies de palafitas, tudo de madeira, em uma área que pode haver enchente a todo
momento. Nota-se nas fotos abaixo:
O mais interessante e talvez “absurdo” de tudo é que são pessoas que praticamente não
existem em uma área central da cidade, seres humanos que vivem em uma condição
“desumana” e que pioram isso poluindo o próprio igarapé que habitam, ruim para os
dois lados. Um indicador claro e agravado de desleixo do poder público para com uma
zona tão central da cidade.

O igarapé vai seguindo poluído até o ponto D, e durante essa tragetória ele passa
canalizado por de baixo do Tribunal Eleitoral, em algum momento houve uma obra de
engenharia que aterrou o igarapé. O ponto D é uma grande planície de inundação, um
vale bem mais extenso que a nascente bem mais perto do centro de Porto Velho(300
metros). A impermeabilização é de 50% a 70%, pois a área é mais urbanizada. O ponto
D por si só é um exemplo claro de descaso ou falta de capacitação para o planejamento
urbano de porto velho, mas logo ao lado nota-se uma coisa bem pior uma área de
várzea, extremamente impermeabilizada. Grande vale do ponto D:
RELATÓRIO DE CAMPO 3 (Praça do Skate Parque, 11/06, 14:30)

A foto abaixo mostra os principais pontos de observação deste último campo:

Neste campo existem várias nascentes, nota-se uma nascente soterrada e o mau uso dos
espaços público, um vazio urbano.

A caminhada inicia-se no ponto A, a cabeceira(arco onde capta a água) do igarapé sem


nome, que tem o lençol freático perto da superfície e que não se encontra sobre rocha
fraturada, o que faz com o que o igarapé perca o poder de recarga e vá secando,
provocando também assoreamento. Olhando a foto abaixo fica mais fácil entender:
Além disso, atrás rotatória(de onde vem o igarapé) nota-se uma falta de projeto eficaz
de drenagem, o bueiro no meio da rotatória só capta água de um lado, então quando
chove o resto da água fica presa, alagando assim a rua. Neste igarapé, a água não é
aparentemente corrente porque durante essa obra de retilinização(obra de engenharia),
formam-se algumas irregularidades, isso modifica a dinâmica fluvial, o escorrimento do
rio vai é prejudicado, as vezes a água fica empoçada.

Depois dessas observações, no ponto B, é possível ver pela várias coloração que o solo
tem que lençol freático flutua muito, logo não é funcional construir algo nessas áreas,
pois alagam periódicamente.

Do ponto B em direção ao ponto D, passamos pelo ponto C, onde é possível ver uma
pseudo-nascente. A antiga nascente foi soterrada pela ocupação, e como foi soterrado, a
nascente continua mantendo a vazão da água, mas ligado direto no esgoto das casas,
isso faz com que a água já chegue poluída na nascente. Sabe-se também que além do
poder público, existe uma ONG que da assistência raramente ao local.

Finalmente, no ponto D encontramos uma área interessante, mas não por ter uma longa
ocupação que prejudique o meio ambiente, é por ser uma área vazia, a praça só é
ocupada em um setor.
CONCLUSÕES OU RECOMENDAÇÕES

Conclusões e Recomendações, Campo 01: Logo no ponto A, houve certo problema de


deslizamento em 2006, mas atráves de obras de engenharia cívil eficazes e duradouras,
alguma coisa que se pode ainda fazer é aperfeiçoar o sistema de drenagem e garantir
que conforme o código de obras, esses tipos de áreas não sejam habitadas. Já no ponto
B, o problema é bem mais crítico, a área de várzea está puluída, há alagação, casas de
palafitas que tendem a desmoronar a qualquer hora. Logo a solução mais lógica para
isso seria primeiramente desabrigar a população das áreas mais críticas. Após isso
acontece outro problema complicado, pois a poluição do igarapé e oriunda de toda
cidade sugere-se então que em parceria com um bom projeto de tratamento de esgotos
da cidade, inicia-se um processo revitalização desse igarapé, mas é óbvio que é um
processo a longo prazo, nenhum problema grande é resolvido com soluções
imediatistas.

Conclusões e Recomendações, Campo 02: A princípio, no ponto A, parece um


problema fácil de ser resolvida, embora a mercê novamente do tratamento de esgoto.
Por se tratar de uma área impermeabilizada, e necessário u ma drenagem eficiente
também e no ponto B observa-se claramente o a falta que essa drenagem faz, uma clara
erosão, e outro fator que soma, muito lixo jogado junto, a proposta maior são meios
eficazes para acabar com os poluentes, aterros sanitários, tratamento de esgoto eficiente,
etc... No ponto C, um caso agravado, porém específico, uma ocupação totalmente
irregular e no meio da cidade, impossível a ocupação ali, em cima o igarapé, é ruim pras
pessoas e para o igarapé, logo o remanejamento daqueles habitantes para outra área
deve ser imediata. Como se trata do centro da cidade, uma área bem impermeabilizada,
fica a sugestão de usar um material mais permeável e de criar um bosque naquela área,
algo interessante e que se alia-se a drenagem. Indo então para o ponto D, percebe-se
claramente que é o momento mais crítico do campo, até porque é como se fosse o
resultado de tudo mais o agravante de estar mais perto do centro(maior
impermeabilidade), dependendo dos cálculos, provavelmente necessitaria refazer o que
foi mal feito, ou o que nem foi pensado praquela área, muitas áreas podem ser com
pisos mais permeáveis, direcionamento do escoamento. Bem, em síntese a grande
problemática desse campo foi a ocupação irregular, o esgoto poluindo o igarapé que até
na nascente é preservado, e a má eficiência da drenagem. Uma solução é criar essa rede
de drenagem, tratamento de esgoto, fazer uma realocação dos socialmente excluídos e
por fim revitalizar e preservar as áreas afetadas.
Conclusões e Recomendações, Campo 03: Não que o campo 03 seja mais simples, mas
por se tratar de uma área mais “recatada”, cabe ainda uma solução mais social.
Entretanto, a proposta para a primeira problemática(ponto A) que é o assoreamento, isso
faz com que o rio vá secando e se “auto-aterre”. A proposta é então criar uma
revitalização colocando vegetação na margem, para que aterra funcione de forma a não
assorear, vegetações como capim são muito boas para isso, pois crescem rapidamente e
suprem as necessidades. Também recriar a drenagem para que o bueiro no centro da
rotatória possa captar água dos dois lados. E por se tratar de uma zona mais familiar, a
utilização do espaço vazio para a criação de um bosque é bem eficiente e ainda usar
vegetações que supram as necessidades nas áreas já estão ocupadas e estão em falta,
criar zonas para descanso, mini quadras para que as crianças possam brincar, e uma
reforma geral no local.